Autor: diogo.almeida1979

  • Dez centroavantes que marcaram em suas estreias no Fla

    A “chorosa” comemoração de Vinícius Jr., após o belo gol que selou a amassada aplicada no Botafogo sábado passado, e a controvérsia que dela decorreu, inflada por várias manifestações de inconformismo seletivo, acabou galvanizando as repercussões e as discussões acerca do que aconteceu naquela tarde em Volta Redonda.

    No entanto, algo relevante também se deu na partida. A efetiva estreia de Henrique Dourado com o Manto Flamengo. Sim, porque segundo consolidado adágio popular, jogador que veste a 9 (ou 19, 99, como queiram) somente estreia quando efetivamente vai às redes. E o nosso raçudo Ceifador precisou de menos de uma hora para abrir os trabalhos e começar a entregar o serviço para o qual foi contratado. Augúrio de êxito? Cedo ainda.

    No blog: O Clássico, a mídia e o torcedor

    De qualquer forma, escaneando alguns exemplos de estreias semelhantes, pode-se montar uma lista interessante de atacantes de área que também “chegaram chegando”. Uns foram vencedores no Flamengo, outros foram além e ganharam a idolatria. Muitos outros, no entanto, acabaram ficando pelo caminho.

    E é essa lista, construída em ordem cronológica, que compartilho agora nas próximas linhas.

    Prazer, eu sou o 9

    1 – NUNES, Flamengo 2-2 Ponte Preta, Campeonato Brasileiro 1980

    Tendo iniciado a temporada sem um centroavante de ofício no elenco (Cláudio Adão, brigado com Coutinho, treina em separado, o jovem Gérson Lopes lesionou-se nos amistosos da pré-temporada e os garotos Anselmo e Ronaldo ainda estão “verdes”), o Flamengo vai ao mercado e acerta a contratação de dois nomes de peso: Roberto Dinamite, que não se adaptou ao Barcelona-ESP, e Nunes, por empréstimo junto ao Monterrey-MEX. Mas a (esperada) intervenção do Vasco acaba melando a vinda de Roberto, e assim Nunes se torna o dono da Camisa 9. Sem demonstrar o mais remoto sinal de hesitação, Nunes exala confiança a cada entrevista, sem temor da pressão advinda de suas declarações fortes. “Vim aqui para fazer história e deixar meu nome marcado”. A estreia se dá na última partida da Primeira Fase do Brasileiro, contra o bom time da Ponte Preta (vice-campeão paulista), no Maracanã. Nunes, apesar da falta de ritmo, exibe incessante movimentação, marca um belo gol e, numa bonita tabela, deixa com açúcar uma bola para um gol de Zico. Apesar do desapontamento com o empate, Nunes deixa ótima impressão. É a peça que faltava para encaixar de vez a equipe de Coutinho. Sua passagem é amplamente vitoriosa (a despeito de seu temperamento complicado), marcando gols importantes, crescendo em jogos decisivos e ganhando a alcunha de “Artilheiro das Decisões” (seu ápice são os dois gols marcados na Decisão do Mundial, contra o Liverpool-ING). Duas passagens apagadas nos anos seguintes não desfazem o prestígio adquirido por Nunes, até hoje lembrado como um dos maiores centroavantes da história do Flamengo.

    Jogos 152, Gols 79, Média 0,52 (Números da primeira passagem, 1980-1982)

    2 – BALTAZAR, Flamengo 2-0 Santos, Campeonato Brasileiro 1983

    O decepcionante final da Temporada de 1982 faz a Diretoria eleger seus “bodes expiatórios”. Um deles é Nunes, que após retornar de uma lesão no joelho não conseguiu exibir o seu costumeiro futebol, sendo substituído com frequência, ou mesmo barrado por Carpegiani. Em atrito com o treinador, Nunes o ofende em entrevista e é punido, sendo afastado do elenco. Assim, o Flamengo articula com o Grêmio uma troca por empréstimo, vindo o atacante Baltasar para a Gávea por um ano (indo o meia Tita para o Sul). A transação não é digerida pela torcida, que ainda nutre carinho por Nunes. Mas Baltazar, jogador com passagem por Seleção Brasileira e goleador pelo Grêmio (marcou o gol do Título Brasileiro dos gaúchos, em 1981), parece não sentir. Na estreia, contra o Santos no Maracanã, mostra estrela, ao contar com a colaboração do goleiro Ademir Maria, que aceita um frango clamoroso em um chute fraco. O gol “solta” Baltazar, que exibe bom desempenho nas partidas seguintes (chega a assinalar três gols num 3-2 contra o Paysandu e marca um golaço em pleno Olímpico, justamente contra o Grêmio, na estreia pela Libertadores). No entanto, o estilo mais “parado” de Baltazar não encaixa tão bem à equipe. O atacante também demonstra muitas vezes nervosismo e afobação, perdendo várias oportunidades. Com a chegada de Carlos Alberto Torres, Baltazar perde espaço, e no segundo semestre afunda com a crise decorrente da venda de Zico. Antes do final do empréstimo, é repassado ao Palmeiras.

    Jogos 47, Gols 23, Média 0,49

    3 – KITA, Flamengo 2-3 Corinthians, Campeonato Brasileiro 1986

    Precisando fazer caixa, o Flamengo vende o esforçado centroavante Chiquinho ao Benfica-POR. O rubro-negro, no Estadual, resolve apostar no talentoso jovem Vinícius, jogador de boa técnica, mas algo lento. Vinícius alterna exibições razoáveis com atuações apagadas, e logo a Diretoria enxerga na posição uma lacuna para o Brasileiro. Assim, o Flamengo investe em Kita, artilheiro e Campeão Paulista pela surpreendente Internacional de Limeira. Kita, jogador grandalhão e trombador, dá seu recado logo na estreia, no Maracanã contra o Corinthians. Sob forte temporal, marca dois gols e, embora não evite a derrota da equipe (o adversário estreava outro atacante, Edmar, ex-Flamengo), Kita deixa ótima impressão. O jogador vai marcando gols nas partidas seguintes, mas começa a encontrar problemas quando Bebeto, recuperado de lesão, retorna ao time. Lazaroni jamais consegue fazer a dupla funcionar e, com o emprego ameaçado, acaba barrando Kita. O atacante ainda permanece para a temporada seguinte, recebe oportunidades esporádicas e participa da campanha do Tetracampeonato Brasileiro (marca dois gols importantíssimos nos 3-1 sobre o Coritiba, vitória que salva o cargo de Carlinhos). Ao final de 1987, é negociado de volta com a Internacional-SP.

