Autor: diogo.almeida1979

  • STs adquirem mais de 100 mil ingressos antecipados em 3 jogos pela Libertadores

    Neste quarta-feira, dia 3, o Flamengo fará seu último jogo em casa, na fase de grupos da Libertadores 2017. Com promessa de Maracanã lotado novamente, e, já podendo se classificar antecipadamente (basta vencer e torcer para uma vitória do Atlético-PR contra o San Lorenzo), até a noite de hoje (30), mais de 42 mil ingressos já haviam sido vendidos.

    Amanhã cedo, iniciam as vendas nos pontos de vendas físicos. Ontem, sábado, as vendas para o público geral, mas através de compras online. Decidimos analisar sobre a quantia de ingressos adquiridos por sócios-torcedores do Mengão, para esses 3 jogos na Libertadores 2017.

    Contra o San Lorenzo, foram 54.052 pagantes. Desses, cerca de 32 mil foram comprados por STs antes da abertura de vendas para público geral. Contra o Atlético-PR, 53.389 pagantes. Desses, cerca de 35 mil foram comprados por STs antes da abertura de vendas para público geral. Já contra a Universidad Católica, até o momento, 42 mil ingressos foram vendidos. Desses, cerca de 34.500 foram comprados por STs antes da abertura de vendas para o público geral.

     

    Ou seja…

     

    Estimando um público pagante de 50 mil torcedores no jogo de quarta-feira, teríamos um público pagante total de 157.441 em 3 jogos no Maracanã nessa Libertadores. Desses, cerca de 101.500 ingressos foram adquiridos de forma antecipada por sócios-torcedores. Jogando em forma de porcentagem, representaria cerca de 64,46% do público pagante total.

     

     

    Créditos imagem destacada: Gilvan de Souza

    Dados retirados através de atualizações de perfis oficiais do clube. Os números não são exatos, mas sim aproximados, e divulgados pelas redes oficiais.

    O que você pensa sobre isso?


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  • O parquinho de 40 milhões

    Recebi o convite pra escrever no Mundo Bola, esse portal que vem fazendo bonito na difícil missão de cobrir o Flamengo. Mesmo sendo colaboradora eventual do blog Mulambo Vip, aceitei com prazer e decidi relembrar aqui uma historinha, que acabou me levando à uma outra reflexão. Vamos lá:

    Há um ano, enquanto passava férias no sul, um hermano me abordou na fila da Fan Fest (saudades, Copa!) por causa do meu Manto: ‘És de Rio?’. Foi o suficiente para que eu juntasse todo o meu parco castelhano e começasse a enumerar as razões pelas quais eu, nascida em Brasília, ostentava o Manto Rubro-Negro em plena Porto Alegre: ‘Flamengo é um time nacional, no Brasil não há fronteiras para o clube, somos a maior torcida em 20 estados brasileiros blablabla…’

    Quantas vezes, nós rubro-negros, não enumeramos essas frases com orgulho, diante de uma plateia de antis enraivecidos com nossa supremacia em números, seja de torcedores, de títulos ou de (pra ser mais atual) contratos de patrocínio? Essa leve empáfia que cada rubro-negro leva no peito não é de hoje… são décadas e décadas de uma história que nos acostumou com a proeminência.

    Por isso não é de se estranhar que alguns rubro-negros exagerem nesse hábito de superioridade. É comum acompanhar relatos de um ou outro flamenguista orgulhoso do privilégio de frequentar a Gávea desde o berço, de ser muito bem relacionado com os figurões, de saber os segredos de bastidores e de conhecer o clube em todos os seus pormenores. Ok, nenhuma ressalva, a não ser aos ‘pormenores’.

    O fluxo que rege a história do Flamengo é imutável: a pequena fonte que brotou daqueles seis remadores se transformou em filete, riacho, rio e desaguou absoluto no oceano, movida pela avassaladora energia acumulada em sua trajetória. Essa metáfora de 5ª série serve para ilustrar o quanto é impossível fazer o caminho inverso. Não há como o oceano adentrar rumo à fonte. É inconcebível que o Flamengo volte a existir como um pequeno clube de um bairro carioca.

    Desse modo, alguns pormenores da existência superlativa do Flamengo não podem jamais se sobrepor à sua realidade. Por mais que o rubro-negro se orgulhe de sua carioquice da gema, de sua sede à beira da Lagoa, de sua hegemonia guanabara, desde que Ary Barroso tocou sua gaitinha não há mais fragmentação entre os filhos do vermelho e do negro. Somos 40 milhões e não aqueles 40 preocupados com a areia do parquinho ou com as vagas de estacionamento.

    Essa característica, que chamo de “síndrome do parquinho”, parece ainda, em pleno 2015, se abater sobre algumas mentes rubro-negras. Acredito até que algum contaminado esteja entre os idealizadores do nosso programa de sócio-torcedor e de suas ações exclusivas, no sentido mais etimológico da palavra.

    Entendo que cada ser humano carrega o orgulho de suas origens, do lugar onde nasceu e cresceu. É difícil não tomar para si uma história de tantas conquistas e triunfos, ainda mais quando essa história é o principal combustível da fogueira de vaidades que cada um carrega consigo. E no caso do rubro-negro, uma vaidade justa, merecida e cada vez mais alimentada pela magnitude do Flamengo.

    Mas não ampliar o relacionamento com os 30 milhões de rubro-negros “off-Gávea” é abrir mão não só da oportunidade de massacrar mercadologicamente qualquer rival em qualquer continente. É renunciar à própria trajetória do Flamengo, que agregou norte e sul, sudeste, nordeste e centro-oeste. Pior: se achar profundo e absoluto conhecedor dos rumos que o Flamengo deve tomar embasado apenas em suas experiências dentro dos muros da Gávea é tentar engarrafar o oceano.

    Afinal de contas, se você é o Flamengo, e vai sentar à mesa para negociar com gigantes multinacionais como Jeep e Adidas, ou com a onipresente Caixa Econômica Federal, quais são as cartas que você apresenta? As carteirinhas de alguns mil sócios do parquinho ou o portentoso número de 40 milhões? Pois é.

    P.S.: O hermano do início do texto ouviu quietinho as explicações e, pra minha surpresa, finalizou sem nenhum sotaque portenho: ‘mas o Grêmio é maior’. Acho que ele estava falando do ST (rs).

     
    Eu sou a Graziella (@rubrone_gra) e teria um desgosto profundo se faltasse o Flamengo no mundo.

     


    Este texto faz parte da plataforma de opinião Mundo Bola Blogs, portanto o conteúdo acima é de responsabilidade expressa de seu autor, assim como o uso de fontes e imagens de terceiros. O Mundo Bola respeita todas as opiniões contrárias. Nossa ideia é sempre promover o fórum sadio de ideias. Email: contato@fla.mundobola.com.

