Autor: diogo.almeida1979

  • Na despedida do Maracanã antes da parada para a Copa, o líder Flamengo enfrenta o Paraná no Brasileirão

    Buscando sua quinta vitória consecutiva no Brasileirão e, por consequência, a manutenção da vantagem na liderança, o Flamengo volta a campo neste domingo (10) para enfrentar o Paraná. A partida, válida pela décima primeira rodada da competição nacional, acontece no Maracanã, às 19h. Em caso de vitória, o Rubro-Negro abrirá 6 pontos de vantagem em relação ao vice líder São Paulo e  garantirá a liderança até o fim da parada para a Copa do Mundo.

    Mais de 50 mil ingressos já foram vendidos para o duelo que pode marcar a última partida de Vinicius Junior no Maracanã. OGaroto do Ninho fez 16 jogos pela equipe profissional do Flamengo no estádio e marcou um gol (contra o Vasco, no Brasileirão). Em julho, Vinicius completa 18 anos e assinará com o clube Merengue. Ainda não há uma definição sobre seu futuro, mas é cada vez menos provável que ele volte por empréstimo ao Rubro-Negro.

    Embora a fase do Flamengo seja excelente, é preciso ter cuidado com o Paraná. Após um péssimo início no Brasileirão, a equipe paranaense está reagindo na competição e venceu seus dois últimos jogos (Fluminense e Bahia). Além disso, o Colorado de Curitiba costuma ser uma verdadeira pedra no sapato do Rubro-Negro: em 22 jogos contra o Paraná, o Fla só saiu vencedor em sete oportunidades, perdeu 11 partidas e empatou 4.

    Para o duelo desta noite, o técnico Mauricio Barbieri contará com o retorno do camisa 10 da Gávea, Diego. Por outro lado, a defesa segue cheia de desfalques: lesionados, Réver e Rhodolfo seguem no departamento médico; Juan, mais adiantado na recuperação, também fica de fora do jogo. A dupla de zaga será formada pelos jovens Léo Duarte e Thuler. Outro importante desfalque é o meia Lucas Paquetá, suspenso por causa do terceiro amarelo. As outras ausências são: Trauco e Guerrero (Copa do Mundo); Pará (lesionado).

    Provável escalação

    Diego Alves, Renê, Rhodolfo, Léo Duarte e Pará; Cuéllar, Jean Lucas (Marlos Moreno), Diego, Everton Ribeiro, Vinicius Junior e Henrique Dourado

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    Pendurados

    Cuéllar, Geuvânio, Dourado, Vinicius Junior, Jonas e Renê estão pendurados com dois cartões. Se levarem o terceiro, ficam de fora do duelo contra o Palmeiras, na próxima quarta-feira.

    Arbitragem

    A CBF escalou um trio paulista para Flamengo x Paraná: Marcelo Aparecido de Souza apita o jogo, auxiliado por Anderson Coelho e Bruno Rizo.

    Foto de destaque: Gilvan de Souza/ Flamengo


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  • Próxima da marca de 1 milhão de inscritos, Fla TV chega a 100 milhões de visualizações

    Por Wedson Barreto Wanderson Emerick

    Retorno ao Maracanã, liderança no Brasileirão, classificação na Libertadores e Copa do Brasil… a boa fase deu ao Flamengo a tranquilidade que precisava para seguir bem nas três competições que disputa, e isso refletiu positivamente também nas redes sociais. Nos cinco primeiros meses de 2018, a Fla TV já conquistou 215.254 novos inscritos, valor superior ao total conquistado no ano de 2016 (211.630), quando o Flamengo reformulou sua comunicação na internet. 

    Em maio,  a Fla TV teve um crescimento de 4,3%fechando o período com 950.129 inscritos. Foram 41.095 assinantes em maio, crescimento de 6% em relação ao mês de abril. Ficou atrás apenas do Corinthians, que teve pouco mais de 43 mil inscritos. Mantendo o crescimento atual, o Flamengo deve alcançar a marca de 1 milhão de seguidores no Youtube até julho deste ano.

    O Flamengo é o único time do top 5 mundial que ainda não chegou ao primeiro milhão de inscritos, e deverá ser a primeira equipe não europeia a conquistar a marca – até o momento, só Barcelona, Real Madrid, Manchester City e Liverpool conseguiram. 

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    Visualizações

    Em maio, a FlaTV foi o canal mais visto entre os clubes brasileiros ( 3.883.558 views)Um crescimento de 21,5% em relação ao mês de abril. Estes bons números fizeram o Flamengo superar mais uma importante marca: 100 milhões de visualizações, desde a criação do canal. Neste quesito, a Fla TV ainda está atrás de dois clubes brasileiros. Santos (com mais de 180 milhões de views) e Palmeiras (com quase 110 milhões) estão na frente do Rubro-Negro. 

    Em 2018 o Flamengo já soma mais de 19 milhões visualizações, ficando atrás apenas do Alviverde paulista, que tem quase 26 milhões de views. 

    Rádio Nação Rubro-Negra

     

    A Fla TV segue buscando alternativas para manter o bom crescimento na plataforma de vídeos. Algumas novas, outras nem tanto. No mês de maio, a Comunicação do clube promoveu o retorno da Fla Rádio, agora rebatizada como Rádio Nação Rubro-Negra. Neste quadro, são transmitidos os jogos do Flamengo, ao vivo, no Youtube.

