Autor: diogo.almeida1979

  • Há 17 anos provou-se que o exercício da fé funciona

    Manhã preguiçosa de sábado.

    Entregue ao aconchegante abandono horizontal de um sofá, e ainda reencontrando meu centro gravitacional e existencial após certa travessura etílica na véspera, vou dedilhando sem pressa e sem atenção a tela do pequeno aparelho que me está à mão, ansiando para que a despreocupada, quase leviana busca por alguma nota relevante se descortine vã. Sem paciência para ruminar qualquer esboço de pensamento mais sofisticado que reações automáticas de aprovação ou negação ao que se me escorre aos olhos, que ainda teimam em se manter semicerrados, enfim me deparo com uma imagem que, por repetida, suscita emergir um laivo de irritadiça curiosidade. Afinal, por que catzo a foto do Petkovic comemorando o gol do tri parece brotar do chão qual joio?

    Sim, naturalmente, alguém lembra lá de dentro da minúscula tela: amanhã faz aniversário.

    Ainda ronrono, antes de renunciar à prerrogativa de tentar impedir que o sono complete sua obra: “Caramba, dezessete anos…”

    Em que pese o quase irresistível ímpeto de recorrer a chavões recitando a “inexorabilidade do tempo”, a “percepção de como somos pequenos diante do passar dos dias” ou outras frases feitas que encontraram vasto abrigo no imaginário popular, e por isso mesmo se transmudaram nos tais clichês, prefiro trilhar outras vias, embora seja impossível escapar das reminiscências que nos fazem pulular espevitados, ignorando crateras temporais e nos trazendo a hoje o pretérito mais que perfeito. Memória.

    Foi um campeonato místico. Não há outra definição que vista com mais propriedade a saga daqueles primeiros meses do ano da graça de dois mil e um. E o exercício da fé começava no nosso banco de reservas, com o Velho Lobo Zagallo, devoto de Santo Antônio, sim senhor. O homem que seria o condutor do tri, do qual já falava desde o final do ano anterior, com uma obsessão quase religiosa. Fé.

    Os sinais começaram em outubro, 2000 ainda. O alemão Michael Schumacher, depois de bater na parede por três anos, enfim conseguiu se sagrar tricampeão de Fórmula 1, ao vencer o GP do Japão. Já virado o ano, a Imperatriz cantou a cana-de-açúcar no Sambódromo e cravou o tri do carnaval carioca. Ao longo de todo o primeiro semestre, as tevês cobriram entusiasticamente a preparação do tenista Gustavo Kuerten, em busca do tricampeonato de Roland Garros (que acabaria conquistando em junho).

    “Schumacher, Imperatriz, Guga… Não tem jeito, esse ano é de tri”, eu perturbava meu amigo vascaíno.

    Começou morno, como sempre começa. Com um regulamento mondrongo, que mesclava duas fórmulas de disputa diferentes para cada turno, o campeonato fez desfilar em suas primeiras rodadas as tediosas surras dos grandes sobre os pequenos. Melhor para o Flamengo, que aproveitou esses jogos contra os sparrings para entrosar seu ataque, e para o Capetinha Edílson, que começou a fazer gol de tudo que é jeito e tipo. Quatro escovadas contra Olaria, Americano, Volta Redonda e Bangu (essa última mais sofrida, 3-2 de virada) e pimba, lá estávamos em primeiro na chave, entre os quatro classificados para a fase seguinte da Taça Guanabara. Sem zebras, os quatro grandes classificados. Flamengo, Vasco, Fluminense e Americano.

    E na Semifinal, o primeiro encontro com o Vasco. E mais uma manifestação esotérica. Pois, num jogo equilibrado em que desfilavam em campo jogadores como Romário, Juninho Paulista, Viola, Edílson e Adriano (que ainda não era o Imperador), quem fez a diferença foi o inacreditável Roma, que entrou no segundo tempo para incendiar o time e o jogo. Como que guiado por pés divinos, o limitadíssimo Roma (uma espécie de imitação chinesa de um genérico do Romário) começou a costurar meia defesa vascaína e assim iniciou a jogada que rebentou num cruzamento para a cabeça de Beto, a menos de dez minutos do fim. Flamengo 1-0, e ficou desse jeito.

    Passou o Carnaval, veio a Final da Taça GB, num sábado para 70 mil no Maracanã. Flamengo sem Petkovic (lesionado) e Edílson (convocado para a Seleção), contra o Fluminense de Asprilla. Jogo ríspido, corrido, trancado e muito pouco inspirado. Evidentemente o Sobrenatural iria ter de agir. E soltou seus sinais. Primeiro, quando Reinaldo, o reserva de Edílson, marcou talvez seu primeiro gol de falta na vida, batendo perfeito no canto do goleiro, Zico assinaria. Depois, como que para arrebentar as retinas dos céticos, já na decisão de pênaltis decorrente de um empate árido, quando o lateral-esquerdo Cássio, jovem e razoável reposição para a saída de Athirson, executou mal sua cobrança, defendida pelo goleiro Murilo, mas a bola, numa trajetória transcendental, repicou, ondulou e quicou para dentro do arco tricolor. “Gol da bola”, gritaram os jornais. Era o além.

    Flamengo campeão. “Falta só uma etapa pro tri”, e a frase de Zagallo já avisava como seria a Taça Rio. O Segundo Turno se arrastaria em uma longa fase de pontos corridos. Acomodado e vivendo seus problemas internos (salários atrasados, elenco desunido), o Flamengo logo se viu fora da disputa ao perder dois jogos seguidos para Americano e América (ambos por 2-1). Melhor para o Vasco, que enfim reencontrou sua competitividade e ganhou com facilidade o turno, com direito a espancar o Botafogo por 7-0. Na última rodada, Flamengo e Vasco, num jogo que virou “amistoso”, meteram os seus respectivos reservas. Aliás, o Flamengo nem o Manto principal vestiu, arrumou uma camisa vermelha pra colocar em campo. E só o loirinho Nélio valeu a pena naquele cansativo 0-0, emulando Sávio e se revestindo no maior craque de todos os tempos de um jogo só.

    E para surpresa de ninguém, Flamengo e Vasco se encontraram pela terceira vez seguida para mais uma final de campeonato. E pela terceira vez seguida o Vasco era tido como favorito. Vivia momento melhor (vinha de títulos das Copas Mercosul e João Havelange) e seu time era considerado mais equilibrado que o rubro-negro. E sua Diretoria vinha obcecada em impedir que o clube sofresse a terceira derrota seguida para o maior rival em finais. Romário, Juninho Paulista, Jorginho, Viola, Euler, Helton, Alexandre Torres, contra Júlio César, Juan, Gamarra, Leandro Ávila, Petkovic, Adriano e Edílson, essas eram as duas bases.

