Autor: diogo.almeida1979

  • PRA DECIDIR EM CASA! Cheio de desfalques, Fla encara River visando liderança do grupo

    A semana que se seguiu desde a tão esperada classificação para as oitavas da Libertadores não foi tão boa para o Flamengo. Empate no clássico contra o Vasco e vários desfalques deixaram os dias no Rubro-Negro um pouco mais tensos do que vinha sendo, mas foi com essa sensação que o elenco viajou para Buenos Aires, onde enfrentará o River Plate, nesta quarta-feira (23), pela última rodada da fase de grupo da competição continental.

    A semana no Flamengo

    Após conseguir eliminar o trauma de três eliminações seguidas na fase de grupos da Libertadores, o Flamengo teve vários motivos para se preocupar. Ainda no duelo da última quarta (16), o técnico Maurício Barbieri perdeu Juan antes do fim da primeira etapa. O zagueiro de 39 anos teve problemas musculares e não tem retorno previsto.

    Com dois desfalques garantidos – além de Juan, Diego já era ausência confirmada por conta de suspensão –, o jovem treinador do Mais Querido teve mais um grande motivo para perder alguns fios de cabelo. No embate contra o Vasco, que terminou empatado em 1 a 1, Réver teve uma lesão no ombro e se tornou mais um atleta no departamento médico.

    Há poucos dias, Diego também era desfalque por lesão. No período em que ficou ausente, Geuvânio foi o escolhido para lhe substituir, com Éverton Ribeiro jogando mais pelo meio. Eis que na última segunda-feira (21), o camisa 23 torceu o tornozelo no treino e se tornou o quarto desfalque do Mengão.

    Sem a zaga titular Barbieri deve usar Rhodolfo e Léo Duarte contra a equipe argentina, enquanto que para a vaga de Diego o treinador deve apostar no jovem Jean Lucas, que já vinha ganhando chances na função.

    O adversário

    O River não perde há 16 jogos (12 vitórias e 4 empates). A última derrota foi para o Vélez Sarsfield, no dia 24 de fevereiro, quatro dias antes da estreia na Libertadores, contra o Flamengo, que terminou em 2 a 2. O bom momento dos Millonarios começou, principalmente, após a chegada do meia Juan Quintero, que é um dos desfalques do clube argentino para o duelo desta quarta. O colombiano está entre os pré-convocados por José Pékerman e já foi liberado para se apresentar à seleção.

    Outra importância ausência para o time comandado por Marcelo Gallardo é o de Gonzalo “Pitty” Martinez, camisa 10 e vice-artilheiro da equipe na temporada.

    Retrospecto

    No último embate entre as equipes o Flamengo foi um pouco melhor mas errou muito e acabou apenas empatando. Henrique Dourado, de pênalti, e Everton, hoje no São Paulo, marcaram para o rubro-negro, enquanto Mora e Mayada fizeram os gols dos argentinos.

    O placar aumentou a sequência de jogos sem vitórias sobre o River para cinco. A última vitória do Mengão foi pela Copa Libertadores de 1993. Mesmo com a retrospectiva ruim, o duelo é equilibrado: 5 vitórias argentinas, 4 brasileiras e 2 empates.

    Flamengo e River Plate se enfrentam na próxima quarta-feira (23), no Monumental de Núñez. A bola rola às 21h45 e o vencedor ficará na liderança do Grupo 4, o que na teoria significa enfrentar um adversário “mais fraco” e o principal: decide em casa.

    Ficha técnica

    River Plate x Flamengo

    Data: 23/05/2018

    Horário: 21h45

    Provável escalação do Flamengo: Diego Alves; Rodinei, Léo Duarte, Rhodolfo, Renê; Cuéllar; Éverton Ribeiro, Jean Lucas, Lucas Paquetá, Vinicius Júnior; Henrique Dourado. Reservas: César, Thiago, Trauco, Thuler, Trauco, Jonas, Rômulo, Arão, Marlos Moreno, Lincoln e Felipe Vizeu. Técnico: Maurício Barbieri

    Transmissão: @Mundo Bola_CRF

    *Créditos da imagem destacada: Gilvan de Souza/Flamengo

  • Bárbara, Fernanda e Pâmela marcam, e Flamengo/Marinha vence no Brasileiro Feminino

    Finalmente, a vitória voltou a aparecer nos jogos do Flamengo/Marinha neste Campeonato Brasileiro Feminino. Depois de dois empates (com Rio Preto e Foz Cataratas), o Rubro-Negro venceu o Vitória de Santo Antão-PE pelo placar de 4 a 2, chegou à oito pontos em cinco jogos, e manteve a invencibilidade como mandante na competição. Os gols foram marcados por Bárbara (2x), Pâmela e Fernanda Palermo.

    Na Gávea, as flamenguistas contabilizam 66,66% de aproveitamento: duas vitórias e um empate em três confrontos – contra Ponte Preta, Rio Preto e Vitória-PE.

    As melhores chances foram da equipe carioca, que dominou a partida inteira. O clube pernambucano apostou nos contra-ataques. Pâmela abriu o placar após vacilo da defesa pernambucana, logo aos 5 minutos. Aos 14, o Vitória empatou, com a centroavante Jady. Um minuto depois, um golaço de fora da área da atleta Fernanda Palermo.

    Na etapa final, o Vitória reagiu e empatou logo nos minutos iniciais, com Ronaldinha. O jogo estava aberto, com chances das duas equipes, até que brilhou a estrela da capitã Bárbara: aos 35, recebeu excelente assistência de Nathane e cabeceou para o fundo do gol. E aos 40, chutou colocado para definir o placar. Flamengo 4 x 2 Vitória.

     

    Escalação

    FLAMENGO: Kaká; Rayanne, Day, Ana Carol e Fernanda Palermo; Ju, Gaby (Bia) e Bárbara; Flávia (Larissa), Pâmela (Nathane) e Dany Helena. Técnico: Ricardo Abrantes.