    A grande novidade neste retorno ficou por conta do narrador: Zopilote Fla (youtuber rubro-negro, conhecido por suas narrações divertidas e nada convencionais). Ele participou de duas transmissões. No jogo contra o Vasco, em comemoração ao mês da mulher, o programa foi comandado inteiramente por rubro-negras: Gisely Sotão na narração, Mariana Sá nos comentários, Luciana Zogaib na reportagem e Julia Malak na interatividade.

    Nos dias das quatro transmissões da Rádio NRN em maio, a FlaTV registrou bons números: 12.099 novos inscritos e 826.117 views. A melhor marca aconteceu no dia 31, quando o Flamengo enfrentou o Bahia, no Brasileirão. O vídeo conquistou 226 mil visualizações e 14 mil likes. Este programa também contou com uma participação especial: Leandro Ramos, o Julinho do Choque de Cultura.


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  • FLAMENGO ENFRENTARÁ VASCO NA FINAL DO CAMPEONATO CARIOCA DE FUTEBOL AMERICANO

    O Flamengo Imperadores é um dos finalistas do primeiro Campeonato Carioca de Futebol Americano. E neste confronto tão importante para a história do futebol americano no Rio de Janeiro e no Brasil, nada melhor do que enfrentar o grande rival Vasco Patriotas.

    O jogo

    A partida acontecerá neste domingo (10), às 14h, no Estádio Moça Bonita (R. Sul América, 950 – Bangu, Rio de Janeiro). A entrada será 1kg de alimento não perecível.

    “A partida de domingo será especial. Faremos a final do primeiro campeonato carioca de Futebol Americano do Rio de Janeiro. É, sem dúvida, uma honra poder fazer parte disso. Nossa equipe vem treinando bem, crescemos ao longo do campeonato e fizemos uma grande partida diante do Vasco na última rodada da temporada regular. Foi um jogo onde as equipes deram um show de Futebol Americano e tenho certeza que domingo terá mais um jogão dessa que é uma das maiores rivalidades do futebol americano nacional.” declarou o cornerback Evandro Bendito.


    Evandro Bendito, CB #22(Foto: Nilton Brito/NB Photopress)

    Polêmica: o local da partida

    Desde o lançamento do Campeonato, a FeFARJ (Federação de Futebol Americano do Rio de Janeiro) vinha informando que a grande final seria realizado no Estádio Nilton Santos. Os jogadores de ambas as equipes fizeram uma visita técnica no estádio no dia 21 de maio. Porém, no dia 1º de junho, a Federação teve uma surpresa não tão agradável.

    O time responsável pela concessão do estádio informou não estar de acordo com a realização do evento. Segundo nota oficial da FeFARJ, o motivo seria o confronto ser entre dois rivais da equipe, desgaste no campo que o esporte causaria, além da total ocupação do estádio, que estaria sendo usado para treinos da equipe de futebol.

    Apesar dos esforços da Federação, dos times e da Secretaria Estadual de Esportes, um acordo não foi estabelecido. Na última segunda-feira (4), a FeFARJ foi notificada extrajudicialmente pela direção do clube, por estarem divulgando o local da partida sem autorização.

    “Essa mudança de local nos pegou de surpresa, seria incrível jogar no Engenhão. Acredito que seria um marco para o futebol americano do Rio de Janeiro, que nesse aspecto um pouco atrás de alguns estados onde tem jogos que são realizados em estádios de Copa do Mundo. É importante ressaltar que essa alteração repentina de local não abalou nossa equipe, pois nosso objetivo sempre foi a conquista do título, independente do local.” afirmou Evandro.

    Confira a nota oficial da Federação:

    Desempenho no Campeonato Carioca

    O Flamengo Imperadores teve 100% de aproveitamento no Campeonato. Venceu todas as três partidas que disputou. As vitórias foram sobre o Rio Football Academy (20-13), Volta Redonda Falcons (16-03) e Vasco da Gama Patriotas (06-12).

    “Nossa equipe vem se aprimorando a cada jogo. Na primeira partida sofremos um pouco com o entrosamento, porém ao longo do Campeonato ajustamos alguns pontos, e na última partida fizemos um grande jogo, conquistando a vitória e encerrando a temporada regular com 3 vitórias e 0 derrotas.” completou o número 22.

    Créditos da imagem destacada: Stephany Airola/Airola Fotografia

  • Quem é o volante Walace, pretendido por Flamengo e Santos

    Por Tiago Cordeiro – Do Cronista Esportivo
     
    Formado pelo Grêmio, um dos melhores clubes formadores do Brasil (ele também passou pelo Avaí na base), Walace é campeão olímpico pela Seleção Brasileira, convocado após Fred (esse mesmo que o Manchester United contratou antes da Copa) não ser liberado pelo Shakhtar. Ao se firmar na equipe, foi vital, junto com o meia Luan, para o ouro nos Jogos Rio 2016.

    Naquela competição, o volante entrou no lugar de Thiago Maia, que joga como segundo homem. Walace é primeiro, assim como o colombiano Cuéllar ou o brasileiro Rafael Carioca enquanto o ex-santista sai mais para o jogo e sabe atuar a frente da linha da bola. Com quase 1,90, o ex-gremista leva vantagem na bola aérea além de ter talento com os passes, o que rapidamente convenceu Luiz Felipe Scolari, então no Imortal, a efetivá-lo no time titular.

