Autor: diogo.almeida1979

  • No Dia do Trabalhador, relembre alguns dos grandes operários da história do Flamengo

    Nem sempre o astro da equipe deixa de ser o mais esforçado do elenco e o ídolo máximo do Flamengo não deixa dúvida sobre isso.

    Nunca faltou dedicação, empenho e garra a craques como Zico, Junior e Leandro. Contudo, para que nossos solistas pudessem brilhar ainda mais nos conjuntos rubro-negros, o clube contou com carregadores de piano.

    No Dia do Trabalhador, o Mundo Bola montou uma lista para servir de debates em mesas rubro-negras de bar nesse feriado. O critério da brincadeira é ter jogado de volante e ter representado a raça e a entrega de um típico carregador de piano.

    Não se trata de desmerecer a qualidade de cada um deles, mas de exaltar a entrega em nome do time.

    Carlos Martín Volante

    Inconcebível começar uma lista dos melhores volantes com outro nome. Foi o argentino, nascido em Lanús a 11 de novembro de 1910, que eternizou seu sobrenome para designar aquele jogador de meio-campo mais preocupado com a marcação e que corria pelo time. Nascia com Carlos Martín a posição de volante no futebol brasileiro.

    Atuou profissionalmente em clubes importantes do seu país, como Lanús e San Lorenzo. Mas foi no Flamengo tricampeão carioca da década de 30 que virou lenda. Faleceu na cidade de Milão, na Itália, já aposentado e longe do futebol, aos 76 anos de idade.

    Dequinha

    Dequinha é lembrado pelos torcedores mais antigos com muito carinho. Provavelmente estará sempre na lista dos melhores jogadores da velha guarda da Nação Rubro-Negra. Polivalente, raçudo ao extremo, um pulmão inesgotável. Dequinha se multiplicava em campo. E o melhor de tudo, tinha muita habilidade. Predicados não faltam a este filho de Mossoró, importante cidade do Rio Grande do Norte inclusive o de representar representar o nordeste nas fileiras do Mengo.

    Dequinha chegou ao Fla em 1950 e atuou por 374 jogos. Faleceu em 1997, em Aracaju-SE.

    Liminha

    João Crevelim trabalhava tanto em prol do time que seu apelido de fato era “Carregador de Piano”. Jogou no Flamengo de 1968 a 1975 e foi campeão carioca em 1972 e 1974. Pegou uma época difícil. O Flamengo montava bons times, porém, não conseguia se firmar como clube vencedor.

    Fez 513 partidas e atualmente é o nono jogador que mais vestiu o uniforme da fábrica, ou melhor dizendo, o Manto Sagrado. Morreu em 2013, aos 69 anos.

    Andrade

    O camisa 5 do maior time do Flamengo de todos os tempos não poderia ficar de fora. Andrade não era um brucutu ou o clássico cão de guarda, mas se alguém ali era chão de fábrica, esse alguém era Andrade.

    Charles Guerreiro

    O início foi complicado. Ele demorou a entrar nas graças da torcida. A raça do volante-lateral-direito chamava tanta atenção que foi natural que o apelidassem de Guerreiro. Quem viveu o Fla do final dos anos 80 e início dos 90 nunca vai esquecer dar derrapagens espetaculares nas roubadas de bola de Charles. Nosso trabalhador e sua cabeleira de rebelde gostava muito de um carrinho nas tardes de domingo no Maracanã!

    Mancuso

    Da Argentino para o Brasil. Do amor pelo Velez para a paixão pelo Flamengo. Mancuso veio e virou música. Jogava firme, não seria exagero dizer que era até violento: com ele não tinha folga em serviço! Campeão Carioca em 1996 pelo Mengo, jogou no Palmeiras e no Boca Juniors mas não hesita nunca em repetir que o Flamengo é maior do que tudo. Ah, e quem aí lembra da música?

    Maldonado

    Como não colocar Maldonado na lista de ídolos operários do Flamengo? Além de raçudo o chileno tinha bola. Veio para o Flamengo após brilhar por muito tempo no Cruzeiro. E foi a peça que faltava para na engrenagem daquela linha de montagem que acabou protagonizando a maior arrancada da história dos campeonatos de pontos corridos. Eu nem preciso citar que o ápice de Claudio Maldonado foi na comemoração do terceiro gol daquele mítico 1×3 contra o Atlético-MG, em pleno Mineirão. Lembra a comemoração? Ah, que saudade…

    Minas Gerais; Brasil; Mineirao; 08/11/2009; Futebol; Campeonato Brasileiro 2009, jogo, Atletico-MG x Flamengo, ; Foto Gil Leonardi/Lancepress; ;

    Amaral

    Por ando andas, Amaral? Melhor não pesquisar. Em um grande time do futebol brasileiro sabemos que não vamos encontrá-lo, não é mesmo? Então o melhor que podemos fazer é lembrar daquele Amaral tímido e típico de quem vem de um pequeno clube do Rio, após destaque no desprestigiado Campeonato Carioca. Amaral venceu a desconfiança e a Copa do Brasil 2013, metendo um golaço na final contra o Atlético-PR, diga-se de passagem. Brucutu, volante-volante, marcador implacável. Amaral está vivo demais nas nossas melhores lembranças do último grande título do Mengão Queridão.

    Ah, só pra não te deixar curioso, ficamos sabendo que ele estava defendendo o Boa Esporte…

    Gustavo Cuéllar

    A identificação entre o colombiano Cuéllar e a torcida do Flamengo foi instantânea. Desde que chegou o volante foi abraçado pela Nação, no início por esperança de que seria ele o herói a livrá-la da falta se carisma e raça do titular Márcio Araújo. Ele não decepcionou ainda. Além de Xodó, Cuéllar sabe enaltecer a grandeza do clube. Por diversas vezes disse repetiu que quer fazer história e que ama o CRF. Sempre sério e concentrado. Em muitas ocasiões mostra-se como representante solitário de virilidade em um elenco superprotegido. Cuéllar é raiz, raça e técnica, um descendente Dequinha. Nosso mais fundamental operário e representante do trabalho duro em 2018.

