Autor: diogo.almeida1979

  • FlaBasquete busca embalar no NBB diante do Joinville

    Após vencer o Caxias do Sul em sua estreia em casa, o Flamengo tenta manter a sequência de vitórias, dessa vez contra o Joinville. A partida ocorre neste sábado (2), às 18h, no Ginásio do Tijuca Tênis Clube.

    O Orgulho da Nação vem de vitória diante da equipe de Caxias. Estreando em casa, o Rubro-Negro tomou as rédeas da partida desde o inicio, sempre mantendo o controle do placar, vencendo por 79 a 69. JP Batista foi o destaque da partida em mais um jogo do NBB, o pivô foi o cestinha da partida com 16 pontos, sem errar um arremesso, além de sete rebotes e duas assistências. Outros dois gigantes também se destacaram, Olivinha apareceu com 13 pontos e cinco rebotes, enquanto Marquinhos teve 15 pontos, três rebotes e três assistências.

    “Fico feliz por estar contribuindo, ter esse impacto positivo é o objetivo de qualquer jogador. Trabalho todos os dias para isso, essa é a minha função, é o que tento trazer para o time. Esse ano estou conseguindo ter esse protagonismo mencionado. Estou tentando ser agressivo e utilizar as opções presentes, a equipe está fazendo bem isso”, comentou o pivô, JP Batista sobre seu ótimo momento no clube.

    Por outro lado, o Joinville sofreu a derrota mais larga do NBB 10 diante do atual campeão, Bauru. A equipe catarinense foi dominada durante a partida inteira, e não teve forças para buscar a reação, apesar da ótima partida do armador norte-americano, Deonta Stocks, com 17 pontos e quatro assistências. Na atual temporada, o clube possui apenas dois jogos, sendo uma vitória e uma derrota. As duas equipes nunca se enfrentaram. No último ano, o Joinville disputou a Liga Ouro, torneio de acesso ao NBB.

    O jogo deste sábado terá a arbitragem de José Carlos Pelissari, Andreia Regina e Davi Geovani. A partida não terá transmissão de televisão.

  • Final fará de 2017 o ano com mais jogos do Fla na história

    A temporada de 2017 do Flamengo é incomum até no número de jogos. Após bater o Junior Barranquilla na última quinta-feira (30), o time da Gávea se garantiu na final da Copa Sul-Americana, na qual enfrentará o Independiente-ARG. O título será definido em dois jogos (ida e volta). Com a conquista, 2017 se tornará o ano com mais partidas oficiais do Mais Querido do Brasil na história, igualando a 1993.

    No calendário do Fla, constam mais três jogos para finalizar a temporada. Além dos já citados encontros da final da Sul-Americana, há o embate contra o Vitória, válido pela última rodada do Brasileirão, que será neste domingo (03), às 17h (de Brasília). Com a trinca, o rubro-negro terá realizado 83 partidas oficiais na temporada. 

    O número repete o ano de 1993, o com mais partidas oficiais até então. Além dos 83 jogos, o calendário contou com 18 jogos amistosos, completando assim 101 vezes com o Mengão em campo. Contando os duelos não-oficiais, 93 é, disparado, o ano com mais partidas do Maior do Rio.

    Naquele ano, o clube chegou às quartas-de-final da Libertadores e à final da Supercopa dos Campeões da Libertadores, extinto torneio que reunia todos os vencedores da principal competição continental. Em ambas foi eliminado pelo São Paulo. Caiu ainda na segunda fase do Brasileirão – em que defendia o título após ter sido penta em 1992 –, em grupo com Vitória (vice-campeão), Corinthians e Santos. Na Copa do Brasil foi semifinalista, eliminado pelo Grêmio. Disputou ainda o Campeonato Carioca, o Torneio Rio-São Paulo e a Copa Rio.

    Em 2017 o Fla caiu na fase de grupos da Libertadores, foi campeão carioca e finalista vencido da Copa do Brasil. Além disso, é o 6º colocado no Brasileirão, ainda lutando por uma vaga na fase final da Libertadores 2018 via liga nacional. É no entanto, finalista da Sul-Americana e, caso seja campeão, consegue a vaga direta.