    Desde o início, demonstrava capacidade em passes longos, como os melhores na posição. Apesar disso, em seu início no Grêmio, chegou a atuar algumas vezes avançando a frente da linha da bola como um segundo homem ao lado de Edinho (que também passou pelo Fluminense). Embora seja bom de posicionamento, costuma se antecipar o que pode deixar buracos no meio, o que talvez justifique colocá-lo em uma posição mais ofensiva. Vale lembrar que em 2015 o técnico Roger cobrava sua participação no ataque.

    Apesar de características técnicas e ofensivas, Walace não tem o cacoete de um segundo volante rompedor de linhas, como Elias ou Paulinho. Seu jogo é mais atrás, a frente dos zagueiros e ligando a defesa e o ataque com lançamentos. Além disso, a forma desajeitada com que deixou o Grêmio e busca sair do Hamburgo são ressalvas relevantes.

    Como Walace jogaria no Flamengo ou Santos?

    Os dois clubes que cogitam o volante possuem necessidades parecidas. Se o alvinegro praiano pode ter Fernando como titular no lugar do veterano Renato ou de qualquer outro jogador de um meio campo apenas regular, no Flamengo a disputa é mais forte. Walace tem condições de barrar Cuéllar, preterido por José Pekerman na seleção da Colômbia que disputa a Copa da Rússia, mas precisaria conquistar a torcida e o fato de encarar alguém que já se encaixou no time.

    É também um jogador para participar mais ativamente do próximo ciclo da Copa do Mundo e de jogar em grandes clubes.

    Imagem destacada nos posts e nas redes sociais: Divulgação/Hamburgo

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    Tiago Cordeiro é jornalista e publica no blog Cronista Esportivo. Siga-o no Twitter: @cronistaesporte


     

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  • Fluminense 0 x 2 Flamengo: Calma, passes, inversões e craques

    É no campo, é na bola que o futebol é decidido. Muitas vezes tal preceito fica em segundo plano em meio às polêmicas, péssimas arbitragens e movimentações tendenciosas nos bastidores das federações desportivas brasileiras e sul-americanas. Mas nunca se deve esquecer: futebol deve ser jogado dentro das 4 linhas. E bem jogado. Com dribles, passes de efeito, jogadas feias, bizarras, bruscas ou brutas. Tudo isso faz parte desse esporte que amamos.

    Futebol brasileiro é/era conhecido e reconhecido no mundo como “futebol-arte”. Que produz ótimas joias que acabam por ser lapidadas no exterior. Então porque quando temos esses jovens craques desfilando seu potencial e talento pelos campos nacionais, há perseguição entre os próprios jogadores, que consideram qualquer ato de habilidade um atentado ao pudor e aos bons costumes? Quando foi que o futebol brasileiro se tornou tão frio e distante de suas raízes?

    E uma coisa que não pode ser dita sobre o Flamengo de Maurício Barbieri, é que se priva de jogar um bom futebol. Que se acovarda perante os adversários. Longe disso. Joga com a consciência que tem grandes individualidades, e sabe que por tê-las, tem a obrigação de impor sua proposta de jogo. Ainda que nem sempre resulte em bons jogos aos olhos dos espectadores. Mas também faz parte da história do futebol tais oscilações.

    Flamengo veio a campo sem a presença de seu camisa 10, suspenso, e com inúmeros jogadores pendurados. Paquetá cometeu infração, sofreu o cartão amarelo e está fora do jogo contra o Paraná no fim de semana. Em campo, o 4-1-4-1 da temporada contra o defensivo Fluminense disposto em um 3-6-1, desfalcado de Airton Lucas, Pedro e Marcos Júnior. Tinha toda a cara de ser mais um jogo de paciência, tal qual contra o Corinthians. Mas o gol ainda no 1°Tempo modificou o roteiro previsto, e se teve um jogo mais parelho na posse de bola, ainda que o Flamengo a tratasse muito melhor enquanto a tinha a seus pés.

    É muito interessante ver como aos poucos, conceitos implantados desde o início da trajetória de Maurício Barbieri como treinador vem se consolidando na equipe. Renê ataca os espaços vazios em diagonal, se integrando ao time como um meia-esquerda enquanto Vinicius Jr busca a amplitude e a linha de fundo. Deixou de ser apenas um zagueiro pela ala esquerda. Se firma cada vez mais como uma barreira aos adversários e elemento-surpresa nos ataques rubro-negros. No lado direito, o inverso. O ponta busca infiltrações pelo meio, função exercida por Marlos Moreno nesta rodada, enquanto Rodinei faz a ultrapassagem. Saída de bola sempre com toques, recusando chutões (somente quando necessários) e promovendo saída qualificada pelos pés de seus meias. Paquetá e Everton Ribeiro (exercendo nesse jogo a posição de Diego) ditam o ritmo, alternando o lado que se projetam para criar, confundindo a marcação em qual lado é o “forte” ou o “fraco”. Jogada do segundo gol é um bom exemplo disso.

