Autor: diogo.almeida1979

  • Ederson está “totalmente liberado”, diz Zé Ricardo

    Após mais de nove meses afastado dos gramados, o meia Ederson enfim está pronto para voltar ao time do Flamengo, embora ainda não esteja no auge de suas condições físicas. Foi o que revelou na entrevista coletiva desta terça-feira o técnico Zé Ricardo.

    — O Ederson está totalmente liberado para poder estar com a gente no campo. Acreditamos que ele ainda pode melhorar o seu condicionamento, acho que é essa a etapa que ele está. Durante a semana, caso seja essa a opção, os dois (Ederson e Éverton, que se recupera de lesão muscular) podem ser usados. Mas a semana está apenas começando pra gente e ainda é cedo para a gente tomar qualquer tipo de decisão.

    Ederson não joga desde 3 de julho do ano passado, quando sofreu uma entrada criminosa de Fágner do Corinthians que causou múltiplas lesões. Nesta semana, o atleta foi motivo de polêmica depois que o doutor José Luiz Runco , que operou o joelho do atleta em setembro, afirmou que ele deveria ter voltado a jogar em novembro, em declarações feitas na esteira da polêmica envolvendo a operação do joelho de Diego, na qual o filho de Runco foi preterido.

    Se tiver condições físicas para começar jogando, Ederson será o provável substituto de Diego no time titular do Flamengo — ele era titular de Zé Ricardo até sofrer a lesão, que aconteceu antes da contratação do camisa 35.

    — Quando o Ederson saiu da equipe, ele estava se recuperando da primeira lesão dele (sofrida em 2015), encontrando seu melhor momento, fisicamente em evolução também, vinha fazendo uma bela partida na ocasião. Com essa saída dele a gente perdeu esse jogador que além de jogar pelo lado do campo fazendo a função do segundo meia, também pode jogar centralizado encostando bem no atacante, fazendo o segundo atacante. O Ederson antes de mais nada é um profissional extremamente dedicado, esse período todo que ele está fora tem se dedicado muito aos treinamentos na academia, no departamento médico, também se cuida bastante fora de campo. É um cara até caxias com muitas coisas. É um atleta que está com muita vontade de voltar, isso conta bastante. O que a gente tem que levar em conta é esse tempo todo que ele está parado e colocá-lo em campo com condições até para que ele não tenha medo de sentir nada. É um atleta bastante querido por todo grupo e está todo mundo torcendo para que ele volte, e volte bem.

    Na mesma coletiva, Zé Ricardo esfriou a expectativa para o retorno de outro meia em recuperação do joelho, o argentino Darío Conca.

     
     
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  • Fla tem três convocados para a seleção sub-20

    O Flamengo teve três atletas chamados para uma semana de treinos na Granja Comary entre 23 e 28 de abril, pontapé inicial para a preparação do Sul-Americano sub-20 de 2019, que também servirá como classificatório para as Olimpíadas de Tóquio. Os convocados devem formar a base do grupo que representará o Brasil no Torneio de Toulon, em maio. A competição é sub-20, mas o Brasil usará apenas atletas nascidos em 1999, com entre 17 e 18 anos, já visando a preparação para o Pré-Olímpico de 2019.

    O técnico Carlos Amadeu, campeão sul-americano sub-17 no mês passado e que é técnico interino do sub-20 após a demissão de Rogério Micale, chamou os seguintes jogadores rubro-negros: o goleiro Hugo, o lateral-esquerdo Michael e o volante Vinicius Souza. Destes, Michael é o único que já é titular no sub-20 do Flamengo.

    Os jogadores se apresentam na Granja Comary no domingo à noite e realizam treinos de segunda a sexta-feira da semana que vem. Depois, se reapresentam em uma data ainda não divulgada para a preparação do Torneio de Toulon, que começa em 28 de maio.

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  • Flamengo/Marinha fará seu primeiro jogo no Paraná nessa quarta

    Nesta quarta, dia 19, às 19h, o Flamengo/Marinha enfrentará as meninas do Foz Cataratas/Coritiba, em jogo válido pela 8ª rodada da primeira fase do Campeonato Brasileiro Feminino A1 2017. O duelo será realizado no Estádio Pedro Basso, em Foz do Iguaçu-PR.

