Autor: diogo.almeida1979

  • Uma história de clássico, de baile e de casa cheia

    Era outro Maracanã, assim como era outro Campeonato Carioca.

     
    Mas ainda assim impressiona o dado de que mais, bem mais de 170 mil pessoas tenham comparecido ao velho Maior do Mundo naquela tarde de domingo, 4 de abril de 1976, para assistir a um Flamengo x Vasco que nem era decisivo: valia apenas pela sexta rodada (eram 14) da Taça Guanabara. Um clássico de meio de turno, como esse que será jogado neste sábado, e que tinha tudo para ser morno e ser esquecido com o tempo. Mas entrou para a história do Clássico dos Milhões, fazendo realmente jus ao apelido do confronto.

    Era também outro calendário: o Campeonato Carioca daquele ano – cuja novidade era a participação, como convidados, da dupla campista Americano e Goytacaz e do recém-fundado Volta Redonda – começou em 13 de março e, com algumas paralisações ao longo da disputa, tinha previsão para terminar no fim de agosto. Mas só apontou seu vencedor em 3 de outubro, já com o Brasileiro em pleno andamento. Antes de seu início, os clubes passaram quase dois meses em pré-temporada, treinando e excursionando. O Vasco, por exemplo, andou pelo interior do estado do Rio, pelo Espírito Santo, pelo Nordeste, por São Paulo e Santa Catarina, além de enfrentar, também amistosamente, o Botafogo e o America.

    No blog: A Balança da História

    O Flamengo, que no fim de 1975 já havia disputado um torneio em Jundiaí (o qual conquistou, vencendo o Grêmio e o Paulista local) e um amistoso com a Portuguesa Santista em Santos, começou aquela nova temporada na Bahia, seguindo para São Paulo e de lá para Brasília. Em fevereiro, passou boa parte do mês na região sul, jogando em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Na volta ao Rio, fez um amistoso contra o Vila Nova de Goiás na Gávea que valeu como jogo de despedida para o eterno “motorzinho” Liminha, e logo em seguida impôs uma célebre goleada à chamada “Máquina” do Fluminense com quatro gols de Zico. Houve ainda um último jogo, contra a Desportiva no Espírito Santo, antes da estreia no Estadual.

    Esta extensa maratona de amistosos, somada às primeiras rodadas do Campeonato Carioca, foram dando liga a um bom time rubro-negro, dirigido pelo gaúcho Carlos Froner, de perfil exigente e rigoroso (embora querido pela maioria dos jogadores) e adepto de um futebol de luta incessante. A receita levou o Flamengo, às vésperas do primeiro clássico pelo Estadual, a uma invencibilidade de 23 partidas. E era esta série invicta, a perspectiva de estendê-la às custas do rival, e o momento positivo vivido pela equipe que animaram e arrastaram os torcedores rubro-negros ao estádio.

    A última derrota, entretanto, havia sido traumática. Em 4 de dezembro de 1975, precisando apenas de um empate para se classificar às semifinais do Brasileiro, o Flamengo recebeu o Santa Cruz de Givanildo, Ramón e Luís Fumanchu, dirigido por Paulo Emílio, no Maracanã. Saiu atrás no marcador, conseguiu empatar num gol de pênalti de Zico, mas sofreu mais dois gols na etapa final e perdeu por 3 a 1, frustrando enormemente a torcida. De lá para cá, abril de 1976, Fumanchu e Paulo Emílio estavam agora justamente no Vasco. Era, em parte, a presença deles, dos últimos carrascos rubro-negros, que animava a torcida cruzmaltina.

    Em parte, também, porque o Vasco vivia momento bastante favorável no confronto. Vencera os três últimos clássicos em circunstâncias amargas para os rubro-negros. No primeiro deles, pelo terceiro turno do Carioca, o Fla rapidamente abriu 2 a 0, mas permitiu a virada nos minutos finais. Como os dois times terminaram aquela etapa empatados, um jogo extra decidiria o último finalista do torneio, e terminou com nova vitória do rival por 1 a 0, gol do zagueiro Moisés, depois do árbitro José Marçal ignorar pênalti claro de Joel Santana, rasgando a camisa de Doval, e antes de terminar em batalha campal, com várias expulsões. Por fim, houve o confronto pelo Brasileiro: deu Vasco 4 a 2, com três de Roberto Dinamite.

    O Maracanã explodia de gente naquele 4 de abril. As roletas registraram a passagem de 174.770 pagantes, fora gratuidades. Também não entrou nesta contabilidade quem pulou o muro do Maracanã – e não foi pouca gente. Até a marquise do estádio virou mais um lance de arquibancada. Tudo isso para assistir a um clássico da sexta rodada do primeiro turno do Carioca. Nas tribunas, como convidado especial, estava Helmut Schön, o técnico da seleção da Alemanha Ocidental campeã do mundo dois anos antes, e na ocasião em visita ao Rio para participar de um congresso da Fifa.

    O jogo valia a liderança do turno: Flamengo e Vasco tinham campanhas praticamente iguais, com cinco vitórias em cinco jogos, separados apenas pelo saldo de gols (dez a favor dos rubro-negros e oito para os vascaínos). O Fla entrou em campo com força máxima: Cantarele no gol, Toninho e Junior nas laterais, Rondinelli e Jaime na zaga, Merica e Geraldo no meio-campo, Caio pela ponta-direita, Zé Roberto pela esquerda (ajudando também a compor o meio), Zico e Luisinho na frente. O Galinho chegou a ser dúvida após sofrer uma contratura abdominal no treino da tarde de sexta-feira, mas logo se recuperou.

    Já pelo lado vascaíno, a expectativa ficava por conta da recuperação do volante Zé Mário. Na véspera do jogo, depois de passar um dia inteiro sob os cuidados dos “trabalhos espirituais” do massagista Pai Santana (também era outra a medicina esportiva), Zé Mário acordou sem sentir dores, supostamente em condições de jogo. Assim, o resto do time também era o titular. Mazarópi era o goleiro, Toninho e Marco Antônio eram os laterais, Abel e Renê os zagueiros, Zanata fazia a armação no meio-campo, ajudado pelo recuo do ponta-esquerda Luís Carlos. Na frente, Fumanchu jogava pela direita, com Roberto e Dé pelo meio.

    Após o pontapé inicial, o Flamengo agressivo e fulminante prometido por Carlos Froner precisa de apenas 20 segundos para dizer a que veio. Caio recebe na meia direita e lança Geraldo, que entrega a Zico. O Galinho avança e devolve na frente ao Assoviador, com um ótimo passe. O meia entra na área e rola para o lado, para a chegada de Luisinho, desmarcado. Já está 1 a 0. O Vasco tenta a reação, mas Cantarele (por duas vezes), Toninho e Rondinelli salvam o perigo.

    Leia também: 1989-1990: paralelos que a história rubro-negra insiste em querer ensinar

    O segundo lance crucial do jogo acontece aos 12 minutos, quando Zé Mário, numa disputa de bola no meio-campo, leva a mão à coxa e pede substituição. Sem seu guardião do sistema defensivo, aquele que todos julgavam recuperado fisicamente, a retaguarda vascaína fica ainda mais exposta. O Fla ainda cria algumas chances em tabelas deslumbrantes entre Zico e Geraldo. Mas o placar não se alterará no primeiro tempo.