    Nos mapas de calor, as diferenças de funções entre os laterais. Renê mais defensivo, participando da criação de jogadas pelo meio e saída de bola; Rodinei mais presente no setor ofensivo, como opção de amplitude. Entre os pontas, a participação de Vinicius Jr no recuo à saída de bola, auxiliando Renê, e a busca pela linha de fundo; Marlos mais preso a certo espaço na lateral, busca dialogo principalmente com Rodinei, sempre presente em seu setor. (Fonte: SofaScore)

    Entretanto, nem tudo são flores (que se perdoe o trocadilho). Time ainda falha em sua recomposição defensiva, permitindo espaços entrelinhas que podem ser explorados pelos adversários. Rodinei mostra certas deficiências em cobrir sua lateral, necessitando de apoio para fechar o setor, que sofreu constantes subidas de contra-ataque do Fluminense, já que Marlos Moreno está ainda sem ritmo de jogo e não tem características defensivas, de forma similar à Vinicius Jr.

    Fluminense teve como estratégia inicial congestionar o meio-campo com excesso de jogadores, dificultando a saída rubro-negra, e propondo contra-ataques com poucos, mantendo sempre as linhas de marcação compactas, permitindo certa liberdade apenas ao trio mais à frente composto por Sornoza, Jadson e João Lucas. Não foi raro o número de vezes que os donos da casa transitaram do 3-6-1 para o 5-4-1 durante os momentos defensivos.

    Mesmo perante essa trincheira tricolor, Flamengo soube esfriar os ânimos, apresentando novamente a maturidade que teve no jogo anterior. Manteve a calma, trocou passes e inversões para o lado mais desmarcado, sempre com coordenação de Paquetá e Cuellar, tratando a posse de bola ofensiva e recuperação imediata após perda como pilares de sua proposta e estilo. Algo crucial para esse 4-1-4-1 que possui mais voluntariedade que vocação defensiva. Jogar com mais meias tem seu preço. E até aqui, o time vem lidando bem com as transições defensivas, ainda que com momentâneos sufocos.

    Primeiros 15 minutos discorrem no jogo de ataque contra defesa. Boas movimentações e trocas de passes, mas pouca efetividade no terço final de campo em ambas as equipes. Chance mais clara vem com Vinicius Jr em chute da entrada da área após sobra da defesa. Fluminense peca demais no último passe de seus contra-ataques, recuando e fechando a zona central, obrigando Flamengo a atacar mais pelas alas. Decisão de certa forma acertada, já que mesmo sendo um time técnico, bons aproveitamentos nos cruzamentos não são o forte da equipe rubro-negra. Apenas Everton Ribeiro e Rodinei tiveram sucesso em suas tentativas, ainda que com números fracos, com 3 acertos em 6 tentados e 1 acerto em 8 tentados, respectivamente.

    Na jogada em destaque, a dificuldade apresentada pela defesa tricolor aos visitantes. Como Dourado tem dificuldade de participar das triangulações pela baixa capacidade técnica, a defesa se permite quebrar momentaneamente a linha com Gum se adiantando para marcação sobre Paquetá que irá receber a bola, deixando apenas com a vigilância de Luan Peres. Vinicius Jr faz o movimento correto de romper a última linha da defesa, mas pelo congestionamento de jogadores pelo centro, passe por elevação é interceptado por Renato Chaves.

    Aos 20’, ainda que timidamente, Fluminense se lança mais ao ataque (sempre atento às suas linhas de marcação) e conseguindo certos espaços pela direita às costas de Marlos Moreno. Posicionado mais a frente, como um ponta ou segundo atacante, as qualidades na distribuição e infiltração de Sornoza são perdidas. Na mudança de postura da equipe tricolor, ao começar a produzir mais momentos ofensivos do que apenas atuar em transição, seu recuo à intermediária auxilia à saída e faz com que momentaneamente os donos da casa assumam as rédeas da partida.

    Contra-ataque proposto na saída de bola executada por Sornoza. Aproveita da baixa intensidade de Marlos na recomposição defensiva (sequer aparece na imagem capturada), que força o deslocamento de Cuellar do centro, abandonando Sornoza e abrindo espaço para um passe no espaço vazio pelo centro. Jogada mal concluída em chute cruzado que se perde pela linha lateral inversa, caindo nos pés de Renê.

    Logo aos 25’, Flamengo já reassume a posse de bola e recomeça a ditar o ritmo. O que obriga destaque aos condutores da equipe nesta partida: Cuellar, Paquetá e Everton Ribeiro. O primeiro é um leão a frente da defesa, cobrindo espaços através de ótimo posicionamento, é o construtor da transição entre as linhas de articulação da equipe. É o carregador de piano e ao mesmo tempo o cérebro do meio-campo. Está em ótima fase técnica e física. Paquetá é o armador que cobre cada parte do campo. Não possui posição. É a definição de “todocampista” no esquema de jogo rubro-negro. Articula jogadas, infiltra, pisa na área, se posiciona como referência no ataque, cai pelas beiradas, cobre o corredor, fecha o meio intercepta cruzamentos em bola rolando, faltas ou escanteios. O jogador mais completo do futebol brasileiro no primeiro semestre de 2018. O pilar de equilíbrio dos setores. Já Everton Ribeiro é o toque de classe no meio-campo. Tão voluntarioso quanto Paquetá, aparece como opção em ambos os lados, agregando ao time seu talento e capacidade de ler as linhas e aplicar passes verticais de dificuldade elevada e inalcançável à alguns jogadores. Varia entre um bom meia-armador à um ótimo ponta-construtor pela direita.