    O Flamengo/Marinha vem de três vitórias seguidas no Campeonato Brasileiro Feminino: diante da Ponte Preta (3 x 0), sobre o Rio Preto (3 x 1) e contra o próprio Foz Cataratas (5 a 2). Assim, em 7 jogos, o rubro-negro soma cinco vitórias e duas derrotas, anotando 16 gols e sofrendo seis. Já o Foz Cataratas contabiliza 3 vitórias e 4 derrotas, 11 gols marcados e 13 sofridos. Será o primeiro jogo do Mengão no estado do Paraná.

    >Divulgação do duelo

    O Foz Cataratas/Coritiba, em sua página oficial no Facebook, está fazendo uma bela divulgação para a partida. Diariamente, são postados vídeos de torcedoras e torcedores infantis de ambas as equipes, buscando uma maior divulgação do futebol feminino na região. Como na região de Foz do Iguaçu, há um número grande de rubro-negros, a equipe paranaense decidiu aproveitar a visibilidade, realizando parceria com a FlaFoz. Suélen Palaoro, integrante da FlaFoz, deu sua opinião sobre essa parceria entre as equipes: “Acho importante essa união pra divulgação do jogo, a torcida do Flamengo é enorme na região e acredito que muitos irão ao jogo amanhã, e voltarão nas próximas rodadas para apoiar o Foz. A população sempre apoia os times da cidade e um jogo contra um grande clube chama ainda mais atenção. O Foz conseguiu mudar o horário dos jogos para que a torcida pudesse comparecer, ainda não fui a nenhum jogo, mas a informação que recebi é de que sempre tem bastante gente”.

    Arbitragem e escalação

    O duelo será conduzido pela árbitra Edina Alves Batista, auxiliada por Rafael Trombeta e Jefferson Cleiton Piva da Silva. O time titular para esse jogo ainda não foi definido pelo técnico Ricardo Abrantes. A escalação no último confronto foi: Kaka; Raquelzinha, Tânia Maranhão, Ana Carol e Roberta Emilião; Juliana, Rayanne, Diany, Jane e Bárbara; Pâmela. 

    Ingressos

    Os ingressos custam R$ 10 e estão a venda nos seguintes pontos de venda:
    Ticket Loko (Shopping Catuaí Palladium, das 10h às 23h; Av. Brasil, das 17h às 23h e no Rafain Chopp, das 18h às 00h);
    Cinco Elementos Viagens, Av. Brasil, 84. Das 9h às 18h.

    Na bilheteria do estádio, será comercializado algumas horas antes do jogo, no valor de R$ 20.

    O Flamengo/Marinha está no grupo 2, com Ferroviária-SP, Foz Cataratas-PR, Ponte Preta-SP, Rio Preto-SP, Santos-SP, São José-SP e Vitória-BA. Os times de cada grupo se enfrentam em turno e returno, totalizando 14 partidas. Os quatro melhores se classificam às quartas de final, os vencedores dos confrontos avançam às semifinais e estes, à grande final. A partir das quartas de final, sempre jogos de ida e volta.

     
    Siga-nos no Twitter: @FlamengoMarinha

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  • Fla conhece adversário e tem novo patrocinador no basquete

    O Flamengo enfim conheceu seu adversário no início da reta decisiva do NBB: oitavo colocado na primeira fase, o Pinheiros derrotou o Vasco por 93 a 82 no quinto e decisivo jogo da série de oitavas de final e será o adversário do Flamengo nas quartas.

    Pelo Twitter, o Flamengo também anunciou que o basquete tem um novo patrocinador para os playoffs do NBB: a Uber, que no início deste ano estampou sua marca nos uniformes de treino do futebol. O anúncio incluiu um divertido vídeo com os jogadores do Orgulho da Nação.

    O Flamengo busca o quinto campeonato consecutivo e o sexto título geral do NBB. O time teve a melhor campanha da primeira fase, com 21 vitórias e 7 derrotas, e saiu vencedor nos dois confrontos contra o Pinheiros.

    O grande destaque do Pinheiros é o americano Holloway, que hoje bateu o recorde de pontos em um jogo 5 de playoffs do NBB, com 36.

    O primeiro jogo da melhor de 5 será nesta sexta em São Paulo. Depois, nos dias 24 e 26 de abril no Tijuca. Se houver necessidade do quarto jogo, a série volta para São Paulo. E no caso de um quinto e decisivo jogo, também será jogado no Rio.

     
     


  • Parceira do Flamengo oferece “season tickets”

    Há muito tempo a torcida vem pedindo para que seja lançado um programa de season tickets como acontece na Europa, mas a instabilidade de horários e locais dos jogos do Brasileirão acaba dificultando esta prática. Recentemente foi criado o FlaPasses para o basquete, onde o torcedor poderia pagar R$600 em 12x para acompanhar todos os jogos como mandante no NBB9 (mesmo assim, houve problemas, já que dois jogos foram transferidos inesperadamente para Manaus). Talvez esse seja um laboratório para o que está por vir — e não está tão distante.

