Autor: diogo.almeida1979

  • Flamengo x Campo Mourão: a estreia de Varejão

    O Flamengo marcou a data de estreia do novo reforço da equipe de basquete: Anderson Varejão, o novo pivô do Rubro-Negro, jogará sua primeira partida com o manto, nesta quinta (1), na Arena Carioca 1, às 20h30. O Orgulho da Nação é o líder do Novo Basquete Brasil, e enfrenta o Campo Mourão, que ocupa a décima terceira colocação. O jogo terá transmissão do Facebook do NBB

    O FlaBasquete vem fazendo uma ótima temporada no basquete nacional, e acaba de reforçar a sua equipe para o restante da competição, com o pivô da Seleção, além do ala-armador Wesley Mogi. No último jogo, o Mais Querido conquistou mais uma vitória por 89 a 75 contra o Vasco da Gama, embalando o oitavo triunfo seguido. Varejão ficou posicionado nas cadeiras atrás da cesta e assistiu o duelo. Simpático, o atleta de 35 anos foi bastante tietado pela torcida rival, já que a Nação não esteve presente por conta do mando cruz-maltino. Para posição de pivô, o Flamengo conta com JP Batista, líder em eficiência da liga, e o jovem João Vitor.

    O capixaba iniciou sua carreira no Franca, entre 1998 e 2002. Se transferindo para o Barcelona, atuando de 2002 a 2004 na Espanha. No mesmo ano, iniciou seu sonho de jogar na maior liga de basquete do mundo, a NBA. Jogou de 2004 a 2017 na liga, sendo 12 anos no Cleveland Cavaliers, onde se tornou o sétimo jogador a atuar mais vezes pela equipe. Na última temporada atuou pelo Warriors, sendo apenas coadjuvante da equipe campeã, foi cortado dois meses antes do título. Acabou recebendo o anel do título por decisão dos jogadores e comissão técnica do equipe norte-americana.

  • Saibamos saborear a divindade de laços que se reatam

    Saudações, Rubro-Negros! O Paredão está de volta!

     
    Após quase 15 anos e depois de prometer que jamais voltaria a vestir o Manto, nosso filho pródigo retorna para casa redimido, arrependido e perdoado. Todos nós, num momento de raiva ou tristeza, já proferimos impropérios muito mais pesados em direção a alguém que amamos demais. Divorciado há 12 anos e tendo passado por um processo de ruminação ao longo de parte deste período, há uns bons anos vivo com minha ex-esposa uma relação bastante melhor do que a que tivemos em qualquer outro momento desde que nos conhecemos. Posso até afirmar, que, no meu caso, é a relação mais estável, serena, honesta e madura que já tive. Se isso é bom ou ruim, ainda estou por descobrir, mas fato é que somos um ex-casal feliz e bem resolvido, verdadeiros parceiros na missão honrosa de criar nossa filha da melhor forma que podemos. Portanto eu entendo perfeitamente o que se passou na cabeça e, principalmente, no coração do nosso 12, que agora volta para nós.

    No blog: Procura-se um rival

    Apesar de ter nome de imperador romano e ter brilhado ainda mais – bem mais! – na mesma Internazionale, nosso Imperador seguirá para sempre sendo quem foi e é: Didico. O que de maneira alguma diminui o tamanho que tem Júlio César em nossa História. Tampouco importa que seus títulos pelo Fla tenham sido poucos e sem tanta expressão quanto, por exemplo, os de Raul. Ele é cria nossa, saiu da mesma fornalha que nos deu Zico, Andrade, Mozer, Uri Geller, Adílio, Junior, Aldair, Leandro, Zinho, Zizinho, Adriano, Juan e tantos outros que ajudaram a tornar o Flamengo gigante como ele é.  E se isso já não fosse o bastante, ainda era ele o guardião da nossa meta naquela final de 2001, a dos 43, a do gol do Pet, a do charuto, o qual até hoje nos causa regozijo só de imaginar aonde foi enfiado. Quem se recorda daquele jogo memorável, a última grande final de um Estadual, sabe que Júlio César foi tão determinante para a vitória quanto o maior sérvio de todos os tempos e o moleque Capetinha. Seu lugar na galeria dos maiores da nossa História está, pois, mais do que garantido.

    Também é verdade que nos últimos tempos ele vem colecionando marcas bastante desagradáveis. A pior delas, claro, os sete gols tomados na semifinal contra a Alemanha. No Benfica, seu último clube na Europa, as coisas também não saíram lá muito bem. De novo, é daí? Se os argumentos apresentados no parágrafo anterior ainda não tiverem sido suficientes para justificar seu retorno, então é melhor nos lembrarmos do que foi 2017 para o Flamengo em termos de arqueiros. Como bem destacou o companheiro Téo de Almeida Benjamin na primeira vez que gravamos para o Conexão Mundo Bola, depois de passar 2013 inteiro jogando quase sempre com um jogador a menos – Carlos Eduardo – e ainda conseguir ganhar a Copa do Brasil, o Flamengo do ano passado resolveu outra vez inovar a adotou um esquema em que o time entrava para jogar SEM goleiro. Para sempre nos lembraremos de 2017 como o pior de todos os tempos no que se refere a goleiros.

    Se existe um momento perfeito para você fechar seus olhos e ouvidos para qualquer razão ou racionalidade que lhe faça duvidar por um segundo que seja do quão acertada é essa volta para casa do nosso camisa 12, é agora. Permita-se curtir a divindade e experimentar o prazer, a alegria e a paz que laços reatados nos causam. Além do mais, será só por três meses; quando acabar, você sentirá falta, mas ao menos ficará com o coração vermelho e preto tranquilo, uma vez que saberá que aproveitou cada instante como se só ele existisse.

    SRN


    Fabiano Torres, o Tatu, é nascido e criado em Paracambi, onde deu os primeiros passos rumo ao rubronegrismo que o acompanha desde então. É professor de idiomas há mais de 25 anos e já esteve à frente de vários projetos de futebol na Internet, TV e rádio, como a série de documentários Energia das Torcidas, de 2010, o Canal dos Fominhas e o programa Torcedor Esporte Clube, na Rádio UOL.

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  • Mundo Bola entrevista o VP de Finanças Claudio Pracownik: “Se for bom para o clube eu topo ser candidato”

      Dirigente fala com exclusividade sobre reunificação com a atual Chapa Verde e a eleição 2018, orçamento, dívida, venda e compra de jogadores, estádio próprio, Rodrigo Caetano e resultados do futebol e muito mais

       

      Por Diogo Almeida

       

      Após quase um mês de publicada a previsão orçamentária para este ano, pude entrevistar Claudio Pracownik, vice-presidente de Finanças do Flamengo. Ele recebeu-me gentilmente em seu escritório em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro, onde pude levantar, em mais de uma hora de conversa, questões relacionadas à sua pasta.

      As indagações percorreram outras áreas do clube, como o Patrimônio, o Jurídico, a Administração, assim como o Marketing, Tecnologia da Informação, Esportes Olímpicos e, é claro, o Futebol e seu rastro de decepção ao longo dos anos.

      Sendo 2018 ano eleitoral, a Política Rubro-Negra não poderia ficar de fora. Claudio Pracownik manteve-se ao lado do presidente Eduardo Bandeira de Mello em fevereiro de 2015, quando a abrupta saída de Bap, então vice-presidente de Marketing e uma das maiores lideranças da gestão, iniciou um processo de grande ruptura entre os dirigentes.

      À época, os VPs Wallim Vasconcellos (do Patrimônio, mas que assumira o Futebol anteriormente), Rodrigo Tostes (Finanças), Gustavo de Oliveira (Comunicação) e Rodolfo Landim (Planejamento), deixaram o clube seguindo os passos de Bap e, juntos, passam a formar o núcleo de uma dura oposição. Provocado a analisar o processo eleitoral deste ano, Pracownik imediatamente disse que não analisa nada, apenas tem esperanças.

      “Eu já avisei que não vou tomar parte em um processo político-eleitoral tão desgastante e sofrido quanto foi o último. Não estou elegendo culpados. Todo mundo que participou é igualmente culpado, inclusive eu. Não está a altura do que o Flamengo merece. Temos condições de ter um processo melhor. Que não respingue no clube, na imagem, nas finanças do Flamengo”, respondeu.

      Ainda no tumultuado ano de 2015, Rodolfo Landim surgira como opção de reunificação da Chapa Azul, pouco antes de ser dada a largada da tumultuada corrida eleitoral ao qual o nosso entrevistado fez referência. Nos últimos meses, o ex-VP de Planejamento novamente surgiu como ponto pacífico para que as diferenças entre Chapa Azul e Chapa Verde novamente se alinhem. Declarando que pode vir a ser um candidato de consenso.