    O Vasco volta pressionando na etapa final, com o Fla encolhido para partir em contragolpes letais. Num deles, Luisinho recebe, avança em meio à defesa cruzmaltina parada, dribla Mazarópi e toca para as redes. Mas o árbitro anula o gol por impedimento – que não havia sido acusado pelo bandeirinha. De qualquer maneira, o segundo gol não tarda a chegar: Tadeu, que havia entrado no lugar de Geraldo, faz um lançamento para a área e o lateral vascaíno Toninho afasta mal. A bola sobra para Zico, que aguarda um quique e, de canhota, pega em cheio para fuzilar Mazarópi.

    Entregue, o Vasco apenas assiste ao Flamengo dominar inteiramente o jogo. E o golpe de misericórdia vem aos 36: Zico arranca, da própria intermediária e, mais à frente, entrega a Luisinho na ponta esquerda. Recebe de volta e dá um passe espetacular de calcanhar para o centroavante, que entra livre na área, mas leva um calço de Abel. Pênalti indiscutível. Zico se apresenta para a cobrança e converte. Mazarópi nem se mexe. Inapeláveis 3 a 0.
    O Vasco ainda diminui num gol de Dé, apanhando rebote de Cantarele, mas não há mais reação. Quem deixa o Maracanã comemorando é a maioria rubro-negra do maior público da história do clássico. Eram outros tempos, era outro futebol. Mas certas coisas nunca mudam.
     

    Imagem destacada no post e redes sociais: Reprodução

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    Emmanuel do Valle é jornalista e pesquisador sobre a história do futebol brasileiro e mundial, e entende que a do Flamengo é grandiosa demais para ficar esquecida na estante. Dono do blog Flamengo Alternativo, também colabora com o site Trivela, além de escrever toda sexta no Mundo Bola.

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  • A garotada 100% na Rubens League

    A garotada está 100% na Rubens League, popularmente conhecida como Campeonato Carioca.

     
    Três jogos, três vitórias, quatro gols marcados e nenhum sofrido. Embora eu tenha certeza de que o Campeonato Carioca é fraco, é de se aplaudir o sucesso da base. Enfrentaram 3 times profissionais, sofreram mudança de esquema e de jogadores, teve gente jogando pela Copinha e pelo Carioca na mesma semana, estreia no profissional da maioria deles. A lista é grande.

    Muitos se mostram ainda em formação, outros já estão mais prontos, e todos estão 100% focados na chance que estão recebendo. E estou gostando do trabalho do Carpegiani até aqui, sempre muito lúcido em suas entrevistas. Já disse que não quer contratar apenas para compor elenco, que para isso ele usa a base, e se mostra como um incentivador do “joga quem estiver melhor”. Espero que isso seja assim durante todo o trabalho dele.

    No blog: O primeiro de muitos

    No segundo tempo contra o Bangu a garotada se esqueceu do coletivo e partiu para o individual, tentando jogadas de efeito e coisas do tipo. Faltou um pouco de maturidade, mas é algo dentro do planejamento. É no vestiário que o Flamengo, na figura do Carpegiani, tem que corrigir esse tipo de comportamento. O tempo e as derrotas também darão suas lições.

    É campeão! É campeão!

     
    Parabéns a todos os garotos que conquistaram o tetracampeonato da Copa São Paulo de Futebol Júnior para o Flamengo. Vocês mereceram demais esse título.

    O time sub20 do Flamengo foi “mutilado” pelo time profissional no início do ano, perdendo seus principais nomes para a disputa do Campeonato Carioca. Jogamos com um time com jogadores considerados reservas, Vini Jr e Lincoln nem inscritos na competição foram, teve jogador que ficou na ponte aérea Rio x SP pra jogar tanto no Carioca quanto na Copinha, e os moleques passaram por cima de tudo pra mostrar que isso aqui é Flamengo. Honraram demais o Manto.

    Confesso que esse início de ano está mágico pra mim. A base mostra claros sinais de evolução e agora estamos colhendo os frutos de um trabalho bem feito. Como disse o Carpegiani, usar a base é muito melhor do que contratar por contratar, muito melhor do que Vaz/Muralha/Gabriel/MA da vida.

    Essa maior utilização da base deixou o clima um pouco mais leve, nós torcedores precisávamos disso. Algo que nos dá esperança de um futuro cheio de glórias novamente. Meus parabéns ao Luís Nogueira e ao Carlos Noval pelo belo trabalho na base. Já é a terceira taça de Copinha que o Noval levanta (11, 16, 18).

    Ainda assim, precisamos de reforços

     
    Aqui foi a parte reservada para a crítica ao DP de futebol. Apesar de ser um entusiasta da base, eu sei que o Flamengo ainda precisa de reforços. Não dá pra jogar a Libertadores com os laterais que temos e sem mais um atacante, de preferência goleador.

    O Guerrero ainda está suspenso e está em ano de Copa, e foi um feito enorme para o país do cara se classificar, então eu espero que ele, como ídolo maior do futebol peruano, esteja muito mais focado em jogar pela seleção do que pelo clube. Provavelmente o novo contratado jogue mais vezes pelo Flamengo do que o Guerrero jogará esse ano.

    Apostar somente no Vizeu não dá, foi artilheiro da Sul-americana e é base, mas é um risco enorme ter só ele no ataque, com o Lincoln de reserva. O Lincoln é bom, mas ainda precisa de experiência, não dá pra jogar o peso de ser reserva numa Libertadores nos ombros de um garoto de 17 anos.

    Leia também: Uma história de clássico, de baile e de casa cheia

    O tal “Centro de Inteligência de Mercado” do Flamengo, com profissionais indicados pelo Rodrigo Caetano, só mapeou Fred, Love, Henrique Dourado e GILBERTO até agora. E o fato de considerarem os dois últimos da lista é revoltante. Vizeu é muito melhor para o Flamengo do que Henrique Dourado e Gilberto. Pra trazer jogador assim é melhor não trazer, espera a janela de meio de ano, a única onde o Caetano consegue ter algum êxito.

    Só que aí vai arriscar muito ao jogar uma Libertadores só com Vizeu, Lincoln e Guerrero (quando puder). Em pleno 2018 e temos que passar pelo dilema “contrato mal ou não contrato”.

    Isso tudo aconteceu e chegamos à reta final do primeiro mês do ano, e ainda tem muita água pra rolar em 2018. Vamos segurar o nosso oba-oba, manter a cobrança firme por excelência no futebol do Flamengo e vamos comemorar muito o resgate da nossa base. Esse ano é deles.

    SRN.
     


    Colaborador do Mundo Bola desde os primeiros dias. Já publicou matérias no Mundo Bola Informação e agora traça suas opiniões no Blog Resenha Rubro Negra. Siga no Twitter: @George_CRF e @RESENHA_Mundo Bola


    Imagem destacada no post e redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo
     

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  • Balanço da Copinha 2018: confira a avaliação individual dos jogadores no tetra do Flamengo

    Campeão invicto! O Flamengo conquistou a Copa São Paulo de Futebol 2018, ao vencer o São Paulo, no Pacaembu. Tradicionalmente, após a participação dos Garotos do Ninho nos torneios mais importantes do país, o Mundo Bola faz a avaliação individual dos jogadores, apontando os destaques (positivos e negativos) do time nas competições analisadas. Confira.

