Autor: diogo.almeida1979

  • Sobre moscas e ressentimentos

    Gustavo de Almeida: “Em caso de vitória, me permitirei abrir uma cerveja apenas, e elevar o copo com discrição e comedimento”.

     
    Não há como fugir disso – principalmente sabendo que estarei indo ao ar com esse texto no dia da insossa final da Taça Guanabara, torneio que já vencemos sei lá quantas vezes. Meu interesse pelo Flamengo x Boavista de logo mais pode ser comparado ao interesse pelo documentário sobre dragões de Komodo do Discovery Channel – ficarei zapeando entre os dois caso estejam no mesmo horário. E em caso de vitória, me permitirei abrir uma cerveja apenas, e elevar o copo com discrição e comedimento, saudando mais um título. Nada de gritos ou tremer e babar por causa de conquistas de taças que já deveriam vir com o nome do Flamengo impresso.

    No blog: Quanto vale o show Flamengo?

    Mas as reflexões rubro-negras da semana todas giraram em torno…do Botafogo. À parte a provocação do menino de 17 anos feita após o terceiro gol (depois de vários posts do twitter oficial do Botafogo fazendo referência à final da Sul-Americana, cumprimentando o Cruzeiro, etc), causou espécie o fato de o clube de General Severiano simplesmente passar recibo para o episódio, negando ao Flamengo o uso do Engenhão. O problema parece ter sido resolvido, prevaleceu o bom senso. Mas nas redes e mídias sociais era visível o desconforto, o desalento dos torcedores dos mais diversos clubes (todos condenáveis, como diz Arthur Muhlemberg), com a situação – estimulando o clube alvinegro a recusar de toda maneira abrigar a decisão da Taça Guanabara no estádio que ora está sob sua administração pelo instrumento legal da concessão pública. O alarido, o zumzumzum de vascaínos, tricolores e alvinegros buscando uma vingança de Pirro, me lembrou uma frase de Churchill muito acusada de etnocentrismo – mas que vai direto ao ponto: “Uganda é defendida por seus insetos”. O genial premier britânico foi direto ao ponto, mostrando que o problema não era exatamente a relação com o país, e sim as condições do mesmo.

    Não vejo, com efeito, nenhum problema numa relação com Botafogo, Vasco e Fluminense, hoje em dia. O Flamengo se encontra, hoje e desde sempre, num patamar tão absurdamente acima, que não acredito mais em ressentimentos e rancores a nortear nossas relações – ainda que Nelson Rodrigues já tenha definido bem a relação entre Fla e Flu como “os irmãos Karamazov do futebol brasileiro”. Acredito haver algum charme nessa relação. Mas, de resto, que tipo de represálias o Flamengo pode adotar ou sofrer? “Ah o Flamengo não tem estádio”. Ora, o Flamengo tem qualquer estádio do mundo! No Brasil, basta o Flamengo pedir na internet que estádios em todo o país são oferecidos – quem é que não quer ganhar dinheiro com ingressos? Que mais vocês querem fazer contra o Flamengo. “Aimmm não vamos ceder o Henrique Dourado” é o tipo da frase que logo vira “Ih, chegaram os boletos, vende o Dourado logo”. Que mais?

    Essa onda de rancor e ressentimento que começou com a história do Engenhão se prolongou até o jogo do Vasco – quando o jogador Paulinho fez um gol e torcedores da Euricolândia “comemoraram” xingando…o Vinícius Júnior!

    Portanto, o que antes eu percebia como rivalidade, como uma rixa regional, começo a interpretar agora apenas como uma espécie de reação ressentida, uma espécie de complexo de inferioridade talvez relacionado com o que Freud definiu como “inveja do pênis”, sendo que talvez neste caso “pênis” possa ser trocado por “conta bancária” ou “torcida”. Há uma obsessão pelo Flamengo que chega a ser doentia. Algo que simplesente não vemos na nossa torcida – e olha que eu defendo que exista, em níveis controláveis, civilizados. E o que torna pior: entre as ações adotadas, tem de tudo, menos… vencer jogos. Basta ver há quanto tempo não perdemos uma peleja para um de nossos co-irmãos carioquinhas.

    Chegamos, vimos, vencemos, praticamente em todas as últimas partidas. Quase nada nos incomoda. E olha que no passado, já incomodou muito: o Vasco de Roberto Dinamite, de Edmundo, o grande Botafogo de Garrincha, o Botafogo de Túlio, o Fluminense da Máquina e de Romerito (e, por que não, de Fred); no passado, não nos negavam estádios: talvez nos negassem alegrias.

    E hoje?

    Churchill talvez diria que nossos rivais são muito bem defendidos por seus insetos. Não à toa, os estádios no nosso Estadual estão às moscas.

    Até domingo que vem.
     

    Imagem destacada no post e redes sociais: Divulgação.
     


    Gustavo de Almeida é jornalista desde 1993, com atuação nas áreas de Política, Cidades, Segurança Pública e Esportes. É formado em jornalismo pela Universidade Federal Fluminense. Foi editor de Cidade do Jornal do Brasil, onde ganhou os prêmios Ibero-Americano de Imprensa Unicef/Agência EFE (2005) e Prêmio IGE da Fundação Lehmann (2006). Passou pela revista ISTOÉ, pelo jornal esportivo LANCE! e também pelos diários populares O DIA, A Notícia e EXTRA. Trabalhou como assessor de imprensa em campanhas de à Prefeitura do Rio e em duas campanhas para presidente de clubes de futebol. É pós-graduado (MBA) em Marketing e Comunicação Empresarial pela Universidade Veiga de Almeida. Atualmente, escreve livros como ghost-writer e faz consultorias da área de política, além de estar trabalhando em um roteiro de cinema.


