Autor: diogo.almeida1979

  • 5 cidades, 3 competições, 20 mil km viajando e os 10 jogos que podem mudar o destino de um time em crise

    Classificações na Libertadores e Copa do Brasil e parte de cima da tabela no Brasileiro. Os próximos 33 dias são cruciais para as pretensões do Flamengo em 2018

     
    2018 começou com muita desconfiança após uma temporada anterior muito conturbada, que por sua vez, teve os mesmos ingredientes das últimas temporadas do Flamengo: vexames, falta de títulos de expressão, troca de treinadores e, sobretudo, um péssimo futebol apresentado dentro de campo.

    E todas as previsões negativas parecem que estão se confirmando. E com requintes de crueldade. A aposta em Carpegiani não vingou. Seu time foi eliminado, em um dos Cariocas de mais baixo nível da história, por um Botafogo com folha salarial três vezes menor. A primeira fase da Libertadores parece ter virado um muro alto demais para o Flamengo transpor. O Campeonato Brasileiro é uma maratona que exige muito preparo e performance de longo prazo, ou seja, não é para o nosso bico. E a Copa do Brasil exige nervos de aço e poder de fogo, algo que definitivamente não temos. Se não bastassem as fragilidades do time, ainda há a política da Gávea permeando todas as decisões em pleno ano eleitoral.

    Em meio a isso a realidade dos próximos 33 dias acena com 10 jogos, o que equivale a entrar em campo a cada três dias e oito horas. Neste sábado (21/04) a torcida já comprou mais de 40 mil ingressos para a segunda rodada do Campeonato Brasileiro, no Maracanã. O jogo contra o América-MG ficará marcado como o de despedida de Julio Cesar do futebol, mas que também vale três pontos. O Flamengo estreou mal na competição, trazendo de Salvador apenas um empate contra o fraco Vitória, prejudicado pela arbitragem, mas que esteve à frente do placar por duas vezes.

    Após o jogo contra o Coelho, o início de uma jornada de mais de 20 mil quilômetros, em um itinerário que começa com a longa viagem para Bogotá, na Colômbia. O jogo diante do Independiente Santa Fé é crucial para as pretensões rubro-negras. Uma derrota pode significar uma situação bastante delicada na luta pela classificação. É preciso pontuar de qualquer maneira.

    Da Libertadores para o Brasileiro. O mandante é o Ceará, na capital Fortaleza. O retorno para o Rio já acontece às vésperas do certame de ida das oitavas da Copa do Brasil contra a Ponte Preta. O retorno de Campinas acumulará mais de 14 mil quilômetros no programa de milhagem do time. O sobe e desce dos voos e o entra e sai das concentrações dos hotéis dará pouco tempo para Barbieri (ou qualquer outro técnico) aprimorar o entrosamento ou até mesmo testar algumas novas ideias para resolver alguns dos problemas que o time apresenta.

    Se o Flamengo trouxer na bagagem bons resultados certamente ganha uma semana de afagos, e a paz necessária para a preparação visando os próximos dois jogos, que serão realizados no Rio de Janeiro. Sem o desgaste das viagens, os atletas têm a oportunidade de dar início a uma retomada na confiança da torcida. Para que isso ocorra basta que derrotem o Internacional pela quarta rodada do Brasileiro e se classifiquem para as quartas da Copa do Brasil.

    Percorrendo este cenário positivo, com boa possibilidade de seguir na Libertadores, na parte de cima da tabela do Brasileiro e classificado para na Copa do Brasil, a viagem para Santa Catarina de forma alguma parecerá um fardo. Certamente a Nação fará grande festa no Aeroporto Municipal Serafin Enoss Bertaso, para enfrentar o time da cidade. Perder pontos na quinta rodada do Brasileiro não será lamentada pela torcida se diante dos equatorianos do Emelec o Mais Querido fizer sua parte, no último jogo em casa na fase de grupos da Libertadores e o primeiro com portões abertos (e ingressos caríssimos) para a Nação.

    Provavelmente o drama da Libertadores permanecerá até o jogo contra o River Plate. Antes da última viagem dessa nossa esperançosa jornada. Antes porém, o clássico diante do Vasco. O retrospecto diante do arquirrival não tem sido lá dos melhores nos últimos anos. Uma vitória em cima do time do ex-comandante Zé Ricardo multiplica o ânimo vermelho e preto. E provavelmente deixa o time em uma posição muito boa na tabela de classificação dos BR2018.

    Diante do River a provação final desse grande percurso. Até aqui procuramos direcionar essa história para um final feliz. Outros enredos são mais do que apenas possíveis. Infelizmente eles são bastante prováveis. Ser derrotado pelo Santa Fé no dia 25/04. Não passar pela Ponte Preta na Copa do Brasil. Não vencer o Emelec em pleno Maracanã lotado dia. Namorar com a zona de rebaixamento do Brasileiro.

    Após o apito final no Monumental de Nuñez, os jogadores, comissão técnica, dirigentes, repórteres e torcida, poderão ter uma das mais espinhentas situações dos mais de 120 anos de Clube de Regatas do Flamengo: fora da Libertadores, eliminado na Copa do Brasil e irrecuperavelmente mal no Brasileiro. É um pesadelo que pode ser vivido por mais de 40 milhões. Os sinais que o time vem nos mostrando até aqui são desanimadores, é verdade, mas só mesmo o tempo, a distância e o destino sabem com precisão o que está reservado para estes próximos 10 jogos.