     

    Goleiros 

    Hugo Souza (18 anos) –  Tido como o melhor goleiro revelado pelo clube nos últimos anos, Neneca chegou na Copinha como candidato a craque do time rubro-negro.  No entanto, o atleta não teve muito tempo para mostrar seu vasto repertório. Hugo foi um dos jogadores chamados pelo técnico Paulo César Carpegiani para formar o time alternativo no Campeonato Carioca. Com isso, acabou substituído por Yago Darub. No período em que esteve em campo (3 jogos), o que mais chamou atenção foi a reposição de bola e saída em bolas aéreas.

    Yago Darub (18 anos) — Substituto de Hugo Souza, foi o nome do Flamengo no jogo do título. Teve uma excelente atuação com direito a três ótimas defesas na parte final da partida, assim como havia feito contra Coritiba e Portuguesa. Durante a competição mostrou certa indecisão para sair da meta, mas não comprometeu em nenhum jogo. Bom goleiro, mas ainda está abaixo de Hugo.

    Goleiros festejaram a conquista com o preparador Nielsen Elias

    Vitor Hugo (17 anos) — Participou apenas de 12 minutos na goleada sobre o Elosport, na Segunda Fase. Com o placar já estava definido (4 x 0), o técnico Maurício Souza aproveitou para rodar o elenco. Tem um potencial incrível, mas não foi nesta Copinha que conseguiu mostrar. Surge como um bom nome para o futuro.

    Pedro Caracoci (18 anos) — Único atleta dos 25 inscritos na competição que não entrou em campo.

    Zagueiros

    Bernardo (19 anos) – Nome da zaga na última temporada, iniciou a Copinha entre os suplentes. Porém, com a convocação de Patrick para o time profissional, o defensor passou a formar dupla com Matheus Dantas. Bernardo também foi improvisado na lateral-direita, onde não teve bom desempenho. O jogador apareceu bem no ataque aproveitando jogadas aéreas. O ponto negativo nesta Copa SP foi a falta de velocidade.

    Bernardo

    Patrick Souza (17 anos) – Autor do primeiro tento rubro-negro na competição. Preciso na antecipação, levou vantagem sobre os atacantes na maioria dos lances. Até mesmo quando teve que buscar o contato, soube se portar, não gerando riscos para a equipe. O excesso de confiança para sair jogando o atrapalhou em alguns momentos e por pouco não causou complicações. Patrick mostra que tem capacidade para sair com a bola nos pés. Só precisa entender que fazer o simples em algumas situações é a melhor alternativa.

    Patrick Souza

    Aderlan (18 anos) – Entrou sempre nos finais dos jogos, com o objetivo de reforçar a marcação em algum setor, geralmente o direito. Não mostrou grandes virtudes e também não comprometeu.

    Matheus Dantas (19 anos) – Grande surpresa do Flamengo na Copinha, foi o único que atuou em todos os jogos como titular. Além da segurança que passava para equipe na defesa, contribuiu com dois lançamentos que resultaram em gols. Dantas também mostrou-se um bom batedor de faltas, convertendo uma cobrança e levando perigo nas demais que tentou. Outra característica importante do jogador é a liderança que exerceu sobre seus companheiros, sempre incentivando, mas também cobrando quando preciso.

    Matheus Dantas

    Laterais

    Michael (18 anos) – Fez exibições primorosas antes de também se juntar ao elenco profissional, no Rio Janeiro, onde acabou lesionado. Principal arma do Flamengo pelo lado esquerdo, aparecendo sempre com muita liberdade para cruzar na área. Lateral de velocidade e boa técnica, mas que sofre com muitas lesões.

    Michael Rangel

    Pablo (lateral-esquerdo, 17 anos) – Passou por bons e maus momentos na competição. Teve grande atuação contra a Portuguesa, na semifinal. No entanto, foi o ‘mapa da mina’ para o São Paulo, na decisão. Não chega ao ataque com tanta frequência, ficando um pouco mais preso à marcação, mas quando sobe é sempre muito perigoso.

    Pablo

    Ramon (lateral-esquerdo, 16 anos) – Caçula do time, com apenas 16 anos, jogou como gente grande. Herdou a vaga de Michael, titular da posição, e mostrou muita personalidade. Também tem como ponto forte a velocidade e precisão nos cruzamentos, além da aplicação na marcação.

    Ramon

    Wesley (lateral-direito, 17 anos) – Começou a Copa São Paulo sendo bastante acionado pelo lado direito, fazendo boas tabelas com Lucas Silva e Bill. Antes de se machucar, no jogo contra o Avaí, já havia caído de rendimento, mostrando dificuldades na recomposição defensiva.

    Wesley

    Volantes

    Hugo Moura (20 anos) – O grande nome do meio-campo rubro-negro. Jogador de muita qualidade no passe, coloca o time sempre para frente. Responsável por abrir o jogo no meio e acionar os meias de criação da equipe. Hugo aprimorou bastante seus chute de fora da área, embora não tenha marcado nenhum gol desta forma. O capitão rubro-negro só peca na falta de velocidade para marcar. Sua liderança é incontestável.

    Hugo Moura

    Matheus Alves (17 anos) – Participou de seis jogos, sendo titular somente em um deles. Em todas as vezes em que entrou em campo não deixou o ritmo do time cair, sendo até mais incisivo que os titulares da posição.

    Matheus Alves (Foto: Reprodução/Twitter)

    Theo (19 anos) – Teve presença notada em campo mais pelo erros, que foram muitos, do que pelos acertos. Apareceu bem na frente quando foi preciso e chutou bastante de fora da área, levando até perigo em alguns lances. Mas foi pouco participativo durante o torneio.

    Theo

    Vinícius Souza (18 anos) –  Sofreu com lesões durante a Copinha  e participou de apenas três jogos, onde não conseguiu mostrar muita coisa. É promissor.

    Meias

    Patrick Valverde (19 anos) –  Foi o 12º jogador do time, entrando em campo sempre no decorrer do segundo tempo em substituição a um dos meias centrais. Nessa condição marcou um gol e deu uma assistência. Único jogador na faixa dos 19/20 anos que não foi titular em nenhum dos jogos. Não acendeu no Sub-20 como se imaginava.

    Patrick Valverde

     Pepê (20  anos) – Nesta Copinha conseguiu entregar aquilo que sempre o cobravam: envolvimento nos jogos. Executou bem sua função no meio, distribuindo bolas e cadenciando o jogo. A boa atuação lhe rendeu convocação ao time profissional, onde anotou um golaço em sua estreia.

    Pepê

    Luiz Henrique (19 anos) – Líder em assistências do time (3) e vice-artilheiro ao lado de Lucas Silva (3). Foi outro que participou dos nove jogos do time e teve boa atuação em boa parte deles. Jogador com boa visão de jogo e muita movimentação pelos lados.

    Yuri César (17 anos) – Atuou mais como ponta aberto pelo lado esquerdo. Alternou jogadas sensacionais, como um golaço contra o Elosport, com outros lances não tão interessantes. É uma boa promessa, mas ainda em evolução.

    Yuri César e Luiz Henrique

    Atacantes

    Bill (18 anos) – Não tão badalado quanto os outros, mas de extrema importância para o time. Foi, sem dúvidas, o atacante rubro-negro que mais incomodou os adversários. Habilidoso e veloz, o atacante levou vantagem sobre seus marcadores no lado direito, onde mais jogou, e ponta esquerda. Marcou um golaço na classificação diante do Audax, nas oitavas de final. Apresentou uma incrível evolução nas finalizações.

