Autor: diogo.almeida1979

  • Flamengo 2 x 0 Bahia: consolidação de ideias e aplicação de conceitos

    Consolidação de ideias. Aplicação de conceitos. É o que tivemos hoje no jogo que mantém o Flamengo como líder do Campeonato Brasileiro 2018

     
    O time começa a cobrir os espaços deixados em jogos anteriores, com os jogadores ocupando funções e espaços do campo de forma mais eficaz. O resultado foi um primeiro tempo quase impecável com destaques para Renê, Paquetá e Diego. No segundo tempo o Bahia se lançou ao ataque e o Flamengo compra a briga, ataca e cede espaços em um jogo mais movimentado, que se manteve com placar inalterado devido às intervenções providenciais de Diego Alves e falhas de decisão dos homens de ataque do Rubro-Negro no último passe e conclusão.

    Flamengo veio a campo com a mesma formação do jogo passado, com a volta de Rhodolfo aos 11 iniciais. Time continua sua fixação de estilo de jogo em um 4-1-4-1 variando ao longo das partidas para um 4-2-3-1. Nessas variações constantes vale frisar a evolução tática da equipe, principalmente de Vinicius Jnior.

    Por traumas com os últimos técnicos interinos, há certa dificuldade da Nação de valorizar ou elogiar o trabalho apresentado por Barbieri até aqui. Mas é necessário a exaltação do que se é bem feito. Desde o começo do ano foi implantado o 4-1-4-1 por Carpegiani. Entretanto, ainda havia muita falha na compactação defensiva, insistência de cruzamentos infrutíferos, além de falta de movimentação ordenada na transição ofensiva da equipe e ausência de triangulações.

    Desde que iniciou seu trabalho à frente da equipe, Barbieri priorizou trocas de passes buscando a profundidade, com tabelas e triangulações que se aproveitassem das infiltrações fornecidas pelos meias do quarteto, assim como a amplitude de Rodinei. Há uma preocupação maior em produzir um bom cenário ofensivo, do que apenas reter a bola casualmente. Abandonou-se as enxurradas de cruzamentos, vieram os chutes de longa e média distância.

    O pilar da saída de bola também é outro aspecto interessante. Geralmente executada por Cuéllar, no momento impedido pela espera da lista de convocados da seleção colombiana, vê o papel de iniciador da saída de bola, controlador do tempo de ataque alternado pelos meias Diego, Paquetá e Éverton Ribeiro. Os três fazem o trabalho de aproximação e criação de jogadas. A descida de um acarreta em maior liberdade ao outro, exemplificado no chute de fora da área de Paquetá defendido por Anderson aos 6’, que vem após passe entrelinhas de Diego, recuando para a saída de bola, a conduzindo com inteligência e servindo o jovem meia. Essa troca de pilares na função confunde a marcação e abre espaços onde usualmente não existiriam.

    Na imagem, recuo de Diego para assumir a posição de “pilar” da saída de bola permite que Paquetá avance fugindo da área de marcação entre a primeira e segunda linha. Com a condução de Diego, há um encurtamento do espaço ocupado pelos jogadores do Bahia, que propicia abertura para passe vertical às costas dos volantes, que termina na finalização de longa distância pelo jovem meia.

    E nessa perspectiva, há a evolução tática de Vinicius Junior. Acostumado a jogar nas categorias de base em posições mais avançadas, seja como ponta ou segundo atacante, se vê no time titular parte de um quarteto de meias com a exigência de recompor defensivamente e abrir espaço para jogadores que venham de trás. Nos primeiros jogos, penou para ocupar os espaços necessários, constantemente posicionando-se muito à frente, alterando a configuração da equipe em si para um 4-2-3-1. Nesse jogo, já se nota maior sensibilidade do jovem atacante. Dosa com mais coerência os momentos de participar da criação de jogadas em seu princípio, assim como os momentos de jogar mais infiltrado entre a segunda e última linha de marcação. Fato mais claro na ausência de encontros com Diego, que cai bastante para a ala esquerda, permitindo que Renê entre em diagonal e que Vinicius se torce opção tanto de amplitude como de profundidade. Time se torna mais coeso e imprevisível.