    Bônus

    Em tempos de reforma trabalhista e discussões sobre reforma da previdência trazemos também dois casos pitorescos. Não eram volantes mas mostraram a determinação dos grandes homens que trabalham e superam os limites do corpo com muita raça: o primeiro é Valido, herói do primeiro tri, talvez o primeiro desaposentado do Brasil.

    Conta Patricia Castelan, aqui mesmo no Mundo Bola:

    A história do primeiro Tri Carioca do Flamengo com Valido impressiona. É daquelas histórias mágicas que só acontecem nos Clubes mais amados de cada país.

    Em 1944, Valido já havia pendurado as chuteiras há um ano e sete meses quando foi até a Gávea para jogar bola sem compromisso. Uma pelada entre amigos.

    Ao ver como Valido ainda jogava muito bem, o atual técnico Flávio Costa, que queria um cabeceador como Agustín, fez o convite surpreendente: queria que Valido voltasse e atuasse no time novamente há dois jogos da final do estadual daquele ano. Valido ficou surpreso, hesitante mas aceitou.

    Para deleite da maior torcida do mundo, marcou na sua reestreia na goleada de 6 x 1 em cima do arquirrival, Fluminense. O próximo jogo seria contra o Vasco da Gama, e a mágica aconteceria.

    Diz a história, que no dia da final, Valido acordou sentindo-se mal e jogou com 39 graus de febre. Aos 41 minutos do 2º tempo, abriu o placar marcando um belo gol de cabeça, sua especialidade, que deu ao Flamengo o 1º Tri Campeonato do Carioca e decretou o 2º lugar ao Vasco, a freguesia que permanece até os dias atuais.

    O segundo é de Moderato, que num período pré-INSS jogou quando deveria estar cumprindo licença médica, operado de apêndice na época antes das cirurgias por vídeo…

    Moderato era o principal jogador do Flamengo na década de 20. Após uma crise de apendicite é submetido a uma cirurgia. Em 1927 a coisa não era simples no agora, quase cem anos depois. O ponta-esquerda não esmorece, e diz que vai jogar contra o América. Enfia uma cinta para proteger os pontos da cirurgia e vai a campo.

    Conta Rafael Oliveira, do blog Heróis do Mengão:

    O Flamengo começa o jogo na frente com gol de Nonô. No início do segundo tempo é a vez de Moderato marcar, 2 x 0. Então vem o gol do América, e como consequência a pressão pelo gol de empate. O Mengão então põe pra valer toda a sua mística raça, e com muita garra e vontade, aguenta a pressão e de forma heroica conquista o Campeonato Carioca de 1927. Dentre todos os Heróis do Mengão é impossível não destacar Moderato, que pelo seu amor ao Flamengo, subestimou sua saúde e arriscou sua vida para ser campeão, sendo premiado com o gol do título.
    Sugestão de pauta e colaboração direta: Arthur Butter Nunes. Escolha da lista foi feita no grupo dos apoiadores do Mundo Bola no Whatsapp.

    Imagem destacada nos posts e nas redes sociais: Reprodução

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  • Pesquisa Datafolha: Pluri projeta Fla, Corinthians e São Paulo com 75% da torcida brasileira e Blog Teoria dos Jogos analisa crescimento gigante da Nação entre jovens

    A vitória contra o Ceará no ultimo domingo (29 de abril), vai ficar marcada pela comemoração do meia Diego, literalmente nos braços da torcida do Flamengo que superlotou a área destinada aos visitantes no Castelão, em Fortaleza. Torcedores cearenses e de outros estados do Nordeste compraram os cerca de 20 mil ingressos colocados à venda para a Nação Rubro-Negra da região.

    Único clube com perfil nacional, o Flamengo terá a companhia de Corinthians e São Paulo no grupo de gigantes do futebol tupiniquim. A projeção, baseada na última pesquisa Datafolha sobre o perfil dos torcedores do país, feita por Fernando Ferreira, fundador e sócio da Pluri Consultoria, é de que os três acumulem nada menos do que 3/4 da torcida brasileira: “Se projetarmos a evolução das torcidas pelos dados etários disponíveis na pesquisa, e considerarmos as taxas de natalidade, de fecundidade e os dados de expectativa de vida atualmente disponíveis, podemos projetar um futuro próximo (10 a 20 anos) de aumento da concentração e da diferença de porte entre os clubes, em direção a termos apenas 3 grupos de torcidas disputando os 75% de brasileiros que torcem para algum time”, declarou em artigo publicado em seu blog.

    Quando se analisa o recorte da faixa etária da atual pesquisa, é impressionante a constatação do futuro da Nação Rubro-Negra. Entre 16 e 24 anos, o Mengo arremata 24% de torcida contra 17% do principal rival em grandeza. Um apontamento que não deixa margem para maiores objeções quanto ao futuro. Apesar de reportagens que forçam a barra, é improvável e quase que impossível mesmo que o posto de maior torcida do Brasil deixe de ser da Nação.

    Sobre a questão, Vinicius Paiva, do respeitado blog Teoria dos Jogos, escreve:

    A análise por faixa etária empata com a das rendas como recortes mais importantes nas pesquisas. Isto porque uma aponta o tamanho futuro das massas, enquanto outro indica quem consome ou tem potencial de consumir – mesmo em torcidas menores do que outras. Vamos à avaliação do primeiro grupo.

    Por idade, não é de hoje, o Flamengo encerra toda e qualquer controvérsia quanto à sua liderança. Na faixa mais jovem, entre 16 e 24 anos, o Mengão explode a incríveis 24%, contra 17% do Timão. Isto, ao menos por ora, é indicativo de que nossa geração não verá qualquer mudança no topo do ordenamento. O aumento entre a garotada rubro-negra é tão impactante que supera em muito faixas reconhecidamente pertencentes à “era Zico”: 20% entre 35 e 44 anos, e 18% entre 45 e 59 anos.

