O técnico Zé Ricardo falou depois da vitória contra o Vasco e deu a entender que, apesar de a final da Taça Guanabara acontecer três dias antes da estreia na Libertadores, pretende usar força máxima contra o Fluminense para garantir a vaga antecipada nas semifinais do campeonato. Veja os principais trechos da entrevista coletiva do técnico:
Exemplo para o resto da temporada
No meu modo de ver a vitória foi merecida. A gente ficou muito feliz pela entrega dos atletas. Visando coisas maiores, era uma partida que a gente queria ter como ideia de jogo, ideia de entrega da nossa equipe. Foi tudo isso que eles fizeram e os jogadores estão de parabéns pelo trabalho que fizeram. O simbolismo da partida era muito grande. Eu percebia que a gente tinha e teve a possibilidade de definir a partida no segundo tempo. A gente foi criando oportunidades, uma atrás da outra, e não aproveitando. E a qualquer momento o Vasco poderia empatar o jogo e levaria para o final do jogo uma situação que a gente estava querendo evitar. Mas os atletas foram bastante concentrados, a gente conseguiu controlar a maioria das ações no campo do Vasco. E a vitória veio, tá todo mundo de parabéns.
Final da Taça Guanabara
O Fluminense vai ser outra grande pedreira. Não sofreu gols ainda na competição. Sem dúvida alguma vai colocar a gente em dificuldade. O que a gente tem é uma semana inteira para a gente trabalhar. Tomara que a gente consiga fazer essa semana de forma bastante intensa. E com inteligência, a gente estudar bastante a equipe do Fluminense para fazer uma grande final e tentar o título da Taça Guanabara. Pessoalmente falando, eu acredito que a vitória é importante porque colocou a gente na final. Era muito importante, porque dentro do planejamento a gente vai fazer de tudo para vencer a Taça Guanabara porque depois a gente tem campeonatos importantes para a gente disputar. É importante a gente garantir uma vaga já na semifinal do Campeonato Carioca. Não vai ser nada fácil, agora é isso que a gente se programou, e agora a gente vai tentar descansar a equipe e depois a partir de terça-feira de manhã a gente projetar o jogo de domingo. Espero que esteja todo mundo bem, que não tenha nenhum tipo de contratempo, e que a gente possa fazer uma grande partida contra o Fluminense.
Peso do jejum
A gente tinha que tentar focar na nossa performance. Muitos dos atletas que jogaram hoje não participaram deste período que o Vasco se manteve invicto perante o Flamengo. Nem eu também. E a gente sabia que isso em algum momento poderia alterar o emocional da nossa equipe. A gente trabalhou bastante para que isso fosse minimizado. O mais importante, que a gente focasse na nossa performance. Acho que isso foi feito, a equipe conseguiu se controlar. Houve preocupações, porque a gente teve dois atletas importantes da linha defensiva amarelados já no primeiro tempo. A gente procurou fazer algumas contenções no segundo tempo para que a gente não ficasse exposto do lado deles.
Mancuello e Éverton
O Mancuello num dos retornos que ele fez sentiu um pequeno incômodo. Foi atendido, mas tentou continuar. Eu até tava tentando esperar o intervalo para ver se ele teria condições de retornar. Mas questão muscular a gente não pode brincar, não pode bobear. Até porque a gente tem uma temporada muito grande pela frente. A gente achou por bem mesmo naqueles quatro, cinco minutos que faltavam retirá-lo da partida. O Éverton eu ainda não tenho notícia do Departamento Médico, a gente vai avaliar. Mas também enquanto esteve em campo se entregou bastante, como é o habitual dele. Espero que não seja nada demais para a gente poder contar com os dois para domingo que vem.