    Estatísticas

    Flamengo/Marinha em 2017: 5 jogos – 2 vitórias – 2 empates – 1 derrota – 6 gols marcados e 9 gols sofridos

    Bárbara pelo Flamengo/Marinha: 59 jogos oficiais – 31 gols – 5 cartões amarelos. Em 2018: 5 jogos – 3 gols

    Fernanda Palermo pelo Flamengo/Marinha: 14 jogos oficiais – 3 gols. Em 2018: 5 jogos – 1 gol

    Próxima partida do Flamengo/Marinha

    O próximo compromisso do Mengão no Campeonato Brasileiro Feminino será na quinta-feira da semana que vem (31), contra o Audax-SP às 15h. A partida será realizada no Estádio José Liberatti, em Osasco-SP.

    Regulamento

    O Flamengo está no grupo 2, juntamente de Vitória-PE, Foz Cataratas/Coritiba-PR, Rio Preto-SP, Santos-SP, Portuguesa-SP, Audax-SP e Ponte Preta-SP. Na primeira fase da competição, as equipes do mesmo grupo enfrentam-se em turno e returno. As quatro melhores, avançam às quartas de finais, após isso, mata-mata com jogos de ida e volta. O campeão, além do troféu, garante vaga na Libertadores da América Feminina 2019.

    Créditos imagem destacada: Reprodução/Time Flamengo

  • Flamengo eSports anuncia oficialmente Shrimp

    O Flamengo eSports oficializou a contratação de seu novo jogador: Lee “Shrimp” Byeong-hoon. Após negociações (como noticiado aqui no Mundo Bola), o time primeiro brincou no twitter com o apelido do novo integrante, para depois oficialmente apresentar a Nação o novo membro:

    Shrimp disputou o segundo split de 2017 da liga norte americana (LCS) pela Dignitas, tendo algumas atuações de destaque, como a do vide-o abaixo contra a Cloud9:

    https://www.youtube.com/watch?v=Z6LoSlLlpLs

    Ainda há expectativa para o anuncio do Mid Laner Goku, ex ProGaming. O time se prepara para disputar o segundo split CBLOL, principal divisão da modalidade, que está previsto para começar dia 16 de junho, podendo sofrer alterações em função da Copa do Mundo da FIFA.

  • A entrevista de Eduardo Bandeira em O Globo: “O Flamengo precisa superar o ano de 2015”, diz Tiago Cordeiro

    Nesta última segunda-feira, dia 21 de maio, O Globo publicou entrevista com o presidente Eduardo Bandeira de Mello. Entre os diversos assuntos abordados pelo setorista Diogo Dantas, o mais importante talvez seja sobre a política.

     
    Tanto a interna, pois o clube escolhe em dezembro seu novo mandatário – entre notícias que dão conta de um grande acordo entre a “Chapa Azul” de Bandeira e o grupo Sócios Pelo Flamengo (SóFLA) e a “Chapa Verde”, atual principal grupo de oposição, que no último pleito teve Wallim Vasconcellos como cabeça-de-chapa e conta com figuras fortes nos bastidores, como os ex-vice-presidentes Luiz Eduardo Baptista, Rodrigo Tostes e Rodolfo Landim, este último super cotado como provável sucessor de Bandeira.

    Quanto a política externa. A imensa popularidade como o comandante de uma gestão que resgatou a credibilidade de um clube conhecido pela bagunça administrativa trouxe consigo o canto da sereia do partido de Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente, cuja pessoa Bandeira diz ter relacionamento desde a época que era chefe do Departamento de Meio Ambiente do BNDES. Já filiado ao partido REDE, continua esquivando-se quanto ao fato de ser candidato a algum cargo legislativo, ou até mesmo executivo, nas eleições marcadas para outubro desde ano.

    O jornalista Tiago Cordeiro, que comanda o blog Cronista Esportivo publicou excelente coluna comentando esta entrevista de Eduardo Bandeira de Mello. É o texto que disponibilizamos abaixo para os leitores do Mundo Bola, com o pedido, claro, de que não deixem de acompanhar o excelente trabalho de Cordeiro, um dos grande conhecedores da política interna do clube e que esteve como gerente de Comunicação do Fla durante o período de 2013 a 2016. Boa leitura!


     

    O presidente Eduardo Bandeira de Mello deu uma entrevista exclusiva para o jornal O Globo nesta segunda-feira (21.05). Conheci Bandeira de Mello no fim do ano de 2012, após a impugnação de Wallim Vasconcellos. Jeito sereno e amável, sempre esboçando um sorriso ou ouvidos atentos para o que você dissesse. Era difícil não simpatizar com ele de cara.

    O tempo passou e muita água virou. O presidente assumiu o clube, rompeu com os líderes da chapa azul original, que formaram a chamar chapa verde nas eleições de 2015, e passou a ter mais poder ao grupo Sócios Pelo Flamengo. “Eduardo”, como é chamado pelos íntimos, segue sendo uma das melhores coisas que ocorreu ao clube. Seu nome já está marcado na história de forma positiva, mas é curioso ver como no próprio clube há quem se enxergue “traído” pelo seu envolvimento com o futebol. E é aí que me chama atenção a leitura de sua entrevista.

    Bandeira de Mello deixa claro que a união do grupo original (que reuniu grandes executivos com um novo grupo de jovens associados) ainda não é uma realidade. “Sim. Vai ser formada uma chapa de situação que eu vou apoiar, que vai seguir nossos valores”. Embora coloque as coisas em tornos de valores, deixa claro que há uma questão pessoal ao dizer que: “No grupo dele [Landim, pré-candidato da situação] tem pessoas que me hostilizam abertamente. Não posso apoiar uma chapa que tem pessoas que dizem que saíram do Flamengo para não me dar um tapa na cara, que me chamam de traidor”.

