Autor: diogo.almeida1979

  • Santos 3 x 2 Flamengo – Insistir no erro

    Minha namorada é fã de cinema. É uma dinâmica muito legal: ela ama o cinema, eu amo o futebol. Ela tenta assistir filmes com os olhos do diretor e eu tento assistir os jogos com os olhos do treinador. E volta e meia a gente conversa sobre isso.

    Outro dia paramos um filme no meio e eu comentei que estava muito impressionado, pois todos os atores eram muito ruins. Ela me respondeu que “quando um ator é ruim, a culpa é dele, mas quando todos os atores são ruins, a culpa é do diretor”.

    Há quem tire a responsabilidade de Zé Ricardo pela derrota de ontem. Aliás, há quem tire todo o peso dele em qualquer revés, dizendo que quem perde os gols são os jogadores. É verdade, e ontem ficou evidente, mas eu gostaria de lembrar que não é a primeira vez e nem será a última. Há um padrão muito consistente e aí, meu amigo, a culpa é do treinador.

    Pense nos jogos mais importantes do ano até aqui. Os jogos fora na Libertadores, as partidas contra Corinthians, Grêmio, Palmeiras e Santos pelo Brasileiro e a disputa nas quartas-de-final da Copa do Brasil contra o mesmo Santos. O que eles têm em comum?

    Sim, saímos de todos dizendo que poderíamos ter vencido. Jogamos melhor, criamos chances, não matamos o jogo, bla bla bla. Ontem o jogo poderia ter sido 4×0 pra gente sem problemas! Sempre tem um culpado específico, sempre tem o cara que perdeu um gol incrível, o goleiro que frangou, o volante que entregou. Mas sempre tem! Contra os dez primeiros colocados, o Flamengo só tem uma vitória. Às vezes joga bem, às vezes joga mal, mas sempre tem medo de jogos decisivos.

    Futebol se joga com a cabeça

    Se o futebol é técnico, tático, físico e psicológico, como Zé Ricardo fez questão de frisar na coletiva após o jogo, é importantíssimo deixar claro que o treinador tem responsabilidade sobre todos esses aspectos. Muita gente coloca como se o técnico fosse responsável pela parte tática, os jogadores pela parte técnica e assim por diante. Não é assim. O comandante é responsável pelo equilíbrio em todas as dimensões.

    Na parte psicológica, este é o pior Flamengo que já vi. Talvez seja o pior time profissional que já acompanhei.

    Quando tudo dá certo, o Flamengo domina o jogo, luta, perde um caminhão de gols e pode ganhar ou perder. Mas se acontece uma coisa errada, um pequeno detalhe fora do plano, o Flamengo se desmonta.

    A expulsão ontem atrapalhou muito, sem dúvida alguma, mas estamos cansados de ver times que jogam muito tempo com um a menos e seguram a pressão. Nesse mesmo campeonato, o Bahia jogou com um menos por 60 minutos e endureceu o jogo contra a gente. Ficamos quinze minutos com um a menos e desmoronamos. O Flamengo desmanchou outra vez como manteiga em um dia de verão.

    Contra o mesmo Santos pela Copa do Brasil, o erro na saída de bola de Vaz fez o time enlouquecer. Na Libertadores, foi o primeiro gol do San Lorenzo. Até mesmo contra a Chape o time mostrou uma enorme instabilidade depois do frango de Thiago.

    Os gols que levamos

    O Flamengo toma gols incrivelmente iguais. Levamos cinco gols muito parecidos contra Cruzeiro, Palmeiras, Coritiba e Corinthians. Ontem, mais uma vez.

    Gostaria de focar nos gols do William, Roger Guedes, Jô e Bruno Henrique. Contra o Palmeiras, houve falta de Mina em Guerrero nos dois lances, mas sejamos francos: nenhum time pode perder uma disputa lá na frente e ver a bola parar imediatamente dentro do seu gol. E se Mina tivesse se antecipado limpo, sem falta? A gente ia reclamar do quê? Foi o que Balbuena fez, roubando a bola na entrada da área do Corinthians e cruzando o campo em linha reta até a finalização de Jô.

    Ontem chegamos a um novo nível: tomar esse tipo de contra-ataque no tiro de meta!!! Vizeu perdeu a disputa pelo alto e havia um buraco no meio da defesa, simplesmente esperando para ser explorado. Não é possível!

