Autor: diogo.almeida1979

  • Fla-Flu é marcado pro Engenhão, mas clubes esperam Justiça

    A tarde de hoje foi marcada por muita movimentação na Ferj em torno do palco da final da Taça Guanabara, entre Flamengo e Fluminense, no próximo domingo. A Ferj confirmou a partida para o Engenhão de qualquer maneira, mas tanto Fluminense — que será o mandante, de acordo com sorteio realizado na federação — quanto Flamengo manifestaram que, caso o juiz Guilherme Schilling não permita, em audiência que será realizada amanhã, que o jogo tenha duas torcidas, buscarão uma alternativa. Já o presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira, disse que caso a liminar impondo torcida única seja derrubada, vai recorrer da decisão de marcar o jogo para o Engenhão. Veja abaixo a posição de cada um:

    Ferj

    O diretor de Competições da Ferj, Marcelo Viana, disse que, para cumprir o regulamento, a entidade quis inicialmente marcar o jogo para o Maracanã, mas que não será possível que a partida aconteça no estádio, pois ele passará por uma vistoria da PM na próxima sexta e os ingressos têm que ser vendidos antes desta data. Caso o jogo não possa ser no Maracanã, o regulamento determina que a partida seja no Engenhão, com torcida mista. Marcelo Viana disse que tem um “otimismo muito grande” para que a Justiça reverta a liminar da torcida única, mas que, caso a decisão seja mantida, o jogo terá torcida única do Fluminense, que foi sorteado como mandante. Ele afirmou que a venda de ingressos começará antes mesmo da decisão da audiência amanhã no Tribunal de Justiça.

    TJD

    Provocado pela Procuradoria, o presidente do Tribunal de Justiça Desportiva emitiu liminar ordenando que o jogo seja no Engenhão, sob pena de multa de R$ 300 mil, por considerar que o Maracanã não tem condições para o jogo e o regulamento determina que seja no Engenhão.

    Fluminense

    Apesar de ter sido sorteado como mandante, o Fluminense “mantém sua posição de não aceitar jogo com torcida única”. “O Flu não trabalha com a hipótese de torcida única. Para a gente só interessam duas torcidas”, afirmou o presidente Pedro Abad na saída da reunião na Ferj. Ele negou que vá colocar ingressos à venda antes da audiência com o juiz Guilherme Schilling amanhã. Abad afirmou que acredita que o juiz, no mínimo, abra outra exceção para o jogo com duas torcidas como fez para a semifinal para Flamengo e Vasco, mas que, caso isso não aconteça, os clubes trabalham “com várias hipóteses que só vamos levar à frente após a decisão do juiz”. O presidente anunciou uma campanha conjunta de Flamengo e Fluminense para paz no clássico de domingo, que já começou com tweets simultâneos dos dois clubes.

    Botafogo

    Mesmo com o regulamento sendo claro que, no caso do Maracanã estar indisponível, o Engenhão deve ser o palco dos clássicos no Campeonato Carioca, o presidente do Botafogo, Carlos Eduardo Pereira, disse que mantém a posição de não ceder o estádio para clubes que não tem “relações comerciais” com o Botafogo — caso do Flamengo. Ele afirmou que, caso a liminar da torcida única seja mantida, receberá a torcida do Fluminense de braços abertos, mas, caso contrário, prometeu recorrer da decisão da Ferj e do TJD de marcar o jogo para o Engenhão e insistirá para que a partida aconteça no Maracanã.

    Flamengo

    O presidente Eduardo Bandeira de Mello disse ter “a esperança, praticamente a certeza” de que a liminar da torcida única será revertida na audiência de amanhã. “Como Flamengo e Vasco transcorreu sem nenhum problema, entendemos q fizemos por merecer q decisão da torcida única fosse revogada em definitivo”, afirmou. Ele disse que, caso essa expectativa otimista seja contrariada, Flamengo e Fluminense vão se reunir novamente e tomar uma decisão sobre o local da partida. Quanto ao presidente do Botafogo, Bandeira lamentou a belicosidade de suas declarações: “No momento em que lutamos pela paz nos estádios, prefiro conclamar os torcedores, inclusive os botafoguenses, que eu tenho muitos amigos, a nos unirmos para acabar com torcida única e ter harmonia entre as torcidas nos estádios, e os dirigentes devem dar o exemplo”.

