Autor: diogo.almeida1979

  • Quem é o culpado?

     

    Afinal de contas, quem é o culpado pelo mau futebol apresentado pelo Flamengo?

    A diretoria não é, pois montou um elenco que pode ser considerado o melhor do Brasil. Investimento não faltou.

    Basta ver pelo “time reserva”. Esse time seria titular com qualquer camisa de qualquer clube.

    Depois do empate com o Palmeiras, a torcida, irada, pedia a saída do Zé Ricardo.

    Realmente, o Zé Ricardo não conseguiu ainda montar um esquema tático, apesar de tantas ótimas opções que têm nas mãos.

    Mas, vale lembrar, que o Zé Ricardo não entra em campo.

    Foi o Zé Ricardo o culpado pelo empate diante dos porcalhões?

    Ou foi o Diego, que cobrou muito mal aquele pênalti que nos daria a vitória?

    A mesma torcida que pediu a saída do técnico, ainda gritou o nome do jogador que perdeu o pênalti.

    Incoerência total!

    Repetindo, o Zé não conseguiu dar um padrão de jogo, mas o time, na base do talento individual, tem conseguido compensar e criar muitas situações de gols.

    E o que acontece na hora da finalização? Os gols são bisonhamente perdidos.

    Com esse elenco, quarto lugar é pouco para o Flamengo. Não pode ser considerado boa posição.

    Os números são bons?

    Só tivemos duas derrotas!

    Melhor que isso, só o Corinthians, invicto.

    O Flamengo foi o time que mais empatou. Sete vezes.

    Tem apenas seis vitórias. Mesmo número de vitórias que Botafogo (7º colocado), Cruzeiro (8º) e Vasco (10º).

    Sport Recife (5º) e Palmeiras (6º), estão com sete vitórias.

    Então, são vários os motivos para não estarmos tão bem colocados na tabela.

    A culpa precisa ser dividida entre o Zé Ricardo e os jogadores que perdem tantos gols.

    Portanto, galera, vamos cobrar de todos e não atirar pedras apenas em um.

    Futebol é equipe.

    A frase é velha: “A vitória é de todos, e a derrota também”.

     
    Paschoal Ambrósio Filho é jornalista e autor dos livros 6x Mengão, 100 Anos de Bola, Raça e Paixão e PentaTri

    Imagem destacada nas redes sociais: Gilvan de Souza/Flamengo


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  • Goleiro Diego Alves não fará sua estreia amanhã

    A esperada estreia de Diego Alves pelo Flamengo não acontecerá amanhã. Após o treino desta sexta-feira, o goleiro deixou o Ninho do Urubu e ficará de fora do jogo contra o Coritiba. Com isso, seu primeiro jogo pelo Flamengo deverá ser fora de casa, contra o líder Corinthians, na 17° rodada do Campeonato Brasileiro.

    Após anos no Valência, onde se tornou o maior pegador de pênaltis da história do campeonato espanhol, o goleiro retorna ao Brasil para usar a camisa 1 rubro-negra. A expectativa é que o jogador de 32 anos seja o titular da posição e se torne absoluto no clube, coisa que a meta rubro-negra não tem desde a saída de Bruno.

    O meia Diego Ribas também ficará de fora da partida contra o Coritiba.

     

    Imagem destacada no post e nas redes sociais do Mundo Bola: Gilvan de Souza/ Flamengo


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  • Poupado: Diego fica de fora do jogo contra o Coritiba

    O meia Diego será poupado do jogo contra o Coritiba, amanhã. Após avaliação do CEP, a comissão técnica do Flamengo decidiu poupar o atleta, diagnosticado com desgaste, para que esteja em plenas condições no confronto de volta das quartas de finais da Copa do Brasil, na próxima quarta-feira.

    Diego vem de uma sequência forte pelo Flamengo. Após retornar de lesão, esteve presente em todos os jogos – 13 partidas em pouco mais de um mês.

    O atleta deixou a concentração logo após o treino desta tarde, no Ninho do Urubu. Com a ausência de Diego, Geuvânio deve ser titular na partida de amanhã. Diego Alves, Conca e Ederson também ficarão de fora do jogo.

     


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  • Nos pênaltis, Flamengo bate o Vitória e enfrenta Palmeiras na semifinal da Taça BH

     

    Em jogo válido pelas quartas de final da Taça BH Sub-17, o Flamengo empatou  sem gols com o Vitória, na noite desta quinta-feira (20), no Estádio Municipal Caetano Cerachi Neto, em Rio Doce. Com o resultado, o segundo semifinalista do torneio também foi conhecido nos pênaltis, e os Garotos do Ninho levaram a melhor: 5 a 4.

