Autor: diogo.almeida1979

  • Que lições podem ser tiradas do adeus de Julio Cesar

    A festa de despedia de Julio Cesar e o placar positivo não podem mascarar os problemas apresentados pelo time comandado por Barbieri

     
    Saudações, Rubro-Negros!

    No sábado passado assistimos à bela festa organizada para que pudéssemos dar a um dos maiores goleiros de nossa História a despedida que ele merecia. E ele, como sempre, não nos desapontou; fez mais do que isso: teve uma atuação impecável e foi nosso melhor homem em campo.

    A celebração e a grande atuação de Júlio Cesar acabaram jogando um pouco de fumaça sobre mais uma atuação abaixo da média do nosso Flamengo. No primeiro tempo, talvez contagiado pelo clima que se estabeleceu no Maracanã, o time até que foi bem. No segundo, porém, os velhos erros e a má performance de alguns jogadores voltaram a aparecer, e foi só por causa do JC que não saímos de campo outra vez com gosto de guarda-chuva molhado na boca.

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    Barbieri também não se ajuda. No que diz respeito à montagem do time, que no sábado teve a volta de Arão ao meio-campo ao lado do Cuéllar, e Paquetá jogando mais por dentro, me pareceu acertada, e o time se impôs ao América sem maiores percalços, apesar de mais uma fraquíssima participação desse enigma chamado Geuvânio; na segunda parte, contudo, a coisa desandou um bocado, principalmente após as substituições, todas, ao meu ver, equivocadas, ou por ter tirado quem não deveria ter saído, ou por ter posto para jogar quem não deveria ter entrado. É preocupante, pois não é a primeira vez que o jovem treinador apronta dessas, o que indica uma tendência perigosa.

    No fim das contas, valeu pela vitória, pelos 3 pontos e pela festa. Mas só os dois primeiros fatores estarão em jogo na próxima quarta, na Colômbia. E eu só espero que a cena do Júlio abraçado ao Juan, o choro de ambos e tudo mais que se viu e ouviu no sábado passado de alguma forma contaminem aqueles que parecem não entender o real significado de ser e representar o Flamengo.

    SRN
     

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    Fabiano Torres, o Tatu, é nascido e criado em Paracambi, onde deu os primeiros passos rumo ao rubronegrismo que o acompanha desde então. É professor de idiomas há mais de 25 anos e já esteve à frente de vários projetos de futebol na Internet, TV e rádio, como a série de documentários Energia das Torcidas, de 2010, o Canal dos Fominhas e o programa Torcedor Esporte Clube, na Rádio UOL. Também escreve no blog Happy Hour da Depressão.
     

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  • PODCAST | Mundo Bola LIVE #ANÁLISE FLAMENGO 2 x 0 AMÉRICA-MG E SANTA FÉ x FLAMENGO

    O Mundo Bola LIVE #24 analisou a vitória do Flamengo na segunda rodada do Brasileiro 2018 e projetou o importante confronto válido contra o Santa Fé, válido pela Copa Libertadores

     
    O jogo contra o Coelho foi especial para a torcida do Flamengo. A primeira vitória na competição mas com uma atuação abaixo da expectativa, não tirou o brilho da despedida de um dos maiores goleiros formados na Gávea. Depois de 21 anos como profissional e uma marcante carreira na Europa e Seleção Brasileira. Julio César fez sua partida de número 287 vestindo o Manto Sagrado.

    O goleiro fechou o gol na etapa final e garantiu o placar final construído no primeiro tempo. O time mineiro treinado a quase dois anos por Enderson Moreira mostrou-se perigo e muito mais organizado do que o Flamengo, que não contou com Éverton Ribeiro, suspenso por conta da expulsão na estreia, e Diego, que sentiu dores na coxa e foi poupado. O zagueiro Juan foi outro que não esteve presente em campo. Em seu lugar o jovem Léo Duarte teve muitas dificuldade ao lado de Réver.

    Depois de duas semanas de treinamentos após a demissão de Carpegiani, o interino Mauricio Barbieri não convence e cada vez mais acumula críticas da torcida e imprensa. Nó ultimo jogo chegou a receber grossas vaias após optar pela saída de Vinicius Junior para a entrada do volante Jonas. A mexida não conteve o ímpeto do rival, que pressionou ainda mais o Fla. A torcida que lotou o Maracanã vivia uma emoção ambígua ao vibrar muito com seu ídolo a cada grande defesa ao mesmo tempo que se irritava profundamente com o bagunçado sistema.

    Para analisar estes e outros cenários do complicado momento do Flamengo na temporada que o Mundo Bola Live recebeu nesta segunda-feira, Alex Dias, comentarista do Programa RN e Gustavo Roman, jornalista e escritor. A apresentação é do editor-executivo do Mundo Bola, Diogo Almeida. Você pode assistir aqui no site ou direto na TV Mundo Bola através do link bit.ly/Mundo Bolalive24

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  • Perfil, contexto e resultado: Os doze – Parte 2

    Perfil, contexto e resultados: no Alfarrábios desta semana, Adriano Melo termina a análise da passagem dos 12 treinadores da Era EBM

     

    7 – CRISTÓVÃO BORGES (Maio 2015 – Agosto 2015)

    PERFIL

    Jovem, estudioso, razoáveis a bons trabalhos recentes (Vasco, Bahia, Fluminense), conhecimento do futebol carioca, boa relação com os jogadores, dificuldades de impor disciplina.

