Autor: diogo.almeida1979

  • Flamengo tem dois atletas na Seleção da Semana do NBB

    De jogo a jogo, o Flamengo continua embalado no Novo Basquete Brasil, e a vitória diante do rival, Vasco da Gama, por 89 a 75, mostrou mais uma vez o poderio do forte elenco do Rubro-Negro. Saindo do banco, Arthur Pecos e MJ Rhett assumiram a responsabilidade de levar o Mais Querido a sua oitava vitória seguida, por consequência, os atletas dividiram o prêmio de Sexto Homem desta semana do torneio.

    Tanto Arthur Pecos, quanto o Rhett terminaram o Clássico dos Milhões com 15 pontos cada, o armador ainda concedeu cinco assistências, enquanto o ala-pivô pegou cinco rebotes. A dupla do FlaBasquete ainda terminou a partida como os jogadores mais eficientes da equipe.

    Além da dupla do Mais Querido, Vithinho Lersch (Mogi das Cruzes), Alex Garcia (Bauru), Arthur (Vitória), Nesbitt (Paulistano) e Leozão (Basquete Cearense) fecharam a Seleção da Semana 12 do Novo Basquete Brasil.

    Foto: Staff Images/Flamengo

  • Anúncio de Henrique Dourado rende milhares de inscritos para a Fla TV

    Com a colaboração de Wedson Barreto

    Os anúncios de novos reforços sempre agitam as redes sociais do Flamengo. No caso de Henrique Dourado, novo atacante rubro-negro, não foi diferente. Na última quinta-feira (1), o Mais Querido divulgou o acerto com o Ceifador por meio de um vídeo em seu canal no Youtube. Para a Fla TV, os resultados foram ótimos. Além de conseguir mais de meio milhão (530.481) de visualizações no dia, o canal ganhou cerca de dez mil novos seguidores – dez vezes mais do que a média diária no mês de janeiro.

    No vídeo, um ataque do Flamengo, narrado por Luis Roberto, culminou em gol de Henrique Dourado, no Maracanã.  Esta publicação já é a mais vista do canal em 2018 (287.901 visualizações), seguida de perto pela coletiva de apresentação do atacante (232.805). Além disso, o anúncio do Ceifador alcançou o primeiro lugar nos vídeos em alta, no Youtube.

    Mas os bons resultados não ficaram apenas na plataforma de vídeos. Segundo o Futebol Retweet, o Flamengo foi o clube brasileiro que mais conseguiu seguidores no Twitter (2.789), no dia da apresentação do atleta. No Instagram (4.267), ficou na segunda colocação, perdendo apenas para o Palmeiras.

    Hoje, a Fla TV é o maior canal de clube nas Américas (782.354 inscritos). No mundo, o clube está na sexta colocação e próximo de alcançar o top 5 global – o Liverpool é o atual quinto colocado (799.263).

    Inscreva-se na Fla TV: clique aqui

    Foto destaque e divulgação: Divulgação / Flamengo

     

  • Pressão, dificuldades no mercado e novos testes: os problemas nas laterais do Flamengo

    Maior alvo de críticas do torcedor flamenguista na temporada de 2017, as laterais do Mais Querido seguem sem reforços. A falta de solução por parte do clube na busca por reforços para o setor vem causando impaciência nos rubro-negros.

    Na busca por nomes que caibam no cofre não tão recheado no início do ano, como destacou o VP de Finanças em entrevista para o Mundo Bola, o Flamengo até agora tem assumido uma posição calma perante a um mercado difícil, contratando até aqui Júlio César, Marlos Moreno e, mais recentemente, Henrique Dourado. Esta dificuldade parece ser ainda maior no que diz respeito às laterais, com poucas opções capazes de solucionar a constante exposição do time nos flancos defensivos.

    Nova-velha solução

    Percebendo que não será uma tarefa tão fácil, Paulo César Carpegiani tem testado uma nova-velha solução para o lado esquerdo. Durante esta semana, o comandante rubro-negro usou Éverton, originalmente ponta-esquerda, na função de lateral, mesmo com opções como Trauco, titular em 2017, e Renê, reserva do peruano. O camisa 22, no entanto, já está acostumado a ser usado na posição. Em 2009, ano do hexacampeonato do Flamengo, ele foi o substituto de Juan ao longo de boa parte do Brasileirão, ganhando muitos elogios e ajudando na arrancada vermelha-preta. No ano passado, principalmente com Reinaldo Rueda, o jogador de 29 anos passou para o setor em ocasiões nas quais o Maior do Rio se encontrava atrás no marcador, abrindo espaço para um ponta mais incisivo, como Vinícius Júnior.

    Única tentativa

    O nome mais clamado pela Nação é o do lateral Zeca, que briga na justiça para se desvencilhar do Santos. O Fla parecia ser o destino mais provável para o jovem atleta, mas a equipe repentinamente deu um passo atrás, preocupado com possíveis desdobramentos do caso no futuro que poderiam atrapalhar o negócio.

    Nesta semana, no entanto, rumores voltaram a apontar para um possível desfecho positivo nas negociações entre Zeca e Flamengo. O grande trunfo do atleta, além da qualidade técnica, é a versatilidade, podendo atuar em qualquer uma das laterais.

    Opções na direita

    O elenco rubro-negro conta com quatro opções de laterais-direitos de origem. São eles: Pará, Rodinei, Klebinho e Wesley.

    Pará é um atleta inconsistente. De bom físico, não costuma se lesionar e foi um dos que mais vezes entraram em campo em 2017. É, no entanto, um dos principais alvos da Nação, por marcar mal, ser um dos que mais cometem falhas cruciais e, no momentos ofensivos, ser pouco efetivo.

    Rodinei é o nome que mais gera controvérsias entre os torcedores, havendo muito equilíbrio entre os que querem ele no time e os que querem a sua saída. Foi importante nos duelos decisivos contra o Fluminense na final do Campeonato Carioca e chegou a balançar as redes na Libertadores. É forte fisicamente, veloz, mas tem sido pouco preciso defensivamente e pouco efetivo ofensivamente.