     

    Créditos das imagens destacada no post e redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo

     

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  • Com R$ 2,4Mi já garantidos nas oitavas, Flamengo “campeão” da Copa do Brasil vale R$ 62Mi

    Campeão em 2013, vice em 2017. Em nenhum desses anos a premiação da principal competição mata-mata disputada pelo Flamengo no país foi tão absurdamente alta como em 2018

     
    Definido o confronto de estreia da Copa do Brasil 2018, o Flamengo entra na competição já nas oitavas-de-final e busca o tetracampeonato da edição, após ter conquistado a Taça em 2013. Diante da Ponte Preta, o Mais Querido inicia a jornada no dia 02 de Maio, em Campinas.

    Na edição 2018, a Copa do Brasil passou a ter a premiação a mais alta entre todas as competições disputadas pelo Flamengo, que integra com outros 14 clubes o chamado grupo 1, de acordo com o ranking de clubes elaborado pela CBF, e já terá garantido R$ 2,4 milhões ao entrar em campo para enfrentar seu primeiro adversário. Caso avance às quartas, somará mais R$ 3 milhões. Passando para as semifinais enche os bolsos com mais R$ 6,5 milhões. O vice-campeão leva R$ 20 milhões, e o vencedor a bolada de R$ 50 milhões – o maior prêmio já recebido por um clube brasileiro na história. Para efeito de comparação, o Cruzeiro recebeu R$ 13,3 milhões na edição passada.

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    O total de valor distribuído na Copa do Brasil 2018 aos 91 participantes será de R$ 278 milhões. Valores sem precedentes na América do Sul. Somando as cotas das fases anteriores ao prêmio pelo título, o Flamengo pode faturar até R$ 61,9 milhões caso conquiste o tetra. O que representa mais de 1000% em relação ao que levou na última conquista em 2013, somando todas as fases. Naquela ocasião, a vitória diante do Atlético Paranaense rendeu “módicos” R$ 3 milhões.

    Libertadores e Brasileiro premiam menos que a metade

    A obsessão pela retomada da América, o fato de ser uma competição internacional e o alto nível de dificuldade tornam a Copa Libertadores a principal competição sem grandes discussões ou dúvidas entre a Nação Rubro-Negra. No entanto é curioso perceber que para as finanças do clube – já não tanto combalidas como em um passado recente, é bom que se diga e se frise – a Copa do Brasil equivale a quase o dobro em premiação. E assim mesmo porque a Conmebol duplicou sua recompensa. O campeão desta temporada levará no total, somando todas as fases, cerca de R$ 35 milhões. O prêmio para quem erguer a Taça mais cobiçada do continente é de R$ 20 milhões. O Grêmio, atual vencedor, arrecadou R$ 25 milhões ano passado.

    Já o Brasileirão, que rende atualmente ao Mais Querido a volumosa quantia de R$ 170 milhões/ano apenas de cota de TV Aberta, ficou muito para trás em termos de premiação. O torneio de pontos corridos que acontece de maio a dezembro renderás R$ 18 milhões em 2018 ao campeão.

    Mudanças no regulamento e nova marca também foram celebradas

    Na solenidade organizada especialmente para o sorteio dos confrontos da quinta fase, equivalente às oitavas, nesta sexta-feira na sede da Confederação na Barra da Tijuca, o diretor de competições da entidade, Manoel Flores, exaltou o fim do gol qualificado, que, segundo ele, já está trazendo mais competitividade e emoção aos confrontos; e celebrou a nova logomarca da competição, que faz referência ao caneco que será entregue ao campeão.

    – Vem sofrendo alguns ajustes positivos para que, além de ser mata-mata, ele possa ser cada vez mais incrementado do ponto de vista técnico. Precisamos agregar valor. E agora com uma marca nova que irá solidificar ainda mais ela em todos os veículos de mídia. Representa o objeto de desejo, que é o troféu e tem caráter de Brasil e foi desenvolvida em conjunto com o De partamento de Competições e o de Marketing da CBF e o Grupo Globo, que é o detentor dos direitos da Copa do Brasil”, declarou o dirigente.

     

    Nova identidade visual produzida em conjunto com a Globo mostra a importância de nova fase do torneio

     

     

    Com a colaboração de Larissa Pinheiro

    Créditos das imagens destacada no post e redes sociais: Divulgação / CBF

     

     

  • Flamengo estreia como visitante na Copa do Brasil e joga volta dia 09 de maio

    Time começa a caminhada para o tetra da Copa do Brasil no Estádio Moisés Lucarelli. A datas dos confrontos ainda não foram definidos oficialmente, mas só poderão ocorrer nos dias 02 e 09 de maio

     
    Após saber que enfrentará a Ponte Preta em sua estreia na Copa do Brasil, em confronto válido já pelas oitavas de final da competição, o Flamengo agora já sabe o local para este primeiro desafio. O jogo acontecerá na casa do adversário.

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    As cinco datas reservadas para a realização dos jogos desta fase já foram pré-definidas pela CBF. São elas 25/04, 2/05/, 9/05, 16/05 e 23/05. De acordo com os compromissos do Flamengo na Copa Libertadores, apenas duas datas estão disponíveis: 02 e 09 de maio. o clube ainda não divulgou em que estádio realizará a partida.

    Depois da queda de dois postes de iluminação na Ilha do Urubu, dirigentes correm para deixar a casa em condições de jogo antes do segundo semestre. No entanto, o estádio dificilmente estará disponível para o confronto. O clube também tem contrato com o Botafogo para utilizar o Engenhão e pode alugar o Maracanã de forma pontual.

