Autor: diogo.almeida1979

  • Vizeu e Rhodolfo podem ser suspensos por até 12 jogos

    Os atletas Felipe Vizeu e Rhodolfo foram denunciados pelo STJD pela confusão entre atacante e zagueiro, na vitória sobre o Corinthians por 3 a 0, pelo Campeonato Brasileiro. O desentendimento entre os jogadores do Mais Querido com troca de agressões e ofensas será julgado na próxima quarta, dia 29 de novembro, pela Terceira Comissão Disciplinar do STJD. Wagner Reway, árbitro do confronto, também foi denunciado por não controlar os atletas.

    O desafeto ocorreu no final do primeiro tempo, após um lance perigoso do clube paulista, o zagueiro, Rhodolfo se irritou com o atacante, Vizeu, por uma falha na marcação. O zagueiro desferiu um soco e tentou dar uma cabeçada no companheiro de equipe. No lance seguinte, o centroavante do Flamengo marcou um gol e, durante a sua comemoração, acenou com um gesto obsceno para o zagueiro. Rhodolfo ficou revoltado, e disse que iria “quebrar o atacante dentro do vestiário”.

    A Procuradoria do STJD, acusou o defensor por dupla agressão física, e por ameaçar o adversário, podendo perder de 4 a 12 jogos, além da possibilidade de ser multado em até R$ 100 mil.

    Já o centroavante foi enquadrado por agressão e por ofender a honra. Vizeu pode ficar até 12 jogos fora pela agressão. Pela ofensa, o atleta corre risco de uma multa de até R$ 100 mil. O Flamengo também pode ser multado por atrasar em 1 minuto a volta do intervalo.

    Multa Reduzida

    Em outro caso do STJD, o Mais Querido conseguiu reduzir sua pena pelas ocorrências na primeira partida da final da Copa do Brasil. O clube havia sido multado em primeira instância no valor de R$ 40 mil, sem concordar com a decisão, o Flamengo pediu a absolvição pela denúncia fora do estádio, alegando que tomou todas as medidas preventivas. A pena foi reduzida para R$ 20 mil pelo Tribunal.

  • Dia de semifinal internacional e uma grande decisão sobre o Carioca 2018

    Flamengo entrará em campo hoje contra o Junior Barranquilha na semifinal da Copa Sul Americana 2017. Estádio cheio, torcida elétrica, certo?

    Não.

    Vendas de ingressos aquém do esperado. Muitos alegam preços altos. Mas isto não foi impeditivo para a torcida lotar o Maracanã outras vezes. E, vamos considerar, Flamengo chegou a cobrar preços mais em conta em suas partidas e isto não foi o suficiente para encher o estádio, obrigando o clube a fechar um setor da Ilha do Urubu, de apenas 20.000 lugares, por exemplo.

    Exceção feita àqueles que realmente gostariam de ir e iriam, se o preço fosse do tamanho permitido pelos seus orçamentos, o problema para mim é bem nítido. O descolamento da torcida com este time. É um time que decepcionou tanto ao longo do ano, que a torcida parece que “desistiu” do mesmo. E porque a decepção? Por várias partidas jogadas sem “entrega” por parte dos jogadores. O time do Flamengo, hoje, é um “produto” que não se pode confiar.

    Mas eis que este time maníaco-depressivo, que oscila entre buscar resultado ou ficar catatônico, por algum motivo, chegou à semifinal da Copa Sul-Americana. O torneio continental de segunda linha, para aqueles que não chegaram à Libertadores ou fracassaram no trajeto. Caso do Flamengo. Enfim, é um torneio que alguns encaram meio envergonhados, servindo de consolação. Ainda porque o Grêmio conseguiu chegar a final da Libertadores com um catadão de jogadores, entre os quais, Leo Moura, Cortez e Jael, o Cruel. E o Flamengo de Diego e Guerrero, saiu na fase de grupos.

    Segunda linha ou não, é o campeonato continental que o Flamengo está. E não somos bons nisso. Ano após ano, priorizamos carioquinhas. Ano após ano a torcida enche mais os estádios para rivalidades locais. Ganhar do Vasco, Fluminense e Botafogo, ainda é o maior desejo de muitos. Flamengo precisa dar o salto. Passar a querer o domínio continental. E para isto só priorizando ao máximo Libertadores ou Sul-Americana. O que conseguir jogar. Tem que ser política do clube e assimilada pela torcida.

    Não pode priorizar carioquinha. Mesmo se tiver na final, e está jogando a Libertadores, coloca-se time B para disputar. Não vai machucar jogador importante em decisão irrelevante. O espírito tem que ser este. Ter um “time titular” para disputar o carioquinha formado pelos reservas do time da Libertadores acrescidos de jogadores sub20 com o número permitido pelo regulamento. O regulamento do carioca exige que se o clube participa de torneio internacional seus jogadores devem ser inscritos também no carioquinha, nesta aberração típica brasileira: a Federação estadual, mais uma instituição simbólica deste país dos carteis que se tornam núcleos de poder e concentração de renda.