    Aqui vale uma ressalva importante. A fragmentação daquele grupo não fez bem à instituição. Em nenhum clube do mundo você abriria mão de nomes tão consolidados no mercado como os que formaram a chapa verde. Independente de quem simpatiza com quem, quais os lados do clube, o Flamengo precisa estar acima de todos. A união seria importante.

    Se por um lado, há quem cobre o presidente por esse rancor, vale lembrar que integrantes da Chapa Verde seguem criticando Bandeira de Mello em redes sociais ou artigos. Ouvi de fonte próxima ao dirigente que isso manteve as muralhas da discórdia em pé. É possível minimizar isto com o fato de que Eduardo sairá no fim do ano, mas lembre-se: ele ainda é o presidente do clube. E nada impede que apoie seu candidato, com ou sem a anuência de quem o apoiou.

    Profissionalismo e papo com jogadores

    O presidente fala bastante sobre “sua gestão” e sobre o “vice-presidente de futebol”, um cargo que pessoalmente sempre fui contrário. Confirma uma conversa com os jogadores de motivação após a demissão de Rodrigo Caetano. E aí me ocorre que originalmente, em 2012, este tipo de situação nunca foi o objetivo. A profissionalização era um mantra tão forte em 2012, que chegou a ser usado por Jorge Rodrigues, muito próximo de Patrícia Amorim na época.

    Ver o Flamengo depender desse tipo de conversa para as coisas entrarem no eixo é terrível e um sinal de que o triênio fracassou em muitas etapas no futebol ainda que seja bem sucedido em outras. Bandeira se reelegeu pela imagem que consolidou no primeiro triênio. Mas quando se elegeu o discurso muitas vezes era de que seria o membro de um grupo que nenhum clube brasileiro conta.

    Candidatura

    O presidente se esquiva em assumir uma candidatura a algum cargo no legislativo ou executivo nos próximos meses. Pela legislação eleitoral qualquer atitude nesse sentido pode valer uma violenta multa. Será uma pena, entretanto, se ele realmente sair candidato.

    Em 2012, boa parte da motivação para impedir a reeleição de Patrícia Amorim vinha justamente do uso político do clube. Seu fracasso na reeleição para vereadora foi comemorado por todas as pessoas que elegeram e apoiaram o presidente naquele ano. É triste que o ciclo se repita, ainda que ele, certamente, tenha tudo para ser um político melhor. Bandeira poderia renunciar e se candidatar ou abrir mão de uma candidatura até 2020.

    2019

    Independente de quem se eleger, o Flamengo precisa superar o ano de 2015, quando o grupo azul original se rompeu. Que 2018 acabe bem para o clube e que o próximo ano traga novos ventos para o Mais Querido. Nem azul e nem verde, apenas vermelho e preto.


    Acesse: http://www.cronistaesportivo.net/2018/05/a-politica-do-flamengo-prende-flamengo.html

    Tiago Cordeiro é jornalista. Siga-o no Twitter: @cronistaesporte
     

    Imagem destacada nos posts e nas redes sociais: Divulgação / Descomplica

     

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  • Descomplica: Fla pode ter novo patrocínio ligado à Educação no uniforme

    Caso seja aprovada pelos conselheiros, marca da plataforma de educação online já poderá ser vista abaixo dos números da camisa na próxima rodada do Brasileiro

     
    Na noite desta terça-feira, 22 de abril, o Conselho Deliberativo do Flamengo se reúne para votar mais um patrocínio na camisa do time de futebol do clube. O novo parceiro é a plataforma de ensino digital Descomplica, que também patrocina o Fluminense.

    O vice-presidente de Marketing Daniel Orlean comemorou mais um acordo comercial do clube com uma empresa de Educação – os outros são a Estácio, no basquete rubro-negro, a Universidade do Brasil, que aparece na omoplata da camisa de futebol, e o grupo GPI, exclusivo para as categorias de base. “É uma marca bonita, que se dedica à universalização da Educação e ao acesso ao conhecimento”, comemorou o dirigente.

    Sobre a aplicação, Orlean explicou que não pode falar muito pois ainda depende da aprovação dos conselheiros, assim como os valores envolvidos. “Não posso falar muito porque precisa ser aprovada a aplicação da marca ainda. Como eles estão com outro clube, foi pedido que não se divulgue o valor”, explica.

    A propriedade é chamada de “costa inferior” e ficará no mesmo lugar da Yes! até o fim da temporada, coincidentemente outra empresa de Educação, o que demonstra a firme tendência de que a associação entre educação e esporte continua forte no mercado. O curso de inglês pagou R$ 6 milhões pelo espaço em 2017. Se os valores com a Descomplica estiverem nessa base é possível especular algo em torno de R$ 3 milhões. “Voltamos a ter o uniforme cheio e com receitas recordes”, declara o VP com cuidado para não dar maiores pistas sobre o montante envolvido.

    Em matéria feita pelo blog Máquina do Esporte, especializado em marketing esportivo, à época do acordo com o Tricolor das Laranjeiras, Marco Fisbhen, CEO do Descomplica, explicou mais a respeito da aposta no futebol.

    “Essa iniciativa toca em alguns pontos que estão no centro do que é o Descomplica: acreditamos que educação transforma vidas e sabemos que aprender pode ser fácil, apaixonante e para todo mundo. Então a paixão pelo futebol é uma grande porta para que mais gente conheça o nosso trabalho e tenha acesso à educação de qualidade”.

    Segundo a mesma reportagem, em 2017 o Descomplica foi eleito a terceira empresa mais inovadora da América Latina e a primeira do Brasil, de acordo com a revista americana Fast Company. Atualmente, o site da empresa recebe cerca de 5 milhões de visitantes únicos por mês.

