Autor: diogo.almeida1979

  • A série dos doze: 2011

    A falta de títulos expressivos na temporada 2010/2011 ocasionou dois principais fatos importantes ao Flamengo: a chegada de um novo treinador e a perda do patrocínio da SKY em meados de 2011.

    Gonzalo Garcia chegou ao clube carioca em 30 de dezembro de 2010, iniciou suas atividades no dia 03 de janeiro do ano seguinte com foco nas quatro competições a serem disputadas pelo time. O argentino foi contratado por sua grande experiência em torneios internacionais, e na maior missão de tornar campeão o elenco engajado do Flamengo.

    Chegando no mês de julho, após terminar a temporada do NBB em quarto lugar, a empresa de telecomunicações brasileira, SKY, decidiu não levar a diante seu contrato com o Rubro-negro. Sendo assim, o Fla permaneceu com o Banco BMG e a fornecedora de materiais esportivos Olympikus.

    Enquanto toda essa agitação acontecia no Rio de Janeiro, a NBA entrava no período de locaute. Isto é dado quando os atletas são proibidos de trabalhar em suas equipes por conta de divergências em acordos financeiros. A vantagem do ocorrido foi dada às demais equipes pois os jogadores foram autorizados e defenderem outros times durante esse tempo, devendo retornar para o início da temporada.

    O Flamengo não ficou de fora, trouxe o reforço Leandrinho que defendia o Toronto Raptors, há nove anos afastado das quadras brasileiras. Na posição de armador, jogou somente duas partidas do carioca porém tendo participação no título incluindo os outros torneios.

     

    Leandrinho na partida Flamengo x Tijuca | Foto: AheBrasil

     

    Foi nesse embalo que o Mengão disputou o Campeonato Carioca, fazendo-se líder novamente na classificatória onde disputou seis jogos e venceu todos, acumulando 12 pontos. Atrás estava o Tijuca -aquele mesmo da final de 2010- com quatro vitórias e duas derrotas, e 10 pontos totais. As vagas das finais foram disputadas entre Flamengo x Iguaçu e Tijuca x Macaé. Curioso, a vitória sobre o Iguaçu foi por WO.

    Semifinal:

    Flamengo 20 x 0 Iguaçu

    Flamengo 20 x 0 Iguaçu

    Confronto definido: Flamengo e Tijuca novamente se encontraram nas finais. Mais uma vez protagonizando um jogo equilibrado, sem fugir da lógica corriqueira, o Fla correu para o título pela sétima vez seguida e trigésima oitava vez em sua história.

    Final:

    Flamengo 101 x 73 Tijuca

    Flamengo 93 x 75 Tijuca

    Assista a entrevista de Leandrinho após a conquista para o Portal Basketeria:

    Time: 

    Alexandre, Atila, C. Torres, Danielzinho, Jackson, Ranieri, Fred, Teichmann, Kammerichs, Guto, Helio, Marcelinho (MVP), Wagner e Laandrinho

    Téc: Gonzalo Garcia

     

    Leia a Série dos Doze

    A série dos doze: 2005

    A série dos doze: 2006

    A série dos doze: 2007

    A série dos doze: 2008

    A série dos doze: 2009

    A série dos doze: 2010

    A série dos doze: 2012
     


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  • A não-polêmica

    O jornalismo está morrendo. Na verdade, o modelo de negócios do jornalismo está morrendo há algum tempo.Os jornais precisaram se adaptar à avanlanche de conteúdo gratuito da internet, mas não conseguiram se transformar completamente, se apoiando ainda no modelo de publicidade paga, que agora remunera por clique.

    E essa foi a grande virada do jornalismo na última década, pois quando o retorno que paga as contas vem através de cliques, pouco importa aquilo que informa, aquilo que provoca, que gera reflexão. Só importa aquilo que atrai clique, e todo o fenômeno de notícias falsas, fake news para os mais chiques, surge daí.

    E no que as pessoas clicam? Polêmica e sensacionalismo. 

    Pode ser uma reação humana ou uma questão cultural, sei lá. A verdade é que a gente tende a dar atenção para aquilo que é urgente antes de olhar aquilo que é importante. Com a infinita quantidade de informação a um clique de distância de cada um de nós, surge uma batalha cruel pela sua atenção. Em geral, a manchete mais sensacionalista ganha.