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Veja o que os jogadores disseram depois da vitória contra o Vasco, que quebrou um jejum de nove partidas sem vencer o cruzmaltino e classificou o Flamengo para a final da Taça Guanabara, contra o Fluminense, no próximo domingo:
Rafael Vaz
“A gente falou que o passado aqui ia virar passado, 2017 pro Flamengo ia ser um ano diferente. Ficamos devendo no ano passado, e agora estamos fazendo nossa parte. Nossa equipe está muito concentrada e ciente da responsabilidade que temos neste ano. Ainda não ganhamos nada, tem muita coisa pela frente”
Diego
“Foi um jogo de grupo, jogo convincente, seguro daquilo que tínhamos que fazer. Poderia ter sido mais que 1×0. Mas neste tipo de jogo o importante é vencer e foi o que nós fizemos muito bem. Nós sabíamos o que queríamos, o que tínhamos que fazer para vencer, e fizemos com segurança”
Berrío
“Estou emocionado. Desde o momento que cheguei aqui graças a Deus deu tudo certo. Agora vamos buscar o título”
Éverton
“Fizemos um jogo muito bom. Entramos só pensando em jogar futebol, o Vasco veio com uma postura de jogo de querer intimidar, de querer bater. Mas graças a Deus a equipe foi bem”.
Guerrero
“Mais um jogo ganho. A gente vem com essa sequência, e sabíamos que esse ia ser mais um. Sabíamos que ia ser pegado. E a gente deu tudo, fizemos nosso jogo e merecidamente ganhamos o jogo”
A dupla de ataque made in Ninho do Urubu ajudou o Brasil a estrear com uma vitória fácil no Sul-Americano sub-17, disputado no Chile. Cada um marcou uma vez, e a seleção derrotou o Peru por 3×0. Wesley, outro garoto do Ninho que começou como titular, destoou dos companheiros: apesar de ter ido bem enquanto esteve em campo, perdeu a cabeça num lance no início do segundo tempo e acabou expulso.O outro rubro-negro convocado, o zagueiro Patrick, ficou no banco.
O caminho da vitória brasileira foi aberto pela dupla rubro-negra: depois de perder duas boas chances de abrir o placar, Lincoln resolveu jogar de garçom e deu passe açucarado para Vinicius Júnior abrir o placar. Em nova jogada de Lincoln, Vinicius quase ampliou. O centroavante driblou o goleiro peruano, mas perdeu o ângulo e rolou para trás. Vinicius chutou, mas o goleiro defendeu.
O segundo gol, de Marcos Antônio, não teve participação rubro-negra. Mas no terceiro, novamente a dupla apareceu: Vinicius Júnior encontrou Paulinho dentro da área e o meia sofreu pênalti. Na cobrança, Lincoln, com direito a paradinha, fez o terceiro gol do Brasil.
No início do segundo tempo, Lincoln quase fez o segundo. Após escanteio, ele cabeceou, a bola bateu no travessão e quicou em cima da linha, mas não entrou.
Pouco depois, veio o lance de Wesley, que deu um pontapé no jogador peruano e recebeu cartão vermelho. Com um a menos, o Brasil diminuiu o ritmo, mas nunca foi ameaçado e confirmou a vitória por 3×0.
A seleção volta a campo no domingo de Carnaval, às 22h15, contra a Venezuela, que na estreia surpreendeu e derrotou a Argentina por 1×0. As quatro seleções compôem o grupo B com o Paraguai, que estreia no domingo contra a Argentina. As três primeiras se classificam para o hexagonal final, no qual as quatro primeiras seleções carimbam vaga no Mundial da Índia.
Semana passada, um desses portais esportivos listou alguns jogos em que equipes brasileiras teriam colocado times de outros países “na roda”. Não sei se por clubismo ou mera ignorância, algumas passagens expressivas da história rubro-negra foram ignoradas.
Expando o conceito e listo aqui dez jogos em que o Flamengo, enfrentando equipes europeias, sobrou em campo, venceu com folga e saiu de campo sob palmas. São partidas apenas de 1980 para cá.
Assim, momentos como, por exemplo, as vitórias sobre Arsenal (1949), Honved (1957) ou NY Cosmos (1977), ou as inúmeras goleadas sobre equipes sul-americanas aqui não são consideradas. Nossa história é vasta demais para apenas um texto.
10 – Valencia 0-3 Flamengo, 1986
Troféu Naranja, Estádio Luis Casanova, Valencia-ESP
Campeão Estadual, o Flamengo viaja para uma rápida excursão. Após alguns maus resultados, o inconformado treinador Sebastião Lazaroni exige empenho da equipe para o jogo contra o Valencia, que encerra a turnê.
