Autor: diogo.almeida1979

  • Gols de Guerrero põem Fla na final e dão largada a maratona

    Com dois gols de Guerrero, o Flamengo derrotou o Botafogo por 2×1 no Maracanã e se classificou para a final do Campeonato Carioca pela primeira vez desde 2014, ano em que foi campeão pela última vez. O adversário na final será o Fluminense, que no sábado venceu o Vasco por 3×0.

    Com a ida à final, o time realizará mais dez partidas seguidas sem descanso no meio de semana até o dia 28/5, a maioria delas decisivas — as duas da final do Carioca, as três últimas da fase de grupos da Libertadores, as duas das oitavas da Copa do Brasil e as três primeiras do Brasileiro.

    — Já sabíamos que o mês de abril seria muito difícil para a gente. A começar pelo jogo do Atlético aqui no Maracanã. E agora na fase final do Estadual e também nessas três últimas partidas da fase de grupos do Libertadores. A gente vem desde o início do ano trabalhando com nosso grupo e colocando na cabeça deles que todo o plantel é importante, independente de quem vai estar em campo, tem que estar preparado. A competitividade entre eles no dia a dia dos trabalhos é bastante saudável. Acho que a gente tem um grupo preparado para suportar e passar bem por essas partidas decisivas — disse o técnico Zé Ricardo na coletiva após o jogo contra o Botafogo.

    Veja a sequência de jogos do Flamengo no próximo mês:

    26/4 – Atlético-PR – Libertadores – Curitiba
    30/4 – Fluminense – Carioca – Maracanã
    3/5 – Universidad Católica – Libertadores – Maracanã
    7/5 – Fluminense – Carioca – Maracanã
    10/5 – Atlético-GO – Copa do Brasil – A confirmar
    14/5 – Atlético-MG – Brasileiro – Maracanã
    17/5 – San Lorenzo – Libertadores – Buenos Aires
    20/5 – Atlético-GO – Brasileiro – Goiânia
    24/5 – Atlético-GO – Copa do Brasil – Goiânia
    28/5 – Atlético-PR – Brasileiro – Curitiba

     
     
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  • Irreconhecível, Flamengo é eliminado pelo Vasco na Taça Guanabara Sub-20

    O Vasco precisava só do empate para a chegar à decisão da Taça Guanabara. Mas diante de um Flamengo sem inspiração, o Cruzmaltino venceu o rival por 3 a 0, em São Januário, na manhã deste domingo (23), e vai disputar a decisão do primeiro turno do Estadual Sub-20 contra o Fluminense.

    Com dois zagueiros expulsos e o ataque pouco produtivo, o Flamengo fez a sua pior apresentação nesta Taça Guanabara. Os Garotos do Ninho voltam a campo agora na próxima quinta (27), na Gávea, contra o Figueirense, no jogo de volta das oitavas da Copa do Brasil.

    Assim como no profissional, os títulos das Taças Guanabara e Rio garantem somente a classificação para as semifinais do Campeonato Carioca. Os dois times com melhores campanha nos dois turnos somados também avançam — no momento, o Flamengo tem a segunda melhor campanha geral, atrás apenas do Botafogo.

    O jogo

    Embora tivesse o resultado do empate a seu favor, o Vasco em nenhum momento se escondeu da partida. Camisa 10 da equipe, Mateus Vital comandou o time cruzmaltino em campo. Mas quem começou levando perigo foi o Flamengo. Aos cinco minutos, Gabriel Silva fez boa jogada pelo meio e chutou rasteiro de fora da área. O Vasco por sua vez chegava com perigo pelo lado esquerdo. Foi por este setor do campo que Mateus Vital abriu o placar. O meio campista carregou a bola pelo lado, chutou cruzado e contou com o desvio do zagueiro Dener. Vasco 1 a 0.

    Após a parada técnica, o Flamengo voltou mais atento. Através das bolas paradas de Vinicius Junior, o Rubro-Negro levou perigo ao goleiro João Pedro. O Vasco, porém,  retomou o controle da partida depois dos 30 minutos. Dudu, de fora da área, teve a oportunidade para ampliar. Robinho não conseguiu alcançar o cruzamento feito por Rafael França e também desperdiçou uma boa chance. Paulo Vitor foi mais feliz que seus companheiros. Lançado por Robinho, o centroavante carregou a bola e tocou na saída do goleiro Gabriel Batista. Vasco 2 a 0.

