Autor: diogo.almeida1979

  • Ana Carol marca, Kaka pega pênalti, e Flamengo/Marinha vence em Foz do Iguaçu

    Na noite dessa quarta, o Flamengo/Marinha fez seu oitavo jogo no Campeonato Brasileiro Feminino 2017. Jogando contra o Foz Cataratas/Coritiba, no Paraná,  as meninas do Mengão venceram, pelo placar de 1 a 0. Foi a 6ª vitória do Mengão na competição, ou seja, 75% de aproveitamento. O gol foi marcado pela Ana Carol.

    Aos 30 minutos do 2º tempo, a zagueira Ana Carol fez o primeiro (e único) gol da partida. Um minuto depois, foi marcado pênalti para o Foz Cataratas. Vero cobrou e a goleira Kaka defendeu. Com a vitória (a 4ª seguida), o Flamengo/Marinha mantém-se na 3ª colocação do GRUPO 2 do Brasileiro Feminino 2017, com 18 pontos. Santos, com 19 e Rio Preto, com 21, ainda estão na frente.

     

    EscalaçãoKaka; Raquelzinha, Tânia Maranhão, Ana Carol e Roberta Emilião (Ana Carla); Juliana, Rayanne (Karen), Diany, Jane (Larissa) e Bárbara; Pâmela

    Gol: Ana Carol

    Cartões Amarelos: Tânia Maranhão e Rayanne

     

    Estatísticas

    Brasileiro Feminino 2017: 8 jogos, 6 vitórias e 2 derrotas. 17 gols marcados e 6 sofridos;

    Ana Carol pelo Flamengo/Marinha: 37 jogos e 5 gols

     

    Classificação. Foto: Site Sr.Goool

     

    O Flamengo/Marinha está no grupo 2, com Ferroviária-SP, Foz Cataratas-PR, Ponte Preta-SP, Rio Preto-SP, Santos-SP, São José-SP e Vitória-BA. Os times de cada grupo se enfrentam em turno e returno, totalizando 14 partidas. Os quatro melhores se classificam às quartas de final, os vencedores dos confrontos avançam às semifinais e estes, à grande final. A partir das quartas de final, sempre jogos de ida e volta.

     

    Créditos na Imagem Destacada: Suélen Palaoro

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  • Sub-15 é recebido com festa após boa participação em torneio na Itália

    Orgulho é a palavra que melhor define o sentimento das famílias dos “Meninos do Ninho”, que foram, na manhã desta quarta-feira (19), receber o time infantil do Flamengo no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro. O horário – 5h – não foi empecilho para que uma linda festa fosse realizada no saguão desembarque do aeroporto. Com direito a faixa e hino do clube, os familiares festejaram a chegada dos meninos que tiveram uma boa participação no Torneio Memorial Stefano Gusella, disputado em Turim, na Itália.

    “É uma emoção única o que estamos vivendo. Eles conquistaram o quinto lugar, mas para nós foi como tivessem sido campeões”, declarou Jaqueline, mãe do lateral-direito Marcos Felipe.

    Enquanto Felipe Vizeu, Lucas Paquetá e Ronaldo ganharam espaço no time profissional, e Vinicius Junior, Lincoln e Michael despontam como boas promessas no juniores, a “geração 2002” vai aparecendo com destaque nas categorias de base do Flamengo. Lázaro, eleito melhor jogador do torneio disputado na Itália, é o expoente dessa turma que embora ainda desconhecida, pede passagem na Gávea.

    “Foi algo incrível a oportunidade que esses meninos tiveram de pegar uma experiência  internacional, de conhecer outros modelos de jogos e jogadores com características diferentes. Muito deles nunca tinham viajado nem para fora do Rio de Janeiro e foram para Itália. Estou muito orgulhoso de todos eles pela brilhante que fizeram. Esses grupo e muito unido e tem tudo para ir muito longe”, disse Alex, pai de Daniel Cabral.

    O bom futebol mostrado em solo europeu é reflexo do trabalho que vem sendo realizado com  a base rubro-negra. Na última temporada, a geração 2002 já havia conquistado a Copa Dadazinho, em Belo Horizonte, considerado um dos principais torneios da categoria no país. Ainda em 2016, os Meninos da Gávea venceram o Campeonato Metropolitano, disputado no Rio. O primeiro título do Flamengo na temporada 2017 veio com o time infantil. Em janeiro, o sub-15 conquistou a Copa Brasil Votorantim.

    Daniele, mãe de Douglas, também aprovou a experiência. “Foi uma experiência ótima dada a esses meninos que puderam conhecer times diferentes e aprender ainda mais para seguirem nessa carreira. Eles chegaram em quinto lugar e nós estamos muito orgulhosos dos nossos filhos”. 

    Campanha em Turim

    O Flamengo estreou no Torneio Memorial Stefano Gusella derrotando o Centallo (ITA) por 3 a 0, com gols de Dedé, Reinier e Daniel Campos. Na segundada rodada do Grupo E, o Rubro-Negro venceu o Junior Napoli por 2 a 0, e garantiu vaga nas oitavas de final do torneio, com os gols de Lázaro e Samuel. Já classificado, os Meninos do Ninho golearam o Hollandia por 6 a 0, garantindo a liderança do grupo, com 9 pontos. Os tentos foram anotados por Dedé, Daniel Campos, Maycon, Samuel, Reinier e Arthur Pablo.

    Nas oitavas de final uma nova goleada sobre um time italiano. Com gols de Daniel Campos (2), Daniel Cabral, Reinier, Lázaro, Marcos Felipe, Samuel e Dedé, o Flamengo superou o  A.C. Bra por 8 a 0. Contra o Sampdoria, nas quartas de final, o Flamengo sofreu o seu primeiro gol  no torneio, não conseguiu reagir e acabou derrotado por 1 a 0.