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  • De Engenhão para Maracanã, com rancor

    Às voltas com o Consórcio Maracanã e seus operadores, de ontem e de hoje, o Flamengo encontra-se numa sinuca de bico.

    Uma vez com a Arena da Ilha para 20.500 torcedores, o clube não tem hoje uma solução no Rio de Janeiro para jogos que tenham maior demanda que essa totalidade SE mantiver a postura de não mais jogar no Maracanã caso a concessão seja mesmo vendida à Lagardére. E vale lembrar que não são 20.113 a serem vendidos, considerando 10% de visitantes e 10% de gratuidades, mais uns 3% de cortesias. Serão sempre no máximo cerca de 15.300 ingressos à venda que não devem chegar à bilheteria no Brasileiro se o clube fizer a campanha que seu elenco permite fazer e a torcida espera que faça. Muito provavelmente os ingressos usualmente esgotar-se-ão na fase de vendas online apenas para Sócio-Torcedores.

    Além disso, fases finais de copas nacionais e internacionais demandam estádios de 40 mil torcedores, além de haver hoje uma proibição para venda de jogos para outras praças no Campeonato Brasileiro, e na Conmebol Libertadores haver restrição de jogos apenas no estado onde reside o clube – para mudança de praça deve-se fazer pedido com dez dias de antecedência à partida e necessidade de aprovação da Conmebol e ainda do adversária a ser enfrentado. Por exemplo, não mais será possível fazer o que fizemos ano passado, quando registramos como campos Volta Redonda, Brasília e Cariacica.

    Mas o Flamengo sempre contou com um trunfo na manga: o Engenhão, Estádio Olímpico Nilton Santos, com capacidade para 45.000 torcedores.

    Só que a péssima relação entre as diretorias de Flamengo e Botafogo colocaram o Flamengo numa situação em que não deveria estar. E muitos acreditam que essa crise entre os clubes se dá por causa do vídeo do grupo de humor Porta dos Fundos, de nosso VP de Comunicação, filmado na Gávea e com apoio da Adidas; além do caso William Arão, quando Flamengo contratou o volante que não aceitou permanecer em General Severiano, chegando a devolver 400 mil reais ao clube, duas vezes – a segunda judicialmente.

    Hoje, sabemos que há mais caroços nesse angu. E como. Não posso fazer juízo de valores ou dizer exatamente o que quero dizer, mas posso apresentar nessa coluna uma sequência de acontecimentos. É o que farei a seguir.

    Maracanã e as cartas marcadas

    O Flamengo sempre sonhou com a operação do Maracanã, e essa foi a oferta feita a Marcio Braga por Sergio Cabral, ainda em 2007, quando o clube desistiu de participar da licitação de concessão do Engenhão. A informação é de Cesar Maia, ex-prefeito, em entrevista ao Mundo Bola, confirmada por nosso ex-presidente e tabelião Márcio Braga.

    Foi prometido ao clube que ele poderia participar da licitação como poderia ter participado da concessão do Engenhão e, cinco anos depois, o clube viu-se enganado e preterido do processo.

    O edital foi feito por uma empresa contratada pelo estado do Rio de Janeiro, uma das que integram o conglomerado de empresas de Eike Batista, hoje preso na Operação Lava-Jato. O Ministério Público mostrou que o edital foi feito na sede da Odebrecht em Botafogo, reunindo a empresa que venceria a licitação fazendo ajustes no edital para que chegassem ao melhor contrato possível para o Consórcio Maracanã, que seria formado por 90% da Odebrecht, 5% da Andrade Gutierrez e 5% do… Eike Batista. Isso mesmo, Eike é dono da empresa que escreveu o Edital de Licitação e é dono da empresa que venceu o edital de licitação. Hoje, estão presos também os donos das duas empreiteiras (Eike Batista foi solto ontem, aliás), que repassariam no futuro sua parte à Odebrecht, hoje única operadora do Consórcio.

    Em grampo capturado pela Polícia Federal, pudemos saber quais as reais intenções dos envolvidos. Além deles, quase todos os membros do Tribunal de Contas do Estado também estão presos por receberem propina para aprovação de todas as etapas do processo, com superfaturamento, propinato e cartas marcadas.

    A coluna Radar já mostrava que estava tudo encaminhado para Eike e Odebrecht:

    http://blogdogarotinho.com.br/lartigo.aspx?id=13223

    De todos os envolvidos na Licitação do Maracanã, poucos são os que ainda não estão livres, e ainda há de respingar no Iphan, que liberou a demolição da cobertura do Maracanã aumentando o valor da obra em mais de 300 milhões de reais, mesmo que a cobertura fosse tombada.

    Por essas e outras, a GL Events e a CSM, parceiras do Flamengo na tentativa de adquirir a concessão do Maracanã, agora que a Odebrecht a vende depois de ter todos os seus executivos presos, desistiu do processo. Porque tudo indica que a qualquer momento a licitação possa ser cancelada, uma vez que o Ministério Público prove que o edital da licitação foi feito sob medida para que o grupo ganhasse a concessão.

    O Engenhão nunca ofereceu risco

    Quando assumiu o estádio em 2007, o Botafogo fez um laudo contestando as condições do estádio, avisando que a cobertura se deslocou mais que o programado, que havia rachaduras, problemas hidráulicos e elétricos por toda parte. A prefeitura fez questão de dizer que não havia problemas estruturais e que os reparos menores poderiam ser feitos.

    Em 2010, mediante novo laudo botafoguense, o ex-prefeito Eduardo Paes convocou coletiva para dizer que estádio não corria risco algum:

    http://www.portal2014.org.br/noticias/2423/ENGENHAO+NAO+OFERECE+RISCO+DIZ+PREFEITO.html

    Em 2012, Botafogo voltou a apresentar laudo e mais uma vez foi ignorado pela prefeitura, que alegava que o Estádio Olímpico João Havelange estava em perfeitas condições.

     

    Divulgação

     

     

    O plano de sócio-torcedor

    Às voltas com as novas administrações, recém-eleitas poucos meses antes no ano de 2013, Flamengo e Fluminense planejavam lançar seus programas de Sócio-Torcedor. O do Flamengo, por exemplo, arrecadou 26,7 milhões de reais para o clube em 2016 com uma média de 59 mil sócios. Agora em 2017 já somos 90 mil e clube deve arrecadar mais de 35 milhões de reais, mais que nosso futuro patrocinador master vai pagar em 2018, a Carabao Energy Drink.

    Mas o que o Sócio-Torcedor tem a ver com o caso Engenhão? Veja bem, um plano de Sócio-Torcedor voltado para desconto em ingressos precisa de um sistema de tickets e catracas funcionando em conjunto, e o clube precisava definir um estádio fixo como sua “casa” para lançar o programa, e para também lançar carnês de jogos.