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  • Bolão Mundo Bola 2017 – Inscrição

    Antes de cada jogo sempre brincamos de acertar o placar. É uma forma de esquentar a expectativa para aquele jogão do Flamengo. Perguntamos para nossos amigos da rua, do colégio, do Facebook, do Twitter… Enfim, é a melhor forma de entrar no clima da partida!

     

    E aí, hoje será quanto? Nosso artilheiro vai marcar?

     

    O Mundo Bola pensou uma forma de estabelecer mais um elo de ligação com você e surgiu a ideia do Bolão Mundo Bola: uma forma de interatividade, diversão e diálogo entre a gente. A ideia do Mundo Bola é romper quaisquer barreiras que existam entre “quem escreve” e “quem lê” nosso site e nos acompanha nas redes sociais. Somos todos Rubro-Negros e o Mundo Bola é nosso!

    Participe dessa brincadeira, deixe seus palpites! É muito simples participar, basta preencher o formulário abaixo e apostar em todas as rodadas. Nessa edição não podemos prometer prêmios, mas a diversão será garantida.

    Atenção! As regras e o sistema de apostas mudaram. Quem participou em 2016 precisará refazer a inscrição.

    REGRAS BÁSICAS DO BOLÃO Mundo Bola 2017

    I) O participante que acertar o placar ganhará 14 (quatorze) pontos.

    1. Caso um dos times faça 8 (oito) gols ou mais, será dada a pontuação máxima para quem acertou o número de gols do outro time e apostou que o outro faria 7 gols.

    II) O participante que acertar apenas o resultado – vitória, empate ou derrota – ganhará 7 (sete) pontos.

    III) Cada autor de gol ou assistência certo valerá 1 (um) ponto.

    1. Caso algum jogador faça gol/assistência e não esteja disponível no formulário de apostas, o ponto dele será distribuído para todos que participaram no bolão na rodada em questão.

    IV) Os gols serão creditados de acordo com a súmula do jogo para evitar interpretações diferentes dos participante ou da equipe do Mundo Bola. As assistências serão dadas de acordo com o Conselho Editorial.

    V) Para critério de desempate valerá a seguinte ordem: placares certos, resultados certos, autor de gol.

    VI) Serão utilizados formulários do Google para coletar os pitacos de cada participante. Não serão contabilizadas participações em qualquer outro espaço.

    VII) O tempo limite para fazer a aposta será de 10 minutos antes do horário previsto para início do jogo. O próprio Google adiciona o horário da aposta e permite a edição, mas o horário marcado será o do novo envio, então tome cuidado. Se forem computadas duas participações para a mesma pessoa, será usada a última que estiver dentro do limite previsto.

    VII) O número de inscrições por pessoa está limitado apenas ao número de e-mails válidos.

    IX) A classificação estará disponível em um post específico que será sempre atualizado assim que a pontuação for contabilizada.

    NOTA: MUDANÇAS VISANDO O MELHORAMENTO DO BOLÃO Mundo Bola PODEM SER IMPLEMENTADAS. NESSE CASO, NOS RESPONSABILIZAMOS POR INFORMAR ADEQUADAMENTE A TODOS OS INSCRITOS.

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    Veja aqui a tabela de classificação.

    COMO APOSTAR

    Presta atenção, Nação!

    Primeiro faça o cadastro ali embaixo – atenção para não esquecer seu username e e-mail cadastrado, mas caso perca pode solicitar. Feito o cadastro, você já pode apostar acessando o bilhete de palpites (um formulário simples com botão de envio embutido, :o, é moleza!) – para sua comodidade, o link de apostas será fixo e poderá recebê-lo por vários meios. Os bilhetes de palpites preenchidos podem ser enviados até 10 minutos antes do jogo.

    AS APOSTAS SÃO POR RODADA

    Muita coisa muda de um jogo para o outro, não é mesmo? Por isso seu palpite é por jogo. Vamos enviar seu bilhete de apostas rodada após rodada, em até 24h depois do apito final do último jogo. Você poderá receber o link pelo whatsapp ou ficar de olho nas nossas redes sociais. Esse ano criamos o perfil @BolaoMundo Bola, que será usado apenas para divulgar os links e informações relevantes.