    LEIA TAMBÉM: “E la nave va: com ausência de urgência competitiva”.

    Enfim, repetindo para fixar bem. Nossa prioridade sempre deve ser torneio continental. Só com boa performance nestes torneios poderemos, enfim, partir para uma escala mais “mundial”. E, neste processo, devemos buscar a supremacia no Brasil. E não é disputando o campeonato brasileiro sem ambição alguma e com jogadores aquém da qualidade do Flamengo que iremos conseguir.

    Flamengo em 2017 pecou pela ausência de espírito competitivo que culminou com a eliminação precoce na Libertadores, causando imenso prejuízo emocional na relação do time com a torcida, agravada por declarações sempre estapafúrdias e melancólicas dos dirigentes ligados ao futebol, inclusive do Presidente, travestido de VP de Futebol.

    Porém, vamos seguir em frente. E hoje é o dia. Que os tambores rufem, que os gritos saem da garganta, incentivando o elenco. Flamengo entrará em campo. Precisará reunir ainda os cacos destruídos pela falta de confiança da torcida e fazer destes cacos armas para derrotar o Junior Barranquilha. Que o sangue nos olhos esteja em todos os jogadores e na torcida.
     


    Flávio H. de Souza escreve no Blog Pedrada Rubro-Negra. Siga-o no Twitter: @PedradaRN
     

    Imagem destacada no post e nas redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo

  • Reinaldo Rueda: uma análise tática em meio a três meses de grandes decisões, crises e adaptação

    Por Bolívar Silveira, especialista de futebol sul-americano.

     
    Rio de Janeiro, 17 de Agosto de 2017. Reinaldo Rueda estreava no comando do clube de maior torcida do Brasil. Missão difícil pela grandeza do Flamengo e pelo “costume brasileiro” de ser alheio a ideias estrangeiras no futebol. O treinador colombiano encontrou no elenco jogadores diferentes do que estava acostumado, juntamente com uma semifinal de Copa do Brasil. Sabiamente empregou esforços no sistema defensivo.

    LEIA TAMBÉM: “O que esperar de Rueda?”

    Não sofrer gols em mata-mata aumenta a chance de passar de fase e nos pontos corridos te garante no mínimo um ponto. Nos primeiros 14 jogos sob seu comando o rubro-negro levou apenas oito gols. Até o jogo contra o Júnior Barranquilla a defesa flamenguista ficou 12 jogos sem ser vazada. O fator determinante para potencializar a defesa foi estreitar a linha defensiva, diminuir os espaços dos defensores entre si. Trocar Rafael Vaz por Juan foi também uma decisão que se viu acertada. O ex-selecionável possui potencial enorme de antecipação, visão de jogo e saída de bola. Equilibrando o sistema defensivo e dando começo ao processo de construção de jogo.

    Na transição e construção ofensiva, o Atlético Nacional do Rueda utilizava de lançamentos para os pontas, jogadores de potência física e boa estatura que buscavam o confronto com o rival ou deixavam a segunda bola com os volantes para buscar as costas dos rivais que “desciam” para pressionar. No Flamengo as características dos jogadores são diferentes; Éverton caracteriza-se pela velocidade, cruzamento e boa recomposição. Éverton Ribeiro é um ponta de construção, tende a interiorizar o jogo, busca o companheiro mais próximo e pisa na área com facilidade. Dessa maneira, Rueda decidiu usar os volantes na organização e transição. Colocou Cuéllar ao lado do Arão. Volantes de construção, bom passe, mas com potencial de marcação. A estratégia vislumbra que os volantes limpem o jogo e atraiam a marcação adversária. Deixando espaço livre pro Diego pensar o jogo e receber a bola sem pressão para que camisa 10 tenha liberdade para encostar nos pontas.

    O ritmo do jogo também foi fundamental para a mudança e melhora do Flamengo com o seu comando. Os times do Rueda têm como características trocar a velocidade do passe. Ritmos diferentes, intercalando passes curtos e longos. Diferente do Flamengo do Zé Ricardo que preferia cadenciar e ter o domínio total da posse. Outro fator distinto aos tempos do Atlético Nacional é a função dos laterais, no Flamengo esses jogadores dão suporte ofensivo. Aparecendo constantemente para triangular com os pontas e chegar a linha de fundo. Na frente, Guerrero com o seu biotipo e potência conseguiu desempenhar tudo aquilo que Rueda esperava. Pivô e movimentação para infiltração do Éverton Ribeiro, Éverton e Arão.

     

    As imagens acima são dos passes realizados por Éverton Ribeiro, Éverton e Diego contra o Coritiba. Fica evidente a importância do camisa 10 na construção das jogadas ofensivas e a verticalidade dos pontas, com maior liberdade de movimentação para o camisa 7.

