Autor: diogo.almeida1979
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A crônica do baba entre o time do Bidu e o time do Bola
Esta NÃO é uma história de ficção.
Daí que a galera do Bola desafiou a do Bidu.
Quem veio com a novidade foi o próprio Bidu. “O Bola montou um time e quer armar um baba contra o nosso”. E ele já chegou avisando qual era o time. Justo, imaginei, já que era dono do campinho que ficava no quintal da casa dele, um barrão com duas traves sem rede. Três de linha e um goleiro.
“Dezinho, Guga e Sergim. Eu vou pro gol. Quem arma um time pra jogar contra o nosso? Precisamos de um sparring”.
Até falando difícil o bicho tá agora, imaginei. Questão é que já estava no final de uma manhã de férias escolares e já havíamos passado as duas horas anteriores jogando e jogando. Os garotos estavam mortos, esgotados. Ademais, ninguém queria passar a vergonha de ser escovado pela “Seleção do Bidu”. Que tinha, de fato, juntado os melhores do nosso baba. Um time que nunca havia sido formado junto, “pra não desequilibrar”. E que estava descansado, pois os “eleitos” tinham passado o tempo tratando do tal jogo contra o Bola. Daí, quem estava sentado, assim permaneceu. Em silêncio.
“Eu vou”. Fui o primeiro a levantar. Era fominha de bola ao extremo. Também estava cansado, mas enquanto houvesse futebol no campinho eu sempre estaria dentro. Não me incomodava se o outro lado era fraco ou forte. A ideia era o jogo em si. A diversão da disputa.
“Eu também quero”. “Eu também”. Olhei pro lado e quase não segurei o muxoxo. Pebinha e Paulim haviam se candidatado também. Ao menos estavam descansados, pudera, eram os piores do baba e nunca jogavam. “Se não tiver mais ninguém, eu posso jogar”. E assim a última vaga foi ocupada por meu irmão. Que detestava futebol mas às vezes jogava “só de onda”.
Quando se definiu o cotejo, os outros meninos não seguraram a risada. “É com isso aí que a Seleção vai jogar?”, “Eu ia embora e nem vou mais. Só pra ver o massacre”. “Se não for de zero, é vergonha”. E assim os moleques que correram da peleja no campo se aboletaram ao seu redor, esperando sermos jogados aos leões romanos.
A disparidade era grotesca, de fato. Bidu era um goleiro instável, mas razoável, tinha reflexo. Sergim jogava na zaga, era muito técnico e bom no jogo alto, mas meio lento. Guga tinha um lançamento perigoso e tabelava muito bem. E tinha Dezinho, que jogava como um “10” clássico, cabeça levantada, excelente passe, muito bom domínio de bola, embora não fosse muito dado às divididas.
Enquanto os moleques riam, chamei meus “companheiros”. Paulim era um goleiro espetaculoso, “de lua”. Fazia defesas sensacionais com a mesma frequência que erigia uma granja de frangos, daí ser apelidado “Mão de Minhoca”. Pebinha, um pivete miudinho, corria muito, mas muito mesmo, pior que notícia ruim. Só que tinha certos problemas com o manejo da bola, que talvez fosse redonda em excesso pra ele. Meu irmão era um zagueiro que praticava um futebol um tanto rural, exclusivamente físico, incapaz de tratar a pelota com um mínimo de zelo. Gostava do codinome que lhe davam, “Brabo”.
E havia eu. Que nunca fui propriamente um sujeito talentoso, mas era voluntarioso. E competitivo ao extremo. Nunca gostei de perder nem par ou ímpar. E não estava com a menor intenção de tornar as coisas mais fáceis para os de Bidu.
Chamei o time. “Quem estiver com medo, pode ir embora agora. Eu estou aqui pra ganhar. E nós vamos ganhar”. Falava gritando, o que fez explodir os adversários e a assistência em risadas. “Bora logo, que a gente tá com pressa”, desdenharam.
Seria um baba a quatro gols. Normalmente era de três, mas Bidu insistiu que fosse pra quatro, “pra ficar mais bonito o placar”.
Começa a bagaça, primeiro ataque da seleção, gol. Saímos com a bola, logo depois, gol. O esquadrão dos caras já abria 2-0.
“Não vamos subir. Vamos esperar os caras atrás do meio. Estamos indo de vez”. Rosnei, e os moleques obedeceram. Eles estavam nitidamente incomodados com as gozações e a chacota. Pebinha quase chorava de raiva. Eu tinha que usar isso ao nosso favor. Bastaria uma demonstração de altivez, de reação, e a coisa melhoraria.
Não demorou. Tocaram uma bola pra Dezinho, eu cheguei pra dividir. E fui pra dentro. Joguei bola, Dezinho, terra e público pra lá da linha lateral. Sabia que Dezinho era meio pipoqueiro e não ia aguentar um hálito quente. Chegou reclamando, “que é isso?”, “Ué, fui na bola, fui de pé baixo. Você acha que o Bola vai jogar macio? Vai é lhe engavetar. Tô lhe fazendo um favor.”
Segunda arrepiada e o Dezinho começou a se encolher. Mandei o time marcar sempre com dois, porque os caras, apesar de bons, cadenciavam demais, tocavam demais. “Marca com dois, quando a gente tomar a bola, Pebinha dispara”. A ideia era aproveitar a velocidade desumana de Pebinha pra lançar, aproveitando o ponto fraco do Sergim, a lentidão. “Tomou a bola, dá no gol. Goleiro deles é fraco”, eu gritava, já pra desestabilizar Bidu, que nunca teve um temperamento, digamos, de gelo. “Boa, Brabo. Aqui ninguém passa”. “Não vim aqui pra perder”, e gritava ensandecido, qual um Obdúlio do baba.
A coisa começou a perder a graça. Ou a de fato ficar interessante, a depender da perspectiva. Questão é que os “iluminados” não esperavam uma resistência tão tenaz. Os meninos do meu time entendendo que, se dessem a vida, no mínimo teriam de volta a dignidade. Os adversários tinham espaço até o meio. Mas passou disso, era Guga dominar uma bola, vinham dois mordendo o pescoço. Era a bola chegar em Dezinho, eu vinha com minhas espanadas “carinhosas”. Fora as bicudas pro gol. A primeira Bidu quase aceitou. A segunda zuniu na trave. E a terceira foi pra dentro. Logo depois, trombei com Dezinho e, como combinara, estiquei pra Pebinha, que do jeito que recebeu mandou pro gol. A coisa estava empatada. Ninguém mais ria.