    Com uma ampla vantagem, o Vasco voltou para a etapa final para defender o resultado. Gilmar Popoca colocou João Pedro no lugar de Gabriel Silva com o objetivo de fechar o buraco que existia no meio campo rubro-negro. Não adiantou. O Flamengo até chegou com Vinicius Junior, que furou dentro da pequena área. O atacante ainda chutou rasteiro e viu a bola passar rente ao gol.
    Para aumentar o poderio ofensivo de sua equipe, Popoca foi para o tudo ou nada e chamou Bill e Loran para os lugares de Hugo Moura e Lincoln, respectivamente.

    Flamengo não conseguiu ser impôr. Foto: Carlos Gregório / Vasco

    Nervoso, o time não conseguia criar e viu o Vasco voltar a ameaçar com Andrey. Na primeira tentativa o camisa 5 do Vasco chutou de fora da área e por pouco não encobriu Gabriel Batista. Na segunda, Andrey foi vital. O jogador ganhou da marcação, driblou o goleiro e fez o terceiro do Vasco. O lance gerou muita reclamação por parte do jogadores do Flamengo, que alegaram que a bola já estava dominada pelo arqueiro rubro-negro. Durante a reclamação, o zagueiro Rafael foi expulso.

    Com 3 a 0 no placar e um jogador a mais em campo, o Vasco se lançou ao ataque em busca de uma goleada. Já o Flamengo estava completamente perdido em campo e continuava a reclamar com a arbitragem. O capitão Dener recebeu o segundo cartão amarelo e também deixou a partida. Os que continuaram em campo conseguiram segurar a pressão do Vasco e evitar uma derrota maior. Vasco 3 a 0.

    Ficha Técnica

    Flamengo: Gabriel Batista; Kleber, Dener, Rafael e Michael; Hugo Moura (Bill), Jean Lucas e Gabriel Silva (João Pedro); Lucas Silva, Lincoln (Loran) e Vinicius Jr. Técnico: Gilmar Popoca

    Vasco: João Pedro, Rafael França, Mayck, Ricardo (Denilson) e Alan Cardoso; Andrey, Bruno Cosendey, Dudu (Pedro Bezerra), Mateus Vital e Robinho (Léo Couto); Paulo Vitor. Técnico: Marcus Alexandre.

    Foto da imagem destacada: Carlos Gregório / Vasco

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  • Vasco e Flamengo decidem vaga em São Januário

    O domingo (23) de decisões vai começar mais cedo para o Flamengo. Se pela categoria profissional o Rubro-Negro vai jogar contra o Botafogo com a vantagem do empate, na semifinal do Estadual, no Maracanã, a situação da equipe sub-20 é oposta. Às 10h, em São Januário, os Garotos do Ninho entram em campo contra o Vasco, precisando da vitória para seguirem na disputa da Taça Guanabara Sub-20.

    O Mundo Bola vai acompanhar a partida em tempo real através das redes sociais. O duelo também será transmitido em vídeo pelo GloboEsporte.com. A entrada é franca.

    Por ter feito a melhor campanha no Grupo B -enquanto que o Fla foi o segundo colocado no Grupo A-, o Cruzmaltino joga a semifinal do primeiro turno do Carioca, em seu estádio, e com a vantagem do empate. O vencedor do duelo terá o Fluminense como adversário na decisão. Mesmo jogando no Engenhão, o Tricolor derrotou o Botafogo – que tinha o empate a ser favor-, e se classificou para a final da Taça Guanabara.

    Assim como no profissional, os títulos da Taça Guanabara e Taça Rio garantem somente a classificação para as semifinais do Campeonato Carioca. Os dois times com melhores campanha nos dois turnos somados também avançam — no momento, o Flamengo tem a segunda melhor campanha geral, atrás apenas do Botafogo.