    Evolução no posicionamento de Vinícius Jr: de ponta-esquerda do 4-2-3-1 para meia-esquerda do 4-1-4-1. Maior participação da criação das jogadas da equipe e recomposição defensiva do setor. (Fonte: SofaScore)

    Com a maturação do jovem jogador, não há como não citar Renê. Lateral defensivo que com o ganho de confiança, vem melhorando seu trato com a bola e se tornando opção ofensiva pelo setor esquerdo. Assistente dos dois gols dessa partida. Vale frisar que a forma como o Flamengo ataca não é simétrica. Há um lado forte, ocupado por uma quantidade maior de jogadores, que permite uma vantagem numérica no espaço, que facilita a presença de tabelas e triangulações. E há o lado fraco, com uma quantidade menor de jogadores em metros quadrados, com a função de dar opção para inversão ou rompimento de linhas, onde a jogada será finalizada. No caso do Flamengo, lado esquerdo e direito respectivamente.

    Campinho esquemático da saída de bola praticado por Diego: aproximação do quarteto Renê-Diego-Vinicius Jr-Paquetá para troca de passes no “lado forte”, e o movimento de rompimento de linhas por Dourado, Ribeiro ou amplitude fornecida por Rodinei no “lado fraco”. Baixa participação de Jonas na saí da prejudica sua efetividade

    Com a aplicação defensiva exigida sobre Éverton Ribeiro devido as recentes más atuações de Rodinei, tanto no ataque como na defesa, dificulta a realização da proposta de ataque. A inversão acaba se desenvolvendo com um recuo à Jonas ou aos zagueiros, reiniciando toda a jogada. Na evolução natural do ataque, falta a profundidade, opção de ruptura das linhas pelo centro e pela direita.

    Com isso, a falha da estrutura ofensiva em campo da equipe é atenuada pela movimentação do jogador mais importante do esquema tático atual: Lucas Paquetá. Agrega criatividade à saída de bola, criação de jogadas; opção de passes verticais ou mesmo inversões a direita. Joga pelo meio, se desloca para ambas as pontas, pisa na área, dá opção de tabelas, chuta à média distância e recompõe como segundo volante de ofício, com grande atenção à recuperação de posse imediatamente após sua perda. Joga de meia-ponta-volante. Jogador mais versátil pisando em terras tupiniquins. Equipe depende muito de sua atenção para se desenvolver coletivamente. Nessa partida, com mais tempo para descanso, soltando a bola com naturalidade, se torna fortaleza física e técnica da linha de 4 meias.

    Números da Partida de Lucas Paquetá. Destaque à sua presença por todo os setores de meio e ataque. (Fonte: SofaScore)

    Há de se frisar que Flamengo não trabalha sobre defesa e ataque compactos. Busca espalhar os jogadores pelo campo e pressionar quem está com a posse (não é incomum ver Paquetá centralizado à frente dos zagueiros e Jonas mais solto para pressionar a posse), assim como ter opções para passes mais longos com distanciamento entre os jogadores de cada lado. Isso obriga a presença de uma zaga que consiga cobrir um espaço maior em menor quantidade de tempo. Como tenta exercer marcação alta, exige que as linhas estejam mais altas, então precisa de maior explosão e velocidade dos zagueiros para que não prendam os laterais na cobertura e os permitam ser opções de amplitude (Rodinei pela linha lateral) ou tabelas (Renê pela diagonal). Contra o Bahia, Rhodolfo, Léo Duarte e Thuler entregaram o necessário, ainda que com ressalvas.

    Com a postura defensiva do Bahia ao longo do primeiro tempo, a etapa ficou caracterizada pelo jogo de paciência para quebrar as linhas de marcação. Diego e Paquetá sendo o cérebro do meio-campo, cadenciando ou acelerando a transição ofensiva. Éverton Ribeiro se deslocando bastante à meia central buscando participar das trocas de passe devidos as dificuldades de diálogo pela direita com Rodinei e Vinicius Junior cercado pela forte marcação do Bahia. Aos 25’, cabeçada de Paquetá defendida por Anderson que explode no travessão e que não é concluída à gol por Dourado em rebote é a melhor chance até o momento.

    Aos 41’, Renê avança pelo meio em diagonal, passa para Diego e acompanha a jogada. Diego puxa a marcação de quatro jogadores do Bahia e devolve a bola ao lateral. Em 1-2 básico, deixa Diego na cara do goleiro que ao adiantar a bola acaba por jogá-la no contrapé de Anderson que assiste sem reação o camisa 10 empurrar a bola para o fundo das redes.