     

     

  • Boavista x Flamengo: a primeira decisão no ano

    O Flamengo chega à final da Taça Guanabara de forma invicta e enfrenta neste domingo (18) o Boavista, às 17h, no Kléber Andrade, em Cariacica. Palco inusitado da partida, Cariacica foi escolhida após o veto do Botafogo, que não permitiu a realização da partida em seu estádio, incomodados com a comemoração de chororô do atacante Vinícius Jr.

    Com uma defesa sólida – tendo sofrido apenas um gol – e amplo favoritismo, o rubro-negro carioca vai em busca de sua 21° conquista da Taça Guanabara, equivalente ao primeiro turno do Carioca. O ganhador adquire vaga direta na semifinal do Campeonato Estadual.

    Para a partida, Flamengo nao conta com o zagueiro Juan, poupado com dores nas costas. Titulares em quase toda temporada passada, o volante Arão e o lateral Trauco também estão fora da partida, os jogadores fazem trabalho de recondicionamento. Sem desfalques, o Boavista conta com o retorno do meia Erick Flores, que cumpriu suspensão na partida da semifinal. O time de Saquarema chega na decisão após ser a melhor equipe do grupo que tinha Botafogo e Fluminense, e eliminar o Bangu na semifinal.

    Flamengo e Boavista reeditam a final do mesmo turno ocorrida em 2011, onde o Mais Querido venceu por 1×0, com gol de Ronaldinho Gaúcho.

    Provável Flamengo: César, Pará, Réver, Rhodolfo e Renê; Cuellar; Paquetá, Diego, Everton Ribeiro, Everton e Henrique Dourado.

    Provável Boavista: Rafael, Thiaguinho, Gustavo Geladeira, Kadu Fernandes e Júlio César; William Maranhão, Douglas Pedroso, Fellype Gabriel (Erick Flores) e Lucas; Cláudio Maradona e Caio Cézar.

  • Atletas rubro-negras são convocadas para a Seleção Brasileira Feminina

    Em 2018, a Seleção Brasileira Feminina de futebol participará da Copa América, que ocorrerá entre os dias 4 e 22 do mês de abril. Para isso, o técnico Vadão vem convocando várias atletas para participarem de períodos de testes e então escolher as melhores opções visando a competição. A segunda etapa de testes acontecerá entre os dias 16 e 25 de fevereiro, e, das vinte e três atletas convocadas, três jogadoras do Flamengo/Marinha foram chamadas para essa “semana” de testes da Seleção Brasileira: as meio-campistas Ju e Rayanne, e a atacante Larissa.

    Atletas convocadas – Flamengo/Marinha

    Juliana (ou apenas Ju) disputou 56 jogos pelo Flamengo/Marinha, e anotou 14 gols. Em 2017, fez 13 tentos em 22 jogos. É a atleta que mais entrou em campo pela equipe. Fez 12 gols em 7 jogos no Carioca Feminino 2017, onde o Flamengo/Marinha sagrou-se (tri) campeão invicto.

    A meio-campista já jogou no Araraquara (SP), Keynsham Town Ladies (ING), Botafogo e Vasco. “Fico muito feliz por saber que o meu trabalho está sendo valorizado e e por novamente receber a oportunidade de ser convocada”, disse a atleta ao Mundo Bola.

     

    A lateral/meia Rayanne disputou 29 jogos pelo Flamengo/Marinha, e anotou 2 gols (ambos no Carioca 2017). Fez excelente participação no Brasileirão e Carioca Feminino 2017, sendo destaque no quesito assistências. A atleta já jogou no Kindermann (SC), Foz do Iguaçu (PR), Vasco, Botafogo e Cesarense (Portugal).

    Estreante na Seleção, Rayanne comenta sobre a convocação: “Já fui convocada para seleções de base, sub-17 e sub-20, seleção principal é a primeira vez, é uma sensação totalmente diferente das demais, pois a seleção principal é o auge da modalidade, aonde todas querem chegar”.

     

    A artilheira Larissa disputou 42 jogos pelo Flamengo/Marinha, e anotou 21 gols. Em 2017, fez 6 tentos em 19 jogos. É a 3ª maior artilheira da equipe. Foi a artilheira da equipe no Brasileiro Feminino 2016, fazendo 8 gols em 10 jogos, onde o Flamengo/Marinha sagrou-se campeão. Além do Flamengo, já teve passagens por Campo Grande, Cepe Caxias, Vasco e Botafogo.

    A atleta comentou sobre sua convocação: “A sensação de chegar à Seleção Brasileira é de reconhecimento do meu trabalho, que amo muito”.

     

     

    Vale lembrar que convocações de atletas da equipe viraram rotina. Em 2017, Nathane, Maike, Karen, Renata Diniz e a própria Ju foram convocadas para a Seleção Brasileira.

     

     

  • Flamengo vence Nova Iguaçu de virada e assume liderança da Taça Guanabara Sub-20

    Em jogo válido pela quinta rodada da Taça Guanabara Sub-20, o Flamengo conquistou um importante resultado fora de casa. Na manhã deste sábado, os Garotos do Ninho venceram o Nova Iguaçu, por 2 a 1, de virada, no estádio Laranjão. Os atacantes Vitor Gabriel e Lucas Silva marcaram para o Rubro-Negro, enquanto Wellington descontou para a equipe da Baixada Fluminense.

    Com a vitória, o Flamengo assume liderança do Grupo A, momentaneamente, com 12 pontos. Nova Iguaçu e Vasco aparecem logo na sequência, com nove. O cruzmaltino joga neste domingo e pode passar o time da Gávea em caso de triunfo sobre o Bonsucesso.

    O próximo compromisso dos Garotos do Ninho será na quarta-feira (21), no estádio Correão, diante da Cabofriense, às 15h. Já o Nova Iguaçu tentará a recuperação contra o Bangu, na quinta (22), no estádio Moça Bonita.