    E nesse domínio do meio-campo readquirido, vem o gol de abertura do placar. Aos 26’, Everton Ribeiro inicia saída de bola pela esquerda, aciona Renê em um 1-2 que inverte papéis, com o lateral se projetando em diagonal e Everton Ribeiro oferecendo amplitude. O camisa 7 com sua visão de jogo acima da média percebe deslocamento de Paquetá à frente da grande área, se posicionando no que seria lugar de Dourado, executa o cruzamento, ou melhor, o passe por elevação, que Paquetá escora de cabeça para trás esperando infiltração de Marlos Moreno. O colombiano se infiltra, tem a gola de sua camisa rapidamente puxada por Marlon em momento de imaturidade, sofrendo o pênalti. Dourado, na sua confiança exemplar perante o guarda-redes, não desperdiça e decreta FLU 0X1 FLA. Com direito a ceifada e muita vibração do camisa 19 contra seu ex-time.

    Dourado continua sua saga em tentar-se adaptar à um estilo de jogo que exige mais do que sua capacidade técnica permite. Tromba desajeitadamente com os zagueiros, executa paredes e pivôs de forma atabalhoada, recua para participar da armação das jogadas sem muita criatividade. Mas tudo feito com muito suor e disposição, não há como negar. Entrada de Vizeu no 2°Tempo (com requintes de “planejamento prévio” por Barbieri) elucida suas dificuldades em participar de um time que deseja trocar passes e rodar a bola com velocidade. Sua lentidão e falta de posicionamento em lances capitais atrasam o desenvolvimento ofensivo da equipe.

    O mesmo não pode ser dito de Vinicius Jr, Paquetá e Everton Ribeiro. Desfilam seu talento após o gol, com dribles desconcertantes (para fúria dos adversários e consternação de Abel Braga), trocas de passes bem trabalhadas com intensas movimentações e desmarques. Time cada vez mais se afia e desempenha o pretendido por Barbieri. Fluminense ensaia uma reação, dando sempre prioridade à busca pela linha de fundo.

    E nesse ponto, vale destacar Vinicius Jr e Paquetá. Ambos são jovens dotados de grande habilidade. Sabem tratar bem a pelota. Sempre ousam e acreditam que podem executar lances de grande dificuldade. E essas são suas maiores armas: a confiança e a vontade de ser diferente. Claro que se excederam. Obvio que merecem críticas construtivas. São jogadores em evolução, afinal. Mas que não sejam podados de suas individualidades, do lúdico que o futebol brasileiro sempre teve nos pés de grandes jogadores como Garrincha, Julio César Uri Geller. A plasticidade dos movimentos também faz parte da história do futebol e devem ser respeitados, e não censurados.

    Para o 2° Tempo, Fluminense entra com 2 substituições imediatas: Matheus Alessandro e Pablo Dyego. Tais alterações são tentativas claras de se reverter o placar, o que propicia margem para contra-ataque dos visitantes, o que abre o jogo e o torna mais rápido. Fluminense insiste nas jogadas aéreas e de linha de fundo, rechaçadas pela defesa, com intensa participação de Lucas Paquetá, interceptando inúmeros cruzamentos no miolo da zaga (claramente ilustradas das manchas de calor em seu mapa). Quando a linha defensiva falha, resta à Diego Alves intervir de forma providencial, garantindo que o 0 não saia do placar.

    Entretanto, tal configuração muda de figura após lesão em encontrão de Pablo Dyego em Rhodolfo, que precisa ser substituído por Robinho. Logo, Fluminense perde o meio-campo e busca igualar a situação mais pela vontade do que pela organização com constantes bolas alçadas à defesa rubro-negra. Jogo se torna aberto, com domínio de Fluminense sobre a posse após recuo consciente do Flamengo, que passa a buscar saídas de contra-ataque na força da amplitude de Rodinei e Vinicius Jr. Vale, portanto, ressaltar o desempenho novamente seguro da dupla Rhodolfo e Léo Duarte, que se firmam cada vez mais como titulares, ainda que Rever e Juan venham a disputar a vaga. Mesmo a entrada Thuler na vaga do lesionado Rhodolfo não mudou a postura ou desempenho do sistema defensivo.

    Jean Lucas entra para fechar o meio na vaga do extenuado e fora de ritmo Marlos Moreno. Vizeu entra na vaga de Dourado, buscando maiores coletividade e entrosamento fornecido pelos Garotos do Ninho. Vizeu, em substituição com viés de antecipação por parte de Barbieri, entra para ser uma referência na área aos meias de maior qualidade e capacidade de retenção. O que consegue fazer.

    E aos 33’, uma jogada que deixa claro o que Barbieri deseja extrair dos 11 iniciais. Coletividade amparada no talento. Léo Duarte toma a bola e inicia a jogada que passar por Vinicius Jr pela linha lateral que ginga, passa para Jean Lucas que inicia uma série de passes em dois toques entre Paquetá, Ribeiro e Rodinei pela intermediária. Rodinei se projeta pela linha lateral, freia, não aposta na projeção de Jean Lucas entre os zagueiros, recua para Everton Ribeiro que inicia a saída de bola em “U”, passando a bola à Thuler, Léo Duarte e Renê, que aciona mais à frente Vinicius JR, ignorando a segunda projeção de Jean Lucas, agora pela esquerda. Carrega a bola pelo meio até passar à Everton Ribeiro pela esquerda que imediatamente manda a pelota para Rodinei mais à linha de fundo, que freia o ímpeto novamente e devolve à Ribeiro, que nota infiltração de Paquetá. Tabela perfeitamente executada, o camisa 7 sai em ótima posição às costas do lateral. Levanta a cabeça, nota Vizeu posicionado na trave, e não hesita em aplicar passe rasteiro ao jovem atacante que domina com calma de artilheiro, deslocando o goleiro e tendo apenas o gol vazio à sua frente. Festa da torcida rubro-negra nas arquibancadas.