    “Veja aqui os memes de zoação com o adversário” se tornou a base do jornalismo esportivo atual. Um processo de esvaziamento aconteceu, e foi tudo rápido demais. O futebol sempre despertou paixões e nunca foi assunto mais fácil de se discutir, mas hoje os programas esportivos falam sobre nada, buscam um torcedor idiotizado que só sabe apontar o dedo para o adversário e dar risada. A “mitada no Cartola” é o assunto de cada semana. O tempo da reflexão crítica acabou.

    A “polêmica” envolvendo Vuaden no Santos x Flamengo na Vila é só o capítulo mais recente dessa interminável história. Temos ali um lance diferente, que poderia instigar diversas discussões interessantes sobre o protocolo da arbitragem, o papel dos auxiliares, a profissionalização do quadro de árbitros e tudo mais. Em outros esportes, como basquete, rugby e futebol americano, a presença de diversos árbitros é comum e a divergência entre eles é corriqueira. Em vez de iniciar um debate, escolhe-se o sensacionalismo.

    Jornalistas se tornaram vampiros ávidos pelo sangue alheio em busca da sobrevivência até a próxima polêmica. A vítima da vez é um colega de profissão, que assiste estupefato enquanto pregam sua carreira na cruz. Não tenho nada contra e nem a favor do Eric Faria, mas me parece evidente que se ele tivesse conversado com o quarto-árbitro, Levir Culpi e todo o banco do Santos teriam visto.

    André Dahmer: Malvados

    Falando rapidamente sobre o lance, é muito interessante a postura do juiz. Eu tenho muito contra o Vuaden! As arbitragens dele em jogos do Flamengo me dão calafrios. Mas achei muito bacana ver um juiz, apitando com dúvida, ir consultar o auxiliar, mesmo mais distante. É isso mesmo. Vuaden que pediu a opinião do quarto-árbitro, não o contrário. As versões dos dois são idênticas, afirmando que a resposta foi “Eu estou longe, mas achei que tocou só na bola”. Vuaden, um árbitro tido como arrogante, tinha que tomar uma decisão difícil, se viu em dúvida, pediu a opinião de alguém que também não tinha absoluta certeza, ponderou e tomou a decisão correta. Me parece um baita aprendizado para a nossa arbitragem, não o contrário.

    Eu estava em Volta Redonda naquele Fla-Flu no ano passado. Fiquei lá na arquibancada esperando, junto com milhares de pessoas, enquanto o time de arbitragem decidia como sair da enrascada em que se meteram. Ali parece ter havido interferência de fora (o que, aliás, também é um ótimo tema para debate), mas o lance de ontem é uma não-polêmica.

    Mas nós queremos melhorar o futebol? Não. Nós queremos cliques. São eles que pagam as contas. Por isso, caro leitor, você pode entrar nas páginas do Globo Esporte, da ESPN, do Esporte Interativo (esse até passa dos limites) e até mesmo de movimentos interessantes do “futebol raiz”, como RIP Futebol, que você só vai ver fofoca e intriga.

    Me despeço por aqui. Até a próxima polêmica.

    Téo Ferraz Benjamin escreve as análises táticas do Mundo Bola. Siga-o no Twitter: @teofb


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  • Flamengo é superado pelo São Paulo na decisão da Taça BH

    Na noite desta quinta-feira (27), no Estádio Independência, o Flamengo não conseguiu superar o São Paulo na decisão da Taça BH Sub-17. O Rubro-Negro saiu na frente com Vitor Ricardo, mas viu Brenner comandar a vitória de virada dos paulistas por 3 a 1. O goleiro Victor Hugo ainda defendeu um pênalti no último minuto da partida.

    Mesmo disputando a competição sem cinco importantes jogadores, os Garotos do Ninho lutaram, mostraram personalidade, mas acabaram sendo derrotados para o bom e experiente time do São Paulo, que conquistou o torneio pelo segundo ano seguido. Em sete jogos disputados, o time da Gávea conquistou cinco vitórias, empatou uma partida e perdeu outra, justamente na decisão. No total foram 16 gols marcados e sete sofridos. O atacante Vitor Ricardo foi o artilheiro do time na competição com cinco tentos anotados.

    Campeão da Taça Guanabara, o Rubro-Negro estreia ainda nesta semana no segundo turno do Carioca Sub-17. Os Garotos do Ninho recebem o São Cristóvão, no próximo sábado (29), às 11h, na Gávea. Se também conquistar a Taça Rio, será campeão antecipado como na última temporada. 