    O adversário do Rubro-Negro na semifinal será o Palmeiras, que após um empate sem gols no tempo normal, derrotou o Botafogo nos pênaltis por 4 a 3. A partida está marcada para a próxima segunda-feira (24), na Arena do Calçado, em Nova Serrana. O horário da partida, que terá transmissão do SporTV, ainda não foi definido.

    A estreia do Mais Querido na Taça BH foi diante do Ponte Nova (MG), com uma vitória por 2 a 0. Na sequência, derrotou o Paraná Clube e o Grêmio, garantindo a classificação em primeiro lugar no Grupo G. Nas oitavas de final,  goleada por 5 a 1 sobre o Novorizontino.

    O jogo

    O primeiro tempo foi pautado pelo equilíbrio, com muita marcação e poucas finalizações. A melhor chance  do Flamengo saiu dos pés de Marx, cobrando falta, que foi defendida pelo arqueiro baiano sem grandes dificuldades. O Vitória foi quem teve maior posse de bola, mas com um sistema defensivo bem postado, o time da Gávea pouco foi ameaçado.

    Já na segunda etapa, os Garotos do Ninho foram melhores. Sufocando o Vitória em seu campo de defesa, o Flamengo até balançou a rede com Luan, porém o tento carioca foi invalidado. Percebendo o goleiro adiantado, Rhyan arriscou de longa distância, no entanto, Yuri Sena fez a defesa. Pela primeira vez na atual edição do torneio o Flamengo não fez gols, e teve que decidir nos pênaltis.

    A equipe baiana abriu as penalidades com Felipe, que acertou o canto esquerdo do goleiro Victor Hugo. Camisa 10 da Gávea, Marx empatou logo em seguida. Túlio, na segunda cobrança do Vitória, bateu no meio do gol, mas a bola pegou altura e não entrou. Então o Flamengo teve a oportunidade de passar à frente, e não a desperdiçou. Vitor Ricardo fez 2 a 1 para o Mais Querido.

    Na sequência, Victor Hugo acertou o canto, mas a bola do Leão entrou. Na quarta cobrança do Fla, Luan bateu bonito e manteve os Garotos do Ninho na frente. João Gabriel, no canto esquerdo, também marcou. Com categoria, Lucas Gabriel deixou o dele para o Flamengo. Lucas marcou o último pênalti do Vitória. Coube a Rhyan cobrar o pênalti da classificação, e o camisa 9 converteu: Flamengo 5 x 4 Vitória.

    Escalação do Flamengo: Victor Hugo; Braian, Teo, Natan, Ramon; Henrique, Matheus Alves (Lucas Gabriel); Vitor Ricardo, Marx Lenin, Luan; Rhyan. Técnico: Mauricio Souza.

    Foto: Reprodução/Twitter


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  • Entrar nos trilhos

    Flamengo e Palmeiras empataram, na Ilha do Urubu, em 2 x 2.

    Resultado normal?

    Seria, se o Flamengo não estivesse há três jogos sem vencer, exatamente contra adversários diretos ao título: Grêmio, Cruzeiro e Palmeiras.

    Seria, se o Diego não tivesse desperdiçado aquele pênalti. Como ele cobra um pênalti só olhando para a bola? Claramente, o goleiro deu todas as mostras de que iria cair no canto esquerdo. Bem antes do Diego chutar o goleiro já tinha escolhido o canto.

    Seria, se o Zé Ricardo não fizesse sempre as mesmas substituições dos últimos três jogos, na base do desespero, deixando o time mais desarrumado ainda em campo.

    Seria, se o time do Palmeiras fosse uma maravilha. Não é. É uma boa equipe, mas está tão desorganizada em campo quanto o Fla.

    Já está na hora do Zé Ricardo acertar este time. Já são quinze rodadas e o Flamengo parece um bando em campo. Não tem jogadas armadas, perde gols fáceis e leva outros ridículos, onde nossa lenta defesa perde na corrida para os atacantes adversários.

    Caramujo? Fora!

    Réver? Bom no alto, mas lento demais. Precisa melhorar o preparo físico para ser mais rápido.

    Rafael Vaz? Muito irregular.

    Diego pega a bola e fica procurando para quem passar. Isso dá tempo para ele ser desarmado. Caiu de produção porque o time está uma zona.