  • O Traço Mágico Rubro-Negro

    Nos idos de 1986, em um Brasil recém-saído da ditadura militar, mas sem ter eleito o primeiro presidente civil (Tancredo foi eleito pela Câmara dos Deputados), novidades começaram a surgir no mercado brasileiro.

    Com abertura do país, grandes músicos tocaram no primeiro Rock in Rio. Com uma excelente list of artists, como por exemplo: Queen, AC/DC, Whitesnake, Scorpions, Ozzy Osbourne e o excelente Iron “fucking” Maiden. Não era à toa que os brinquedos também entrariam com força nas lojas exclusivas para crianças (ou quase exclusivas): GI Joe, Barbies, bonequinhos de chumbo do Star Wars e o famoso Traço Mágico lançado no ano citado acima.

    Link para o comercial:

    https://www.youtube.com/watch?v=5njqhfRyITE

    Idealizado pelo francês André Cassagnes, na década de 60 (!!!), o Traço Mágico (Etch A Sketch – Ohio Art Company) era um brinquedo que fazia desenhos mecanicamente através de dois botões rodáveis, brancos, no canto baixo. Um quadro vermelho era o acabamento exterior do Traço Mágico e no centro uma tela achatada. Os desenhos eram realizados através dos botões, na esquerda controlava os movimentos verticais e, na direita, horizontais. Na tela, uma linha sólida era feita com pó de alumínio para os diversos desenhos ou garranchos das crianças, mas sempre havia um adulto que desenhava pra cacete enquanto nós não poderíamos nem mais tocar aquilo.

    “Beleza, Norske? E aí?” E aí, que vivemos exatamente a situação do brinquedo oitentista (para nós brasileiros é essa época aí). Diferente do seu compatível mais moderno Microsoft PaintBrush, o Traço Mágico não poderia errar que você tinha que apagar tudo e começar do zero, balançando o brinquedo e zerando de novo a tela. Escalações equivocadas desde o ano de 2016, com a entrada de Emerson Sheik no time titular na fase final do Brão do mesmo ano, passando pelas esdrúxulas escalações de Marcio Araújo, Rafael Vaz e Gabriel na Libertadores e Brasileiro. A grande queda de rendimento do Muralha, falta de planejamento do departamento de futebol sem reservas para o goleiro, do meia (Diego) e ponta esquerda (Éverton), simbolizam que o Flamengo saiu do traço há tempos e os grandes culpados são os integrantes da comissão técnica que vocês já sabem o nome.

    Independente do resultado final do presente ano, 2018 tem que zerar o desenho, refazer o elenco e a comissão técnica. Às vezes “o menos é mais”. Ou vamos continuar errando com Vaz, Muralha, Gabriel, MA, Vitor Hugo, Fred Luz, Rodrigo Caetano, Fernando Gonçalves e mais uns outros três?

    “When you have insomnia, you’re never really asleep… and you’re never really awake.”
     

    Bem-vindos a Norskeland aqui só se fala de Flamengo, Metal, cultura Nerd e trash!

     

    Imagem destacada no post e nas redes sociais: Reprodução.

  • Aconselho a você, que seja Flamengo também

    Não tratem como profano aquilo que nós, os torcedores, tratamos como sacro. Futebol não é apenas um esporte e o Flamengo nunca foi apenas um time.

    O Flamengo é este fenômeno inexplicável que invade sua TV aberta em uma quinta-feira à noite, te mantém acordado até o dia seguinte e depois de dezoito anos chega à final de um torneio continental com o Juan jogando como se o ano fosse 1999.

    Justamente quando o insucesso e o improvável resolvem caminhar lado a lado, surge novamente o Flamengo desconstruindo seus sofismas, desfazendo suas teorias rasas e provando aos especialistas que a especialidade da casa é confundir todos aqueles que insistem em gerar prognósticos ao maior contrariador de possibilidades do universo.