      “O Flamengo só perde pra si mesmo”. A frase de efeito proferida quase ao final da nossa entrevista alinha o discurso com Landim, e prossegue: “Eu espero que a gente consiga unir pessoas em vez de dividir. Qualquer pessoa que coloque sua candidatura como mais importante que o próprio Flamengo. Uma coisa é você querer ser presidente do Flamengo. Outra coisa é você aceitar ser presidente do Flamengo. Outra coisa é seu maior objetivo é ser o presidente do Flamengo e você pensar no Flamengo antes dos objetivos do clube. O objetivo do clube é unificar. As pessoas que trabalham mais em prol de uma campanha própria do que em uma campanha da unificação são pessoas que estão colocando seus interesses pessoais acima do interesse do clube”.

      Boa parte da torcida consegue perceber que talvez o melhor dos mundos seja realmente uma trégua entre as lideranças da antiga Chapa Azul, em prol de um Flamengo mais forte. Rusgas, mágoas e desentendimentos entre os caciques da Chapa Azul e da Chapa Verde serão difíceis de curar. Provavelmente as feridas se mantenham pra sempre abertas. Mas há o Flamengo.

      “Eu espero que isso aconteça (uma nova união entre as chapas e uma candidatura de consenso). E minha esperança vem a partir de conversas que eu já tive. Eu vejo as pessoas com essa visão e essa esperança e há passos para serem dados nesse sentido. Ficaram rancores. Mas os rancores são pessoais. Se um rancor pessoal for mais importante do que o futuro melhor do clube, nós estaríamos colocando os interesses pessoais acima do clube. Nós temos que ter essa capacidade de trabalhar pelo bem do Flamengo e coloca o interesse maior à frente dos sentimentos. Não é simples. Vejo maturidade.”

      Dentro deste cenário eleitoral com mais apoio, Claudio Pracownik aceitaria ser um nome de consenso para representar a Situação, atualmente com o grupo Sócios Pelo Flamengo (SóFLA) como sua base, ao mesmo tempo trazendo os líderes e nomes de peso que se afastaram e formaram um grande capital político de oposição com a formação da Chapa Verde?

      “Nós temos que fechar um grupo. E o grupo e as condições pessoais devem determinar quem é o candidato. Se a gente partir do candidato para depois buscar o grupo vamos estar colocando mais uma vez os interesses pessoais à frente do grupo. É uma possibilidade que eu posso avaliar. Minha vaidade é ver o Flamengo unido. Se for para ajudar o clube eu topo”.

      Claudio Pracownik é advogado formado pela UERJ e desde 1991 atua de forma constante no mercado financeiro. Atualmente é sócio e diretor-executivo do Banco Brasil Plural. Foi vice-presidente de Administração por dois anos e cinco meses, antes de suceder Rodrigo Tostes no financeiro. Nos bastidores da Gávea é visto como o único dos atuais dirigentes amadores a ter condições de conciliar seu emprego com toda a liturgia e agenda de compromissos que a cadeira da presidência do Flamengo exige, além, obviamente, do intrínseco preparo que o cargo exige.
       

      ASSISTA A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA

       

       

      LEIA ALGUNS TRECHOS

       

      Projeção de baixa diminuição da dívida

       
      — 2017 foi um ano de muitas contratações. Uma questão importante: estamos acostumados a comemorar os grandes superávits e um índice que deve ser medido é o índice da rentabilidade. O Flamengo já teve uma rentabilidade muito maior do que teve em outros anos. Agora que está mais folgado financeiramente. A relação da rentabilidade tem muito a ver com o quanto você investe. O Flamengo não é banco. Os lucros que se buscam são os títulos, que ainda são em quantidades menores do que a gente gostaria. O aumento relevante dos investimentos e o aumento das parcelas do Profut podem ter trazido esse efeito financeiro.
       

      Fluxo de caixa e Ato Trabalhista

       
      — Em relação ao Ato, isso nada mais é do que uma mudança de alínea contábil. Flamengo tirou o dinheiro que constava em seu orçamento em garantia no Ato Trabalhista, deixando o caixa que era administrado por uma entidade pública. Trouxe este caixa para seu caixa corrente mas provisionou no Balanço o mesmo valor. Ganhou fluxo de caixa. É uma utilização mais inteligente sem gerar um prejuízo.
       

      Quando o Flamengo será auditado por uma Big Four

       
      — No mercado de crédito, ser auditado por uma Big Four significa da redução do custo de empréstimo. Mais do que isso, significa uma chancela de que você tem os melhores processos internacionais. Como o Fla é um clube que tem um objetivo de médio prazo de se representar de maneira mais forte internacionalmente. Até pensando futuramente na busca de créditos mais baratos até em moeda estrangeira. O que nos falta? O clube já tem patrimônio líquido positivo, é transparente, é superavitário, é lucrativo. Falta um trabalho de processos que já está previsto no orçamento deste ano. Um trabalho chamado GRC — Governança, Risco e Compliance — e o SAP, que será implementado em 2018 e não vejo óbice para que a próxima diretoria, se for assim do seu interesse, contrate uma Big Four para auditar as contas do clube.
       

      Solidez financeira e dívida bancária

       
      — A grande conquista da minha pasta no ano passado foi a inversão do patrimônio líquido. o Flamengo era um clube com patrimônio líquido negativo. O clube estava quebrado. Fechamos 2017 com o patrimônio líquido positivo de R$ 38 milhões e a previsão para 2018 é de R$ 80 milhões. Isso efetivamente reduz taxas. Também reduz taxa a credibilidade adquirida e ter no balanço recebíveis de longo prazo. O passivo está equacionado porque a maior parte dele é relacionado com o Profut, que é uma dívida a longo prazo.

      — O Flamengo hoje em dia é patrimonialmente muito sólido. Mas não se pode permitir fazer loucuras. O valor absoluto da nossa dívida ainda é muito alto. Quando a gente pegou o clube em 2012, para cada R$ 1,00 de recebimento ele tinha R$ 3,60 de dívida para pagar. Em 2017, esse índice foi para R$ 0,64, isto é: R$ 0,64 de dívida para cada R$ 1,00 de receita. Aquela história de Flalido pode-se aplicar a 98% dos clubes, não ao Flamengo.

      — As pessoas às vezes ainda não entendem. Vamos tem como receber e pagar tudo no dia primeiro de janeiro. Isso acontece no tempo. Infelizmente o mês de dezembro é um mês de muitas despesas. O fluxo de patrocínio recomeça em fevereiro. Em dezembro e janeiro não há receita de jogos. É um estrangulamento do seu fluxo. Então temos a previsão orçamentária de pegar R$ 40 milhões de empréstimo.

      — Em 2018 vamos pagar R$ 102 milhões de dívidas. Para o Profut serão cerca de R$ 14 milhões.

      — A partir do ano que vem a gente está tentando organizar o orçamento para alocar um dinheiro para o fundo de reserva do Flamengo. Não podemos ser tão dependentes de empréstimo. Ainda assim, eu não vejo problema em pegar empréstimos bancários. Não apenas para sanar dívidas. Para fazer investimentos, como construir um estádio. Se eu posso manter jogadores que são importantes para a conquista de um título, ao invés de vendê-los e pegar dinheiro emprestado, pode ser uma ótima operação financeira. Pois com o que vou ganhar de premiação com os jogadores que mantive aqui pago os juros do empréstimo e muito mais. O que não é saudável é dever sem ter capacidade para pagar.
       

      Recursos para montagem do time

       
      — Com um estádio próprio você pode fazer receitas novas em dezembro e janeiro. Shows, museu, lojas, ingressos antecipados e ações de marketing. Contratos de patrocínio a longo prazo sem depender de renovação todo ano e descasamento financeiro.

      — Também é a maneira que você olha a janela. A gente consegue contratar mais jogadores nas janelas do meio do ano, onde temos mais disponibilidade financeira mais forte. Se você entender que a contratação do Everton Ribeiro não foi para o ano passado, foi para este ano. O Flamengo age de acordo com sua capacidade financeira. O objetivo não é fazer o Flamengo vitorioso hoje. É fazer o Flamengo vitorioso sempre.

      — Ano passado foram investidos quase R$ 55 milhões em direitos econômicos. É dinheiro pra caramba. Do que foi adquirido no ano passado e uma parte do ano retrasado nós ainda temos R$ 48 milhões para pagar este ano. Então o Flamengo vai botar só R$ 10 milhões para comprar jogadores de futebol este ano? Não. O Flamengo vai colocar R$ 60 milhões. R$ 50 milhões já foram feitos. A gente espera que tragam frutos este ano.
       