    No segundo gol, bola recuperada por pressão de Jonas, Paquetá e Éverton Ribeiro, é recuada até Diego Alves, que liga na intermediária com Renê que imediatamente lança para Vinicius Junior entre João Paulo e Tiago. Tenta inversão para Dourado, que não domina à gosto e entrega para Paquetá, que novamente busca em Renê o pilar para mais uma tabela para sair de frente com o goleiro e encobri-lo com grande categoria. Gols que exemplificam tudo relatado até aqui.

    Como último destaque, a questionável permanência de Dourado na equipe titular. Jogador voluntarioso, que se doa na marcação alta, luta com os zagueiros durante todo o tempo que está em campo. Porém, é lento e pouco móvel para a transição ofensiva (um passe vertical de Paquetá no primeiro tempo e dois de Vinicius no segundo tempo deixam isso claro), e possui baixa qualidade técnica para reter a bola em ligações diretas ou tabelas e triangulações próximas da grande área. É necessário se admitir que a contratação mais cara do ano até o momento não tem os predicados necessários para estar entre os 11 iniciais. Sendo até responsável pelo “jogo de transição” que se tornou o segundo tempo, já que retém pouquíssimo as bolas alçadas em sua direção, o que gera um intenso “bate e volta”, exigindo ainda mais do sistema defensivo rubro-negro.

    Ao fim, mais uma boa vitória e liderança assegurada por mais uma rodada. Ainda que teimem em dizer o contrário, o time mostra melhoras táticas e uma proposta de jogo clara. Falta muito para ter todas as engrenagens em pleno funcionamento, mas temos um início promissor em mãos. Se bem trabalhado e com colaboração e entrega por parte dos jogadores, as perspectivas para a continuação do ano clareiam e se tornam mais otimistas.
     

    Imagem destacada nos posts e nas redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo

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    Matheus Miranda analisa os jogos do Mengão no Mundo Bola. Siga-o no Twitter: @Nicenerd04


     

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  • Análise do jogo – Flamengo 2 x 0 Bahia: Segue o líder!

    O Flamengo voltou a liderança do campeonato com uma boa vitória sobre o Bahia. Mais uma vez num Maracanã abarrotado de gente. O time carioca manteve o seu 4-1-4-1 tradicional. E mesmo enfrentando um Bahia que optou por apenas se defender no primeiro tempo, esteve melhor. Com controle do jogo, posse de bola e finalizando mais. Assustou duas vezes antes dos 10 minutos. Carimbou a trave baiana aos 25. O domínio era tanto que o goleiro Anderson era o grande nome do jogo até então. No entanto, aos 41, Renê (outro que mais uma vez jogou muito bem) errou a finalização. A sobra ficou com Diego. Inexplicavelmente Anderson parou no lance. Talvez achando que o lance estivesse parado. Ou que o camisa 10 da Gávea estivesse impedido. O fato é que Diego ficou com a bola e tocou para as redes.

    O Bahia sentiu o golpe. Desconcentrou-se. Quatro minutos depois, uma ótima troca de passes do Fla. Vinícius Júnior pra Dourado. Dele pra Paquetá. Daí pra Renê, que achou o próprio Paquetá nas costas da zaga. Na saída do goleiro, o jovem jogador tocou de cavadinha e saiu para o abraço. Um dois a zero justo por tudo que o mandante jogou nos 45 minutos iniciais. E por tudo que os visitantes não quiseram jogar.

    A etapa complementar. O Bahia saiu pro jogo. Finalizou mais. Incomodou a zaga Rubro-Negra. Obrigou Diego Alves a fazer pelo menos três ótimas defesa. Duas no mesmo lance. Porém, faltou uma maior qualidade na hora de definir o lance. Poderia e deveria ter buscado mais o ataque desde o começo. Já o Flamengo desacelerou. Cozinhou o jogo. Até porque enfrentará uma maratona de jogos até a parada da Copa. Buscou o contra-ataque que acabou não aparecendo por falta de capricho nos passes.

    De qualquer forma, a vitória veio com a autoridade de quem é líder do brasileiro. E que não pretende deixar esse posto tão cedo. Um time que leva poucos gols e que vem conseguindo seguidas e importantes vitórias. Além, é claro, da lua de mel que vive com o torcedor. O Flamengo vem e seguirá forte até o fim. 

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    Imagem destacada nos posts e nas redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo, Reprodução

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    Gustavo Roman é jornalista, historiador e escritor. Autor dos livros “No campo e na moral – Flamengo campeão brasileiro de 1987”, “Sarriá 82 – O que faltou ao futebol-arte?” e “150 Curiosidades das Copas do Mundo”. Também escreve para o Blog do Mauro Beting.