    César, Paquetá e Vizeu surpreendem a vocês, nós não. Estamos sempre acreditando que Reinaldos e Lês são eternos e quando menos esperam, o Flamengo que cria crises como ninguém, também cria craques em seu próprio quintal.

    Habitam em nós todos os sonhos do mundo, a fé que remove montanhas está sempre guardada em nosso bolso como se fosse do tamanho de um grão de mostarda. Se a racionalidade sucumbiu a crença no improvável, faça o caminho de volta e não desperdice a melhor coisa do mundo: viva o Flamengo que surge para nós em diversos momentos como remédio para a alma, disfarce para nossas tristezas e as vezes a única possibilidade de alegria aos mais sofridos.

    A alegria de ser Flamengo nos permite sonhar com o impossível e sempre desejar alcançar o inatingível. A história não comporta definições para amor tão irracional. Seja na alegria, seja na tristeza, o Flamengo sempre faz valer a pena.

    Aconselho a você, que seja Flamengo também.

     

    Fábio Justino escreveu para o site oficial do Flamengo, O Globo (Online), para o extinto Magia Rubro Negra e agora rascunha aqui no Mundo Bola. Siga-o no Twitter: @fabiojusttino

     
    Imagem destacada no post e redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo

  • Vitória x Flamengo: árbitro paraense comanda último jogo do Mais Querido no Brasileirão

    O Flamengo vai pra última rodada do Campeonato Brasileiro, dependendo apenas de si para alcançar diretamente a fase de grupos da Libertadores, e o adversário da vez é o Vitória. A CBF definiu o árbitro Dewson Fernando Freitas da Silva (PA/FIFA), auxiliado por Hélcio Araújo Neves (PA/CBF) e José Ricardo Guimarães Coimbra (PA/CBF). A partida acontece no próximo domingo (3), às 17h, no estádio do Barradão.

    Dewson Freitas, de 36 anos, já esteve envolvido com polêmicas em jogo do Mais Querido. Em 2016, o árbitro paraense prejudicou o Flamengo no jogo contra o Santos, que terminou em 0 a 0 na Arena Pantanal. Naquela ocasião, o presidente Eduardo Bandeira de Mello reclamou publicamente da arbitragem, que não marcou um pênalti claro pelo toque de mão do jogador santista, Caju.

    O juiz esteve presente em seis jogos do Rubro-Negro nos últimos três anos, com apenas uma vitória, quatro empates e uma derrota. Neste ano, já ocorreram dois encontros. No primeiro turno, um empate em zero a zero, entre Flamengo e Botafogo, no Raulino de Oliveira. A primeira vitória do Mais Querido com o paraense no apito foi neste ano, diante da Chapecoense, na Arena Condá, por 1 a 0, na ocasião o árbitro assinalou apenas três cartões amarelos. Dewson Freitas possui uma alta média de 5.6 cartões por jogo.

  • Até o fim

    Com o Flamengo nunca é fácil, mas dessa vez ele se superou. A derrota para o Santos na Ilha do Urubu graças a incompreensível e indesculpável insistência do departamento de futebol em se apostar num goleiro que havia falhado em todas as vezes que foi exigido durante a temporada — e por todas, me refiro a literalmente todas mesmo —, fez com que se criasse para o fim de ano rubro-negro uma configuração conhecida como Tempestade Perfeita, quando algo que já se apresenta muito difícil se torna especialmente desesperador por conta de uma combinação improvável de fatores.

    A vaga na Libertadores que poderia ter sido carimbada com uma simples vitória em casa contra um adversário pouco motivado no domingo passado, se desenhou uma epopeia digna de Herman Melville.

    Pelo Brasileirão, todos os adversários colaram na nossa rabeta. E mesmo que tenhamos a teórica vantagem de dependermos apenas de nós, enfrentaremos o Vitória na Bahia, “suando sangue”, como eles mesmo prometeram, para escapar do rebaixamento. Uma pedreira. Enquanto isso, todos os nossos adversários pelas vagas que restam — isso mesmo, todos — terão compromissos decisivos infinitamente mais tranquilos contra adversários se não mortos, praticamente desmotivados a apresentar grande resistência.

