Autor: diogo.almeida1979

  • O início dos campeões brasileiros: começar bem é primordial?

    O Campeonato Brasileiro 2018 começa no sábado (14), data em que o Flamengo também debutará no torneio contra o Vitória, às 19h, no Barradão. O Rubro-Negro entra na competição como um dos elencos mais fortes, porém com um futuro indefinido, já que após um início de ano com um desempenho claudicante e a eliminação para o Botafogo no Estadual, a diretoria decidiu fazer uma reformulação no departamento de futebol. O Mais Querido entra no Brasileiro como uma grande interrogação quando é projetado o desempenho em campo, pois, há menos de três dias da estreia, ainda não tem um técnico definido. Com isso, o próximo treinador terá que acertar a equipe durante a competição e pode ser que deixe alguns pontos importantes no caminho, pontos esses que talvez façam falta para quem almeja o título.

    Muito se ouve dos analistas de futebol que em um campeonato de pontos corridos é necessário que os times encarem cada jogo como uma decisão, mas muitas vezes o que se vê são times que levam tempo para engrenar na competição. O Mundo Bola, então, fez um levantamento para saber como foi o desempenho dos últimos 10 campeões brasileiros (2008 a 2017) nas cinco primeiras rodadas do principal torneio do Brasil, para saber se é mesmo necessário começar em alto nível o torneio ou se costuma ser possível uma recuperação durante a disputa.

    2008

    Esse foi o último título nacional da grande fase vitoriosa do São Paulo na primeira década de século XXI. O despenho do Tricolor paulista nas primeiras cinco rodas foi o seguinte:

    1ª rodada – São Paulo 0 x 1 Grêmio

    2ª rodada – Atlético Paranaense 1 x 1 São Paulo

    3ª rodada – São Paulo 1 x 1 Coritiba

    4ª rodada – Santos 0 x 0 São Paulo

    5ª rodada – São Paulo 5 x 1 Atlético Mineiro

    1 vitória / 3 empates / 1 derrota

    No final da quinta rodada, o São Paulo estava na 11ª posição, com seis pontos e um aproveitamento de 40%. É o pior aproveitamento nos primeiros cinco jogos de um campeão brasileiro dos últimos 10 anos. Na época, o primeiro era o Flamengo, com 13 pontos, tendo conquistado 86,7% dos pontos disputados.

     

    2009

    O Flamengo levantou a taça com 67 pontos, tornando-se o campeão brasileiro nos pontos corridos que conquistou menos pontos e, consequentemente, o menor aproveitamento: 58,8%. A campanha ficou marcada por uma arrancada do Rubro-Negro no meio do torneio, saindo do flerte com a zona de rebaixamento até assumir a ponta na penúltima rodada. Já o início foi o seguinte:

    1ª rodada – Cruzeiro 1 x 0 Flamengo

    2ª rodada – Flamengo 0 x 0 Avaí

    3ª rodada – Santo André 1 x 2 Flamengo

    4ª rodada – Flamengo 2 x 1 Atlético Paranaense

    5ª rodada – Sport 4 x 2 Flamengo

    2 vitórias / 1 empate / 2 derrotas

    Ao final da quinta rodada o clube da Gávea encontrava-se na 11ª posição, com sete pontos, tendo conquistado 46,7% dos pontos disputados. Naquele momento o primeiro colocado era o Internacional, com 13 pontos e um aproveitamento de 86,7%.

     

    2010

    O Fluminense foi o último campeão brasileiro da primeira década do século XXI e contou com um início satisfatório no torneio:

    1ª rodada – Ceará 1 x 0 Fluminense

    2ª rodada – Fluminense 1 x 0 Atlético Goianiense

    3ª rodada – Corinthians 1 x 0 Fluminense

    4ª rodada – Fluminense 2 x 1 Flamengo

    5ª rodada – Atlético Mineiro 1 x 3 Fluminense

    3 vitórias / 0 empate / 2 derrotas

    O tricolor carioca fechou a quinta rodada na terceira posição, com nove pontos e 60% de aproveitamento. O primeiro colocado era o Corinthians, com 13 pontos e 86,7% de aproveitamento.

     

    2011

    O Corinthians venceu o Campeonato Brasileiro de 2011 mostrando que tinha aprendido com a passagem pela Série B dois anos antes e consolidando o caminho que o levou à conquista da Libertadores da América e do Mundial de Clubes no ano seguinte. O desempenho do clube paulista nos primeiros cinco jogos do torneio nacional foi o seguinte:

    1ª rodada – Grêmio 1 x 2 Corinthians

    2ª rodada – Corinthians 2 x 1  Coritiba

    3ª rodada – Flamengo 1 x 1 Corinthians

    4ª rodada – Corinthians 2 x 1 Fluminense

    5ª rodada – Santos 0 x o Corinthians 

    3 vitórias  / 2 empates / 0 derrota

    O alvinegro concluiu a quinta rodada invicto, com 11 pontos e aproveitamento de 73,3%. Os números garantiam-lhe a terceira posição na tabela, que era liderada pelo também invicto São Paulo, com 15 pontos, ou seja, 100% de aproveitamento.

     

    2012

    O Fluminense voltava a conquistar mais um título brasileiro e, coincidentemente, nas cinco primeiras rodadas de 2012 apresentou um desempenho muito parecido com o de dois anos antes, em que terminou na primeira colocação também:

    1ª rodada – Corinthians 0 x 1 Fluminense

    2ª rodada – Fluminense 2 x 2 Figueirense

    3ª rodada – Santos 2 x 2 Fluminense

    4ª rodada – Fluminense 0 x 0 Internacional

    5ª rodada – Fluminense 4 x 1 Portuguesa

    2 vitórias / 3 empates / 0 derrota

    O time das Laranjeiras terminava a quinta rodada do Brasileiro ainda invicto, ocupando a sétima colocação, com nove pontos e 60% de aproveitamento. O líder era o Vasco, 13 pontos e 86,7% de pontos conquistados.

     

    2013

    O surgimento de um arrebatador Cruzeiro que encantou o Brasil com um bom futebol e a merecida conquista do Brasileirão 2013. Todavia o início de competição foi apenas satisfatório:

    1ª rodada – Cruzeiro 5 x 0 Goias

    2ª rodada – Atlético Paranaense 2 x 2 Cruzeiro

    3ª rodada – Botafogo 2 x 1 Cruzeiro

    4ª rodada – Cruzeiro 1 x 0 Corinthians

    5ª rodada – Cruzeiro 2 x 2 Internacional

    2 vitórias / 2 empates / 1 derrota

    A Raposa terminava o jogo de número cinco do Brasileiro na quinta posição, com oito pontos e 53,3% de aproveitamento. O primeiro era o Corinthians, com 11 pontos e 73,3% dos pontos ganhos.