    O Flamengo assinou dia 19 de março de 2013, para mandar seus jogos no Engenhão até o final daquela temporada. Sem ter a certeza da utilização do Maracanã – que não tinha mais data certa para inauguração e ficaria nas mãos da CBF e Fifa para a competição de seleções.

    Os dirigentes da Gávea decidiram renovar a locação do estádio botafoguense, que vigorou de setembro de 2010 até dezembro de 2012. O contrato assinado entre Botafogo e Flamengo, previa participações em receitas como estacionamento e restaurantes, além de poder realizar ações de marketing no local e implementação do programa de Sócio-Torcedor rubro-negro.

    http://globoesporte.globo.com/futebol/noticia/2013/03/flamengo-faz-acordo-com-botafogo-e-jogara-no-engenhao-ate-o-fim-do-ano.html

    Assim sendo, Botafogo jogava em seu estádio no Engenhão durante o tempo de concessão de 20 anos, o Flamengo e o Fluminense jogariam lá em 2013 e o Vasco jogava em São Januário. Mas aí um problema foi criado para o Governo do vascaíno Sergio Cabral, hoje residente em Bangu…

    O dilema de Cabral

     

    O grande problema de Flamengo e Fluminense assinarem com o Botafogo, é que o Edital de Licitação do Maracanã era bem claro, ao estabelecer as cláusulas obrigatórias do Concessionário:

    — Parceria com pelo menos dois clubes sob contrato;
    — 40 jogos anuais com carga de ingressos de pelo menos 40 mil ingressos

    Esses dois itens tornaram-se um problema. Como assinar o edital se Flamengo, Fluminense e Botafogo jogariam no Engenhão e Vasco em São Januário?

    Então, oito dias depois de os clubes assinarem com o Estádio Público do Município gerido pelo Botafogo, Eduardo Paes convoca uma coletiva surpresa, após negar por diversas vezes problemas com o estádio e chegar a fazer pouco caso do “risco de cair a cobertura”.

    http://esportes.estadao.com.br/noticias/geral,prefeito-do-rio-fecha-o-engenhao-imp-,1013727

    Durante a coletiva, o prefeito avisa que um “novo laudo” indica riscos da cobertura cair com ventos acima de 63 Km/h e fecha o estádio por tempo indeterminado, até que estudassem que medidas tomar.

    Curiosamente, essa data coincide com o fim da “garantia” do estádio, período de cinco anos que as empreiteiras envolvidas (Delta, Odebrecht e OAS) deveriam corrigir qualquer problema de construção.

    Ainda, Eduardo Paes fez questão de afirmar durante a coletiva que ele não era responsável, nem pela construção, nem pelo fechamento do mesmo, e que o fazia apenas para “proteger” o povo carioca.

    Curiosamente, o prefeito é do mesmo partido de Sergio Cabral, o PMDB, e a Odebrecht é uma das principais financiadoras de campanhas de ambos os membros do executivo em questão, Paes e Cabral…

    https://www.facebook.com/MarceloFreixoPsol/videos/1186139061426348/

     :

    O que veio depois

    Depois do fechamento do Engenhão, tivemos uma série de acontecimentos.

    Uma semana depois, Flamengo e Fluminense viram-se presos ao Maracanã e assinaram. Fluminense assinou primeiro por 35 anos e Flamengo depois, só que apenas até o fim do ano.

    http://extra.globo.com/esporte/flamengo-assina-acordo-para-jogar-no-maracana-ate-fim-de-2013-9945022.html

    Mais tarde, Flamengo viria a renovar o contrato com alterações, até dezembro de 2015.

    O mais curioso, é que o Botafogo se viu obrigado a assinar com o Maracanã. Mas ao contrário do Flamengo, em vez de fazer contrato curto já que em breve teria seu estádio de volta, fez um contrato como o do Fluminense, de 35 anos. E pegou um empréstimo, nunca cobrado pela Odebrecht na assinatura do mesmo.

    Só que posteriormente, a Odebrecht acenou com a possibilidade de dividir a gestão do Engenhão com o Botafogo, e o presidente alvinegro não negou a possibilidade do mesmo.

    http://extra.globo.com/esporte/botafogo/contrato-de-emprestimo-de-20-milhoes-com-construtora-ameaca-futuro-do-botafogo-16260324.html

    Seria o golpe definitivo da Odebrecht, que viria a controlar Maracanã e Engenhão, praticamente obrigando o Flamengo a fechar com ela ou não ter onde jogar. Posteriormente, Carlos Eduardo Pereira, o presidente do Botafogo, passou a ter uma posição dura comtra o Flamengo pelos motivos que mencionamos no início da coluna. Mas será que aqueles são mesmo os motivos?

    Vale dizer que a assinatura do Botafogo era muito valiosa, uma vez que com Botafogo e Fluminense assinados pelos 35 anos da Concessão, empresa cumpria de cara a obrigatoriedade de dois clubes cariocas parceiros sob contrato até o final da concessão.

    Só se sabe que a Odebrecht foi obrigada pela prefeitura a reformar o Engenhão, que ficou três anos fechado. Orçamento da obra de “reforço” da cobertura em R$ 100 milhões, foi entregue após as Olimpíadas com prestação de gastos de apenas R$ 55 milhões.

    http://oglobo.globo.com/esportes/custo-de-reforma-do-engenhao-ja-esta-em-100-milhoes-14265717http://www2.sidneyrezende.com/noticia/239706+engenhao+tera+reforma+de+ate+r$+523+milhoes+para+rio+2016

    Talvez a única obra olímpica sem sobrepreço e estouro de orçamento, pelo contrário, economia de 45%. E olha que ainda fizeram obras de adaptação no Engenhão para receber os Jogos Olímpicos.

     
    Curiosamente, as empresas ainda estão na justiça tentando ressarcimento do pagamento, alegando que a garantia do estádio já estava vencida. Podem recuperar o valor.

    Mas foi um custo pequeno para quem conseguiu, com o fechamento do Engenhão, assinar com Flamengo, Fluminense e Botafogo, garantindo assim que jamais teria sua concessão cassada.

    Necessário lembrar que a cidade do Rio de Janeiro passou entre 2013 e 2016 por vendavais monstruosos, acima de 100Km/h e nunca tivemos notícia de abalo no Engenhão, como nos exemplos abaixo:

    http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2013/10/ventos-fortes-atingem-o-rio.html

    https://noticias.uol.com.br/album/2013/05/06/ventos-de-90-kmh-causa-transtornos-no-rio-de-janeiro.htm

    https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2014/08/05/rio-de-janeiro-registra-ventos-de-ate-76-kmh-durante-a-madrugada.htm

    A conclusão é sua, leitor

    Mais alguém aí enxergou o que aconteceu? O colunista prefere não desenhar, mas deixou transcritos todos os fatos na ordem em que aconteceram, com fontes e informações. Faça você seu julgamento.