    Na fase classificatória da Taça Guanabara, Flamengo e Vasco se enfrentaram na Gávea, e o Cruzmaltino levou a melhor por 1 a o. Na oportunidade, o Mais Querido ainda não contava com Vinicius Junior e Lincoln – que aproveitavam a folga pela conquista do Sul-Americano Sub-17.

    Desde de que os meninos campeões com a seleção brasileira estrearam no Campeonato Carioca, na 11ª rodada, o Flamengo não perdeu na competição. Na única partida em que não foram utilizados, os Garotos do Ninho apenas empataram em 1 a 1 com a Cabofriense. Em três jogos pelo Estadual, Vinicius Junior soma três gols, e Lincoln, dois tentos.

    Vinicius Junior e Lincoln, porém, guardam boas recordações de São Januário. Na última vez em que estiveram no histórico estádio, a dupla participou da goleada por 4 a 0  sobre o maior o rival, quando ainda eram do time juvenil. Na equipe juniores ainda há remanescentes da conquista do Torneio OPG, também conquistado em São Januário. Gabriel Batista, Dener, Kleber, Michael, Jean Lucas, Gabriel Silva e Lucas Silva atuaram na vitória de 3 a 1 sobre o Vasco.

    Flamengo e Vasco conseguiram importantes resultados no meio da semana. Pela Copa do Brasil Sub-20, 0 Rubro-Negro venceu o Figueirense por 2 a 1, em Florianópolis, pelo jogo de ida das oitavas de final. Já o Vasco recebeu e derrotou o São Paulo por 1 a 0, em São Januário. Os jogos de volta serão na próxima semana.

    Provável escalação: Gabriel Batista; Kleber, Dener, Rafael e Michael (Moraes); Hugo Moura, Jean Lucas e Gabriel Silva; Vinicius Junior, Lincoln e Lucas Silva. Técnico: Gilmar Popoca.

    Foto: Gilvan de Souza/ Flamengo

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  • Tricolores defendem Lagardère para preservar contrato que não existe mais

    Desde que a “Veja” noticiou ontem que o governo do Rio teria desistido de autorizar a venda da concessão do Maracanã pela Odebrecht à Lagardère e iria convocar uma nova licitação para a administração do estádio — desta vez, segundo “O Globo”, com os clubes podendo participar –, tricolores se mobilizaram nas redes sociais para denunciar um suposto favorecimento ao Flamengo e prejuízo ao Fluminense, que perderia o contrato válido até 2038 que lhe permite jogar no estádio sem custos.

    Ocorre que esse contrato não está mais válido. O ex-presidente Peter Siemsen assinou em 2016 um aditivo com a Odebrecht, e a Justiça determinou que este aditivo é que está valendo. O novo termo contratual prevê que o Fluminense deve assumir as despesas do jogo e pagar aluguel de R$ 100 mil, ficando com o que sobrar após esses descontos. O contrato anterior, que previa que o clube não pagava para jogar e ficava com toda a renda dos setores Sul e Norte deixou de valer.

    Com o novo contrato em vigor, o Fluminense teve prejuízo de R$ 145 mil reais contra o Goiás, pela Copa do Brasil, na última quarta-feira. A receita de R$ 506 mil não foi suficiente para pagar as despesas de R$ 652 mil.

    Entre 2013 e 2016, a média de renda do Fluminense no Maracanã foi de R$ 417.363,55. Projetando os custos do borderô da partida contra o Goiás, o time teria acumulado um prejuízo de mais de R$ 18 milhões em 4 anos caso o aditivo estivesse em vigor desde 2013 — o contrato obriga, é bom lembrar, o Fluminense a mandar todas as suas partidas no estádio até 2038. É esse acerto que a torcida do Fluminense está defendendo manter em sua mobilização nas redes sociais. A realidade mostra, porém, que o tricolor também tem a ganhar com uma nova licitação e a elaboração de um novo contrato.

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  • Torcida Urubu Cuiabano lança aplicativo para celular

    Um aplicativo feito por rubro-negros para rubro-negros. Esta é a melhor definição para o projeto desenvolvido pela Torcida Urubu Cuiabano – Embaixada oficial do Flamengo no Mato Grosso. Em meio a era digital, onde todos estão conectados por seus smartphones, eles desenvolveram um aplicativo para aproximar os torcedores do Flamengo da região.