    CONTEXTO

    Mais uma vez, o Flamengo larga mal no Brasileiro, mas dessa vez não teme o rebaixamento. O elenco é nitidamente mais qualificado que nos anos anteriores. É confirmada a primeira contratação de primeira linha da Administração, o atacante Paolo Guerrero, artilheiro da Copa América e titular do Corinthians. O objetivo da temporada é conquistar uma vaga para a Libertadores.

    RESULTADOS

    Cristóvão perde cinco dos primeiros oito jogos e não consegue tirar o Flamengo da parte de baixo da tabela. O time se propõe a exercer marcação alta e intensa mobilidade, filosofia de jogo incompatível com o nível do elenco (ainda limitado, apesar da melhora). O comportamento hesitante de Cristóvão (chega a demonstrar indecisão em alterações durante os jogos) não ajuda. O treinador ganha sobrevida com a estreia de Guerrero e a empolgação e as vitórias dela decorrentes. Mas a irregularidade da equipe, que jamais decola, faz a torcida perder a paciência com Cristóvão, que reage invocando “excessivas e estranhas” cobranças. Muito querido entre os jogadores, conta com a simpatia do Presidente, que resiste a demiti-lo. Mas uma derrota para o Vasco, no jogo de ida das Oitavas de Final da Copa do Brasil, é a gota d’água.

    No blog: Perfil, contexto e resultado: Os doze – Parte 1

    8 – OSWALDO DE OLIVEIRA (Agosto 2015 – Novembro 2015)

    PERFIL

    Experiente, com várias passagens por equipes de ponta, com alguns bons trabalhos recentes (Botafogo e Santos, junto com um mau desempenho no Palmeiras), de excelente relacionamento com jogadores, capaz de mobilizar líderes de elenco, é considerado uma opção de “continuidade” a Cristóvão. A exemplo de seu antecessor, não lida bem com casos de indisciplina.

    CONTEXTO

    O Flamengo já conta com alguns bons jogadores, mas o conjunto é fraco. O time é instável, irregular e sofre muitos gols, especialmente pelo alto. O ambiente interno é bom, embora haja rumores de problemas isolados de relacionamento. Há relatos de comportamento extracampo inadequado de alguns jogadores.

    RESULTADOS

    Oswaldo “eletriza” o elenco, dando confiança aos jogadores. Esperto, pede apoio da torcida (que anda ressabiada). Apesar de não conseguir reverter a desvantagem para o Vasco na Copa do Brasil, consegue uma sequência de seis vitórias seguidas que leva a equipe ao G4 do Brasileiro. Mas a possibilidade de classificação à Libertadores é afastada após três derrotas seguidas, que desmotivam os jogadores. Com a política do clube fervendo pelas eleições que se aproximam, Oswaldo perde o comando do grupo, que se arrasta até o final da temporada. O escândalo do “Bonde da Stella” simboliza o final melancólico de uma temporada frustrante. Oswaldo não tem seu contrato renovado e, de comum acordo, deixa o clube antes da penúltima rodada. Ironicamente, é o único treinador dentre os doze a, de certa forma, cumprir seu contrato até o final.

    9 – MURICY RAMALHO (Janeiro 2016 – Maio 2016)

    PERFIL

    Experiente, currículo vastamente vitorioso, tido como capaz de reestruturar o Departamento de Futebol do Flamengo através do desenvolvimento de uma filosofia de jogo que abrange desde a base até os profissionais. Notório adepto do futebol defensivo, acena com a perspectiva de arejar suas ideias de montagem de equipes, após um curto intercâmbio com o Barcelona.

    CONTEXTO

    Renovação e recomeço. O Flamengo reformula seu elenco, trazendo vários reforços dos mais distintos perfis. A ideia é iniciar um trabalho duradouro, mas capaz de render resultados imediatos.

    RESULTADOS

    Muricy não consegue êxito na tentativa de montar uma equipe de posse de bola e marcação alta. O Flamengo se mostra vulnerável e pouco contundente. Falhas individuais sistemáticas de alguns jogadores comprometem o trabalho, mas Muricy se mostra reticente em promover alterações radicais. O relacionamento com o plantel é delicado, jamais harmonioso. O efeito em campo logo se faz sentir. O time sofre derrotas humilhantes para equipes inexpressivas, é eliminado do Estadual, da Copa do Brasil e da Primeira Liga. Com poucos meses de trabalho, Muricy enfrenta severos questionamentos e vê seu cargo ameaçado. Na estreia do Brasileiro, surpreende e monta uma equipe de postura mais conservadora. A vitória por 1-0 sobre o Sport se dá sem encanto, mas sem sustos. No entanto, o treinador sofre com a reincidência de problemas de saúde e acaba sendo forçado a entregar o cargo.

    10 – ZÉ RICARDO (Maio 2016 – Agosto 2017)

    PERFIL

    Treinador campeão da Copa SP de Juniores em 2016, apresentando um futebol pragmático, compacto, de forte índole defensiva e com ênfase no conjunto, em detrimento das individualidades. Surge como alternativa para assumir a equipe em caráter interino em função do forte desgaste do auxiliar Jayme de Almeida. A ideia é mantê-lo no cargo enquanto a Diretoria conclui as negociações com Abel Braga, escolhido para ser o sucessor de Muricy.