    Após o gol, Flamengo se posta defensivamente e permite que Fluminense tenha a posse e crie jogadas, com grande insucesso. Tempo passa, a defesa afasta bolas perigosas para longe de sua meta e a reversão do placar não é alcançada.

    Vitória incontestável. Vitória de um time que a cada jogo ganha maturidade, na mesma proporção que seu jovem técnico. Cada vez mais solto e falador à beira do gramado, merece o reconhecimento justo, ainda que não seja o técnico ideal no imaginário da maioria dos rubro-negros. Mas vem fazendo trabalho sólido que apresenta evolução. E essa evolução consolida cada vez mais a liderança e situa o Flamengo como um dos grandes favoritos à conquista do Campeonato Brasileiro de 2018. Que a fase e as boas perspectivas permaneçam. Segue o líder!
     

    Imagem destacada nos posts e nas redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo

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    Matheus Miranda analisa os jogos do Mengão no Mundo Bola. Siga-o no Twitter: @Nicenerd04


     

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  • Fla-Flu “Off-Rio”: clássico já aconteceu 22 vezes fora do RJ. Fla está invicto em Brasília

    Um dos maiores clássicos do planeta, imortalizado como patrimônio imaterial do Rio de Janeiro, o Fla-Flu move multidões e vai muito além das fronteiras do Estado oriundo das equipes. Nesta quinta-feira (7), Flamengo e Fluminense se enfrentam pela 22ª vez fora dos campos do Rio de Janeiro. A partida será, às 20h, no estádio Mané Garrincha, em Brasília. A expectativa é de casa cheia, mais de 60 mil ingressos foram vendidos antecipadamente. Essa será a sexta vez que as equipes cariocas se encontraram na capital, onde o Mais Querido mantém uma larga vantagem no histórico sobre o rival com duas vitórias e três empates. O duelo é válido pela 10ª rodada do campeonato Brasileiro, e o mando do Fluminense, que optou por sediar a partida na capital federal em razão de uma dívida com a empresa de consultoria esportiva, Roni7.

    Leia mais sobre a partida: 

    • Árbitro de Fla-Flu tem média de seis cartões amarelos por partida

    • Para disparar de vez na liderança, Flamengo enfrenta o Fluminense no Mané Garrincha

    Neste mesmo ano, os times já se enfrentaram em Cuiabá, pelo Campeonato Carioca. Na ocasião, o Fluminense venceu a partida por 4 x 0. Após a partida de hoje, o Mané Garrincha será o estádio que mais recebeu o clássico fora do Rio, com cinco partidas. Nos últimos anos o confronto já passou por Cariacica, Natal, Cuiabá e São Paulo.

    O Fla-Flu já acontecey até mesmo fora do Brasil. Foi no histórico do clássico em terras longínquas em 1978, quando as equipes se enfrentaram pelo Troféu Teresa Herrera, na Espanha. A partida terminou em 0 a 0.

    No duelo Off-Rio, o Flamengo mantém a vantagem sobre o confronto, tendo vencido seis partidas, contra quatro triunfos do Fluminense. Houve ainda 11 empates.

    Histórico de Fla-Flus em Brasília:

    1974 – Flamengo 0 x 0 Fluminense – Amistoso (Estádio Pelezão);

    1997 – Flamengo 2 X 1 Fluminense – Campeonato Brasileiro (Estádio Mané Garrincha);

    1998 – Flamengo 0 x 0 Fluminense – Torneio Rio-São Paulo  (Estádio Mané Garrincha);

    1998 – Flamengo 2 x 2 Fluminense – Torneio Rio-São Paulo (Estádio Mané Garrincha);

    2016 – Flamengo 2 x 1 Fluminense – Campeonato Carioca (Estádio Mané Garrincha).

     

  • Moments | Listamos dezenas de opções de Consulados e Embaixadas onde você pode assistir Flamengo x Fluminense

    O Flamengo segue fazendo uma ótima campanha no Campeonato Brasileiro. Na noite desta quinta-feira, contra o Fluminense, o Rubro-Negro poderá disparar, ainda mais, na liderança do torneio. A partida acontece às 20h, no Mané Garrincha, em Brasília.

    Para aqueles que não vão ao estádio e querem acompanhar o jogo em boa companhia rubro-negra, as Embaixadas e Consulados são ótimas opções. O Mundo Bola divulga antes de cada partida os locais onde as sedes do Projeto das Embaixadas acompanham os jogos do Flamengo. Confira abaixo o giro #EmbaixadasNoMundo Bola para Flamengo x Fluminense:

     


    Não conhece o Projeto das Embaixadas do Flamengo? Confira este texto: Projeto das Embaixadas: espalhando o Flamengo pelo mundo

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  • Para disparar de vez na liderança, Flamengo enfrenta o Fluminense no Mané Garrincha

    Buscando somar o máximo de pontos possíveis antes da parada para a Copa do Mundo, o Flamengo volta a campo nesta-quinta feira para o clássico contra o Fluminense. A partida, válida pela décima rodada do Brasileirão, acontece às 20h, no Mané Garrincha, em Brasília. (Transmissão exclusiva do Premiere FC/ Acompanhe o Tempo Real no Twitter do Mundo Bola).

