Menos de uma hora após o presidente do Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD-RJ), Marcelo Jucá, aceitar pedido feito por Flamengo e Fluminense para que o clássico de domingo acontecesse com portões fechados caso fosse mantida a proibição da presença da torcida rubro-negra, o desembargador Gilberto Clóvis acatou a argumentação dos clubes e revogou a liminar que impunha torcida única.
Com isso, o clássico acontecerá normalmente com torcida dos dois clubes no domingo, às 16h, no Engenhão. Os dois clubes devem iniciar a venda de ingressos nas próximas horas.
A decisão é provisória e vale apenas para este clássico. O mérito ainda será julgado, e o Ministério Público pode recorrer para manter a proibição em vigor para outros clássicos.
Conforme tinha prometido, o Botafogo recorreu tentando remarcar o jogo para o Maracanã assim que a decisão de liberar a torcida do Flamengo foi divulgada. Mas o presidente do TJD negou rapidamente, e o jogo está confirmado.
Os ingressos, inclusive, já estão à venda neste endereço.
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O técnico Zé Ricardo afirmou que não mudou de ideia e pretende escalar os titulares contra o Fluminense na final da Taça Guanabara, mesmo com o jogo acontecendo apenas três dias antes da estreia da Libertadores, competição mais importante para o clube na temporada. Ele não confirmou, porém, se isso significa que o time será o mesmo que vem sendo escalado neste início de temporada.
– Essa é a ideia. Não mudamos de opinião. Mantivemos o time que vinha jogando contra o Vasco. Mas o Fluminense é diferente do Vasco. É forte no ataque, e precisamos estar equilibrados, principalmente em relação a nossa posse de bola. Vai ser um grande jogo. O Fluminense tem uma campanha irretocável em 2017. Está numa crescente, credencio como um dos favoritos para a temporada – afirmou. – Não tem grandes mudanças, o que a gente tem é a possibilidade de um ou dois jogadores que não vem iniciando a partida poderem iniciar. Mas seria uma questão estratégica, pontual. Amanhã no apronto a gente deve definir se vai com uma ou duas alterações ou não.
O técnico admitiu que existe o risco maior de lesões no jogo do que no treino, mas disse que, na pior das hipóteses, confia no elenco para substituir eventuais lesionados contra o San Lorenzo.
– A ideia é foco total na final da Taça Guanabara. O trabalho não tem como ser desmembrado. Ao final do jogo, vamos tentar mudar o canal para focar no San Lorenzo. Um complicador é que o Campeonato Argentino ainda não começou, eles só jogaram partidas amistosas com portões fechados. Mas temos que nos concentrar no Fluminense e depois irmos forte na Libertadores. Eu vivo no dia a dia e estou focado na Taça Guanabara. Depois do apito final a gente muda o canal pro San Lorenzo.
Ele afirmou que vencer a Taça Guanabara dará a possibilidade de rodar o elenco na Taça Rio e priorizar a disputa da Libertadores.
– Nós vivíamos a Taça Guanabara com muito glamour. Houve mudanças no regulamento e formato. Isso tirou um pouco a importância. Mas queremos a taça. Vai começar a Libertadores, depois o Brasileiro. Vencer a Taça Guanabara nos dá a oportunidade de usar todo o elenco (na Taça Rio).
-Acho lamentável. O que vemos na Europa são as ligas se fortalecendo. Isso traz atletas de mais qualidade, mais torcida, mais dinheiro. Quando tentamos fazer comparação com aqui, vemos que ficamos parados. Só vamos chegar a um acordo quando estivermos todos juntos. Foram duas semifinais com menos de 10 mil pagantes no total. Agora a final pode ser que não tenha torcida. Lamentável. Espero que não aconteça e no futuro seja tratado como folclore – afirmou.
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Em grande fase no Flamengo, o meia Diego, que completou 32 anos esta semana, voltou a ser convocado para um jogo oficial da seleção após nove anos. Campeão da Copa América em 2004 e 2007 e medalhista de bronze em Pequim em 2008, o meia agradou o técnico no amistoso contra a Colômbia, em janeiro, e garantiu uma vaga entre os convocados para as partidas contra Uruguai (23/3) e Paraguai (28/3), que podem carimbar a vaga do Brasil para a Copa de 2018.
– O Diego treinou nas férias. Se ele está jogando em alto nível como está, tem toda uma preparação de um atleta de alto nível. E essa busca de informações associada ao desempenho técnico dele no Flamengo influenciou. Precisamos enaltecer muito esse tipo de comportamento. Jogou muito bem contra a Colômbia, e os jogos do Flamengo o credenciaram para essa vinda – afirmou o técnico, justificando a convocação.
– Diego jogando muito, e Lucas (Lima) machucado, sem saber se vai voltar e render? Quem é (convocado)? Diego – disse depois Tite explicando porque preteriu o meia do Santos, que vinha sendo chamado, e preferiu o rubro-negro.
Em entrevistas, Diego sempre reitera que tinha o sonho de voltar a integrar constantemente as convocações para a seleção e até disputar sua primeira Copa do Mundo em 2018.
– Acredito que realmente vivo bom momento junto com o Flamengo. Depois que tive essa oportunidade na seleção, confesso que a seleção voltou a todo vapor dentro do meu coração e nos meus objetivos. Não tenha dúvidas que todo dia penso na seleção brasileira. Quem sabe retornar à seleção e disputar uma Copa do Mundo – afirmou ele em entrevista à Fox Sports na semana passada.