    Créditos da imagem destacada: Divulgação / CBF

     

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  • Imbróglio no STJD faz Fla ainda não ter certeza de quem enfrentará na Copa do Brasil

    Eliminado na fase anterior para a Ponte Preta, Náutico entrou com ação no STJD alegando irregularidade na escalação de dois atletas da Macaca. Órgão deve se manifestar até a próxima terça-feira

     
    O Flamengo conheceu seu adversário na Copa do Brasil na manhã desta sexta-feira (20), após sorteio realizado pela CBF. O time sorteado foi a Ponte Preta, que eliminou o Náutico por 3 a 1 no agregado e garantiu vaga nas oitavas da competição. Os pernambucanos, no entanto, denunciaram suposta irregularidade envolvendo atletas da Macaca ao STJD, que julgará se o “Timbu” tem ou não razão na queixa.

    O Náutico alega que dois atletas – o lateral-direito Igor e o atacante Júnior Santos – não poderiam atuar pela Ponte Preta na competição por terem sido relacionados para um jogo da mesma edição da Copa do Brasil e por outro clube, o Ituano. Os jogadores estiveram no banco de reservas ao longo do jogo, mas a equipe pernambucana diz ser suficiente para proibir que atuem por outro time durante esta edição.

    Identificamos essa questão dos atletas que participaram de um jogo do Ituano pela Copa do Brasil e no jogo contra o Náutico um ficou no banco e o outro entrou em campo. Entramos com uma solicitação no STJD para que eles analisem essa eventual irregularidade – disse o diretor jurídico do Náutico, Alexandre Carneiro.

    No artigo 45 do Regulamento Geral de Competições (RGC), a CBF diz que “a possibilidade de transferência de um atleta de um clube para outro na mesma competição deverá constar necessariamente do respectivo Regulamento Específico da Competição (no caso, a Copa do Brasil) e, em caso de omissão de tal norma, será vedado ao atleta participar por duas (2) equipes em uma mesma competição”.

    O fato de o REC da Copa do Brasil não tratar sobre o assunto gera confiança por parte do Timbu. A ação já foi recebida pelo STJD, que encaminhou ao Departamento de Registros e Transferências da CBF, desde a última quinta-feira (19). O órgão tem até três dias para se manifestar.

    Enquanto isso, a Macaca segue confiante e apela para o artigo 43 do RGC, que diz que “o fato de constar na súmula na qualidade de substituto não será computado para aferir o número máximo de partidas que um atleta pode fazer por determinado clube antes de se transferir para outro de mesma competição, na forma do respectivo REC. Se, na condição de substituto, o atleta vier a ser apenado pelo árbitro ou pela Justiça Desportiva, será considerada como partida disputada pelo infrator, para fins de quantificação do número máximo a que alude o caput deste artigo”.

    A equipe até se manifestou, via nota oficial, alegando ter o aval da própria CBF para poder escalar os dois atletas. Enquanto o STJD não se manifesta, o Flamengo espera pra saber se realmente enfrentará a Ponte Preta ou se esta dará lugar ao Náutico.

    Créditos da imagem destacada: Júnior Santos, da Ponte Preta, seria um dos atletas irregulares. Foto: Fábio Leoni / PontePress

     

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  • Flamengo enfrenta Ponte Preta na Copa do Brasil

    Flamengo vai encarar a Ponte Preta, rebaixada em 2017 e que vem muito mal em 2018. Os mandos serão sorteados logo mais. Urubu e Macaca têm histórico equilibrado, com 9 e 8 vitórias respectivamente

     
    Em evento realizado na manhã desta sexta-feira (20), a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) realizou o sorteio dos confrontos das oitavas-de-final da Copa do Brasil de 2018. Vice-campeão ano passado e classificado para a Libertadores, o Flamengo só entra nesta fase e enfrentará a Ponte Preta. Os mandos serão definidos logo mais.

    A Ponte Preta, rebaixada para a Série B do Brasileirão em 2017, precisou passar por Nacional-AM, Inter de Limeira-SC, Sampaio Corrêa-MA e Náutico-PE até chegar às oitavas. O desempenho, no entanto, é bem aquém. Contra a equipe amazonense empatou em 0 a 0, conseguindo a classificação por ter a vantagem do empate; empatou os dois jogos contra os maranhenses, se classificando após penalidades. Venceu apenas os catarinenses, por 1 a 0, e os pernambucanos por 3 a 0 (perdeu fora de casa por 1 a 0).

    A fase ruim da Macaca não é só na Copa do Brasil. A equipe tem apenas quatro vitórias no ano – duas no Paulistão, além das duas já citadas – em 19 jogos disputados. Caiu ainda na fase de grupos no estadual e estreou com derrota na segunda divisão do Campeonato Brasileiro.

    Ambas as equipes já se enfrentaram na competição. O jogo único aconteceu em 1999 e o Mengão venceu por 3 a 0. No geral, porém, o confronto é equilibrado, com 9 vitórias rubro-negras, 13 empates e 8 vitórias alvinegras.

    *Créditos da imagem destacada: Gilvan de Souza/Flamengo

     

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  • Há 34 anos, Fla massacrava o Santos no Morumbi pela Libertadores

    Com rivalidade em alta, Flamengo aplica sonora goleada no Santos em pleno Morumbi. Emmanuel do Valle conta a história desse grande triunfo do Flamengo na Libertadores

     
    Numa sexta-feira 20 de abril como hoje, o Flamengo cumpria, há 34 anos, uma das grandes atuações de sua história, aplicando uma devastadora goleada de 5 a 0 sobre o Santos em pleno estádio do Morumbi, em partida válida pela Taça Libertadores da América de 1984. Naquele dia nublado de outono paulistano, a previsão do tempo indicava a possibilidade de pancadas de chuva no fim da tarde, mais ou menos na hora em que as duas equipes entrariam em campo para decidir suas vidas na competição sul-americana. Só que a garoa prometida não aconteceu. Em seu lugar, veio outra chuva. De gols rubro-negros.