    Éverton Ribeiro está mandando bem, até a hora que cansa. Não está aguentando o ritmo de tantos jogos em sequência. Precisa de um trabalho físico específico.

    Acho que o Zé Ricardo tem condições de armar um grande time com esses jogadores, pois fez melhor com um elenco relativamente fraco que tínhamos no ano passado. Relativamente fraco, se compararmos com o que temos hoje.

    O presidente Eduardo Bandeira de Melo é contra a saída do técnico.

    Eu também sou, mas, até o final do primeiro turno, ou o Flamengo passa a jogar bem ou está na hora de nosso treinador dar lugar a outro.

    Afinal de contas, o Zé conta com um ótimo material humano para trabalhar. Não tem mais desculpas.

    Qualquer coisa, partimos, mais uma vez, para a solução caseira: Jaime de Almeida.

    Tem algum técnico bom no mercado solto por aí?

    Tirar um técnico de outro time vai custar caro e quem garante que dará resultado?

    O Flamengo tem obrigação de lutar pelo título brasileiro este ano. Na pior das hipóteses, ficar entre os três primeiros.

    Estamos em quarto e podemos cair para o quinto lugar. Basta o Botafogo ganhar do Atlético Paranaense.

    Paschoal Ambrósio Filho é jornalista e autor dos livros 6x Mengão, 100 Anos de Bola, Raça e Paixão e PentaTri

    Imagem destacada nas redes sociais: Gilvan de Souza/Flamengo


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  • O preço da coisa

    Após o empate com o Palmeiras, com mais dois pontos sendo atirados na lixeira da falta de comando do futebol rubro-negro, foi difícil encontrar o sono. Puxei das minhas anotações para os livros que vou escrevendo nas horas vagas, sobre o primeiro tricampeonato da Era Maracanã, sobre a Taça de Ouro de 1982 e o pretensioso projeto para uma história do Flamengo em quadrinhos. O sono não veio. Cometi o erro de entrar no Twitter e ver o destempero do presidente e gente defendendo Márcio Araújo e Rafael Vaz.

    Não vou me alongar sobre mais um ataque de raiva do presidente. Apenas me espanta que ele não compreenda a irritação de uma torcida que está no direito de esperar muito mais deste time e desta gestão, no que toca o rendimento do futebol.

    Li, aqui e ali, que Márcio Araújo e Rafael não tiveram culpa no empate e nos gols sofridos. Obviamente trata-se de uma análise reducionista. Tudo de ruim que aconteceu com o time ontem passa pelo fato de o time precisar compensar, durante todo o jogo, as deficiências geradas por Márcio e Rafael. Um time com dois jogadores assim, deficientes, corre mais para produzir menos. Cansa antes. Perde-se antes. Não se arranja, porque o jogo é para onze, e não para nove.

    Um parágrafo para cada. Se eu soubesse desenhar, desenharia. Mas de pouco adiantaria para aquele que, vendo os jogos, são acometidos de cegueira.

    Márcio Araújo desarruma todo o time. É horroroso no passe, entendido aqui o passe como algo que faz o time avançar e se coordenar. O passe que chega aos pés do companheiro, mas que é dado no contra fluxo, é passe errado, e essa é a especialidade de Márcio Araújo. E assim ele ocupa espaços que não são seus, recupera bolas que o time não teria perdido se no lugar dele estivesse um jogador útil, atropela seus companheiros que estão marcando, como fez com Cuéllar contra o Grêmio. Pior: ele cria espaços para os adversários porque induz a zaga a avançar, e assim nasceram os dois gols do Palmeiras e o do Cruzeiro, nas crateras atrás dos beques. Cereja do bolo: em determinado momento, ele tentou um chute a gol. De canhota, de virada, de fora da área. Era melhor ter dado uma facada na bola, pobre bola.

    Rafael Vaz sofre da Síndrome de Júnior Baiano, aquela na qual um zagueiro acha que joga dez vezes mais do que realmente joga. E então se descuida dos deveres mínimos de um beque, porque tudo será compensado com seu talento imaginário. Põe-se a lançar, apresenta-se para o jogo, esbarra com o centroavante do próprio time quando vai ao ataque, acredita que é um batedor de faltas. Talvez Guerrero não conseguisse o gol naquela falta, mas não há dúvidas de que era a melhor opção, o mais preparado, com melhor histórico recente. Vá lá se o Diego tentasse o chute, ou o Trauco. Mas Vaz bateu a falta aos seus costumes, ridiculamente. Era melhor ter dado uma facada na bola, ou no próprio Guerrero, pobre Guerrero.