    • Cabral promete Maracanã ao Fla que desiste do Engenhão em 2007
    • Botafogo compete sozinho pelo Engenhão e vence
    • Botafogo apresenta laudo com problemas no Engenhão
    • Começa a reforma do Maracanã no Governo Cabral
    • Cabral tem suas campanhas com financiamento maciço de empreiteiras
    • Empresa do Eike escreve o Edital
    • Grampo mostra que Eike e Odebrecht mantinham reuniões
    • Sai o Edital que exige parceria com dois clubes
    • Dois clubes grandes do Rio não tem estádio
    • Eike concorre com outra de suas empresas em sociedade com Odebrecht
    • Eike e Odebrecht vencem o Edital
    • Começa a Construção do Maracanã
    • Flamengo e Fluminense assinam com Botafogo por 3 anos
    • Botafogo apresenta novo laudo com problemas do Engenhão
    • Eduardo Paes convoca coletiva para dizer que Engenhão não tem problemas
    • Maracanã atrasa
    • Flamengo e Fluminense tem novos presidentes
    • Novos Presidentes querem lançar programas de Sócio-Torcedores
    • Maracanã atrasa
    • Flamengo e Fluminense assinam com Botafogo por mais um ano
    • Oito dias depois, Eduardo Paes fecha o Engenhão usando laudo
    • Eduardo Paes convoca coletiva e diz que há risco de cair
    • Oito dias depois, Flamengo e Fluminense assinam com Maracanã
    • Botafogo também assina com Maracanã
    • Botafogo pega empréstimo com Maracanã
    • Flamengo renova com Maracanã
    • Engenhão fica três anos em obra
    • Odebrecht paga obra do Engenhão que custa 45% a menos que previsto
    • Presidente do Botafogo alimenta animosidades contra o Flamengo
    • Presidente do Botafogo assume que Odebrecht pode dividir gestão do Engenhão
    • Presidente do Botafogo proíbe Flamengo de jogar no Engenhão
    • Flamengo viaja por todo o Brasil jogando em Arenas “Elefantes Brancos”
    • Flamengo negocia pontualmente jogos com Maracanã sem opções no Rio
    • Marcelo Odebrecht é preso
    • Sergio Cabral é preso
    • Secretário de Obras do Estado é preso
    • Eike Batista é preso
    • Membros do TCE são presos
    • Todos por negociarem propinas e/ou superfaturamento nas obras
    • E tem gente aí que ainda acredita que a Cobertura do Engenhão ia cair.

     
    Saudações Rubro-Negras!

     
    Bruno de Laurentis escreve todas as sextas-feiras. Siga-o no Twitter: @b_delaurentis

     


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  • Análise do Ninho: Libertadores 2017 – Atlético-PR 2 x 1 Flamengo

    O Flamengo repetiu o script da partida contra o Universidad Católica e foi derrotado pelo Atlético Paranaense fora de casa por 2 x 1.

    Porém, pode garantir a vaga automaticamente na próxima rodada. Para isso terá que vencer os chilenos em casa e torcer para o San Lorenzo não vencer em hipótese alguma em Curitiba.

    O jogo de ontem é mais um daqueles para martelar as oportunidades perdidas, os lances desperdiçados e entender o porquê do Flamengo não ir costumeiramente longe na Libertadores. Sem vencer fora de casa fica difícil. Falta aquela casca de time copeiro, que domina e vence o jogo.

    Zé Ricardo voltou a utilizar os três volantes: Márcio Araújo, Rômulo e Arão. Sem Éverton, machucado, Trauco foi a opção, e sem Diego, Gabriel foi a escolha. Na frente, o pobre do Guerrero, que fazia as funções de meia, ponta e, quando tinha fôlego, de atacante.

    O começo de jogo foi de pressão do Atlético Paranaense. Quando o Flamengo ainda buscava entender o que estava acontecendo, levou um bola na trave. Mas reagiu, passou a tocar mais a bola, porém esbarrava na falta de gente no ataque.

    Guerrero por inúmeras vezes pegava na bola e não tinha ninguém para acompanhá-lo. Quase marcou um gol em jogada onde criou sozinho a situação de perigo. Trauco pouco apareceu pela esquerda, se preocupou mais em fechar a linha de quatro do que encostar no ataque.

    Quando o Flamengo já tinha respirado e começado a tocar a bola pra achar o espaço, levou o gol em falha patética do Muralha, apesar de ter achado um pouco de falta. Novamente a equipe leva gol em bola parada fora de casa!

    Na volta do segundo tempo o Flamengo percebeu um adversário recuado e passou a ficar mais perto da área. Trocava passes, porém no ataque, de forma a encontrar uma brecha na defesa paranaense.

    Guerrero fazia chover, abria a defesa com um simples toque. O calcanhar que deixou Gabriel livre foi emblemático. O problema é que o peruano não recebeu de volta. Inaceitável!


     
    Por mais que o Flamengo tenha feito bons jogos com os três volantes, foi com a entrada de mais um atacante e de um meia que a equipe de fato chegou de forma natural ao ataque e criou inúmeras chances nos cruzamentos de jogada trabalhada e não alçada de qualquer forma na área. Teve bola na trave e gol perdido pelo Damião em baixo da trave, depois no rebote pelo Guerrero, e principalmente pelo Gabriel dentro da área. E foram apenas por 20 minutos.

    É bizarro que o Gabriel continue tendo chances, várias oportunidades e siga sendo nulo. Foi titular domingo e ontem, e o que apresentou de novidade? E outra, precisa de um ponta pra fechar lateral quando se joga com três volantes?

    Matheus Sávio entrou pela segunda vez na Libertadores, novamente sob pressão, e fez uma partida muito boa. Demonstrou personalidade, não se abateu e criou boas jogadas pela esquerda. No primeiro passe que recebeu do Réver, cruzou na medida pro Damião, que chegou atrasado. Infelizmente o jovem talento perdeu outras chances de ser titular por conta de jogadores como o Gabriel, que teve seu contrato renovar pelo Rodrigo Caetano. Faltou o treinador apostar e confiar mais na base.

    Zé Ricardo, por fim, foi para o tudo ou nada e tirou os três volantes. Manteve Gabriel. E o Flamengo levou o segundo gol. Depois conseguiu descontar com Arão em escanteio cobrado pelo Mancuello – que não merece a titularidade, mas bate muito bem na bola.

    Sem Diego, Berrío, Éverton, e ainda sem Conca, Éderson e Vinicius Jr. O Rubro Negro sofre pela falta de jogador que decida. Hoje, só tem o Guerrero.

    Agora é Maracanã. O CAP entra em campo às 21h. O Flamengo já saberá em campo se com a vitória estará já classificado ou não.

     
    André Amaral comanda há anos o Ninho da Nação, um dos blogs rubro-negros mais importantes da internet. Siga-o no Twitter: @Ninhodanacao.
     