    Os dois clubes vinham se enfrentando com assiduidade desde 1980: foram nada menos do que 13 confrontos naquele período de cinco anos – número espantoso em tempos de Campeonato Brasileiro ainda no formato de grupos e mata-mata (para se ter uma ideia, no mesmo espaço de tempo, o Fla jogou apenas uma vez contra o Cruzeiro). E os rubro-negros vinham levando a melhor, de longe: eliminaram o Peixe nos Brasileiros de 1980 e 1982 e levaram o título nacional contra o time alvinegro em 1983.

    Leia no Memória Rubro-Negra: As oito vezes em que o Fla bateu o Vitória em Salvador pelo Brasileiro

    Mas naqueles dias de 1984, a rivalidade viveu seu auge – pelo menos pelos lados da Vila Belmiro – muito em função do calendário: além de rivais na Taça Libertadores (pela qual o Flamengo já havia goleado por 4 a 1 na abertura da chave no Maracanã), os dois também haviam sido alocados no mesmo grupo da terceira fase do Brasileiro. Aquele jogo no Morumbi seria o segundo de três confrontos realizados numa mesma semana, bem no meio dos dois válidos pelo torneio nacional. E o Santos queria revanche a todo custo.

    Treinado desde setembro de 83 por Cláudio Garcia, o Flamengo não contava mais com Zico em suas fileiras. O Galinho já fazia chover em sua primeira temporada na Udinese italiana. Mas além de manter craques do quilate de Leandro, Mozer, Junior, Andrade e Tita (além de Adílio e Nunes, que não estiveram em campo naquela tarde no Morumbi), o time da Gávea trouxera bons reforços desde a chegada do técnico.

    Um deles era o centroavante Edmar (ex-Cruzeiro), mais jovem, leve, habilidoso e brigador, era uma boa alternativa a Nunes. Para as pontas, havia o driblador Lúcio (ex-Guarani) e o veloz João Paulo (comprado do próprio Santos). E no gol, nada menos que o argentino Ubaldo Fillol, campeão do mundo com a seleção argentina em 1978 e considerado ainda na época um dos maiores do planeta.

    O Santos, por sua vez, joga nesta partida suas últimas fichas para seguir torneio, mas amarga séria crise e tem um elenco partido. Duas de suas maiores estrelas – o centroavante Serginho Chulapa e o meia Paulo Isidoro – estão afastadas por desentendimento com a diretoria. Além disso, não há técnico. O ex-meia do clube Chico Formiga fora demitido ao longo da semana, e o ex-atacante Del Vecchio assume interinamente o cargo tentando um milagre.

    Desde os primeiros movimentos do jogo, é possível perceber as principais estratégias do time paulista: truncar o jogo com faltas e explorar as costas dos laterais rubro-negros por meio de pontas velozes. E até dá certo por um tempo: aos sete minutos, o alvinegro praiano cria a primeira grande chance do jogo: Pita recebe de Gérson, dribla Figueiredo, entra na área, dá um corte seco em Mozer e tenta encobrir Fillol, mas o goleiro portenho defende com uma mão só.

    O outro artifício também logo dá as caras: Edmar sofre falta dura de Toninho Carlos na entrada da área. Após a marcação, o volante Dema chuta a bola em cima de Tita. Mas o Fla responde como sabe: na bola. Figueiredo dribla Ronaldo, passa a Leandro, que tabela com Bebeto e dá a Edmar na direta. O centroavante acha o baianinho na área. Este passa de calcanhar para Andrade, que enche o pé e obriga Rodolfo Rodríguez a dar rebote, o qual o próprio volante apanha e cruza da linha de fundo. O baixinho João Paulo sobe mais que a zaga e cabeceia para servir Bebeto, que enche o pé para abrir o marcador.

    Incendiada, a massa rubro-negra que invadiu o Morumbi já dispara o canto: “Um, dois, três, o Santos é freguês”. O time da Vila responde em contragolpe puxado por Gersinho, que lança o centroavante Gérson em profundidade, mas Fillol defende com os pés. E a torcida passa a gritar o nome do goleiro.

    Aos 21, João Paulo, que começara tímido, começa a se soltar. Arranca pela esquerda, infernizando seu marcador Davi – um zagueiro improvisado na lateral – e sofre falta perto da linha de fundo. Júnior levanta na área, a defesa afasta e a bola sobra na direita com Leandro, que para, olha e cruza para Mozer, de “peixinho”, botar mais um nas redes do Peixe. E lá vai o Flamengo de novo pela esquerda, desta vez com João Paulo lançando Tita. O camisa 10 rubro-negro avança no vazio e cruza para Edmar, que recebe, gira e fuzila com veneno, mas a bomba passa riscando o travessão.

    Irritado com o placar e com o toque de bola do Flamengo, o Santos apela, e o clima esquenta aos 25: numa dividida, Andrade é solado por Pita. A jogada prossegue, e Bigu dá um “rapa” no santista. Jogo parado, o camisa 6 rubro-negro mostra o joelho, lembra o lance anterior e tenta tirar satisfações. A confusão se instaura. Uma encarada aqui, um dedo na cara ali, uma troca de acusações acolá, e até os goleiros entram no bolo. Depois, ânimos serenados por enquanto, o árbitro gaúcho Carlos Rosa Martins distribui cartões aleatoriamente a Dema e ao próprio Andrade, atingido no lance.
    Ainda que não fosse preciso, o volante rubro-negro prova que está em campo apenas para jogar ao fazer um desarme limpo no círculo central, a cinco minutos do intervalo. Tita apanha a sobra e passa a Bebeto, que lança. Edmar aproveita o cochilo de Toninho Carlos, toma a bola, invade a área, dribla Rodolfo Rodríguez e parte para o abraço: 3 a 0.