     

    2014

    O Cruzeiro continuaria seu caminho vitorioso em 2014, assim como o bom futebol, sagrando-se campeão brasileiro novamente. Dessa vez os mineiros não deixavam dúvida desde o início que continuariam a brigar pela ponta:

    1ª rodada – Bahia 1 x 2 Cruzeiro

    2ª rodada – Cruzeiro 1 x 1 São Paulo

    3ª rodada – Atlético Paranaense 2 x 3 Cruzeiro

    4ª rodada – Atlético Mineiro 2 x 1 Cruzeiro

    5ª rodada – Cruzeiro 3 x 2 Corinthians

    3 vitórias / 1 empate / 1 derrota

    O time Celeste fechou a quinta rodada na segunda colocação, com 10 pontos e 66,7% de aproveitamento. O primeiro era o Internacional com apenas um ponto a mais e 73,3% de aproveitamento.

     

    2015

    O Corinthians conquistaria o Campeonato Brasileiro de 2015 com um futebol moderno e extremamente competitivo. A campanha no torneio foi definitiva para que Tite fosse contratado pela CBF no ano seguinte.

    1ª rodada – Cruzeiro 0 x 1 Corinthians

    2ª rodada – Corinthians 1 x 0 Chapecoense

    3ª rodada – Fluminense 0 x 0 Corinthians

    4ª rodada – Corinthians 0 x 2 Palmeiras

    5ª rodada – Grêmio 3 x 1 Corinthians

    2 vitórias / 1 empate / 2 derrotas

    O alvinegro de 2015 começou o principal torneio nacional com um rendimento abaixo da média dos campeões, com apenas sete pontos e 46,7% de aproveitamento ao final da quinta rodada. Isso lhe rendia a 11ª posição na tabela, que era liderada pelo Atlético Paranaense, com 12 pontos e 80% de aproveitamento.

     

    2016

    O Palmeiras foi o campeão brasileiro de 2016 após passar a primeira metade da década de 10 sem conseguir entrar de fato na disputa pelo título. A última vez que o alviverde chegara nas últimas rodadas com chance de levantar a taça tinha sido em 2009. O desempenho da equipe nas primeiras cinco rodadas foi bom, mas não o suficiente para estar no G4.

    1ª rodada – Palmeiras 4 x 0 Atlético Paranaense

    2ª rodada – Ponte Preta 2 x 1 Palmeiras

    3ª rodada – Palmeiras 2 x 0 Fluminense

    4ª rodada – São Paulo 1 x 0 Palmeiras

    5ª rodada – Palmeiras 4 x 3 Grêmio

    3 vitorias / 0 empate / 2 derrotas

    O Palmeiras encerraria os cinco primeiros jogos ocupando a quinta colocação, com nove pontos e 60% de aproveitamento. Naquele momento o primeiro era o Internacional, com 13 pontos, tendo conquistado 87% deles.  Vale lembrar que o Colorado terminaria o torneio rebaixado.

     

    2017

    Comandado pelo técnico Carille, o pupilo de Tite, o Corinthians retornaria a levantar a taça de campeão brasileiro em 2017. O alvinegro realizou um primeiro turno avassalador, terminando-o invicto e com 82% de aproveitamento. Foi a chave para a conquista do torneio após uma queda de rendimento na segunda parte do torneio.

    1ª rodada – Corinthians 1 x 1 Chapecoense

    2ª rodada – Vitória 0 x 1 Corinthians

    3ª rodada – Atlético Goianiense 0 x 1 Corinthians

    4ª rodada – Corinthians 2 x 0 Santos

    5ª rodada – Vasco 2 x 5 Corinthians

    4 vitórias / 1 empate / 0 derrota

    Como um prenúncio do que seria o resto do primeiro turno do Brasileiro, o clube  paulista fechou a quinta rodada na primeira colocação, com 13 pontos e 87% de aproveitamento. É o campeão que mais conquistou pontos nos primeiros cinco jogos nos últimos 10 anos.

     

    CONCLUSÕES

    Se tirada a média do desempenho dos campeões brasileiros dos últimos 10 anos podemos ver que é necessário sim desde o início já ter um desempenho próximo ao de quem terminará o campeonato na ponta da tabela. Se para ser campeão brasileiro é necessário um aproveitamento de 67% dos pontos, a média dos times que levantam a taça é de nove pontos depois de cinco jogos, que representa 60% do possível.

    Nenhum dos campeões perdeu mais do que duas vezes no cinco primeiros jogos do Brasileirão. Apenas o São Paulo de 2008 tinha somente uma vitória, todos os outros já computavam ao menos dois sucessos. O máximo de êxitos no período é do Corinthians de 2017, que alcançou a vitória em quatro de cinco partidas.

    No quesito colocação ao final da quinta rodada, o melhor é o Corinthians de 2017, que era o líder, e os piores são São Paulo (08), Flamengo (09) e Corinthians (15), todos os três ocupavam a 11ª colocação. Vale citar que esses foram os únicos times que terminaram o quinto jogo na segunda parte da tabela e conseguiram levantar a taça. Todas as outras sete vezes o campeão já estava entre os 10 primeiros. Outro dado curioso é que apenas quatro vezes o clube vencedor era integrante do G4.

    A maior distância entre o futuro campeão e o primeiro colocado, ao final da quinta rodada, era de sete pontos, que separavam São Paulo (campeão) e Flamengo (líder), em 2008. Em média a distância entre líder e o campeão é de quatro pontos.

    FLAMENGO e a tabela 2018

    Olhando para o Flamengo e sua tabela, o bom desempenho do time nos cinco primeiros jogos é ainda mais primordial, pois, como demonstrou Marcel Pereira no Cultura RN, o Mais Querido terá como adversários Vitória (f), América Mineiro (c), Ceará (f), Internacional (c) e Chapecoense (f). Destes apenas baianos e catarinenses não jogaram a Série B do ano passado. Após essa sequência, o Rubro-Negro enfrentará Vasco (c), Atlético Mineiro (f), Bahia (c), Corinthians (c) e Fluminense (f), dois clássicos regionais e outros dois clássicos nacionais, entrando apenas na partida diante do Tricolor baiano como franco favorito. Diante de tal tabela, mostra-se necessário que o time da Gávea desempenhe um bom papel nos primeiros cinco jogos para poder já ter alguma gordura para queimar nos jogos seguintes.

     

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  • Em março, a FlaTV foi o canal de clube que mais conseguiu novos inscritos

    Por Wedson Barreto

    Em março a FlaTV teve como destaques o retorno de Júlio César ao Fla, a vitória fora de casa sobre o Emelec por 2×1 com dois belos gols de Vinícius Jr e também o retorno de Paolo Guerrero aos treinos com o elenco. O canal fechou o mês com 27.897 inscritos e 2.743.178 visualizações. Sendo primeiro colocado em inscritos e terceiro em visualizações no Ranking das Américas, atrás de Palmeiras (1º) e América do México (2º).

    Apesar disso, as desclassificações na semi da Taça Rio e também na Semi do Campeonato Carioca refletiram também nas redes sociais e na FlaTV, já que o conteúdo do futebol é o mais visto e aguardado pelos torcedores.

    Avê, (Júlio) César!

