Foi suado, complicado e dramático, mas a ambiciosa meta do Flamengo eSports foi cumprida: o time conseguiu o acesso ao CBLOL no primeiro split do Circuito Desafiante. Após se ver obrigado a disputar a Série de Promoção, pois sucumbiu a IDM por 3-1 na final, o time venceu a Team One por 3-2, nesse domingo (15), e agora tem sua vaga confirmada para disputar a segunda etapa do CBLOL, que dará ao campeão o direito de representar o Brasil no Mundial da modalidade.
Os dois primeiros jogos foram tranquilos para o Flamengo, e parecia que o time não teria problemas para encaminhar a vaga. O jogo que abriu a série ainda teve um gosto especial para a maior torcida do mundo, que pode acompanhar seu idolo máximo dos campos virtuais Felipe “brTT” Gonçalves realizar um belo pentakill, além de mostrar porque é um dos grandes nomes do eSports nacional.
A partir do terceiro jogo parecia que o sonho ia desandar. Uma atuação abaixo da média do toplaner Jisu deu aos Golden Boys espaço e recursos pra seu principal jogador, o também topo Alvaro “VVert” Martins, para construir duas vitórias e empatar a série, forçando a realização do quinto e derradeiro jogo. A torcida do Flamengo acompanhava apreensiva e via o sonho de disputar o CBLOL escorrer pelos dedos.
A quinta partida foi uma das mais épicas disputadas no Brasil. Após momentos de igualdade, o Rubro-Negro conseguiu criar a vantagem necessária pra finalizar a partida, mas (literalmente) um passo errado de Jisu foi o suficiente para Team One criar uma série de jogadas e bater na porta da base do Flamengo. A torcida e o time pareciam desesperados, mas o time conseguiu de novo criar boas lutas abusando do poder de dois campeões já famosos nas mãos Fla: o imperador Azir e o Jhin, e mais uma vez esteve perto de finalizar o jogo, só que um backdoor do atirador adversário impediu a finalização. Depois disso, a derradeira luta foi travada, o Flamengo conseguiu conquistar o bônus de Barão necessário pra encurralar os Golden Boys na base e destruir o Nexus, fechando a série e sacramentando o acesso para a elite.
O segundo split do CBLOL está previsto pra ser disputado em junho.
E começou com o pé direito. O Orgulho da Nação iniciou as quartas de final do Novo Basquete Brasil neste domingo (15), com uma grande vitória diante do Minas Tênis Clube. Jogando em território mineiro, o Rubro-Negro não tomou conhecimento do adversário e liderou a partida de ponta a ponta, triunfando em 84 a 70, na primeira partida do Mais Querido nos playoffs.
O Flamengo iniciou a partida de forma arrasadora, com 100% de eficiência no ataque e uma defesa forte na marcação, o Rubro-Negro abriu 13 a 2, inflamando a Nação que estava presente na Arena Minas. A equipe mineira conseguiu equilibrar a partida acertando 3 bolas de três pontos seguidas, fechando o placar em 25 a 19 no primeiro período.
O treinador, José Neto, utilizou o segundo quarto para dar rodagem ao elenco, e acabou vendo a liderança no placar ameaçada com as falhas na marcação, e a afobação na hora de definir. Com a volta de Olivinha e Cubillan, o Mais Querido voltou a dominar o garrafão e conseguiu trabalhar melhor a bola no ataque, abrindo uma boa frente antes do intervalo. Com 45 a 34 no marcador.
Voltando do vestiário, o Flamengo soube manter a tranquilidade e controlar a equipe mineira. Até que Marcelinho Machado entrou com toda sua liderança e habilidade, acertando 100% dos seus arremessos, com direito a 3 bolas de três, sua especialidade. Indo para o último quarto com excelente vantagem no placar em 72 a 51.
No quarto decisivo, o Orgulho da Nação teve a paciência necessária, administrando a diferença no marcador. Olivinha e Marquinhos ainda fizeram duas lindas enterradas, decretando a primeira vitória do FlaBasquete nos playoffs da atual temporada do Novo Basquete Brasil, pelo placar de 84 a 70. Com um excelente jogo coletivo, o Rubro-Negro contou com cinco atletas anotando mais de 10 pontos, Marquinhos (16 pontos), Marcelinho (15 pontos), JP Batista (14 pontos), Olivinha (12 pontos), Anderson Varejão (10 pontos).
As equipes voltam a se enfrentar na próxima terça (17), na Arena Carioca 1, às 20h30. A partida terá transmissão do Facebook do NBB.
Chegaram os playoffs, e o Flamengo está de volta às quadras no Novo Basquete Brasil. Diante do Minas, o Rubro-Negro estreia nas quartas de final buscando seu sexto título. O confronto se inicia neste domingo (15), às 14h, na Arena Minas Tênis Clube. A partida terá transmissão do SporTV. O Mais Querido tem a vantagem de jogar três das cinco possíveis partidas em seu domínio.
O Orgulho da Nação vive temporada fantástica no NBB, tendo conquistado a primeira colocação da fase regular, e consequentemente a vantagem do mando de campo em uma possível decisão. O Flamengo obteve 25 vitórias em 28 oportunidades, com aproveitamento de 89,3%. O time da Gávea chega com muita moral para o confronto, após assumir a liderança na última rodada, contando com o revez do Paulistano.
O Minas vem para a partida com bastante empolgação depois de se classificar em um histórico confronto diante do Vitória, triunfando por 117 a 111, na terceira prorrogação. A equipe mineira chega para as quartas de final tentando superar um dos grandes favoritos ao título, e tendo terminado a temporada regular em 9º, assumem a posição de zebra no duelo.