    Mesmo sem chances de título, a equipe infantil seguiu em Turim para definir sua colocação final no torneio. Na disputa do quinto ao oitavo lugar, os Meninos da Gávea derrotaram o Cagliari por 3 a 1, com gols de Samuel (2) e Reinier, e golearam o Junior Napoli por 7 a 0 (Reinier (2), Samuel (2), Lázaro, Hugo e Arthur Pablo), terminando o torneio de forma digna na quinta colocação.

    Saldo: seis vitórias e uma derrota; 29 gols marcados e apenas dois sofridos; Reinier e Samuel artilheiros da equipe; Lázaro eleito o melhor jogador da competição.

    “A importância de realizarmos um intercâmbio disputando competições internacionais como essas, é proporcionar aos nossos atletas a oportunidade de jogarem contra e de se relacionarem com as principais equipes do futebol mundial, enfrentando atletas de diferentes culturas e modelos de jogo. Não temos dúvidas de que isso dará a eles uma experiência fantástica tanto nas suas vidas pessoais, que também é uma grande preocupação nossa, como no seu desenvolvimento desportivo. Além disso, podemos balizar o nível de nossos atletas com o principal mercado do futebol”, explicou Carlos Noval, Diretor do Futebol de Base do Flamengo, ao site do clube.

     

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  • Copa União 1987: o julgamento da história já foi feito!

    Ao que parece, depois de muita discussão jurídica, o Superior Tribunal Federal deve fazer a deliberação final sobre o título de Campeão Brasileiro de 1987. Polêmica a qual só um país tão confuso como o Brasil é capaz de produzir, na sua luta cega e constante de reviver e trazer à tona suas desordens do passado para tentar impedir a marcha de seu próprio futuro.

    Como bem diz o ditado: o tempo julga tudo! O Brasil e o brasileiro podem estar sempre em marcha constante para revirar seu passado, tamanha sua dificuldade para se entender, e assim como suas instituições demora-se muito tempo para se debruçar em resolver suas confusões. Algumas vezes, demora tanto, que o sentido e a razão já nem mais podem ser vistos a olhos nus no contexto julgado. Este é um destes casos. Tenta-se o julgar aqui o que a história já julgou, e o resultado deste julgamento será um mero papel, com menos valor até do que o próprio papel usado de insumo.

    Pouco importa o que o STF julgará sobre a CBF, o Sport Recife ou o futebol brasileiro. Nada mudará a contagem de títulos nacionais rubro-negros. Como foi colocado em anedota há tempos atrás: “preocupada com mais um barraco jurídico a enlamear o futebol brasileiro, a FIFA resolveu fazer uma pesquisa com todos os envolvidos. Enviou a cada uma das partes do imbróglio uma carta com a seguinte pergunta: Honestamente, qual é a sua opinião isenta sobre o título de campeão brasileiro de 1987 da primeira divisão de futebol reivindicado na Justiça Comum pelo Sport Club Recife? A pesquisa foi um grande fracasso. Por quê? Porque a imprensa esportiva não sabia o que era opinião isenta, a Justiça não sabia o que era futebol, e a CBF pediu maiores explicações sobre o significado do termo honestamente. Pra completar, o Flamengo não sabia o que era Sport Club Recife e nem CBF. E o Sport até agora não respondeu a carta porque ainda não sabe o que é um título de Primeira Divisão”.

    Ao que realmente importa, que é o julgamento da história, apresentemos o veredicto nos três pontos abaixo:

    (1) INTRODUÇÃO: o desenvolvimento evolutivo do futebol brasileiro

    Nos primórdios do futebol brasileiro foram criados os Campeonatos Estaduais, gerados por um único motivo: era caro demais deslocar os times por distâncias tão grandes. Por que outros países não tem Estadual? Porque não tem dimensões continentais. Todos os países com dimensões continentais ou não tinham futebol (Estados Unidos, China, Canadá, India e Austrália) ou tinham todas as equipes de futebol concentradas em uma única região metropolitana (Rússia, Argentina e México). Ainda mais porque o futebol da época era totalmente amador, levar o Campeonato Carioca até Bangu já era uma façanha!

    O primeiro embrião de competições além dos limites estaduais surgiu após a Copa do Mundo de 1950. Com a construção de maiores estádios, passou a haver uma maior força econômica para estimular jogos além dos limites de cada estado. Mas a força econômica para isto era frágil. De 1950 a 1965 foi jogado o Torneio Rio-São Paulo, e em moldes de “clube fechado”. Inicialmente eram apenas 8 clubes: Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Portuguesa de Desportos pelo lado paulista, e Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo pelo lado carioca. Depois expandiu-se a 10, entrando o Santos, e, pelo lado do Distrito Federal, primeiro o Bangu, que logo depois foi substituído pelo América. Assim foi até 1966, quando o Torneio Rio-SP não foi finalizado naquele ano, levando a uma revisão do modelo, expandindo a outras unidades federativas.

    Entre 1967 e 1970 foi disputado o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, ou Taça de Prata. Ainda era um “clube fechado”, uma espécie de liga, sem haver 2ª divisão ou rebaixamento. A competição era restritiva, com número de participantes por estado. Em 1967, aos 10 clubes que disputavam o Rio-São Paulo foram agregados cinco participantes: Atlético Mineiro, Cruzeiro, Internacional, Grêmio e Ferroviário do Paraná. Em 1968, este último saiu e entraram Bahia e Náutico. Em 1969, foi agregado o Coritiba, e o Náutico foi substituído pelo Santa Cruz. Em 1970 o Coritiba foi substituído pelo Atlético Paranaense. O futebol brasileiro vinha construindo maturidade econômica para a construção de competições em esfera nacional.