    Saiba mais: Áudio-entrevista: Vinícius Paiva, do blog Teoria dos Jogos, fala sobre o mito da espanholização

    A margem de erro é “mais fiel” na balança

    O teor do anúncio da pesquisa uma vez mais forçou igualdade numérica entre as torcidas rubro-negra e corintiana (veja print abaixo). Com 18% da preferência nacional contra 14% do atual campeão brasileiro, a matéria da Folha de São Paulo destaca que o alvinegro paulistano está tecnicamente empatado com o Flamengo considerando a margem de erro de 2%. O interessante é notar que a margem de erro da editoria do jornal sempre conclui que os paulistas podem ter um percentual maior e o Flamengo menor.

    Especialista sobre o tema, Vinicius Paiva explica bem o “empate técnico” em seu blog Teoria dos Jogos: “O foco foi forçar uma igualdade numérica entre as torcidas rubro-negra e corintiana. Com 18% da preferência nacional contra 14% do atual campeão brasileiro, a matéria da Folha de São Paulo destaca que o alvinegro paulistano está tecnicamente empatado com o Flamengo considerando a margem de erro de 2%. O interessante é notar que a margem de erro da editoria do jornal sempre conclui que os paulistas podem ter um percentual maior e o Flamengo menor”.

    Domínio absoluto no Norte e Nordeste; empate nas outras regiões

    No Norte e Nordeste a margem de erro dá um salto para 6%, segundo os critérios do instituto. Mesmo assim, o time da Gávea fica muito à frente dos demais clubes. No Norte, o Fla conta com 37% contra 8% do Corinthians. No Nordeste os números são 23% e 9%, respectivamente.

    Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste equilibram a balança pró-Corinthians, segundo o Datafolha

    Na região Sul despontam Inter e Grêmio como os clubes que ameaçam o domínio corintiano. O Fla estaria logo abaixo. A margem de erro é de 5%. Na região Centro-Oeste a margem sobe para 6%. O curioso é que o Fla tem 23% da preferência, enquanto o Corinthians apenas 9%. Mesmo assim o jornal vaticina novo empate técnico. Finalmente, na região Sudeste o estudo confere 19% para o Corinthians contra 14% para o Flamengo, com margem de erro descendo para 3 pontos percentuais.

    Outras discrepâncias conceituais

    Sobre as margens de erro, Vinicius Paiva destacou que elas não funcionam como noticiadas no estudo do Datafolha, o primeiro desde 2014: “Margens de erro não funcionam na base do “dois pontos percentuais pra todo mundo”. Fosse assim, clubes com 1% das preferências (como o Bahia) variariam entre 3% e… -1%! Ou mesmo zero, levando proeminentes torcidas regionais à condição de inexistência. Parece óbvio que estas não são opções válidas. A questão é que margens de erro são proporcionais ao “tamanho do número”, sendo assim, quanto menor o percentual, menor a margem. Só isto já é suficiente para dizer que mesmo a variação benéfica aos paulistas (eles pra cima e cariocas para baixo) não seria suficiente para atingir a condição de empate técnico. Sendo assim, é correto afirmar: Não existe qualquer dúvida sobre a inexistência de um empate na primeira posição. Para alguns, uma verdade inconveniente”, alerta Paiva.

    O especialista em números ainda alertou sobre uma questão do arredondamento praticado pela empresa de pesquisa: “Mas ainda existe um último questionamento. Na pesquisa divulgada hoje, o Sport sequer aparece na lista dos votados – ou seja, o Leão pernambucano foi acomodado dentro de nada desprezíveis 8% de “outros”. Só que numa pesquisa fidedigna, seria imperativo que os pernambucanos aparecessem (bem) à frente do Vitória, pois algumas outras já o colocaram mesmo adiante do Bahia. Se torcidas tão importantes estão dentro do “outros”, e se este agregado atingiu índice tão proeminente (equiparado ao tamanho do São Paulo, terceira maior torcida do país), por que não abri-lo? Novamente: o que custa revelar os percentuais de todos os que bateram 1% – mesmo os que o fazem com base no famigerado arredondamento? A mesma reivindicação se aplica aos importantes Atlético-PR e Coritiba, agregados dentro de um catadão que não lhes é de direito”, conclui.

    A pesquisa Datafolha foi realizada entre os dias 29 e 30 de janeiro de 2018. Foram entrevistas 2.826 pessoas em 174 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
     

    Imagem destacada nos posts e nas redes sociais: Staff Images / Flamengo; Reprodução Folha de São Paulo.

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    > Flamengo Imperadores enfrentará Volta Redonda Falcons pela segunda rodada do Carioca
    > O time lá da firma

  • Flamengo anuncia ingressos mais baratos contra Inter e Ponte Preta

    Atual detentor do segundo maior público do futebol brasileiro em 2018 – 52.106 torcedores, contra o América-MG -, o Flamengo já definiu os valores dos ingressos para seus dois próximos compromissos como mandante: diante o Internacional, pelo Campeonato Brasileiro, e frente à Ponte Preta, jogo de volta das oitavas da Copa do Brasil. Ambos os jogos serão realizados no Maracanã. Os valores de cada setor são iguais em ambos as partidas.