    Klebinho é uma promessa rubro-negra e torcedores também pedem que seja usado no time principal. Marca bem e é forte, tanto que chegou no clube como volante. No entanto, tem a velocidade e o apoio como características importantes em seu jogo e que o “empurraram” para a lateral. Além de tudo isso, foi o dono da bola parada no time sub-20.

    Wesley é mais um lateral promessa do rubro-negro. Titular absoluto na Copinha deste ano, esteve ausente na final e o time acabou sofrendo naquele lado. Craque não só da base do Flamengo, foi o titular do Brasil na campanha que culminou no terceiro lugar do Mundial sub-17.

    Opções na esquerda

    Já os quatro laterais-esquerdos de origem são: Trauco, Renê e os jovens Michael e Ramon.

    O peruano foi o titular em 2017, encantou logo no início, mas caiu drasticamente de rendimento. Com constantes falhas de cobertura e marcação, Trauco despertou a ira dos rubro-negros. Apesar de fraco defensivamente, o camisa 13 tem qualidades ofensivas, como cruzamento, passe e finalização. Ainda assim, foi mal em todos os três quesitos, dando ênfase a sua temporada abaixo do esperado.

    Renê chegou para ser a opção defensiva para a lateral-esquerda. No Sport, seu time anterior, chamou atenção pelo bom posicionamento, por ser um marcador “carrapato” e de forte finalização. Ao longo de 2017 caiu em desgraça, não ajudando a corrigir o problema para o qual foi contratado.

    Michael (18 anos) e Ramon (16) são as jovens peças da posição. O primeiro é considerado uma das maiores joias rubro-negras e um dos melhores laterais que já passaram pela base do clube. Foi titular no início da campanha que culminou no tetra da Copinha, mas teve problemas com uma lesão na coluna. O segundo assumiu a vaga no torneio, foi bem e até estreou pelos principais no Campeonato Carioca.

    Michael é, para parte dos especialistas em base, melhor que Jorge. Não fossem as lesões, poderia já ter ganhado chances no time principal. Bem fisicamente pode ser a melhor das soluções: cria da casa, jovem e barato.

    Estatísticas no Brasileirão 2017:
    • Mais jogos: Pará (29) e Trauco (23);
    • Mais assistências: Rodinei (3) e Pará (1);
    • Mais cartões: Trauco (5 amarelos e 1 vermelho) e Rodinei (4 amarelos e 1 vermelho);
    • Menos cartões: Pará (2 amarelos) e Renê (3 amarelos);
    • Mais cruzamentos certos: Pará (30) e Renê (16);
    • Mais cruzamentos errados: Pará (111) e Trauco (68);
    • Maior precisão em cruzamentos: Renê (25%) e Pará (21,3%);
    • Mais desarmes certos: Trauco (45) e Renê (41);
    • Mais desarmes errados: Trauco (6) e Renê (5);
    • Maior precisão em desarmes: Rodinei (95,7%) e Renê (89,1%);
    • Mais faltas recebidas: Pará (26) e Rodinei (15);
    • Mais faltas cometidas: Trauco (36) e Renê (27);
    • Mais finalizações certas: Trauco (6) e Rodinei (6);
    • Mais finalizações erradas: Trauco (12) e Pará (12);
    • Maior precisão em finalizações: Rodinei (50%), Trauco e Renê (33,3%);
    • Mais gols: Rodinei (2), Pará e Trauco (1);
    • Mais interceptações certas: Pará e Renê (5);
    • Maior precisão nas interceptações: Pará e Trauco (100%);
    • Mais lançamentos certos: Trauco (46) e Renê (27);
    • Mais lançamentos errados: Trauco (65) e Pará (57);
    • Maior precisão em lançamentos: Renê (42,2%) e Trauco (41,4%);
    • Mais passes certos: Pará (1308) e Trauco (1055);
    • Mais passes errados: Trauco (100) e Pará (98);
    • Maior precisão nos passes: Pará (93%), Trauco e Rodinei (91,3%);
    • Mais pênaltis cometidos: Trauco (1);
    • Mais posses de bola perdidas: Pará (54) e Trauco (44);
    • Mais rebatidas: Pará (82) e Trauco (64);
    • Mais viradas de jogos certas: Pará (9) e Trauco (4);
    • Maior precisão em viradas de jogo: Trauco (100%) e Pará (90%).

    *Créditos da imagem destacada: Gilvan de Souza/Flamengo

    *Pauta sugerida pelo torcedor Péricles Cabral

  • Um olé com chocolate na Bombonera

    Em janeiro de 58, o Flamengo excursionava sob o comando de Jaime de Almeida e escreveu mais um grande capítulo da sua história

     Por Emmanuel do Valle

    Inaugurado em 1940, o Estádio Alberto José Armando, popularmente conhecido como “La Bombonera”, é um dos grandes palcos do futebol mundial e entrou definitivamente para o imaginário do torcedor brasileiro pelo fim dos anos 90, época em que o Boca Juniors, seu dono, empilhou títulos continentais, como símbolo de alçapão, um campo onde a pressão aos visitantes é insustentável e o triunfo boquense é quase certa. E foi neste mítico gramado que o Flamengo conquistou, há 60 anos, uma vitória memorável, em partida que integrou uma excursão sul-americana da equipe rubro-negra: exibindo um futebol extremamente dinâmico e técnico, aplicou categóricos 4 a 2 ao Boca Juniors.

    A expectativa do confronto

    Os argentinos tinham ainda viva na memória a última visita do Flamengo ao país, no começo de 1953, quando os rubro-negros trouxeram de volta o troféu do Torneio Quadrangular de Buenos Aires, depois de empatar com o Boca na mesma Bombonera e com o San Lorenzo, além de derrotar o Botafogo por 3 a 0, no clássico carioca jogado na capital portenha. Na ocasião, o técnico rubro-negro era o mesmo Jayme de Almeida, nome histórico do clube como jogador, que dirigia novamente a equipe de modo provisório durante a excursão sul-americana realizada naquele início de temporada 1958.