    Leia também: Flamengo vota renovação com Caixa: “Melhora dependendo do referencial”, diz Daniel Orlean


     

    Imagem destacada nos posts e nas redes sociais: Divulgação / Descomplica

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  • Brasileiro Feminino: Flamengo/Marinha recebe Vitória-PE na Gávea

    Ainda invictas em casa nesse Campeonato Brasileiro Feminino 2018, as atletas do Flamengo/Marinha tem novo compromisso como mandante nesta terça-feira. Jogando na Gávea, às 15h, contra o Vitória do Santo Antão, do Pernambuco, o Mengão quer reencontrar o caminho das vitórias na competição. A entrada ao estádio é gratuita.

    O time titular para esse jogo ainda não foi definido pelo técnico Ricardo Abrantes. O XI inicial da partida contra o Foz Cataratas tinha: Kaká; Rayanne, Day, Ana Carol e Fernanda Palermo; Ju, Gaby e Bárbara; Rafaela, Pâmela e Dany Helena. A volante Beatriz, expulsa no duelo contra o Rio Preto, volta a ser opção para o treinador rubro-negro. Porém, serão desfalques as atletas Jane, Rafaela e Renata Diniz, lesionadas.

    Classificação

    Atualmente, o Flamengo está na 6ª colocação do grupo 2 do Brasileiro Feminino 2018, com 5 pontos (1 V, 2 E e 1 D). Porém, a pontuação do segundo ao sexto colocado é a mesma, ou seja, uma vitória é essencial para as pretensões grandes do Rubro-Negro nesta temporada.

    Arbitragem –  Flamengo/Marinha x Vitória-PE

    O duelo será conduzido pela árbitra Beatriz Oliveira Dantas, auxiliado por Millena Cristina Barros Santos e Beatriz Geraldini de Sousa.

    Histórico de confrontos

    Será a primeira partida entre as equipes na história do Futebol Feminino.

    O adversário

    O Vitória de Santo Antão está na lanterna do grupo 2, somando apenas um ponto em quatro jogos disputados: três derrotas (Ponte Preta, Portuguesa e Santos) e um empate (Audax), além de 2 gols marcados e 11 sofridos.

    O time titular das pernambucanas na partida anterior (derrota por 7 a 0 para o Santos) teve: Lorrana; Lana, Godoy, Fatima e Jullyana; Rafaela Rufino, Elis, Tatiely e Ana Paula; Ronaldinha e Valéria.

    Regulamento

    O Flamengo está no grupo 2, juntamente de Vitória-PE, Foz Cataratas/Coritiba-PR, Rio Preto-SP, Santos-SP, Portuguesa-SP, Audax-SP e Ponte Preta-SP. Na primeira fase da competição, as equipes do mesmo grupo enfrentam-se em turno e returno. As quatro melhores, avançam às quartas de finais, após isso, mata-mata com jogos de ida e volta. O campeão, além do troféu, garante vaga na Libertadores da América Feminina 2019.

    Créditos imagem destacada: Staff Images/Flamengo

     

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  • Em defesa do Flamengo

    Não quero, e quem sou eu para querer, que vocês deixem de reclamar quando o time tem uma má atuação. Apenas quero que vocês Rubro-Negros não se calem quando o time é prejudicado, mesmo quando não joga bem.

    Se quer um esporte onde o melhor ganha, esqueçam o futebol e assistam vôlei ou basquete, onde isso acontece na maioria das vezes. No futebol não e o Campeonato Brasileiro tem mostrado isso. Ano passado o campeão foi o Corinthians, mas o melhor futebol foi do Grêmio, o quarto colocado.

    Após Flamengo 1 x 1 Vasco, vi muitos reclamarem que o time jogou mal e usaram isso como uma muleta contra quem reclamou da arbitragem. Até entendo quem reclama da atuação do time, pois a mesma não me agradou. Ocorre que a atuação do time é uma coisa, a da arbitragem é outra completamente diferente.

    Não quero, e quem sou eu para querer, que vocês deixem de reclamar quando o time tem uma má atuação. Apenas quero que vocês Rubro-Negros não se calem quando o time é prejudicado, mesmo quando não joga bem.

    Ao ser eleito como Presidente da CBF, Rogério Caboclo disse: “Estamos plenamente comprometidos com quem nos apoiou. É isso que quero estabelecer com as federações, os clubes, as diretorias e os funcionários: um compromisso, um pacto, uma obrigação”

    Isso foi um sinal de alerta para o Presidente do Corinthians, André Sanchez: “Só espero de verdade que o discurso dele não se cumpra. Ele disse que vai apoiar, que vai ajudar, tem um compromisso com quem votou nele. E quem não votou? Não sei o que vai acontecer. [É um] problema isso. ” “Vocês viram o discurso. Ele (Caboclo) foi claro ao falar que trabalhará por quem votou nele. Acho que Flamengo, Corinthians e Atlético-PR terão problemas”.

    Coincidência ou não, o Flamengo foi prejudicado pela arbitragem em 3 jogos, o que interferiu diretamente nos resultados finais dessas partidas, e me recordo que o Corinthians foi prejudicado no jogo contra o Ceará. Confesso não saber se o Atlético-PR foi prejudicado em algum jogo, mas isso não é o suficiente para que eu não me mantenha alerta.

    Na estreia do Campeonato Brasileiro, Vitória 2 x 2 Flamengo. Assinalado pênalti de Éverton Ribeiro que leva uma bolada no rosto, mas arbitro e assistente de linha de fundo afirmam que foi na mão, o que lhe rendeu um cartão vermelho aos 10 minutos do primeiro tempo.

    O segundo do gol do Flamengo foi irregular e toda a mídia diz que ambas as equipes foram prejudicas. Ocorre que além do prejuízo maior, jogar por mais de 80 minutos com um jogador a menos, não foram assinalados dois pênaltis a favor do Flamengo, um no Rodnei e outro no Diego. Resultado, menos 2 pontos na tabela de classificação.

