Autor: diogo.almeida1979

  • Fla vota por mudança, mas clubes vetam árbitro de vídeo no Brasileirão

    Com a colaboração de Wanderson Emerick

    Em reunião do Conselho Técnico da Série A, realizada na CBF, nesta segunda-feira (5), ficou definido que não haverá árbitro de vídeo no Campeonato Brasileiro 2018. A decisão foi tomada pelos clubes, em votação. O Flamengo foi a favor da utilização do VAR, junto com Botafogo, Bahia, Chapecoense, Palmeiras, Grêmio e Inter. Porém, os outros 12 votaram contra.

    A CBF deixou claro que só pretendia implantar a tecnologia se os clubes pagassem por isso. A estimativa é que cada agremiação teria que desembolsar R$ 1 milhão para bancar mudança. Muitos dos que votaram contra alegaram que o alto custo seria um problema.

    Outra definição que houve na reunião foi a liberação da “venda” do mando de campo. Agora, os clubes poderão mandar jogos fora de seus estados de origem no Brasileirão 2018. Ao contrário do que aconteceu na edição passada. Porém, com algumas restrições:

    • dos 19 jogos como mandante, cada clube só poderá atuar cinco vezes fora do seu estado.
    • a troca de local não pode acontecer nas últimas cinco rodadas do campeonato.
    • os times só poderão mandar jogos fora se houver a concordância do visitante.

    Em 2016, o Flamengo fez uso das vendas de mando durante boa parte do Campeonato Brasileiro. Sem poder contar com o Maracanã, devido às Olimpíadas, o Rubro-Negro rodou o Brasil, realizando seus jogos em cidades como Cariacica, São Paulo, Brasília. Já ano passado, a prática foi vetada pelo Conselho e ficou definido que os clubes não poderiam mandar jogos do Brasileirão fora de seus estados de origem.

  • Mauricio Souza não teme possível desmonte no Sub-20: “Principal papel é servir ao profissional”

    Há pouco menos de duas semanas, o Flamengo conquistou o tetracampeonato da Copa São Paulo de Futebol Júnior. Embalados por esse importante título, os Garotos do Ninho iniciaram bem a busca pelo 30º troféu do Campeonato Carioca Sub-20. Mesmo alternando entre time titular e reserva, o Mais Querido acumula três vitórias nas partidas iniciais do certame estadual, mantendo o desempenho apresentado na Copinha.

    O técnico Mauricio Souza conversou com o Mundo Bola no último sábado (3) e comentou sobre a boa fase do time, a conquista da Copinha e também sobre as mudanças que podem ocorrer na equipe com a promoção de alguns jogadores ao time profissional.

    Primeiramente o treinador analisou a difícil vitória sobre o Resende, no último final de semana. Na ocasião, o Flamengo teve o zagueiro Aderlan expulso ainda na primeira etapa, segurou a pressão da equipe alvinegra e anotou um belo gol com Vitor Ricardo. 

    — O primeiro tempo foi bem abaixo do que estamos acostumados a fazer. É claro que entendemos todo esse processo após a Copa São Paulo, mas temos batido na tecla de que precisamos virar a página.  Já no segundo tempo, um pouco mais concentrados, tivemos mais postura na pressão, fazendo um jogo mais vertical. Com isso, conseguimos suportar bem, e mesmo com um jogador a menos, fomos melhores na minha opinião. 

    Nesses primeiros jogos, o Rubro-Negro utilizou três formações diferentes. Na estreia, que ocorreu quatro dias após a final da Copinha, apenas o goleiro Victor Hugo entrou em campo contra Bonsucesso, dentre os que estiveram em São Paulo. Já na segunda rodada, boa parte dos titulares atuaram na vitória sobre o Bangu. Contra o Resende, novamente uma equipe reserva foi usada. Mauricio falou sobre esse rodízio nas escalações.

    — Temos jogadores com uma minutagem muito alta. Por conta disso, estamos revesando com uma equipe que vem treinando, mas não tem muita rotina de jogo. Provavelmente no clássico contra o Vasco da Gama (na próxima quinta-feira [8], às 16h, na Gávea) estaremos com o time que disputou a Copa São Paulo. 

    Durante a Copinha, o treinador declarou que o Flamengo até tinha chances de conquistar o título, mas “corria por fora”. Ao Mundo Bola, Mauricio contou qual foi o momento em que o grupo enxergou possibilidades reais de vencer o torneio.