    Jogos 63, Gols 21, Média 0,33

    4 – GAÚCHO, Flamengo 3-1 Cabofriense, Campeonato Estadual RJ 1990

    O opaco desempenho de Bujica nos primeiros jogos do Estadual faz com que a Diretoria do Flamengo veja com bons olhos a vinda de um atacante mais tarimbado. E a oportunidade se dá quando o Palmeiras demonstra a disposição de negociar Gaúcho, centravante goleador mas de controverso comportamento extracampo (o que o vale atritos com as irascíveis e perigosas Torcidas Organizadas do alviverde paulista). Assim, Gaúcho chega por empréstimo ao rubro-negro até o final do ano. Sem muito tempo para treinar, é logo escalado para uma partida contra a Cabofriense, na Gávea. Marca um gol de cabeça e agrada, especialmente pela personalidade. Ao final da partida, declara não estar contente com o desempenho. “Se eu estivesse em forma, teria feito três”. Gaúcho rapidamente se adapta ao clube, e exibindo impressionante regularidade, toma conta da posição. Segue marcando gols até o final do ano, o que faz com que o Flamengo o adquira em definitivo em janeiro. Não sente a falta do amigo Renato Gaúcho, e segue comandando com êxito o ataque. Pouco habilidoso mas capaz de puxar contragolpes e exibindo notável faro de gol (suas potentes cabeçadas são mortais), vira ídolo da torcida. No entanto, após o Penta Brasileiro de 1992, o nível de suas atuações cai assustadoramente, o que é associado a um suposto pouco empenho nos treinamentos (Gaúcho também perde mobilidade após uma lesão no joelho). No ano seguinte, não digere bem a contratação de um concorrente (Nilson) e ao final do semestre é negociado com o Lecce-ITA. Até hoje, no entanto, é lembrado como um dos mais efetivos atacantes da história recente do Flamengo.

    Jogos 199, Gols 98, Média 0,49

    5 – NÍLSON, Flamengo 2-0 Cruzeiro, Amistoso 1993

    Jogador rodado, com passagens por Internacional, Grêmio e Corinthians, é contratado para “fazer sombra” a Gaúcho, avaliado como “acomodado” pela Diretoria. Nilson, na verdade, estreia em um torneio amistoso na Argentina, em que enfrenta Huracán e Vélez Sarsfield em dois jogos de 45 minutos cada. E já impressiona ao marcar três gols nesses “minijogos”. Mas a estreia de fato se dá no Maracanã, em amistoso contra o Cruzeiro, partida que marca a volta de Renato Gaúcho ao rubro-negro. Sem a menor cerimônia, Nilson “rouba a cena”, anotando os dois gols da vitória flamenga por 2-0. O exuberante desempenho inicial faz com que Nilson barre o antigo titular, mas os maus resultados da equipe, e a consequente demissão de Carlinhos, mudam o panorama. Jair Pereira, o novo treinador, prefere o estilo de jogo de Gaúcho, reconduzindo-o à equipe após alguns jogos. Isso desmotiva Nilson, que perde rendimento. Com dois atacantes inseguros por conta da briga, o Flamengo passa a enfrentar problemas na função. Nilson é tido como bom finalizador, mas frio e “sem sangue”, o que dificulta sua aceitação pela torcida. Uma briga com o “intocável” Renato Gaúcho numa partida contra o Itaperuna não ajuda sua situação. Ao final do semestre, o Flamengo, já apresentando dificuldades financeiras, não consegue estender o empréstimo ou contratá-lo em definitivo. E Nilson é transferido para o Fluminense.

    Jogos 35, Gols 25, Média 0,71

    6 – CHARLES BAIANO, Flamengo 1-1 Madureira, Campeonato Estadual 1994

    Contratado por empréstimo de 12 meses, Charles é a nova aposta da Diretoria, que busca colocar fim à elevada rotatividade na posição. Jogador de faro goleador, com passagem pela Seleção Brasileira e com um futebol que seduziu a Diego Maradona (que o colocou no Boca Juniors-ARG), Charles chega ao Flamengo tentando se recuperar da temporada anterior, marcada por lesões. O jogador já deixa sua marca na estreia, em um lance de oportunismo no empate contra o Madureira pela Taça Guanabara. Charles rapidamente se torna a principal referência do ataque flamengo, mostrando bom entrosamento com o jovem Sávio. Seu melhor momento se dá nas Finais do Estadual, quando marca os dois gols da espetacular virada (2-1) sobre o Vasco, vitória que coloca o rubro-negro como o principal candidato ao título. Mas Charles perde um pênalti decisivo na derrota para o Fluminense que, na prática, se mostrará vital para a perda da competição, o que intensifica certa hostilidade da torcida com o jogador (tido como pouco vibrante). Nos amistosos de preparação para o Brasileiro, sofre gravíssima lesão no tornozelo e perde o restante da temporada. Em dezembro, é devolvido ao Boca Juniors.

    Jogos 30, Gols 18, Média 0,60

    7 – RAMIREZ, Flamengo 2-0 São Caetano, Campeonato Brasileiro 2005

    Desesperada com a real perspectiva de rebaixamento, a Diretoria rubro-negra traz um pacote de reforços na tentativa de reverter um quadro que se começa a se apresentar iminente. Um dos reforços é o atacante paraguaio César Ramirez, “El Tigre”, jogador experiente com passagem pela Seleção Paraguaia. Marrento, quase arrogante, Ramírez não sente o peso da árdua missão de comandar o ataque de uma equipe de futebol indigente. Na estreia, é o nome do jogo, marcando um belo gol e sofrendo um pênalti na vitória por 2-0 sobre o São Caetano, na Ilha do Governador, e sai de campo ovacionado. Ramirez depois se lesiona, mas volta a tempo de marcar gols importantes na luta contra o rebaixamento, enfim evitado após recuperação milagrosa. O bom desempenho faz com que “El Tigre” tenha o contrato renovado, mas seu início de ano é turbulento, marcado por uma séria enfermidade (contrai dengue hemorrágica) e por brigas com o treinador da Seleção Paraguaia. Um mal-explicado incidente com um cheque sem fundos emitido pelo Flamengo em seu nome o desgasta de vez com torcida e Diretoria, e é o estopim para o fim de sua passagem pelo rubro-negro, que o negocia de volta com o Cerro Porteño-PAR.

    Jogos 32, Gols 11, Média 0,34

    8 – SOUZA, Flamengo 1-0 Boavista, Campeonato Estadual RJ 2007

    Animada com a excepcional fase de Obina, a Diretoria já analisa propostas para negociar o jogador, o que aliviaria as combalidas finanças do clube. Há quem dê como certa uma saída do baiano para o futebol russo. Assim, o Flamengo se antecipa e já traz o nome de reposição, o atacante Souza “Caveirão”, ex-Vasco, artilheiro do Brasileiro pelo Goiás. Souza, jogador alto e algo desengonçado, destaca-se pelo jogo físico e pelo razoável desempenho em finalizações, especialmente pelo alto. Atributos que não necessariamente suscitam grande empolgação por parte da torcida. E Souza já conhece a pressão logo em sua estreia, contra o Boavista, numa escaldante tarde de domingo no Maracanã. O jogador, após perder duas chances claras de gol, começa a ser vaiado e a conviver com os gritos de “Obina”, mas quando a partida vai se encaminhando para um enervante empate, consegue marcar, de cabeça, o gol da vitória flamenga. Irreverente, a torcida rebenta o grito “Ih, f…, o Souza apareceu”, que se tornará marca de sua passagem pela Gávea. Souza marca gols importantes e assume a posição (Obina se lesiona e não é mais negociado, mas perde espaço), termina 2007 como o artilheiro do clube, mas nunca deixa de ser visto com desconfiança pela Nação (que o “agracia” com apelidos de cone, poste etc). Em 2008, após bom início no Brasileiro, é negociado com o Panathinaikos-GRE.