    O jogo

    Mesmo jogando fora de casa contra o melhor colocado do grupo, o Flamengo não se intimidou e chegou ao campo ofensivo logo nos minutos iniciais. Aos dois minutos, Pepê enfiou uma linda bola para Bill, que chegou rabiscando pelo lado direito e ganhou escanteio para o Fla. Antes, Lucas Silva já havia aparecido com liberdade por este lado do campo, mas a arbitragem assinalou impedimento do jogador.

    O Nova Iguaçu também assustou. Volante com bastante pegada ofensiva, Wellington arriscou de longe e a bola passou por cima da meta defendida por Yago. Cinco minutos depois Wellington teve uma nova oportunidade para marcar e assim o fez. O volante recebeu passe de Vitor Félix na entrada da área e aproveitou o rebote da zaga rubro-negra para balançar a rede.

    Foto: Bernardo Gleizer/NIFC

    Em resposta imediata, o Flamengo se lançou ao ataque e acertou o travessão com Patrick Souza cabeceando após cobrança de escanteio. Pouco tempo depois, Pepê recebeu no meio, matou no peito e quase marcou um golaço pegando de primeira. Mas o empate veio somente aos 23 minutos. Em chegada pelo lado direito, Vitor Gabriel tabelou com Brayan, que devolveu para o atacante tocar no canto direito de João Victor.

    O jogo seguiu movimentando com oportunidade para ambas as equipes. Mas foi aos 31 minutos que o Rubro-Negro teve uma ótima chance para virar o placar. Pepê cruzou pela direita e Lucas Silva ajeitou de cabeça para Vitor Gabriel, que chegou batendo e a bola tocou na trave antes de sair. Os anfitriões voltaram a ameaçar com Vitor Félix, mas Bernardo salvou o time rubro-negro no último lance mais agudo da primeira etapa.

    O Garotos do Ninho voltaram com novidades na etapa final. Braian (lateral) entra no lugar do Brayan (meio-campista). Com isso, Theo passou a ocupar seu lugar de origem, já que fora escalado na lateral-direita. Outra mudança aconteceu no lado esquerdo, com a saída de Pablo para entrada de Ramon.

    A primeira grande chance da etapa final foi do Nova Iguaçu, com Gustavo. O atacante recebeu lançamento de Giovane e tentou encobrir o goleiro Yago, que acabou ficando com a bola. Na sequência, Pepê recuperou bola no meio-campo, envolveu marcação, se empolgou com o lance e não tocou para Vitor Gabriel, que estava em melhores condições de finalizar.

    Foto: José Luis Bento

    Em seguida, o Flamengo novamente teve duas ótimas oportunidades para passar à frente do marcador. Aos oito minutos, Vitor Gabriel recebeu de lançamento de Braian, dominou a bola e encheu o pé e soltou uma bomba, mas a redonda saiu por cima. Logo depois, Bill deixou Lucas Silva em ótimas condições de marcar. O camisa 7 do Fla se livrou da marcação e chutou em cima do goleiro João Victor. Lucas nem olhou a conclusão da jogada. A bola parecia que iria entrar, mas acertou caprichosamente o travessão.

    Já aos 12 minutos, Braian iniciou o contra-ataque com Lucas Silva, que tocou para Bill, sem marcação. O camisa 11 enfeitou o lance e acabou permitindo a recuperação da zaga iguaçuana, desperdiçando ótima chance.

    O Nova Iguaçu já apresentava sinais de desgastes na parte final da partida. Apostando da velocidade de seus jogadores, o técnico Mauricio Souza colocou Yuri e Marx Lenin no jogo. Logo nos seus primeiros minutos em campo, Yuri cobrou uma falta perigosa e por pouco não estufou a rede, aos 37 minutos.

    Depois de tanta pressão, a virada veio aos 42 minutos. Lucas Silva recebeu na entrada da área e deu um leve toque para encobrir o goleiro João Victor e fazer o segundo do Flamengo. Mas as emoções não findaram por aí. No último lance da partida, Wellington tabelou com Gustavo e tocou de biquinho, tirando do goleiro, mas a bola saiu caprichosamente pelo lado.

    Ficha técnica 

    Nova Iguaçu 1 x 2 Flamengo 

    Local: Estádio Jânio de Moraes (Laranjão) – Nova Iguaçu

    Data: 17 de fevereiro de 2018

    Arbitragem: Beatriz Oliveira Dantas, auxiliada por Thiago Filmon e Hugo Pinto.

    Cartões amarelos: Gustavo (NIG); Pablo, Braian e Hugo Moura (FLA).

    Gols: 1-0, Wellington, Min. 12/1ºT || 1-1, Vitor Gabriel, Min. 22/1ºT || 1-2, Lucas Silva, Min. 42/2ºT.

    Nova Iguaçu: João Victor, Zé Victor, Limão (França), Formiga, Wellington, Ronald, Matheus Claudino, Patrick (Elias), Pedrinho (Gustavo), Giovane (Juan) e Vitor Félix. Técnico: Jefter Percy.

    Flamengo: Yago, Theo, Bernardo, Patrick Souza, Pablo (Ramon), Hugo Moura, Brayan (Braian), Lucas Silva, Pepê (Marx Lenin), Bill (Wendel) e Vitor Gabriel (Yuri). Treinador: Mauricio Souza.

    Crédito da imagem destacada: José Luis Bento / Rádio Web Frequência Máxima 


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  • Estreia do Flamengo na Libertadores será no Engenhão

    O Flamengo divulgou na tarde desta sexta-feira que fechou um acordo com o Botafogo para utilização do Engenhão em dois jogos no mês de fevereiro. O primeiro será contra o Madureira, dia 21, no Campeonato Carioca. A outro jogo será contra o River Plate (ARG), dia 28, na estreia da Libertadores, com portões fechados.

    O acordo aconteceu dias após o Botafogo vetar o estádio para a final da Taça Guanabara, em represália à comemoração de Vinicius Júnior, fazendo o gesto do “chororô” na vitória do Flamengo sobre a equipe alvinegra (3 a 1), na semifinal do torneio.