    Claro que existem muitos pontos a serem melhorados no Mengão. A bola aérea defensiva é uma delas. Questão de posicionamento corporal, atenção e organização. A falta de atenção é outro ponto negativo e que vem afetando o sistema defensivo. Nos últimos seis jogos foram nove gols sofridos. Muito por descuidos e falta de pressão na bola. Esses defeitos podem ser reflexos da falta de comunicação ou defasagem física. É bastante normal uma queda no rendimento físico em equipes que jogam mais de um campeonato, principalmente nos últimos meses da temporada. No setor ofensivo a falta de efetividade também vem incomodando a torcida rubro-negra, o time cria oportunidades, mas não consegue concretizá-las.

    O treinador tenta sistematizar as ações táticas positivas, torná-las um hábito. O que não é fácil, nem rápido. Desempenho e entendimento coletivo não surgem rapidamente. Demanda paciência e muito treinamento. Acostumar-se a um padrão demora. Faz parte do processo de maturação percalços e más atuações, mas geralmente recompensa quando o trabalho tem qualidade e a direção e torcida entendem o método. Mano Menezes, Renato Gaúcho, Carille e Jair Ventura são belos exemplos da importância do seguimento de um trabalho. A torcida flamenguista deve confiar no treinador e tentar entender a sua linha de trabalho. Rueda já demonstrou potencial e a simples troca de comissão, mania nacional, é evidentemente falível e desnecessária.
     

    *Colaboraram Leonardo Miranda, Gustavo Fogaça e Emílio Ribeiro.
     


    Bolívar Silveira escreve no excelente Footure.com.br e gentilmente aceitou escrever no Mundo Bola. Siga-o no Twitter: @BolivarSilveira.

  • Flamengo x Junior Barranquilla: o encontro de temporadas opostas

    Flamengo e Junior Barranquilla duelam nesta quinta (23), às 21h45 de Brasília, no Maracanã, pela semifinal da Copa Sul-Americana.  Tendo um ano muito abaixo das expectativas, o Flamengo deposita todas as suas fichas na Copa Sul-Americana, única esperança restante de título no ano e que também concederá a vaga direta na fase de grupos da Libertadores. Com uma vitória nos últimos dois jogos do Brasileirão a vaga na Pré-Libertadores já estará garantida.

    Após um final de semana vitorioso e polêmico, com o Rubro-Negro voltando a vencer o campeão brasileiro, Corinthians, o técnico Reinaldo Rueda iniciou a semana em busca alternativas para sua equipe, pois a equipe segue com desfalques por lesões. Na posição de centroavante a disputa é entre Felipe Vizeu e Lucas Paquetá, pois Paolo Guerrero está suspenso provisoriamente, por 30 dias, pela FIFA, após um exame antidoping ter acusado uma substância estimulante em seu corpo. Outro protagonista fora da equipe, é Éverton. O ponta esquerda segue em tratamento para se recuperar da lesão e encontra-se em momento de transição para o campo. Mancuello e Vinicius Júnior disputam a vaga do camisa 22, com Paquetá correndo por fora.

    Juan volta a equipe depois de ser poupado por desgaste físico. A dupla de zaga provavelmente será formada por Juan e Rhodolfo. O capitão Réver estará a disposição do treinador, apensar de estar sem ritmo vindo de uma grave lesão. Nesta semana, dois Garotos do Ninho foram inscritos na competição, o centroavante Lincoln e o lateral direito Klebinho entraram nas vagas de Ederson e Berrío, mas não foram relacionados para a primeira partida da semifinal. A lista de lesionados da Gávea é completada por Thiago.

    A escalação base do Flamengo à partida é: Diego Alves; Pará, Juan, Rhodolfo e Trauco; Cuellar, Arão e Diego; Everton Ribeiro, Felipe Vizeu (Paquetá) e Mancuello (Vinicius Junior).

    Do outro lado, o Junior Barranquilla vive ótimo momento na temporada, após conquistar a Copa da Colômbia nesse mês e garantir a vaga na Libertadores do próximo ano. A equipe colombiana terminou a classificação do Campeonato Nacional em primeiro, garantindo vaga para as quartas de final do torneio diante do América de Cali. Somando todas as competições disputadas em 2017, o Junior tem 62 partidas, 31 vitórias, 15 empates e 16 derrotas, além de 85 gols marcados e 51 sofridos.

    O Junior iniciou a campanha da Copa Sul-Americana na segunda fase, passando pelo Deportivo Cali, Cerro Porteño e o Sport, até chegar às semifinais. Enfrentando clubes brasileiro, a equipe colombiana não tem boas recordações, sendo eliminado em duas de três ocasiões pela Sul-Americana, diante do Internacional em 2004, e da Chapecoense no último ano.

    Os destaques da equipe são os atletas, Yimmi Chará e Téo Gutiérrez. Chará é o artilheiro do time, sendo a contratação mais cara da liga nacional. Já o desfalque é no setor defensivo, o zagueiro Jonathan Ávila, titular da equipe, fraturou o metatarso do pé esquerdo e não atua mais na temporada. Outros dois defensores também estão fora da partida, Jefferson Gómez e Deivy Balanta fecham a lista de desfalques.