Dá certo. Mesmo desfalcado de vários titulares, o Flamengo, após suportar forte pressão inicial, abre o placar com um chute forte do jovem Aldair. Na segunda etapa, amplia com Bebeto, aproveitando assistência de Vinícius e passa a gastar a bola, aos gritos de “olé” de uma torcida entre enfurecida e encantada.
No fim, o centroavante Vinícius, com estilo, conclui belíssima jogada coletiva, colocando números finais no marcador. O Flamengo volta a conquistar o Troféu Naranja. E, admita-se, ficou barato.
9 – Flamengo 5-2 Benfica, 1997
Torneio Centenário de Belo Horizonte, Estádio Mineirão, BH
Com o time em crise, por conta do péssimo início no Brasileiro e do retorno de Romário ao Valencia, a diretoria pensa em duas válvulas de escape para a retomada da estabilidade. O anúncio da contratação de Renato Gaúcho, em litígio com o Fluminense, e a participação no Torneio Centenário de Belo Horizonte.
Após um empate (2-2) contra o Olimpia-PAR, o Flamengo enfrenta um time misto do Benfica, com algumas caras conhecidas do brasileiro, como o zagueiro Gamarra, o meia boliviano Erwin Sanchez e o atacante Paulo Nunes.
O time português, desmotivado pela estreia ruim (1-4 Cruzeiro), oferece pouca resistência, e o Flamengo abre o placar com Sávio, de pênalti. No entanto, o Benfica empata a seguir, numa falha de Clemer.
Pouco antes do final do primeiro tempo, Iranildo coloca novamente o Flamengo à frente. Após o intervalo, o Benfica avança de forma suicida suas linhas, dando espaços suculentos para o veloz time rubro-negro. A goleada é construída naturalmente, com Lúcio, Rodrigo Mendes e Fábio Baiano, descontando Paulo Nunes (num belo gol, aliás).
No entanto, a goleada pouco servirá para acalmar os ânimos. Dois dias depois, a equipe será derrotada por uma formação reserva do Cruzeiro, resultado que custará a cabeça do treinador Sebastião Rocha.
8 – Valencia 1-3 Flamengo, 1997
Troféu Naranja, Estadio Mestalla, Valencia-ESP
Encerrando sua participação em gramados espanhois, o Flamengo enfrenta o Valencia de Romário, em um Estádio Mestalla com bom público. Romário, motivado com a qualificação da equipe (que conta com Zubizarreta e Ortega, entre outros) e com as boas perspectivas na temporada, comanda o ataque da equipe espanhola.
Logo no início, abre o placar em bela jogada individual, mas a seguir, ao tentar uma bicicleta, lesiona o adutor da coxa e sai de campo. Sem o craque, o Flamengo cresce, e, precisando da vitória para conquistar o torneio, parte para dentro do adversário.
É, talvez, a maior atuação individual de Sávio com a camisa rubro-negra. O atacante é o nome do jogo. Marca três vezes, arrancando gritos enlouquecidos do público. A vitória não é suficiente (o Flamengo precisava de mais um tento), mas o Flamengo sai da Espanha com o prestígio inflado.
Além disso, as atuações de gala de Sávio praticamente selam o passaporte para a carreira europeia do jogador, que se transferirá para o Real Madrid ao final da temporada.
7 – Hamburgo 1-3 Flamengo, 1989
Hafenpokal, Estádio Wilhelm Koch, Hamburg-ALE
“Perdemos para um dos melhores do mundo”, resigna-se o treinador do HSV, após o verdadeiro passeio que acaba de presenciar, na decisão do Hafenpokal, um torneio local.
O Flamengo de Telê, tentando remontar sua equipe após o desmonte do Estadual, apresenta algumas caras novas, como os jovens Gonçalves, Júnior Baiano, Rogério, e Nando, este vindo do Bangu, primeira tentativa para repor a complicada saída de Bebeto.
Mas são os veteranos Júnior e, principalmente, Zico, que comandam o baile. O Galo abre os trabalhos aos 3 minutos e depois, à base do esporro e do incentivo, comanda os garotos, que imprimem uma alucinada movimentação, desnorteando o adversário, que mal parece uma das principais equipes alemãs (é o atual 4º colocado).