     

    Staff Imagens/Flamengo

     

    Márcio Araújo é apenas um símbolo. A culpa não é toda dele, é claro! Mas ele se tornou a maior demonstração de um treinador que toma decisões importantes por pura teimosia. Parece que Zé Ricardo quer apenas provar que está certo! Com isso, vai errando sistematicamente.

    Flamengo e final

    “Deixou chegar, fudeu!” é o lema da minha geração. E não é a toa. O Flamengo sempre gostou de finais. Nos últimos 22 campeonatos cariocas, chegamos em 11 finais e vencemos todas!

     

    Staff Imagens / Flamengo

     

    Há dez anos, em 2007, o São Paulo era imbatível. Veio ao Maracanã defender uma invencibilidade de 16 jogos contra o modesto Flamengo, que iniciava a sua arrancada histórica rumo à zona da Libertadores. Com 12 pontos de vantagem e com apenas 9 gols sofridos a 10 jogos do fim, ninguém tiraria o título do frio tricolor paulista, mas era uma questão de honra derrubar o Flamengo embalado no Maracanã. O jogo ganhou contornos de final.

    E o Flamengo saiu com os três pontos. Quem estava no Maracanã sabe o motivo. Em final a gente não brinca! O Flamengo é assim!

    Ou melhor, era assim.

    Se Zé Ricardo cair, não será pelos resultados, mas sim pela insistência em erros absurdos. Todo mundo está avisando há muito tempo. Não há mais justificativa para ficar na mesma. O Flamengo que não decide é um Flamengo que não presta.

    Imagem destacada: Staff Imagens/Flamengo

    Téo Ferraz Benjamin escreve as análises táticas do Mundo Bola. Siga-o no Twitter: @teofb


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  • Mudanças

     

    A primeira atitude para se mudar os resultados de nossas ações é revisitá-las. Ao revisitá-las, precisamos estar com nossa visão sem filtros, precisamos estar despidos de preconceitos (no sentido literal da palavra), precisamos estar preparados para enxergar erros. Porque se os resultados das nossas ações não são os que esperávamos (e até quando são), os erros existem.

    No Flamengo, gigante em torcida, encantador na mídia e que conquistou a excelência administrativa e financeira que parecia intangível, reconhecer erros parece ser uma punição mais pesada do que os dirigentes podem suportar.

    Reconhecer erros não cabe na teimosia, arrogância e prepotência que se iniciou no alto escalão do clube e não tardou em chegar no departamento de futebol.
    Antes disputávamos na parte intermediária das tabelas e, hoje, disputamos na parte de cima, sempre como um dos favoritos. Essa afirmação é tão verdadeira quanto a certeza que, com os investimentos feitos, poderíamos chegar muito mais longe e jogar um futebol que nos enchesse de orgulho. Estamos longe disso.

    O que chateia o torcedor é que ele, mesmo sem formação futebolística, sem capacitação na área, já identificou os erros. E os que comandam o Flamengo insistem em não admitir. Porque enxergar, tenho certeza que enxergaram.
    Então não é difícil identificar os culpados. Não é difícil sanar os problemas. É possível fazer as mudanças que darão nova cara ao time, que transformarão um elenco acima dos padrões nacionais em um elenco vitorioso.

    Estamos perto de algo maravilhoso, de termos uma soberania real e merecida pelo trabalho desenvolvido fora de campo. Mas o futebol não é detalhe. Enquanto os erros forem tratados como falta de sorte ficaremos no quase.

    O Flamengo e sua torcida não conhecem, não aceitam e não merecem o quase.
     

    Felipe Foureaux escreve todas as quintas-feiras. Siga-o no Twitter: @FoureauxFla


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  • Árbitro goiano apita duelo desta quarta

    No jogo da décima oitava rodada do Campeonato Brasileiro de 2017, o Flamengo irá enfrentar o Santos, nesta quarta-feira (2), às 21:45, no Pacaembu, em São Paulo. Para apitar a partida, a CBF escalou o árbitro Eduardo Tomaz de Aquino Valadão (GO/CBF) e os auxiliares Fabricio Vilarinho da Silva (GO/FIFA) e Cristhian Passos Sorence (GO/CBF).

    Em 2017, o árbitro goiano já esteve envolvido em polêmicas, no jogo entre Fluminense e Chapecoense, que terminou em 3 a 3 na décima primeira rodada do Brasileirão, naquela ocasião, ambas equipes reclamaram muito da arbitragem, pela equipe catarinense a bronca ficou no primeiro gol do Flu, por um possível toque de mão do atacante, já o tricolor carioca reclama que o terceira gol da Chape, a bola n teria entrado por completo.

