Autor: diogo.almeida1979

  • A candura e o protecionismo contra a máxima exigência

    “No nosso clube existe e sempre existirá a máxima exigência, porque os sonhos dos sócios e dos torcedores são os únicos que marcam o nosso rumo.”

    “Continuaremos a dar o nosso melhor para que este clube esteja à altura do seu passado”.

    “Vamos trabalhar sem autobenevolência para continuar a fazer história”.

    (Florentino Pérez, Presidente do Real Madrid, na solenidade de sua posse)

    * * *

    1980. Decisão do Brasileiro, último lance da partida. O Flamengo roda a bola aguardando o apito final. Súbito, a bola é passada a Manguito, que, afoito, recua para Raul. Mas o toque sai fraco, nos pés de um adversário, que chega a driblar o goleiro, mas Andrade chega na cobertura e evita a tragédia de ceder um empate fatal a uma equipe com apenas oito em campo. Manguito sai dos planos do Flamengo. É emprestado ao Vitória-BA. Retorna e ainda participa de alguns amistosos e jogos de menor importância. E nunca mais ganha sequência como titular.

    1983. A Ferroviária-SP faz um Brasileiro surpreendente. Revela, entre outros, o goleiro Abelha, eleito destaque do Brasileiro. O Flamengo o contrata, já tendo em vista a futura aposentadoria de Raul e o desgaste de Cantarele. Mas Abelha, na Taça Guanabara, falha em pelo menos três gols na goleada sofrida para o Bangu (2-6). Ainda atua em alguns jogos menores, e somente volta a ganhar oportunidade mais concreta num jogo pela Libertadores do ano seguinte, contra o América-COL, no Maracanã, em função de uma contusão de Fillol. Falha novamente, aceitando um chute de longe. O Flamengo vence a partida (4-2), mas Abelha não permanecerá no clube, sendo negociado com o São Paulo.

    1989. O treinador Telê Santana insiste na escalação do volante Delacir, apesar das suas evidentes limitações técnicas. “É um jogador que exerce uma função tática importantíssima”. A opção cobra seu preço nas Quartas-de-Final do Brasileiro de 1988 (disputadas em fevereiro do ano seguinte). Flamengo e Grêmio se enfrentam no Maracanã, tendo o rubro-negro a vantagem de empatar no tempo normal e na prorrogação. Mas Delacir erra uma saída de bola e o adversário aproveita a consequente desorganização da defesa flamenga para marcar o gol que selará o placar final. Delacir é sumariamente afastado e negociado com o Bahia.

    1989. O Flamengo vai vencendo com tranquilidade o Botafogo por 3-1, pela Taça Rio. A goleada parece encaminhada, com o rubro-negro desperdiçando gols e mais gols. O jogo está tão fácil que a torcida já ensaia gritos de olé. Mas, num lance tolo, uma bola é jogada a esmo para o ataque botafoguense. Com um atacante no seu encalço, o jovem zagueiro Gonçalves ignora a prudência e resolve recuar a bola em direção a Zé Carlos, por elevação. Pega mal na bola e encobre o goleiro, num constrangedor gol contra, acendendo o adversário, que parte para arrancar o empate. “Ressuscitamos um morto”, brada Zico ao final. Com efeito, o resultado é considerado chave para o título alvinegro, semanas mais tarde. Gonçalves é estigmatizado mas ainda participa de alguns jogos. Ao final do semestre, é negociado para o próprio Botafogo.

    * * *

    Noventa minutos. Foi o que bastou para que uma provável classificação à Libertadores, inclusive com razoáveis chances de acesso direto à fase de grupos, ganhasse contornos dramáticos, com reais riscos de eliminação até mesmo da sua etapa preliminar (a tal Pré-Libertadores), o que se revestiria de um colossal vexame, dado o nível de investimento do clube para a temporada.

    E o que se passou nesses noventa minutos pode ser resumido em um nome: Alex Muralha.

    Não se pretende aqui escarrar a enésima coletânea de impropérios, praguejos e diatribes contra o arqueiro flamengo, que se tornou o alvo universal, não sem o mais absoluto merecimento, de toda sorte de petardos desferidos na forma de ofensas ou mesmo gracejos e ironias, nem sempre refinadas. Poupar-me-ei dessa tarefa, visto que pouco criativa.

    Prefiro me debruçar sobre um adágio, revestido sob as tintas do lugar-comum. Muitas vezes é bom recorrer às frases feitas, especialmente nas coisas do mundo boleiro. Sempre têm algo a nos dizer

    “A culpa maior não é do Muralha. A culpa maior é de quem permite que ele entre em campo”.