    No dia 7 de março  Júlio César reestreava no Fla depois de anos longe do futebol brasileiro. O Fla venceu o Boa Vista por 3 x 0, em Volta Redonda. Nas redes sociais, os golaços de falta de Diego e Paquetá ficaram em segundo plano, perdendo espaço para um discurso emocionado do goleiro no vestiário, antes do time entrar em campo, que acabou viralizando.

    O conteúdo gerado pós jogo, rendeu ao Fla 309.928 visualizações nos dois dias posteriores a vitória rubro-negra. Foram 203.217 só nas primeiras 24 horas.

    Vitória fora de casa com 2 gols de Vinicius Jr

    Além dos importantíssimos 3 pontos conquistados fora de casa, contra o Emelec, com dois golaços de Vinicius Jr, o Flamengo angariou 5.327 novos inscritos e 490.074 visualizações com a repercussão antes e depois do jogo, na Fla TV. Foram 5 vídeos relacionados ao confronto, desde a viagem até o bastidores do jogo.

    Acabou o caô, o Guerrero voltou!

    O retorno de Guerrero ao Flamengo, que foi liberado para treinar após a suspensão por doping, foi recebido com alegria por boa parte dos torcedores. O conteúdo relacionado a volta do atacante peruano ajudou a FlaTV a conseguir 503.936 visualizações e 5.614. Em comparação com os tópicos destacados foi o que teve mais visualizações.

    Visualizações  x inscritos

    A FlaTV vem crescendo cada dia mais em números de inscritos, assim como todas as outras redes sociais do Clube, que deu um salto gigantesco em quantidade e qualidade e hoje tem a maior base digital das Américas.

    Atualmente no cenário nacional, a FlaTV briga “diretamente” com a TV Palmeiras. Em inscritos, o Fla ultrapassou a TV Palmeiras ano passado e se consolidou como o maior canal do Brasil. Contudo, em visualizações o Fla continua atrás, com 93.618.022 visualizações totais contra 101.912.075 da TV Palmeiras. Essa vantagem chegou a ser de apenas 2 milhões de visualizações em dezembro de 2017.

    O Fla fechou março com 2.743.178 visualizações e a TV Palmeiras com 4.080.049 views.

    No ano (considerando apenas o primeiro trimestre) a TV Palmeiras tem 17.372.252 visualizações contra 12.248.374 da FlaTV.

    O momento dos clubes são um forte indício desse resultado. O Fla não chegou às finais do Campeonato Carioca, diferente do Palmeiras que está na final do Paulista e tem apostado bastante em transmissões ao vivo de treinos aberto, pré-jogo e coletivas pós-jogo. O Fla se utilizou bastante ano passado e teve resultados expressivos, mas tem se utilizado pouco esse ano.

    Ainda assim, em inscritos o Fla tem o maior crescimento entre todos os clubes da América em 2018 e é o único clube das américas a figurar o TOP5 mundial de Clubes.

    Resumo trimestral: comparação entre 2017 e 2018

    Em comparação com o primeiro trimestre de 2017, a FlaTV teve um crescimento expressivo de 36.86%  na sua base do YouTube, com 36.471 inscritos a mais que 2017. Em 2018 já são 135.421 inscritos, só no primeiro trimestre.

    Após um bom início de ano em janeiro e fevereiro, superando as marcas de 2017, a FlaTV terminou março abaixo do total conseguido no mesmo período do ano passado (-10.73%).

    Flamengo x Corinthians

    Enquanto isso, num panorama geral, Flamengo e Corinthians continuam a disputa pelas maiores bases digitais do país. O Mais Querido continua a frente com quase 20.2 milhões e segue diminuindo a distância para o Corinthians no Twitter, onde ainda está distante. No Facebook, Instagram e Youtube, o domínio segue rubro-negro. No agregado, a diferença que o Flamengo tinha em fevereiro era de quase 150 mil e caiu para pouco mais de 105 mil em março.

    Facebook: a vantagem no início de março era de mais de 100 mil inscritos. Mas, no final do mês, com as semifinais do Paulistão, assim como o Palmeiras, o Corinthians capitalizou bem esse momento e conseguiu quase 20 mil novos curtidores, diminuindo e muito essa vantagem do Flamengo.

    Twitter: o Fla vem mês a mês diminuindo essa vantagem na rede social onde tem o maior engajamento. Mesmo com o momento ruim, o Fla não viu essa vantagem do Corinthians aumentar.

    Instagram: a vantagem diminuiu em relação a fevereiro.

    Youtube:  na plataforma, o Fla é líder isolado. A vantagem para o Corinthians é de quase 400 mil inscritos e vem aumentando gradativamente.


     

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  • Quem sabe faz a hora

    Coluna desta semana destaca como medidas intempestivas, mesmo que irreprováveis, resultaram no fortalecimento dos jogadores e na efetivação de mais um interino

     

    “Vem, vamos embora
    Que esperar não é saber
    Quem sabe faz a hora
    Não espera acontecer”
    Geraldo Vandré

     
    O Flamengo, mais uma vez, está em crise. Uma vez se livrando da perebagem fora de campo do futebol, agora está em hold, sob “nova direção”, desta vez do Carlos Noval. Que fazia um bom trabalho na base e foi colocado no profissional, até, talvez, na falta de outros nomes, evidenciando assim, uma certa intempestividade na decisão, não que não fosse necessária. Mas, certamente, proveniente daquela última gota que saiu do copo. Transbordou ao perder do Botafogo em um Campeonato Carioca, cá para nós, imensamente irrelevante para o tamanho que queremos do Flamengo. Como a torcida do Barcelona se revoltar por não ganhar o campeonato da Catalunha. Se é que existe. Estou falando hipoteticamente. Só no Brasil deve ter (mais) esta “jabuticaba”.

    Mas na Libertadores está bem. Primeiro lugar no grupo. Se ganhar do Santa Fé literalmente dispara na classificação, ainda mais se o River Plate empatar com Emelec. Praticamente quase garantiríamos nossa tão abençoada e aguardada classificação na primeira fase. Algo que os deuses do futebol insistem em nos negar, insatisfeitos, talvez, pelo Flamengo priorizar o carioquinha concomitantemente a este torneio de fato relevante.

    Leia também no Pedrada Rubro-Negra: Flamengo 0 x 1 Botafogo. Adeus carioquinha 2018. Vá pela sombra > Por Flávio H. Souza

    Mas este ano não. Flamengo jogou com times mistos, usou o carioquinha para dar quilometragem ao elenco titular e na hora do vamos ver na Liberta, ao menos nos dois jogos, tinha um elenco pronto e mais descansado.

    Mas o Carpegiani, que fazia um belo trabalho, simplesmente desandou, talvez sucumbindo à panelagem que se auto-intitula “caldeirão” no Flamengo. Escalando Arão, bancando o Cuéllar, o Flamengo ficou pior. E juntando o trauma que a torcida carrega desde a eliminação precoce na Liberta em 2017, e de outros resultados ruins desde 2016, a paciência pequena, sumiu novamente. Foi junto para forca.