    Atônito, o banco santista ensaia uma tímida reclamação de falta no lance, como se buscasse de qualquer maneira um consolo para a humilhação que começava a se desenhar. Enquanto isso, o Fla gira a bola, ensaia botar o Alvinegro na roda, e ainda leva perigo nos contragolpes: aos 44, Bebeto outra vez recebe de Tita e lança Edmar, mas desta vez o camisa 9 perde o ângulo do chute e bate por cima do gol.

    O Santos volta ainda mais atordoado para a etapa final e agora também desmantelado taticamente após duas substituições de Del Vecchio: perdendo por 3 a 0, a equipe paulista tem em campo quatro zagueiros de origem e dois pontas sem nenhum atacante de área. Já o Fla volta com os mesmos time e estilo: toques curtos e contragolpes rápidos para se aproveitar do desespero do rival sempre que possível.

    E o destempero emocional dos paulistas não tarda: aos 12 minutos, Dema acerta pontapé por trás em Tita. O árbitro não tem dúvidas: é vermelho. Além do volante, o Santos perde Clodoaldo, diretor de futebol, por ordenar a agressão. Na confusão, Bebeto ainda leva um soco do zagueiro Fernando, para a revolta dos jogadores rubro-negros, e deixa o campo com sangramento nos lábios, para dar lugar a Élder.

    Com um a mais, o Flamengo encurrala o Santos na defesa e, trocando passes no campo de ataque, chega ao quarto gol aos 25. Tita inverte o jogo para Andrade na esquerda. Com o caminho livre, o volante carrega, passa por um marcador, tabela com Élder, entra na área e é calçado por trás por Márcio. Pênalti indiscutível, que Tita cobra forte, rasteiro, queimando grama. Rodolfo Rodríguez pula no canto certo, mas para uma bomba assim não há agilidade suficiente. Agora é goleada.

    Depois da agressão a Bebeto, Fernando dá outra mostra do descontrole santista ao dar uma banda em Bigu no círculo central. Dois minutos depois, o Santos se perde definitivamente quando Toninho Carlos acerta um bico em Tita e também é expulso. Com dois jogadores a mais, quatro gols de vantagem no placar e contra um rival totalmente entregue, o Flamengo tratará de cozinhar o jogo até o fim, certo? Errado. Cláudio Garcia tira o volante Andrade e põe em campo o elétrico ponta-direita Lúcio.

    O golpe derradeiro começa por aquele lado. Leandro desce e sofre falta perto da linha de fundo. João Paulo levanta na área em cobrança fechada, que obriga Márcio a cortar para escanteio. Lúcio vai para a cobrança pela esquerda, Júnior e Edmar fazem o corta-luz, atraindo as atenções da defesa santista, que deixa Tita livre para bater da marca do pênalti. Cinco a zero. A torcida – agora só há rubro-negros no estádio – canta o hino do clube, o time toca a bola, à espera do apito final que encerra uma atuação irretocável, uma goleada impiedosa, um massacre histórico em vermelho e preto. Naquela Sexta-Feira Santa, o Flamengo traçou uma bela peixada.

    https://www.youtube.com/watch?v=1Q5s6rHIoeo

    SANTOS 0 x 5 FLAMENGO
    Taça Libertadores da América – primeira fase
    Morumbi (São Paulo), 20 de abril de 1984
    Público: 24.545 pessoas.
    Árbitro: Carlos Sérgio Rosa Martins (RS).
    Cartões amarelos: Ronaldo Marques e Dema (Santos); Andrade, Bigu e Edmar (Flamengo).
    Expulsões: Dema aos 12 e Toninho Carlos aos 28 do 2º tempo (ambos do Santos).
    Gols: Bebeto aos 13, Mozer aos 21, Edmar aos 40 do 1º tempo; Tita aos 26 (de pênalti) e aos 36 do 2º tempo.
    Flamengo: Fillol – Leandro, Figueiredo, Mozer e Júnior – Andrade (Lúcio), Bigu e Tita – Bebeto (Élder), Edmar e João Paulo. Técnico: Cláudio Garcia.
    Santos: Rodolfo Rodríguez – Davi, Márcio, Toninho Carlos e Paulo Róbson – Dema, Lino e Pita – Gersinho, Gérson (Camargo) e Ronaldo Marques (Fernando). Técnico: Del Vecchio (interino).

     

    Imagens utilizadas no post e redes sociais: Reprodução

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    Emmanuel do Valle é jornalista e pesquisador sobre a história do futebol brasileiro e mundial, e entende que a do Flamengo é grandiosa demais para ficar esquecida na estante. Dono do blog Flamengo Alternativo, também colabora com o site Trivela, além de escrever toda sexta no Mundo Bola.


     

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  • Reforços falam sobre suas expectativas para o 2018 do Flamengo/Marinha

    Toda temporada tem uma história diferente. É assim para toda jogadora de qualquer time, mas tudo fica ainda distinto quando, além do início de novos campeonatos, a atleta também é nova em sua equipe. Como o Mundo Bola trouxe em primeira mão, o Flamengo/Marinha conta com nove reforços em seu plantel para 2018., são eles: as goleiras Stefane e Kemelli, a zagueira Andressa, a zagueira/lateral Beatriz, a lateral Raquel Maisa, a meio-campista Aline Guedes, a meia-atacante Geovana, e as atacantes Rafaela Barros e Dany Helena. O Mundo Bola bateu um papo com as atletas, que revelaram suas expectativas em relação à temporada. Confira!