    — Essa análise não era só nossa. As mídias que acompanhavam a Copinha também apontavam isso. Sabíamos que chegaríamos fortes por conta do que fizemos durante a preparação. Mas eu acho que foi uma construção jogo a jogo. Percebemos durante a competição que cada jogo que passava a equipe ganhava consistência defensiva e eficiência no ataque. Quando a gente tinha chance, normalmente fazíamos os gols. Isso deu confiança. Mas sem dúvidas a ‘partida-chave’ foi contra o Coritiba, onde saímos na frente, desperdiçamos um pênalti e depois sofremos alguns minutos de pressão no final, mas conseguimos suportar. 

    Os Garotos do Ninho chegaram à Copa São Paulo com pouca badalação em relação ao ano anterior, principalmente por conta da campanha ruim na Copa RS, torneio no qual foram eliminados na primeira fase. O treinador rubro-negro elencou alguns dos problemas enfrentados pela equipe nesse período.

    — Durante a preparação para a Copa RS tivemos muitos problemas. Alguns por lesão, já outros por conta de jogadores que não vinham treinando com a gente. Já na preparação da Copinha foi mais tranquila. Ficamos bem focados durante três semanas. Mas sem dúvidas a Copa RS trouxe desconfiança e até insegurança pra gente. Não para a comissão, pois analisamos o desempenho e não só os resultados, mas para os próprios jogadores. Tivemos quatro derrotas em quatro jogos e só marcamos um gol. Isso de certa forma abala. Mas com o decorrer da preparação percebemos que poderíamos fazer uma boa Copinha. 

    Mesmo antes do título, alguns jogadores do sub-20 foram chamados pelo técnico Paulo César Carpegiani para atuarem no profissional. Com o bom rendimento dos meninos, é possível que alguns deles não voltem para a base. O treinador já conversou com Carpegiani sobre a transição dos atletas, mas afirmou ainda não saber quem ficará em definitivo na equipe principal.

    Já conversei com o Carpegiani. Ainda não tenho essa informação (dos jogadores subiram em definitivo). Nós que trabalhamos com juniores sabemos que essa é uma categoria de montar e desmontar. O principal papel é servir ao time profissional. Se perdemos alguns jogadores em definitivo iremos sofrer para montar o time novamente, pois é necessário que se tenha tempo e paciência. Mas já estamos acostumados caso isso aconteça. Pode ser que o Vitor Gabriel e o Patrick desçam para fazer alguns jogos, mas hoje eles estão no profissional. 

    A temporada começou com a conquista do principal título da categoria. No entanto, o Rubro-Negro ainda têm outras competições para disputar e pretende se sair melhor do que em 2017, quando chegou às finais do Carioca Sub-20 e Copa do Brasil, mas perdeu nos pênaltis em ambas as oportunidades.

    — Não tem como trabalhar no Flamengo e não pensar em outras metas que não sejam conquistar títulos. Sabemos das dificuldades que teremos para remontar o time, mas isso faz parte do processo. Vamos nos preparar parar levar o Campeonato Carioca e brigar lá em cima pela Copa do Brasil, como no ano passado, e pelo Brasileiro.

    Líder do Grupo A da Taça Guanabara Sub-20, o Flamengo volta a campo na próxima quinta-feira (8), às 16h (de Brasília), no estádio da Gávea, para enfrentar o Vasco da Gama.

    Foto: Staff Images/ Flamengo 


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  • Com vaga já carimbada, Flamengo vence o Nova Iguaçu no último minuto

    Escalado com praticamente todo o time titular, o Flamengo enfrentou o Nova Iguaçu pela última rodada da Taça Guanabara, neste domingo (4), em Brasília. A vitória magra do Mais Querido,  por 1 X 0,  coroou a classificação para as semifinais.

    Formado em um 4-1-4-1,com Paquetá e Diego no meio-campo, a partida foi morna, sem grandes chances para as duas equipes. Ditando o ritmo da partida, o Flamengo foi superior, mas sem uma grande atuação. A falta de ritmo e entrosamento ficou claro em alguns momentos. Na criação das jogadas a finalização não saiu como esperado em quase todas as oportunidaded. Lincoln, único centroavante rubro-negro presente, perdeu boa oportunidade aos 38 minutos da primeira etapa, após belo passe de Paquetá. Na segunda chance, minutos depois,  o jovem conclui para boa defesa do goleiro Jeferson.