    O Flamengo já jogou diante do clube colombiano em duas ocasiões. O primeiro encontro entre as equipes foi em 29 de março de 1984, quando o Mais Querido foi ao Estádio Romelio Martínez, na Colômbia, para encarar o Junior na primeira fase da Copa Libertadores da América. Com gols de Edmar e Tita, o Flamengo saiu com a vitória por 2 a 1. No Maracanã, no dia 10 de maio de 1984, o Rubro-Negro novamente se destacou e, com três gols de Edmar, venceu por 3 a 1 na primeira fase da Copa Libertadores.

    O comando da arbitragem é de Jose Argote (VEN), com o auxilio de Luis Murillo (VEN), e Carlos Lopez (VEN).

     

  • Conheça Junior Barranquilla: o atual bicho papão da Colombia

    O Flamengo chegou, pela primeira vez, a uma semifinal da Copa Sul-Americana e enfrenta o Junior Barranquilla, da Colômbia, em busca da tão sonhada vaga na final.

    Afinal o que pode-se esperar do time colombiano?

    Junior Barranquilla, fundado em 1924, é um dos clubes mais tradicionais de seu país. Ganhou sete vezes o Campeonato Nacional (equivalente ao Campeonato Brasileiro), é líder da atual edição e o campeão da Copa Colômbia 2017, o feito já garante o clube na fase de grupos da Libertadores 2018. Atualmente é time de melhor rendimento e nível técnico em âmbito nacional. Um adversário digno das grandes decisões que entram à história.

    A equipe colombiana não possui grandes estrelas, mas tem peças de destaque, que podem mudar uma partida. Jogando preferencialmente em um 4-4-2, com marcação alta, lembrando em alguns momentos o Atlético Nacional de Rueda, um dos sucessos da equipe passa pelos pés da dupla de Cantillo e Pico, dois rápidos e fortes marcadores. Apesar da lesão do zagueiro Jonathan Ávila, que não atuará mais na competição, pouco se modificam as linhas de defesa do Junior, que mantém o esquema.

    Téo Gutierrez é o jogador mais conhecido do Junior Barranquilla, considerado uma das principais contratações à sua época, excelente atacante e ponto alto do time colombiano em sintonia com Ymmi Chará. Rápido, mesmo sendo o centro-avante da equipe, Téo gosta de circular fora da área prendendo a bola e transformando seus passes em assistências.

    Ainda no ataque temos Ymmi Chará, 26 anos, chegou ao Junior em junho deste ano. É o jogador mais importante na construção de jogadas e requer muita atenção. Ymmi atua por todos setores do meio campo e até como falso nove. “El Depredador”, como é conhecido, é difícil ser marcado, está em todos os lugares e sempre alterna de posição com Téo, infiltrando-se na área para colocar a bola no fundo da rede. Convocado para a seleção colombiana, Ymmi participou de quatro partidas nas Eliminiatórias da Copa do Mundo de 2018, jogando, inclusive, contra o Brasil.

    Em Setembro deste ano, o jornal colombiano El Deportivo, noticiou que o Flamengo estaria monitorando a situação do meia, Palmeiras também estaria interessado, podendo usar até Borja como moeda de troca.

    A primeira partida da semifinal ocorre na quinta-feira (23), ás 21h45 (de Brasília), no Maracanã. A segunda partida ocorre no próximo dia 30, na Colômbia.

     

     

  • Rueda convoca torcida para a decisão da Sul-Americana

    No dia que antecede o confronto da Copa Sul-Americana diante do Junior Barranquilla, o treinador Reinaldo Rueda concedeu a entrevista coletiva, na Ilha do Urubu. O duelo é contra um antigo conhecido do técnico Rubro-Negro, que comentou sobre a equipe, além de falar sobre a volta do capitão Réver, e a ausência do ponta esquerda Éverton.

    “Réver e Juan vêm trabalhando bem. Creio que não haja nenhum problema. Tomarei uma decisão se escalarei um dos dois ou ambos, uma situação que iremos decidir nas próximas horas. Veremos como responderão aos estímulos de hoje, como se sentirão. Há de ser considerado que Rhodolfo e Vaz vêm com ritmo de jogo. O importante é a segurança para nosso setor defensivo”, afirmou o treinador, sobre a possível volta de Réver, após um mês sem atuar.

    Sobre o ‘Motorzinho’ do clube, Éverton, Rueda lamentou não poder contar com o jogador, mas confia que Mancuello ou Vinicius Junior possam dar conta do recado.  “Éverton está em período de transição, mas ainda sente dores. Tenho um pouco de insegurança em arriscá-lo. Vamos poupá-lo um pouco para que possa vir a ser utilizado no próximo jogo”, disse. “No jogo anterior, participou o Mancuello e teve um bom comportamento. Também temos o Vinicius, que está apto a jogar depois de sua suspensão no Brasileiro. Ambos estão prontos para cumprirem uma boa função”.

    Sobre a semifinal contra o Junior Barranquilla, o técnico espera contar com todo o apoio da Nação.  “Para nós, será muito importante a companhia da torcida. Precisamos do seu apoio. A equipe está em um estágio importantíssimo de um torneio internacional. Precisamos desse suporte para que se sinta esse calor, essa paixão. Certamente, entre hoje e amanhã haverá uma maior venda de ingressos. Esperamos por um estádio lotado, porque motiva muito os jogadores em relação à generosidade no esforço, parte do comprometimento interno que temos com nós mesmos, com a instituição e com a motivação de um torneio internacional”.