    ALINE GUEDES

     

    Aline Guedes: participação importante no futebol mineiro. (Acervo pessoal)

     

    “Quando joguei o Brasileiro Feminino 2016 pelo América-MG, a comissão técnica do Flamengo demonstrou interesse no meu futebol e me convidou para participar do edital (da Marinha, cujas contempladas entram para a equipe). Fiz o edital, passei nos testes físicos e nas inspeções de saúde. Para esta temporada, tenho ótimas expectativas, pois disputaremos o Mundial Militar, Brasileiro e Carioca. Queremos todos os títulos. Nosso elenco é grande e de alto nível, vou brigar pela titularidade, pois como disse, o elenco é de alto nível.”

    A atleta ainda detalhou suas características: “Sou habilidosa, inteligente, tenho qualidade no passe e em lançamentos. Não sou muito veloz, mas cadencio bem a bola”. A meio-campista tem 28 anos. Em 2017, disputou o Campeonato Mineiro pelo Ipatinga, onde anotou um gol. Em 2016, pelo América-MG, disputou o Campeonato Brasileiro, e conquistou o Campeonato Mineiro Feminino, participando de 7 jogos e anotando 2 gols. No Brasileiro 2015, pelo América, somou 9 jogos e 1 gol.

    BEATRIZ

     

    Bia e seus títulos. (Acervo pessoal)

     

    “Bom, o primeiro passo é conquistar meu espaço no grupo, a confiança da equipe e da comissão técnica.
    O segundo é ir em busca de títulos em todas as competições disputadas na temporada. O terceiro passo é dar muitas alegrias para a Marinha e para a Nação Rubro-Negra, que é gigante. Tenho uma responsabilidade de defender duas instituições grandes no território nacional e mundial!”

    Além de suas expectativas, ela revela: “Um dos fatores que me trouxeram ao Flamengo/Marinha foi a busca de novos desafios. O Flamengo já tem um Brasileiro e muitos cariocas, além das competições militares. Mas não pode cessar. A busca de sempre querer mais me trouxe aqui, além da estrutura que a Marinha oferece, é um local que proporciona um campo excelente para trabalhar, academia e etc. Sou uma jogadora técnica, tranquila, tenho uma boa bola aérea, leitura de jogo e bolas longas.”

    A lateral já conquistou o Sul Americano sub-20 pela Seleção Brasileira (2015), Campeonato Brasileiro sub-20 pelo Centro Olímpico (2016) e o Campeonato Paulista pelo Rio Preto (2017).

    DANY HELENA

     

    Dany Helena já jogou no Iranduba, Foz Cataratas, Cresspom e Kindermann. (Acervo pessoal)

     

    “As expectativas (para 2018) são as melhores, a equipe tem um elenco de qualidade e que tem totais condições de brigar por todos os títulos da temporada. Espero fazer o meu melhor e ajudar a equipe da melhor forma possível. Vim para o Flamengo/Marinha justamente por acreditar que aqui posso melhorar meu desempenho como atleta e para ser campeã!”

    Como características dominantes a atacante cita a visão de jogo, finalização e cabeceio. A Dany é bicampeã brasiliense, pelo Cresspom; campeã catarinense, pelo Kindermann; bicampeã brasileira universitária, além de resultados expressivos, como a bela participação do Iranduba no Campeonato Brasileiro 2017 (a atleta anotou 5 gols na competição) e o terceiro lugar na Libertadores 2014, pelo Foz Cataratas.

    RAFAELA BARROS

     

    “Vai ser um grande desafio representar Flamengo e Marinha. Espero corresponder da melhor maneira e fazer uma boa temporada. Entrei para a equipe pois, além do grande desafio, é um desejo meu”. A atacante, que já foi convocada para a Seleção Brasileira em 2016, caracteriza-se pela velocidade e finalização. Além de jogar na China e no Francana-SP (onde marcou 4 gols no Campeonato Estadual em 2016), teve passagens por XV de Piracicaba, Botucatu, Imperial e Operário.

    GEOVANA ALVES

     

    A atacante roraimense, que estava no Vitória de Santo Antão, de Pernambuco, fez 4 gols no Campeonato Brasileiro e outros 4 no Campeonato Pernambucano na última temporada. A atleta ainda possui passagens em times dos Estados Unidos, como Flórida Athlantica University, e uma passagem marcante no Keynsham Town Ladies FC.

    KEMELLI

     

    “Expectativa sempre é a melhor. Time tem estrutura, condições de treinos excelentes, fortes, intensos, pegado. Aqui temos uma estrutura muito difícil de se encontrar em outros lugares, apesar do futebol feminino já ter crescido. Então a expectativa é a melhor possível. O time tem competições importantes, agora é trabalhar e buscar o lugar mais alto do pódio”. A atleta possui passagens por ACOFF, Criciúma, Kidermann, Iranduba e 3B. A arqueira (juntamente com Stefane e Andressa) foi campeã do Sul Americano sub-20 neste ano pela Seleção Brasileira.

     

    STEFANE PEREIRA

     

    “Minhas expectativas são de vitórias, de conquistas e evoluir tanto pessoalmente como profissionalmente. O que me fez entrar para a equipe foi o trabalho que é feito em si, os treinamentos, estrutura, etc. Eu acho que vai agregar bastante para minha carreira essa experiência aqui no Flamengo”. A goleira fez parte de um projeto no Team Chicago (RJ) e, posteriormente, integrou o elenco do Vitória de Santo Antão, de Pernambuco. Foi convocada pela primeira vez para as categorias de base da Seleção Brasileira Feminina em 2015 e, desde então, vem sendo regularmente convocada.