    Na segunda etapa, o rubro-negro carioca caiu de rendimento, com as entradas de Vinicius Jr e Rodinei, o time, que poderia mostrar mais agressividade, não rendeu de fato. Quando tudo se encaminhava para uma partida sem gols, o zagueiro Rhodolfo acertou um belo chute de longe, e abrilhantou a partida com um golaço, aos 48 minutos do segundo tempo.

    Na sequencia do torneio, o Flamengo enfrenta o Botafogo na semifinal da taça Guanabara, no próximo sábado (10), às 16h30.

    O técnico Carpegiani vem realizando testes na equipe, como Paquetá como segundo homem de meio campo na partida de hoje, em preparação para a estreia na Libertadores no próximo dia 28 de Fevereiro, contra o River Plate. O local do confronto ainda não está decidido e a partida será realizada sem a presença da torcida, punida pela Conmebol pelo episódio de violencia ocorrido na final da Sul-Americana em dezembro passado.

     

     

  • Suado! Flamengo bate Resende e alcança liderança da Taça Guanabara Sub-20

    Foi no sufoco! No entanto, na tarde deste sábado (3), o Flamengo conquistou a terceira vitória seguida no Campeonato Carioca Sub-20. Jogando com time reserva, os Garotos do Ninho derrotaram o Resende, por 1 a o, no Estádio da Gávea, em partida válida pela terceira rodada da Taça Guanabara Sub-20.

    O jogo teve contornos de dramaticidade pois o Mais Querido teve o zagueiro Aderlan expulso ainda no primeiro tempo. Mesmo sofrendo pressão dentro de casa, a equipe rubro-negra teve a bravura para segurar o ímpeto ofensivo do adversário e balançar a rede com Vitor Ricardo.

    Com a vitória, o Flamengo mantém os 100% de aproveitamento e assume de forma isolada a liderança do Grupo A, agora com nove pontos somados. Nova Iguaçu e Volta Redonda, ambos com seis pontos, brigam pela segunda posição, que garante vaga nas semifinais do certame estadual. O Resende, por sua vez, segue sem pontuar na competição.

    O próximo compromisso dos Garotos do Ninho será o clássico diante do Vasco da Gama, marcado para a quinta-feira (8), às 10h (de Brasília), na Gávea. Já o Resende buscará a sua primeira vitória, diante do Volta Redonda, na quarta-feira (7), na casa do rival.

    O jogo

    Apesar de jogar fora de casa contra o atual da Copa São Paulo, o Resende surpreendeu com sua postura mais incisiva, pressionando a equipe flamenguista desde o início. Aos sete minutos, Moisés entrou com liberdade dentro da área e finalizou à direita da meta defendida por Yago Darub. Nos minutos seguintes, a iniciativa continuou com a equipe do Sul Fluminense, mas esta apresentava sérios problemas para finalizar.

    Aos 31 minutos, quando sofria pressão da equipe visitante, Aderlan acabou cometendo uma falta dura no meio-campo e recebeu cartão amarelo. O defensor já havia sido advertido anteriormente, com isso, foi expulso. Para suprir a ausência do jogador, o técnico Mauricio Souza realizou algumas mudanças no posicionamento dos jogadores: Vitor Ricardo passou a fazer a cobertura do setor direito, enquanto Gabriel Magalhães foi recuado para zaga.

    O time até cresceu de rendimento, passando a equilibrar as ações. A primeira chance real dos Garotos do Ninho surgiu aos 38 minutos. O meia Patrick Valverde fez boa jogada pelo meio e abriu com Waschington na direita. O atacante cruzou na medida para Samuel, que sozinho cabeceou por cima do gol.

    O Flamengo voltou do intervalo com duas mexidas: Juninho e Henrique Lordelo entraram nos lugares de Washington e Matheus Alves, respectivamente. Com isso, Vitor Ricardo voltou ao ataque. A equipe finalmente parecia ter entrado no jogo, pressionando a saída de bola do Resende e avançando em velocidade pelo lado esquerdo. Em uma dessas chegadas, Luan David fora derrubado próximo da área. Patrick Valverde cobrou a falta e a bola explodiu na trave.

