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  • A rapaziada tá pirando, seo Bandeira!

    Por Gerrinson. R. de Andrade (Twitter: @GerriRodrian) - Do Blog Orra, é Mengo!)

    O flamenguista está angustiado, bravo e esmagando tudo!

    Dá um jeito, seo Bandeira, a coisa tá feia, a rapaziada tá nervosa, na inflamação, tudo no desespero. Tem flamenguista arrancando os cabelos, arranhando a testa, neurastenia e transtorno de ansiedade grave, tudo correndo pro tarja preta. Tem cidadão dando cusparada em PM, rubro-negro cuspindo em rubro-negro, tem chipanzé com sarna e gorila no cio.

    Ah, dá um jeito, seo Bandeira, ajuda o povo, flamenguista tá feito mulher na TPM, com pedra pesada na mão, com raiva de bom-dia. Ninguém se reconhece, irmão desconhece irmão, quem faz piada se lasca, vai pra boca do sapo. Rubro-negro que era de gozação, agora parece velha carpideira, de velório em velório.

    A gente só precisa de alegria, do carinho do gol bonito, a gente quer é goleada, tirar onda de bacana, dormir com sorriso na fuça. A gente quer é dar pulo pulando pulão, chacoalhar os braços até ficar suando, gritar pra limpar a garganta. Flamenguista tá é desnutrido de festa, faminto de vitória, naquela anemia de precisar de fígado de boi.

    Dá um jeito, doutor, ajuda, bota açúcar nesse café amargo, põe linguiça no feijão, ninguém tá se aguentando em pé, flamenguista tá tudo de olheira profunda, cara de zumbi, olho de zumbi, jeito de zumbi, tudo naquela insônia, um xingando a mãe do outro, mandando tomar no qual.

    Ô seo Bandeira, nego tá precisando é de esperança pelo menos, um tiquinho, uma bituca de esperança – que desse jeito, esse time, esse déjà vu de perebice, isso tá piorando a nossa náusea. E assim ninguém se levanta, nem se livra de desânimo. E se o sujeito escolheu ser Flamengo, não foi pra ficar de pau mole, foi pra ser garanhão.

    Orra, é Mengo!

  • Com vaga na Superliga Masculina 2015/2016 garantida, Flamengo busca patrocínio para montar time

    Diogo Almeida (Twitter: @DidaZico)

    Ao final de abril, o nosso repórter Rafael Lisboa informou, em primeira mão, a intenção do Flamengo de novamente participar da Superliga de vôlei masculina. O Mundo Bola fez um esforço de reportagem e entrevistou Marcelo Vido. O gestor do esporte olímpico flamenguista esclareceu pontos como a questão do acesso não ser via Superliga B, possíveis parcerias, entre outras questões pertinentes à aguardada entrada do clube na maior liga do continente.

    O nosso blogueiro André Amaral também apurou e deu sua opinião na ótima coluna Diretoria define retorno à Superliga sem perder o foco na sustentabilidade, onde afirma com propriedade: “Opinião do blog: vem time próprio, sem muito investimento, sob a promessa de aumentar o orçamento a cada temporada. Até porque se propusessem a criação de um time já com a promessa de tirar as estrelas dos adversários, é evidente que ninguém dará o aval para o Flamengo participar da competição. E lembremos: o aval precisa ser de todos os participantes da Superliga.” Leia aqui.

    Buscamos Lucas Dantas, jornalista que trabalha há anos no mundo do vôlei, para trazer para você, nosso estimado leitor, um panorama sobre a Superliga. A coluna de Lucas Dantas teve excelente repercussão, trazendo bastante luz em pontos obscuros e de quase nenhum conhecimento para a torcida rubro-negra.

    Em nossas apurações podemos afirmar com bastante propriedade que o Flamengo tem vaga assegurada na Superliga Masculina 2015/2016. E isso quer dizer que jogaremos a Superliga 2015/2016? Não. Ou seja, por mais que tenhamos vontade de sair por aí comemorando o retorna à elite do voleibol masculino, ainda não devemos fazê-lo.

    O basquete, Orgulho da Nação, chegou esta semana em sua quinta final de NBB em 7 anos. Somente ano passado o clube conseguiu a sustentabilidade orgânica no esporte. E o caminho segue sendo esse em outras modalidades. Não se retirar dinheiro de um esporte – geralmente o futebol –  para pagar as contas de outro esporte. O vôlei é um salto enorme em relação ao basquete. As cifras são maiores, não há repasse de TV, e o sistema de contratação de jogadores segue uma lógica própria (de novo, pedimos a leitura do texto do Lucas Dantas para melhor entendimento).

    O time do Cruzeiro/SADA, atual campeão, demorou algumas temporadas para ser forte. O esporte é o segundo mais apreciado no Brasil, e, para termos uma ideia comparada, o Basquete é o quinto. 93% das pessoas que gostam de esporte afirmam também gostar de vôlei e 40% assistem os jogos pela televisão. No mundo dos negócios esportivos o vôlei é um passo enorme comparado ao basquete. Compreensível a cautela da diretoria em afirmar que não teremos time se não tivermos patrocínio.