    Jayme era o comandante provisório devido às prolongadas especulações em torno da permanência do paraguaio Fleitas Solich, técnico rubro-negro nas cinco temporadas anteriores, cujo contrato venceria em março. A imprensa noticiava uma certa insatisfação do treinador com alguns dirigentes, o que poderia leva-lo a deixar a Gávea rumo ao Vasco ou ao Palmeiras ou ao futebol da Argentina, país onde ainda viviam seus familiares. Além disso, Solich era o nome preferido do presidente da CBD, João Havelange, para dirigir a Seleção Brasileira na Copa do Mundo daquele ano, na Suécia. Entretanto, nada disso se concretizaria: Fleitas Solich renovou contrato com o Flamengo exatamente naquele fim de janeiro.

    No blog: Uma história de clássico, de baile e de casa cheia

    Outra boa impressão – esta, mais recente – causada no público e na imprensa argentina havia sido a deixada pelo Vasco em seus dois jogos contra o mesmo Boca Juniors, e que terminaram em empates, apesar do amplo domínio dos cariocas. O bom futebol demonstrado pelos cruzmaltinos virou parâmetro pelo qual se mediria o desempenho dos rubro-negros em sua visita à Bombonera. Apesar de estar bem no meio do segundo maior jejum de sua história (entre 1954 e 1962), o Boca Juniors vinha de um aceitável quarto lugar no Campeonato Argentino do ano anterior, encerrado em dezembro, e terminaria o torneio seguinte como vice-campeão, atrás apenas do Racing.

    No time boquense que entrou em campo para receber o Flamengo naquele 31 de janeiro de 1958, chamavam a atenção três nomes que eram velhos conhecidos dos rubro-negros: o ponta-esquerda paraguaio Silvio Parodi (ex-Vasco), que jogou apenas amistosos pelos xeneíses; o centroavante uruguaio Javier Ambrois (ex-Fluminense), que havia disputado a Copa do Mundo de 1954 e fora contratado poucas semanas antes; e o treinador Bernardo Gandulla, ex-jogador cruzmaltino no início dos anos 40.

    Mas os destaques daquela equipe, os nomes que a história boquense consagrou, eram outros: o experiente Federico Edwards – zagueiro duro, homem de seleção argentina e que atravessou quase toda a década de 50 como dono da posição no clube – e um novato (20 anos) chamado Antonio Rattín – volante de boa técnica, muita garra e um fenomenal senso de liderança, que se tornaria um dos maiores jogadores xeneíses de todos os tempos, além de capitão do clube e da seleção por quase toda a década seguinte.

    Um Fla que se renovava

     O Flamengo, que vinha em excursão desde o dia 9 de janeiro, colocaria seu time titular em campo. Era a equipe que chegara a brigar palmo a palmo com Botafogo e Fluminense pelo título carioca de 1957 até a metade do returno, no início de novembro. Mas uma sequência de quatro empates e apenas uma vitória nos seis últimos jogos acabou afastando-a da briga. De qualquer modo, era um time renovado, com vários jovens se firmando nos lugares de uma leva de antigos ídolos negociados na metade do ano – casos de Evaristo (vendido ao Barcelona), Paulinho (ao Palmeiras) e Índio (Corinthians).

    O goleiro era Fernando, trazido do Bangu. Joubert, o lateral-direito, era outro nome que se afirmava, enquanto o experiente Jordan atuava pelo outro lado. No miolo de zaga jogava o sólido Pavão. Jadir, recentemente convocado para a Seleção, completava o setor como quarto-zagueiro. Na frente da área jogava Dequinha, o capitão e o esteio do time. O quinteto ofensivo tinha Joel e Zagallo nas pontas, o talentoso Moacir como meia-armador, Dida era o ponta-de-lança e Henrique, o centroavante. Seria este o time que entraria em campo sob aplausos da torcida local na Bombonera e atuaria pelos 90 minutos.

    Rola a bola

     O primeiro chute, logo no primeiro minuto, é do Flamengo: Henrique atira de longe para testar o goleiro Giambartolomei. O Boca responde em dois lances quase idênticos, duas cobranças de falta roladas de Ambrois para Parodi, com chutes violentos do ponteiro paraguaio. Fernando defende a primeira em dois tempos, enquanto a segunda passa perto da trave e assusta. Quando o Fla volta a ameaçar, aos nove minutos, é letal: Dida recebe de Dequinha, avança em velocidade até a intermediária boquense e lança para a infiltração de Henrique. O centroavante dispara um petardo, que Giambartolomei defende com dificuldade, mas dá rebote. Moacir, livre, aparece para tocar para as redes.

    O arqueiro argentino, garantidor do empate boquense diante do Vasco com grandes defesas, impediria o Fla de ampliar a vantagem minutos depois, ao salvar de modo magistral um chute à queima-roupa de Moacir, na marca do pênalti. Do outro lado, o Boca tem um gol de Parodi anulado por impedimento claro. Mas acaba empatando de qualquer modo aos 28: após uma blitz rubro-negra, o zagueiro Rico espana e a bola cai no pé de Ambrois, que liga o contragolpe com Rodríguez. Este passa a Parodi, que cruza para a conclusão de Rattín. Fernando salva na primeira, mas não consegue conter a cabeçada de Ambrois.

    Não houve tempo nem mesmo para a pressão pela virada xeneíse. Na saída de bola, Henrique toca para Moacir, que avança e abre a Zagallo na esquerda. O ponteiro corta para dentro, entra na área e dispara um petardo, que entra no canto direito de Giambartolomei. Inapelável. Um minuto depois de ceder o empate, o Fla já está novamente em vantagem, já é novamente o senhor do jogo. Tão senhor que o Boca se assusta e começa a recorrer a outros expedientes.