Agora só se ouvia a minha voz. “Mantém, mantém! Aqui ninguém passa!”. Os caras resolveram começar a chutar de longe. Mas Paulim Minhoca estava no dia bom. Começou a pegar tudo. Bola na gaveta, bola rasteira, e as que não pegava iam na trave. “Time ruim não tem sorte!”, eu gritava a cada gol perdido deles. Estava em transe. Mais duas bicudas de longe e fechamos a conta. 4-2. Ninguém, absolutamente ninguém estava entendendo. O melhor time jamais formado ali no campinho do Bidu acabava de ser derrotado por um catado de pivetes, alguns sem a menor estrutura física inclusive.
Os meninos ameaçaram comemorar de forma heroica e tal, mas eu botei a bola debaixo do braço e, com toda a marra que o momento permitia, berrei: “e aí, vão querer revanche?”, “tá louco?”, um dos nossos retrucou. “Ganhamos uma vez e vamos ganhar de novo, pra não dizer que foi sorte.” Enlouquecidos pelo rubor da vergonha, os de Bidu evidentemente aceitaram, clamando vingança.
“Eles estão desnorteados. Agora vem a melhor parte”. Eu estava degustando cada momento daquilo. Era o momento de demolir os caras. Provocar, pirraçar. Porque, quando se fustiga um oponente determinado e concentrado, rapidamente a coisa reverte contra. Mas, quando se atiça um adversário nervoso e desequilibrado, ele derrete.
“Vamos logo com isso que eu quero ver o Globo Esporte!”, “É esse catado aí que quer ganhar do Bola?”, “Toca aqui que tá fácil!”. Metade dos garotos já havia ido embora. O time do Bidu, como eu imaginava, perdeu de vez o pouco controle que tinha. Começaram a discutir entre eles. Agora Dezinho se negava a dar a bola a Guga. Sergim por pouco não foi embora. Bidu dava socos na trave de nervoso. “Ô Dezinho, toca a bola, deixa de ser mascarado”, eu berrava, infernizando.
E então deitamos. Passamos a chegar no gol dos caras em três toques. Numa dessas tabelas, metemos o mais belo tento da jornada. Bidu quase deu umas bolachas em dois garotos que gritavam “olé” do lado de fora. Pebinha fez menção de rebolar pra cima de Sergim, aí tive que dar um esporro: “Epa, respeita os caras. Jogo tá limpo! Provocação só sadia!”.
Encurtando a conversa, os caras cruzaram uma bola na área. Ganhei na cabeça e deixei pra meu irmão, o Brabo. Que rebentou um balaço lá do Deus me livre, uma bola que varou o arco quase abrindo um rombo no muro que ficava atrás do gol. Era o último. Acabávamos de fazer 4-0. Pebinha ria como se não tivesse amanhã. Paulim Minhoca não parava de tagarelar. Os derrotados sumiram, evaporaram antes que eu, extenuado ao limite das minhas forças, terminasse de matar a sede na torneira que tinha atrás do gol.
De volta pra casa, andando pra superar a distância de pouco mais de 200 metros que nos separava do campinho do Bidu, meu irmão me perguntou, “como fizemos aquilo?”
“Simples. Eu imaginei que a gente era o Flamengo.”
PS: mesmo com a derrota, a Galera do Bidu enfrentou o time do Bola. E venceu por 3-2.
Imagem destacada no post e redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo
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Fla TV mantém bom crescimento, mas é ultrapassada pelo canal do Liverpool
Por Wedson Barreto, sob a supervisão de Wanderson Emerick
A FlaTV fechou o mês de abril com 909.034 inscritos e um crescimento de 4,26%. O canal conquistou 38.738 novos seguidores no período, correspondendo a +38,86% em relação a março, quando teve a menor marca de inscritos em 2018. Em comparação com o mesmo período do ano passado, o crescimento foi de 43,95%.
Com isso, a FlaTV já tem mais de 180 mil inscritos no YouTube em 2018, sendo o canal de clube que mais cresceu no Brasil. Esse resultado deixou o Mais Querido em 2° lugar no Ranking Nacional e das Américas e em 6° no Ranking Mundial, no mês de abril.
Apesar dos bons números o Fla voltou ao 5º lugar no ranking geral, já que o Liverpool o ultrapassou e está perto de chegar a 1 milhão de inscritos. O bom crescimento da equipe inglesa tem explicação: a bela campanha na Champions League, que culminou na classificação para a final, impulsionou o canal. Em relação ao 6° colocado, o PSG de Neymar Jr, o Fla abriu uma boa vantagem.
Visualizações
Além disso, a FlaTV teve em abril 3.195.700 visualizações, ficando em 3° no quadro nacional, atrás de Palmeiras e Corinthians. As visualizações cresceram 16,50% em relação a março e 3,32% no total, fechando o mês com 96.266.415 de views. Em 2018, a FlaTV já são mais de 16 milhões, ficando somente atrás da PalmeirasTV, com 22 milhões.
Essa diferença está sintonizada com a grande e boa expectativa entre os torcedores alviverdes e corintianos, além disso o fato de que chegar a final do estadual paulista deu a Corinthians e Palmeiras uma larga vantagem na geração de conteúdo para seus torcedores. Juntos, foram os que melhor capitalizaram durante o período das finais dos estaduais pelo Brasil. O primeiro conseguiu mais visualizações, enquanto o segundo conquistou mais inscritos.
Vale lembrar que, diferente de 2017, a FlaTV interrompeu as transmissões de pré-jogo’s, jogos-treino e jogos da base – este último por causa de direitos de transmissão, cuja detentora é a FERJ – e futebol feminino, além do Fla Rádio que foi uma iniciativa muito boa feita nas finais da Sul-Americana.
Reaproximação com a Torcida
No dia 17 de abril, o Flamengo fez um treino aberto antes do jogo contra o Santa Fé, além de lotar o Maracanã com mais de 45 mil pessoas, arrecadar 40 toneladas de alimentos esse evento marcou uma reaproximação com sua torcida. A transmissão ao vivo pelo YouTube rendeu para a FlaTV 18.851 mil inscritos e 793.851 visualizações entre o dia 17 e 18. Ao final da transmissão, o vídeo já tinha 234 mil visualizações e um pico de 73 mil espectadores simultâneos.