    Jogos 74, Gols 24, Média 0,32

    9 – ADRIANO, Flamengo 2-1 Atlético-PR, Campeonato Brasileiro 2009

    Eu só quero é ser feliz, viver tranquilamente na favela onde eu nasci”. Desanimado, desmotivado e com saudade de casa, o atacante Adriano Imperador, um dos principais jogadores brasileiros em atividade, consegue rescindir seu contrato com a Internazionale-ITA. Pouco depois, seduz-se com a ideia de voltar a atuar pelo Flamengo, seu clube de coração, e apagar a má impressão deixada quando ainda era jovem. Agora consagrado, Adriano retorna ao rubro-negro e, após enorme expectativa, enfim estreia em um Maracanã lotado, que o homenageia e canta de alegria. O resultado é uma atuação de alto nível, em que Adriano, mesmo visivelmente fora de forma, impõe-se com notável facilidade aos seus marcadores. Anota um gol de cabeça e participa indiretamente de mais um gol da vitória por 2-1 contra o Atlético-PR. Adriano se torna o líder natural e a referência técnica de uma equipe que passa a acreditar na possibilidade de ganhar o Brasileiro. E, a despeito dos inseparáveis problemas extracampo, o Imperador é peça fundamental na conquista do Hexacampeonato. No ano seguinte, farto da cobertura ostensiva de suas peripécias fora dos gramados, cogita deixar o país. Nem mesmo a boa relação com seu novo companheiro, Vagner Love (com quem protagoniza o “Império do Amor”) reanima Adriano. O Imperador perde um pênalti decisivo contra o Botafogo. Deixa de atuar em algumas partidas pela Libertadores. Pragueja contra as “pessoas ruins”. E volta ao futebol italiano, para uma breve e apagada passagem pela Roma.

    Jogos 48, Gols 34, Média 0,71 (números da segunda passagem, 2009-2010)

    10 – HERNANE, Flamengo 3-1 Coritiba, Campeonato Brasileiro 2012

    Contratado junto ao Mogi-Mirim (onde foi o vice-artilheiro do Campeonato Paulista) para compor o elenco, tendo em vista a perspectiva de negociação de Diego Maurício e as chegadas dos mais experientes Vágner Love e Liedson. Mas Hernane logo na estreia apresenta seu faro goleador ao, num bate-rebate, mostrar oportunismo e marcar o terceiro gol nos 3-1 sobre o Coritiba no Engenhão, pelo início do Brasileiro. No entanto, Hernane somente recebe oportunidades concretas no início do ano seguinte, após a saída da dupla de ataque titular. O “Brocador” apresenta bom desempenho, mas os maus resultados do Flamengo no semestre estimulam a contratação de Marcelo Moreno, jogador mais tarimbado. Mas, após bom início, Moreno sente o peso da camisa e acaba perdendo a posição para Hernane, que começa a exibir desconcertante capacidade de marcar gols, a despeito de sua pouca técnica, como um “centroavante à antiga”. Hernane termina por se tornar um dos destaques da temporada, culminada com um gol na Final da Copa do Brasil, nos 2-0 contra o Atlético-PR. No entanto, no ano seguinte Hernane se desmotiva com a chegada de Alecsandro e, após um início instável, é negociado com o Al-Nassr-ARA, numa transação que até hoje gera controvérsias.

    Jogos 87, Gols 45, Média 0,52

    * Fonte de Dados Numéricos: www.flaestatistica.com

    Imagem destacadas no post e redes sociais: Divulgação / Flamengo.


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  • Crescimento e novidades: Gerente de Comunicação do Flamengo fala sobre a Fla TV

    Os bons números e o constante crescimento tem marcado o início de 2018 da Fla TV. Em 44 dias, o canal conseguiu quase 90 mil novos inscritos e se consolidou como o quarto maior do mundo (com 824 mil inscritos), ficando atrás apenas de Barcelona, Real Madrid e Manchester City, no ranking entre clubes.

    No Flamengo desde 2016, o Gerente de Comunicação Ricardo Taves participou de todo o crescimento da Fla TV. Na época de sua chegada, o canal oficial do Mais Querido era apenas o sexto maior do Brasil, com 100 mil inscritos. Panorama bem diferente do atual, onde a equipe de comunicação já vislumbra a marca de 1 milhão de seguidores.

     

    Ricardo Taves, Gerente de Comunicação do Flamengo

     

    Em entrevista ao Mundo Bola, Ricardo Taves falou sobre a Fla TV e as novidades para 2018. Confira abaixo.

    Planos para 2018

    Vamos alcançar 1 milhão de inscritos em 2018. Nesse ritmo, espero que o canal atinja a marca ainda no primeiro semestre. O plano é sempre o mesmo: propor o máximo possível de conteúdo, com qualidade, ineditismo e cada vez mais, mais profundos.os.

    Crescimento do canal

    Quando a reformulação da comunicação do clube começou, o canal estava bem abaixo dos 100 mil inscritos e outros clubes já utilizavam bem o YouTube. Foi uma estratégia bem executada, com a participação de todo de departamento, também com auxílio do marketing, que permitiu o crescimento exponencial. E ele segue.

    Em 2018, tivemos um novo “bum”, graças ao anúncio da contratação do Henrique Dourado, o que foi uma ousadia que acabou premiada. O YouTube não é conhecido pelo “breaking news” como é o Twitter, por exemplo. Deu super certo e de lá pra cá a crescente é alta. Os resultados em campo e quadra também ajudam muito.

    Leia também: Cada vez mais próxima do topo: o crescimento da Fla TV em 2018

    Novidades na Fla TV

    Lançaremos em breve uma série, com nome provisório “Resenha RN” onde os jogadores são os entrevistadores e entrevistam outro atleta. Diego x Diego Alves, Julio Cesar x Juan e outros quatro episódios. É uma quadro novo, não existia.

    Estamos propondo também, enquanto comunicação, cross entre os esportes com mais frequência, como aconteceu em duas pautas entre futebol e basquete neste ano.

    Destino do dinheiro adquirido com o canal

    O canal não é só o que ele fatura, é, também, o que ele proporciona. Fazemos entregas importantíssimas para os patrocinadores. A Carabao, por exemplo, abre todos os vídeos com presença na vinheta. Todos os patrocinadores têm exposição constante no canal seja em closes em vídeos de bastidores ou treinos, na transmissão de entrevistas coletivas etc. Já tivemos quadros patrocinados no passado e este ano a tendência é que isso aumente, pois há um direcionamento para planejamento de branded content. Tudo isso é muito valioso para o clube, além, claro, da monetização, que é meta da comunicação e entra para os cofres do clube.