     

     

  • Brasileiro Feminino: Flamengo/Marinha arranca empate em Osasco

    Superação. Essa foi a palavra-chave que define o Flamengo/Marinha na tarde de hoje, contra o Audax/UNIP. O jogo, válido pela 6ª rodada do Campeonato Brasileiro Feminino A1 2018, foi disputado no Estádio José Liberatti, em Osasco-SP, e terminou empatado, pelo placar de 2 a 2. Os gols do Mengão foram marcados pela zagueira Ana Carol (convocada para a Seleção Brasileira) e pela capitã Bárbara.

    Cada equipe dominou um tempo. O Audax aproveitou o fator casa, impôs superioridade e abriu 2 a 0, ainda no primeiro tempo. Aos 34, a capitã do Audax, Antônia, fez longo lançamento (do campo de defesa), a zagueira rubro-negra Day acabou cortando errado e a bola sobrou com Karen, que invadiu a área e abriu o placar. Logo depois, Valéria recebeu belo passe em profundidade e novamente deslocou a goleira Kaká, ampliando para as paulistas.

    O segundo tempo foi de total pressão rubro-negro. Logo aos dois minutos, Rayanne cobrou escanteio, a camisa 8 Gaby desviou e a zagueira Ana Carol descontou para o Mengão. O tempo passava, o Flamengo pressionava mas o placar ainda continuou por 2 a 1 até os 37 minutos do 2º tempo, quando a camisa 10 Bárbara recebeu cruzamento perfeito de Larissa e empatou a partida, dando números finais ao duelo. Audax 2 x 2 Flamengo.

    Com o resultado, o Flamengo chegou à 9 pontos em 6 jogos na competição, mantendo-se na terceira colocação do grupo 2, atrás de Ponte Preta e Santos.

    Escalação – Flamengo/Marinha

    FLAMENGO: Kaká; Rayanne, Day, Ana Carol (Andressa) e Fernanda Palermo; Ju, Gaby (Patricia) e Bárbara; Flávia (Nathane), Larissa e Dany Helena. Técnico: Ricardo Abrantes.

    Estatísticas

    Flamengo/Marinha em 2017: 6 jogos – 2 vitórias – 3 empates – 1 derrota – 8 gols marcados e 11 gols sofridos

    Bárbara pelo Flamengo/Marinha: 60 jogos oficiais – 32 gols – 5 cartões amarelos. Em 2018: 6 jogos – 4 gols

    Ana Carol pelo Flamengo/Marinha: 52 jogos oficiais – 6 gols. Em 2018: 6 jogos – 1 gol

    Próxima partida do Flamengo/Marinha

    O próximo compromisso do Mengão no Campeonato Brasileiro Feminino será na próxima quarta-feira (6), contra a Portuguesa-SP às 15h. A partida será realizada na Gávea, com entrada gratuita dos torcedores.

    Regulamento

    O Flamengo está no grupo 2, juntamente de Vitória-PE, Foz Cataratas/Coritiba-PR, Rio Preto-SP, Santos-SP, Portuguesa-SP, Audax-SP e Ponte Preta-SP. Na primeira fase da competição, as equipes do mesmo grupo enfrentam-se em turno e returno. As quatro melhores, avançam às quartas de finais, após isso, mata-mata com jogos de ida e volta. O campeão, além do troféu, garante vaga na Libertadores da América Feminina 2019.

  • Paolo Guerrero é liberado para jogar a Copa do Mundo

    Na manhã desta quinta-feira, o Tribunal Federal Suíço divulgou uma medida cautelar suspendendo a decisão da Corte Arbitral do Esporte (CAS), que havia prorrogado, de seis para 14 meses, a punição por doping do atleta Paolo Guerrero. Com esta decisão, o peruano poderá disputar a Copa do Mundo por sua seleção.

    Por se tratar de um efeito suspensivo, é provável que o atacante ainda precise cumprir o restante da punição após o Mundial. Por enquanto, o contrato com o Flamengo segue suspenso.

    Por ser sediado na Suíça, o CAS é subordinado aos órgãos superiores legais do país. Pouco antes da suspensão ser divulgada,  a entidade já havia emitido uma nota dizendo que não iria se opor à decisão do Tribunal, caso ela fosse concretizada.