Outro destaque importante foi o conteúdo gerado na despedida de Julio Cesar, que do dia 21 ao 23, período que o conteúdo foi repercutido, rendeu à FlaTV 382 mil visualizações e 3.070 assinantes, com 7 vídeos postados.
A expectativa é que o canal alcance ainda no primeiro semestre as marcas de 1 milhão de inscritos e 100 milhões de visualizações.
Com os dados consolidados, assim ficaram os Rankings gerais atualizados de abril:
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A maravilhosa experiência de um domingo qualquer
Todo clube de futebol que se preza tem que cuidar pra que a aliança com sua torcida não apenas seja mantida, porém também ampliada
Saudações, Rubro-Negros!O domingo passado foi de reencontros. Houve o reencontro do Flamengo com um futebol menos enfadonho e burocrático, da torcida com o Maracanã e daqueles torcedores há tanto tempo afastados do estádio com seu time; e teve ainda o reencontro do Flamengo com aquilo que ele tem de mais fantástico, aquilo que o faz diferente e maior que todos os demais: sua mística. Voltamos a ver o Flamengo jogar como Flamengo; não como aquele nosso saudoso Mengão da era Zico, nem o de 1992, ou mesmo aquele de 2009, mas jogou como manda a tradição do clube. Pela primeira vez em muito tempo percebemos a energia emanada lá das arquibancadas ser incorporada e correspondida pelos jogadores dentro do gramado. A gente não queria muito mais do que isso; na verdade, queríamos mais ver isso do que qualquer outra coisa, e anteontem nós vimos.
Não vou me meter a fazer aqui análises táticas, técnicas e estratégicas sobre o comportamento da equipe, tampouco avaliar se o desempenho é suficientemente bom para seguir sonhando com a glória, pois nem me sinto gabaritado para tanto, muito menos tenho tal pretensão. Para mim seguem valendo as impressões, as memórias e as emoções vividas num domingo que me fez recordar alguns dos inúmeros que vivi no velho Maraca; foi diferente de diversos outros que vivi recentemente, o que é bom, e igual a tantos outros que vivi no passado, o que é melhor ainda.Quero, portanto, seguir gozando do meu direito inalienável de sonhar com a retomada de uma rotina de dias assim, de um domingo qualquer, no qual não nos faltem as emoções, a empolgação e o fascínio que marcaram esse último.
INFORME PUBLICITÁRIO: Quer aprender inglês como o Fabiano Tatu? Conheça a Double English!
https://youtu.be/DbiJEH3dwPIMe encheu o coração de alegria ver aquela quantidade de famílias indo ao jogo; o ambiente dentro e fora do Maracanã era de tranquilidade, alegria, confiança e descontração totais. Foi lindo ver a molecada toda vestida de vermelho e preto, rosto pintado, se emocionando com a entrada do time em campo. Muitos ali estavam tendo essa oportunidade pela primeira vez em suas vidas, e tenho certeza de que irão se lembrar daqueles momentos até o último dia delas.
Ir ao estádio acompanhar de perto o time do coração é o que forma nossa identidade de torcedor. Ali é o lugar em que esse vínculo se estreita a ponto de se tornar inquebrável. Todo clube de futebol que se preza tem que cuidar pra que essa aliança não apenas seja mantida, porém também ampliada. Espero sinceramente que o que se viu no Maracanã no domingo passado convença nossa diretoria de que a volta às conquistas somente será possível quando o Fla tiver a sua gente de novo ao seu lado. A Nação foi convocada e novamente se fez presente, participou, empurrou, acreditou, enfim, fez o que sempre se espera que faça, agora está na hora de ser recompensada da forma como merece, e o melhor jeito de fazer isso é transformando o domingo passado num domingo qualquer, numa justa, deliciosa e vitoriosa rotina flamenga.
SRN
Nota: pouco mais de 60 mil foram ao Maracanã para esse jogo contra o Internacional, praticamente o mesmo público presente à final da Sulamericana em dezembro passado, sendo que os ingressos praquele jogo foram muito mais caros. No entanto, nenhuma confusão foi registrada nem na chegada, nem na saída. Estava presente a ambos, e o que vi de diferente foi um controle muitíssimo maior, uma organização que não havia naquela partida contra o Independiente, como o fechamento de algumas vias que dão acesso ao estádio, filas arranjadas de uma maneira bem mais ordeira, equipes de apoio e policiais, que me pareceram estar até em menor número que da outra vez, trabalhando com muito mais tranquilidade, cordialidade e, consequentemente, competência. Fiquei com a nítida impressão de que se muitas vezes as coisas terminam da forma como terminaram no ano passado, não é por não sabermos organizar eventos daquele porte, e sim porque é vantajoso para alguém — ou “alguéns” — que o circo pegue fogo.
Imagem destacada nos posts e nas redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo
O Blog do Fabiano Tatu é patrocinado pela Double English. Conteúdo novo semanalmente, metodologia para brasileiros e feedback personalizado! Clique no banner e saiba mais!Tenha acesso a todo conteúdo Double!E sua mensalidade nunca aumenta enquanto for assinante! Fabiano Torres, o Tatu, é nascido e criado em Paracambi, onde deu os primeiros passos rumo ao rubronegrismo que o acompanha desde então. É professor de idiomas há mais de 25 anos e já esteve à frente de vários projetos de futebol na Internet, TV e rádio, como a série de documentários Energia das Torcidas, de 2010, o Canal dos Fominhas e o programa Torcedor Esporte Clube, na Rádio UOL. Também escreve no blog Happy Hour da Depressão.
Imagem destacada nos posts e nas redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo
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Ainda falta muito -
Brasileiro Feminino: Flamengo/Marinha recebe o Rio Preto
As meninas do Flamengo/Marinha querem manter a invencibilidade como mandante no Campeonato Brasileiro Feminino 2018 nesta quarta-feira (9), na Gávea, às 15h contra o Rio Preto. A entrada ao estádio é gratuita. As rubro-negras vem de vitória na competição, 1 a 0 diante da Ponte Preta, com gol da meia Bárbara.
O time titular para esse jogo ainda não foi definido pelo técnico Ricardo Abrantes. O XI inicial da partida contra a Ponte Preta tinha: Kemelli; Rayanne, Renata Diniz, Ana Carol e Fernanda Palermo; Ju, Jane e Bárbara; Rafaela, Pâmela e Dany Helena. A goleira Stefane, que esteve suspensa para o duelo frente à Ponte Preta, volta a ficar disponível para o jogo contra o Rio Preto.