    Ingressos – Flamengo x Internacional

    Maracanã – 6 de maio de 2018 – 16h – Campeonato Brasileiro

    Abertura de vendas

    27/04 – 10h: ST +Paixão
    28/04 – 10h: ST Paixão
    28/04 – 18h: ST +Amor
    29/04 – 10h: ST Amor
    30/04 – 10h: ST +Raça
    01/05 – 10h: ST Raça
    01/05 – 20h: ST Tradição
    02/05 – 10h: ST Nação Jr e público geral

    Norte e Sul

    ST Raça e superiores: R$ 10
    ST Tradição: R$ 20
    ST Nação Jr e público geral: R$ 40 (Meia R$ 20)

    Leste e Oeste

    ST Raça e superiores: R$ 15
    ST Tradição: R$ 30
    ST Nação Jr e público geral: R$ 60 (Meia R$ 30)

    Maracanã Mais

    ST Raça e superiores: R$ 75
    ST Tradição: R$ 100
    ST Nação Jr e público geral: R$ 150 (Meia R$ 100)

    Pontos de venda

     

    Maracanã – Bilheteria 01

    Dias 02 à 05/05 – das 10 às 17h
    Dia 06/05 – Todas as bilheterias – das 10h até o final do primeiro tempo.

    Gávea (Sócios do clube)
    Avenida Borges de Medeiros, 997 – Lagoa – Rio de Janeiro – RJ
    Dias 02 à 05/05 – das 10 às 17h

    Gávea (Público geral)
    Praça Nossa Senhora auxiliadora, s/nº – Lagoa – Rio de Janeiro – RJ
    Dias 02 à 05/05 – das 10 às 17h

    Lojas oficiais do Flamengo

    Espaço Rubro-Negro (Centro)
    Rua da Quitanda, nº 87, Rio de Janeiro – RJ
    Dias 02 à 04/05 – das 10 às 17h

    Espaço Rubro-Negro (Downtown)
    Avenida das Americas nº 500, loja 114 – Barra, Rio de Janeiro, RJ.
    Dias 02 à 05/05 – das 10 às 17h

    Espaço Rubro-Negro (Méier)
    Rua Dias da Cruz, nº203, Loja B – Méier, Rio de Janeiro – RJ
    Dias 02 à 05/05 – das 10 às 17h

    Espaço Rubro-Negro (Shopping Nova América)
    Av. Pastor Martin Luther King Jr., nº126, 1ºpiso = Del Castilho, Rio de Janeiro – RJ
    Dias 02 à 05/05 – das 10 às 17h

    Espaço Rubro-Negro (Shopping Plaza Niterói)
    Rua Quinze de Novembro, nº8, 1º piso – Centro – Niterói – RJ
    Dias 02 à 05/05 – das 10 às 17h

     

    Ingressos – Flamengo x Ponte Preta

    Maracanã – 10 de maio de 2018 – 19h30 – Copa do Brasil

    Abertura de vendas

    27/04 – 14h: ST +Paixão
    29/04 – 14h: ST Paixão
    30/04 – 14h: ST +Amor
    02/05 – 14h: ST Amor
    03/05 – 14h: ST +Raca
    04/05, 14h: ST Raça
    05/05 – 14h: ST Tradição
    06/05 – 10h: ST Nação Jr e público geral (online)
    07/05 – 10h: Público geral – pontos de venda físicos

    Norte e Sul

    ST Raça e superiores: R$ 10
    ST Tradição: R$ 20
    ST Nação Jr e público geral: R$ 40 (Meia R$ 20)

    Leste e Oeste

    ST Raça e superiores: R$ 15
    ST Tradição: R$ 30
    ST Nação Jr e público geral: R$ 60 (Meia R$ 30)

    Maracanã Mais

    ST Raça e superiores: R$ 75
    ST Tradição: R$ 100
    ST Nação Jr e público geral: R$ 150 (Meia R$ 100)

    Pontos de venda

    Maracanã – Bilheteria 01

    Dias 07 à 09/05 – das 10 às 17h
    Dia 10/05 – Todas as bilheterias – das 10h até o final do primeiro tempo.

    Gávea (Sócios do clube)
    Avenida Borges de Medeiros, 997 – Lagoa – Rio de Janeiro – RJ
    Dias 07 à 09/05 – das 10 às 17h
    Dia 10/05 – das 10 às 15h

    Gávea (Público geral)
    Praça Nossa Senhora auxiliadora, s/nº – Lagoa – Rio de Janeiro – RJ
    Dias 07 à 09/05 – das 10 às 17h
    Dia 10/05 – das 10 às 15h

    Lojas oficiais do Flamengo

    Espaço Rubro-Negro (Centro)
    Rua da Quitanda, nº 87, Rio de Janeiro – RJ
    Dias 07 à 09/05 – das 10 às 17h
    Dia 10/05 – das 10 às 15h

    Espaço Rubro-Negro (Downtown)
    Avenida das Americas nº 500, loja 114 – Barra, Rio de Janeiro, RJ.
    Dias 07 à 09/05 – das 10 às 17h
    Dia 10/05 – das 10 às 15h

    Espaço Rubro-Negro (Méier)
    Rua Dias da Cruz, nº203, Loja B – Méier, Rio de Janeiro – RJ
    Dias 07 à 09/05 – das 10 às 17h
    Dia 10/05 – das 10 às 15h

    Espaço Rubro-Negro (Shopping Nova América)
    Av. Pastor Martin Luther King Jr., nº126, 1ºpiso = Del Castilho, Rio de Janeiro – RJ
    Dias 07 à 09/05 – das 10 às 17h
    Dia 10/05 – das 10 às 15h

    Espaço Rubro-Negro (Shopping Plaza Niterói)
    Rua Quinze de Novembro, nº8, 1º piso – Centro – Niterói – RJ
    Dias 07 à 09/05 – das 10 às 17h
    Dia 10/05 – das 10 às 15h

    Com informações do Site Oficial do Flamengo. Créditos imagem destacada: Gabriel Spanner/Mundo Bola

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  • Ceará 0 x 3 Flamengo | Na tática e na técnica: um time com cara de Flamengo

    Vitória com autoridade. Com cara de Flamengo. Isso é o que importa. Seja jogando com River Plate, Vitória, América-MG, Santa Fé ou Ceará. A obrigação precisa ser sempre representar a história que possui e seu DNA.