    CONTEXTO

    O desastroso primeiro semestre afunda o Flamengo em séria crise. Antes da primeira rodada do Brasileiro, o contestado zagueiro Wallace pede para não mais atuar pelo clube, o que, com a lesão de Juan e a recusa do Benfica em negociar o limitado César Martins, faz com que o Flamengo se veja na quase inverossímil situação de iniciar o Brasileiro sem uma dupla de zaga profissional. O time não chega nem perto de apresentar algo semelhante a um jogo coletivo estruturado. O elenco se queixa das excessivas viagens, decorrentes do fechamento do Maracanã. Para complicar, a torcida demonstra forte rejeição à escolha de Abel Braga, que, ressentido, paralisa as negociações.

    RESULTADOS

    Zé Ricardo demonstra estrela logo na sua estreia, ao derrotar a Ponte Preta, de virada (2-1) em pleno Moisés Lucarelli. O jovem treinador rapidamente consegue organizar defensivamente a equipe, e, mesmo com as alterações decorrentes da chegada de vários reforços, não demora a construir uma equipe sólida e consistente. Assim, acaba sendo efetivado, até por conta do impasse com Abel. Com isso, o Flamengo ascende na tabela e, impulsionado pela chegada de Diego, chega à inesperada condição de sério postulante ao título. Mas sucumbe às próprias limitações e acaba em um frustrante terceiro lugar. No ano seguinte, Zé Ricardo (repetindo erros de antecessores de perfil semelhante) encontra sérias dificuldades para desenvolver variações táticas, resiste a revezar o elenco e apresenta excessivo apego aos jogadores com que contou no início do caminho (segrega alguns jogadores nitidamente superiores aos titulares das respectivas posições). Conquista o Estadual, mas acaba eliminado precocemente da Libertadores. O trauma que se segue implode seu trabalho, mas, por insistência da Diretoria, Zé Ricardo ainda vagueia moribundo por um turno inteiro do Brasileiro, até ser tardiamente demitido após a derrota para o Vitória (0-2) na Ilha do Urubu.

    11 – REINALDO RUEDA (Agosto 2017 – Dezembro 2017)

    PERFIL

    Treinador colombiano, experiente, com bons trabalhos nas Seleções de Honduras e Equador, vive seu auge na carreira ao comandar o Atlético Nacional-COL, levando os “verdolagas” à conquista da Libertadores. Recentemente desligado do clube de Medellín, é contratado após intensa pressão das redes sociais, que durante alguns dias exerce um verdadeiro “efeito manada” sobre a Diretoria, que vê frustrada a tentativa de trazer Roger Machado e cogita trazer de volta Jorginho.

    CONTEXTO

    O Flamengo vive a mais séria crise desde que a Administração Eduardo Bandeira de Mello assumiu o clube, em 2013. A eliminação da Libertadores abre forte fissura entre o elenco e a torcida, farta dos reveses recentes e já impaciente com a limitação de alguns jogadores. A postura do Presidente, que desafia abertamente as vozes contrárias e admite isolar e “proteger” certos jogadores, joga gasolina na fogueira. Enquanto se concluem as negociações com Rueda, o time “caminha” em campo numa derrota para o Atlético-MG. Na quarta seguinte, há uma partida decisiva com o Botafogo, pela Copa do Brasil, num momento em que a rivalidade entre os dois clubes está acirrada e o alvinegro vive seu melhor momento na década.

    RESULTADOS

    Rueda, apesar de uma rejeição de um nível de agressividade sem precedentes por parte de imprensa, profissionais e mesmo alguns ex-dirigentes rubro-negros, consegue rapidamente reorganizar o sistema defensivo da equipe. Identifica um crônico problema de falta de competitividade, que tenta atacar, entre outras formas, através de entrevistas contundentes. Apesar de não conseguir fazer o Flamengo jogar um futebol vistoso (é uma equipe que abusa das bolas paradas), constroi uma equipe aguerrida, apropriada para a disputa de torneios eliminatórios. O Flamengo elimina de forma apoteótica o Botafogo e vai avançando na Sul-Americana. No entanto, sucumbe na Final graças a (mais) uma deficiência de gestão de elenco. Dessa vez, é a falta de um goleiro de alto nível que cobra seu preço. Na Sul-Americana, o time se classifica de forma dramática contra Fluminense e Junior-COL, e também chega às Finais, não resistindo ao Independiente-ARG. A priorização das competições “matamata” por pouco não tira do Flamengo a vaga direta à Libertadores através do Brasileiro. Em dezembro, Rueda, ainda bombardeado por sucessivas críticas, sai de férias. Há rumores, cada vez mais fortes (inclusive expressos em reportagens) de aumento de rejeição ao colombiano por parte de jogadores e mesmo membros da comissão técnica. Em janeiro, ao se reapresentar ao clube, Rueda anuncia ter aceitado dirigir a Seleção Chilena, dando fim a um rumoroso e mal-explicado processo de negociação que se arrastou por semanas. Como legado, Rueda deixa a recuperação do volante Cuellar (praticamente marginalizado por Zé Ricardo) e o aproveitamento mais intenso de jogadores como Lucas Paquetá, Vinicius Jr e Felipe Vizeu.

    12 – PAULO CÉSAR CARPEGIANI (Janeiro 2018 – Março 2018)

    PERFIL

    Treinador old-school, com carreira iniciada há 37 anos, com o último título de expressão conquistado em 1994 (campeão paraguaio), vindo de dois trabalhos razoáveis por Coritiba e Bahia, afastando-os do risco de rebaixamento. Inicialmente contatado para trabalhar como Coordenador Técnico, é efetivado treinador após a saída de Rueda. Adepto da posse de bola e da marcação em bloco, costuma enfrentar problemas de relacionamento com os jogadores, em função de seu temperamento difícil.