    Amigos, eis o cerne, o eixo, o âmago da temporada do Flamengo. Provavelmente nessa frase prosaica, à qual todos talvez já tenham tido acesso, de forma ou outra, ao menos um cacho de vezes, esteja embutida uma das mais robustas explicações para o desastre, o horror, o vexame que se consubstanciaram nessa pavorosa temporada de 2017.

    O Diretor-Executivo vive jurando, pezinho junto e dedinho cruzado, que “há cobrança”. O CEO, ora vejam, com sua expressão eivada de candura e lirismo, asserta, pomposo: “há cobrança”. Mesmo o Presidente, com sua usual relutância em desferir frases que contenham algum sentido prático, chegou a admitir outro dia, algo contrariado, que “há cobrança interna”.

    Um discurso pode ser embalado com palavras bonitas. Expressivas. Fortes até. No entanto, somente ganhará força e expressividade se estiver calçado por ações. Por atitudes. Do contrário, serão meras letras soltas espalhadas ao vento, semeadas em terra árida, soterradas pelos fatos.

    Porque não há declaração que se sustente diante da constatação de que, no final do mês de novembro, o goleiro Alex Muralha, diante de sua extensa e incontroversa trajetória ao longo de sua estarrecedora temporada, ainda desfrute de oportunidades na equipe titular do Flamengo.

    Muralha falhou no Estadual. Falhou clamorosamente na Libertadores. Sofreu frangos inverossímeis no Brasileiro. Mesmo assim, seguiu ganhando oportunidades aqui e ali. Como nas Quartas-de-Final da Copa do Brasil onde, ao lado do “escudeiro” Rafael Vaz, quase entregou de forma inacreditável uma eliminação para o Santos nos minutos finais. Seguiu tendo chances. No torneio amistoso da Primeira Liga, o último aviso foi dado. Levou um dos mais constrangedores perus da década e se demonstrou incapaz de defender pênaltis cobrados por jogadores de Segunda Divisão. Ainda assim, foi em suas mãos que repousou o destino do Flamengo na Final da Copa do Brasil. Evidentemente, sobreveio a derrota.

    E agora que o destino, diante da lesão de Diego Alves, colocou nas mãos do clube a oportunidade de, enfim, ter aprendido com erros pretéritos, eis que novamente Alex Muralha surge para assombrar mentes e corações. E, claro, corresponder às mais terríveis expectativas criadas. Dois jogos, três falhas grotescas. E os objetivos finais da temporada seriamente comprometidos.

    Alex Muralha é apenas a demonstração mais saliente da filosofia de trabalho deste Flamengo de 2017. Um Flamengo tolerante, corporativo, compreensivo, que adula e acaricia a mediocridade em nome dos preceitos do bom convívio. Um Flamengo que confronta a sua gente. Um Flamengo que não admite contestação. Um Flamengo que afronta sua índole de luta, de denodo e paixão. Um Flamengo dado ao compadrio, ao “grupo fechado”. Um Flamengo que repele a pressão. Um Flamengo que não gosta de barulho. Que prefere se fechar em copas. Que não quer ser incomodado.
    Um Flamengo que quer escalar em paz Muralha, Vaz, Gabriel. Um Flamengo que não entende a “perseguição” e a “incompreensão” ao medíocre volante Márcio Araújo, que “deveria estar na Europa”. Um Flamengo que acena com contratos gordos e longos a jogadores de segunda linha. Um Flamengo que protege e se protege.

    Um Flamengo que ofende o seu passado, desmoraliza o seu presente e negligencia o seu futuro.
    E que, por isso, mesmo, colhe o que semeou.

    Boa semana a todos.
     


    Adriano Melo escreve seus Alfarrábios todas as quartas-feiras aqui no Mundo Bola e também no Buteco do Flamengo. Siga-o no Twitter: @Adrianomelo72
     

    Imagens no post e nas redes sociais: Reprodução.
     

  • Junior Barranquilla x Flamengo terá juiz chileno

    Voltando a campo para decidir a vaga na final da Copa Sul-Americana, o Flamengo enfrenta o Junior Barranquilla nesta quinta (30), na Colômbia. Rubro-Negro possui a vantagem no duelo após vitória por 2 a 1 no Maracanã.
    Para apitar o confronto, a Conmebol definiu o trio de arbitragem chileno. Roberto Tobar é o árbitro principal, auxiliado por Claudio Rios e Jose Retamal.

    O chileno esteve presente em três jogos envolvendo clubes brasileiros neste ano. Pela Libertadores da América, o árbitro comandou o apito no confronto de brasileiros pelas oitavas de final, entre Atlético-PR e Santos, com vitória da equipe paulista na Arena da Baixada. Ainda pela competição mais importante das Américas, o juiz apitou o segundo jogo entre Grêmio e Barcelona de Guayaquil, com vitória do time equatoriano, mas a equipe gaúcha terminou classificada. Já pela Copa Sul-Americana, Roberto Tobar comandou a partida de Corinthians e Patriotas, pela segunda fase do torneio. O Alvinegro saiu vitorioso na Arena Corinthians sem maiores problemas, pelo placar de 2 a 0.