    Estamos então com mais um estagiário interino, o Barbieri. Bem, estagiário não. Trainee. Este ao menos já treinou equipes profissionais antes. Não com sucesso, diga-se. Mas o entendem como estudioso. Prontamente recebido pelo caldeirão, é o favorito da turma para ser o novo treinador. Assustados, talvez, pela possibilidade da vinda de um tipo como Cuca.

    Mudando o estilo de treinamento do Carpegiani para uso mais intenso de campo reduzido, e escutando mais as sugestões táticas dos membros da confraria Caldeirão, o bravo Barbieri rapidamente coloca a rainha de bateria do Caldeirão, o Arão, no time titular.

    Futebol é um mundinho à parte realmente. A pessoa entra numa redoma e não vê e nem escuta mais nada ao redor.

    Bem, claro que Éverton Ribeiro sai. Ficaremos sem chegada no meio. Até Arão despertar no jogo demora. Se despertar. Nosso meio de campo comprometido. Tabelas mais incisivas para frente podem desaparecer. Mas isto é mero detalhe. “O grupo precisa ser acolhido. Tão repudiado pela torcida”, podem pensar.

    Enfim, mas é o que temos. Não conheço um Flamengo sem problemas. Sempre existiram e existirão. Dificilmente teremos o time que queremos do elenco disponível. Cada um é um técnico. Como torcedores devemos apoiar o time em campo. Não adianta ficar xingando, jogando pedras, atuando como os torcedores do River Plate, Emelec e Santa Fé desejam. Please.

    Agora, que os jogadores aproveitem que querem efetivar Barbieri como novo técnico e ganhem tudo para justificar. E aí só o efetivem até ganhar no mínimo o Brasileiro. Deixe ele fazer a hora para isto acontecer. Mas, enquanto isto, que o Flamengo vá fazendo a hora e procure um técnico de fato à altura do clube. Rápido. O caldeirão não tem cacife para qualquer exigência.
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    Foto destacada no post e redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo
     

    Flávio H. de Souza escreve no Blog Pedrada Rubro-Negra. Siga-o no Twitter: @PedradaRN
     

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    O carnaval é a maior caricatura
    A crítica é livre
    Encontrar um rumo pro futebol profissional do Flamengo

  • O irmão de Zico, alvo milico

    Fernando, ex-jogador e irmão do Galinho, foi perseguido pelas ditaduras de Brasil e Portugal, o que o forçou a largar o futebol

    Esta reportagem foi publicada na edição #22 da Líbero, de outubro de 2017. O Futebol Café fez a tradução do texto para o português, compartilhado com o aval da revista espanhola, que gentilmente cedeu o conteúdo. Com a permissão de todos os envolvidos o Mundo Bola reproduz com gratidão e orgulho tão importante história de luta democrática.
     

    Por Bruno Rodrigues e Alexandre Guariglia

    Antunes Coimbra. Não fosse por Zico, Antunes e Edu, o sobrenome teria ganhado notoriedade com Fernando. Ou pelo menos deveria. Irmão do histórico ídolo do Flamengo oitentista, caçado de costume pelos rivais em campo, Nando sentiu na própria pele os anos de chumbo do regime militar brasileiro e suas mãos sobre o futebol do país. Até quando atravessou o Atlântico para jogar pelo Belenenses, de Portugal, a presença da ditadura parecia tão próxima que era como se a tivesse levado na bagagem.

    “Eu fui professor do Plano Nacional de Alfabetização e o primeiro ato da ‘maldita’ no Rio foi acabar com a PNA e nos considerar subversivos. Não dei muita importância, pois naquele momento já estava envolvido com o futebol. Após me tornar profissional, jogando no Espírito Santo por um time da capital que nem existe mais (o Santos FC), sofri a primeira perseguição quando o treinador foi substituído por um oficial do exército e este, na primeira semana, me afastou do elenco. Por certo pediu e recebeu informações do grupo ao SNI e assim ficou sabendo que fui do PNA. Eles eram muito organizados. O presidente do clube me desejou sucesso e não quis me dizer o real motivo da minha saída. Pediu que eu entendesse o momento que o país vivia. Aí entendi o recado na hora”, confessa Nando.

    Leia no Cultura RN: Planejamento para o Flamengo no Campeonato Brasileiro 2018 > Por Marcel Pereira

    Após a profissionalização pelo Santos do Espírito Santo, Nando jogou no América — clube em que seu irmão Edu é ídolo — e no Madureira, até que o Ceará se interessou por seu futebol e o contratou, em 1968, já com Costa e Silva no poder da nação. As boas atuações na equipe cearense chamaram a atenção dos portugueses do Belenenses e o jogador, ainda muito jovem, partiu para terras lusitanas tentar a sorte. Mas só tentou, pois a perseguição, somada às diversas ameaças, colocaram ponto final em sua breve carreira de jogador de futebol. O início de Zico no Flamengo também pesou para o retorno.


    Carteirinha de registro de atleta do América, de 1967 (Crédito: Fernando Antunes Coimbra)

     

    “Em um determinado dia lá em Portugal, no hotel que eu morava, recebi a visita de dois cretinos da PIDE (Polícia Internacional e de Defesa do Estado), que era a polícia política portuguesa, comandada pelo Salazar — de triste memória, aliás. Estavam bem informados a meu respeito. Tremi na base porque tinha apenas 22 anos e numa época que as comunicações praticamente só funcionavam através de cartas. O telefone era por cabo submarino e era difícil uma ligação pra minha casa. Me ameaçaram até com a ida para a guerra nas Áfricas Portuguesas por ser filho de português. Quem me salvou foi a esposa de um empresário do clube que tratava do meu contrato. Ela praticamente me colocou no avião. Saí fugido, cheguei no Rio e não contei a verdade. Disse apenas que não tinha gostado de Portugal. Precisava proteger meus irmãos, que faziam muito sucesso. Sabíamos que o Zico seria um dos melhores do mundo.”

    Na volta ao Brasil, Nando foi preso pelo DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) e encontrou na prisão da Rua Barão de Mesquita sua prima Cecília. Na época, Cecília Coimbra era militante do MR8 (Movimento Revolucionário 8 de Outubro) e, claro, foi considerada subversiva pelos militares, assim como seu marido, José Novaes. O casal ficou preso por cerca de três meses e, de acordo com Fernando, foi “barbaramente torturado”. Hoje, ela colabora com o grupo (que também já presidiu) Tortura Nunca Mais, que luta pelo resgate da memória do período da ditadura. Nando detalha o que viveu naqueles dias de cárcere.

    “No dia 30 de agosto de 1970, fui preso com quase todos que estavam na casa da mãe da Cecília. Ficamos num corredor cercado de celas que mais pareciam jaulas e numa delas estava o Novaes. Fui interrogado algumas vezes e sabiam tudo de mim, até de um táxi que tinha. Estudantes, professores e sindicalistas foram os escolhidos para eles justificarem a tomada do poder. Ridículo. Passei pelo menos 48 horas com a cara na parede e as mãos na cabeça. Quando o braço descia de cansaço os soldados vinham com a baioneta e nos cutucavam, para erguermos o braço de novo”, conta o ex-jogador.


