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  • Desempenho de Luxemburgo comparado à sua última passagem

    Adriano Skrzypa (Twitter: @CRF_Adriano20)

    Após 53 jogos oficiais, Vanderlei Luxemburgo despede-se de sua 4ª passagem pelo Flamengo. O técnico, que já tinha seu cargo ameaçado depois do fracasso no Campeonato Carioca 2015, e após um início nada bom no Brasileirão, foi demitido.
    Comparando-o em sua passagem anterior (entre 2010 e 2012), podemos perceber que o aproveitamento dele foi melhor que o da última passagem. O único quesito onde houve igualdade foi em número de derrotas: 14. Uma diferença grande que podemos destacar é o número de empates, que foi reduzido.

    Fica nítido que os números referentes aos jogos de 2014 são superiores. Não tanto pela quantidade, mas sim também pela grandeza dos jogos. Em 2014, ou eram pelo Brasileirão ou pela Copa do Brasil.

     

    Altos e Baixos
    O ápice dessa passagem de Vanderlei Luxemburgo no Mengão foi no início de seu comando no Brasileirão. As 5 vitórias consecutivas (Sport, Coritiba, Atlético-MG, Criciúma e Vitória), fizeram o torcedor sonhar mais além da “zona da confusão”. Não vingou. Acabamos na 10ª posição. Bons jogos, contra os times “da frente” da tabela, também tem boa parcela de seus esquemas.

    Do outro lado, eliminações contra Atlético-MG e Vasco, além de discursos polêmicos e outros quesitos, marcaram negativamente sua passagem. Substituições e escalações mal feitas, em alguns casos, evidenciam isso. Claramente perdeu o grupo nas últimas partidas.

  • Fla vence Bauru com facilidade e pode ser campeão do NBB7 no próximo sábado

     Rafael Lisboa (Twitter: @rafinhalisboa)

    Na noite dessa terça-feira na Arena da Barra da Tijuca, Flamengo e Bauru se enfrentaram na primeira partida da Final do Novo Basquete Brasil 7. A promessa era de partida equilibrada, mas não foi bem assim quando a bola subiu.

    Logo no primeiro quarto o rubro-negro mostrou que não estava para brincadeira ao abrir 10 pontos logo de cara, 16 a 6, e a partir disso conseguiu controlar o período e terminou vencendo por  28 a 18, com destaque para Olivinha que anotou  oito pontos.

    O segundo quarto começou mais equilibrado, com o Flamengo aumentando a vantagem, e Bauru indo voltá-la para dez pontos até a metade do período quando o Flamengo emplacou uma corrida de 12 a 3 e encerrou o quarto vencendo por 19 a 10, e foi para o intervalo vencendo por 47 a 28.

    Marquinhos foi um dos destaques da partida (Foto: João Pires/LNB)

    Na volta do intervalo, foi visto um replay do primeiro período, com um Flamengo inspirado e ligado na partida e um Bauru que só fez quatro pontos no período até quando faltavam menos de três minutos para o fim do quarto, e nesse tempo, a equipe carioca chegou a abrir trinta e seis pontos e mesmo permitindo uma leve reação de Bauru, venceu o quarto por 23 a 15 e foi para o último quarto vencendo por 70 a 43.

    O último período foi só para ‘cumprir’ a partida, praticamente resolvida nos quartos anteriores, e com isso Bauru conseguiu vencer o único período na partida, 26 a 21, mas mesmo assim o Flamengo venceu com grande vantagem, 91 a 79, e agora joga por uma vitória nos próximos dois Sábados para ser Tetracampeão do Novo Basquete Brasil.