“As expectativas são as melhores possíveis. Fizemos uma boa primeira fase, agora vamos para a parte que decide a competição. Estamos aproveitando bem essa pausa para tentarmos consertar algumas coisas antes de começar o mata-mata. Estou ansioso para jogar e ir avançando cada fase”, comentou Marquinhos, sobre os playoffs.
Na atual temporada do Novo Basquete Brasil, Flamengo e Minas se encontraram em duas ocasiões, e o Rubro-Negro conquistou duas vitórias. No jogo de ida, em Minas, o Mais Querido triunfou por 83 a 76, com destaque para a dupla Marquinhos e Olivinha. O jogo de volta foi marcado pela partida de número 500 de Marcelinho Machado, e diante de sua torcida na Arena Carioca 1, o Mengão venceu por 96 a 84.
Os ingressos para apoiar o FlaBasquete na Arena Minas custam R$ 20 e R$ 10 (meia). Os sócios do Minas já podem adquirir os ingressos nas Centrais de Atendimento do clube. Os primeiros 2.000 torcedores que chegarem para o jogo pagam R$ 10.
Cada vez mais distante de seu torcedor, o Flamengo vive de ingressos extremamente caros para os jogos como mandante. Após a queda na semifinal do Campeonato Carioca, para o desgosto da Nação, o time só disputou um amistoso contra o Atlético Goianiense, em Goiânia, e enfrentará o Vitória neste sábado (14), em Salvador.
Para a volta ao Rio de Janeiro, no entanto, o clube preparou um treino aberto no Maracanã, na próxima terça-feira (17), às 15h. Confira todas as informações que você, torcedor, precisa saber caso queira prestigiar, apoiar e cobrar os jogadores no templo do futebol:
O público geral deverá trocar 1kg de alimento não perecível por 1 ingresso. Os pontos de troca e horários serão:
Trocas no Maracanã – Bilheteria 2 – 14/04 até 16/04. Horário de 10h às 17h.
OBS: NÃO HAVERÁ TROCAS NO DIA DO TREINO NO MARACANÃ
Trocas Supermecados Guanabara – 14/04 até 16/04.
Horário de funcionamento do mercado.
Unidades:
– Barra
Av. das Américas, 3502
– Tijuca
Rua Almirante Cochrane, 146
– Vila Isabel
Rua Maxwell, 520.
OBS: No dia 17/04 as trocas aconteceram em horário especial das 9h às 14h.
Observações
Todas as pessoas precisam trocar 1Kg de alimento não perecível pelo ingresso, inclusive crianças e idosos. Não haverá gratuidades.
Sócio-torcedores com cartão ingresso ativo realizarão acesso com o mesmo, os que ainda não possuem terão 5 lojas oficiais para retirar seu ingresso, juntamente com os sócios do clube.
A troca de ingressos nas lojas oficiais é EXCLUSIVA para sócios-torcedores e sócios do clube.
Segue abaixo locais e horários para troca:
Gávea
Avenida Borges de Medeiros, 997 – Lagoa – Rio de Janeiro – RJ
Dias 14/04/2018 a 16/04/2018 – Horário de 10:00 às 17:00
Espaço Rubro-Negro (Centro)
Rua da Quitanda, nº 87, Rio de Janeiro – RJ
Dias 14/04/2018 a 16/04/2018 – Horário de 10:00 às 17:00
Espaço Rubro-Negro (Downtown)
Avenida das Americas nº 500, loja 114 – Barra, Rio de Janeiro, RJ.
Dias 14/04/2018 a 16/04/2018 – Horário de 10:00 às 17:00
Espaço Rubro-Negro (Méier)
Rua Dias da Cruz, nº203, Loja B – Méier, Rio de Janeiro – RJ
Dias 14/04/2018 a 16/04/2018 – Horário de 10:00 às 17:00
Espaço Rubro-Negro (Shopping Nova América)
Av. Pastor Martin Luther King Jr., nº126, 1ºpiso = Del Castilho, Rio de Janeiro – RJ
Dias 14/04/2018 a 16/04/2018 – Horário de 10:00 às 17:00
OBS: No dia 17/04 as trocas acontecerão em horário especial das 9h às 14h.
Assim como terminaram o Brasileirão 2017, Flamengo e Vitória abrem as suas campanhas na liga nacional se enfrentando. Sabendo da importância de começar bem, como destacado em levantamento feito pelo Mundo Bola, e que a sequência, em tese, permite que o rubro-negro carioca tenha um bom aproveitamento nas cinco primeiras rodadas, como demonstrou Marcel Pereira no Cultura RN, as duas equipes entram no campo do Barradão neste sábado, às 19h.
Flamengo
O Mais Querido teve um bom início na Libertadores. Apesar do empate em casa na estreia, conseguiu bater o Emelec, no Equador, e lidera o grupo. O mesmo, no entanto, não se repetiu no Carioca, com a equipe levantando o título da Taça Guanabara mas caindo na semifinal do campeonato para o Botafogo. A eliminação inclusive, custou o cargo de nomes como Rodrigo Caetano, Paulo César Carpegiani e Jayme de Almeida.
Para a vaga de Diretor-executivo assumiu Carlos Noval. Para o cargo de treinador, ainda há indecisões e, enquanto a diretoria não consegue um nome, o jovem Maurício Barbieri, que tem a confiança dos jogadores, vai comandando o clube de maior torcida no país.