    A equipe alvinegra voltou a ameaçar em dois cruzamentos realizados pelo lado direito, mas ambos foram desperdiçados. Aos 35 minutos, saiu o tento que definiu mais uma vitória rubro-negra. Com pouco tempo em campo, Marx Lenin rolou para Vitor Ricardo na ponta esquerda, que entrou na área, limpou a marcação e chutou de chapa, no cantinho do goleiro Nathan.

    Os anfitriões ainda perderam uma boa oportunidade de ampliar o placar no final da partida. Aos 42 minutos, Juninho fez a jogada toda certa. Foi até a linha de fundo e cruzou na medida para Luan David. Mas o camisa 8, sozinho na marca do pênalti, chutou para fora.

    Flamengo: Yago, Gabriel Magalhães, Bernardo, Aderlan, Pablo (Rafael Carvalheira), Matheus Alves (Henrique), Luan David, Vitor Ricardo, Patrick (Brayan), Waschington (Juninho) e Samuel (Marx Lenin). Treinador: Mauricio Souza.

    Foto: Bruno Vasconcellos /Mundo Bola 


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  • Das coisas importantes e urgentes

    Confrades Flamengos, esta foi uma semana típica de janeiro: reforços chegando e torcida nas redes sociais dividida entre reclamar e ter esperanças.

     
    Desnecessário dizer que ter esperanças é algo que desde que me entendo por Flamengo sempre fez parte do mindset Flamengo. Tivemos esperanças frustradas em 1977, quando Tita perdeu o pênalti contra o Vasco, tivemos esperanças frustradas em 1979, quando o time tricampeão carioca perdeu de 4 a 1 pro Palmeiras no Maracanã, tivemos esperanças frustradas em várias edições da Libertadores pós-1981.

    E claro, todos nossos triunfos e momentos flamengos (independentemente de terem sido triunfos ou não) são calcados na Esperança, do mesmo jeito que o livro Os Irmãos Karamazov, de Dostoiéviski, é fundamentado no Ressentimento, que a música de George Harrison é baseada na Espiritualidade, e por aí vai. Nós somos Esperança. Não confundir com sentimentos derrotistas de torcedores de clubes condenáveis (royalties para Arthur Muhlemberg) – e defina-se “clube condenável” como todo aquele que não se chama Clube de Regatas do Flamengo. Não confundam expectativa com Esperança, que é algo maior.

    No blog: Considerações sobre o DCF

    Isto posto, passemos ao assunto que mais pegou fogo na semana, que foi retorno do goleiro Júlio César, efetivamente e definitivamente um herói do inesquecível tricampeonato consolidado em 27 de maio 2001. Vocês lembram: naquela tarde carioca de outono, em pleno racionamento de energia (o que fez o jogo começar às 15h), Petkovic cobrou uma falta de forma magistral e fez o mundo explodir aos 43 minutos. No entanto, pouco antes disso JC fez uma defesa salvando um gol certo de Euller que teria inviabilizado nosso resultado final. E ao longo do jogo, sua atuação foi consagradora.

    Há outra “conquista” de JC indiscutível: nos anos que se seguiram ao tricampeonato: suas defesas garantiram algumas permanências na Primeira Divisão.

    Mas a questão é que, além de estar com uma idade meio avançada (em tese, pois tivemos vários grandes goleiros passando dos 40 – o próprio Manga foi campeão brasileiro em 1976 pelo Internacional aos 41 anos de idade) há um sentimento de que ele teria se “despegado” do Flamenguismo, de que teria rejeitado o clube em outros tempos. Esta, claro, é uma lógica ultrapassada. Pensamos o futebol de hoje com padrões dos tempos da Paixão: quem hoje imaginaria que Zico ficaria de 1972 a 1983 no futebol profissional do Flamengo? Onze anos! Alguém cogita que Neymar passaria ONZE anos no profissional do Santos? Só no tempo do Zico.

    A questão crucial mesmo é que o Flamengo PARECE ter feito esta contratação, temporária, com salário EM TESE simbólico (não, R$ 15 mil não é “simbólico”, por mais que pareça pouco pra jogador), movido por uma motivação apenas: a de que Júlio César é ídolo Flamengo.

    Esta decisão causa confusão, porque nos últimos anos vínhamos alimentando o conceito de que o Flamengo da chapa azul é focado em gestão, resultados, equilibrio financeiro e desempenho. Sendo assim, ficaria realmente contraditório: temos hoje quatro goleiros que podem entrar (Diego Alves, que deve estar bem em março, César, Thiago e Gabriel) e a gestão traz mais um. Por quê? Em que essa decisão é baseada?

    Vale a pena citar Eisenhower, presidente dos EUA, autor da frase que levou o escritor Stephen Covey a construir sua obra “Os sete hábitos das pessoas realmente eficazes”. É do velho general Dwight, 34º presidente americano, a frase “O que é importante é raramente urgente, e o que é urgente é raramente importante”. Claro, há quem diga que não é dele, e eu sou obrigado a aceitar esta contestação.

    Covey, em cima da frase de Eisenhower, entendeu que na gestão do tempo em uma empresa há coisas importantes e não importantes, as quais, ambas, podem ser urgentes e não-urgentes. E vice-versa. Digamos, por exemplo, que contratar um bom zagueiro para o Flamengo hoje é importante. Mas não urgente, pois pelo menos até o meio do ano ainda temos o Juan, ou até o fim do ano. Contratar um meia para ser o 10? Não importante e nem urgente. Ter um bom centroavante? Urgente. Nem tão importante, já que temos o Lincoln, mas é urgente porque só teremos Guerrero depois da Copa (e cá pra nós, esse não é nenhum homem-gol).

    Leia também: 1989-1990: paralelos que a história rubro-negra insiste em querer ensinar

    Trazer o Júlio César, com efeito, não é urgente. De forma alguma. Mas é importante. À parte a fanfic criada pela Suzana Werner, sua chegada foi revestida e plena em valores flamengos, em herança rubro-negra, e isso é preciso respeitar. Tradições são como faróis nos conduzindo pela vida afora – e o que seria de nós sem um Natal (3 de março) para comemorar, sem o 13 de dezembro, sem as liturgias próprias do rubro-negrismo (como o DCF e a síndrome do gol de ex-jogador). Só o momento da chegada de JC já justificou sua vinda – e se for decidido que sua função é apenas ser um coordenador (o famoso COPONE), por mim já está excelente. Particularmente, não acho que ele tenha condições hoje de tomar a vaga do excelente Diego Alves. Mas sua presença Flamenga mantém a bandeira tremulando, fincada e com raízes profundas. Daí a importância. Há que se ter um apego a esse simbolismo, mesmo nas melhores gestões. Não será por causa de gestão que a Coca-Cola deixará de exibir seus ursos no Natal, não é em função do desempenho de A ou B que um presidente americano deixará de fazer seu famoso State of the Union (que é justamente sobre desempenho!), não é por causa de falta de combustível que o Vaticano deixará de expelir fumaça branca quando um novo Papa é alçado a essa condição de líder supremo da igreja de Pedro.

    Há gestos, atitudes e liturgias que precisam ser cumpridas, pois dão sustentação a sentimentos, espíritos e procedimentos que fazem, coletivamente, a máquina funcionar. A metafísica Flamenga precisa ser mais bem entendida – e não se tornar apenas assunto de ano eleitoral. Que seja, então, bem-vindo Júlio César. Bem que andaram dizendo por aí que o Imperador iria voltar.

    Uma boa semana a todos.
     

    Imagem destacada no post e redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo
     


    Gustavo de Almeida é jornalista desde 1993, com atuação nas áreas de Política, Cidades, Segurança Pública e Esportes. É formado em jornalismo pela Universidade Federal Fluminense. Foi editor de Cidade do Jornal do Brasil, onde ganhou os prêmios Ibero-Americano de Imprensa Unicef/Agência EFE (2005) e Prêmio IGE da Fundação Lehmann (2006). Passou pela revista ISTOÉ, pelo jornal esportivo LANCE! e também pelos diários populares O DIA, A Notícia e EXTRA. Trabalhou como assessor de imprensa em campanhas de à Prefeitura do Rio e em duas campanhas para presidente de clubes de futebol. É pós-graduado (MBA) em Marketing e Comunicação Empresarial pela Universidade Veiga de Almeida. Atualmente, escreve livros como ghost-writer e faz consultorias da área de política, além de estar trabalhando em um roteiro de cinema.


     

     

  • Eu venderia Vizeu. E compraria Ceifador

    Felipe Vizeu é dos poucos da geração dele que não só sabem fazer gols e jogar. Também trabalha bem com os dois pés. Cresceu na Gávea. Tem potencial para ser mais do que é. Mas, como qualquer menino, sonha grande. Pensa Europa. Garante o futuro dos netos. Foi pra Udinese.