O meia desfalcará o Flamengo no clássico contra o Vasco, pela Taça Rio — no sábado, ele marcou de pênalti o gol que quebrou um jejum de nove jogos do Flamengo sem vencer o rival. Ele também perderá o jogo contra o Bangu e é provável que não jogue contra o Volta Redonda, um dia após a partida contra o Paraguai.
Muralha fora
Já o goleiro Alex Muralha, que vinha sempre integrando as listas do técnico Tite, desta vez ficou de fora para dar lugar a Ederson, do Benfica, que teve uma grande atuação contra o Borussia Dortmund nas oitavas de final da Champions League. Alisson, da Roma, que vem sendo titular, e Weverton, campeão olímpico, foram os outros goleiros convocados.
– Sem deixar de passar a mensagem para Muralha, para Cássio, para Danilo, para Marcelo Grohe, que nós já convocamos. Eles estão no radar. E nós estamos acompanhando o momento físico e técnico desses atletas para fazer a convocação, como foi o caso do Ederson – disse Tite.
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O Flamengo recebeu, por volta das 10h da manhã de hoje, a notícia de que o desembargador de plantão no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro se declarou impedido de julgar o recurso conjunto do clube e do Fluminense para derrubar a liminar que impõe torcida única no clássico do próximo domingo. Com isso, o processo será distribuído por sorteio para um outro desembargador do tribunal a partir de 11h. O Flamengo se mobilizará para localizar o magistrado e conseguir uma decisão antes das 16h – prazo pelo qual os ingressos do clássico têm que começar a ser vendidos, no limite do Estatuto do Torcedor.
– O Flamengo recebeu há pouco a notícia de que o desembargador do plantão se declarou impedido. Por conta disso o processo vai ser encaminhado para livre distribuição para um dos desembargadores do Tribunal de Justiça, o que vai acontecer a partir das 11h. Nós já estamos trabalhando para que essa distribuição seja acelerada ao máximo e, assim que for encaminhada por sorteio a um dos desembargadores do Tribunal de Justiça, nós vamos localizá-lo para despachar e assim conseguir ter uma decisão o mais rápido possível sobre nosso pedido de reforma da liminar da primeira instância – disse o diretor juridico Bernardo Accioly.
Caso os clubes não consigam reverter a liminar até as 16h, a tendência seria a realização do jogo com portões fechados. O Fluminense já reiterou diversas vezes que não pretende exercer o direito de jogar com sua torcida única, conquistado após sorteio do mando de campo na Ferj na terça-feira, definido pelo regulamento.
A Ferj, que entrou com uma ação separada para reverter a liminar, não se pronunciou sobre o que pretende fazer. A entidade defende que, caso a liminar não seja revertida, o jogo aconteça normalmente só com a torcida do Fluminense. Ela inclusive queria que os ingressos para os setores tricolores já estivessem à venda, mas a diretoria do Fluminense se negou a tomar a medida, por enquanto.
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O Brasil não fez uma boa partida e não conseguiu derrotar o Paraguai. Mas um golaço de Vinicius Jr. garantiu o empate por 1×1 e a classificação antecipada para a segunda fase.
O Paraguai abriu o placar, em pênalti convertido por Sánchez. No fim do primeiro tempo, a promessa rubro-negra roubou uma bola na entrada da área e concluiu com um lindo chute por cobertura, para igualar o placar. Foi o segundo gol do Garoto do Ninho no Sul-Americano sub-17.
Com sete pontos, o Brasil está classificado para o hexagonal final do Sul-Americano sub-17 com uma rodada de antecedência. No sábado, a seleção ainda enfrenta a Argentina e tem a oportunidade de eliminar a tradicional rival com um empate. A Argentina, inclusive, pode entrar em campo eliminada se o Paraguai vencer o Peru.
Além de Vinicius Jr., o lateral Wesley e o atacante Lincoln também foram titulares. Já o zagueiro Patrick ficou no banco. Ao lado do São Paulo, o Flamengo é quem mais cedeu jogadores para a seleção na competição.
No hexagonal final, além do título, estarão em jogo quatro vagas para o Mundial da Índia. Além do Brasil, a Venezuela também já garantiu vaga no Grupo B. No outro grupo, a Colômbia já garantiu classificação e o Uruguai – que no mês passado ganhou o Sul-Americano sub-20 – já está eliminado. Equador, Bolívia e o anfitrião Chile disputam as duas vagas restantes.
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A audiência na Justiça nesta quinta-feira não saiu da maneira que os clubes planejavam. O juiz Guilherme Schilling decidiu manter a liminar que impõe torcida única nos clássicos no Rio de Janeiro, contrariando o pleito dos presidentes de Flamengo, Fluminense e Vasco e da Ferj. Com isso, o Fla-Flu que decide a Taça Guanabara está mantido para o Engenhão, a princípio apenas com torcida do Fluminense — que ganhou o sorteio de mando de campo. Flamengo e Fluminense já anunciaram que vão recorrer à segunda instância para cassar a liminar.
