Autor: diogo.almeida1979

  • Diego e Rhodolfo treinam normalmente e devem ser opção pra duelo contra a Chape

    Na manhã desta sexta-feira (11), o Flamengo voltou ao Ninho do Urubu para começar a preparação pro duelo de domingo contra a Chapecoense. Para as atividades no gramado, Barbieri contou apenas com aqueles que não jogaram ou não foram titulares no empate em 0 a 0 versus Ponte Preta na última quinta-feira.

    As ótimas notícias para os flamenguistas foram as participações de Rhodolfo e Diego, que trabalharam sem limitações e devem estar disponíveis para o jogo na Arena Condá. O zagueiro não joga há pouco mais de 2 meses, quando sentiu dores após duelo contra o Botafogo no dia 28 de março. Já o meia teve uma lesão no ligamento colateral medial do joelho direito, mas 10 dias depois já está apto para semana decisiva do Mengão.

    Além dos dois, Juan também treinou normalmente. Berrío e Thiago Santos correram ao redor do gramado e seguem se recuperando bem.

    Quem faz mais?

    Ao longo do treino, os atletas fizeram várias atividades. Em um treino de finalização, Guerrero, Lincoln e Vizeu competiram pra ver quem faria mais gols. Não deu outra! O mais experiente venceu com 5 tentos, contra 4 do camisa 47 e 3 do jovem atacante de 17 anos.

    A delegação do Flamengo viaja para Chapecó, onde enfrentará a Chape, em um voo fretado às 15 horas.

    *Créditos da imagem destacada: Gilvan de Souza/Flamengo

  • Fla empata com a ponte, segue sem sofrer gols e iguala marca de 2012

    Desde a derrota que culminou na eliminação do Flamengo no Campeonato Carioca que o Mais Querido não sabe o que é perder. De lá pra cá são 4 vitórias e 4 empates divididos entre Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores. Parte dessa melhora passa por uma evolução coletiva que tem feito o time sofrer menos gols, e os números comprovam isso: já são seis partidas consecutivas sem ter a sua rede balançada.

    A última vez que rubro-negro atingiu essa marca foi em 2012. Naquela ocasião, porém, a maioria dos jogos foram contra times mais fracos no Campeonato Carioca e apenas um na Libertadores: Macaé, Real Potosi-BOL, Olaria, Botafogo, Madureira e Nova Iguaçu.

    A última vez em que foi vazado aconteceu na competição continental, no empate em 1 a 1 contra o Santa Fé. Desde então o Mengão enfrentou América Mineiro (2 a 0), Santa Fé (0 a 0), Ceará (3 a 0), Ponte Preta (0 a 1), Internacional (2 a 0) e, novamente, Ponte Preta (0 a 0). São 540 minutos intransponíveis.

    O Fla tem pela frente a Chapecoense, que marcou apenas três gols em quatro partidas pelo Brasileirão. O duelo acontece no próximo domingo (13), às 16h00, na Arena Condá, em Chapecó-SC.

    *Créditos da imagem destacada: Gilvan de Souza/Flamengo

  • O Preço do Maracanã – Parte 3: A cronologia do contrato

    Bom, de posse de todos esses fatos, chegamos à cronologia do contrato do Flamengo com o Consórcio

     
    É notório que nosso clube precisa de um estádio para jogar. E não tê-lo sempre tornou o Rubro-Negro figurinha carimbada na mão de FERJ, Governo do Estado, Consórcio e suas empreiteiras, empresários do grupo de Cabral e outros asseclas. Estão atualmente enjaulados: Eike, Cabral, Membros do TCU, Marcelo Odebrecht e companhia.

    Mas o Flamengo também teve suas decisões que causaram os imbróglios que que vivemos recentemente, que nos deixaram nômades e que certamente impactaram na performance do clube no período.

    Antes de seguir, você precisa ler:
    O Preço do Maracanã – Parte 1: Nada sai barato no New Maracanan
    O Preço do Maracanã – Parte 2: Assinando com o Maracanã

    Em 2013, assinado com o Maracanã, clube viu a glória. Salvou-se do rebaixamento no estádio e terminou em 11º lugar, conquistando a sua terceira Copa do Brasil com casa cheia. De posse de 8 milhões de renda só com a partida final da Copa do Brasil no estádio (mas perdendo mais de 1 milhão com custos), clube acreditou que o modelo de negócio estava aprovado e assinou por mais 3 temporadas, até 2016.

