Autor: diogo.almeida1979

  • Após vencer Palmeiras, Corinthians ultrapassa Flamengo e reassume primeiro posto nas redes sociais

    O desastre no futebol começa, como previsto, a afetar o sucesso de outras áreas do Flamengo. Após se tornar o clube mais popular nas redes sociais em setembro do ano passado, os seguidos insucessos dentro de campo afetaram diretamente o desempenho na internet.

    Leia também: Cada vez mais próxima do topo: o crescimento da Fla TV em 2018

    Depois do título de campeão paulista conquistado neste último domingo (8/04) após vencer o Palmeiras em pleno estádio Allianz Parque, o Corinthians obteve um salto de seguidores no Facebook, enquanto o Flamengo perdeu muitos curtidores durante o mês de fevereiro na mesma plataforma. No momento em que essa matéria estava sendo feita o Corinthians contava com 20.232.793 contra 20.201.669 seguidores no somatório de todas as principais redes sociais (Facebook, Instagram, Twitter, Youtube).

    Fonte: Wedson Barreto / Blog Flamengo SA

    O blog Flamengo S/A publica em breve uma análise mais detalhada dos números do Flamengo nas redes sociais.
     

    Foto destacada no post e redes sociais: Daniel Augusto Jr./Agência Corinthians
     


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  • O sucesso nos tempos de baixo astral

    E saiu o Balanço Patrimonial do Flamengo. Como faz tempo que a torcida do Flamengo não comemora um título de verdade, tinha quem dissesse que essa divulgação acontecia sempre no momento exato de desviar a atenção dos resultados tímidos do futebol. Isso não é bem verdade – há um prazo específico para que essa publicação aconteça, último dia útil de abril, por força de lei.

    Dessa vez, é verdade, saiu um pouco mais cedo. Só que veio em uma época em que a torcida está beirando a depressão. E aquilo que era para ser boa notícia ou celebrado serviu para trazer mais desgosto – ou até raiva. Afinal, como é que o Flamengo consegue gastar tanto dinheiro e não trazer nada de relevante?

    No blog: 2018, o ano da virada

    Uns 6 anos atrás eu li e adorei “A Bola Não Entra Por Acaso”. Desde então aqueles conceitos se tornaram um mantra para mim e, suspeito, para a forma de gerir o clube. A ideia central do livro é simples: os ganhos esportivos são consequência direta do modelo de gestão, baseado em profissionalismo, eficiência e bons princípios de governança, exatamente como no mundo corporativo.

    O Flamengo de 2017 põe à prova esse axioma: por mais que você faça tudo certo, a bola parece teimar em não entrar. Em 2017 o Flamengo teve a lesão do Diego no 2º jogo em casa da Libertadores, foi eliminado do torneio onde de 9 combinações possíveis de resultados das duas partidas 8 serviam (e com o requinte de que faltando menos de 5 minutos para os jogos acabarem as 2 partidas tinham resultados favoráveis), teve 2 goleiros lesionados em momentos decisivos, o jogador mais caro do elenco caiu no antidoping, perdeu 1 decisão na disputa de pênalti e outra decisão em um pênalti mal marcado. É muita coisa para dar errado em 1 ano só.

    O assunto desse artigo, entretanto, não é futebol. É dinheiro. Sim, dinheiro. Eu fiquei um pouco estigmatizado por falar tanto de dinheiro, parece que eu não ligo para futebol, mas não tem problema. Eu virei aquele paizão chato, que se preocupa com as contas do mês e com a luz acesa. Porque, amigos, acreditem em mim: se com dinheiro já não tá bom, sem ele, não tenham a menor dúvida, estaria muito pior.

    O Flamengo, imagino que vocês já possam ter lido isso em algum lugar, faturou em 2017 a incrível soma de R$ 648 milhões. Deixa eu colocar isso em perspectiva para vocês. O Grêmio, campeão da Libertadores, faturou R$ 341 milhões – quase a metade. O Palmeiras, rico como ele só, com Crefisa, Allianz Parque e que tais, ficou abaixo de R$ 500 milhões. O Fluminense, que ria da gente até bem pouco tempo atrás, não deve ter chegado aos R$ 250 milhões. O Vasco deve estar por aí também.

    Arredondando, o superávit do exercício (não custa nada lembrar, superávit é o resultado das Receitas menos Despesas) foi de espantosos R$ 160 milhões. Só o lucro do Flamengo já é praticamente do tamanho do Botafogo.

    Se serve de consolo, não foi por falta de dinheiro que os resultados não vieram – sovinice passou longe da Gávea ano passado. Os gastos totais do Departamento de Futebol (incluindo divisões de base) foram de R$ 351 milhões, entre salários, direitos de imagem, serviços de terceiros, contratações, comissões de agentes, transportes, aluguel de estádios, enfim, tudo junto e misturado.

    Permitam-me repetir esse número: 351 FUCKING MILLIONS gastos em 2017 com o Departamento de Futebol, o que dá uma média mensal, me faz até mal fazer essa conta, de quase R$ 30 milhões. Dito de outra forma, o futebol do Flamengo consumiu quase R$ 1 milhão por dia em 2017, vejam vocês.

    Se interessa saber, o investimento em direitos econômicos de atletas foi forte: R$ 64,8 milhões, para ser mais direto. Foram R$ 31,7 milhões no Everton Ribeiro, R$ 13,8 milhões no Berrio, R$ 6,8 milhões no Rodolpho, R$ 4 milhões no Renê…

    O lado bom dessa análise é que essa graninha era toda do Flamengo! O clube não gastou o que não tinha. Pelo contrário, nos anos recentes passou anos de privação, investindo em Val Pedreiro ou Feijão e juntando um dinheirinho para que em algum momento tivesse pujança financeira. E quando o dinheiro veio trouxe o Geuvânio. E o Rômulo.

    Há várias boas notícias financeiras, sejamos justos. No início da gestão Bandeira de Mello alguns de seus opositores diziam que o Flamengo estaria trocando “dívida pública” por “dívida privada” (na verdade, credores públicos por credores privados), ao tomar empréstimos em bancos ao invés de deixar de pagar impostos. Em 2017 a dívida do Flamengo com instituições financeiras se tornou irrisória: R$ 45 milhões (menos de 7% da receita), sendo que toda ela vincenda em 2018, nada no mandato do próximo presidente.

    A dívida com impostos, outra dor de cabeça insistente de tempos atrás, está inteiramente equacionada, graças aos efeitos do Profut. Para 2018 a previsão é de um pagamento de cerca de R$ 22 milhões de impostos do passado. Isso o Flamengo paga com um pé nas costas e sem dor.