    Dirão que ignoro o pênalti perdido por Diego. Não ignoro, e Diego tem sua parcela de responsabilidade nos pontos perdidos diante do Palmeiras. Mas tem crédito, e estava desgastado pela má partida que fazia, correndo errado, e corre errado porque o time é mal escalado e mal organizado. E assim chegamos ao Zé Ricardo.

    Estamos em julho e o time é um bando. O treinador está perdido. Até mesmo a titularidade de Cuellar – o mais prejudicado pela epilepsia tática de Márcio Araújo – é a prova disso. Cuellar passou boa parte de seu tempo de Flamengo afastado como se fosse um pária. Um leproso. E de repente é titular. Ou Zé estava muito errado antes, ou agora. De qualquer modo, quem paga o preço é o time. Não fosse a insistência doentia com Márcio Araújo, o time já teria achado seus dois volantes entre as quatro opções aceitáveis: Cuellar, Arão, Rômulo e Ronaldo, os dois últimos os leprosos da vez.

    A única chance de Zé Ricardo fazer algo de produtivo ainda em 2017 aconteceria se o futebol tivesse comando. Alguém que enxergasse o óbvio e colocasse Márcio e Rafael para negócio, para algum time de Série B, que é o lugar de ambos. Alguém que diminuísse a chance de Zé Ricardo errar, limpando o elenco daqueles jogadores que já provaram em todos os níveis que não podem jogar no Flamengo: Márcio, Rafael e Gabriel.

    Eu não tiraria Zé Ricardo do Flamengo. Apenas faria dele o auxiliar de alguém mais experiente. Acredito que ele pode vir a ser um bom treinador, mas queimou etapas fundamentais. E o elenco é tão forte que pode até resolver entre si os defeitos gerados pelo treinador, e jogar o melhor futebol do campeonato mesmo com o Zé no banco, mas se isso acontecer, será apesar do Zé e, possivelmente, tarde demais para buscar o título.

    O Flamengo poderia ter trocado Zé Ricardo por uma solução provisória, como Levir, enquanto pensava o planejamento para 2018. Ou pode chamar um estrangeiro, que teria menor chance de acerto imediato, mas ainda assim, bem mais do que Zé Ricardo. Mas vai insistir no erro, vai jogar fora um campeonato que poderia ser nosso, por motivos que, para quem olha de fora, passam por teimosia e vaidade. A coisa vai continuar, diz Bandeira. O preço da coisa é ter sido eliminado da Libertadores e deixar escapar por entre os dedos um campeonato por pontos corridos, mesmo com o elenco mais forte de todos. Bandeira não quer apenas vencer. Quer vencer e provar que todos estamos errados.

    E, convenhamos, é um prazer solitário demais para o presidente do time de maior torcida do país.

     
    Mauricio Neves é autor do livro “1981- O primeiro ano do resto de nossas vidas” e também escreve no Mundo Bola. Siga-o no Twitter: @flapravaler

    Imagem destacada no post e redes sociais: Gilvan de Souza/Flamengo

     


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  • Acorda, Flamengo

    Acorda, Bandeira! Acumular as funções de Presidente e Vice-Presidente de Futebol não tem feito nada bem a você. Todos os méritos que a sua gestão, merecidamente, tem conquistado na área administrativa e financeira tende a se apagar quando você não consegue separar as coisas. Discussão com torcedores, teimosia em demasia, entrevistas que geram raiva nos rubro-negros. Tudo isso pode manchar o que era só elogios.

    Acorda, Zé Ricardo! Até quando você irá insistir com os que “fecharam” com você no passado? Estamos caminhando para a 15ª rodada e tudo que ouvimos, até agora, são desculpas por não termos performado. Marcio Araujo é uma enganação, Vaz não merece ser primeiro reserva e até as substituições que você tem feito tem piorado o time. Hora de rever conceitos, afiar o machado e mudar, titulares e tática. Aproveite que o Bandeira parece ter uma paciência ilimitada com você.

    Acorda, time! Foi falta no Guerrero? Foi pênalti no Guerrero? Tem que pressionar o juiz! Ao time de bons moços falta a vibração, a gana, a sede da vitória a todo custo. Sairão do jogo com os cabelos estilosos penteados, dando entrevista com belas palavras, mas sem os 3 pontos, enquanto não entenderem que no futebol se ganha, muitas vezes, na força, no grito, na pressão.