    Um dos parceiros do clube no programa Futebol Melhor, a rede de postos Ipiranga, tem seu programa de quilometragens que rende desconto para os clientes. Um dos benefícios ofertados é a compra de ingressos com valores mais baixos e descobrimos que é possível comprar ingressos antecipados desde agora para a última rodada do Brasileirão! Abaixo explicamos as principais regras do programa.

     

    • Para comprar é preciso ser Sócio-Torcedor e fazer parte do Km de Vantagens;
    • É possível comprar no mínimo 2 ingressos e no máximo 10 por jogo — também há um limite geral de ingressos por partida ofertado pelo programa, então é preciso adquirir logo;
    • Para cada ingresso, é preciso gastar 10 km acumulados no programa de milhagens do posto;
    • Não é possível acumular descontos, como a meia para estudantes;
    • Os ingressos não são nominais e serão entregues no local indicado até quatro dias antes da partida;
    • Não é possível escolher o setor do estádio, que é informado no momento de recebimento do ingresso;
    • Em caso de mudança de horário e local, o torcedor será ressarcido.

    Os preços variam de acordo com o clube, no caso do Flamengo é possível comprar um ingresso por R$40 com o setor a definir. O pacote com dois ingressos para cada jogo como mandante totalizaria R$1520 mais 380Km, podendo ser dividido em até 12x sem juros. Também é possível montar um pacote personalizado escolhendo 3 ou 5 jogos, assim a participação nos clássicos já estaria garantida.

     

    Pacote com todos os jogos do Brasileirão 2017

     

    É bom destacar o preço praticado, pois para jogos do Atlético-PR é preciso pagar R$75, enquanto os palmeirenses precisam desembolsar R$180 para cada jogo – estes também podem comprar ingressos do Paulistão e da Libertadores.

     
     


     


  • O balanço nosso de cada dia

     
    O balanço do Flamengo, hoje em dia, é cool. O Conselho Deliberativo sequer foi convocado para analisá-lo, mas já há por aí umas 10 análises publicadas sobre ele, feitas por torcedores rubro-negros, consultores em gestão esportiva, jornalistas especializados, blogueiros famosos ou nem tanto, enfim, gente pra caramba já dissecou as entranhas daqueles números auspiciosos.

    Eu fui convidado pelo Mundo Bola para ser mais um desses analistas. Imagino que o convite seja uma gentil deferência ao fato de eu me dedicar a olhar esses números desde que Marcio Braga era presidente. Lembro bem que antigamente o balanço era publicado no mesmo dia que eu entrego a minha declaração de Imposto de Renda, ou seja, no último dia do prazo.

    Mas isso nem era o pior.

    Pra começo de conversa, o balanço ficava meio escondido lá no site. Aliás, ele só estava lá porque a lei obrigava. Me lembro de um ano, já na gestão da Patricia Amorim, que ele foi parar na seção de Notícias. Porém o responsável pelo site fez questão de desligar o alimentador (“RSS Feeds”) para que ninguém ficasse sabendo desta publicação.

    E depois que a gente achava o balanço, entendê-lo era ainda mais difícil. O clube adotava uma lógica contábil diferente da atual e algumas coisas eram inusitadas. A dívida do Consórcio Plaza está afetando o resultado? Então vamos tirá-la da provisão de contingência, bola pra frente. O patrimônio líquido está muito negativo? Então vamos contratar um laudo para reavaliar a propriedade imobiliária da Gávea, afinal naquele enclave do Leblon/Gávea/Lagoa o metro quadrado vale uma fortuna – o fato de que a gente não consegue nem cortar uma árvore ali é só um detalhe do mundo real que não precisa ser expressado em algarismos.

    Eu gostava de usar o balanço do Flamengo no treinamento interno de advogados e estagiários recém contratados no meu trabalho – e estou falando sério. É muito raro que advogados tenham familiaridade com demonstrativos financeiros, mas naquela época eu estava trabalhando em uma quantidade insana de processos judiciais movidos por acionistas minoritários onde o balanço patrimonial era o centro da controvérsia.