    Paralelamente a toda esta história, entre 1959 e 1968 foi jogada a Taça Brasil, competição mata-mata que reunia os campeões dos Campeonatos Estaduais realizados por todo o Brasil. Economicamente mais fortes, os campeões de Campeonato Paulista e do Campeonato Carioca entravam direto na semi-final, aguardando as eliminatórias entre as equipes dos demais estados para saber quem seriam seus adversários. O modelo de competição entre campeões estaduais foi então abandonado, só vindo a ser retomado com a criação da Copa do Brasil a partir de 1989, uma competição também eliminatória, em jogos de ida e volta, e inicialmente restrita à participação dos campeões estaduais.

    De 1971 a 1986 o modelo do futebol brasileiro mudou. Deu-se fim às competições restritivas, e a ordem agora era abrigar o máximo possível de clubes. Nestes anos o torneio, agora chancelado como Campeonato Brasileiro, passou a ter mais de 40 clubes por edição. As regras de participação variavam e não estavam claramente definidas, atendendo muito mais a critérios políticos do que técnicos. A fórmula de competição mudava todo ano. O tempo de duração também, tendo o ápice sido o Campeonato Brasileiro de 1979, que afetado pelas confusões políticas que levaram à disputa de dois campeonatos no Rio de Janeiro naquele ano, teve um recorde de 94 participantes, mas com a duração mais curta dentre todas as edições, disputado em apenas três meses. E embora tenham havido torneios de Segunda Divisão neste período, ascensão e rebaixamento eram caixinhas de surpresa, sem um critério técnico e objetivo claramente determinado. O desempenho estava vinculado à participação no Campeonato Estadual, e não no Campeonato Brasileiro do ano anterior.

    O modelo era amplamente abrangente e economicamente inviável para os grandes clubes. Assim chegou-se a um novo ponto de inflexão e turbulência política: 1987. Foi fundada uma “nova liga”, o Clube dos 13, composto por Flamengo, Fluminense, Vasco, Botafogo, Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Santos, Grêmio, Internacional, Atlético Mineiro, Cruzeiro e Bahia. Eles romperam com a CBF e organizaram seu torneio próprio, a Copa União, para a qual foram convidados outros três clubes: Coritiba, Goiás e Santa Cruz. O clube restritivo agora tinha dezesseis agremiações, e se pretendia que fosse um grupo fechado, ao estilo das grandes ligas profissionais dos Estados Unidos (como a NBA, a NFL, a MLB e a NHL), e aos moldes do que o Brasil havia experimentado com o Torneio Rio-São Paulo e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa. A proposta era de que nos anos seguintes a competição tivesse sempre 16 clubes. Não haveria ascenso ou descenso.

    A Copa União de 1988, no entanto, marcou um modelo de reaproximação: nem a liga restrita a 16, nem o modelo de mais de 50 participantes pré-1986. O torneio teve inicialmente 24 clubes, tendo posteriormente sido gradativamente reduzido a 20. Só a partir de então, posteriormente a 1988 portanto, é que faz algum sentido se falar seriamente sobre Série B no Brasil. A partir de então o modelo do futebol brasileiro esteve mais estável, com um ponto de inflexão seguinte só ocorrendo com a instauração do campeonato por pontos corridos, a partir de 2003.

    (2) DESENVOLVIMENTO: Amadorismo vs Profissionalismo, outro caso julgado pela história

    Para ilustrar este outro julgamento, vamos nos debruçar sobre o caso do Rio de Janeiro. Poderíamos nos debruçar também sobre São Paulo, onde o resultado do julgamento histórico foi praticamente o mesmo. Mas o caso do Rio é mais simbólico porque nos tempos que se deram os fatos, a cidade era o Distrito Federal. Era uma cidade-estado.

    Em 1933 houve dois Campeonatos Cariocas, o da AMEA (mantendo o amadorismo) e o da recém-criada Liga Carioca (LCF) sob um regime de remuneração dos jogadores. A Liga Carioca reunia seis clubes: Flamengo, Fluminense, Vasco, América, Bangu e Bonsucesso. No campeonato amador estavam Botafogo, Olaria, Andaraí, Carioca, Brasil e cinco clubes que não haviam jogado o campeonato de 1932 (Mavílis, Cocotá, Confiança, Engenho de Dentro e River). Permaneceu-se havendo dois campeonatos de 1933 a 1936. Até que em 1937 o futebol carioca se reunificou, voltando a ter um torneio único, que reuniu sete clubes que estavam na AMEA no ano anterior (Botafogo, Vasco, Bangu, São Cristóvão, Olaria, Madureira e Andaraí) e cinco dos seis que formavam a LCF (Flamengo, Fluminense, América, Bonsucesso e Portuguesa). Pouco depois desta reunificação, o futebol carioca cairia num modelo de campeonato de clube fechado (aos moldes do que anos depois acabou instituído nas ligas profissionais dos EUA, já citadas anteriormente), então o número se estabeleceria em 12, que a partir de então foram, durante muitos anos, sempre os mesmos. O seleto grupo de clubes que jogou o Campeonato Carioca dos anos 1940 até 1977 era formado por Flamengo, Fluminense, Vasco, Botafogo, América, Bangu, São Cristóvão, Madureira, Olaria, Bonsucesso, Portuguesa e Canto do Rio, este último substituído a partir de 1964 pelo Campo Grande. Um clubinho seleto e fechado, sem mudanças. Diferente do muito mais rico Estado de São Paulo, que tinha 2ª divisão, com clubes subindo e descendo à 1ª divisão todo ano. E em essência, só Rio e Sampa tinham força econômica para alavancar o futebol profissional no Brasil.

    Como a história julgou o caso Amadorismo vs Profissionalismo no futebol do Rio de Janeiro dos Anos 1930? Veredicto inquestionável: ganho de causa ao profissionalismo! Resultado: 10 x 2.