Arbitragem – Flamengo/Marinha x Rio Preto
O trio de arbitragem escalado para esse jogo é feminino: o duelo será conduzido pela árbitra Rejane Caetano da Silva, auxiliado por Lilian da Silva Fernandes Bruno e Fabiana Nobrega Pitta.
Histórico de confrontos
Será a sétima partida entre as equipes na história do Futebol Feminino. A vantagem é do clube paulista: nos seis jogos, quatro vitórias do Rio Preto e duas do Flamengo. Vale ressaltar que o Mengão ainda não venceu o Rio Preto jogando como mandante: em três jogos, foram três derrotas.
Porém, foi contra o Rio Preto, que o Flamengo/Marinha conquistou o Brasileiro Feminino 2016. No jogo de ida, no RJ, derrota para as visitantes por 1 a 0. No jogo da volta, realizado em SP, o Flamengo venceu por 2 a 1, com gols de Larissa e Gaby e conquistou o título (fez dois gols fora de casa).
Rio Preto 5 x 0 Flamengo / Flamengo 0 x 1 Rio Preto / Flamengo 1 x 2 Rio Preto / Rio Preto 1 x 2 Flamengo / Rio Preto 1 x 3 Flamengo / Flamengo 2 x 3 Rio Preto.
O adversário
As meninas do Rio Preto, paralelamente ao Brasileiro Feminino, estão participando do Campeonato Paulista, de forma invicta. Em cinco jogos contabilizam três vitórias e dois empates, anotando 11 gols e sofrendo 4. No Campeonato Brasileiro, dois empates, diante Portuguesa e Santos.
O time titular das paulistas na partida anterior teve: Zani; Edilaine, Tha, Karina e Simeia; Maria, Barbara, Mariana e Miriã, Letícia e Fafa. A camisa 18 Maria anotou o gol do Rio Preto contra o Santos, que acabou 1 a 1.
Lei do ex?
A famigerada “lei do ex”, que consiste em um atleta marcar gol em sua ex-equipe, poderá aparecer neste jogo. A lateral/volante Beatriz, recém-chegada na equipe do Flamengo/Marinha, esteve no elenco riopretano na temporada passada. A atleta fez sua estreia pelo Mengão na última rodada, e se diz “ansiosa pelo reencontro”.
Bia conquistou o Campeonato Paulista em 2017, jogando pelo Rio Preto. (Acervo pessoal) Regulamento
O Flamengo está no grupo 2, juntamente de Vitória-PE, Foz Cataratas/Coritiba-PR, Rio Preto-SP, Santos-SP, Portuguesa-SP, Audax-SP e Ponte Preta-SP. Na primeira fase da competição, as equipes do mesmo grupo enfrentam-se em turno e returno. As quatro melhores, avançam às quartas de finais, após isso, mata-mata com jogos de ida e volta. O campeão, além do troféu, garante vaga na Libertadores da América Feminina 2019.
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Créditos imagem destacada: Staff Images/Flamengo
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O Flamengo e o viés de confirmação
O que o quadrinista Scott Adams e uma briga sobre preços de ingressos no Twitter podem ensinar?
Em seu monumental livro “Ganhar de Lavada – Persuasão em um mundo onde os fatos não importam”, o brilhante quadrinista Scott Adams discorre sobre vários fatores que o levaram a prever, against all odds, a vitória do trilionário Donald Trump na campanha para presidente dos EUA. Adams, autor das fantásticas tirinhas do Dilbert – a maior crítica de todos os tempos ao mundo corporativo e seus vícios – foi achincalhado e discriminado por toda a intelligentsia (artistas, militantes etc) que diz adorar a democracia desde que se vote e defenda a linha de pensamento deles próprios. No fim, saiu vencedor. E deixa bem claro que só lançou o livro porque a previsão, no fim das contas, estava certa, e isso é um atributo que ninguém pode ignorar.
O livro, já à venda no Kindle, mas no papel apenas em 15 de maio, é indispensável para qualquer pessoa que se meta a trabalhar com marketing político. Adams discorre sobre dissonância cognitiva, que é quando seu cérebro reage, quase por sobrevivência, criando narrativas que você pode suportar. “O cérebro humano não foi feito para a verdade”, praticamente é o que diz o livro. Mas um item, dentre dezenas citados por Adams, chama a atenção, principalmente depois que, incrivelmente, a discussão entre a torcida no Flamengo, mormente no Twitter, voltou a ser a chatíssima e interminável polêmica povo/ingressos baratos/ganho esportivo x elite/ingressos caros/perda esportiva; dois tuiteiros – um deles, inclusive, até jornalista de uma tv americana radicada no Brasil – se digladiam, ambos imersos profundamente em… Viés de Confirmação, item descrito como Adams como a “notícia que você usa para confirmar algo que você pensa”. E mais incrível: o Viés de Confirmação só serve para te fazer feliz – sem necessidade de haver qualquer traço de realidade entre o que aconteceu e aquilo que você pensa.
Adams cita, magistralmente, dois fatos ocorridos na política americana: a notícia de que Barack Obama seria “ligado a grupos muçulmanos” e a notícia de que Trump teria feito acordo com os russos. Ele se deu ao trabalho de fazer uma profunda pesquisa, e não encontrou absolutamente nenhum fato concreto que embasasse minimamente as duas “informações”. Mas para partidários anti-Obama e anti-Trump, os fatos não importam, já que as notícias confirmam aquilo que eles pensam e sentem.
O Flamengo mais uma vez bateu o recorde do ano de público – e isso, sinceramente, não é novidade alguma. Para o Flamengo, colocar 60 mil pessoas dentro de um estádio é coisa tão simples e natural quanto a Tia Surica fazer um feijão (que nem o famoso feijão da Vicentina) que sirva mais de 20 pessoas. Para tanto, o clube efetivamente deu uma boa abaixada no preço dos ingressos, trazendo então torcedores com menor poder aquisitivo. Com isso, diz o colunista de TV, a vitória veio. Puro, puríssimo viés de confirmação, alguém achar que o Flamengo venceu por causa do público – quando este mesmo Flamengo vive dando vexames homéricos diante de públicos bem maiores (cito aqui, a contragosto, o tenebroso 30 de junho de 2004, sem mais explicações). O Flamengo venceu porque jogou melhor e fez mais gols que o Inter. Apenas isso. Claro que a torcida ajuda, e isso ninguém discute. Mas não é o fator determinante.