    Na plataforma, além das informações da Embaixada, é possível ver os próximos confrontos, classificação, elenco e várias informação sobre o Flamengo. Desenvolvedor de sistemas e diretor de marketing da Urubu Cuiabano, Junior Abranches está feliz com o sucesso do aplicativo e já planeja novidades.

     

    – Inicialmente desenvolvemos esse aplicativo somente para nossa torcida (Urubu Cuiabano). Porém, com o grande número de downloads e solicitações de pessoas de todos os estados do Brasil (em 3 semanas são mais de 400 downloads) e mais de 200 solicitações para entrar no grupo do WhatsApp da torcida, já implementei os próximos jogos do Flamengo, classificação nos campeonatos que o Fla disputa e estou fazendo agora as principais notícias do Flamengo, buscando direto do site do Rubro-Negro. Também vou fazer uma sessão com história do Clube e títulos conquistados – concluiu.

     

    O aplicativo está disponível para o sistema Android (em breve será lançado para iOS). Clique aqui para baixar.

    Não é a primeira vez que uma Embaixada da Nação desenvolve este tipo de canal. Em 2015, dois embaixadores da Fla Brasília desenvolveram um app chamado Repórter Rubro Negro (confira).

    A Torcida Urubu Cuiabano

    Fundada em 2005, a Torcida Urubu Cuiabano tem 11 anos de existência. O projeto começou com um grupo de torcedores que queria acompanhar os jogos do Mais Querido, cresceu e hoje é uma Embaixada que conta com sede oficial.

    As Embaixadas e Consulados da Nação são movimentos espontâneos de torcedores rubro-negros espalhados por diversas localidades do Brasil e do exterior (conheça a Fla USA), que se reúnem para assistir aos jogos do Flamengo e comemorar suas vitórias e conquistas – além buscar novos sócios-torcedores, contribuir para divulgar os valores e campanhas do clube e realizar campanhas sociais.

    Contato da Urubu Cuiabano

    Presidente: Osvaldo Leão (Dinho)
    Email: dinhofla13@hotmail.com
    Tel: (65) 9 8402-6735
    Diretor de Marketing: Junior Abranches
    Tel: (65) 9 9226-5460

     


     

  • Será que não vale nada mesmo?

    Uma federação que impõe seus regulamentos à revelia dos clubes grandes e só serve para explorá-los. Uma aliança inquebrantável entre essa federação e o Vasco da Gama de Eurico Miranda, que leva outros clubes a se rebelarem e ameaçarem de desistir do campeonato. Um campeonato jogado mais nos tribunais do que em campo, com o Maracanã deixado de lado em nome de pequenos estádios com baixa capacidade. Um dos mais tradicionais clubes do Estado envolvido em uma série de rebaixamentos que desvalorizam a dificuldade da conquista dos riivais. Por fim, uma tentativa frustrada de criar um campeonato paralelo para esvaziar de vez o Estadual, abortada pela aliança entre federações estaduais e CBF.

    Parece que estou descrevendo o atual cenário do Campeonato Carioca, que chega neste fim de semana às semifinais sob reduzido interesse do público – o Flamengo anunciou no fim da quinta-feira que apenas 5.700 entradas já foram vendidas para o clássico contra o Botafogo. Mas estou resumindo a situação na virada do século, período em que, após ameaçar até migrar para Araçatuba e não comparecer às últimas partidas do campeonato de 1998 pelo claro favorecimento da Ferj de Caixa D’Água ao Vasco, o Flamengo enfileirou uma série de três campeonatos seguidos sobre o maior rival, encerrada com o mítico gol de Pet – que nenhum rubro-negro ousaria dizer que valeu nada.

    Entretanto, aquele gol histórico poderia ter sido o canto do cisne do Campeonato Carioca. No ano seguinte, os clubes do Rio e São Paulo se uniram para estender o torneio interestadual e deixaram os Estaduais de lado. A reação das federações veio com a criação do Brasileiro de pontos corridos, que tirou o espaço no calendário para o Rio-SP, que nunca mais foi disputado. Já naquele tempo, os clubes já sabiam que o Estadual era um torneio pouco atrativo, e as federações fizeram tudo o possível para que eles continuassem existindo. Isso não diminuiu em nada o peso das conquistas do Flamengo dentro de campo naquele período e nos anos seguintes..