Pelo Estatuto do Torcedor, o Fluminense teria que colocar ingressos à venda hoje às 16 horas. A Ferj determinou que o clube deve abrir venda apenas dos setores Norte e Oeste, destinados à torcida tricolor, enquanto os clubes tentam cassar a liminar. O Fluminense, porém, não confirmou que irá iniciar as vendas. Na saída da audiência na Justiça, o vice-presidente tricolor, Cacá Cardoso, disse que o clube discutirá com o Flamengo a possibilidade de adiar a partida. A Ferj diz que não há datas. O diretor de Competições da federação, Marcelo Viana, disse inclusive que o clássico ficará “muito mais perigoso” com só uma torcida permitida, mas que é preciso cumprir o regulamento, o Estatuto do Torcedor e a decisão da Justiça.
Embora não esteja envolvido no clássico deste domingo, o presidente do Vasco, Eurico Miranda, também esteve na audiência para defender a reversão da liminar. Já a posição do Botafogo, locatário do Engenhão, para onde está marcada a partida, a favor da torcida única do Fluminense, teria sido determinante para a decisão do juiz.
Nem Flamengo nem Fluminense se pronunciaram sobre o que farão caso não consigam cassar a liminar.
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O Flamengo anunciou hoje oficialmente a renovação do contrato do atacante Gabriel por mais dois anos, totalizando sete anos de vínculo com o Flamengo. Ao garantir a presença no elenco além do quinto ano, Gabriel rompe uma marca que só dois outros atletas que não foram formados no clube atingiram neste século: completar mais de cinco temporadas no elenco.
Apenas Léo Moura, que jogou por dez anos no clube (2005-2015), e Ronaldo Angelim, que vestiu a camisa rubro-negra por seis temporadas (2006-2011), ultrapassaram a barreira das cinco temporadas completas seguidas no clube no século XXI. Outros dois hexacampeões e campeões da Copa do Brasil chegaram perto: Juan e Toró completaram cinco temporadas consecutivas como jogadores do Flamengo (2006-2010). Além dos dois títulos Nacionais, esses quatro jogadores conquistaram um tricampeonato carioca entre 2007 e 2009. Angelim ganhou ainda um Carioca invicto em 2011. Léo Moura, mais outro Carioca, em 2014, e a Copa do Brasil em 2013.
Já Gabriel tem um currículo bem mais modesto, com apenas a Copa do Brasil de 2013 e o Carioca de 2014. O atacante já disputou 191 jogos pelo Flamengo, com 98 vitórias, 43 empates e 50 derrotas. Ele marcou 22 gols.
Se cumprir ao menos o primeiro ano do atual contrato sem ser emprestado, Gabriel, um dos primeiros reforços anunciados em 2013, se tornará o único jogador a integrar o elenco do Flamengo ininterruptamente durante os dois mandatos do presidente Eduardo Bandeira de Mello. Ele conseguiu resistir a várias trocas de comando, sempre sendo aproveitado pelos treinadores. Após terminar o Brasileiro de 2016 como titular, Gabriel perdeu a vaga no time neste início de ano para Mancuello, mas o técnico Zé Ricardo deixou claro que conta com o jogador.
– Ele é versátil, tem a capacidade de fazer várias funções ali no meio. É um jogador importante, que tem quase 200 jogos pelo Flamengo, e a gente conta muito com ele. Sabia que com ele e o Márcio, que eram dois jogadores que terminaram o ano passado como titulares, a gente ia conseguir manter o nível – disse o técnico após a partida contra o Nova Iguaçu, na qual Gabriel jogou no meio no lugar do poupado Diego.
Alguns ditados no futebol costumam ser aplicados com certa frequência e o que diz que “A melhor defesa é o ataque” é um desses. Durante bastante tempo, o Flamengo passou por dificuldades tanto ofensivamente, quanto lá atrás e, recentemente, alguns zagueiros superestimados, subestimados, velhos ou jovens demais chegaram e saíram sem deixar saudades na torcida e, provavelmente, no departamento de futebol. Teve saída que chegou a ser comemorada — e isso nem faz tanto tempo assim. Em 8 de Junho de 2016, uma contratação discreta fez uma diferença positiva em um setor que já estava marcado de tanto receber críticas da torcida. Nesse pequeno papo, vamos falar sobre esse jogador.
Sem pompa, mas com muito trabalho a fazer, Rafael Vaz é apresentado em 8 de Junho. Foto: Staff Flamengo
Visto como um jogador limitado que estava no banco de reservas de um time da Série B, Rafael Vaz chegava a um Flamengo que vivia um momento de incerteza sobre o que queria na sua temporada. Eliminações na Primeira Liga e Copa do Brasil, além de um Campeonato Brasileiro inconstante, ditavam o tom de cobrança da torcida e forte pressão interna por resultados. Pela deficiência numérica e técnica no setor, Vaz logo chegou à titularidade. Junto com seu novo parceiro e também recém-chegado Réver, deu nova vida à zaga do Mengão.
O Flamengo fez sua melhor campanha em Campeonatos Brasileiros em pontos corridos (mesmo não sendo campeão, o time superou os 67 pontos alcançados em 2009, chegando a 71), foi a 3ª defesa menos vazada da competição e a bola aérea, tão criticada temporada após temporada, deixou de ser um pesadelo para comissão técnica e torcida e até ajudou a vencer com gols nesse tipo de jogada. Por consequência disso, o camisa 33 ganhou destaque com atuações seguras e cometendo poucos erros. Tal feito da defesa, ganhou ainda mais destaque quando os números apontaram que a dupla de zaga comandava a primeira defesa rubro-negra a ter média de menos de um gol sofrido por partida em Brasileiros desde 1990. Isso mesmo, amigo leitor. Há 26 anos o Clube de Regatas do Flamengo não tinha uma defesa tão sólida. É preciso reforçar ainda que além das contratações da atual dupla titular, o zagueiro argentino Alejandro Donatti também reforçou o setor, aumentando a concorrência na posição e também melhorando o nível técnico.