Do outro lado, um tuiteiro exalta a importância do ingresso mais caro – e eu já escrevi alhures, na crônica The Trouble With Flamengo, que esse é um problema real. A narrativa do desdentado que agora pode apoiar o time e levá-lo ao título brasileiro é bonita. Mas não paga as contas. O tuiteiro exagerou ao dizer que “não se sente bem”. O colunista contra-atacou republicando um twitter no qual o tuiteiro dizia achar legal “o Maracanã parecer um shopping”.
Olha, eu também acho.
Passei minha infância inteira, adolescência e parte da juventude frequentando um pardieiro. Banheiros impraticáveis, sacos de mijo voando, brigas, empurra-empurra, loucura para comprar ingressos. Tenho 50 anos, vi o Flamengo tricampeão em dois anos, fui a jogos com Doval no ataque, vi títulos brasileiros no Maracanã. Para um pai com uma criança, na verdade duas, era tarefa das mais duras. E isso em um tempo no qual, na boa, nosso estágio civilizatório estava em níveis muito mais tranquilos do que hoje, quando há uma cultura da violência, do mais forte, do mais macho, da porrada. Assim, se um pai pode acessar um “shopping”, ver o jogo com seu filho, comer um lanche no intervalo e sair numa boa, eu aprecio sim esse shopping. A tal da “saudade da geral” só é defendida por quem sempre foi de tribuna de imprensa ou similares – quem sente saudade de um lugar em que se via os pés dos jogadores, onde a todo momento vinha um objeto – até dejeto – da arquibancada? Só mesmo quem acha bonitinho ver o geraldino pulando no gol do Nunes. É lindo, reconheço. Mas pertence a um outro tempo, do qual não mais precisamos.
A mesma questão do ingresso: cobrar cinco reais por um jogo de futebol e pagar 900 mil por um jogador não é mais sustentável. O estádio agora tem aluguel. Não é mais terminado em ERJ, mas é muito mais seguro. Isto custa dinheiro. Se o clube precisar colocar alto para pagar suas contas, tem que fazer isso e não ser criticado por jornalistas saudosos de um tempo em que não precisavam nem pagar suas próprias contas. Perdoem, mas o clube tem conta para pagar.
Qual o viés de confirmação do tuiteiro? É ver que o jogo do Corinthians, com ingresso mais caro, deu mais dinheiro. Ok, deu sim. Mas isto, por outro lado, não impede que este Flamengo de boa gestão (por mais que nos irrite MUITAS vezes no futebol, mas MUITAS mesmo, principalmente com essa mania dos azuis de desqualificar quem critica) possa TENTAR criar uma política de inclusão, que é exatamente o que defendo. Um jogo ou outro? Um lugar mais barato? Sorteio de ingressos mais baratos? Que tal 30 por cento dos ingressos custarem metade do preço mas saírem por sorteio online? Que tal parcerias com Smiles ou Méliuz para devolução de capital? Ou quem sabe o Flamengo se encaixa na Lei Rouanet?
Sim, o Flamengo precisa resolver dois problemas: o de trazer sua gente para dentro do estádio e o de pagar suas contas. Mas se formos definir prioridades, todos nós sabemos que no mundo real, livre de narrativas e de dissonâncias cognitivas, quem fala mais alto é o boleto. E estão aí Vasco, Botafogo e Fluminense para confirmarem o que estou dizendo.
A regra para a Magnética sempre foi a do Field of Dreams, o maravilhoso filme com Kevin Costner, Ray Liotta e James Earl Jones: “if you build, they’ll come”. O Flamengo construiu uma boa vitória no Ceará, outra contra a Ponte e… eles vieram. Se tivéssemos perdido os dois jogos, mesmo com 20 reais de ingressos, teria sido o mesmo público? Talvez não, porque a crise estaria grave. Talvez sim, por causa do apelo do Guerrero. Mas o fato é que este talvez não é um fato. O fato é que a torcida, historicamente, é embalada por vitórias, mais do que nenhuma outra no mundo. Não há dúvidas de que se ganharmos da Ponte Preta quinta e da Chape na Arena Condá domingo, o público de Flamengo x Vasco será algo a ultrapassar todas as expectativas. Se vencer, o Flamengo pode brincar com o preço dos ingressos, fazer grandes promoções, fazer pacotes de bairros, levar mais “desdentados”. O clube pode, sim, fazer políticas inclusivas.
Mas qualquer crítica a ingressos mais caros, que dão sustentabilidade econômica ao aluguel do estádio, soa como demagogia e viés de confirmação. Flamengo é povão, sim. Mas pode pagar a passagem em vez de pular a roleta. É o que todos nós esperamos, sempre.
Até semana que vem.
Imagem destacada nos posts e nas redes sociais: Divulgação
Gustavo de Almeida é jornalista desde 1993, com atuação nas áreas de Política, Cidades, Segurança Pública e Esportes. É formado em jornalismo pela Universidade Federal Fluminense. Foi editor de Cidade do Jornal do Brasil, onde ganhou os prêmios Ibero-Americano de Imprensa Unicef/Agência EFE (2005) e Prêmio IGE da Fundação Lehmann (2006). Passou pela revista ISTOÉ, pelo jornal esportivo LANCE! e também pelos diários populares O DIA, A Notícia e EXTRA. Trabalhou como assessor de imprensa em campanhas de à Prefeitura do Rio e em duas campanhas para presidente de clubes de futebol. É pós-graduado (MBA) em Marketing e Comunicação Empresarial pela Universidade Veiga de Almeida. Atualmente, escreve livros como ghost-writer e faz consultorias da área de política, além de estar trabalhando em um roteiro de cinema.
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Pagando para ver…
O Flamengo não deveria ter seu lucro diminuído por causa de gratuidades, meias, taxas e tudo mais que envolve jogar no Maracanã
Maracanã lotado, Massa Rubro-Negra empurrando o time e indo ao delírio com o retorno do ídolo Guerrero. Foi o cenário perfeito e que nem o mais pessimista dos Rubro-Negros pode negar. Assim que gostamos de ver o Flamengo.Seja pelos motivos certos ou não, a redução nos valores cobrados e o bom momento vivido pelo time atraiu a Nação Rubro-Negra em peso ao Maracanã. E o público poderia ter sido maior, não fosse a incompetência da polícia em fazer o seu papel, sendo perdidos assim lugares preciosos para nossa torcida.