    O Estadual certamente valeu alguma coisa em 2004, quando Jean marcou três gols na final e o Flamengo impôs mais um vice ao Vasco. Valeu entre 2007 e 2009, quando o Flamengo conseguiu outro tri sobre um mesmo rival, desta vez o Botafogo.Valeu em 2011, quando, comandado por Ronaldinho, o Flamengo conseguiu o quinto Carioca invicto da sua história. Valeu até em 2010, quando o Flamengo perdeu a chance de ser tetra e a presidente Patricia Amorim demitiu o técnico Andrade, que havia tirado o time de uma fila de 17 anos no Brasileiro e cumprido, mesmo aos trancos e barrancos, o objetivo de classificar o Flamengo à segunda fase da Libertadores – o que na época poderia parecer obrigação, mas não aconteceu em 2012 e 2014.

    Aí entra uma diferença fundamental da virada do século em relação aos dias atuais. Naquele tempo, como já escrevi em outro texto, o torcedor do Flamengo sequer sonhava em disputar a Libertadores. No Brasileiro, más campanhas se seguiam a outras ainda piores. O Estadual era o momento de alegria do torcedor rubro-negro no ano — e acreditem ou não, era possível ser feliz ganhando o torneio da Ferj sobre os rivais.

    Léo Moura ergue a taça do Carioca de 2014, última vez que o Flamengo conquistou o troféu

     

    O Vasco, que comemorou euforicamente até a inócua Taça Rio, mostra que, apesar dos pesares, hoje em dia ainda é. No entanto, boa parte da torcida do Flamengo — incentivada pelos próprios dirigentes do clube e parte da imprensa, que desvalorizam o campeonato a cada oportunidade que têm — trata o torneio como um simples estorvo que impede voos maiores. Embora essa mesma parte da torcida não se furte a cobrar boas atuações em jogos em que até o time está claramente desinteressado, nessas horas deixando de lado a crença de que o que vale é a Libertadores — ou o Flamengo não viveu um princípio de crise por empatar dois clássicos depois de já estar classificado com ampla antecedência à fase semifinal, mesmo jogando bem na competição mais importante do ano?.

    Se o Flamengo passar pelo Botafogo, irá à final do Estadual com a missão de impedir o tricampeonato do Vasco e manter um tabu que já dura 29 anos, de não perder para eles em finais — tabu que nenhum rubro-negro se furta a comemorar. Ou então enfrentará pela primeira vez desde 1995, quando não é preciso lembrar o que aconteceu, o Fluminense numa final, podendo abrir a maior diferença de títulos sobre o tricolor na História da competição que já disputa há 105 anos. Será que, mesmo espremidos entre duas partidas decisivas na Libertadores e as estreias na Copa do Brasil e no Brasileiro, esses jogos não vão valer nada?

    No mundo ideal, o Carioca talvez já teria ficado no passado, junto com as federações estaduais, e se disputaria um Brasileiro de ano inteiro. No mundo real não há a menor perspectiva de o torneio acabar ao menos até 2024, duração do contrato assinado pela Ferj com a TV Globo. Muito provavelmente, vai continuar além disso, já que em outros Estados times e torcidas não dão sinal de desistir dos seus campeonatos — os paulistas vêm lotando os estádios e o Grêmio acaba de poupar o time todo na Libertadores para jogar com força máxima uma semifinal de Gaúcho contra um time pequeno. A torcida rubro-negra pode aceitar essa realidade e tratar o Carioca como mais um campeonato, mesmo com todos seus problemas. Ou pode empinar o nariz e fingir que não está ligando enquanto o campeonato continua acontecendo da mesma maneira.