    O problema é que em 2014 estádio fechou em março e só voltou a receber jogos de clubes após a Copa. Ainda assim, recebeu finais de turno e a grande final do Estadual – que o Flamengo levou sobre o Vasco – e mais partidas de Brasileirão, Copa do Brasil e Libertadores. Na Libertadores, nos 3 jogos em casa, clube teve renda média de 2,3 milhões de reais por partida. No total, em 26 partidas, bilheteria bruta foi de 33 milhões de reais.

    Em 2015, Flamengo jogou regularmente no estádio, mas a fraca temporada impactou nos resultados e não tivemos a mesma expressividade, uma vez que batemos recordes de derrotas no Brasileiro, não chegamos nem à final do Estadual e tivemos campanha pífia nas Copas.

    No início de 2016, Maracanã fechou para ser preparado para as Olimpíadas. Ficou nas mãos do Comitê Rio 2016 que abriu o famoso buraco no meio do campo para a abertura, tão noticiado pela imprensa. Flamengo ficou sem casa e precisou rodar o país, jogando fora de casa sem o mando e também fora de casa com mando de campo. E aí o Flamengo se superou, mesmo com um interino efetivado no cargo, redescobrindo que não importa onde jogue, carrega consigo uma massa rubro-negra nacional. E acabou definindo como sua “casa” o Estádio de Cariacica, que tão bem o recebeu ao longo do ano. Acabou perdendo o campeonato por um desequilíbrio de elenco no jogo mais importante, e na reta final foi superado até pelo vice-campeão quando retornou ao Maracanã para as quatro partidas finais com desempenho abaixo da média.

     

    Foto: Reprodução

     
    Vale ressaltar aqui que diante da inércia do Comitê Rio 2016, que não finalizara a recomposição do estádio para devolvê-lo ao Consórcio Maracanã, que por sua vez não aceitava recebê-lo no Estado em que estava, o Flamengo comprometeu-se a fazer a reforma do gramado e até acelerou a instalação de cadeiras, retirada de lixo e remanejamento de materiais. Clube gastou 2 milhões de reais aproximadamente para deixar o estádio apto para jogar a reta final do Campeonato Brasileiro que disputava cabeça-a-cabeça, pagando até mesmo a conta de luz atrasada – estádio estava sem fornecimento.

     

    Fontes:

    http://globoesporte.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/2016/10/fla-aceita-pagar-gramado-mas-exige-maracana-em-condicao-contra-o-timao.html

    https://epoca.globo.com/esporte/epoca-esporte-clube/noticia/2017/02/flamengo-paga-ate-contas-de-luz-atrasadas-do-maracana-para-recuperar-o-estadio.html

    Outro ponto importante aqui, é que o Flamengo tinha o Engenhão como carta na manga. Como jogou lá entre outubro de 2010 e março de 2013 com algum sucesso, Flamengo contava com o estádio de 45 mil lugares no caso do Maracanã endurecer negociações como um trunfo. Mas o ex-presidente alvinegro Carlos Eduardo Pereira, o CEP, endureceu com o Flamengo dizendo ser por causa do caso Arão, do caso Porta dos Fundos e por causa da morte de um torcedor de organizada botafoguense no entorno do Engenhão. Mas no plano de fundo, recebeu as luvas já citadas no texto pelo contrato de 35 anos e durante o período em que endureceu com o Flamengo, curiosamente nunca foi cobrado pela empreiteira.

    Esta sucessão de agentes contra o Flamengo deixou o clube sem saída. Mais uma vez, Flamengo era o trem pagador do Estado, reformando patrimônio público e privado alheio com altos custos, nunca ressarcidos. E é por isso que é tão difícil que permitam-nos ter nosso estádio.

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    O Preço do Maracanã – Parte 1: Nada sai barato no New Maracanan
    O Preço do Maracanã – Parte 2: Assinando com o Maracanã
    O Preço do Maracanã – Parte 3: A cronologia do contrato
    O Preço do Maracanã – Parte 4: Sem contrato, a extorsão
    O Preço do Maracanã – Parte 5: As duas torres e o efeito Manguinhos
    O Preço do Maracanã – Parte 6: O fim da Ilha e o Estádio da Gávea
     

    Imagem destacada nos posts e nas redes sociais: Emerson Santos / Rádio Globo (Maracanã); Reprodução (Kléber Andrade)

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    Bruno De Laurentis é assistente de arte, carioca e gamer. Escreve no blog “Deixou Chegar” e também é responsável pela identidade visual do Mundo Bola. Acesse: brunodelaurentis.com.br. Siga-o no Twitter: @b_laurentis.
     