    Entenda o caso

    Em outubro do ano passado, após a partida contra a Argentina, válida pelas eliminatórias da Copa, Guerrero testou positivo para benzoilecgonina, sustância que aparece no chá de coca. Em dezembro, Guerrero conseguiu a redução da pena junto à Fifa para seis meses – o que permitiu ao peruano voltar a vestir a camisa do Flamengo em maio deste ano e liberaria o jogador para disputar a Copa. Entretanto, após fazer apenas duas partidas pelo Fla, uma decisão do TAS, em maio, ampliou a pena para 14 meses, forçando Guerrero a estar fora dos gramados até janeiro de 2019. O peruano ingressou com uma ação no Tribunal Federal Suíço para derrubar a decisão.

    Foto: Staff/Flamengo

  • Vinicius Junior, Paquetá e o resgate do torcedor que joga

    Saudações, Rubro-Negros!

    Mais uma rodada do Brasileirão se vai e seguimos na ponta da tabela*. Sim, ainda faltam trocentos jogos até dezembro, zilhões de pontos a disputar, portanto não convém criar grandes expectativas. Acontece que não há como evitar se deixar levar ao menos um bocadinho pelos prazeres deste momento. Já recomendei certa dose de cautela em textos anteriores, porém confesso que ultimamente tenho pendido mais do que nunca para o lado do faça o que digo, mas não faça o que faço.

    A cada dia me convenço mais de que, quando se trata do nosso Flamengo, o que falo costuma ter menos valor do que promessa de político em campanha. E quando o assunto em questão são as promessas nascidas no Ninho, aí mesmo é que perco por completo a razão. Sou desses que acreditaram em Rafinha, Nélio — não o Marreco –, Diego Maurício, Thomás, filho do Bebeto e Negueba. Minhas análises são inteiramente desprovidas de qualquer razoabilidade. Mas acredito não estar cometendo nenhuma sandice ao apontar os meninos Vinícius e Lucas de Almeida Paquetá como os grandes nomes do Fla em 2018, sendo que, no caso do Paquetá, tal status vem sendo mantido desde que virou titular com o Rueda no ano passado.

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    Já não se trata mais de estar empolgado com os garotos; na verdade, acho que encantado define melhor o meu atual estado. Assistimos à derrocada de quantas promessas do Flamengo e de dezenas de outros times do Brasil e de fora? Incontáveis, pois não? E grande parte delas se perdeu em meio ao deslumbramento e a consequente perda de foco que ele causa. A fama repentina, o dinheiro, o assédio e as facilidades e tentações que costumam acompanhá-los em geral são os maiores responsáveis por dar fim precocemente ao sonho de uma multidão de moleques. Com Paquetá e Vinícius Junior parece não ser assim. Quer dizer, a mim não parece que seja. O que vejo é que, cada um ao seu estilo, ambos sabem muito bem onde estão, o que precisam continuar fazendo para irem mais longe, e, o mais importante, desejam isso de verdade, buscam isso com prazer.

    Quando olho para esses garotos, vejo neles um sentimento grande de realização por hoje fazerem o que todo torcedor sonha ou sonhou ao menos uma vez na vida poder fazer: jogar pelo time do coração. Ao mesmo tempo, noto que têm plena consciência de que logo deixarão o clube — o que já é algo concreto, no caso do camisa 20 –, porém nenhum dos dois parece pretender ir embora sem marcar o nome na História do Flamengo; nem um, nem outro parecem a fim de adiar esse plano para depois de um hipotético retorno mais para o final de suas carreiras.Vinícius sairá em breve, e Paquetá também não se deve demorar a ir, infelizmente. É o que a realidade nos impõe e não há nada que se possa fazer, a não ser, é claro, aproveitar o que ainda nos resta de tempo não apenas para apreciar o futebol que jogam, mas também para curtir ao máximo a delícia que é olhar para dentro do campo e ver o Manto sendo vestido por quem o respeita, o ama, o defende e o reverencia do mesmo que nós.

    *(Nota do editor: o post foi escrito antes dos jogos desta 8ª rodada)

    SRN

    Imagem destacada nos posts e nas redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo

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    Fabiano Torres, o Tatu, é nascido e criado em Paracambi, onde deu os primeiros passos rumo ao rubronegrismo que o acompanha desde então. É professor de idiomas há mais de 25 anos e já esteve à frente de vários projetos de futebol na Internet, TV e rádio, como a série de documentários Energia das Torcidas, de 2010, o Canal dos Fominhas e o programa Torcedor Esporte Clube, na Rádio UOL. Também escreve no blog Happy Hour da Depressão.