    CONTEXTO

    A perda da Sul-Americana e a saída de Rueda volta a provocar forte onda de pessimismo entre a torcida. A efetivação de Carpegiani (apresentado numa atrapalhada entrevista coletiva) não ajuda. Começam a transbordar indícios de desavenças entre o Presidente e o Vice Ricardo Lomba. O elenco é enxugado, com a saída de alguns jogadores fortemente contestados. Alegando falta de recursos, o Flamengo praticamente não se reforça. A ideia é “apostar na base” que, de fato, já demonstra resultados consistentes, tanto em títulos quanto na revelação de talentos.

    RESULTADOS

    Em função das férias do elenco titular, o Flamengo atua com uma formação improvisada nos primeiros jogos do Estadual, repleta de jovens das Divisões de Base. E surpreende, com um futebol alegre e aplicado. Mas a empolgação se esvai quando o time titular retorna aos gramados. A equipe até conquista a Taça Guanabara (com uma exibição realmente boa, contra o Botafogo), mas acaba estagnando. Apresenta espasmos de competitividade nas duas partidas da Libertadores (uma exibição fraca, no empate contra o River Plate, e uma boa atuação coletiva contra o Emelec). Mas cai assustadoramente de rendimento no Estadual. É eliminado, com sobras, da Taça Rio pelo Fluminense. E, dias depois, cai diante do Botafogo nas Semifinais da competição, na pior exibição da equipe sob o comando do treinador (que abusa do direito de errar na escalação). O resultado faz com que o Vice-Presidente dê declarações inflamadas à imprensa, das quais logo se retrata. Mas o estrago está feito. Carpegiani não resiste e é demitido, juntamente com o Executivo Rodrigo Caetano e alguns membros da Comissão Técnica. O Flamengo afunda em crise. E, sem norte, mergulha em incertezas.
     

    Imagem destacada no post e redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo
     
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    Adriano Melo escreve seus Alfarrábios todas as quartas-feiras aqui no Mundo Bola e também no Buteco do Flamengo. Siga-o no Twitter: @Adrianomelo72
     

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  • Em defesa dos bons jogadores (ou porque não devemos nos desfazer de Diego e Éverton Ribeiro)

    Alerta de spoiler: não usarei dados e estatísticas para defender meu ponto. Trata-se apenas de uma reflexão sobre a importância de se manter os jogadores qualificados pelo maior tempo possível no elenco.

    Diego chegou ao Flamengo em julho de 2016 com festa da torcida, que olhava amedrontada a possibilidade de um levante popular turco melar a contratação, realizada aos 45 minutos do segundo tempo. Fez bons jogos e liderou um grupo pouco qualificado ao terceiro lugar no campeonato daquele ano marcado pelo adoecimento de Muricy Ramalho e por derrotas vexatórias nas Copas disputadas.

    No blog: >A gestão off-futebol

    Veio 2017 e uma lesão o impediu de defender o Fla nas partidas finais da Copa Libertadores (melhor nem lembrar da dita cuja!). No Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Sul-Americana alternou boas partidas e partidas de menor aproveitamento técnico. As críticas ficaram mais acentuadas e com razão: o jogador perdera pênaltis importantes contra o Palmeiras (pelo Brasileirão) e Cruzeiro (na final da Copa do Brasil). Parece que em 2018 a fase continua turbulenta; é questionado por “não dar continuidade às jogadas”, “pipocar”, “não desempenhar a função do camisa 10”, etc. Em que pese a pertinência de algumas dessas críticas, algo de exagerado nas cobranças começa a se desenhar. Mas antes vamos a outro jogador…

    Éverton Ribeiro foi contratado em julho de 2017, após uma tentativa frustrada de repatriá-lo na janela do início do ano. Também muito festejado, o jogador chegou ao Flamengo pós-vexame na Libertadores e com o time muito pressionado pelos resultados aquém da expectativa no Brasileirão. Lembrem-se: o atleta vinha de um ano inteiro de (poucos, é verdade) jogos no “Mundo Árabe” e com isso não realizou pré-temporada. Além disso, o time vinha avançando na Copa do Brasil, competição na qual não estava inscrito e por isso não poderia jogar.

    Com a troca de comando, Rueda deixou claro que a preferência seriam as Copas (do Brasil e Sul-Americana), optando por poupar jogadores titulares em alguns jogos do Brasileirão. Resultado: time desfigurado nas partidas em que Éverton Ribeiro jogava e foco nas fases decisivas das competições mata-mata que restavam. Com os dois vice campeonatos e um sexto lugar horroroso no Brasileirão, as férias chegaram. E com ela a possibilidade de realizar uma pré-temporada decente, voltando ao nível de suas apresentações no Cruzeiro Bicampeão em 2013-2014.

    Chegamos ao ano atual e onde os dois personagens se encontram.

    Começamos o ano com um treinador que veio pra ser coordenador ou qualquer coisa assim. Um treinador que para muitos não conseguiria tirar do elenco o que os nomes no papel sugeriam. Dito e feito: péssimas partidas do time e demissão de Carpegiani – a quem devemos sempre render homenagens pela década de 80. Entre o sonho quase impossível de Renato Gaúcho e a iminente efetivação do estagiário da vez, Diego e Éverton Ribeiro voltaram ao centro dos debates na mídia esportiva.

    Para alguns jornalistas – sobretudo paulistas – Diego não deu certo e Éverton Ribeiro não se adaptou. O primeiro está insatisfeito com as críticas e o segundo não encaixará nesse time. Questionam seus salários e perguntam à nossa torcida: “Está valendo a pena?”.