    Por isso o Flamengo hoje busca meios e maneiras de encontrar estes patrocinadores. Tanto que o projeto de retorno à Superliga teve um espaço importante nas apresentações da 2º Edição do Encontro de Negócios Rubro-Negros, que aconteceu ontem (17/05) no Maracanã, antes da partida contra o Sport. O Encontro reuniu uma pequena multidão de executivos interessados em conhecer os planos de negócios futuros do Flamengo. Com relação ao vôlei, o que há de concreto é o estudo de patrocínio por parte de algumas empresas que se mostraram bastante interessadas. Os nomes são mantidos em sigilo absoluto no clube, como é praxe em qualquer negociação de apoio e patrocínio desse porte.

    Sobre a tão propalada parceria com a UFJV (Universidade Federal de Juiz de Fora), tudo leva a crer que pode ocorrer. Os contatos entre clube e universidade estão avançados. A parceria estaria alinhada com as declarações de Marcelo Vido ao Mundo Bola, que descartou totalmente o “empréstimo” da camisa do Flamengo.

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  • Dá pra voltar a fita?

     

    Allan Fernandes (Twitter: @allanfsilva)

    Quando foi contratado com a missão de tirar o time da “Zona da Confusão”, existia uma vontade de fazer com que as coisas dessem certas, uma obrigação de um profissional, de um torcedor apaixonado, que ele sempre bateu no peito dizendo ser.

    Só que, o que vemos agora é uma situação diferente. É um profissional sem tesão, que voltou a ser o que era em seus piores momentos.

    Mais do mesmo? Comum? Aonde rebobina a fita?

    Como faz para voltar ao ano passado, onde tínhamos o velho e bom Luxa, aquele técnico de um currículo invejável, vitorioso por onde passou, e para muitos o melhor?

    De uma hora pra outra, nosso time, que no ano passado teve campanha de G4, mesmo terminando o Brasileiro na 10ª colocação, mudou do “vinho para água”, desceu a ladeira. Fez uma campanha pífia na Taça Guanabara, perdeu o título na última bola do jogo contra o Nova Iguaçu, foi surrado, achincalhado pelo nosso eterno VICE pra sempre.

    O que mudou no Luxa? Cansou? E o projeto, foi por água abaixo? Alguém tem uma agulha pra furar o balão do ego, da vaidade?

    Maldito ego, maldita proposta bambística, Maldito esparadrapo…

  • Precisa-se de torcedor para o fim do mundo

    Existe uma controvérsia, mesmo que pequena, na origem da palavra “torcedor”. Há um segmento que aponta a aristocracia presente nos jogos de futebol do Fluminense, aonde as mulheres, ao retirarem as luvas em decorrência do calor, as torciam conforme as jogadas em campo. Isso em 1900 e pedrinha…

    Ricardo Martins (Twitter: Rick_Martins_BH)
    Blogueiro da Nação – Minas Gerais

    Outra versão, um tanto subjetiva, nos diz que “torcedor” vem do ato de torcer os fatos em favor do time do coração, ou seja, a passionalidade tem como característica distorcer as coisas, conforme a conveniência.

    Para simplificar as coisas, eu acatarei as duas versões para iniciar o que penso dos torcedores contemporâneos, em particular os membros da Magnética. Torcer ganhou amplitudes nunca imaginadas, talvez incentivadas pela colocação do torcedor em um status mor de consumidor, e como consumidor exigir sempre o melhor, ao melhor custo-benefício.

    Ocorre que torcer deveria ser um ato incondicional. Por exemplo, eu torço pelo Flamengo, mesmo diante dos insucessos. Afinal, o que originou a nossa Torcida não foram títulos ou conquistas, mas sim os acontecimentos históricos, desde o surgimento na regata, o rompimento dos jogadores de futebol tricolores, e os confrontos com o colonizador português Vasco da Gama. As consequentes conquistas passam a se integrar a história do Clube.

    As manifestações atuais de nossa Torcida são um híbrido de racionalidade, com especulações, emoções, delírios e, principalmente, uma enorme dificuldade em aceitar que as coisas não são tão fáceis quanto gostaríamos. Vamos pensar nisso como o velho inglês Jack, por partes…

    1) Hoje pela primeira vez vi uma publicação séria acerca do estádio de futebol do Flamengo. O custo é deveras elevado, algo em torno de um bilhão de reais. E, se pegarmos o caso do Grêmio como referência, uma arena pode ser mais problema do que solução. Então, por que torcermos para ter um estádio próprio, ao invés de lutarmos para ter um Maracanã viável para partidas com apelo, e buscarmos uma alternativa na cidade para os pequenos jogos?