    Bill

    Lucas Silva (19 anos) – Apesar dos problemas para finalizar (perdeu muitos gols), balançou a rede três vezes em quatro jogos. Jogador de velocidade e muita disposição, que aprontou muita correria pelos lados. Também foi chamado para atuar no profissional e marcou um belo gol em sua estreia.

    Lucas Silva

    Samuel (18 anos) – Entrou em dois jogos durante o segundo tempo e não teve tempo para mostrar muita coisa.

    Wendel (atacante, 17 anos) –  Autor do gol do título, jogou fora de sua posição em boa parte dos jogos e, apesar do esforço, ficou bastante prejudicado. Em entrevista após o título declarou que prefere atuar pelas pontas (onde se destacou pela equipe juvenil), mas que jogaria onde o técnico o escalasse.

    Wendel

    Vitor Gabriel (18 anos) – Artilheiro do time (4 gols) e eleito craque da competição. Iniciou a Copinha no banco de reservas, mas não demorou muito para mostrar seu talento. Com a saída de alguns jogadores para o time principal, teve a oportunidade de iniciar os jogos. Marcou o gol mais bonito do torneio e teve atuação de destaque da semifinal. Jogador que parte pra cima, não tendo medo de enfrentar os marcadores. Sai da área, dá opção de passe, chama falta, finaliza com firmeza. Todas essas caraterísticas chamaram atenção da torcida, que até o compararam com Adriano, o Imperador.

    Vitor Gabriel: craque da Copinha 2018

    Crédito das fotos: Staff Images/ Flamengo 


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  • FlaBasquete inicia returno em um Clássico dos Milhões

    O Orgulho da Nação está de volta às quadras. O Flamengo inicia o segundo turno do Novo Basquete Brasil diante do rival, Vasco da Gama, para mais um confronto difícil. Líder do campeonato, o Rubro-Negro encara o cruzmaltino, na Arena Carioca 1, às 14h, e não terá a presença da Nação. A partida contará com a estreia do novo ala-armador, Wesley Mogi, e o retorno do capitão, Marcelinho, após uma lesão no tornozelo. A partida contará com a transmissão da Band e do SporTV.

    O Mais Querido vem de uma incrível sequência de sete vitórias, após perder para o Franca, por 100 a 82, o FlaBasquete iniciou seu melhor momento na competição justamente contra o Vasco. A vitória sobre o arquirrival, foi a primeira das sete consecutivas até agora, depois venceu o Pinheiros, em seguida o ex-líder, Mogi das Cruzes, além da Liga Sorocabana, o Basquete Cearense, o Vitória, e por último o Botafogo, na partida marcada pela maior pontuação de uma equipe na atual temporada com 107 pontos.

    Atualmente na décima primeira colocação, o Vasco da Gama tenta se reerguer na competição. O time de São Januário possui cinco vitórias em quinze jogos. Na última rodada, a equipe da Colina voltou a vencer, após perder três partidas seguidas, a equipe do técnico Dedé Barbosa venceu o Minas por 70 a 54.

    “Sem dúvida que um Flamengo x Vasco não é qualquer jogo. Sabemos da importância desse jogo e estamos prontos para buscar a vitória. Não podemos achar que só porque o Vasco está em 11º teremos vida fácil. Sabemos do potencial da equipe deles e acredito que ninguém esperava uma campanha dessas. Eles estão vindo de uma boa vitória sobre o Minas e em um clássico o fator motivação conta muito. Acredito que essa última vitória deles deu um pouco de confiança e com certeza vão buscar a vitória de qualquer jeito”, disse Olivinha.

    No confronto entre as equipes pelo NBB, são duas vitórias para o Mais Querido e uma para a equipe cruzmaltina. Antes de 2017 acabar, os rivais cariocas se enfrentaram primeira vez nesta temporada. Em um jogo muito equilibrado, o Flamengo fez valer seu mando de quadra e fez a festa ao lado de sua torcida. Com ótimo quarto final, o rubro-negro resistiu a tentativa de reação do Vasco da Gama e conquistou o resultado positivo, por 89 a 81.

    Marcelinho Machado foi o nome de destaque daquela partida. Num jogo totalmente inspirado, o capitão do Rubro-Negro fez a sua melhor atuação na temporada, anotando 22 pontos, seis rebotes e quatro assistências.

    O Orgulho da Nação vem tendo uma temporada fantástica, além de ser o líder do Novo Basquete Brasil, com 12 vitórias e duas derrotas, o FlaBasquete possui uma média de 84,1 pontos por jogo, nenhum outro time pontua mais que os rubro-negros na competição.

    Vivendo sua melhor fase na temporada, o Flamengo tem dois grandes destaques individuais da competição. O cestinha, Maquinhos, com média de 17,8 pontos, o ala lidera a competição no quesito. Já em eficiência, quem está acima dos demais colegas é JP Batista, com 19,2 de média, que também é o atleta que mais converte arremessos de 2 pontos, com média de 6,3 cesta por jogo.

  • Podendo garantir classificação, Flamengo enfrenta o Vasco no Maracanã

    Com três vitórias em três jogos, o Mais Querido chega para o seu primeiro clássico do ano. Na tarde deste sábado, o Flamengo pode garantir sua classificação de forma antecipada para as semifinais da Taça Guanabara, bastando uma vitória contra o Vasco para assegurar o primeiro lugar sem depender de outros resultados. A partida acontece no Maracanã, às 17h00. (Acompanhe o Tempo Real no Twitter do Mundo Bola / o Premiere FC transmite o duelo)

    Dentre as caras novas que serão relacionadas para o clássico, apenas a presença de Marlos Moreno foi confirmada pelo técnico Paulo César Carpegiani. Na tarde de ontem, Pará, Everton Ribeiro, Rhodolfo e Vizeu treinaram com os atletas que estão atuando no Campeonato Carioca e devem ser novidades para o jogo.

    Mesmo com uma time formado em sua maioria por atletas da base, o Flamengo é o líder absoluto do grupo B, com 100% de aproveitamento. Na rodada passada, na vitória sobre o Bangu (1 a 0), Paquetá, Cuéllar Geuvânio e Rômulo jogaram sua primeira partida oficial em 2018, juntando-se  a Vinicius Júnior, Lincoln, Rodinei e Renê, que já vinham atuando.

    Com apenas 3 pontos, o Vasco ocupa a quinta colocação no grupo. Na última rodada, os comandados de Zé Ricardo perderam para a Cabofriense (2 a 1), com um gol sofrido nos últimos minutos. De saída para o São Paulo, o meia Nenê não jogará o clássico.

    O último jogo entre as equipes aconteceu na 31° rodada do Brasileirão 2017, no mesmo palco do duelo de hoje, e terminou empatado (0 a 0). Na história, Flamengo e Vasco enfrentaram-se em 400 oportunidades, com ampla vantagem no retrospecto para o Mais Querido (150 vitórias, 113 empates, 137 derrotas).

    Leia também: Craque da galera: artilheiro decisivo, Vitor Gabriel é eleito o melhor jogador da Copinha

    Suspensão das 5 substituições

    A partir desta rodada, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ) não poderá permitir que os jogos do Campeonato Carioca tenham até cinco substituições. O Comitê Internacional de Arbitragem proibiu a alteração que havia sido feita sem a devida consulta. Esta mudança acaba afetando o planejamento do técnico Carpegiani, já que muitos atletas ainda não estão em condições de atuar os 90 minutos

    Arbitragem

    O arbitro Bruno Arleu de Araújo(RJ/CBF) apita a partida, auxiliado por Luiz Claudio Regazone (RJ/CBF) e Thiago Henrique Neto Corrêa Farinha (RJ/CBF).