    Na outra frente, pela Copa Sul-Americana, nos víamos prestes a encarar o time do Junior em Barranquilla, onde o clima era propício a mais uma vacilada flamenga daquelas que nos acostumamos a ver acontecer diversas vezes nos últimos anos, inclusive nessa Libertadores mesmo.
    Mas é na tormenta brutal que surgem as lendas.

    As (novas) duas falhas de Muralha — isso mesmo, duas — no mesmo jogo, não deixaram alternativa ao nosso treinador que não sacá-lo do time, mesmo que fosse para apostar em um jovem arqueiro com quase nenhuma experiência internacional, que estava há dois anos sem disputar uma partida profissional e que era atualmente a quarta opção em nosso elenco.

    Ouvindo assim, parece loucura. No entanto, Nietzsche — o mitológico filósofo alemão — nos ensinou que existe um pouco de loucura no amor, mas há um pouco de razão na loucura. Nós que amamos esse clube incondicionalmente apesar de tudo que ele nos faz passar, no fundo sabíamos que, contra todas as expectativas, essa mudança revelaria um novo herói.

    Ave, César.

    O garoto que em 2011 brilhou na conquista da Copinha se mostrou predestinado. Fechou o gol, enfrentou a desconfiança, derrotou a falta de ritmo. O pênalti que agarrou no segundo tempo selando a derrocada moral do adversário em um momento que eles ensaiaram complicar a parada, foi a coroação merecida de uma noite brilhante.

    Dele. Não do time.

    Estou dizendo que o Flamengo jogou mal? Não. Muito pelo contrário. Mas a partida em geral foi um teste de esforço cardíaco em nível de fundista olímpico. O Flamengo foi sério. O Flamengo competiu. O Flamengo fez o que o Rueda quer. Administrou espaços e soube ser decisivo quando teve a oportunidade. Inclusive as substituições de nosso entrenador, que podem ter arrepiado alguns, foram adequadas. Resultaram.

    Especial mesmo foi o fato que a classificação teve a assinatura da nossa base, representada — além do renascimento de César — no oportunismo de Vizeu, na raça talentosa de Paquetá e no veterano Juan, um deus dentro de campo, um ser que pratica algum esporte diferente dos outros jogadores. O que esse cara monstra não é futebol, é a evolução do jogo.

    Apesar da euforia com o resultado, nada está ganho. Absolutamente nada.

    A decisão que começa quarta-feira na Argentina é contra o Independiente, simplesmente o maior ganhador da Libertadores. Podem não viver seus melhores dias, assim como nós, mas a camisa pesa, assim como a nossa. Será ainda mais arrepiante.

    A configuração meteorológica segue assustadora e tudo pode acontecer.

    Faltam três jogos nessa temporada que não nos deu trégua um segundo. Sinceramente, não me lembro de outra parecida.

    Podemos terminar com glória, título inédito e histórico e um horizonte de novas conquistas internacionais a caminho.

    Podemos terminar sem nada, nenhum objetivo alcançado, com uma série de decepções enfileiradas e traumas a tratar.

    Sigo com Nietzsche e mantenho minha loucura apaixonada de afirmar que ganharemos essa taça continental. Ela vem mostrando ter um pouco de razão.

     


    Pedro Henrique Neschling nasceu no Rio de Janeiro, em 1982, já com uma camisa do Flamengo pendurada na porta do quarto na maternidade. Desde que estreou profissionalmente em 2001, alterna-se com sucesso nas funções de ator, diretor, roteirista e dramaturgo em peças, filmes, novelas e seriados. É autor do romance “Gigantes” (Editora Paralela/Companhia das Letras – 2015). Siga-o no Twitter: @pedroneschling
     

    Imagens destacadas no post e nas redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo

  • Consulado Fla Buenos Aires faz preparativos para o primeiro jogo da final ( 01/12/17)

    Poucas horas após a classificação do Mais Querido para a decisão da Sul-Americana, vários torcedores rubro-negros começaram a se movimentar para acompanhar a grande final. Na Argentina, território do oponente (Independiente), não está sendo diferente. Representante oficial do Flamengo na capital hermana, o consulado Fla Buenos Aires está fazendo os preparativos para receber os torcedores que irão ao país para acompanhar o jogo de ida, na próxima quarta-feira (6).