    Acorda, Flamengo! O caminho trilhado aponta para colhermos muitos frutos, mas não se engane: devemos fazer por merecê-los. Ainda dá tempo de corrigir alguns rumos, visto que as bases do trabalho estão muito bem feitas. Senão, lá na frente, só sobrará a pergunta: Onde foi que erramos?
     

    Felipe Foureaux escreve todas as quintas-feiras. Siga-o no Twitter: @FoureauxFla


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  • Gol 40 diante do Palmeiras assegura melhor temporada de Guerrero no Flamengo

     

    Paolo Guerrero faz ótima temporada pelo Flamengo. Recentemente, o atacante completou dois anos jogando pelo Mengão, e, sem dúvidas, 2017 vem sendo o seu melhor ano com o Manto Sagrado. Na noite de ontem (19), no empate com o Palmeiras, o centroavante contabilizou mais um gol e mais uma assistência pela equipe.

    Números de Paolo Guerrero pelo Flamengo:

    91 Jogos Oficiais – 30 em 2017
    40 Gols – 18 em 2017
    13 Assistências – 5 em 2017
    27 Cartões Amarelos – 8 em 2017
    O atacante está a um gol de atingir sua melhor marca de gols por temporada pelo Flamengo. Em 2015, fez apenas 4. No ano seguinte, fez 18. Neste ano, o atacante ainda tem o segundo semestre inteiro pela frente e já chegou aos 18 tentos. E vem sendo decisivo também nas participações para gols. Já possui 5 assistências (sua melhor marca pelo clube), sem contar nas chances criadas, porém que não resultaram em gol.

    Detalhes – 40 gols e 13 assistências

    Gols:

    3 no Campeonato Brasileiro 2015 – 1 na Copa do Brasil 2015 – 3 na Primeira Liga 2016
    5 no Campeonato Carioca 2016 – 1 na Copa do Brasil 2016 – 9 no Campeonato Brasileiro 2016
    10 no Campeonato Carioca 2017 – 2 na Libertadores 2017 – 1 na Copa do Brasil 2017
    5 no Campeonato Brasileiro 2017

    Assistências

    4 no Campeonato Brasileiro 2015 – 1 no Campeonato Carioca 2016 – 3 no Campeonato Brasileiro 2016
    1 na Libertadores 2017 – 2 na Copa do Brasil 2017 – 2 no Campeonato Brasileiro 2017

    Vítimas

    Paolo Guerrero chegou aos 40 gols pelo Mengão, sendo um total de 24 “vítimas”. Fluminense, Boavista e Botafogo foram as equipes que mais sofreram gols do peruano: 4 gols cada. Guerrero também anotou gols nos “4 grandes paulistas” (Santos, São Paulo, Corinthians e Palmeiras).

    Adriano Skrzypa é estudante de Educação Física e apaixonado por números no futebol. Siga-o no Twitter: @FlamengoNumeros
    Imagem destacada e redes sociais: Gilvan de Souza/Flamengo


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  • O problema não é jogador

     

    Com efeito, o Flamengo montou um elenco estrelado para a disputa da temporada. A começar pelo gol, em que ostenta um goleiro titular de Seleção, Campeão Mundial, profissional de primeiríssima linha, um dos melhores do planeta. Nas laterais, atuam dois jovens Campeões Mundiais de Juniores (sub-20) no México, pela Seleção Brasileira da categoria. No miolo de zaga, mais dois Campeões Mundiais, figuras carimbadas em qualquer convocação para a Seleção Brasileira de Profissionais.

    Mais Campeões Mundiais compõem o meio-campo, formado por três herois de 1981. No mortífero ataque alinha mais um garoto Campeão Mundial de Juniores, além de outro Campeão de 1981. Completando a equipe, um jovem Campeão Brasileiro de 1983.

    Além do estrelado time titular, o Flamengo dispõe de um robusto banco de reservas, formado por jogadores de Seleção Brasileira, jovens Campeões Mundiais de Juniores e alguns valores revelados pela prolífica base do clube, tida como referência nacional em matéria de qualidade de formação de atletas.

    Aos nomes: Fillol, Jorginho, Leandro, Mozer e Adalberto; Andrade, Adílio e Tita; Elder, Nunes e Bebeto. Como opções, Cantarele, Hugo (goleiros), Heitor (lateral), Figueiredo, Zé Carlos II, Guto (zagueiros), Bigu (volante), Gilmar Popoca (meia), Edmar (centroavante), João Paulo (ponta-esquerda).