    Classificação

    Foto de destaque e divulgação: Gilvan de Souza / Flamengo


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  • Campeão invicto: números do Flamengo na Copinha 2018

    1990, 2011, 2016 e 2018. Após dois anos, o Flamengo volta a ser campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior. A conquista confirmou a rotina vencedora em decisões: 4 taças em 4 finais disputadas no principal torneio da categoria do Brasil. Neste ano, mesmo desacreditado antes do início da Copinha, os Garotos do Ninho obtiveram o seu melhor desempenho na história da competição, com 92,59% de aproveitamento. Assim como nos títulos de 2011 e 2016, o troféu foi conquistado de maneira invicta.

    Estatísticas – Flamengo na Copinha 2018

    9 Jogos – 8 Vitórias – 1 Empate – 21 Gols Marcados – 3 Gols Sofridos

    92,59% de aproveitamento

     

    O técnico Maurício Souza utilizou 24 dos 25 atletas inscritos na Copinha 2018. O zagueiro Matheus Dantas e os meio-campistas Luiz Henrique e Theo foram os únicos a disputarem todas as nove partidas do Rubro-Negro na competição. O atacante Vitor Gabriel foi o artilheiro da equipe, com quatro tentos. O mesmo Luiz Henrique foi o líder no quesito assistências, com 3 passes que resultaram em gols, e o meia Hugo Moura foi o mais “punido”, com 3 cartões amarelos.

    Vale destacar a solidez defensiva da equipe: foram apenas 3 gols sofridos, ficando como a segunda defesa menos vazada nos últimos 10 anos.

     

    Oito dos atletas utilizados em 2018 disputaram a Copinha em 2017: Hugo Moura, Theo, Vinicius Souza, Lucas Silva, Pepê, Michael, Patrick Valverde e Wesley David.

     

    Detalhes – Gols Marcados e Gols Sofridos

    Vale destacar a quantidade de gols anotados com o pé direito, que representam quase 60% dos tentos marcados. Como dito anteriormente, o sistema defensivo da equipe foi o destaque.

     

     

    Comparação com anos anteriores

    Foi a melhor campanha da história do Flamengo na competição. Os desempenhos do Rubro-Negro nas últimas três edições da Copinha são satisfatórios:  63 gols marcados e apenas 16 sofridos em 25 partidas. Apenas uma derrota, de virada, para o Corinthians em 2017.

     

    Créditos imagem destacada: Staff Images/Flamengo

     

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    Flamengo tem 74,40% de aproveitamento nas últimas dez edições da Copinha

     

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  • FERJ define árbitro para Clássico dos Milhões

    O Flamengo chega a sua quarta partida no Campeonato Carioca de 2018 com 100% de aproveitamento e sem tomar um gol sequer. O desafio da vez é contra o Vasco da Gama, no Maracanã. O jogo está marcado para este sábado (27), às 17h. A FERJ definiu a arbitragem para a partida, o juiz Bruno Arleu de Araújo (RJ/CBF), juntamente com os auxiliares Luiz Claudio Regazone (RJ/CBF), e Thiago Henrique Neto Corrêa Farinha (RJ/CBF). A partida marca o primeiro clássico do Rubro-Negro no ano.

    O árbitro carioca, de apenas 34 anos, já possui alguns clássicos em seu histórico. No último ano, também esteve presente no primeiro grande confronto do Mais Querido de 2017, diante do Botafogo, no Engenhão. O time da Gávea saiu vitorioso por 2 a 1, com gols de Guerrero e Everton, na ocasião, o árbitro aplicou sete cartões amarelos, sendo quatro para o Alvinegro e três para o Fla. A partida marcou a classificação do Mengão para as semifinais da Taça Guanabara, além da eliminação do rival.

    Histórico em jogos do Flamengo

    Em jogos do Flamengo, esta será a quarta vez que fica responsável pelo apito. Em fevereiro do ano passado, Bruno Arleu de Araújo apitou o tenso clássico contra o Fluminense, válido também pelo Carioca. O Rubro-Negro venceu por 2 a 1, em um jogo que totalizou onze cartões – sete destes foram para atletas do Flamengo – e expulsou três jogadores (Wallace, Cuéllar e Marcos Jr).

  • Em Cajazeiras/PB, Consulado Nação CZ desenvolve ações para seus sócios

    Buscando proporcionar momentos de harmonia e distração para seus sócios, o Consulado Nação CZ, de Cajazeira/PB organizou sua primeira confraternização, no último dia 14. A festa teve início no Arena Jardim Soledade, com uma tradicional pelada, e continuou na Chácara Casa de Campo, onde desfrutaram de piscina, boa música e comida. Este foi apenas o primeiro evento de 2018, ano que promete ser recheado de ações.

    — Acreditamos que juntos somos mais fortes. Proporcionamos aos nossos sócios este momento de comemoração pois os mesmos compactuaram deste nosso sonho (de fundar o Consulado) desde o princípio — afirma Paulo Júnior, presidente do Nação CZ.

    Pouco após de 8 meses após ser oficializado como Consulado, o Nação CZ está a todo vapor buscando alternativas para seguir crescendo. Neste ano, a sede paraibana pretende investir em projetos inovadores e parcerias com empresas privadas, levando assim mais vantagens e incentivos para que os rubro-negros de Cajezeiras façam parte da sede.

    O Projeto das Embaixadas e Consulados

    As Embaixadas e Consulados funcionam como representantes do Flamengo, reunindo torcedores para assistir aos jogos, trazendo novos sócios-torcedores, realizando eventos, colaborando com iniciativas oficiais rubro-negras e fazendo campanhas sociais. O Fla possui vários destes representantes espalhados por diversas regiões do Brasil e do Mundo.

    Leia também: Projeto das Embaixadas: espalhando o Flamengo pelo mundo

    Conheça o Nação CZ

    Presidente: Paulo Vital da Silva Junior
    Contato: paulojrcz@hotmail.com
    Facebook: clique aqui


     

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  • Craque da galera: artilheiro decisivo, Vitor Gabriel é eleito o melhor jogador da Copinha

    Na campanha de superação que culminou na conquista do tetracampeonato da Copa São Paulo de Futebol Júnior, alguns atletas se destacaram. Seja pela raça, técnica ou superação, os Garotos do Ninho fizeram bonito. Mas um se sobressaiu dentre os 25 nomes inscritos. Artilheiro do Flamengo com quatro gols, o atacante Vitor Gabriel chegou ao torneio como reserva, mas acabou conquistando seu espaço. Decisivo, foi eleito o melhor jogador da Copinha, em votação popular (56,2% dos votos).

    Suspenso na decisão, por causa do segundo cartão amarelo, o atacante foi importantíssimo nas fases anteriores do torneio. Nas quartas de final, fez uma belíssimo gol contra o Avaí, que acabou garantindo a classificação do Flamengo (1 a 0). Nas semifinal, mudou o adversário, mas o grande destaque da partida foi o mesmo. Vitor Gabriel não apenas fez dois gols contra Portuguesa, como também deu uma assistência para Luiz Henrique fazer o dele, na vitória por 3 a 2.