    Reportagem sobre Nando publicada na Revista Líbero, em 2017. À esquerda, “Bola de Chumbo”, trabalho acadêmico de conclusão de curso da PUC-SP, de onde a entrevista de Nando foi extraída (Crédito: Bruno Rodrigues)

     

    Fernando notava uma certa curiosidade por parte dos militares sobre ele, muito provavelmente pelo fato de que seus irmãos Antunes e Edu eram famosos. Inclusive, sua mãe e os dois irmãos passaram quatro dias do lado de fora do quartel esperando por Fernando. “Quem passava por lá percebia que alguma coisa tinha acontecido com os Antunes”.

    Mesmo depois do episódio na prisão, Nando insistiu no futebol. Contudo, uma passagem apagada pelo Gil Vicente, de Portugal, fez com que ele desistisse da carreira futebolística. Na época, Zico dava seus primeiros passos como jogador no Flamengo e Edu era cotado para defender a Seleção Brasileira na Copa de 1970, no México. Segundo Nando, o que só não se concretizou em razão das diferenças ideológicas entre a família e os homens do poder.

    “O João Saldanha, uma vez perguntado por que não convocava o Edu, afirmou que havia restrições à família Antunes por parte da ditadura. O Edu, em 1969, foi o melhor jogador do Brasil e também o maior artilheiro brasileiro. Eles tinham prazer em prejudicar gratuitamente a qualquer um. Em 1964, o Brasil era pródigo nas artes, nos esportes, na música, na arquitetura e urbanismo, etc. Sobravam talentos e aí veio a escuridão. Com ela, a censura que começou a castrar de forma violenta o expansionismo destes talentos”, afirma.


    Tunico, Zico, Edu, Antunes e Nando: a família futeboleira Antunes Coimbra (Crédito: Fernando Antunes Coimbra)

     

    Nando lamentou também que poucos atletas profissionais tenham se posicionado contra o regime durante os anos em que vigorou a ditadura militar. Ele cita Reinaldo e a Democracia Corintiana em geral como pontos fora da curva no combate à repressão, e tem a explicação para a reação ter sido tardia. “Na minha época era impensável se posicionar, pois com o AI-5 (Ato Institucional número 5) tudo ficou perigoso. Quando o regime já estava desgastado e desmoralizado, aí sim foi possível”.

    Em 2003, Fernando Antunes Coimbra entrou com um processo na comissão de anistia do Ministério da Justiça. Sete anos depois, foi considerado pelo órgão um perseguido político dos ditadores se tornando, portanto, o primeiro jogador de futebol a ser anistiado na história do Brasil, o que quatro décadas depois de tortura, pressão psicológica e frustrações, foi motivo de orgulho não só para Nando, mas também para todos aqueles que carregam e carregarão o famoso sobrenome. O famoso Antunes Coimbra.
     

    Foto destacada no post e redes sociais: Fernando Antunes Coimbra, o Nando, marcado de perto no campo e também fora dele. Foto de quando atuou em Portugal, no Gil Vicente (Crédito: Bruna Rebouças Clara)

    Bruno Rodrigues é paulistano, jornalista formado pela PUC-SP. Repórter da Folha e editor do Futebol Café. Alexandre Guariglia é jornalista formado pela PUC-SP e responsável pelo Super-Raio X do Lance! desde 2012.
     

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  • Com gol no fim, Flamengo arranca empate contra o Vitória pela Copa do Brasil Sub-20


    Na tarde desta quarta-feira (11), o Flamengo conquistou um bom resultado ao arrancar um empate com o Vitória, no Barradão,  pela partida de ida das oitavas de final da Copa do Brasil Sub-20. Eron abriu o placar para o time da casa, enquanto Wendel decretou a igualdade já no segundo tempo.

    O placar de 1 a 1 mantêm ambas as equipes vivas por uma vaga na próxima fase. O vencedor deste confronto enfrentará quem passar de Corinthians x Sport. O primeiro duelo entre pernambucanos e paulistas também terminou empatado, mas sem gols.

    É importante ressaltar que gol fora de casa não é critério de desempate. O que vale são os pontos somados nos confrontos. Em caso de empate, o saldo de gols será analisado. Se a igualdade permanecer, haverá disputa de pênaltis. O jogo de volta está marcado para quinta-feira (19), às 15h, no Estádio da Gávea, no Rio de Janeiro (RJ).

    Os gols

    Depois de certo equilíbrio durante toda a primeira etapa, o Vitória conseguiu ir com vantagem para o intervalo. Aos 39 minutos, Flávio cruzou para Eron, que na pequena área, cabeçou para o fundo da rede, sem chances de defesa para Gabriel Batista.



    O clube baiano ainda poderia ter ampliado o marcador aos 12 minutos da segunda etapa, no entanto, Flávio desperdiçou a penalidade marcada a favor do Leão. Em busca do empate, o Flamengo cresceu na partida, mas também viu o adversário ameaçar através de contra-ataques. Aos 40 minutos da etapa complementar, Wendel, que havia entrado no lugar de Vitor Gabriel, decretou a igualdade. O atacante arrancou pelo meio-campo, passando com facilidade pela marcação e chutou no cantinho do goleiro Lucas.

    Flamengo: Gabriel Batista, Aderlan (Wesley), Dantas (Bernardo), Patrick Souza, Michael, Hugo Moura (Gabriel Kazu), Theo, Lucas Silva, Pepê (Yuri), Luiz Henrique (Bill) e Vitor Gabriel (Wendel). Treinador: Marcio Torres.

    Foto: Divulgação/ Flamengo 


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  • Duelo rubro-negro: Flamengo e Vitória iniciam disputa por vaga nas 4ªs da Copa do Brasil Sub-20


    Os Garotos do Ninho não tiveram muito tempo para lamentar a não classificação às semifinais da Taça Rio Sub-20. Após o empate em a 1 a 1 com o Boavista no último domingo (8), o Mais Querido passou a focar no próximo desafio pela Copa do Brasil Sub-20. Nesta quarta-feira (11), o Flamengo encara o Vitória, às 15h, no Barradão, em Salvador, pelo primeiro duelo das oitavas de final da competição. O jogo não terá transmissão pela tv ou internet.

    Nesta fase, os confrontos são de ida e volta. É importante ressaltar que gol fora de casa não é critério de desempate. O que vale são os pontos somados nos confrontos. Em caso de empate, o saldo de gols será analisado. Se a igualdade permanecer, haverá disputa de pênaltis. O jogo de volta está marcado para quinta-feira (19), às 15h, no Estádio da Gávea, no Rio de Janeiro (RJ).

    Finalista da temporada passada, o Mais Querido iniciou a Copa do Brasil em 2018 com uma importante vitória, por 2 a 0, sobre o Paysandu, em Belém. Com o resultado, eliminou a necessidade do jogo da volta. Na ocasião, Lucas Silva e Patrick marcaram os tentos rubro-negros.