    Cobertura da Copinha e documentário

    Este ano ampliamos o orçamento e tivemos FLA TV durante toda a Copinha, pela primeira vez. Temos o registro do início ao fim, lançaremos um documentário no canal em fevereiro.

    Pré e pós-jogo, Fla Rádio e transmissão de jogos-treino

    Precisamos de parceiros comerciais pra isso e caso encontremos teremos, sim, mais pré-jogos e FLA RÁDIO. Sobre jogos-treino há a necessidade da atividade ser aberta para imagens. Nesse caso temos condições de transmitir.

    Cobertura dos eSports

    O circuito desafiante começa em breve e a FLA TV estará presente na cobertura. O eSports já rende conteúdo em vídeo, principalmente na Twitch, que é patrocinadora da modalidade é conhecida por conteúdo do gênero. É tudo bem específico para os amantes da área, com streamers, entre outras coisas. Então, o cotidiano fica por lá.

    Vídeos com desafios

    Não há limitadores para os desafios, é questão de bom senso e oportunidade. Muitos citam outros clubes, mas as regras são diferentes de lugar a lugar. E a repercussão, para o bem e para o mal, também. Todos gostam de desafios, eu também sou grande entusiasta. Eles acontecerão, já temos coisas pensadas em pré-produção.

    Apresentador

    Como estamos sem uma produção pré-jogo, por ora não enxergamos necessidade de um apresentador. Mas há uma demanda, claro, que se colocarmos em prática gerará essa necessidade.

    Live diária

    Praticamente todas as coletivas são transmitidas no YouTube e Facebook. As coletivas pós-jogo em partidas em casa também. Temos um projeto para um live diária, em um esquema de “news”, ainda em conversas, idealização. O importante é que estamos trabalhando e pensando em conteúdos ao vivo, que são parte importantes do projeto.

    Conteúdo da Fla TV em outras redes sociais

    A FLA TV é todo o conteúdo de vídeo do Flamengo. Já temos, há tempos, vídeos que não vão ao ar no canal do Youtube,
    mas vão no Twitter ou no Facebook, até no Instagram. Isso já está bem integrado no nosso dia a dia. A FLA TV não é só o YouTube.

     

    Confira também o Mundo Bola LIVE #8, onde abordamos o crescimento, o conteúdo atual e os desafios que a Fla Tv terá pela frente:

    :: MAIS SOBRE O ASSUNTO ::

    Twitter, Facebook e YouTube: números do Flamengo arrasam Corinthians, São Paulo, Santos e Palmeiras

    Por que o Flamengo não vai transmitir jogos pelo YouTube (por enquanto)

    Da TV à Internet: O futuro das transmissões esportivas

    Cotas de televisão e competitividade

    Do campo para as telas: o Flamengo no eSport

    Se os outros times não vendessem direitos para a Globo?

    Sobre cotas de TV e outras verbas

     

     

  • Sem chororô: Flamengo e Boavista encaminham final da Taça Guanabara para Cariacica

    Na tarde desta terça-feira (13), Flamengo, Boavista e Federação de Futebol do Rio de Janeiro (FERJ) entraram em acordo e encaminharam um acerto para que a final da Taça Guanabara seja realizada no Estádio Kleber Andrade, em Cariacica/ES. Será a primeira vez que a final acontecerá fora do Estado do Rio.

    Segundo o GloboEsporte.com apurou, faltam apenas os documentos para que o local seja anunciado como palco da decisão. As informações foram confirmadas pela direção do Boavista, mandante da partida, definido em sorteio.

    A decisão de realizar a final em Cariacica aconteceu após o Botafogo anunciar que não liberaria o Engenhão para a final da Taça Guanabara, em represália à comemoração de Vinicius Júnior fazendo o gesto do “chororô” no terceiro gol do Flamengo, na vitória sobre a equipe alvinegra (3 a 1), na semifinal.

    No Kleber Andrade, o Flamengo disputou 13 partidas ao longo de sua história (9 vitórias, 2 empates e 2 derrotas), a última aconteceu no ano passado, no empate com o Paraná, na Primeira Liga – jogando com equipe alternativa, o Rubro-Negro acabou eliminado nos pênaltis, 5 x 4. O Estádio tem capacidade para 21 mil pessoas.

    A final acontece no próximo domingo (18), às 17h (horário de Brasília).

  • Cada vez mais próxima do topo: o crescimento da Fla TV em 2018

    Por Wedson Barreto, com a colaboração de Wanderson Emerick

    O início de ano está sendo ótimo para o Flamengo no Youtube. Na madrugada da última segunda-feira (12), a Fla TV superou a marca dos 820 mil inscritos e tornou-se o 4° maior canal de clube do mundo, ultrapassando o alemão Bayern de Munique. Nas Américas, o Rubro-Negro lidera absoluto.

    Confira abaixo a analise completa do crescimento da Fla TV nas primeiras semanas de 2018.

    Retomando o crescimento em janeiro

     

    As primeiras semanas do ano costumam ser fracas de conteúdo na maior parte dos clubes, mesmo assim a FlaTV disponibilizou muitos vídeos para seu público. Desde desafios com jóias da base, homenagem ao Marcelinho do FlaBasquete, cobertura da Copinha, chegada do Varejão ao Mais Querido, até o vídeo de demonstração do novo CT.

    Em janeiro, a FlaTV fechou o mês com 31.653 inscritos e 4.252.653 visualizações entre os 12 clubes acompanhados – Flamengo, Palmeiras, São Paulo, Santos, Corinthians, Grêmio, Vasco, Botafogo, Internacional e Atlético MG – uma média diária de 1.055 novos inscritos e 137.182 visualizações.

    Em comparação ao mesmo período em 2017, o crescimento foi de 5.44%, deixando o Flamengo atrás de Corinthians com 35.984 assinantes e Palmeiras com 58.311 no ranking mensal e com a segunda maior audiência, logo atrás da TV Palmeiras que teve mais de 9 milhões de visualizações.

    A expectativa para esse ano da FlaTV é que o canal supere a marca de 1 milhão de inscritos. A plataforma de vídeos é a única rede social – entre Facebook, Youtube, Twitter e Instagram – que o Fla ainda não alcançou o primeiro milhão. No mundo, apenas Barcelona, Real Madrid e Manchester City superaram a marca. 

    CeiFLAndo a concorrência no início de fevereiro

    Mal fechou o mês anterior, e a especulação que vinha ganhando força no fim de janeiro se concretizou: Henrique Dourado acertou com o Flamengo. Com um anúncio exclusivo, os inscritos da FlaTV foram os primeiros a saber da contratação do atacante. Uma ação simples, mas que trouxe um resultado enorme.

    Poucas horas após o anúncio foram registrados mais de 5 mil novos inscritos e mais de 100 mil visualizações no vídeo de apresentação do #CeiFLAdor. Em seis dias o clube conseguiu 35 mil novos inscritos no Youtube – valor superior ao conseguido durante todo o mês de janeiro.