    Pois é. A narrativa está pronta: dois bons jogadores são os responsáveis pelas más atuações do time. Percebam, não se trata de eximir os dois jogadores de suas responsabilidades: ganham muito bem e eventualmente fracassam nos jogos. Outra coisa: esqueçam que esse que vos escreve tem vontade de matar Diego e/ou Éverton Ribeiro após certos jogos, como o último contra o Santa Fé. Mas é justamente de decisões tomadas nesses momentos que menos precisamos.

    Enquetes em redes sociais começam a destacar Diego e Éverton Ribeiro como culpados por derrotas importantes. Não ter treinador? “Barbieri é promissor”. Ter uma zaga titular envelhecida e lenta? “Detalhe”. Laterais completamente limitados? “É do jogo”. A inversão das prioridades está escancarada e o espantalho construído: “Demitam ou troquem os dois e as coisas devem andar”. Se embarcarmos nessa, tenham certeza, mais um passo rumo a total desestabilização será dada. Não caiam nessa armadilha. Tem muito jornalista que esconde seu imenso mau caratismo num pseudo mau jornalismo.

    P.S: no dia seguinte de uma eventual demissão do Diego e/ou do Éverton Ribeiro, ambos serão tratados como solução para vários Clubes da elite brasileira. Ou vocês se esqueceram do novo craque tupiniquim, Éverton Cardoso?

    Saudações Rubro Negras.
     

    Imagem destacada no post e redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo
     
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    Guilherme Salgado é sócio-proprietário do Flamengo e integrante do grupo Flamengo da Gente, que reivindica políticas de inclusão popular no clube. Siga-o no Twitter: @SalGuilherme

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  • Vinicius Junior: Do Flamengo para o mundo

    Vinícius Júnior tornou-se a nova promessa do futebol brasileiro e independentemente da sua curta idade, o jogador que foi totalmente formado na instituição do Flamengo, tem seus pés bem plantados no chão e sua visão bem alta até as estrelas.

     

    Do Rubro-Negro para Los Blancos

    O atacante do Flamengo já se juntou ao gigante espanhol Real Madrid por 45 milhões de euros, mas ele está a jogar pelo rubro-negro até o mês de julho de 2019, porque segundo a lei, ele não pode integrar-se a sua nova equipe até que ele se tornar maior de idade (12 de julho de 2018) e ainda tem contrato com o Flamengo.

    Independentemente disso, ele vai fazer a viagem a Madri para se juntar a equipe nos treinamentos de verão, para que os seus novos empregadores decidam se ele está pronto para se adicionar a equipe principal, ou se ele vai sair emprestado para continuar construindo as suas habilidades de jogo e mantendo o objetivo de incluí-lo para a primeira equipe no ano seguinte, enquanto os diretivos do Real Madrid permanecem focados em ganhar a atual Liga dos Campeões, já que eles têm a melhor probabilidade de ganhar o torneio este ano com 33,3%, segundo os dados mais recentes em 23 de abril.

    O jovem Vinícius vai procurar vestir a camisa do Real Madrid na próxima Liga dos Campeões, para obter um dos títulos mais desejados por qualquer jogador de futebol profissional. Mesmo que algumas de suas habilidades tenham provocado a ira dos oponentes e de alguns membros do público, o Real Madrid não está preocupado com isso, mas o assunto que eles estão preocupados é o risco de Vinícius Júnior se machucar jogando dentro do futebol brasileiro antes de mudar-se para a Espanha, principalmente após a jovem estrela mostrar as suas habilidades para marcar gols e driblar durante a recente partida na Copa Libertadores contra o Emelec da Equador.


    (youtube.com)

    Feito no Flamengo com a vista para as estrelas

    No seu curto tempo como jogador profissional no time principal do Flamengo, Vinicius Júnior já tem falado várias vezes sobre seu desejo de criar seu próprio caminho no futebol, em meio às esperadas comparações com a estrela brasileira Neymar Jr., quem foi elogiado como a próxima grande estrela do futebol depois que ele se reuniu na primeira equipa do Santos em 2010, e dai diu o seu grande salto para as grandes times da La Liga, a Barcelona e o francês Paris Saint-Germain.

    Vinicius sabe muito bem que as comparações entre ele e o astro de 26 anos são inevitáveis, e ele falou de sua admiração e capacidade de aprender de Neymar num futuro possível dentro da seleção brasileira, além de falar que ele prefere não prestar atenção às comparações, mas ele sempre tem seguido o Neymar, tendo contato com ele e tentando de aprender dele quando o assistir jogar, procurando construir a sua própria carreira e espalhar felicidade para todos os brasileiros.

    Dentro das metas no curto prazo para o jovem Vinícius, é ganhar a Copa Libertadores e o título da liga brasileira com o Flamengo, que e a equipe onde ele começou a sua carreira aos 10 años, e segundo ele, sempre que entra no campo, se lembra sempre do seu primeiro dia no Flamengo e de todas as pessoas que lhe ajudaram, como o diretor da equipe juvenil. Por causa disso, o jovem jogador também mencionou durante as entrevistas que ele só pensa em seu clube Flamengo o tempo todo.

     

    Vinícius Júnior mostra paciência e maturidade

    Durante seu breve período como jogador profissional da equipe principal do Flamengo, Vinícius já impressionou vários jornalistas de todo o mundo, que celebram seu talento e habilidades, além de seu alto nível de maturidade exibido com seus companheiros de equipe e durante suas várias entrevistas com a imprensa.