    2) Por qual motivo pedimos a cabeça do treinador, mesmo sabendo que isso é reproduzir uma velha forma de endividar o Clube, além de não garantirmos que um novo técnico, mesmo que no início de uma competição, não é garantia de melhor sorte? Por que não torcermos para as coisas se arrumarem com a comissão técnica atual?

    3) Por que não torcemos sempre como ontem, após o primeiro gol contra o Sport? E mais, se achamos que o segundo gol foi por causa da Torcida, por que não torcemos assim por padrão?

    Torcer, como já citei anteriormente, deve ser um ato incondicional. Até esperamos uma contrapartida, a de que a nossa torcida sirva para que aconteça. Torcer é um ato que transcende a fé, pois no caso da fé, se ela se concretiza, deixa de ser fé. O tal do “Eu acredito”, que parece ter começado com o Fluminense de Cuca em 2009(?), não é um ato de fé, mas sim de torcida pura e simples.

    Esse negócio de torcer, mas condicionado a diretoria ser obrigada a trazer grandes nomes é balela. Nós torcemos por craques, mas nem sabemos se eles virão, quando virão, de onde virão. Enquanto não chegarem, nós deveríamos torcer por quem aí está. Só que aí começam nossos problemas, pois simplesmente não existe sequer paciência para isso. Tudo passa a ser ruim, todos são perebas, e raramente se dá a chance para que o jogador tenha o devido tempo para mostrar a que veio.

    Vejamos o caso do Pará, nosso lateral direito. O cara jogava numa pressão injusta. Seus erros ganhavam maior ênfase que seus acertos. Pois eu reconheço o valor desse jogador que, dentro de suas limitações, vem fazendo partidas muito regulares. No empate contra o Sport fez uma partida muito segura, e marcou com sucesso, dentre outros, o Diego Souza, que tem muito mais força física que ele. Eu torço para o Pará acertar. Como torcedores, não podemos pensar nada diferente disso.

    A paixão e a democracia nos permitem vaiar. E a vaia funciona para certos jogadores, outros não. No caso do Canteros, que acredito que saiba jogar bola, a vaia contra o Sport deu certo. Canteros superou sua limitações físicas e foi para cima. Fez um gol, e logo após uma grande jogada no ataque. Canteros não é volante de marcação, ele é um jogador de chegada, uma espécie de meia direita. Temos que torcer para que seja escalado assim.

    E Almir? Li muita coisa contra a vinda dele. Almir foi contratado em decorrência de uma oportunidade em trazê-lo a baixo custo, e foi escalado como titular nos dois jogos do brasileirão devidos às circunstâncias. Acreditem! O Flamengo não possui outro meia armador clássico, salvo se considerarmos o menino Jajá como um atleta 100% em condições de jogar na equipe principal. E Almir até que não foi tão mal como afirmam alguns, se comparado aos demais, porém ele não é o jogador capaz de resolver todos os nossos problemas. Mas percebo que muitos sequer enxergam a necessidade de torcer por ele. A camisa 28 já dá a pista que a vaga de meia armador está vaga, o 10 do time ainda não chegou.

    O ano de 2015 é uma oportunidade para fazermos agora o que habituamos a fazer só quando a água chega ao pescoço: torcer incondicionalmente! Se acreditarmos que esse time consegue jogar mais do que apresentou desde a eliminação no Carioca, e se poderia ter sido mais ousado contra São Paulo e Sport, não podemos deixar para depois o que se pode fazer agora.

    Ficarmos especulando a demissão de Luxemburgo é pedir a demissão do Luxemburgo. Não é possível que o problema dessa preguiça da equipe seja só por causa da comissão técnica ou do preparador físico. A Magnética tem que fechar com o certo, e o certo é o Flamengo. Se estivermos chegando ao fim do mundo, então quero gente para torcer junto comigo pelo Flamengo no fim do mundo. Se existe um momento fundamental para se torcer é justamente na adversidade. Se for para torcer só na boa, o vira casaca é o melhor caminho.