    Como já dizia Aristóteles, a única verdade é a realidade. E a realidade é que, apesar do famoso apelo de Fred, o Carioca não acabou nem vai acabar tão cedo. Decidir que ele só vale alguma coisa quando queremos que seja assim é uma atitude até certo ponto infantil. Pode valer menos que outros torneios, mas vale. Vale história. Vale dinheiro. Vale taça nova para a galeria de troféus. E como vale, temos que lutar até o fim. No campo e na arquibancada. (Até porque não adianta boicotar o campeonato só no estádio e mantê-lo vivo dando recordes de Ibope e assinaturas de pay-per-view à Globo.*)

    (*Para não dizer que não falei das flores, é fato que o preço do ingresso para a partida de domingo é proibitivo para boa parte da nossa torcida. Isso é tema para várias outras discussões que não cabem neste texto já enorme. Ainda assim, a Libertadores mostra que, quando há interesse no jogo, temos torcedores em número suficiente para lotar o diminuído Maracanã mesmo a esse alto custo. Certamente, bem mais de 5.700)

    Rodrigo Rötzsch é jornalista e coeditor do Mundo Bola. Siga-o no Twitter: @rodrigorotzsch.
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  • 87, Maracanã, DM, Everton Ribeiro…. o melhor de EBM no EI

    O presidente Eduardo Bandeira de Mello esteve nesta quarta-feira no programa “Jogando em Casa” do Esporte Interativo e falou sobre diversos assuntos do interesse da torcida do Flamengo neste momento. O Mundo Bola reproduz abaixo os principais trechos da entrevista:

    Maracanã

    – EBM explica por que o Flamengo negocia com a Odebrecht, mas não aceita negociar com a Lagardère

    – Na sequência da resposta, EBM diz que, mesmo se ganhar licitação, Lagardère não terá Flamengo no estádio e terá que se contentar com Papai Noel e suas renas

    – Presidente diz que, no cenário hipotético de haver uma nova licitação no Maracanã, outros clubes grandes poderão jogar no estádio, sem “criancice”

    Estádio na Ilha

    Bandeira diz que, caso Flamengo tenha que mandar maioria dos jogos na Ilha e não no Maracanã, perda de receita com bilheteria será compensada com custos menores e aumento de adesões ao programa de sócios-torcedores

    Estádio na Gávea

    Presidente afirma que, caso Flamengo não tenha mais Maracanã, uma das opções é erguer um estádio para 40 mil pessoas na Gávea. “Com certeza cabe”

    “Crise” no DM

    Presidente diz que não há polêmica nenhuma no episódio da cirurgia de Diego e saída de Guilherme Runco. “Quem escala o time é o Zé Ricardo, quem escala os médicos é o doutor Tannure”

    1987

    Bandeira diz que, em Pernambuco, dizem que o Atlântico é formado pelo encontro das águas do Capiberibe e do Beberibe, e que ele vê o “título” do Sport como brincadeira semelhante. “Todo mundo sabe que o campeão é o Flamengo”

    Primeira Liga

    Presidente diz que Primeira Liga é um projeto de resistência a longo prazo e que meta do momento é sobreviver, realizar torneios todo ano para no futuro se tornar uma opção rentável aos Estaduais

    Everton Ribeiro

    Bandeira dá uma risadinha quando questionado se o Flamengo teria dinheiro para contratar Everton Ribeiro na janela do meio do ano

    Neymar

    EBM brinca sobre declaração de Neymar de que quer jogar no Flamengo. “Não posso prometer pra janela do segundo semestre”

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  • Guerrero: “Sabemos que será um mês decisivo e nos preparamos para isso”

    Escolhido para a entrevista coletiva desta quinta-feira, o atacante Paolo Guerrero afirmou que o grupo do Flamengo está ciente que o próximo mês será muito decisivo para a temporada, mas que está esportivamente e mentalmente preparado para o desafio.

    Caso o Flamengo passe pelo Botafogo e chegue à final do Campeonato Carioca, terá a seguinte sequência de jogos até o fim de maio, sem intervalo para descanso, por quatro competições (Carioca, Libertadores, Copa do Brasil e Brasileiro): Botafogo (23/4), Atlético-PR (26/4), Vasco ou Fluminense (30/4), Universidad Católica (3/5), Vasco ou Fluminense (7/5), Atlético-GO (10/5), Atlético-MG (13/5), San Lorenzo (17/5), Atlético-GO (20/5), Atlético-GO (24/5) — este duelo da volta pela Copa do Brasil ainda não tem a data confirmada, podendo ocorrer também no dia 31/5.