      Venda de Vinícius Júnior

       
      — O Flamengo tem um caixa único. Receitas e despesas. Quando se pensa em despesas do futebol não dá para olhar apenas para aquisição de jogador. Do que o Flamengo recebe do Futebol, 60% é usado no Futebol. As despesas do futebol estão previstas em R$ 186 milhões para 2018: CLT, terceiros e despesas gerais. Mais os R$ 48 milhões de aquisições antigas e R$ 10 milhões do orçamento. Mais R$ 22 milhões que vão para a base. Os R$ 70 milhões do Vinícius chegaram perto de pagar isso tudo?

      Por Whatsapp, após a filmagem da entrevista e a meu pedido, Pracownik explicou melhor sobre o montante de dinheiro da venda de Vinícius que não foi destinada ao caixa do clube:

      — 33 milhões de euros são para os cofres do Flamengo. O resto foi para comissão de agentes brasileiros e espanhóis e luvas para o próprio jogador. Tudo está dentro do Balanço. Eu não posso dizer exatamente quanto ficou para o Vinícius Júnior ou para cada um dos agentes pois eu estaria violando a cláusula de sigilo. As pessoas têm o direito de receber seus valores e eu não posso tornar público quanto cada um recebe. No entanto, evidentemente, isso tudo foi mostrado para os membros do Conselho Fiscal e para a empresa de auditoria e essas pessoas possuem acesso a absolutamente tudo. A última parcela será paga quando o atleta se apresentar ao Real Madrid. A decisão da transferência ser no meio ou ao final do ano cabe muito mais ao Flamengo e ao Vinícius do que ao Real Madrid.
       

      Cirino e relação com a Doyen

       
      — O valor a ser pago para a Doyen está contingenciado e gira em torno de R$ 20 milhões. A Doyen foi uma parceira excepcional para o clube. O Flamengo fez um acordo e vai cumprir o acordo. Agora estamos conversando com a Doyen a melhor forma de liquidar essa operação e vamos pagar integralmente neste ano.
       

      Sócio-Torcedor

       
      — São R$ 48 milhões. Vai tudo para o futebol. O orçamento do futebol é de R$ 250 milhões. Faltam R$ 200 milhões para cumprir e pagar. Volto a dizer: o caixa é único. Para onde vai o dinheiro do Futebol do Flamengo? Basta abrir o Orçamento e as prestações trimestrais. Tudo auditado externamente e internamente, pelo Conselho Fiscal.

      — O Flamengo vai dar um novo salto no seu ST quando tiver um estádio. Até lá o Flamengo conta com o apoio apaixonado da sua torcida. Há uma rede de descontos importante mas ainda é muito dependente do ingresso. É fundamental ter um estádio.
       

      Atuais dirigentes não sabem nada de futebol

       
      — Críticas são bem-vindas. As pessoas podem ter a sua opinião. Se eu não acreditasse que as pessoas estão fazendo o seu melhor e que as coisas acontecem de maneira diversa do que se deseja, eu não estaria com essas pessoas. Eu também estou frustrado. Também não estou satisfeito. Aconteceram erros todos os anos. Agora não estou parado. Temos um novo vice de Futebol. Vamos ver como as coisas vão acontecer apesar das diretrizes dele. Confio muito no Lomba.

      — Eu não aprovo valores nenhum e ao mesmo tempo aprovo todos. Dou suporte e apoio às pessoas que trabalham no meu grupo. O que não impede que eu venha a tecer críticas internamente sem torná-las públicas pois isso só enfraquece o clube.

      — O Rodrigo Caetano tem a meta este ano de conquistar um título nacional. Tem meta por vitórias. Por campeonato, por título. Colocações mínimas por campeonato. Meta de sucesso no aproveitamento da base, que comprovem o sucesso na formação. Existe um orçamento definido e aprovado. Eu entrego este orçamento para o Futebol. Quando ele quer fazer uma contratação, ele traz para mim a questão financeira. Eu sou avisado. Como corneteiro privilegiado e posso dizer para ele não trazer. Mas a decisão é deles e eu vou dar apoio. Não impede de critica-las internamente. O que acontece é que está cheio de videntes de águas passadas.

      — Na minha empresa, se as metas não são atingidas, a punição, por assim dizer, se dá a partir da análise sob o qual se determinou o não atingimento das metas. As explicações podem ser convincentes ou não convincentes. A explicação pode ser razoável ou não. Se ele não deu uma explicação razoável eu posso diminuir algum bônus. Se eu achar que a explicação foi abaixo do razoável ou entender que essa pessoa não tem potencial para atingir um outro nova meta a ser dada, o término do vínculo trabalhista é uma opção determinada. A decisão de manter ou não o Rodrigo Caetano é uma decisão de governança. Do vice de Futebol que determina qual é a equipe que ele quer manter.
       

      Maracanã e viabilidade do estádio próprio

       
      — O Flamengo não desistiu do Maracanã. O Maracanã que até o momento desistiu do Flamengo. Não posso esperar o Maracanã se ele não existe como opção. Estamos fazendo testes de terrenos e temos a opção para a compra de um. Se eu acho a construção do estádio do Flamengo um projeto complexo? Não acho um projeto complexo. Ele envolve recebíveis de longo prazo. O estádio da maior torcida do mundo oferece uma tranquilidade muito maior na aferição de seus recebíveis futuros. Há muitas soluções financeiras. Podemos pensar em um projeto de sociedade da torcida com o estádio, pode criar uma empresa para administrar esse estádio e essa empresa pode até abrir o capital. Não faltam ideias. A mensagem que eu quero passar é que nós temos conhecimento, capacidade financeira, previsibilidade de receitas, knowhow para operar um estádio. Não é algo que tire meu sono. O que tira meu sono é não ter um estádio. Um estádio não fica de pé em um ano mas estamos caminhando para uma solução ainda este ano, aprovado pelos órgãos competentes do clube.
       

      Implementação do SAP

       
      — Vamos gastar em torno de R$ 3,3 milhões com o SAP. Se espera ganhos de eficiência administrativa, financeira e respostas mais claras e rápidas. Impede que o Flamengo faça operações danosas. Evita que o Flamengo seja lesado por fraudes internas. Fortalece a governança profissional e a volta a um passado. Com ele podemos fazer uma avaliação melhor dos preços de ingressos. O Flamengo ganha um suporte administrativo-financeiro que ajudará o Flamengo a investir de maneira mais correta e menos arriscada, sempre buscando a melhora do resultado desportivo.
       
       


      Agradeço a Gil Honigman, apoiador do site que prontamente nos atendeu para uma pequena, porém valiosa mentoria objetivando esta entrevista. Deixo também mais uma vez meu reconhecimento ao espírito de colaboração do meu camarada Carlos Gusmão, também apoiador do site, pela contribuição com a melhoria do vídeo, gravado em baixa definição. Por último e não menos importante, dividir esta realização com todos os leitores, colaboradores e apoiadores que formam um grupo forte de fanáticos rubro-negros que acreditam nesta mídia rubro-negra. Obrigado por me aturarem nos dias de intenso cansaço e estresse. Vamos melhorando um cadinho de cada vez, como dia minha avó.
       


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  • Flamenguista, contra quem você quer competir?

    O quadro nunca esteve desenhado de forma tão clara e cristalina quanto agora. Resta agora responder à pergunta: contra quem o Flamengo quer competir?

     
    Quer rivalizar contra o bloco formado por Corinthians, Palmeiras e São Paulo, ou quer se contentar em rivalizar contra o bloco formado por Vasco, Fluminense e Botafogo? Com base na resposta a esta pergunta é que se devem ser feitas as avaliações de sucesso ou fracasso das ações rubro-negras? O flamenguista é quem decide entre enxergar um copo meio cheio ou um meio vazio… a tendência nos próximos anos é se ter um distanciamento cada vez maior entre estes dois blocos.

    Ao término da temporada rubro-negra em 2017, diante dos investimentos feitos na qualificação do time de futebol, houve um natural sentimento de frustração porque havia um anseio por algo mais. Natural… Chegou-se a três finais na temporada, vencendo-se uma e perdendo-se duas; se a relação fosse vencendo duas e perdendo uma, certamente o sentimento seria outro. Sobre uma avaliação mais ampla, de toda a Gestão Eduardo Bandeira de Melo em seu desempenho acumulado de 2013 a 2017, valem três métricas comparativas, que serão exploradas daqui em diante: o Flamengo contra ele mesmo (comparando aos períodos passados), o Flamengo contra o Bloco de Rivais Paulistas e contra o Bloco dos Rivais Cariocas (ambos avaliando os mesmos períodos de tempo passados). Em todos os casos será usado um parâmetro de comparação mais atualizado, isto é, sem levar em consideração os títulos Estaduais (ainda que haja uma certa injustiça nesta métrica, dada a importância que os Estaduais já tiveram outrora… por outro lado deixa a comparação mais justa, pois só considera as competições que todos estavam aptos a participar: torneios nacionais e internacionais).