    Destaques:

    Flamengo:

    Cestinha: Vitor Benite com 16 pontos

    Líder em assistências: Laprovittola com 7 assistências

    Líder em rebotes: Felicio com 8 rebotes

    Bauru:

    Cestinha: Ricardo Fischer com 20 pontos

    Líder em assistências: Ricardo Fischer com 8 assistências

    Líder em rebotes: Murilo com 5 rebotes

     

  • Especial ‘Final do NBB’: A última batalha começa hoje

    @rafinhalisboa

    Começa hoje às 21h30min na Arena da Barra da Tijuca no Rio de Janeiro, a final do Novo Basquete Brasil 7 entre Flamengo e Bauru. Como disse o técnico rubro-negro José Neto “é um confronto esperado”. Flamengo e Bauru ganharam as duas últimas edições da Liga das Américas e são considerados os dois melhores elencos do basquetebol brasileiro.

    O sonho de consumo de Flamengo e Bauru já na Gávea: A taça de campeão do NBB 7 (Foto: Rafael Lisboa/ Mundo Bola Informação)

    O ala/armador do Flamengo, Vitor Benite comentou sobre a mudança de jogo único para melhor de 3 partidas na final dessa temporada: “Vai ser uma série melhor de três, o que é bom. Isso faz com o que o time mais regular se sagre o campeão, independente se não foi bem apenas em um dos dias. Estamos bem concentrados para iniciar positivamente dentro de casa e aproveitar ao máximo essa final, sempre contando com importante apoio dos nossos torcedores.

    Na manha dessa terça-feira, o Flamengo realizou seu último treinamento antes da partida, na Arena da Barra, e no fim da atividade o surfista ‘Mineirinho’ foi recebido pelo grupo e recebeu uma camisa do FlaBasquete personalizada.

    ‘Mineirinho’ recebe a camisa personalizada das mãos de Marcelinho Machado (Foto: Marcello Pires/ globoesporte.com)

     

    Prováveis Escalações:

    As equipes titulares devem ser as mesmas de quando começaram os Playoffs:

    Flamengo: Laprovittola, Vitor Benite, Marquinhos, Olivinha e Jerome Meyinsse. Técnico: José Neto.

    Bauru: Ricardo Fischer, Alex, Gui Deodato, Rafael Hettsheimer e Murilo Becker. Técnico: Guerrinha.

    Arbitragem:

    Fernando Serpa Oliveira (RS);

    Diego Chiconato (PR);

    Guilherme Locatelli (SC)

  • Especial ‘Final do NBB’: Coletiva de imprensa e Treinos na Gávea

     

    @rafinhalisboa

    Na tarde dessa segunda-feira(25) ocorreu na sede do Mais Querido, na Gávea, a coletiva de imprensa oficial da Final do Novo Basquete Brasil 7, e os últimos treinos dos dois finalistas antes da primeira partida da Final, que ocorrerá amanhã na Arena da Barra da Tijuca, às 21h30min.

    Na coletiva estavam presentes Kouros Monadjemi, ex-presidente da LNB e hoje diretor de relações institucionais da Liga, o ala Marquinhos e o técnico José Neto representando o Flamengo e o ala Alex Garcia e o técnico Guerrinha representando Bauru.

    (Foto: Rafael Lisboa/ Mundo Bola Informação)

    Abrindo a coletiva, Kouros, substituindo o presidente da LNB Cassio Roque que não pôde estar presente, enalteceu o crescimento do basquetebol brasileiro nos últimos 7 anos, a parceria com a NBA, e as duas partidas históricas que ocorrerão no segundo semestre: Flamengo x Orlando Magic na Arena da Barra e Bauru x Real Madrid pelo mundial de clubes, provavelmente no Ibirapuera.

    José Neto buscou enaltecer a final esperada por muitos torcedores: “Todos tinham a expectativa de Bauru e Flamengo chegarem na Final. As duas equipes fizeram um grande investimento para estarem aqui neste momento.”

    Já o ala Marquinhos ressaltou a importância de se ganhar o Novo Basquete Brasil:

    “Ganhar o NBB é muito especial. O campeonato vem crescendo a cada temporada e me sinto muito feliz em estar aqui na Final novamente. Já disputei vários campeonatos, inclusive Olímpiada e Mundial, mas toda a Final de NBB é um ‘friozinho’ na barriga diferente.”