    No blog: O Flamengo é você: /o-flamengo-e-voce

    
Não como Zico, depois de espetaculares 12 anos de Flamengo. Foi como um bom atacante com chance de crescer ainda mais, ganhar uma 9 que já foi 47, foi 25, mas nunca seria nota 10. Nem precisava ser. Vai ganhar boa e merecida nota na Itália. Vai deixar bons cobres nos cofres do Flamengo. E o clube foi atrás de artilheiro caro e raro por estes dias. Um que melhorou bastante tecnicamente. Um que muito provavelmente não jogava a bola de Vizeu quando da idade dele. Mas um atacante que melhorou bastante tecnicamente. Evoluiu. Sabe sair mais da área. Sabe bater pênaltis como não se via desde Evair.


    Ceifador ficou caro. Vizeu pode até sair barato. Mas tinha como segurar o que sai? E, uma vez saindo, tinha como não acertar com Ceifador?

    
Eu teria feito o mesmo. Sei – e o Flamengo sabe ainda mais – como é maravilhoso ter Leandro, Mozer, Júnior, Andrade, Adílio, Tita, Zico e Nunes saindo de sua base para montar o melhor time que vi no Brasil desde 1972. Vi – e não vi nada melhor na vida em clubes – como é sensacional escalar Valdés, Piqué, Puyol, Busquets, Xavi, Iniesta, Messi e Pedro como o melhor time que veio do mesmo berço. Identidade e entrosamento que ajudaram o Barcelona de Guardiola a ser o que foi, o Flamengo de 1981-82 também conquistar o mundo e os corações até que não são dessas cores.

    
Mas não é toda hora que se consegue. Por isso Vizeu também saiu, por isso Ceifador era a melhor resposta de mercado.
     

    Foto: Gilvan de Souza / Flamengo
     


    Mauro Beting, 51, não é Flamengo. Mas foi um pouco por Zico e em nome do melhor time que viu na vida (o Flamengo de 1981-82), que inspirou o melhor Brasil pelo qual torceu (o de 1982). Comenta futebol no UOL, Esporte Interativo e Jovem Pan. Diretor de documentários esportivos, escreveu 16 livros. Curador do Museu da Seleção e do Museu Pelé. Desde 2010 é comentarista do videogame PES. Desde 2017 corneta por aqui. Siga-o no Twitter: @Mauro_Beting.<
     


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  • Já classificado e com boa parte dos titulares, Flamengo encara Nova Iguaçu

    Com os Garotos do Ninho dando conta do recado, e tímidas atuações dos atletas do elenco principal, o Flamengo garantiu sua vaga para as semifinais na Taça Guanabara de forma antecipada. Neste domingo (4), o Rubro-Negro entra em campo apenas para cumprir tabela, no último jogo da fase de grupos, contra o Nova Iguaçu. A partida acontece no Mané Garrincha, em Brasília, às 17h. (Acompanhe o Tempo Real no Twitter do Mundo Bola / TV Globo para RJ, MG (Juiz de Fora), ES, TO, SE, PB, RN, PI, MA, PA, AM, RO, AC, RR, AP e DF e Premiere FC transmitem a partida).

    Invicto e líder absoluto do Grupo B, o Flamengo utilizou a primeira etapa do Campeonato Carioca para dar rodagem aos seus reservas, enquanto os principais jogadores finalizavam a preparação para a temporada, retornando de forma gradativa. Na tarde de hoje, Juan, Diego e Everton devem estrear na temporada. Este último atuando improvisado na lateral esquerda, posição onde  jogou em algumas oportunidades – inclusive no amistoso da última quarta-feira (31), contra o Bonsucesso.

    O atacante Henrique Dourado, anunciado na última semana e já regularizado, não foi relacionado para a partida. Já o volante Willian Arão sentiu um problema físico na panturrilha e está fora. Outro que não vai para o jogo é o atacante Felipe Vizeu, que deve viajar nos próximo dias para assinar contrato com a Udinese-ITA.

    Se para o Rubro-Negro o jogo não vale muita coisa, para o Nova Iguaçu é decisivo. Em um grupo onde todas as outras cinco equipes brigam pela última vaga, o time da Baixada Fluminense precisa vencer, e torcer para que o Bangu não pontue, para conseguir avançar para a próxima fase.