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  • Evrot e SirT são liberados para negociar com outras equipes

    O Flamengo conquistou de forma dramática o acesso para o CBLOL, e agora começam os primeiros movimentos para a construção do elenco que disputará o principal torneio do Brasil de League of Legends.

    Segundo o site do SporTV, o Rubro-Negro liberou dois de seus jogadores para ouvir propostas de outras equipes, mesmo sob contrato: o meio Danniel “Evrot” Franco e o caçador Thúlio “sirT” Carlos. O último protagonizou bons e maus momentos defendendo o time da Gávea, já Evrot foi um dos destaques do time na campanha do vice do Circuto Desafiante e posterior vitória na série de promoção, inclusive caindo no gosto da torcida com seus jogos utilizando o campeão Azir.

    A janela de transferências para o CBLOL encerra dia 21 de maio, e o campeonato está previsto para começar dia 16 de junho, podendo sofrer alterações em função da Copa do Mundo da FIFA.

  • As Pontes

    Estamos vivendo alguns momentos “pontes” no Flamengo. A ponte entre o momento tático do time e sua continuidade evolutiva ou involutiva nas mãos de um interino.

     
    A ponte entre ingressos caros/público menor a ingressos baratos/públicos em tese maiores. A ponte entre o momento “quero ver pipoca pular” até a continuidade de confiança da torcida no time. A ponte entre um Departamento de Futebol com Rodrigo Caetano & friends a um Departamento de Futebol mais enxuto com Noval de diretor. A ponte entre o atual modelo de gestão e a outro modelo, em sintonia com esta ou não, a partir de 2019. E todos os benefícios e malefícios que venha disso. E, claro, o jogo decisivo de hoje com a Ponte Preta, a qual devemos passar para avançar na Copa Brasil. Se não avançarmos pode ruir ou abalar todas estas pontes citadas aí em cima. E assim, o mesmo pode-se dizer em relação ao Emelec.

    Ou seja, pontes que na verdade são sustentadas por um fio tênue, basicamente formado por resultados positivos no futebol e a percepção disso pela torcida. Porque não adianta ter em tese bons resultados se a percepção dos mesmos é negativa. No dia que a pipoca pulou no aeroporto, Flamengo estava muito bem posicionado no campeonato brasileiro, a uma vitória de ser líder, assim como na Libertadores, a uma vitória de se classificar na fase de grupo depois de “séculos”. Mas mesmo assim, revolta e desespero que se refletiu até na noite que o Conselho Deliberativo voltou no tempo. Conselheiros de oposição, em maior número, ofenderam outros conselheiros e mesmo o conselho fiscal, e por um triz quiseram reprovar o melhor balanço orçamentário do Flamengo de todos os tempos por indagações, em sua maioria, que extrapolavam o conceito contábil que um balanço deve apresentar, entrando no mérito de decisões executivas concernentes ao Departamento de Futebol.

    Mas a vida continua. O técnico Barbieri achou a pólvora com o deslocamento do Paquetá na saída de bola e o time encaixou. Mas, sendo inexperiente, saberá modificar o esquema tático, ter alternativas de jogo caso o esquema já fique marcado pelos adversários, ou jogadores-chave se machuquem, sejam transferidos etc? Um time não pode ter apenas uma bala de prata. Tem que saber se adaptar às circunstâncias, ter recursos táticos e técnicos de variação de jogo. E os jogadores obedecerem e confiarem em si mesmos para se ajustarem. Não sabemos se Barbieri dá conta. Ele é interino. E mais uma vez o Flamengo, um clube de orçamento gigante, tem um inexperiente em seu comando. Está dando certo, no momento. Elenco parece gostar dele, assim como o Departamento de Futebol.

    Porém um malabarista que joga os pratos para cima já sabe. Caiu um prato, ferrou tudo. E no caso do Flamengo as pontes partem todas. É o risco que se corre.

    E que hoje o Flamengo passe pela Ponte Preta, o time ganhe mais confiança ainda e consiga viabilizar outras opções táticas, demonstrando a todos que o caminho a percorrer é sustentável.