    Treinos

    Após a coletiva, Flamengo e Bauru foram para a quadra do Ginásio Hélio Maurício na Gávea, realizar um treinamento aberto para a imprensa. Ambos os treinamentos foram cercados de bom humor, otimismo e expectativa para a final, e os dois técnicos não devem promover surpresas nas escalações iniciais.

  • Afinal… Tem culpa quem?

    Ricardo Martins (Twitter: Rick_Martins_BH)

    Blogueiro da Nação –  Minas Gerais

     

    “Todos são culpados, mas ninguém tem culpa”
    Robert Hoffman

    A temporada para o futebol profissional do Flamengo transformou-se em um filme de terror. Desde o fatídico empate de 0x0 contra o possante Nova Iguaçu, o time vem apresentando resultados insatisfatórios em campo. Foram nove pontos disputadas para conquistar um mísero ponto no Brasileirão.

    Como é bem próprio de nossa, nós ficamos buscando culpados, nesse momento apontam o demitido Luxemburgo, parte do elenco, o elenco como um todo, os reforços de peso que teimam em não acertar, a imprensa esportiva, a arbitragem, o campo, o goleiro adversário, as traves, os cornetas…

    Alguns se esforçam para afirmar que o problema está no passado. E eu concordo que para compreender o momento atual, de fato é importante buscar explicações na história, principalmente para não repetir seus erros. Todavia, não podemos esquecer que para dirigir um veículo há que se olhar para frente, pois o retrovisor será apenas para auxiliar manobras pontuais.

    O Flamengo atual é derivado das escolhas das gestões passadas, mas também das escolhas da gestão atual. Se isso não ficar bem claro, sempre haverá demonização de tudo que se fez antes, e uma vã tentativa de justificar quaisquer atos da diretoria atual.

    Como eu nunca participei da vida política do Clube, esta divisão que estabelece uma corja contra os blues inexiste em minha cabeça. Eu jamais torci por uma gestão específica, embora seja um admirador das conquistas da FAF, que foram dentro e fora de campo. Para que tenham uma idéia, além dos títulos, o Flamengo da década de 80 tinha um grupo que fazia churrasco toda segunda-feira, e que recebia suas premiações 48 horas após os jogos. Bons tempos aqueles…

    Mas toda aquela conquista começou a ser destruída após o título brasileiro de1992, quando a direção conseguiu a façanha de se desfazer de jogadores preciosos, que continuariam a serem vencedores em outras equipes. Destaco os nomes de Zinho, Paulo Nunes, Djalminha, Marcelinho Carioca, Sávio, e até mesmo o de Junior Baiano. Muitos desses oriundos da histórica conquista da Taça São Paulo de Futebol Juniores de 1990.

    1995 é o início de uma nova era no Flamengo, onde se rompe com a política do bom, bonito e barato, e começam as contratações de impacto, com ênfase na vinda de Romário, recém campeão do Mundo pela Seleção Brasileira. O problema é que tal diretriz acabou tirando definitivamente o Clube da linha, nos levando a um jejum de brasileiros, quando vimos Palmeiras Parmalat, São Paulo, Corinthians, Santos e Cruzeiro saltarem em suas conquistas.

    É inegável que a gestão atual busca romper com as mazelas que culminaram com a absurda ação de Miguezinho Gaúcho contra a instituição Flamengo, maior erro da gestão Patrícia Amorim.

    Entretanto devemos refletir acerca das escolhas dos presentes gestores, também passíveis de equivocos. E, pelo que percebo, a diretoria atual também deve aprender com os seus próprios erros. Um deles é bastante conhecido, a contratação de Enganey Franco em 2014, principalmente pela forma como fora dispensado Jayme de Almeida.

    Levando em conta essa premissas, eu quero elencar alguns pontos nevrálgicos.