    Time entrou em campo com esquema e funções diferenciadas dos escolhidos nos sofríveis dois jogos contra o Santa Fé (1×1 do Maracanã e 0x0 no Estádio El Campín) e na despedida do Julio Cesar contra o América-MG (2×0 no Maracanã). Mudanças que empolgam e com ajustes necessários, podem render valorosos frutos para a continuação da temporada.

    Primeira grande mudança destacável foi o deslocamento do Paquetá da fatídica ponta direita, para atuar ao lado de Cuellar, na armação de jogadas e na recomposição defensiva fechando como um autêntico segundo volante. Fato esse que lhe rendeu números expressivos no aspecto defensivo, com 6 desarmes e 3 interceptações.

    Éverton Ribeiro, entrando na vaga de Arão (que não possui justificativas para tantas participações na temporada da equipe, com Jonas em boa fase e o promissor Jean Lucas), posiciona-se inicialmente à ponta-direita, movimentando-se na diagonal para apoiar a criação e permitir a passagem de Rodinei, que teve presença ofensiva forte durante os 90 minutos, ainda que errando muitos cruzamentos, ponto urgente a ser melhorado.

    Prosseguindo, destacou-se a mudança de função de mais dois jogadores:

    Diego deixa de recuar a cada momento ofensivo para auxiliar na saída de bola, função que não tem os predicados para exercer e que o torna pouco efetivo ainda que participativo, já que a bola sempre está aos seus pés. Liberdade para transitar pelos últimos ¾ de campo, com infiltrações ou movimentando-se às costas dos volantes.

    Contudo, no 1° tempo, com a forte pressão existente na zona intermediaria das linhas de marcação e inexistência de movimentação ofensiva ordenada do time, com jogadores andando em meio à marcação adversária, o camisa 10 caiu frequentemente à ponta-esquerda para participar de jogadas com Vinicius Junior, o que causou certos desentendimentos e encontrões que atrapalharam possíveis bons ataques.

    Já o garoto, que teve maior liberdade na recomposição defensiva devido ao novo posicionamento de Paquetá como 2° volante, fechando na lateral esquerda com o Renê, teve mais uma boa partida em sua tenra carreira profissional, e como titular, queimando a língua daqueles que o rotulam como “jogador de segundo tempo”. O melhor atacante de qualquer clube de futebol, no mundo, tem que ser titular. Não é aqui que isso seria exceção. O que não se pode pedir é algo que o jogador não pode entregar. Vinicius não tem e nunca terá a vocação tática de Éverton Cardoso. Porém, tem o talento e a capacidade de desequilibrar em jogadas individuais, quebrando as linhas defensivas e permitindo maior liberdade aos seus companheiros. Hoje, premiado com dois gols.

    Dourado, inócuo no jogo coletivo, lento, pesado, torna-se cada vez mais uma incógnita, ao continuamente apresentar performances de um típico centroavante de finalização, que legitima questionamentos sobre sua titularidade, não só ao jovem Lincoln (que o substitui), como ao retorno de Paolo Guerrero.

    Com tudo isso posto à mesa, tivemos o time posicionado em um 4-3-2-1 e defendendo em duas linhas de 4 com Vinicius Jr. e Henrique Dourado com a função de pressionar a saída de bola dos zagueiros e do 1° volante, ao longo dos primeiros 45 minutos.

    Entretanto, ao longo da partida e principalmente na segunda etapa, Everton Ribeiro deslocou-se mais ao centro do campo, na tentativa de livrar-se do constante isolamento na ponta direita, fruto da péssima movimentação ofensiva do time e busca de jogo do Diego pela meia esquerda.
    Rodinei, como já dito, ainda que com constantes subidas/ultrapassagens demonstra suas deficiências técnicas em momentos que foram necessários passes de maior dificuldade para tabelas ou triangulações.

    Com essa flutuação, empurrou o Diego para o ataque à frente da grande area e próximo a Dourado, haja vista que a meia estava constantemente ocupada pelo camisa 7 e Lucas Paquetá, em ótima atuação, responsável pela criação de jogadas e desenvolvimento da transição ofensiva da equipe, com participação de luxo de Cuéllar, que desponta como um dos melhores jogadores da equipe no ano e denota o atraso que foi termos os dois jogando lado a lado nessa temporada apenas nesse fim de 4° mês de 2018.

    Nesse momento, o time transitava continuamente do 4-2-3-1 para o 4-2-2-2, com constantes infiltrações de Paquetá como “elemento surpresa”, função característica de William Arão, que dessa vez cedeu vaga à entrada de Jean Lucas, com pouco tempo para alterar algo na atuação da equipe. Jonas, também entrou em campo para poupar o extenuado colombiano e apresentou-se capacitado para cumprir a função requerida.

    Vale ressaltar que a equipe se apresentou dispersa e distante ao longo dos primeiros 20 minutos, sem nenhuma postura tática coletiva, posicionando-se meramente conforme o que manda suas posições, de forma burocrática. Flamengo continua um time dependente de suas individualidades. Necessita de mais frequência de infiltrações, ultrapassagens e triangulações, para confundir a marcação adversária e abrir a faixa de campo onde seus jogadores podem render mais, assim como foi feito na jogada de construção do segundo gol: deslocamento de Dourado e Diego mais à entrada da grande área, acarretou na subida da primeira linha de 4 do Ceará, o que permitiu a ultrapassagem de Rodinei às costas do lateral-direito; passe em profundidade de Paquetá, cruzamento na segunda trave concluído por Vinicius Jr. infiltrando-se no espaço entre o lateral e o zagueiro. Jogada de manual.

    Por tudo isso, fica claro a necessidade ajustes, de reposicionamento de jogadores à faixas do campo que permitam que suas qualidades aflorem com mais facilidade e, principalmente, incutir nos jogadores uma movimentação tática coesa para abrir espaços nas defesas. Éverton Ribeiro é de longe o jogador que mais sofre com isso. Apresenta claramente uma dificuldade de manter-se no combate físico com seu marcador, o que o faz perder a posse da bola com certa regularidade, que se acentua ao jogar pela ponta, isolada da participação de seus companheiros. Mas jogando pela meia, responsável pela criação com Paquetá e Cuéllar, mostra-se mais efetivo e um arma forte, caso continue jogando por aquela faixa do campo.