    Em 2016, o juiz foi o responsável por apitar o polêmico empate por 1 a 1 entre The Strongest e São Paulo, na Bolívia, pela Copa Libertadores da América. Na ocasião, a partida terminou em confusão e o atacante argentino Calleri, que na época defendia o clube paulista, acabou sendo expulso após ser agredido pelos adversários. Câmeras mostraram que o jogador são paulino não reagiu em nenhum momento às agressões.

    Roberto Tobar nunca apitou um jogo do Flamengo. Por outro lado, o árbitro esteve presente em uma partida do Junior Barranquilla, na Copa Sul-Americana de 2016, onde a equipe colombiana venceu por 4 a 3 na Colômbia, e consequentemente avançou a próxima fase do torneio, sendo eliminada pela Chapecoense nas quartas de final.

    Scout do árbitro em jogos de brasileiros

    Vitórias: 4
    Empates: 4
    Derrotas: 4

  • Com Muralha e sem Vaz, Flamengo viaja para Barranquilha

    Na tarde de hoje (28), o Flamengo viajou para Colômbia, onde enfrenta o Junior Barranquilla, em busca de uma vaga na final da Sul-Americana. No embarque, alguns torcedores estiveram presentes para incentivar a equipe, o único que não teve vida fácil foi Alex Muralha.

    Personagem principal da última derrota da equipe, o arqueiro foi muito hostilizado pelos rubro-negros. Enquanto era escoltado pela polícia militar até a sala de embarque, ele chegou a encarar os torcedores.

    Além de Muralha, os goleiros Thiago e César também foram relacionados para a viagem – este último é o mais cotado para começar a partida. Com dores musculares, Rafael Vaz não foi para Colômbia. Outro desfalque é o meia Everton, que segue machucado. Nem todos os jogadores integrantes da comitiva serão relacionado ao jogo na Colômbia, pois o rubro-negro seguirá de lá direto para Salvador, onde enfrentará o Vitória, no domingo (3).

    O Flamengo viajou em um voo fretado e deve chegar em Barranquilla por volta das 23h35 (horário de Brasília). Amanhã, a equipe fará o treino de reconhecimento no Estádio Metropolitano Roberto Meléndez, local da partida. Por ter vencido o primeiro duelo (2 a 1), a classificação será alcançada caso o Mais Querido empate ou até mesmo perca por um gol de diferença, com tanto que faça dois gols.

     

    Relacionados do Flamengo para a viagem:

    GOLEIROS: César, Thiago e Muralha

    LATERAIS: Pará, Rodinei, Renê, Trauco e Klebinho

    ZAGUEIROS: Juan, Réver, Léo Duarte e Rhodolfo

    MEIAS: Cuéllar, Arão, Romulo, Márcio Araújo, Gabriel, Mancuello, Diego, Éverton Ribeiro e Paquetá

    ATACANTES: Vizeu, Lincoln, Geuvânio e Vinicius Junior

    Foto principal e imagem de divulgação nas redes-sociais: globoesporte.com

  • Mundo Bola LIVE: Wrobel detalha proposta de compra do prédio do Morro da Viúva

    No começo da tarde de ontem (27), o programa Mundo Bola LIVE, recebeu o vice-presidente de patrimônio do Flamengo, Alexandre Wrobel. Durante pouco mais de 30 minutos o papo transmitido ao vivo pelo canal do Mundo Bola no YouTube, girou em torno da convocação do Conselho Deliberativo do Flamengo para a votação do projeto de venda do Edifício Hilton Santos, o chamado Morro da Viúva.

    Horas depois, na sede social da Gávea, a reunião teve que ser adiada por falta de quórum. Membros da situação acusam a oposição de brecar uma pauta importante e positiva para o clube em um momento de fragilidade de Eduardo Bandeira de Mello, por conta da crise no futebol, um dia após mais um vexame no Campeonato Brasileiro.

    A estratégia dos conselheiros contrários à venda foi a de aguardar ao lado de fora até que o presidente do CoDe, Rodrigo Dunschee de Abranches, encerrasse a reunião. A votação só poderia ser feita com no mínimo 250 conselheiros — cerca de 220 conselheiros assinaram a lista de presença no Salão Nobre.

    O principal motivo alegado para o descontentamento é o modelo do negócio, que pode chegar em torno de 140 milhões, valor considerado baixo por essa ala de sócios. No dia 11/12 o Conselho Deliberativo se reúne novamente em torno da questão. Caso a proposta da Cyrella, umas das gigantes do mercado brasileiro, seja aceita ainda em 2017, a obra tem prazo para terminar até o fim de 2020.