Para a estreia no Brasileirão, o clube não terá Everton. O camisa 22 vem sendo ligado a uma transferência ao São Paulo e pediu para não viajar. Vinícius Júnior deve assumir a sua vaga. Com isso, Barbieri deve mandar a campo: Diego Alves; Rodinei, Réver, Juan, Renê; Cuéllar; Arão (Éverton Ribeiro), Diego, Paquetá, Vinícius Júnior; Henrique Dourado.
Vitória
O Leão da Barra passou vergonha ao perder os dois jogos da final do Baianão frente ao Bahia, seu maior rival. Além disso, vem de derrota também no meio de semana, contra o Internacional, pela Copa do Brasil.
As três derrotas consecutivas tem pesado os ombros de Vágner Mancini. O desgaste, bem maior que o do Flamengo que não entra em campo, fora amistoso contra o Atlético Goianiense no último sábado, há duas semanas.
Confronto
As duas equipes se enfrentaram 46 vezes, com 28 vitórias do Fla, 8 empates e 10 vitórias da equipe baiana, com a última dela sendo justamente no ano passado, jogo que custou o cargo de Zé Ricardo.
Ainda assim, o Vitória só venceu o Mengão em 3 oportunidades nos últimos 10 anos. Na última rodada do Brasileirão 2017, o hexacampeão brasileiro venceu o próprio rubro-negro baiano por 1 a 2, com gol de pênalti convertido por Diego no fim do jogo. A derrota por pouco não rebaixou o Vitória, que precisou da ajuda de terceiros. Em contrapartida, os 3 pontos foram cruciais para colocar o Flamengo na Libertadores.
Após decepcionar nas últimas edições, o Brasileiro começa novamente para o Flamengo. Sempre otimista, Bruno Baesso acredita que o sucesso depende apenas dos jogadores
Eis que o Flamengo está prestes a estrear no Campeonato Brasileiro de 2018 e a torcida tem mais dúvidas que o técnico interino Maurício Barbieri. Será que o técnico é realmente interino? Até onde o Flamengo consegue chegar neste Campeonato Brasileiro? Esse time tem condições de brigar pelo título?
Maurício Barbieri é o técnico interino, esse é o discurso da diretoria do Flamengo, mas também era o discurso em relação ao Zé Ricardo. Qualquer juízo que faça quanto ao Maurício Barbieri é leviano, visto que nunca vi um trabalho dele e não gosto de analisar pela frieza dos números. Até porque, se assim fizesse, os números dessa última passagem do Carpegiani não indicariam sua demissão. Assim, cabe ao Barbieri fazer o que seus antecessores não conseguiram, fazer este time render o que torcida e diretoria esperam. Só deste modo, ele estará credenciado a ser efetivado no cargo.
As pessoas que me conhecem sabem que sou um otimista, quando se trata de Flamengo. Ocorre que neste ano de 2018, após muitas frustações, me permiti ter apenas 2 expectativas em relação ao nosso time, o título do Campeonato Carioca e a classificação para Libertadores 2019. Antes que seja acusado de fazer parte da diretoria ou ser um ferrenho defensor desta, deixo claro que tais expectativas são simplesmente pelas frustações passadas por todos nós. Mesmo assim, já tive uma decepção com a derrota para nossos rivais de choro fácil.
A análise fria do elenco nos permite sonhar com o heptacampeonato, mas a realidade nos trás para uma luta por uma das vagas para Libertadores 2019. Temos um elenco capaz, mas que não mostra em campo toda essa capacidade. Muitos já foram os argumentos para justificar o fracasso e grande maioria converge para postura da diretoria. Concordo em parte com muitos, mas ao meu ver o principal motivo passa pelos próprios jogadores.
Mesmo não sendo cobrados, sendo “mimados”, estando em um Clube que mais parece um verdadeiro SPA cinco estrelas, o principal motivo passa pelos jogadores. Sim, os jogadores, pois cabem a eles mostrar em campo que são capazes e que podem fazer história no clube de maior torcida do mundo.
Basta entenderem que um GPS não mostra raça, gana, vontade de vencer e brilho nos olhos.
Basta entenderem que não podem se conformar com as derrotas, mesmo que o Presidente do Clube se conforme.
Basta entenderem que tem que botar a bunda no chão e dar um carrinho quando necessário, se Zico sempre fez isso, quem são eles para fazerem o contrário.
Basta eles entenderem que o Flamengo é o time do “Deixou chegar…”, um time que tem seu coração pulsando junto com a massa que vibra ensandecida a cada demonstração de raça dentro de campo e explode de emoção quando o Flamengo faz um gol.
Mesmo com meu ceticismo descrito acima, espero que em dezembro posso encontrar com todos vocês no Maracanã e, com os olhos cheios de lágrimas, possamos gritar heptacampeão!
Saudações Rubro-Negras,
Imagem destacada nos posts e nas redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo
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Bruno Baesso é pai da Alice, Rubro-Negro, sócio-patrimonial e ST do Flamengo, escritor, poeta, advogado, fundador do grupo literário Los Burrachos e louco. Siga-o no Twitter: @BrunoCBB55
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Flamengo e Vitória estreiam no Brasileiro neste sábado. Emmanuel do Valle conta a história vencedora do Flamengo na Barradão.
O Flamengo estreia no Brasileiro de 2018 neste domingo tendo como primeiro adversário o Vitória, no Estádio Manoel Barrradas (popularmente conhecido como Barradão), em Salvador. A missão não costuma ser tarefa das mais difíceis para o Fla, que tem retrospecto bastante favorável contra o time baiano pela competição mesmo atuando na casa do adversário. Os triunfos do Mais Querido na Bahia contra o time que também veste vermelho e preto registrados pela história dos Brasileirões são o assunto relembrado na coluna Memória Rubro-Negra desta semana.