    E depois do primeiro jogo pareceu mesmo que aquela seria a vez da caça. O Flamengo jogou melhor, incomodou mais, abriu o placar com um belo gol de Petkovic, mas duas falhas individuais no final da partida deram a vitória aos vascaínos por 2-1. Pela primeira vez nessa trilogia o Flamengo teria que construir uma vantagem de dois gols para conseguir o tão almejado tri.

    Mas ainda havia um jogo a ser disputado, e aqui o clichê me pede licença para avisar que “estava escrito”. E foi quando o infernal Edílson, logo no começo do segundo tempo, finalizou de cabeça uma jogada espetacular de seu desafeto Petkovic e abriu 2-1 no placar que sobreveio a certeza. Porque ficou tudo na conta do drama. E, quando se abre espaço para a emoção, o épico, a epopéia, a batalha cardíaca, o Flamengo está à vontade, talhado que está para viver as sensações mais extremas. E, de mãos dadas com todas as divindades da bola, sua gente se preparou para a glória que lhe estava esboçando sorrir. É como se soubesse como as coisas terminariam.

    Entretanto, foi necessário exercitar a fé. Crer. Entender os sinais divinos, presentes em cada intervenção do jovem goleiro Júlio César, cujas defesas definitivamente não eram resultado de uma obra humana. Havia algo de bíblico em cada um dos milagres que se multiplicavam das suas mãos como fungos ao longo daqueles trinta, quarenta minutos restantes. E aquele dois a um teimava em repousar pétreo no placar do Maracanã, derramando escaldantes tintas de extasiado desespero aos dois lados do apinhado estádio. O relógio escorria, célere, aproximando-se do abismo. O Flamengo, exangue, parecia impotente diante da parede montada pelo Papai Joel Santana. Parecia amparado apenas e tão somente pela crença de sua gente, que seguia cantando nervosa a sua esperança de felicidade. “Seremos campeões”.

    Quarenta e três minutos. Um ataque suicida, falta. A bola está distante do gol. Petkovic, que durante o jogo dispôs de um punhado de oportunidades semelhantes e invariavelmente despejou a bola para as arquibancadas, persevera. Não admite interferência. Ajeita a pelota. E, subitamente, rebenta o mistério divino. Uma multidão de dezenas, centenas, milhares, milhões de flamengos ergue as mãos aos céus. Invoca sua fé. Clama, chama, evoca, invoca a santos, orixás, anjos, arcanjos e tudo o que é de mais sagrado, numa irresistível e inesquecível manifestação de força coletiva. E se dá o milagre da união, da sintonia de todos os povos flamengos canalizada e concentrada em apenas uma e uma só vontade. Não há quem não se arrepie. Petkovic segue ajeitando a bola. Alessandro reza. Reza o estádio. Reza a cidade. Reza o país. Reza a Nação. Trila o apito. Petkovic parte pra cobrança.

    Dezessete anos. Tempo pra burro.

    Imagem destacada no post e redes sociais: Reprodução

     

    Adriano Melo escreve seus Alfarrábios todas as quartas-feiras aqui no Mundo Bola e também no Buteco do Flamengo. Siga-o no Twitter: @Adrianomelo72


     

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  • Em busca do tetra: Flamengo enfrentará o Grêmio nas quartas da Copa do Brasil

    O sorteio que definiu os confrontos das quartas-de-final da Copa do Brasil foi realizado nesta quarta-feira (30), na sede da CBF, no Rio de Janeiro. O próximo adversário do Flamengo será o Grêmio.

    Ao lado do Cruzeiro o tricolor gaúcho é o maior campeão da competição, os dois clubes já conquistaram cinco troféus da principal competição mata-mata do país. Conhecido como “time copeiro”, sua última conquista, a edição 2016, precedeu à conquista da Libertadores do ano passado. O Grêmio de Renato Portaluppi é justamente o time a ser batido no Brasil.

    A ordem dos mandos de campo ainda só será confirmada em novo sorteio a ser realizado ainda hoje pela tarde. O confronto entre os dois gigantes brasileiros deve acontecer em agosto.

    Atualização: O Flamengo jogará a primeira partida da decisão no dia 01/08, na Arena do Grêmio. No dia 15/08 o retorno no Maracanã.

    O Flamengo eliminou a Ponte Preta (SP) na última fase da competição, e desembolsou um montante de R$ 2,4 milhões pela classificação. A premiação atual já engloba os novos valores de direito de transmissão. Com isso tendo a a Copa do Brasil 2018 a mais rentável de todas as edições. O Flamengo pode levar em torno de R$ 60 milhões para seus cofres caso conquista o tetracampeonato. Além de se garantir na fase de grupos da Libertadores da América 2019.

    Histórico

    O Rubro-Negro tem também a oportunidade de diminuir a estatística favorável aos gaúchos na Copa do Brasil. Apesar do Flamengo de maior número de vitórias (4), são os gremistas que mais comemoraram classificações (4), com um “agravante”: saíram vitoriosos na única final entre os dois, em 1997. Em 1989 o Mengo sofreu goleada humilhante nas semifinais (6×1).

    Em 1993 bastou uma simples vitória pelo placar mínimo para que novamente o Mais Querido abandonasse a competição. No jogo de ida, no Maracanã, os três gols marcados pelos gaúchos na derrota por 4×3 foram importantes. Novamente o gol fora de casa foi fundamental para a classificação dos gaúchos. Com o 2×1 sofrido no Rio, o Fla não conseguiu segurar a vantagem do empate.

    O Fla conseguiu fazer o dever de casa em duas ocasiões: 1999, pelas oitavas; e 2004, pelas quartas – a única vez até então que os times se cruzaram nessa fase. Foi um veterano formado na Gávea que fez o único gol da disputa, Zinho, em pleno Estádio Olímpico.


    Imagem destacada nos posts e nas redes sociais: Divulgação / CBF

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  • Flamengo/Marinha busca primeira vitória como visitante diante do Audax

    No feriado de quinta-feira (31), o Flamengo/Marinha tem jogo importantíssimo no Campeonato Brasileiro Feminino 2018. O confronto da vez é contra o Audax, no Estádio José Liberatti, às 15h, em Osasco-SP. O Mengão quer vencer pela primeira vez jogando fora de seus domínios, visto que até agora empatou com o Foz Cataratas e perdeu para o Santos.

    O time titular para esse jogo ainda não foi definido pelo técnico Ricardo Abrantes. O XI inicial da partida contra o Vitória de Santo Antão tinha: Kaká; Rayanne, Day, Ana Carol e Fernanda Palermo; Ju, Gaby e Bárbara; Flávia, Pâmela e Dany Helena. Jane, Rafaela e Renata Diniz, lesionadas, desfalcarão o time. O jogo será transmitido ao vivo no Facebook Oficial do Audax.