    O jovem de 17 anos foi mais um dos atletas que precisaram se dividir entre a Copa São Paulo e a equipe profissional. Ele esteve presente na estreia do Flamengo, contra o Volta Redonda (2 a 0) e também na vitória de ontem, sobre o Bangu (1 a 0). Em ambas as partidas, entrou durante o segundo tempo.

    Centroavante com mobilidade, explosão física e faro de gol, Vitor Gabriel foi promovido recentemente aos juniores. No ano passado, foi destaque no juvenil e artilheiro do Campeonato Carioca da categoria, com 15 gols. Na Copa São Paulo, esteve em 8 jogos (cinco como titular), além dos 4 gols, foi responsável por duas assistências.

     

    Em 2016, na campanha que culminou na terceira conquista do Flamengo, Felipe Vizeu também recebeu o prêmio de melhor jogador do torneio.

    De vilão a herói

    Em 2015, quando ainda  defendia o Nova Iguacu, o atacante foi responsável por dar fim a invencibilidade de dois anos da geração 2000 do Flamengo (com Vinicius Júnior, Lincoln, Yuri e cia). O time da baixada venceu por 3 a 2, e Vitor Gabriel fez dois gols. Pouco depois, foi contratado pelo Mais Querido.

  • 1989-1990: paralelos que a história rubro-negra insiste em querer ensinar

    1989 – 1

    Prelúdio

    O time do primeiro semestre não existe mais. A equipe de Telê, que encantou o país e perdeu a taça, vive um processo de desmanche. O lateral Jorginho, após cerrada insistência e sistemáticas declarações aos jornais, enfim consegue sua transferência ao exterior. Vai jogar no B.Leverkusen-ALE. Aldair, cujo nível de atuações lhe valeu inédita convocação à Seleção Brasileira, é negociado com o Benfica-POR. O rival dos encarnados, o Porto-POR, não deixa por menos e leva seu colega de zaga, o sólido Zé Carlos II, que enfim se tornara o dono da camisa 4 do rubro-negro. Outros coadjuvantes, como o meia Renato Carioca e o atacante Sérgio Araújo, também perdem espaço. Mas a saída mais traumática para o torcedor flamengo é a de seu camisa 9, Bebeto, que, vivendo, até então, o ápice da carreira, é o melhor jogador brasileiro em atividade no país. O Baianinho recebe sondagens e propostas de clubes como Roma, Olympique e Bayern Munique (que é o maior interessado), mas, após uma sucessão de acontecimentos em que a diretoria do Flamengo demonstra inacreditável falta de habilidade para lidar com o desejo do jogador (e de seu procurador) em se transferir, o rubro-negro “consegue” perder o atleta para o Vasco, ocasionando um trauma sem precedentes na década que está por se findar. Enfurecidos, torcedores fazem violento protesto na Gávea durante uma partida contra o Paysandu, pela Copa do Brasil, que redunda em um princípio de incêndio que por pouco não assume proporções trágicas. Para piorar, dias depois o time é eliminado de forma humilhante da Copa do Brasil, ao sofrer uma das piores goleadas de sua história em Porto Alegre (1-6 Grêmio). O clima é o pior possível.

    Ainda há seis meses por jogar. Mas o ano está terminado.

    Com o dinheiro das negociações, a diretoria corre para tentar estancar a hemorragia em sua credibilidade. Repatria os ex-ídolos Júnior (que volta ao País para se aposentar em seu clube de coração) e Renato Gaúcho (com o prestígio carbonizado após desastrosa passagem pela Roma-ITA). Começa a disputar jogadores com o Vasco e ganha uma queda de braço pelo razoável zagueiro Fernando, que se destacara no cruzmaltino e estava radicado no futebol português. Traz do Botafogo o lateral-direito Josimar, destaque na Copa-1986, que após um período ruim parece ter recuperado seu futebol no Estadual, onde foi um dos principais destaques do título alvinegro. Contrata o experiente e limitado zagueiro Márcio Rossini. Consegue tirar do Goiás o habilidoso volante Uidemar (que é recebido com ironia no Rio, por conta do nome estranho). Aposta no centroavante Nando, ex-Bangu. E, como joia da coroa, elege o jogador que será o substituto de Bebeto. O meia-atacante Claudio Borghi, campeão mundial pela Seleção Argentina e com passagens vitoriosas em clubes como o Milan-ITA. Borghi é recebido no Galeão como celebridade, com fogos, cânticos e muita festa, numa manifestação desproporcional que demonstra o profundo nível de carência da massa rubro-negra. O Flamengo está enfermo.

    Zé Carlos, Josimar, Márcio Rossini, Fernando e Leonardo; Uidemar, Júnior e Borghi; Renato Gaúcho, Nando e Zinho

    Com esse time-base, o Flamengo inicia a disputa do Brasileiro. A diretoria ainda tenta convencer Zico a participar do torneio, que será seu último com a camisa do Flamengo. Mas o Galinho, receoso de sua condição física, prefere jogar apenas a Supercopa. E é com esse arranjo que o segundo semestre se inicia.

    No que deu

    A campanha do Flamengo no Brasileiro é um reflexo do péssimo momento dentro e fora das quatro linhas. O time, repleto de forasteiros, não encaixa. Telê Santana tenta usar um esquema de três zagueiros. Não dá certo, muda de ideia. Mas, sem contar com o tempo e a paciência outrora disponíveis, naufraga no primeiro revés. Após uma derrota para o Corinthians (0-1), o velho treinador é demitido (a gota d’água é a substituição do desafeto Renato, que sai de campo xingando). Poucas rodadas mais tarde, o Flamengo contrata Valdir Espinoza que, após ligeira melhora, também não consegue fazer a equipe funcionar.

    No blog: Aspectos a serem considerados de uma temporada envolta em incertezas

    Os reforços não dão liga. Renato, após arrumar confusão com Telê, não consegue entrar em forma e se lesiona. Márcio Rossini logo impressiona o torcedor, dado o apreço que demonstra pela prática de danificar canelas e tornozelos adversários. Nando até marca alguns gols, mas é lento e pouco vibrante. Josimar em nenhum momento reedita o futebol que o tornou conhecido. Ademais, volta a se envolver em pesadas confusões extracampo. Fernando mostra alguma capacidade, mas em nível inferior ao da dupla de zaga do primeiro semestre. Apenas Uidemar (o menos badalado dos reforços) surpreende pela personalidade e alto nível técnico, e Júnior, que rapidamente se torna o ponto de equilíbrio de um time com vários problemas, dizem a que vieram.

    O caso de Borghi é emblemático. Gordo, encrenqueiro e desmotivado, atua 50 minutos em sua estreia. Depois, aparece com uma lesão que logo se descobre crônica. Alega estar “inadaptado” ao Rio. Queixa-se de estar treinando “na posição errada”. Começa a faltar treinos. Briga com companheiros. E, em poucos meses, já está fora dos planos do clube. Passa a treinar em separado. Um mico colossal, já faz o Flamengo se empenhar em tentar devolvê-lo com apenas seis meses de empréstimo, metade do tempo previsto.

    A boa notícia é Zico. O Flamengo é eliminado precocemente da Supercopa e o Galinho é convencido a participar do Brasileiro. Com o “Camisa 10 da Gávea” o rubro-negro melhora na competição. Espinosa, impaciente com o péssimo desempenho dos reforços, promove jogadores da base, como os atacantes Luís Carlos e Bujica. Volta a dar chances ao irrequieto ponta Alcindo. E, com um time “desfigurado”, vai enfrentar o favorito Vasco, que montara uma seleção, com jogadores qualificados em todas as posições.