Os seis primeiros duelos entre os dois times aconteceram na Fonte Nova e tiveram números equilibrados: duas vitórias do Flamengo (das quais trataremos adiante), dois empates (ambos em 0 a 0, em 1973 e 1989) e duas vitórias dos baianos (ambas por 1 a 0, em 1974 e 1993). Já no Barradão foram 12 jogos, com o Fla vencendo a metade deles, restando três empates e três triunfos aos donos da casa.
No blog: Sete grandes nordestinos e um Flamengo
A primeira vitória do Flamengo veio no terceiro confronto, em outubro de 1976, contra um Vitória que vinha assustando naquele Brasileiro. Comandada pelo experiente Tim, a equipe baiana elencava nomes rodados, como o goleiro Andrada (ex-Vasco) e o atacante Fischer (ex-Botafogo), ambos argentinos. Vinha de sete jogos invicta e havia desbancado até a badalada ‘Máquina’ do Fluminense, derrotada por 1 a 0 em pleno Maracanã. Já pelo lado do Fla, o gripado Zico era dúvida, e acabou começando o jogo no banco.
Após um primeiro tempo confuso do Flamengo e com o Vitória pressionando, sem abrir o placar, o técnico Cláudio Coutinho colocou Zico em campo no lugar do garoto Adílio. E logo aos oito minutos, o Galinho completou de cabeça um cruzamento de Luís Paulo, fazendo 1 a 0. Aos 29, o meia Tadeu Ricci aproveitou rebote de Andrada e ampliou. E aos 33, o ponteiro Paulinho fez grande jogada na área, driblou o goleiro e entrou com bola e tudo, fechando a contagem em expressivos 3 a 0.
Dez anos depois, o Fla derrotou o Vitória pela segunda vez no principal palco da capital baiana. O time dirigido por Sebastião Lazaroni mesclava veteranos como Leandro e Andrade a novatos como Zé Carlos, Aílton, Aldair e Jorginho. Havia ainda Sócrates, que fazia sua segunda partida pelo Fla desde que retornara da Copa do Mundo do México. Mas quem decidiu a parada foi justamente um filho da Boa Terra, que jogara na base do Vitória, mas já caminhava para se tornar um ídolo no Flamengo: Bebeto.
Em 9 de novembro de 1986, o maior público da história do confronto em Salvador – mais de 67 mil pagantes na Fonte Nova – viu o Vitória, com pontas rápidos e habilidosos, levar muito perigo durante todo o jogo, mas parar na atuação extraordinária de Zé Carlos, um monstro sob as traves. E viu também, aos 36 minutos da etapa inicial, Sócrates cobrar falta pelo lado direito do ataque levantando a bola na área, e Bebeto escorar de cabeça, num peixinho muito bonito, marcando o único gol da partida.
O primeiro confronto realizado no Barradão – estádio inaugurado pelo Vitória em 1986, mas que só começou a receber jogos do Brasileiro em meados da década seguinte – aconteceu no Brasileiro de 1996, no dia 18 de agosto. O Fla desperdiçou várias chances (a principal delas num pênalti batido por Sávio e defendido pelo goleiro Nilson). Mas mesmo assim saiu com o resultado favorável graças a um gol de cabeça do zagueiro Ronaldão, após cobrança de escanteio.
As duas equipes voltaram a se enfrentar no local dois anos depois, em 18 de outubro. No início daquele ano, o Vitória havia goleado o Fla por 5 a 0 pela partida de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. Na volta no Maracanã, o Fla deu o troco ao vencer por 5 a 2, mas não levou a classificação. O tira-teima ficou para o Brasileiro. E novamente o Flamengo goleou: 4 a 1, com direito a três gols de Romário e um de Cleisson. Curiosamente, o gol de honra dos baianos foi anotado por um certo Dejan Petkovic.
O confronto seguinte aconteceu em 20 de outubro de 2002. O jogo foi especial para três jogadores do Flamengo: Fábio Baiano, Liédson e Zé Carlos, todos nascidos no estado. Os dois últimos, aliás, fariam os gols do Fla: o “Zé do Gol” abriria o placar aos 14 minutos, mas seria expulso pelo árbitro Héber Roberto Lopes ainda no primeiro tempo junto com o volante baiano Xavier. Na etapa final, Liédson ampliaria, antes de Allan Dellon descontar de falta, quando o Fla já contava apenas com nove em campo (Fábio Baiano também foi expulso). Mas o time de Evaristo de Macedo se segurou e venceu por 2 a 1.
Depois daquele triunfo, o Flamengo ficaria 12 anos sem bater o Vitória em Salvador pelo Brasileiro. Alguns pontos, no entanto, precisam ser ressaltados. Em primeiro lugar, é preciso lembrar que na metade desse tempo o time baiano ficou fora da elite nacional. Também é importante citar que, nesse interim, por duas vezes (em 2003 e 2004) o Fla eliminou o Vitória na Copa do Brasil vencendo tanto no Maracanã quanto no Barradão. De qualquer modo, em 2014 a escrita do Brasileiro foi quebrada. Aquele time do Flamengo dirigido por Vanderlei Luxemburgo, o do “saco de cimento nas costas”, que buscava sair da “zona da confusão” na competição, abriu o placar em cabeçada do zagueiro Marcelo (que mais tarde faleceria no desastre com avião da Chapecoense). Sofreu o empate em jogada fortuita do atacante Caio (ex-Botafogo), que contou com desvio para encobrir o goleiro Paulo Victor. Voltou a estar em vantagem quando Alecsandro converteu pênalti após toque de mão do lateral Juan (ex-Fla). E teve ainda Paulo Victor defendendo pênalti cobrado pelo mesmo Juan no fim do jogo.