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  • Atlético-PR 2 x 1 Flamengo – O delay

    E o Flamengo entrou em campo contra o Atlético PR, no bonito estádio em Curitiba, com direito a grama sintética, que fazia a bola deslizar com mais velocidade, porém sem aquelas puladinhas que dá nos gramados “naturais” espalhados pelo Brasil.

    Mengão começou com sua armação de três volantes. O indefectível centralizado, mais Rômulo e Arão colocados em campo para, em tese, avançar mais e fazer a bola chegar em nosso Cavaleiro Solitário, o Guerrero. Trauco bem marcado pelos atleticanos no primeiro tempo, não viu a bola. Pará também não avançava. Gabriel seguia em seu estilo coadjuvante de sempre, talvez para a torcida perguntar, pela enésima vez, do porque de sua presença em campo e porque não, pelo amor de Deus, aproveitar Matheus Sávio, Paquetá, Mancuello, ou mesmo o cara que entrega Gatorade pro time.

    Atlético PR começou assustando em bom lance que terminou com bola na trave. Primeiro cartão de visitas. Logo depois, Guerrero fez bonita jogada pelo centro, deu um drible de corpo, se livrou do marcador, ia marcar o golaço e…chutou para fora. Flamengo começava a exercer um certo domínio do meio para frente. Atlético-PR, um time muito bem treinado pelo Autuori dava poucos espaços, se recompunha com velocidade e se compactava muito bem. Pecava na falta de talento do time, porém sobrava em motivação.

    Até que em um lance de bola parada, o “general” (não sei porque a transmissão insistia em chamar o zagueiro assim) Thiago Heleno deu uma cabeçada de DVD, jogando o corpo para trás, no alto, e fazendo a cabeça dar uma “chicotada” na bola. Estava marcado pelo controvertido Rafael Vaz, que preferiu não ir no corpo e anular esta jogada. Mas a bola subiu e foi descaindo em trajetória elíptica. Talvez embevecido pela beleza da jogada, Muralha demorou a saber o que fazer e quando foi na bola, era tarde. Gol do Atlético. Até imerecido na hora, mas futebol não é justo, e está nem aí para o que você acha.

    Flamengo tentou avançar o time mas de forma inócua. As jogadas de ataque não fluíam.

    Foto: Staff Imagens / Flamengo

     
    Aí veio o intervalo. A ordem do Autuori foi:”Façam cera. Muita”. A ordem do Zé Ricardo foi: “Deixem Marcio Araujo organizar a saída de bola”. E assim foi, Marcio Araujo, o dono do time com este Zé Ricardo ainda de treinador, entrou no segundo tempo desfilando sua enorme dificuldade em organizar lances mais decisivos. Mas a bola tinha que passar por ele. Flamengo no modo arame liso chegava perto do gol e nada. A hora passando. Zé Ricardo devia estar dormindo no banco e nenhuma mexida, troca de posição mais ousada, nada. Estava satisfeito. Talvez confiava em um milagre espontâneo. Deve ser bem religioso. Eis que em um lance perigoso, em mais um belo lance do Guerrero, Gabriel se enrola todo na área e perde gol feito. Não que se esperasse muito, mas é aquilo, vai que?

    Foi a senha para que perto dos 30 minutos o Zé Ricardo despertasse de sua letargia e resolvesse substituir. Colocou Damião e Matheus Sávio. Guerrero passou a ter companhia, Flamengo ganhou um meio mais talentoso, e Trauco voltou bem à lateral. Time melhorou demais. As chances começaram a pipocar. E o Flamengo perdeu um gol atrás do outro com Damião, sempre por um triz para a bola entrar.

    E ela entrou. No gol do Flamengo. Zé Ricardo tirou Marcio Araujo, enfim, para colocar Mancuello. No desespero. Mas isto culminou em gol de contra-ataque do Atlético pegando a frente de zaga aberta. Desta vez Muralha não falhou.

    Logo depois Flamengo faz seu tão merecido e suado gol, pelo Arão. Juizão então dá apenas 3 minutos de acréscimo, favorecendo a cera praticada pelo Atlético-PR durante todo segundo tempo. Matheus Sávio, cagando e andando pro mito “vai sentir pressão”, ainda tentou uma última jogada, como “dono do time” na ocasião, mostrando boa personalidade.

    Fim do jogo. Zé Ricardo elogia a atuação do time. Orgulhoso. Vitória para ele é só mero detalhe. Estamos bem.
     

    Flávio H. de Souza escreve no Blog Pedrada Rubro-Negra. Siga-o no Twitter: @PedradaRN
     

    Foto destacada nas redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo
     


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  • Lucas Silva marca no fim, Flamengo vence e avança na Copa do Brasil Sub-20

    Embora o empate já bastasse para o Flamengo avançar às quartas de final da Copa do Brasil Sub-20, os Garotos do Ninho lutaram até o fim e conseguiram a vitória sobre o Figueirense, nesta quinta (27), na Gávea. Como vencera o jogo de ida em Florianópolis por 2 a 1, o placar agregado ficou em 5 a 3 para o Flamengo. O adversário do Rubro-Negro na próxima fase será o Bahia, que superou o Santos nos pênaltis, na Vila Belmiro.

    O duelo desta tarde fora equilibrado durante boa parte do tempo. O Flamengo esteve em vantagem no placar por duas vezes, com gols de Lincoln e João Pedro. Mas o Figueirense buscou o empate com Ceará e Barbosa. No último minuto, porém, Lucas Silva marcou o gol que decretou a triunfo dos Garotos do Ninho sobre a equipe catarinense.

    O jogo

    Lincoln abriu o placar de cabeça, aproveitando um ótimo cruzamento feito por Jean Lucas, aos 25 minutos da etapa inicial. O Figueirense equilibrou as ações do jogo, rondou a área do Fla, mas pouco ameaçou. O sistema defensivo do Flamengo estava muito bem postado e não permitiu que o Figueira chegasse com perigo.

    Precisando da virada para ao menos levar a partida para os pênaltis, o Figueirense fez duas substituições ainda no intervalo. Mais ofensivo, o alvinegro encurralou o Fla em seu campo de ataque. O domínio, entretanto, era pouco produtivo. O Flamengo por sua vez aguardava o contra-ataque, que demorou para aparecer.

    Para recuperar espaço no meio-campo, Gilmar Popoca colocou João Pedro no lugar de Vinicius Junior, que teve uma atuação abaixo do que normalmente mostra. O Figueirense insistiu e empatou  quando já não era absoluto na partida. O goleiro Vitor fez a ligação direita com Ceará, que dominou e chutou rasteiro. Gabriel Batista chegou a tocar na bola, mas não conseguiu segurar. 1 a 1 

    Os Garotos voltaram a ficar em vantagem após uma jogada bem trabalhada na etapa complementar. Moares levantou a bola no segundo pau e, Lincoln desviou para a pequena área. João Pedro só chegou para escorar e desempatar a partida para o Fla, aos 22 minutos. Fla 2 a 1. 