Esses são os números de Flamengo 2 x 0 Internacional:
Público Pagante – 55.283
Público Presente – 60.182
Renda – R$ 1.415.585,00
Preço médio do ingresso – R$ 25,60De uma renda de R$ 1.415.585,00, o Flamengo (o que motivou 55.283 pessoas a comprarem o ingresso) ficará apenas com um valor em torno de R$ 300.000,00 (atualizando, segundo o borderô: R$ 186.000,00). Isto é não é justo. Ainda mais para pagar um alto custo de um Maracanã que foi reformado da forma que foi e com a licitação como foi.
Assim, como não é justo o clube arcar com gratuidades que deveriam ser arcadas pelo Estado.
Assim, como não é justo o clube ter que arcar com várias meias-entradas de falsos detentores desse privilégio e que o Estado não consegue fiscalizar.
A legislação vigente diz que “a concessão do direito ao benefício da meia-entrada é assegurada em 40% (quarenta por cento) do total dos ingressos disponíveis para cada evento”. Ocorre que diante da não fiscalização do Estado, o Clube deveria fazer este controle, mas deixemos isso para outro dia.
O importante que mesmo com todos os pesares, o clube ainda tem lucro ao reduzir os valores dos ingressos. Lembrando que de acordo com os últimos balanços, a renda com bilheteria não é das principais fontes do clube.
Sendo justo ou não, este é o preço que hoje o Flamengo pode pagar para ter de novo a Nação Rubro-Negra em peso no Maracanã, com aquela sinergia que empurra o time dentro de campo rumo as vitórias.
Saudações Rubro-Negras,
Imagem destacada nos posts e nas redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo
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Bruno Baesso é pai da Alice, escritor, poeta, advogado, fundador do grupo literário Los Burrachos e louco. Siga-o no Twitter: @BrunoCBB55
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Um time forte em quatro atos -
Flamengo x Mogi: a vitória pela sobrevivência no NBB
O Jogo 3 entre Flamengo x Mogi das Cruzes vale a temporada para o Orgulho da Nação. As equipes voltam a se encontrar nesta segunda (7), às 20h, na Arena Carioca 1. A terceira partida da série de semifinal do Novo Basquete Brasil vale a vida para o Rubro-Negro após ter perdido o Jogo 1 e 2 para a equipe paulista. A partida conta com a transmissão do SporTV.
No último confronto, o Flamengo jogou diante da Nação, no Rio de Janeiro, mas sofreu outro revés, sendo dominado pelo Mogi das Cruzes, que liderou a partida de ponta a ponta, fechando em 88 a 74. O técnico rubro-negro, José Neto, comentou sobre a partida.
“A defesa do Mogi está se posicionando bem e tirando nosso time da maneira que estamos acostumados. Estamos com uma baixa eficiência nos arremessos e eles estão aproveitando muito bem isso. Temos que mudar a consistência do jogo e tentar fazer eles jogarem no nosso ritmo, não o contrário”
No Jogo 1, o Rubro-Negro não foi capaz de sair com o triunfo no território mogiano, com a equipe paulista dominando o garrafão e não permitindo o jogo de transição do Orgulho da Nação. Com destaque para a atuação da dupla Tyrone e Shamell, fecharam a primeira partida da série em 79 a 62.
Com uma rivalidade que vem surgindo nos últimos anos, Flamengo e Mogi estão se encontrando pela terceira vez nas semifinais do Novo Basquete Brasil. Os primeiros confrontos aconteceram nas temporadas 2013/2014 e 15/16 e o Orgulho da Nação saiu vencedor nas duas oportunidades. Na temporada 2013/14, aconteceu o primeiro duelo, o Mais Querido fechou a série em 3 a 1. No jogo decisivo, realizado em Mogi das Cruzes, o Rubro-Negro bateu a equipe paulista pelo placar de 79 a 71, com grande atuação do pivô norte-americano Jerome Meyinsse. Marcando 34 pontos, o camisa 55 ainda pegou seis rebotes e decretou a classificação rubro-negra para a final da competição, diante do Paulistano, finalizada com o terceiro título do FlaBasquete no NBB.
Na temporada de 2015/16, mais uma série de incrível equilibrio entre as equipes. O Flamengo virou a série para cima do Mogi, após um lindo toco de Marquinhos no último lance do jogo quatro, forçando a quinta partida. No último confronto, contando com a Nação lotando o Tijuca Tênis Clube, o Mengão triunfou por 79 a 75. Olivinha foi o destaque do jogo com 22 pontos e oito rebotes. Na sequência, o Orgulho da Nação foi campeão novamente, mais uma vez em cima do Bauru, chegando ao pentacampeonato.
O Rubro-Negro contava com 100% de aproveitamento diante do Mogi, na atual temporada, antes das partidas da série de semifinal. No primeiro confronto da fase regular no Rio de Janeiro, o clube da Gávea venceu por 77 a 71 e chegou ao topo da tabela pela primeira vez na fase regular. No jogo de volta, o Mais Querido venceu de novo, dessa vez por 75 a 72, com destaque para os 20 pontos do armador, Cubillan.
O Flamengo precisa vencer a partida para forçar o Jogo 4, que, caso aconteça, será em território paulista.
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Para todos, para nós, Flamengo
O Flamengo nunca deve ser apenas para quem pode. Flamengo é pra quem é Flamengo
Salve Mulambada,Ontem estava no metrô, a caminho do jogo, quando ouvi algum irmão de alma parabenizar mais um debutante no templo:
– Aê, vai conhecer o Maraca!
Era um cidadão já adulto, logo não pude me identificar, pois minha primeira vez no estádio foi aos 7 anos. Mas o brilho nos olhos do cara dizia muita coisa.
E por que ele estava ali logo ontem? A fase não vinha boa – mesmo com o alívio na última semana -, protesto, desconfiança, Brasileirão apenas no início… Por que logo ontem ele ali?
– Ah Léo, teve a volta do Guerrero. Ídolo, cativa multidões, ícone, etc.
Aí tu tá falando do Zico, irmão. Não era por causa do Guerrero e não serei convencido do contrário.
Tenho certeza que esse cara já queria ter debutado faz tempo, só não podia. E ontem ele pôde, coube no seu bolso.