    Bons resultados que refletiram nas visualizações. O vídeo do primeiro dia de Henrique Dourado no Ninho do Urubu já é o quinto mais visto da história do canal (631 mil visualizações). No ano, a publicação lidera como a mais popular, seguida por outros dois vídeos relacionados ao Ceifador, a coletiva de apresentação (367 mil) e o anúncio da contratação (308 mil).

    No ranking mundial, o próximo no radar é o Manchester City (ING). Para alcançar a terceira colocação, o Flamengo precisa de cerca de 310 mil novos inscritos. Atualmente, o Barcelona possui o canal de clube com mais seguidores no mundo (3.768.228), seguido pelo Real Madrid (2.741.727).

    Números atualizados em 13/02/2018, às 15h30.

  • Amadurecimento, confiança e comentários positivos: brilha, Vinícius Júnior!

    No duelo do último sábado (10), o jovem craque rubro-negro marcou um gol monumental pra fechar o caixão na vitória do Flamengo por 3 a 1 sobre o Botafogo, pela final da Taça Guanabara. O gol, além de lindo, premia Vinícius, que em 2018 mostra um grande amadurecimento no auge dos ainda poucos 17 anos.

    O amadurecimento, no entanto, não é só mental. O garoto melhorou taticamente e hoje sofre menos do que na sua estreia como titular pelo Mais Querido. Vinícius soube enxergar os seus defeitos, afirmou precisar melhorar, e contou com a ajuda de Carpegiani. Hoje é um ponta com noções completas, sabendo exatamente o que fazer tanto em fases ofensivas quanto defensivas.

    Em função disso o atacante é, entre os jogadores do setor, um dos maiores ladrões de bola neste início de temporada (8 desarmes em 5 jogos, sendo 3 como titular). A frente dele estão Felipe Saraiva (11 em 6), da Ponte Preta, e Miguel Borja (10 em 6), do Palmeiras. Ambos, no entanto, são titulares absolutos e têm mais minutos em campo que Vinícius.

    Mapa de calor mostra a evolução de Vinícius Jr. taticamente. À esquerda estreia como titular em 2017, contra o Avaí, e à direita duelos contra o Vasco (superior) e Cabofriense (inferior) em 2018. (Montagem: Mundo Bola/Mapa de calor: Footstats)

    Olhar madrilenho

    Tanta evolução tornou sua posição na reserva questionável. Muitos torcedores clamam pelo jovem na equipe titular na vaga de Éverton Cardoso, que pode ser recuado para a lateral-esquerda.

    Além do clamor, a melhora atraiu comentários positivos vindo do país onde Vinícius brilhará daqui um tempo. Após partida contra a Cabofriense, estreia do jogador em 2018, os jornais “MARCA” e “AS” destacaram o gol da vitória e a linda caneta que “deixou os adversários de boca aberta”, disse o primeiro periódico, afirmando também que “a 10 do mítico Zico na camisa lhe deu sorte”.

    Toda atenção pra ele respingou nos colegas, ou melhor, nos “amigos” Jean Lucas e Lincoln, citados como outros responsáveis por resultados e rendimentos positivos.

    Os holofotes, ainda que bajuladores, trazem também uma carga de pressão. Nesta segunda-feira (12), o MARCA trouxe a informação de que o Real Madrid estaria preocupado com a quantidade de pancadas sofridas pelo atleta, principalmente em ocasiões como a comemoração do “chororô”, diante do Botafogo. O jornal põe que os madridistas querem o atleta logo na Espanha, mas que enquanto isso não acontece, pede ao Flamengo que desenvolva Vinícius fisicamente.

    Porém, se depender do jogador, o maior vencedor de Liga dos Campeões vai ter que se preocupar com o “duro futebol brasileiro” ao menos até o fim da temporada.


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  • Quanto vale o show Flamengo?

    Já disse em outra coluna que o Estadual para nós, rubro-negros, é meio como o mosquito da dengue: a gente se preocupa de dois em dois anos, mais ou menos. Atualmente, o único objetivo absoluto é manter o número de títulos à frente do Fluminense, o que não está tão difícil. Em termos relativos, podemos dizer que o objetivo é esquentar as coisas, preparar para os desafios maiores, lançar juniores e de repente conhecer um pouco as belezas do interior do Rio – ainda que em tempos de febre amarela isso seja desaconselhável.

    Aliás, escrevo antes de Flamengo x Botafogo, e pensando se todo nosso elenco está vacinado contra a febre amarela – uma vez que estaremos jogando em uma cidade que traz certo risco. E aí aproveito para entrar com a pergunta: por que catzo jogaremos (JOGAMOS) em Volta Redonda num estádio para 20 mil pessoas enquanto Boavista x Bangu farão (FIZERAM) sua decisão no Engenhão, estádio com vaga para pelo menos o dobro disso?

    No blog: Das coisas importantes e urgentes

    Claro que todos vocês vão responder o óbvio: porque nosso futebol, pelo menos em nível estadual, é administrativamente confuso. Só o fato de todo fim de ano ser “divulgado o regulamento do campeonato estadual” do ano seguinte é sinal de que as coisas são realmente feitas de chofre. Não há nada que explique ou justifique uma semifinal de Taça Guanabara ter seu local decidido na mesma semana em que é realizada.

    Ao que parece, a questão é o Maracanã. Aquele que, como rubro-negros, cantamos que é “nosso”. Vamos deixar de lado a questão Velho Maracanã/Novo Maracanã – esta discussão é inócua e cheia de narrativas substituindo verdades. Nem o Novo Maracanã é 100 por cento ruim, nem o Velho Maracanã era este sonho romântico que muita gente diz ter saudade. O fato é que a mudança mais radical foi na disponibilidade que temos do Maracanã hoje em dia. Este é o principal ponto.

    Ora, vejam bem: antigamente, Sting, Paul McCartney e Tina Turner vinham tocar no Maraca mas eram escolhidas datas em que o Flamengo não fosse perturbado. É isto que precisamos deixar claro. Por conta da sustentabilidade financeira, estamos vivendo um momento em que o Maracanã, ansioso por pagar seus boletos, deixa o Flamengo de lado e aceita trocar um jogo do Mais Querido por qualquer evento – desde descarrego coletivo até show do Phil Collins. E reconheçamos: por mais que o Flamengo seja uma espécie de Atlas do mundo do futebol, a carregar, suportar, com braço forte, toda a folha de pagamento carioca, quando se trata do Estadual o déficit é praticamente certo. Não é fácil, mesmo para o Flamengo, encher estádio em tempos de crise e ingressos caros num meio de semana contra a Cabofriense ou vá lá o que seja.

    Assim sendo, era a hora dos dirigentes serem práticos na questão da sustentabilidade e, tal e qual é pregado pelo genial Bituca em “Bailes da Vida”, fazer o “artista ir aonde o povo está”. Sei que o amigo leitor dirá, dando um tapa na mesa, puto da vida de ter chegado até este ponto do texto e reparar que a minha ideia é óbvia: “Mas que saco, isso a gente já sabe!”.