    O primeiro período para comparação vai de 1950 a 1979, um intervalo de 30 temporadas, escolhido porque 1950 foi o ano de disputa do primeiro Torneio Rio-São Paulo na sequência contínua que terminou em 1966 (este último ano será considerado “sem campeão”, dado que o torneio não terminou, embora o registro histórico aponte quatro equipes dividindo o título) e termina em 1979, porque é a edição anterior à primeira vez que o Flamengo se sagrou campeão brasileiro.

    Do mesmo autor: Análise do estudo sobre presença de público no futebol

    Entre 1950 e 1979, o único título que não de Campeão Carioca conquistado pelo Flamengo foi o de Campeão do Rio-São Paulo de 1961. Internacionalmente, a conquista mais expressiva foi a de Campeão do Octogonal de Verão de 1961, torneio amistoso que reuniu Flamengo, Vasco, Corinthians, São Paulo, Boca Juniors, River Plate, Nacional e Cerro. Uma ampla desvantagem frente aos dois blocos.

    O bloco “Corinthians + Palmeiras + São Paulo” conquistou 5 vezes o Rio-São Paulo (1950, 1951, 1953, 1954 e 1965), 5 vezes o Campeonato Brasileiro (1967, 1969, 1972, 1973 e 1977), e 2 vezes a Taça Brasil (1960 e 1967). Internacionalmente, nenhuma conquista de Taça Libertadores da América.

    O bloco “Vasco + Fluminense + Botafogo” conquistou 5 vezes o Rio-São Paulo (1957, 1958, 1960, 1962 e 1964), 2 vezes o Campeonato Brasileiro (1970 e 1974), e 1 vez a Taça Brasil (1968). Internacionalmente, nenhuma conquista de Taça Libertadores da América.

    O segundo período de comparação contempla a Era de Ouro do Futebol do Flamengo, de 1980 a 1992, um intervalo, portanto, de 13 temporadas.

    Entre 1980 e 1992, o Flamengo foi 5 vezes Campeão Brasileiro (1980, 1982, 1983, 1987 e 1992), 1 vez Campeão da Copa do Brasil (1990), Campeão da Taça Libertadores da América em 1981 e Campeão da Copa Intercontinental, o Mundial Interclubes, em 1981. A “Era Zico” é uma era de glórias incomparável, foram 8 títulos de grande expressão!

    O bloco “Corinthians + Palmeiras + São Paulo” conquistou 3 vezes o Campeonato Brasileiro (1986, 1990 e 1991), 1 vez a Copa Libertadores da América (1992) e 1 vez o Mundial Interclubes (1992). O Flamengo, sozinho, ganhou praticamente o dobro dos títulos conquistados pelos três grandes clubes de São Paulo Capital juntos!

    O bloco “Vasco + Fluminense + Botafogo” conquistou 2 vezes o Campeonato Brasileiro (1984 e 1989) e não obteve nenhum título internacional. O Flamengo, sozinho, ganhou o quádruplo dos títulos conquistados pelos três grandes clubes rivais do Rio de Janeiro juntos!

    O terceiro período para comparação vai de 1993 a 2012, um intervalo de 20 temporadas, escolhido em função de 1993 ser o primeiro ano após o fim da “Era de Ouro do Flamengo”, e por 2012 ter sido a temporada imediatamente anterior ao início da Gestão Eduardo Bandeira de Melo, aqui colocada na berlinda comparativa.

    Entre 1993 e 2012, o Flamengo foi 1 vez Campeão Brasileiro (2009) e 1 vez Campeão da Copa do Brasil (2006). Ainda foi vice-campeão da Copa do Brasil em 1997, 2003 e 2004. Internacionalmente, um único título, tendo sido Campeão da Copa Mercosul de 1999. E foi vice-campeão da Supercopa Libertadores em 1993 e 1995, e vice-campeão da Copa Mercosul em 2001. Conquistou, portanto, apenas 3 títulos mais expressivos.

    O bloco “Corinthians + Palmeiras + São Paulo” conquistou 9 vezes o Campeonato Brasileiro (1993, 1994, 1998, 1999, 2005, 2006, 2007, 2008 e 2011) e 5 vezes a Copa do Brasil (1995, 1998, 2002, 2009 e 2012). Internacionalmente, o bloco conquistou 4 vezes a Copa Libertadores (1993, 1999, 2005 e 2012), 1 vez a Supercopa (1993), 1 vez a Copa Mercosul (1998) e 1 vez a Copa Sul-Americana (2012), e 3 vezes o Mundial Interclubes (1993, 2005 e 2012). Impressionantes 24 títulos expressivos num intervalo de 20 temporadas.

    O bloco “Vasco + Fluminense + Botafogo” conquistou 5 vezes o Campeonato Brasileiro (1995, 1997, 2000, 2010 e 2012) e 2 vezes a Copa do Brasil (2007 e 2011). Internacionalmente, conquistou 1 vez a Copa Mercosul (2000). Foram, portanto, 8 títulos de grande expressão.

    Leia também: 1989-1990: paralelos que a história rubro-negra insiste em querer ensinar

    No período mais recente, pegando a Gestão Eduardo Bandeira de Melo entre 2013 e 2017, o Flamengo foi 1 vez Campeão da Copa do Brasil (2013), tendo sido vice-campeão da Copa do Brasil em 2017, e tido como melhor desempenho no Campeonato Brasileiro um 3º lugar em 2016. Internacionalmente, o melhor desempenho foi ter sido vice-campeão da Copa Sul-Americana 2017.

    O bloco “Corinthians + Palmeiras + São Paulo” conquistou 3 vezes o Campeonato Brasileiro (2015, 2016 e 2017) e 1 vez a Copa do Brasil (2015). Internacionalmente, os três ainda não obtiveram conquistas.

    Já o bloco “Vasco + Fluminense + Botafogo” não ganhou nenhum título, nem nacional nem internacionalmente, neste período.

    Concluindo, no período 1950 a 1979 a distribuição “Flamengo – Bloco SP – Bloco RJ” ficou em “1 – 12 – 8”, ou seja, 1 título rubro-negro em 21 do total dos três sub-conjuntos, o que equivale a 4,8% do Flamengo; no período 1980 a 1992 a mesma distribuição ficou “8 – 5 – 2”, ou seja, 8 títulos rubro-negros em 15 do total, o que equivale a 53,3% rubro-negros na Era de Ouro do Flamengo; no período 1993 a 2012 a distribuição foi “3 – 24 – 8”, ou seja, 3 títulos em 35 do total dos três sub-conjuntos, o que equivale a 8,6% do Flamengo; e durante o período 2013 a 2017: “1 – 4 – 0”, logo as conquistas rubro-negras são 20,0% do total do grupo neste período. Longe de querer estar conformado com uma mera Copa do Brasil em cinco anos de gestão, porque o parâmetro tem que ser alto mesmo, já que é crucial para o Flamengo conseguir um desempenho compatível com a grandeza de quem tem a maior torcida do Brasil, e um futuro de títulos e desempenho expressivo, para manter sua grandeza frente à ameaça de concentração capitalista da força econômica de São Paulo, depende da capacidade de se impor no período 2018-2010. Isto posto, porém, o que se vê da análise fria dos números, é que o desempenho 2013-17 está longe de ser uma catástrofe frente ao desempenho histórico. Mais uma vez, não é motivo para rojões e comemorações, mas está distante de ser o caos flamejado nas bandeiras erguidas pelos críticos.