    Com o melhor ataque da competição (16 gols feitos) e a terceira melhor defesa (6 gols sofridos), a equipe do técnico Mauricio Barbieri vive uma excelente fase no Brasileirão. Em caso de vitória no clássico, o Rubro-Negro colocará cinco pontos de vantagem em relação ao segundo colocado, Sport.

    A boa notícia do dia fica por conta do retorno do volante Cuéllar, que não jogou os últimos jogos por estar na lista de suplentes da Colômbia. Diego, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, fica de fora do duelo. Juan, Rever, Pará, Geuvânio e Berrío, lesionados, seguem de fora da equipe.

    O Fla-Flu será disputado em casa cheia, os 60 mil ingressos colocados a venda para o duelo esgotaram na tarde desta quarta-feira. A expectativa é que haja quebra do recorde de público da competição. Embora o mando seja do Tricolor, a Nação será maioria absoluta no estádio.

    O adversário

    O Fluminense está na nona colocação no Campeonato Brasileiro, com 14 pontos. Na última rodada, a equipe do técnico Abel Braga foi derrotada pelo Paraná, jogando fora de casa.

    O Tricolor terá importantes desfalques para o clássico. Sem Pedro, destaque da equipe, e Marcos Júnior, o Flu irá para campo com seu ataque reserva. Lesionado, o lateral Ayrton Lucas também fica de fora.

    Retrospecto

    O Flamengo nunca perdeu para o Fluminense jogando no Mané Garrincha. Em quatro jogos, coleciona duas vitórias e dois empates. No último confronto no estádio, em 2016, deu Mengão por 2 a 1, gols de Guerrero e Willian Arão, pelo Campeonato Carioca.

    O Fla-Flu desta noite será o de número 418 na história. O Flamengo é o maior vencedor do duelo, com 150 vitórias, 136 empates e 130 derrotas.

    Relacionados

    O técnico Maurício Barbieri relacionou os seguintes atletas para o Fla-Flu:

    Provável escalação

    Diego Alves, Renê, Rhodolfo, Léo Duarte e Pará; Jonas (Jean Lucas), Cuéllar, Paquetá, Everton Ribeiro, Vinicius Junior e Henrique Dourado

    Arbitragem e atletas pendurados

    O Flamengo tem cinco jogadores pendurados: Cuéllar, Jonas, Lucas Paquetá, Vinicius Junior e Henrique Dourado já foram amarelados duas vezes durante a competição e podem desfalcar a equipe na próxima rodada, contra o Panará.

    Para comandar o apito, a CBF escalou um paraense: Dewson Fernando Freitas da Silva é o árbitro principal, auxiliado por Helcio Araújo Neves e Heronildo S. Freitas da Silva. Dewson tem média de 6 cartões amarelos aplicados por partida.

    Foto de destaque: Gilvan de Souza/ Flamengo


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  • Dany Helena brilha e Flamengo/Marinha goleia a Portuguesa

    Mesmo com desfalques, o Flamengo/Marinha impôs seu jogo, mostrou superioridade no jogo inteiro e goleou a Portuguesa pelo placar de 6 a 0, na tarde desta quarta-feira (06). O duelo, válido pela 7ª rodada do Campeonato Brasileiro Feminino A1 2018, foi realizado na Gávea. Dany Helena (4), Ju e Rafa Barros anotaram os gols da partida.

    Com o resultado, o Flamengo chegou à 12 pontos em 7 jogos na competição, saltando para a segunda colocação do grupo 2, atrás do Santos, porém, com um jogo a mais em relação as outras equipes. O retrospecto como mandante é positivo: três vitórias e um empate em quatro confrontos na Gávea. Além disso, a equipe chegou ao seu 6º jogo consecutivo sem perder na competição.

    O jogo

    Logo no primeiro minuto de jogo, o Flamengo abriu o placar, em chute de fora da área da meio-campista Ju. Foi o seu primeiro gol em 2018. Aos 29, Bárbara lançou, Larissa desviou de cabeça e Dany Helena marcava ali seu primeiro gol do dia, o segundo do Mengão na partida. A vitória foi sacramentada na segunda etapa: aos 14, Dany Helena recebeu, partiu em velocidade, ganhou da defesa adversária e anotou o terceiro. O quarto gol Rubro-Negro também foi de Dany, após bela assistência da Larissa. Rafa Barros, que entrou aos 30 minutos da etapa final, fez o quinto, aos 38 e, a artilheira Dany Helena fechou o placar, aos 40. Final de jogo: Flamengo/Marinha 6 x o Portuguesa.

     

    Dany Helena chegou à 5 gols no Brasileiro Feminino 2018, é a atual artilheira da equipe na competição

     

    Após o jogo, Dany Helena conversou com a reportagem do site Mundo Bola: “Eu já tinha feito quatro gols em outros jogos, pelo Campeonato Brasiliense, porque eu sou de Brasília. Mas aqui pelo Flamengo é a primeira vez, fico muito feliz com isso. Espero continuar fazendo muitos gols com essa camisa, e agora começar o returno do Brasileirão. Espero que a gente possa começar bem, continuar vencendo para nos classificarmos bem para o mata-mata”, disse a atacante.