    Diria a Mafalda: “é tão óbvio que não serve para nada”. Sim, é evidente, claro, óbvio, notório, indiscutível e tudo o mais, que o Flamengo, sendo o mais importante clube do país, deveria considerar de uma vez por todas a possibilidade de jogar o Estadual em outros estados. É um princípio muito claro: o da novidade. Um filme que já tenha sido visto na metrópole em todos os cinemas pode não despertar mais interesse. Mas quando se leva este mesmo filme para um cinema em que as estreias são mais raras, o quorum é absoluto. Isso também é tão óbvio que não serve para nada – minto: deve servir para orientar nossas ações flamengas.

    O Flamengo precisa atuar nos planos estratégico, tático e operacional.

    Estratégico: criar uma cidade para ser Flamengo. Sugeriria Cariacica ou Juiz de Fora. Alugar um imóvel, despesa quase irrelevante, e lá ter uma sede para venda de ingressos, camisas, souvenirs em geral, publicações. Um business. Este imóvel serviria de HOSPEDAGEM para jogadores que ficariam mais focados na competição ali disputada. Fariam viagens menos corridas, com menos desgaste.

    Tático: negociar com todos os adversários, mostrar a eles que há mais chances de ganhar mais dinheiro com ingressos e direitos de transmissão (negociar isso)

    Operacional: ter uma operação voltada para o produto Jogo em todo o entorno. Outdoors, emissoras locais, repetidoras.

    A partir daí, escolher que ídolo ou jogador de ponta iria participar de cada um destes jogos. Teríamos o produto pensado globalmente, e agiríamos bem localmente, honrando o dito por Peter Drucker.
    E o Maracanã?

    Quando eles quisessem que uma estrela como o Flamengo (muito mais popular, reconheçamos, que Phil Collins) fosse lá se apresentar, faríamos um precinho camarada. Mas que cobrisse nossos boletos.

     

    Imagem destacada no post e redes sociais: Divulgação.
     


    Gustavo de Almeida é jornalista desde 1993, com atuação nas áreas de Política, Cidades, Segurança Pública e Esportes. É formado em jornalismo pela Universidade Federal Fluminense. Foi editor de Cidade do Jornal do Brasil, onde ganhou os prêmios Ibero-Americano de Imprensa Unicef/Agência EFE (2005) e Prêmio IGE da Fundação Lehmann (2006). Passou pela revista ISTOÉ, pelo jornal esportivo LANCE! e também pelos diários populares O DIA, A Notícia e EXTRA. Trabalhou como assessor de imprensa em campanhas de à Prefeitura do Rio e em duas campanhas para presidente de clubes de futebol. É pós-graduado (MBA) em Marketing e Comunicação Empresarial pela Universidade Veiga de Almeida. Atualmente, escreve livros como ghost-writer e faz consultorias da área de política, além de estar trabalhando em um roteiro de cinema.


     

     

  • Carnaval Rubro-Negro com taça internacional

    Para os rubro-negros mais antigos, um dos Carnavais mais felizes foi o de 1959. Numa sexta-feira de folia como hoje, também no início de fevereiro, o Flamengo conquistava um grande título, pelos adversários tradicionais que enfrentou e pelas condições adversas que teve de superar. Injustamente pouco lembrado, o Torneio Hexagonal de Lima merece ter sua história contada e recontada.

    O torneio foi anunciado no fim de dezembro de 1958, pouco depois do Natal, como parte de uma temporada de jogos internacionais a ser realizada na virada do ano na capital peruana. Ainda impressionados com as grandes exibições do Fla em Lima no início daquele ano, os cartolas logo trataram de confirmar a participação rubro-negra no certame, que também contaria com os uruguaios do Peñarol, os argentinos do River Plate e os chilenos do Colo Colo, além da dupla local Alianza e Universitario.

    Na ocasião, o Flamengo ainda disputava a reta final do Campeonato Carioca, que se estenderia até 17 de janeiro. Ao fim dos pontos corridos, houve um empate triplo entre os rubro-negros, o Vasco e o Botafogo (ainda que o Fla terminasse com o melhor ataque e a melhor defesa do torneio, os números não foram considerados para efeito de desempate), obrigando a realização de um triangular, chamado de “supercampeonato”, que também terminou igual. Foi preciso então um segundo triangular, o “supersupercampeonato”, encerrado com o título dos cruzmaltinos.

     

    Essas etapas extras decisivas provocaram, além do desgaste físico e mental dos jogadores rubro-negros, a necessidade de adiar a entrada do Flamengo no Hexagonal de Lima. O pedido de adiamento foi aceito pela organização, e o time embarcou no Galeão no dia 21 de janeiro, enquanto o torneio já estava em andamento na capital peruana. Com a tabela remarcada, a primeira partida do Fla, que seria contra o Universitario peruano, passou a ser contra o fortíssimo Peñarol, campeão uruguaio, e que no ano seguinte venceria a primeira edição da Taça Libertadores da América.

    No blog: Um olé com chocolate na Bombonera

    A estreia, na sexta-feira, dia 23, não foi muito favorável aos rubro-negros, ainda se ressentindo do cansaço causado pela maratona da reta final do Carioca. Ainda que o time até fizesse boa partida, especialmente com Moacir no setor de criação, foram os uruguaios abriram o placar na etapa final com Cuccinello, aos 17 minutos e confirmaram a vitória com tento de Borges aos 44. Para piorar, ainda no primeiro tempo o volante e capitão Dequinha, esteio do meio-campo rubro-negro, lesionou-se e teve que deixar o campo substituído pelo zagueiro Pavão (que vinha sendo poupado), passando Milton Copolilo para o meio.

     

    Ataque do Flamengo 1959

     

    Para a partida seguinte, agora sim contra o Universitario, uma das forças do futebol peruano, Fleitas Solich mexeu no time. A saída de Dequinha manteve no time titular a alteração feita durante o jogo com o Peñarol, com a entrada de Pavão na zaga e a passagem de Milton Copolilo para o meio. Além disso, Dida seria enfim lançado desde o início na ponta de lança, passando Luís Carlos para o lado direito do ataque no lugar de Othon. Um pouco mais descansado e aclimatado, e sem se intimidar com a torcida do time da casa, o Fla matou o jogo logo no primeiro tempo, com Milton Copolilo marcando o primeiro, concluindo jogada de Moacir e Babá, e depois Dida anotando o segundo, após passe de Moacir.