    Aos fatos: dos 10 clubes que jogaram o campeonato amador de 1933, só dois deles disputaram uma edição do Campeonato Carioca no século 21: Botafogo e Olaria (só 20% dos envolvidos resistiu ao teste do tempo); enquanto isso, dos 6 clubes que disputaram o campeonato profissional de 1933, todos os seis disputaram edições do Campeonato Carioca no século 21 (100%).

    (3) CONCLUSÃO: Julgamento da História sobre a Copa União de 1987

    Dadas as razões expostas na Introdução, e os fatos apresentados no Desenvolvimento, chegamos à exposição da Conclusão. Não há o mesmo tempo passado que no caso Amadorismo vs Profissionalismo, mas há 30 anos de história para ser avaliado, o que é plenamente suficiente para a conclusão e o veredicto final do Julgamento da História.

    Vamos comparar a situação dos 16 clubes que jogaram o Módulo Verde em 1987 com a situação destes no futebol brasileiro trinta anos depois,em 2017. Faremos o mesmo com os 16 clubes que jogaram o Módulo Amarelo naquela oportunidade, comparando a situação dos mesmos no cenário nacional em 2017. O veredicto é límpido, claro e transparente! O julgamento pela história já ocorreu e já se encerrou. Acompanhe ou não a História, o resultado do STF será inócuo. Dele não sairá absolutamente nada de valor.

    Em 1987 eram 16 clubes no Módulo Verde. Destes clubes, treze deles estavam na Série A em 2017, e três estavam na Série B do Brasileiro (Internacional, Goiás e Santa Cruz). Um resultado, portanto, de 13/16, ou seja, 81,25% favorável.

    Dos 16 clubes que jogaram o Módulo Amarelo em 1987, a situação deles após trinta anos era a seguinte: Atlético Goianiense, Atlético Paranaense, Sport e Vitória estavam na Série A do Brasileiro, Ceará, Criciúma, Guarani e Náutico estavam na Série B do Brasileiro, CSA e Joinville estavam na Série C do Brasileiro, o Bangu na Série D, e os cinco demais não disputavam nenhum divisão nacional, estando: América na Série B do Rio de Janeiro, Portuguesa de Desportos na Série B de São Paulo, Inter de Limeira na Série C de São Paulo, Treze na Série A da Paraíba e o Rio Branco na Série A do Espírito Santo. Portanto, um resultado 4/16, ou seja, 25%.

    Veredicto claro, com um resultado 13 x 4. O julgamento que verdadeiramente importa já aconteceu!

     

    POSFÁCIO: a pergunta que nunca foi calada

    Se a Taça de Bolinhas, criada em 1971, seria entregue ao primeiro clube que conseguisse ser tricampeão consecutivo ou cinco vezes campeão em anos alternados, por que a taça parou de ser entregue após a conquista do Flamengo em 1992? Em 1993, o campeão Palmeiras recebeu um novo troféu, que passou a ser entregue ao vendedor do Campeonato Brasileiro a partir de então. É o que é: o Brasil é um país tão confuso, que não é impossível encontrar explicações razoáveis sequer para suas contradições.

    Veja aqui mais:

    – O resgate mais profundo sobre a Copa União de 1987

    – A História Definitiva de 1987
    Marcel Pereira é escritor, autor do livro “A Nação” (Editora Maquinária) e escreve no blog A Nação e aqui no Blog Cultura Rubro Negra, do Mundo Bola.

     


    Este texto faz parte da plataforma de opinião Mundo Bola Blogs, portanto o conteúdo acima é de responsabilidade expressa de seu autor, assim como o uso de fontes e imagens de terceiros. O Mundo Bola respeita todas as opiniões contrárias. Nossa ideia é sempre promover o fórum sadio de ideias. Email: contato@fla.mundobola.com.

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  • Réver acredita em volta por cima de Vaz

    O capitão Réver afirmou em entrevista coletiva nesta quarta-feira que acredita em volta por cima de Rafael Vaz, com quem formou a dupla de zaga na maioria das partidas desde que chegou ao Flamengo em junho do ano passado.

    — Eu sou muito amigo do Rafa, tenho conversado bastante com ele sobre a situação, procurar ajudar de alguma maneira. Não só o Réver, como o grupo todo. E o Rafa é um menino muito bom. E não precisa ir muito longe, a gente teve alguns exemplos aqui no nosso dia a dia onde jogadores acabaram dando a volta por cima. Eu acredito que o Rafael tem muita capacidade para que isso venha a acontecer. Acredito no potencial dele. Quanto a futebol, não preciso nem comentar, porque é um jogador que mostrou que tem um talento enorme, então acredito que o Rafa tem tudo para dar a volta por cima, continuar fazendo seu trabalho e agradando o torcedor.

    Vaz foi barrado pelo técnico Zé Ricardo após uma péssima atuação no clássico contra o Fluminense, e nas duas últimas partidas o argentino Donatti formou a dupla de zaga com Réver. A nova dupla deve começar novamente no clássico de domingo contra o Botafogo.

    — Não só o setor defensivo está muito bem servido de zagueiros, como as outras posições também. Eu e Donatti estamos tendo a oportunidade de jogar juntos no momento, por opção do treinador, mas acredito que quem estiver jogando vai sempre dar o melhor em prol do Flamengo. Espero que nós possamos estar fazendo isso sempre, independente de ser Réver e Donatti, Juan e Vaz, Léo Duarte, a gente vai sempre dar o melhor para que o Flamengo possa sair sempre com a vitória — disse Réver sobre o novo parceiro de zaga.