    — O Flamengo agradece a parceria do Botafogo, entende que esse é um passo que reforça ainda mais a grandeza das duas instituições e demonstra a disposição dos clubes em trabalhar em conjunto pelo bem do futebol do Rio –, afirmou o presidente Eduardo Bandeira de Mello, em nota emitida pelo clube.

    A princípio o primeiro jogo do Flamengo na Libertadores seria na Ilha do Urubu. Porém, em função das fortes chuvas e ventos que atingiram a cidade do Rio de Janeiro, duas torres de iluminação caíram no local. Pelo pouco tempo até a estreia, o clube optou por mudar o local.

  • A primeira Taça Guanabara, para lembrar e nunca esquecer

    Muitos torcedores não sabem, mas a Taça Guanabara já foi, em seu início, um campeonato à parte do Estadual. Entre 1965 – ano de sua primeira disputa, em comemoração ao Quarto Centenário de fundação da cidade do Rio de Janeiro – e 1971 (com uma breve volta ao formato no ano de 1980), a competição era disputada ora antes, ora depois do torneio principal, quase sempre num modelo de tiro curto, com seis ou até oito participantes, durando cerca de um mês. A exceção à essa regra aconteceu em 1970 – justamente na primeira edição vencida pelo Flamengo, cuja história contamos agora.

    No blog: Carnaval Rubro-Negro com taça internacional

    Era ano de Copa do Mundo, abrindo uma fenda de pouco mais de 20 dias bem no meio de um calendário o qual nos últimos anos já vinha comportando o Campeonato Estadual e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, além da própria Taça Guanabara. A preparação cuidadosa por parte da Seleção Brasileira para enfrentar a altitude e o desgaste físico do Mundial no México também implicava em desfalcar alguns dos grandes clubes de seus principais craques. Dessa forma, esses clubes não aceitariam jogar um Estadual – competição ainda de enorme relevância na época – mutilados de seus astros.

    A solução foi passar a Taça Guanabara para o primeiro semestre, espichando-a como nunca se havia feito antes, enquanto Campeonato Carioca e Robertão seriam ensanduichados a partir do período pós-Copa, até dezembro. O resultado foi aquela que pode ser considerada, sem exagero, a maior edição do torneio em todos os tempos. Com início marcado para 3 de março e a decisão para 31 de maio, sua duração chegou a superar a do próprio Carioca (90 dias contra 86), disputado do fim de junho a meados de setembro.

    Naquele ano, pela primeira vez, todas as 12 equipes que participavam do campeonato do então estado da Guanabara disputariam o torneio “aperitivo”. A tabela dividia os clubes em dois grupos, que jogariam entre si no primeiro turno, com os quatro melhores de cada seguindo adiante. No segundo, com a pontuação novamente zerada, os quatro de uma chave enfrentariam os da outra. O pior seria eliminado, e o turno final teria seis times, jogando todos contra todos, novamente com os pontos contados do zero. Em vez de ser um turno, a Taça Guanabara teria três turnos. Seria um campeonato de fôlego.

    E fôlego parecia não faltar ao Flamengo, que havia acabado de conquistar o Torneio Internacional de Verão do Rio de Janeiro, superando o Vasco (2 a 0), o Independiente argentino (6 a 1) e a seleção da Romênia (4 a 1) com um futebol de marcação adiantada, pressão na saída de bola e luta incessante em todos os setores do campo. Tanta bravura e dedicação demonstrada pelos devotados comandados de Yustrich – técnico extremamente rígido, mas também paternalista – tinham um preço, no entanto.

    Em parte pela intensa carga de treinamentos, em parte pela violência dos adversários, o elenco passou a sofrer sucessivas baixas. Na estreia na Taça – 0 a 0 com o Botafogo em autêntica batalha campal – o Fla perdeu por lesão os zagueiros Washington (atingido no calcanhar pelo centroavante alvinegro Roberto Miranda) e Tinho, mais o atacante Dionísio (seu artilheiro até então, cobiçado pelo Corinthians). Depois perderia o argentino Doval, também contundido, e o atacante Nei, que operaria o joelho, além do jovem ponta-esquerda Arílson convocado por Zagallo para a preparação da Seleção para a Copa. Sem falar no experiente zagueiro Brito, já ausente do time pelo mesmo motivo desde janeiro.

    A primeira crise

    Aos poucos, o treinador rubro-negro fazia um trabalho de reposição de peças. Lançava garotos (como o centroavante Adãozinho), aproveitava ex-juvenis (casos de Zanata, Tinteiro e Ademir) e utilizava atletas que ele mesmo havia trazido do futebol mineiro, como o goleiro Adão e o ponta-esquerda Caldeira. Assim, o time fazia o possível, na base da luta, garra e disposição, para não deixar cair o ritmo. O que vinha conseguindo, até a primeira derrota: 1 a 0 para o America, em 29 de março, num jogo em que o Flamengo teve Murilo e Caldeira expulsos. A este tropeço seguiu-se outro: 1 a 0 para o Bonsucesso (ainda haveria um terceiro, ao perder para o Coritiba em amistoso na capital paranaense). E as mesmas vozes que exaltavam Yustrich como revigorador do time passaram a condenar seus métodos.

    Mas a sequência de maus resultados parou por aí. O Fla perdeu quando pôde e saiu do princípio de crise com vitória pelo placar mínimo, sobre um bom time do Olaria, na abertura do segundo turno. E pareceu embalar de vez em um triunfo redentor sobre o Fluminense com gol de Adãozinho, em 19 de abril, em partida na qual brilhou um jogador que no começo do ano esteve até para deixar a Gávea – mas, felizmente para os rubro-negros, não apareceram interessados em seu passe: o paraguaio Reyes, meia de origem, mas que se reinventou como zagueiro durante a excursão de um time misto rubro-negro ao Japão.