Aquela vitória foi a quinta e última de uma sequência de triunfos pouco depois da chegada do treinador naquele Brasileiro. E também marcou o início de uma trinca de vitórias consecutivas por 2 a 1 do Flamengo sobre o time baiano na casa do adversário pela competição. Em 2016, o time de Zé Ricardo venceu de virada, com gols de Fernandinho e Gabriel, depois que Zé Love havia aberto o placar para os locais.
E no ano passado, em jogo dramático pela última rodada da competição, o Fla repetiu o resultado: saiu atrás com gol de Carlos Eduardo, mas empatou com o zagueiro Rafael Vaz, concluindo grande jogada de Vinícius Junior pela ponta, e virou nos acréscimos em pênalti batido por Diego. Foi o resultado que valeu ao time o sexto lugar no Brasileiro e a vaga direta para a fase de grupos da Taça Libertadores de 2018.
Imagem destacada no post e redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo
Emmanuel do Valle é jornalista e pesquisador sobre a história do futebol brasileiro e mundial, e entende que a do Flamengo é grandiosa demais para ficar esquecida na estante. Dono do blog Flamengo Alternativo, também colabora com o site Trivela, além de escrever toda sexta no Mundo Bola.
Duas semanas: esse é o tempo que o Flamengo teve para se preparar para a estreia do Brasileirão. Eliminado do Campeonato Carioca na semifinal e envolto a troca de comando, com a demissão de Paulo César Carpegianni, o Rubro-Negro carioca pôde usar os dias para se adaptar a Maurício Barbieri, interino que está no comando da equipe. Diante de tal cenário e na véspera da estreia no Campeonato Brasileiro contra o Vitória, em Salvador, Diego Alves concedeu entrevista coletiva no Ninho do Urubu e comentou sobre o que aconteceu nos últimos 14 dias no clube da Gávea. Para o goleiro, a equipe está mentalmente preparada para a estreia.
“Nosso time vem de duas semanas de preparação. Houve uma troca de treinador e esse tempo que a gente teve de trabalho com o Mauricio, conseguimos voltar a confiança que fica um pouco em dúvida depois da eliminação no Carioca. Estamos contentes e confiantes. Esperamos fazer uma boa estréia no Barradão e voltar com os três pontos.”
Ainda sobre o tempo extenso que o Flamengo teve de preparação para o primeiro jogo no principal campeonato do país, Diego foi perguntando sobre a responsabilidade de apresentar um bom resultado, “Responsabilidade existe em amistoso, em treinamento, em qualquer parte. O Flamengo é assim, pressão por resultado positivo sempre vai existir”, disse o arqueiro.
O guarde redes também destacou que o time enfrentará uma maratona nos próximos meses. “Agora vai afunilar. Vamos ter jogos domingo e quarta, começam outras competições. É lógico que a gente preferia ter ganhado o carioca e ter continuado nessa seqüência de jogos, como não foi possível, essas duas semanas foram bem vindas para aperfeiçoar a parte física, trabalhar com o Mauricio as novas características dele, o que ele quer do time e preparar bem.”
O arqueiro ressaltou a importância do campeonato e afirmou a vontade de iniciar bem a competição para retornar ao topo. Já que a última vez que o Flamengo conquistou o Brasileirão foi em 2009.
“O brasileiro é um campeonato muito difícil, lógico que tínhamos o objetivo no Carioca, mas já é passado. Estamos vivendo outro momento, que é de Brasileiro, Copa do Brasil e Libertadores. A gente não se apega aos números, o que vai dizer a respeito será o que a gente fizer em campo e conquistar durante a temporada. Estamos focados para começar o brasileiro bem, fazer sete pontos na Libertadores para terminar o primeiro turno da competição bem e termos uma semana de alegria. Queremos dar essa alegria para a torcida, começar bem para ganhar confiança e fazer uma boa temporada até o final.”
O goleiro, que é um dos líderes do atual elenco, não fugiu aos questionamentos a cerca de Maurício Barbieri, interino que está no comando da equipe após a demissão de Carpegianni.
“É um treinador que explica muito bem, tem tranqüilidade e comando. É muito estudioso. Gosta de fazer trabalhos intensos e atuais de pressão e compactação. Temos que dar tempo, não posso falar do trabalho dele, duas semanas é pouco. Mas a impressão que temos é que é muito seguro do que está fazendo.”
O futebol apresentado pelo Mais Querido é motivo de muito questionamento desde 2017. Com receita recorde e grande investimento em contratações, a temporada passada é considerada decepcionante por boa parte da torcida. Diego rebateu a afirmação de que o Flamengo em campo é um “ponto de interrogação”.
“Acho que quando você começa o ano não ganhando o Carioca, pode criar essa interrogação para as pessoas de fora. Aqui dentro não temos essa interrogação, aqui sabemos o que somos e o que podemos corresponder dentro de campo. Houve uma troca de treinador recentemente, começa outra competição, na Libertadores estamos com quatro pontos.”
Desde a noite da última quinta-feira (11), a imprensa noticia a possível transferência do atacante Everton Cardoso. O jogador estaria negociando sua ida para o São Paulo, que pagaria então o valor da multa de 4 milhões de euros. Lamentando a possível saída do atacante, Diego ressaltou a importância do camisa 22 para a equipe, “A gente fica sabendo através das notícias. O Everton é de extrema importância, é um jogador que todos conhecem e tem a confiança de todo o grupo. Ele é importante para o nosso time. É um jogador que tem a confiança da torcida, que pode decidir uma partida”, finalizou.