Os gols saem naturalmente, com Ailton e Nando. Os alemães descontam no final da partida, quando o rubro-negro já toca a bola sem pressa. Sob cerrados aplausos, o Flamengo conquista o torneio. É a última taça erguida por Zico em sua carreira rubro-negra.
6 – Flamengo 3-1 Bayern de Munique, 1994
Torneio Internacional da Malásia, Estádio Shah Alam, Kuala Lumpur-MLS
O Flamengo participa de um grande torneio internacional, para a inauguração do vistoso estádio Shah Alam, em Kuala Lumpur. Após empatar com a Seleção Australiana (0-0) e derrotar o Leeds United-ING (2-1), chega à final, contra o Bayern München.
A partida é badalada, com presença de várias autoridades. O campeão alemão sai na frente, mas o Flamengo, em grande atuação de Rogério e Sávio, logo reage. Rogério empata, numa violenta cobrança de falta. Na segunda etapa, um tiro despretensioso desvia num alemão, é o segundo do Flamengo.
O Rubro-Negro, então, recua as linhas e passa a explorar contragolpes fulminantes, aproveitando a alucinante velocidade de seu jovem time. Numa dessas escapadas, o garoto Sávio amplia. Nervoso, o Bayern passa a apelar para jogadas violentas, tentando conter o ímpeto flamengo.
A nota triste é a grave lesão de Charles Baiano, que o tirará de atividade no segundo semestre. Ao final do jogo, em que o Flamengo ergue o título, o treinador Carlinhos, empolgado, exorta: “Estamos prontos pro Brasileiro”. Não estavam.
5 – Eintracht Frankfurt 1-3 Flamengo, 1980
Amistoso, Waldstadion, Frankfurt-ALE
Apenas seis dias após a encarniçada Final do Brasileiro, o Flamengo volta a campo, dessa vez para enfrentar o Eintracht Frankfurt, campeão da Copa UEFA (hoje Europa League). O forte time alemão, jogando em casa, logo abre o marcador, numa falha de Cantarele.
O Campeão Brasileiro não se abate e passa a exercer forte marcação no campo do adversário, imprimindo uma movimentação alucinante. Zico, em bela jogada individual, sofre e converte o pênalti que empata a partida.
Apesar das inúmeras chances criadas pelo Flamengo, o jogo vai empatado para o intervalo. Na segunda etapa, inteiramente à vontade, o rubro-negro marca o segundo, após Nunes receber de Carpegiani e driblar o goleiro.
Depois, o Flamengo passa a rodar a bola com classe, o que encanta o normalmente frio público alemão. Com o Frankfurt na roda, a pá de cal se dá com Andrade, em violento chute de longe. Final, 3-1. Após o jogo, lacônico e ainda desconcertado, o treinador Grabowski declara, “Zico não nos impressionou, parece ter se deixado marcar.
Mas isso se mostrou traiçoeiro, pois eles tinham bons jogadores, capazes de aproveitar os nossos espaços. Futebol alegre e vivaz. Mereceram vencer.”. Zico, comentando o jogo, apenas menciona, “foi bom jogo, eles nos fizeram correr”. O Flamengo passa a ser a equipe mais procurada para amistosos.
4 – Flamengo 7-0 Real Sociedad
Sharp Cup, Estádio Nacional, Tóquio-JAP, 1990
“Simples, certo e objetivo”. Esfregando as mãos com os ótimos treinamentos, o treinador Jair Pereira assim resume seu esquema, pensando em aproveitar a cansativa excursão para montar a base da equipe para o Brasileiro.
No primeiro jogo, um velho conhecido palco. O Estádio Nacional de Tóquio, testemunha do Mundial-81 e da Kirin Cup-88. O adversário, o Real Sociedad, quinto colocado na Espanha. A surpresa, o gramado, agora sintético.
Diante de 50 mil aparvalhados espectadores, o Flamengo, após início hesitante (adaptando-se ao campo de jogo), mostra-se inteiramente à vontade e passa o trator por cima da boa equipe espanhola (“Não conseguimos acreditar. Não jogamos. Talvez tenha sido o piso, ou o adversário, enfim”).
O quarteto formado por Bobô (estreando no rubro-negro), Júnior, Gaúcho e principalmente Renato (que faz o diabo em campo), vai empilhando gols com inacreditável naturalidade. Gaúcho é o goleador da noite, com três gols. Renato (2), Bobô e Bujica completam o marcador.