    DÚVIDAS? Mande email para bolaoMundo Bola@gmail.com

     

    PUBLICIDADE DA TABELA DE CLASSIFICAÇÃO

    Assim que computados os dados de cada jogador, em um prazo de até 48h (tentaremos divulgar o mais rápido possível) após o término do último jogo, esse post será atualizado com a nova classificação e será divulgado nas nossas redes sociais.

     

  • Bolão Mundo Bola 2017 – Classificação

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    Classificação do mês

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    P – Placar certo; R – Resultado certo; AG – Autor de gol; AA – Autor de assistência.

    Classificação anual

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    Jogos disputados

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  • Ricardo Rocha: Sport ganhou Segunda Divisão em 1987

    Pernambucano do Recife, o ex-zagueiro Ricardo Rocha, campeão mundial com o Brasil em 1994 e que encerrou sua carreira no Flamengo, em 1998, disse em entrevista à ESPN Brasil que o Guarani – clube pelo qual jogava – e o Sport foram campeões da Segunda Divisão em 1987. O clube pernambucano se autoproclama campeão brasileiro do mesmo ano, tentando usurpar o título conquistado pelo Flamengo dentro de campo, com a conivência da Justiça de Pernambuco.

    – Em 87, a gente estava disputando a Segunda Divisão, gente. E fomos campeões da Segunda Divisão. É que era o Módulo Amarelo, né. Mas eu fui campeão da Segunda Divisão. A gente e o Sport. Foi a disputa de pênaltis, e os presidentes entraram, e foram campeões os dois – disse o hoje comentarista.

    Veja o vídeo abaixo:

     
     
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  • Sete motivos para escalar reservas no domingo

    Está na dúvida se o Flamengo deve escalar titulares no domingo ou poupar o time para a estreia da Libertadores? O Mundo Bola ajuda você a decidir. Veja sete motivos para escalar os reservas contra o Fluminense:

    (Veja também sete motivos para ir com o time principal para o clássico)

    1

    O jogo não vale nada
    O campeonato da Ferj já vale pouca coisa, a Taça Guanabara, menos ainda, e sem garantir classificação para a final do Carioca, então, aí é que o jogo não vale nada. Não há por que arriscar perder jogadores em um jogo que não vale nada.

    2

    O risco de lesões é maior
    É verdade que lesões podem acontecer no treinamento, mas é fato que não dá para comparar o ritmo no qual é disputado um treinamento e aquele de um jogo. As divididas são mais duras, aumentando o risco de lesões traumáticas. E os jogadores também podem se esforçar mais na corrida, estourando algum músculo que seria preservado no treino.

    3

    Jogadores chegariam descansados
    Com 11 dias para se prepararem para o jogo, os jogadores chegariam descansados e em 100% das condições físicas para correr do início ao fim do jogo. A questão física pode ser decisiva, já que o San Lorenzo estará na primeira semana de temporada pra valer, tendo feito o primeiro jogo do Campeonato Argentino no fim de semana anterior.

    4

    O foco na Libertadores deve ser total
    A Libertadores é a competição mais importante da temporada e o Flamengo não a conquista há 36 anos. Estadual tem todo ano. O foco total dos jogadores e da comissão técnica tem que ser na competição sul-americana, sem a distração de um clássico no meio do caminho.

    5

    Sem repetir os erros da história
    A história mostra que a grande maioria das eliminações recentes do Flamengo na Libertadores foram precedidas por um jogo decisivo no Estadual em que os titulares não foram poupados. Por que a situação seria diferente agora? É preciso estabelecer as prioridades logo de início.

    6

    Derrota teria impacto negativo
    Apesar de o Flamengo ter mais time que o Fluminense, clássico é clássico e o risco de uma derrota existe mesmo com a escalação dos titulares. E caso ela acontecesse, poderia ter um efeito psicológico negativo desnecessário sobre o time e a torcida a três dias da estreia na Libertadores. Com os reservas, também não seria impossível vencer o clássico e um resultado não influiria no outro.

    7

    O jogo não vale nada
    Sabemos que já dissemos isso no ponto 1, mas é sempre bom reiterar: o jogo não vale nada. O Flamengo estará na semifinal do Carioca de qualquer maneira. A Taça Guanabara nem conta como título oficial. O foco único deve ser a Libertadores, e estamos conversados.