    Classificação

    Atualmente, o Flamengo está na 3ª colocação do grupo 2 do Brasileiro Feminino 2018, com 8 pontos (2 V, 2 E e 1 D), empatado com a Ponte Preta, levando desvantagem nos critérios de desempate. Uma vitória no jogo dessa quinta é fundamental para um distanciamento e manutenção do Rubro-Negro nas primeiras posições do grupo.

    Arbitragem –  Audax x Flamengo/Marinha

    O duelo será conduzido pelo árbitro Thiago Luis Scarascati, auxiliado por Patricia Carla de Oliveira e Veridiana Contiliani Bisco.

    O adversário

    O Audax-SP está na quinta colocação do grupo 2, somando cinco pontos em cinco jogos disputados: uma vitória (Portuguesa), dois empates (Vitória-PE e Ponte Preta) e duas derrotas (Foz Cataratas e Santos), além de 7 gols marcados e 8 sofridos.

    Elenco do Audax/UNIP. Foto: Facebook Grêmio Osasco Audax

    O time titular das paulistas na partida anterior (derrota por 5 a 1 para o Santos) teve: Lisbeth; Jessica, Antonia, Agustina e Bruna Natieli; Claudia Soto, Karen Araya e Katrine; Paola Millamizar, Bebel e Isadora Freitas. Técnico: Mauricio Salgado.

    Já no Campeonato Paulista, o Audax está momentaneamente na 4ª colocação do grupo 1, com doze pontos em 8 jogos, contabilizando 50% de aproveitamento, anotando 11 gols e sofrendo apenas 7, sendo a melhor defesa da competição.

    Regulamento

    O Flamengo está no grupo 2, juntamente de Vitória-PE, Foz Cataratas/Coritiba-PR, Rio Preto-SP, Santos-SP, Portuguesa-SP, Audax-SP e Ponte Preta-SP. Na primeira fase da competição, as equipes do mesmo grupo enfrentam-se em turno e returno. As quatro melhores, avançam às quartas de finais, após isso, mata-mata com jogos de ida e volta. O campeão, além do troféu, garante vaga na Libertadores da América Feminina 2019.

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  • O caminho para as quartas: conheça o retrospecto internacional do Fla contra os times do pote 1

    Único brasileiro no pote 2, o Flamengo chega às oitavas podendo pegar 5 brasileiros e 3 estrangeiros que estão no pote 1

     
    O Flamengo está de volta ao mata-mata da Copa Libertadores após 8 anos e três quedas na fase de grupos da competição. Depois de duas vitórias e quatro empates, o Rubro-Negro acaba na segunda colocação do Grupo 4 e, consequentemente, no Pote 2 do sorteio que ditará os confrontos das oitavas de final.

    Na prática, o que significa estar no de Pote 2? Além de ter que decidir a vaga para a fase seguinte fora de casa, o Fla teoricamente enfrentará uma equipe mais forte nas oitavas, pois no outro pote estão os times com melhores campanhas na primeira fase. Dos oito clubes que compõem o Pote 1, cinco são brasileiros, o que dá 62,5% de chances do Flamengo enfrentar um compatriota.

    Os time do Pote 1 são Grêmio, Cruzeiro, Santos, Corinthians, Palmeiras, Atlético Nacional-COL, River Plate-ARG e Libertad-PAR, e o Mundo Bola traz o retrospecto do Mais Querido enfrentando todos estes clubes em competições sul-americanas.

    Flamengo x Grêmio

    Rubro-negros e tricolores gaúchos já se encontraram em quatro oportunidades por competições continentais: 2 pela Libertadores (1983 e 1984); 1 pela extinta Supercopa Libertadores (1992); e 1 pela Copa Mercosul (2001), totalizando 9 jogos.

    O histórico é bem equilibrado, com 2 vitórias para cada lado e 5 empates. No último dos embates por uma competição sul-americana, pela semifinal da Mercosul, em 2001, o Mengão levou a melhor nas penalidades, com Júlio César defendendo duas cobranças e sendo o herói da classificação.

    Com 4 a 2 na cobrança de pênaltis, o Mais Querido se garantiu na final, acabando vice-campeão, também nas penalidades, diantes do San Lorenzo.

    Relembre a cobrança de penalidades de Grêmio x Flamengo, Mercosul de 2001:

    Flamengo x Cruzeiro

    Contra o clube mineiro apenas um encontro: semifinal da Supercopa Libertadores de 1995. Nos dois jogos, duas vitórias rubro-negras (0 a 1 e 3 a 1) e classificação para a final, perdida diante do Independiente-ARG, que conseguiu o bicampeonato naquele ano.

    Veja os gols de Flamengo 3 a 1 Cruzeiro, pela Supercopa Libertadores de 1995:

    Flamengo x Santos

    O primeiro dos encontros entre ambos em competições sul-americanas foi em 1984, pela Copa Libertadores. No anterior o Flamengo ficou com o tricampeonato brasileiro, o segundo título consecutivo. Com Júnior e um Bebeto ainda com 20 anos, o resultado não podia ter sido diferente: duas traulitadas rubro-negras, uma delas inclusive decretando o que até hoje é a maior vitória do Mengão fora de casa contra os santistas (0 a 5).

    Outros dois encontros aconteceram em 2003 e 2004, ambos pela Copa Sul-Americana e com resultados favoráveis ao clube da Vila Belmiro. Ao todo foram 5 jogos, com 2 vitórias do Flamengo, 1 do Santos e 2 empates.

    Relembre o memorável 0 a 5 do Flamengo sobre o Santos em plena Libertadores:

    https://www.youtube.com/watch?v=1Q5s6rHIoeo

    Flamengo x Corinthians

    Antes do River Plate este ano, o Corinthians era o que havia enfrentando o Flamengo mais recentemente dentre os outros times da lista. O último embate foi em 2010, pelas oitavas da Libertadores, e terminou com o Mais Querido do famoso “Império do Amor” classificado para as quartas após 2 a 2 no agregado e vaga pelo gol marcado fora de casa.

    Antes deste duelo, os times de maiores torcidas do país se enfrentaram em 1991, também pela Libertadores, Grupo 03. O Fla foi o líder do grupo, enquanto a equipe paulista ficou por ali. O rubro-negro chegou até as quartas, mas acabou eliminado pelo Boca Juniors.

    Relembre a famosa “noite das garrafadas” na vitória do Fla por 0 a 2 dentro do Pacaembu:

    Flamengo x Palmeiras

    Apenas um encontro e dois jogos eletrizantes. Urubu e Porco disputaram a final da Copa Mercosul de 1999, com incríveis 7 a 6 a favor do rubro-negro no placar agregado, que levou ao segundo e último título continental do Flamengo.

    Aquele jovem Flamengo tinha Júlio César com 19 anos; Juan, Lê e Reinaldo com 20; Athirson com 22 e Caio Ribeiro com 23. O hoje comentarista da TV Globo marcou 3 dos 7 tentos rubro-negros nos confrontos.