    Já o Vitória, por sua vez, passou pelo Internacional. No jogo de ida, disputado em Salvador, venceu por 3 a 1, enquanto que na partida de volta acabou superado por 3 a 2, em Porto Alegre.  O vencedor de Flamengo x Vitória enfrentará quem avançar do confronto Sport x Corinthians.

    “Sabemos que será um jogo difícil, a equipe do Flamengo é a atual campeã da Copa São Paulo. É um grupo bem qualificado e teremos dificuldades. Porém, estaremos jogando em nosso estádio e estamos vindo de uma classificação diante de uma equipe muito importante no cenário de base, que é o Internacional, e isso nos dá confiança e muita motivação para fazer um grande jogo e ir em busca da vitória”, contou João Burse, técnico do Vitória.

    Foto: Gilvan de Souza/ Flamengo


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  • Perfil, contexto e resultado: Os doze – Parte 1

    Perfil, contexto e resultados: no Alfarrábios desta semana, Adriano Melo relembra e analisa a passagem dos 12 treinadores da Era EBM

     

    1 – DORIVAL JÚNIOR (Janeiro 2013 – Março 2013)

    PERFIL

    Continuidade (já conhece o plantel), bom posicionamento de mercado, capacidade de lidar com elencos limitados, disposição para utilizar a base.

    CONTEXTO

    Início de nova administração, que se propõe a um trabalho de ruptura e revolução administrativa. Os mais caros jogadores da equipe (Vagner Love e Liedson) são devolvidos. Os reforços, baratos e, em quase sua totalidade, apostas. Horizonte é montar um time modesto e competitivo para conquistar Estadual e se manter na Série A do Brasileiro.

    RESULTADOS

    Bom início na Taça Guanabara (7 vitórias em 8 jogos). Time veloz, de contragolpe, mesclando juventude e experiência. Mas a falta de acordo na revisão do contrato (que previa gordo reajuste caso renovado) precipita sua saída, após duas derrotas seguidas.

    No blog: A coragem do Flamengo durou menos de 24 horas

    2 – JORGINHO (Março 2013 – Junho 2013)

    PERFIL

    Jovem, bons trabalhos recentes (Figueirense, Seleção Brasileira), conhecimento da cultura do clube (onde foi vitorioso como jogador), enérgico, capaz de trabalhar com divisões de base e apostas.

    CONTEXTO

    Há uma base deixada por Dorival. A mescla de jovens e medalhões dá certo resultado, mas os reforços ainda não engrenam. A equipe ainda apresenta sérias limitações e precisa contratar.

    RESULTADOS

    Demora a engrenar, perda de pontos contra pequenos que custam a eliminação do Estadual, dificuldade de relacionamento com alguns medalhões (Alex Silva, Renato Abreu, Renato Santos). Jogo de contragolpe, mas executado de forma pobre. Equipe com baixo poderio ofensivo e defesa lenta. Início desastroso no Brasileiro (duas derrotas e dois empates), além de rumores de focos de indisciplina no elenco selam a sua demissão.

    3 – MANO MENEZES (Junho 2013 – Setembro 2013)

    PERFIL

    Ascensão na carreira (ótimos trabalhos em Grêmio e Corinthians) interrompida por uma passagem apagada pela Seleção Brasileira. Identificado como um nome de peso, capaz de estancar os problemas de indisciplina atribuídos à inexperiência do antecessor. Não é conhecido por usar a base. Aceita um salário moderado, com multa baixa, mas exige que o elenco seja qualificado.

    CONTEXTO

    O péssimo início no Brasileiro traz à tona o fantasma do rebaixamento. O Flamengo segue vivo na Copa do Brasil, mas a eliminação é considerada questão de tempo. Lideranças do elenco (Ibson e Renato Abreu) são afastadas. Há indícios de racha e jogadores insatisfeitos. Alguns reforços começam a render.

    RESULTADOS

    Time excessivamente instável, irregular, sem jamais encontrar uma escalação-base. O Flamengo sai da Zona de Rebaixamento, mas se mantém a uma distância perigosamente pequena. Na Copa do Brasil o time segue avançando, com o ápice na heroica vitória que elimina o favorito Cruzeiro. Elias assume o protagonismo da equipe. Mas após uma contundente derrota para o Atlético-PR no Maracanã, Mano Menezes pede demissão de forma inexplicável.

    4 – JAYME DE ALMEIDA (Setembro 2013 – Maio 2014)

    PERFIL

    Boleiro, “Old School”, auxiliar com anos de casa, ex-jogador (revelado com Zico, Rondinelli e Cantarele), bom de conversa, aglutinador, capaz de mobilizar as lideranças do elenco e fazer o time “correr pelo treinador”. Conhece a base.

    CONTEXTO

    Com a severa crise decorrente da saída de Mano, a ameaça do rebaixamento se torna mais real. O elenco está desmotivado e atônito com a debandada de seu comandante. Em poucos dias, o Flamengo enfrentará o Botafogo (que vive bom momento) pela Copa do Brasil. A Diretoria tenta Abel Braga, mas este recusa assumir um trabalho no meio do ano. Elias, Leonardo Moura e André Santos despontam como as principais lideranças do elenco.

    RESULTADOS

    Jayme rapidamente encontra um time-base. Elenco é mobilizado e, jogando no limite, consegue ser intenso e vistoso. Escapa com folga do rebaixamento (apesar do extracampo) e, de forma espetacular, conquista a Copa do Brasil. O título muda os planos da Diretoria (que desejava trazer um treinador renomado para 2014) e Jayme é mantido. Mas, apesar dos numerosos reforços, a perda de Elias é muito sentida. Jayme não consegue lidar com o novo plantel e com o relaxamento natural do elenco após o título nacional. Também não concilia adequadamente as disputas do Estadual e da Libertadores (perde alguns jogadores importantes por lesão). A precoce eliminação do torneio continental sela seu destino. Jayme ganha certa sobrevida com o título estadual, mas o fraco início no Brasileiro define o seu fim de linha.

    5 – NEY FRANCO (Maio 2014 – Julho 2014)

    PERFIL

    Bom momento na carreira (vitorioso no São Paulo, elogiado no Vitória), capacidade de trabalhar com apostas e jovens, bom relacionamento interpessoal, aglutinador. Conhece o Flamengo, onde conquistou títulos. Dificuldades para lidar com problemas disciplinares.

    CONTEXTO

    Elenco desmotivado com a eliminação da Libertadores, alguns jogadores incomodados com a reserva, focos de divisão no elenco começando a se formar. Início ruim no Brasileiro volta a assombrar. Perspectiva de parada na Copa do Mundo para preparação mais adequada.

    RESULTADOS

    Em decisão notavelmente controversa, o elenco ganha férias durante parte da Copa. A contratação de Ney Franco se revela um grave erro de avaliação, pois o treinador jamais consegue se impor a um grupo coalhado de lideranças divergentes entre si. Sem jamais definir uma filosofia clara de trabalho, Ney afunda com os resultados e é demitido após apenas sete jogos à frente da equipe. No cartel, três empates, quatro derrotas e nem uma mísera vitória.