    Por causa disso, eles veem um grande futuro na carreira profissional do jogador que nasceu e cresceu em São Gonçalo, RJ. Algo que se destaca é que a jovem estrela do Flamengo já recebeu conselhos pessoais diretamente do Rei Pelé, para manter os pés no chão, quando o melhor jogador de todos os tempos disse para ele em um vídeo postado pela CBF: “nunca ache que é o melhor craque do mundo”.

    No período de espera, enquanto o jovem Vinícius chega aos 18 anos, ele só tem planos de continuar gostando do jogo que tanto ama e ganhar mais experiência no campo de jogo, enquanto tenta conquistar novas glórias para os torcedores do Flamengo.

  • Flamengo vence na estreia do Campeonato Carioca de Futebol Americano

    O Flamengo Imperadores venceu por 20×13 seu primeiro confronto pelo Campeonato Carioca de Futebol Americano. A vitória sobre o Rio Football Academy no último domingo (22) garante provisoriamente o primeiro lugar na Conferência Sul.

    A equipe rubro-negra abriu o placar da partida, com touchdown marcado pelo wide receiver Douglas Oliveira #85. O extra point foi convertido pelo kicker Ariel. Já o segundo touchdown foi marcado por Will #19, porém o ponto extra não foi convertido. O adversário reagiu marcando dois touchdowns e também convertendo apenas um extra point, empatando a partida e levando-a para a prorrogação.

    A prorrogação

    Em clima tenso, o head coach e coordenador ofensivo Thiago Prates e presidente do time, Felipe Castro “Cebola”, conversaram bastante com os jogadores, para que entrassem em campo com tranquilidade.

    A primeira posse de bola foi do RFA, que avançou até a redzone. Para a cobrança do field goal, que ainda daria a possibilidade do Flamengo ter uma posse de bola, escolheram o quarterback Vitor Paiva #14, porém o jogador errou o chute e a bola foi devolvida para a equipe rubro-negra.

    O Imperadores precisava apenas de uma conversão de field goal para garantir a vitória, pois o adversário errou seu chute. Mas em uma ótima conexão entre o quarterback Bernardo #2 e o tight end Neto #81, o Flamengo marcou o touchdown da vitória, com extra point convertido por Ariel.

    (Foto: Antonio Marcos/NB Photopress)

    Em declaração através da assessoria de imprensa, a equipe rubro-negra afirma que foi um jogo experiência x nova geração do futebol americano no país. O Rio Football Academy é uma academia de futebol americano que conta com atletas de até 19 anos de idade.

    “Alguns jogadores do Flamengo são professores na RFA, então foi uma troca de experiências de uma forma bem diferente. Foi um bom jogo, apesar da falta de concentração a partir do segundo quarto, pelas polêmicas da arbitragem. Analisamos  os pontos positivos e negativos do nosso time para melhorarmos nas próximas partidas.”

    Desempenho da arbitragem

    A polêmica da partida ficou por conta da arbitragem. Segundo informações, um dos árbitros não sabia exatamente qual a penalidade para determinada falta. Além disso, narrador e comentarista do estádio estariam influenciando na decisão das zebras.

    “O descontentamento com a arbitragem é muito grande. A federação já foi notificada sobre este descontentamento que não é só do Flamengo Imperadores, mas também de outras equipes.”

    Segundo declaração da própria equipe, a estrutura do local também não foi favorável. O vestiário não estava disponível para o Flamengo Imperadores e os jogadores precisaram trocar de roupa em um canto escondido. Além disso, não havia água no banheiro destinados à torcida.

    Próxima partida

    O próximo confronto será no domingo (29) contra o Volta Redonda Falcons. O local da partida ainda não foi definido, porém há chances de ser na casa do Falcons, no estádio Raulino de Oliveira.

    Créditos da imagem destacada: Antonio Marcos/NB Photopress

  • A Maldição de 81 e a cultura institucional

    Na coluna de estreia, um convite à reflexão através da sombra de 81 projetada sobre a fria administração atual

     
    Não é segredo para nenhum Rubro-Negro que a década de 80 trouxe o grande esquadrão flamenguista de todos os tempos, ou pelo menos, o mais famoso deles. No Flamengo, a década de 80 começa antes – em 1974 com a profissionalização do Zico e o título estadual daquele ano em cima do Vasco, passando pelo gol do Deus da Raça em 1978, que para muitos foi o ano que estruturou o que viria na década seguinte – e termina depois – com os títulos brasileiros de 1992, capitaneado pelo Maestro Junior e até mesmo, vai lá, o de 2009, com a presença do Andrade – sendo assim, essa década – e suas glórias – durou mais de dez anos. Sucesso sobrepõe sucesso, e essa galera de 80 deixou em segundo plano esquadrões anteriores, como os 1939-1941, com Zizinho, Flávio Costa e Pirilo, e os de 1953-1955, com Evaristo, Zagallo e Dida.

    Ocorre que a famosa “geração de ouro” ainda (muito otimismo e esperança aqui) não foi sobreposta. Em 2013, Eduardo Bandeira de Mello assume o Flamengo com o discurso de austeridade, responsabilidade, profissionalismo e modernização. Em uma excelente e premiada gestão financeira, reduziu as dívidas do clube de R$750 milhões (2012) para R$360 milhões (2017), gerindo o clube como uma empresa e com a frieza necessária para tomar as decisões certas para os cofres do clube, tais como as saídas de Dorival Jr. E Vagner Love em 2013, entre outras. Frieza. Eis a palavra-chave. Fora de campo, financeiramente, tudo correndo bem. No entanto, a empresa Flamengo tem como seu maior patrimônio o futebol – entendo que são inseparáveis o futebol e a torcida, é o futebol nosso motor maior – um esporte apaixonante por sua imprevisibilidade e emoção.