     

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  • Os ciclos

    É certo que o Flamengo ainda está sendo construído. Na verdade, ele se destrói e se constrói. Reinventando-se. Redescobrindo muitas vezes a mesma pólvora. Porque as gerações vem, passam pelo Flamengo e depois estas mesmas gerações descobrem outras chegando atrás delas, até que partem. E neste redemoinho de criação e destruição, de cada geração, fica o Flamengo. E o espírito do que é o Flamengo, do significado no coração e na alma de cada torcedor, adquire outras cores, outros tons, outros cheiros, outras percepções.

    Ficamos portanto no Flamengo de agora. Depois de um processo de destruição de práticas administrativas arcaicas e mesmo irresponsáveis, para a criação de um Flamengo financeiro, estruturado mas frio como aço. Em um período difícil, como toda revolução, em que sapos, Picos, e Val Baianos tiveram que ser engolidos. Mas a cada ano, buscava-se o superávit contábil, e o controle do imenso dragão da dívida. Até que em 2016, uma nova era com mais folga financeira se abriu.

    Processos, CT´s, fisiologia, Exxos, equipamentos, staff, centro de inteligência, Flamengo virou “corporate”. Mas um corporate em busca de recuperação da alma, que muitos atribuem a um time com garra, outros a um time mais lúdico, talentoso e “assassino” como a geração dos anos 1980. Um time que a torcida comprasse. Puxando pelos limitados caras em campo, ou simplesmente vibrando pela presença dos mesmos.

    E no início de 2018, mais uma revolução, mais cortes de cabeças, mais reinvenção, neste processo de ciclos permanentes. Parte do staff saiu, jogadores mandados embora. É o Flamengo devorando a si próprio, como costuma fazer sempre. E nesta apostou em si mesmo. Diretor profissional oriundo da base, e o técnico, por hora permanentemente interino, que era auxiliar técnico. O problema da falta de cobrança, postura, e mesmo de qualificação profissional resolvido no modo “Rainha de Copas”.

    E nesta fase o Flamengo se classifica em sua chave de grupo das Libertadores. E até ontem, era líder do Brasileirão, podendo recuperar a posição com uma vitória em casa contra o Bahia hoje.

    Flamengo vai lutando. Pode não ter o técnico adequado, pode não ter o elenco tão brilhante como poderia com este orçamento mais largo, que veio depois de muito trabalho extenuante realizado. Mas é o que temos no momento. Já conseguimos no passado com muito menos. É hora de torcer para este Flamengo que temos agora, porque daqui a algum tempo chegará a hora de mais um ciclo de destruição, recriação. Porque é assim que funciona.
     

    Foto destacada no post e redes sociais: Gilvan de Souza / Flamengo

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    Flávio H. de Souza escreve no Blog Pedrada Rubro-Negra. Siga-o no Twitter: @PedradaRN
     

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  • Para seguir líder! Flamengo enfrenta o Bahia, no Maracanã

    Com a confiança renovada após vencer o Atlético Mineiro fora de casa, o Flamengo volta a campo nesta quinta-feira (31) na busca pela manutenção da liderança do Campeonato Brasileiro. O Rubro-Negro terá pela frente o Bahia, em partida válida pela oitava rodada da competição nacional, às 16h, no Maracanã (Transmissão exclusiva do Premiere FC/ Acompanhe o Tempo Real no Twitter do Mundo Bola). Para o duelo, mais de 40 mil ingressos já foram vendidos.

    O Flamengo está vivendo um bom momento na temporada, principalmente no setor defensivo. Nas últimas 11 partidas, o Rubro-Negro sofreu apenas quatro gols – três deles na derrota para a Chapecoense. Um dos grandes responsáveis por isto é o goleiro Diego Alves. Ontem, antes do treino no Ninho do Urubu, ele concedeu entrevista coletiva e falou sobre a partida contra o Bahia.

    “Vamos manter os pés no chão, pois sabemos das dificuldades e vamos jogo a jogo. Sabemos da importância de conquistar os três pontos e também chegar na parada da Copa liderando a competição para ter tranquilidade no trabalho”, destacou o camisa 1.

    O Bahia é apenas o 16° no Campeonato Brasileiro, mas chega empolgado na partida após, mais uma, grande vitória sobre o Vasco da Gama (3 a o). O meia Zé Rafael é um dos grandes destaques da equipe soteropolitana.