    Quinta rodada do Campeonato Brasileiro, Chapecoense 3 x 2 Flamengo. O atleta Guilherme puxa a camisa do Jonas na grande área, mas Vuaden apenas vê a mão do rubro-negro no ombro de Guilherme e marca pênalti para Chapecoense. Mesmo para quem justifique que o árbitro poderia não ter visto o puxão na camisa do Jonas, o lance foi na frente do auxiliar (bandeirinha) e do auxiliar de linha de fundo. Resultado, na pior das hipóteses, teríamos empatado e, com isso, menos 1 ponto na tabela de classificação.

    Sexta rodada do Campeonato Brasileiro, Flamengo 1 x 1 Vasco. Na origem do gol do Flamengo, Diego estava impedido, mas na origem do gol do Vasco Pikachu domina a bola com o braço e depois cruza para área, o que originou o escanteio onde foi feito o gol de Wagner. Anulou incorretamente o gol de Henrique Dourado, estava na mesma linha e não em impedimento. Deixou de marcar pênalti de Pikachu sobre Renê. Além disso, o espalhafatoso arbitro Ricardo Marques Ribeiro expulsou indevidamente Rhodolfo e Cuéllar. Resultado, menos 2 pontos na tabela de classificação e desfalque de ambos atletas contra o Atlético-MG em Belo Horizonte na próxima rodada.

    Assim está demostrado que em metade dos jogos do Campeonato Brasileiro, o Flamengo foi prejudicado sim pela arbitragem e perdeu pelo menos 5 pontos preciosos na tabela de classificação, o que nos tornariam lideres isolados com 16 pontos.

    A imprensa não repete e não alardeiam os erros contra o Flamengo como fazem com os erros a favor. Já fui um defensor do “Se jogasse como deve, não seria prejudicado”, mas hoje meus olhos se abriram e percebi que uma coisa não tem nada a ver com a outra. A Arbitragem ganha jogo e tira chances de título sim, pois nem sempre o melhor em campo vence.

    Vamos defender nosso amado Flamengo, não precisamos que ninguém faça isso por nós, temos a força de uma Nação a nosso favor. Nação Rubro-Negra, vamos defender o Flamengo!

    Saudações Rubro-Negras,

    Imagem destacada nos posts e nas redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo

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    Bruno Baesso é pai da Alice, escritor, poeta, advogado, fundador do grupo literário Los Burrachos e louco. Siga-o no Twitter: @BrunoCBB55

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  • O que o senhor Henrique Dourado nos ensina sobre aproveitar as oportunidades

    Se fosse um investidor do mercado financeiro, o senhor Henrique de Almeida Dourado estaria fazendo bonito em meio à crise. Que sua estratégia tem funcionado para si próprio, isso não se há de discutir; resta, contudo, saber se para o Flamengo vale a aposta alta num jogador dono de um único recurso.

    Saudações, Rubro-Negros!

    O jogo contra o Vasco terminou faz pouco mais de 30 minutos. Eles jogaram mais do que vinham jogando ultimamente, e nós, menos. Mas reconheço que melhoramos muito mais pela atitude, a disposição e a entrega que o time começou a demonstrar de alguns jogos para cá do que propriamente por um crescimento da qualidade do seu futebol. O 1 a 1 e a partida meia-boca, em especial no segundo tempo, resumem bem o que foi o clássico. Aliás, nada muito diferente dos últimos vários antes desse.

    O que mais me chamou a atenção no jogo, entretanto, foi a atuação do senhor Henrique de Almeida Dourado. E já agora quero lhe parabenizar por atingir uma marca inusitada: a de celebração de gol anulado mais longa já vista em todos os tempos.

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    https://youtu.be/DbiJEH3dwPI

    A competência que o senhor Ceifador tem para comemorar gols não validados e executar tiros diretos da marca fatal é de fato impressionante. Ele é preciso, perfeito, um verdadeiro mestre em cobrar pênalti. Parece-me que até hoje, atuando como profissional, só perdeu um; mesmo assim, foi preciso bater duas vezes, já que o árbitro lhe ordenou que repetisse a cobrança, pois vira alguma irregularidade na primeira. Apenas na seguinte foi que falhou. Defendia ainda o Palmeiras; desde então, “ceifou” em todas as demais. Tampouco alguém há de contestar-lhe o comprometimento para com os clubes que defendeu, seus companheiros, as torcidas, e com a própria carreira. É notória sua busca incansável por fazer sempre o melhor que pode. Mas isso é o que deve fazer qualquer profissional que se preze, pois não? Sendo assim, qualidade digna mesmo de destaque, só nos pênaltis.

    Seguindo uma dica do amigo Teo de Almeida Benjamin, na partida de hoje prestei especial atenção ao posicionamento do atleta. Olha, já vi passarem pelo Rubro-Negro preciosidades como Jael, Negreiros, Josiel, Dimba, Val de Almeida Baiano, Dill, Damião, Denis de Almeida Marques e outros tantas pérolas, e ainda assim me deixou bastante intrigado constatar que o rapaz de fato tem como único recurso nesse quesito se colocar atrás dos marcadores, obrigando os companheiros a ter a precisão de um Gerson, um Pirlo, Junior, Iniesta ou um Djalminha na hora de servi-lo, pois é pouco provável que a jogada termine em gol, se para isso for necessário que o senhor Henrique tenha mais trabalho do que o de empurrar a bola para dentro da baliza adversária. Não é aconselhável contar com ele para qualquer coisa que exija que toque na bola mais de uma vez.

    O tempo, porém, há de se encarregar de fazer justiça ao senhor Henrique Ceifador, o qual deverá passar para a história do futebol como tendo sido o homem responsável por transformar pênaltis em commodity. Os valores envolvidos na sua contratação junto ao Fluminense e o salário de mais de meio milhão de reais por mês demonstram que ser especialista em fazer gols de pênalti é um investimento com altíssimo retorno.