O Flamengo, ovacionado, é o Campeão da Sharp Cup. Mas o ambiente está longe de ser dos melhores. O dirigente Francisco Horta, homem forte do futebol flamengo, vai cumprimentar Renato pela esfuziante atuação. É ignorado pelo jogador (ressentido com críticas recentes). Alguns dias mais tarde, acabará demitido.
3 – Napoli 0-5 Flamengo, 1981
Torneo di Napoli, Estádio San Paolo, Napoli-ITA
Os italianos vão curtindo em suas casas aquela que parece ser apenas mais uma tranqüila tarde de domingo, quando subitamente a RAI interrompe a programação regular e passa a transmitir imagens do Estádio San Paolo.
“Passamos a acompanhar um momento sublime, extraordinário, fora de qualquer parâmetro. Uma aula do verdadeiro e mágico futebol.” A essa altura, o Flamengo já está amassando o Napoli por 3-0, diante de 80 mil espectadores inebriados e estarrecidos.
O Flamengo não toma conhecimento do adversário (terceiro colocado na Liga Italiana) ou do sufocante clima local. Desfila. Evolui com inverossímil facilidade. Zico, autor de três gols (os outros são de Nunes e Júnior), exibe um jogo tão exuberante que é tratado de “figura de outro planeta”.
Mas, lembram os cronistas, o Flamengo possui mais, muito mais. A começar por Nunes, que esquece o papel de centroavante e, por orientação tática, marca e anula o craque do time, o líbero holandês Ruud Krol. Aliás, Krol, ao final da partida, declara com veia enfática.
“Não há muito sentido ficar comparando Maradona a Zico. O argentino terá que evoluir muito para chegar ao nível esplendoroso do brasileiro.” Com efeito, Zico, para os italianos, mais que objeto de cobiça, torna-se obsessão.
2 – Real Madrid 0-3 Flamengo, 1997
Troféu Palma de Mallorca, Estadio Luis Sitjar, Mallorca-ESP
O valorizado treinador Paulo Autuori, Campeão Brasileiro de 1995, Estadual e da Libertadores de 1997, enfim aceita o convite de treinar o Flamengo. No entanto, sua estreia promete ser indigesta, contra os titulares do Real Madrid (que mais tarde se tornará Campeão Europeu), no Torneio de Mallorca, na Espanha.
“Não pedirei reforços. Não sou leviano, não conheço o elenco”. A partida inicia em ritmo lento, com o Real Madrid desinteressado. Porém, quando Autuori manda o time acelerar o jogo, o Flamengo passa a controlar inteiramente as ações, e não demora a marcar dois gols, com Maurinho e Lúcio.
O Real, diante da inesperada dificuldade, desestabiliza-se e passa a caçar os jogadores flamengos. Fábio Baiano toma as dores e por pouco não é expulso. Na segunda etapa, mais calmo, o Real começa a impor dificuldades, mas o atacante Suker se exaspera e é expulso, por reclamação. Está aberto o caminho para o baile.
O Flamengo desperdiça oportunidades sistematicamente, tem um gol (mal) anulado de Maurinho e, finalmente, chega ao terceiro, com Sávio, de pênalti. O Flamengo não vencerá o torneio, mas a brilhante atuação da equipe dá confiança para a recuperação no Brasileiro.
Como curiosidade, o Real, na disputa do terceiro lugar, escala um time reserva, contra o Vitória-BA. Um jovem sérvio do terceiro time se destaca, com dois gols e belíssimas assistências. Seu nome, Dejan Petkovic. A diretoria do Vitória, por intermédio do seu patrocinador (que já trouxera Túlio e Bebeto), consegue a contratação do jogador. E o resto é história.
1 – Liverpool 0-3 Flamengo, 1981
Mundial Interclubes, Estádio Nacional, Tóquio-JAP
O maior jogo da história do Flamengo, a partida que consagra toda uma iluminada geração de craques. O adversário é o atual Campeão Europeu.
Mais que isso, empilha seu terceiro título europeu em cinco temporadas. Ganhará de novo dali a dois anos. Na Liga Inglesa, coleciona troféus como um baralho. Entre 1975 e 1984, conquista SETE de NOVE campeonatos nacionais. É tido como o principal e mais temido clube europeu, The Red Army, e assim permanecerá até o surgimento da Juventus de Boniek, Platini & Cia.