    Retrospecto

    Flamengo e Nova Iguaçu se enfrentaram em apenas oito oportunidades, todas em jogos do Campeonato Carioca. São seis vitórias rubro-negras, um empate e uma derrota. No último confronto, em 2017, o Mais Querido venceu por 4 a 0, com gols de Mancuello e Guerrero.

    Provável escalação

    César, Pará, Rhodolfo, Juan, Everton; Rômulo, Cuéllar, Diego; Vinicius Junior, É.Ribeiro (Paquetá) e Lincoln

    Adversário na semifinal

    Na semifinal da Taça Guanabara o Flamengo terá como adversário o Botafogo, segundo colocado no Grupo C. A partida está marcada para o próximo sábado (9), ainda sem local definido. Por ter a melhor campanha, o Rubro-Negro terá a vantagem do empate.

     

     

    Foto de destaque e divulgação: Gilvan de Souza / Flamengo

  • Flamengo x Paulistano: o jogo da liderança

    O Flamengo entra em quadra mais uma vez pelo NBB neste sábado (3). Líder, o Orgulho da Nação encara o vice-líder Paulistano, na Arena Carioca 1, às 14h. Caso saia vencedor, o Rubro-Negro aumentará ainda mais sua vantagem. Já a equipe paulista assumirá a primeira posição em caso de triunfo no Rio de Janeiro. Neste momento, ambas as equipes têm 14 vitórias, mas os paulistas têm uma derrota a mais (3 contra 2).

    O FlaBasquete vem de vitória no NBB. Em noite de estreia de Anderson Varejão com o Manto, o time da Gávea derrotou o Campo Mourão por 92 a 69. O Mengão conquistou sua nona vitória seguida na competição. A equipe carioca está invicta jogando no Rio de Janeiro. O principal destaque rubro-negro é o ala Marquinhos sendo o cestinha do campeonato, com média de 17,4 pontos por jogo. O pivô da Seleção, Varejão vai para a sua segunda partida, e a expectativa segue alta com o retorno do camisa 17 às quadras.

    O Paulistano também de excelente sequencia no Novo Basquete Brasil. Na última quinta (1), a equipe paulista derrotou o Minas por 88 a 80, na Arena Minas Tênis Clube. Os paulistas não sabem o que é perder na competição nacional há 12 jogos. Deryk é o principal destaque do time, o ala/armador tem média de 15,3 pontos por jogo

    “É um time duro, que fez uma boa partida na última rodada e vem de uma desclassificação na Liga das Américas dolorida. Eles vêm bastante motivados por essa dolorida derrota e o Gustavo (De Conti) é um técnico que sabe bem motivar seus jogadores. Será uma partida dura, mas estamos preparados”, comentou José Neto.

    O Flamengo só perdeu em duas oportunidades na temporada, e uma delas foi diante do Paulistano. Na primeira rodada do NBB, o Mais Querido acabou sofrendo a derrota por 72 a 67. Apesar do revez, a partida foi marcada pela atuação do trio Cubillan, Marquinhos e Rhett, que juntos marcaram 35 pontos. Em jogos válidos pelo NBB, O Rubro-Negro e a equipe paulista já se enfrentaram 23 vezes. O retrospecto é favorável ao Orgulho da Nação, que venceu 19 partidas.

    O fato curioso do confronto é o duelo entre os dois treinadores. José Neto e Gustavo De Conti se enfrentarão pela 17ª vez pelo NBB e a superioridade no confronto é do técnico do FlaBasquete, com 13 vitórias contra três do grande amigo e agora rival. O principal confronto entre eles foi na decisão da temporada de 2013/14, na ocasião, o Mais Querido conquistou seu quarto título nacional.

    Gustavo foi atleta de Neto nas categorias de base do Paulistano e, depois, encerrou a carreira para se tornar assistente de Neto, que na época comandava a equipe adulta do CAP. Os dois ainda atuaram como auxiliares do treinador Rubén Magnano na Seleção Brasileira durante anos.

    Os ingressos estão a venda para mais um jogo do Orgulho da Nação. As entradas estão custando R$20,00 (inteira)/ R$10,00 (meia) – arquibancadas e R$100,00 (inteira)/R$50,00 (meia) – cadeiras de quadra, no site do Guichê Web. A partida terá transmissão da TV Band.