    O jogo

    Enquanto o São Paulo apostava no trabalho com a posse de bola, o Rubro-Negro, bem postado defensivamente, sabia o momento certo para atacar. O Flamengo teve uma boa oportunidade no chute de fora da área de Leandro para abrir o placar, mas o goleiro Eduardo fez uma bela defesa.

    Logo após a primeira chegada do time da Gávea, o Tricolor conseguiu encaixar o seu jogo, trabalhando jogadas pelo meio-campo sempre visando Brenner. O atacante até conseguia levar vantagem pelo lado esquerdo, mas quando tentava arriscar não conseguia vencer o goleiro Victor Hugo.

    Embora tivesse uma postura mais reativa, aguardando o adversário em seu campo de defesa, o Flamengo tinha a estratégia bem definida para contra-atacar. As melhores oportunidades do Mais Querido surgiram pelo lado direito, em velocidade.

    Foi assim que Vitor Ricardo abriu o placar aos 25 minutos. Marx Lenin recebeu a bola na lateral e tocou para o camisa 7, que no primeiro lance teve o chute defendido por Eduardo, mas no rebote não desperdiçou.

    Com a vantagem no placar, o jogo ficou ainda mais à feição do Flamengo, que não conseguiu ampliar, no entanto, mostrou disciplina tática e controlou a partida até o encerramento da primeira etapa.

    O São Paulo precisava equilibrar as ações para entrar novamente no jogo, e assim o fez. Brenner empatou aos nove minutos, Rodrigo Nestor virou aos 14 e Brenner, artilheiro da competição com seis gols, marcou novamente aos 22 minutos. Victor Hugo ainda defendeu um pênalti cobrado por Antony no último minuto da partida. Flamengo 1 x 3 São Paulo.

    Flamengo: Victor Hugo, Teo, Natan, Vinicius (Lucas Gabriel), Ramon, Leandro (Yuri de Oliveira), Matheus Alves (Gomes), Luan (Athirson), Vitor Ricardo (Alan Pierre), Marx e Rhyan. Técnico: Mauricio Souza.

    Foto: Divulgação /FMF


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  • Flamengo e São Paulo duelam pelo tetra da Taça BH

    Empatados com três títulos da Taça BH de Futebol, Flamengo e São Paulo decidem nesta quinta-feira (27) quem será o segundo time com maior número de conquistas da principal competição juvenil do país. O clássico será realizado às 19h, no Estádio Independência, com transmissão do SporTV.

    O Flamengo conquistou a Taça BH em três oportunidades: 1986, 2003 e 2007. Nas últimas duas edições, o Mais Querido também fez boas campanhas. Em 2015, o Rubro-Negro ficou com o vice-campeonato ao ser derrotado para o Corinthians. Já na temporada passada, os Garotos do Ninho, invictos, foram eliminados na semifinal para o São Paulo, que viria a conquistar o torneio. Cruzeiro e Atlético-MG são os maiores vencedores com cinco conquistas.

    A campanha rubro-negra

    Os Garotos do Ninho estrearam no torneio diante do Ponte Nova (MG), com uma vitória por 2 a 0. Na sequência, derrotaram o Paraná Clube e o Grêmio, garantindo a classificação em primeiro lugar no Grupo G. Nas oitavas de final, goleada por 5 a 1 sobre o Novorizontino. Já nas quartas, após empate em 0 a 0 no tempo normal, triunfo sobre o Vitória nos pênaltis. Com uma ótima atuação de Vitor Ricardo, a vitória por 3 a 1 em cima do Palmeiras selou a classificação para a final.

    “A equipe fez uma campanha maravilhosa na Taça BH. Poucos acreditavam no Flamengo e conseguimos surpreender, chegando na final. Decisão não se joga, decisão se ganha. É uma sensação muito boa vestir a camisa do Mais Querido nessa final. É o campeonato mais badalado da categoria e onde todos queriam estar. Só podem estar dois na final e o Flamengo é um deles. Chegamos e vamos buscar o título”, afirmou Marx, artilheiro do Flamengo ao lado de Vitor Ricardo, com quatro gols cada.

    Divulgação / FMF

    Vale lembrar que o Rubro-Negro disputou a Taça BH desfalcado de cinco importantes jogadores. Os atletas Pedro Caracocci (goleiro), Pablo (lateral-esquerdo), Wendell (atacante), Yuri (meia-atacante) e Vitor Gabriel (atacante) ficaram no Rio de Janeiro treinando com a equipe sub-19 para um torneio que seria disputado na África do Sul, mas acabou cancelado. O auxiliar Marcinho foi quem comandou o time sub-17 na competição mineira, já que Márcio Torres ficou no Rio.