    Renê continua a nulidade ofensiva de sempre, situando-se quase como um zagueiro na ala esquerda. O que traz o questionamento da quase total ausência da utilização de Trauco na posição. Ainda que apresente falhas defensivas, possui visível capacidade técnica para participar da armação da equipe, e contra equipes retrancadas em seu campo, poderia facilmente acrescentar poder ofensivo à equipe sem colocá-la em risco.

    Enfim, jogo sólido e correto após tantos sofríveis. Equipe ainda se apresenta muitas vezes como um bando, e isso precisa ser sanado, seja por
    Barbieri ou o futuro treinador. Ainda vivo nas competições que importam, e o principal objetivo até a paralisação para a Copa é continuar assim. Faltam 9 jogos.


     

    Imagem destacada nos posts e nas redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo

     

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  • E que pipoquem os gols rubro-negros…

    Flamengo líder do Campeonato Brasileiro depois de 7 anos, fato inédito na gestão Eduardo Bandeira de Mello. Isso tudo com uma boa atuação diante do Ceará. Eis que pipocaram na FlaTT muitas razões para esta boa atuação do time, após meses de um futebol fraco.

    Os “torcedores” que fizeram o papelão no aeroporto dirão que foi por causa das suas atitudes lamentáveis, boa parte da imprensa já diz que é por conta da fragilidade do adversário e os abutres da política rubro-negra fazem coro com ambas as versões. A Nação Rubro-Negra deve apreender a fazer sua própria análise e não cair na “pilha errada”, como caiu em relação ao Diego.

    No Blog: Tua glória é lutar

    O Flamengo está em ano eleitoral e tudo o que querem, é ver o caldeirão rubro-negro ferver cada vez mais e que a todo momento pipoque uma nova crise. Esqueçam Eduardo Bandeira de Mello e seus erros por um momento, vamos focar no time.

    O bom futebol apresentando passou uma mudança que muitos pediam há algum tempo. Ao sacar Willian Arão do time e retornar com Éverton Ribeiro, Barbieri não voltou a utilizar o esquema usado pelo Carpegiani, a mudança foi além disso. O treinador interino recuou Paquetá para posição de segundo homem de meio-campo, posição esta que já atuou na base, e adiantou o Diego, deixando-o mais próximo da grande área adversária, onde julgo ser sua melhor posição.

    Os dois gols da joia Rubro-Negra Vinicius Junior e a comemoração do Diego junto à massa Rubro-Negra podem dar a falsa impressão que eles foram os nomes do jogo. Não para mim, o nome do jogo mais uma vez foi Lucas Paquetá, que deu rapidez na saída de bola, mais liberdade ao Diego e foi muito bem defensivamente, com sete roubadas de bola e seis desarmes.

    Acredito que Mauricio Barbieri encontrou uma formação próxima ao ideal e espero que a mantenha nos próximos jogos, bem como o time do Flamengo tenha uma sequência de boas atuações.

    E que assim pipoquem os gols Rubro-Negros…
     

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    Bruno Baesso é pai da Alice, escritor, poeta, advogado, fundador do grupo literário Los Burrachos e louco. Siga-o no Twitter: @BrunoCBB55
     

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  • O Fla contra o Ceará em Fortaleza: invencibilidade, fratura e expulsão

    O Memória Rubro-Negra relembra tabu positivo do Fla contra o Ceará na história dos Brasileiros e o maior de todos os duelos entre as equipes

     
    O Flamengo tem uma escrita a seu favor a ser mantida na partida deste domingo contra o Ceará no Castelão, pela terceira rodada do Campeonato Brasileiro. Considerando a disputa do torneio nacional a partir de 1971, o Rubro-Negro enfrentou o Vozão em Fortaleza seis vezes e nunca perdeu: foram três vitórias e três empates. Há ainda uma partida pela Taça Brasil, torneio que passou a ser equiparado ao Brasileirão pela CBF, e que registrou o confronto mais marcante entre as duas equipes na capital cearense.

    O jogo pela Taça Brasil de 1964 foi a partida mais turbulenta e repleta de incidentes entre os dois times em Fortaleza. Em sua única participação no torneio, para o qual se classificou ao ter se sagrado o campeão carioca de 1963, o Fla entrou direto nas semifinais e teve como primeiro adversário justamente o Ceará, mandante do jogo de ida no estádio Presidente Vargas. E o lance mais lembrado da partida aconteceu no fim do primeiro tempo, que terminou em empate sem gols.

    No blog: Há 34 anos, Fla massacrava o Santos no Morumbi pela Libertadores

    Num ataque cearense, o meia rubro-negro Nelsinho foi tentar rebater uma bola e levou uma solada do atacante Gildo, do Ceará. Ficou deitado no gramado por mais de um minuto, já que o árbitro não parou a partida. Quando recebeu atendimento, percebeu-se a suspeita de fratura da tíbia e do perônio direitos, depois confirmada na radiografia. Como se não bastasse, após o jogo, a ambulância que o levava do hotel em que o Fla estava hospedado até o aeroporto foi atingida na traseira por um táxi, o que agravou a lesão. O meia só voltaria a campo quase dez meses depois, numa excursão rubro-negra à Espanha.

     

    Nelsinho (Foto: Reprodução)

     

    Com Evaristo entrando no lugar de Nelsinho, o Fla chegou a marcar com Aírton no começo da etapa final, mas o árbitro anulou equivocadamente, marcando um impedimento inexistente. Pouco depois, o lateral-direito Murilo cabeceou um cruzamento de Amauri e enfim, abriu o placar para os rubro-negros (embora dessa vez os cearenses tenham ficado na bronca pedindo impedimento). De qualquer forma, mais tarde o Flamengo ampliaria com Amauri chutando forte uma sobra de jogada de Evaristo na área.