    NOVO CÓDIGO PARA O FINAL DAS POSTAGEM:

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  • Fla vence e abre vantagem nas oitavas da Copa do Brasil Sub-20

     

    Com duas assistências do lateral-direito Kleber para os gols de Vinicius Junior e Lucas Silva, o Flamengo derrotou o Figueirense por 2 a 1 na tarde desta quarta (19), no Estádio Orlando Scarpelli, em Florianópolis (SC). A segunda partida do duelo válido pelas oitavas de final da Copa do Brasil Sub-20 será realizada na próxima quarta-feira (26), às 15h, no Estádio da Gávea. Antes, os Garotos do Ninho disputam com o Vasco a semifinal da Taça Guanabara Sub-20. O Clássico dos Milhões será disputado em São Januário, no domingo (23), às 10h. O Cruzmaltino tem a vantagem do empate.

    O jogo

    Os anfitriões tiveram a oportunidade de abrir o placar aos cinco minutos do primeiro tempo. Jean Lucas tocou com o braço na bola dentro da área e o árbitro marcou a penalidade. O zagueiro Pereira fez a cobrança, mas Gabriel Batista defendeu para o Flamengo. O gol perdido fez com que o time da casa diminuísse o ímpeto ofensivo. O Flamengo então aproveitou o recúo do adversário para construir suas jogadas pelos lados do campo.


    A melhor chance criada pelos Garotos do Ninho saiu de uma falta cobrada por Michael. Na sequência da jogada, o goleiro Vitor defendeu e, no rebote, Lincoln quase abriu o placar em Florianópolis. O jogo era pegado e os jogadores exageravam nas faltas. Só na primeira etapa foram distribuídos cinco cartões amarelos, sendo três para o Figueirense e dois para o Flamengo.

    Victor, um dos pendurados do Figueirense, recebeu o segundo cartão amarelo no início da etapa complementar e foi expulso. Com um jogador a mais, a pressão do Flamengo aumentou. E não demorou para o Rubro-Negro ter vantagem no placar além da que tinha no campo. Com um bom passe de Kleber, Vinicius Junior abrir o marcador no Orlando Scarpelli, aos nove minutos. O lateral-direito também serviu Lucas Silva, que ampliou para o Fla aos 22 minutos. Fla 2 a 0. 

    Ceará, de primeira, chutou com precisão e diminuiu a vantagem do Mais Querido, mas não evitou a derrota para o Figueirense. Fla 2 a 1. O Flamengo joga por um empate na Gávea ou pode até perder por 1 a 0 que avançará às quartas de final da competição. O adversário do vencedor deste duelo sairá do confronto entre Santos e Bahia.

    Flamengo: Gabriel Batista; Kleber, Dener, Rafael e Michael; Hugo Moura, Jean Lucas e Gabriel Silva (João Pedro); Vinicius Junior (Vinicius Souza), Lincoln e Lucas Silva (Bill). Técnico: Gilmar Popoca

    Créditos: Luiz Henrique/Figueirense
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  • Fla arrecada mais e gasta bem menos que Palmeiras com futebol

    Foi publicado nesta quarta-feira o balanço de 2016 do Palmeiras, principal rival do Flamengo no atual cenário do futebol brasileiro. No ano passado, os dois brigaram pelo título até as últimas rodadas, e o Palmeiras acabou prevalecendo. Este ano, a expectativa é que o confronto se repita ao longo do próximo Brasileiro e de outras competições da temporada. Por esse motivo, o Mundo Bola faz uma comparação da arrecadação e dos gastos de ambos os clubes com futebol.

    Como o Mundo Bola mostrou quando o balanço do Flamengo foi publicado no início deste mês, o clube arrecadou em 2016 R$ 421 milhões com o futebol. O Palmeiras arrecadou cerca de R$ 11 milhões a menos.

    O clube paulista, porém, gastou R$ 122 milhões com a folha salarial, contra R$ 98 milhões do Flamengo. Somando a rubrica que o Palmeiras identifica como amortização de direitos de imagem e o Flamengo como serviços de terceiros, a diferença aumenta: R$ 164 milhões a R$ 124 milhões para o time paulista. E o abismo aumenta ainda mais se considerado o gasto total com o departamento de futebol, que inclui compra de atletas, categorias de base, gastos com jogos e outras despesas não especificadas. O Palmeiras gastou R$ 292 milhões contra R$ 201 milhões do Flamengo.

    Em porcentagem, o Flamengo gastou em 2016 48% da receita obtida com o futebol com a pasta — o resto foi usado para financiar outras atividades do clube e pagar dívidas. Já o Palmeiras reinvestiu no futebol 71% da renda criada pelo departamento.

    Reportagem feita pelo Mundo Bola mostrou que, enquanto as receitas do futebol do Flamengo cresceram 92% entre 2013 e 2016, o gasto com a modalidade aumentou apenas 12% no período. Já o Palmeiras, que também passou por uma recuperação econômica nesse intervalo, embora por outro caminho, viu sua receita com futebol aumentar cerca de 200% em três anos, enquanto os gastos subiram 118%. Em 2013, o Flamengo gastou R$ 180 milhões com futebol, e o Palmeiras, que naquele ano disputou a Série B, R$ 134 milhões.

    Dentro de campo, o Palmeiras vem colhendo frutos do aumento de investimento — além do Brasileiro do ano passado, tinha ganho a Copa do Brasil em 2015. Já o Flamengo acaba de completar três anos sem levantar uma taça.

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  • Flamengo enfrenta o Figueirense pela Copa do Brasil Sub-20

    Após a sofrida e emocionante classificação para as semifinais da Taça Guanabara, no último sábado (15), os Garotos do Ninho têm um novo desafio. Nesta quarta-feira (19), no Estádio Orlando Scarpelli, às 15 horas, o Flamengo encara o Figueirense no jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil Sub-20.

    Diferentemente da fase anterior, não há qualquer vantagem para a equipe visitante, mas o gol fora de casa é critério de desempate. Então balançar a rede no campo do adversário é de extrema importância para a definição de uma classificação. O jogo de volta será realizado no Estádio da Gávea, na próxima quarta-feira (26). O vencedor do duelo entre Flamengo e Figueirense enfrentará quem avançar do confronto entre Santos e Bahia.