    Reyes, no entanto, se envolveria em lance pitoresco que entrou para o folclore do futebol carioca no jogo seguinte, contra o Bangu. Com a bola dominada, o zagueiro era observado à distância pelo atacante banguense Dé, que chupava uma pedra de gelo para amenizar o forte calor que fazia naquele 25 de abril. Para o espanto geral, o “Aranha” atirou a pedra contra a bola, tirando-a do controle de Reyes, e marcou o segundo para os alvirrubros numa surpreendente goleada de 4 a 0.

    Deixou chegar

    Apesar do vexame, não houve maiores dramas. Um empate sem gols com o Vasco na última rodada serviu para garantir o Fla no turno final. E aí não houve mais quem segurasse, em um velho exemplo da mística do “deixou chegar”.

    O time estreou batendo o mesmo Cruzmaltino por 2 a 0, dois gols de Fio no segundo tempo, quando o time já jogava com um a menos – Tinho fora expulso aos 35 minutos da etapa inicial. Depois, vingou-se do Bangu, fazendo 3 a 1, com dois de Arílson – de volta após ter sido cortado da lista final dos 22 de Zagallo – e outro do futuro “Maravilha”. Na terceira rodada, foi a vez do Botafogo: 2 a 1, gols de Zanata cobrando pênalti e Doval. A próxima vítima foi o America, em nova vingança: 2 a 0, gols de Ademir e Rodrigues Neto, no resultado que permitiu ao Flamengo jogar pelo empate contra o Fluminense, na última rodada, para levantar o caneco pela primeira vez.

    E, diante de mais de 106 mil torcedores, ele veio: 1 a 1. Os rubro-negros saíram na frente com Fio aos 43 do primeiro tempo. Permitiram a igualdade tricolor com Jair, aos três da etapa final. Perderam Ademir e Arílson lesionados. Mas com raça, fibra e espírito de luta, bem ao estilo Yustrich, garantiram o resultado e conquistaram a primeira Taça Guanabara da história do clube. A massa vibrou. O treinador – rígido quando necessário, mas emotivo na mesma medida – chorou.

    Outras 19 conquistas da taça viriam depois, tornando o Flamengo o maior vencedor do torneio, disparado. Acumularam-se também histórias memoráveis, como o show de Caio “Cambalhota” nos 5 a 2 sobre o Fluminense em 1972; os gols decisivos de Adílio contra o Vasco em 1982 e de novo contra o Flu em 1984; o dia em que o zagueiro botafoguense Márcio Teodoro virou “Teadoro” em 1995; o pênalti espírita de Cássio contra os tricolores em 2001; a virada com “chororô” alvinegro em 2008… Neste domingo, o time enfrenta o Boavista – batido na decisão de 2011 – de olho no 21ª triunfo.

    O jogo do título da primeira Taça Guanabara rubro-negra:
    FLAMENGO 1 x 1 FLUMINENSE
    Taça Guanabara – turno final – última rodada
    Data: 31 de maio de 1970
    Local: Maracanã
    Público: 106.515 pagantes
    Renda: Cr$ 568.746,50
    Árbitro: José Mário Vinhas.
    Gols: Fio aos 43 do 1º tempo (1-0); Jair aos 3 do 2º tempo (1-1).

    Flamengo: Adão – Murilo, Washington, Reyes e Paulo Henrique – Liminha e Zanata – Ademir (Rodrigues Neto), Adãozinho, Fio e Arílson (Caldeira). Técnico: Yustrich.

    Fluminense: Jairo – Oliveira, Galhardo, Assis e Toninho – Denílson e Didi – Cafuringa, Flávio, Jair e Lula. Técnico: Paulo Amaral.
     

    Imagem destacada no post e redes sociais: Reprodução

     

     
    Emmanuel do Valle é jornalista e pesquisador sobre a história do futebol brasileiro e mundial, e entende que a do Flamengo é grandiosa demais para ficar esquecida na estante. Dono do blog Flamengo Alternativo, também colabora com o site Trivela, além de escrever toda sexta no Mundo Bola.

     

  • Nova Iguaçu e Flamengo duelam pela liderança da Taça GB Sub-20

    Depois da pausa para o Carnaval, o Campeonato Carioca Sub-20 volta com força máxima nesse fim de semana. Um dos confrontos mais aguardados será o embate Nova Iguaçu x Flamengo, valendo a liderança do Grupo A da Taça Guanabara. O jogo será realizado no próximo sábado (17), às 10h, no Estádio Laranjão, em Nova Iguaçu, com entrada franca.

    Com campanhas semelhantes, Nova Iguaçu e Flamengo possuem os mesmos nove pontos (três vitórias e uma derrota). O que faz o Orgulho da Baixada ocupar a liderança do grupo é o saldo de gols (5×2). Também com nove pontos e com três gols de saldo, o Vasco da Gama aparece na segunda posição, enquanto o Mais Querido está em terceiro lugar. Apenas os dois primeiros avançam às semifinais do turno.

    Flamengo

    Depois de um início empolgante, com direito a três vitórias nos primeiros jogos da competição, o Rubro-Negro sofreu uma difícil derrota para o rival Vasco da Gama. O revés em casa fez a equipe flamenguista cair para o terceiro lugar na tabela.

    Para voltar à zona de classificação, os Garotos do Ninho precisam de um triunfo simples sobre a equipe da Baixada Fluminense. O empate só servirá em caso de derrota do Vasco, que joga apenas no domingo.

    Foto: Paulo Fernandes/Vasco da Gama

    Um dos problemas do Flamengo no Estadual tem sido os erros de finalização. Apesar de criar bastante oportunidades durante os jogos, o time apresenta dificuldades para concluir. Foram quatro gols marcados em quatro jogos até aqui. Em um campeonato com tanto equilíbrio como o Carioca, esse tipo de detalhe costuma fazer diferença.