    O treinador Rubro-Negro reiterou a importância do título da Copa Sul-Americana, tanto para a alegria da Nação, quanto para as pretensões da equipe no restante do ano. “Sem dúvidas, será vital pelas aspirações que temos, pela grande meta que é um torneio internacional. Esse é um desejo que temos. Sabemos que serão quatro jogos dificílimos. Precisamos pensar primeiro nesses dois. Um bom resultado mudaria todo esse ambiente e levantaria o ânimo do grupo, tanto para o Campeonato Brasileiro quanto para avançarmos nessa semifinal, que é o que desejamos”.

    Por último, Rueda afirmou que não existe vantagem para o Flamengo, por ele conhecer o adversário. “Creio que hoje, no futebol mundial, não há nenhum mistérios. Todos se conhecem. Há comunicações, os jogos são sempre transmitidos. Mas há situações pontuais que são mais conhecidas de uma equipe ou de outra, características de jogadores. Quando estamos 11 contra 11 em campo, no entanto, o importante é a inteligência de jogo. Há de se aproveitar as oportunidades e tomar as decisões corretas”.

  • Árbitro da Sul-Americana tem nacionalidade duvidosa

    Arbitragem em decisão é sempre um assunto polêmico e o jogo desta quinta-feira (23), não foge a regra. Flamengo e Junior Barranquilla fazem a primeira partida da semifinal da Copa Sul-Americana, e o árbitro para a confronto é Jose Argote (VEN), com o auxilio de Luis Murillo (VEN), e Carlos Lopez (VEN).

    A polêmica da vez gira em torno da nacionalidade do juiz. De acordo com o jornalista argentino, Marcelo Benini, Jose Argote é colombiano, o que o impossibilitaria de arbitrar o duelo da equipe colombiana contra o Rubro-Negro. Benini afirma que o árbitro nasceu na Colômbia e teria um documento de nacionalidade falso.

    Por outra via, Sálvio Espínola, ex-árbitro, e atualmente comentarista da ESPN Brasil, comentou que Argote nasceu na Venezuela e tem nacionalidade, porém se formou em veterinária no país vizinho, sendo essa a razão de tal registro. A justificativa vai de encontro com as publicações de Marcelo Benini que diz ter acontecido o contrário. O juiz seria colombiano e, na verdade, formado em Maracaibo, tanto para sua graduação principal, quanto no curso de arbitragem.

    No ano passado, Jose Argote causou polêmica apitando a partida na Colômbia, entre Atlético Nacional e Huracán pelas oitavas de final da Libertadores. Na ocasião, o time de Medellín garantiu a classificação com vitória de 4 a 2. Os argentinos reclamaram muito de Argote pela marcação de um pênalti para o time da casa, além da expulsão de um jogador dos visitantes.

    Em 2017, o árbitro comandou o apito no confronto de Botafogo e Grêmio, irritando as duas equipes. O tricolor gaúcho reclamou de um suposto pênalti de Arnaldo em Arthur. Na jogada, Argote mandou seguir. Logo após uma cobrança de escanteio, a bola resvalou no braço do alvinegro Matheus Fernandes, também ignorado pelo árbitro. Pelo lado carioca, a reclamação veio por conta de um duvidoso pênalti não marcado de Edílson em Roger.

  • Gabriel “Mit” é o treinador do time de League of Legends

    O Flamengo continua a se movimentar para a formação da sua primeira equipe de eSports. O Rubro-Negro acaba de anunciar a sua primeira contratação para o time de League of Legends, se trata de Gabriel “Mit” Souza. O mineiro chega para assumir a posição de Técnico Principal, e comandar a equipe no Circuito Desafiante de 2018.

    Gabriel “Mit” iniciou sua carreira nos eSports como cyber atleta em 2012, atuando pela Pain Gaming como suporte. Como pro player a carreira do novo treinador Rubro-Negro não foi muito vitoriosa, sendo encerrada em 2014. Ainda no mesmo ano, ele assumiu a função de Manager pela Vivo Keyd, o que durou até o final da temporada.

    A carreira como treinador começou em janeiro de 2015, quando Mit voltou à paiN Gaming no comando da equipe, sob desconfiança da comunidade, mas não decepcionou. No 1º semestre do CBLoL 2015, a equipe terminou em 3º lugar, perdendo na fase semifinal. Porém, no 2º Split, a grande conquista solidificou o ótimo trabalho do treinador. Sua equipe se tornou campeã e garantiu a tão sonhada vaga no Campeonato Mundial, após dominar o Torneio de entrada, realizando a melhor campanha brasileira em mundiais da história. No mesmo ano, o mineiro foi escolhido como o melhor treinador do Brasil no MyCNB Awards, um prêmio da imprensa especializada da categoria. Nos últimos 6 meses o novo técnico Rubro-Negro esteve sem clube, depois de se desligar da Pain Gaming.