    Relembre o título da Mercosul de 1999, o último título continental do Flamengo:

    Flamengo x Atlético Nacional-COL

    Em 1993, ano do único embate entre ambos por uma competição continental, o Fla vinha de uma pentacampeonato brasileiro com “O Maestro” Júnior e Cia, enquanto o Atlético Nacional foi vice-campeão colombiano, ficando atrás do América de Cali no quadrangular final do torneio.

    O duelo de 25 anos atrás foi pela fase de grupos da Libertadores, e o rubro-negro venceu os dois jogos (0 a 1 e 3 a 1). No Maracanã, Gottardo, Júnior e Nélio balançaram as redes do lendário Higuita na boa vitória da Mengão.

    Na sequência da competição, colombianos foram eliminados nas oitavas pela Universidad Católica. Já o Fla caiu nas quartas diante do São Paulo, que acabou conquistando o título daquela edição.

    Relembre os gols da vitória rubro-negra por 3 a 1 pela Libertadores de 1993:

    Flamengo x River Plate-ARG

    As duas equipes já se enfrentaram duas vezes nesta edição de 2018 da Libertadores, com dois empates (2 a 2 e 0 a 0). Antes disso, se enfrentaram pela competição em 1982, temporada que seguiu a do único título do torneio para o rubro-negro.

    Dos possíveis adversários, o River é aquele com quem o Flamengo mais jogou em competições sul-americanas. Além das duas ocasiões já citadas, os Millonarios estiveram no caminho do Mengão duas vezes pela Supercopa Libertadores (1991 e 1993) e duas vezes pela Mercosul (fase de grupos e quartas de final em 2000).

    A sequência é bem ruim, com seis jogos sem vencer a equipe argentina (os quatro da Mercosul 2000 e dois da Libertadores 2018). Antes disso, porém, o Mais Querido venceu quatro de seis confronto, ou seja, mesmo com a sequência ruim o histórico do confronto é equilibrado: 4 vitórias flamengas, 5 do River e 3 empates.

    Relembre a última grande vitória do Fla sobre o River na Libertadores de 1982:


    Com a colaboração do historiador Emmanuel do Valle

    *Flamengo e Libertad nunca se enfrentaram na história.


    Imagem destacada nos posts e nas redes sociais: Divulgação / Conmebol

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  • Você é Bahêa ou Vitória, Afro? – Como é ser Flamengo em Salvador?

    Por Lucas Lubrial – Twitter: @Lubrial
     

    Ser Flamengo é uma condição especial, algo inexplicável. É difícil achar palavras pra esse sentimento que a gente se entrega de corpo e alma…

    Sou soteropolitano, com imenso orgulho e amo muito minha cidade. Aqui temos uma cultura futebolística muito forte, o baiano é um povo muito apaixonado pelo esporte.

    Nas cidades do interior, como Vitória da Conquista, Juazeiro, Itabuna, Brumado, entre tantas outras das 417 que compõem o território do maior estado nordestino, é uma maravilha. Geralmente o Mais Querido é o time escolhida da maioria da população desses municípios, e podemos comprovar isso com as grandes embaixadas que existem nessas cidades. Quando o Mengão é campeão, acontecem festas com direito a carreatas de comemoração e mobilizações para a exaltação rubro-negra.

    Veja aqui dezenas de vídeos de carreatas rubro-negras na Bahia

    Já em Salvador não é das tarefas mais fáceis. Quando rola aquela perguntinha (que nem no filme “Ó pai, Ó”) “você é  Bahia ou é Vitória, afro?”, sou firme e respondo: Sou Flamengo.

    Ser Flamengo aqui é para os fortes. Temos dois grandes clubes, Bahia e Vitória, ambos atualmente na série A. Muitos torcedores do Vitória que simpatizam (ou simpatizavam) com o Flamengo, até pelas cores e uniformes parecidos, hoje são mal vistos, conhecidos como “mistos”. Existe uma grande força preconceituosa, em minha opinião, de que quem nasce no Nordeste tem que torcer por times da região. Estamos em 2018, e penso que cada um ama o que quiser, come o que quiser e torce pra quem o coração escolher. Se baiano tivesse que valorizar apenas o que é da região, jamais poderia comer um hambúrguer. Seria acarajé e abará todos os dias. Música? Só axé e pagodão.

    A primeira vez que fui ao estádio, aos 12 anos, era 20 de novembro de 1993. Quadrangular final do Brasileirão aquele ano. O Vitória ganhou de 1×0, gol de Roberto Cavalo de pênalti. Naquele jogo, meu falecido tio Valmir, torcedor do Vitória, queria ir para a torcida do seu time, mas acatou meu pedido e assistimos na antiga zona mista da Fonte Nova. Queria ficar onde tivessem flamenguistas, pois estava devidamente vestido com o manto. O resultado foi ruim, fiquei triste, mas foi um dia sensacional e inesquecível.

    Depois desse jogo fui a absolutamente todos aos quais o Flamengo esteve aqui em Salvador.

    Piadas, brincadeiras e gozação sempre existiram e baiano faz isso muito bem. Porém, em 2008, fiquei bem incomodado com a tal faixa “Vergonha do Nordeste”, colocada no Barradão numa partida contra o Vitória, com uma seta apontando para a torcida do Flamengo. Não apenas eu, mas toda a nação e a instituição também, inclusive o Flamengo se posicionou na época.

     

    Xenofobia: torcida do Vitória estende faixa apontando para torcida do Flamengo no Barradão. Foto Reprodução

     

    Infelizmente isso deu início a um movimento que gera um comportamento mais hostil das torcidas adversárias com quem nasce em Salvador e que não torça para a dupla BAVI. Tabaréu, paraibaca, paga-pau de sulista, filho da Globo, entre outros pejorativos são direcionados aos torcedores do Flamengo.

    O pior momento pra mim foi em 2014, numa partida do Flamengo contra o Bahia na Arena Fonte Nova. Em jogos em Salvador reunimos embaixadas do Nordeste e fazemos um evento pra receber todo o pessoal. Depois vamos de ônibus com escolta para o estádio. Naquele dia a escolta atrasou, chegamos no estádio muito próximo do horário da partida. Eu estava com uns instrumentos, e como tem um protocolo de vistoria antes de entrar, desci do ônibus com mais dois amigos antes de chegar ao estádio, já que estava engarrafado e queríamos adiantar o processo. A BAMOR, torcida organizada do Bahia, estava suspensa, mas mesmo assim membros à paisana estavam misturados aos torcedores comuns. Ao perceberem que o instrumento tinha adesivo de uma torcida organizada do Flamengo, correram atrás da gente, desferindo socos, pontapés e roubaram os materiais. Nada de mais grave aconteceu, a PM prendeu os elementos e recuperaram os instrumentos. Mas foi um grande susto.