  • Dupla rubro-negra é convocada para a Classificatória do Mundial de 2019

    A temporada do Flamengo no basquete segue rendendo frutos. O líder do Novo Basquete Brasil teve dois atletas convocados pelo técnico Aleksandar Petrovic para a seleção brasileira de basquete que disputará a segunda rodada dos jogos classificatórios para a Copa do Mundo 2019. O pivô Anderson Varejão e o armador Arthur Pecos irão representar o país ainda neste mês. O Brasil enfrentará a Colômbia e o Chile, nos dias 22 e 25 de fevereiro, na Arena Goiânia, na capital de Goiás. A seleção se apresenta no dia 19, em Goiânia, e os atletas serão dispensados no dia 26.

    Arthur Pecos vem sendo peça fundamental do FlaBasquete na atual temporada. Na última semana, o atleta chegou a marca de 500 assistências no NBB, estando inclusive na seleção da semana no torneio. O armador, de 24 anos, possui uma média de 5,7 pontos, além de 3,6 assistências por partida. O jovem atleta rubro-negro foi eleito o melhor sexto homem da última temporada, jogando pelo Paulistano.

    O atleta ex-NBA, Anderson Varejão, vinha sem atuar há quase um ano, após ter saído do Golden State Warriors, e fez a sua estreia pelo Mais Querido nesta quinta (1), com um show de assistências, apesar da falta de ritmo de jogo. O experiente pivô rubro-negro continua sendo convocado pelo croata, pois é uma das referências da seleção nacional.

    Outro atleta do Flamengo que vinha sendo convocado com frequência, esteve ausente na lista do treinador. O ala Marquinhos vem tendo mais uma temporada brilhante pelo Mais Querido, é o atual cestinha do Novo Basquete Brasil, com mais 17 pontos em média. Na primeira convocação do ano, em Janeiro, o atleta havia sido chamado, mas não pode comparecer devido a problemas pessoais.

    O Flamengo volta à quadra neste sábado (3), diante do vice-líder Paulistano, na Arena Carioca 1, às 14 horas, com transmissão da Band.

  • Vitória e festa na estreia de Anderson Varejão

    A Nação Rubro-Negra segue em festa com o Orgulho da Nação. Na noite desta quinta (1), a torcida incendiou a Arena Carioca 1. Na estreia do novo craque do Mais Querido, Anderson Varejão, as arquibancadas do Ginásio estiveram lotadas, com um público de quase 4 mil pessoas, que empurraram o líder do Novo Basquete Brasil, a mais uma grande vitória sobre o Campo Mourão, por 92 a 69. A equipe comandado por José Neto chegou ao nono triunfo consecutivo.

    Varejão já chegou no Rubro-Negro mostrando seu impacto positivo para a equipe, na sua estreia com o Manto Sagrado no NBB. O pivô do time da Gávea veio do banco de reservas, e atuou por 17 minutos diante do Campo Mourão, anotando seus primeiros quatro pontos vestindo a camisa 17, além de sete rebotes e cinco assistências, rendendo uma eficiência de 14, errando duas bolas de dois pontos durante a partida.

    “Falei com o pessoal do time antes da partida: estou chegando para somar, vocês já estão fazendo um grande campeonato. Vou entrando no ritmo pouco a pouco. Fiz dois jogos pela Seleção e ainda tenho muito a ganhar. Os números são o de menos, o que importa mesmo é conquistar a vitória”, declarou Varejão.

    O novo atleta do Mais Querido comentou também sobre sua feliz estreia pelo Flamengo.

     “Foi bom, mais uma vitória. Conseguimos abrir na metade do primeiro quarto, mantivemos a diferença e ainda conseguimos abrir um pouco mais durante o jogo. Às vezes não é fácil manter uma diferença, o time acaba relaxando, mas felizmente isso não aconteceu. Fizemos um grande jogo respeitando o Campo Mourão e saímos com uma grande vitória”, declarou Varejão

     

    O pivô comentou sobre a incrível festa nas arquibancadas da Nação.

    “Esse carinho é muito legal. Isso faz com que a gente treine forte, se dedique e encare os obstáculos que acontecem tanto dentro quanto fora de quadra. O carinho da torcida é muito importante. Às vezes acontece uma lesão, coisas do tipo, e você encara da melhor maneira, lutando no dia-a-dia, o que não é fácil. Por conta disso, desse carinho e reconhecimento, que é muito gostoso”, ressaltou o atleta.

    O Flamengo volta à quadra neste sábado (3), diante do vice-líder Paulistano, na Arena Carioca 1, às 14 horas, com transmissão da Band.