    No seu Facebook, Gabriel “Mit” fez um texto agradecendo a oportunidade de realizar o sonho de fazer parte de um time gigante como o Flamengo, além de se dizer extremamente orgulho de fazer parte da Nação.

    https://www.facebook.com/GabrielMitSouza/photos/a.292780740837271.70321.281672498614762/1504626262986040/?type=3&theater

    O Rubro-Negro divulgou a contratação através das suas redes sociais com um vídeo do novo treinador.

    *Imagem destacada: Riot Games/Divulgação

  • Pipocam vozes e ganidos estridentes

    “Toda vez que o Flamengo vence/ Tem sempre um nhem nhem nhem/ O Flamengo (…)/ Não pode ganhar de ninguém” (Flamengo e Mangueira, Bezerra da Silva)

    Saudações flamengas a todos,

    Domingo passado o Flamengo goleou o Corinthians por 3-0, em partida disputada na Ilha do Urubu, válida pela 36ª Rodada do Campeonato Brasileiro. As duas equipes atuaram com desfalques. Todos os gols foram marcados na primeira etapa.

    Jogando de forma concentrada, agressiva e com aplicação tática, o Rubro-Negro não teve dificuldades para se impor ao adversário. Após desperdiçar algumas oportunidades, abriu o marcador com Mancuello. Manteve o controle da partida e chegou ao segundo gol com Diego, em cobrança de pênalti sofrido por Geuvânio. Com a vantagem de dois gols, a equipe recuou um pouco e cedeu campo ao adversário, que chegou a criar algumas chances em bola parada. Mas, num erro na saída de bola corintiana, o Flamengo definiu o jogo com Felipe Vizeu. Na segunda etapa, o Flamengo administrou o resultado, mantendo a partida sob controle.

    Um fato inusitado se deu ao final da primeira etapa, quando, após Diego Alves espalmar a mais clara chance de gol do Corinthians até então, o zagueiro Rodolfo e o atacante Vizeu iniciaram uma áspera discussão e por pouco não foram às vias de fato. Na sequência, após marcar o terceiro gol, o jovem centroavante fez um gesto obsceno para o defensor, o que prolongou a confusão, resolvida no vestiário.

    * * *

    A narrativa acima possui caráter denotativo, buscando descrever de forma sucinta o que aconteceu na Ilha do Governador na tarde do último domingo.

    No entanto, quem procurou por detalhes objetivos que tentassem detalhar a escovada que o Flamengo aplicou no alvinegro paulista provavelmente encontrou severas dificuldades em seu intento, tal a plêiade de senões, “veja bem” e adjetivos vociferados por quase toda a unanimidade da crônica esportiva e mesmo das redes sociais.

    Porque, segundo os relatos dos torcedores de microfone que se dedicaram ao esforço hercúleo de transformar suas deblaterações em senso comum, o jogo de domingo foi “atípico”. “Estranho”.

    Sigamos.

    A começar pelo fato irretorquível de que o visitante atuou com um time “misto”. Com efeito, os paulistas não levaram a campo os dois laterais, dois meias e um meia-atacante. Fato, que não deixou de ser explorado em notas como “Flamengo bate mistão corintiano”.

    O problema é que o Flamengo também usou um time misto, desfalcado que estava da dupla de zaga titular, dos dois pontas e do atacante. Cinco baixas, tal como o adversário.

    Donde, a tese de que o Flamengo derrotou um adversário “enfraquecido” é fulminada na origem.

    A seguir, adentra-se pela seara da briga entre Rodolfo e Vizeu. Evento periférico, ocorrido com o placar já encaminhado, que ensejou pruridos ruborizados de cronistas que dedicaram fartos minutos em longas arengas sobre o ocorrido, dedos apontados aos atletas, tratados como párias, inimigos do bom desporto.

    O cinismo dos derrotados.

    A ênfase ao “time misto” ou ao bate-boca escolar teve, tem e ainda seguirá tendo a única finalidade, o único fito de amaciar, dourar, encobrir, empanar e, em último caso, embotar a inapelável, a emblemática, a inescapável surra que o Flamengo aplicou no Corinthians, menina dos olhos da grande crônica esportiva, muito por conta de sua localização geográfica, com três gols em 45 minutos, amassada que provavelmente não ganhou contornos mais amplos por conta de outras questões (desgaste, jogo decisivo na quinta-feira, fim de temporada).

    Todas as vezes que o Flamengo extrai um feito digno de nota, que se erige à altura de sua expressão, que irrompe em aguda demonstração de força, pipocam vozes e ganidos estridentes que, arrogando-se o preceito de magistrados dos fatos, perscrutam a mais tépida evidência de pretensa irregularidade que tenha, em sua visão, desviado o evento esportivo de seu curso normal, qual seja, o revés flamengo. Com efeito, um Flamengo derrotado, batido, represado, combalido, está no lugar natural das coisas. Dos desejos saciados. Dos ânimos adocicados. No entanto, erga-se um Flamengo pujante, de clava pesada, predador, pronto a exercer seu papel natural de protagonista, logo se derramará em nervoso desespero uma jarra de lamúrias, subterfúgios, quizílias e outras mumunhas diversionistas. Qualquer um pode ganhar, conquistar, golear, ser temido, admirado, exaltado, enaltecido.