    Ainda tem, claro, alguns esqueletos a lidar. Por exemplo, Marcelo Cirino. Escrevi em um artigo anterior que quando dezembro chegasse a gente ia ter que falar sobre ele. Ainda não está bem claro quanto o Flamengo vai ter que pagar no final das contas. Mas já aparece uma perda de quase R$ 12 milhões pelo não exercício do direito de compra. E há outras chateações, como cobranças de tributos que o clube não reconhece dever – e aparentemente vem sendo bem-sucedido em sua defesa judicial.

    O Flamengo finalmente saiu do chamado Ato Trabalhista (o mecanismo de execução de ações trabalhistas que penhorava um percentual de algumas receitas). Saiu, é bom que se diga, pela porta da frente: pagando suas dívidas a ponto dessa modalidade de execução não ser mais necessária.

    Bom, o mandato do Presidente Bandeira de Mello chega ao seu último ano. Volta e meia alguém me pergunta por que raios eu ainda insisto em defendê-lo. E para mim a resposta é muito tranquila….no modelo de gestão que eu acredito, o papel de um presidente está longe de comandar o vestiário, dar soco na mesa, ir para a TV falar mal de árbitros, contratar jogadores ou fazer coisas assemelhadas.

    O que um presidente realmente deve fazer é capacitar o clube de recursos materiais e financeiros para que o departamento de futebol possa se apresentar nas competições da melhor forma possível. Se a medida da régua for só essa, a gestão do Flamengo é absolutamente revolucionária: pegou um clube absolutamente desacreditado e à beira do abismo para transformá-lo em uma potência.

    O que é inexplicável – ou melhor, inaceitável – é que tanto esforço para dar ao Departamento de Futebol as condições materiais que por tantos anos escassearam tenha resultado em quase nada, porque o Flamengo queimou dinheiro como um novo rico em um cassino.

    Por que o Flamengo falhou? Amigos, se eu soubesse essa resposta, eu mandava o meu currículo para a Gávea e ficava no lugar do Rodrigo Caetano ou do Fred Luz. Tenho cá as minhas suspeitas – e elas vão no sentido de que o Flamengo dá ouvidos demais a quem não devia – mas isso é tema para outro artigo, ou melhor, para outras pessoas.

    Eu só sei que é frustrante ver tanto sucesso financeiro de mãos dadas com resultados esportivos modestíssimos. Ao mesmo tempo, é hora de pensar o futuro: o Flamengo melhorou muito, mas ainda não está nadando em dinheiro, principalmente em um segmento onde as cifras sempre assustam. Daí porque o risco de dobrar a aposta em 2019 é o que mais me apavora, dependendo das escolhas que viermos a fazer.

    De resto, termino como comecei: temos sucesso, mas estamos todos tristes. No fundo, eram nossas avós que estavam certas, ao menos no que se refere ao Flamengo. Em 2017 demonstramos uma evidência irrefutável de que, de fato, dinheiro não traz felicidade. E nem manda buscar no exterior.

     
    Imagem destacada no post e redes sociais: Divulgação

     

    Walter Monteiro é advogado com MBA em Administração. Membro das Comissões de Finanças do Conselho Deliberativo e do Conselho de Administração do Clube de Regatas do Flamengo. Escreve sobre o Flamengo desde 2009, em diferentes espaços.
     


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  • Peraltadas #38 – A justificativa do fracasso é a pedra fundamental dos incompetentes

    Temos vagas

    Rueda saiu às vésperas da pré-temporada. Renato demorou 10 dias para negar o convite. Os dois, aparentemente, não agiram da forma mais exemplar possível, mas surpresas não deveriam ser tão surpreendentes quando são mais frutos da incompetência do que propriamente do acaso. Não há mágica, mas trabalho e planejamento. O departamento de futebol nunca teve ideias claras para a pasta. E “quem não leva a sério a preparação de algo, está se preparando para o fracasso”. Que venha 2019!

    Tradição

    João Carlos, Ney Franco, Joel Santana (2x), Andrade, Rogério Lourenço, Jayme, Zé Ricardo e Carpegiani. Esses foram os treinadores do Flamengo nas campanhas da Libertadores neste milênio. Barbieri, com ótimas referências para ser auxiliar e nenhuma para ser treinador, deve ser o próximo da lista. Mas vai dar tudo certo! Winston Churchill dizia que o sucesso é ir de fracasso em fracasso sem perder entusiasmo, então vamos nos animar que 2040 é logo ali.

    No blog: Peraltadas #37 – Conclusões do tsunami

    Mais uma…

    Thiago Alves, do Boavista, pode ser contratado para ser o novo gerente de futebol. Nunca vi mais gordo, pode ser excelente profissional, mas o simples fato de ter sido indicado por Rodrigo Caetano deveria descredenciá-lo ao cargo. Nosso ex-diretor foi uma desgraça na vida do Flamengo. Um Márcio Araújo de camisa social. Tudo que fez deve ser desfeito, tudo que indicou deve ser ‘desindicado’. Seu nome só não deve ser apagado da história do clube para que os erros cometidos por ele não sejam repetidos.

    Mexendo no vespeiro

    É impopular e vai contra o posicionamento editorial do Mundo Bola, mas achei correta a precificação do jogo contra o Santa Fé. A demanda reprimida por Flamengo na Libertadores fará com que nenhum ingresso seja vendido pelo preço cheio. O valor está até baixo, caro é pagar R$ 2,50 em jogo contra o Macaé em Volta Redonda. Dentro de uma relação de oferta e demanda, deve-se buscar o maior preço possível. Registre-se que, em 2018, o Palmeiras é o líder em público médio, taxa de ocupação, receita bruta e ticket médio e, até agora, arrecadou R$ 18M a mais que nós em bilheteria.

    Ah, Suzana!

    Hoje a gente imagina o quanto que a questão familiar deve ter pesado na decisão de permanecer na Europa, mas, após a atuação de sábado, deu até uma certa dor no coração ao imaginar que o Julio Cesar poderia estar aqui desde 2014.

    Gente grande

    Presto aqui minhas homenagens ao Clube Atlético Paranaense, grande vencedor do primeiro trimestre de 2018. O clube ignorou seu estadual e nem os direitos de TV vendeu. Inscreveu um elenco inteiro alternativo (incluindo comissão técnica), dando minutos aos jovens e aos pouco aproveitados por Fernando Diniz. Enquanto isso, o grupo principal, poupado e preparado para a parte da temporada que importa, deu conta do recado e segue vivo na Copa do Brasil. O CAP deu aula e mostrou como um clube grande deve encarar seu rural. Ah, o Atlético-PR ainda foi campeão paranaense ontem, mas acho que isso é o de menos.