Chegada de Rafael Vaz foi importante para resolver problema da bola aérea defensiva. Foto: Gilvan de Souza
Porém, para parte da torcida, essa consistência não é justificativa para a permanência de Vaz entre os titulares e questionamentos (estranhamente adotados após a chegada de Rômulo e saída de Márcio Araújo do time) começaram a ganhar forca, principalmente nas redes sociais. Sabemos bem que time que tá ganhando pode ser melhorado e mexer não é algo ruim, mas aqui vão alguns números de Rafael Vaz para que pensemos sobre o que realmente é necessário no lado esquerdo da zaga do Mais Querido do Brasil.
Campeonato Brasileiro 2016
29 Jogos – 28 Titular
Assistências
1
Cartões Amarelos
4
Passes Certos
971
Lançamentos Certos
112
Desarmes Certos
37
Dribles Certos
10
Viradas de Jogo Certas
19
Bloqueios
14
Rebatidas
278
Campeonato Carioca 2017
6 Jogos – Titular
Cartões Amarelos
1
Passes Certos
280
Lançamentos Certos
22
Desarmes Certos
9
Viradas de Jogo Certas
8
Bloqueios
3
Rebatidas
49
Além desses números todos a seu favor, pesa ainda o rápido entrosamento que pegou com o capitão Réver, de quem também se tornou amigo. É visível nos jogos que os dois estão constantemente se cobrando, se corrigindo e orientando os companheiros de defesa. Claro que cada torcedor tem uma cabeça e enxerga o jogador como bem quer, mas há uma melhora histórica na defesa do Flamengo e o mérito é da dupla. Não é de onde veio, ou o que jogou antes de chegar ao clube. É o que entrega hoje em dedicação, consciência tática, nível técnico e resultados. Alguém que não está jogando pode ser melhor? A rotina de treinos deixa isso bem claro a quem cabe escalar o time. Se a dupla segue intocável desde que foi montada em junho de 2016 e os resultados estão aí pra quem quiser ver, nada mais justo do que confiar.
E aí? Você é a favor ou contra Rafael Vaz na zaga do Flamengo? Deixe sua opinião nos comentários que a gente vai ficar muito feliz.
SRN!
Raony Furtado é mais um cearense apaixonado pelo Mengão. Além de ser rubro-negro matuto, é professor de educação física e treinador (e massagista, psicólogo, preparador físico etc.) do gigante Marechal FC, do município de Mauriti. Siga-o no Twitter: @UrubuMatuto
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Me nego a chamar o outrora “Clássico dos Milhões” em “Clássico dos Milhares”. Decidi que, a partir de agora, Flamengo e Vasco possa ser o confronto que represente os milagres capazes de eliminar tudo de ruim que contamina o futebol carioca e, quiçá, o futebol brasileiro.
A bem da verdade, boa parte do que tem ocorrido de ruim com o futebol tem origem exógena. Ou seja, não é algo que começa no futebol, mas que tem na sua velha política dos dirigentes esportivos o ambiente ideal para se propagar.
Vejo muitos elogiarem a nova diretoria do Flamengo por suas atitudes (corretas) que objetivam sanear o Clube. O bom resultado no âmbito financeiro mais cedo ou mais tarde se materializará dentro de campo. Os títulos são apenas questão de tempo. Ou seriam. Afinal o Flamengo disputa campeonatos em que a total ausência de estrutura do futebol carioca o obriga a ser um nômade pelos estádios Brasil afora.
Embora sejamos ferrenhos críticos, o Flamengo nos surpreendeu na temporada de 2016. É verdade que não teve grandes resultados, e foi eliminado precocemente em algumas competições, mas na prática, a terceira colocação no Campeonato Brasileiro superou as expectativas diante de mais um início de competição com a equipe não formada em tempo hábil.
Confesso que demorei em aceitar a construção de um estádio próprio. O problema definitivamente não está no Flamengo. A política destruiu o Maracanã. E destruiu várias vezes. E para cada destruição era inventada uma reforma que custava um dinheiro absurdo. A última acabou com o estádio em que Flamengo e Vasco chegaram a colocar mais de 100 mil pessoas em mais de 20 jogos, só em campeonatos cariocas (exceto em 1983):
Flamengo 3 a 1 Vasco, 174.770, 04/04/1976;
Flamengo 0 a 0 Vasco, 165.358, 22/12/1974;
Flamengo 2 a 1 Vasco, 161.989, 06/12/1981;
Flamengo 0 a 0 Vasco, 160.342, 19/08/1973;
Flamengo 2 a 1 Vasco, 155.098, 01/05/1968;
Flamengo 0 a 0 Vasco, 152.059, 28/09/1977;
Flamengo 0 a 3 Vasco, 134.787, 24/04/1977;
Flamengo 1 a 1 Vasco, 133.444, 13/06/1976;
Flamengo 1 a 1 Vasco, 131.256, 08/06/1969;
Flamengo 1 a 1 Vasco, 130.901, 17/01/1959;
Flamengo 0 a 1 Vasco, 125.988, 07/08/1975;
Flamengo 1 a 1 Vasco, 123.063, 07/10/1956;
Flamengo 2 a 1 Vasco, 122.596, 15/04/1979;
Flamengo 0 a 0 Vasco, 122.481, 19/09/1982;
Flamengo 1 a 1 Vasco, 121.353, 08/05/1983, Campeonato Brasileiro;
Flamengo 0 a 2 Vasco, 121.093, 20/04/1986;
Flamengo 4 a 1 Vasco, 121.007, 10/01/1954;
Flamengo 0 a 0 Vasco, 120.655, 17/09/1978;
Flamengo 1 a 0 Vasco, 120.433, 03/12/1978;
Flamengo 3 a 2 Vasco, 115.943,28/10/1979.