    O Flamengo chegou à segunda fase da Copa do Brasil Sub-20 após passar com facilidade pelo CRB, em Maceió. A vitória por 2 a 0 sobre o time alagoano eliminou a partida de volta. Já o Figueirense conseguiu um resultado expressivo ao derrotar o Sport fora de casa por 1 a 0 em sua estreia na competição. No jogo de volta, realizado no Orlando Scarpelli, um empate em 2 a 2 classificou o Alvinegro paras as oitavas de final.

    Enquanto os Garotos do Ninho golearam o Bonsucesso por 8 a 0 pela última rodada da Taça Guanabara – 1º turno do Estadual do Rio -, no último fim de semana, o Figueirense foi superado pelo Criciúma por 2 a 0 dentro de casa, pela quarta rodada da Copa Santa Catarina Sub-20.

    Apesar do revés, o Alvinegro tem o que comemorar. Nesta terça-feira (18) o zagueiro Felipe Camargo e o atacante Luiz Fernando foram convocados para a Seleção Brasileira Sub-2o. Os jogadores participarão de um período de treinamentos na Granja Comary visando o tradicional Torneio de Toulon, que acontece na França. Pelo lado rubro-negro, o goleiro Hugo, o lateral-esquerdo Michael e o volante Vinicius Souza também foram chamados pelo técnico Carlos Amadeu.

     Foto: Gilvan de Souza/ Flamengo
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  • O 6 a 2 do primeiro chororô botafoguense

    Tempo de recomeço.

    O final da temporada anterior, com efeito, revelou-se frustrante, melancólico e deprimente. O Flamengo disputava, ponto a ponto, a liderança do campeonato, aí rebentou a epidemia da peste. Da gripe espanhola, que semeou o terror em toda a população do Brasil e do mundo. Que matou, somente no Rio de Janeiro, cerca de 17 mil pessoas, incluindo o Presidente da República, Rodrigues Alves. Que levou vários esportistas, sendo os mais célebres o meia French, do Fluminense e o atacante Cantuária, principal jogador do São Cristóvão, entre outros esportistas de diversos clubes. Como se não bastasse o inferno da gripe, o futebol carioca ainda perdeu Belfort Duarte, zagueiro e símbolo do América, assassinado em uma disputa de terras no interior do Rio. E tudo parou dois meses. E depois de dois meses tudo voltou. E o Flamengo voltou desfigurado, desmotivado, desmobilizado. E jogou cinco partidas. E perdeu as cinco. Quase sem jogadores para colocar em campo.

    Mas isso ficou para trás. Estamos em 1919, o momento é de olhar para a frente. Voltar a viver.

    O Flamengo apresenta novidades para a temporada. O ponta-esquerda Junqueira, que acaba de conquistar o Campeonato Paulista pelo CA Paulistano, agora passa a residir na Capital Federal, onde irá trabalhar em uma Agência Bancária. Com isso, transfere-se para o rubro-negro, que mantém boas relações com o clube paulista. Além de Junqueira, outra ótima notícia surge com a confirmação do retorno, para o Brasil, do center-half (volante) Sidney Pullen, que, com o fim da Primeira Guerra (onde lutara como soldado inglês), é liberado para voltar às suas atividades regulares no país. O Flamengo volta a contar com seu principal jogador, após um ano de ausência.

    É verdade que há baixas, ambas no gol. O titular Hydarnés, que anos antes causara furor ao trocar o Botafogo pelo Flamengo (movimento raro nesses tempos de amadorismo), deixa o clube, pois irá trabalhar em uma conceituada casa comercial de Porto Alegre. E o reserva imediato Magalhães (que se tornará conhecido, anos mais tarde, por compor o Hino Oficial do Flamengo) está internado, convalescendo de grave infecção tetânica, e ficará fora de ação por alguns meses. Mesmo assim, o sentimento é de confiança e otimismo para o ano que se inicia.

    Mas antes do ano se iniciar propriamente, há o Campeonato Sul-Americano de Seleções, simplesmente o maior evento esportivo realizado no Brasil até então. Para sua disputa inaugura-se o Stadium das Laranjeiras, para cerca de 20 mil pessoas, que registra superlotação em todos os jogos do scratch brasileiro. O Brasil, que monta uma seleção com os melhores jogadores cariocas e paulistas (o que não é comum na época), realiza campeonato primoroso e conquista, pela primeira vez em sua história, o título, ao vencer o Uruguai por 1-0 na final, gol de Friendereich aos 3′ da SEGUNDA prorrogação. A conquista faz rebentar um verdadeiro carnaval na cidade, que assim expia e exorciza os fantasmas das desgraças recentes. Está em festa.

    Leia mais sobre o Sul-Americano de 1919 e como o Flamengo perdeu a oportunidade de ter seu grande estádio na Urca

    E é em festa que o carioca vai acompanhar, com a motivação nas alturas, o início do Campeonato Carioca, já em JUNHO. A rodada de abertura assinala o confronto entre Botafogo x Flamengo, em General Severiano.

    Os dois clubes andam se estranhando. O Botafogo ainda não engoliu a perda do goleiro Hydarnés para o rival, três temporadas antes. Ademais, recentes querelas nos bastidores da Liga têm cristalizado posições distintas, de antagonismo, entre ambos. Enfim, a abertura do Campeonato é o tal jogo que ninguém quererá perder.

    O retrospecto recente traz resultados agudos. Um empate, uma vitória por 3-0 do Botafogo em plena Rua Paysandu e um sonoro 5-1 do Flamengo em um amistoso no campo do Carioca FC, na Gávea, que os alvinegros ainda não esqueceram.

    O Flamengo traz mais uma novidade. O right-forward (equivalente ao camisa 8) Candiota faz sua estreia em jogos oficiais, sendo mais um reforço do rubro-negro para o Campeonato.