    Até mais

    Por questões pessoais, me vejo obrigado a abandonar essa ou qualquer outra coluna periódica no Mundo Bola. Agradeço aos 4 leitores fiéis pela consideração e ao Mundo Bola pelo espaço para escrever tanta bosta. Um abraço!
     

    Imagem destacada Gilvan de Souza / Flamengo
     

    José Peralta não é apenas mais um rostinho bonito cornetando o time. Toda segunda-feira suas peraltadas estão aqui no Blog CRFlamenguismo.
     


     


  • Kotter ensina Liderança para os dirigentes amadores do Flamengo

    “Mudança é o processo pelo qual o futuro invade nossas vidas”

    (Alvin Toffler, escritor americano, autor de “A terceira onda”)

    Caros confrades flamengos

    Prefiro não especular se alguém sentiu efetivamente a minha falta neste domingo de Páscoa, quando não publiquei a minha coluna Ethos Flamengo – seguramente, ao fim de uma análise rigorosa, evidentemente constataria o óbvio: ninguém nem reparou que a coluna não saiu. Não por uma suposta e não confirmada irrelevância deste Mundo Rubro-Negro, mas evidentemente pela minha própria irrelevância. Mas esta não me impede de continuar tentando levar ao povo escolhido de Zico a palavra do Evangelho Flamengo, este que lemos todos os dias nos rostos e almas de quarenta milhões de brasileiros.

    Tive um pequeno mal-estar no domingo, quando iria escrever, atrasada, a coluna, e por conta disso fui internado para umas checagens. Passadas as cansativas horas de internação, me dediquei a analisar as movimentações na Gávea pós-hecatombe do dia 29 de março, quando a cúpula (ou parte dela) do nosso futebol foi expulsa praticamente a pontapés. A partir daí, como não pode deixar de ser – assim é o Flamengo – nossa vida como rubro-negros se transforma num navegar cheio de solavancos e marés contrárias. São especulações e discussões da hora de acordar até a hora de dormir, e vários nomes que se repetem: Cuca, Renato Gaúcho, Vanderlei Luxemburgo (sim, li isso) e aquele nome que sempre aparece: “o-cara-que-fez-um-bom-trabalho-na-base-ou-como-auxiliar”. Nem me refiro ao Noval, uma escolha que me deixou otimista. Mas ao Barbieri, técnico que me parece promissor mas que talvez não seja o general ideal para o momento de turbulência que atravessamos (iria falar “almirante”, mas não cabe na mitologia flamenga, evidentemente).

    A Mudança é inevitável, ocorre o tempo todo, gradualmente, e também de forma impactante e avassaladora, por momentos curtos e intensos. Cabe ao gestor conduzir mudanças – no meio termo: intensa, por um período médio em que as coisas se adaptem e sempre preparando para processos contínuos. Assim deve ser o nosso Flamengo – que, evidentemente, está neste processo contínuo desde que a gestão azul começou.

    Claro que a torcida, os flamengos, estão em fúria. E têm toda a razão. A paciência se esgotou, temos resultados pífios obtidos por ídolos de pés de barro e times que não se encontram. A medida dura e impactante do 29 de março é, inequivocamente, reflexo também dessa insatisfação. Ora, é tão-somente por causa da torcida, dos sócios, dos devotos flamengos, que uma decisão dessas, dura, é tomada. Sem a preocupação com os que se devotam à causa, haveria, evidentemente, inércia.

    Não me cabe aqui tecer elogios à administração Bandeira de Mello, que me parece realmente estar devendo no futebol – mas chamar a atenção para o fato de que, por mais que nossa paciência esteja curta, no fim, estamos em meio a um processo – e sei que os senhores vivem lendo isso por aí. Mas infelizmente o óbvio nos dias de hoje precisa ser repetido.

    Para fugir um pouco da lenga-lenga situacionista, coloco aqui o papa do processo de Mudança em empresas, o americano John Kotter, professor da Harvard Business School – presente em nove a cada 10 MBAs por aí. Ele elaborou oito pontos pelos quais a mudança deve passar. Vamos fazer uma leitura deles pelo ponto de vista Flamengo.

    CRIE SENSO DE URGÊNCIA

    Para Kotter, é fundamental que as pessoas que vão participar da Mudança estejam participando dela. “Desde a alta administração, passando pelos funcionários e chegando a investidores e clientes”. É importante que todos entendam POR QUÊ acontece a mudança e PRINCIPALMENTE por quê ela deve acontecer IMEDIATAMENTE. Ora, os azuis sempre deixaram claro que a situação era grave, e que o Flamengo demandava cuidados urgentes.

    FORME UMA ALIANÇA PODEROSA

    Identificar gestores, stakeholders e funcionários que se transforem em fios condutores da Mudança. Considere-se aí a Importância Política, não apenas a expertise. Os azuis focaram nisso – fecharam com o hoje contestado SóFla, costuraram alianças com outras empresas e até procuraram se entender com os antigos parceiros de gestão bapianos.

    ENTENDA ONDE A MUDANÇA VAI LEVAR

    É praticamente a criação da “visão”, no conceito que usamos comumente para a Administração. Nossa Visão você já sabe: sermos os maiores do Mundo na prática. Na Teoria, já somos.

    COMUNIQUE-SE

    O Flamengo é outro clube em termos de comunicação, mas reconheça-se que é um processo que vem de algum tempo. Ainda há alguns erros, como o relacionamento com jornais. Mas seguramente é um outro clube. Falta fazer a mídia perceber mais o processo de Mudança, mas tudo já melhorou muito.

    EMPODERE QUEM VAI TE DAR SUSTENTAÇÃO

    Muitos entendem isso como “criar aderência à estratégia” nas equipes. O Flamengo de agora é seguramente inovador nisso – poucas gestões anteriores criaram tanta aderência quanto esta.

    CRIE METAS A CURTO PRAZO

    Temos uma que é para daqui a sete meses: o título da Libertadores. Outra para oito: o título brasileiro. E outra pra sete também: a Copa do Brasil. Ok, estamos bem de metas.