O Flamengo, embora viva descumprindo, é proibido moralmente de excluir seu povo. Nunca será aceito pelos deuses que seu jogo tenha um público de 15 mil pessoas que puderam pagar 100 pratas. O Flamengo nunca deve ser apenas para quem pode. Flamengo é pra quem é Flamengo. E eu vou repetir a palavra Flamengo da mesma forma que tanta gente repete no dia-a-dia por livre e espontâneo amor, por livre e espontâneo Flamengo.
Em cada cantinho da cidade, do estado, do país, há uma voz a gritar Flamengo.
Flamengo!
O “Onde estiver, estarei” sempre vai servir para se referir à alma e ao coração. Mas quando o ingresso está 20 conto num domingo à tarde, ele também serve pra presença física, que torna o Flamengo muito mais Flamengo.
Ontem não houve vergonha em cantar “Festa na Favela”, porque dessa vez o ingresso chegou lá. Na favela, no subúrbio, no barraco. Chegou pro cara que rala a semana toda ganhando um salário mínimo e não pode nem pensar em ser sócio. Chegou pra qualquer um que quisesse ser Flamengo.
O problema não era os que podem pagar caro. São Flamengo, então são bem-vindos. O problema era a ausência do povo, ausência de Flamengo.
Ontem, 60 mil. Onde esteve, estivemos, de fato. Ali mesmo, de pertinho.
Somos o Flamengo. Ontem, fomos o Flamengo. Não tem metáfora, nem exagero ao se referir na primeira pessoa. Maraca tomado, de ricos, pobres, finos, favelados, cascudos e debutantes. Tomado de Flamengo.
Não mais para quem “pode”, voltando aos que querem.
E quem não quer ser Flamengo?
Bom dia a você, que teve um domingão tão prazeroso quanto ver aquele petardo do nosso menino estufar a rede. A você que viveu intensamente um dia de Flamengo. A você que ajudou a fazer o Rodrigo Dourado olhar em volta e pensar: ‘Que torcida é essa!?’. A você que é Flamengo.
Seguiremos juntos. O Flamengo enfim entendeu, mesmo por pressão, que precisa de Flamengo pra ser mais Flamengo.
Seguimos a vida, já pensando em quinta-feira, quando o povo poderá estar ali novamente. Pro Flamengo.
E se há alguém aqui que não vista essa camisa, que siga o líder. O Flamengo.
Saudações,
Imagem destacada nos posts e nas redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo
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Léo Leal escreve no Mundo Bola e participa do programa Mesa Rubro-Negro no YouTube. Siga-o no Twitter: @_LeoLealC
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Flamengo 2 x 0 Internacional | Um time em nítida evolução
Um espetáculo que volta aos braços da torcida, que compareceu e fez uma linda festa
Certo. Agora podemos dizer. Um time em nítida evolução. É o que já podemos dizer após a sequência de 6 jogos de Maurício Barbieri à frente da comissão técnica rubro-negra. É o técnico preferido para seguir trabalho no clube ao longo de 2018? Para 99% dos torcedores, provavelmente, não. Mas deve ser dado o devido reconhecimento ao trabalho do “jovem treinador”.Vale pontuar, antes de iniciar as ponderações da partida válida pela 4° Rodada do Campeonato Brasileiro, o ótimo feedback da análise publicada sobre o jogo de estreia na Copa do Brasil. O que leva à uma alteração na ótica de explanação do esquema tático apresentado pelo time na narrativa aqui debatida e apresentada desde o texto sobre a 3° Rodada, Ceará 0 x 3 Flamengo.
Discutimos até agora a transição do time do 4-1-4-1 de Carpegiani para o novo rearranjo de funções com Maurício Barbieri. Mas houve um equívoco ao explanar como um posicionamento no 4-2-3-1 para o 4-2-2-2, já que pelas convenções usuais de análises táticas, essa linha de 2 nunca se refere a dois pontas abertos, mas sim a dois jogadores por dentro, o que não é o caso do Flamengo.
Portanto, uso das palavras de Téo Benjamim (também blogueiro do Mundo Bola) e do amigo Americo Luz para definir as explanações aqui presentes nas convenções corretas, respectivamente: “Pra mim, de fato não há 4-2-2-2, mas sim 4-1-4-1 de base que virou 4-4-1-1 contra o Ceará e algumas vezes se torna 4-2-3-1, mas ainda raramente.” […] “Mas com Geuvânio e Vinicius Jr tende mais para 4-3-3. O que determina é o posicionamento ofensivo e na transição defensiva. Se os pontas voltam sempre para marcar atrás e tendem a partir da linha de meias é 4-1-4-1. Se marcam pegando os laterais em cima e espetam é 4-3-3”.
Voltemos ao Flamengo x Internacional.
Time rubro-negro manteve escalação apresentada na quarta-feira com as mesmas ausências de titulares, por motivos de ordem médica (Diego, Juan, Rodolpho), logo, entraram: Diego Alves; Rodinei, Léo Duarte, Réver, Renê (Trauco aos 47’ 2°T); Cuellar; Vinicius Jr, Lucas Paquetá, Éverton Ribeiro, Geuvânio (Jean Lucas aos 39’ 2°T); Henrique Dourado (Guerrero aos 13’ 2°T).
Mesma proposta do jogo contra a Macaca, se impor em campo em marcação alta e buscar o resultado. Cuéllar e Paquetá distribuem e ritmam o time desde a saída de bola, permitindo que Ribeiro transitasse por toda a meia cancha para criar e apresentar-se como opção de passe aos dois jogadores junto ao “trio de ataque”. Outra apresentação quase irretocável dos “volantes” nesse quesito, com aproveitamento de 94% em passes (66 certos) para o colombiano e aproveitamento de 86% em passes (58 certos) para o jovem meia, além de um passe decisivo.
Vale destacar a presença, novamente, da blitz em cima da saída de bola de zagueiros e laterais, com ação até de Cuéllar, que abandona momentaneamente sua função neste 4-4-1-1/4-1-2-3, forçando erros e buscando recuperar a posse o mais perto possível da meta defendida por Danilo Fernandes. Executou 5 desarmes.
Primeiro tempo Lucas Paquetá continua sua ótima fase, abandonando cada vez mais a alcunha de “xodó” da torcida para “candidato a ídolo”. Maestro que não abandona suas obrigações defensivas, que trata a bola tão bem quanto as ofensas e provocações que visam sua retirada de campo. Técnico, aguerrido, multitarefas, decisivo. Detentor de 2 desarmes e 2 interceptações ao longo dos 90 minutos, presente em todas as partes do campo do meio para frente, autor do gol de abertura do placar após cobrança de falta na barreira, mas belo tiro de fora da área.