Do polêmico War in Rio aos Jogos Olímpicos Rio 2016, apresentamos o designer que comandou a atualização dos símbolos rubro-negros e a criação do Manual de Gestão de Marca do clube
Após muita espera, ansiedade e apreensão, eis que finalmente o Flamengo e a Adidas apresentaram o uniforme número um para a temporada 2018. O grafismo entre as listras mais finas concedeu ao Manto Sagrado de 2018 elegante degradê. A expectativa de muitos torcedores, no entanto, pousava sobre o novo CRF.
Detalhe do monograma atualizado na nova camisa. (Crédito: Adidas / Divulgação)
Quem comandou a reformulação da identidade visual do Flamengo foi Fabio Lopez. Designer formado na Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI) da UERJ e reconhecido por inúmeros trabalhos relevantes na área. Poderíamos a partir deste trecho continuar de forma convencional a apresentação da carreira do nosso entrevistado. No entanto, convidamos o leitor do Mundo Bola a voltar um pouco no tempo, não muito, o ano é 2007. Depois de passar 5 anos trabalhando na conceituada Redley, e trancar o mestrado, Lopez cria algo que literalmente ganha capa de jornal.
Explodem a violência e a vendas de DVDs piratas do filme Tropa de Elite nos camelôs. Os confrontos entre traficantes e a polícia invadem os telejornais do mundo quando, subitamente, um manifesto sarcástico começa a chamar a atenção. Um designer recria o famoso jogo de estratégia militar, rebatizado “War in Rio”. Em poucas horas Fábio recebe milhares de emails, seu telefone não para de tocar e ele começa a dar entrevistas explicando que o jogo é apenas uma representação da realidade inconcebível do Rio. O secretário de segurança pública do Governo Cabral repudia, diz que o jogo banaliza a vida e usa a lógica dos bandidos. Interpretação não era o forte do sujeito. Ao ser perguntado se o “War in Rio” seria comercializado, Lopez responde:
Não. Sem demagogia ou falso moralismo, não gostaria de saber que um assunto como esse realmente virou brinquedo, e foi absorvido pela indústria do entretenimento para tornar as pessoas ainda mais insensíveis a essa realidade. Se alguém resolver fazê-lo será em nome de sua própria consciência. Eu não posso me responsabilizar pela estupidez alheia: não sou babá de ninguém. O politicamente incorreto só tem graça quando é subversivo. Quando é cooptado e vira produto de massa, se transforma em algo degradante e perigoso.
As grandes obras são todas aquelas que sonhamos um dia, disse um poeta (ou um bêbado pedindo a terceira saideira). Colecionador de selos desde moleque, Fabio Lopez foi chamado pelos Correios para agora inventar seus próprios selos. Trabalha no lettering olímpico da Rio 2016. Cria a identidade visual do Centro Carioca de Design (CCD), torna-se palestrante, consultor, editor e professor do departamento de Artes e Design da PUC-Rio. E dá à luz o premiado projeto minirio.com.br.
“Guerra do tráfico no Rio vira jogo de tabuleiro”, anuncia o jornal Extra.
Foi diante desse currículo que Antônio Tabet, então vice-presidente de Comunicação do Flamengo, procurou Fabio Lopez para comandar o trabalho de ajustar, modernizar e reconceituar a identidade visual do Clube de Regatas do Flamengo. O Mundo Bola trocou uma ideia com este grande artista, que explicou um pouco do trabalho em si e de todas as emoções de fazer algo tão significativo para o clube de coração.
Diogo Almeida: Como foi o levantamento que a Comunicação do Fla fez sobre as mudanças recentes na identidade visual do clube?
Fabio Lopez: Foi mais um levantamento pra demonstrar não somente a necessidade de se manter atualizado (como todas as marcas de grandes empresas o fazem) como mostrar que TODOS os clubes já passaram por isso, inclusive o Flamengo em outros momentos. Apresentamos cases de referência na área esportiva, bons ou ruins, falando um pouco sobre cada um e porque considerávamos bons ou ruins.
DA: Você pode falar a respeito de algum desses casos estudados?
FL: O projeto da Juventus por exemplo é emblemático. Um bom projeto de design (embora eu tenha minhas críticas) mas uma ruptura inadequada para um meio tão tradicional como futebol (onde a tradição é de fato um conceito relevante). O que a Juve fez era o que a gente NÃO queria fazer. Fica ótimo pra usar em souvenir, mas desaparece no uniforme principal: listra no meio da listra, em um emblema que agora é logotipo e não tem proteção de forma como um escudo.
Do ponto de vista técnico o Boca Jr fez um bom projeto uns cinco anos atrás. O Atlético de Madrid fez um muito bom e respeitoso. A maioria dos clubes ingleses passa por isso constantemente. O redesign do Arsenal é muito bom. E aqui no Brasil… Idade Média.
O Tabet usou esses cases mais pra essa etapa inicial de construção de oportunidade, lá no conselho de gestores, bem no início. Eu entro na história a partir desse ponto. A referência principal e única pra esse projeto, de fato, é o que o Flamengo fez em seu passado e o que entendíamos que queria ser no futuro. Em momento algum nos espelhamos nesse ou naquele clube, ou projeto. Como designer eu conheço trabalhos de qualidade nessa área, mas nem faria sentido ficar olhando pro lado porque são contextos e pretextos totalmente diferentes.
DA: Em algum momento foi pensada uma mudança radical para os escudos?
FL: Eu sou flamenguista. Eu não faria. E deixei isso claro assim que cheguei no projeto. No dia que uma diretoria ganhar cinco Brasileiros seguidos, três Libertadores e dois Mundiais, quem sabe. Mas aí mesmo que não faria sentido mudar radicalmente o que é sagrado pra sua torcida.