    Confira abaixo um resumo dos trechos mais importantes da entrevista de Alexandre Wrobel.

    O que será apresentado no CoDe?

    São duas votações. Uma é a aprovação do contrato referente ao Morro da Viúva com a Cyrella e a outra é a construção do novo CT voltado ao futebol profissional. Elas estão ligadas. A construção do novo CT depende da aprovação do contrato de venda do Morro da Viúva.

    Retomada de posse e escolha da Cyrella

    O destino do Morro da Viúva era se tornar um hotel com mais de 400 quartos. Com a falência do pool de empresas do empresário Eike Batista, a EBX não pode arcar com o compromisso. Em janeiro deste ano a posse do prédio retornou para o Flamengo. Wrobel explica que foi feito um edital de convocação para empresas interessadas em investir no prédio. Após algumas etapas com inúmeras reuniões internas com representantes de poderes, a proposta da Cyrella foi considerada a melhor.

    A proposta

    Outrora imponente, hoje em estado de extrema precariedade e até invadido por sem-tetos. O Edifício Hilton Santos está completamente abandonado em uma das áreas mais nobres do Rio de Janeiro, no Aterro do Flamengo e com vista para a enseada de Botafogo e Pão de Açúcar. Os prejuízos são significativos. “O Flamengo estaria recebendo R$ 26 milhões. Basicamente cobre todos os gastos com o novo CT e ao final do empreendimento o Flamengo recebe 30% do prédio (42 apartamentos) absolutamente retrofitado sem nenhum custo, nenhuma despesa adicional. Hoje isso corresponde, com o mercado em baixa, a R$ 100, R$ 110 milhões. Nossa expectativa é que o mercado se recupere e o valor do metro quadrado fique mais caro. O negócio, portanto, é na casa dos R$ 140 milhões hoje”, explicou Wrobel.

    Por que o Flamengo precisa vender o prédio?

    Ainda segundo o VP de Patrimônio, a reforma está longe de ser algo simples. O prédio necessita de um retrofit, termo técnico que indica o mais complexo grau de reforma em um imóvel, quando apenas o esqueleto é mantido. Há a necessidade de um aporte financeiro muito significativo. Como o Flamengo não tem todo esse dinheiro em caixa, a solução seria pedir empréstimos e correr grandes riscos por conta da instabilidade de um mercado que não faz parte da razão social do clube (imobiliário).

    Veja a entrevista na íntegra

    Escreva-se no nosso canal e habilite a notificação. O programa Mundo Bola Live tem a produção de Diogo Almeida e Leonardo Farias e é apresentado por Diogo Almeida. Para apoiar o nosso trabalho acesse apoia.se/Mundo Bola

    https://www.youtube.com/watch?v=IWModcU8CQg
     

    Imagem destacada no post e redes sociais: Agência Brasil

  • Cuéllar: “Se não tem vontade de trabalhar no Flamengo é difícil”

    Antes do jogo de volta da Copa Sul-Americana na próxima quinta (30) diante do Junior Barranquilla, o Flamengo treinou na manhã desta terça (28), e embarcou para a decisão da semifinal na Colômbia. O Mais Querido tem a  vantagem para o segundo jogo, depois de ter ganhado no Maracanã, por 2 a 1, com direito a virada, algo raro no ano do Rubro-Negro.

    Após o treino, o volante Gustavo Cuéllar concedeu a entrevista coletiva no Ninho do Urubu, antes de seguir rumo ao aeroporto do Galeão. Comentou que a equipe tem que ter um luto após uma derrota dessa, mas que o fato de ser jogador do Mais Querido é suficiente para se recuperar mentalmente do revés e dar o melhor de si.

    “Difícil ter uma derrota, mas no dia seguinte temos que levantar, acordar e trabalhar no melhor clube do Brasil. Se não tem vontade de trabalhar no Flamengo é difícil. Se a gente não tem essa alegria de disputar a vaga na semifinal de torneio internacional fica difícil. Eu, pessoalmente, acordo todo dia contente de estar num grande clube e disputando uma semifinal.”

    O ex-atleta do Barranquilla, afirmou que sabe toda a atmosfera que ronda o estádio em decisões, e que apesar da dificuldade o Flamengo tem o necessário para chegar a final.

    Tem que estar muito ciente na questão do clima. É muito calor e muita umidade. Estamos preparados para isso e queremos fazer um grande jogo contra um grande time. Com certeza a torcida vai lotar o estádio. Eles estão procurando o primeiro título internacional. Mas, a gente está acostumado. Temos grande pressão no Flamengo e isso é normal para nós”.