    Um lindo dia de sol derrama uma vistosa luminosidade sobre as arquibancadas de General Severiano, que está completamente lotada. Uma multidão contorce-se em filas na vã esperança de conseguir uma nesga de espaço dentro da praça de esportes. 1919, definitivamente, assinalará a afirmação do futebol como esporte de massa (em que pese um caráter ainda elitista de parte do público). Jogadores de Botafogo e Flamengo entram no gramado recebido como estrelas.

    O jogo, em si, a rigor, dura 40 minutos.

    Na primeira etapa ainda há luta. O Flamengo joga melhor e toma a iniciativa, mas o Botafogo ainda consegue resistir e fustigar em contragolpes. O ponta-direita Álvaro Galvão Bueno faz bela jogada e, após bate-rebate, abre o placar para o rubro-negro. Pouco depois, o Botafogo empata, num gol do atacante Menezes. Seguem-se várias chances criadas lado a lado (o alvinegro chega a acertar a trave flamenga) e o jogo se torna emocionante, tirando o fôlego do público.

    Mas dizem que há coisas que só acontecem com o Botafogo. Talvez um exagero de quem queira justificar o grande número de reveses, talvez algum complexo de perseguição embutido em um derrotismo mal-disfarçado, talvez algum misticismo ou mesmo talvez apenas uma frase espirituosa. Seja qual for a motivação que lhe tenha criado, o adágio cabe perfeitamente para descrever o lance do segundo gol do Flamengo. Galvão Bueno, em grande partida, novamente faz um carnaval pela direita e cruza rasteiro. O center-forward (centroavante) Carneiro arremata cruzado, para bela defesa do goleiro Abreu, com o pé. Mas a bola rebatida por Abreu vai dar às costas do próprio Carneiro, que já se virara abandonando o lance, e ripilica mansinho pra dentro do gol, roçando quase sem querer as redes botafoguenses. O Flamengo faz 2-1.

    E termina o primeiro tempo. E, na prática, termina o jogo. Agora vai começar o massacre.

    O Botafogo, no desespero e no afã de reconquistar a igualdade, avança em demasia suas linhas. E luta. E briga ao limite de suas forças. E cansa. Exangues, seus jogadores não conseguem mais acompanhar o ritmo ora cadenciado, ora alucinado, imposto pela técnica superior do onze flamengo.
    E os gols começam a acontecer.

    A zaga flamenga dá um chutão pro contragolpe. Carneiro ganha na corrida mas o goleiro Abreu se antecipa e sai do gol, agarrando a bola. Mas tropeça e, numa falha sensacional, solta a pelota novamente nos pés de Carneiro, que só empurra pro gol vazio. Flamengo 3-1.

    Novo chutão da zaga, agora para Galvão Bueno, que arranca pela direita e cruza para o left-forward (Camisa 10) Dias, que não perdoa. Flamengo 4-1.

    O Flamengo relaxa e permite ao adversário trocar passes e mesmo arriscar chutes ao gol. Num desses arremates, o atacante alvinegro Vadinho acerta o ângulo do goleiro Zé Pinha Laport, diminuindo o marcador. O Flamengo agora vence por 4-2. A torcida no estádio insufla os locais, em busca do improvável empate.

    Vã e efêmera ilusão. O Flamengo troca passes pela direita. A bola vai ao encontro de Candiota, que se livra de um, de dois e manda uma varada na gaveta. Flamengo 5-2.

    O Botafogo se recusa a recuar para evitar um desastre maior. E segue sendo ferido. Mais um chutão da defesa flamenga encontra Carneiro inteiramente livre no campo de ataque. O forward avança e alça a bola na área, procurando Dias. Antevendo o lance, Abreu deixa o gol, esperando que Dias domine a bola para dar o bote. Mas Dias, vendo o goleiro no meio do caminho, acerta uma desmoralizante cabeçada por cobertura, fazendo a bola entrar de mansinho no gol do infeliz goleiro, que apenas assiste, inerte, impotente. Botafogo 2, Flamengo 6.

    E nada mais que seja digno de registro acontece dentro das quatro linhas.

    A escovada terá efeitos. Os do Flamengo, como sempre, entregam-se a um ruidoso reco-reco na sede, celebrando mais uma contundente vitória. Os jornais, normalmente simpáticos aos botafogos e aos fluminenses, enxergam três gols irregulares do rubro-negro e minimizam o feito flamengo, coalhando-o de relativizações (“não foi um espetáculo de qualidade”, “o início de temporada mostrou deficiências no ‘training’ das duas equipes”, “o árbitro não se mostrou à altura da responsabilidade”, entre outros petardos). No entanto, mais nociva do que a reação da imprensa em geral é a forma com que o Botafogo lida com a derrota, recusando-se a aceitá-la com fidalguia ou espírito esportivo.

    Ao contrário, o Botafogo cisma. Quer porque quer anular o jogo.

    Alega que o meia Candiota não cumprira o tempo requerido de 30 dias após a inscrição, para adquirir condições de jogo. No entanto, o Flamengo pontua ter realizado uma inscrição provisória, e que o tempo teria passado a contar a partir desse prazo, seguindo a orientação da LMDT (Federação). A posição rubro-negra é robustecida com um documento formal, assinado por um representante legal da LMDT, ratificando que Candiota reunia, sim, condições de jogo, sendo válida a argumentação do clube. Ou seja, o Flamengo colocou para jogar um atleta autorizado formalmente pela Federação. Mas nada disso convence os dirigentes do Botafogo, que se articulam para invalidar o documento da LMDT.