    O grupo pretende facilitar a vida dos rubro-negros, auxiliando até mesmo no transporte para o estádio Libertadores de América (casa do adversário). Os interessados em participar da caravana do consulado deverão fazer um cadastro prévio (link para inscrição). Em maio deste ano, uma ação semelhante foi feita para o jogo Flamengo x San Lorenzo. Na época, 8 ônibus lotados de rubro-negros saíram em comboio rumo ao Nuevo Gasómetro.

    Além do transporte, o Fla Buenos Aires está organizando uma confraternização entre os rubro-negros. Na terça-feira (5), haverá uma grande festa no Bier Welt (ponto de encontro do consulado), aberta para todos os torcedores do Flamengo que estiverem na cidade. Para o jogo da Libertadores em maio, mais de 100 rubro-negros estiveram no bar. A expectativa é que este número seja ainda maior na próxima semana.

    Outra ação que acontecerá é a recepção do elenco do Flamengo, no hotel – a equipe chega na capital argentina na segunda-feira. Para a partida, o Independiente ainda não confirmou, mas cerca de 4 mil ingressos devem ser disponibilizados para os torcedores visitantes.

    Conheça o Fla Buenos Aires

    Sem tomar conhecimento de fronteiras e acostumada com o gigantismo, a nação rubro negra está espalhada por todos os cantos do mundo. Não é diferente na capital mundial do tango, onde os torcedores do Flamengo se fazem presentes e buscam ferramentas para acompanhar o clube do coração. Fundado em 2017, o consulado Fla Buenos Aires tem focado seu trabalho na aproximação dos torcedores locais, criando alternativas para que a distância seja um problema menor para os rubro negros.

    Presidente: Gabriel Inácio
    Email: fla.argentina2017@gmail.com
    Local de encontro: Av. Medrano 950/ Bier Welt
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    Twitter: clique aqui

  • As vísceras expostas na América Latina

    Agora que está feito, que o Flamengo calou o Roberto Meléndez, os profetas do acontecido simplificam o feito e o reduzem a uma estratégia. Rueda fechou o time, dizem, e gente que ridicularizava o Vizeu – que erro ter dispensado o Damião, diziam – e que nem lembrava da existência de César oferecem explicações racionais para o Flamengo finalista.

    Calem-se. Não há nada de racional na classificação do Flamengo na Barranquilla de las brujas, de las cabezonas, de la Novia de Puerto Colombia y de las Brujas del Jardín Botánico de la carrera 14, en el sur de Barranquilla. A cidade quente, úmida e atormentada por fantasmas como el niño en el cemitério, la monja en el hospital y el caballo galopante ganhou mais um mito fantasmagórico que assombrará as madrugadas vazias do Roberto Melendéz, espectros rubro-negros que haviam sido enterrados vivos antes da peleja de 30 de novembro de 2017 e que ressuscitaram para assombrar o Junior e seus torcedores.

    Não há nada racional em um Flamengo esquartejado por seus dirigentes, a ponto de se ver sem goleiro para um jogo decisivo, e que ainda cogitava expor Alex Muralha a mais uma execração pública, por mais o goleiro mostrasse de todos os modos que está sem condições de mover uma caixa de fósforo debaixo das traves de uma partida de futebol de botão.

    O Flamengo, esfacelado por quem deveria dele cuidar, ressurgiu de suas vísceras expostas. As mesmas vísceras que deram à luz Juan, César, Paquetá e Vizeu. O Flamengo foi tão vilipendiado que só sobrou a última matéria que se esconde sob os escombros, e dali Vizeu saiu para uma arrancada à velha maneira flamenga (RODRIGUES, Nelson), dali saiu Paquetá para romper o letargismo de outros do time, dali saiu César para espalmar o pênalti de Ymmi Chará e dali saiu, soberanamente, Juan dos Santos.