    6 – VANDERLEI LUXEMBURGO (Julho 2014 – Maio 2015)

    Luxemburgo conversa durante o treino.

    PERFIL

    Medalhão decadente, com os tempos de protagonismo já se esvaindo num passado cada vez mais distante. Retrospecto recente de trabalhos ruins (Atlético-MG, Fluminense), com a irônica exceção de uma passagem razoável pelo próprio Flamengo em 2010-12. De personalidade forte, vaidoso, faz-se respeitar pela biografia.

    CONTEXTO

    Elenco rebelado contra a Diretoria (jogadores ainda não digeriram o “esporro vazado” do Executivo Felipe Ximenes após uma derrota para o Cruzeiro). Os focos de racha se acentuam. O Flamengo, na lanterna do Brasileiro, parece sem forças para reagir contra o Rebaixamento. A Diretoria, impotente, traz mais reforços.

    RESULTADOS

    Carregar um saco de cimento nas costas é o lema. Enérgico, motivado e disposto a recuperar sua reputação, Luxemburgo constrói um Flamengo competitivo ao extremo e capaz de ombrear contra qualquer equipe do país. Consegue extrair ótimo desempenho dos reforços, engata uma sequência de cinco vitórias seguidas e escapa do Rebaixamento de forma até mais tranquila que no ano anterior. No entanto, uma derrota traumática nas Semifinais da Copa do Brasil soterra o prestígio de Luxemburgo, que jamais se recupera do revés. Seu contrato é renovado (numa decisão que não é unânime na Diretoria), mas Luxemburgo não consegue reeditar o êxito dos primeiros meses. Seu time é confuso e pouco objetivo. Chegam reforços, mas dessa vez o encaixe não é imediato. O treinador começa a irritar a Diretoria pela forma como elogia outros clubes (chegando a se dispor a ouvir propostas de Internacional e São Paulo) e pela tendência ao distanciamento das atividades de campo. O controverso Jayme de Almeida volta ao clube a seu pedido. O Flamengo é eliminado do Estadual e começa, mais uma vez, muito mal o Brasileiro. E Luxemburgo é demitido.
     

    (SEMANA QUE VEM – PARTE 2)
     

    Imagens usadas no post e redes sociais: Divulgação / Flamengo
     


    Adriano Melo escreve seus Alfarrábios todas as quartas-feiras aqui no Mundo Bola e também no Buteco do Flamengo. Siga-o no Twitter: @Adrianomelo72
     

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  • Barbieri, Berizzo, Cuca e Bauza: o compasso de espera vivido pelo Flamengo

    Diante do mercado complicado e percebendo a dificuldade da diretoria em definir um rumo para o futebol rubro-negro, os jogadores resolveram mostrar que querem fazer parte objetivamente da tomada de decisão em relação à escolha do novo treinador do time profissional. Segundo o jornalista Mauro Cezar Pereira publicou em seu blog, oito líderes do elenco se reuniram no último domingo na casa de um deles e bateram o martelo: querem que o atual interino, Maurício Barbieri, seja efetivado.

    “O que se diz é que o interino vem da mesma escola de Zé Ricardo, com trabalhos melhores e orientações mais objetivas nos treinos. Havia um grande desgaste com Paulo César Carpegiani, visto como repetitivo nas atividades e com algumas manias. Além disso, dizem que o treinador costumava ignorar parte do que conversavam com ele sobre orientação tática, marcação, pressão, alerta pra algum buraco etc”, escreve Mauro, explicando o que os jogadores pensam a respeito de Barbieri e Carpegiani.

    Fato é que, depois da negativa de Renato Portaluppi na coletiva da final do Gauchão, o treinador que era visto como principal sonho de consumo, o Flamengo pode ainda contar com uma segunda opção: Eduardo Berizzo. Mas por pouco tempo.

    O argentino, que tem passagem pelo Celta de Vigo e pelo Sevilla, viu com bons olhos a possibilidade de comandar o Flamengo quando sondado por seus agentes, que então tentaram intermediar o negócio, que foi bem recebido por alguns dirigentes que acompanham o futebol internacional. Berizzo vem da chamada escola bielsista e poderia implementar conceitos e treinamentos avançados.

    O presidente Bandeira de Mello está com grande parte do elenco que pede a efetivação do interino Barbieri. Como de costume, o dirigente assume o papel de defensor dos jogadores. Agora que não acumula mais o cargo de vice-presidente de Futebol, estar ao lado do grupo é uma forma de tentar dar as cartas no Ninho. Ricardo Lomba parece propenso a aceitar a vontade do plantel e do presidente. Um recuo estratégico para não “perder o grupo” ainda mais, após ter declarado que o time correu menos do que o Botafogo, segundo uma fonte escutada pela reportagem.

    É a importante sequência de três jogos que definirá o futuro da Comissão Técnica do Mais Querido. Caso o clube passe ileso, ou ao menos com ferimentos leves, na largado do Brasileiro, diante de Vitória e América-MG e, principalmente, vença o Santa Fé dia 18 no Engenhão, pela Libertadores da América, tudo fica a favor de Barbieri.

    Enquanto o Fla vive de expectativa, pode ver o Athletic Club Bilbao carregar Eduardo Berizzo. O clube basco não só tem interesse, como já fez proposta ao treinador argentino para substituir Ángel Zinganda. A temporada atual praticamente acabou para os Leones, e o clube tem interesse visando o início da próxima.

    Berizzo acabou de se recuperar de um câncer de próstata, no final do ano passado, e sua família pede que comande um clube na América do Sul. Toto, como é conhecido em seu país natal, está na Europa desde que assumiu o Celta em 2014. Mesmo que esteja bem de saúde, a vontade familiar de tê-lo mais próximo conta bastante na balança do ídolo do Newell’s Old Boys e o faz ficar em compasso de espera em relação ao Flamengo. No entanto, o Colo-Colo pode inesperadamente vir a ser seu novo destino. O clube mais popular do Chile entrou em contato. Caso o interesse se transforme em proposta oficial, é bastante provável que Berizzo aceite.

    E o Cuca?

    O Mundo Bola teve acesso a informação de que o treinador campeão da Libertadores 2013 pelo Atlético Mineiro realmente não vai assumir nenhum compromisso até o término da Copa do Mundo da Rússia. Como, inclusive, reiterada vezes afirmou. Dessa vez a notícia de que o treinador estava fechado com o Mengão veio do jornalista do Esporte Interativo, André Henning. Segundo o Mundo Bola apurou, não há nenhum acerto.

    https://twitter.com/AndreHenning/status/983859463978397696

    Edgardo “El Paton” Bauza na mira?