    Desfalques

    No jogo desta quinta-feira, além dos lesionados Juan e Réver, o Flamengo não poderá contar com o volante Gustavo Cuéllar. Apesar de não estar presente entre os atletas que viajaram para a Itália, onde a Colômbia enfrenta o Egito, o técnico argentino José Pekerman não aceitou liberar o atleta – ao contrário do que aconteceu com Paqueta, no Brasil. A seleção “cafetera” só irá divulgar a lista definitiva na segunda-feira, e segue monitorando os suplentes.

    Relacionados para Fla x Bahia

    O técnico Mauricio Barbieri relacionou os seguintes jogadores para o jogo contra o Bahia.

    Retrospecto

    Na história do Campeonato Brasileiro Flamengo e Bahia se enfrentaram oito vezes no Maracanã, com cinco vitórias do Mais Querido, dois empates e apenas uma derrota. No retrospecto geral, em 84 jogos, o Fla também leva vantagem (30 vitórias, 30 empates e 24 derrotas).

    O último confronto entre as duas equipes aconteceu no ano passado e o Flamengo venceu por 4 a 1, na Ilha do Urubu, com dois gols de Réver e outros dois de Diego.

    Arbitragem e atletas pendurados

    Para o confronto diante da equipe baiana, o Flamengo tem quatro jogadores pendurados, todos do quinteto ofensivo rubro-negro. Diego, Lucas Paquetá, Vinicius Junior e Henrique Dourado já foram amarelados duas vezes durante a competição e podem desfalcar a equipe na próxima rodada contra o Corinthians.

    A CBF escalou um trio gaúcho: Jean Pierre Gonçalves Lima é o árbitro principal, auxiliado por Leirson Peng Martins e Lucio Beiersdorf Flor. Apesar da liderança no Campeonato Brasileiro, o Flamengo anda sofrendo com as falhas dos árbitros.

    Provável escalação do Flamengo

    Diego Alves; Renê, Rhodolfo, Léo Duarte e Pará; Jonas, Paquetá, Everton Ribeiro, Vinicius Junior e Diego; Henrique Dourado

    Foto de destaque: Gilvan de Souza/ Flamengo


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  • Rubro-negras são convocadas para a Seleção Brasileira Feminina

    Tá virando rotina: novamente, mais atletas do Flamengo/Marinha foram convocadas para a Seleção Brasileira Feminina de futebol. Foram convocadas 23 atletas para uma etapa de treinamento em São Paulo, realizada na semana que vem. A equipe realizará a concentração no Otho Hotel Convention & SPA, em Itu (SP), de 4 a 12 de junho.

    O técnico Vadão vem convocando várias atletas para participarem de períodos de testes e então escolher as melhores opções visando o Torneio das Nações, que ocorrerá entre julho e agosto deste ano. A lateral Rayanne e a zagueira Ana Carol, atletas rubro-negras, foram lembradas pelo treinador.

    Atletas convocadas – Flamengo/Marinha

    A lateral/meia de 23 anos, Rayanne, disputou 34 jogos pelo Flamengo/Marinha, e anotou 2 gols (ambos no Carioca 2017). Fez excelente participação no Brasileirão e Carioca Feminino 2017, sendo destaque no quesito assistências. Nesta temporada, foi titular absoluta nos 5 jogos do Mengão no Brasileiro Feminino. Em fevereiro deste ano, a atleta já havia sido convocada para a seleção principal.

    A zagueira Ana Carol, de 27 anos, é titular indiscutível da equipe carioca. Já disputou 51 partidas pelo Flamengo, e anotou 6 gols. Em 2018, assim como Rayanne, participou de todos os jogos da equipe no Brasileiro Feminino. As atletas, junto com a equipe, já estão em Osasco, onde enfrentarão o Audax nesta quinta (31), às 15h, no Estádio José Liberatti. Confira nosso pré-jogo!

    Vale ressaltar que, na semana passada, três atletas do Mengão foram convocadas para a Seleção Brasileira Feminina sub-20: Stefane, Andressa e Ingryd.

    Provavelmente, Stefane, Ingryd (ainda não regularizada), Andressa, Rayanne e Ana Carol, convocadas para a Seleção (principal e sub-20), desfalcarão o Flamengo/Marinha no Brasileiro Feminino:

    06/06 – vs Portuguesa, no RJ
    13/06 – vs Portuguesa, em SP

    Confira a lista completa das convocadas:

    Goleiras: Bárbara – Kindermann, Aline Reis – CBF e Letícia – Corinthians

    Laterais: Rilany – Grindavík FC, Letícia Santos – Sportclub Sand, Poliana – Orlando Pride, Joyce – Valencia CFF e Rayanne

    Zagueiras: Mônica – Orlando Pride, Daiane – Avaldsne, Kathllen – FC Girondins de Bordeaux e Ana Carol.