    Salvam-se, além das crias da cantera, os colombianos Rueda e Cuéllar, e o zagueiro Rodolpho, este o padrinho da ressurreição de Vizeu, todos dissonantes do coro de conformados criado no Flamengo por seus comandantes com cara de tédio e frases feitas.

    Em 1984, ali perto do Roberto Meléndez, no velho Romelio Martinez, o Flamengo já havia assombrado os assombros de Barranquilla, com arrancadas de Edmar, com Fillol atacando um pênalti no último lance, mas era um Flamengo em si, à flor da pele, verdadeiramente Flamengo e ainda com mundialistas na cancha. Este Flamengo da noite de ontem precisou vencer primeiro os demônios internos alimentados a pão de ló por dirigentes prepotentes, e só venceu porque buscou na rapa do tacho os filhos das vísceras, Juan, César, Paquetá e Vizeu.

    E com as vísceras expostas haveremos de enfrentar o Independiente Rey de Copas, e iremos de peito aberto, olho no olho, porque por mais que tentem nos tirar a fé que guia nossos passos há 122 anos, não nos podem arrancar as vísceras, e se conquistarmos esta Copa, que vale menos pelo que bota em disputa e mais porque é nela que podemos nos reencontrar, teremos escrito, contra tudo e contra todos, parafraseando Galeano, a história das nossas vísceras expostas na América Latina.


    Mauricio Neves é autor do livro “1981 – O primeiro ano do resto de nossas vidas” e escreve no Mundo Bola todas as sextas-feiras. Siga-o no Twitter: @flapravaler

    Imagem usada no post e nas redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo

  • Ingressos para final da Sul-Americana começam a ser vendidos no sábado

    A venda de ingressos para a final da Copa Sul-Americana, entre Flamengo e Independiente (ARG), começará a ser feita nesse sábado (02), a partir das 14h. O confronto acontecerá no dia 13 de dezembro, no Maracanã, e será o definitivo, já que a partida de ida acontece na próxima quarta-feira (06).

    Como de costume, integrantes do plano de Sócio Torcedor terão direito a comprar antecipadamente, variando de acordo com o plano. Público geral poderá comprar apenas a partir do dia 9 de dezembro.

    Veja como funcionará o esquema montado pela direção do clube:

     

    Abertura de Vendas

    02/12 – 14hs: +Paixão

    03/12 – 10hs: Paixão

    04/12 – 10hs: +Amor

    05/12 – 10hs: Amor

    06/12 – 10hs: +Raça

    07/12 – 10hs: Raça

    08/12 – 10hs: Tradição

    09/12 – 10hs: Nação Jr. e Público geral online

     

    Preços

    Norte

    – Sócio-torcedor Raça e superiores: R$ 80,00

    – Sócio-torcedor Tradição: R$115,00

    – Público geral e Nação Jr: R$240,00 (R$120,00 meia)

     

    Sul

    – Sócio-torcedor Raça e superiores: R$ 100,00

    – Sócio-torcedor Tradição: R$145,00

    – Público geral e Nação Jr: R$300,00 (R$150,00 meia)

     

    Leste Superior

    – Sócio-torcedor Raça e superiores: R$ 120,00

    – Sócio-torcedor Tradição: R$175,00

    – Público geral e Nação Jr: R$360,00 (R$180,00 meia)

     

    Leste Inferior

    – Sócio-torcedor Raça e superiores: R$ 180,00

    – Sócio-torcedor Tradição: R$260,00

    – Público geral e Nação Jr: R$540,00 (R$270,00 meia)

     

    Oeste

    – Sócio-torcedor Raça e superiores: R$ 150,00

    – Sócio-torcedor Tradição: R$215,00

    – Público geral e Nação Jr: R$450,00 (R$225,00 meia)

     

    Maracanã Mais

    – Sócio-torcedor Raça e superiores: R$ 245,00

    – Sócio-torcedor Tradição: R$345,00

    – Público geral e Nação Jr: R$645,00 (R$345,00 meia)

    Foto: Flamengo/Gilvan de Souza

  • Após 16 anos, Flamengo reencontra o ‘Rei de Copas’ em decisão

    Após 16 anos sem participar de uma final de torneio internacional, o Flamengo eliminou o Junior Barranquilla (COL) e está na grande decisão da Copa Sul-Americana. Agora, para conquistar o título inédito, o Mais Querido precisará superar um velho conhecido: o Independiente (ARG). Na semifinal, a equipe argentina fez valer toda a mística em cima de sua camisa e despachou o paraguaio Libertad.