    Eu prefiro as palavras do poeta…

    Carlos Drummond de Andrade – Torcida por você
    Mesmo antes de nascer, já tinha alguém torcendo por você.
    Tinha gente que torcia para você ser menino.
    Outros torciam para você ser menina.
    Torciam para você puxar a beleza da mãe, o bom humor do pai.
    Estavam torcendo para você nascer perfeito.
    Daí continuaram torcendo.
    Torceram pelo seu primeiro sorriso, pela primeira palavra, pelo primeiro passo.
    O seu primeiro dia de escola foi a maior torcida. E o primeiro gol, então?
    E de tanto torcerem por você, você aprendeu a torcer.
    Começou a torcer para ganhar muitos presentes e flagrar Papai Noel.
    Torcia o nariz para o quiabo e a escarola.
    Mas torcia por hambúrguer e refrigerante.
    Começou a torcer até para um time.
    Provavelmente, nesse dia, você descobriu que tem gente que torce diferente de você.
    Seus pais torciam para você comer de boca fechada, tomar banho, escovar os dentes, estudar inglês e piano.
    Eles só estavam torcendo para você ser uma pessoa bacana.
    Seus amigos torciam para você usar brinco, cabular aula, falar palavrão.
    Eles também estavam torcendo para você ser bacana.
    Nessas horas, você só torcia para não ter nascido.
    E por não saber pelo que você torcia, torcia torcido.
    Torceu para seus irmãos se ferrarem, torceu para o mundo explodir. E quando os hormônios começaram a torcer, torceu pelo primeiro beijo, pelo primeiro amasso.
    Depois começou a torcer pela sua liberdade.
    Torcia para viajar com a turma, ficar até tarde na rua.
    Sua mãe só torcia para você chegar vivo em casa. Passou a torcer o nariz para as roupas da sua irmã, para as idéias dos professores e para qualquer opinião dos seus pais. Todo mundo queria era torcer o seu pescoço.
    Foi quando até você começou a torcer pelo seu futuro.
    Torceu para ser médico, músico, advogado.
    Na dúvida, torceu para ser físico nuclear ou jogador de futebol.
    Seus pais torciam para passar logo essa fase.
    No dia do vestibular, uma grande torcida se formou.
    Pais, avós, vizinhos, namoradas e todos os santos torceram por você.
    Na faculdade, então, era torcida pra todo lado. Para a direita, esquerda, contra a corrupção, a fome na Albânia e o preço da coxinha na cantina.
    E, de torcida em torcida, um dia teve um torcicolo de tanto olhar para ela.
    Primeiro, torceu para ela não ter outro.
    Torceu para ela não te achar muito baixo, muito alto, muito gordo, muito magro.
    Descobriu que ela torcia igual a você.
    E de repente vocês estavam torcendo para não acordar desse sonho.
    Torceram para ganhar a geladeira, o microondas e a grana para a viagem de lua-de-mel.
    E daí pra frente você entendeu que a vida é uma grande torcida. Porque, mesmo antes do seu filho nascer, já tinha muita gente torcendo por ele.
    Mesmo com toda essa torcida, pode ser que você ainda não tenha conquistado algumas coisas.
    Mas muita gente ainda torce por você!
    Se procurar bem você acaba encontrando.
    Não a explicação (duvidosa) do mundo, mas a poesia (inexplicável) da vida.
    Eu torço por você!

     

    Reprodução permitida desde que mantida a integridade das informações, citada a autoria e a fonte www.docelimao.com.br
    O vídeo também é muito bacana: https://www.youtube.com/watch?v=POwhfxm5hhE
    Cordiais Saudações Rubro-Negras!

    FONTE DAS IMAGENS:
    http://bit.ly/1FkkSGC

    http://bit.ly/1HnQ7RF

  • Lulucast 2.0 #18 – Que tal organizar, profexô?

    No #Lulucast 2.0 edição 18 @danisouto, @BrunaLugatti, @Cissa_Morena e @NivinhaFla falam sobre o empate do #Flamengo com o Sport pelo Campeonato Brasileiro. O jogo foi mais do mesmo, nenhuma novidade. Um #Flamengo apático em campo, sobretudo no primeiro tempo.

    O destaque positivo, de novo, foi o #FlaBasquete, que se classificou para a terceira final consecutiva do NBB numa partida eletrizante contra o Limeira.

    O próximo jogo do Flamengo no Brasileirão é contra o Avaí.

    Assista o programa:

    Vem papear com a gente também! Nosso encontro é todo #domingo, mas durante a semana podemos conversar através das redes sociais. Mande sua ideia, crítica, sugestão. Use #Lulucast nos comentários!

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  • Flamengo joga mal e empata com o Sport em casa

    Na estreia do time no Maracanã pelo campeonato brasileiro, o Flamengo recebeu o time do Sport e empatou em 2×2. Os gols foram marcados por Canteros e Éverton. O jogo foi válido pela 2º rodada do campeonato nacional.

     

    Time não se encontra novamente (Foto: Site Oficial)

     

     George Castro (Twitter: @George_CRF)

    Na estreia do time no Maracanã pelo campeonato brasileiro, o Flamengo recebeu o time do Sport e empatou em 2×2. Os gols foram marcados por Canteros e Éverton. O jogo foi válido pela 2º rodada do campeonato nacional.

    A torcida flamenguista compareceu em bom número, com mais de 34 mil presentes, e estava confiante em um bom resultado, mas mais uma vez o time não correspondeu em campo. Com uma formação voltada para o contra-ataque e sem Marcelo Cirino, que foi vetado da partida por um edema na coxa, o time da Gávea tinha dificuldades na criação e em impor o jogo, ainda mais com o Sport bem na defesa e sem dar espaços.

    Com a dificuldade na saída de bola e errando muitos passes, o time do Flamengo começou a dar espaços para o adversário, que tentava aproveitar e partia para cima. E aos 42 minutos o time de Recife conseguiu um pênalti. Joelinton foi lançado na área e, na corrida, recebeu um toque de Canteros e caiu na área. Diego Souza foi para a cobrança e bateu bem, abrindo o placar para o time visitante.