    Histórico em jogos do Flamengo

    Eduardo Tomaz atuou em um único jogo do Rubro Negro nos últimos anos. Nos seus últimos jogos, o arbitro tem uma média de 4,3 cartões por jogo, a maioria amarelos, e apenas 1 vermelho, apitando jogos do Campeonato Brasileiro.

    O único encontro do árbitro com o Flamengo foi durante o Campeonato Brasileiro de 2016, no duelo contra o próprio Santos, pela penúltima rodada do torneio. No duelo o Mais Querido ficou com a vitória no Maracanã, com gols de Diego e Guerrero, confirmando a classificação direta para fase de grupos da Libertadores.

    Scout do árbitro em jogos do Flamengo

    Vitórias:1

    Empates:0

    Derrotas:0

  • Na rota de Mosul

     

    “Então é assim que a gente vai morrer? Que morte horrível para todos nós.”

     
    Desde que em 2008 a torcida do Flamengo ficou encurralada em uma quina do velho Estádio Olímpico, abandonada pela PM (que no Rio Grande do Sul é chamada de Brigada Militar) e alvo de agressões que não discriminavam idade, gênero ou condição física, a FLA RS passou a adotar algumas regras básicas de segurança.

    A cada Flamengo x Grêmio marcamos um ponto de encontro. De lá a gente parte para o estádio em comboio de vans ou ônibus. Na saída, a mesma coisa, mais ou menos 1 hora depois que o jogo termina.

    Antes a gente preferia ir de ônibus, porque, como somos poucos, 1 ou no máximo 2 veículos acomodam todos. A gente pedia escolta da polícia, uma viatura ia abrindo o nosso caminho.

    O problema é que viaturas da PM chamam atenção da massa gremista que fica bebendo no entorno do estádio e gera aglomeração quando chegamos.

    FlaRS concentrando antes de um jogo do Flamengo. Foto: https://www.facebook.com/embaixadaflars/

     

    Em 2014, nosso ônibus foi cercado, ouvimos toda a sorte de impropérios e ameaças, até que a filha de um amigo nosso, uma menina cadeirante e com necessidades especiais, foi chamada de “macaquinha aleijada”. Nosso pessoal resolveu revidar, causando grande tumulto na entrada, contido com muito custo.

    Daí em diante optamos pelas vans. Muitos torcedores locais, que moram em cidades do interior ou na região metropolitana de Porto Alegre vão ao estádio nessas vans. Assim a gente consegue acessar o estádio sem despertar muita atenção, pensam que podemos ser um grupo de “colonos”, que é como os porto-alegrenses se referem pejorativamente aos gaúchos das zonas rurais.

    A Arena do Grêmio, que a gente de zoeira chama de “Arena da OAS” em homenagem ao legítimo proprietário do imóvel, é um dos estádios mais bonitos que conheço. E também é um exemplo perfeito de como as coisas são difíceis no Brasil.

    O estádio foi erguido nas margens de uma rodovia. Bem em frente fica uma ponte estaiada, um dos acessos à Porto Alegre cruzando as águas do Guaíba. À empreiteira competia apenas construir o estádio. As vias de acesso à rodovia, coisas, sei lá, de 200 metros, deveriam ser providenciadas pelo poder público, a prefeitura, o estado, a União, whatever…e, como um símbolo eterno da nossa crônica ineficiência, essas pequenas vias nunca foram construídas e nada indica que venham a ser um dia.

    Além disso, o estádio fica praticamente dentro de uma favela. Aliás, suspeito que antes tudo ali fosse uma favela, removeram alguns barracos para abrir espaço para a cancha e deixaram os outros por ali. E não é uma favela qualquer, é daquelas bem clássicas, onde as primeiras habitações são de alvenaria, coisas de classe média baixa, mas conforme se vai entrando, as casas viram barracos improvisados.

    O jogo acaba e restam duas opções aos torcedores: ficar preso em um engarrafamento interminável; se aventurar pelas ruelas e becos da favela.

    Como acontece com qualquer torcida visitante, a polícia retém no estádio a torcida adversária por longos minutos. Só pode sair quem estiver completamente descaracterizado, para não despertar suspeitas.