    Faço parte da FLABAHIA, embaixada do Flamengo aqui em Salvador desde 2007, que é um grupo de amigos e hoje em dia uma grande família, que se reúne pra assistir os jogos do Flamengo em algum bar, nos estádios aqui em Salvador, no Nordeste ou até no Rio de Janeiro mesmo.

    Apesar das dificuldades, não abrimos mão do direito de torcer e elevar o nome do clube em todas as situações. Sofremos com o preconceito por não torcermos pelos times locais, por não termos a possibilidade de estar no estádio em todos os jogos, mas mesmo assim vale a pena, essa é nossa missão. Não recebemos absolutamente nada em troca, apenas temos o desejo de ver nossa paixão correspondida. Como falei no início, nos entregamos de corpo e alma.


    Imagem destacada nos posts e nas redes sociais: Staff Imagens / Flamengo

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    Raony Furtado é mais um cearense apaixonado pelo Mengão. Além de ser rubro-negro matuto, é professor de educação física e treinador (e massagista, psicólogo, preparador físico etc.) do gigante Marechal FC, do município de Mauriti. Siga-o no Twitter: @UrubuMatuto

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  • Fim da novela: após 4 anos, Flamengo recebe dinheiro da venda do Hernane Brocador

    Na tarde desta terça-feira (29), o Flamengo divulgou que, finalmente, recebeu a quantia de 5 milhões de euros (R$ 21.550 milhões) do Al Nassr, referente a venda do atacante Hernane “Brocador”, em 2014.

    De acordo com o Vice-Presidente Jurídico e Procurador Geral do Flamengo, Flavio Willerman, “o clube, por confiar nas bases jurídicas que sustentaram a transação, não tinha dúvidas que receberia a integralidades dos valores devidos”.

    O Al Nassr procurou o Flamengo para propor o pagamento da dívida, além dos honorários advocatícios. O clube já havia sido excluído da Champions Liga Asiática 2018 e estava na iminência da perda de pontos no Campeonato Saudita.

    Para não levar um calote, o Rubro-Negro precisou ir aos tribunais contra a equipe árabe – e obteve seguidas vitórias. No ano passado, a FIFA determinou que o time saudita pagasse 3 milhões de euros ao clube carioca. A sanção não permitia recursos.

    Relembre o caso

    Hernane, atualmente no Grêmio, chegou ao Fla em 2012 e teve em 2013 o melhor ano de sua carreira. Absoluto no comando de ataque do Mais Querido, terminou o ano como campeão da Copa do Brasil e maior artilheiro do país, com 36 gols marcados. No ano seguinte foi vendido ao Al Nassr, clube da Arábia Saudita.

    O acordo entre brasileiros e árabes foi de 4,5 milhões de euros, sendo divididos em uma primeira parte de 2 milhões que deveriam ser pagos após o atacante ser aprovado nos exames médicos; 500 mil a serem pagos no dia 15 de dezembro de 2014, e os restantes 2 milhões de euros a serem pagos no dia 15 de julho de 2015.


    Imagem destacada nos posts e nas redes sociais: Staff Imagens / Flamengo

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  • Atlético-MG 0 x 1 Flamengo: com as novas forças que se ostentam

    “Craque o Flamengo faz em casa”. Máxima que nunca deve ser esquecida. De valor intangível no coração de inúmeros rubro-negros. Garotos do qual o futuro a Deus pertence, mas que sem dúvida, honram esse manto sagrado como se fosse algo simples, natural.

    Matheus Thuler, 19 anos, zagueiro, Garoto do Ninho. Não atuava entre os profissionais do Flamengo desde o dia 10 de março, na derrota para o Macaé, pelo Carioca, por 1 a 0. Uma das últimas apostas para destaque em uma partida com tantos nomes de peso ou jovens promissores e valendo a liderança do Campeonato Brasileiro 2018 em disputa direta com o atual líder. Mas a história rubro-negra tem dessas peculiaridades.

    Flamengo vem a campo, com o “reforço” de Diego Ribas e com ausências dos expulsos na rodada anterior, Rhodolfo e Cuellar, além de Rever e Juan, lesionados, o que obriga as entradas de Léo Duarte, Thuler e Jonas entre os 11 iniciais.

    O time ensaia uma marcação alta, encurtando espaços de passe da equipe atleticana, com até 6 jogadores pressionando no campo de ataque – Paquetá, Diego, Vinicius Jr, Éverton Ribeiro, Henrique Dourado e Jonas – que tenta responder a pressão com a tradicional “saída em U”, girando a bola da direita à esquerda, passando pelos pés dos zagueiros e dos volantes com muita movimentação de ambos, infiltrando-se nas entrelinhas ou recuando para cobrir a subidas dos laterais. Em um primeiro momento, marcação bem-sucedida, ao precipitar recuo de Cazares interceptado por Vinicius Jr, que perde oportunidade chutando entre as pernas de Bremer para defesa de Victor, aos 6’.

    Depois desse momento inicial recua e passa a pressionar a saída apenas em seu campo. Isso faz com que os donos da casa passem a ter mais a posse de bola e domínio do jogo, com Blanco organizando o meio, caindo bastante pela direita buscando apoio de Cazares para tabelas, com inversões para o lado esquerdo. Flamengo aposta em contra-ataques, que vem com passe em profundidade de Diego a Dourado aos 8’, o qual é pego em impedimento mal assinalado pela arbitragem.

    Ao se marcar no 4-1-4-1, há espaço em ambas as laterais que não podem ser cobertos por Jonas, único volante do esquema, que necessita então que os meias abertos fechem para não se tornarem corredores aos ataques dos adversários. Ainda que se esforcem em cobrir suas obrigações defensivas, Éverton Ribeiro e Vinicius Junior não têm vigor para exercê-las integralmente, o que faz com que Guedes e Cazares estejam constantemente em um contra um com os laterais e o time disperso em campo, com jogadores cobrindo espaços de outros, a famosa sensação de “um bando”. É aí que há o destaque da jovem dupla de zagueiros.

    Pela juventude e velocidade dos veteranos machucados que não podem agregar ao time, as linhas ficam mais próximas e lançamentos entrelinhas podem ser interceptados ou acompanhados pelos próprios zagueiros, evitando a necessidade de os laterais fecharem tanto ao centro. Houveram equívocos, como aos 12’, com bola longa para Roger Guedes que se projeta entre Rodinei e Thuler, que termina a jogada com chute bloqueado pelo lateral.

     

    Na imagem, última linha bem próxima à intermediária, com pressão de Thuler sobre o atacante adversário. Jogada se desenvolve até lançamento de Guedes para F. Santos, que não alcança a bola seguido de perto por Léo Duarte. Pressão e cobertura de espaços executada pela jovem dupla.