    Na segunda etapa, Luxemburgo modificou o time. Saíram Jonas, que já tinha cartão amarelo, e Almir para as entradas de Márcio Araújo e Paulinho. O time do Flamengo até tentou pressionar mais e marcar no campo adversário, mas o time sempre esbarrava no problema de criação das jogadas. Aos 12 minutos o Flamengo deu o seu primeiro chute a gol, em uma bela jogada de Canteros.

    Mas apesar de uma melhora em campo, o time levou o segundo gol. Élber subiu pela ponta direita e tabelou com Joelinton, que devolveu de calcanhar dentro da área, e na saída de Paulo Victor, Élber só tocou por cima. 23 minutos do segundo tempo e Sport 2×0.

    Com o placar desfavorável, o time do Flamengo teve que sair para o jogo e contou com a ajuda da torcida, que já se demonstrava impaciente. Em uma jogada na ponta esquerda, Pará lançou Alecsandro, que dominou e cruzou para dentro da área. O cruzamento encontrou Canteros, que de cabeça empurrou para o fundo do gol.

    O gol inflamou a torcida, que passou a cantar mais, alterando o clima do jogo. Com a torcida apoiando o time carioca, o Sport recuou e passou a sofrer com a pressão flamenguista. Aos 32 minutos, Wallace sozinho dentro da área cabeceou por cima da meta adversária, perdendo boa oportunidade. O time do Flamengo partiu para o abafa e começou a lançar mais bolas na área e a arriscar mais de longe.

    Em um dos lances de abafa, o goleiro Magrão defendeu uma bola e acabou deslocando o ombro. Como o time do Sport já havia feito as 3 substituições, Diego Souza teve que ir para o gol pernambucano. O jogo ficou parado por mais de 10 minutos para o atendimento médico ao goleiro. Quando o jogo retornou, o Flamengo intensificou as bolas lançadas na área e deu certo.

    Aos 50 minutos, Paulinho cruzou bola na área, Eduardo da Silva ajeitou de peito para Everton, que encheu o pé no ângulo esquerdo, sem chances para Diego Souza. Flamengo 2×2. O time da Gávea continuava partindo para cima e quase conseguiu a virada, primeiro com Eduardo da Silva e depois em um cruzamento de Gabriel, mas Diego Souza defendeu. Fim de jogo e tudo igual no Maracanã.

    O Flamengo volta a campo no próximo domingo, dia 24/05, para encarar o Avaí pela 3ª rodada do Campeonato Brasileiro. O jogo será no estádio da Ressacada às 16h.

     

    FICHA TÉCNICA:

    FLAMENGO 2 X 2 SPORT

    Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
    Data: 17 de maio de 2015
    Horário: 16h
    Árbitro: Dewson Fernando Freitas da Silva (Fifa-PA)
    Assistentes: Alessandro Rocha de Matos (Fifa-BA) e Marcio Gleidson Correia Dias (PA)
    Cartões amarelos: Wallace e Jonas (FLA)
    Gols: Diego Souza (SPO); Élber (SPO); Canteros (FLA); Everton (FLA).

    FLAMENGO: Paulo Victor; Pará, Bressan, Wallace e Anderson Pico (Eduardo da Silva); Jonas (Márcio Araújo), Canteros e Almir (Paulinho); Everton, Alecsandro e Gabriel
    Técnico: Vanderlei Luxemburgo

    SPORT: Magrão; Samuel Xavier (Vitor), Matheus Ferraz, Durval e Renê; Rithely, Wendel, Diego Souza e Elber; Mike (Rodrigo Mancha) e Samuel (Joeliton)
    Técnico: Eduardo Baptista

  • Atuações: zaga bate cabeça, meio não cria, ataque não finaliza; notas de Flamengo 2 x 2 Sport

    Em mais uma atuação ruim do Flamengo, reservas saem do banco pra dar ânimo ao time. Apesar de empatar no fim, Fla sai do Maracanã com gosto amargo

    Paulo Victor: 5 – Sem culpa nos gols. Não teve trabalho durante o jogo. Nas duas chegadas de perigo do Sport, a bola parou no fundo gol.

    Pará: 5,5 – Não foi dos piores em campo. Defensivamente, não deixa buracos. Quando o time recorreu ao chuveirinho, os cruzamentos de Pará eram precisos pelo menos.

    Bressan: 5,5 – Individualmente, não foi mal. Mas segue batendo cabeça e deixando buracos no miolo de zaga do Flamengo junto com Wallace. No fim, ainda tentou ser herói com um chute totalmente displicente em lance que podia ser trabalhado.

    Wallace: 4 – Falhou feio no segundo gol ao se precipitar querendo dar bote. Errou, e abriu espaço pra entrada livre de Élber na grande área só pra colocar por cima de Paulo Victor.