    O adversário

    Atual campeão, o São Paulo conquistou quatro vitórias, um empate e uma derrota em seis jogos disputados. Apesar da dificuldade para conseguir a classificação na primeira fase, o Tricolor do Morumbi passou com tranquilidade na fase mata-mata, tendo goleado todos os adversários (4 x1 sobre o Goiás, 3 a 0 em cima do Fluminense e 4 x 1 no Atlético-MG). O São Paulo tem o ataque mais positivo da competição, com 17 gols marcados. Brenner e Paulinho são os artilheiros do time com quatro tentos cada.

    Foto: Cris Mattos / FMF


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  • Final do Campeonato Carioca Sub-20 segue sem definição

    O impasse envolvendo a decisão do Campeonato Carioca Sub-20 está longe de ser resolvido. Inicialmente previstos para os dois últimos finais de semana, os jogos seguem com datas indefinidas. De acordo com reportagem do jornal Extra, o entrave é causado pela falta de garantia de segurança.

    Por ter feito a melhor campanha na fase classificatória, o Flamengo tem o direito ao mando de campo no jogo de volta da decisão. O Estádio José Bastos Padilha, na Gávea, foi utilizado pelo Rubro-Negro em todos os jogos em que foi mandante no Estadual, tendo os Garotos do Ninho 92% de aproveitamento atuando em casa.

    O Vasco, por sua vez, não pode utilizar São Januário, interditado por 180 dias pelo Ministério Público. A decisão judicial veio após a enorme confusão entre torcedores cruzmaltinos na derrota do Vasco para o Flamengo pelo Campeonato Brasileiro.

    Segundo a reportagem, a Polícia Militar aponta para o risco de novos incidentes envolvendo torcedores, e por isso só daria segurança se os jogos fossem realizados sem a presença de público e não acontecessem na Gávea e São Januário.

    A corporação salientou que o Estatuto do Torcedor não abrange o policiamento nas dependências internas dos estádios em jogos amadores. Com isso, a atuação da PM se restringiria aos arredores das praças esportivas, tendo os clubes e a Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) a responsabilidade de garantir a segurança dentro dos estádios.

    Procurada pelo Mundo Bola, a assessoria de imprensa das categorias de base do Flamengo informou que o clube vai aguardar o posicionamento da Ferj.

    Enquanto aguarda a definição para os jogos finais do Carioca, o time sub-20 do Flamengo está disputando o Campeonato Brasileiro da categoria. Nesta quinta-feira (27), na Arena Barueri, o Mais Querido visita o já eliminado Corinthians, às 21h, com transmissão da ESPN.

    Foto: Carlos Gregório Jr /Vasco da Gama 


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  • Reformulado, Flamengo Imperadores segue em evolução no BFA

    Já se passaram duas rodadas da Conferência Sudeste do Brasileiro de Futebol Americano (BFA) e o Flamengo Imperadores vai mal do ponto de vista de resultados. Em dois jogos, duas derrotas: por 3 a 0 contra o Botafogo Reptiles e 30 a 16 contra o Rio de Janeiro Patriotas (antigo Vasco da Gama). Mesmo com os resultados negativos, o progresso de um jogo para o outro foi notável, como ressaltou o presidente do clube Felipe Castro:

    “Tivemos excelentes melhoras em relação ao jogo contra o Botafogo. Conseguimos pontuar frente a uma defesa muito forte e bem postada e também conseguimos excelentes lances. Tivemos também falhas individuais e coletivas que a gente vai acertar”, disse.

    Contra o Patriotas, os pontuadores foram Raffael “double F” e Felipe Castro, o “cebola”, que anotaram um Touchdown cada. Os outros três pontos vieram de um Field Goal e um Extra Point de Ariel. Em entrevista para o portal Luluzinha Club, o Center rubro-negro Thiago Villas Bôas também destacou a evolução da equipe:

    “Foi uma partida digna de se esperar entre as duas equipes. De um lado o Patriotas, já bem entrosado, com uma equipe que vem fazendo um excelente trabalho junto desde o ano passado e do outro o Flamengo, que se reformulou e está começando a se achar em campo após tantas mudanças. Ambas as equipes tiveram bons momentos, ambas fizeram um grande e bom uso das jogadas, tanto aéreas quanto corridas, e no final de tudo se consagrou campeã a equipe que soube aproveitar melhor as oportunidades. Tivemos um jogo muito acirrado e digno de um espetáculo para as nossas torcidas.”