    Vale uma ressalva adicional também, porque a “Era de Ouro do Corinthians” enviesa muito do desempenho recente do “Bloco Paulista”. Comparando-se isoladamente com os demais: o Palmeiras, de 2001 a 2017, um intervalo de 17 temporadas, conquistou o Brasileiro 2016, a Copa do Brasil em 2012 e 2015, e uma vez só foi Campeão Paulista, em 2008 (4 títulos em 17 anos); e o São Paulo, após sua “Era de Ouro”, de 2009 a 2017, portanto, um intervalo de 9 temporadas, conquistou apenas a Copa Sul-Americana de 2010 e mais nada, nem Estadual, só 1 título em 9 anos. Já o Corinthians viveu sua “Era de Ouro, já que foi Campeão da Copa do Brasil 2009, Campeão Brasileiro em 2011, 2015 e 2017, Campeão da Copa Libertadores em 2012 e Campeão Mundial Interclubes em 2012. Preocupa, sim, principalmente porque é o clube que almeja tomar o posto do Flamengo como maior torcida do Brasil, logo recomenda-se, no mínimo, estar apto para conquistar tantos títulos quanto ele, e ainda mais que ele não tem parado de obter conquistas expressivas. Logo, a pressão por resultado é muito saudável e necessária para o Flamengo. Camarão que dorme, a onda leva…
     

    P.S.
    Para terminar, não poderia deixar de citar Paschoal Ambrósio Filho, que no fim de 2017 nos deixou e fez sua passagem… Espero que esteja num lugar muito melhor do que nós estamos. Paschoal, ao lado de Roberto Sander, no grande trabalho feito na Editora Maquinária, foi quem viu valor e aceitou publicar o livro “A Nação – Como e por que o Flamengo se tornou a maior torcida do Brasil”. Sem ele, este projeto não teria saído da gaveta e se tornado livro, uma publicação que vendeu 1.850 exemplares, e sem o livro este blog jamais teria sido criado. Do nosso canto de cá, desejamos que as condolências e sentimentos à família, que ao final é aquela que mais sofre. Descanse em paz! SRN!

     

    Imagem destacada no post e redes sociais: Reprodução
     


    Marcel Pereira é economista e escritor rubro-negro, autor do livro “A Nação – Como e por que o Flamengo se tornou a maior torcida do Brasil” (Editora Maquinária). Este post é publicado originalmente no blog A Nação


     

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  • [Peraltadas #31] Ferjão é para ser usado, não disputado

    2017.3

    Garotada à parte, parece que estamos no terceiro semestre de 2017. Que preguiça.
     

    No CNPJ tudo, no CPF nada

    A Libertadores sempre funcionou na base da Lei de Gil. Valia quase tudo. Cachorro, pedrada em ônibus, cabaninha para bater escanteio, invasão de campo, cenas lamentáveis™ pós jogo, gás de pimenta, sinalizador náutico e por aí vai. Mas agora não, agora a coisa é séria. O Flamengo, vítima de vagabundos e de um estado falido que não oferece segurança, pagará o pato. Será que não dá para identificar nenhum dos invasores?
     

    Ipatinga 2.0

    Com uma ou outra exceção, não faz muito sentido que jogadores no último ano de sub20 continuem jogando competições da categoria. Com o fortalecimento da base (CT, Double Pass, etc) talvez fosse o momento do clube começar a pensar em uma parceria com algum clube que jogue uma série A estadual forte e B ou C nacional (São Bento-SP, Tupi-MG, por exemplo) para mandar para lá comissão técnica e mais uma dúzia (pelo menos) de jogadores sub23 sem espaço no Flamengo.
     

    No blog: Peraltadas #30 – Ninguém será identificado?

     

    Pablo da casa

    Léo Duarte subiu em 2016 e desde então ficou no mesmo cativeiro do Ronaldo. Agora, com três jogos em sequência, demonstra que talvez seja o zagueiro que o clube procura. Talvez! Há que ser ainda mais testado. É para isso que o Ferjão serve.
     

    Ferjão é para ser usado, não disputado

    O péssimo jogo de sábado deu a impressão de que alguns jogadores voltaram antes da hora apenas porque o jogo era contra o Vasco. Pará, por exemplo, foi o atleta que mais acumulou minutos em 2017 e apenas 14 dias após a reapresentação já estava em campo. Como o planejamento é capitaneado por Rodrigo Caetano…
     

    O retorno

    Óbvio ululante que goleiro não é prioridade, mas se Júlio César vem mesmo com salários simbólicos, não vejo problema. Criado no clube e extremamente bem sucedido na Europa, pode ser exemplo para os mais jovens. Até onde se sabe, exerce liderança positiva no vestiário e parece estar consciente de seu atual momento. Não o imagino fazendo birra ou atrapalhando o ambiente do clube, pelo contrário. No mais, foi o maior goleiro que este que vos escreve viu com a camisa do Flamengo. Saiu quase sem títulos, mas foi fundamental para evitar o pior em 2001, 02 e 04.
     

    Imagem destacada no post e redes sociais: Staff Images / Flamengo
     


    José Peralta não é apenas mais um rostinho bonito cornetando o time. Toda segunda-feira suas peraltadas estão aqui no Blog CRFlamenguismo.


     

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    [Especial Copinha] Flamengo 1 x 0 São Paulo: Um tetra da competência defensiva e ofensiva, eficiência e sorte

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  • [Especial Copinha] Flamengo 1 x 0 São Paulo: Um tetra da competência defensiva e ofensiva, eficiência e sorte

    Flamengo vence o São Paulo e é tetra da Copinha. Confira a análise do confronto

     
    A pressão sofrida durante grande parte do jogo contrastou com o alívio no final da partida. Na decisão da Copa São Paulo 2018, o Flamengo derrotou o São Paulo por 1 a 0, no Pacaembu, na quinta-feira (25) e conquistou o seu quarto título da competição.

    Com o retorno de atletas que estavam entre os profissionais e a suspensão de dois jogadores, o técnico Maurício Souza novamente modificou a equipe. Na frente, Pepê, Wendel e Lucas Silva voltaram, com os dois primeiros participando do gol do título.

    Especial Copinha: O Jogo

    O início da partida não poderia ser melhor para os Garotos do Ninho. Com dois minutos, Pepê cobrou escanteio e Wendel, que fez o primeiro gol da campanha do título e que substituiu o suspenso Vitor Gabriel, subiu sozinho e marcou de cabeça. Dois minutos depois, Liziero cobrou falta e quase empatou, mas a bola foi na rede pelo lado de fora. Aos sete, após chute bloqueado pela defesa do Rubro-Negro, Toró finalizou na trave. Logo depois, o Mais Querido teve duas chances: na primeira, Hugo Moura recuperou a posse já no campo de ataque, passou para Wendel, que chutou sem direção, e a segunda começou com belo passe de Pepê para Lucas Silva, que desperdiçou a chance. Aos 23, novamente jogada de Pepê, que concluiu para fora. Com 27 minutos, o Tricolor teve mais uma chance de empatar, mas Hugo Moura, volante do Flamengo, salvou. Aos 34, Helinho tentou e Yago defendeu.

    [Especial Copinha] Flamengo 3 x 2 Portuguesa: reação perante situação inédita

    Precisando do resultado, o São Paulo começou pressionando na segunda etapa e, com dois minutos, teve oportunidade na bola parada. Rodrigo cabeceou para fora. Aos 14, Toró fez jogada individual, chutou cruzado e viu a bola parar nas mãos de Yago, após desvio em Dantas. Aos 26, Liziero cruzou com perigo e o goleiro do Fla colocou para escanteio. Minutos depois, novo cruzamento na área, mas Yago fez grande defesa em cabeçada de Gabriel Novaes. Aos 41, lateral cobrado na área, os Garotos do Ninho não afastaram e Fabinho parou em Yago. No minuto seguinte, o Tricolor quase marcou: em cobrança de escanteio, Rodrigo desviou de cabeça e Yago fez mais uma ótima defesa. Até os instantes finais, o São Paulo tentou furar a defesa do Rubro-Negro, mas sem sucesso.

    Especial Copinha: Conclusões

     
    Eficiência, sorte, competência defensiva e ofensiva acompanharam os Garotos do Ninho na final. O cansaço e os desfalques foram superados pelos jogadores, que demonstraram maturidade em seu jogo. Mesmo sofrendo muita pressão, especialmente no segundo tempo, as promessas demonstraram grande concentração na partida e, quando puderam, saíram jogando trabalhando a bola, evitando ao máximo os chutões.

    Na primeira parte da partida, a equipe conseguiu equilibrar o jogo, mesmo tendo menos posse de bola. Já na segunda, os ataques eram raros, tendo o sistema defensivo grande participação e cumprindo o seu papel, não deixando o adversário marcar.

    Yago, que começou a competição no banco, fez várias defesas importantes na final, sendo um dos destaques da partida e do torneio. Contra o São Paulo, não foi tão bem nas reposições como nos outros jogos, muito por conta da postura do Fla, recuado, e do adversário, que tentava pressionar a saída de bola.