    MANTENHA O RITMO: NÃO DESACELERE

    As Mudanças mais significativas precisam de tempo para serem entendidas, assimiladas. Por isso a importância das grandes trocas, mexidas: para que o ritmo não caia. A zona de conforto é a zona proibida, onde a empresa “para” e aí interrompe a mudança.

    TRANSFORME A MUDANÇA EM PARTE DA SUA CULTURA

    O Flamengo está pouco a pouco incorporando em sua cultura organizacional a necessidade de estar sempre pronto para mudanças. Sei que o amigo leitor vai dizer, “porra, então no tempo do Kleber Leite, que contratou mais de 90 jogadores e sei lá quantos treinadores, estávamos bem”. Não, não é isso: a empresa deve se preparar pra ter capacidade de mudar rumos e práticas, de fazer inovação com valor, mas preferencialmente com as mesmas pessoas. Mantendo o time.

    Este último tópico significa que o Rena…que o próximo técnico precisará fazer o Pará e o Rodinei cruzarem/marcarem melhor, o Juan ter liderança e falar em campo, o Réver voltar a jogar, o René ser lateral, o Rômulo se tornar jogador de futebol, o Diego ter raça e dar o sangue e o Dourado conseguir dominar a bola. Aí teremos Mudança com Inovação, Inovação com valor e um futuro brilhante em 2018. Assim espero.

    Não se esqueçam que eu prego o Evangelho Flamengo – e para isso, é preciso ter Fé, essa coisa que não encontra amparo no Racional.

    Até semana que vem.
     

    Imagem destacada no post e redes sociais: Divulgação

     


    Gustavo de Almeida é jornalista desde 1993, com atuação nas áreas de Política, Cidades, Segurança Pública e Esportes. É formado em jornalismo pela Universidade Federal Fluminense. Foi editor de Cidade do Jornal do Brasil, onde ganhou os prêmios Ibero-Americano de Imprensa Unicef/Agência EFE (2005) e Prêmio IGE da Fundação Lehmann (2006). Passou pela revista ISTOÉ, pelo jornal esportivo LANCE! e também pelos diários populares O DIA, A Notícia e EXTRA. Trabalhou como assessor de imprensa em campanhas de à Prefeitura do Rio e em duas campanhas para presidente de clubes de futebol. É pós-graduado (MBA) em Marketing e Comunicação Empresarial pela Universidade Veiga de Almeida. Atualmente, escreve livros como ghost-writer e faz consultorias da área de política, além de estar trabalhando em um roteiro de cinema.


     

     


     


  • Sete grandes nordestinos e um Flamengo

    Uma declaração do ex-jogador e atual comentarista Juninho Pernambucano tornou-se a grande polêmica a se arrastar pelos dias que se seguiram à eliminação do Flamengo no Campeonato Carioca de 2018. Ao atrelar a saída do lateral piauiense Renê do time titular para o clássico ao preconceito existente contra nordestinos que perpassa não só o futebol, mas a sociedade brasileira, dividiu até mesmo rubro-negros.

    Uns concordaram com o comentarista, chamando a atenção para a necessidade de reflexão para uma questão maior, que transcendia o jogo. Outros acreditaram que ele, como ídolo vascaíno e por seu recente envolvimento em outra polêmica com torcedores do Fla, quis apenas destilar ódio e rancor ao desviar o foco de uma questão técnica para envolver o clube numa acusação infundada e improcedente.

    No blog: Nos 60 anos de Tita, alguns momentos em que ele honrou o Manto

    Independentemente do lado em que o leitor (ou mesmo o blogueiro) se posicione, é importante lembrar a longa tradição de jogadores nordestinos que vestiram e honraram o Manto. Alguns torcedores citaram a recente idolatria ao zagueiro cearense Ronaldo Angelim. O Memória Rubro Negra, no entanto, prefere se ater a um momento bastante particular do futebol rubro-negro, no qual os craques daquela região tinham presença expressiva no elenco, talvez a maior em um clube fora do Nordeste em todos os tempos.

    Era o Flamengo de meados dos anos 50, presidido por Gilberto Cardoso e treinado pelo paraguaio Manuel Fleitas Solich. Um Flamengo vencedor, tricampeão carioca de futebol (e decacampeão no basquete, dirigido pelo paraibano Togo Renan Soares, o Kanela), que arrastava multidões ao Maracanã, e cujos feitos eram transmitidos a todo o Brasil pelas ondas potentes do rádio. Uma equipe que arrebanhou milhões de novos rubro-negros – muitos deles nordestinos, como os sete craques que apresentamos a seguir.

    ***

    O primeiro da turma a chegar foi Aluísio Francisco da Luz, o ÍNDIO, paraibano de Cabedelo. Fez seu primeiro jogo no time de cima aos 18 anos, em 1949, mas só começou a despontar mesmo na temporada de 1951. Atacante inteligente, podia atuar tanto como centroavante, abrindo espaço nas defesas adversárias, quanto como ponta-de-lança, vindo de trás. Era também exímio cabeceador.

    No tri, foi titular nas três campanhas vitoriosas, além de artilheiro do time na conquista de 1954. Gostava dos clássicos: marcou ao todo 34 gols em 64 jogos contra Vasco, Fluminense, Botafogo e America. Foi ainda o autor do gol da vitória de virada (2 a 1) que quebrou um jejum rubro-negro de mais de seis anos sem derrotar os cruzmaltinos. Convocado para a Copa do Mundo de 1954, atuou apenas contra a Hungria.

    Três anos depois, no entanto, foi fundamental para a classificação do Brasil para o Mundial da Suécia, no qual o time canarinho levantaria seu primeiro título: nas Eliminatórias contra o Peru, marcou o gol brasileiro no empate em 1 a 1 em Lima e sofreu a falta que, em cobrança de Didi, deu a vitória por 1 a 0 e a classificação ao Brasil. Logo depois daqueles jogos, porém, foi negociado com o Corinthians.

    ***

    Para descrever o futebol de José Mendonça dos Santos, o DEQUINHA, basta citar que este potiguar de Mossoró, que chegou ao Flamengo em 1950 vindo do América do Recife, foi referência declarada para o eterno Carlinhos “Violino”, tanto como centromédio (hoje volante) quanto no estilo de técnica refinada, marcando sem recorrer a pontapés e distribuindo o jogo com passes de precisão milimétrica. É, sem sombra de dúvida, um dos maiores (para alguns, o maior) da posição na história do Flamengo.

    Tímido fora de campo, transformava-se em líder dentro das quatro linhas. Capitão do time no segundo e terceiro títulos do tricampeonato, entrava em campo com a bola debaixo do braço. Além da sutileza para desarmar, tinha um bom chute de longa distância (arma bastante usada contra times pequenos e suas defesas retrancadas) e era mestre em distribuir chapéus, levantando a torcida rubro-negra no Maracanã.

    Outro dado impressionante é que ele foi o único jogador a atuar em todas as 84 partidas do tricampeonato – e sempre como titular, já que na época não eram permitidas as substituições. A exemplo de Índio, Dequinha foi convocado para a Copa do Mundo de 1954, mas preterido no time do técnico Zezé Moreira (também treinador do Fluminense) por Brandãozinho, da Portuguesa, jogador de maior porte físico. Mas ganharia sua chance na Seleção dois anos depois, em excursão à Europa.

    ***

    Terceiro a aparecer, o ponta-esquerda Mário Jorge Lobo ZAGALLO, alagoano de Maceió, veio dos juvenis do America (o carioca mesmo) para a Gávea, e já vinha atuando esporadicamente pelo time rubro-negro desde os idos de 1951. No entanto, só se tornaria titular mesmo na campanha do título de 1954, substituindo o já veterano – e nortista, de Belém do Pará – Esquerdinha.

    Parte importante do esquema do técnico Fleitas Solich pela versatilidade, ajudava a compor o meio-campo e a fazer a cobertura pelo seu lado sem deixar de lado a ofensividade. Foi jogando esse futebol inteligente e disciplinado taticamente que chegou à Seleção, em 1958, e à Copa do Mundo da Suécia no mesmo ano como jogador rubro-negro. Após o Mundial, seria vendido ao Botafogo. Mas voltaria mais tarde como treinador, tendo várias passagens e conquistando títulos.

    ***

    TOMIRES de Souza Galvão, alagoano de Barra de Santo Antônio, começou a carreira no CRB, vindo depois para o América do Recife, onde foi vice-campeão pernambucano. Sua primeira experiência no futebol do Sudeste aconteceu no futebol paulista, na Portuguesa em 1953. Mas logo no início do ano seguinte, já aportava no Flamengo, que já comemorava o primeiro título do tricampeonato. Na segunda conquista, Tomires já ganhara a titularidade da lateral-direita do veterano Marinho Rodrigues.

    Jogador vigoroso e raçudo, Tomires chegou a jogar pelo Flamengo com um corte profundo na cabeça, com o nariz quebrado e por duas vezes com a clavícula fraturada. Apelidado de “Cangaceiro”, chegou a posar paramentado para uma revista da época. Porém, acabou estigmatizado – sem ter tido chance de defesa, diga-se – como um jogador violento pelo incidente ocorrido na decisão do tri carioca, em abril de 1956, quando entrou duro, mas na bola, no atacante Alarcón, do America, que quebrou a perna no lance.

    ***

    O meia-direita DUCA, nascido Adrualdo Barbosa da Silva no Recife, era o representante pernambucano do grupo. Estreou no time rubro-negro aos 19 anos, em fevereiro de 1954, participando em seguida da excursão europeia do clube e do Torneio Rio-São Paulo daquele ano. Mas só entraria em campo pela primeira vez no Carioca – o filé da temporada na época – na reta final do torneio de 1955. Na melhor de três decisiva contra o America, entrou no time no lugar do lesionado Índio e esteve à altura da missão.

    Seus outros grandes momentos no Flamengo vieram no Rio-São Paulo. Na edição de 1957, marcou duas vezes na goleada de 4 a 1 sobre o Botafogo de Garrincha e Nilton Santos. Já no ano seguinte, fez um gol antológico, de fora da área, que valeu o triunfo de virada no último minuto sobre o Santos de Pelé dentro do Pacaembu. O meia ficou no Fla até o fim de 1958, quando foi vendido ao Zaragoza espanhol.

    ***

    Se Dequinha era o modelo para Carlinhos, o alagoano de Maceió Edvaldo Alves de Santa Rosa, o DIDA, foi nada menos que o ídolo de Zico. Descoberto por uma equipe rubro-negra de vôlei em excursão enquanto atuava por um combinado de sua terra natal, foi prontamente levado à Gávea, onde recebeu preparo físico adequado e passou a defender a equipe de aspirantes.

    Sua estreia no time de cima, contra o Vasco pelo Carioca de 1954, foi impactante. Não fez gol na vitória por 2 a 1. Mas infernizou a defesa adversária, liderada pelo parrudo e intimidador Eli do Amparo. O duelo mereceu até um comentário eternizado, escrito pelo jornalista Luiz Mendes na crônica do jogo para a revista Esporte Ilustrado: “Como se fosse desconhecedor do nome e do prestígio do médio do Vasco, Dida prosseguiu passando por Eli como se Eli não existisse”.

    Dida voltaria a escrever seu nome na história rubro-negra na reta final do Carioca de 1955. Trazido de volta ao time para a terceira e decisiva partida da melhor de três contra o America, demoliu o time tijucano marcando os quatro gols da vitória por 4 a 1. Embora franzino, era rápido, tinha drible malicioso e faro de gol. Tornaria-se o maior artilheiro do Flamengo (264 gols em 358 jogos) até ser ultrapassado por Zico.

    Depois do tricampeonato, ainda levantaria títulos importantes, como o Hexagonal de Lima (em 1959), o Torneio Rio-São Paulo e o Octogonal de Verão (ambos em 1961), além de participar de mais uma conquista do Carioca, em 1963. Seria também campeão do mundo com a Seleção Brasileira em 1958, na Suécia.

    Na Copa, teve boa atuação na única partida que disputou, contra a Áustria, mesmo lesionado e com o pé enrolado em esparadrapos. Mas foi barrado para a entrada, mais tarde, de um garoto chamado Pelé. E voltou da Copa com a injusta acusação de que tinha “tremido”, o que absolutamente não era de seu feitio.

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    O ponta-esquerda Mario Braga Gadelha, o BABÁ, cearense de Aracati, chamava a atenção primeiro pela estatura: apenas 1,54m. Dentro de campo, com a bola nos pés, é que se notava sua impressionante velocidade e suas estonteantes fintas. Revelado pelo Ceará, chegou ao Fla em 1954 atuando inicialmente nos aspirantes. Foi escalado como titular pela primeira vez no mesmo jogo contra o Vasco em que estreou Dida. A ideia do técnico Fleitas Solich era aproveitar o entrosamento da ala esquerda do time de base.

    Babá entrou e saiu do time durante a campanha do tri, devido às constantes alterações na equipe promovidas por Solich. Mas se converteu em titular absoluto com a saída de Zagallo, vendido ao Botafogo após a Copa de 1958. Antes, em 1956, marcou um dos gols mais antológicos da história dos Fla-Flus, o único da vitória rubro-negra pelo returno do Carioca, arrancando num contra-ataque e encobrindo o goleiro Castilho com um chute da intermediária.

    Campeão do Torneio Rio-São Paulo e do Octogonal de Verão em 1961, chegou também pela única vez à Seleção Brasileira naquela temporada, num amistoso contra o Paraguai. No começo do ano seguinte, após impressionar numa excursão rubro-negra pelo México, foi negociado com a UNAM local.
     

    Imagem destacada no post e redes sociais: Reprodução

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    Emmanuel do Valle é jornalista e pesquisador sobre a história do futebol brasileiro e mundial, e entende que a do Flamengo é grandiosa demais para ficar esquecida na estante. Dono do blog Flamengo Alternativo, também colabora com o site Trivela, além de escrever toda sexta no Mundo Bola.

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  • Atlético-GO x Flamengo: um amistoso não tão amistoso assim

    Atlético Goianiense e Flamengo entrarão em campo, no Estádio Olímpico, às 16h desse sábado (7), para um jogo de comemoração dos 81 anos do Dragão, porém o aparente clima de jogo que não vale nada deve ficar fora de campo, pois o desempenho do time da Gávea no amistoso festivo é que vai medir os humores da torcida e a pressão que o time sofrerá durante a próxima semana. Ambas as equipes usarão a partida como preparação para suas estreias no Campeonato Brasileiro. O Mais Querido debuta no principal torneio do país contra o Vitória, dia 14, já os goianos iniciam a caminhada na Série B, dia 13, diante do Criciúma.

    O Rubro-Negro será comandado pelo técnico interino Maurício Barbieri, que durante a semana treinou com a mesma equipe base que Carpegiani vinha usando e fazendo testes em algumas posições em que podem haver modificações, a principal delas foi a de volante em que  Jonas e Cuéllar foram usados na frente da linha de defesa. O treinador também terá que lidar com alguns desfalques por conta de lesões. Diego Alves apresenta dores musculares, Rodholfo tem uma lesão leve na panturrilha direita, Vizeu não se recuperou de um tostão na coxa esquerda e Geuvânio contraiu uma virose. Todos ficaram no Rio de Janeiro. Segundo Esporte Interativo, o Flamengo realizou seu último treino tático com César; Rodinei, Réver, Juan e Renê; Cuéllar; Everton Ribeiro, Lucas Paquetá, Diego e Everton; Dourado.

    Já o Atlético Goianiense reforçou o elenco durante a semana visando a Série B. O clube fechou a contratação do zagueiro Oliveira, do volante Warian Ameixa e dos atacante Alisson e Junior Brandão (destaque do Campeonato Goiano pelo Iporá). O Dragão também dispensou o volante Rodrigo, a pedido do próprio jogador. O diretor de futebol do clube goiano, Adson Batista, afirmou que não haverá “festinha” e que o jogo será encarado a sério por todos.

    Ficha técnica

    Atlético Goianiense x Flamengo

    Atlético Goianiense: Kléver; Alisson, William Alves, René Santos e Bruno Santos; Rômulo, Warian e Tomas Bastos; Júlio César, Joanderson e João Paulo.

    Flamengo: César; Rodinei, Réver, Juan e Renê; Cuéllar; Everton Ribeiro, Lucas Paquetá, Diego e Everton; Dourado.

    Local: Estádio Olímpico de Goiania

    Horário: 16h de Brasília

    Transmissão: Sportv

    Foto em destaque: Gilvan de Souza/Flamengo

  • Na expectativa de um futuro melhor

    Não é só o torcedor do Flamengo que anseia por um melhor desempenho do time após a reformulação no departamento do futebol, em entrevista coletiva, nessa sexta-feira (6), Lucas Paquetá também mostrou o desejo de que todas as modificações tragam uma melhora à equipe. O meia começou comentando como tem sido os treinos com o interino Maurcício Barbieri.

    “O Barbieri é um excelente treinador, procura explicar bastante o que ele quer dentro da função. É detalhista na forma de jogar. Isso com certeza vai nos ajudar. Ele vem buscando acertar algumas coisas que não ficaram tão bem. Estamos trabalhando focados no jogo de sábado para dar uma resposta à ele que vem nos ajudando”, afirmou o jogador, que também disse contar com os conselhos dos atletas mais velhos para poder render mais. “O Juan, Diego e Diego Alves procuram nos passar bastante coisa, principalmente nos momentos difíceis, assim como nos bons. É manter a tranquilidade e saber que a gente errou, onde a gente errou e procurar melhorar. Só vamos melhorar dentro de campo, no dia-a-dia. Conversar demais também não ajuda, eles colocam isso na nossa cabeça, temos que buscar melhorar mais nos treinamentos, focar e ajudar o Flamengo com melhores resultados.”

    Paquetá também comentou sobre a derrota para o Botafogo e consequente eliminação do Campeonato Carioca, mas também mostrou que agora a equipe já está pensando nos próximos confrontos e sabe que mesmo sendo um amistoso, a partida contra o Atlético Goianiense tem um peso para o time e torcida do Flamengo, pois o resultado e o desempenho ditará os humores e pressão nos próximos dias. “A eliminação foi bem triste para todos nós. A gente se sente envergonhado, mas é algo que já resolvemos na conversa com todos. Estamos trabalhando para o jogo de sábado (7) que é uma nova chance de estar vestindo a camisa do Flamengo, é uma nova oportunidade. Vamos fazer o que o Barbieri está nos pedindo. Sabemos o peso do jogo, independente de ser amistoso, são muitas coisas postas na mesa. Vamos entrar para defender o Flamengo e sair com resultado positivo.”

    Questionado sobre a possível ida de Renato Gaúcho para o Flamengo, Paquetá afirmou que o considera o melhor técnico das Américas. “Ele (Renato) foi eleito o melhor técnico da América. É um excelente treinador. Assim como ele, ou outro que vier, vai ser recebido muito bem por todos. Vamos buscar dar o nosso melhor e junto dele fazer o melhor para o Flamengo,” afirmou o meia, que também falou sobre o novo diretor-executivo do departamento de futebol, Carlos Noval. “Todo o seu planejamento gerou títulos para a base do Flamengo, e agora ele vai dar continuidade ao trabalho que o Rodrigo vinha fazendo. Esperamos conquistar títulos estando no comando dele.

    Imagem em destaque: Gilvan de Souza / Flamengo

     

  • Fla não vai exercer opção de compra do terreno na Av. Brasil

    O Flamengo continua sua jornada para conseguir ter tanto um estádio provisório quanto em definitivo. Segundo o canal do blog Ser Flamengo, após 210 dias de espera (120 do acordo inicial e mais 90 estendidos a pedido do Flamengo), o Flamengo não vai exercer sua opção de compra do terreno no Avenida Brasil, o qual o clube tinha assinado um contrato de opção de compra.  O período do documento termina hoje, 6 de abril. 

    Com isso, a exclusividade em dar ofertas ao dono do terreno, Grupo Peixoto Castro, deixa de ser apenas do Rubro-Negro e qualquer um pode adquirir o local. O terreno continua sendo de interesse do Mais Querido, porém ele agora integra uma lista com outros locais possíveis para a construção de um estádio levantados pela atual direção. Como o Mundo Bola já divulgou, uma dessas opções é na Barra da Tijuca.

    projeto estádio flamengo avenida brasil

    Enquanto a aquisição do terreno do estádio próprio continua indefinida, os trâmites para o retorno à Ilha do Urubu tiveram um desenrolar nessa semana. No último dia 3, depois de 46 dias de espera, saíram os laudos sobre a queda de duas da três torres de iluminação da Ilha do Urubu, durante a tempestade do dia 15 de fevereiro.

    A diretoria ainda não divulgou nenhuma medida, pois no momento os documentos estão sendo analisados pelo setor jurídico da Gávea para chegar-se a uma conclusão do que é possível ser feito. O que há de concreto é que o clube inicialmente tentará um acordo com o Consórcio Rohr-Fast, responsável pela realização da obra.

    Caso não haja um entendimento, o Rubro-Negro arcará com a reforma para depois pedir um ressarcimento na justiça. Esse processo visa disponibilizar o estádio para uso o quanto antes, porque, caso seja necessário esperar uma decisão da justiça para depois começar a reforma, é possível até que a obra não termine ainda em 2018.

  • Flamengo rebate ESPN e afirma ter 92 mil sócios-torcedores

    Mesmo com todos os obstáculos financeiros e o mau desempenho do time, a Nação continua firme e forte ao lado do Flamengo. O clube divulgou hoje que o programa Nação Rubro-Negra conta com cerca de 92 mil sócios-torcedores. A divulgação foi feita após a veiculação de uma matéria da ESPN, informando que só em 2018, o Mais Querido sofreu uma baixa de exatos 33.434 sócios, uma média de 92 cancelamentos por dia, tendo hoje 71.834 sócios no total e ocupando a oitava posição no ranking.

    Os números divulgados pelo canal televisivo são baseados na contagem feita pelo site “Histórico Futebol Melhor”, porém o Flamengo afirma que há 10 meses não faz mais parte dessa iniciativa, sendo então números desatualizados. O clube da Gávea informa também que os inadimplentes não são considerados sócios a partir de 7 dias de atraso.

    Confira a nota oficial: 

    O Flamengo esclarece que o número atribuído à quantidade de sócios-torcedores no Programa Nação Rubro-Negra divulgado no site do Movimento Por Um Futebol Melhor, recentemente publicado nesta reportagem, está incorreto. Há 10 meses o clube deixou de estar integrado ao “torcedômetro” do movimento citado. O número preciso atual de sócios-torcedores é de 92 mil membros ativos.

    Vale lembrar que o Flamengo, diferentemente de outros clubes, já passa a considerar o sócio-torcedor inadimplente, ou seja, inativo e fora da contagem geral, após sete dias de atraso do pagamento e, portanto, tem dados muito mais precisos em relação aos demais.

    Na segunda quinzena de abril, o Flamengo passará a ter seu “torcedômetro” próprio, com números atualizados, no site oficial do Programa Nação Rubro-Negra.

    Lembrando que o Flamengo viveu um ano conturbado em 2017, mas estava, até então, com números expressivos no programa de sócio-torcedor. Atingiu a marca de 100 mil associados em Junho/2017. Em setembro, às vésperas da final da Copa do Brasil, o clube atingiu a casa dos 110 mil associados. Foi o clube com mais adesão ao programa em 2017, tendo em média 30 mil novos sócios na temporada.

  • O que não fazer para se ter sucesso: o legado deixado por Rodrigo Caetano

    Como se monta um elenco para o Flamengo? Não existe uma receita pronta. A única certeza é que sempre existe uma base de jogadores. Alguns atletas da base se profissionalizam e podem vir a serem aproveitados. Atletas que retornam de empréstimos podem suprir novas necessidades. O clube pode ir ao mercado da bola para contratar. Vendas, empréstimos e não renovações fazem parte das saídas.

    O bom diretor-executivo, em teoria, tem autonomia para fazer a engrenagem dar certo, dentro das metas estabelecidas pelo orçamento e supervisão de dirigentes amadores. Clubes com grandes orçamentos, como o Flamengo, miram seus objetivos em grandes títulos.

    Agora ex-diretor-executivo do Rubro-Negro, Rodrigo Caetano teve três temporadas para montar um time vencedor. Não conseguiu. Entre dezembro de 2014 e março de 2018, o Flamengo deu a Rodrigo Caetano os maiores orçamentos de sua história, que foram de R$ 147 milhões em 2015, R$ 201 milhões em 2016 e R$ 350 milhões em 2017, uma elevação de 138%.

    A estrutura contou com a inauguração do Ninho do Urubu no fim de 2016. Antes porém, o Fla já tinha o CIM – Centro de Inteligência de Mercado – e o CEP – Centro de Excelência em Performance. Além disso, fundamentalmente foi dado tempo de maturação do trabalho. Poucas vezes um clube teve tanta paciência com um gestor que precisa dar retorno a curto prazo. Os técnicos eram mandados embora.

    O então diretor-executivo viveu um marco no clube. Em termos de estrutura física e aporte financeiro, teve o melhor que poderia, mas pecou naquela que deveria ser a sua responsabilidade: a percepção da torcida de que era omisso com derrotas que sinalizavam erros no percurso, e que, portanto, exigiriam menos auto-benevolência e mais análise crítica do planejamento; não ter escolhido bons comandantes para o time; e a implantação de um trabalho que fosse menos permeável ao vexame.

    Em relação aos últimos dois fatores abaixo fizemos uma discriminação mais pontual dos fatos de modo a convencer os leitores menos críticos ao trabalho que terminou com a eliminação do Carioca 2018.

    Treinadores

    Caetano, com anuência do presidente Eduardo Bandeira de Mello e do CEO Fred Luz, contratou sete treinadores: Cristóvão Borges, Oswaldo de Oliveira, Muricy Ramalho, Zé Ricardo, Reinaldo Rueda e Paulo César Carpegiani, além de ter renovado o contrato de Vanderlei Luxemburgo logo que assumiu o cargo. De todos estes, apenas Muricy e Rueda tiveram uma grande aceitação por parte dos torcedores.

    • Vanderlei Luxemburgo: Quando Rodrigo Caetano assumiu, Luxemburgo já era o treinador do Flamengo há cinco meses, após ter assumido o rubro-negro na lanterna do Brasileirão e levá-la ao 10º lugar, além de ter caído na semifinal da Copa do Brasil (humilhado pelo Atlético-MG). Ao todo foram 33 jogos, 17 vitórias, 6 empates e 10 derrotas. Caetano, então, achou merecido prolongar o contrato do treinador, que acabou demitido em maio de 2015, após ser eliminado na semifinal do Carioca para o Vasco e não vencer nas três primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro. Vale lembrar que Luxemburgo há muito não fazia (como ainda não fez) um bom trabalho;
    • Cristóvão Borges: Possivelmente o mais rejeitado de todos. Cristóvão nunca teve bons trabalhos e, se Luxemburgo já tinha sido aposta, este foi uma aposta e meia. A falta de força do nome nunca lhe bancou no cargo e o desempenho… bom… 18 jogos, 8 vitórias, 1 empate e 9 derrotas. Perdeu todos os clássicos, inclusive para o Vasco, que acabou sendo crucial para a eliminação precoce na Copa do Brasil de 2015;
    • Oswaldo de Oliveira: Nova aposta. Oswaldo não vinha de trabalhos que colocassem o seu nome como capaz de reverter a situação ruim que Cristóvão deixou o clube. A desconfiança logo foi afastada com uma sequência de 6 vitórias e 1 empate nas primeiras sete partidas, mas voltou com tudo após 7 derrotas nos últimos 11 jogos. Sabe aquele “eu avisei!”? Oswaldo foi só mais um deles;
    • Muricy Ramalho: Chegou com status de salvador. Com um bom orçamento disponível, Muricy tinha o desafio de reformular uma fraca equipe, trazendo nomes que resolvessem e mandando embora aqueles sem qualidade necessária para vestir o Manto Sagrado. No pouco tempo em que ficou, o treinador não teve o melhor dos desempenhos, mas vinha sendo suficiente por ser um “novo Flamengo”. Muricy deixou o rubro-negro por problemas de saúde com 25 jogos, 13 vitórias, 6 empates e 6 derrotas. Ressalta-se que o time jogava mal desde o Estadual e foi eliminado pelo Fortaleza ainda na fase de grupos da Copa do Brasil;
    • Zé Ricardo: Este foi uma nova aposta. Diferentemente dos 3 primeiros, tinha o receio de parte da torcida, mas a confiança de muitos também por ter conquistado o título da Copinha fazendo o time jogar bem. Zé demorou a achar o seu Flamengo ideal, mas quando achou conseguiu ótimos resultados e grandes sequências. Em sua primeira temporada, foram 21 vitórias, 10 empates e 8 derrotas. Em 2017, ele manteve bons resultados, e os números comprovam: 27 vitórias, 15 empates e 8 derrotas. A eliminação na fase de grupos da Libertadores, a insistência em alguns jogadores e também o desempenho inconsistente em campo pesaram para sua demissão;
    • Reinaldo Rueda: Rueda vinha de título da Libertadores e de admiráveis trabalhos no continente. Era o nome clamado pelo torcedor e foi contratado. Não melhorou o desempenho do time, mas consertou defeitos pontuais. Levou o time a duas finais (Copa do Brasil e Copa Sul-Americana), mas perdeu ambas. Ainda assim, o torcedor depositava muita fé no trabalho do colombiano com uma pré-temporada e a construção do time feita por ele. Rueda, após longo silêncio, pisou na vontade do torcedor ao deixar o comando técnico rubro-negro e assumir a seleção chilena;
    • Paulo César Carpegiani: O recém demitido Carpegiani foi uma nova aposta no melhor estilo Rodrigo Caetano: vindo de trabalhos ruins e sem a confiança do torcedor. O treinador, campeão do mundo com o Flamengo em 1981, inicialmente viria como um “tapa buracos” para depois assumir um cargo de coordenador técnico no clube. Foram 11 vitórias, 3 empates e 3 derrotas. Um desempenho que não era ruim mas oscilava. Carpegiani acabou caindo após eliminação para o Botafogo no Carioca, jogo que muito consideraram ele o principal culpado por mudar o time em um jogo importante. Mais que isso, a eliminação foi a gota d’água, e a diretoria flamenga preferiu mudar agora para evitar novos vexames.

    Falando em vexames, vamos a eles…

    Vexames

    Rodrigo Caetano disputou quatro Estaduais, de 2015 a 2018. Neste mesmo período foram seis competições nacionais: três Brasileiros e três Copas do Brasil. Um bom número de torneios no continente: duas Libertadores da América – três, se somada a atual em disputa – e duas Copas Sul-Americana. E, apesar de não ser considerado um torneio oficial, duas edições da Copa da Primeira Liga. Total de 17 certames em três temporada, ganhou apenas um, o Estadual invicto de 2017, título que pode ser considerado hoje em dia de pouca relevância.

    Nestes 3 anos, foram muitos os vexames. Quedas precoces e para times inferiores técnica e financeiramente marcaram a passagem do ex-diretor-executivo do clube.

    Em 2015, eliminação na semifinal do Campeonato Carioca e nas oitavas da Copa do Brasil, ambas diante do Vasco. Pior sequência contra o maior rival em muito tempo. Um ano depois, nova eliminação para os cruzmaltinos na semifinal do estadual e para o pequeno Palestino na Sul-Americana.

    Em 2017 queda precoce na Libertadores após muito investimento e em um grupo onde o Flamengo era o favorito. Em 2018, eliminação diante do Botafogo, cujo orçamento anual pode ser pago com os salários de apenas quatro meses do rubro-negro.

    Os erros foram muitos. Noval agora assume. E a esperança da Nação é de que Rodrigo Caetano tenha, ao menos, ensinado sobre o que não fazer caso queira ter sucesso.
     

    Imagem destacada no post e nas redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo
     


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