    Existe muita especulação. O time não deve estar treinando; o treinador perdera o grupo, alguns jogadores fritaram o técnico, não chegam reforços de qualidade. Como não tenho acesso privilegiado, me resta, ou especular, ou buscar analisar os fatos, ou um pouco de cada, que é o que vou acabar fazendo.

    1) Treinador – Aparentemente Luxemburgo tinha dificuldades em comandar o grupo, e manifestava suas mudanças baseadas em atletas de sua confiança, ou nos mais novos. Ele treinava o time, mas os resultados em campo não apareciam;
    2) Reforços – Notoriamente há muita complexidade em trazer jogadores no momento. Alguns tentam atribuir o problema na falta de planejamento, mas pergunto, como competir com as equipes brasileiras que estavam, ou estão na Libertadores? Lucas Pratto é um exemplo vivo disso;
    3) Demitir as “laranjas podres” do elenco. Destaco o twiter do Léo Moura ironizando o momento atual do Fla. Custo a crer que a postagem seja dele, mas se de fato for, a situação é muito crítica.

    Existem muitas coisas que contribuem para as contingências atuais no Flamengo. Nem todas são controláveis, como por exemplo, o bombardeio da imprensa esportiva, provavelmente saudosa da época em que o Clube tinha o nome exposto nas páginas policiais. Afinal, não podemos, e nem queremos ferir quaisquer liberdades de imprensa ou civis.

    Porém, se entendermos que o momento não é para se apontar culpados, ou caçar bruxas, provavelmente enxergaremos que não caberia a nós demitir o treinador, ou qualquer jogador, assim como não é a Torcida que faz as contratações para o time de futebol.

    O momento não é de atribuição de culpa, mas sim de se assumir a responsabilidade. E quem tem que tomar as rédeas é a diretoria do Clube de Regatas Flamengo. Ela é a responsável pela contratação de Luxemburgo, dos jogadores que foram contratados ou dispensados, por cobrar resultados e, obviamente, pela situação financeira e fiscal da Entidade Flamengo. Não há dicotomia nessas atribuições. Cada ato é consoante a estratégia de gestão adotada.

    O que não podemos aceitar é a posição de enfiar a cabeça no buraco, como se a diretoria fosse uma avestruz. O rigor adotado fora de campo deve ser o mesmo em relação ao treinador e elenco. Se por uma questão de economia os profissionais não são cobrados ou demitidos (se necessário), isso também é uma responsabilidade da diretoria. Não haverá continuidade de gestão que se sustente em um clube popular como o Flamengo se os resultados no futebol não forem minimamente satisfatórios.

    Moro em Belo Horizonte, onde existe um time muito popular. Pois saibam que, mesmo após 3 conquistas consecutivas, e com muita “babação da mídia”, a derrota do Atlético Mineiro para o Atlético Paranaense foi motivo para choverem pesadas críticas por parte da torcida do Galo, para todos os jogadores. E aí, o que podemos concluir que, lamentavelmente, o hábito da cobrança do torcedor e da imprensa é permanente.

    Mas um gestor deve transcender o lugar comum. Demitir Jayme de Almeida no ano passado foi, principalmente na forma, um erro, devidamente comprovado n péssimo desempenho do treinador que o sucedeu. O momento atual detém algumas semelhanças, mas em essência é muito diferente, pois pelo que se divulga, o Clube encontra-se em dia com os compromissos salariais de funcionários e jogadores, o que pode não passar de obrigação, mas que era raridade até pouco tempo.

    Confesso que a decisão da diretoria não traduz a minha preferência, mas respeito a atitude de se tomar uma decisão. Nesse momento os jogadores estão em cheque. Se jogarem bem a partir já dos próximos compromissos, ficará a impressão de boicote ao ex-treinador. E a se manter a apatia e desarrumação, o Flamengo, a exemplo do que promoveu na saída anterior, no caso Ronaldinho, terá feito a pior escolha.