    Matheus Dantas e Patrick Souza, dois dos principais nomes da conquista do tetra, mantiveram o nível da sólida defesa e fizeram cortes importantes, mantendo a concentração durante todo o jogo. Patrick, inclusive, mostrou tranquilidade incrível para um zagueiro de 17 anos. Muitos desarmes corretos.

    Os laterais da decisão, que também iniciaram a competição fora da equipe titular, tiveram dificuldades na marcação. No início, o zagueiro Bernardo, improvisado pelo lado direito, sofreu com Toró, um dos principais nomes dos paulistas, mas conseguiu se recuperar. Na esquerda, Pablo teve o seu setor muito explorado e teve dificuldade para conter os avanços de Helinho, do São Paulo. Dentro da defesa bem sólida do Flamengo, foi o setor menos eficiente na final.

    Os dois volantes, Hugo Moura e Theo, foram crescendo durante a partida. Diferente de outros jogos, quando chegavam próximo à área no campo de ataque, finalizando de média e longa distância, ambos tentavam manter a posse de bola e seguraram os avanços dos jogadores de meio-campo do São Paulo.

    Leia também: Balanço da Copinha 2018: confira a avaliação individual dos jogadores no tetra do Flamengo

    Entre os quatro jogadores mais avançados – Pepê, Wendel, Lucas Silva e Bill -, destaque para os dois primeiros, que, mesmo tendo ficado pouco com a bola, se movimentaram, auxiliaram na marcação, incomodaram a defesa tricolor e participaram do gol. Bill e Lucas Silva pouco produziram na final, mas se destacaram em alguns momentos da conquista.

    A conquista do Flamengo marca uma espécie de “ponto alto” da base do clube. Com diversos títulos nos últimos anos, a Copa São Paulo, principal torneio sub-20 do país, representa que o caminho certo está sendo percorrido. É o terceiro título do Flamengo em sete anos na competição. E pode vir mais por aí!

    Além do título, alguns jogadores campeões participaram de partidas pelo profissional: principal objetivo das categorias de base. Patrick e Dantas mostraram que podem ser opção em uma posição bem concorrida. Na lateral-esquerda, três opções de excelente qualidade. Na direita, Wesley dominante.

    No meio-campo, Hugo Moura mostrou que pode ser opção no profissional. O volante foi uma espécie de líder do grupo na campanha. Pepê, Lucas Silva e ele estão no último ano base, e, possivelmente, deverão ser aproveitados no decorrer do ano. Vale destacar a força da geração /00 também no ataque. Sem os badalados Vinícius Júnior e Lincoln, coube a Vitor Gabriel, Yuri César e Wendel chamarem o jogo. O primeiro, inclusive, foi destaque da posição e mostra potencial de craque.

    Com todos sendo bem trabalhados na transição, o Flamengo tem uma geração repleta de talentos. E todos querendo ajudar!
     

    AVALIAÇÕES NA COMPETIÇÃO

    Hugo Souza (goleiro) – 6,0
    Yago (goleiro) – 6,5
    Victor Hugo (goleiro) – sem nota, já que jogou poucos minutos
    Pedro Caracoci (goleiro) – sem nota, já que não jogou
    Wesley (lateral-direito) – 6,0
    Matheus Dantas (zagueiro) – 7,0
    Patrick (zagueiro) – 7,0
    Bernardo (zagueiro) – 6,0
    Aderlan (zagueiro) – 5,5
    Michael (lateral-esquerdo) – 6,5
    Ramon (lateral-esquerdo) – 6,5
    Pablo (lateral-esquerdo) – 5,5
    Hugo Moura (volante) – 7,0
    Vinicius Souza (volante) – 5,5
    Theo (volante) – 6,5
    Matheus Alves (volante) – 6,0
    Pepê (meia) – 7,0
    Luiz Henrique (meia) – 6,5
    Patrick Valverde (meia) – 6,0
    Yuri César (meia) – 6,0
    Samuel (atacante) – 5,0
    Bill (atacante) – 6,5
    Lucas Silva (atacante) – 7,0
    Wendel (atacante) – 6,5
    Vitor Gabriel (atacante) – 7,5
     

    Imagem destacada no post e redes sociais: Staff Images / Flamengo


    Bernardo Medeiros é estudante de jornalismo na UFJF e acompanha a base rubro-negra. Siga-o no Twitter: @be_medeiros_

    Caio Alves é jornalista. Apaixonado por futebol, seja ele de onde for. Fanático por futebol de base. Escreve no alambrado.net. Siga-o no Twitter: @CaioalAlves.


     

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    [Peraltadas #31] Garotada à parte, a preguiça

    Considerações sobre o DCF

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  • Considerações sobre o DCF

    Meus confrades flamengos, escrevo na sexta, antes portanto do nosso match contra o Vasco – o qual, espero muito, que tenha sido jogado com nossos infantes, como tem sido desde o início do insosso campeonato estadual.

    E claro que espero que tenhamos vencido e bem. Por mais que há alguns anos eu não veja mais com bons olhos o campeonatinho do Rio, há que se cuidar das estatísticas, mesmo que muitas vezes elas sejam enganosas. Um amigo jornalista me dizia algumas vezes, muitos anos trás, que estatística é a matéria que esclarece que, se um de nós dois comeu um frango e o outro ficou com fome, na verdade cada um de nós comeu meio frango.

    No entanto, manter a freguesia do Vasco e continuar bem à frente do Fluminense na contagem de estaduais – até que estes acabem – devem ser sempre uma meta. Apenas por isso é que devemos dar o mínimo de atenção, ainda assim sazonalmente, a este conturbado certame. Diria que estadual é como a dengue: de dois em dois anos a gente deve se preocupar.

    Mas a análise que pretendo fazer é sobre a reação gigantesca da Magnética, o maior fenômeno social brasileiro, diante da conquista da Copa São Paulo de Juniores, a dita Copinha.

    Muitos cronistas, mormente da imprensa paulistana, teceram críticas à festa protagonizada pela massa rubro-negra em todos os cantos do país. Houve quem dissesse que “Copinha não é para ganhar, é para revelar talentos”, quase como propondo a ideia de que quem se deu bem mesmo foi o Ji-Paraná e não o Flamengo.

    Afinal, o Ji-Paraná revelou Pimentinha, e nós apenas conquistamos um troféu. Tais alegações foram seminalmente destruídas pela frase lapidar, antológica, do nosso Lucas Silva: “Final não se joga. Final se ganha”. Esta frase devastadora causou admiração porque ali se viu, se percebeu, flutuando, pairando sobre nosso atacante, o espírito rubro-negro que nos faltou em 2017: o Deixou Chegar Fudeu, cuja doutrina teve seu nome simplificado à sigla (DCF) pelo cronista flamengo Arthur Muhlemberg em 2009.

    No blog: O cisne rubro-negro

    As origens do DCF antes de ser simplificado a essa sigla remontam a dois Brasileiros conquistados pelo Flamengo: 1987, quando o restante do Brasil constatou embevecido que o rubro-negro seria campeão logo depois que Renato Gaúcho enfurecido quase entrou com bola e tudo no Mineirão. E 1992, quando nos classificamos quase milagrosamente para nos jogos decisivos atropelar a tudo e a todos. Sim, não era para chegarmos. Mas deixaram. E aí, fudeu.

    Este espírito estimula, motiva, dá ânimo e colore o sangue de todo rubro-negro que se preza. O DCF é como se fosse uma Marseillaise flamenga, um brado de guerra, uma decisão intempestiva de tomar o território à força, o espírito dos combatentes franceses que caminhavam em direção ao Reno para matar e morrer no confronto com o exército austríaco.

    Entendez-vous dans les campagnes
    Mugir ces féroces soldats
    Ils viennent jusque dans vos bras
    Égorger vos fils, vos compagnes

    Aux armes, citoyens! Formez vos bataillons!
    Marchons, marchons
    Qu’un sang impur abreuve nos sillons!

    “(O estandarte ensanguentado se ergueu.
    Ouvis nos campos
    Rugir esses ferozes soldados?
    Vêm eles até os vossos braços
    Degolar vossos filhos, vossas mulheres!

    Às armas, cidadãos,
    Formai vossos batalhões,
    Marchemos, marchemos!
    Que um sangue impuro
    Banhe o nosso solo! )”

    Há, claro, nos dias de hoje, uma interpretação que critica o “sangue impuro”, dando à expressão a pecha de “racista” (um pensamento que faz os jogadores franceses mas de origem africana se recusarem a cantar o hino). Não creio que um hino composto em Strasbourgo pós Revolução Francesa (quanto a este assunto, prefiro a leitura de Burke) pudesse se referir a racismo – na verdade, sangue impuro é o do inimigo, no caso, os austríacos liderados por seu imperador.