    O fator casa é um dos grandes diferenciais do Independiente. Jogando no estádio Libertadores de América, a equipe está invicta na competição (quatro vitórias e um empate). Nas semifinais, após perder fora de casa (1 a 0), eles fizeram valer esta força em seus domínios. Contando com o apoio do seu torcedor, os rojos venceram a segunda partida (3 a 1) e carimbaram a vaga na final.

    Na competição, o clube que representa o lado vermelho de Avellaneda também eliminou Allianza Lima (PER), Atlético Tucúman (ARG) e Nacional (PAR). Na Copa Sul-Americana contabiliza sete vitórias, um empate e duas derrotas.

    Conhecido como “Rei de Copas”, o time argentino é a equipe com mais títulos da Libertadores da América (7) e se orgulha da façanha de nunca ter perdido uma decisão do torneio. Na Sul-Americana, eles levantaram uma taça, em 2010.

    Confrontos entre as equipes

    Na história, Flamengo e Independiente já protagonizaram alguns grandes embates. Em 1995, ano do centenário do rubro-negro, os argentinos venceram o Mais Querido na decisão da Super Copa dos Campeões da Libertadores. Em 1999, o Fla eliminou o Rojo nas quartas de final da Copa Mercosul – neste mesmo ano, o rubro-negro sagrou-se campeão do torneio, última conquista internacional do clube.

    O último confronto entre as equipes aconteceu em 2001, mais uma vez na Copa Mercosul. Na ocasião, o Flamengo eliminou o Independiente, também nas quartas de final. Após empatar o primeiro (0 a 0) fora de casa, a equipe da Gávea venceu os argentinos por 4 a 0, no estádio Serejão, em Taguatinga/DF. O experiente zagueiro Juan, um dos líderes do atual elenco, esteve presente na partida e marcou dois gols.

    No total, as equipes enfrentaram-se em 14 oportunidades. O Flamengo saiu vitorioso em sete, empatou quatro e perdeu apenas três jogos.

    Olho neles

    Assim como o Flamengo, a equipe adversária também possui um jovem jogador de muita qualidade. O meia-atacante Ezequiel Barco, de apenas 18 anos, é uma das grandes promessas do futebol argentino e já desperta o interesse do futebol europeu. Na Sul-Americana ele já marcou dois gols, o último foi na vitória sobre o Libertard de pênalti. Recentemente, a revista Four Four Two elegeu Barco como o  17º melhor jovem jogador do ano de 2017 – Vinícius Júnior ficou na 67° colocação.

    Ezequiel Barco em ação pelo Independiente

    Outro jogador que merece atenção é o atacante Leandro Fernández. Mesmo não sendo titular absoluto da equipe, ele é o terceiro jogador com mais gols na competição (4), tornando-se a arma mais decisiva do técnico Ariel Holan.

    A decisão da Sul-Americana acontece nos dias 6 e 13 de dezembro. O Flamengo fará o segundo jogo em casa.

    Campanha argentina

    Independiente 0 x 0 Allianza Lima

    Allianza Lima 0 x 1 Independiente

    Independiente 4 x 2 Deportes Iquique

    Deportes Iquique 1 x 2 Independiente

    Atlético Tucúman 1 x 0 Independiente

    Independiente 2 x 0 Atlético Tucúman

    Nacional (PAR) 1 x 4 Independiente

    Independiente 2 x 0 Nacional (PAR)

    Libertad 1 x 0 Independiente

    Independiente 3 x 1 Libertad