    Nos acréscimos do segundo tempo, o árbitro viu um toque de mão de Murilo dentro da área rubro-negra e apitou pênalti para o Ceará. O goleiro Marcial defendeu a primeira cobrança, mas o juiz mandou voltar alegando invasão. No segundo chute, o lateral William converteu e descontou para 2 a 1. Apesar das trapalhadas do árbitro e da truculência do adversário, o Fla conseguiu escapar ileso e com a vitória. Mas Nelsinho ainda passaria por outro incidente.

    Já pelo Brasileirão a partir de 1971, os confrontos começaram logo na primeira edição do torneio. Naquele ano, o Flamengo derrotou o Ceará por 1 a 0 em partida também realizada no PV, num jogo tecnicamente fraco, salvo apenas pela grande exibição do zagueiro paraguaio Reyes, que não satisfeito em bloquear todas as investidas do time da casa, ainda foi à frente para criar a jogada do gol rubro-negro, marcado pelo ponta Arílson, aos 41 minutos da etapa final.

    No ano seguinte, o Flamengo voltou a Fortaleza e agora sim presenteou os torcedores locais com uma ótima atuação, liderada por um Paulo César Caju em tarde de gala. Depois de Doval ter tido um gol mal anulado logo aos três minutos, o ponta-esquerda abriu o placar cobrando pênalti e ampliou aproveitando um rebote do goleiro. Na etapa final, depois de trocar passes, Zanata fez o terceiro aos 12 minutos. Só mesmo na última volta do ponteiro é que o Ceará descontou, com gol de Élcio.

    O Flamengo retornou ao Presidente Vargas mais uma vez em 1973, mas desta vez teve de se contentar com um empate em 1 a 1: Zico abriu o placar após tabelar com Doval no primeiro tempo, mas o time recuou demais na etapa final e deixou a vitória escapar ao sofrer um gol de Vitor, numa falha de defesa. Aquele seria o último confronto entre as duas equipes em 12 anos: o jogo seguinte aconteceria no Castelão, em 1985, pela abertura da segunda fase do Brasileirão, mas com o mesmo resultado do anterior.

    Os donos da casa saíram na frente com gol do centroavante Anselmo (o mesmo campeão da Libertadores e mundial com o Fla em 1981), que encobriu Fillol. No segundo tempo, porém, Andrade cabeceou um cruzamento de Adílio da esquerda e empatou. No fim, o goleiro argentino rubro-negro se redimiu com excelentes defesas para garantir o resultado. Mas o jogo mereceu destaque menor nos jornais. É que no dia seguinte, 5 de julho de 1985, o Flamengo encaminhava o acerto para trazer Zico de volta à Gávea, depois de dois anos atuando no futebol italiano.

    Os dois últimos confrontos vieram já no Brasileirão por pontos corridos: em 2010, o Fla empatou em 2 a 2 depois de sair duas vezes na frente no marcador. O zagueiro Wellinton fez o primeiro e o Ceará empatou com Magno Alves. O filho da terra Ronaldo Angelim deixou o Flamengo de novo em vantagem, mas outra vez Magno Alves igualou o placar. Já no ano seguinte, o Fla enfim venceu no Castelão por 1 a 0, gol de cabeça de Deivid. O Fla ainda teve Ronaldinho Gaúcho expulso, juntamente com Heleno, do Ceará.
     

    Imagem destacada no post e redes sociais: Reprodução

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    Emmanuel do Valle é jornalista e pesquisador sobre a história do futebol brasileiro e mundial, e entende que a do Flamengo é grandiosa demais para ficar esquecida na estante. Dono do blog Flamengo Alternativo, também colabora com o site Trivela, além de escrever toda sexta no Mundo Bola.


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  • Flamengo busca vitória contra o Ceará para dispersar crise

    Sob fortes protestos e em meio a uma grave crise técnica. É assim que o Flamengo chega à terceira rodada do Brasileiro 2018.

     
    Na capital cearense, o time enfrenta o Ceará, neste domingo, às 16h. Mesmo atolado em problemas, a vitória pode levar o grupo, que por pouco não foi severamente agredido no embarque no Rio, à liderança da competição.

    Desde a eliminação para o Botafogo na semifinal do Campeonato Carioca a equipe vem mostrando apatia em alguns jogos e nenhum desenho tático. O desempenho contra o fraco Santa Fé, na última quarta-feira (25 de abril) teve um efeito de gota d’água. Caso ao menos tivesse se esforçasse para vencer o jogo o time poderia já estar classificado para as oitavas de final da Libertadores, feito não atingido nas últimas três participações.

    Sem desfalques, o Flamengo conta com todo seu time dito titular. É o mesmo grupo que esteve na Colômbia para enfrentar o Santa Fé na última quarta-feira. O Ceará busca sua primeira vitória no Campeonato Brasileiro, já que perdeu para o Santos na estreia e empatou com o São Paulo na última rodada. Mais de 30 mil ingressos foram vendidos antecipadamente. Há uma expectativa de grande público na Arena Castelão.

    Prováveis escalações

    Ceará: Éverson; Valdo, Luiz Otávio e Tiago Alves; Arnaldo, Richardson, Juninho e Rafael Carioca; Felipe Azevedo, Wescley e Arthur.

    Flamengo: Diego Alves; Rodinei, Réver, Juan e Rene; Cuéllar, Willian Arão e Lucas Paquetá; Diego, Vinícius Jr e Henrique Dourado.
     

    Imagem destacada no post e redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo

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  • Abrindo as semifinais, Flamengo visita Mogi das Cruzes

    Após passaram de forma tranquila pelas quartas de final, Flamengo e Mogi das Cruzes se enfrentam no primeiro jogo da semifinal do Novo Basquete Brasil. A primeira partida da série tem inicio às 14h, neste sábado (28), no Ginásio Professor Hugo Ramos. A partida conta com a transmissão da Band e SporTV.