    E sim, claro que é anacrônica a expressão ‘degolar vossos filhos, vossas mulheres”, inadmissível achar legal essa parte da letra – mas acredito ser uma metáfora que Rouget, em 1792, pode ter pensado para “chupem, comentaristas da Fox e da ESPN”; enfim, interpretações são livres.

    Leia também: Uma história de clássico, de baile e de casa cheia

    O que importa é que para o Flamengo o que prevalece mesmo é o espírito resumido na frase de Lucas Silva, a frase magistral que parece um eco dos tempos: ao Flamengo não cabe fazer picuinhas ou dissertar sobre merecimentos, cabe vencer. Vencer, vencer, vencer. E diria que o torcedor, tal e qual gato que nunca comeu melado, se lambuzou dessa forma na comemoração porque estávamos carentes do DCF. Em 2017, o Flamengo foi a antítese disso – na verdade, em 2017 nós chegávamos e quem se fodia era a gente, como aconteceu na Copa do Brasil, na Sul-Americana e de certa forma no Brasileirão. Na Libertadores a gente nem saiu, quanto mais chegou a algum lugar.

    Assim, meu artigo é para pedir aos viciados em objetividade, em sangue frio, em análises ditas imparciais e revestidas de uma neutralidade comezinha e cheia de dengos, que entendam de uma vez por todas porque a Magnética foi tão enfática em sua comemoração: faz parte de nosso ethos, de nosso superego: o nosso Ideal do Ego e nossa Consciência Moral apontam para um Flamengo que supera dificuldades, que nem sempre vence, que sofre com percalços, que às vezes sai decepcionado, mas que acima de tudo precisa entender o que é vencer decisões, o que é o Deixou Chegar, Fudeu. Sem isso, a essência do clube, do time, a essência centenária, os valores sólidos, perdem seu sentido. E quando perdemos, que seja com o Sangue de Almir (como em 1966 contra o Bangu).

    É por causa dessa doutrina, desse espírito, que nos estabelecemos como Flamengo – e não aceitem outras versões. O DCF está de volta. Vamos curtir, sempre, porque isso nunca nos tornará menos Flamengos.


    Gustavo de Almeida é jornalista desde 1993, com atuação nas áreas de Política, Cidades, Segurança Pública e Esportes. É formado em jornalismo pela Universidade Federal Fluminense. Foi editor de Cidade do Jornal do Brasil, onde ganhou os prêmios Ibero-Americano de Imprensa Unicef/Agência EFE (2005) e Prêmio IGE da Fundação Lehmann (2006). Passou pela revista ISTOÉ, pelo jornal esportivo LANCE! e também pelos diários populares O DIA, A Notícia e EXTRA. Trabalhou como assessor de imprensa em campanhas de à Prefeitura do Rio e em duas campanhas para presidente de clubes de futebol. É pós-graduado (MBA) em Marketing e Comunicação Empresarial pela Universidade Veiga de Almeida. Atualmente, escreve livros como ghost-writer e faz consultorias da área de política, além de estar trabalhando em um roteiro de cinema.


    Imagem destacada no post e redes sociais: Staff Imagens / Flamengo

  • Com time alternativo, Flamengo supera Bonsucesso na estreia do Carioca Sub-20

    Depois de ter conquistado a Copa São Paulo de Futebol Júnior na última semana, o time juniores do Flamengo iniciou a trajetória em um novo objetivo. Na manhã deste domingo (28), os Garotos do Ninho estrearam no Campeonato Carioca Sub-20. Com um gol marcado por Henrique Lordelo, no final da partida, o Mais Querido derrotou o Bonsucesso, por 1 a 0, no estádio da Gávea.

    Os jogadores campeões da Copinha receberam merecida folga. Com isso, o Rubro-Negro mandou a campo um time alternativo, contando apenas com os goleiros Victor Hugo e Pedro Caracoci, entre os jogadores que estiveram em São Paulo.

    O próximo compromisso do Sub-20 será na quinta-feira (1/02), contra o Bangu, às 16h, no estádio Moça Bonita. Com a vitória, o Flamengo ocupa a terceira colocação do Grupo A na Taça Guanabara. Ao final da fase classificatória, apenas dois times avançam para as semifinais. Entenda o regulamento mais abaixo.

    O jogo 

    Desentrosado, o Flamengo demorou a entrar na partida. A melhor oportunidade no início do jogo, inclusive, foi do Bonsucesso. Em cobrança de falta, Yago levou muito perigo ao goleiro Victor Hugo. Com um meio-campo pouco criativo, o time da casa apostou em jogadas pelos lados. Ainda assim, faltava acertar o passe final. Aos 27 minutos, José Ítalo recebeu no meio e arriscou de longe, obrigando o goleiro Hebert a fazer uma grande defesa. O jogo era disputado entre as intermediárias, sem grandes chances para ambos os time. O Bonsuça conseguiu bons lances pelo lado esquerdo, com Sandson, que foi quem tentou fazer algo de diferente pelo time rubro-anil

    Os times voltaram do intervalo sem alterações. O que mudou no Flamengo foi a postura. Com mais agressividade no ataque, o Mais Querido conseguiu pressionar o time adversário. Logo no primeiro minuto, Juninho cruzou pela direita e Brayan, sozinho, cabeceou para fora.

    O Rubro-Negro pressionava a saída de bola do Bonsucesso, que não conseguia jogar. No entanto, com o decorrer do tempo, a equipe rubro-negra foi perdendo força diminuiu o ímpeto ofensivo. O técnico Marcinho, então, promoveu algumas alterações no intuito dar uma nova dinâmica ao time. Assim, o Flamengo voltou jogar no campo de ataque, e até teve algumas boas chances que acabaram sendo desperdiçadas.

    O volante Henrique Lordelo foi um dos que entraram na etapa final. Logo nos seus primeiros minutos, o camisa 18 levou uma caneta e acabou cometendo falta em Yago, recebendo cartão amarelo. A redenção, porém, veio nos minuto seguintes. Quando todos já aguardavam o apito final do árbitro, o volante arriscou de longe, e viu a bola tocar na trave antes de entrar. Placar aberto aos 48 minutos do segundo tempo. Vitória rubro-negra.

    Flamengo: Victor Hugo, Juninho (Souza), Natan, Lucas Chagas (Gabriel Noga), José Ítalo, Gabriel Magalhães, Luan David (Henrique), Gustavo (Wachington), Vitor Ricardo, Brayan (Rafael Carvalheira) e Rhyan Paradela. Treinador: Marcio Torres.

    Regulamento

    O regulamento deste ano apresenta algumas novidades em relação a temporadas anteriores. A principal delas é o tempo de duração da competição, que em 2018 será realizada em apenas quatro meses. A fórmula é a mesma do Estadual de Profissionais, mas com 16 equipes participando. – Taça Guanabara – Taça Rio – Semifinais – Turno Final.

    Taça Guanabara – Times jogarão dentro do próprio grupo, classificando-se os dois melhores para semifinais. O primeiro colocado de cada chave terá mando de campo e vantagem do empate nas semis.

    Taça Rio – Times enfrentarão equipes do outro grupo, classificando-se os dois melhores para semifinais. O primeiro colocado de cada chave terá mando de campo e vantagem do empate nas semis.

    Semifinais – Será disputada entre os campeões dos turnos (que terão direito ao mando de campo e vantagem do empate) + as duas equipes melhores colocadas no somatório geral. Caso uma mesma equipe vença ambos os turnos, estará automaticamente na final. Se isso acontecer, esta fase será disputada entre os quatro melhores do somatório geral.

    Turno Final – Será disputada em dois jogos, sem vantagem de pontos. A equipe de melhor campanha (no somatório dos turnos) poderá escolher o mando de campo do primeiro ou segundo jogo.

    Flamengo está no Grupo A, ao lado do Nova Iguaçu, Vasco da Gama, Volta Redonda, Bangu, Resende, Cabofriense e Bonsucesso. No Grupo B, estão Fluminense, Botafogo, Madureira, Boavista, Portuguesa, Macaé, America e Goytacaz.

    O Rubro-Negro perdeu nos pênaltis as duas últimas decisões do Carioca Sub-20. Em 2018 tentará a sua 30ª conquista estadual.

    Foto: Divulgação/ Flamengo


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  • Sem inspiração, Flamengo apenas empata com Vasco no Maracanã

    Em um clássico de baixíssimo nível técnico, Flamengo e Vasco empataram sem gols, na tarde deste sábado (27), no Maracanã, em partida válida pela quarta rodada da Taça Guanabara. Com o resultado, o Rubro-Negro manteve a liderança do Grupo B, agora com 10 pontos, mas ainda não garantiu a classificação para as semifinais do primeiro turno. O Vasco, por sua vez, é o quinto colocado da chave, com quatro pontos.