    Menos o Flamengo.

    E aí sobrevém uma das mais abjetas pragas desses tempos modernos. Que é até antiga, mas à qual ultimamente se tem recorrido à farta, qual recurso renovável, inesgotável.

    A relativização.

    A relativização está nas menores coisas. Goleamos o Corinthians, é porque estavam com reservas (embora também estivéssemos). Goleamos o San Lorenzo, é porque estavam sem ritmo (embora nenhum outro argentino tenha sido goleado na mesma rodada). Ganhamos do Cruzeiro, é porque estavam desinteressados (embora dias antes tenham arrancado um empate do superestimado Palmeiras).

    Ano passado, vencemos o Fluminense por 2-1 em um jogo-chave para a disputa do Brasileiro, já em sua reta final. Houve um lance polêmico, em que o árbitro decidiu voltar atrás após validar um gol irregular do adversário já nos minutos finais, o que decretaria o empate, mesmo com o auxiliar tendo anotado, corretamente, o impedimento do atacante. A atitude do árbitro ensejou vozes furiosas clamando pela anulação do jogo, arguindo a imoralidade intrínseca à invalidação de um gol em impedimento. Esse ano, algo parecido ocorreu na Vila Belmiro, quando o árbitro, numa partida entre Santos e Flamengo pela Copa do Brasil, voltou atrás numa marcação de um pênalti inexistente contra o rubro-negro, o que provocou reações ensandecidas e discursos impolutos clamando pela moral e pela necessidade de “limpeza” no futebol brasileiro, “esquecendo-se” de que tal prática, relativamente recorrente, beneficiara o próprio clube santista poucos dias antes, numa partida contra o Bahia.

    O casuísmo do discurso guardado na gaveta. Usar quando convém.

    Não que sua origem seja recente, repita-se. Afinal, o Flamengo foi Campeão Mundial porque o Liverpool “jogou com reservas” e seu goleiro “estava na gaveta”. Ganhou uma Libertadores “sem argentinos” e por causa “do Wright”. Ganhou 1980 “no apito do Aragão”, 1982 “na bola de mão do Andrade tirada de dentro do gol”, 1992 “no suborno de dois botafoguenses”, 2009 “na entregada de Grêmio e Corinthians”, seu primeiro tri foi “na falta do Valido”, o segundo tri porque “o Tomires quebrou o Alarcón”, o terceiro tri “não foi tri, porque 79 foi virada de mesa”. Sem falar de 1987, do rebaixamento inventado… Ilações estridentes e risíveis, escancarada e impiedosamente desmentidas pelos fatos. Mas danem-se os fatos, diria o Velho Nelson. O que importa não é o que aconteceu. Mas o que se gostaria que tivesse acontecido.

    Entretanto, o grande, o terrível, o corrosivo problema se dá quando a nossa gente começa a replicar esse tipo de discurso.

    Sabe-se que o Flamengo vive um grave momento de crise de identidade. Uma aparentemente insanável incapacidade de gerar um ciclo sustentável de glórias e vitórias, muito por conta de escolhas equivocadas e da própria inépcia do clube em entender seu papel institucional diante de sua torcida. Que os resultados recentes, examinados a cru e a nu, são banhados de uma inaceitável mediocridade que o submergem a uma estatura incompatível com a expressão que o clube já deveria estar exibindo no cenário nacional e, por que não, continental. Que o rubro-negro recusa-se a queimar navios em busca da irrenunciável briga por títulos e conquistas. Que reluta em estender as mãos ao seu torcedor. E isso traz revolta. Inconformismo. Um sentimento amargo, uma sensação de negação e descrença. Uma profunda rejeição.

    No entanto, com tudo isso, há que se vestir de cautela antes de espancar e apedrejar os fatos. A lente do negativismo é tão ou mais nociva do que a dócil aceitação de tudo o que emana do clube e de seus paredros.

    Donde, se goleamos, se classificamos, se conseguimos uma vitória expressiva, que as saudemos. Que as desfrutemos. Que as esfreguemos nas frontes de quem as mereça. Que nos divirtamos. E que, saciados, tornemos a nos inserir e a nos posicionar no contexto que nos cerca. Opinando, elogiando, criticando, defendendo, atacando, pressionando. Pressionando muito. Fazendo valer a nossa voz. Uma voz que, por grossa, tem o condão de sacudir, de reverberar, de fazer sair da letargia os acomodados, os conformados, os que não entenderam a dimensão de defender as cores do nosso Flamengo.

    Mas que nunca nos esqueçamos. Dirigentes, profissionais, jogadores, treinadores. Todos esses passam. Dão suas contribuições e são substituídos. Todos. Mas o Flamengo, a instituição, o clube, o Flamengo jamais deixará de ser o nosso foco. O centro da nossa visão. Do nosso ardor. Do nosso amor.