    Anderson Pico: 5,5 – Apoiou bem no ataque, mas sempre deixa espaços na defesa. O Sport não aproveitou esse espaço, mas outro time pode. Precisa tomar cuidado.

    Jonas: 4,5 – De novo tomou amarelo com 20 minutos de jogo. Precisa achar um equilíbrio pra não comprometer durante o campeonato. Com o Flamengo tendo que ir pra cima no 2° tempo, o time cederia espaço e, no contra-ataque, a chance de um segundo amarelo era grande. Foi substituído.

    Canteros: 4 – Péssimo na distribuição de jogo, chegou a ser vaiado ainda no primeiro tempo. Mas é importante no esquema do flamengo, com o apoio vindo de trás. Fez gol na pequena área como centroavante.

    Almir: 3 – Começou de novo como titular, e novamente não agregou em nada. Lento, sem movimentação, sem passe agudo, nada fez. Saiu no intervalo, e não deve começar como titular por algum tempo.

    Gabriel: 2,5 – Errou tudo que tentou durante o jogo todo. Talvez o pior em campo, continuou até o apito final. Teve a última chance no último lance do jogo. Ficou cara a cara com Diego Souza (de goleiro), e resolveu tocar pro lado. Diego Souza que já estava caindo pra abafar, não teve muito trabalho de fazer a defesa.

    Everton: 6,5 – Correu, tentou, fez gol, mas parece que é o único que tem vontade nesse time do flamengo. Não foi tão bem durante o jogo, mas fez o gol de empate em belo chute no ângulo.

    Alecsandro: 5,5 – Quando a bola chegou, foi eficiente e inteligente. Dominou e deixou Canteros na boa pra fazer o gol. Mas se movimenta pouco, e não dá muita opção pros meias. Hoje não foi diferente.

    Márcio Araújo: 5 – Pouco apareceu no jogo. Com o flamengo pressionando, jogou como terceiro zagueiro. Seu trabalho era só entregar a bola pra um dos meias ou laterais.

    Paulinho: 6 – O Sport estava bem postado, e precisávamos do drible. Paulinho entrou pra isso, e fez bem o seu papel.

    Eduardo Da Silva: 6 – Entrou pra preencher mais a área do Sport. Deu certo. Em certo momento de chuveirinho na área, tinham lá 6 jogadores rubro-negros. Em um desses cruzamentos, ajeitou de peito pra Everton soltar a bomba e salvar o único pontinho que temos no campeonato.

    Não pode deixar passar…

    Luxemburgo que abra o olho. O time está jogando mal há muito tempo, e ainda não apresentou um bom futebol em 2015. O Flamengo hoje é só chutão e correria. Nem contra ataque temos mais. Algo precisa ser feito.

  • Engrena Mengão…

    Depois de estrear com derrota fora de casa contra o São Paulo, o Flamengo volta a campo hoje pela 2ª rodada do Campeonato Brasileiro, jogando no Maracanã contra o Sport Clube do Recife.

     

    Time teve a semana livre para treinar (Foto: Site Oficial)

     

    Allan Fernandes (Twitter: @Allanfsilva)

    Com a semana livre para treinar, o técnico Vanderlei Luxemburgo fez questão de aperfeiçoar o esquema de marcação, para que o time não deixe tantos espaços em campo e evite assim levar muitos gols bobos como vem levando.

    Durante a semana nos bastidores da Gávea, foram especulados nomes de possíveis reforços que viriam para reforçar o plantel Rubro Negro. Nomes como os de, Diego Ribas – ex meia do Fenerbace da Turquia, Robinho, atualmente no time da Vila Belmiro, o meio campista Petros, que joga no Corinthians, Walter Montillo, atualmente no Shandong Luneng. Embora o treinador deixe clara a necessidade de reforços para qualificar a equipe para a disputa do Brasileirão e da Copa do Brasil, ele vai se virando com o que tem no elenco, e vai mandar a campo para o jogo de hoje, o mesmo time da 1ª rodada, com exceção do atacante Marcelo Cirino, que apresentou um edema na coxa esquerda, Cirino dará lugar ao atacante Alecsandro.

    Pelo lado pernambucano, o time vem se recuperando das eliminações no Campeonato Pernambucano e na Copa do Nordeste. Depois de ganhar na 1ª rodada do Figueirense e no meio da semana, pela Copa do Brasil bater o time da Chapecoense, os jogadores do Rubro Negro pernambucano vem ao Rio, tentando a terceira vitória consecutiva. O técnico Eduardo Batista não confirmou o time que vai a campo contra o Flamengo, confirmou apenas a estreia do lateral-direito Samuel Xavier, que foi contratado junto ao Ceará.

    No meio campo, os volantes Rodrigo Mancha e Wendel, brigam por uma vaga, o meia Élber que se recuperou de lesão, deve entrar no lugar de Régis ou Joelinton. Recém contratado pelo time da Ilha do Retiro, o ex atacante do Flamengo Hernane Brocador não foi regularizado e não estreará no jogo de hoje.