    No comando desse plantel, um treinador consagrado, cotado para dirigir a Seleção Brasileira nas Eliminatórias da Copa que terão início no ano seguinte. Ninguém menos que Mário Jorge Lobo Zagalo.

    É, provavelmente, o melhor plantel em atividade no futebol brasileiro. Nada menos do que 14 (quatorze) jogadores com passagens em Seleções Brasileira de Profissionais ou da Base.
    Enfim, definitivamente, o problema não é jogador.

    Mas o que há de errado, enfim?

    Porque esse elenco estrelado, pleno de jogadores cascudos e consagrados, acaba de terminar a temporada sem conquistar absolutamente nada. Um time que entrou o ano com a ambição de ganhar competições nacionais e continentais, vê-se, subitamente, com as mãos praticamente vazias, salvo uma prosaica Taça Guanabara. Para piorar, vê o rival Fluminense, com um time onde vicejam apenas três jogadores de primeira linha (Romerito, Ricardo Gomes e Branco), que escoltam jogadores razoáveis (alguns, com muito boa vontade) a bons, empilhar um Brasileiro e partir para o segundo Estadual. O Flamengo, pela primeira vez em seis anos, não conquista nenhum título de expressão ao longo do trajeto.

    O que terá faltado?

    A diferença nas formas de jogo chega a ser acintosa. O Flamengo, embora já não pratique o futebol encantador do início da década, ainda reúne várias das qualidades que o fizeram uma das equipes mais vitoriosas da história do futebol brasileiro. Conciliando a capacidade de alternar o ritmo da retenção de bola, ora cadenciando pacientemente o jogo com impressionante exuberância técnica, ora imprimindo ataques de velocidade alucinante (ajudado pela entrada de Bebeto), mas agregando o espírito competitivo dos novos tempos pós-Sarriá. Com Cláudio Garcia (treinador que ajudou a montar o time do Fluminense) e depois Zagalo, o Flamengo deixa de lado o jogo romântico e eminentemente ofensivo, e passa a cuidar de sua retaguarda. É um time agressivo, mas que sabe fechar espaços, embora sofra com problemas de recomposição defensiva.

    Enquanto isso, o rival pratica um futebol muito bem executado, mas inquietantemente previsível. Linhas postadas em seu campo, marcação sufocante na intermediária e cortante velocidade em contragolpes de objetividade extrema. O sistema defensivo é sólido, apenas um dos laterais tem liberdade para atacar, a dupla de volantes alterna entre a bicuda e a porrada, há um meia cerebral que articula as ações ofensivas, um ponta-esquerda arisco e veloz e uma dupla de atacantes com notável capacidade de finalização. É a quintessência do “futebol reativo”, que ganha qualidade com a chegada de mais um meia (Romerito), mas jamais abandona sua índole de “futebol de resultado”.

    Ao final da temporada, mais um daqueles balanços de desempenho é produzido, avaliando-se com quais jogadores a comissão técnica pretende contar para o ano seguinte. Ainda atônita com o desempenho incompatível com o nível do plantel, a Diretoria tenta juntar os cacos. Mas há pistas. Algumas evidências que podem ajudar a explicar o que pode ter acontecido.

    Como a desastrada gestão da campanha no Brasileiro. Na Terceira Fase, o Flamengo conquista sua classificação com antecedência, ao derrotar Santos, América e Náutico, e depois soma mais dois pontos decorrentes de empates contra o América e a equipe da Vila. Resta o confronto com os pernambucanos, em Recife. Irritada com a violência dos jogadores santistas na recente sequência de jogos contra os praianos (três partidas em uma semana, válidas por Brasileiro e Libertadores), a comissão técnica manda um misto de reservas e juniores para o Arruda. Perde a partida (1-2), resultado que elimina o Santos do Brasileiro. No entanto, ao terminar a Terceira Fase com 8 pontos, o rubro-negro despreza a vantagem do mando de campo nas Quartas-de-Final. Decidirá com o Corinthians (que também soma 8 pontos, mas consegue melhor saldo de gols) no Morumbi. E isso se mostrará fatal.