    Escalação – Flamengo/Marinha

    FLAMENGO: Kaká; Ana Carla (Raquelzinha), Day, Andressa e Fernanda Palermo; Ju, Patricia (Beatriz) e Bárbara; Flávia (Rafa Barros), Larissa e Dany Helena. Técnico: Ricardo Abrantes.

    Estatísticas

    Flamengo/Marinha em 2017: 7 jogos – 3 vitórias – 3 empates – 1 derrota – 14 gols marcados e 11 gols sofridos

    Ju pelo Flamengo/Marinha: 63 jogos oficiais – 15 gols – 5 cartões amarelos. Em 2018: 7 jogos – 1 gol – 1 cartão amarelo

    Dany Helena pelo Flamengo/Marinha: 7 jogos oficiais – 5 gols.

    Rafa Barros pelo Flamengo/Marinha: 4 jogos oficiais (3 como titular) – 1 gol.

    Próxima partida do Flamengo/Marinha

    O próximo compromisso do Mengão no Campeonato Brasileiro Feminino será na próxima quarta-feira (13), contra a Portuguesa-SP, às 15h. A partida será realizada no estádio do Canindé.

    Regulamento

    O Flamengo está no grupo 2, juntamente de Vitória-PE, Foz Cataratas/Coritiba-PR, Rio Preto-SP, Santos-SP, Portuguesa-SP, Audax-SP e Ponte Preta-SP. Na primeira fase da competição, as equipes do mesmo grupo enfrentam-se em turno e returno. As quatro melhores, avançam às quartas de finais, após isso, mata-mata com jogos de ida e volta. O campeão, além do troféu, garante vaga na Libertadores da América Feminina 2019.

    Créditos imagens e entrevista: Caio Sertori / Mundo Bola.

  • Árbitro do Fla-Flu tem média de 6 cartões amarelos por jogo

    Contando com o apoio da Nação em Brasília, no Mané Garrincha, o Flamengo encara o Fluminense nesta quinta (7), às 20h. Para comandar o apito, a CBF escalou um paraense: Dewson Fernando Freitas da Silva é o árbitro principal, auxiliado por Helcio Araújo Neves e Heronildo S. Freitas da Silva. O Mais Querido tem uma vantagem de quatro pontos no topo da tabela após uma importante vitória diante do atual campeão brasileiro, o Corinthians, no Maracanã. O Rubro-Negro busca aumentar ainda mais sua vantagem na ponta da tabela antes da parada para a Copa do Mundo.

    Para a disputa do clássico diante do Fluminense, o Flamengo tem cinco jogadores pendurados. Lucas Paquetá, Vinicius Jr., Henrique Dourado, Cuellar e Jonas já foram amarelados duas vezes durante a competição e podem desfalcar a equipe na próxima rodada contra o Paraná. O árbitro paraense tem um alta média de cartões durante o atual Campeonato Brasileiro, atuando em quatro rodadas, com 6,25 cartões amarelos por jogo, além de játter aplicado um cartão vermelho em todo o torneio.

    Dewson Freitas, de 37 anos, já esteve envolvido com polêmicas em jogo do time da Gávea. Em 2016, o árbitro paraense prejudicou o Flamengo no jogo contra o Santos, que terminou em 0 a 0 na Arena Pantanal. Naquela ocasião, o presidente Eduardo Bandeira de Mello reclamou publicamente da arbitragem, que não marcou um pênalti claro pelo toque de mão do jogador santista, Caju.

    O árbitro, que está no quadro da FIFA, comandou o apito em oito partidas do Rubro-Negro nos últimos anos, sua nona partida no comando do apito de um jogo do Mais Querido vai ser no clássico contra o tricolor carioca, sendo esta a sua segunda atuação neste confronto. Em 2014, também contra a equipe de Laranjeiras, o juiz participou do empate em 1 a 1, em pleno Maracanã. O Mengão se sentiu prejudicado pela arbitragem na ocasião, reclamando de falta do atacante Fred, no zagueiro Chicão, no lance que empatou a partida.

    O Rubro-Negro começou sua atual temporada tendo diversos problemas com a arbitragem, seja no Campeonato Brasileiro ou na Libertadores. Apesar da liderança no torneio nacional, o time da Gávea anda sofrendo com graves falhas dos árbitros. Logo na primeira rodada, a equipe carioca lutou muito para apenas empatar enfrentando o Vitória, após um erro grosseiro da arbitragem que marcou um pênalti e expulsou Everton Ribeiro, depois de defender uma bola com seu rosto, alegando mão do atleta. Já na 5ª rodada, diante da Chapecoense, o Rubro-Negro não teve um pênalti ao seu favor assinalado, enquanto o Verdão do Oeste teve uma penalidade mal marcada ao seu favor. Para completar, diante do Vasco da Gama mais uma péssima atuação de Ricardo Marques que perdeu o controle da partida e terminou expulsando dois atletas do Mengão sem justificativa plausível, tirando Rhodolfo e Cuellar do confronto que valia a liderança diante do Galo.

    Scout do árbitro em jogos do Rubro-Negro

    Vitórias: 2
    Empates: 5
    Derrotas: 1