    O Colo Colo, adversário seguinte no dia 28, vinha decepcionando no torneio (apanhara de 5 a 0 do Peñarol em seu jogo anterior) e pretendia reagir diante do Fla, contando com a experiência do goleiro Escuti e do atacante Jorge Robledo. O azar dos chilenos foi que os rubro-negros começaram arrasadores. Em 22 minutos, Escuti já havia buscado a bola no fundo de suas redes por quatro vezes. Luís Carlos marcou aos cinco minutos, Moacir aos 10 e Babá aos 16 e 22. Na etapa final, com o Flamengo já cansado, o adversário descontou para 4 a 2 com Hormazábal e Rodriguez. Com o time alcançando a liderança do torneio, os jogadores teriam enfim alguns dias de descanso, voltando ao campo do Estádio Nacional de Lima somente dali a seis dias para enfrentar o River Plate, em jogo isolado.

    Os Millonarios já viviam o segundo ano do que seria seu maior jejum de todos os tempos (campeões em 1957, só voltariam a comemorar em 1975, 18 anos depois), mais ainda reuniam um bom punhado de ótimos jogadores, remanescentes da equipe tricampeã nacional em 1955-56-57, que ficou conhecida como “La Maquinita”. Eram os casos do goleiro Carrizo, do zagueiro Ramos Delgado (que mais tarde jogaria no Santos), o lateral Vairo, o meia De Bourgoing (que depois de defender a seleção argentina, migraria para a França, atuando pela seleção de lá na Copa de 1966), o centroavante Menéndez e o ponta Zárate. O técnico era outro nome histórico do futebol platino, José Maria Minella.

    Nenhum destes craques, entretanto, conseguiu conter a atuação espetacular do Flamengo, que começou a se desenhar perto do fim do primeiro tempo, quando primeiro Luís Carlos aos 42 e depois Henrique aos 44, em escapadas pelas pontas e chutes cruzados, levaram os rubro-negros em vantagem para o intervalo. Na etapa final, o River ensaiou reação quando Menéndez descontou aos 16. Mas logo no reinício do jogo, Henrique passou a Moacir, que lançou Babá e este devolveu a Henrique para bater e marcar o terceiro gol rubro-negro. E aos 24, Babá fechou a goleada depois de um drible desmoralizante em seu marcador.

     

    Após a “vitória justa, insofismável e sem apelação”, que consagrou o “domínio técnico, tático e territorial” do Flamengo sobre o River Plate, segundo a crônica do Jornal dos Sports, o time enfim chegou à liderança isolada do hexagonal, com seis pontos ganhos, contra cinco do Peñarol e do próprio River (que já encerrara sua participação) e quatro da dupla peruana Universitario e Alianza. Na última rodada, dia 6 de fevereiro, sexta-feira de Carnaval no Rio, Peñarol e Universitario disputariam a preliminar, enquanto o Flamengo – com Dequinha de volta, mas agora desfalcado de Dida – fecharia o torneio encarando o Alianza, clube mais popular do Peru, no Estádio Nacional de Lima.

    O empate em 2 a 2 no jogo de abertura levou temporariamente o Peñarol aos mesmos seis pontos do Flamengo, que passou a precisar de pelo menos a igualdade diante do Alianza. Entretanto, empurrados por sua torcida que lotou o estádio, os jogadores peruanos foram para cima e marcaram logo aos sete minutos, numa falha do goleiro Fernando. O Fla tentava reagir e dominava as ações ofensivas, mas esbarrava na defesa peruana. E ainda sofreria o segundo gol, pouco antes do intervalo. Na etapa final, antes dos dez minutos, o Alianza já chegava a incríveis 3 a 0, para o delírio do público local.

    Talvez neste momento os deuses do futebol tenham enfim achado que o placar já era absurdo e injusto demais para o que se desenrolava dentro de campo. E decidiram virar a sorte do avesso: Manoelzinho, o reserva de Dida que por muito pouco sequer teria sido incluído na delegação que embarcou para Lima, recebeu de Babá e descontou um minuto depois do terceiro gol peruano. Mais cinco minutos e outra vez Manoelzinho balança as redes, escorando de cabeça um escanteio. Aos 16, outra vez o pequenino Babá, jogando uma enormidade, passa a Manoelzinho, que empata o jogo e silencia o Estádio Nacional.

    O ataque rubro-negro troca de posição incessantemente, atordoando a defesa do Alianza. E apenas um minuto depois do empate, Manoelzinho solta uma bomba que o goleiro Bazán não consegue segurar e dá rebote. Henrique, com a valentia de sempre, fuzila de primeira, com a canhota, e completa a virada inacreditável do Flamengo. Em menos de dez minutos, o time sai de um 3 a 0 contra para uma vantagem de 4 a 3 na casa do adversário, com estádio lotado. Ainda petrificada com a rápida reação rubro-negra, a torcida limenha apenas assiste ao Fla trocar passes e dar olé pelo resto do jogo. E ao apito final, sai do transe hipnótico para aplaudir a formidável exibição dos cariocas no segundo tempo.

     

    Ao fim do torneio, o conceituado jornalista francês Gabriel Hanot, um dos idealizadores da Copa dos Campeões (atual Liga dos Campeões) europeia, escreveu para o famoso diário “L’Equipe” suas impressões a respeito do torneio que assistira in loco em Lima. Sobre o Flamengo, comentou que embora os rubro-negros não estreassem com o pé direito, “fartaram-se de jogar com objetividade, animados por um estilo incontrolável. Apresentaram-se visivelmente cansados. Bastou, no entanto, que se refizessem, para transporem as dificuldades surgidas. É uma equipe possuidora de excepcional espírito de luta, desconcertante na sua agilidade física e mental”, destacou Hanot.

    A delegação rubro-negra desembarcou no Rio no dia seguinte à decisão, um sábado de Carnaval. Junto à torcida em êxtase, os jogadores curtiram a folia como campeões.
     

    Imagem destacada no post e redes sociais: Reprodução

     

  • Números mostram que precisão do Fla fez do Botafogo o adversário mais fácil do ano

    Na tarde deste sábado (10), Flamengo e Botafogo duelaram pela semifinal da Taça Guanabara, primeiro turno do Campeonato Carioca. Com uma precisão acima da média na competição e imensa superioridade, o rubro-negro teve contra o rival a sua vitória mais fácil na temporada.

    O 4-1-4-1 montado por Carpegiani tem evoluído a cada jogo. A flutuação dos meias possibilita uma interação imensa no setor, várias triangulações e mais oportunidades de gol. Além disso, a ocupação de espaços, citada pelo treinador como fator chave para um meio-campo somente com um jogador de marcação, tem amadurecido e melhorado semana pós semana.

    Contra o Botafogo o meio-campo vermelho e preto venceu o jogo. Ofensivamente criou bastante, ditou um ritmo frenético com passes curtos e rápidos. Defensivamente impediu o Botafogo de criar e o obrigou a forçar 14 cruzamentos, todos errados.

    Éverton de cabeça, Henrique Dourado após linda jogada e Vinícius Júnior com um chutaço garantiram uma vitória com ares de crueldade que, contra o Botafogo, não acontecia desde o 4 a 0 na semifinal da Copa do Brasil.

    Maior precisão rubro-negra

    Além dos méritos táticos, o Flamengo teve precisão acima da média dos últimos cinco jogos.