    Essa reformulação ressaltada pelo Center acontece dentro e fora de campo, e foi o que o presidente também destacou em entrevista ao Mundo Rubro-Negro:

    “É um processo de restruturação do time. As pessoas veem somente a reformulação em campo, mas estamos tentando fazer um diferencial também fora de campo, que a gente não tinha. Forma de treinar diferente, forma de ver o time diferente”, disse.

    Quanto a reformulação dentro de campo, Felipe destacou o trabalho dos novatos na linha ofensiva da equipe:

    “É uma linha (ofensiva) praticamente nova. Tivemos grandes linhas no passado mas é muito difícil repetir de um ano para o outro. Acho que nunca conseguimos em 5 anos de time, sempre mudava pelo menos um, e quando muda um é complicado, a não ser que seja um grande jogador, mas mesmo assim tem que pegar entrosamento e outra porção de coisa. Esse ano perdemos o Marcola e estamos com um Center novato, um Guard novato, um Quaterback e isso pesa. Não por ser novato, mas tivemos grande trabalho dos QBs anteriores (Mamão e KC). Não desmerecendo o Pedalada, ele tem feito um trabalho incrível e ele melhorou muito de um jogo pro outro e esperamos continuar nessa crescente”.

    O próximo duelo do Flamengo Imperadores será contra o SADA Cruzeiro, no próximo dia 05, às 18h00, em Belo Horizonte.

    *Créditos da imagem destacada: Nilton Brito/Flamengo Imperadores


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  • À espera do Flamengo que vence jogos grandes: analisamos recente trajetória de vexames

     

    Na noite desta quarta-feira a Vila Belmiro recebe um confronto de oitavas-de-final da Copa do Brasil. O Flamengo visita o Santos com a missão de confirmar a vaga após boa vitória por 2×0 na Ilha do Urubu, no primeiro jogo do mata-mata. O time comandado por Zé Ricardo não tem apenas o adversário jogando em sua tradicional casa e embalado na terceira posição do Brasileiro. Após a chegada de Levir Culpi, o Peixe embalou e já não é aquele mesmo time apático de quase um mês atrás.

    Mas não é exatamente o adversário em questão a grande preocupação da torcida. Nos últimos tempos tem sido tarefa difícil para o Rubro-Negro vencer os chamados jogos-chaves, aqueles apontados pelos especialistas como decisivos para as pretensões do clube nas competições. Seja nos confrontos contra adversários diretos no rigoroso Campeonato Brasileiro, sejam nas competições internacionais e nacionais de tiro mais curto e chaves com jogos de ida e volta, o Flamengo não está conseguindo superar adversidades. Sucumbir à pressão de mais um grande jogo, este é o maior desafio desta noite de Copa do Brasil para o Mengo.

    Com a pesquisa do apoiador Cláudio Cavalcanti, o Mundo Bola vai mostrar a extensão desse problema. Como o maior time do Brasil passa por uma de suas piores fases dentro de campo, independente da falta de títulos recente, que pode ser atenuada pelos anos de austeridade financeira da Era Bandeira de Mello. Impressiona contudo, que desde 2016 a folha salarial do Flamengo tornou-se muito mais volumosa, contando de nomes de peso como Guerrero, Diego, entre outros bons e caros jogadores. Justamente por isso, nossa análise começa com a campanha de jogos grandes do Brasileiro 2016.

    Brasileiro 2016

    Impressiona o fato que contra os 12 maiores clubes do país, o Flamengo tenha conquistado apenas 42% dos pontos — 24 de 57 possíveis. Entre os seis classificados para a Libertadores 2017, o clube da Gávea somou módicos 12 pontos: em casa foram 2 vitórias. (Santos e Grêmio), 2 empates (Botafogo e Atlético-MG) e uma derrota (Palmeiras). Fora de casa o Flamengo mostrou contra os grandes que faltava um quê a mais para vencer: nos cinco jogos contra seus adversários mais qualificados, nenhuma vitória. No Engenhão, o Flamengo voltou a decepcionar sua torcida diante de um Botafogo limitado, que conseguiu compensar a falta de talento com muita disposição. Contra o Palmeiras, uma expulsão ridícula de Márcio Araújo quase se transformou em uma vitória épica se não fosse a sobra na entrada da área que Gabriel Jesus aproveitou. A apresentação diante do Grêmio ainda era uma exposição do time mal treinado por Muricy Ramalho. E o empate contra o Santos, que vendeu o mando e fez com que nosso time se sentisse em casa na Arena Pantanal, em Cuiabá, foi outra prova da dificuldade em matar grandes jogos do Flamengo no Brasileiro do ano passado.