    Balanços patrimoniais, via de regra, são a coisa mais insossa que um departamento pode produzir, tanto assim que os pareceres dos auditores independentes parecem sempre seguir a regra do “copy and paste” e o relatório da diretoria é uma mera formalidade. Menos os do Flamengo de antigamente….já naquela época os pareceres dos auditores eram extensos, cheios de alertas, avisos, súplicas para que o clube tomasse tenência…e eu ficava imaginando como os dirigentes e, convenhamos, os sócios podiam ler aquilo e agir com a fleuma de quem nada tem a ver com o desastre financeiro.

    Eu tinha a forte impressão de que praticamente ninguém dava bola para aqueles demonstrativos macambúzios, mas que eram riquíssimos como aprendizado de tudo o que não se deve fazer na gestão de uma instituição, daí porque eu os adotei como paradigmas dos meus treinamentos e passei a escrever os primeiros artigos sobre os malditos balanços.

    Naqueles tempos, que parecem tão distantes, mas foram nessa década mesmo, também era de bom tom falar mal dos dirigentes e seus feitos, elogios eram só para os jogadores (vá lá, de vez em quando). Como se diz por aí, parece que esse jogo virou, ou melhor, se inverteu, porque hoje sobram elogios para a cartolagem e jogadores são perseguidos impiedosamente, mas isso também não vem ao caso, só lembrei disso porque já naquela época eu também falava mal dos cartolas, mas já tinha o hábito que até hoje me acompanha, de procurar ver o lado bom em tudo que tem Flamengo no meio, até naqueles balanços tristonhos eu conseguia ver boas notícias e vislumbrar que dias melhores poderiam vir, como de fato vieram.

    E quando, muito honrado, aceitei o convite deste Mundo Bola para falar do balanço, eu não imaginava que o balanço sairia com quase 30 dias de antecedência, sendo publicado bem no dia em que eu saí de férias e deixei o computador em casa.

    O que mais alguém pode dizer sobre este balanço tão hipster 2 semanas depois que ele já foi escarafunchado por tanta gente mais qualificada e séria do que eu?

    Pouca coisa, talvez. Mas coisas que espero não tenham sido ditas ou ao menos não tenham sido tão destacadas.

    Uma delas é sobre o “ano mágico”. Desde 2013 algumas pessoas me perguntam quando seria o “ano mágico”, ou seja, o momento em que o Flamengo teria dinheiro bastante para fazer a diferença no futebol.

    A má notícia, antecipo, é que não há e nem haverá propriamente um “ano mágico”. O Flamengo era um obeso mórbido que não fez uma cirurgia bariátrica, mas sim um lento processo de reeducação alimentar, no qual, diga-se de passagem, ainda não perdeu nem a metade dos excessos conquistados quando usava e abusava do pecado da gula.

    Mas eu sempre disse – e mantenho – que o ano da “virada”, isto é, o ano em que o peso das dívidas passadas será menor do que a sobra para investimento será 2018. Não que em 2018 o clube vá ter dinheiro a rodo para contratar quem bem entender. Mas pela primeira vez o clube poderá ter um excedente de caixa que realmente comece a fazer diferença.

    Vejam, por exemplo, um dado muito interessante do balanço de 2016.

    Quando em 2013 o Flamengo começou a pagar seus impostos atrasados, obviamente não havia dinheiro para dar conta do parcelamento na Receita e ainda tocar o dia-a-dia. Foi necessário recorrer ao mercado de crédito para honrar as prestações, o que gerou críticas de que o clube estaria simplesmente trocando um credor público por credores privados.

    Pois bem. Em 2016, pela primeira vez o volume de empréstimos caiu, de R$ 161 milhões para R$ 111 milhões, sendo que 85% deles vencem até o final de 2017. Acrescento que ao longo deste ano o clube previu captar mais R$ 50 milhões de empréstimos. Se tudo der certo, o clube chegará em dezembro devendo menos de R$ 100 milhões de seus financiamentos.

    Ora, como a dívida tributária (R$ 282 milhões) foi parcelada em 20 anos, em 2018, pela primeira vez o superávit do clube deverá ser mais ou menos o dobro do que será gasto com o carregamento de exercícios passados. Por isso 2018 não será um ano mágico, não será um ano mitológico, não será um ano folgado. Mas será, talvez, o primeiro de muitos anos onde o clube terá a capacidade de investir com mais tranquilidade.

    Por falar nisso, bom notar que o clube praticamente dobrou o valor dos direitos econômicos dos seus atletas em apenas 2 anos. Em 2014 eram R$ 37,5 milhões e em 2016 saltaram para R$ 74 milhões. Não é de se estranhar que o desempenho em campo tenha acompanhado esse crescimento.