    Como torcedor jamais colocarei as minhas admirações pessoais acima do Flamengo. Como já escrevi em recente artigo, eu torço pelo Flamengo incondicionalmente. Faço votos que a atual diretoria assuma definitivamente suas responsabilidades para com o departamento de futebol e exija, sobretudo, que os jogadores honrem o Manto Sagrado. Por que uma coisa é ser limitado tecnicamente, outra é ser omisso.

    Concluo meu texto com duas citações pertinentes ao momento em que vivemos no Flamengo, no Brasil e no mundo:

    “Parece que estamos remando em direção a uma sociedade onde ninguém é responsável pelo que faz, mas todos nós somos responsáveis por aquilo que outras pessoas fizeram, no presente ou no passado”.
    Thomas Sowell

    “Ninguém é culpado por estar doente, mas tem culpa por não buscar a cura” Wilhelm Reich

    Flamengo sempre!

  • Fogo amigo detona tropas e alegra o inimigo

    Por Gerrinson. R. de Andrade (Twitter: @GerriRodrian) - Do Blog Orra, é Mengo!

    “Você defendeu o Luiz Antônio?!”

    Um conhecido meu odeia futebol. Em seu ideal de sociedade perfeita, não há campeonatos. Diz que futebol é 95% de tédio, repetição de temas, desperdício de tempo e espaço. Que é 95% cascata, arrumação, combinação no estilo Gigantes do Ringue.

    Diz que o futebol cria uma legião de desocupados. Que tira a atenção do trabalhador, do estudante, que há quem falte no trabalho ou na aula para ver futebol. Que cria animosidade desnecessária, rivalidades, preconceitos.

    E diz que é ruim, sobretudo, por fazer do homem um fantoche do apego, ocupando-se mais dos problemas do clube, esquecendo-se de arranjar a própria vida.

    Exemplifica citando o sujeito que dorme mal após uma derrota de seu time, o outro que bebe depois da vitória, fica encachaçado. Ou aqueles que apostam, tiram dinheiro do leite do filho. “O futebol é um parasita para a sociedade”, diz com solenidade. “E o pior dos subprodutos do futebol: os programas esportivos”. “São horas e horas de conversa-fiada”. “Um atraso de vida”.

    Eu nem cheguei a contar pra ele que torcedor é capaz de se enfezar com torcedor do próprio time. Qualquer motivo tá valendo. Se há discórdia na escalação, o povo já cai na porrada. Se você defende o técnico, galera vem na facada. E se espalhar que gosta de algum ex-presidente – é headshot!.

    Tem torcedor agredindo outros até na hora da comemoração. Se não cantar a mesma música, o pau come. Eu nem cheguei a falar disso ao tal sujeito, que já odiava o futebol suficientemente.

    Orra, é Mengo!

  • FORA

    Após péssimo início de campeonato brasileiro, Luxa não resiste e é demitido. 


    Por Igor Pedrazzi – Para o Mundo Bola Informação

    Após mais uma derrota no campeonato brasileiro e um péssimo futebol apresentado, o Flamengo retorna a “zona da confusão” e o treinador não resistiu. Luxemburgo está fora do Flamengo. Decisão foi tomada na noite desta segunda-feira.

    Fim da linha. (Foto: Flamengo Oficial – Gilvan de Souza)

    Em 2015 o Flamengo teve uma pré temporada longa em Atibaia no início do ano, e após a eliminação no campeonato carioca, o time mais uma vez se deslocou para o resort no interior paulista em uma nova intertemporada. Nada de aumento de produção, o time se manteve desorganizado e apresentando um futebol muito aquém do que pode.

    “Vanderlei Luxemburgo não é mais treinador do Flamengo. Ele deixa o cargo após dez meses à frente da equipe de futebol. A diretoria agradece ao técnico pelos serviços prestados e deseja sucesso na continuidade de sua carreira”. – Comunicado no site oficial.