    Em 2014, Andreza, uma querida amiga com uma carreira de respeito em RH, tinha levado seu filho de 5 anos para entrar em campo como mascote. Julgou que, sendo mulher, com uma criança pequena e sem qualquer vestimenta rubro-negra, estaria a salvo de riscos maiores. Pegou um taxi na porta dos visitantes, ela e o filho. Cinco minutos depois estava no meio de um tiroteio entre grupos organizados rivais do Grêmio, o taxi alvejado por estilhaços de bala. Foi salva por uma moradora da favela, que se compadeceu do pânico que todos sofriam e abrigou em seu barraco Andreza, o filho, o taxista, todos ali até que as coisas se acalmassem.

    A ironia é que o Grêmio, justiça seja feita, se desdobra para tornar nossa experiência na Arena bem agradável. Lá dentro me sinto tão seguro como se estivesse no Pentágono, com seguranças educados e totalmente isolado de qualquer contato com gremistas.

    Apesar da alegria, o clima não é nunca amistoso quando o Fla é visitante. Foto: FlaRS

     

    Ano passado, mais uma derrota na conta, entramos na van, fomos na frente eu e Dr. Ivan, um prestigiado obstetra da cidade, fomos escolhidos para estar ali por sermos os 2 que vestiam casacos pretos e neutros, mais fáceis de serem confundidos com roupas de gremistas. O motorista da van achou que era arriscado demais nos deixar parados no engarrafamento, resolveu se aventurar pelo meio da favela.

    Uns 3 quarteirões para dentro a rua estava bloqueada por um carro. Ninguém passava. Em frente, uma birosca, dessas despretensiosas, reunia mais de 50 gremistas, julgamos que fossem de alguma organizada, ao menos cantavam as músicas.

    A van parou. Meu amigo Leandro, vendedor de carros de luxo, quebrou o silêncio:

    – Então é assim que a gente vai morrer? Que morte horrível para todos nós.

    Ninguém sabia o que fazer. Nas janelas, cortinas fechadas. Mas se alguém olhasse pelas frestas veria o Neco e seu neto, outro mascote que tinha entrado com o time, ambos fardados com o manto.

    Alguns gremistas saíram do boteco. Lentamente, um deles resolveu manobrar o carro, deixando um espaço minúsculo para a van passar, sob os olhares vigilantes e mal-encarados dos clientes do bar, todos uniformizados, embriagados e felizes pela vitória. Conseguimos avançar, lentamente, em silêncio, com muito medo.

    Lembrei de tudo isso vendo os vídeos do jogo em São Januário. A torcida do Flamengo, disseram, ficou mais de 2 horas confinada lá dentro. O tumulto todos viram e reviram, não preciso me alongar sobre ele.

    Porém, o que mais me chocou não foi o tumulto em si. Quando essas coisas acontecem sempre aparece gente para lembrar que os envolvidos “não são torcedores, são vândalos” ou “é uma minoria, que prejudica os torcedores de bem”.

    Só que enquanto aquela correria provocada pelas bombas atiradas pela polícia abria clarões imensos na arquibancada para tentar tirar os jogadores do gramado, os milhares que ainda estavam no estádio e que não brigavam, apenas assistiam, gritavam em uníssono “Urubu c…., quero ver sair do caldeirão” ou “Uh, vai morrer! ”.

    Não eram alguns. Eram todos, ou quase todos. Em resumo: alguns brigavam e os outros incentivavam e inflamavam o clima de horror.

    Por que digo isso? Para execrar gremistas e vascaínos, meus principais rivais? Não, claro que não. Fazemos o mesmo no nosso lado. Cantamos a mesma coisa. Ameaçamos nossos adversários. Lamentamos que o GEPE “trate bem” os que nos visitam, embora esses não tenham esse registro de bons tratamentos.

    Infelizmente, somos todos, todos mesmo, sem exceção, contribuintes dessa cultura de agressividade, violência extrema, risco permanente que permeia o ambiente dos estádios. Ninguém parece disposto a recuar a ponto de celebrar a tolerância com o rival. A intimidação é cult.

    Ir a um jogo, principalmente na condição de visitante, coisa que por razões geográficas faço com habitualidade, é estar sempre a caminho de Mossul, rezando para não ser alvo de algum jihadista.