    Meias: Andressa Alves – Barcelona, Thaisa – Sky Blue FC, Andressinha – Portland Thorns FC e Marta – Orlando Pride

    Atacantes: Adriana – Corinthians, Millene – Corinthians, Aline Milene – Baylor University, Ludmila – Atlético de Madrid, Debinha – North Carolina Courage, Raquel – Ferroviária e Darlene – Benfica.

    Com informações do site oficial da CBF

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  • Moments | Listamos dezenas de opções de Consulados e Embaixadas onde você pode assistir Flamengo x Bahia

    Após conquistar uma importante vitória fora de casa contra o Atlético Mineiro e reassumir a liderança do Brasileirão, o Flamengo volta a campo, nesta quinta-feira, em busca de mais três pontos. Desta vez, terá pela frente o Bahia, em partida que acontece no Maracanã, às 16h.

    Para aqueles que não vão ao estádio e querem acompanhar o jogo em boa companhia rubro-negra, as Embaixadas e Consulados são ótimas opções. O Mundo Bola divulga antes de cada partida os locais onde as sedes do Projeto das Embaixadas acompanham os jogos do Flamengo. Confira abaixo o giro #EmbaixadasNoMundo Bola para Flamengo x Bahia:

    Não conhece o Projeto das Embaixadas do Flamengo? Confira este texto: Projeto das Embaixadas: espalhando o Flamengo pelo mundo

  • Flamengo x Bahia: arbitragem gaúcha no comando

    Com a liderança na classificação após uma importante vitória diante do Atlético-MG, no Independência, o Flamengo busca manter-se no topo da tabela. Contando com o apoio da Nação no Maracanã, o Mais Querido encara o Bahia nesta quinta (31), às 16h, no Rio de Janeiro. Para comandar o apito, a CBF escalou um trio gaúcho: Jean Pierre Gonçalves Lima é o árbitro principal, auxiliado por Leirson Peng Martins e Lucio Beiersdorf Flor.

    O Rubro-Negro começou sua atual temporada tendo diversos problemas com a arbitragem, seja no Campeonato Brasileiro ou na Libertadores. Apesar da liderança no torneio nacional, o time da Gávea anda sofrendo com graves falhas dos árbitros. Logo na primeira rodada, a equipe carioca lutou muito para apenas empatar enfrentando o Vitória, após um erro grosseiro da arbitragem que marcou um pênalti e expulsou Everton Ribeiro, depois de defender uma bola com seu rosto, alegando mão do atleta. Já na 5ª rodada, diante da Chapecoense, o Rubro-Negro não teve um pênalti ao seu favor assinalado, enquanto o Verdão do Oeste teve uma penalidade mal marcada ao seu favor. Para completar, diante do Vasco da Gama mais uma péssima atuação de Ricardo Marques que perdeu o controle da partida e terminou expulsando dois atletas do Mengão sem justificativa plausível, tirando Rhodolfo e Cuellar do confronto que valia a liderança diante do Galo.

    Para o confronto diante da equipe baiana, o Flamengo tem quatro jogadores pendurados, todos do quinteto ofensivo rubro-negro. Diego, Lucas Paquetá, Vinicius Jr. e Henrique Dourado já foram amarelados duas vezes durante a competição e podem desfalcar a equipe na próxima rodada contra o Corinthians. O árbitro gaúcho tem um histórico de poucos cartões durante a temporada atual, nos suas últimas cinco partidas, teve média de 3,6 cartões amarelos por jogo, não tendo assinalado nenhum cartão vermelho.

    Jean Pierre comandou o apito em seis partidas do Rubro-Negro nos últimos anos. Neste ano, o árbitro marcou presença na Copa do Brasil, na vitória, por 1 a 0, diante da Ponte Preta, pelo jogo de ida das oitavas de final, o confronto teve apenas um cartão amarelo assinalado. Em 2017, também pelo mesmo torneio, o gaúcho esteve no duelo entre Flamengo e Atlético-GO, um empate em 0 a 0, nas oitavas de final, fato curioso é que não teve nenhum cartão na partida.

    Scout do árbitro em jogos do Rubro-Negro

    Vitórias: 2
    Empates: 2
    Derrotas: 2