    Zé Carlos, Josimar, Júnior (improvisado na zaga), Fernando, Leonardo; Aílton, Zico, Zinho; Alcindo, Bujica, Luís Carlos.

    Com esse time, que conta com apenas TRÊS das contratações do meio do ano, o Flamengo não toma conhecimento do Vasco de Bebeto. Vence por 2-0, com dois gols do improvável Bujica, num Maracanã engalanado, em placar que se mostra até barato, tal o volume de jogo rubro-negro. É o grande momento do Flamengo na temporada. A vitória volta a colocar um sorriso na cara do torcedor. Anabolizado, o time chega a ensaiar uma arrancada em busca de vaga para a Final, mas não consegue transpor a grande diferença de pontos que o separa do objetivo. Resta a melancolia de presenciar o final da carreira de Zico, que se despede com um belo gol de falta nos 5-0 sobre o Fluminense, no simpático mas acanhado Estádio Mário Helênio, em Juiz de Fora.

    1 9 9 0 – 1

    Prelúdio

    A temporada de 1990 se inicia com uma agradável surpresa. Pela primeira vez em sua história, o Flamengo conquista a Copa SP de Juniores, expondo ao cenário brasileiro a luxuriante qualidade de uma das mais talentosas gerações de sua existência. É chegada a hora de nomes como Júnior Baiano, Piá, Marquinhos, Marcelinho, Fabinho, Nélio, Paulo Nunes e Djalminha. Este último, o grande destaque da competição, assombra o país ao marcar CINCO gols (um deles de placa) num acachapante 7-1 sobre o Corinthians em pleno Pacaembu lotado, numa das mais exuberantes atuações de toda a história do torneio. A conquista do troféu acende em muitos a certeza de que o Flamengo deveria voltar a caminhar em consonância com sua história e a estimular o aproveitamento dos garotos (muitos deles, aliás, já utilizados por Telê em 1988/89).

    Mas a diretoria tem outros planos a curto prazo. Promove ajustes no elenco, tido como já qualificado. Márcio Rossini, Nando e Borghi são dispensados/negociados. Josimar, após muita hesitação, é bancado por Espinosa, que decide lhe dar mais uma oportunidade. Para reforçar o elenco, o Flamengo consegue, enfim, desatar um intrincado nó jurídico e, mais uma vez, impõe-se ao Vasco trazendo o zagueiro André Cruz, titular da Seleção Brasileira de Sebastião Lazaroni. Junto com André Cruz, chega o volante-meia Edu Marangon, que também ostenta passagens pela Seleção em seu currículo. Ambos desembarcam para um empréstimo de seis meses.

    Outro “reforço” vem de casa. O zagueiro Leandro, após longa e dolorosa recuperação decorrente de uma complexa cirurgia realizada na tentativa de atenuar sua malformação congênita, enfim reaparece em condições de jogo, e deverá comandar a zaga. Terá, ao lado de Júnior, a missão de ocupar o vácuo de liderança deixado pela aposentadoria de Zico.

    As últimas apostas recaem sobre Luís Carlos e principalmente Bujica, promovido à condição de centroavante titular da equipe, por conta dos gols marcados na reta final da última temporada. Dessa forma, o time-base que Espinosa pretende colocar em campo, podendo variar formações com dois ou três zagueiros: Zé Carlos, Josimar, Leandro, André Cruz, Fernando (Aílton), Leonardo; Uidemar, Júnior, Edu Marangon; Renato Gaúcho, Bujica, Zinho.

    É com essa equipe que o Flamengo pretende retomar o Estadual que não conquista desde 1986 e vencer o Brasileiro.

    No que deu

    O primeiro semestre se mostra um retumbante desastre. Em nenhum momento o Flamengo se apresenta como um real candidato ao título do Estadual. Seu time é lento, pouco criativo, burocrático. As peças simplesmente não funcionam, embora Renato enfim tenha reencontrado boa parte de seu futebol, sendo o principal jogador do time na competição. Mas é figura isolada. As contratações não dão certo. André Cruz, visivelmente sem ritmo em função da longa inatividade (decorrente do imbróglio envolvendo sua contratação), é caricatura do zagueiro que impressionou os italianos um ano antes, sendo facilmente envolvido por jogadores de equipes menores. Ademais, desmotiva-se com supostos atrasos salariais e com sua escalação como volante, no meio. Lesiona-se e perde vários jogos. Com Edu Marangon a decepção é ainda mais flagrante. Mostrando-se acuado desde sua chegada (chegou a se declarar “assustado” com a camisa 10 que recebera), é escalado fora de sua posição. Meia de ligação, ou “camisa 8” de origem, gosta de atuar entre as intermediárias, organizando o jogo. Mas, com a presença de Júnior (que exerce a função), passa a jogar mais perto do gol adversário, como um ponta-de-lança, ou “meia-atacante”. Sem a velocidade e o dinamismo que a função exige, começa a “travar” o time e a ser agraciado com uma colcha de vaias pela torcida. Sem suportar a pressão, pede a Espinosa para ser afastado da equipe. É atendido e não recebe mais chances como titular. Ao final do Estadual, Edu e André Cruz vão embora sem deixar a mais tênue saudade.

    Mas a decepção não se resume aos “forasteiros”. Bujica, nas primeiras partidas, demonstra insuperável incapacidade de desperdiçar oportunidades, várias delas fáceis. Num Fla-Flu o preço é cobrado. Bujica até marca um gol, mas empilha chances perdidas e o castigo vem com um amargo empate. Impaciente, a diretoria logo percebe que o jogador ainda está “verde” e aproveita uma oportunidade de mercado, trazendo por empréstimo o atacante Gaúcho, antiga cria da Gávea que anda tendo problemas com a torcida do Palmeiras (é responsabilizado, por seu comportamento extracampo, pelas traumáticas perdas do Estadual e do Brasileiro do ano anterior). Gaúcho rapidamente “veste” a Camisa 9 e desanda a marcar gols, conquistando o torcedor e fechando de vez as portas para qualquer futura oportunidade a Bujica.

    A campanha no Estadual beira o deprimente. O time termina em quarto lugar, sua pior participação desde 1976. Disputa seis clássicos e perde quatro. Não vence nenhum, o que carimba um dos piores retrospectos de sua história. Durante a Taça Rio, Espinosa, percebendo estar por um fio, denuncia um “complô” promovido por alguns vice-presidentes, que o querem fora do cargo para colocar em seu lugar Ernesto Paulo, o treinador campeão da Copa SP, e com isso dar aos jovens as oportunidades que lhes estão sendo negadas. Com o escândalo, Espinosa ganha curta sobrevida, e “coincidentemente” passa a utilizar os garotos. Num desses jogos, o Flamengo faz 4-0 no América, em grande atuação de Marcelinho, numa das poucas exibições realmente boas da equipe. Mas, ao final do Estadual (que se decide com um humilhante triangular entre Botafogo, Vasco e Fluminense), Espinosa não resiste e é mesmo demitido.

    Assim, encerra-se a primeira parte da temporada. Que, até então, para o torcedor resume-se, em termos de emoção, ao inesquecível jogo de despedida de Zico, que parou o Rio de Janeiro e, em plena noite de terça-feira, colocou quase 100 mil no Maracanã, numa noite em que o Flamengo mostrou-se com a grandeza, a força e o brilho que há muito parecem estar perdidos.