    Porque, independente de nomes, um Flamengo forte e vencedor é o que nos interessa.

    E apenas a nós.

    Boa semana a todos.

     


    Adriano Melo escreve seus Alfarrábios todas as quartas-feiras aqui no Mundo Bola e também no Buteco do Flamengo. Siga-o no Twitter: @Adrianomelo72
     

    Imagens do post e das redes sociais: Reprodução, Gilvan de Souza / Flamengo.
     

  • Sul-Americana: um título para virar a página

    “Vencer, vencer, vencer”, esse é sempre o objetivo do Flamengo quando entra em campo, mas a Copa Sul-Americana pode significar algo além de mais um título, ela tem potencial para ser a virada que o clube da Gávea tanto procura nos últimos anos. A competição não fazia parte dos planos rubro-negros em 2017, porém se tornou a mais importante no fim da temporada. Após ser eliminado precocemente na fase de grupos da Libertadores, perder a final da Copa do Brasil e uma campanha irregular no Brasileirão, o Flamengo concentra as atenções na semifinal, onde encara o Junior Barranquilla, da Colômbia.

    O ano, que é um dos mais decepcionantes na concepção dos torcedores, dado o nível de investimento e o retorno, pode ser aliviado com o título e o time pode criar a cobrada “casca internacional”, com a vivência de uma grande decisão no torneio o plantel deve se acostumar a grandes jogos fora do Brasil.

    Pensando nisso, o Mundo Bola listou cinco motivos para o Mais Querido focar e acreditar no título Continental.

     

    1- Título internacional

    O último título internacional do Flamengo, a Copa Mercosul, foi conquistada em 1999. Quase 18 anos depois, o Rubro-Negro tem a chance de quebrar o longo jejum. O clube sonha em recuperar o protagonismo na América e mesmo que a Sul-Americana não seja “o pote de ouro no final do arco-íris tão desejado”, é um ótimo passo para o processo.

    O Mais Querido também acumula a Copa Libertadores e o Mundial de Clubes, ambos conquistados em 1981, e a Copa Ouro Sul-Americana levantada em 1996. Torcida e clube sonham em quebrar o jejum conquistando pela primeira vez a Sul-Americana.

    2- Premiação

    O valor da premiação da Sul-Americana será bem-vindo na Gávea. A Conmebol pagará R$ 15,9 milhões e engordará  a receita recorde do clube em 2017. Apesar da recuperação financeira dos últimos anos, o clube ainda depende muito de novas receitas.

    Com a eliminação precoce da Libertadores, o Flamengo deixou de arrecadar em bilheterias e premiações com caso classificasse às fases mais avançadas da competição.

    3- Vaga direta na Libertadores e acesso a outras competições

    “A Copa Sul-Americana nos coloca na Libertadores e tem um grande significado no continente. Não serão jogos fáceis, mas trabalhamos pelo melhor para o Flamengo”, ressaltou o técnico Reinaldo Rueda.

    Além do título, a Sul-Americana garante vaga direta na fase de grupos da Libertadores, o que se tornou o objetivo número um na Gávea desde a eliminação da mesma competição em 2017.

    Outras três competições internacionais são disputadas pelo ganhador da Sul-Americana: a Recopa Sul-Americana, contra o vencedor da Libertadores; a Copa Suruga e a Supercopa Euroamericana em partida contra o Manchester United, atual campeão da Liga Europa. É a internacionalização da marca e a chance de acumular receitas e títulos.

    4- Criar casca em competições internacionais

    Vindo de vários fracassos em campanhas internacionais, o Flamengo torce e planeja para se recuperar do estigma de não conseguir atuar como grande fora do país. O clube é o brasileiro que mais caiu na fase de grupos da Libertadores, cinco vezes, sendo quatro nos últimos 15 anos (1983, 2002, 2012, 2014 e 2017). Conquistar a Copa Sul-Americana, segundo os torcedores, dará ao time a chamada “casca”, pode ser chamada de laboratório para uma próxima Libertadores. Se conseguir passar pelo time colombiano, a final reserva Independiente (ARG) ou Libertad (PAR). Um caminho em que certamente o rubro-negro terá que saber jogar sob pressão e catimba para conseguir vencer.

    5- Time completo

    Diferente do que aconteceu na Copa do Brasil, onde o Flamengo não pode contar com quatro jogadores do seu elenco  (Rhodolfo, Everton Ribeiro, Geuvanio e Diego Alves) que chegaram ao clube após o encerramento das inscrições, o professor Rueda terá todo seu plantel disponível para a competição intercontinental. Lembrando que o vice da Copa do Brasil, passou consideravelmente pelas mãos dos goleiros em atividade nesta competição. Diego Alves que não pode atuar pela copa brasileira, estará disponível na Sul-Americana. O arqueiro, titular absoluto, vem se firmando cada vez mais e chamando a atenção da torcida com boas atuações e um senso de liderança em meio a vários jogadores experientes. Um verdadeiro líder em campo que pode fazer a diferença nas partidas.