É esse time, jogando com sua força máxima, que o Flamengo pulveriza e reduz a escombros no início da tarde de 13 de dezembro de 1981. Estarrecido, o legendário treinador Bob Paisley tenta encontrar palavras para descrever o massacre: “Não sei explicar. Simplesmente não sei. Estávamos preparados, treinamos forte, estudamos. Mas não tenho respostas”.
Mais objetivo, o capitão e zagueiro Thompson, também da Seleção Inglesa, encontra a explicação óbvia: “Zico é infernal. Foi simplesmente impossível marcá-lo. Mesmo longe da área”.
Indiferentes aos ingleses, os flamengos, em todo o Brasil e no Mundo, somente beberam, dançaram e cantaram a maravilhosa alegria de ser rubro-negro.
Esses dias o Flamengo soltou a campanha Pra Cego Ver, ajudando torcedores deficientes visuais a conseguirem acompanhantes para poderem curtir os jogos melhor.
Além de entrarem de graça, os cegos ainda podem legar um acompanhante aos jogos. Você pode ajudar alguém a acompanhar melhor uma partida e ainda entra de graça no jogo. Todos ganham.
O legal é que, com isso, o Flamengo está mostrando que se importa com um público raramente lembrado. Aproximadamente 3,6% dos brasileiros são considerados deficientes visuais. Aplicando isso aos 40 milhões de de rubro negros, temos quase um milhão e meio de cegos na torcida. Mais gente que muita torcida inteira.
Muita gente não deve lembrar, mas não é a primeira vez que o Flamengo faz uma ação voltada para os deficientes visuais. Ano passado eu até escrevi sobre as descrições #PraCegoVer que o Flamengo faz no Instagram. Assim até quem não enxerga consegue “ver” várias fotos.
Muito bom ver que o Flamengo mesmo tendo a maior torcida do país, se importa com todos.
Metade humanas metade exatas. Trabalha com marketing, e analisando dados. Tenta explicar com números tudo que é possível”. Twitter: @luizfilipecm
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Com quatro rubro-negros entre os convocados, a seleção brasileira sub-17 estreia hoje no Sul-Americano da categoria, que começou a ser disputado ontem no Chile. O primeiro compromisso da equipe comandada pelo técnico Carlos Amadeu é diante do Peru, às 22h15 (Brasília) com transmissão do SporTV, no Estádio Fiscal, na cidade de Talca, onde serão disputados os jogos do Grupo B.
Os adversários seguintes são Venezuela, Paraguai e Argentina. Os três melhores do grupo avançam para o hexagonal final que dará vaga no Mundial da Índia aos quatro primeiros colocados. A seleção de melhor campanha na fase final será declarada campeã.
Com 11 títulos no currículo, o Brasil vai em busca de mais uma conquista com uma geração bastante talentosa. Carlos Amadeu convocou 23 jogadores, dentre os quais, quatro são das categorias de base do Flamengo, que junto com o São Paulo teve o maior número de atletas convocados. São eles: Patrick (zagueiro), Weslley (lateral-direito), Vinicius Junior (meia-atacante) e Lincoln.(atacante).
O quarteto faz parte da geração 2000, prodígio do Flamengo nos últimos anos. Juntos, ficaram mais de 80 jogos sem perder, conquistando nove dos dez campeonatos que disputaram entre 2011 e 2015. O sucesso na Gávea os levou à seleção brasileira sub-15. Na categoria infantil, levantaram as taças do Sul-Americano, e do Quadrangular Internacional Simon Bolívar, disputado na Venezuela, ambas em 2015.
Terminaram a temporada 2016 com o time juvenil de forma invicta, conquistando o Torneio Sebastião Leônidas e o Estadual Sub-17. Este último com direito a um massacre de 10 a 1 em cima do Vasco no placar agregado da final. Licoln, Vinicius Junior e Weslley brilharam na partida final. Com apenas 16 anos, Lincoln e Vinicius Junior foram integrados aos juniores para a disputa da Copa RS de Futebol, em dezembro. O Mais Querido teve a sua melhor participação no torneio chegando às semifinais pela primeira vez. Na Copa Sâo Paulo, no início do ano, Wesllley também foi integrado ao grupo sub-20, e Lincoln e Vinicius assumiram a condição de titulares. Vinicius foi o grande protagonista do Flamengo na competição e chamou a atenção de jornalistas, torcedores e clubes estrangeiros.