    Depois das diversas falhas do goleiro, Alex Muralha, o volante foi perguntado sobre quem poderia atuar no gol Rubro-Negro, revelando que o treinador só define a escalação no dia do jogo. O colombiano ressaltou o apoio ao arqueiro, afirmando que independente de quem jogue terá a confiança do grupo.

    “O Alex está tranquilo. Ele é gente boa demais. Uma grande pessoa. Cometeu erro normal. Erros todos cometem. É o dia a dia da gente. Todos conversam com algum em algum momento. Ele tem muito caráter, temos que apoiar e ficar ao lado dele. Se jogar Muralha ou César vamos dar o mesmo apoio. Vamos sempre olhar com os mesmos olhos para qualquer um. No futebol é como na vida, a gente convive com erro todos os dias. César e Muralha têm qualidade para estar no Flamengo.”

    O volante também comentou sobre sua escalação. Titular absoluto desde a chegada de Rueda, o jogador ressaltou uma das características do colombiano: só avisar aos atletas o time titular horas antes do jogo.

    “Não sei se vou jogar. Professor às vezes muda de um dia para o outro. Temos que estar prontos para o que ele decidir e fazer o melhor em campo. Às vezes é melhor assim (saber o time no dia do jogo) por que deixa a todos concentrados. Se você sabe no dia anterior, você às vezes não se prepara da mesma forma. É natural.”

     

    Perguntado sobre o seu velho conhecido, adversário do próximo jogo, Cuéllar cobra que a equipe tenha concentração o tempo inteiro, e que aproveite os espaços do campo que o Junior Barranquilla deixará por ter que correr atrás do resultado depois da derrota no Rio.

    “Eles fizeram jogo inteligente aqui, na parte tática, bem aplicado, transmitiram isso para o time todo. Não vai ser tão aplicado taticamente por que eles têm que procurar o resultado lá. Eles vão sair e vão deixar espaços para a gente. Campo grande, maior que o Maracanã, eu acho. Temos que ser inteligentes para aproveitar os espaços. Temos que ter muita concentração. Temos elenco de muita qualidade, resultado foi importante para a gente.”

    Sobre a forma como o Flamengo vai se portar na Colômbia, o volante afirmou que o clube não abrirá mão do seu ponto forte que é a bola aérea, com diversos jogadores de qualidade no quesito.

    “Ponto forte nosso é a bola aérea. Réver, Juan, Arão, são todos muitos bons na bola aérea ofensiva, vamos explorar com certeza. Acho que o jogo vai ser diferente, vai ser o contrário do que foi aqui. Temos que ser inteligentes para buscar o espaço. Vai ser difícil, mas temos time para buscar resultado lá.”

    O atleta finalizou a entrevista comentando sobre a disputa pela vaga da Libertadores de 2018.

    “Muito importante conseguir essa vaga, pelo elenco, pela condição de trabalho que a direção nos dá. Vamos procurar o nosso. O Flamengo tem que estar num torneio internacional. Temos que deixar dois times rivais fora e procurar nossa vaga na Libertadores.”

    Junior Barranquilla e Flamengo se enfrentam pela semifinal da Copa Sul-Americana, na quinta (30), às 22h30 de Brasília, no Estádio Metropolitano Roberto Meléndez, na cidade colombiana de Barranquilla.

  • Rever blinda Muralha

    Após a derrota para o Santos, na despedida da Ilha do Urubu na temporada 2017, o Flamengo se reapresentou nesta segunda-feira (27), no Ninho do Urubu. Clima pesado e poucas palavras dos jogadores ao término do jogo, a chave foi virada para a partida mais importante do ano. Na próxima quinta-feira (30), o rubro-negro enfrenta o Junior de Barranquilla na Colômbia, em busca da vaga inédita na final da Sul-Americana.

    A partida de ontem foi marcada por dois erros primários do goleiro Alex Muralha. Preservado pela maioria dos companheiros e evitando dar entrevistas, o arqueiro é o assunto na Gávea. O capitão Réver falou com a imprensa nesta tarde, no Ninho do Urubu e não fugiu das perguntas inevitáveis. Perguntado sobre o papel do capitão nos momentos decisivos e de pressão, o zagueiro foi categórico, disse que estava preparado para perguntas positivas, negativas e dividiu a liderança com o restante do grupo.

    “Na verdade isso não é apenas papel do capitão, nós temos vários líderes e vários capitães dentro do elenco, claro que tentamos conversar o máximo, para que possamos passar confiança para aqueles jogadores que estão vivendo o momento de insegurança e confiança muito baixa. O treinador também tem sempre essa conversa, não só no vestiário, mas no dia a dia. Infelizmente acabou acontecendo esse ocorrido, hoje já tivemos uma conversa com o grupo todo. Tem que deixar para trás, quinta feira temos um jogo muito difícil, onde buscamos nossa classificação. É o jogo da nossa vida. Temos que alcançar agora o objetivo do título e uma possível classificação.”