    — A gente sente que esse mês ia ser muito decisivo. A gente se preparou para isso, não só fisicamente e taticamente, dentro de campo, mas também psicologicamente. Tivemos uma reunião entre nós e estamos cientes que esse mês vai ser duro, com jogos grandes, jogos decisivos. A gente está se preparando muito bem dentro do campo, vendo variações dos jogadores, quem vai entrar, quem não, quem pode ser alternativa. Ele (Zé Ricardo) está experimentando dentro dos treinamentos. Vai ser uma sequência muito difícil, mas com certeza a gente está preparado — afirmou Guerrero.

    Mesmo com a possibilidade de garantir pelo menos duas semanas mais folgadas, o atacante afirmou que o time não pensa em outro resultado que não a vitória contra o Botafogo.

    — Para nós é muito importante. A gente se preparou para ser campeão do Carioca, e chegamos nessa fase do Campeonato Carioca para ser campeões. É muito importante esse jogo do domingo, é uma decisão que temos que ganhar, porque a gente quer disputar essa final e ser campeão.

    Questionado se sua responsabilidade de decidir os jogos aumenta neste período com a ausência de Diego, que se recupera de lesão no joelho e ficará fora por pelo menos quatro semanas, Guerrero respondeu:

    — Com certeza é uma responsabilidade maior. Mas todo o grupo sente. A gente é um grupo muito unido, sabe o que quer. Acho que todo mundo assume essa responsabilidade, não só eu nem o Diego. É dividida por todos.

  • Flamengo estreará na Copa do Brasil contra o Atlético-GO

    O adversário do Flamengo pelas oitavas da Copa do Brasil será o Atlético-GO, conforme definiu sorteio no início da tarde desta quinta-feira na sede da CBF. A exemplo do Flamengo, o time goiano também não estreou ainda nesta edição da competição — classificou-se direto para esta fase como campeão da Série B.

    — É um adversário difícil, está na Série A. Mas agora não podemos pensar neste jogo, temos que pensar no Carioca e depois na Libertadores — disse o atacante Guerrero na coletiva do dia comentando o sorteio.

    Flamengo e Atlético-GO não se enfrentam desde 2012, quando o time goiano jogou a Série A pela última vez. Na história são 10 confrontos, com 7 vitórias do Flamengo, 2 empates e apenas 1 derrota — mas uma derrota dolorida, em 2011, que quebrou uma invencibilidade de 16 jogos do Flamengo no Brasileiro daquele ano em pleno Engenhão.

    Nesta temporada, o Atlético-GO já disputou 15 partidas pelo Campeonato Goiano e venceu apenas seis — empatou 4 e perdeu 5. O desempenho foi suficiente, porém, para que o time se classificasse para a semifinal do campeonato, contra o Goiás, no próximo domingo

    — Acho que o Atlético-GO é um clube que merece todo nosso respeito, um clube com qual nós temos uma excelente relação, inclusive um jogador nosso jogando lá, o Daniel (dos Anjos). É campeão da Série B e vai ser um belo desafio — comentou o presidente Eduardo Bandeira de Mello.

    Além de Daniel dos Anjos, que não chegou a estrear no time profissional, o Flamengo reencontrará um velho conhecido no confronto: o atacante Negueba, formado na Gávea e campeão da Copinha em 2011, atualmente no time goiano.

    Conforme decidiu outro sorteio, o jogo da ida acontecerá no Rio de Janeiro, no dia 10 de maio, e o confronto da volta será em Goiânia dia 24 de maio. No dia 20 de maio, já havia um confronto marcado entre Atlético-GO e Flamengo, também em Goiânia, pela segunda rodada do Brasileiro.