    Jogos importantes para o que o urubu voasse mais alto na competição, como os contra Inter no Beira Rio, Corinthians e Coritiba na tão aguardada volta ao Maracanã diagnosticaram ainda com mais precisão o quanto o Flamengo não conseguia render nos momentos que mais precisava render na dura luta pelo topo da tabela.

    Copa Sul-Americana 2016

    Na Copa Sul-Americana, a derrota acachapante por 4×2 para um Figueirense que viria a ser rebaixado à segunda divisão nacional, irritou demais a torcida e jogadores. A humilhação aconteceu numa fase em que o time mais rendia na temporada. O jogo da volta em Cariacica trouxe alento e euforia ao mesmo tempo. Sob o comando de Diego Ribas, o Fla mostrou um sangue quente e gana pelo resultado que empolgou a Nação. Classificado, pegou o Palestino em Santiago do Chile nas oitavas e trouxe um ótimo 1×0 na bagagem. No jogo da volta o pesadelo do vexame deixou a torcida sem dormir. O frágil Davi derrotou o gigante Golias. Nem a fé dos mais religiosos torcedores do Espírito Santo foi capaz de fazer um milagre.

    Copa do Brasil 2016

    Humilhação pode ser a palavra a definir a trajetória do Flamengo na Copa do Brasil. Nunca eliminado tão cedo na competição em que é tricampeão. Foram 3 derrotas e uma vitória apenas. O primeiro soco na cara da torcida foi desferido pelo pequeno Confiança. O primeiro jogo, em Aracaju, começou com a expulsão do brabo Elielton. Mesmo assim, com um a mais por quase 90 minutos minutos, um Flamengo apático, desonrando as cores do manto, não faz questão de vencer. O castigo veio com um gol do adversário, que disputou a quarta divisão do Brasileiro daquele ano. O jogo entra para a história da equipe sergipana como um dos seus maiores feitos. No jogo da volta, mesmo sem muita vontade, o Fla elimina os nordestinos pelo placar clássico. O próximo adversário seria um time da série C, o tradicional mas decadente Fortaleza. A derrota no Castelão acendeu novamente o alerta da torcida. No jogo da volta, o Estádio da Cidadania recebeu mais uma vez um público pequeno e apenas 5.193 torcedores assistiram o Tricolor do Pici repetir o placar de 2×1 e eliminar o Flamengo de Muricy. Diego ainda não tinha chegado e Guerrero foi desfalque. De qualquer forma, desculpa alguma era cabível para tamanho desdouro. Mesmo assim, Márcio Araújo saiu de campo dizendo que existia o lado bom de ter menos uma competição para jogar.

    Carioca 2017

    No Estadual 2017 as coisas clarearam um pouco, é verdade. O Flamengo não perdeu para nenhum rival apesar da tabela apontar para mais empates do que vitórias. Outro fato que marcou a trajetória do Flamengo foram as derrotas em disputas de pênaltis na Taça Guanabara e Taça Rio. Outra evidência de falta do poder de fogo atual. O Ferjão invicto, primeiro título do segundo mandato de Bandeira, foi bastante comemorado. Todos sabem que para o elenco que temos, entretanto, de nada ele presta para atenuar a sede inata de grandes títulos do maior clube do Brasil. Analisando friamente os elencos, houve momentos pouco de pouquíssimo futebol e pouca vontade de “humilhar” os rivais com elencos que não chegam aos pés do Fla.

    Libertadores 2017

    Na Libertadores o caldo nem chegou a engrossar mas o time de Zé Ricardo continuou comendo de garfo. O time apontado como favorito ao título sequer chegou à fase de mata-mata. Eliminado sem vencer fora de casa, amargou três derrotas. A última, contra o San Lorenzo no Nuevo Gasómetro, pode ser considerada uma síntese desse Flamengo que refuga diante das adversidades impostas a si pelas circunstâncias. Acuado, até mesmo medroso; a virada dos argentinos nos últimos minutos da partida é um filme que ainda vai atormentar a torcida. Por isso mesmo não precisamos alongar a análise dessa trágica campanha em mais uma Libertadores da América.