    Acho inteligentíssima a estratégia que ele adotou para ganhar alguma vantagem sobre a concorrência. E quando olhamos para a concorrência em questão, aí mesmo é que devemos reconhecer o senso de oportunidade do hoje atacante rubro-negro. Atuando no futebol de um país que vê seus melhores jogadores, seus jogadores bons e vários dos mais ou menos saindo cada vez em maior número e mais jovens para qualquer lugar do mundo, os que sobram por aqui em geral se diferem pouco uns dos outros. E essa é uma realidade ainda mais gritante quando falamos de centroavantes. Percebendo então que disputava espaço com outros centroavantes de qualidade muito similar – e baixa –, ele entendeu que precisava se tornar excelente em algum aspecto específico de sua função, cujo aprimoramento e o aperfeiçoamento dependem muito menos da competência e da capacidade técnica, assim como da inspiração. Ser um exímio cobrador de penais não é propriamente um dom, algo que já se nasce sabendo fazer; é, pois sim, consequência de muito treino, esforço, repetição e estudo. Não precisa ser craque para saber cobrar bem pênaltis; não precisa nem ser grande jogador.

    Se fosse um investidor do mercado financeiro, o senhor Henrique de Almeida Dourado estaria fazendo bonito em meio à crise. Que sua estratégia tem funcionado para si próprio, isso não se há de discutir; resta, contudo, saber se para o Flamengo vale a aposta alta num jogador dono de um único recurso, cuja qualidade também não se questiona, mas que possui outras tantas limitações sérias e evidentes. De minha parte, acho que nossas chances de sucesso são poucas, só que agora ele já está lá, o trato já foi selado, portanto é preciso ao menos reduzir as perdas, ou quem sabe até empatar o negócio.

    Está claro que não é o senhor Dourado a melhor opção para substituir o injustiçado Paolo Guerrero, nem poderia sê-lo. Entendo que a escassez de alternativas para a posição é grande, e que tal realidade impõe outra, esta por sua vez primária no chamado mercado: a lei da oferta e da procura. Porém não temos escolha; será preciso gastar para trazer de fora do Brasil um centroavante que seja pelo menos tão bom quanto o peruano. Até porque o estilo de jogo que o time parece tentar desenvolver não casa nem um pouco com o que o atual titular pode entregar. E depender tanto assim da marcação de um pênalti para que se justifique sua presença dentro do campo não me parece, à luz das análises de risco e potencial de ganho, a decisão mais inteligente a se tomar.


     

    Imagem destacada nos posts e nas redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo

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    Fabiano Torres, o Tatu, é nascido e criado em Paracambi, onde deu os primeiros passos rumo ao rubronegrismo que o acompanha desde então. É professor de idiomas há mais de 25 anos e já esteve à frente de vários projetos de futebol na Internet, TV e rádio, como a série de documentários Energia das Torcidas, de 2010, o Canal dos Fominhas e o programa Torcedor Esporte Clube, na Rádio UOL. Também escreve no blog Happy Hour da Depressão.


     

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  • Na véspera do jogo contra o Atlético-MG, Ricardo Marques “Pavão” Ribeiro prejudica Flamengo

    Conhecido como Pavão por querer sempre aparecer mais do que os jogadores, Ricardo Marques Ribeiro consegue novamente virar protagonista e prejudicar o Flamengo

     
    O árbitro Ricardo Marques Ribeiro, escalado para apitar o Flamengo x Vasco deste sábado (19 de abril), válido pela sexta rodada do Campeonato Brasileiro, é mineiro de Belo Horizonte. Como o próximo jogo do Flamengo é contra o alvinegro mineiro, a escolha de um juiz de Minas Gerais deveria ser evitada.

    O Clássico dos Milhões terminou empatado em 1×1, no entanto, o homem do apito escalado pela Comissão de Arbitragem chamou (mais uma vez) a nossa atenção, mais do que propriamente o jogo no Maracanã, que recebeu um público pagante de 35.208 torcedores, maioria absoluta de rubro-negros.

    Nas Alterosas, torcedores do Atlético-MG dizem que Marques Ribeiro torce para o Cruzeiro. Já os cruzeirenses afirmam que ele é atleticano, e muito. Uma coisa as torcidas dos dois clubes da capital concordam: em chamá-lo pelo mesmo apelido: Pavão.

    Entre os jogadores do país há até um certo constrangimento com a dramaticidade do gestual durante as partidas, postura que pode ser observada em toda sua plenitude justamente na contenda deste sábado chuvoso, o Pavão agiu da mesma forma: sem demonstrar quais os critérios adota para a marcação de faltas e aplicação de cartões, irritou os jogadores com suas ameaças exageradas e conversas histriônicas. Após 90 minutos de tudo isso, o grand finale veio com o empurrão de Riascos em Éverton Ribeiro, nos acréscimos da etapa final.

    Momento para Ricardo Marques dar o seu show para as câmeras de televisão. O lance é simples: Riascos fez falta antidesportiva que pode ser considerada agressão. Qualquer juiz bem-intencionado estaria próximo do lance, apitaria em cima e expulsaria o infrator, evitando que os nervos descontrolados dos minutos finais gerassem uma briga generalizada.

    Foi o oposto da cartilha o que fez Ricardo Marques “Pavão” Ribeiro. De longe, demorou a chegar no lance, aplicou apenas um amarelo para intensificar a confusão e convergir para outros pequenos entreveros. Depois de apartados os ânimos, o Pavão convoca seus auxiliares como uma desculpa de que nada viu, e passa minutos confabulando como se estivesse em um tribunal. É o momento em que sabe que se torna o dono do espetáculo, o senhor da mídia ao vivo e com todo o esplendor de sua cauda a reluzir via pay per view, o centro dos comentários das transmissões das cabines de rádio e televisão.