    Ainda no Brasileiro, o Flamengo faz grande partida no Maracanã e derrota os paulistas (2-0), num jogo em que desperdiça preciosas oportunidades de gol. Antes do jogo decisivo em São Paulo, o rubro-negro vai enfrentar o América de Cali, no Maracanã, pela penúltima rodada da Primeira Fase da Libertadores. O rubro-negro divide com os colombianos a liderança do grupo (7 pontos cada). Mas ainda tem dois jogos a cumprir, sendo o último deles o jogo contra o desinteressado e já eliminado Atlético Junior, também no Maracanã, enquanto o América despede-se na partida contra o Flamengo. O time escala a força máxima, e não encontra dificuldades para abrir 4-2, garantindo assim a vaga de forma antecipada. No entanto, perde Tita e Bebeto, lesionados, para o jogo do final de semana contra os corintianos (Bebeto ainda atua, mas, visivelmente sem condições de jogo, logo é substituído com poucos minutos). Com o ataque seriamente comprometido, o time se vê completamente envolvido, é goleado (1-4) e perde a vaga no Brasileiro.

    Segue-se uma breve pausa, de cerca de um mês, período suficiente para o clube se desfazer de Júnior, vendido para o futebol italiano. Para repor a saída do Capacete, o Flamengo contrata do América o lateral-esquerdo Jorginho, titular da Seleção Brasileira de Juniores e já efetivado na equipe rubra. No entanto, Zagalo prefere trazer Jorginho (que é destro e atua dos dois lados) para a lateral-direita, subindo o talentoso Adalberto para o lado esquerdo.

    No entanto, há um problema. Jorginho não pode mais ser inscrito para as Semifinais da Libertadores. No jogo de estreia, contra o Grêmio no Olímpico, Zagalo improvisa o volante Bigu, que ocasionalmente “quebra um galho” atuando na função (normalmente com mau desempenho). A ideia se revela um desastre. O Grêmio desloca Renato Gaúcho, que vive grande momento, para a esquerda. E Renato passeia sobre o jovem. Bigu falha em pelo menos três dos cinco gols sofridos pelo rubro-negro na humilhante goleada (1-5), a terceira em um intervalo de três meses (além de Grêmio e Corinthians, o rubro-negro amargara um revés no Beira-Rio pelo Brasileiro, 0-4 Inter). Há ainda uma questão administrativa, o Flamengo não leva camisas de mangas compridas para Porto Alegre, embora a temperatura local pouse a patamares próximos de 0 °C.

    Em que pese as declarações raivosas da Diretoria (“é inadmissível sofrer tantas goleadas. Vamos tomar uma atitude”), não há mudanças significativas no time, salvo o envio de Bigu, que cai em desgraça, para o ostracismo. Com Leandro de volta à lateral-direita e Figueiredo efetivado na zaga, o Flamengo reage, derrota o Grêmio no Maracanã (3-1, em jogo em que inexplicavelmente o time recua após abrir 3-0) e vence o frágil ULA (Universidad Los Andes) por 3-0 em Mérida, na Venezuela. Assim, o time precisa vencer os venezuelanos por OITO gols de diferença para atingir em vantagem um jogo-desempate contra o Grêmio. A despeito dos riscos, Zagalo assume a pressão e avisa que “saberá como escalar a montanha” e conseguir a diferença necessária. Dá tudo errado. O fraquíssimo ULA abre o marcador e se tranca na defesa. O Flamengo roda o jogo, chuta de longe, precipita jogadas, levanta 36 bolas na área dos venezuelanos e, nervoso, por muito pouco não protagoniza um dos maiores vexames de sua história. A suada virada (2-1) somente se dá nos minutos finais de um jogo em que o Flamengo enfrentou o maior dos seus adversários. A si mesmo.

    Com a pálida vitória, o rubro-negro perde a vantagem e acaba eliminado das Semifinais, ao não conseguir superar a retranca do Grêmio, que segura o 0-0 num Pacaembu com mais de 50 mil.

    Resta o Estadual. E, após uma campanha sólida (onde perde apenas três pontos), o Flamengo conquista a Taça Guanabara, ao atropelar o Fluminense na última rodada. O magro 1-0 (gol de Adílio, de cabeça) não reflete nem de longe a plena superioridade rubro-negra, que realiza uma de suas melhores atuações do ano. No entanto, a euforia pelo título traz em seu bojo uma perigosa acomodação. Já na estreia da Taça Rio, a equipe é derrotada pelo Volta Redonda (0-1) no Raulino de Oliveira. Pontos que fazem falta.