    Brasileiro 2017

    O Brasileiro mal chega ao final do segundo turno e o Flamengo novamente lançou mão de novas derrotas em jogos super importantes para a trajetória de uma campeão. O Flamengo não consegue novamente se impor contra aqueles adversários considerados grandes ou que lutam na parte de cima da tabela. Mesmo contra adversários pequenos, como o Sport, que vai bem neste ano, comandado pelo flamenguista Vanderlei Luxemburgo, o Flamengo não se impôs. A importante sequência Grêmio-Cruzeiro-Palmeiras terminou com 2 pontos na conta. Contra o Grêmio, uma verdadeira lição tricolor e primeira derrota do Flamengo na Ilha. Contra o Palmeiras, mesmo com a parcela de culpa da arbitragem, o Rubro-Negro voltou a mostrar o quão certo estão aqueles que apelidam o esquema tática de Zé Ricardo de “arame liso”. E foi assim contra um respeitoso Cruzeiro, no Mineirão: muito toque, domínio de terreno e pouca efetividade. Resumo da ópera: 12 pontos atrás do líder Corinthians.

    Conclusão

    No jogo decisivo na Vila de Pelé, o que a torcida quer mesmo ver é uma classificação sem sofrimento. Não por desconhecer as nuanças do futebol, o esporte que mais derruba previsões. Todos sabem que nem sempre um grande investimento necessariamente resultará em grande retorno. A realidade é que os 40 milhões de torcedores estão cansados de ver o seu grande Flamengo subjugado quando mais precisa mostrar sua força.
     

    Imagem destacada e redes sociais: AFP/Conmebol


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  • Diego reencontra a Vila Belmiro no centésimo duelo entre Flamengo e Santos

    Menino da vila, cria do Santos, campeão pelo Peixe e vendido ainda em 2004. Em 12 anos Diego passou por cinco países (Portugal, Itália, Alemanha, Espanha e Turquia) e seis clubes (Porto, Juventus, Werder Bremen, Wolfsburg, Atlético de Madrid e Fenerbahce) diferentes em sua passagem pela Europa. Há um ano retornou ao Brasil para jogar do clube de maior torcida do país e é peça chave no elenco.

    Neste primeiro ano de Flamengo, Diego conseguiu ótimas marcas e ganhou muito mais do que perdeu. Desde o seu retorno ao Brasil, o camisa 35 enfrentou o Santos em duas das três vezes possíveis. Ficou de fora do duelo que aconteceu na Arena Pantanal mas jogou outros dois: na vitória por 2 a 0 pela 37ª rodada do Brasileirão de 2016, quando inclusive marcou um gol, e no duelo de ida pela Copa do Brasil deste ano com vitória pelo mesmo placar.

    Mesmo enfrentando o clube que o revelou em duas oportunidades, Diego não experimentou voltar a jogar na Vila Belmiro como adversário perante ao torcedor que o viu nascer para o futebol. Na noite desta quarta (26), o meia voltará ao estádio para o duelo de volta da Copa do Brasil. O vencedor no placar agregado estará classificado para a semifinal da competição.

    Não bastasse este ingrediente, Diego terá a honra de participar do centésimo duelo (jogos oficiais e números do Ogol) entre as equipes consagradas por Pelé e Zico, dois dos maiores nomes do futebol brasileiro (fora outros tantos). Jogo especialíssimo, com grandes expectativas, entre dois bons times e em uma fase importante do torneio.

    Nos 99 encontros anteriores – sendo 62 pelo Brasileirão, 22 pela Rio-São Paulo, 4 pelo Robertão, 3 por Copa do Brasil e Sul-Americana além de outros na Taça Brasil e Libertadores – foram 36 vitórias rubro-negras, 35 santistas e 28 empates. Dentre todos estes, um recente, que completará 6 anos no dia 27, é daqueles mais recentes que ficou marcado na memória das duas equipes. O palco foi a mesma Vila Belmiro, teve gol que deu o Puskas a Neymar, 3 gols de Ronaldinho Gaúcho e placar de 5 a 4 para o Flamengo após ficar atrás por 3 a 0. O duelo foi lembrado pelo nosso blogueiro Fábio Justino e escolhido por ele como “o maior jogo na história deste confronto”.

    Confira os relacionados para o especial duelo desta quarta:

    Goleiros: Muralha e Thiago
    Laterais: Rodinei, Pará, Trauco e Renê
    Zagueiros: Réver, Rafael Vaz e Juan
    Volantes: Márcio Araújo, Willian Arão, Cuéllar e Rômulo
    Meias: Lucas Paquetá, Mancuello e Diego
    Atacantes: Everton, Berrío, Vinicius Junior, Gabriel, Guerrero e Felipe Vizeu

    Provável escalação do Flamengo: Thiago; Pará, Réver, Rafael Vaz (Juan), Trauco; Márcio Araújo, Cuéllar, Diego; Berrío, Everton e Guerrero.
     