    Foi a quinta passagem de Luxemburgo como treinador do clube. Nesta última, foram dez meses de trabalho. Após ter bom aproveitamento no segundo semestre de 2014, não conseguiu repetir bons jogos nesses primeiros meses de 2015. Foram 59 jogos, com 34 vitórias, 14 derrotas e 11 empates, aproveitamento de 63,8%. Junto com ele, seu auxiliar Deivid e o preparador físico Antônio Mello também deverão ter seus ciclos encerrados no clube.

    O Flamengo já tem nesta quarta o confronto de ida contra o Náutico, pela terceira fase da Copa do Brasil, no Maracanã. Jayme de Almeida deve comandar o time.

    @Mundo Bola_CRF

     

  • Certificado de Clube Formador – Lei 12.395/11 e um Flamengo mais protegido

    No último dia 22 de maio o Flamengo foi habilitado pela Federação de Futebol do Rio a receber o certificado “Clube Formador”. A FERJ é a entidade responsável pela verificação, controle e fiscalização do cumprimento das exigências dos incisos I e II do § 2º do artigo 29 da Lei 12.395/11.

    A Lei 12.395 categoriza a Certificação de Clube Formador (CCF) em dois grupos. O primeiro, CATEGORIA A – Para os clubes que preenchem os requisitos acima das exigências. E o segundo, CATEGORIA B – Para os clubes que atendem ao mínimo exigido.

    Art. 29.  A entidade de prática desportiva formadora do atleta terá o direito de assinar com ele, a partir de 16 (dezesseis) anos de idade, o primeiro contrato especial de trabalho desportivo, cujo prazo não poderá ser superior a 5 (cinco) anos.

    É considerada formadora de atleta a entidade de prática desportiva que:

    I – forneça aos atletas programas de treinamento nas categorias de base e complementação educacional; e

    II – satisfaça cumulativamente os seguintes requisitos:

    a) estar o atleta em formação inscrito por ela na respectiva entidade regional de administração do desporto há, pelo menos, 1 (um) ano;

    b) comprovar que, efetivamente, o atleta em formação está inscrito em competições oficiais;

    c) garantir assistência educacional, psicológica, médica e odontológica, assim como alimentação, transporte e convivência familiar;

    d) manter alojamento e instalações desportivas adequados, sobretudo em matéria de alimentação, higiene, segurança e salubridade;

    e) manter corpo de profissionais especializados em formação tecnicodesportiva;

    f) ajustar o tempo destinado à efetiva atividade de formação do atleta, não superior a 4 (quatro) horas por dia, aos horários do currículo escolar ou de curso profissionalizante, além de propiciar-lhe a matrícula escolar, com exigência de frequência e satisfatório aproveitamento;

    g) ser a formação do atleta gratuita e a expensas da entidade de prática desportiva;

    h) comprovar que participa anualmente de competições organizadas por entidade de administração do desporto em, pelo menos, 2 (duas) categorias da respectiva modalidade desportiva; e

    i) garantir que o período de seleção não coincida com os horários escolares.

     
    O processo de vistoria e posterior aprovação das instalações rubro-negras sinaliza uma melhora invisível aos olhos da torcida. A opinião geral é que o Ninho do Urubu é uma instalação muito aquém das instalações de outros clubes grandes brasileiros, espacialmente a área destinada às categorias de base, que também treinam no mesmo local. A atual diretoria recomeçou as obras em 2014 e prevê que o centro de treinamento só ficará pronto em sua totalidade a médio e longo prazo – primeiramente teremos o módulo profissional inaugurado e só depois começa a a construção da estrutura definitiva para a formação de novos talentos rubro-negros.

    De qualquer forma, mesmo sem a estrutura mais adequada, o obedecimento da alínea d, que diz que o clube precisa manter alojamentos e instalações desportivas adequados, sobretudo em matéria de alimentação, higiene, segurança e salubridade é um demonstrativo de que as coisas evoluíram o necessário para o clube receber em breve o carimbo da CBF. No Rio, são apenas dois os clubes que possuem o certificado. Recentemente o Fluminense e desde meados de 2013 o Nova Iguaçu.