    Após as falhas sequenciais de Alex Muralha, a torcida já se movimenta contra sua titularidade na próxima quinta-feira. Rueda tem como opções Muralha, César e Thiago, o último está retornando de contusão e já treina com o grupo. Sobre as opções, Réver respondeu:

    “São dois momentos bem diferentes. O torcedor ontem gritou o nome do César depois dos erros da partida. O Muralha é muito visado pelo torcedor. Isso pode acabar passando uma insegurança para ele, mas para a gente ele se demonstra muito seguro, porque vem treinando muito bem na semana. Cabe ao treinador decidir. Nós jogadores temos confiança nos dois. O Muralha pode não estar vivendo um bom momento, como já viveu, o César está há um tempo sem jogar, mas temos a confiança nos dois.”

    Para Réver, o mais difícil é conter a ansiedade para o jogo decisivo da próxima quinta-feira, definida como a partida da vida pelo zagueiro.

    “A maior dificuldade que estamos tendo é essa ansiedade de fazer o jogo de qualquer maneira. Temos que controlar nossa ansiedade para que isso não atrapalhe nosso desempenho. Para que não aconteça o que aconteceu ontem, 20 chances e fazer um gol, e o adversário com três chances fazer dois.”

    O elenco, que foi rodeado de críticas durante toda a temporada, tem chance de aliviar um pouco a tensão com a possível classificação, além de inédita na Sul-Americana, pode encerrar um jejum de 18 anos em competições internacionais.

    “Acho que o jogador tem que estar preparado para tudo. Eu especificamente procuraria me empenhar ao máximo, me preparar principalmente psicologicamente. Sabemos que no futebol as coisas acontecem muito rápido. Tivemos um jogo difícil ontem, na quinta teremos um jogo ainda mais difícil e no domingo também teremos um jogo bastante complicado. São três jogos que vão definir o nosso semestre. Ontem a gente deixou a desejar. Sabemos que na quinta-feira teremos que nos empenhar muito mais.”

    O Mais Querido chega na Colômbia com a vantagem do empate, enquanto o Barranquilla se classifica pelo placar simples ou vitória por mais de um gol de diferença. Em caso de triunfo colombiano por 2 x 1, o jogo será decidido nos pênaltis.

     

     

  • Por que Muralha escolheu ser o pior goleiro da história do Flamengo?

    Saudações, Rubro-Negros!

    Pensei em escrever sobre algum outro tema, porém desisti da idéia ao me convencer de que não poderia — tampouco queria — ficar de fora do debate. E chego com um questionamento, o qual dá título a este texto, e espero que ele me ajude a achar as explicações.

    Mas por que diabos esse rapaz escolheu entrar para a História como o pior goleiro do Flamengo em todos os tempos? Quando foi que ele se levantou da cama numa manhã e ao se olhar no espelho tomou a decisão de marcar seu nome no clube e no futebol de uma maneira tão bizarra? E, sim, eu estou partindo do princípio de que tudo o que temos visto esse moço fazer nos últimos tempos é fruto única e exclusivamente de uma escolha que ele fez, de uma decisão que ele, um homem adulto e que — até onde se sabe — não sofre de nenhuma doença mental, resolveu tomar.

    Pessoalmente, não vejo como tamanhas tragédias pessoais possam ser resultado “apenas” de ruindade ou do momento vivido pelo jogador. Ora, meus caros, já vimos goleiros horrorosos debaixo das nossas traves. Sérgio, ex-Palmeiras, foi um deles. Não era unanimidade nem no Verdão da era Parmalat, mas no Flamengo e no Rio de Janeiro, onde se treinava muito menos do que em São Paulo, por exemplo — lá a rotina de treinos em dois períodos começou há mais de 20 anos –, sofreu os piores momentos de sua carreira, como ele próprio me revelou durante uma conversa em 2011. Ainda assim, não chegou perto do que o senhor Alex de Almeida Muralha vem fazendo neste ano, que para nós rubro-negros vai ficar para a posteridade como O Ano do Frango.

    Pessoalmenrelte nunca fui fã de Muralha e preferia que o Flamengo tivesse ido atrás de outro goleiro em vez dele. Mas confesso que fiquei satisfeito com sua primeira temporada. Nada que me empolgasse a ponto de entender sua convocação pelo Tite, é bom frisar. Só não poderia esperar uma segunda temporada tão patética, atrapalhada, tosca, enfim, a pior que vi um goleiro ter no Flamengo em todos os meus mais de 30 anos acompanhando o dia a dia do clube tão de perto quanto possível.