    O resumo da ópera precisa ser dramático. Quatro expulsões e um Flamengo bastante desfigurado para enfrentar o novo líder do campeonato, que, acaso da ocasião, é justamente um time da sua cidade, a querida Beagá. Tudo bem, dizem os atleticanos, ele é cruzeirense.

     

    Súmula descreve expulsões no clássico

     

     

    Histórico de confusões em jogos do Flamengo

    Antes do jogo, assim que fo confirmado o apito de Ricardo Marques Ribeiro no clássico carioca, José Peralta, do blog CRFlameguismo, deste mesmo Mundo Bola, compartilhou suas notas sobre o árbitro comigo. Baseando-nos nelas, a ideia era fazer uma matéria mostrando o quanto tal profissional prejudica o Flamengo ao longo dos anos. Infelizmente não houve tempo hábil durante a semana. A ironia é que nos preparamos para o pior, o pós-jogo polêmico. E cá estamos.

    Então vamos ao que realmente interessa. E pedimos para que os leitores que lembram de outros jogos que o Fla foi roubado pela arbitragem do mineiro, não esqueça de comentar. Nossa ideia é começar um banco de dados de vários apitadores aqui neste espaço.

    No jogo da ida das oitavas de final daquela Copa do Brasil, o Flamengo perdeu por 1×0 com gol de Jorge Henrique em jogada de Riascos que foi acionado completamente impedido. O jogo foi marcado por – adivinhem? – muitos cartões amarelos e confusão. Os vascaínos, em crise e com um time inferior, recorreram à violência. Mas expulso mesmo apenas Wallace, aos 14 minutos do segundo tempo. O zagueiro perdeu a cabeça e foi pro chuveiro mais cedo, prejudicando a reação do Flamengo.

    Peralta não esquece de outros erros de Ricardo Marques. Contra o Goiás, no Brasileiro de 2014. Perdendo de 1 a 0 para os donos da casa, o time viu no último minuto a bola bater no braço de Valmir Lucas, em jogada de Éverton e o árbitro mandar o jogo seguir.

    Em 2015, Ricardo Marques Ribeiro voltou a ser manchete no noticiário carioca após pífia atuação no Fla-Flu, prejudicando gregos e troianos. Ao Fla, o benefício de não marcar um pênalti a favor do Fluminense, mão de Emerson Sheik na área. Ao Flu, a sua contribuição de sempre em jogos que envolvem o Fla: picota o jogo, deixa a porrada comer mas amarela nosso time até expulsar alguém, neste caso o ex-camisa 22 Éverton. A atuação do Pavão rendeu nota oficial do Flamengo.

    Nosso blogueiro também cita um jogo contra o Internacional, em 2016, quando novamente um pênalti para o Fla não foi marcada pelo árbitro, quando William, do Colorado, meteu a mão na bola dentro da sua área. Não fez falta, o Mengo venceu com gol de Éderson, em Cariacica.

    Vamos continuar acompanhando atentamente as próximas arbitragens. Este ano o Flamengo está sendo prejudicado em quase todos os campeonatos. Como o clube parece ser frágil nos bastidores, o mínimo que o Mundo Bola pode fazer é listar os erros do péssimo Ricardo Marques Ribeiro e outros árbitros conhecidos por prejudicarem sistematicamente o Flamengo. Contamos com sua ajuda nos comentários.

    Imagem destacada no post e redes sociais: Reprodução

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    Colaborou: Caio Sertori

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  • Análise Flamengo 1 x 1 Vasco: quando o ápice da performance individual e coletiva nunca chega

    Raio-X da atuação do Flamengo mostra time volúvel e dificuldade de manutenção de alto desempenho entre os jogos e mesmo durante 90 minutos

     
    O preço que se paga e a quem se cobrar? São esses os questionamentos levantados após mais uma rodada válida pelo Campeonato Brasileiro, e mais dois pontos desperdiçados, agora em casa. Jogadores, Comissão Técnica, Departamento Médico. A quem se endereça oscilações tão bruscas de rendimento técnico, tático e intensidade ao longo dos últimos jogos e mesmo durante os 90 minutos de uma partida?

    Para dar voz ao debate, comecemos por como os times entraram em campo. Vasco e Flamengo iniciam com esquemas semelhantes (4-2-3-1), com o Vasco iniciando em marcação alta pressionando a saída de bola e dominando os primeiros 5 minutos, o que rendeu um raro momento de contra-ataque logo no primeiro minuto, que não foi bem concluída por Henrique Dourado no que seria uma das grandes falhas do jogo deste sábado: o último passe.

    O cruz-maltino veio com a proposta inicial de pressionar a saída de bola adiantando a segunda linha de marcação, preenchendo o espaço entre os volantes (Cuéllar e Paquetá) e a linha de três ofensiva (Vinicius, Diego e Éverton Ribeiro), priorizando a ocupação de espaços nas laterais (e com Desábato seguindo de perto as movimentações de Diego), devido baixa qualidade técnica apresentada por Renê e Rodinei (algo que sem dúvida continuará sendo testado contra o Flamengo, como foi contra Chapecoense e Emelec). Isso originou um recuo dos pontas para a segunda linha para auxiliar na saída de bola, configurando em certos momentos o time num 4-4-1-1. Tal movimentação adiantou a última linha vascaína, o que rendeu a possibilidade de bons passes entrelinhas, novamente desperdiçados pela falta de conclusão mais caprichada.

    Após isso, o Vasco posicionou-se em um esquema mais tradicional, com duas linhas de 4 fixas e com marcação sob encaixe, com os Rios e Thiago Galhardo fazendo pressão na saída de bola. Com essa configuração, Flamengo centraliza Cuéllar, Paquetá abre à direita e Renê à esquerda como opção de passe, com Vinicius Jr e Rodinei mais à frente como pontas oferecendo amplitude. Com isso tem-se um ataque funcional que se desenvolve através das movimentações de seus jogadores, com Paquetá, Éverton Ribeiro ou Diego podendo alternar na função de primeiro passe, ora em tabelas ou triangulações, como em passes mais longos visando a amplitude oferecida pelos pontas ou laterais.