    A última rodada da Taça Guanabara será disputada somente no próximo domingo (4/2). O Flamengo enfrentará o Nova Iguaçu, no Mané Garrincha, em Brasília, enquanto o Cruzmaltino receberá o Volta Redonda, em São Januário.

    Lentidão e falta de inspiração dão o tom ao primeiro tempo

    Diferente de jogos anteriores, onde os times já entravam em campo em clima de tensão, Flamengo e Vasco fizeram um início de partida bastante tranquilo. O Rubro-Negro tinha a velocidade de Lucas Paquetá e Vinicius Junior como principal trunfo, enquanto o Cruz-maltino apostava no atacante Paulinho.

    A primeira grande chance do Flamengo surgiu aos três minutos de jogo, com Paquetá cruzando na direita para Felipe Vizeu, que desequilibrado, cabeceou mal. O Vasco respondeu em um forte chute de Evander, que levou perigo ao goleiro César. Em reação imediata, Everton Ribeiro fez boa jogada pelo meio e deixou Felipe Vizeu na cara de Martin Silva, mas o atacante chutou fraco.

    Depois das duas oportunidades desperdiçadas pelo Mais Querido, ambas com o Vizeu, o Vasco começou a gostar do jogo, aproveitando a falta de ritmo do meio-campo flamenguista. Foi desta forma que o atacante Paulinho conseguiu bons lances pelo lado direito, levando vantagem sobre o zagueiro Rhodolfo, que só conseguiu parar o jovem vascaíno cometendo falta.

    Após o tempo técnico, aos 20 minutos, o jogo perdeu a intensidade, com os jogadores de ambos os times errando passes no meio-campo. O Flamengo tinha mais posse de bola, entretanto pouco criava, mostrando-se lento em fazer a transição da bola do campo de defesa para o de ataque. Felipe Vizeu até chegou a balançar a rede após receber lindo passe de Vinicius Junior, mas foi flagrado em posição irregular.

    Na reta final do primeiro tempo, o Vasco não fez questão de esconder que estava satisfeito com o resultado. Já o Flamengo, apesar dos lampejos de Vinicius Junior e Paquetá, pouco fez  para o movimentar o placar. Assim, as equipes foram para o intervalo sem balançar as redes, e sob vaias da torcida flamenguista.

    Flamengo apresenta melhora, mas não consegue vencer Martin Silva 

    Os times voltaram para o segundo tempo sem alterações, mas com o Flamengo completamente ofensivo. O Rubro-Negro teve logo no primeiro minuto uma boa chegada pelo lado esquerdo, com Vinicius Junior, que cortou para o meio e lançou para a área. Lucas Paquetá tentou o desvio de cabeça, mas Martin Silva apareceu para espalmar e colocar para escanteio. No minuto seguinte, em jogada de contra-ataque, Paquetá adiantou muito a bola, permitindo a defesa do goleiro uruguaio.

    Os dois lances do Flamengo foram suficientes para inflamar a torcida rubro-negra, presente em maior número no Maracanã. A equipe de São Januário teve uma boa oportunidade com Ríos, que aproveitou o cruzamento de Henrique e finalizou entre dois defensores rubro-negros. Depois da pressão inicial, o Flamengo caiu de rendimento novamente. O técnico Paulo César Carpegiani, então, promoveu a estreia do atacante colombiano Marlos Moreno, única contratação neste início de temporada. O estreante entrou na vaga de Rômulo, que deixou o campo vaiado pela torcida. Com a entrada de Marlos pelo setor direito, Paquetá recuou seu posicionamento.

    Pouco participativo, Éverton Ribeiro deixou o campo para a entrada de Jean Lucas, enquanto Lincoln entrou na vaga de Vizeu. O clássico tomou o mesmo caminho do primeiro tempo, com muitas faltas e pouca inspiração. O clima entre os jogadores esquentou, mas o futebol desapareceu. Já no final da partida, o colombiano Marlos Moreno matou uma bola no peito e enfiou para Vinicius Junior, que deu um toque sutil por cima de Martin Silva, mas não conseguiu marcar. Já no final da partida, Léo Duarte marcou de cabeça após levantamento de Renê. O árbitro da partida, porém, invalidou o lance, marcando falta do zagueiro.

    Ficha Técnica – Campeonato Carioca – Taça Guanabara – 4ª Rodada 

    Flamengo 0 x 0 Vasco 

    Data: 27 de janeiro de 2018

    Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)

    Horário: 17h (de Brasília)

    Arbitragem: Bruno Arleu de Araújo (RJ/CBF), auxiliado por Luiz Claudio Regazone  e Thiago Henrique Neto Corrêa Farinha.

    Cartões amarelos: Desábato, Yago Pikachu, Riascos (VAS); Renê, Rhodolfo, Jean Lucas, Vinicius Junior (FLA).

     Gol: Não houve. 

    Flamengo: César; Pará, Léo Duarte, Rhodolfo e Renê; Rômulo (Marlos Moreno) e Cuéllar; Éverton Ribeiro (Jean Lucas), Lucas Paquetá e Vinícius Júnior; Felipe Vizeu (Lincoln). Técnico: Paulo César Carpegiani.

    Vasco: Martín Silva; Yago Pikachu, Erazo, Ricardo Graça e Henrique; Wellington e Desábato; Wagner, Evander (Rildo) e Paulinho (Caio Monteiro); Andrés Rios (Riascos). Técnico: Zé Ricardo.

    Foto: Paulo Fernandes /Vasco da Gama 


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  • FlaBasquete segue imbatível no NBB

    O FlaBasquete segue voando na temporada. Sem contar com a Nação Rubro-Negra, a equipe comandada por José Neto não tomou conhecimento do adversário e dominou a partida diante do rival, Vasco da Gama, vencendo por 89 a 75, permanecendo na liderança do NBB, com 13 vitórias em 15 jogos, aumentando a sequência de vitórias para oito, com mais um excelente jogo coletivo.

    O Flamengo começou o jogo se impondo diante do Vasco, chegando a abrir cinco pontos a zero. A equipe de São Januário esboçou uma reação, chegando a passar na frente no placar. O Rubro-Negro respondeu com a entrada de Marcelinho Machado, que junto a Cubillan, encaixou três bolas de 3 seguidas, abrindo uma boa vantagem e fechando o quarto na frente por 26 a 16.

    No segundo quarto, o time cruzmaltino voltou melhor, transformando a vantagem de 10 pontos do Mais Querido em apenas quatro, levantando a torcida na Arena Carioca 1, que não pode contar com a presença da Nação para a partida. Com a entrada de Arthur Pecos e Rhett, o FlaBasquete voltou a pontuar, com direito a ponte aérea e enterrada do norte-americano. O Mengão voltou a dominar a partida, indo para o intervalo vencendo por 51 a 39.

    O terceiro quarto se iniciou e o Flamengo parecia imparável, aumento a vantagem em 16 pontos. Mas o poderio ofensivo do Rubro-Negro não durou muito, falhando na coletividade para atacar e defender. O Vasco da Gama aproveitou o bom momento, e diminuiu a diferença pela metade. O técnico José Neto parou o jogo, acertando a defesa. O Fla voltou a se impor e fechou o quarto com 12 pontos de frente, pelo placar de 69 a 57.

    O último quarto voltou de maneira equilibrada, com as duas equipes pontuando. O Mais Querido soube controlar e se manter a frente do marcador, sem forçar no ataque, com uma defesa segura, fechando o jogo em 89 a 75. O Orgulho da Nação continua mais líder do que nunca no Novo Basquete Brasil, com oito vitórias consecutivas.

    Vindos do banco, o ala-pivô Rhett e o armador Arthur Pecos foram os dois principais destaques do FlaBasquete no duelo. O norte-americano foi um dos cestinhas do Rubro-Negro com 15 pontos, além dos cinco rebotes. O jovem armador foi o outro cestinha com a mesma pontuação do primeiro e também foi o líder da equipe em assistências com cinco, chegando a marca de 500 assistências na história do NBB, também sendo o melhor do plantel no quesito.  O ala Marquinhos também fez excelente jogo, com 14 pontos, três assistências e três rebotes.

    O próximo confronto do Orgulho da Nação é diante do Campo Mourão, na Arena Carioca 1, às 20h30, na próxima quinta (1), com direito a transmissão do Facebook do NBB. O jogo também poderá marcar a estreia de Anderson Varejão pelo Flamengo.