    Até a próxima ponte.
     

    Foto destacada no post e redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo

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    Flávio H. de Souza escreve no Blog Pedrada Rubro-Negra. Siga-o no Twitter: @PedradaRN
     

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  • Sócios-Torcedores ou marginais

    Flamengo x Emelec, dia 16/05/2018, às 21h45 no Maracanã. Jogo decisivo para classificação para as oitavas-de-final da Libertadores.

     
    Você, Rubro-Negro e Sócio-Torcedor, não pensa duas vezes e compra o ingresso sem filas para compra e sem filas para troca de voucher, já que tem cartão-ingresso. Fica feliz com toda essa comodidade, né?

    Não mais, pois o GEPE (Grupamento Especial de Policiamento em Estádios) demonstrando sua total incompetência em dar segurança ao cidadão de bem, veta a utilização do cartão-ingresso para entrar no Maracanã.

    Seria até engraçado, se não fosse trágico. O grande público não pode ser usado como argumento, haja vista o público de Flamengo x Internacional, no domingo passado. Recorde de público e sem grandes incidentes registrados.

    Eis que alguém irá se lembrar que na ocasião dos incidentes da final Sul-Americana, o GEPE colocou a culpa do ocorrido no cartão-ingresso. Ocorre que o GEPE não fez cerco ao Maracanã para evitar a entrada das pessoas sem ingresso. E não o fez sobre a argumentação de que não poderia fazer a verificação do cartão-ingresso.

    Este é um engodo que o GEPE espera que aceitemos, mas a verdade é de que é possível sim verificar o cartão-ingresso. O que falta é boa vontade com o Flamengo, até porque tal medida não foi tomada em relação aos outros clubes do Rio de Janeiro.

    Ademais, o GEPE não há como comprovar que todos os marginais que invadiram o Maracanã na final Sul-Americana fossem ST´s. Estive neste dia no Maracanã e presenciei alguns desses marginais gritando em alto e bom som que tudo aquilo ali que estava acontecendo era culpa dos sócios e ST’s.

    O GEPE com essa medida prejudica você, um cidadão de bem que vai aos Estádios com o único intuito de torcer e apoiar nosso amado Flamengo. Tratando todos nós ST’s como marginais e não como cidadãos de bem.

    Cabe destacar que em nenhum momento se pensou nos ST’s Off-Rio e na dificuldade que será para estes a troca dos seus vourches em ingressos.

    Muito mais fácil é colocar a culpa no Flamengo, ao invés de assumir suas limitações por conta de um Estado falido e a má vontade demonstrada com o Flamengo e não com os demais clubes da cidade. Rubro-Negros, não caiam nessa e vamos proteger nossos direitos e do Flamengo.
     

    Imagem destacada nos posts e nas redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo

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    Bruno Baesso é pai da Alice, escritor, poeta, advogado, fundador do grupo literário Los Burrachos e louco. Siga-o no Twitter: @BrunoCBB55
     

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  • Flamengo/Marinha e Rio Preto empatam no Brasileiro Feminino

    Uma vitória, uma derrota e, agora, um empate. Esse é o retrospecto do Flamengo/Marinha no Campeonato Brasileiro Feminino 2018. O empate em 1 a 1 veio contra o Rio Preto, em jogo disputado nessa quarta-feira (9), na Gávea. Dany Helena abriu o placar para as cariocas, e Lelê empatou a partida para as paulistas. Com o resultado, o Flamengo chegou a 4 pontos em 3 jogos na competição, anotando 2 gols e sofrendo 7.

    Dany Helena comemora seu 1º gol com o Manto Sagrado (Foto: Staff Images/Flamengo)

    A atacante Dany Helena marcou seu primeiro gol pelo Flamengo, após cobrança de escanteio perfeita de Ju, no final do primeiro tempo. A camisa 27 destacou a felicidade em anotar seu primeiro tento com a camisa do Mengão: “Faltou a vitória, né. (Sobre a sensação de marcar seu primeiro gol) Ah, feliz demais. Espero que seja o primeiro de muitos com essa camisa”.