    Ainda não foi definida a possível sequência do Flamengo na competição: caso o time avance, haverá um novo sorteio para definir o próximo adversário. Os demais confrontos das oitavas da Copa do Brasil serão:

    Grêmio x Fluminense
    Atlético-PR x Santa Cruz
    Palmeiras x Internacional
    Botafogo x Sport
    Santos x Paysandu
    Chapecoense x Cruzeiro
    Atlético-MG x Paraná

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  • A história de 30 anos que teve seu final feliz há 30 anos

    No mundo do futebol, nada é maior do que o… Futebol! A afirmação pode parecer óbvia. Deveria ser, pelo menos. Mas as várias nuances desse mundo mágico, porém obscuro, transformam o óbvio em dúvida. Maculam as glórias, disfarçam os fracassos e dificultam o atingimento de todo o potencial que o futebol tem, não só como o esporte apaixonante que é, em si, mas como ferramenta de respeito, hombridade e união dos povos.

    A história da Copa União de 1987 é de conhecimento comum. Todos que se interessam pelo futebol brasileiro, de uma maneira ou de outra, sabem o que aconteceu. Não irei aqui, reescrever a história, bastando apenas, para situar o leitor desse blog, explicar que existia um acordo, assinado por todos os integrantes do Clube dos 13, esclarecendo que, os campeões do módulo verde (módulo com os principais clubes do Brasil) não disputariam o fatídico quadrangular com os campeões do módulo amarelo.

    O acordo foi cumprido. Flamengo campeão, Internacional vice e, à época, Tetracampeonato Brasileiro para o clube da Gávea. Acordo. Palavra. Estava combinado. Lembro que, em 1987, aos 9 anos de idade, vibrei ao ver meu primeiro título Brasileiro. Afinal, apesar de nascer em 1978, era muito pequeno no Tricampeonato, em 1983. A festa no Maracanã lotado foi simplesmente inesquecível. O futebol em sua essência.

    Muita coisa foi discutida após a conquista. Confesso que a legalidade do título nunca me preocupou ou incomodou. É difícil para um garoto duvidar de uma coisa que ele e milhões de pessoas viram acontecer com seus próprios olhos. Sempre fui, enquanto rubro-negro carioca, campeão de 1987. Nada será capaz de mudar isso.

    Eis que mais um capítulo de uma batalha judicial inócua tem o seu desfecho. Essa semana, o Supremo Tribunal Federal declarou o Sport campeão brasileiro de 1987. Não sou juiz nem advogado, mas pelo que alguns entendidos me falaram, o fez com razão jurídica. O fato foi o estopim para a discussão voltar à tona nas mídias e redes sociais. O Flamengo, por ser o clube com maior torcida do Brasil, provoca esse movimento.

    Não se pode culpar os torcedores rivais pela incoerência das suas opiniões: são eles movidos pela paixão, quase que irracional quando se trata do maior rival. E botafoguenses, vascaínos e tricolores têm, como maior rival, o Flamengo. Agora, pensemos com mais clareza e rigor ao julgarmos os posicionamentos de dois atores: os demais clubes, que assinaram o acordo citado no início do texto, e a mídia.

    Em tempos da tentativa de resgate do caráter no Brasil, frente a tudo que estamos passando em nossa política e sociedade, essa seria uma excelente oportunidade do futebol, que mexe com o coração dos brasileiros como nenhuma outra paixão, dar um exemplo de dignidade e boa índole. Se todos os clubes envolvidos no acordo se unissem e reconhecessem o Flamengo campeão, se o São Paulo entregasse a tal Taça das Bolinhas, o futebol venceria. Se a mídia, poder independente, fosse uníssona ao esclarecer os fatos ao invés de boa parte dela se vender pelos pontos de audiência que a polêmica baixa oferece, o futebol venceria.

    Não, hoje o futebol não venceu. Perde o futebol. Prefiro ficar com a lembrança dos meus 9 anos. Olhos marejados no gol do Bebeto, abraço apertado no meu pai (que me ensinou a ser Flamengo) no apito final do árbitro e a cabeça inocente de quem acreditava em um Mundo justo e melhor no futuro. Ali, naquele momento, acontecia o final feliz do campeonato de 1987. Ali fiz minha morada. Nada pode ser capaz de destruí-la.

     
    Felipe Foureaux escreve todas as quintas-feiras. Siga-o no Twitter: @FoureauxFla


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