     

     

    Números da jovem dupla de zagueiros. Destaque ao menos experiente, que cobriu muito bem os constantes lançamentos à Guedes e os espaços deixados pelas subidas de Rodinei. Como negativo, o número de ligações diretas forçadas pela baixa participação de Jonas na saída de bola. (FONTE: SofaScore)

     

    Com essa postura defensiva oferecendo campo ao adversário, era necessária saída de bola dinâmica e rápida, ligando contra-ataques até Vinicius Jr e Henrique Dourado. Mas não aconteceu. Paquetá, Diego e Éverton Ribeiro não conseguiam desenvolver a transição e saída para o jogo, que terminava sendo executada erroneamente pelos laterais – influenciada pela omissão de Jonas, que ainda que tenha atuação defensiva impecável, com 9 desarmes, 1 interceptação e 11 de 19 duelos vencidos, pouco ajudou na distribuição da equipe. Tal situação encurralou os visitantes em seu campo e fez com que seus meias tivessem números defensivos destacáveis de 7 desarmes e 6 interceptações.

     

    Desempenho estatístico da linha de 4 meias (FONTE: SofaScore).

     

    Falta de criatividade e mobilidade na saída de bola, pressão intensa e imposição física atleticana que teve a semana livre para treinos acuou o Fla. Parecia rendido o restante do 1º tempo. O gol atleticano parecia questão de tempo, sendo evitado com intervenções providenciais de Diego Alves (que continua demonstrando insegurança no jogo aéreo) e um travessão abençoado aos 27 minutos.

    Dourado não fez uma partida tão nula como as anteriores, ainda que tenha tido a péssima marca de nenhum chute a gol, conseguiu dar prosseguimento em algumas jogadas. O estilo de jogo proposto pela equipe nessa temporada não o beneficia. É inquestionavelmente um atacante de área, com baixa participação ofensiva fora dela. Como os meias tendem a criar poucas jogadas pela zona central, buscando a conclusão a partir de seus pontas e chutes de fora-da-área, sua presença torna-se de pouca serventia.

    Vinicius Junior está longe da maturação física e mental. Ainda erra inúmeros lances por preciosismo ou escolhas equivocadas mas possui veia artilheira, talento e capacidade de decidir jogos. Jogador com aptidão para se consagrar e consagrar outros. Seus altos e baixos ao longo de 90 minutos: contra-ataque aos 33’ que finaliza com displicência e perde ótima oportunidade e assistência no gol de Ribeiro aos 80’, em lance de extrema frieza e inteligência. Joia que se desenvolve a cada jogo que consolida sua titularidade. Mas Barbieri precisa adequar o sistema defensivo às suas dispersões.

    Na segunda etapa, há um melhor ajuste no sistema defensivo rubro-negro, mas que continua com desempenho aquém de algumas peças, principalmente de Paquetá, que com o cansaço, começa a exagerar na retenção da posse. Não teve partida péssima como a contra o River Plate, mas continua na sequência de jogos medianos e jogadas equivocadas. Necessita de orientação.

    Entrada de Jean Lucas aos 68’ visa reforçar o meio-campo que perdia em intensidade e liberar Diego e Vinicius Jr para puxada de contra-ataques ao liberá-lo das obrigações defensivas. Garoto de muita personalidade, ajuda a fechar o meio e agrega mais lucidez ao meio-campo com Éverton Ribeiro e Paquetá cada vez mais dispersos. Acertou os 7 passes que realizou e as 2 bolas longas que tentou, além de 1 desarme).

     

    Após entrada de Jean Lucas, time se porta em um 4-4-1-1, com duas linhas de 4 defensivas com Jean à frente fazendo marcação sobre o jogador com a posse e Vinicius entre os zagueiros, como válvula de escape para contra-ataques.

     

    Justo no momento de maior pressão atleticana, após erro de escanteio, chutão para frente, sai o gol rubro-negro, em lance de velocidade e habilidade de Vinicius de ultrapassar o zagueiro, evitar a carga faltosa e servir sem vaidades Everton Ribeiro. Dali em diante pressão total de um Atlético-MG que acusa o golpe, e ainda que com chances, não consegue reverter o placar, exigindo ainda mais intervenções de Diego Alves.

    Primeiro lugar recuperado, com excelente resultado fora de casa em fraco desempenho técnico e tático. Time continua se comportando como um bando em momentos de pressão e necessitando de individualidades, seja na defesa ou no ataque, para cobrir falhas e garantir resultados. Ausência de brilho de veteranos faz com que a estrela de garotos apareça, que desconhecem o peso dessa camisa e as ostentam com orgulho. Mostram o caminho, mas necessitam de uma comissão técnica que saiba usar e lapidar essas promessas. Nada conquistado, além de uma boa noite de sono na liderança da maior competição nacional.


     

    Imagem destacada nos posts e nas redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo

     

    Matheus Miranda analisa os jogos do Mengão no Mundo Bola. Siga-o no Twitter: @Nicenerd04
     

     

  • 17 anos esta (longa) noite

    Os tempos eram difíceis, como estes que vivemos: o Brasil vivia racionamento de energia, e os jogos de futebol do domingo precisavam começar às 15h, para que refletores não precisassem ser acesos. Particularmente o domingo 27 de maio de 2001 estava iluminado, um sol daqueles que faz o carioca lembrar que só temos mesmo duas estações (verão e inferno). A primavera parecia brutal. Em campo, Flamengo e Vasco decidiam mais um campeonato, em jogo o quarto tricampeonato estadual da história rubro-negra (o tri-tri havia sido naquele ano de 1979, quando jogamos – e vencemos – dois estaduais).

    Foi, como sabemos, o grande gol de pelo menos três gerações de rubro-negros. Os que ainda eram pequenos demais para entender certamente o veneram. Os que viveram apenas os tempos pós-Zico. E os que estavam despertando para o rubro-negrismo, naquela mágica idade de 12 ou 13 anos, que nos faz pensar o quão injusto é ter 12 anos apenas uma vez na vida. Aquela idade em que os pais ainda aguentam nos levantar para ver um ataque do Flamengo na arquibancada, aquela idade incrível na qual acreditamos ser possível viver para sempre dentro de um gol.

    Este cara de 13 anos que pulou na hora em que a bola, inacreditavelmente, entrou no ângulo de Helton, atirada “com as mãos e a fúria” pelo sérvio, aos 43 do segundo tempo, está vivendo até hoje lá dentro. Ele lembra do Maracanã (um outro Maracanã, um outro Flamengo) explodindo, se lembra do pai o abraçando, feliz, rindo, berrando. Se o pai dele ainda está por aqui, esse cara hoje tem 30 anos, talvez esteja casado, visita o pai e assiste os jogos ao lado dele, reclama desse Flamengo que vemos hoje, e os dois sempre se lembram do gol de Petkovic. Talvez o pai dele já tenha partido. Aí, nesse caso, tal e qual naquele filme “About time” (veja com uma caixa de Kleenex), todo 27 de maio o menino de 13 anos se encontra com o pai na arquibancada e revive tudo: a angústia da torcida do Vasco já comemorando, a perda virtual do tricampeonato, a falta em Edílson, a distância muito longa, mas Petkovic partindo para a bola e tudo desabando. Um momento poderoso, uma espécie de choque de meteoros, uma explosão de energia incalculável.