Fonte: Wikipédia
A violência no futebol do Rio de Janeiro começa quando ir a uma partida se torna um desafio. Sempre gostei do Maracanã. É um estádio com excelente localização, e que o acesso pode ser feito por metrô, ônibus, carro, trem e, para que mora nas cercanias, uma excelente opção de lazer.
Mas justamente este estádio, templo sagrado dos grandes confrontos do Brasil, nos traz uma enorme angústia por não ser utilizado. De um lado, um Governo do Estado que está totalmente paralisado diante das demandas sociais e econômicas, de outro um setor privado capitaneado por uma empreiteira que assumiu grandes obras no País, mas que agora agoniza em delações premiadas sigilosas de seus diretores. Ou seja, o Maracanã pode, no máximo, ser uma tábua de salvação para esses atores.
O Maracanã se tornou tão inviável, a ponto do Flamengo preferir jogar fora do Rio de Janeiro, o que para 2017 não será uma opção no Campeonato Brasileiro, com a esdrúxula proibição das vendas de mandos de campo para fora dos estados de origem dos jogos dos times da casa.
É nítido que o Flamengo saiu na frente dos seus rivais do Rio de Janeiro ao conceder estrutura ao estádio na Ilha do Governador, mas fica a questão: onde jogar os clássicos com apelo de maior público? A solução de torcida única é a ideal? O Maracanã voltará a ser o palco dos grandes jogos?
1º. Brasil 1-2 Uruguai – Copa do Mundo Data: 16/07/1950 Estádio: Maracanã Público: 199.854 pessoas no total
2º. Brasil 4-1 Paraguai – Eliminatórias
Data: 21/03/1954 Estádio: Maracanã Público: 195.513
3º. Fluminense 0-0 Flamengo – Campeonato Carioca
Data: 15/12/1963 Estádio: Maracanã Público: 194.603
4º. Brasil 1-0 Paraguai – Eliminatórias
Data: 31/08/1969 Estádio: Maracanã Público: 183.341
5º. Flamengo 3-1 Vasco – Taça Guanabara
Data: 04/04/1976 Estádio: Maracanã Público: 174.770
6º. Flamengo 2-3 Fluminense – Campeonato Carioca*
Data: 15/06/1969 Estádio: Maracanã Público: 171.599
7º. Botafogo 0-0 Portuguesa-RJ – Campeonato Carioca
Data: 15/06/1969 Estádio: Maracanã Público: 171.599
8º. Flamengo 0-0 Vasco – Campeonato Carioca
Data: 22/12/1974 Estádio: Maracanã Público: 165.358
9º. Brasil 6-0 Colômbia – Eliminatórias
Data: 09/03/1977 Estádio: Maracanã Público: 162.764
10º. Flamengo 2-1 Vasco – Campeonato Carioca
Data: 06/12/1981 Estádio: Maracanã Público: 161.989
*Rodada dupla
Fonte: The Rec.Sport.Soccer Statistics Foundation (RSSSF)
O grande paradoxo é que temos um Flamengo que anda na contramão de tudo que representa o atual futebol do Rio de Janeiro. Jogar um Flamengo X Vasco em Volta Redonda para menos de sete mil pessoas só não foi uma vergonha maior por que vencemos a partida. Uma renda menor que 310 mil reais não paga elencos como o atual rubro-negro.
Também não podemos hostilizar o belo Estádio da Cidadania, e ficar tentando justificar que a população de Volta Redonda não gosta de futebol. Aquele município tem seus próprios problemas. Volta Redonda já foi palco de grandes manifestações operárias, com perdas de vidas, e não podemos culpá-la também pela morte do futebol no Rio de janeiro. Afinal, a prefeitura de lá nos salvou de ter um jogo de semifinal da Taça Guanabara fora do estado, ou de nem ser realizado.
Ir ao estádio é uma das maiores experiências que tive ao longo de minha vida. Dos grandes públicos no Maracanã estive em vários, incluindo o Flamengo 2×1 vasco de 6 de dezembro de 1981. Mas atualmente me sinto desestimulado a ir a jogos de futebol. A violência injustificável, aliada a péssima mobilidade das grandes cidades me motivam a ver o meu Flamengo como a grande maioria o vê, pela TV. Ir aos estádios sempre foi um privilégio, mas nos dias de hoje é uma aventura, para poucos, e sem garantias.
A violência não tem cor. Eu não consigo entender por qual motivo alguém sente algum prazer em agredir o torcedor de outro time. Pior, facções de uma mesma torcida se digladiam. Pior ainda, os brigões não são sequer punidos. Via de regra são reincidentes, quando não recebem verba dos dirigentes dos próprios clubes.
Ficamos felizes ao ver famílias nos estádios. Talvez esse seja um dos caminhos, a criação do “SÓCIO TORCEDOR FAMILIAR”. E para os jogos diurnos sem torcida, eu sugiro que os estádios sejam ocupados por alunos de escolas das regiões próximas nas respectivas cidades.