    Leia também: Antigos rivais também podem trazer títulos ao Flamengo

    Depois de o árbitro ignorar um pênalti em Henrique, a bola volta ao meio-campo e, em lance casual, um jogador argentino se lesiona e precisa ser atendido. Imediatamente o técnico xeneíse entra em campo para tirar satisfações com o árbitro, e uma confusão se forma com a entrada também da comissão técnica rubro-negra. Naquele tempo, nem sempre um amistoso era sinônimo de cordialidade, cavalheirismo ou mesmo desinteresse. Com a bola novamente rolando, o Flamengo dá mais mostras de superioridade, em duas grandes chances com Henrique – na segunda, novamente parado na área com falta não marcada.

    O Boca reequilibra as ações, ancorado numa boa exibição de Rattín, mas logo depois leva nova estocada: Jadir deixa a quarta-zaga rubro-negra e avança, lançando Zagallo pelo meio. O ponta passa a Henrique, e este abre no espaço criado para Dida. O camisa 10 invade e atira com fúria, estufando pela terceira vez as redes de Giambartolomei aos 38 minutos do primeiro tempo. Depois de um chute venenoso de Joel que o arqueiro boquense salva arrancando aplausos, o Fla toca a bola até o apito final da etapa.

    No fim, teve até olé

    Após o intervalo, o Boca volta furioso, querendo a reação a todo custo. O Fla rebate, e aos cinco minutos, num contragolpe, balança as redes com Zagallo, mas o árbitro anula, apontando impedimento de Henrique na jogada. Com Pavão e Dequinha firmes no setor defensivo, o Flamengo continua indo à frente com frequência. Henrique, com sua valentia costumeira, era o jogador que mais importunava a zaga argentina. Chegou a sofrer outro pênalti, após uma entrada dura de Héctor García, mas que o árbitro preferiu marcar apenas falta fora da área.

    O Boca tenta reagir na metade do segundo tempo, mas Fernando intervém com eficiência. Porém, pelo outro lado, Giambartolomei é mais exigido. Salva brilhantemente um tiro de Henrique após passe de Dequinha. Depois, outra vez bloqueia finalização do centroavante rubro-negro, que recebera bola de Joel. Aos 26 minutos, entretanto, nada pode fazer para evitar o golaço de Moacir: Dequinha entrega a Henrique, que abre na esquerda com Zagallo. O ponteiro passa a Moacir, e o Canivete dá um drible espetacular em no zagueiro Carlos Rico, avança e chuta colocado, tirando do alcance do arqueiro boquense.

    Já virou goleada. Com os 4 a 1 no placar, o Flamengo deita e rola em plena Bombonera. Zagallo, em jogada sensacional, dribla quatro boquenses e dá a Henrique, que chuta para o arqueiro argentino espalmar com dificuldade para escanteio. Em seguida o Fla gira a bola, gasta o tempo. Moacir toca para Joel, que dá a Henrique, que passa a Dida, que recua a Jadir, que estica novamente até Joel, que devolve a Henrique, e este a Moacir. E assim segue o baile rubro-negro, deslumbrando o público argentino, que aplaude com vontade.

    Nos minutos finais, ainda há tempo para Ambrois sofrer pênalti de Pavão e converter com um chute seco, descontando o placar. Mas não restam mais dúvidas da superioridade do conjunto rubro-negro. Firme na defesa, veloz e impetuoso nos contragolpes, com perfeito senso coletivo e esbanjando qualidade técnica, o Flamengo encantou o público portenho e escreveu seu nome na história do alçapão boquense. 

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    Crédito imagem destacada: Reprodução

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  • Números de Henrique Dourado em seu último clube

    Nesta quinta-feira, o Flamengo anunciou sua terceira contratação para a temporada 2018: trata-se do atacante Henrique Dourado, de 28 anos, que estava no Fluminense. O “Ceifador” anotou 32 tentos no tricolor carioca na última temporada, sendo 18 deles no Campeonato Brasileiro.

    Números de Henrique Dourado pelo Fluminense

     

    Titular indiscutível e peça importante no Fluminense em 2017, o atleta chegou ao tricolor em 2016. Dos 71 jogos disputados, em quatro deles entrou no decorrer da partida. No total, fez 34 gols, deu quatro assistências e recebeu 20 cartões amarelos. Empatado com Jô, foi o artilheiro do último Campeonato Brasileiro.

     

    Detalhes dos gols de Henrique Dourado no seu último clube

     

     

    Dourado anotou 34 gols pelo Fluminense, sendo 23 no primeiro tempo e onze na etapa final. Ou seja, em quase 70% das vezes, “ceifou” nos 45 minutos iniciais dos jogos. Com aproveitamento de 100%, marcou 11 vezes em cobranças de penalidades máximas. Disputou oito jogos contra o Flamengo em 2017 e marcou 3 gols.

     

     

     

     

     

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  • Com volta de titulares, Flamengo derrota Bangu pela Taça Guanabara Sub-20

    Na tarde desta quinta-feira (1º), em partida válida pela segunda rodada da Taça Guanabara Sub-20, o Flamengo conquistou mais um resultado positivo, ampliando sua invencibilidade na temporada para 11 jogos. Os Garotos do Ninho derrotaram o Bangu, por 1 a o, no Estádio Moça Bonita. O meio-campista Luiz Henrique anotou o gol único do duelo que fechou a rodada do Grupo A.

    Com o resultado, o Flamengo alcançou os mesmos seis pontos do Volta Redonda, líder da chave, mas ocupa a segunda posição por conta do terceiro critério de desempate: gols pró (3×2). Já o Bangu amarga a lanterna do grupo, com nenhum ponto somado aqui.

    O próximo compromisso do Mais Querido será diante do Resende, no sábado (3), às 16h (de Brasília), no Estádio da Gávea. O Bangu, por sua vez, enfrentará o Vasco da Gama, no domingo (4), em São Januário.

    O jogo

    Diferentemente da estreia contra o Bonsucesso, quando escalou uma equipe alternativa, o Rubro-Negro mandou a campo nesta quinta o que tinha de melhor. Com exceção do lateral-direito Braian, os demais titulares participaram da conquista da Copa São Paulo de Futebol há uma semana.