     
     
    (Veja também sete motivos para ir com o time principal para o clássico)


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  • Sete motivos para escalar titulares no domingo

    Está na dúvida se o Flamengo deve escalar titulares no domingo ou poupar o time para a estreia da Libertadores? O Mundo Bola ajuda você a decidir. Veja sete motivos para escalar os titulares contra o Fluminense:

    (Veja também sete motivos para poupar jogadores no clássico)

    1

    Manter o ritmo de jogo

    O Flamengo ainda não está na forma 100% ideal, mas está num estágio mais avançado que o San Lorenzo. O rival fará o primeiro jogo oficial da temporada no fim de semana — isso se não vingar uma greve ameaçada pela associação de jogadores da Argentina. Já o Flamengo vai para o décimo jogo oficial na temporada. Ficar 11 dias sem disputar uma partida oficial poderia quebrar esse ritmo e igualar as condições.

    2

    Lesões podem acontecer no treino

    O principal temor de escalar titulares no jogo é o risco de lesões que tirem jogadores importantes da estreia da Libertadores. Mas lesões graves podem acontecer em treinamentos também, como mostrou o recente caso do meia Douglas, que não viajou para enfrentar o Flamengo pela Primeira Liga e rompeu os ligamentos cruzados do joelho no treino do mesmo dia. O Flamengo também tem um caso recente de grave lesão no treino, com o goleiro Paulo Victor, em 2015.

    3

    O desgaste é monitorado

    Desde o ano passado, o Flamengo tem o que é mais moderno em equipamento para monitorar o desgaste físico de jogadores. Se houver risco de alguém “estourar”, ele será apontado pelos exames de rotina e o técnico Zé Ricardo pode poupar um jogador específico, sem a necessidade de preservar todo o time.

    4

    Entrosamento com Berrío
    Contratação na qual o Flamengo mais investiu na temporada, o colombiano Orlando Berrío já deu um cartão de visitas que mostra que, uma vez em 100% de condições, ele pode brigar por uma vaga no time titular. Para que ele possa ser devidamente aproveitado, no então, o ideal era que evoluísse o entrosamento com os companheiros de ataque para que eles possam acompanhar as jogadas do colombiano e estarem bem posicionados para aproveitar as oportunidades que ele cria. Com Mancuello como dúvida, o jogo de domingo é uma boa oportunidade para promover a entrada de Berrío no time titular antes da Libertadores.

    5

    Mais um teste real
    O clássico contra o Vasco foi o primeiro grande teste para o time do Flamengo na atual temporada, contra os titulares de outro time da Série A. O Fluminense, que venceu o Vasco por 3×0 no início do Campeonato Carioca e ainda não sofreu gols na competição, seria um teste ainda mais forte. Outra possibilidade de fazer o atual time do Flamengo rodar contra um adversário de maior nível. E uma vitória aumentaria a autoconfiança do time.

    6

    Situação no Carioca encaminhada
    Embora o bizarro regulamento do Carioca não classifique mais diretamente para a final o vencedor da Taça Guanabara, ganhar o risco garantiria o Flamengo automaticamente na semifinal, abrindo o caminho para que um time alternativo pudesse ser escalado em toda a Taça Rio, priorizando a sequência da Libertadores, quando haverá viagens para fora do Brasil.

    7

    Taça é taça
    Por mais desvalorizada que tenha ficado, a Taça Guanabara ainda é um troféu tradicional do qual o Flamengo é o maior vencedor e o qual não ergue desde 2014. E é sempre bom começar a temporada levantando taça.

     
    (Veja também sete motivos para poupar jogadores no clássico)


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  • Flamengo anuncia retorno de César

    O Flamengo anunciou hoje, por meio do seu Twitter oficial, a volta do goleiro César, que estava emprestado ao Ferroviária-SP. O retorno do arqueiro de 25 anos foi um pedido do técnico Zé Ricardo para suprir a saída de Paulo Victor, reserva de Alex Muralha. César não poderá mais ser inscrito no Campeonato Carioca, mas chega a tempo de integrar a primeira lista para a disputa da Taça Libertadores. Ainda não está claro se Zé contará com ele como reserva imediato de Muralha ou se ele será o terceiro goleiro, atrás de Thiago.