    FICHA TÉCNICA
    FLAMENGO x SPORT

    Local: Estádio Mario Filho (MARACANÃ), Rio de Janeiro – RJ.
    Data: 17 de maio de 2015, domingo.
    Horário: 16:00 (de Brasília)
    Árbitro: Dewson Freitas (PA)
    Assistentes: Alessandro de Matos (BA) e Marcio Gleidson Dias (PA)

    FLAMENGO: Paulo Victor, Pará, Bressan, Wallace e Anderson Pico; Jonas, Canteros e Almir; Gabriel, Alecsandro e Everton.

    SPORT: Magrão, Samuel Xavier, Matheus Ferraz, Durval e Renê; Rithely, Wendel (Rodrigo Mancha), Diego Souza e Régis (Élber); Samuel e Joelinton (Régis).

  • Em palestra na FACC/UFRJ, Bandeira de Mello afirma: “Hoje o Flamengo é credor do Ministério do Trabalho

    Presidente foi convidado para palestra na faculdade onde se formou e fez mestrado.

     

     

     

    Diogo Almeida (Twitter: @DidaZico)
    Fotos: UFRJ

    Nesta sexta-feira (15/05), o presidente do Flamengo foi convidado para palestrar no Campus Fundão da UFRJ. O Evento foi organizado pela Faculdadade de Administração e Ciências Contábeis (FACC) e Liga Empreendedora, Centro Acadêmico de Ciências Contábeis da UFRJr e da Ayra Consultoria. Com apoio do Diretor da FACC, Angelo Cister e coordenação do Prof. Sérgio Argolo, coordenador de Ciências Contábeis da FACC na Cidade Universitária (Fundão).

    O mediador da mesa, o Prof. Gleiner Vinicius Costa, explicou para o fla.mundobola.com por que o atual mandatário foi convidado: “A ideia é trazer cases de sucesso e trabalhar com nossos alunos essa experiência. Desse forma a gente multiplica a gestão do conhecimento. O interessante destacar que os palestrantes são ex-alunos nossos que realizam mudanças significativas em seu ambiente profissional. E uma integração entre passado e futuro, mercado e academia e, principalmente, a oportunidade de se estar construindo conhecimento”, explicou Gleiner, que também contou com a partipação do professor Luis Neco à mesa de debates.

    Com uma plateia formada por alunos de diferentes cursos, entre eles Administração , Ciências Contábeis, Biblioteconomia, passando por Nanotecnologia, Educação Física e Gestão Pública, Bandeira de Mello despertou no público muita empatia. Diante de um auditório contando com cerca de 150 pessoas, o presidente foi saudado e elogiado até por torcedores rivais. Foram inúmeros os pedidos de foto e autográfo no final da palestra, todos atendidos pelo presidente. “Foi muito interessante. Um aluno, com camisa do Fluminense disse que respeitava muito a gestão, um grupo de torcedores do Bahia também fizeram questão de elogiar o Eduardo Bandeira”.

    Luiz Antônio Ochsendorf Leal, outro integrante do corpo docente da FAAC, escreveu em seu perfil no Facebook: “Preços dos ingressos, internacionalização da marca, patrocínio, rentabilidade nas operações e o atual cenário futebolístico foram algumas das perguntas feitas ao dirigente.
    Argumentos em torno das considerações de mais de 40 milhões de torcedores e uma receita anual de R$ 380 milhões prevista para este ano fizeram parte das respostas deste gestor em uma noite de extremo júbilo acadêmico”.

    O estudante de Ciências Contábeis e integrante do Centro Acadêmico, Jair Martins, 31, ficou bastante impressionado com a palestra. “Todas as informações chamaram a atenção, mas os números de torcedores espalhados pelo Brasil e os sacrifícios feitos para recuperar a credibilidade do clube, pagamento das dívidas, foi impressionante”, disse entusiasmado.

    Alguns pontos importantes ditos pelo dirigente em sua palestra:

    • Na década de 1970, o Flamengo vivia com a renda da bilheteria dos domingos no maracanã. Hoje em dia, esse tipo de receita é residual (mínima).
    • Citou que seria interessante ter uma “taxa de conversão” de 2% a 4% de torcedores dentro do programa Nação.
    • Ética: Flamengo disputava jogos com outras equipes em condições desfavoráveis tecnicamente, pois preferia estar quitando suas dívidas, inclusive com impostos.  Os outros times, desapegados dessas questões (quitar dívidas), podiam contratar melhores talentos e “performar” melhor em campo.
    • Informou que o Flamengo hoje tem a maior receita no Brasil.
    • Citou “balanço patrimonial” e “fluxo de caixa” – questões técnicas sobre a contabilidade.
    • Foi aluno da graduação em administração na UFRJ. Formado em 1974, tendo sido funcionário do BNDES.  Fez mestrado no COPEAD da UFRJ.
    • Administra as dívidas do clube “com o pé no chão”.
    • Fez revisão dos contratos – citou o contrato do Wagner Love.
    • Agradeceu a cooperação da torcida, no apoio aos seus atos, como administrador do clube. Disse que os torcedores “compraram a briga” ao seu lado.
    • Haverá sorteio de uma camisa. No final, Gleiner informou que o vencedor será o que fizer o melhor artigo sobre a administração do clube.
    • Em 24 dos 27 estados do Brasil, o Flamengo é o time mais popular.
    • Falou da lei de responsabilidade fiscal do esporte – MP 671.
    • Usou sua experiência no BNDES como analista de projetos para gerir o clube.
    • Falou sobre gestão de riscos. Indicou que seria extremamente arriscado operar o clube com uma conta bancária somente – que seria uma exigência da receita federal.
    • Falou sobre o desempenho no vôlei, basquete e em outros esportes, além do futebol.
    • Cenário atual do futebol – profissionalização dos clubes, que precisam de uma gestão profissional. Disse que em 2015, o Flamengo teria uma receita de R$ 380 milhões.
    • Falou sobre a importância da rentabilidade nas operações.
    • Desafio para outros esportes alcançarem a visibilidade do futebol.
    • Falou sobre a internacionalização da marca Flamengo.
    • Falou sobre uma maior acessibilidade aos jogos – ingressos mais baratos – programa sócio torcedor.
    • Falou sobre a Lei Pelé.

     

    AGORA CREDOR

    “Hoje o Flamengo é credor do Ministério do Trabalho. Antes eramos devedores e sofríamos com as penhoras. O departamento jurídico do clube diminuiu o número de processos trabalhistas. Eram 580 e agora são 80. Mesmo assim é um número que não nos deixa orgulhosos.”

    SÓCIO-TORCEDOR UNIVERSITÁRIO

    Ao final da palestra, o graduando de Ciências Contábeis, Vitor Gomes, entregou um projeto de sua autoria diretamente para o presidente do Flamengo. – Terei imenso e profundo prazer e carinho em ler seu projeto. E vamos fazer sim um esforço para aproximar os universitários do programa de ST’s do Flamengo – declarou Bandeira.

    CAMISA SORTEADA

    O Clube de Regatas do Flamengo vai entregar uma camisa do clube para o aluno que escrever o melhor artigo sobre administração esportiva. A iniciativa foi muito elogiada pelos professores presentes.

     

     

     

     

     
    Agradecimentos aos professores Gleiner Vinicius Costa e Luiz Antônio Leal.

  • Pra que discutir com madame?

    Por Gerrinson. R. de Andrade (Twitter: @GerriRodrian) - Do Blog Orra, é Mengo!

    Somente perdedores, arrivistas e recalcados questionam o título do Flamengo em 1987.

     

    Um velho flamenguista, coberto de glória,
    Guardou a memória
    Do time guerreiro, do gênio Zico!
    E à noite, nas tabas, se alguém duvida
    Do que ele conta,
    Diz prudente: “Meninos, eu vi!”

    Eu vi na TV, a torcida no largo Mineirão
    Cantar três gols,
    Seu canto de festa, que nunca esqueci:
    Feliz, como era, chorou sem ter pejo;
    Parece que a vejo,
    Que a tenho nest’hora diante de mim.

    Meninos, eu vi. Tava na casa de uma tia.
    A TV colorida na sala, eu sozinho, sentado
    No chão, num tapete, meio deitado de lado.
    Era aniversário de um primo,
    Festa com churrasco e bolo gelado.

    Os convidados apareciam às vezes
    Pra ver placar, pra me azucrinar.
    Eu não queria festa, queria o jogo.
    Era dois de dezembro, o ano-escolar findando,
    Eu já reprovado por faltas, ainda frequentando
    A escola, pra bola jogar, se divertir na quadra.

    A molecada de São Paulo dizia, “vai dar
    Flamengo, lógico”, eu respondia num sorriso.
    Sabia que todos inveja tinham.
    Corinthians estava na lanterna, fracassado
    Palmeiras já de fora, São Paulo eliminado.

    Meninos, eu vi. Aquela corrida de Renato
    No terceiro gol, durou horas, longa caminhada.
    No dia seguinte, quinta-feira,
    Tirei onda na escola, fui vestido de manto.

    A galera dizia comigo: Que beleza de time!
    Todos concordavam, que time bom!
    Valente e brioso, como ele, não vimos!
    E à fé que vos digo: parecia um encanto
    O time jogou tanto,
    Nenhum jogava como jogava o Mengão!

    E lembro bem, a final, 13 de dezembro.
    Um domingo do bom. Pobre Internacional.
    Mas eu não tinha mais a molecada da escola
    Pra tirar barato. Estávamos de férias.

    Assim o flamenguista, coberto de glória,
    Guarda a memória
    Do time guerreiro, do gênio Zico!
    E à noite, nas tabas, se alguém duvida
    Do que ele conta,
    Diz prudente: – “Meninos, eu vi!

    Orra, é Mengo!