    Com o Rubro-Negro novamente em vantagem, o Figueirense desanimou e deu campo para o Flamengo. Jean Lucas arriscou de fora da área, Lincoln e Lucas Silva e Kleber tiveram chances, mas o Flamengo pecava na na finalização. Já perto do final do jogo, aos 44 minutos, o zagueiro Barbosa empatou pra o time Figueirense. 2 a 2. 

    Lincoln saiu para a entrada de Loran, e o centroavante teve participação decisiva no gol da vitória. No último minuto, Loran avançou em velocidade pelo lado direito, e lançou Lucas Silva em profundidade. O camisa 7 driblou o goleiro, tirou da marcação e chutou forte, decretando a vitória rubro-negra. Fla 3 a 2. 

    Flamengo: Gabriel Batista; Kleber, Dener, Rafael e Moraes; Hugo Moura, Jean Lucas e Gabriel Silva (Luiz Henrique); Lucas Silva, Lincoln (Loran) e Vinicius Junior (João Pedro). Técnico: Gilmar Popoca.

    Foto: Gilvan de Souza

     

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  • Jogar bem e perder não é normal

    O Flamengo tem feito boas exibições na Libertadores, jogou bem os quatro jogos que fez, mas perdeu dois deles.

    Já havia acontecido no Chile, quando levou 1 x 0 da Universidad Catolica.

    Agora a história se repete diante do Atlético Paranaense, que é um bom time, mas não é melhor que o nosso. Mesmo assim, venceu por 2 x 1.

    O Flamengo, até hoje, só conseguiu ganhar deles uma vez, na Arena da Baixada, em 2011.

    Como isso é possível?

    Tá certo que o Fla não viu a cor da bola, nos dez primeiros minutos de jogo, nesta quarta-feira, mas escapou ileso e passou a dominar as ações, até o final da partida.

    Por que perdemos, mesmo jogando melhor que o adversário?

    Não me venham com o desfalque do Diego!

    O cara é craque, domina o meio de campo, mas vamos convir que o Flamengo tem se virado muito bem sem ele.

    Isso não pode servir de desculpa.

    Vamos começar pelo Alex Muralha. Chegou bem no clube, tomou a vaga do Paulo Victor e, hoje, é nítida a sua queda de produção.

    O gol que ele levou dos paranaenses, foi digno de um peladeiro. Uma bola perdida na área, toda pra ele e o cara sai catando borboleta?

    Esse Muralha está precisando voltar a treinar e jogar com mais seriedade. Tá mais preocupado com seu cabelinho, sua barbinha e sua mulher gostosa? E o futebol?

    Nem pênalti mais ele consegue defender. Erra todos os lados que o batedor escolhe.

    Até o Tite esqueceu dele na Seleção Brasileira. E o pior é que nem temos um bom reserva para o Muralha (ou seria murinho?).

    Gabriel, que considero um ótimo jogador (podem me atirar pedras) alterna bons e maus momentos. É muito irregular e um jogador assim não pode ser titular. Banco nele!

    O Zé Ricardo continua sendo um bom técnico, mas erra demais nas substituições. Sem falar que demora a fazer as mudanças.

    E, na coletiva, ao final do jogo, o Zé Ricardo elogia o time. Elogiar um time que perde jogando melhor?

    Tem é que cobrar dos jogadores seriedade na hora de concluir. Vão treinar!

    Queria resolver o jogo com Leandro Damião? Tás de sacanagem, né?

    Esse Leandro Damião só deu certo no início de carreira no Internacional, em 2010/2011. De lá prá cá passou por um monte de time e não se firmou em nenhum. Pertence ao Santos que não o quer de volta. Tá doido prá se livrar dele!

    Um centroavante que não sabe cabecear? Foram três cabeçadas, do Damião, duas muito altas e uma que bateu na trave.

    E dá-lhe domínio do Flamengo!

    O Guerrero é artilheiro? Com certeza. Só não é craque. Mas seria muito mais se não fosse tão displicente e perdesse tantos gols, como aconteceu neste jogo e em outros este ano.

    Diriam os festeiros: “O Guerrero está fazendo o melhor começo de temporada dele no Brasil”.

    Pô, dez gols em quatorze jogos é bom?

    Pode até ser, mas é insuficiente, perto das chances que desperdiça.

    Vejam que o Cone Fred, no Galo, fez mais gols do que partidas que disputou.

    Quer saber quem são os “famosos” que já fizeram mais gols que o Guerrero este ano?

    Brenner (internacional), Rafael Oliveira (Botafogo-PB), Ulisses (Cordino-MA), Léo Gamalho (Goiás),

    Romarinho (Ceilândia)… Vou parar por aqui, pois tem mais uns seis na frente do Guerrero, inclusive jogador do Piauí.

    O Guerrero é mascarado e acha que chutando de qualquer jeito a bola entra. Vai se catar!

    Sem falar que leva cartão amarelo em quase todos os jogos.

    O Flamengo teve onze erros de finalizações diante do Atlético Paranaense. Destes, pelo menos quatro
    deles foram os chamados “gols que até a minha avó faria”.

    Gente, jogar melhor que o adversário e perder não é normal!

    O problema está nas finalizações e isso é óbvio.

    Podemos nos classificar para o mata-mata da Libertadores, no próximo jogo, contra o Universidad Católica, no Maraca (é nosso), mas se continuarmos perdendo gols de montão, seremos eliminados nas oitavas.

    Começo a me preocupar é com a final do Carioca… Ser campeão do Rio este ano é obrigação!

     
    Paschoal Ambrósio Filho é jornalista e autor dos livros 6x Mengão, 100 Anos de Bola, Raça e Paixão e PentaTri


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  • Carta aberta ao Zé Ricardo

    Bom dia, Zé! Nem sei se posso dizer que é um bom dia. Flamengo perdendo não há humor que segure. Queria escrever algumas palavras para você. Provavelmente você nem irá ler essa carta, mas pelo menos do coração eu não vou morrer por guardar raiva.

    Eu gosto do seu trabalho. Gosto muito. Os meus leitores, os meus seguidores nas redes sociais sabem que não estou mentindo. Mas você está vacilando. Está colocando a perder esse trabalho tão valoroso que eu citei. Por insistências, atitudes e declarações.

    Zé, Gabriel não dá mais. Não dá. Sei que ontem estava difícil de encontrar opções. Eu também iniciaria o jogo com ele. Mas ele foi o pior em campo no 1º tempo e… você voltou com ele no 2º! Não só isso, como o manteve o jogo inteiro. Não dá! Reveja isso aí, nossa torcida não aguenta mais esse cara.