Pode ser que um dia a gente olhe pra todo o resto e ache que tudo é antigo e que a Juve foi precursora nesse processo, estava à frente do tempo, genial. Mas hoje, em 2018, não é essa a percepção que eu tenho. Hoje eu olho e vejo um processo que parece não respeitar o que era importante pro torcedor, talvez porque tenha sido criado por uma agência, uma organização que não se relaciona com o conteúdo do projeto de forma emocional – ainda que tenham pesquisado o clube e conversado com torcedores. Mas uma agência não tem time. Não ama o que está fazendo. Não se coloca como indivíduo no projeto e no resultado. Eu antes de ser designer sou torcedor.
DA: Os emblemas ficarão mais visíveis na televisão?
FL: Possivelmente não, sobretudo no escudo de futebol, que atualmente é o que representa a instituição de maneira mais frequente, para o grande público nas transmissões. No CRF sim. Mas aí que está a questão… Esse projeto foi pensado a partir de uma demanda técnica muito mais relevante que a modernização em si. A modernização é a oportunidade, mas existia uma necessidade técnica urgente de renormatizar (organizar e melhorar muito) a gestão de marca do clube, tanto internamente como para fornecedores, parceiros etc.
O Manual de Marca que o Flamengo usava até ontem, criado em 2008 era muito fraco, falho e incompleto. E como eu descrevo no texto do Behance, havia inconsistências nos arquivos, diferenças de CRF que não cabem para um clube ou empresa do porte do Flamengo em 2018. Então o projeto nasce da urgência de se melhorar a gestão da marca.
A partir de uma observação mais específica e técnica, percebemos que os principais símbolos do clube também sofreram muito nessa transição analógico-digital, e esses arquivos eram criados ao gosto do fornecedor. Com exceção da Adidas, cada um mexeu como quis. O Flamengo nunca foi gestor desse processo. Da necessidade de atualizar e complementar o Manual de Gestão da Marca, surgiu a necessidade de se ajustar/consertar/melhorar o que já existia. E no meio desse processo, demos um passo adiante. Então a modernização é quase uma consequência positiva e natural desse processo/projeto, embora não tenha sido, de fato, o que se colocou como urgência na questão da gestão da marca. Agora, isso pro Marketing do clube, Comunicação, é muito bom.
DA: O estatuto do clube não é muito claro em relação a essas normas?
FL: A verdade é que o estatuto não descreve a forma das letras do CRF, apenas que são entrelaçadas etc. E isso acabou abrindo espaço para muitos ajustes a cada novo uniforme, talvez até mesmo sem passar pelos conselhos. Não havia um olhar tão técnico na época também.
DA: O Flamengo tem uma comissão de uniforme. Não sei exatamente quando ela foi constituída. Você chegou a se reunir com eles? Como foi a relação?
FL: Eu tive muito pouco contato com essa parte política do clube. Não tenho vinculo algum com esse grupo ou aquele, nem era conhecido do Tabet. Meu envolvimento foi puramente técnico, e obviamente sou torcedor, um apaixonado. Eu fui aprendendo sobre essas camadas políticas ao longo do projeto, sobretudo nas etapas de aprovação. Participei da apresentação pro Conselho Diretor, mas a condução interna do projeto – inclusive no Deliberativo – ficou a cargo do Tabet, que era o responsável de fato pelo projeto na instituição.
DA: Quanto tempo você ficou debruçado nesse projeto? E esse período exigiu exclusividade absoluta sua?
FL: De janeiro a maio de 2017, o projeto em si. De julho a novembro de 2017, o manual e arquivos. De janeiro 2018 até esta semana, a etapa de lançamento.
DA: Em todos estes períodos você dedicou-se exclusivamente ao projeto?
FL: Na etapa de desenvolvimento praticamente sim, muito por conta da minha obsessão pelo trabalho. Nas outras etapas, sobretudo o manual, mais longa, era possível tocar outros projetos. Sabíamos que só entraria no uniforme 1 em abril de 2018 e isso abriu esse espaço na minha agenda de projetos. O clube também tem diversas outras ações concomitantes. Então aos poucos a gente foi construindo esse documento, debatendo ele.
DA: Como foi a cooperação com a Adidas?
FL: Bom, eu não cuidei disso. Essa relação com a Adidas é do Flamengo. Único momento em que participei dessa relação foi enviando os arquivos pro Flamengo encaminhar pra Adidas no começo de junho de 2017, assim que o projeto foi aprovado pelo CoDe e estava sacramentado.
DA: Entendi. A Adidas em nenhum momento quis “se meter”.
FL: Nem tem que se meter. A marca é do Flamengo. É que essa relação fornecedor clube não era assim, sobretudo porque os clubes eram (alguns ainda são) instituições amadoras. Por isso eles cuidavam da marca.
DA: Os vazamentos atrapalharam muito?
FL: O clube teve uma gestão exemplar no que tange ao cuidado/sigilo com esse projeto. Os vazamentos ocorreram na produção. E eu fiquei louco com cada vazamento. (Risos).
DA: Pelo visto você é Flamengo fanático. Pode revelar os sentimentos que emergiram nesse processo de trabalhar em algo tão importante para o clube?
FL: Emoção enorme. Mas também muita tensão, ansiedade. É um projeto que acaba afetado (recepção e primeiro momento, pelo menos) por questões que são relacionadas ao futebol. O momento político do clube é conturbado, esportivo também poderia ser melhor. Minha relação com o Flamengo se intensificou de forma preocupante. (Risos). E aí eu sofri muito mais em cada derrota, em cada confusão. Queria como torcedor um ano mágico, e mais do que nunca, agora também pelo envolvimento com o projeto.