    Os comandados de Mauricio Souza criaram bastante, mas apresentaram dificuldades para finalizar no alvo. Diante de um adversário que pouco ameaçava, aos poucos o Flamengo conseguiu impor seu ritmo de jogo, evidenciando sua superioridade técnica. Aos 17 minutos da etapa final, após abertura da jogada de Yuri pela ponta esquerda e cruzamento preciso de Theo, Luiz Henrique dominou a bola na meia-lua e bateu de chapa, no cantinho, decretando a vitória rubro-negra.

    Autor do gol da vitória, Luiz Henrique comentou sobre a partida, destacando a importância do resultado para o Mais Querido.

    “Mais uma boa vitória para a nossa equipe, em um jogo muito difícil, como sabíamos que seria. Fico muito feliz em fazer mais um gol importante, e em poder continuar ajudando o nosso grupo. No final senti muitas dores musculares, sinal da entrega e da doação de todos nós em prol do Flamengo. Seguimos fortes na temporada, em busca dos nossos objetivos, que são sempre os títulos”, disse o meia. 

    Flamengo: Hugo Souza, Braian (Waschington), Bernardo, Aderlan, Ramon, Hugo Moura, Theo, Luiz Henrique (Luan David), Patrick (Gabriel Magalhães), Yuri (Vitor Ricardo) e Wendel (Samuel). Treinador: Mauricio Souza

    Foto: Divulgação/ Flamengo


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  • Confira as primeiras imagens de Henrique Dourado com a camisa do Flamengo

    Na tarde desta quinta-feira,  Flamengo anunciou de forma oficial a contratação do atacante Henrique Dourado, o terceiro reforço do clube para a temporada. O Ceifador chega ao Mais Querido após uma boa passagem pelo Fluminense, onde foi artilheiro absoluto em 2017, com 32 gols. A apresentação do atleta está marcada para hoje, às 18h30.

    Logo após o anúncio de sua contratação, Dourado foi para o Ninho do Urubu – onde já esteve no início da semana para fazer exames médicos. No local, conheceu seus novos companheiros de equipe.

    Veja as primeiras fotos do atacante com a camisa do Flamengo

     

    Fotos na matéria, destaque e divulgação: Gilvan de Souza / Flamengo

  • Agora é oficial: Henrique Dourado é o novo atacante do Flamengo

    Na tarde desta quinta-feira (1), o Flamengo anunciou seu novo reforço para a temporada, o atacante Henrique Dourado. O jogador já fez exames médicos no Ninho do Urubu, no início da semana, e será apresentado ainda hoje, às 18h30. Os valores pagos pela contratação giram em torno de 11,8 milhões de reais.

    O tradicional anúncio da contratação desta vez foi feito na Fla TV, no Youtube.

    Jogando pelo Fluminense, Henrique Dourado foi o artilheiro absoluto da temporada passada, com 32 gols. O Ceifador anotou 18 no Brasileirão, seis no Carioca, quatro na Copa do Brasil e quatro na Copa Sul-Americana. Outra importante marca é a eficiência nos pênaltis, ele converteu todos os 11 que bateu em 2017. Na carreira, Dourado também passou por União São João (SP), São Caetano, Cianorte, Chapecoense, Mogi Mirim, Santos, Portuguesa (SP), Palmeiras, Cruzeiro e Vitória de Guimarães (POR).

    O novo atacante chega para suprir a ausência de Paolo Guerrero, enquanto o peruano segue suspenso pela FIFA. Antes de fechar com o Dourado, o Rubro-Negro havia tentado a contratação de Fred e Love. Em ambos os casos, o negócio não evoluiu.

    O Ceifador é apenas o terceiro reforço do Flamengo para a temporada. Antes, o clube havia anunciado a chegada do atacante Marlos Moreno e o retorno, por apenas três meses, do goleiro Julio Cesar.

  • Em noite de estreia, FlaBasquete busca nona vitória seguida

    O Orgulho da Nação volta a jogar pelo Novo Basquete Brasil, e contará pela primeira vez com sua nova estrela, Anderson Varejão, vestindo o Manto. O atual líder da competição enfrenta a equipe de Campo Mourão, nesta quinta (01), às 20h30, na Arena Carioca 1. O Flamengo busca a sua nona vitória consecutiva no torneio, enquanto a equipe paranaense tenta entrar na zona de classificação para os playoffs.

    O Mais Querido conquistou sua oitava vitória seguida no NBB, no último sábado (27), vencendo o rival, Vasco. O FlaBasquete fez mais um excelente jogo, vencendo por 89 a 75. O time da Gávea está invicto jogando no Rio de Janeiro. Além de vencer o clube de São Januário em duas oportunidades, o Fla derrotou as equipes de Pinheiros, Mogi, Liga Sorocabana, Vitória, Basquete Cearense e Botafogo, se isolando na tabela de classificação.

    Depois de dez resultados negativos, o Campo Mourão enfim conseguiu voltar a vencer na competição. Em um jogo muito disputado, a equipe paranaense fez uma ótima partida, contando com uma grande atuação coletiva, principalmente no segundo tempo, e superaram o Minas, por 81 a 74, em Belo Horizonte (MG).

    “A expectativa é grande, não só para entrar em quadra, mas também porque todos ao meu redor perguntam a todo momento quando eu estreio. Eu sei que esse primeiro momento vai ser muito importante para conseguir mais ritmo de jogo, porque fiz apenas duas partidas com a seleção desde fevereiro de 2017. Temos bem definido meu objetivo, que é poder contribuir com o time, que já vem fazendo um ótimo trabalho, nos playoffs.”, disse Anderson Varejão, sobre a sua estreia.

    Flamengo e Campo Mourão possuem um curto histórico de confrontos pelo NBB, tendo se enfrentado apenas em três oportunidades. O Rubro-Negro tem 100% de aproveitamento, vencendo todos os duelos. No último confronto entre as equipes, o Orgulho da Nação venceu pelo placar de 89 a 82. O duelo marcou a primeira vitória do Mais Querido na temporada do Novo Basquete Brasil, com destaque para a brilhante atuação de JP Batista com 30 pontos e 15 rebotes.

    “Essa fase de classificação vai servir para eu conhecer melhor as jogadas, conquistar mais ritmo, já que eu vinha treinando sozinho. Agora estou treinando duas vezes por dia com todo o grupo, com mais contato, e isso tem sido importante para que eu chegue bem aos playoffs e consiga contribuir mais para o grupo”, completou o pivô.

    Os ingressos estão a venda para a grande estreia do atleta da Seleção. As entradas estão custando R$20,00 (inteira)/ R$10,00 (meia) – arquibancadas e R$100,00 (inteira)/R$50,00 (meia) – cadeiras de quadra, no site do Guichê Web. A partida terá transmissão do Facebook do NBB e do SporTV Play.

  • Antigos rivais também podem trazer títulos ao Flamengo

    Saudações flamengas a todos,

     
    Tendo em vista as notícias sobre a provável contratação do atacante Henrique Dourado pelo Flamengo, e a controvérsia por ela gerada, uma linha de argumentação chamou a atenção. Jogadores revelados, ou com passagens marcantes em clubes rivais, efetivamente logram êxito no Flamengo?

    Os exemplos negativos de Edmundo, Robertinho, Wilsinho, Leandro Amaral, Yan, William e Luís Carlos Wink, entre inúmeros outros que certamente serão lembrados, depõem contra a prática. As trajetórias, por enquanto, instáveis (para usar um termo ameno) dos atuais Willian Arão, Rômulo e Rafael Vaz e do recente Conca também ajudam a consolidar uma percepção negativa. No entanto, há exemplos positivos, a guisa de contraponto, que indicam que, esporadicamente, é possível, sim, algum ex-rival prosperar no Flamengo.

    No blog: 1989-1990: paralelos que a história rubro-negra insiste em querer ensinar

    Donde, sem entrar no mérito da busca pelo “Ceifador”, segue uma “escalação” de jogadores que, com passagens anteriores por outro (ou outros) clubes do Rio, conseguiram entregar algum tipo de resultado com a camisa do Flamengo, mesmo, em alguns casos, não tendo se conectado com nossa torcida.

    (Em tempo: o caso de Romário, por ser o mais controverso, não será analisado nesse texto. Sucesso, fracasso? A passagem do Baixinho pelo Flamengo mereceria, por si só, um post exclusivo. Por conta disso, não será aqui tratada.)

    * * *

    1 – UBIRAJARA MOTTA (1972-1977)

    Após passagens vitoriosas por Bangu e Botafogo nos anos 1960 (chegou a ser convocado para a Seleção Brasileira que disputaria o Mundial de 1966 mas acabou cortado), é contratado para formar, junto com Renato, o plantel de goleiros do Flamengo, que monta um elenco forte para a temporada de 1972. Curiosamente, o rubro-negro conta com outro Ubirajara (Alcântara) na equipe, e assim “Bira” passa a ser identificado por seu sobrenome. Já no final da carreira, participa de alguns jogos e se revela um reserva confiável, ajudando na orientação de jovens como Cantarele. Em sua passagem pelo Flamengo, conquista os Estaduais de 1972 e 1974. Encerra a carreira pelo rubro-negro em 1977.

    2 – LEONARDO MOURA (2005-2015)

    Revelado pelo Botafogo, vive passagem bem-sucedida no Vasco, de onde se transfere para Palmeiras (participando da campanha do rebaixamento alviverde em 2002 para a Série B do Brasileiro) e São Paulo (onde “ganha” o sobrenome Moura). Do futebol paulista sai sem deixar saudades, mas reencontra o bom futebol no Fluminense, onde conquista o Estadual de 2005. No segundo semestre da mesma temporada, divergências de seu empresário com o clube das Laranjeiras facilitam sua transferência para o Flamengo. No rubro-negro vive o auge técnico da carreira, sendo muitas vezes considerado o melhor lateral-direito em atividade no país, o que lhe vale uma convocação para a Seleção Brasileira. No entanto, a partir do início da década de 2010 passa a viver relação conturbada com a torcida, em função da irregularidade de suas atuações. Com a prisão do goleiro Bruno, ascende à condição de capitão da equipe, que ostenta até deixar o clube, no início de 2015. Embora tenha sido agraciado com a rara honraria de um jogo de despedida, dá sequência à carreira, seguindo em atividade. Algumas declarações e atitudes controversas o fazem cair em desgraça com o torcedor rubro-negro. Pelo Flamengo, vence o Brasileiro de 2009, as Copas do Brasil de 2006 e 2013 e os Estaduais de 2007, 2008, 2009, 2011 e 2014.

    3 – WILSON GOTARDO (1991-1993)

    Após perder o jovem meia Carlos Alberto Dias (por conta de uma negociação “atravessada”) e o atacante Renato Gaúcho para o Botafogo, o Flamengo espera o momento de dar o troco no rival. E a oportunidade surge quando Wilson Gottardo entra em litígio com os de General Severiano, em função de problemas na renovação contratual. Precisando de um zagueiro experiente, o Flamengo se intromete no negócio e acaba conseguindo recrutar o jogador, um dos pilares do bicampeonato estadual alvinegro de 89-90. Na Gávea logo impressiona pela segurança e seriedade, tomando conta da posição. Gotardo, além do futebol vigoroso, torna-se um líder positivo para talentos em ascensão como Rogério, Júnior Baiano e Gélson Baresi. Sempre como titular, conquista o Brasileiro de 1992 e o Estadual de 1991. Permanece no rubro-negro até a disputa da Libertadores de 1993, após a qual é negociado com o futebol português.