    E assim na reunião ordinária da Liga, para ratificar os resultados da rodada, um representante do Villa Isabel FC, clube aliado do Botafogo, apresenta uma proposta de anulação da partida, tendo em vista que o jogador do Flamengo se encontrava em suposta condição irregular, e que a autorização da Federação não é suficiente para tornar válida a partida. Dessa forma, entende ser necessária a anulação do resultado do jogo, definindo-se, posteriormente, se os pontos serão revertidos ao Botafogo ou se será necessária a realização de novo cotejo.

    E a proposta é aprovada, por seis votos a três. O jogo está anulado.

    No entanto, o Flamengo apresenta veemente protesto, uma vez que a Sessão Ordinária da Liga não tem, segundo o rubro-negro, poderes para tomar uma decisão desse nível de gravidade. Que resultados somente podem ser anulados ou reformados pelo Conselho Superior da Liga. E, de imediato, sua diretoria informa que o clube irá recorrer ao Conselho.

    A manobra do Botafogo se justifica. O Conselho, formado por dirigentes mais tradicionais e ligados à letra fria de leis e regulamentos, dificilmente seguiria de chofre a posição alvinegra. Era necessário conseguir uma maioria na Assembléia Ordinária, algo bem mais viável (o Botafogo é próximo a clubes mais modestos, como Villa Isabel, Andarahy e São Cristóvão) para criar uma sensação de legitimidade à sua demanda. O alvinegro conta com a receptividade dos jornais para pressionar o Conselho a manter a decisão da anulação.

    No entanto, a repercussão é ruim. Alguns jornais falam em “vergonha” e “imoralidade” de um clube que tenta reverter fora do campo o fiasco apresentado dentro das quatro linhas. Os do Flamengo, sempre irreverentes, falam em “esperneio” e “choradeira”. “E se houver novo match irão levar de seis de novo”. Em off, alguns membros do Conselho demonstram certa irritação com a “pernada” da Assembléia, que se meteu em matéria de sua exclusiva jurisdição.

    Assim, o Conselho se reúne para apreciar o recurso do Flamengo. E, por 7 votos a 1, devolve os pontos do jogo ao Flamengo. E o rubro-negro tem confirmada sua vitória dentro de campo.

    A decisão é recebida com indiferença pelos jogadores. Afinal de contas, o time segue em preparação para o difícil encontro com o América.

    Que, dentro de campo, promete ser feroz.

     
    Adriano Melo escreve seus Alfarrábios todas as quartas-feiras aqui no Mundo Bola e também no Buteco do Flamengo. Siga-o no Twitter: @Adrianomelo72
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  • “Nosso foco total é no jogo de domingo”

    Mesmo com um jogo importante fora de casa pela Libertadores na semana que vem, o técnico Zé Ricardo

    — Antes de mais nada queria deixar bem claro que nosso foco total é no jogo de domingo. O Botafogo é uma excelente equipe, o Jair vem fazendo um trabalho acima da média lá. O Botafogo vem com uma equipe muito determinada e conseguindo merecidamente os resultados na Libertadores. A gente sabe que vai ter que jogar muito para conseguir nosso objetivo que é a final do Campeonato Carioca, que é nosso objetivo maior. Quando acabar o jogo, aí sim a gente começa a pensar no Atlético-PR. Dentro disso, a gente vem com força total.

    O Flamengo havia optado por poupar o time titular antes do outro jogo fora de casa pela Libertadores, contra a Católica. Na ocasião, porém, vinha de uma sequência de partidas. Agora, serão dez dias sem jogo entre o confronto em casa contra o Atlético-PR e a partida contra o Botafogo.

    No treino de hoje, o técnico começou a testar formações alternativas no time para compensar a ausência de Diego. Mancuello foi testado na função, mas Zé também testou a alternativa com três volantes e Trauco no meio-campo. Outra alternativa é o retorno de Ederson.

    — Nossa função como treinador é buscar essas opções, trabalhar em cima de variações de jogo. Pode ser uma opção a gente trabalhar sem a figura central de um dez pensante, no caso, o Diego, até porque é um jogador que está acima da nossa média aqui. A equipe já vem madura o suficiente para trabalhar em qualquer que seja a formação que a gente escolher. É início de semana, a gente tem opções variadas. Amanhã a gente tem um jogo-treino para trabalhar algumas opções. É questão de ver quem vai bem nesta semana, quem está mais preparado, até psicologicamente, porque se trata de uma final com a gente, e aí sim a gente escolher com toda calma, junto com a comissão técnica, quem vai atuar ali e de que maneira nós vamos atuar.

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  • Zé Ricardo esfria expectativa sobre volta de Conca

    Na mesma coletiva em que afirmou que Ederson está “totalmente liberado” para voltar a jogar, o técnico Zé Ricardo esfriou as expectativas para o retorno aos campos de outro meia que se recupera de lesão no joelho, o argentino Conca. Ele praticamente descartou a possibilidade de que o atleta seja utilizado ainda na reta decisiva do Campeonato Carioca.

    — Conforme o doutor Tannure colocou na semana passada, ele está cumprindo as etapas, está superbem, mas acredito que para o Campeonato Carioca é um pouco mais difícil, até porque ele deu junho, julho, então esse deve ser o período do ano que a gente deve trabalhar.

    Caso o Flamengo se classifique para a final, realizará o último jogo do Carioca no dia 7 de maio. Conca foi inscrito no campeonato sob expectativa de que pudesse atuar ao menos nas partidas decisivas. Além do Carioca, se retornar apenas em junho o argentino também não poderá suprir a ausência de Diego nos três últimos jogos da fase de grupo na Libertadores — o último deles, contra o San Lorenzo, acontece em 17 de maio.

    — Eu vou manter a palavra do doutor Tannure que parece que semana passada esteve aí com vocês e deu, não prazo, mas cumprir etapas, e parece que isso pode acontecer em meados de junho, ou julho. Parece que essa foi a data que ele deu e a gente está trabalhando com essa possibilidade também.

     
     
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