    Claro que nem tudo são flores: por exemplo, serão necessários R$ 11,3 milhões para pagar a parte que falta dos direitos de Rodinei, Cuéllar e Mancuello, que malgrado custarem uma boa grana, são habitués do banco de reservas e às vezes nem isso. Sem falar no Cirino, o homem de 3,5 milhões de euros, mais juros de 10% ao ano, que São Judas Tadeu nos proteja de vir outro igual a ele agora que rompemos a barreira dos 80 mil STs, entendedores entenderão.

    Tem mais coisa chata de lembrar também. Todo mundo gosta dos Esportes Olímpicos, ai de mim falar mal deles aqui ou em qualquer outro espaço, mas fiquem sabendo que o prejuízo por mantê-los foi de quase R$ 5,9 milhões em 2016. (Nota do Editor: André Amaral antecipou uma explicação sobre o item negativado no balanço. Vale a leitura em aqui)

    Dinheiro pra caramba, mas pequeno quando comparado ao rombo da conta “outros”, onde entram a sede, o clube social e tudo o que não for futebol ou esportes olímpicos. Embora essa conta “outros” precise ser relativizada, afinal o clube precisa ter uma sede, tem o estádio José Bastos Padilha e seus jogos das categorias de base, tem o patrimônio imobiliário, o Morro da Viúva, etc e tal., não custa lembrar que o futebol, sozinho, gerou um superávit de R$ 220 milhões e o superávit do CRF foi de R$ 191 milhões. Arredondando, foram uns R$ 30 milhões de “prejuízo”, consumidos pelas atividades off-futebol.

    Por falar em superávit, que coisa, hein? O Flamengo tem uma “rentabilidade” (isto é, o superávit comparado à arrecadação líquida) de quase 40%! Vá lá que os números receberam um reforço da antecipação das luvas da Globo (o Flamengo registrou no seu balanço de 2016 as parcelas futuras), mas ainda assim é um resultado espantoso.

    Afinal, basta lembrar que em 2009 – aquele sim um ano mágico, quando um time formado por um atacante de vida errática, um armador que comprou a vaga no time para retardar sua aposentadoria e um goleiro psicopata que alimentou seus cachorros com o corpo da ex-namorada foi hexacampeão brasileiro – a situação era praticamente a inversa: o clube tinha um prejuízo que era equivalente a uns 30% da sua receita. Vocês acreditam que naquele Maracanã lotado até a tampa em todos os jogos o Flamengo só tinha conseguido faturar R$ 20 milhões naquela temporada memorável? Pois é…

    E como o Flamengo virou esse jogo? Detesto lembrar, mas foi fazendo o inverso do que deseja parte expressiva de seus fãs: cobrando ingressos caros, levando o time para jogar onde dê lucro, vendendo planos de ST só para quem tem cartão de crédito e oferecendo pouca coisa em troca, contratando jogadores pagando o menos possível de direitos econômicos.

    Até quando vamos seguir assim? Para sempre, espero. Mas se serve de consolo, o balanço de 2016 traz o alento definitivo: o pior já passou. Daqui para a frente, a tendência é só melhorar. Que São Judas Tadeu, já falei nele hoje, siga olhando por nós, porque só ele pode explicar que o Flamengo não tenha sucumbido nos tempos de grana curta e gastos fartos.

     
    Walter Monteiro é advogado com MBA em Administração. Membro das Comissões de Finanças do Conselho Deliberativo e do Conselho de Administração do Clube de Regatas do Flamengo. Escreve sobre as finanças do clube desde 2009, em diferentes espaços

     

    Este texto faz parte da plataforma de opinião Mundo Bola Blogs, portanto o conteúdo acima é de responsabilidade expressa de seu autor, assim como o uso de fontes e imagens de terceiros. O Mundo Bola respeita todas as opiniões contrárias. Nossa ideia é sempre promover o fórum sadio de ideias. Email: contato@fla.mundobola.com.

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  • Fla conhece primeiro adversário na Copa do Brasil na 5ª feira

    O sorteio que definirá os confrontos das oitavas de final da Copa do Brasil foi marcado pela CBF para o meio-dia da próxima quinta-feira. O Flamengo começa a disputar a competição a partir desta data.

    O Flamengo e os demais sete clubes que disputam a Libertadores ficarão de um lado da chave e não podem se enfrentar. O adversário sairá entre os vencedores dos cinco confrontos da quinta fase (Cruzeiro x São Paulo, Corinthians x Internacional, Fluminense x Goiás, Paraná x Vitória e Joinville x Sport) e os outros três clubes pré-classificados: Santa Cruz (campeão da Copa do Nordeste 2016), Paysandu (campeão da Copa Verde 2016) e Atlético-GO (campeão da Série B 2016).