     

    ANDRESSA PEREIRA

     

    “As minhas expectativas são as melhores possíveis, entrei no Flamengo para ajudar a equipe a conquistar todos os campeonatos que temos pela frente. Eu quis entrar na equipe pois minhas amigas que jogam lá elogiam os treinos e a estrutura, assim buscando evoluir na vida profissional e na pessoal.”

    A zagueira, assim como a irmã Stefane, também fez parte de um projeto no Team Chicago (RJ), e posteriormente, integrou o elenco do Vitória de Santo Antão, de Pernambuco. É convocada regularmente para as categorias de base da Seleção Brasileira Feminina.

    RAQUEL MAISA

     

     

    Raquel Maisa Julião é lateral-esquerda. Possui passagens pelos clubes Francana e Ferroviária, ambos paulistas. Em 2017, participou dos Campeonatos Paulista e Brasileiro Feminino, pelas Guerreiras Grenás.

    OPINIÃO DO PROFESSOR

    O Tenente Ricardo Abrantes, técnico do Flamengo/Marinha, também comentou sobre as novas contratações da equipe para a temporada: “São grande reforços. Atletas novas, mas com muita experiência, que buscam a titularidade e que vem tornando o grupo cada vez mais forte e, principalmente, cada vez mais técnico. Espero que proporcione muitos títulos!”.
    Créditos imagem destacada: Staff Images/Flamengo

     

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  • A gestão off-futebol

    O discurso de um clube endinheirado, estruturado e vencedor, mostrou apenas um quadro de derrotas inesperadas e decepções sucessivas

    Blog Cultura Rubro-Negra | Oldon Machado

     
    Todos nós flamenguistas, de uma forma ou de outra, em algum momento ao longo dos cinco anos e pouco dessa gestão, nos iludimos com as perspetivas encantadoras trazidas por frases de efeito como “o ano mágico que vai chegar”, “a potência que está surgindo”, “os outros vão comer poeira atrás da gente”, “endinheirado e estruturado, ninguém vai segurar o Mengão” e por aí vai.

    Muito desse discurso, registre-se, insuflado por membros da diretoria ao longo desses cinco anos e pouco.

    Acontece que a realidade trouxe um cenário diferente de tudo isso, refletindo-se em derrotas inesperadas, fracassos que não combinavam com o quadro pintado a ouro e decepções sucessivas, fora do esquadro que fez muitos torcedores ignorarem que futebol se ganha dentro de campo, com qualidades que muitas vezes nem todo dinheiro do mundo pode comprar.

    Do mesmo autor: Reflexões sobre um Flamengo à procura de rumo

    Dos mais crentes aos mais céticos, muitos de nós acabamos nos deixando levar por um ar de arrogância que jamais combinou com a história de suor de povo do manto rubro-negro.

    Trabalhar com mais uma possibilidade real de novo baque – a humilhação monstra de uma quarta eliminação seguida na suposta prioridade do calendário – só vai expor ao famigerado arco-íris (das torcidas adversárias à imprensa anti) mais um dos inúmeros erros na condução do carro-chefe do Flamengo, justamente em um momento importantíssimo de reconstrução em diversas outras áreas do clube.

    Uma ironia cruel para o torcedor que se permitiu sonhar acordado antevendo um domínio que nunca, jamais chegou perto de existir na realidade. Desilusão é o nome disso.

    A gestão Bandeira de Mello, com todos os seus inegáveis méritos administrativos, também será cobrada no curso da história pelos seus deméritos quando o assunto for campo e bola – afinal, como diz o apolinho Washington Rodrigues, o Flamengo nada mais é do que um gigante que se alimenta de vitórias.

    Que elas possam voltar, no campo e na bola, com pouco ou muito dinheiro, mas sempre com a mítica alma rubro-negra, a partir do ano que vem.

    SRN

    Foto destacada no post e redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo

  • Tua glória é lutar

    Bruno Baesso só tem uma palavra para definir o time do Flamengo: decepção. O blogueiro também sente-se traído por Eduardo Bandeira

     
    Só há uma palavra para descrever meu sentimento em relação a este time do Flamengo, decepção. Como já disse, este time não tem sangue, é um time apático, como foi a exibição de ontem diante do fraco Santa Fé. Alguns podem falar em falta de sorte, mas esta somente sorri para quem precisa dela em último caso, o que não é o caso desse bando.

    O pior de tudo é ouvir as palavras irônicas de um Presidente que se perdeu em sua megalomania. “Não vou falar, porque não entendo de futebol”. Usar ironia neste momento? Realmente não entende nada de futebol e se um dia entendeu, não entende nada o que é ser Rubro-Negro. Não entende como nós estamos nos sentindo hoje, revoltados, tristes, decepcionados…

    No blog: E começa o Campeonato Brasileiro 2018…

    O time do Flamengo nada mais é do que o reflexo do Sr. Eduardo Bandeiro de Mello, não demonstra inconformismo com a derrota, se acha acima do bem e do mal, se acha melhor do que os outros e que em qualquer momento tudo dará certo.

    Hoje em dia, é muito fácil ser jogador do Flamengo, se tem um CT com ótima estrutura, salários em dia e não há cobranças pelos resultados adversos. Os jogadores estão em um Clube que mais parece um verdadeiro SPA cinco estrelas.