    Formado nas categorias de base do Flamengo, César foi destaque na conquista da Copa São Paulo em 2011 e era tratado como grande promessa da base, status que só ampliou após sua primeira partida como profissional, na última rodada do Brasileiro-2013, quando fechou o gol contra o Cruzeiro. Nas oportunidades seguintes, porém, o sucesso não se repetiu. Na sua segunda partida, contra o Grêmio, na última rodada do Brasileiro-2014, acabou expulso. Já em 2015, teve oportunidade de fazer atuações seguidas com duas contusões graves de Paulo Victor e acabou decepcionando, com uma série de falhas.

    O mau desempenho fez que ele fosse emprestado no início de 2016 para a Ponte Preta. Mas ele sequer disputou uma partida oficial pela Macaca. No início desta temporada, antes da saída de Paulo Victor, a situação se repetiu, e César foi emprestado para a Ferroviária, onde só entrou em campo em um amistoso contra o Corinthians. Com a inesperada saída do camisa 48, Zé pediu a Rodrigo Caetano para trazer César de volta ao clube.

    O goleiro já disputou 25 jogos pelo Flamengo, com 23 gols sofridos. Sua última atuação pelo Flamengo — e em jogos oficiais — foi em dezembro de 2015, numa derrota em casa para o Palmeiras na última rodada do Brasileiro daquele ano.

     
     


  • Bandeira acredita em final com torcida mista no Engenhão

    Duas reuniões amanhã e depois definirão o local da final da Taça Guanabara, contra o Fluminense. A primeira delas, na Ferj, amanhã, reunirá Flamengo, Fluminense e federação e deve fechar uma posição conjunta a favor do jogo no Engenhão, com torcida mista. No dia seguinte, haverá uma nova audiência com o juiz Guilherme Schilling, que concedeu liminar decretando torcida única em clássicos no Estado a pedido do promotor Rodrigo Terra, no qual a Polícia Militar deve afirmar que não há impedimentos de segurança para que a partida aconteça no domingo no estádio da prefeitura.

    — O regulamento fala em Maracanã e se o Maracanã não estiver disponível a opção seria o Engenhão e estamos trabalhando com esta hipótese. Flamengo e Fluminense estão em contato permanente. Queremos que o Fla-Flu seja com torcida mista. Acho que nunca aconteceu um jogo assim com torcida única e espero que nunca aconteça. Tendo Flamengo x Vasco (em Volta Redonda) transcorrido sem nenhuma problema, acho que o juiz pode considerar torcida mista para este jogo. E que não seja apenas para este jogo, mas para todos — disse Bandeira em entrevista à Fox Sports.

    Ele descartou a possibilidade de que a partida aconteça no Maracanã, palco na semana que vem da estreia do Flamengo na Libertadores.

    — É muito difícil. Melhor não alimentar esperança. Estamos trabalhando sério para que façamos bela festa na quarta-feira. O Fla-Flu de domingo é muito difícil. Não existe ainda nem aprovação de autoridades policiais. Vamos trabalhar com o Fla-Flu em outro lugar — disse o presidente.

    Caso o juiz não concorde com o jogo com torcida mista no Engenhão, o mais provável é que a partida aconteça novamente em Volta Redonda, já que o Flamengo não quer fazer uma viagem longa às vésperas da estreia na Libertadores.

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  • Marcel Pereira: a invenção do rebaixamento de 1933

    O Brasil é tão confuso que as próprias instituições que deveriam zelar por suas histórias, muitas vezes são as primeiras a atropelarem os fatos

    Impressiona muito a falta de auto-conhecimento que o Brasil e a sociedade brasileira tem de um modo geral em relação a si mesmo. Verdade que isto não é exclusividade brasileira, é um fenômeno latino-americano, cuja relação causa-consequência mais visível é o “Realismo Fantástico”, que sempre marcou a literatura e a cultura dos países de toda a região, gerando uma ampla gama de mitos e lendas, e uma imaginação ricamente fantasiosa. O futebol, naturalmente, não escapa a isto.