    Mesmo apresentando uma campanha irregular, o Flamengo surge como forte candidato ao título do Segundo Turno, o que daria ao rubro-negro a conquista antecipada do Estadual. O Botafogo, comandado pelo atacante Baltazar, surpreende e vence alguns clássicos. O Bangu e o Vasco, após más campanhas no Turno inicial, recuperam-se. Com isso, a Taça Rio apresenta um notável e inacreditável equilíbrio, com cinco equipes disputando “cabeça a cabeça” o título do turno.

    O Flamengo vence Botafogo (3-2) e América (1-0). Mas, contra o Vasco, vai vencendo por 1-0 até sofrer o empate nos minutos finais. Pior se dá contra os banguenses. O rubro-negro abre o marcador e desperdiça uma chance atrás da outra. Não mata o jogo. E é castigado nos descontos, no último lance, quando o árbitro, apito à boca, apenas aguardava seu desfecho para encerrar a partida. Com o 1-1, o rubro-negro se distancia da briga. Mas não muito.

    Na penúltima rodada, Botafogo 14, Flamengo 13, Vasco 13, Bangu 13 e Fluminense 12 estão inacreditavelmente embolados na disputa do título do returno. O Flamengo enfrenta o lanterna Campo Grande no Maracanã. Com uma vitória simples, passará a 15 pontos no turno e 34 na soma acumulada de pontos. Uma vez que o Fluminense somente pode alcançar no máximo 33 pontos na soma geral, o contexto parece bastante claro. Se o Flamengo derrotar o lanterna no Maracanã, virtualmente elimina o Fluminense do Estadual (as chances do tricolor vencer a Taça Rio são muito remotas). O meia Delei joga a toalha: “acabou. Não vão perder ponto num jogo desse tipo.”

    O Flamengo, mesmo atuando mal, abre o placar com Gilmar Popoca, num tiro de longe. Pouco depois, o árbitro assinala um pênalti em Tita. Tudo parece tranquilo e encaminhado com o iminente segundo gol. Mas Tita estoura a cobrança na trave. Irritada, a torcida começa a vaiar o jogador que, nervoso, passa a errar tudo. Numa dessas falhas, o Camisa 10 perde uma bola na intermediária, e no contragolpe o Campo Grande consegue um pênalti. Cantarele defende, mas o árbitro manda repetir a cobrança. E se dá o empate. Na segunda etapa, o Flamengo, desnorteado com a inusitada dificuldade, não consegue reverter o placar. E sai de campo com um desastroso 1-1. No dia seguinte, os jornais não perdoam: “camarão que dorme na beira do mar a onda leva”. O Fluminense ressuscita e, mesmo sem conseguir vencer a Taça Rio (que é conquistada pelo Vasco), chega às Finais justamente pelo índice técnico (ultrapassa o Flamengo, já beirando a crise, ao vencer o rival por 2-1 na última rodada do returno).

    Com o fim do Estadual, termina o ano. Uma temporada a se esquecer, em que pese a necessidade de aprender com determinados erros se imponha como pauta. Os jogadores entrarão de férias, o clube entrará de férias, e um novo período terá início. Contratações pontuais, jogadores que emergem como revelações serão o critério para a aquisição de reforços. A base do elenco será mantida, avaliando-se que o plantel já possui qualidade suficiente. Até que, ao final do semestre, uma bomba explodirá na Gávea, sinalizando o retorno do Messias. A solução que o pensamento sebastianista flamengo logo abraçará como a panaceia para as agruras recentes.

    No entanto, chegará o Salvador mas os títulos seguirão longe da Gávea.

    Ao menos por enquanto.

     
    Adriano Melo escreve seus Alfarrábios todas as quartas-feiras aqui no Mundo Bola e também no Buteco do Flamengo. Siga-o no Twitter: @Adrianomelo72

    Fotos: Reprodução


     


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  • Leandro Damião é liberado e deve acertar com o Inter

    Os dias de Leandro Damião com a camisa do Flamengo estão cada vez mais próximos do fim. Em negociação com o Internacional de Porto Alegre, o atacante foi liberado da concentração e não atuará, hoje, contra o Palmeiras.

    Contrato por empréstimo junto ao Santos em agosto de 2016, o atleta esteve em campo pelo Flamengo em 40 oportunidades e marcou 11 gols. Atualmente, seu contrato com o rubro-negro vai até o final do ano, mas, após investida do clube gaúcho, o Flamengo encaminhou sua liberação.

    A confirmação da transferência deve acontecer ainda hoje.

     


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