    4 – EDINHO (1987-1988)

    Profundamente identificado com o Fluminense, do qual saiu como o maior ídolo em 1982 para uma bem-sucedida passagem pela Udinese, retorna ao futebol brasileiro em 1987 sem jamais esconder seu desejo em voltar às Laranjeiras. No entanto, o tricolor vive grave crise financeira e não reúne condições de competir com uma proposta bem mais consistente apresentada pelo Flamengo. O rubro-negro precisa de um zagueiro de ponta, uma vez que acaba de negociar Mozer com o Benfica-POR. Dessa forma, consegue se impor e contrata Edinho para assumir a zaga ao lado de Leandro. No entanto, Edinho jamais demonstra estar à vontade na Gávea, e por pouco o negócio não se desfaz antes mesmo da apresentação (em uma entrevista a uma revista, quase lamenta a opção pelo Flamengo, dizendo não ter havido outra alternativa, o que irrita os dirigentes e obriga o jogador a se retratar). No Brasileiro de 1987, mais problemas. Já no segundo jogo é agredido pelo meia vascaíno Geovani, sofrendo afundamento no malar, em um caso que vai parar na Justiça. Volta justamente na estreia do Segundo Turno e enfim justifica a contratação, com grandes atuações, estabilizando o sistema defensivo da equipe, que arranca para o Tetracampeonato Brasileiro. Na virada para o ano seguinte, tenta se transferir para o Palmeiras mas é bloqueado por uma Diretoria irritada com a postura do jogador. Desmotivado, disputa o Estadual sem o mesmo brilho. Na preparação para o Brasileiro, desentende-se com o novo treinador Candinho, que recomenda sua dispensa (“lento e decadente”). E, enfim, o Flamengo facilita sua transferência para o Fluminense. Pelo Flamengo, além do Brasileiro de 1987, conquista a Copa Kirin de 1988, no Japão.

    5 – LEANDRO ÁVILA (1998-2002)

    Volante clássico, de desarme limpo e bom passe, com trajetórias vencedoras no Vasco (onde foi revelado) e no Botafogo, chegando a ter defendido a Seleção Brasileira. Antigo sonho de consumo do Flamengo, que enfim consegue contratá-lo para o Brasileiro de 1998, rapidamente se torna titular absoluto, resolvendo antiga carência do rubro-negro. Tímido e avesso aos holofotes, torna-se referência e um daqueles jogadores “discretos mas indispensáveis”. Sua importância para a equipe se faz notar quando está ausente, vítima de um crônico problema no joelho, lesão recorrente que acaba por abreviar sua carreira. Pelo Flamengo, conquista a Copa Mercosul de 1999, os Estaduais de 1999, 2000 e 2001 e a Copa dos Campeões de 2001.

    6 – JUAN (2006-2010)

    Lateral-esquerdo revelado pelo São Paulo e com anônima passagem pelo futebol inglês, “estoura” com grandes atuações pelo Fluminense, por onde conquista o Estadual de 2005. No entanto, no final da temporada acerta sua transferência para o Flamengo (novamente por conta de problemas de seu empresário com o tricolor). No rubro-negro demora a se firmar, chegando, na primeira temporada, a ser barrado. Começa a crescer com a chegada de Ney Franco, que o fixa na equipe e monta um esquema que favorece seu potencial ofensivo. Marca, contra o Vasco, o gol do título da Copa do Brasil de 2006. Mas apenas no ano seguinte seu futebol de fato explode, com atuações exuberantes durante a espetacular arrancada no Brasileiro que leva o rubro-negro à Libertadores. Irrequieto e enfezado, ganha a alcunha de “Marrentinho”. Enfim titular absoluto e destaque da equipe, Juan chega à Seleção Brasileira e segue como referência do Flamengo. No entanto, a relação com a torcida, que sempre o elege “bode expiatório” em algum momento ruim (como a eliminação da Copa do Brasil de 2009), jamais deixa de ser conturbada. No Brasileiro de 2009 sofre séria lesão, mas se recupera a tempo de participar da reta final e da arrancada para o Hexacampeonato. Ainda permanece mais um ano no Flamengo mas, em declínio, é negociado. Na Gávea, conquista o Brasileiro de 2009, a Copa do Brasil de 2006 e os Estaduais de 2007, 2008 e 2009.

    7 – BETO (1998-2002)

    Revelado no futebol matogrossense, chega ao Botafogo trocado por bolas e chuteiras. No alvinegro rapidamente se destaca, conquistando títulos e chegando à Seleção Brasileira, o que lhe vale uma transferência para o futebol italiano. Ao retornar, passa pelo Grêmio e chega ao Flamengo, onde não demora a se identificar com o torcedor. Declarar-se rubro-negro de coração ajuda, mas é dentro de campo, onde exibe fôlego incansável, disciplina tática, alguma técnica e mesmo bom senso goleador, que conquista a nação flamenga, a despeito do seu controverso comportamento extracampo. Coadjuvante indispensável, vê, sempre como titular, chegarem e saírem jogadores, alguns renomados. Marca vários gols importantes, mas é na Final do Estadual de 2000 que vive seu grande momento, ao executar uma sequência de embaixadinhas contra o Vasco, em resposta a atitude semelhante de um rival em um jogo anterior. Desgasta-se com o início da crise que assolaria o clube no início da Década de 2000 e acaba negociado. Pelo Flamengo, conquista uma Mercosul (1999), uma Copa dos Campeões (2001) e um Tricampeonato Estadual (1999, 2000, 2001).