    Campanha

    Flamengo 1 x 0 Bonsucesso
    Bangu 0 x 1 Flamengo
    Flamengo 1 x 0 Resende
    Flamengo 1 x 2 Vasco da Gama

    Nova Iguaçu

    Líder do Grupo A, o Nova Iguaçu sabe da importância que a partida possui. Uma vitória pode deixar o clube com a vaga encaminhada para as semifinais faltando ainda duas rodadas para o término da primeira fase. O Orgulho da Baixada aposta no bom retrospecto no Laranjão para surpreender o atual campeão da Copa São Paulo. São três vitórias em três jogos atuando como mandante: Resende, Volta Redonda e Cabofriense. O único revés aconteceu diante do Bonsucesso, fora de casa.

    (Foto: Bernardo Gleizer/NIFC)

    “Conseguimos vencer todos os três jogos que fizemos em casa até agora na competição, mas agora será outra história, já que cada jogo é diferente. O Flamengo tem uma grande equipe, conquistou recentemente a Copa São Paulo e tem grandes jogadores. Estamos cientes de que precisamos elevar o nosso nível de atenção e estarmos focados durante os 90 minutos para vencer”, afirmou o lateral-direito Formiga, ao site do clube.

    Regulamento

    O regulamento deste ano apresenta algumas novidades em relação à temporadas anteriores. A principal delas é o tempo de duração da competição, que em 2018 será realizada em apenas quatro meses. A fórmula é a mesma do Estadual de Profissionais, mas com 16 equipes participando. Fases: Taça Guanabara, Taça Rio, Semifinais e Turno Final.

    Taça Guanabara – Times jogam dentro do próprio grupo, classificando-se os dois melhores para semifinais. O primeiro colocado de cada chave terá mando de campo e vantagem do empate nas semis.

    Taça Rio – Times enfrentarão equipes do outro grupo, classificando-se os dois melhores para semifinais. O primeiro colocado de cada chave terá mando de campo e vantagem do empate nas semis.

    Semifinais – Será disputada entre os campeões dos turnos (que terão direito ao mando de campo e vantagem do empate) + as duas equipes melhores colocadas no somatório geral. Caso uma mesma equipe vença ambos os turnos, estará automaticamente na final. Se isso acontecer, esta fase será disputada entre os quatro melhores do somatório geral.

    Turno Final – Será disputada em dois jogos, sem vantagem de pontos. A equipe de melhor campanha (no somatório dos turnos) poderá escolher o mando de campo do primeiro ou segundo jogo.

    Flamengo está no Grupo A, ao lado do Nova Iguaçu, Vasco da Gama, Volta Redonda, Bangu, Resende, Cabofriense e Bonsucesso. No Grupo B, estão Fluminense, Botafogo, Madureira, Boavista, Portuguesa, Macaé, America e Goytacaz.

    Foto: Gilvan de Souza/Flamengo 


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  • O carnaval é a maior caricatura

    Findo o Carnaval. Cujos resultados alguns descobrirão depois de 9 meses. Outros, ao menos na cidade do Rio de Janeiro, já os presenciaram durante o período. A cidade, “despoliciada” graças a uma combinação macabra de governo de estado e prefeitura com, talvez, os piores governantes que uma região poderia ter, proporcionou que a bandidagem se aproveitasse, com uma onda de assaltos e violência em todas as áreas da cidade, particularmente na Zona Sul, a qual, por algum motivo, é “agraciada” com blocos que arrastam multidões em meio a áreas residenciais. A triste ironia é que este presente de grego, de uma administração pública falida e mal administrada, veio acompanhada por uma apunhalada no bolso do cidadão na forma de aumento brutal do IPTU, a qual o Ministério Público achou por bem autorizar como “estupro fiscal” no já sofrido cidadão da ex-cidade maravilhosa.

    E que o Flamengo tem a ver com esta, literalmente, merda? Bem, o Flamengo é do Rio de Janeiro. E como tal, sofre em conjunto. A falta de efetivo policial, que se mostrou na partida do Independiente, também se mostrou no carnaval. O que faz com que qualquer partida decisiva disputada nesta cidade torna-se estressante e perigosa para todos. Pois não temos polícia seja qualificada ou em número suficiente, para suportar qualquer partida mais decisiva em outras fases. E por não termos, iremos jogar as duas partidas iniciais sem torcida, o que dificultará nossa trajetória em busca do Santo Graal, isto é, se classificar na fase de grupo da Libertadores. Algo que nos parece extremamente difícil. Ao menos agora não teremos de técnico um iniciante ou um estagiário desqualificado, como em 2014 e 2017.

    E para chegar ao Santo Graal o Flamengo se prepara no… Carioquinha. Enfrentando “times” (entre aspas) de nível muito baixo. Como Botafogo, Nova Iguaçú, etc. Estes times testam o Flamengo em alguma coisa? Nada. Vamos ganhando, nem precisando jogar bem, e já estamos na final da Taça Guanabara contra o poderoso Boavista.

    Deste modo o Carpegiani vai montando o time titular. Escolheu o 4-1-4-1. Boa ideia, acho eu, porém usar dois zagueiros lentos na linha inicial me parece temerário, pela cobertura de 1 volante apenas, e com Diego e Everton Ribeiro tendo que recompor sempre rapidamente. A parte defensiva do Flamengo me parece sempre no mode “precisando melhorar”, mesmo contra estes ataques pífios dos adversários que enfrentamos. Laterais se perdem na marcação. A saída de bola fica bem concentrada no Cuellar, o que o torna bem “marcável” em times que optassem pela marcação mais alta.

    Flamengo pode sofrer do efeito “PSG”. Rei do campeonato francês, plebeu contra adversários de mais peso fora da França. Não é testado. É como o atleta que só faz treino de baixo impacto. Na hora do alto impacto fica perdido e cansado.