Ocorre que, de nada nos adiantará ter um Clube com a gestão moderna, com as finanças saneadas e montarmos um elenco competitivo, se a estrutura do futebol no Rio de Janeiro ficar relegada ao que se tem de mais arcaico em termos de dirigentes esportivos, governantes oportunistas e empresários mafiosos.
Cordiais Saudações Rubro-Negras! Ricardo Martins é corretor de seguros, carioca radicado em Belo Horizonte. Blogueiro de longa data, comanda no Mundo Bola o blog Mulambeiros – Mulambos Mineiros. Siga-o no Twitter: @Rick_Martins_BH
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A torcida do Flamengo conta as horas para que o Internacional anuncie a contratação do atacante Marcelo Cirino. No final de 2014, a torcida também contou as horas, nesse caso para que a contratação do atacante, então considerado uma das maiores revelações e jogadores mais cobiçados do futebol brasileiro, fosse anunciado a tempo de não descumprir as normas da Fifa que proibiam investidores de deterem parte dos direitos econômicos dos jogadores, que entraria em vigor no início de 2015.
O caso de Cirino, de jogador que chega sob festa ou expectativa e sai pela porta dos fundos, está muito longe de ser inédito na história do Flamengo. O Mundo Bola lembra dez dos principais casos:
1- Jair Rosa Pinto
Jair, à direita, com Zizinho e Pirilo
“Jajá da Barra Mansa” é um dos grandes jogadores do futebol brasileiro do período anterior à conquista do primeiro Mundial, na Suécia. Ele fazia parte do Experesso da Vitória do Vasco, que foi campeão carioca invicto em 1945, interrompendo os planos rubro-negros de conquistar o tetracampeonato. Em 1947, insatisfeito em Sâo Januário, Jair veio para a Gávea. Em dois anos, fez 87 jogos e 62 gols pelo Flamengo, mas não conquistou nenhum título. Após uma derrota por 5×2 para o Vasco, foi acusado pelo radialista Ari Barroso de ter aceitado suborno do Vasco para fazer corpo mole. A torcida, revoltada, queimou a camisa de Jair, e a diretoria não teve opção a não ser se desfazer do jogador. No Palmeiras, ele conquistou o Campeonato Paulista de 1950, o Rio-SP de 1951 e a Copa Rio de 1951 – torneio amistoso que hoje os palmeirenses dizem que foi o primeiro Mundial. Ele também fez parte da seleção vice-campeã do mundo em 1950, e foi companheiro de Pelé no início da carreira do Rei do Futebol no Santos. Mas sua saída turbulenta do Flamengo ficou marcada para sempre.
2- Garrincha
Então com 35 anos, Garrincha já estava em fim de carreira e longe de ser o jogador que ganhou “sozinho” a Copa do Mundo em 1962 quando foi surpreendente anunciado como contratação do Flamengo em 1968. Extremamente identificado com o Botafogo, a passagem pelo maior rival era um acontecimento – embora o registro histórico indique que Garrincha sempre torceu para o Flamengo. A sua estreia atraiu tanta atenção que até Pelé esteve nas arquibancadas do Maracanã para ver o clássico contra o Vasco, no qual Garrincha estreou — com derrota — em novembro de 1968. Enfrentando sérios problemas com a bebida e dificuldades para entrar em forma, Garrincha teve uma passagem curta pelo Flamengo. com 20 jogos e 4 gols.
— Não há como falar bem da passagem de Garrincha pelo Flamengo. O organismo dele sofria muito com os problemas com a bebida e isso comprometeu o seu futebol . Além disso, sua condição física estava muito ruim para quem tinha nas arrancadas a melhor qualidade. Estava como um limão sugado — disse o falecido comentarista esportivo Luís Mendes em 2007.
O atacante decidiu se aposentar, mas dois anos depois tentou voltar aos campos pelo Olaria, também sem sucesso.
3- Sócrates
No papel, a ideia não poderia ser melhor. Unir no mesmo clube os dois gênios da geração que encantou o mundo na Copa de 1982. A nação não poderia pensar diferente, e fez uma grande festa quando o Flamengo anunciou a contratação do ex-corintiano Sócrates, então na Fiorentina, para se unir a Zico – mesmo que o Galinho ainda estivesse em fase de recuperação da grave lesão de joelho causada pelo banguense Márcio Nunes. O livro “Sócrates”, de Tom Cardoso, narra assim a recepção do Doutor no Flamengo: “Depois de receber Zico, meses antes, vindo de Udine, a torcida do Flamengo preparou-se para festejar a chegada de Sócrates. Cinco garrafas de cachaça foram providenciadas e o refrão, ao ritmo da bateria mirim da Mangueira, ensaiado: Entornar é viver/Doutor, vou beber com você. Sócrates desembarcou no Rio às sete horas da manhã do dia 13 de setembro de 1985. Dispensou os goles de cachaça, foi lacônico com os repórteres e aceitou de bate-pronto o convite de Zico, que o esperava no Galeão, para participar com os amigos de um sambão no Oba-Oba,a boate de Oswaldo Sargentelli.” A dupla que começou afinada fora de campo só jogou uma partida pelo Flamengo: a reestreia de Zico, num inesquecível 4×1 no Fluminense. Sócrates viveu de lampejos e foi muito criticado durante sua passagem na Gávea. Quando ele foi convocado para a Copa de 1986, Zizinho, ídolo rubro-negro e vice-campeão do mundo em 1950, ironizou e sugeriu que fossem convocados ele — então com 64 anos — e Pelé — com 45 –, que estariam em melhor forma física que o Doutor. A “Tribuna da Imprensa” disse que Sócrates tinha “o melhor emprego do mundo” e publicou o seguinte poema em homenagem ao “jogador-doutor”
“Hora de comer – comer!