    Estes fatores são ainda mais catalisados pelos tempos do Século XXI, quando a internet e as redes sociais passaram a representar um grande jardim de florescimento de toda sorte de estupidez, maluquice e sensacionalismo barato, com o tom azedo de tempos nos quais os textos jornalísticos já não são mais escritos pela genialidade de grandes mentes do passado, mas por um exército de estagiários, inexperientes e imaturos, como não poderia deixar de ser, e perdidos num mundo que lhes parece mais a terra de animais fantásticos e onde habitam. São garotos que se deixam impressionar por toda sorte de aberrações e teorias conspiratórias, mas que são meros marionetes de uma chefia jornalística que curte a onda de que o legal no futebol é polemizar. É o futebol não pelo que ele é, e aprendemos a gostar, mas como um reles picadeiro de circo.

    Mas o Brasil é tão confuso que as próprias instituições que deveriam zelar por suas histórias, muitas vezes são as primeiras a atropelarem os fatos históricos e se embebedar neste realismo fantástico. A CBF é uma delas (com as Federações Estaduais e suas raízes coronelistas na mesma foto). A polêmica sobre 1987 está aí para nos relembrar toda hora. Outro caso clássico disto é a história de oficializar a Taça Brasil como uma conquista de Campeonato Brasileiro, sem dúvida a maior dentre as grandes aberrações (considerá-la um primórdio da Copa do Brasil seria lógico, do Campeonato Brasileiro ultrapassa os limites do razoável).

    Neste realismo fantástico no futebol, um dos mitos mais recentes, este claramente causado pelos sucessivos rebaixamentos do Vasco à Série B entre 2008 e 2015, é o Mito do Rebaixamento do Flamengo. Torcedores do Vasco, desesperados com as traumáticas quedas à Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro, criaram e alimentaram um fato que nunca existiu. Inventaram um rebaixamento à Série B no Campeonato Carioca de 1933 que nunca aconteceu.

    Vamos então revisitar a história do futebol do Rio de Janeiro e do Brasil, porque sem isto não conseguimos separar mito e realidade. Os Estaduais foram criados por um único motivo: nos primórdios do futebol no Brasil, era caro demais deslocar os times por distâncias tão grandes. Por que outros países não tem Estadual? Porque não tem dimensões continentais. Todos os países com dimensões continentais ou não tinham futebol (Estados Unidos, China, Canadá, India e Austrália) ou tinham todas as equipes de futebol concentradas em uma única região metropolitana (Rússia, Argentina e México). Na época, o futebol era totalmente amador, como foi no Brasil até meados da década de 1930. Levar o Campeonato Carioca até Bangu já era uma façanha!

    E eis que a partir de 1933 o futebol carioca se profissionalizou. Mas não sem confusão! A prova está em artigo publicado no Jornal do Brasil de 8 de novembro de 1933, no qual Luiz Vianna escreveu matéria com o título “O fracasso do profissionalismo no futebol carioca”, afirmando que a mercantilização tirava prestígio do futebol e certamente não duraria muito. Confusão formada, com resistências naturais à força de mudanças que pediam passagem por uma nova conjuntura, e, no fim, em 1933 houve dois Campeonatos Cariocas, o da AMEA (mantendo o amadorismo) e o da recém-criada Liga Carioca (LCF) sob um regime de remuneração dos jogadores. O Flamengo começou no torneio da AMEA, mas migrou para a LCF. A Liga Carioca reunia seis clubes: Flamengo, Fluminense, Vasco, América, Bangu e Bonsucesso. No campeonato amador estavam Botafogo, Olaria, Andaraí, Carioca, Brasil e cinco clubes que não haviam jogado o campeonato de 1932 (Mavílis, Cocotá, Confiança, Engenho de Dentro e River). Seis clubes disputaram o campeonato da liga, e o Flamengo terminou como 6º e último colocado. Eis as bases do mito! Mas não foi rebaixado, porque não havia 2ª Divisão, era uma competição por adesão, aos moldes da Primeira Liga, criada em 2016 por clubes da Região Sul, Minas Gerais e a dupla Fla-Flu.