    O Rubro-Negro vem para o duelo embalado após varrer o Minas Tênis Clube por 3 a 0 nas quartas de final, além de ter terminado como o líder da fase regular do NBB. O treinador José Neto comentou sobre a equipe adversária e o que espera do confronto.

    “O Mogi mostrou durante a temporada que cresce muito quanto está jogando em casa, eles se sentem muito bem apoiados pela torcida e sabemos que eles vêm para o jogo motivados pela vitória fora de casa contra o Caxias. Tenho certeza que vão tentar botar em prática seus pontos fortes, explorando as saídas dos exteriores com Shamell, Larry e até mesmo Tyrone. No jogo interior, o Wesley vem fazendo um bom trabalho, tornando o time bem homogêneo, com uma grande versatilidade de jogo. Temos que entrar preparados para todas as situações para não sermos surpreendidos”, disse o treinador.

    Um dos grandes atrativos da série entre Flamengo e Mogi será o encontro entre os dois maiores cestinhas da história da competição: Shamell(6.502 pontos) e Marquinhos (5.832 pontos). Na atual temporada, os dois também estão entre os melhores pontuadores, mas em uma distância maior. Marquinhos é o primeiro do ranking (18,6 pontos por jogo), enquanto Shamell é o sexto (15,1 pontos por jogo).

    Com uma rivalidade surgindo nos últimos anos, Flamengo e Mogi se encontrarão pela terceira vez nas semifinais do Novo Basquete Brasil. Os primeiros confrontos aconteceram nas temporadas 2013/2014 e 15/16 e o Orgulho da Nação saiu vencedor nas duas oportunidades. Na temporada 2013/14, aconteceu o primeiro duelo, o Mais Querido fechou a série em 3 a 1. No jogo decisivo, realizado em Mogi das Cruzes, o Rubro-Negro bateu a equipe paulista pelo placar de 79 a 71, com grande atuação do pivô norte-americano Jerome Meyinsse. Marcando 34 pontos, o camisa 55 ainda pegou seis rebotes e decretou a classificação rubro-negra para a final da competição, diante do Paulistano, finalizada com o terceiro título do FlaBasquete no NBB.

    Na temporada de 2015/16, mais uma série de incrível equilibrio entre as equipes. O Flamengo virou a série para cima do Mogi, após um lindo toco de Marquinhos no último lance do jogo quatro, forçando a quinta partida. No último confronto, contando com a Nação lotando o Tijuca Tênis Clube, o Mengão triunfou por 79 a 75. Olivinha foi o destaque do jogo com 22 pontos e oito rebotes. Na sequência, o Orgulho da Nação foi campeão novamente, mais uma vez em cima do Bauru, chegando ao pentacampeonato.

    O Rubro-Negro ainda conta com 100% de aproveitamento diante do Mogi, na atual temporada. No primeiro confronto no Rio de Janeiro, o clube da Gávea venceu por 77 a 71 e chegou ao topo da tabela pela primeira vez na fase regular. No jogo de volta, o Mais Querido venceu de novo, dessa vez por 75 a 72, com destaque para os 20 pontos do armador, Cubillan.

    Na sequência, as equipes voltam a se encontrar no Rio de Janeiro, na Arena Carioca 1, para o Jogo 2, que acontece na próxima sexta (4), às 20h. Já o Jogo 3 será no domingo (6), às 14h30.

  • FlaBasquete finaliza Copa Brasil sub-21 em sétimo

    Disputando um dos maiores e mais disputados torneios das categorias de base do basquete nacional, o Flamengo concluiu sua participação na Copa Brasil de Clubes de Basquete Sub-21, na sétima colocação. O treinador, Fernando Pereira, comandou uma jovem equipe, fruto do processo de renovação da base rubro-negra.

    Na fase classificatória, o time da Gávea conquistou duas vitórias em três partidas, diante do Paysandu (PA) e AEGB Basquete (GO). Na segunda fase, perdeu para o União Corinthians, que terminou como vice-campeão, e depois para o Botafogo, terminando eliminado da competição. O Rubro-Negro encerrou sua campanha contra o Praia Clube (MG), com uma vitória, na disputa da sétima colocação. A base do Mais Querido agora volta suas atenções para o Estadual Sub-19, onde o clube permanece imbatível.

  • Flamengo Imperadores enfrentará Volta Redonda Falcons pela segunda rodada do Carioca

    O Flamengo Imperadores  enfrentará o Volta Redonda Falcons pela segunda rodada do Campeonato Carioca de Futebol Americano. A partida será disputada no próximo domingo (29) no Raulino de Oliveira às 14h. A entrada é franca, porém os donos da casa estarão arrecadando ração no local do evento para doação à Sociedade Protetora dos Animais de Volta Redonda, ou 1kg de alimento não perecível, também para doação às ações sociais do município.

    O adversário 

    O Volta Redonda Falcons, time criado em 2012, fará sua estreia no Campeonato nesta partida. A equipe já participou de duas edições da Liga Fluminense de Futebol Americano (LiFFA) Full Pads e de uma edição da Liga Nacional de futebol Americano (LNFA).

    O que está em jogo

    O Flamengo Imperadores venceu a sua partida de estreia no Campeonato, o que lhe rendeu liderança da Conferência Sul. Caso vença o jogo contra o Falcons, irá disparar em primeiro lugar com o recorde (2-0). Garantirá ainda a possibilidade de disputar pelo menos o terceiro lugar da competição, considerando que os dois melhores de cada Conferência farão este confronto.

    Caso perca para Volta Redonda, precisará ganhar do rival Vasco da Gama Patriotas. Além de torcer para a RFA vencer o Falcons na última rodada. Ficando assim com duas vitórias e as outras duas equipes com apenas uma vitória.

    Créditos da imagem destacada: Flamengo Imperadores/Divulgação