    Flamengo/Marinha fez seu segundo jogo na Gávea neste ano. Foto: Ingryd Avancini

    Uma das melhores jogadoras da equipe na partida, Beatriz, foi expulsa injustamente pela árbitra da partida, aos 25 minutos da etapa final. Antes, porém, o Rio Preto já havia igualado o marcador, aos 5 minutos da etapa final, com Lelê. As duas equipes tiveram chances claras de gol, mas o placar final contabilizou o empate entre cariocas e paulistas.

    Escalações

    FLAMENGO: Kaká; Rayanne, Renata Diniz, Ana Carol e Fernanda Palermo (Day); Juliana, Beatriz e Bárbara; Rafaela (Patricia), Pâmela e Dany Helena. Técnico: Ricardo Abrantes. 

    Gol: Dany Helena / Assistência: Ju / Cartão Vermelho: Beatriz / Cartão Amarelo: Renata Diniz

    RIO PRETO: Rosany, Edilaine, Jessica, Kah, Mari, Miriã (Thay), Simeia, Maria e Dimenor; Lelê e Suzana. Técnico: Chicão

    Próxima partida do Flamengo/Marinha

    O próximo compromisso do Mengão no Campeonato Brasileiro Feminino será na próxima quinta-feira (17), contra o Foz Cataratas-PR, às 20h. A partida será realizada no Estádio Pedro Baesso, em Foz do Iguaçu-PR.

    Regulamento

    O Flamengo está no grupo 2, juntamente de Vitória-PE, Foz Cataratas/Coritiba-PR, Rio Preto-SP, Santos-SP, Portuguesa-SP, Audax-SP e Ponte Preta-SP. Na primeira fase da competição, as equipes do mesmo grupo enfrentam-se em turno e returno. As quatro melhores, avançam às quartas de finais, após isso, mata-mata com jogos de ida e volta. O campeão, além do troféu, garante vaga na Libertadores da América Feminina 2019.

    Créditos imagem destacada: Staff Images/Flamengo

  • Em Maracanã cheio, Flamengo enfrenta Ponte Preta na Copa do Brasil

    Visando uma vaga nas quartas de final da Copa do Brasil, o Flamengo volta a campo nesta quinta-feira, às 19h30, para o segundo jogo contra a Ponte Preta. Na ida, o Mais Querido venceu a Macaca por 1 a 0, gol de Henrique Dourado. Agora, precisa de apenas um empate para confirmar a classificação, no Maracanã.

    Enquanto o Flamengo vive uma boa fase, invicto há oito partidas e líder no Campeonato Brasileiro, a equipe de Campinas é apenas a 9° colocada na Série B. Entretanto, para Lucas Paquetá, isto não é motivo suficiente para o Rubro-Negro baixar a aguarda.

    — Sabemos da dificuldade de um jogo mata-mata. Fizemos um bom resultado em um jogo difícil fora, e aqui não será diferente — afirmou o meia, em coletiva no Ninho do Urubu.

    O confronto pode marcar o retorno de Paolo Guerrero ao time titular. Na última terça-feira, o peruano treinou na equipe principal, enquanto o Ceifador, que sentiu uma lesão no jogo contra o Inter, ficou dando voltas ao redor do gramado. A novidade fica por conta da volta do experiente Juan. Já o meia Diego, em fase final de recuperação, segue de fora.

     

    Palco do duelo desta quinta, o Maracanã estará mais uma vez lotado para receber o Flamengo. Até a última parcial divulgada pelo clube, 48 mil ingressos, dos 56.818 disponibilizados para venda, haviam sido adquiridos pela Nação.

    — A torcida está fazendo o seu papel nos apoiando muito nos jogos. Sempre jogamos com estádio lotado e vamos tentar sempre o resultado positivo para eles. Não conquistamos nada ainda, mas estamos no caminho certo –, destacou Paquetá.

    Na história, Flamengo e Ponte Preta se enfrentaram em 32 duas oportunidades e o retrospecto é favorável ao Mais Querido (10 vitórias, 14 empates e 8 derrotas).

    Jogo de ida

    Mesmo como visitante, o Flamengo tomou a iniciativa no primeiro jogo. Nos 45 minutos iniciais, teve mais posse de bola e volume de jogo, embora tenha pecado na criação. O gol surgiu após uma bela trama entre Everton Ribeiro e Paquetá. O jovem meia deixou Dourado na cara do gol, e o atacante balançou as redes.

    https://www.youtube.com/watch?v=OSuf1sLlAoI

    Na segunda etapa, a Ponte foi para cima do Flamengo, e acabou deixando espaços. Ambas as equipes perderam boas oportunidades e a partida terminou em 1 a 0.