Ao mesmo tempo em que se destacavam pelo clube, o quarteto da Gávea frequentemente aparecia nas convocações do técnico Carlos Amadeu. Seja para períodos de treinamentos na Granja Comary ou competições que visavam justamente o Sul-Americano Sub-17, a garotada do Flamengo marcou presença nos principais momentos de formação do grupo que foi relacionado para buscar a 12ª taça da competição. O auge desse período foi durante a conquista de forma invicta da BRICS CUP 2016, na Índia. Vinicius Junior foi a sensação do Brasil marcando gol em todas as cinco partidas.
Vinicius Junior é sem dúvidas o grande nome dessa seleção. O jogador de 16 anos despontou para o público no início desta temporada após uma excelente participação na Copa São Paulo de Futebol. Com multa rescisória estipulada em 30 milhões de euros, a joia rubro-negra já desperta o interesse de grandes clubes europeus, como Barcelona e Manchester United, mas o objetivo do Flamengo, por enquanto, é ter um retorno técnico com o atleta. Na Copinha, VJ – como foi apelidado nas redes sociais – foi o garçom, com cinco assistências, e artilheiro da equipe, com quatro gols.
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O Mundo Bola apurou que não procede a informação publicada na imprensa de que a GL Events, parceira da CSM na proposta para comprar a concessão do Maracanã da Odebrecht, tenha desistido do negócio. O consórcio, que tem acordo com o Flamengo para que o rubro-negro mande seus jogos no Maracanã pelos próximos 32 anos, prazo para o fim da concessão, continua na disputa pelo estádio com a francesa Lagardère — empresa com a qual o Flamengo já disse que não faz negócio.
A informação foi obtida pelo Mundo Bola junto a uma fonte confiável que acompanha de perto o processo de repasse da concessão.
A Odebrecht quer receber cerca de R$ 60 milhões pela transferência do direito de explorar o estádio até 2038. A empresa pode escolher para quem repassar a concessão, mas a decisão ainda precisa de um aval final do governo do Estado — que no entanto, já atestou as condições econômicas de ambas as empresas administrarem o Maracanã.
O Flamengo surpreendeu ontem ao anunciar que o Maracanã, em estado de abandono desde o início do ano por conta de um jogo de empurra entre Odebrecht, governo do Estado e Comitê Rio 2016, será o palco da estreia da Libertadores contra o San Lorenzo, no próximo dia 8.
Hoje, foi noticiado que o presidente Eduardo Bandeira de Mello esteve reunido nos últimos dias com Rodrigo Neves, prefeito de Niterói, para discutir a eventual construção de um estádio na cidade, em um terreno muito próximo às barcas. Dirigentes do Flamengo já afirmaram várias vezes que só partirão para a construção de um estádio próprio quando se esgotarem as possibilidades de que o clube seja protagonista na administração do Maracanã. O Flamengo acredita ter chegado a um bom acordo com a CSM, parceira da GL, que também administra o programa de sócio-torcedor rubro-negro. Já se a Lagardère for a vencedora, de acordo com o que reiterou hoje mais uma vez o presidente Eduardo Bandeira de Mello, o Flamengo não pretende mais mandar jogos no Maracanã.
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Em 2017, o Flamengo disputará pela 13ª vez a Taça Libertadores da América, principal competição das Américas. Com a classificação do Atlético Paranaense, na noite de ontem (22), o grupo do Mais Querido do Brasil foi definido, juntamente com Universidad Católica e San Lorenzo.
O Rubro-Negro contabiliza na competição: 12 participações, 101 jogos, 54 vitórias, 20 empates, 27 derrotas, 191 gols marcados e 124 gols sofridos. O único título veio logo na sua primeira participação, em 1981. Em 2014, foram 6 jogos, 2 vitórias (ambas sobre o Emelec), 1 empate (com o Bolívar), 3 Derrotas (2 para o León e 1 para o Bolívar), 10 Gols Marcados e 10 Gols Sofridos.