    Sistema de jogo que se contrapõe ao da equipe comandada por Zé Ricardo, que pratica um jogo mais posicional, com poucas movimentações ou troca de posições, que muitas vezes ignora sua linha de volantes ou meias para construção de jogadas e saída de bola, priorizando chutões ou lançamentos de seus zagueiros para os pontas; padrão já apresentado em sua esquecível passagem pelo Flamengo em 2016-2017.

    Nessa perspectiva, o Fla executa uma marcação mais fluída, com constantes botes em quem está na bola ou interceptações no espaço vazio oferecido ao adversário. Dourado tende a cair mais à direita, com Diego centralizando em uma imaginária primeira linha. Paquetá e Cuéllar alternam na função de 1° volante, com o outro fazendo constantes ataques à posse e Ribeiro fechando mais à direita, como um 3° homem de meio-campo.


    Na imagem, Léo Duarte abandona momentaneamente a posição para participar da marcação sobre o jogador com a posse. Com isso, Renê e Rodinei fecham momentaneamente ao centro formando uma linha de 3 providencial.


    Aqui, a movimentação que gera o gol rubro-negro: Cuellar adianta para dar combate, força passe apressado que é interceptado por Rodinei. Jogada prossegue, termina em finalização característica de Ribeiro, rebatida por Martin Silva e concluída para o fundo da rede por Vinicius Jr, aos 13’ 1° tempo.

     
    Até o momento do gol, a estratégia funciona e a vantagem no placar se apresenta. E nesse cenário, o desempenho rubro-negro rui.

    Vasco timidamente esboça uma reação, que é alcançada após roubar bola em falha de Rodinei ao querer sair jogando, que gera contra-ataque que quase empata a partida em desvio de Rever a própria meta. Sequência de dois escanteios, gol vem em desvio na primeira trave e Rodinei, disperso, permitir na pequena área que Wagner conclua de peixinho a jogada, aos 17’.

    Nesse momento, o jogo rubro-negro entra em declínio técnico nítido. Cuéllar e Paquetá desaceleram o jogo, deixam de verticalizar as jogadas, com o garoto ainda errando duas saídas de bolas perigosas ao buscar o drible. Diego, que vinha fazendo partida de intensa movimentação até aqui, acelerando e cadenciando o jogo nos momentos certos, recua para auxiliar a saída de bola, o que não muda a velocidade de rotação da equipe, por ser um autêntico carregador de bola. A posse de bola entre as duas equipes fica mais equilibrada e o Vasco começa aos poucos a ter mais terreno, ainda que continue sem criatividade, finalizando rapidamente suas jogadas, à espera de possibilidade de alçar bolas na área, contando com faltas e escanteios como principal opção ofensiva. Constantes paralisações por faltas marcadas e bate-boca constante de jogadores e juiz, picotam a primeira etapa que acaba sem grandes riscos às metas de ambos os times.

    E essa queda técnica é impulsionada pelo desgaste físico trazido pelos jogos anteriores. Réver sai lesionado, sendo substituído na volta do intervalo por Rhodolfo. Ainda que com bom princípio de 2° tempo, Diego, Vinicius Jr (melhor e mais perigoso jogador enquanto esteve em campo) e Dourado engessam e deixam de pressionar a saída de bola. Isso obriga que Paquetá e Cuéllar aumentem a frequência de botes sobre a saída de bola, o que gera ainda mais desgaste e retira completamente o vigor do meio de campo.

    Vale citar Éverton Ribeiro, que ainda que com intensa movimentação, agregou mais ao setor ofensivo que defensivo, onde foi o pior jogador, com apenas uma interceptação ao longo dos 90 minutos.

    Flamengo continua propondo o jogo, errando continuamente na melhor escolha ao último passe, e cedendo cada vez mais terreno aos contra-ataques vascaínos. Ao invés de tirar Diego ou Paquetá, para aumentar a rotação e vigor no meio-campo, Barbieri saca Vinicius Jr, o jogador mais perigoso à defesa vascaína ao lado de E. Ribeiro, para entrada de Marlos Moreno, que exerce em campo as mesmas funções do garoto da base e termina tendo participação nula.

    A substituição seguinte é mais uma vez burocrática. Lincoln, ainda que mais móvel, pouco agrega ou altera a perspectiva do jogo, que caminha à um empate insosso que teve mais comoção em seu fim pelo barraco gerado pelos jogadores e um descontrolado juiz no uso de seus poderes, do que do futebol apresentado pela equipe.

    Mas o jogo serve novamente, para se pôr em cheque qual real autoridade de Barbieri sobre o elenco. Por que sempre as mesmas mudanças burocráticas, em peças que não tem voz ou peso entre os outros jogadores? Por que medalhões continuam com vagas cativas, ainda que não tenham boa performance? Como os jogadores conseguem entregar jogo tão intenso na quarta-feira e outro tão morno ao sábado? Falha de planejamento e monitoramento da condição física dos atletas pelo Departamento Médico, que não se comunica ou não retrata à Comissão Técnica que a demanda de esforço está desgastando jogadores muito antes do aceitável do período da temporada? Ou falta de consideração do técnico e auxiliares aos avisos? Ou poderá ser descompromisso e displicência dos jogadores em jogos que não tenham “grande valor ou repercussão”?

    Esses são os questionamentos que devem ser feitos e solucionados antes do início da Copa do Mundo, para que os rumos do restante de 2018 ainda sejam promissores e não o atual prenúncio de desastre.


     

    Imagem destacada nos posts e nas redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo

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