    A Nação Rubro-Negra não merece tanto sofrimento, fez uma festa linda um dia antes. Mais de 45 mil pessoas em uma terça-feira às 15h para incentivar um time que não merece. Um time que não foi capaz de demonstrar um mínimo de vontade, mesmo após demonstração enorme de Amor dos torcedores pelo Flamengo.

    “Flamengo, Flamengo
    Tua glória é lutar
    Flamengo, Flamengo
    Campeão de terra e mar”

    Essa é a primeira estrofe do hino oficial de Flamengo. O time parece não conhecer. “Tua glória é lutar”, prestem atenção nestas palavras. Está no hino oficial, assim como está no hino composto por Lamartine Babo, “Ele vibra, ele é fibra”. Isso é o que nós, Rubro-Negros, queremos: um time vibrante, com fibra e que lute pelas vitórias.

    Quem sou eu para cobrar isso, eu sou um Zé Ninguém. Não sou o presidente do clube de maior torcida do mundo. Sou apenas um torcedor comum que não tenho voz ativa no Clube, mas espero que minhas palavras ecoem nos corações de quem deveria ser mais importante para o Flamengo, a sua torcida, a Nação Rubro-Negra.

    Saudações Rubro-Negras,
     

    Imagem destacada nos posts e nas redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo
     

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    Bruno Baesso é pai da Alice, Rubro-Negro, sócio-patrimonial e ST do Flamengo, escritor, poeta, advogado, fundador do grupo literário Los Burrachos e louco. Siga-o no Twitter: @BrunoCBB55


     

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  • Flamengo 1 x 1 Santa Fé. Levanta-defunto às ordens

    Flamengo começa bem, abre o placar, cede o empate e tropeça em casa e outra vez levanta um defunto

     
    E o Flamengo, em estádio totalmente vazio, empatou com o Santa Fé. Um time em crise no Campeonato Colombiano, que demitiu o treinador na véspera, enfim, prato cheio para o “serviço de recuperação de times em crise” do Flamengo.

    Vieram aqui para empatar. Missão cumprida. Só precisaram de um lance para isto. Flamengo precisa de pelo menos 10 chances de gol para marcar uma, suada e sofrida. É um time que há tempos apresenta este enorme problema. Cria situações de gol, mas a bola não entra por acaso. O que não deixa de ser uma ironia com a filosofia implantada por esta gestão, apostando que um elenco de alto nível, estrutura, e boas condições, traria, com o tempo, um time vencedor. Este tempo nunca chega. E a bola, então, não entra nem por acaso. Como mostrou os dois lances que a zaga do Santa Fé tirou em cima da linha.

    No blog: Quem sabe faz a hora

    Tivemos um bom início de primeiro tempo. Time em cima, criando boas jogadas em série. Ceifador marcou logo um gol. Parecia que estávamos enfrentando um Nova Iguaçu tal o domínio. Mas aí a característica premente do Flamengo, o arame liso, entrou em campo. As situações de gol não eram convertidas. E todos nós, torcedores calejados, sabemos como isto termina. O adversário em seu primeiro ataque com perigo vai fazer seu gol. E não deu outra. É quase que científico isto. Diego foi tentar um passe de primeira, não é seu forte, definitivamente. Falhou miseravelmente com a zaga saindo pro jogo. Santa Fé avançou rápida pela direita. Rever deixou de acompanhar o atacante mais perigoso dele. Falta gás em suas pernas. A bola foi cruzada, claro, exatamente para ele e gol.

    Flamengo bem melhor em campo 1 x 1 Santa Fé.

    Aí o Flamengo implodiu em campo. Santa Fé se fechou. Mesmo assim Dourado me perde uma chance incrível sozinho diante do gol. Depois até o final do primeiro tempo o jogo transcorreu com o Flamengo perdidaço, sentindo demais o empate. O que mostra a falta lideranças em campo que ponham a bola no chão e façam o time retomar o foco.

    Veio o segundo tempo. Nosso neo-estagiário, Barbieri, tira Dourado e Everton Ribeiro, para colocar Lincoln e Arão. Uma mudança que piorou ainda mais o time. Dourado tem a bola aérea que Lincoln não tem, e a zaga do Santa Fé é especialmente ruim nesta especialidade. E Arão, é o atual espirito-que-anda no Flamengo. Perdido, parecia o David Luiz no fatídico 7 a 1 da Alemanha, e não é de hoje. Santa Fé se fechou bem, o que dificultou ainda mais.

    Vinicius Jr, que não fez boa partida, sai para entrada de Geuvânio. E, coincidência ou não, o time apresentou mais volume no ataque, chegando a criar chances de bola parada, em que duas quase que resultaram em gol, em jogadas do Juan.

    Um jogo sem torcida. E isto, convenhamos, tem um peso também. A torcida motivaria o time. Sem ela, o Flamengo não é o mesmo em situações adversas. Mas continuamos com velhos problemas. Não podemos mais ter uma zaga tão lenta. Rever não dá mais. Não acompanhar o centroavante deles foi uma falha inadmissível. Flamengo tem que se livrar desta submissão ao dito “caldeirão” da panelagem, que de caldeirão não tem nada, porque o mapa de calor deste time é muito frio.

    Agora vamos torcer para que no jogo da volta contra o Santa Fé, na Colômbia, o Flamengo faça os pontos que não fez aqui. O time deles jogando em casa irá se expor mais. Precisamos ganhar lá e depois ganhar do Emelec em casa, já com torcida. Não podemos ir para o último jogo precisando de resultado. Já sabemos como isto termina.
    &npsp;

    Foto destacada no post e redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo
     

    Flávio H. de Souza escreve no Blog Pedrada Rubro-Negra. Siga-o no Twitter: @PedradaRN
     

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