    Arbitragem

    O mineiro Ricardo Marques Ribeiro (FIFA) apita a partida, auxiliado Guilherme Dias Camilo (FIFA) e Sidmar dos Santos Meure (CBF).

    Provável escalação

    D.Alves, Rodinei, Réver, Juan e Renê; Cuéllar, Lucas Paquetá, Everton Ribeiro; Vinicius Junior, Geuvânio (Marlos) e Guerrero (H.Dourado)

    Foto de destaque e divulgação: Gilvan de Souza/ Flamengo 

     

  • O Preço do Maracanã – Parte 2: Assinando com o Maracanã

    Em uma coluna anterior, escrevi sobre o processo de como o Maracanã chegou ao Flamengo no meio de 2013

     
    Levando em conta tudo que permeou o processo de “fechamento” do Engenhão, onde Flamengo jogava desde outubro de 2010 e tinha assinado contrato até dezembro do mesmo ano.

    Mas também escrevi sobre todo o tempo em que jogando num estádio que não é seu, clube viu-se impedido de jogar, total ou parcialmente , prejudicando o ritmo de público crescente que tinha desde a temporada 2006, que houvera passado de 40 mil pessoas por jogo consistentemente.

    Antes de seguir, você precisa ler:
    O Preço do Maracanã – Parte 1: Nada sai barato no New Maracanan

    Mas tratando absolutamente apenas do Maracanã e do contrato assinado em julho de 2013 pelo atual presidente Eduardo Bandeira de Mello, com aval de seus à época aliados Wallim e BAP, vamos aos fatos:

    – Em julho de 2013 o Flamengo assinou um contrato de 6 meses com o Maracanã
    – Em janeiro de 2014 renovou o contrato por 3 temporadas, encerrando em 2016

    “Este acordo foi feito de maneira muito bem pensada, levando-se em conta a força do Flamengo e seu enorme potencial de geração de receitas. Até o final do ano, vamos avaliar os resultados financeiros e técnicos obtidos com os jogos no Maracanã para decidir sobre um possível futuro contrato. Tenho certeza que a torcida está feliz” – disse Bandeira de Mello.

    Vale ressaltar que Fluminense, primeiro clube a acertar com o Consórcio Maracanã em 2013, assinou por 35 anos, que render-lhe-iam segurança a longo prazo. Mas também lembremos que isso não significou muita coisa, uma vez que o Consórcio ingressou em 2016 contra o Flu na justiça e conseguiu passar ao clube parte dos custos de operação e um valor mínimo de aluguel, pois o clube tricolor nada pagava e ficava apenas com a arrecadação dos setores atrás de cada gol. Como não tem muita assiduidade de público, os torcedores passaram a frequentar preferencialmente atrás dos gols, o que causava muito desconforto ao Consórcio.

    O Preço do Maracanã – Parte 1: Nada sai barato no New Maracanan

    Posteriormente, o Botafogo também assinou com o Consórcio por 2 anos, 2013 e 2014, e renovou por outros 33 anos a partir de 2015 tal qual o Fluminense. Isso representou para o Consórcio a segurança de ter os dois clubes exigidos por licitação sob contrato e o risco de ter sua licitação cassada anulado. O Flamengo deixou de ser um problema para a Odebrecht com a assinatura alvinegra. E assim como os outros clubes, Botafogo pegou pelo negócio um gordo dinheiro que até hoje, ao que se sabe, não devolveu. E enquanto era aliado do Consórcio proibindo o Flamengo de jogar no Engenhão – e asfixiando o Flamengo para jogar no Maracanã – sequer foi cobrado pelo empréstimo vencido. Vale aqui dizer que Flamengo pegou também valiosa quantia com o Consórcio, porém devolveu o empréstimo e à vista, com desconto de 5 milhões de reais.

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    Imagem destacada nos posts e nas redes sociais: Flamengo / Divulgação

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  • O Preço do Maracanã – Parte 1: Nada sai barato no New Maracanan

    É público e notório para todo rubro-negro que o Flamengo precisa definir seu estádio…

     
    Dentre as opções possíveis hoje, temos a que seria mais fácil: o Maracanã, o templo rubro-negro, preferido de 9 em cada 10 torcedores. No mundo ideal, nada ficaria entre o clube e “seu” estádio, pois é óbvio quem ocupou o estádio por 68 anos e tem como direito o usucapião que lhe foi usurpado pela gangue do ex-governador vascaíno em edital de cartas marcadas que já debatemos aqui em outra coluna e tem seus partícipes todos presos, desde os empreiteiros, passando por membros do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, até o próprio ex-Governador.