Respondeu injúrias com arte. Melhor jogador em campo.
Outro jogador que apresenta evolução constante nos últimos jogos é Rodinei. Apurando suas deficiências defensivas, com ótimos 9 duelos vencidos de 10, um desarme, apresentou também maior rendimento em aspectos técnicos ao acertar os quatro dribles que tentou. Sempre presente no setor ofensivo, oferecendo opção de amplitude aos meias e participando da melhor triangulação da partida, aos 37’ do primeiro tempo, para finalização prensada de Henrique Dourado. Entretanto, há de se ressaltar os péssimos números apresentados por ele e seu parceiro de lateral Renê. No todo, 11 cruzamentos executados, zero certos. Pífio. É dever da comissão técnica sanar tal nulidade, afinal é fundamento que afeta diretamente o grau de pressão e produtividade ofensiva apresentada pela equipe.
Para comentar sobre os demais jogadores de meio e ataque, precisamos citar, ainda que brevemente, sobre como Internacional se portou em campo. Entrou em campo os seguintes jogadores: Danilo Fernandes; Fabiano, Rodrigo Moledo, Víctor Cuesta e Iago; Rodrigo Dourado, Gabriel Dias (Brenner aos 29’ 2°T), Patrick, D’Alessandro e William Pottker; Leandro Damião (Lucca aos 17’ 2°T).
Internacional é um grande clube do futebol brasileiro. Rival sempre chato, osso duro de roer. Comporta-se como time uruguaio. Dispôs-se em campo em um 4-2-3-1, onde nos primeiros 15 minutos da etapa inicial apresentou certo ímpeto, buscando trabalhar a bola no meio de campo em rápidas transições e apoio de ambos laterais visando a referência fornecida por Damião. O ex-Fla teve ótima chance aos 12’.
No entanto, ao passar dessa primeira postura agressiva, recuou e armou uma retranca com quase todos os jogadores atrás da linha de campo, entregando a bola e fechando espaços para infiltrações e buscando sempre a opção de contra-ataque fornecida por Patrick e Pottker – este último em função atípica, como um atacante de lado com a liberdade de encostar mais em Damião, e servindo como uma segunda referência para cruzamentos -, que se posicionam mais abertos.
Réver e Léo Duarte (com mais confiança e providencial redução de pixotadas) acumularam dois desarmes, três interceptações e três chutes bloqueados. A boa partida da dupla se aliou à marcação alta e blitzes feitas ora por Paquetá, ora por Cuéllar, acuando a equipe de Porto Alegre – fato que não se alterou até as entradas de Brenner e Lucca no 2°T, onde o time se lança um pouco mais ao ataque.
A infantil expulsão de Pottker freia a disposição da equipe a buscar o empate ou ao menos o gol de honra após o segundo gol do Fla. Mas tiveram boas chances, exigindo ótimas defesas de Diego Alves, em mais uma partida segura e fundamental para a vitória do time.
Com esse panorama em mente, temos no primeiro tempo Vinicius Jr bem cercado em seu setor, fruto da ineficiência apresentada por Geuvânio na etapa inicial, que matou todas as jogadas pela direita que participou, o que permitiu os visitantes deslocarem maior atenção e marcadores ao flanco esquerdo. Com isso, partida discreta do menino, que se pontue bons dribles e boas iniciativas de jogadas que não foram bem desenvolvidas, assim como a participação defensiva com um desarme e dois chutes bloqueados.
Geuvânio e Henrique Dourado são dois jogadores que precisam matar um leão a cada jogo, para provarem suas titularidades ou o status de reserva imediato. O primeiro, ainda que com certa melhora no tempo que esteve em campo na segunda etapa, com dois passes decisivos e uma ótima chance criada, além de um chute desferido ao gol, apresenta inconstância grave. Já está na hora de deixar a fila andar e dar espaço para outros terem oportunidade, como Ederson, Marlos Moreno e seu substituto na partida, Jean Lucas, que entrou mais uma vez muito bem.
Segundo tempo Já o camisa 19 teve mais uma partida discreta, ainda que com muita movimentação, disposição para cobrir e espaço e dedicação no apoio à marcação alta. Se apresenta como um jogador 8 ou 80, muito em função da sua baixa qualidade técnica e lentidão de movimentos, já citada em outras análises. Se quiser se manter como titular, viverá cada jogo em busca fervorosa pelo gol, único meio possível para desbancar seus concorrentes de maiores predicados técnicos. Mereceu ser substituído.
E com isso se promoveu a entrada do atacante peruano, após seis meses afastado dos campos por punição que ainda tem veredito a ser definido. É nítida a melhora que o time tem com Guerrero. Se movimentou com eficácia, chutou a gol em cobrança de falta, acertou 11 passes que agregaram velocidade à transição ofensiva, com ainda tempo de fornecer dois passes decisivos, sendo um deles na saída de contra-ataque após escanteio, que gera o segundo gol da partida. Boa estreia e caso continue na Gávea, bom reforço para o restante da temporada.
Éverton Ribeiro jogou novamente deslocado de sua função ideal, jogando mais centralizado, invertendo constantemente lado e funções com Paquetá, próximo a Dourado e recuando para auxiliar a saída de bola. Foi sua melhor partida na temporada, com êxito em todas as tentativas de bolas longas, 75% de aproveitamentos nos dribles (três certos), um passe decisivo, além da costumeira presença defensiva, nessa partida com duas interceptações e dois desarmes. Durante o período mais conturbado da partida foi um dos responsáveis por inversões e trocas de passes que abrissem a defesa colorada, deslocando-se sempre aos pontos onde haveria maior risco de perder a posse, reorganizando o time e o guiando à frente. Premiado com o gol que lhe atribui ainda mais confiança para o restante da temporada.
Partida com a proposta de jogo que se foi pensada, executada, ainda que com percalços no meio do caminho. Um espetáculo que volta aos braços da torcida, que compareceu e fez uma linda festa. Flamengo é do povo e de sua Nação, e dela nunca será tirado.
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Matheus Miranda analisa os jogos do Mengão no Mundo Bola. Siga-o no Twitter: @Nicenerd04
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