    8 – FELIPE (2003-2004)

    Um dos principais jogadores da equipe do Vasco que marcou história no final dos anos 1990, atuando como lateral-esquerdo, vê abreviada sua passagem pelo cruzmaltino ao se desentender com a Diretoria dos de São Januário. Chega a ser vendido à Roma, mas o negócio “mela” e Felipe posteriormente vai parar na Turquia, de onde retorna após desempenho discreto. Ainda em litígio com a Diretoria vascaína, aceita a proposta do Flamengo, agora para atuar como meia. No rubro-negro logo se mostra tecnicamente diferenciado, tornando-se um dos destaques de uma equipe limitada. Conduz o Flamengo à Final da Copa do Brasil, mas não resiste ao melhor conjunto do Cruzeiro. No ano seguinte vive seu grande momento no Flamengo, onde assume um inédito protagonismo na carreira. Com atuações exuberantes e mostrando imparável capacidade de se livrar de marcações individuais, leva o rubro-negro, com um time bastante modesto, à conquista indiscutível do Estadual de 2004. Num Flamengo x Vasco transmitido pela TV, o narrador compara sua atuação à dos “grandes momentos de Garrincha”. Volta à Seleção Brasileira. Mas, no segundo semestre, a traumática perda da Copa do Brasil para o Santo André e os atritos decorrentes dos crônicos atrasos salariais, além de sucessivas lesões, o desgastam com a torcida. Na última partida da temporada, o Flamengo goleia o Cruzeiro por 6-2, jogo que salva o rubro-negro do rebaixamento. Felipe marca um gol de placa, o último, e na comemoração atira a camisa ao chão, gesto jamais perdoado pelos flamengos. É o fim da linha para o jogador na Gávea.

    9 – NUNES (1980-1982, 1984, 1987)

    Dispensado das divisões de base do Flamengo, vai embora prometendo retornar um dia. Começa a se destacar no futebol nordestino, atingindo o auge em 1975, comandando o ataque do Santa Cruz que surpreendeu o país, Semifinalista do Brasileiro. Pouco tempo depois, vai jogar no Fluminense, onde suscita reações de amor e ódio, pela facilidade de marcar e perder gols. Estigmatizado por uma época sem títulos nas Laranjeiras, é transferido para o futebol mexicano. Em 1980, precisando energicamente de um centroavante após Cláudio Adão ter brigado com Coutinho, o Flamengo tenta, e quase consegue, repatriar Roberto Dinamite junto ao Barcelona-ESP, mas o Vasco logra reverter a transação. O jeito é recorrer ao Plano B, e assim vem Nunes, que cumpre sua promessa, retornando à Gávea. De futebol tecnicamente limitado mas de muita movimentação, Nunes encaixa-se como uma luva na equipe de Coutinho, que arranca para a conquista do Brasileiro. Nunes marca dois gols na Final contra o Atlético-MG, estabelecendo o apelido de “Artilheiro das Decisões”, que ratificará em vários outros momentos, como o Mundial do ano seguinte, contra o Liverpool-ING. No entanto, apesar de contar com a admiração do torcedor, Nunes possui temperamento difícil e personalidade controversa, o que lhe faz angariar uma série de desavenças. Desentende-se com Coutinho em 1980 e, principalmente, com Carpegiani no final de 1982 e, após ofender o treinador pelos jornais, acaba emprestado para o Botafogo. Retorna em 1984, já sem exibir a mesma explosão. No final da temporada, é negociado com o Náutico. Ainda retorna ao Flamengo em 1987, numa passagem efêmera, polêmica e sem brilho. Seu currículo de títulos na Gávea impressiona. Campeão Mundial (1981), da Libertadores (1981), Brasileiro (1980, 1982, 1987) e Estadual (1981), entre outras conquistas.

    10 – IRANILDO (1996-2000, 2002-2003)

    “Vamos anunciar amanhã um jogador de Seleção Brasileira”. A bombástica entrevista do Presidente do Flamengo acende aguda nuvem de expectativa, que se esfuma em certa decepção quando se revela o nome do contratado. Iranildo, o Chuchu, é um jovem talentoso, mas até então, sua passagem pela Seleção Brasileira havia sido incidental, impulsionada por alguns bons, mas efêmeros, momentos exibidos no Botafogo-1995. De qualquer forma, Iranildo, apesar do físico franzino e das dificuldades em atuar com consistência durante 90 minutos, impressiona com sua rapidez e capacidade técnica. Vive bons momentos na conquista do Estadual de 1996 (chega a barrar o consagrado Amoroso), dando a impressão de constante evolução. Mas sente a instabilidade rubro-negra e jamais consegue se firmar de fato. Esporadicamente vive de lampejos e boas fases (como no Brasileiro de 1997 e, principalmente, no Brasileiro de 1998 onde, sob Evaristo, coleciona suas melhores atuações pelo Flamengo), mas aos poucos vai perdendo espaço. Com a enxurrada de medalhões chegada em 2000, vê suas portas fechadas e é transferido para o Bahia. Volta ao Flamengo em 2002, mas sucumbe diante da pesada crise por que passa o clube. Pelo Flamengo, conquista a Mercosul de 1999, a Copa Ouro de 1996 e os Estaduais de 1996, 1999 e 2000.

    11 – MARQUINHO (1985-1987)

    Lembrado com carinho pela torcida vascaína pelo gol do título do Estadual em 1982, encerra seu ciclo em São Januário no final de 1984, quando a Diretoria cruzmaltina entende ser necessário renovar seu elenco. Assim, surge a oportunidade de uma troca com o Flamengo, que manda ao Vasco o volante Vítor, recebendo em troca o “falso ponta” Marquinho. Tipo de jogador que agrada em cheio aos treinadores, é um típico “motorzinho” que, sem a bola, fecha o meio e exerce marcação implacável e, com a pelota, sabe triangular, infiltrar e mesmo driblar, em que pese certas deficiências no passe e na finalização. Prestigiado com Zagalo e, principalmente, com Sebastião Lazaroni, é sempre titular e peça-chave da equipe, em termos táticos. Seus melhores momentos são o “hat-trick” em um 7-0 contra o Santa Cruz, pelo Brasileiro-85, a assistência para Bebeto marcar o primeiro gol nos 2-0 contra o Vasco na Final do Estadual-86 e o gol do título do Terceiro Turno do Estadual-87 (muito parecido, aliás, com que marcara na fatídica final de 82). Perde espaço com a saída de Lazaroni e a chegada de Antonio Lopes, com quem tivera problemas no passado, e com a ascensão de Zinho, igualmente disciplinado taticamente, porém mais jovem e melhor tecnicamente. No segundo semestre, é vendido ao Atlético-MG. Pelo Flamengo, conquista o Estadual de 1986.
     
    Foto: Lucas Merçon / Fluminense


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