    Outra coisa: Leandro Damião? Sempre? Cadê o Felipe Vizeu? Se não tem a experiência do Damião, tem muito mais talento e potencial. Já marcou em jogos importantes e sempre sai da relação de reservas. Existe algum problema? Nós, torcedores, precisamos saber o que está acontecendo, porque só pode estar acontecendo alguma coisa.

    Zé, quero acreditar que o Donatti não jogou ontem por não estar 100%. Porque o Vaz traz insegurança a defesa. Não dá nem para compensar essa insegurança com o goleiro, porque Muralha também está nos tirando o sono. Conversa com a diretoria e pede um novo goleiro para disputar com o nosso titular.

    Por fim, acho que você é muito consciente nas entrevistas. Muito bom mesmo. Mas parabéns por ontem? Jogamos bem, fomos, na minha opinião, melhores no jogo. Mas não vencemos. Fomos incompetentes. Muito incompetentes em concretizar nossas chances de gol. Então, na entrevista, concordo que você não deva expor o grupo. Mas da maneira que você está falando, você preserva o vestiário e acaba com o maior suporte que pode ter: o apoio da torcida rubro-negra.

    Zé. Põe fogo nesse vestiário. Falta aquele sentimento de decisão, de chegada, de que ninguém pode com o Flamengo. Estamos respeitando demais. Vamos pra cima, vamos decidir os jogos! Com elenco infinitamente piores, conquistamos títulos somente na mística rubro-negra e na torcida. Ainda estamos bem em todas as competições de 2017. Mas a hora é agora!

    Saudações Rubro-Negras

     
    Felipe Foureaux escreve todas as quintas-feiras. Siga-o no Twitter: @FoureauxFla


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  • Não fale espanhol: a tentativa de tapetão do Atlético-MG e um pouco mais de 1981

    “Não tente falar espanhol. Irão rir de você.”

    A recomendação, bastante clara, de uma raposa felpuda dos bastidores do futebol internacional, é bem recebida pelo presidente, que irá segui-la à risca. Com efeito, a reunião da Confederação Sul-Americana (CSF), a ser realizada em sua sede, em Lima-PER, se aproxima. O Flamengo manifesta plena confiança na decisão a ser tomada. Mas está atento a qualquer detalhe, mesmo os que pareçam, à primeira vista, insignificantes.

    Em pauta, o julgamento do requerimento do Atlético-MG, que pleiteia a anulação da partida-desempate do Grupo 3, realizada no Estádio Serra Dourada, em Goiânia/GO, interrompida após 32 minutos e encerrada após uma breve tentativa de reinício, sepultada pela insuficiência de jogadores da equipe mineira, com cinco jogadores expulsos (Reinaldo, Éder, Palhinha, Chicão e, enfim, João Leite). O Atlético alega erro de direito decorrente do árbitro José Roberto Wright ter expulsado todo o banco de reservas (com base na impressão de um repórter de campo, que transmitia a partida) e depois permitido aos mineiros realizar duas substituições. Também pontua que não havia segurança suficiente no estádio, evidenciada pela invasão a campo de seus próprios dirigentes, e, por fim, assinala que as regras do jogo foram violadas quando se permitiu a pintura do gramado com figuras geométricas.

    Nem mesmo os mineiros acreditam na possibilidade de êxito da iniciativa. Primeiro, porque a CSF jamais, até então, reverteu qualquer resultado de campo, no âmbito da Taça Libertadores. Segundo, porque a estrutura de argumentação é frágil e não resiste à apresentação de evidências primárias (a suposta “expulsão generalizada” do banco de reservas é categoricamente descartada na Súmula apresentada por Wright, a invasão de campo dos dirigentes do clube demonstra interesse em “melar” a partida, e os motivos geométricos do gramado foram expressamente autorizados com antecedência, sendo inclusive utilizados em outros jogos, inclusive da Seleção Brasileira). Com a derrota iminente, resta o proselitismo político, com senadores, deputados e mesmo o governador do estado proferindo discursos inflamados defendendo a “honra do povo mineiro”. Afinal, ano que vem haverá eleição.

    O Flamengo, a exemplo do adversário, manda sua força-tarefa a Lima. O presidente se encarrega de trabalhar para assegurar a manutenção do resultado de campo (o rubro-negro detinha a vantagem do empate, após 120 minutos). Enquanto isso, outros dirigentes, dentre os quais o presidente de honra, já costuram um acordo para a definição dos grupos das Semifinais da Libertadores, que será consumada na mesma reunião.

    O Flamengo já definiu. Quer enfrentar os uruguaios.

    Além do rubro-negro, estão nas Semifinais o Cobreloa-CHI (que “passou o carro” em sua chave, com a La U e duas equipes peruanas), o Jorge Wilsterman-BOL (que, com a ajuda do brasileiro Jairzinho, derrotou o The Strongest e dois equatorianos para se classificar), o Deportivo Cali-COL (grande zebra da competição, após eliminar o favorito River Plate em pleno Monumental de Nuñez) e o Peñarol-URU (que confirmou o favoritismo e, na chave mais fraca – dois venezuelanos e o modesto Bella Vista – fez a melhor campanha da Primeira Fase), que irão se juntar ao Nacional-URU, atual campeão e detentor de vaga cativa nesta Fase.

    A CSF já sinalizou como serão divididas as chaves. Pelo regulamento, equipes do mesmo país deverão ser agrupados, para evitar uma eventual final doméstica. Assim, Peñarol e Nacional ficarão juntos. A outra chave obrigatoriamente terá a presença do Deportivo Cali, pois uruguaios e colombianos estão em pleno confronto direto pelas Eliminatórias para a Copa, e jogos entre clubes desses países poderiam ser esvaziados. Assim, define-se que um dos grupos terá o Deportivo Cali. O outro, os uruguaios.

    Os dirigentes do Flamengo reúnem-se com Nacional e Peñarol, manifestando a intenção de formar entre si um dos grupos. Os interesses são comuns. Viagens mais curtas e menos desgastantes. Jogos em estádios amplos, com bons gramados, eliminando o risco de partidas em alçapões e, principalmente, da temida altitude de cidades como Calama e Cochabamba. Ademais, as partidas entre as três equipes de maior expressão entre os semifinalistas teriam maior apelo, garantindo ótimas arrecadações.

    É um tema sensível ao Flamengo. O rubro-negro, embora consideravelmente mais organizado, ainda não desfruta de plena autonomia estrutural. Recentemente anuncia a necessidade de cortar 10% de seu quadro administrativo, para cortar gastos. O elenco, agora Campeão Brasileiro, valorizou-se a ponto de se tornar o mais caro do país. Para complicar, o Campeonato Estadual irá se arrastar por três longos turnos, repletos de jogos deficitários. Mesmo a Libertadores tem trazido públicos decepcionantes. Com efeito, a única partida no Maracanã, na Primeira Fase, que apresentou uma arrecadação positiva (ou seja, acima de 60 mil pagantes) foi o confronto com o Atlético-MG (62 mil – os jogos contra os paraguaios de Cerro Porteño e Olimpia reuniram, respectivamente, 25 mil e 38 mil espectadores). Nesse contexto, enfrentar equipes relativamente desconhecidas, como Deportivo Cali, Cobreloa e Wilsterman traz, novamente, a perspectiva de arrecadações relativamente baixas.