    Mas Alex não é culpado de nada sozinho, mesmo que tenha sido mesmo uma escolha dele entrar para a espetacular História rubro-negra da forma mais escrota que poderia haver. Aliás, não é nem o maior culpado. Num clube que conta com uma comissão técnica e um departamento de futebol em tese formados por alguns dos profissionais mais gabaritados do continente, não se admite esse rapaz ter tido tantas e tantas oportunidades de botar seu plano maluco em prática. Quem escala e/ou não contesta sua escalação é quem deve prestar as maiores contas, independentemente de o Flamengo vencer a Sulamericana ou garantir vaga na Libertadores via G7, o que, convenhamos, já deveria ter garantido há muito tempo e não teria feito mais do que sua obrigação mínima. Alguém tem muito o que explicar e não é o Muralha.

    Não sei o que esperar de quinta-feira. Na verdade, ainda no primeiro turno deixei de saber o que esperar do Flamengo em 2017. Me cansei de tentar entender o que se passa ali dentro e, desde então, me limito apenas a torcer para que as coisas saiam bem, apesar de todos os problemas. E é exatamente o que farei na quinta, no domingo e, espero, nas finais da Sula. Mas sem Alex Muralha, porque aí não tem torcida por milagre que resista.

    SRN
     


    Fabiano Torres, o Tatu, é nascido e criado em Paracambi, onde deu os primeiros passos rumo ao rubronegrismo que o acompanha desde então. É professor de idiomas há mais de 25 anos e já esteve à frente de vários projetos de futebol na Internet, TV e rádio, como a série de documentários Energia das Torcidas, de 2010, o Canal dos Fominhas e o programa Torcedor Esporte Clube, na Rádio UOL.

     
    Imagem destacada no post e redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo.

  • Flamengo 1 x 2 Santos: mudança ou tragédia

    A lesão no ombro de Diego Alves no meio da semana “obrigou” Reinaldo Rueda a dar mais uma chance para o contestado e perseguido Alex Muralha. Não bastasse ele ter falhado no gol do Júnior de Barranquilla. Dois minutos depois de ter entrado em campo. Hoje, ele estava lá debaixo das traves Rubro-Negras na Ilha do Urubu. Em partida importantíssima contra o Santos, pelo campeonato nacional.

    As duas equipes entraram espelhadas taticamente em um 4-2-3-1. O Flamengo começou muito bem o jogo. chegando pelos lados do campo. Especialmente pela esquerda. Foi por lá que Renê cobrou escanteio. Rafael Vaz dividiu com o adversário pelo alto. Victor Ferraz falhou ao tentar afastar. E Lucas Paquetá testou para abir o marcador. Resultado justo.

    Três minutos depois, a tragédia teve início. Vaz recuou para Muralha. Ao invés de dar um bico para o lado (já que a fase não é boa é melhor não complicar) ele resolveu tentar driblar Ricardo Oliveira. Obviamente foi desarmado. O atacante Santista rolou para Bruno Henrique empatar a peleja. O estádio não parou de vaiar o goleiro após esse lance.

    Até o fim do primeiro tempo, o time da casa chegou e chutou. Muito. Foram 12 finalizações contra apenas uma do Santos. E isso deixou ainda mais escancarado a diferença entre um bom camisa um e outro sem confiança e com o psicológico extremamente abalado. Sempre que foi exigido, Vanderlei compareceu e fez seu trabalho. Como nas duas boas chegadas de Arão e Rodinei nas costas do improvisado Jean Mota.

    O panorama não se inverteu na etapa complementar. Os donos da casa continuaram melhores. Dominando e finalizando muito mais. Everton Ribeiro e William Arão perderam boas chances ainda antes dos 10 minutos. No entanto, mesmo jogando para empatar, o Peixe foi extremamente eficiente. Aos 12, Victor Ferraz foi a linha de fundo e cruzou. Rafael Vaz mandou contra e acertou a trave de Muralha. Que dessa vez não teria culpa no cartório.

    Rueda demorou a mexer no Fla. O time voltou a abusar dos cruzamentos. Elano sacou Copete e pôs o jovem Arthur Gomes. Seis minutos depois dele ter entrado em campo, o garoto cortou a marcação e bateu. Muralha foi na bola e falhou clamorosamente. Mais uma vez. Era a virada do Alvinegro Praiano. Dois gols em três finalizações. Ambos com a participação decisiva do goleiro Rubro-Negro.