    Voltando ao esquadrão de 80, sempre lembrando pela técnica de seus craques, fato que esconde uma característica daquele time: brio. O soco de Anselmo em Mario Soto talvez seja o símbolo da raça e do sangue daquele time, que, quando não conseguia na técnica, ia na porrada, na luta. De lá para cá, em 1992 (Penta), em 1999 (Mercosul), 2006 (Copa do Brasil), 2009 (Hexa) e 2013 (Copa do Brasil) os títulos nacionais e internacionais vieram para elencos underdogs, que incorporam a mística Flamengo e o DCF (quem sabe, sabe).

    Alguns colegas se revoltaram com as declarações de Rever e Diego após os erros de arbitragem de ontem. O dilema vivido pelo Flamengo é algo que assola o futebol em geral, com sua “profissionalização” (aspas diante da recusa de se modernizar em tantos âmbitos): O milagre que nos salvou administrativamente é o mal que combatemos cotidianamente no futebol flamenguista desde 2014. Administrado com frieza cirúrgica, a torcida acusa o time de não pulsar em campo. 1980 deixou um legado, mas também um patamar alto: Flamengo é time de raça, amor e paixão. A pergunta é: a cultura institucional trazida por Bandeira e cia minou a característica Flamenga presente nos momentos de glória? É possível ser profissional na administração e passional nas quatro linhas? O tempo dirá para onde vai o futebol e o Flamengo.
     

    Imagem destacada no post e redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo
     

     

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  • Júlio César e o Flamengo

    21 anos depois de estrear aos 17 na meta do clube de berço e onde chegou aos 12, Júlio César pendurou as luvas onde perdurou de 2001 a 2004 como titular absoluto. Quando foi para a Itália para ser multicampeão pela Inter onde conquistou a Europa e o mundo como melhor goleiro de 2010. Quando ajudou a levar o Brasil de Dunga com enormes defesas desde as Eliminatórias até as quartas-de-final. Quando falhou uma só vez e a Seleção se perdeu na África do Sul.

    A Júlio a sorte foi lançada mais uma vez em 2014. Defendeu os pênaltis contra o Chile no mesmo Mineirão onde não falharia na semifinal. Quando o Brasil… A Alemanha… E muitos brasileiros ainda cobram o goleiro de duas Copas. O campeão de tantos títulos no rubro-negro carioca e no rival dos rossoneri de Milão. O goleiro que não fez milagres nos Mundiais. Mas nos defendeu com a mesma paixão e categoria de sempre.

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    O Júlio que veio em 1997, viu como poucos desde então, e venceu como raros até se despedir no sábado com a camisa que fez de tudo para voltar a fardar só para se despedir em 2018.

    A mesma que ele vestiu pela primeira em 17 de maio de 1997 “apenas” num Fla-Flu. Levou um gol cara a cara, outro defensável para um grande goleiro como ele. Mas antes espalmou para escanteio um pênalti que evitou derrota maior para o rival que venceu um Flamengo de reservas. Quando JC ainda não era um dos maiores goleiros do Flamengo. Para não dizer o mais flamenguista dos goleiros rubro-negros.

    Foram 14 anos longe da Gávea jogando até no Canadá. Mas parecendo sempre defender o Flamengo até quando não dá. Saindo driblando da própria área de modo até irresponsável quando o time não funcionava dentro e fora de campo. Fazendo defesas impensáveis e irrepreensíveis como se fosse o que sempre foi. E o que voltou para ser.

    Um torcedor. Um camisa 12. Como qualquer um. Um dos melhores números um do futebol brasileiro.

    Um torcedor que defende não só o que é dele. Mas o de todos. Por todos.

    Feliz quem teve um torcedor para o defender. Mais feliz ainda quem fez do sonho realidade.

    A Júlio o que é de César.
     

    Imagem destacada no post e redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo
     
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    Mauro Beting, 51, não é Flamengo. Mas foi um pouco por Zico e em nome do melhor time que viu na vida (o Flamengo de 1981-82), que inspirou o melhor Brasil pelo qual torceu (o de 1982). Comenta futebol no UOL, Esporte Interativo e Jovem Pan. Diretor de documentários esportivos, escreveu 16 livros. Curador do Museu da Seleção e do Museu Pelé. Desde 2010 é comentarista do videogame PES. Desde 2017 corneta por aqui. Siga-o no Twitter: @Mauro_Beting.


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  • Primeiro confronto em casa no Brasileiro marca despedida de Júlio César

    Flamengo e América-MG duelam neste sábado (21), às 19h, no Maracanã. A segunda rodada do Brasileirão e a primeira do Mais Querido como mandante marca a despedida de Júlio César, goleiro e ídolo Rubro-Negro. Formado nas divisões de base do clube, retornou em janeiro desse ano apenas por uma passagem simbólica pelo clube, afim de se despedir dos campos profissionalmente.

    “Se o Flamengo conseguir ganhar este jogo e for campeão brasileiro poderei dizer que tem uma pedrinha minha nesta conquista. Portanto, vou fazer de tudo para conseguir o resultado positivo. Apesar de ser um jogo de despedida, a vitória é fundamental”, disse Júlio César.