Tudo até aqui foi muito virtual, lançamento foi nas redes, digital. Na sexta-feira passada eu vesti a camisa pra gravar um depoimento para um hotsite do Flamengo que ainda vai ao ar, parceria com a Wix. Aí sim deu aquele gostinho de ver a coisa real, saca? Incrível. Como eu coloquei no meu Instagram, zerei o jogo.
DA: Você pode revelar os sentimentos que emergiram nesse processo, nas diferentes etapas (quando soube que seria sua tarefa, durante o desenvolvimento e no lançamento/repercussão)?
FA: Como esse projeto foi sendo construído aos poucos, e tinha toda uma escalada política pela frente, eu fui com muita calma até ele ser aprovado no CoDe, comemorando cada etapa que passava. Depois disso foi muito especial. O fato de ter que permanecer em sigilo, limitou um pouco daquela alegria que explode, de contar para os amigos. Agora está sendo muito especial e acho que vão rolar muitas etapas ainda nesse processo emocional. Ver na TV, ver ao vivo, na sede, no Ninho, no jogo, nas ruas, nos desconhecidos, ver nego tatuando, beijando, jurando amor. Ainda vai ser incrível muitas vezes.
E doloroso. Em cada derrota. Como nunca foi. Eu estou fu*&;#. Mas quem não gostaria de estar fu*&;# desse jeito? E sou um torcedor otimista. Eu desejo feliz ano novo e rumo a Tóquio em todo réveillon. Que flamenguista não é assim?
DA: Todo garoto que curte futebol e que sonha ser desenhista faz um desenho do escudo do seu clube. Contigo virou oficial! Você entrou para a história do clube do seu coração.
FL: Pois é. Porra, me fez chorar. Beleza, tem acontecido com frequência. (Risos). Eu volto lá pra minha infãncia, desenhando o escudo no caderno. No Maraca sem cadeira com os amigos nos anos 90.
Eu fiz alguns trabalhos bem importantes. Esse é sem dúvida o mais incrível, por muitos motivos. Ele divide espaço com outros três que considero importantes pra caramba na minha carreira, dentre outras coisas:
Logotipo ‘Rio 2016’, que é um projeto que entra pra história do design gráfico internacional;
War in Rio, um projeto de 2007 que foi parar na capa dos jornais e telejornais do país. uma paródia do jogo War adaptada pro Rio de Janeiro, foi criticada pelo Beltrame, fez uma bagunça enorme na época;
Mini Rio, um projeto pessoal de quase dois anos (segue crescendo) em que criei mais de 100 pictogramas da cidade do Rio, outra centena de padronagens e ilustrações, 4 fontes exclusivas que distribuo gratuitamente, quatro prêmios (três gringos), palestra pra caramba, filho querido.
Almofada com torrcida do Fla estilizada. No detalhe a bandeira com o retrato de Zico. (Crédito: Fabio Lopez)
Mas tiveram outros concursos e projetos importantes pra somar. dos sonhos profissionais por exemplo, eu colecionava selos quando moleque, depois voltei a colecionar designer e fiz alguns pros Correios. Foi uma coisa muito divertida fazer um selo postal pra minha coleção.
DA: Fabio, muito obrigado!
FL: Foi um prazer. O mais legal desse projeto é poder fazer novos amigos, estreitar contatos. Galera lá no Flamengo da Comunicação e Marketing, só gente boa. Todos com um amor enorme pelo que fazem e por onde estão.
Homenagem aos 100 anos do clube. Lopez tinha 16 anos quando fez o desenho em uma camiseta. Crédito: Fabio Lopez.
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Em uma partida histórica, com muita emoção, o Minas venceu o vitória nesta quinta-feira (12), pelo último da série de cinco jogos das oitavas de final do NBB, e enfrenta o Flamengo na próxima fase da competição. O jogo foi realizado no Ginásio de Cajazeiras, em Salvador/BA, e o mando da equipe baiana não foi suficiente para parar o ímpeto do Minas.
Após a vitória do time mineiro na última partida, que empatou a série e forçou o quinto jogo, a equipe entrou em quadra motivada e fez uma partida melhor que o Vitória. O rubro-negro baiano buscou o jogo no final do último quarto e conseguiu empatar sempre no final, gerando uma partida muito emocionante com três prorrogações.
No dia do aniversário do ídolo Marcelinho, O Mais Querido conheceu seu adversário nas quartas de final. O Flamengo busca seu sexto título da NBB, e para isso conta com a grande fase do treinador José Neto, que chega pela sexta vez na fase de playoffs no comando do Orgulho da Nação, conquistando o campeonato quatro vezes, até o momento.
Questionado em entrevista para o site do Flamengo, o técnico rubro-negro falou sobre o jogo entre Vitória x Minas: “Será uma série muito difícil, não importa quem venha. São duas equipes que cresceram muito no campeonato. Uma delas vai jogar contra a gente por méritos. Ninguém deu a vaga. Temos que estar especialistas no adversário, sabendo o que ele pode trazer de problemas e a nossa capacidade de superá-lo”.
O confronto entre Flamengo x Minas foi o último a ser conhecido nessa fase final. As outras partidas das quartas de final já estavam definidas: Mogi x Caxias do Sul, Franca x Bauru, e Paulistano x Basquete Cearense.
No Twitter, o Flamengo divulgou uma ação publicitária feita pela empresa Thinkseg, que chegou no final de 2017 para ser a patrocinadora master do FlaBasquete, em que os jogadores estrelam um bem-humorado vídeo sobre os playoffs: