Autor: diogo.almeida1979

  • Mesmo com sete desfalques, Flamengo/Marinha quer vitória contra a Portuguesa

    Invicto há cinco jogos no Campeonato Brasileiro Feminino A1 2018, o Flamengo/Marinha tem compromisso importantíssimo nessa quarta-feira (6). O duelo da vez é contra a Portuguesa, às 15h, na Gávea. O Mengão vem aproveitando bem o fator casa na competição, visto que até agora venceu Ponte Preta e Vitória de Santo Antão empatou com o Rio Preto.

    O time titular para esse jogo ainda não foi definido pelo técnico Ricardo Abrantes. O XI inicial da partida contra o Audax tinha: Kaká; Rayanne, Day, Ana Carol e Fernanda Palermo; Ju, Gaby e Bárbara; Flávia, Larissa e Dany Helena. O jogo terá entrada franca para o acesso à Gávea. 

    O técnico Ricardo Abrantes terá problemas para escalar o time. No total, serão sete desfalques: a zagueira Renata Diniz e as atacantes Rafaela e Jane estão lesionadas. Na defesa, mais quatro desfalques: Ana Carol (zagueira) e Rayanne (lateral) foram convocadas à Seleção Brasileira Feminina (leia aqui), e Stefane (goleira) e Ingryd (zagueira), chamadas à Seleção Sub-20. A zagueira Andressa foi desconvocada para compor a zaga titular nesse jogo.

     

    Classificação

    Atualmente, o Flamengo está na 3ª colocação do grupo 2 do Brasileiro Feminino 2018, com 9 pontos (2 V, 3 E e 1 D). Uma vitória no jogo dessa quinta é fundamental para a manutenção do Rubro-Negro nas primeiras posições do grupo.

    Arbitragem –  Flamengo/Marinha x Portuguesa

    O duelo será conduzido pela árbitra Rejane Caetano da Silva, auxiliado por Andrea Izaura Maffra Marcelino de Sá e Millena Cristina Barros Santos.

    O adversário

    A Portuguesa está na penúltima colocação do grupo 2, somando cinco pontos em seis jogos disputados: uma vitória (Vitória-PE), dois empates (Rio Preto e Foz Cataratas) e três derrotas (Audax, Ponte Preta e Santos), além de 6 gols marcados e 12 sofridos.

    Foto: Reprodução

    O time titular das paulistas na partida anterior (derrota por 3 a 1 para o Santos) teve: Fabi; Ary, Dani, Lis e Amandinha; Edna, Isa, Laura e Lins; Baratinha e Luh. Técnico: Prisco Palumbo.

    Já no Campeonato Paulista, a Portuguesa está na 6ª colocação do grupo 2, com sete pontos em 10 jogos, anotando 15 gols e sofrendo 38, sendo a pior defesa da competição. No último domingo, sofreu uma nova derrota do Santos: um sonoro 10 a 0.

    Regulamento

    O Flamengo está no grupo 2, juntamente de Vitória-PE, Foz Cataratas/Coritiba-PR, Rio Preto-SP, Santos-SP, Portuguesa-SP, Audax-SP e Ponte Preta-SP. Na primeira fase da competição, as equipes do mesmo grupo enfrentam-se em turno e returno. As quatro melhores, avançam às quartas de finais, após isso, mata-mata com jogos de ida e volta. O campeão, além do troféu, garante vaga na Libertadores da América Feminina 2019.

    Créditos imagem destacada: Staff Images/Flamengo

    Quer ser apoiador do Mundo Bola? CLIQUE AQUI

    Leia também:

    Flamengo/Marinha apresenta cinco reforços para 2018

    Futebol Feminino: Flamengo/Marinha reforça a defesa

    Reforços falam sobre suas expectativas para o 2018 do Flamengo/Marinha

  • Como Tite e a seleção podem ter ajudado o Flamengo a chegar ao hepta

    Por Tiago Cordeiro – Do Cronista Esportivo
     
    Fora da Copa do Mundo, Diego ficou fora mesmo da lista de reservas para a seleção do técnico Tite. A coerência duvidosa do treinador da seleção brasileira preteriu o meia a Paquetá, destaque rubro-negro mas jamais convocado nesta era verde e amarelo. Mais do que isso é a morte de uma ideia equivocada sobre o atual camisa dez da Gávea.

    Tite falava em Diego como o ritmista, armador, o pensador… Após sua saída, Diego foi visto e convocado muitas vezes desta forma. Mas seu melhor futebol não é restrito ao meio campo. O meia cresce quando joga atrás de atacantes entrando na área. Ao invés de cadenciar e lançar, toques precisos na entrada da área e finalizações fatais. Uma pena ver que jogou poucas vezes dessa forma ao lado de Guerrero, o centroavante que sai da área e arma para quem entra.

    As declarações firmes de Diego sobre sua ausência podem revelar uma linha de pensamento. O meia pode desistir de vez a adaptação a um jogo que não é o seu e abraçar o espaço onde rende melhor e ainda desequilibra. Melhor para o líder Flamengo em busca do hepta.
     

    Imagem destacada nos posts e nas redes sociais: Flamengo / Divulgação

    Quer ser apoiador do Mundo Bola? CLIQUE AQUI

    Tiago Cordeiro é jornalista e publica no blog Cronista Esportivo. Siga-o no Twitter: @cronistaesporte

    LEIA TAMBÉM

    > Flamengo 1 x 0 Corinthians: vitória da genética rubro-negra
    > A Base veio forte. E agora?
    > É muito difícil praticar futebol profissional no Rio de Janeiro, sobretudo no Maracanã
    > Flamengo e os rivais cariocas – Evolução e reposicionamento
    > Liderança
    > Flamengo 2 x 0 Bahia: consolidação de ideias e aplicação de conceitos
    > Análise do jogo – Flamengo 2 x 0: Segue o líder!
    > Vinicius Junior, Paquetá e o resgate do torcedor que joga

  • Flamengo 1 x 0 Corinthians: vitória da genética rubro-negra

    Dentro das quatro linhas era o time mais técnico e conquistou a vitória na bola e na organização dentro do seu estilo de jogo.

    Jogos onde apenas a vitória interessa. Jogos que marcam uma equipe. Que trazem confiança, dão moral para o resto da temporada. O tal “Jogo de 6 pontos”. O Corinthians não está em seu auge mas nunca deve ser subestimado, é um dos clubes mais vitoriosos da década, que conseguiu, mesmo em meio ao imediatismo por resultados do futebol brasileiro, consolidar um padrão de jogo, um estilo próprio (defensivo, é verdade) que lhe rendeu conquistas. Dessa maneira, uma vitória era fundamental para o Flamengo demonstrar o que quer nesse Brasileirão.

    Confira as cotações do Brasileirão no ApostasOnline.com

    O Corinthians campeão brasileiro de 2017 foi conhecido por sua postura reativa, entregando a bola ao adversário e sendo letal a qualquer vacilo que o mesmo cometesse. Poucas oportunidades, mas implacável nas que tinha. Efetividade acima de tudo. Mesmo sem Carille, agora com Loss, ainda apresenta algumas dessas características.

    Em seu DNA, o Mengo é um time ofensivo, agressivo, que propõe o jogo movido pelo pulsar de sua torcida. Nos últimos anos, mesmo com as constantes mudanças de técnico e filosofia de trabalho, tal vertente não foi alterada: joga em cima do adversário. Faltava frieza para decidir jogos, jogando bem ou mal. A bola pune incertezas.

    Nesta 9ª rodada, o Flamengo entrou em campo com a mesma formação titular que encarou o Bahia. Nesses momentos iniciais, o que mais surpreendeu foi a maturidade. Soube gastar os primeiros minutos tendo a posse a seu favor. Trocou passes seguros na intermediária atenuando a ansiedade que jogos desse porte trazem consigo e, aos poucos, envolveu o adversário em seu jogo. Sábia postura.

    Nesse retorno ao 4-1-4-1, implantado desde o início do ano por Carpegiani e agora retomado por Barbieri, há certa mudança nas funções que cada jogador comporta. Antes, o Flamengo era liderado por seus três meias de ofício (Paquetá, Éverton Ribeiro e Diego) com Éverton Cardoso servindo como carregador de piano, oferecendo amplitude pela esquerda aliado à forte presença na recomposição defensiva. Faltava a equipe opções para infiltrações à área, já que Dourado tem baixa mobilidade, e o trio de meias não possui um velocista, o que fazia o time ter muitas opções de passadores para poucos receptores. Com isso, limitava o número de triangulações, o que forçava rotineiramente a equipe a executar passes mais longos buscando as pontas como alternativa para alçar bolas na área.

    Agora, o papel de definir qual é o “lado forte” ou “lado fraco” da formação está à cargo de Lucas Paquetá e Diego. Ambos possuem liberdade para flutuar por toda extensão do campo ofensivo, e dobrar numericamente o lado de criação onde a bola esteja. Ambos são meias internos desse 4-1-4-1, controladores do tempo de ataque. Diego controla o ritmo conduzindo a bola entre os espaços deixados pela equipe paulista. Atrai a marcação, logo, abre espaço para infiltração de outros jogadores. Muitas vezes criticado pelo excesso de toques na bola, muitas vezes apelidado de “enceradeira” pela torcida nas redes sociais, Diego teve contra o Corinthians partida redentora, ao administrar bem o momento certo de passar e o de continuar conduzindo. Armou pelo meio, caiu pelas beiradas, pisou na área, serviu e chutou a gol. Atuação completa do camisa 10.

    Já Paquetá, mostra cada vez mais um amadurecimento incomum para um jogador tão jovem. Há poucos jogos nessa posição mais recuada de meia-volante responsável pela saída de bola – responsabilidade duplicada pela ausência de Cuéllar e ineficiência de Jonas nessa função -, apresenta-se mais seguro e com uma leitura de jogo mais ponderada. Ao ousar demais, com passes arriscados a todo momento, acelerava os jogos em demasia e colocava em risco sua equipe a contra-ataques com vantagem numérica do adversário. Nesta rodada, apresentou mais polidez ao cadenciar ou acelerar o jogo, com ótimos passes e lançamentos entrelinhas, com a usual criatividade que lhe é característica, além de ser um leão na marcação, com excelente participação na recuperação imediata da bola após perda da posse e na recomposição defensiva.

    Na imagem, desenho em amarelo das duas linhas de 4 de marcação do Corinthians próximas; em vermelho, a proximidade e ocupação de espaços de Paquetá e Diego para dobrar a quantidade de jogadores no lado que está construindo a jogada; em branco, passe vertical de Renê a Paquetá que vem a sofrer a falta de Balbuena, em umas das maiores chances de ataque nos primeiros 10 minutos de partida.

    Os primeiros 15 minutos da partida decorrem com Flamengo em cima, pressionando a saída de bola da equipe paulista, que se posta em campo de forma defensiva em um 4-4-2, permitindo que Rodriguinho e Jadson fiquem mais à frente com certa liberdade de obrigações defensivas e posicionados como alternativas de referências à contra-ataques puxados por Mateus Vital e Pedrinho. Flamengo alcança boas vitórias nas triangulações e chegadas de linha de fundo, tanto por Vinicius Jr quanto por Rodinei, mas peca no último passe ou última tomada de decisão. Logo, cruzamentos na área e bolas paradas são as armas mais fortes dos donos da casa nesse primeiro ¼ de partida, com destaque à cabeçada de costas para o gol de Paquetá que passa rasante à trave esquerda de Walter aos 8’ e aos 19’ com Léo Duarte, ambas em cobranças de falta.

    O time não consegue ser ainda mais dominante no 1º tempo devido principalmente à Rodinei e Dourado. O primeiro, possui grande facilidade em subir pela linha lateral e chegar à linha de fundo, auxiliado por excelentes passes de Ribeiro, mas continua na saga de péssimo aproveitamento em cruzamentos. De 8 tentados, nenhum certo. Rendimento muito abaixo da média. Quanto a Dourado, continua sua eterna luta em evitar que a bola dê de encontro com suas canelas. O Ceifador é voluntarioso no pressing, com 2 desarmes na conta, mas de baixa qualidade técnica e mobilidade. Não pode ser alvo de bolas aéreas já que tem dificuldade de fazer o pivô, ou mesmo dificuldade de ser referências para lançamentos ou passes no “ponto-futuro”, já que mesmo que faça o facão corretamente, sua baixa velocidade o faz perder na corrida com os zagueiros. Logo, inibe o estilo da equipe, seja ao acelerar ou cadenciar o jogo. O jogador perdeu preciosa oportunidade de abrir o placar aos 22’, em assistência de Éverton Ribeiro.

    Números da partida dos organizadores do meio-campo do Flamengo: destaque ao aproveitamento nas bolas longas, com 11 certos e os 6 passes decisivos executados pela dupla na partida. (Fonte: SofaScore)

    Vale ressaltar que o Corinthians não estava entregue em campo. Com postura defensiva firme, muita entrega de Vital e Pedrinho em auxiliar a marcação nas laterais, conseguiram impedir que o volume de jogo do Flamengo gerasse gols. Destaque aos 7 chutes bloqueados pela equipe alvinegra e 5 desarmes de Vital ao longo dos 90 minutos. Enquanto o Flamengo busca criar suas jogadas através do talento da sua linha de 4 meias, o Corinthians foca em um contra-ataque ordenado, onde jogadores abram espaços nas linhas de marcação com os movimentos das peças de ataque e não por suas individualidades. Bom modelo de jogo proposto, mas baixa atuação técnica da equipe como um todo. Tanto que teve nítida melhora após substituição de Jadson, lesionado, para entrada de Roger, centroavante de ofício.

    Os contra-ataques dos visitantes não conseguiram ser mais letais devido a mais uma partida segura da dupla Léo Duarte e Rhodolfo, protegida por Jonas. Ao fazer o pressing sobre os zagueiros e volantes, o Flamengo precisa que a linha de 4 meias se desloque além da intermediária, postando-se no lado do campo adversário com 4, 5 jogadores. Com isso, visando não deixar buracos entrelinhas, a última linha de marcação precisa subir proporcionalmente para que haja o mínimo de compactação. Essa distância da última linha à sua própria meta é facilmente castigada, já que times que joguem com forte transição ofensiva com jogadores velocistas, podem jogar sempre às costas dos laterais e zagueiros. Mas Rhodolfo e Léo Duarte repeliram bem o ataque corintiano e evitaram que grandes chances fossem finalizadas. E testados com a presença de um Falso 9, enquanto Jadson estava em campo (revezando a função com Rodriguinho), que deixa o ataque mais móvel, até a presença de um centroavante de ofício (Roger), que funciona como referência mais fixa entre os zagueiros.

    A primeira etapa termina com Flamengo cedendo mais espaços pelo desgaste de jogar em cima do adversário e o Corinthians aproveitando para construir melhor seus contra-ataques pelo centro da defesa rubro-negra. Duas chances desperdiçadas por Vinicius Jr e Dourado se destacam, enquanto pelo lado corintiano há boa oportunidade em chute de longa distância de Gabriel surpreendentemente livre, sem marcação dos meias, que tiveram dificuldade de acompanhar a rápida jogada de contra-ataque e em finalização de Roger sobre o gol após cruzamento rasteiro pela esquerda.

    O segundo tempo inicia sem alterações de ambas as equipes. Tem um Corinthians que tenta permanecer mais com a posse, ainda que esbarrando na má partida técnica de seus volantes que dão pouca criatividade à saída do time paulista. A dupla Vital-Sidcley continua sendo bem acionada, que exige bastante assistência de Ribeiro pelo setor para não sobrecarregar Rodinei. O camisa 7 não possui a liberdade para flutuar pelo ataque como os outros dois meias possuem. Fica mais preso à direita, como opção de criação pelo setor, geralmente com apenas o lateral para dialogar. Parece sempre estar em uma partida de recuperação, com 1º tempo mediano e 2º tempo mais presente e com mais espaço. Tal “isolamento” precisa ser solucionado, já que é um desperdício de talento tê-lo tão preso na direita. O ideal seria que o “lado forte” da equipe fosse o direito e que permitisse que Vinicius Jr se postasse na esquerda como o elemento finalizador, infiltrando na área junto com o centroavante.

    Conforme o desgaste das duas equipes se acentuam, maior espaço para condução da bola se apresentam, que torna o jogo propício ao estilo de Diego. Excelente arrancada entre três marcadores, aos 14’, que termina em bom cruzamento de Renê para cabeçada do camisa 10, que passa rente à trave. Tem outra oportunidade, aos 19’, em cobrança de falta que bate por cima do gol.

    Aproximação de Paquetá e Diego ao lado direito, permitindo que haja inversões à esquerda que encontrariam Vinicius Jr em um 1 a 1 com marcadores pode ser a chave para aumentar o poderio ofensivo da equipe, assim como o rendimento de Éverton Ribeiro.

    Com Corinthians retendo mais a bola e propondo um jogo mais equilibrado, é fornecido uma opção ofensiva que Flamengo pouco teve ao longo do jogo: o contra-ataque. Após mais um erro de fundamento simples de Dourado, ao desperdiçar lance crucial que deveria ser mais aberto a Vinicius Jr, a paciência de Barbieri se esgota e o técnico promove a entrada do esquecido Felipe Vizeu em campo, aos 22’.

    Atacante jovem (visivelmente acima do peso) que teve poucas oportunidades ao longo dessa temporada, seria o herói mais improvável da tarde. O Flamengo vive dessas magias. Com maior capacidade no 1-2 e de dar velocidade para contra-ataques, aliado ao entrosamento com Lucas Paquetá que vem desde a base, adquire com sua entrada um aumento na rotação do ataque.

    O jogo torna-se mais rápido, com tentativas de chutes de fora da área de Paquetá e Jonas, ambos bloqueados pela atenta defesa corintiana e em cabeçada de escanteio por Rhodolfo (em ótima partida). Diego continua se destacando protegendo bem a bola e saindo da marcação de vários jogadores, buscando a amplitude de Vinicius Jr e Rodinei, que abandona a lateral em muitos momentos e que exige que Ribeiro cubra o espaço abandonado.

    E em mais uma jogada individual do camisa 10, surge o gol da vitória. Rhodolfo se antecipa e intercepta passe de Mantuan, aciona imediatamente Diego pela intermediária à esquerda. E ali, naquele espaço de campo, com a defesa saindo, o meia é mortal. Carrega a bola entre os volantes corintianos, que preocupados com o passe à frente da defesa, abrem espaço para condução. Carrega até a entrada da grande área, nota infiltração de Paquetá pela direita e o aciona com qualidade. O jovem meia-atacante-volante executa excelente chute de efeito no ângulo. Defendido o chute por Walter, o goleiro não consegue impedir que Vizeu finalize. Enfim, placar inaugurado no Maracanã após grande insistência dos donos da casa.

    Após o gol, Flamengo toma postura mais defensiva, deixando que o Corinthians tenha a posse da bola, mas sem deixar de agredir a saída de bola com a linha de meias. Decisão acertada, já que um dos grandes pontos fracos da equipe paulista desde 2017 é a dificuldade de promover uma saída sustentada ou qualificada ao estar em situação inversa a que geralmente se porta em campo. Entrada de Kazim pouco altera esse panorama, ao apenas adicionar mais um centroavante de área ao sistema. Jean Lucas entra para saída de um extenuado Éverton Ribeiro, para fechar o meio e evitar construção de jogadas corintianas pelo setor. Intervenções de Diego Alves e de Diego cada vez mais enérgico, gritando e orientando seus companheiros, finaliza a partida e sacramenta a vitória. Vale citar a maturidade do Flamengo em gastar a bola nos 5 minutos de acréscimo, tirando a chance de correria que os visitantes poderiam propor, se comportando como um líder do Campeonato Brasileiro deve.

    Enfim, a terceira vitória seguida. Deve-se exaltar a excelente fase de Diego Alves, que em 11 jogos sofreu apenas um gol. Vitória de time grande contra um time vitorioso, mas que manteve a postura defensiva e retrancada de sempre, e veio a campo considerando o empate um ótimo resultado. O Flamengo só tinha a vitória em mente e mostrou isso em campo. Dentro das quatro linhas era o time mais técnico e conquistou a vitória na bola e na organização dentro do seu estilo de jogo. Segue como líder, segue o espírito de “Deixou chegar, fudeu”. Isso aqui é Flamengo.
     

    Imagem destacada nos posts e nas redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo

    Quer ser apoiador do Mundo Bola? CLIQUE AQUI

    Matheus Miranda analisa os jogos do Mengão no Mundo Bola. Siga-o no Twitter: @Nicenerd04


     

    LEIA TAMBÉM

    > A Base veio forte. E agora?
    > É muito difícil praticar futebol profissional no Rio de Janeiro, sobretudo no Maracanã
    > Flamengo e os rivais cariocas – Evolução e reposicionamento
    > Liderança
    > Flamengo 2 x 0 Bahia: consolidação de ideias e aplicação de conceitos
    > Análise do jogo – Flamengo 2 x 0 Bahia: Segue o líder!
    > Vinicius Junior, Paquetá e o resgate do torcedor que joga

    Análises de Matheus Miranda

    > Flamengo 2 x 0 Bahia: consolidação de ideias e aplicação de conceitos
    > Atlético-MG 0 x 1 Flamengo: com as novas forças que se ostentam
    > River Plate 0 x 0 Flamengo: ousadia no papel e burocracia em campo
    > Flamengo x Emelec: Para valer a tradição flamenga
    > Chapecoense 3 x 2 Flamengo: ainda que se entendam os porquês
    > Flamengo 2 x 0 Internacional | Um time em nítida evolução
    > Ponte Preta 0 x 1 Flamengo | Um time tentando se entender
    > Ceará 0 x 3 Flamengo | Na tática e na técnica: um time com cara de Flamengo

  • Análise do jogo – Flamengo 1 x 0 Corinthians: Se afirmando!

    Foi uma vitória da afirmação. Da confirmação que o Flamengo vem melhorando com Maurício Barbieri. Claro que não foi um triunfo fácil

     
    Como não tem sido fácil furar o sistema defensivo da equipe paulista. O início do jogo foi todo Rubro-Negro. Com muita posse de bola, disposição e levando vantagem na bola aérea, o time amassou o Corinthians nos primeiros 25 minutos. Depois, desacelerou um pouco. Permitindo ao Timão avançar um pouco mais e sair do sufoco. Após a saída de Jadson, na única boa chegada dos visitantes no primeiro tempo, o Alvinegro Paulista passou a ter um homem de referência no ataque. Mas seguiu muito recuado. Sem saída para os contragolpes.

    A etapa complementar começou equilibrada e morna. Ninguém conseguia se impor. Até que Dourado, que irritava a torcida, foi substituído por Felipe Vizeu. A bola parou de bater (na canela) e voltar. O Fla voltou a crescer. Até que aos 35 minutos Diego carregou (quando tinha que carregar), rompendo as linhas de marcação. Rolou para Paquetá finalizar de primeira. Walter espalmou. Vizeu completou e levou os quase 50.000 presentes ao estádio. O Corinthians acabou pagando por ser tão defensivo. E o Flamengo mostrou que não é o primeiro colocado por acaso.

    A partida não serviu apenas para garantir mais uma rodada na liderança. Mas também para ver que Diego, o melhor em campo hoje, vem subindo mais uma vez de produção. Méritos de Barbieri, que parece ter recuperado o meia.O camisa 10 soltou mais a bola. Liderou o time nos momentos mais complicados. E segue sem se omitir em momento algum. É o líder do líder. E pelo que mostrou, nem Flamengo nem Diego estão dando sinais de que irão largar o osso tão cedo.
     

    Veja a análise do jogo de Gustavo Roman no Youtube.
     

    Adquira o livro No campo e na moral – Flamengo Campeão Brasileiro de 1987 – Promoção: R$ 30 reais + frete. Entre em contato pelo email: gugaroman@hotmail.com

    Imagem destacada nos posts e nas redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo, Reprodução

    Quer ser apoiador do Mundo Bola? CLIQUE AQUI!

    Gustavo Roman é jornalista, historiador e escritor. Autor dos livros “No campo e na moral – Flamengo campeão brasileiro de 1987”, “Sarriá 82 – O que faltou ao futebol-arte?” e “150 Curiosidades das Copas do Mundo”. Também escreve para o Blog do Mauro Beting.


     

    LEIA TAMBÉM

    > A Base veio forte. E agora?
    > É muito difícil praticar futebol profissional no Rio de Janeiro, sobretudo no Maracanã
    > Flamengo e os rivais cariocas – Evolução e reposicionamento
    > Liderança
    > Flamengo 2 x 0 Bahia: consolidação de ideias e aplicação de conceitos
    > Análise do jogo – Flamengo 2 x 0: Segue o líder!
    > Vinicius Junior, Paquetá e o resgate do torcedor que joga

  • Moments | Listamos dezenas de opções de Consulados e Embaixadas onde você pode assistir Flamengo x Corinthians

    Após conquistar uma importante vitória fora de casa contra o Bahia, o Flamengo volta a campo, neste domingo, em busca de mais três pontos. Desta vez, terá pela frente o Corinthians, em partida que acontece no Maracanã, às 16h.

    Para aqueles que não vão ao estádio e querem acompanhar o jogo em boa companhia rubro-negra, as Embaixadas e Consulados são ótimas opções. O Mundo Bola divulga antes de cada partida os locais onde as sedes do Projeto das Embaixadas acompanham os jogos do Flamengo. Confira abaixo o giro #EmbaixadasNoMundo Bola para Flamengo x Corinthians:

     

    Não conhece o Projeto das Embaixadas do Flamengo? Confira este texto: Projeto das Embaixadas: espalhando o Flamengo pelo mundo

  • A Base veio forte. E agora?

    A coisa começou em 1979, na famosa reportagem de Geraldo Mainenti para a revista Manchete Esportiva, com o título eternizado na Gávea: “Craque o Flamengo faz em casa”. No subtítulo que, segundo a lenda, teve que ser escrito para completar a diagramação, “Não compra, não vende, não troca”. Sim, é claro que procurei e encontrei as páginas na internet, o que foi uma grande felicidade. Viajei naquele tempo tão distante, eu com 11 anos de idade, comprando a revista na banca, vibrando com as páginas, vendo a cara dos ídolos de perto – diga-se que naquele tempo, 1979, era muito raro a gente ver a cara do jogador. Pasmem. Sim, havia a Placar, a Manchete, mas as poucas transmissões de TV não tinham câmeras no campo, e quem tem mais ou menos a minha idade vai lembrar: intervalo de jogo, o repórter lá no gramado abordava um jogador, e você só ouvia. Se desse sorte, a câmera pegava a entrevista, via-se os dois conversando de longe. Fora isso, os craques de vez em quando iam às mesas redondas.

    Mas para nós, crianças, eram bonecos visto de longe e listrados de preto e vermelho. Que a gente via no jornal no dia seguinte, mais de perto, nas fotos do Jornal dos Sports, o cor-de-rosa, e no caderno de esportes d’O Globo.

    Assim, a reportagem foi um sucesso absoluto, a maioria dos jogadores em pé, em fila, continua no Panteão Sagrado do Flamengo até hoje – salvo Lima, Cidade e André, nunca soube o que aconteceu com eles. Mas estão lá Zico, Adílio, Leandro, Andrade, Júnior, Júlio César Uri Geller, Rondinelli, Cantarelli e, vá lá, Tita (continua no Panteão, mas andou vacilando no fim da década de 80).

    Mas tal e qual defende o psicólogo Clotaire Rapaille em seu fenomenal livro O Código Cultural (Ed. Elsevier), há culturas que são alteradas por fatos até simples – culturas inteiras que incorporam hábitos, vícios, medos e procedimentos. Na maior parte dos casos, a mudança precisa de duas ou três gerações para ser percebida – digamos, por exemplo, que daqui a uns 40 anos possamos apontar no modo de vida dos americanos algo que tenha se originado do atentado do 11 de setembro, por exemplo.

    No Flamengo, graças a essa monumental reportagem, foi feita a Inception, a inserção de uma ideia no mindset rubro-negro, segundo o qual sim, Craque o Flamengo faz em Casa, só nós fazemos (o que é dissonância cognitiva nossa), e nós só fazemos craques (outra dissonância). A Base, no Flamengo, sempre mandou desde então. E não é algo a se estranhar tanto – um forno que produz um Zico tem que ser respeitado.

    Mas…

    Sabemos que desde 1979 as coisas não caminharam sempre em asfalto liso, não navegaram em mar calmo e de enseada, não voaram em céu de brigadeiro. Mesmo quando revelamos grandes jogadores na década de 1990 (dos quais talvez o maior expoente tenha sido Djalminha), pecamos pela…soberba. Sim, dez anos depois, ser “da base” do Flamengo implicava em certa marra. Paulo Nunes, Djalminha, Marquinhos, Marcelinho, Rogério, Zinho, todos grandes jogadores, sem dúvida – mas atingiram um patamar de marra em certo ponto que depois do nosso glorioso pentacampeonato a coisa desandou a tal ponto que se permitiu um tricampeonato do Vasco. Me lembro do apelido “Gaúcho’s Boys”, em homenagem ao saudoso atacante, não mais entre nós. Apelido marrento e que geralmente agrada ao ethos Flamengo, ao torcedor médio – mas a longo prazo causa instabilidades, empáfias e a tal da máscara, termo meio em desuso desde o fim da lei do Passe.

    Mas o pior ainda estava para acontecer. Houve gerações e gerações de “revelações” que davam incríveis chabus (termo bem adequado para o mês de junho, repleto de festas com fogos). Qualquer rubro-negro recita pelo menos cinco nomes: Erick Flores, Vinicius Pacheco, Fabiano Oliveira, Rodrigo Arroz, Guilherme Negueba. Você leu essa lista e pensou mais cinco. Todos, reconheçamos, sob a pressão da “Escolinha que revelou Zico”. Todos pressionados pela torcida gigante, imensa, magnética. Todos apavorados com a clássica página, já amarelecida, com o “Craque o Flamengo faz em casa”. Não é fácil, minha gente. Não, não é fácil – ser reforço é mole. Você chega, se não dá certo, arruma outro clube, dá adeus. Tem uns que até conseguem anular suspensão para jogar pela seleção – mas quanto ao Flamengo, um abraço. É muito mais tranquilo vir de fora. Já ser da base do Flamengo sempre implicou em tentar ser um Zico mas arrumar no mínimo uma vaga de Adílio, quando não de Leandro. Se tudo der errado, vai de Peu mesmo (e na boa: se jogasse hoje, Peu iria para a Rússia com a camisa 10 da seleção). É como sempre funcionou. Quando ganhamos a Copinha, mais pressão ainda.

    Só que esse ano tem algo diferente acontecendo. Não digo só em futebol, haja vista que Vinícius Jr e Paquetá não estão lá assim 100 por cento em regularidade – apenas no fato de que estão decidindo jogos. Mas há um sentimento de que a Base está não só forte como confiante.

    A atuação de Léo Duarte e Thuler contra o Atlético Mineiro, as boas jogadas de Paquetá, o desempenho de Vinícius Jr., as entradas boas de Lincoln e as excelentes participações de Jean Lucas (aposto muito nele) me induzem a pensar que há uma certa solidez nessa turma, uma “marra sob controle”, que seguramente é resultado de bom trabalho de bastidores – psicólogos, técnicos, coordenadores. Claro que tiveram sorte, principalmente os dois da zaga contra o Atlético, mas a sorte só ajuda quem é bom, disso nunca duvidei. Nelson Rodrigues, inclusive, dizia que sem sorte não se consegue nem tomar um Chicabon. Não sei o que será de nós daqui para a frente, mas até agora creio que nós podemos dizer que é uma boa safra. Infelizmente, creio que na volta da Copa (esse intervalo chato que teremos) não haverá mais Vinícius Jr., e há sério risco de não termos mais Paquetá, pois a curiosidade em cima dele cresce exponencialmente.

    E isto acontece, basicamente, porque é jogador do Flamengo. Apesar da excelente tirada do Diogo Almeida, editor deste Mundo Rubro-Negro, de que se o nome fosse Lucas Guarujá ele estaria na Copa, creio que a dinâmica do mundo empresarial é outra, não tem esses pruridos do combo Imprensa paulista – CBF – Seleção. No “trade” dos craques, aguentar a pressão do Flamengo significa que você pode ser até mesmo assessor de imprensa da Al-Qaeda ou chefe das relações públicas da Blackwater que tá tudo tranquilo. Você passou no vestibular para a vida adulta no futebol, você foi aprovado no Curso de Operações Especiais do Esporte, que é o Flamengo. Levou tapa na cara, mandaram você pedir para sair, ajoelhou no milho, andou na água gelada cheia de sanguessugas e foi aprovado. Você é o tipo do cara que contratam para colocar a mão no fogo em vídeo para campanha contra hanseníase – já sabem que você tem pele curtida e não se queima.

    Com estas qualidades, é claro que ficarão sempre mais de olho nos nossos craques. E não tenhamos ilusões de “manter o craque”. Isso não existe mais no futebol brasileiro. O que existe é “manter boas safras” e “vender depois de usar bem”. Não será o caso do Vinícius Jr, acredito. Mas pode ser o caso do Paquetá – que pode muito bem segurar até dezembro de 2019 antes de seguir para a vaga do Messi no Barcelona ou para a do Cristiano Ronaldo no Real Madrid (embora ache que ele jogue mais recuado que o CR7).

    Cabe ao Flamengo voltar a ter essa visão de craque o Flamengo faz em casa, mas craques completos, com personalidade, com poder de decisão, confiança e que tenham uma vida longa no futebol. Que se valorizem a cada jogo. Podem oscilar? Podem, já vimos que Paquetá oscilou, que Vinicius também. Mas aí nós da torcida podemos usar a paciência que tanto treinamos nos últimos 39 anos, desde que Geraldo Mainenti fez história na Gávea. A paciência agora é uma ferramenta para consolidação de toda uma cultura, da parte boa, que precisa permanecer. Não mais marra de cão, não mais jogadores defecando em caldeirões de feijoada (procure saber), não mais jogadores que se jogam cavando pênalti em momentos decisivos, não mais jogadores que depois de 20 minutos de bom futebol invadem a Gávea com o pai a tiracolo exigindo aumento.

    Não. O que o Flamengo quer é a Base forte e sim, desta vez, diferente de tudo que há por aí. É possível e acho até que estamos fazendo.
     

    Imagem destacada nos posts e nas redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo, Reprodução

     


    Gustavo de Almeida é jornalista desde 1993, com atuação nas áreas de Política, Cidades, Segurança Pública e Esportes. É formado em jornalismo pela Universidade Federal Fluminense. Foi editor de Cidade do Jornal do Brasil, onde ganhou os prêmios Ibero-Americano de Imprensa Unicef/Agência EFE (2005) e Prêmio IGE da Fundação Lehmann (2006). Passou pela revista ISTOÉ, pelo jornal esportivo LANCE! e também pelos diários populares O DIA, A Notícia e EXTRA. Trabalhou como assessor de imprensa em campanhas de à Prefeitura do Rio e em duas campanhas para presidente de clubes de futebol. É pós-graduado (MBA) em Marketing e Comunicação Empresarial pela Universidade Veiga de Almeida. Atualmente, escreve livros como ghost-writer e faz consultorias da área de política, além de estar trabalhando em um roteiro de cinema.
     

  • Invicto em casa, Flamengo enfrenta o Corinthians no Maracanã

    Buscando ampliar a vantagem na liderança, o Flamengo volta a campo neste domingo (3), contra o Corinthians, para mais um jogo com cara de decisão. A partida, válida pela nona rodada do Campeonato Brasileiro, acontece no Maracanã, às 16h (Globo e Premiere FC transmitem o jogo/ Acompanhe o Tempo Real do Mundo Bola, no Twitter).

    Com apenas uma derrota em oito jogos e invicto jogando no Rio, o Mais Querido está com 17 pontos na competição nacional. O Corinthians tem 14 e precisa da vitória para encostar no Flamengo. A equipe paulista chega para o duelo após um vitória magra sobre o América MG (1 a 0), na Arena Corinthians, primeiro triunfo do técnico Osmar Loss desde que assumiu o lugar de Fábio Carille.

    Em coletiva de imprensa no Ninho do Urubu, o meia Diego Ribas falou sobre a partida deste domingo.

    “O fato do Corinthians ser o atual campeão Brasileiro faz com que o jogo seja muito difícil. Sem dúvidas é um confronto bom de se jogar. Estaremos preparados, o Maracanã terá ótimo número de torcedores mais uma vez e faremos o que deve ser feito em busca de mais uma vitória em casa”, analisou o camisa 10.

    Até a última parcial divulgada pelo Rubro-Negro, mais de 40 mil ingressos haviam sido adquiridos para o duelo. Os setores Norte e Leste Inferior esgotaram.

    Clássico centenário

    Em 2018, o primeiro duelo entre Flamengo x Corinthians está completando 100 anos. A partida foi disputada no dia 1º de dezembro de 1918, no antigo estádio da Rua Paysandu, no Rio de Janeiro.

    Retrospecto

    Na história do Campeonato Brasileiro, as duas equipes já se enfrentaram no Rio de Janeiro em 33 oportunidades e o retrospecto é favorável ao Flamengo: 15 vitórias, 8 empates e 10 derrotas. Já o retrospecto geral é equilibrado (133 jogos): 50 vitórias, 39 empates e 52 derrotas.
    O último confronto entre as duas equipes aconteceu no ano passado e o Mais Querido venceu por 3 a 0, na Ilha do Urubu, com gols de Mancuello, Diego e Felipe Vizeu.

    Relacionados para Fla x Corinthians

    O técnico Mauricio Barbieri relacionou os seguintes jogadores para o jogo contra o Corinthians:

    Desfalques

    No jogo deste domingo, além dos lesionados Juan, Réver, Geuvânio e Pará, o Flamengo não poderá contar com o volante Gustavo Cuéllar. José Pekerman, técnico da Colômbia, não aceitou liberá-lo – ao contrário do que aconteceu com Paquetá, no Brasil. A seleção “cafetera” só irá divulgar a lista definitiva na segunda-feira, e segue monitorando os suplentes.

    Atletas pendurados

    Para o confronto diante da equipe paulista, o Flamengo tem quatro jogadores pendurados, todos do quinteto ofensivo rubro-negro. Diego, Lucas Paquetá, Vinicius Junior e Henrique Dourado já foram amarelados duas vezes durante a competição e podem desfalcar a equipe na próxima rodada.

    Arbitragem

    A CBF escalou um trio gaúcho: Anderson Daronco (FIFA) é o árbitro principal, auxiliado por Rafael da Silva Alves (CBF) e Elio Nepomuceno de Andrade Junior (CBF).

    Provável escalação do Flamengo

    Diego Alves; Renê, Rhodolfo, Léo Duarte e Rodinei; Jonas, Paquetá, Everton Ribeiro, Vinicius Junior e Diego; Henrique Dourado


    Foto de destaque: Gilvan de Souza/ Flamengo

  • É muito difícil praticar futebol profissional no Rio de Janeiro, sobretudo no Maracanã

    De antemão, quero frisar que esse texto não é sobre precificação. Se quiser problematizar sobre ticket médio ou discutir se o torcedor com renda X canta/torce mais ou menos que o torcedor com renda Y, procure outro canto.

    Em poucos parágrafos e uma tabela, quero mostrar como é difícil praticar futebol profissional no estado do Rio de Janeiro, sobretudo atuando no Maracanã.

    Após oito rodadas da Série A, onde a maioria dos clubes fez quatro partidas em casa, o Flamengo é o líder em arrecadação. Muito bom, certo? Sim… e não, visto que o cálculo é feito sobre a renda bruta (sem contar as despesas do jogo).

    Quando a gente avalia a renda líquida, amigo, a coisa não é tão bacana. Vejamos o porquê.

    Jogamos no Rio, onde a federação local, parasita como nenhuma outra, morde 10% da renda bruta de cada jogo. No estado, 12% dos ingressos são reservados (mas nunca totalmente utilizados) para menores de 12 e maiores de 60, sejam ricos ou pobres. Ex-atleta também não paga. E quem paga, paga meia. Todo mundo no Rio é estudante. Educação é o forte desta aprazível unidade federativa abençoada por Deus.

    Mas é no Mário Filho que a coisa fica ainda mais complicada. O Maraca não é nosso, ele é estatal e está concedido à empresa mais corrupta do país. E sua simples existência – muito por um comodismo rubro-negro, é verdade – dificulta muito que o clube se livre de suas amarras. O Maracanã sem o Flamengo perde 70% de sua receita. O Maracanã sem o Flamengo vira um Coliseu, e isso não é bom para nenhum governador.

    Só que jogar nesse elefante é muito caro. Cito aqui alguns motivos:

    – O Maracanã tem um aluguel do tamanho do superfaturamento de sua reforma, até porque seu custo anual de manutenção é por volta de 60 milhões;
    – O custo operacional é fora do normal;
    – O Maracanã tem aproximadamente 5 mil cativas dos anos 50;
    – O Maracanã tem um setor de visitantes absurdamente deficitário. Ele foi projetado para o mundo da fantasia onde a divisão das torcidas não é 90/10;
    – O Maracanã obriga ao mandante deixar parte da receita líquida para a Fugap, a Acerj e os escoteiros (sim, as bizarras leis que beneficiam essas entidades falam apenas em eventos esportivos realizados nesse estádio).

    O resultado disso é esse abaixo. Quase seis milhões de receita bruta, pouco mais de um milhão de receita líquida.

    A torcida pode continuar cantando que o Maraca é nosso. Torço para que nunca seja, nem sob forma de concessão. A casa do Flamengo vem dos anos 30 e está situada no número 997 da Avenida Borges de Medeiros, mas isso é tema para outro post e fica para outro dia.


     

    Imagem destacada nos posts e nas redes sociais: Reprodução.

    Quer ser apoiador do Mundo Bola? CLIQUE AQUI

    José Peralta não é apenas mais um rostinho bonito cornetando o time. Toda segunda-feira suas peraltadas estão aqui no Blog CRFlamenguismo.

    LEIA TAMBÉM

    > Flamengo e os rivais cariocas – Evolução e reposicionamento
    > Liderança
    > Flamengo 2 x 0 Bahia: consolidação de ideias e aplicação de conceitos
    > Análise do jogo – Flamengo 2 x 0: Segue o líder!
    > Vinicius Junior, Paquetá e o resgate do torcedor que joga
    > Os ciclos
    > Há 17 anos provou-se que o exercício da fé funciona

  • Flamengo e os rivais cariocas – Evolução e reposicionamento

    Paul Krugman ganhou em 2008 um Nobel de Economia muito por conta de suas pesquisas em Teoria da Localização, um estudo que alia a Geografia à Economia. A tese central é de que o sucesso de um empreendimento deriva bastante da localização de sua atividade produtiva, contribuindo para a formação de clusters produtivos (economia de aglomeração), onde de forma colaborativa empresas prosperam juntas apenas por compartilharem o mesmo espaço, porque trocam entre si suas respectivas eficiências.

    O Flamengo não se tornou o maior clube do Brasil porque São Judas Tadeu o abençoou. Nossa força original vem do fato de ter nascido na então capital federal e chegar aos 4 cantos do país pelas ondas curtas das rádios Nacional e Tupi.

    Já se vão quase 60 anos que Juscelino Kubitschek transferiu a capital para Brasília. Desde então o Rio de Janeiro foi lentamente se esvaziando e o Brasil, caso raro no mundo, passou a ter 3 “capitais” : a capital propriamente dita, concentrando o eixo do poder, São Paulo, a capital dos negócios e da produção, restando ao Rio de Janeiro o honroso título de capital cultural, por ser a terra das produções artísticas e a cidade brasileira mais conhecida no exterior. Não vou dizer que é o Rio é também a cidade brasileira mais bonita porque é falso, o Rio é a cidade mais bonita do mundo, como qualquer pessoa que já a visitou está cansada de saber.

    O drama é que o Rio de Janeiro vive um processo de degradação e esvaziamento que se era lento em décadas passadas, foi acelerado nos últimos anos. Mas é nesse Rio de Janeiro maltratado e entregue à sorte (ou melhor, ao azar), que o Clube de Regatas do Flamengo reside, vítima, portanto, de tudo o que acontece ao seu redor, porque afinal o clube não é uma bolha, já que a prosperidade, como dizia Paul Krugman, tem muito a ver com a geografia.

    A ironia é que o Flamengo conseguiu seus maiores avanços institucionais justamente no período em que seus rivais locais experimentam suas crises mais agudas. A partir das análises de Amir Somoggi, vou discorrer um pequeno comparativo entre os desempenhos financeiros do Flamengo e seus rivais cariocas, para que que fique explícito o desalinhamento completo entre as nossas perspectivas e as deles. Lembro que todos os números estão em milhões de reais.

    Começando pelas Receitas. O Flamengo, sozinho, fatura o mesmo que os outros 3 clubes somados.

    Outro indicador relevante é o investimento no elenco, isto é, o quanto “vale” o plantel de cada clube, mas não por especulações de sites como Transfermarket e sim pelo efetivamente contabilizado no ativo intangível de cada balanço. O Flamengo é o 5º maior investimento do país – atrás, pela ordem, de Palmeiras, Corinthians, São Paulo e Cruzeiro -, mas nada de braçada em comparação aos vizinhos:

    A análise de ambos os gráficos prova uma correlação direta entre a arrecadação e o investimento no elenco, especialmente no caso do Flamengo, que mantém uma proporcionalidade perfeita entre seus rivais: fatura sozinho metade do bolo, detém sozinho metade da soma dos valores dos elencos cariocas.

    Quanto à dívida, vou me basear nos números apurados pelo Amir Somoggi e estabelecer um comparativo entre a dívida em 2012 e em 2017, que compreende os 5 anos de gestão do presidente Bandeira de Mello:

    Observem que o Flamengo, que costumava liderar o ranking nacional de devedores (hoje ocupa a 10ª posição), agora é o clube carioca com a menor dívida, que caiu mais da metade em 5 anos. Nesse período dedicado à reconstrução financeira, o Flamengo conquistou 1 Copa do Brasil e se classificou 2 vezes para a Libertadores via campeonato brasileiro. Seus rivais, ainda que Vasco e Botafogo também tenham conquistado o direito de disputar a Libertadores em 1 edição, colecionaram vexames: o Botafogo foi rebaixado 1 vez, o Vasco foi rebaixado 2 vezes e o Fluminense, embora não tenha caído (e em 2013 só por obra do rolo da Portuguesa), ficou entre a 13ª e a 15ª posição em 4 das 5 edições, sendo a sua melhor colocação um sexto lugar.

    Porém, muito mais importante do que a dívida em si é a relação proporcional entre a dívida e a capacidade de pagamento – afinal, se uma dívida de R$ 10 mil é um problemão para mim e quase irrelevante para o Marcelo Odebrecht, o mesmo acontece com um clube, importa menos o quanto você efetivamente deve e mais o quanto essa dívida representa dos seus ganhos. A tabela seguinte mostra essa dimensão.

    Logo, enquanto a dívida total do Flamengo representa cerca de metade de 1 ano de sua existência, seus vizinhos devem cerca de mais de 2 anos e meio do que conseguem arrecadar.

    Outro comparativo interessante é conferir a arrecadação de bilheteria, um tema muito sensível e que sempre origina debates acalorados. O próximo gráfico mostra a imensa dificuldade dos rivais de acompanharem a capacidade do Flamengo em gerar receita a partir da presença de público:

    Cada vez que os “zé-planilhas” levantam esses números sempre aparece alguém para lembrar: ok, parabéns, mas e o futebol? Quando essa pujança financeira vai se traduzir em resultados esportivos?
    Pois a melhor resposta vem justamente do comparativo com os rivais cariocas: a distância financeira que o Flamengo tem em relação aos demais já é sentida de forma muito nítida dentro do campo.

    E não apenas pela percepção empírica de que enquanto o Flamengo entra no Brasileiro, Copa do Brasil, Sulamericana e Libertadores para disputar, os demais têm aspirações bem mais modestas. É porque os resultados do Brasileiro nas últimas cinco temporadas demonstram que o Flamengo começa a reproduzir, em campo, a mesma superioridade que ostenta nos balanços quando a comparação é com os vizinhos. A tabela abaixo lista a pontuação e os números de vitórias acumulados nos últimos 5 campeonatos:

    Agora, um dado curioso. Na memória do torcedor rubro-negro, os 5 anos anteriores teriam sido muito mais favoráveis, uma vez que o time conquistou o Hexacampeonato e em outras 2 edições se classificou para a Libertadores. A frieza dos números mostra uma pequena quantidade de pontos a mais (4,8%) e 3 vitórias a menos. Ou seja, uma campanha bastante parecida. Porém, há um equilíbrio muito maior entre o desempenho dos times cariocas e o Flamengo não foi o melhor deles:

    Ou seja, é possível concluir que, ao menos em relação aos times cariocas, a diferença financeira existente entre o Flamengo e os rivais produziu resultados desportivos consistentes e reposiciona o Flamengo em um patamar bem acima dos conterrâneos.

    E essa diferença tende a aumentar. Fluminense e Vasco vivem situações caóticas, tanto que tiveram dificuldades até para apresentarem seus números (o Fluminense perdeu o prazo para publicar o balanço e o Vasco não teve o balanço auditado), além de turbulências e incertezas políticas. O Botafogo é mais ajuizado, organizado e pacificado, mas tem contra si o fato de aparentar ser o clube com menor potencial de geração de receitas dentre os 4, agravado pelo fato de ter a maior dívida.

    Há dezenas de outros indicadores capazes de revelar o abismo que está aberto entre o Flamengo e os conterrâneos, mas já parece desnecessário. A miséria financeira em que Vasco, Fluminense e Botafogo se enfiaram (e, repito, sem qualquer ganho esportivo) é ainda mais dramática quando a gente lembra que ela foi construída em um período em que os clubes brasileiros foram agraciados com 2 grandes benefícios, a edição do PROFUT parar refinanciar as dívidas de impostos e a assinatura do novo contrato com a TV, que rendeu luvas generosas.

    O que importa, de fato, é concluir. E há ao menos 2 constatações óbvias:

    a) O Flamengo, em 2018, é um clube de uma dimensão estrutural completamente diferente daquela possuída pelos que foram criados junto com ele. E essa não é uma situação momentânea. Ao contrário, é uma condição que deve perdurar por muitos anos, talvez até para sempre, caso os rivais sigam insistindo em dar as costas para as boas práticas de gestão, que custaram imensos sacrifícios ao Flamengo enquanto eles se esbaldavam em Freds, Seedorfs e Nenês;

    b) O torcedor do Flamengo, diante da evolução que o clube alcançou na competição com seus rivais locais, precisa reposicionar seus sentimentos de rivalidade. Em um cenário onde o campeonato estadual perde relevância a cada ano, é preciso compreender de uma vez por todas que os competidores reais do Flamengo daqui para frente estão fora do Rio de Janeiro.

    Finalmente, uma conclusão não tão óbvia: a desgraça dos conterrâneos pode ser divertida para animar conversas de botequim, mas é péssima para o Flamengo. O melhor cenário seria ter competidores locais mais ou menos do nosso tamanho, porque isso facilita a atração de investimentos, dá visibilidade e reparte entre todos as respectivas eficiências, como ensina a Teoria da Localização.
    Como isso não vai ocorrer no curto prazo, o Flamengo se coloca em posição de risco. Seus competidores enfraquecidos podem se unir para criar toda a sorte de embaraços no ambiente regulatório – no caso, a famigerada FERJ. Vai ser preciso, daqui para a frente, saber lidar com a fragilidade dos rivais.


    Imagem destacada nos posts e nas redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo

    Quer ser apoiador do Mundo Bola? CLIQUE AQUI

    Walter Monteiro é advogado com MBA em Administração. Membro das Comissões de Finanças do Conselho Deliberativo e do Conselho de Administração do Clube de Regatas do Flamengo. Escreve sobre o Flamengo desde 2009, em diferentes espaços.
     

    LEIA TAMBÉM

    > Liderança
    > Flamengo 2 x 0 Bahia: consolidação de ideias e aplicação de conceitos
    > Análise do jogo – Flamengo 2 x 0: Segue o líder!
    > Paolo Guerrero é liberado para jogar a Copa do Mundo
    > Para seguir líder! Flamengo enfrenta o Bahia, no Maracanã
    > Moments | Listamos dezenas de opções de Consulados e Embaixadas onde você pode assistir Flamengo x Bahia
    > Flamengo x Bahia: arbitragem gaúcha no comando
    > O Preço do Maracanã – Parte 1: Nada sai barato no New Maracanan
    > A crônica do baba entre o time do Bidu e o time do Bola
    > A maravilhosa experiência de um domingo qualquer
    > O Flamengo e o viés de confirmação
    > Flamengo 2 x 0 Internacional | Um time em nítida evolução
    > Em 1992, o Inter deixou o Fla chegar
    > Ainda falta muito

    MAIS NO BLOG BALANÇO DO FLAMENGO

    > Os números que assustam
    > Semestre de ouro
    > O balanço nosso de cada dia

  • Liderança

    Encontramos na mídia especializada inúmeros profissionais que desmerecem a posição do Flamengo na tabela. “É a liderança como menor número de pontos da história dos pontos corridos” ou “A tabela é feita para privilegiar o Flamengo, com mais jogos em casa e adversários mais fracos”, eles dizem.

    A verdade é que o Flamengo é gigante justamente por nunca ser indiferente pra ninguém: 40 milhões o amam e todo o restante o odeia. Nós, rubro-negros da Nação, precisamos mais do que aceitar essa condição, mas finalmente entendê-la e saber jogar o jogo.

    Precisamos nos mostrar como grandes que somos. Aproveitar as oportunidades que temos e lotar o Maracanã em todos os jogos em casa. Precisamos refutar qualquer favoritismo intencionalmente alocado para nos desestabilizar, transformando-o em confiança e traduzindo-o em 3 pontos a cada jogo.

    Falar eles sempre falam. O problema é que, às vezes, nos fazemos de malandros bobos, caindo na pilha e não aproveitando as oportunidades que temos. Sejamos os malandros espertos, no sapatinho, garantindo ponto a ponto os nossos objetivos.

    Deixa que gritem, que pensem, que falem. Vamos fazer o nosso. Torcida, time, união que sempre nos levou a títulos. Vamos juntos


     

    Imagem destacada nos posts e nas redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo

    Quer ser apoiador do Mundo Bola? CLIQUE AQUI

    Felipe Foureaux escreve todas as quintas-feiras no Mundo Bola. Siga-o no Twitter: @FoureauxFla
     

    LEIA TAMBÉM

    > Flamengo 2 x 0 Bahia: consolidação de ideias e aplicação de conceitos
    > Análise do jogo – Flamengo 2 x 0: Segue o líder!
    > Paolo Guerrero é liberado para jogar a Copa do Mundo
    > Para seguir líder! Flamengo enfrenta o Bahia, no Maracanã
    > Moments | Listamos dezenas de opções de Consulados e Embaixadas onde você pode assistir Flamengo x Bahia
    > Flamengo x Bahia: arbitragem gaúcha no comando
    > O Preço do Maracanã – Parte 1: Nada sai barato no New Maracanan
    > A crônica do baba entre o time do Bidu e o time do Bola
    > A maravilhosa experiência de um domingo qualquer
    > O Flamengo e o viés de confirmação
    > Flamengo 2 x 0 Internacional | Um time em nítida evolução
    > Em 1992, o Inter deixou o Fla chegar
    > Ainda falta muito

    MAIS NO BLOG FOUREAUX EM CAMPO

    > Nunca serão
    > Exemplos
    > A covardia do “Eu disse”
    > Mudanças
    > Acorda, Flamengo
    > O gol da perseverança
    > A tênue linha entre a convicção e a teimosia
    > Livre arbítrio
    > O horizonte
    > Isso aqui é Flamengo?
    > Carta aberta ao Zé Ricardo 2
    > Soneto da Libertadores
    > Carta aberta ao Zé Ricardo
    > A história de 30 anos que teve seu final feliz há 30 anos
    > Noite de Libertadores
    > O limite da razão
    > Volante, cabeça-de-área ou meio-campo?
    > O Flamengo pulsa
    > Foi doído