    Não escrevi esse texto na esperança de mudar algo, de sugerir providências, de acreditar em dias menos sofridos. Escrevi apenas para desabafar e lamentar. E, quem sabe, para mostrar aos responsáveis pela gestão disso tudo que nada do que fazem funciona. Não sei se fazer diferente (por exemplo, acabar com cotas de visitantes) seria melhor. Só sei que piora a cada ano. E nada indica que vá melhorar.

     
    Walter Monteiro é advogado com MBA em Administração. Membro das Comissões de Finanças do Conselho Deliberativo e do Conselho de Administração do Clube de Regatas do Flamengo. Escreve sobre as finanças do clube desde 2009, em diferentes espaços.


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  • Programa de Sócio-Torcedor localizado: a solução para o Flamengo

     

    Desde 2013, ano de lançamento do Nação Rubro-Negra, o Flamengo vem buscando uma fórmula para transformar este no maior programa de Sócio Torcedor do mundo. No início o foco era no amor, o VP na época batia constantemente na tecla de que só o amor ao Flamengo bastava para se associar, talvez fosse a estratégia correta em um momento de fragilidade do clube onde não conseguiria grandes vantagens para seus associados. Porém o cenário é outro em 2017 e isso pode ter causado uma mudança radical no projeto.

    Abaixo está o comunicado feito pelo programa no Facebook informando que não fará mais parte do projeto Futebol Melhor, feito pela AmBev.

    Alguns talvez olhem e achem isso um absurdo, afinal, se todos os clubes estão lá, por que sair? Deve ter algo de bom (e tem mesmo), mas o Flamengo pode fazer mais.

    Procurando inspiração, o clube mandou dirigentes para Europa em diversas oportunidades, sempre buscando aprender com o Benfica e outros grandes exemplos de sucesso no programa de Sócio Torcedor, mas devemos notar que são mercados absurdamente diferentes. Não vou falar da questão de ingressos e estádios, estamos muito atrasados em relação a isso. A grande diferença entre os clubes tidos como exemplo está na diferença territorial de seus países.

    O Benfica trabalha para dar bons descontos em Portugal, talvez um ou outro em países europeus, mas o foco maior com certeza está no país sede, que tem um tamanho equivalente ao de Pernambuco – ainda é inferior ao Estado brasileiro. Trabalhar com um mercado localizado é muito mais fácil, as diferenças entre os mercados locais são bem menores. E é justamente o contrário do que fazia o Futebol Melhor.

    O programa da AmBev generalizava os torcedores, provavelmente tomando como base o mercado paulista e/ou do Sudeste como um todo, mas isso não funciona em um país continental e tão diverso. Para alguns clubes pode ser interessante ter um parceiro tão forte no mercado nacional e internacional, mas os grandes clubes podem caminhar com suas próprias pernas e buscar descontos relevantes para o seu público.

    Dar desconto exclusivamente na Centauro significa que um ST de uma cidade sem essa loja não poderá aproveitar os preços mais baixos. Há uma série de produtos com desconto para ajudar na feira do mês, mas tem que comprar em redes de supermercados presentes majoritariamente na região Sudeste. Também é importante focar em produtos presentes no dia a dia, ter 10% de desconto na Netshoes ou 20% na Centauro não faz muita diferença porque as pessoas não compram tênis todo mês, mas botam gasolina, compram comida e pagam internet e serviços online.

    A minha proposta é criar núcleos locais para buscar descontos que atendam especificamente o público da região. Com alguns representantes em cada capital, o clube poderia buscar descontos em bares, restaurantes, mercados e outros locais e produtos mais específicos. Porém é importante lembrar que isso não anula o tratamento generalizado em certos casos. Estou levando em consideração apenas o que compramos em lojas físicas, mas em lojas virtuais não teria esse problema. Quanto mais parceiros no mundo virtual melhor, afinal não há fronteiras na internet.
     

    Thauan Rocha escreve no Blog Flamenguista Imparcial. Siga-o no Twitter: @Thauan_R

     

     


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  • Peraltadas #13 – Segue o trem

    Segue o trem

    Em 19 oportunidades um jogo da Globo (Rio ou SP) marcou 30 ou mais pontos esse ano. 17 delas foram na Globo Rio. Todas em jogos do Flamengo. A última foi na quarta, contra o Santos. A audiência da partida de ontem, transmitida para todo país, salvo Pernambuco, ainda não foi divulgada.