    No entanto, os jogadores e a comissão técnica não pensam assim.

    A perspectiva de enfrentar os uruguaios logo de cara não anima o elenco. Ainda está vivo na memória o sofrimento vivido pelo Internacional de Falcão na final da edição anterior, em que a equipe gaúcha foi vítima da catimba e da violência do Nacional. Embora os jogadores estejam cientes das características da competição, entendem ser desnecessário atrair, de forma artificial, dificuldades que minem o aspecto esportivo. Os jogadores estão com fome de vencer a competição, especialmente após transporem a duríssima Primeira Fase (o Grupo da Morte). Não querem perder eventuais perspectivas de vantagens.

    Após uma ou outra entrevista mais contundente, os líderes do elenco e da comissão técnica são chamados para uma “conversa amistosa” com a Diretoria, com o fito de “harmonizar” o discurso. Após o encontro, com certas tintas de esporro, o elenco “subitamente” se torna favorável a enfrentar os uruguaios.

    Lima. Após alguns adiamentos (o último dos quais decorrente de um prosaico atraso no voo que conduzia dois membros do Comitê Executivo), enfim é realizada a reunião que definirá os rumos da Taça Libertadores de 1981. A primeira pauta, referente ao pedido de anulação do jogo de Goiânia, transcorre dentro do esperado. Flamengo e Atlético-MG desenvolvem suas respectivas alegações (o dirigente mineiro expressa-se em um “portunhol” que arranca sorrisos dos presentes), após as quais o grupo de cinco julgadores se tranca no Gabinete, lá permanecendo por cerca de quarenta minutos (dos quais, cerca de 35 são utilizados para assistir ao VT da partida inacabada). A decisão é anunciada, sem surpresas. Por 5 votos a 0, o resultado de campo é mantido, e o Flamengo é confirmado nas Semifinais.

    Mas para atingir o segundo objetivo (manter-se no grupo dos uruguaios), as dificuldades se mostram mais árduas. A primeira voz de objeção é levantada pelo Cobreloa, que alega “não ter certeza” de qual quadro seria mais favorável à sua equipe, e com isso faz questão da realização de um sorteio para a definição dos grupos. O Deportivo Cali também defende enfrentar o Flamengo, “pegando carona” na popularidade de Zico, que certamente reverterá em uma fabulosa arrecadação em Cali. A própria CSF não vê com bons olhos a formação de dois grupos “desequilibrados”, gerando jogos esvaziados em um dos grupos. O Flamengo argumenta, negocia, regateia. Mas, dessa vez, é voto vencido. A Confederação decide-se pelo sorteio.

    E assim, as chaves estão definidas. O Grupo 1 será formado por Deportivo Cali, Jorge Wilsterman e pelo Flamengo. E o Grupo 2 reunirá os uruguaios de Nacional e Peñarol, além do Cobreloa.

    Ao menos, o rubro-negro consegue ser atendido em uma importante demanda. Ao perceber que terá que ceder na questão do sorteio, requer que as partidas de seu grupo sejam disputadas apenas em outubro. Não é uma questão banal. Somente em setembro já estão marcados oito jogos, sete pelo Estadual e o aguardado amistoso com o Boca Juniors. Enfiar mais quatro partidas no mês arrebentaria o elenco, que já apresenta sinais de desgaste. E, após mais uma arrastada rodada de negociações, o Flamengo consegue que as partidas se iniciem apenas em outubro, numa vitória importante de bastidores. Terá um mês para estudar adversários, logística, pontos fortes e fracos dos dois desconhecidos e perigosos adversários.

    Para disputar a competição como deve ser jogada. Dentro e fora de campo.

    * * *

    – O Flamengo, com quatro vitórias em quatro jogos, venceu seu Grupo nas Semifinais e qualificou-se para disputar a final com o surpreendente Cobreloa, que eliminou os uruguaios com três vitórias e um empate. Como temia a Diretoria, as arrecadações no Maracanã nesta Fase foram baixas, públicos de 28 mil e 7 mil contra Deportivo Cali e Wilsterman, respectivamente.

    – Em 1982, o Flamengo, com o prestígio de Campeão Mundial, conseguiu alinhavar um acordo mais sólido, e impor sua preferência. Assim, nas Semifinais, após reunião da CSF no Rio de Janeiro, formou-se o “Grupo do Atlântico”, com Peñarol e River Plate, enquanto o “Grupo do Pacífico” reuniu Olimpia-PAR, Cobreloa-CHI e Tolima-COL. A definição se deu sem a realização de sorteio. O clube, após a disputa dos jogos, não repetiu o ano anterior, caindo com duas vitórias e duas derrotas. O público no Maracanã nas duas partidas foi considerado excelente. 68 mil contra o River Plate e 91 mil diante do Peñarol.

     
    – Os Alfarrábios do Melo entram em recesso, devido a férias do titular, retornando em 31 de maio. Um bom mês a todos.

     
    Adriano Melo escreve seus Alfarrábios todas as quartas-feiras aqui no Mundo Bola e também no Buteco do Flamengo. Siga-o no Twitter: @Adrianomelo72
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  • Alecsandro, que sempre elogiou salários em dia no Fla, agora entra com processo

    Quando era jogador do Flamengo, entre 2014 e 2015, o atacante Alecsandro, em reiteradas oportunidades, elogiou a seriedade da diretoria do Flamengo e que ela cumpria todos os compromissos que assumia com os jogadores.

    — O Flamengo hoje cumpre com tudo. Tudo direitinho. Não tenho um dia de atraso no Flamengo em mais de um ano no Flamengo. A diretoria é muito séria, tudo que ela promete ela está cumprindo — disse o jogador em uma entrevista ao Esporte Interativo em março de 2015.

    – Eu tô passando para todos os jogadores que eu conheço que o Flamengo hoje tem salários em dia. Porque o Flamengo foi muito malvisto em alguns anos, e isso é ruim. E hoje isso não acontece. A diretoria é séria, vem a cada dia procurando cumprir com suas obrigações. Essa diretoria hoje é digna de respeito — afirmou ele à Fox Sports em outra ocasião.

    Agora, o jogador, atualmente no Palmeiras, alega no processo que não recebeu direitos de arena de maneira devidas e que os “bichos” por vitória deveriam ter sido incorporados ao salário para cálculos de pagamento de FGTS, 13º salário e férias. O diretor jurídico do Flamengo, Bernardo Accioly, disse que o Flamengo acredita que não deve nada ao atacante. A audiência de instrução do processo está marcada para 9 de outubro.

     
     
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