Hora de dormir – dormir!
Hora de beber – beber!
Hora de vadiar – vadiar!
Hora de trabalhar?
Pernas pro ar que ninguém e de ferro.”
Sempre às voltas com lesões e convocações para a seleção, Sócrates jogou só 20 partidas pelo Flamengo, marcando 5 gols. O fim da passagem foi descrito da seguinte maneira pelo próprio Sócrates:
— Resolvi expor minhas muitas limitações físicas à comissão técnica. A resposta à minha honestidade foi ser afastado do time titular. Resisti a essa arbitrariedade por alguns jogos, sendo que sempre que entrava em campo conseguia melhorar o desempenho da equipe. Mas para tudo há limite, e na estreia do Carioca de 1987 decidi interpelar o treinador questionando o que ele entendia por justiça, Como não recebi resposta, resolvi naquele instante deixar o futebol. No dia seguinte, ao sair do campo de treinamento na Gávea, peguei a chuteira e a joguei na lixeira ao lado do gramado.
Nos dias seguintes, o jogador-doutor virou só doutor — assumiu imediatamente uma residência médica no Hospital Universitário da UFRJ, antes de ensaiar uma volta aos gramados pelo Santos.
4- Claudio Borghi
“É ponta de lança, como Zico, mas goleador”. Foi desta maneira insólita que o jornal “O Globo” descreveu o argentino Claudio Borghi, anunciado pelo Flamengo no fim de 1989 como futuro substituto do Galinho, que já planejava para o fim daquele ano de 1989 a sua aposentadoria. A torcida pareceu acreditar na descrição. Numa espécie de AeroFla da época, Borghi foi recebido no Galeão ao som do grito que era entoado para o maior craque da história rubro-negra: “Ei ei ei, o Borghi é nosso rei”. Foi tão bem recebido que seguiu para a Gávea no ônibus de uma torcida organizada. Campeão da Libertadores pelo modesto Argentinos Juniors em 1985 e mundial pela Argentina em 1986, Borghi naufragou no Flamengo. Disputou apenas seis partidas, não marcou nenhum gol e é até hoje tido como uma das piores contratações da história do clube. Dono do próprio passe, o argentino se desligou do Flamengo no fim daquele ano e foi jogar no Independiente. Anos depois, fez sucesso no Colo-Colo, e virou ídolo como jogador e treinador no futebol chileno. No Brasil, virou sinônimo de “bonde” importado.
5- Edmundo
No início do ano, o Flamengo havia surpreendido o mundo ao contratar o então melhor jogador de futebol do planeta, Romário. Ninguém imaginava que o clube pudesse fazer outra contratação tão impactante na mesma temporada, mas, no desespero para conseguir um troféu no ano do centenário, o então presidente Kleber Leite dobrou a aposta e foi atrás de outro grande atacante formado no Vasco: Edmundo, então grande destaque do bicampeão brasileiro Palmeiras. A “engenharia financeira” para contratar o Animal rendeu dores de cabeça até o ano passado: o Flamengo enfim fechou um acordo milionário para pagar uma dívida ao Consórcio Plaza, que emprestou o dinheiro para a compra do atacante em troca da construção de um shopping na Gávea – que nunca aconteceu por falta de licenças das autoridades. Dentro de campo, Edmundo também não deixou saudades: o trio que ele formou com Romário e Sávio ganhou o apelido de “pior ataque do mundo” da imprensa e das torcidas adversárias. As cenas mais marcantes do Animal com a camisa do Flamengo não envolvem a bola: o nocaute que ele levou de Zandona, do Vélez Sarsfield, na disputa da Supercopa, e o gesto obsceno que fez para a torcida do Vasco num clássico. Ele ainda era atleta do Flamengo quando se envolveu no acidente automobilístico no qual três pessoas morreram. Acabou emprestado para o Corinthians e, meses depois, foi vendido para o Vasco. Em São Januário, foi carrasco do Flamengo em clássicos que não deixam boas lembranças na torcida rubro-negra e chegou, em 1997, a bater um recorde de duas décadas na artilharia do Campeonato Brasileiro. No conjunto da obra, forte concorrente a pior contratação da história do Flamengo.
6- Bebeto
A saída de Bebeto para o Vasco foi uma traição que doeu na alma rubro-negra. Porém, muitos rubro-negros souberam perdoar e receberam com expectativa, sete anos depois, o retorno do agora campeão mundial, para reeditar no clube a dupla com Romário, numa outra tentativa de Kleber Leite de montar o ataque dos sonhos. A realidade, de novo, foi bem diferente. Romário saiu para o Valencia antes de Bebeto estrear — acabou voltando ainda no mesmo ano, mas se contundiu na reestreia, com a reedição da dupla do tetra da seleção ficando somente no papel. Bebeto nunca exibiu uma sombra do seu melhor futebol, e o time rubro-negro acumulou fiascos, como uma série de goleadas que incluiu um 4×0 para o Vasco de Edmundo. A segunda passagem de Bebeto pela Gávea acabou sem deixar saudades. O atacante acabou indo jogar no Botafogo, onde conquistou o Rio-SP de 1998 e foi vice da Copa do Brasil no ano seguinte, disputando mais uma Copa do Mundo como titular – desta vez acabando com o vice.