    A liga em 1934 passou a ter o São Cristóvão, subindo a 7 participantes. Em 1935 teve baixas, com Vasco, Bangu e São Cristóvão voltando ao campeonato amador (Portuguesa e Modesto aderiram à liga, que ficou de novo com seis clubes). Em 1936 manteve-se com 6 clubes, com o Modesto substituído pelo Jequiá. Até que em 1937 o futebol carioca se reunificou, voltando a ter um torneio único, que reuniu sete clubes que estavam na AMEA no ano anterior (Botafogo, Vasco, Bangu, São Cristóvão, Olaria, Madureira e Andaraí) e cinco dos seis que formavam a LCF (Flamengo, Fluminense, América, Bonsucesso e Portuguesa). Mas a instabilidade ainda não havia passado, e nos anos seguintes só nove clubes disputavam o torneio, e sem haver ascenso ou descenso. Pouco depois o número se estabeleceria em 12, que a partir de então foram, durante muitos anos, sempre os mesmos.

    Para entender porque, é preciso entrar na história do Brasil. O Rio de Janeiro era o Distrito Federal, como permaneceu até 1960. Todos os clubes que disputavam o Campeonato Carioca eram da cidade do Rio. Não havia clubes da Baixada Fluminense ou do “interior” (que na época era o Estado do Rio de Janeiro). Não tinha 2ª Divisão, porque não tinha uma quantidade suficiente de times profissionais de futebol. Quando a capital federal foi para Brasília, de 1960 a 1974 o ex-Distrito Federal virou Estado da Guanabara. Só em 1974 houve a fusão entre os Estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, mas os efeitos no futebol só chegaram em 1978, quando pela primeira vez clubes fluminenses, do “Antigo Estado do Rio”, foram convidados para jogar o Carioca. Ainda assim, a fusão entre a Federação Carioca (FCF) e a Federação Fluminense (FFF), para formação da Federação do Estado do Rio de Janeiro (FERJ), só ocorreu em 1979 (e é por isto que em 1979 houve dois campeonatos estaduais, o último da FCF e o primeiro da FERJ). Assim, efetivamente só passou a existir campeonato de 2ª divisão no Rio de Janeiro a partir dos anos 1980. Antes disto, qualquer competição com esta nomenclatura era um torneio amador sem garantir vaga na 1ª divisão. Antes disto não faz sentido falar em rebaixamento.

    O seleto grupo de clubes que jogou o Campeonato Carioca dos anos 1940 até 1977 era formado por Flamengo, Fluminense, Vasco, Botafogo, América, Bangu, São Cristóvão, Madureira, Olaria, Bonsucesso, Portuguesa e Canto do Rio, este último substituído a partir de 1964 pelo Campo Grande. Um clubinho seleto e fechado, sem mudanças. Diferente do muito mais rico Estado de São Paulo, que tinha 2ª divisão, com clubes subindo e descendo à 1ª divisão todo ano. E em essência, só Rio e Sampa tinham força econômica para alavancar o futebol profissional no Brasil. Mas pelas características geopolíticas do país, sempre houve torneios estaduais sendo jogados por todos os lados: Mineiro, Gaúcho, Baiano, Pernambucano, Paranaense, etc.

    O primeiro embrião de competições além dos limites estaduais surgiu após a Copa do Mundo de 1950. Com a construção de maiores estádios, passou a haver uma maior força econômica para estimular jogos além dos limites de cada estado. Mas a força econômica para isto era frágil. De 1950 a 1965 foi jogado o Torneio Rio-São Paulo, e também em moldes de “clube fechado”. Inicialmente eram apenas 8 clubes: Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Portuguesa de Desportos pelo lado paulista, e Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo pelo lado carioca. Depois expandiu-se a 10, entrando o Santos, e, pelo lado do Distrito Federal, primeiro o Bangu, que logo depois foi substituído pelo América. Assim foi até 1966, quando o Torneio Rio-SP não foi finalizado naquele ano, levando a uma revisão do modelo, expandindo a outras unidades federativas.

    Entre 1967 e 1970 foi disputado o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, ou Taça de Prata. Ainda era um “clube fechado”, uma espécie de liga, sem haver 2ª divisão ou rebaixamento. Em 1967, aos 10 clubes que disputavam o Rio-São Paulo foram agregados cinco participantes: Atlético Mineiro, Cruzeiro, Internacional, Grêmio e Ferroviário do Paraná. Em 1968, este último saiu e entraram Bahia e Náutico. Em 1969, foi agregado o Coritiba, e o Náutico foi substituído pelo Santa Cruz. Em 1970 o Coritiba foi substituído pelo Atlético Paranaense. O futebol brasileiro vinha construindo maturidade econômica para a construção de competições em esfera nacional.