    Desanimadora

    A fala do presidente sobre os “protegidos” foi como um soco no estômago na torcida. Ninguém espera que um dirigente chegue espinafrando parte do elenco na TV, mas citar nominalmente os quatro piores jogadores do time e tratá-los como vítimas de imprensa foi demais. Fico imaginando o Rômulo, teoricamente um selecionável, observando seu concorrente, absolutamente desqualificado, protegido por todos os lados. Complicado não desaminar.

    Vírus Fifa

    A próxima Data Fifa, com jogos entre 31 de agosto e 5 de setembro, pode se tornar um problema para o Flamengo. Os treinadores das seleções devem apresentar suas listas em menos de 2 semanas e, com a temporada europeia apenas começando, é bem provável que mais jogadores que atuam no aqui sejam chamados. Não será surpreendente se o Flamengo perder 6 jogadores para Brasil, Colômbia e Peru. Mesmo que não se tornem desfalques (temos jogos 4 dias antes e 4 depois), atrapalharia.

    “Pojeto”

    Zé Ricardo chegou ontem ao seu 87º jogo como treinador do Flamengo. Por curiosidade, fui procurar quando havia sido a última vez em que um técnico do clube teve uma sequência tão grande e descobri que já faz mais de 30 anos! Carlinhos, entre 1991 e 1993, comandou o Flamengo em 107 oportunidades.

    Errrrrou

    O empate de ontem foi melhor que o esperado, mas muito menos do que um elenco desse nível deveria proporcionar. Após a partida, 41 cruzamentos à parte, ficamos com a impressão de que daria para ter vencido. Com a frustração, os dedos foram apontados para Diego, outrora homão da porra, por outro gol de vitória perdido. Vamos com calma! Devemos cobrar mais de quem pode mais, mas ele tá muito longe de ser o problema do time. A melhora do time passa por muita coisa, mas não pela barração de Diego. Não sejam parvos.

    Apito

    Lamentável a arbitragem de ontem. Realmente o nível é muito ruim. Eu diria que foi inaceitável o que aconteceu. Como pode acontecer uma coisa assim? Por duas vezes Ricardo Marques teve a oportunidade de dar o amarelo para Márcio Araújo e nada! Seria seu terceiro. Pena.

     
    José Peralta é craque em cornetagem, mas é maneiro pacas. Toda segunda-feira suas peraltadas estão aqui, no Blog CRFlamenguismo.

     


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  • Dieta de futebol: manutenção da energia e velocidade de recuperação

    O tipo de alimentação ideal para um jogador de futebol dever possuir um equilíbrio entre altos níveis de carboidratos e açúcares, mas não pode se esquecer das proteínas e vitaminas que visam a recuperação dos músculos.

    Não é fácil organizar uma dieta balanceada que atinja todos os pontos que um atleta precisa para manter sua atividade física no nível máximo durante uma partida de futebol. É um desafio diário que os melhores nutrólogos do planeta tentam aperfeiçoar todos os dias, já que o cardápio deve ser variado, para que o profissional não acabe relaxando no regime.
     

    4 pontos são essenciais para atingir esta meta:

     

    1- Carboidratos complexos


    Crédito: Instagram

    É um alimento que libera a energia aos poucos, fazendo com que o atleta tenha disposição durante os 90 minutos. O metabolismo do alimento tem longa duração, o que sustenta o desempenho prolongado do esportista. Alguns exemplos são as massas, cereais e o arroz.

  • 2- Lanches regulares


    Crédito: Pixabay

    O corpo deve ser visto como uma máquina, ele precisa estar sempre lubrificado, bem nutrido, para continuar trabalhando continuamente. Portanto, nada de ficar com fome – reduza o intervalo entre as refeições. Fuja das frituras e dê preferências às frutas, cereais e iogurtes densos e sem açúcares.

    3- Sucos e smoothies


    Crédito: PedidosJa

    A hidratação é parte de uma alimentação balanceada. Além da água pura, o atleta deve ingerir muitos sucos – com vitaminas e sais minerais – e smoothies, este último principalmente pela manhã. A ingestão de sucos é a melhor maneira de ingerir muitas vitaminas e minerais ao mesmo tempo – além de ser rápida e fácil.

    4- Energia rápida e saudável


    Crédito: Pixabay

    Evite alimentos difíceis de digerir, como carne vermelha. Eles deixam o metabolismo do corpo devagar e sugam energia do atleta. Coma apenas na folga, bem de vez em quando. Seu desempenho vai melhorar. Dê preferência às carnes brancas. Sua saúde agradecerá.