    Enfrentando um América-MG embalado por uma boa vitória contra o Sport, na primeira rodada do campeonato, o Flamengo vem na contra-mão da boa fase. Após a eliminação do campeonato Carioca e tendo duas semanas de preparação, dois empates amargaram a última semana. Ainda sob o comando do interino Maurício Barbieri, a ausência de uma nova comissão técnica também irrita a torcida. Apesar da crise, a Nação abraçou a despedida de um de seus últimos ídolos e até a tarde de sexta-feira já tinham sido vendidos 40 mil ingressos.

    Com as baixas de Everton Ribeiro, expulso equivocadamente da partida de estreia do Brasileiro, e Diego, que sofreu lesão muscular na coxa direita, Barbieri deve iniciar a partida com dois volantes, tendo Arão no time principal, e Geuvanio na ponta direita. Em contrapartida, Ederson foi relacionado pela primeira vez após vencer um câncer, detectado em Junho de 2017 e pode ter seu retorno aos gramados a qualquer momento.

    Já o América regularizou a documentação do volante Leandro Donizete, contratado junto ao Santos, e pode contar com o jogador para essa partida. O técnico do Coelho mostrou personalidade e disse estar preparado não apenas para esse jogo, como para a competição em si.

    “O América vem de um grande resultado na estreia e não pode deixar isso se apagar como visitante. Sabemos das dificuldades de enfrentarmos um elenco qualificado como o do Flamengo. Mas no futebol vale muito a atitude e a vontade de ganhar. Acredito que meu time possa exibir isso em campo”, disse Enderson.

    Prováveis escalações

    Flamengo: Júlio César, Rodinei, Réver, Juan e Renê; Gustavo Cuéllar, Willian Arão, Lucas Paquetá, Geuvânio e Vinicius Júnior; Henrique Dourado

    América-MG: Jory, Norberto, Messias, Rafael Lima e Carlinhos; Christian e Leandro Donizete; Serginho, Marquinhos (Rafael Moura) e Luan; Aylon

    O árbitro da partida será Leandro Bizzio Marinho (SP), e os assistentes Rogerio Pablos Zanardo (SP) e Daniel Luis Marques (SP).

     

  • Projeto “Futuro da Nação” vai levar alunos da rede pública para os jogos do Flamengo e palestras com ídolos para as escolas

    Grupo de torcedores arregaça as mangas e cria projeto que aproxima as crianças do futebol rubro-negro e gera contrapartidas sociais

     
    Um grupo de torcedores idealizou o “Futuro da Nação”, que conta com a aprovação e o apoio do Marketing do Flamengo. A iniciativa vai levar de forma independente, torcedores de 5 a 11 anos que moram em comunidades de baixa renda do Rio de Janeiro, e que estejam matriculados na rede de ensino público da cidade, para torcer bem de perto para o Mengão.

    A primeira fase da iniciativa tem duração de 10 meses e possui objetivos que vão além do fomento da paixão da garotada. De acordo com o escopo do projeto, a ideia principal é estimular a frequência nas aulas e a melhoria do desempenho escolar. Os alunos que se destacarem terão o esforço reconhecido e ganharão um passeio para os jogos e outras experiências que prometem ser inesquecíveis. As escolas que fazem parte da rede do Projeto “Futuro da Nação” receberão como contrapartida social palestras inspiradores de personalidades rubro-negras.

    Como vai funcionar?

    Num primeiro momento, uma personalidade rubro-negra irá à escola e contará sua história de vida aos alunos. A palestra buscará mostrar a importância da educação na vida de um cidadão e lançará um desafio para os alunos. Como prêmio, as crianças com os melhores desempenhos verão seus esforços recompensados com a oportunidade de irem a um jogo do Flamengo e, assim, viverem a magia de um estádio de futebol. No dia do jogo as crianças recebem uma camisa do “Futuro da Nação”, bandeira, lanche e brindes no intuito de criar uma experiência inesquecível. Na ida para estádio, um aluno será sorteado para participar do “matchday” realizado pelo programa Nação Rubro-Negra.

    Oito escolas serão incluídas no projeto em 2018, sendo que a palestra da personalidade Rubro-Negra será aberta a todos os alunos. No entanto, a ida ao jogo será para 40 alunos selecionados a cada mês. Ou seja, todas as oitos escolas – as instituições ainda não foram definidas – serão beneficiadas com a palestra para todos os alunos. Ao longo dos dez meses dessa primeira fase, 320 crianças poderão participar da experiência de um jogo de futebol.

    Parcerias e custos

    O Flamengo já garantiu a carga de 400 ingressos (50 para cada um dos 8 eventos), 5 camisas autografadas e depoimentos em vídeo de atletas, além da vaga para o matchday e o apoio de alguns ídolos que garantiram ajudar o projeto. E alguns patrocinadores do Flamengo podem se envolver

    Os organizadores ainda buscam outras parcerias que possam ajudar o “Futuro da Nação” na realização das palestras nas escolas e nas excursões aos jogos. Fábio Justino, Genilson Junior, Junior Tomé e Márcio Adão formam a equipe de torcedores idealizadora do projeto. O grupo pretende agora definir as cotas do projeto que serão oferecidas a patrocinadores/parceiros em potencial. Não está descartado, entretanto, o lançamento de uma grande campanha de financiamento coletivo para viabilizar algumas despesas. O Flamengo não terá nenhum custo com o projeto. Informações mais detalhadas podem ser solicitadas através do email falecomfuturodanacao@gmail.com.
     

    Créditos das imagens destacada no post e redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo

     
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