    Finalmente Rueda mexeu. Colocou as promessas Vinícius Júnior e Lincoln nos lugares de Arão e Vizeu. A entrada deles acendeu ainda mais o time. Lincoln, fazendo seu segundo jogo no time profissional fez grande jogada e só não marcou um golaço porque do outro lado estava Vanderlei pra salvar com os pés. Se fosse o Muralha…

    Elano tratou de fechar a casinha. Substituiu Bruno Henrique pelo volante Matheus Jesus. Depois colocou Kayke na vaga do apagado Vecchio. Rueda ainda tinha mais uma alteração. E usou ela de maneira errada. Tirou Diego, que se não era brilhante pelo menos participava bastante do jogo e pôs Geuvânio (acho que Éverton Ribeiro deveria ter deixado o gramado). A pressão seguiu até o fim. Foram 25 finalizações dos donos da casa contra apenas três dos visitantes. Contudo, os números que são conhecidos por não mentirem jamais hoje nos pregaram uma peça.

    Méritos para o Santos que poderia ter conseguido uma vantagem maior se tivesse chutado mais a gol. Pelo lado do Fla, dúvidas. Será que vale a pena insistir com Alex Muralha no gol para a partida de volta da semifinal da Copa Sul-Americana? Sinceramente, acho que a resposta já foi dada hoje. Ou se muda o camisa um ou teremos uma nova tragédia. Dessa vez, mais do que anunciada.

    Veja a análise de Gustavo Roman em vídeo:

     


    Gustavo Roman é jornalista, historiador e escritor. Autor dos livros “No campo e na moral – Flamengo campeão brasileiro de 1987”, “Sarriá 82 – O que faltou ao futebol-arte?” e “150 Curiosidades das Copas do Mundo”. Também escreve para o Blog do Mauro Beting.
     

    Imagem destacada no post e redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo

  • Peraltadas #27: Muralha é o retrato do departamento de futebol

    8 do gol

    Muralha é o retrato do departamento de futebol. Fruto de um ambiente sem comando e sem cobrança, o goleiro entregou o jogo em falhas por imprudência e imperícia. Em uma partida fundamental para a próxima temporada, mostrou-se pouco preocupado com o clube. Dos que calçam chuteiras, Alex foi o único responsável pela derrota de ontem. O jogo se desenhava para ser tranquilo com o Santos tendo que sair para o ataque. Também foi o maior culpado pelo Flamengo não ter garantido a classificação contra o Junior ainda no Maracanã. O Flamengo vinha bem nas duas últimas partidas… até Alex Muralha entrar em cena.

    Leia também: Três razões para não contratar Alex Muralha

    Poderia ser pior

    Se a torcida não tivesse ~mapeado e o mercado~ e exigido a contratação de Diego Alves, talvez estivéssemos brigando bem mais embaixo. Sempre vale lembrar que Rodrigo Caetano distribuía patadas em quem questionasse os goleiros, afirmando que o clube estava muito bem servido com Muralha, Thiago e César.

    Rombo

    Depois de ter prejuízo de cerca de R$ 100 mil com um ticket médio de R$ 23,97 contra o Corinthians, o jogo de ontem operou no vermelho. Com TM de R$ 20,87, a Ilha ficou cheia, mas não lotou. Os R$ 288.083,00 de receita certamente não cobrirão as despesas da partida.

    Contrassenso

    “Dispensa fulano, manda embora”. Sempre gosto de lembrar que o PISO contratual para rescisão unilateral é 100% de tudo que o jogador ganharia até o fim do contrato. O texto original do Profut alterava essa regra, que passaria para 50%. Ocorre que o Bom Senso FC, que se coloca como bastião da moralidade, fez lobby com a então presidente Dilma e conseguiu o veto do Executivo a esse artigo.

    Por outro lado…

    Isso não pode servir de desculpa para não se livrar, pelo menos, de Alex Muralha, Rafael Vaz, Márcio Araújo e Gabriel. Não existe chance de sucesso com esse quarteto no clube.

    Trem pagador

    Flamengo x Junior marcou 35 pontos na Globo Rio, 7 a mais do que a média das últimas quintas, com The Voice. No mesmo dia, a novela das 19h atingiu 28 pontos, enquanto a das 21h rendeu 29 no estado do Rio. A mamãe nos paga é pouco!

    Ultraje

    Hino do Corinthians no Macaranã, setor misto pros palmeirenses e agora a parasita pernambucana treinando em nosso CT, em parte construído com dinheiro de pulseirinhas e tijolinhos. O desrespeito é total. Só falta agora seguir a ideia do Bap e dividir estádio com o Fluminense, que, alias, não pagou os 6 últimos alugueres da Arena Elefantão.

    Medo

    O maior problema em ficar fora da Libertadores é jogar o Ferjão para valer. Já imagino Rodrigo Caetano & Cia falando que é um grande título e piriri e pororó.
     


    José Peralta não é apenas mais um rostinho bonito cornetando o time. Toda segunda-feira suas peraltadas estão aqui no Blog CRFlamenguismo.
     

    Imagem do post e das redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo

  • Mundo Bola LIVE – Alexandre Wrobel fala sobre venda do Morro da Viúva [27/11 – Completo]


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