    1 9 9 0 – 2

    Prelúdio

    A catastrófica campanha do primeiro semestre acende na diretoria a necessidade de “mudar tudo”. Até porque é ano de eleições, e a administração atual convive com a incômoda marca de, até então, não ter conquistado nenhum título, algo inimaginável dado o histórico recente.

    Num primeiro movimento, a diretoria acena com a perspectiva de, enfim, dar oportunidades aos jogadores da base, ao confirmar a contratação de Ernesto Paulo para o lugar de Espinosa. No entanto, resolve “profissionalizar” o Futebol, trazendo para a função de executivo o ex-presidente do Fluminense, Francisco Horta. Boquirroto, polêmico, ousado e marrento, Horta reúne características tidas como ideais pela diretoria, que pretende “chacoalhar” o elenco e devolver a vibração a um time diagnosticado como “sem sangue” e “sem alma”. Confrontado por sua origem tricolor, Horta rapidamente devolve: “não interessa para quem torço, interessa pra quem trabalho. Até porque o grande Domingo Bosco era tricolor, veio do Flu e mesmo assim foi muito vitorioso aqui” (aludindo ao saudoso Supervisor da Era Zico).

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    Horta não “decepciona”. Sua primeira medida é afastar Ernesto Paulo (que, assim, é desligado sem sequer ter assumido o cargo) e efetivar Jair Pereira (em grande momento na carreira). Horta deixa claro o que pretende para o rubro-negro: “Jogar num clube da grandeza do Flamengo é para iniciados, não para iniciantes. Flamengo é o ápice, é o auge. Aqui só tem lugar pra protagonista”. E logo nova baciada de reforços irá desembarcar na Gávea.

    Horta reedita os célebres troca-trocas dos anos 1970 e negocia com o São Paulo o atacante Alcindo e o lateral Leonardo, ambos em baixa. Na transação, chegam à Gávea o também lateral Nelsinho e o meia Bobô, que também não vivem bom momento. Tudo por empréstimo de seis meses. A diretoria também perde de vez a paciência com Josimar e anuncia a contratação de Zanata, ex-Bahia e Palmeiras, que será o titular enquanto o rubro-negro arruma um destino para o ex-botafoguense. Para a zaga, ainda é contratado o jovem Victor Hugo, revelação do Guarani.

    Zé Carlos, Zanata, Fernando, Victor Hugo, Nelsinho; Uidemar, Júnior, Bobô; Renato, Gaúcho, Zinho.

    Bobô, recebido com festa no Galeão, é o novo candidato a ídolo. Será o dono da camisa 10. E no início as coisas de fato parecem ir bem. O Flamengo sai para excursionar dentro e fora do país. Apresenta bom desempenho. Jair Pereira parece mais determinado a encontrar uma formação que efetivamente encaixe, independente de quem tenha que escalar ou sacar da equipe (numa dessas experiências, chega a barrar Júnior, mas logo desiste da bizarra ideia). Com um treinador de ponta, reforços de nível competitivo e bom elenco de apoio, enfim o Flamengo parece reunir condições de realizar uma boa temporada. O torcedor, desconfiado, ainda reluta.

    Parece prever a tormenta.

    No que deu

    A primeira turbulência se dá entre as duas principais estrelas da companhia. Renato e Horta não demoram a se estranhar. O atacante, que volta sem ritmo de jogo da Copa do Mundo, demora a engrenar, e é ironizado publicamente pelo dirigente. “Nosso tenor parece que anda rouco. Acontece”. Renato retruca, hostil, num bate-boca que faz a festa dos setoristas. Horta chega a cogitar a venda do jogador mas é repelido pelo Presidente, sensível ao contexto político potencialmente desfavorável com a reação à perda de um ídolo. Mas a corrosão no ambiente cresce. Num amistoso no Japão, o Flamengo massacra o Real Sociedad-ESP, 7-0. Na solenidade de entrega do troféu alusivo à vitória, Renato ignora um cumprimento de Horta, numa cena constrangedora. Na volta ao Brasil, o rubro-negro se arrasta em campo, jogando um futebol caricato. Perde no Maracanã para Bragantino, Corinthians e Botafogo. É derrotado pelo Bahia. Empata com Goiás e Internacional e, sem vitórias, é o lanterna de seu grupo, numa campanha que faz acender um inacreditável fantasma de rebaixamento. Um grupo de jogadores, liderado por Renato, faz aberta campanha contra Horta. Que não resiste e cai.

    A saída de Francisco Horta assinala uma guinada. Na partida seguinte, contra o Vasco, o Flamengo voa em campo e sai do Maracanã vencedor por 1-0, gol marcado, a exemplo do ano anterior, por mais um jovem quase estreante, o garoto Nélio. Nessa partida, o rubro-negro foi escalado com quatro jogadores egressos da Copa SP (Nélio, Marcelinho, Júnior Baiano e Piá), sinalizando uma tendência que se manterá até o final da temporada.

    Porque, mais uma vez, as contratações não suprem a demanda. Bobô, após bom início, sucumbe à crise e some. Lesiona-se e só volta no final do ano, exibindo até um bom jogo, mas insuficiente para reverter a pecha de jogador irregular. Nelsinho, por sua vez, não demora a ser barrado por Piá, que é o primeiro jogador da Copa SP a efetivamente ganhar um lugar no time. Zanata, a exemplo de Josimar, não é propriamente um modelo de comportamento extracampo e acaba perdendo a vaga para um improvisado Aílton. Victor Hugo, consegue uma sequência como titular, disputando posição com o jovem Rogério.

    O Flamengo se recupera no Brasileiro e faz bom segundo turno, tornando-se, inclusive, sério candidato a uma das vagas às Finais. Renato enfim volta a jogar em alto nível e protagoniza com Gaúcho uma devastadora dupla de ataque, totalmente afinada dentro e fora de campo. No entanto há um fato novo: a Copa do Brasil. Ansiosa pela conquista de um título, a diretoria “larga de mão” o Brasileiro e aposta todas as fichas na competição onde o rubro-negro já está nas Semifinais. E, com efeito, o Flamengo passa por Náutico e Goiás (com maciça utilização de jogadores da base) e efetivamente conquista um título nacional que não lograva obter desde 1987. Finalmente com o elenco na mão, Jair Pereira consegue engatar uma sequência de vitórias nos últimos jogos e, por pouco, o rubro-negro também não se classifica para as finais do Brasileiro.

    Com a eliminação precoce, o Flamengo vai excursionar pelo Norte-Nordeste, em um melancólico clima de “fim de feira”. A oposição vence as eleições. O novo Presidente desde cedo demonstra índole de renovação. Avisa que não “fará loucuras” e que saneará o clube. Para mostrar estar falando sério, “perde” Renato para o Botafogo. Jair Pereira, Bobô, Zanata e Nelsinho vão embora. Leonardo é vendido ao São Paulo, em nova troca de jogadores. Para treinador, traz Vanderlei Luxemburgo, que “elege” Júnior como o líder de um time jovem, aproveitando os talentos de 1990. “É com esses que vamos”, declara.

    E se dá a ruptura.


    Adriano Melo escreve seus Alfarrábios todas as quartas-feiras aqui no Mundo Bola e também no Buteco do Flamengo. Siga-o no Twitter: @Adrianomelo72.


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