    Como resolver isto? Se tal como o mito de Sísifo, somos obrigados a rolar esta pedra pesada (Carioquinha) até o alto do barranco todo ano, até ela cair de lá. E isto se repetir ano a ano. Um carma, que o sistema arcaico do futebol brasileiro, espelho da política brasileira feita a base do compadrio e parasitas, obriga o Flamengo a participar ano após ano. Não há espaço para amistosos. Em tese poderia se resolver em parte o problema, caso o Flamengo tivesse um elenco de alto nível, a ponto de conseguir formar 2 times de qualidade que se enfrentassem em coletivos e treinos táticos. Com o time “B” variando o sistema tático e posicionamento de jogadores, simulando situações de jogo diferentes.

    E vamos formando o time titular assim, com o Flamengo no Carioquinha, em que há até comportamento patético de um clube, recusando-se a ganhar uma grana pelo estádio que aluga a um preço estranhamente bem irrisório, devido a comemoração de gol de um garoto de 17 anos, que o fez se sentir “ofendidinho”. Flamengo, por isto, terá que jogar em Cariacica porque o Rio não tem estádio disponível e o Boavista aparentemente não aceita a Ilha do Urubu (como se sua meia duzia de torcedores fizessem diferença em algum lugar).

    O que é mais uma demonstração que convivemos com dirigentes amadores que não tem postura de presidentes e sim de torcedores. Este é o futebol brasileiro. Associados se reúnem e votam naquele “que se parece com eles”. Dificilmente nestes casos é o mais competente. Se analisarmos bem, o mesmo se repete na política brasileira. Eleitores, na maioria das vezes, querem um espelho e não necessariamente o melhor. E políticos picaretas se aproveitam disso, são eleitos, e tal como raposas, fazem a festa no galinheiro, com corrupção de todos os tipos, colocando seus amigos e aliados em cargos decisivos, desde que repartam o “saque”.

    Vamos passando por isto e precisando ficar mais forte para suportar. Tanto no esporte como na sociedade em geral. Em meio a isto, o Flamengo precisa encontrar a melhor formação e funcionamento tático de seu time titular. Libertadores está na porta já.

     


    Flávio H. de Souza escreve no Blog Pedrada Rubro-Negra. Siga-o no Twitter: @PedradaRN

     
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  • De promessa a realidade: Paquetá completa dois anos no profissional do Flamengo

    Nem mesmo a forte disputa no meio-campo do Flamengo, que conta com nomes badalados como Diego Ribas e Éverton Ribeiro, está sendo suficiente para frear o crescimento de Lucas Paquetá. Perto de completar dois anos na equipe profissional, o Garoto do Ninho está conquistando cada vez mais espaço e já é considerado peça fundamental no esquema de Carpegiani. Com habilidade e muita raça, o camisa 11 “rabiscou” não apenas os adversários, mas também os obstáculos dentro do próprio clube.

    A história de Paquetá no Flamengo começou muito cedo. Ainda criança, chegou ao Mais Querido e foi destaque em todas as categorias. Mas um problema de “maturação tardia” acabou atrasando seu desenvolvimento físico em relação aos demais garotos e colocou em risco sua continuidade no clube. Franzino, baixo (1,53 cm) e sem conseguir competir de igual para igual com seus adversários, não foi titular no juvenil. Para resolver a questão, o meia precisou ser submetido a um rigoroso tratamento com suplementação diferenciada. Após muita insistência, o tratamento vingou. O resultado: cresceu quase 30 centímetros em apenas três anos.

     

    – É um caso emblemático nas categorias de base do Flamengo. Lembro-me dele jogando no sub-15, ficava penalizado, parecia uma criança jogando entre adultos -, afirmou Gustavo Genovese, no Observatório Rubro-Negro, em 2016.

    Com o problema resolvido, o meia pode seguir fazendo aquilo que melhor sabe: jogar futebol. Na Copa São Paulo de 2016, foi o vice-artilheiro (4) e um dos destaques da equipe que conquistou o troféu de forma invicta. Junto de Felipe Vizeu, Matheus Sávio e outros, acabou promovido ao profissional.

    Chegada ao profissional

    Sob comando do técnico Muricy Ramalho, Paquetá fez sua estreia logo nos primeiros dias na equipe principal. Esteve em campo na vitória sobre o Bangu (3 a 1), em jogo válido pelo Campeonato Carioca e no empate com o Figuerense (1 a 1), na Primeira Liga – iniciou no banco de reserva em ambas as oportunidades e teve atuações discretas. Logo em seguida passou por um trabalho específico visando ganho de massa muscular e acabou não jogando mais pelo Rubro-Negro na temporada.

    No mesmo período, Muricy, com problemas de saúde, deixou a equipe. Zé Ricardo, que havia comandado o sub-20 na Copinha, assumiu o profissional. Oportunidade de ouro para o jovem Paquetá, certo? Errado. Sob comando do técnico o garoto esteve em campo durante apenas 206 minutos (9 jogos).

    Seu primeiro gol só saiu em 2017, em seu terceiro jogo como profissional. Foi na vitória sobre o Madureira (4 a 0), em jogo válido pelo Campeonato Carioca. Um golaço, diga-se de passagem (confira no vídeo abaixo).

    https://www.youtube.com/watch?v=h90jUdXoGBM

    Na temporada passada, o meia chegou a ser a última opção de Zé, perdendo espaço até mesmo para Matheus Sávio. Mas seguiu trabalhando quieto, esperando uma chance. E ela veio com Reinaldo Rueda.

    Assumindo a responsabilidade

    Com a chegada do técnico colombiano o garoto finalmente conseguiu mostrar seu bom futebol. Em um primeiro momento, até atuou como centroavante, de forma improvisada, para suprir a ausência do peruano Paolo Guerrero. Com estrela, fez um gol na partida de ida na final da Copa do Brasil.