Tabela com os jogos do Flamengo. Foto: @iUrubuNews
Em toda sua história, o Mengão enfrentou 26 adversários diferentes nas fases de grupos nessas 13 edições de Libertadores. Nesse ano, o número aumentará para 28, com os duelos diante San Lorenzo e Atlético-PR. Em 3 edições enfrentamos o Universidad Católica (contando 2017).
O Atlético-PR será o 7º adversário brasileiro que o Flamengo enfrenta nas fases de grupos da Libertadores. Antes dele, Atlético-MG (1981), Grêmio (1983), Santos (1984), Corinthians (1991), Internacional (1993) e Paraná (2007) já estiveram presentes no grupo do Mengão.
O San Lorenzo será o 2º clube argentino a enfrentar o Flamengo na fase de grupos. Antes dele, o Lanús, em 2012. E a Universidad Católica enfrentará o Flamengo na fase de grupos como em 2002 e 2010.
Outra curiosidade é que, dos 24 jogadores que disputaram a Libertadores pelo Flamengo em 2014, apenas dois ainda continuam no elenco: Éverton e Gabriel. Ainda na Libertadores 2014, a média de público pagante no Maracanã foi de 41.921, e de público presente: 47.536.
Éverton e Gabriel, no duelo contra o América-MG. (Staff Images/Flamengo)
Adriano Skrzypa é estudante de educação física e adora pesquisar números do Mengão.
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Após muitas idas e vindas, o clássico de sábado pela semifinal da Taça Guanabara foi confirmado para Volta Redonda. Será o sétimo clássico do Flamengo no Raulino de Oliveira – e nos seis primeiros, o clube jamais foi derrotado. No sábado, um empate garante o avanço à final da Taça Guanabara,
Contra o Vasco, será o segundo confronto no estádio de Volta Redonda. No primeiro, em 2005, vitória rubro-negra por 1×0, com um golaço do meia Souza, que estreou no Flamengo naquela partida.
O Flamengo também derrotou o Botafogo (3×1) no único duelo entre os dois no Raulino, também em 2005. Contra o Fluminense, foram quatro partidas: 0x0 e 2×2 em 2005; 3×1 em 2013 e 2×1 no ano passado, num jogo que o tricolor tentou anular no tapetão alegando interferência externa da arbitragem – pedido que foi negado.
O Flamengo completou no último domingo 100 jogos no Raulino de Oliveira, com 64 vitórias, 21 empates e 15 derrotas.
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O time quase inteiramente reserva que o técnico Zé Ricardo mandou a campo esta noite não conseguiu sair do zero com o Ceará, em Fortaleza, mas o empate foi o suficiente para garantir o primeiro lugar no grupo B da Primeira Liga e o mando de campo nas quartas de final. O adversário será definido por sorteio entre os segundos colocados. O confronto só acontecerá no final de agosto.
Com apenas o goleiro Muralha como representante dos titulares em campo, o Flamengo criou poucas chances ao longo de toda a partida, mas também não foi muito ameaçado pelo Ceará. A melhor oportunidade veio no início do primeiro tempo. Lucas Paquetá enfiou para Felipe Vizeu, que, sozinho diante do goleiro, chutou em cima dele, em vez de driblar ou tentar a conclusão por cobertura. No segundo tempo, a melhor oportunidade do Flamengo foi num chute forte de fora da área de Cafu, espalmado pelo goleiro cearense. Já o Ceará chegou a ter um gol de Magno Alves (bem) anulado por impedimento.
A segunda vaga do grupo está indefinida. O Ceará chegou a dois pontos e ainda enfrenta o Grêmio, que ainda não pontuou. O time gaúcho, porém, também joga contra o América-MG, que tem um ponto e também tem chances de classificação.
Com o empate, o Flamengo perdeu a oportunidade de igualar o início de temporada de 2011, quando venceu as oito primeiras partidas. Agora, foram 7 vitórias e 1 empate. O time, porém, continua sendo um dos únicos invictos entre os grandes brasileiros no ano – o outro é o Cruzeiro.
O Flamengo volta a campo no sábado, às 17h, em Volta Redonda, desta vez com os titulares, contra o Vasco pela semifinal da Taça Guanabara.
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