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  • Caso passe pelo Palestino, Fla já tem adversário das oitavas garantido

    Na noite desta terça (25), a Chapecoense recebeu a equipe do Defensa y Justicia pelo duelo de volta da segunda fase da Copa Sul-Americana 2017. Tendo perdido por 1 a 0 na Argentina, os catarinenses precisavam vencer na Arena Condá para saírem classificados.

    Com gol marcado por Túlio de Melo na metade da etapa inicial, o “Indião” passou a se precaver um pouco mais e o 1 a 0 se manteve no placar ao fim dos 90 minutos, o que levou o duelo para os pênaltis. Nostálgico demais para o torcedor da Chape, que viu a equipe novamente eliminar um argentino nas penalidades com créditos ao goleiro. Tudo na mesma trave em que Danilo, ídolo da equipe e falecido na tragédia em novembro, salvou um penal contra o Indepediente que levou a Chapecoense às quartas de final.

    Com a vitória nos pênaltis, os atuais campeões da competição devem enfrentar o Flamengo nas oitavas. No entanto, o rubro-negro deve passar primeiro pelo Palestino. No jogo de ida, no Chile, o Mais Querido do Brasil venceu por 2 a 5 e conseguiu uma grande vantagem para o duelo de volta, que acontece no dia 09 de agosto, na Ilha do Urubu.

    Se nas oitavas o Fla deve enfrentar a Chape, nas quartas enfrentará o vencedor da chave de Fluminense x Universidad Católica-EQU (4 a 0 jogo de ida) vs o vencedor da chave de Bolívar x LDU (1 a 0 jogo de ida). Tanto nas oitavas quanto nas quartas o Mengão disputará o jogo de volta dentro de casa. Para isso acontecer também na semifinal e final, tem que torcer para as eliminações de Racing-ARG, Independiente Medellin-COL, Deportivo Cali-COL e Junior Barranquilla-COL.

    Em 2017 as equipes se enfrentaram na Ilha do Urubu e o Fla goleou a Chape por 5 a 1, com três gols de Guerrero e outros dois de Diego. A partida marcou ainda a estreia do zagueiro Rhodolfo.

    *Créditos da imagem destacada: Gilvan de Souza/Flamengo


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  • Sem caô: Guerrero está a poucos gols de importante marca

    Vivendo sua melhor temporada no Brasil, o atacante Paolo Guerrero está próximo de alcançar o top 5 dos maiores artilheiros estrangeiros da história do Flamengo. Com 40 gols, o peruano precisa de mais 5 para empatar com o herói do 1° tricampeonato carioca do clube, o argentino Valido.

    Crédito: Flamengo em números

    A lista dos maiores goleadores gringos conta com nomes importantes da história do Fla. Doval é líder de forma isolada, seguido por Jorge Benítez e Petković.

    Confira o top 10:

    1- Narciso Doval  Argentina – 92 gols

    2- Jorge Duílio Benítez  Paraguai  – 75 gols

    3- Dejan Petković  Sérvia  – 57 gols

    4- Sidney Pullen Inglaterra  – 47 gol

    5- Agustín Valido Argentina  – 45 gols

    6- Paolo Guerrero Peru  – 40 gols

    7- Alfredo González Argentina  – 31 gols

    8- Fritz Engel Alemanha  – 23 gols

    9- Agustin Regino Cosso  Argentina  – 20 gols

    10- José Ufarte Espanha  – 15 gols

    Guerrero rubro-negro

    Em 95 jogos pelo Flamengo (contanto amistosos), Guerrero se notabilizou não apenas por balançar as redes, mas, também, pela facilidade em fazer o pivô nos ataques do rubro-negro. Com isso, também é responsável por 13 assistências que resultaram em bola nas redes. Somente na atual temporada, foram 18 gols e 5 assistências, em 30 jogos.

    Contratado em 2015, o peruano tem vínculo com o Flamengo até agosto da próxima temporada. Inclusive, o clube já começou a se movimentar para renovar o contrato do atleta.

     

    Imagem destacada no post e nas redes sociais do Mundo Bola: Gilvan de Souza/ Flamengo

    Com a ajuda de Adriano Skrzypa (Flamengo em Números)


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