    Nos 31 jogos em que Rueda comandou o Flamengo, participou de 19 e foi um dos grandes destaques na reta final da temporada. No segundo jogo da decisão da Sul-Americana, balançou as redes mais uma vez. Seu bom desempenho abriu espaço para sondagens e especulações sobre uma possível saída, mas o meia cortou o assunto na raiz.

    – Quero ficar no Flamengo, quero fazer história e conquistar o meu sonho desde pequeno, que sempre foi jogar no Flamengo. Meu objetivo é ficar e fazer diferente, um ano de 2018 melhor -, afirmou Paquetá ao Fox Sports, após o vice-campeonato da Sul-Americana.

    O garoto fechou o ano com moral com a Nação. Não apenas pelas boas atuações, mas também pela entrega. No elenco, Paquetá é um dos jogadores que mais ficam inconformados com placares adversos. Por vezes, acaba sendo substituído antes do fim das partidas por causa de exaustão física. Ele corre e briga em campo até a última gota de energia.

    Dono da vaga

    Desde sua estreia na atual temporada, Lucas Paquetá tem sido titular na equipe de Paulo César Carpegiani – e será difícil tirar o garoto do time. Assim como Rueda, o novo técnico está aproveitando bem a versatilidade do Garoto do Ninho. No novo esquema adotado, com apenas um volante (Cuéllar), Paquetá é uma peça multifuncional, auxiliando na defesa e aparecendo no ataque com qualidade.

    No último jogo, na vitória sobre o Botafogo (3 a 1), foi um dos grandes destaques. Além de dar uma assistência para Henrique Dourado, ajudou a defesa, criou e quase fez um belo gol de falta. Acabou sendo eleito o craque a partida, em votação no perfil oficial do Flamengo, no Twitter.

    O contrato de Paquetá com o Fla vai até 31 de dezembro de 2020, e a multa rescisória é de pouco mais de R$ 120 milhões. O clube pretende aproveitar ao máximo o talento do atleta e não aceita negociá-lo por menos que o valor da multa. Em 43 jogos, marcou 6 gols (todos em 2017) e deu duas assistências.

    Foto de destaque e divulgação: Gilvan de Souza/Flamengo

  • Flamengo x Franca: o reencontro de Varejão e Leandrinho

    Um dos confrontos mais esperados da temporada, Flamengo e Franca se enfrentam nesta quinta (15), às 21h15, na Arena Carioca 1, pelo Novo Basquete Brasil. O Mais Querido vem de duas vitórias, em viagem ao Sul, e busca vencer a equipe paulista para continuar a batalha pela liderança na competição. O jogo marca o primeiro confronto entre Anderson Varejão e Leandrinho no NBB, é o primeiro embate entre dois campeões da NBA no torneio nacional.

    Flamengo e Franca fazem o duelo que vale a vice-liderança da tabela. O time da Gávea é o atual segundo lugar, com 16 vitórias e três derrotas. Logo atrás, na terceira posição, estão os paulistas, que têm um triunfo a menos. Em caso de triunfo francano, as campanhas ficarão igualadas, mas a vantagem do desempate será dos comandados do técnico Helinho por já terem ganhado o duelo do primeiro turno.

    O Orgulho da Nação vinha com a liderança e uma grande invencibilidade, até perder para o atual líder Paulistano. Na sequencia, o Rubro-Negro viajou até o Sul, e voltou a vencer, diante do Joinville, por 91 a 81, e sobre o Caxias do Sul, pelo placar de 98 a 75. Marcando 15 pontos em cada jogo, Anderson Varejão foi um dos destaques positivos do Mais Querido, vivendo seu melhor momento pelo clube.

    “Essa semana temos dois jogos muito importantes contra Franca e Bauru e claro que, como todas as vezes que entramos em quadra, vamos jogar para vencer. Estamos buscando nosso objetivo de voltar pro topo da tabela, mas o mais importante é chegar bem pros playoffs, com a equipe entrosada e todos com bom ritmo de jogo. Vão ser duas partidas extremamente difíceis, mas nossa equipe está se preparando todos os dias para buscar as vitórias”, comentou o ala Marquinhos.

    Dois dos grandes nomes de suas equipes, Anderson Varejão e Leandrinho foram rivais por muito tempo em território norte-americano. O ala-armador chegou à NBA na temporada 2003/2004 e, logo no ano seguinte, foi a vez do pivô desembarcar no principal campeonato de basquete do mundo. Então, um longo histórico de confrontos teve início. Em 14 duelos realizados entre os dois jogadores, o atual atleta do Franca leva a melhor com nove vitórias, contra cinco de Varejão. Atuando pela Seleção Brasileira desde 2002, a dupla conquistou a Copa América de Basquete em duas oportunidades (2005 e 09).

    Flamengo e Franca já se enfrentaram 26 vezes no torneio. Em 16 oportunidades, a vitória foi do FlaBasquete. O último confronto, realizado no primeiro turno do NBB 10, no Pedrocão, terminou com um resultado positivo da equipe paulista pelo placar de 100 a 82. Com 22 pontos e oito rebotes, JP Batista foi o grande destaque rubro-negro. O confronto foi marcado pela atuação das equipes dentro do garrafão, somando o total de 67 rebotes (33 do Flamengo e 34 de Franca).

    Três atletas do elenco do Franca não só jogaram, como foram campeões do Novo Basquete Brasil com o Manto Sagrado: o armador Rafa Luz e o ala-pivô Rafael Mineiro, que conquistaram o título da edição 2015/2016, e o ala/pivô Jefferson William, campeão da temporada 2008/2009 pelo Mais Querido. O armador, por sua vez, jogará contra o Flamengo pela primeira vez.

    Adquira seu ingresso para a partida no site do Guichê da Web. A partida contará com transmissão do SporTV e do Facebook do NBB.