7- Denílson
O ano de 2000 foi marcado pela montagem de um supertime que não deu resultado dentro de campo, financiado pela ISL, que fechou uma parceria milionária com o Flamengo que acabou em fracasso dentro de campo e suspeitas e impeachment do presidente Edmundo dos Santos Silva fora dele. O grande símbolo desse fiasco talvez seja Denílson. Negociado para o Bétis em 1997 na transação mais cara da história do futebol brasileiro, presente na campanha do vice-campeonato mundial com a seleção em 1998, Denílson veio a Brasil por um empréstimo de seis meses que custou a fábula de US$ 4 milhões. Não rendeu dentro de campo, acabou na reserva, o negócio virou disputa judicial entre Flamengo e Bétis, e o Flamengo sequer se classificou entre os 12 primeiros que passavam de fase na Copa João Havelange, Brasileiro daquele ano. Ao lado de Alex, Denílson foi a primeira grande contratação rubro-negra a abandonar o barco ainda no fim de 2000. Depois disso, nunca foi o craque que ameaçou ser no início da carreira, mas participou da campanha que levou o Brasil ao pentacampeonato mundial em 2002. E dez anos depois, ele ainda cobrava a dívida do clube com ele na imprensa:
– Não vou falar o que eu penso do Flamengo porque eu não quero ser processado. Tenho uma dívida com o Flamengo e desde 2000 nós temos conversado para resolver. Nunca entrei na Justiça e sempre tentei resolver da melhor maneira. Mas aí você vê jogadores sendo contratados, sendo pagos e nada do seu problema ser resolvido. Não entro na Justiça porque o futebol dá voltas. Um dia eu posso precisar deles, virar um empresário, colocar um jogador lá e não sabemos o que vai acontecer. O Flamengo não serve de exemplo para ninguém. Iria ajudar muito se o Flamengo me pagasse. A minha filha acabou de nascer e eu preciso comprar leite para ela.
8 – Vampeta
Em retrospectiva, o negócio parece absurdo. O Flamengo se desfez de um jogador do nível de Adriano, e ainda incluiu outro promissor atacante, Reinaldo, no negócio, além de pagar US$ 5 milhões, para contratar um jogador mediano como Vampeta. Na época, porém, o negócio pareceu interessante: Vampeta vivia sua melhor fase na seleção brasileira, tendo inclusive recentemente marcado dois gols contra a Argentina na mesma partida. No Flamengo, ele disputou apenas 16 partidas e marcou somente um gol, enquanto o time fez seu pior Campeonato Brasileiro da história – só se salvou do rebaixamento na última rodada com uma vitória contra o Palmeiras. No ano seguinte, foi emprestado para o Corinthians, no qual conquistou o Rio-SP e foi vice-campeão brasileiro, além de integrar o grupo da seleção pentacampeã mundial. Pior, enquanto estava emprestado, cunhou uma frase que dói até hoje na alma dos rubro-negros para explicar seu fracasso na Gávea:
— Eles fingiam que me pagavam e eu fingia que jogava — afirmou.
9- Deivid
Após ser campeão brasileiro em 2009, o Flamengo vivia um inferno astral em 2010. Derrota pro Botafogo após o tri Estadual, eliminação na Libertadores, prisão de Bruno, Pet afastado, Adriano deixando o clube. No último dia da janela europeia, porém, Zico, então diretor de Futebol, parecia ter feito um gol de placa como o dos tempos que era jogador: contratou, de uma só vez, o promissor Diogo e o artilheiro Deivid, dois reforços tidos como certeiros. Diogo mal se firmou no time titular e saiu logo no fim do ano. Deivid ficou na Gávea até 2012, fez até um bom Brasileiro em 2011, mas ficou marcado mesmo pelo incrível gol perdido contra o Vasco na semifinal da Taça Guanabara — que pôs fim a uma escrita de mais de uma década sem perder em jogos decisivos para o clube de São Januário — e o processo que moveu contra o clube para receber direitos de imagem atrasados enquanto ainda era jogador rubro-negro. Foi liberado no meio do Campeonato Brasileiro de 2012 sem deixar saudade.
10 – Carlos Eduardo
Não à toa Carlos Eduardo é o número 10 desta lista: o ex-gremista recebeu o manto autografado de Zico numa espécie de passagem de bastão nos seus primeiros dias na Gávea. Mesmo vindo de dois anos difíceis por conta de uma lesão no joelho, Carlos Eduardo chegou sob expectativa e foi alvo de um leilão com Santos e Fluminense. Após um mau início, até abriu mão da camisa 10 e passou a usar o número 20. Foi titular na conquista da Copa do Brasil e até marcou um gol que acabou sendo fundamental contra o Cruzeiro — o seu único em um ano e meio de clube — mas era constantemente vaiado pela torcida, principalmente após o vazamento que mostrou que ele recebia mais de R$ 500 mil mensais num momento de penúria financeira do clube. O técnico Jayme de Almeida, grande defensor do meia, acabou desistindo dele depois de um lance em que ele virou as costas para a jogada ainda em andamento, que acabou em gol de Hernane. Carlos Eduardo passou os últimos meses de sua passagem pelo Flamengo recebendo seu meio milhão mensal sem jogar.
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