    Foram 388 passes certos, mais de 30 passes em comparação com a média da equipe no torneio, e 93% de precisão (1% a mais que a média). O alto número de passes completos, somados à forte movimentação que consequentemente abriu mais espaços, permitiu ao Fla dar 15 passes pra finalização (a média do clube no Carioca é de 10 neste quesito). Tantas oportunidades criadas fez com que o rubro-negro finalizasse 18 vezes (maior número até então no torneio), acertando 8 destas (maior número de finalizações certas no estadual).

    Mais um fator chave foi o número de cruzamentos certos por parte do Mais Querido no jogo, fundamento muito criticado nas últimas temporadas. Foram 12 certos na partida (média de 5 certos por jogo no campeonato), e destes, oito grandes chances surgiram de bolas cruzadas, duas destas acabando em gol: o cruzamento de Diego para o gol de Éverton, e novamente o Diego para o Paquetá, que só ajeitou para o “CeiFlador” marcar.

    A melhor defesa é o ataque

    Kieza, após bater Réver – sentindo mal e vomitando pós-gol sofrido – na corrida, foi o primeiro atleta a balançar as redes rubro-negras na temporada. Ainda assim, foi a partida mais segura defensivamente, com o menor número de finalizações sofridas (4) e de passes pra finalização de uma equipe contra o Flamengo (3).

    Com maior domínio na parte ofensiva do campo, há outros números interessantes a serem analisados:

    • Segundo menor número de bolas rebatidas pelo Flamengo no campeonato (22);
    • Segundo jogo com menor número de faltas cometidas pelo Flamengo no campeonato (15);
    • Terceira maior posse de bola do Flamengo no campeonato (57,5%);
    • Menor número de desarmes do Flamengo no campeonato (15).

    O Flamengo agora enfrentará o Boa Vista, no próximo domingo (18), pela final da Taça Guanabara. A equipe segue melhorando visando a estreia na Libertadores contra o fortíssimo River Plate.

    *Créditos da imagem destacada: Gilvan de Souza/Flamengo


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  • Flamengo e Botafogo terá mesmo árbitro do Clássico dos Milhões

    A FERJ definiu a arbitragem para Flamengo x Botafogo, no Raulino de Oliveira, às 16h30, com o juiz Bruno Arleu de Araújo (RJ/CBF), juntamente com os auxiliares Luiz Claudio Regazone (RJ/CBF), e Thiago Henrique Neto Corrêa Farinha (RJ/CBF). O Rubro-Negro chega à  semifinal do Campeonato Carioca de 2018 de forma invicta, além de não ter tomado um gol sequer.

    Bruno Arleu esteve presente no único clássico do Flamengo no ano, diante do Vasco. O árbitro teve uma atuação bastante polêmica, anulando um gol legal de Léo Duarte, aos 45 minutos da segunda etapa. O tento sacramentaria a vitória do Mais Querido, mas o duelo terminou sem gols. O Mais Querido  garantiu a classificação para as semifinais, enquanto o cruzmaltino permaneceu vivo na competição, mas acabou eliminado com o triunfo do Bangu na última rodada. O juiz aplicou sete amarelos na ocasião, sendo quatro para o time da Gávea, e três para a equipe de São Januário, com 44 faltas ao todo.

    O árbitro carioca, de apenas 34 anos, já possui alguns clássicos em seu histórico. No último ano, também esteve presente no primeiro grande confronto do Clube da Gavea de 2017, diante do Botafogo, no Engenhão. O Flamengo saiu vitorioso por 2 a 1, com gols de Guerrero e Everton. Na ocasião, o árbitro aplicou sete cartões amarelos, sendo quatro para o Alvinegro e três para o Fla. A partida marcou a classificação do Mengão para as semifinais da Taça Guanabara, além da eliminação do rival.

    Histórico em jogos do Flamengo

    Em jogos do Flamengo, esta será a quinta vez que fica responsável pelo apito. Em fevereiro do ano passado, Bruno Arleu de Araújo apitou o tenso clássico contra o Fluminense, válido também pelo Carioca. O Rubro-Negro venceu por 2 a 1, em um jogo que totalizou onze cartões – sete destes foram para atletas do Flamengo – e expulsou três jogadores (Wallace, Cuéllar e Marcos Jr).

  • Flamengo sofre virada do Vasco e perde invencibilidade no Carioca Sub-20

    A invencibilidade dos Garotos do Ninho chegou ao fim nesta quinta-feira (8). Em partida válida pela quarta rodada da Taça Guanabara Sub-20, o Flamengo foi derrotado pelo Vasco da Gama, por 2 a 1, no Estádio da Gávea. A equipe rubro-negra ostentava a marca de 12 jogos sem derrotas, com direito a 11 vitórias e apenas um empate nesse período.

    Com o revés sofrido em casa, o Rubro-Negro fechou a rodada em terceiro lugar na tabela, com nove pontos. Nova Iguaçu e Vasco, respectivamente, têm a mesma pontuação, mas levam vantagem no critério saldo de gols.

    Na próxima rodada, os Garotos do Ninho terão o Nova Iguaçu como adversário, em confronto direito pela liderança do Grupo A. O  duelo acontecerá no próximo dia 17 (sábado), às 10h, no Estádio Laranjão, em Nova Iguaçu. Já o Vasco enfrentará o Bonsucesso, em São Januário, um dia depois.

    O jogo

    Jogando com o time campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior, o Mais Querido até saiu na frente com Théo, ainda no primeiro tempo. Aos 33 minutos, Vitor Gabriel carregou pela direita e tocou para Lucas Silva, no meio da área. O atacante apareceu no lance e fez o corta-luz para Théo completar, sem chance para Alexander. No entanto, três minutos depois o Cruzmaltino deixou tudo igual. Em jogada de velocidade, Dudu roubou a bola no meio-campo e lançou Hugo Borges, que empatou o clássico.

    O segundo tempo foi bastante movimentado, com muitas oportunidades para ambas as equipes. Mas quem se saiu melhor foi o Vasco da Gama, que teve no pênalti sofrido por Léo Reis a oportunidade da virada. No lance, o atacante foi tocado por Bernardo dentro da área. Dudu converteu a cobrança aos 37 minutos e incendiou o jogo.

    Em desvantagem, o Flamengo partiu pra cima do rival em busca do empate. Mas o que se viu foram jogadas ríspidas e muita confusão. Hugo Moura e Michael receberam cartão amarelo na sequência da partida. Já o meia Luiz Henrique acabou sendo expulso direto após se desentender com Léo Reis. No fim do clássico, seguranças tiveram que entrar em campo para apartar a confusão generalizada dos atletas.

    Flamengo: Hugo Souza; Juninho (Luiz Henrique), Bernardo, Patrick e Michael; Hugo Moura, Théo (Ramon) e Pepê (Patrick Valverde); Bill (Vitor Ricardo), Lucas Silva (Yuri César) e Vitor Gabriel. Técnico: Maurício de Souza.

    Foto: Paulo Fernandes/Vasco da Gama 


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