    “Não fui contatado oficialmente, mas claro que seria uma excelente possibilidade trabalhar em uma grande equipe”, foi a resposta do treinador argentino ao jornalista Marcos Paulo Lima. O nome do técnico era constantemente lembrado por torcedores do Flamengo nas redes sociais, até mesmo como um contraponto ao nome de Berizzo. Como já trabalhou em 2016 no São Paulo, onde conseguiu chegar às semifinais da Libertadores daquele ano, não precisaria se adaptação ao futebol brasileiro, problema recorrentemente levantado quando o nome de um estrangeiro sem passagem pelo país é especulado, como é o caso de Berizzo. O presidente Bandeira de Mello, ao mesmo repórter, não quis se pronunciar acerca dos dois argentinos no clube.

     

    Com o apoio De Erick Viana
     

    Imagem destacada no post e redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo

     


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  • Treino integral e novo uniforme

    Em dia de apresentação do novo uniforme, elenco treina em período integral

    O Flamengo e a Adidas apresentaram nesta terça-feira o novo uniforme para a temporada 2018-2019. A camisa já circulava entre torcedores na internet a alguns dias e hoje confirmou-se que o modelo é mesmo o vazado nas redes sociais. A camisa conta com mais faixas vermelha e pretas, abandonando o uniforme de apenas uma faixa preta grande, que fazia alusão aos anos 80, e voltando ao que vinha sendo o estilo mais recente.

    O clube apresentou também os novos escudos, do Remo e do Futebol. Dirigentes já divulgavam no ano passado que haveria alteração no escudo, alegando que o mesmo possuía pequenas imperfeições. Em resumo, o novo visual do Fla conta com tradição e modernidade andando lado a lado. O clube postou as novidades vestidas em Diego, Henrique Dourado e Willian Arão, com os dizeres: “Vermelho, preto, raça e a maior escalação do mundo.” O novo manto será lançado nas lojas oficiais dia 12, nesta quinta-feira.

    Flamengo treina em período integral e Barbieri faz testes no time

    Em dia de muitas novidades, o técnico Maurício Barbieri também tentou inovar. O treinador testou Vinícius Jr e Everton Ribeiro no time titular. As atividades no Ninho do Urubu começaram às 9h sendo aberto a imprensa. Em suma, os atletas praticaram atividades técnica e de tática.

    O elenco pegou mais pesado à tarde, por volta das 15h. Sem a presença da imprensa, os jogadores começaram na academia, onde praticaram exercícios de força. O treinamento teve fim no campo 4, com atividades com bola, focando mais uma vez na parte tática, com a participação dos Garotos do Ninho, do sub-20.

    Flamengo segue sem treinador e Barbieri se vê mais perto de seu sonho

    Após a negativa de Renato Gaúcho na coletiva depois do título estadual, onde o comandante tricolor agradece o convite mas assegura que não sai, Maurício Barbieri se vê mais perto do sonho de ser efetivado no clube. Com o leque de opções se fechando, pouco tempo, e os recorrentes elogios de diversos jogadores Rubro-Negros às ideias novas do interino, é possível que este acabe ficando na sua atual função. A diretoria segue estudando nomes, mas, na base do “vai ficando,” como já aconteceu em outras oportunidades, mesmo com a rejeição da Nação o técnico pode ser efetivado.
     

    Imagem destacada no post e redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo

     


     


  • Venceremos o Brasileiro

    Saudações, Rubro-Negros!

     
    Não, você não leu errado; tampouco estou eu ficando louco. O Flamengo será o campeão brasileiro de 2018.

    E o que me faz ter toda essa certeza? Bom, em primeiro lugar, o fato de estar meio alcoolizado. Hoje é domingo, o dia esteve lindo, mas passei o tempo quase todo em casa, pois precisava cumprir com certos compromissos profissionais. Nada que me obrigasse a ficar sóbrio; aliás, diria até que o mais recomendável é que não ficasse, portanto tratei de abastecer bem a geladeira com cervejas, e agora há pouco pus uma garrafa de vinho para gelar.

    É isso mesmo, confrades. Escrevo estas linhas inebriado, mais para lá do que para cá, chamando urubu de meu louro, na capa do Batman, virado no Saci, pois só assim para manter as faculdades mentais em ordem e não surtar diante da TV enquanto acompanho as finais dos estaduais Brasil afora. Logo eu, que sequer gosto desses campeonatos e já cansei de defender a imediata remoção de sua existência da face da Terra. Não ter o Flamengo como protagonista maior dessa festa das minorias é revoltante. Sei que já ficamos de fora de tantas outras, só que não é todo dia que isso acontece quando somos cinco milhões e meio de vezes mais favoritos do que todos os demais competidores juntos.

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    https://youtu.be/DbiJEH3dwPI

    Às favas com a humildade, a mentira em que os medíocres mais precisam acreditar. Em condições normais, o Flamengo já é superlativo; em momentos como esse, em que temos superioridade econômica e estrutural inquestionável em relação a todos os nossos rivais locais, nem se fala. Era obrigação vencermos esse Carioca. O B R I G A Ç Ã O!

    Lombadas à parte, já estourou o prazo para o Flamengo assumir de forma contundente seu papel de dominante no cenário continental e nacional. No âmbito regional, vencer o Carioquinha não deve sequer ser uma opção. Temos que ganhar mesmo que mandemos a campo nosso sub-17; mais do que isso, é para ser campeão invicto todos os anos.

    Desta feita, não posso admitir nenhuma outra hipótese que não seja o triunfo no Brasileiro, cuja caminhada se inicia no próximo sábado. Sei que ainda temos Copa do Brasil e Libertadores para disputar, mas preciso respeitar minhas neuroses etílicas e bater na tecla de que iremos vencer o Brasileiro; se algo mais além dele vier, é lucro… e será muito bem-vindo.

    Passou da hora de pararmos de dar tanta atenção a aspectos técnicos, administrativos, burocráticos e sermos mais Flamengo. E só a torcida pode fazer isso. Sem violência e sem brutalidade. Via de regra, quando as coisas em cima não estão funcionando bem, abaixo delas a tendência é que também não funcionem. Há as exceções, entretanto. E ser uma exceção também está na essência e no DNA rubro-negros. Somos maioria justamente por nos distinguirmos tanto dos demais. Portanto não estou aqui a defender à volta ao caos, e sobre isso já falei em outras oportunidades. Significa, sim, colocar dentro do campo a grandeza, a força, a identidade e o caráter de ser Flamengo. Se diretoria, comissão técnica, jogadores e o papa se esqueceram disso, então somos nós quem devemos lembra-los. Está na hora de outra vez a Nação carregar o Flamengo. E não é preciso estar bêbado para chegar a essa conclusão.

    SRN
     

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    Fabiano Torres, o Tatu, é nascido e criado em Paracambi, onde deu os primeiros passos rumo ao rubronegrismo que o acompanha desde então. É professor de idiomas há mais de 25 anos e já esteve à frente de vários projetos de futebol na Internet, TV e rádio, como a série de documentários Energia das Torcidas, de 2010, o Canal dos Fominhas e o programa Torcedor Esporte Clube, na Rádio UOL. Também escreve no blog Happy Hour da Depressão.

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