  • Corinthians 3 x 5 Flamengo

     

    Ah, se o futebol fosse feito de “se”…

    “Se” o bandeirinha não tivesse anulado o primeiro gol dos Gambás…

    “Se” o Cássio não tivesse feito uma defesa milagrosa na cabeçada do Juan…

    “Se” o Guerrero não tivesse desperdiçado uma grande chance dentro da pequena área…

    “Se” o Diego não tivesse perdido um gol feito, também na pequena área…

    “Se” o zagueiro do Corinthians tivesse feito gol contra, quando a bola bateu no travessão…

    “Se” o Diego Alves não tivesse feito uma bela defesa, no final, num chute do Jô…

    Por isso é que o futebol é emocionante.

    Mais, uma vez, imitando Otelo Caçador, o placar moral teria sido 5 x 3 para o Mengão.

    O primeiro tempo foi um pouco mais equilibrado, com uma leve predominância corintiana.

    Mas, no segundo tempo, eles não viram a cor da bola. O Flamengo, com raça e determinação dominou, mesmo com o Márcio Caramujo em campo.

    Posso estar enganado, mas, a partir de agora, acredito que o Corinthians deva ser o campeão brasileiro deste ano. Tem muita “gordura” para administrar.

    Para o Flamengo, restaria lutar por uma vaga direta na Libertadores.

    Porém, por se tratar de futebol, posso queimar a língua e tudo pode acontecer.

    Até mesmo o Flamengo ser campeão, pois tem elenco para isso.

    Time, falando em equipe organizada, ainda não temos.

    O mais próximo que chegamos disso foi o belo segundo tempo apresentado no Itaquerão.

    “Se” tivéssemos jogado sempre assim, estaríamos numa melhor colocação na tabela.

    “Se” repetirmos sempre essa atuação, certamente brigaremos pelo título, caso o Corinthians deixe de ser um time tão determinado e taticamente obediente.

    Nos resta torcer pelo “se”…

     
    Paschoal Ambrósio Filho é jornalista e autor dos livros 6x Mengão, 100 Anos de Bola, Raça e Paixão e PentaTri

    Imagem do post e destacada nas redes sociais: Gilvan de Souza/Flamengo

     


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  • Árbitro Mineiro volta a apitar jogo do Flamengo

    Na décima sétima rodada do Campeonato Brasileiro de 2017, o Flamengo irá enfrentar o Corinthians, no próximo domingo (30), às 16h, na Arena Corinthians, em São Paulo. Para apitar a partida, a CBF escalou o árbitro Ricardo Marques Ribeiro (MG/FIFA) e os auxiliares Guilherme Dias Camilo (MG/FIFA) e Pablo Almeida da Costa (MG/CBF).

    Em 2017, o mineiro já atuou em dois jogos do Mais Querido, o último foi pela Copa do Brasil, na vitória por 2 a 0 contra o Santos na Ilha do Urubu, na ocasião o juiz teve uma atuação tranquila, com um amarelo para cada time.

    Histórico em jogos do Flamengo

    Ricardo Marques já atuou em nove jogos do Rubro Negro nos últimos dois anos, sendo sete vitórias, um empate, e apenas uma derrota. Nos seus últimos jogos, o arbitro tem uma média de 4,2 cartões por jogo, sendo todos amarelos, apitando jogos da Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro.

    Mais cedo no mesmo ano, o árbitro esteve na vitória do Flamengo por 2 a 0 sobre a Ponte Preta, na estreia da Ilha do Urubu, com gols de Rever e Leandro Damião, o árbitro teve atuação discreta tendo aplicado 4 cartões amarelos.

    Scout do árbitro em jogos do Flamengo

    Vitórias:7

    Empates:1

    Derrotas:1

     


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  • Dois atletas do FlaBasquete estão na Seleção Brasileira

    A CBB anunciou neste sábado (29) a relação de convocados do técnico Cesar Guidetti que vão disputar a Copa América 2017. O período de duração da competição é de 25 de agosto a 03 de setembro e será sediada em três países, sendo eles Colômbia, Argentina e Uruguai.

    Entre os 20 atletas estão Arthur Pecos e JP Batista, do Flamengo. O armador chegou ao Flamengo no início de julho como reforço para a temporada que se aproxima, já passou pela seleção brasileira. JP, o pivô, é veterano no time da Gávea e teve seu contrato renovado este ano, também já vestiu a regata da seleção.

     


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