    Só a título de curiosidade, no Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1969 eram 17 participantes, e os dois últimos colocados foram Flamengo (16º) e Vasco (17º). Em 1970 o Vasco repetiu a 17ª e última colocação. Em ambos os casos não houve rebaixamento e não houve virada de mesa, porque não existia 2ª divisão, era uma espécia de liga, por adesão, o grupo que disputava a competição era restritivo, com número de participantes por estado.

    Paralelamente a toda esta história, entre 1959 e 1968 foi jogada a Taça Brasil, competição mata-mata que reunia os campeões dos Campeonatos Estaduais realizados por todo o Brasil. Economicamente mais fortes, os campeões de Campeonato Paulista e do Campeonato Carioca entravam direto na semi-final, aguardando as eliminatórias entre as equipes dos demais estados para saber quem seriam seus adversários. O modelo de competição entre campeões estaduais foi então abandonado, só vindo a ser retomado com a criação da Copa do Brasil a partir de 1989, uma competição também eliminatória, em jogos de ida e volta, e inicialmente restrita à participação dos campeões estaduais.

    De 1971 a 1986 o modelo do futebol brasileiro mudou. Deu-se fim às competições restritivas, e a ordem agora era abrigar o máximo possível de clubes. Nestes anos o torneio, agora chancelado como Campeonato Brasileiro, passou a ter mais de 40 clubes por edição. As regras de participação variavam e não estavam claramente definidas, atendendo muito mais a critérios políticos do que técnicos. A fórmula de competição mudava todo ano. O tempo de duração também, tendo o ápice sido o Campeonato Brasileiro de 1979, que afetado pelas confusões políticas que levaram à disputa de dois campeonatos no Rio de Janeiro naquele ano, teve um recorde de 94 participantes, mas com a duração mais curta dentre todas as edições, disputado em apenas três meses. E embora tenham havido torneios de Segunda Divisão neste período, ascensão e rebaixamento eram caixinhas de surpresa, sem um critério técnico e objetivo claramente determinado. O desempenho estava vinculado à participação no Campeonato Estadual, e não no Campeonato Brasileiro do ano anterior.

    O modelo era amplamente abrangente e economicamente inviável para os grandes clubes. Assim chegou-se a um novo ponto de inflexão e turbulência política: 1987. Foi fundada uma “nova liga”, o Clube dos 13, composto por Flamengo, Fluminense, Vasco, Botafogo, Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Santos, Grêmio, Internacional, Atlético Mineiro, Cruzeiro e Bahia. Eles romperam com a CBF e organizaram seu torneio próprio, a Copa União, para a qual foram convidados outros três clubes: Coritiba, Goiás e Santa Cruz. O clube restritivo agora tinha dezesseis agremiações, e se pretendia que fosse um grupo fechado, ao estilo das grandes ligas profissionais dos Estados Unidos, e aos moldes do que o Brasil havia experimentado com o Torneio Rio-São Paulo e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa. A proposta era de que nos anos seguintes a competição tivesse sempre 16 clubes. Não haveria ascenso ou descenso. Tanto que na Copa União de 1987 as duas últimas colocações foram de Santos (15º lugar) e Corinthians (16º lugar), e não houve qualquer rebaixamento.

    A Copa União de 1988, no entanto, marcou um modelo de reaproximação: nem a liga restrita a 16, nem o modelo de mais de 50 participantes pré-1986. O torneio teve inicialmente 24 clubes, tendo posteriormente sido gradativamente reduzido a 20. Só a partir de então, posteriormente a 1988 portanto, é que faz algum sentido se falar seriamente sobre Série B no Brasil. A partir de então o modelo do futebol brasileiro esteve mais estável, com um ponto de inflexão seguinte só ocorrendo com a instauração do campeonato por pontos corridos, a partir de 2003. A história é esta, todo o resto é mito, fabricado pelo realismo fantástico brasileiro.

    Marcel Pereira é escritor, autor do livro “A Nação” (Editora Maquinária) e escreve no blog A Nação.