    O jogo de ida acontece no dia 10 de maio, entre uma possível final do Carioca e a primeira rodada do Campeonato Brasileiro. Já a volta está marcada para 24 ou 31 de maio. A ordem dos mandos de campo também será definida por sorteio.

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  • Lesão de Diego dá nova chance para Fla inscrever Vinicius Jr. no Carioca

    A lesão de Diego abriu uma nova possibilidade para o Flamengo promover ao time profissional o jovem atacante Vinicius Júnior, embora seja duvidoso que o clube pretenda de fato aproveitá-la.

    O regulamento do Carioca permite a substituição de até dois atletas após o encerramento do prazo de inscrições, em casos de rescisão de contrato de um atleta inscrito ou de uma lesão com período de recuperação superior a 15 dias.

    O Flamengo já realizou uma substituição: quando Trauco foi convocado para a seleção peruana, o clube substituiu Jorge, vendido para o Monaco, pelo lateral Moraes, da base. Essa substituição foi realizada depois de Vinicius Júnior ter se destacado no Sul-Americano sub-17. Moraes não disputou nenhuma partida do Carioca profissional e, com a recuperação de Michael de lesão, voltou a ser reserva no time sub-20.

    A lesão de Diego, na teoria, abre uma nova possibilidade para Vinicius ser inscrito. Mas o Flamengo pode entender que seria queimar etapas promover o jogador de 16 anos já para disputar a fase decisiva do Carioca.

    Desde que voltou da seleção, Vinicius disputou quatro partidas como titular da equipe sub-20. Marcou três gols, incluindo dois na goleada de 8×0 contra o Bonsucesso no último sábado. A vitória classificou o Flamengo para a semifinal da Taça Guanabara na categoria.

     
     
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  • Três meses após cirurgia, Thiago Santos corre no campo

    O atacante Thiago Santos, formado na base rubro-negra e que desde o ano passado integra o elenco profissional, realizou nesta segunda-feira atividades no campo pela primeira vez desde a cirurgia no joelho realizada logo após a reapresentação do elenco, em janeiro.

    Thiago Santos rompeu os ligamentos do joelho em um jogo beneficente durante as férias. A expectativa é que ele volte a jogar no segundo semestre. Hoje, ele correu no campo, dando início a uma nova etapa do processo de recuperação.

    Thiago, que completou 22 anos na semana passada, tem 9 jogos e 1 gol pelo time profissional do Flamengo.

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  • A maior homenagem do mundo para Geraldo Assoviador

    O eterno Geraldo Assoviador foi homenageado com a disputa de um amistoso entre a Seleção Brasileira e o Flamengo. Ganhar da Seleção não era tarefa inédita para as cores flamengas: em 58, em pleno ano da primeira conquista do mundo, o Flamengo já tinha encaçapado o time canarinho. E em 76 não foi diferente.

    Com a raça e com a categoria digna de Geraldo, considerado por todos como um dos melhores meio-campistas surgidos na Gávea, o Fla honrou sua memória. Zico já era considerado o herdeiro natural da camisa 10 de Pelé, mas o Flamengo ainda tinha o perturbador rótulo de time regional para apagar.

    Leia também: Há 45 anos, Flamengo superava seleção brasileira por 2 a 0

    Este grande tributo a Geraldo não pode ser esquecido. Ganhar da Seleção Brasileira dos anos 70 era um feito e tanto. O jogo foi pegado, à vera, com 22 atletas enleados pela comoção. A arquibancada entoava canções inebriantes. O cortejo merecido para mais um gênio da raça que partiu cedo demais.

     
    O jogo foi uma homenagem do Brasil pouco menos de dois meses depois da morte de Geraldo, em 26 de agosto daquele ano. O Flamengo projetava em Geraldo o craque que faria dupla perfeita com Zico. Eram dois artistas da bola que cresciam juntos. A vitória foi a segunda sobre o Brasil, que nunca bateu o clube com a maior torcida do país. Geraldo Assoviador, aos 22 anos, reforça a meiuca de craques do céu.

    O Maracanã recebeu incríveis 142 mil torcedores e os gols foram de Paulinho e Luís Paulo. Pelé estava em campo pela Amarelinha. E toda renda foi destinada à família de Geraldo Cleofas Dias Alves.