    E no entanto, é o mesmo Flamengo. Você acredita? Eu às vezes duvido. Mas esse Flamengo desse momento mágico é o Flamengo de Henrique Dourado, Pará, Arão. Há apenas um Flamengo, e a bipolaridade dele nos confunde, nos angustia e convida sempre ao radicalismo, à “escolha de um dos lados”. Não há lados: há o Flamengo.

    Por que digo isso, depois de uma recordação tão monumental como a do golaço de Petkovic?

    Me preocupa o maniqueísmo que surge dessa nossa bipolaridade, dessa capacidade que esse time tem de ser a maior alegria de nossas vidas em um momento e também a coisa mais FDP no outro. Disso surgem conceitos que só podem se mostrar daninhos. Me vem à mente Edmund Burke, autor de “Reflexões sobre a revolução francesa”, um dos livros mais espetaculares que já tive o prazer de ler. Talvez os senhores consideram a comparação inapropriada, e eu mesmo me sinto desconfortável em trazer para a discussão uma revolução que resultou na execução sumária de mais de 70 mil pessoas. Mas é que a Revolução Francesa criticada por Burke é de importância capital na história da humanidade, é ela que criou o mindset segundo o qual não há outra forma de resolver questões da sobrevivência a não ser pela via extrema. Burke, aliás, criticou a Revolução antes do período de terror ter início – a revolução em si foi em 1792 mas o reinado de terror começou em 1793. Pessoas eram decapitadas em nome de uma melhor distribuição de renda. Então tá. Burke já fazia suas críticas a Rosseau no livro lançado dois anos antes da tomada do poder.

    A questão é que Burke defendia algo que falta hoje ao Flamengo, a muitos de seus torcedores e a uma gigantesca parcela da mídia: a Imaginação Moral.

    É uma variante de racionalismo que leva o ser humano à intuir o que é minimamente razoável. Graças a isso, era possível a um ser humano, suponhamos, mais pobre, ter piedade de um nobre sendo torturado até a morte – o que é normal e desejável, bem como a reciprocidade. Para Burke, a Revolução Francesa só poderia prosperar se a Imaginação Moral fosse destruída. E é neste ponto que quero chegar quando peço que seja usada a Imaginação Moral na hora de analisar a partida entre Flamengo e River Plate, em Buenos Aires, que terminou 0 x 0.

    Sério: não me preocupa o possível resultado ruim contra o Atlético Mineiro. Me preocupa a reação depois do jogo de quarta, pois vejo ali a caminhada para um festim de radicalismos bobos e narrativas que não mais funcionam.

    A primeira dessas narrativas é “azul”, e atroz: o Flamengo foi segundo do grupo “mas invicto”. Uma bobagem sem tamanho, claro – mas é ano eleitoral e quem vai votar nos azuis quer mesmo é passar pano. O único brasileiro a se classificar em segundo foi o Flamengo, o que é assaz incômodo. A melhor gestão da história do clube não conseguiu, nos dois mandatos, ter um futebol à altura da marca Flamengo, este é o único fato, e é preciso lidar com ele, em vez de ficarmos tentando enxergar melhorias no Renê ou qualidades no pênalti cobrado pelo Dourado. O Flamengo começou o campeonato brasileiro com técnico interino, e ameaça efetivá-lo, o que é algo inacreditável. Estamos indo para a fase de mata-mata da Libertadores com Rodinei e Renê nas laterais, fora Trauco, que até hoje não sei em que posição joga.

    Passado isso, o que assisti durante o jogo e principalmente depois foi um festival de narrativas com as quais não posso concordar de forma alguma – o que me leva à suposta condição de “em cima do muro”. Um engano comum, nestes tempos de polarização em praticamente tudo (até Bolacha/Biscoito). Burke, quando critica a queda da Imaginação Moral francesa, parece elogiar de certa forma a Revolução Sem Sangue, ocorrida na Inglaterra no século 17. Ali, se fez uma revolução silenciosa, gradativa, baseada no diálogo e na reivindicação, nos pesos e contrapesos de toda uma sociedade pronta para essa experiência. O Flamengo, seguramente muito maior que a Inglaterra ou qualquer outro país no mundo, passa sim por uma Revolução sem Sangue, passando de clube depauperado para uma instituição sólida e pronta para viver mais cem anos de prosperidade.

    Ah, mas e o futebol?

    Precisamos da Imaginação Moral. Para entender que empatar em zero a zero com o River Plate no Monumental de Nuñez está perfeitamente dentro das nossas possibilidades, na verdade até acima delas. “Ah, mas Flamengo tem que jogar para ganhar”. Eu concordo: acho que os técnicos deveriam ter apertado nos 15 minutos finais, jogado o time mais para a frente, já que perder de cinco ou empatar seria basicamente a mesma coisa. Quem tinha algo a perder ali era o River, ora essa.

    Mas eu discordo veementemente da mesa redonda no SportTV comandada pelo ex-jogador Roger, na qual a única preocupação pareceu ser a de achincalhar a performance rubro-negra como se o time tivesse levado de cinco a zero do ASA de Arapiraca. Não houve um comentário sequer sobre o pênalti absurdo sofrido por Rhodolfo, sobre a entrada criminosa de Pérez em Paquetá punida com um cartão amarelo (quando deveria ter sido o vermelho direto), nada sobre a violência perpetrada pelo ignóbil Maidana. Pareceram ter esquecido que o pavoroso Dourado teve chance de marcar em cima da linha mas não conseguiu esticar a perna, não repararam que Vinícius Júnior salvou um gol nosso, nem mesmo consideraram que Paquetá poderia ter caprichado mais naquela cabeçada no fim do jogo. Enfim, em função de o Flamengo ter tomado a decisão de não perder o jogo, algo perfeitamente dentro do que o futebol rubro-negro é hoje, a reação de todos foi de um prurido quase urticário. Ora, ora, quem está ali não é Edílson, quem está ali não é Dejan Petkovic. É apenas o mesmo Flamengo de sempre, aquele que conhecemos e que a cada dia encanta mais meninos de 12 e 13 anos.

    Eu, do alto dos meus cinquenta anos, fiquei esperando por um gol de Zico, ou talvez uma jogada de Peu pela direita, um cruzamente de Leandro. Mas não: era Rodinei, era René, era Jean Lucas. Aliás, nenhum dos senhores cronistas se dignou a comentar: o Flamengo entrou em campo pela Libertadores contra o gigante River no Monumental de Nuñez com um meio-campo de 17 anos – e que jogou de forma honrada.