    Alguns alegam que o Maracanã atual, o New Maracanan, tem custos altos demais para ficar na mão de um só clube. E é verdade se for da maneira atual. A reforma do estádio para a Copa de 2014, na verdade uma reconstrução, foi feita para uma Copa do Mundo e para atender seleções, torcidas mistas, com acabamentos caros e custo operacional gigantesco. Por exemplo, dizem os especialistas que o quadro de energia é mal setorizado, tal qual o ar-condicionado, que dificulta operar apenas uma parte do estádio em jogos de baixa demanda. Fora que um estádio tão grande, no mundo de hoje, demanda um número de seguranças privados gigantescos por partida, fora bilheteiros, organizadores e limpeza.

    Outro problema é a falta de divisão física para 90%/10% de público, que representa 97% de todos os jogos da Série A do Campeonato Brasileiro (considerando que todos os clássicos cariocas sejam no estádio), muitos lugares acabam perdidos devido à demanda do GEPE (Grupamento Especial de Policiamento em Estádios), em média 8 mil lugares que não podem ser vendidos.

    Para piorar, a Lei de Gratuidade do Rio de Janeiro obriga que 10% do total de ingressos emitidos para a partida sejam oferecidos para, principalmente, menores de idade e idosos (recentemente a lei foi revista e baixaram a idade mínima para idosos de 65 para 60 anos). Mas ao mesmo tempo que o clube não pode vender esses milhares de ingressos, precisa arcar com os custos por assento de todas as gratuidades, que incluem luz, água, segurança, emissão de tíquete de gratuidade, bilheteiro, limpeza e organizadores.

    Ainda por cima há as cativas do estádio, aproximadamente 5 mil lugares, que não pagam ingresso e também demandam custo de operação por assento.

    Vejamos:

    – Maracanã tem hoje capacidade total de 78 mil lugares
    – 10% são gratuidades, ou 7.800 lugares
    – 10% são visitantes: mais 7.800 lugares que não necessariamente são vendidos
    – 5 mil lugares são cativas, não há arrecadação
    – GEPE isola até 8 mil lugares para separar visitantes no Setor Sul

    Temos então um número de assentos de 28.600 lugares que não são vendidos aos seus torcedores na maioria das vezes, variando para mais ou menos dependendo do número de visitantes e tamanho do cordão de isolamento do GEPE. E isso representa em média 35% da capacidade total do estádio.

    Então num jogo de casa cheia, o Flamengo tem à sua disposição aproximadamente 50 mil lugares (dependendo do GEPE) para vender, mas paga o custo operacional de 78 mil assentos. E no modelo atual do estádio, não fica com lucro de consumos, como bares e estacionamento.

    Uma conta dificílima de fechar, e não estamos nem considerando aqui o ALUGUEL do estádio, assunto que abordaremos nesse artigo ainda.

    Um adendo interessante: as cadeiras usadas no estádio, da empresa Giroflex, com alto custo por unidade e aprovada em também estranha licitação, não existem mais para adquirir. Toda vez que uma cadeira quebra no estádio, um buraco surge no lugar, uma vez que a empresa italiana decretou falência há 3 anos. Nada sai barato no New Maracanan.

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    O Preço do Maracanã – Parte 1: Nada sai barato no New Maracanan
    O Preço do Maracanã – Parte 2: Assinando com o Maracanã
    O Preço do Maracanã – Parte 3: A cronologia do contrato
    O Preço do Maracanã – Parte 4: Sem contrato, a extorsão
    O Preço do Maracanã – Parte 5: As duas torres e o efeito Manguinhos
    O Preço do Maracanã – Parte 6: O fim da Ilha e o Estádio da Gávea
     

    Imagem destacada nos posts e nas redes sociais: Maracanã / Divulgação

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    Bruno De Laurentis é assistente de arte, carioca e gamer. Escreve no blog “Deixou Chegar” e também é responsável pela identidade visual do Mundo Bola. Acesse: brunodelaurentis.com.br. Siga-o no Twitter: @b_laurentis.

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