    Você deve estar pensando em como associar o gol do Pet a esta quarta-feira de pasmaceira diante da televisão; a única coisa que posso dizer é que nos dois casos é preciso refletir sob o ponto de vista da Imaginação Moral: o Flamengo é mais importante do que qualquer coisa que falem ou pensem dele, e por isso atropelou o Vasco em 2001 e não foi goleado, againstallodds, pelo River Plate em 2018. É o mesmo Flamengo, não se enganem. Só existe um Flamengo, e é este que você precisa aprender a preservar, mudando, revolucionando, sem mortos e feridos, mas na base da construção. Partir para cima do River Plate em Buenos Aires é algo jacobino demais, e poderia resultar em derramamento de NOSSO sangue. Nos arriscamos sinceramente a ganhar o jogo, embora a mídia tenha resolvido nos condenar por uma suposta postura covarde. Ora: é o mesmo Flamengo, mas não os mesmos jogadores. O que o Flamengo tem de “mesmo” é a capacidade de entender o espírito de seu tempo e suas limitações – quando ele não usa essa capacidade, apanha horrivelmente.

    As gralhas e hienas que exibiam seus dentes brancos a chamar o Flamengo de “covarde” por não ter se entregue, contra o River Plate, a uma louca correria tendo um moleque de 17 anos no meio e outro no ataque, estas gralhas e hienas seriam as mesmas que festejariam uma goleada humilhante, são as mesmas que certamente torceram para o Emelec nos tirar na primeira fase, são as mesmas gralhas e hienas que adoram ver o Flamengo ser atropelado. Não aconteceu. Tal e qual moleques no pátio da escola no recreio, ficam torcendo para que o Flamengo parta para cima, a fim de ver o espetáculo no qual eles são os únicos palhaços.

    O Flamengo está efetivamente longe de ter um ano bom, não creio, particularmente, em triunfo na Libertadores e no Brasileiro. Mas a minha Imaginação Moral, tal e qual o viés cristão de Burke, me compele a seguir defendendo meu posto até o fim. Parabéns, sim, aos guerreiros rubro-negros na fria noite de Buenos Aires. Acima de tudo, de resultado, de jogo, de vitória ou empate, o que aconteceu quarta-feira foi um claro choque de realidade, sem narrativas, sem invencionices. O Flamengo jogou o real soccer, a vida de verdade, o que se pode fazer e o que se pode esperar. O resto é mesa redonda de bola quadrada. Take me tothe River, men.


     

    Imagem destacada nos posts e nas redes sociais: Divulgação

     

    Gustavo de Almeida é jornalista desde 1993, com atuação nas áreas de Política, Cidades, Segurança Pública e Esportes. É formado em jornalismo pela Universidade Federal Fluminense. Foi editor de Cidade do Jornal do Brasil, onde ganhou os prêmios Ibero-Americano de Imprensa Unicef/Agência EFE (2005) e Prêmio IGE da Fundação Lehmann (2006). Passou pela revista ISTOÉ, pelo jornal esportivo LANCE! e também pelos diários populares O DIA, A Notícia e EXTRA. Trabalhou como assessor de imprensa em campanhas de à Prefeitura do Rio e em duas campanhas para presidente de clubes de futebol. É pós-graduado (MBA) em Marketing e Comunicação Empresarial pela Universidade Veiga de Almeida. Atualmente, escreve livros como ghost-writer e faz consultorias da área de política, além de estar trabalhando em um roteiro de cinema.
     

     

  • FLAMENGO E VASCO: CLÁSSICO DOS MILHÕES NO FUTEBOL AMERICANO

    Flamengo Imperadores e Vasco Patriotas se enfrentarão neste domingo, dia 27/05, às 14:00. O clássico entre as duas equipes é válida pela quarta rodada do campeonato carioca.

    Ambas já estão classificadas para a final, que ocorre no dia 10/06, no Engenhão. O Flamengo, líder da Conferência Sul, tem vantagem em possível desempate com a RFA, o confronto direto. Segundo Neto Martins, TE do Imperadores, apesar da classificação, não imagina outra possibilidades a não ser vencer o jogo ao entrar em campo, ainda mais por se tratar do grande rival Vasco.

    “Flamengo e Vasco é um jogo diferente. Quando a gente pega a tabela de um campeonato, vai lá e faz um “X” nos clássicos. O clima na preparação é diferente, sabemos que temos que estar preparados fisica e mentalmente, porque o jogo será uma guerra.” afirmou.

    Neto chegou no Flamengo Imperadores no segundo ano após a fundação da equipe. Já participou de 6 clássico dos milhões, 5 deles jogando pelo rubro-negro.

    “Vim jogar no Flamengo por ser flamenguista apaixonado e querer fazer parte disso, mesmo que um pouco. Além de ser um esporte em desenvolvimento, da história do maior clube do mundo.” completou.

    A partida

    O jogo acontecerá neste domingo no estádio Caio Martins, (Rua Santa Rosa, 96, Santa Rosa – Niterói) às 14h. Os ingressos antecipados custam R$10,00 e R$15,00 na hora. Cumpre ressaltar que o ingresso também dá direito a assistir a partida Rio Football Academy x Dark Owls, que ocorrerá no mesmo dia às 10h.

    Ainda segundo Neto, a expectativa da equipe é de um jogo muito equilibrado.

    “Os times do Rio da primeira divisão estão disputando pela primeira vez um campeonato estadual. O principal campeonato do país, o BFA, começa a partir de julho e principalmente os ataques precisam de mais tempo para fazerem seus ajustes. Será um jogo de muita força nas defesas, e os ataques tentando se adaptar rápido às situações para lutar por cada jarda. E claro, a nossa principal expectativa é a vitória.”

    Matéria por: Caio Sertori

  • Primeiro balancete de 2018 apresenta retração em relação ao mesmo período de 2017

    O site oficial do Flamengo divulgou nesta segunda-feira o balanço financeiro do primeiro trimestre de 2018. De acordo com o documento o clube apresentou um superávit de R$ 22,741 milhões. O valor é menor do que a rubrica relativa ao mesmo período do ano passado, que foi de R$ 28,389 milhões.

    A receita operacional líquida sofreu pequena diminuição, R$ 127,282 milhões este ano contra os R$ 128.367 milhões apresentados no documento equivalente anterior.

    O rubro-negro teve desempenho recorde na história do futebol brasileiro em 2017, faturando R$ 649 milhões.

    A diretoria prevê para 2018 arrecadação de R$ 522 milhões. Deste montante, R$ 69 milhões indicam vendas de direitos econômicos de jogadores, R$ 96 milhões de Bilheteria/Estádio/ST, R$ 83 milhões de Patrocínios & Royalties e R$ 206 de Direitos de Transmissão.