    Conversamos com o jornalista Dassler Marques, hoje no Uol. Dassler foi colunista em um dos mais importantes sites sobre categoria de base, o extinto Olheiros. Masques passou pelas redações da Máquina do Esporte, Trivela e Folha Online, além de assinar matérias para a Revista Placar e, entre outros, ter participado de edições da extinta revista Fut!

    Como a CCF pode ser importante para a mudança de patamar das categorias de base de um clube?

    Dassler: A grande questão do Certificado de Clube Formador é a proteção do clube para seus jogadores. A certeza de que, caso algum jogador seja aliciado por outra equipe – e aconteceu um caso marcante entre Vasco e Fluminense com o Paulo Victor -, caso ocorra o Flamengo estará amparado. Se alguma promessa quiser trocar de clube o Flamengo agora recebe o que é de direito. E a gente sabe que aí no Rio o processo de obtenção do CCF está bem atrasado em relação a outros estados. A federação carioca não estava agindo com a velocidade de outras federações. É muito importante para o Flamengo estar em dia com suas obrigações, digamos assim, na formação e o grande ganho, sem dúvidas, é o ganho na proteção.

    Pode explicar melhor essa questão da proteção ao clube?

    Dassler: A proteção assegura ao clube formador, em caso de transferências de jogadores da base, um retorno financeiro muito maior do que o custo da formação até o momento da saída. Este mecanismo vai afastar a ação de terceiros que querem tirar o jogador do clube. A partir dos 16 anos ele passa a ser protegido por um contrato profissional mas antes disso não. Essa lei é independente do atleta ter ou não contrato profissional. Há outros benefícios também, como a possibilidade de igualar proposta. Aconteceu recentemente aqui com o São Paulo, com o Joanderson. O jogador fez um contrato profissional ao 16 anos e quando completou 19 anos seus agentes o ofereceram a outros clubes. O São Paulo tinha prioridade de clube formador. Fez a sua proposta, homologou na federação paulista e nenhum clube interessado teve condições de equiparar e ainda oferecer ao São Paulo a contrapartida de tudo que foi gasto na formação multiplicado por cem.

     
    Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

     
    O que você pensa sobre isso?


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  • Lulucast 2.0 #19

    No #Lulucast 2.0 edição 19 @danisouto, @BrunaLugatti, @Cissa_Morena e @NivinhaFla falam sobre mais uma derrota do #Flamengo. O jogo, que foi tenebroso, ainda teve um erro grotesco da arbitragem contra o rubro-negro. Com a derrota de 2 a 1 para o Avaí o Flamengo entrou na zona de rebaixamento do campeonato brasileiro.

    As meninas falaram ainda sobre o #NBB. O Flamengo enfrenta o Bauru na primeira partida da final da competição.

    O jogo da Copa do Brasil, na quarta-feira, contra o Náutico, também entrou na pauta. As meninas comentaram a importância do apoio da Nação nesse jogo.

    Pra finalizar, o assunto foi o jogo do próximo domingo, pelo campeonato brasileiro, contra o Fluminense. Os dois times passam por um momento delicado e esse pode ser um jogo de redenção para um dos times.

    Assista o programa:

    Vem papear com a gente também! Nosso encontro é todo #domingo, mas durante a semana podemos conversar através das redes sociais. Mande sua ideia, crítica, sugestão. Use #Lulucast nos comentários!

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  • Mais do mesmo

    Thauan Rocha (@Thauan_R e @Flaimparcial)   Facebook: Flamenguista Imparcial


     

    Todo ano ouvimos os comentaristas de futebol debaterem que aqui no Brasil o técnico não tem estabilidade, que em poucos jogos é mandado embora, o que não deixa de ser verdade, mas acho que há um fator ainda mais importante: os técnicos que rodam pelos times são os mesmos há mais de uma década.

    Claro que é preciso ter certo tempo para que um técnico monte seu padrão de jogo e escolha o time titular ideal, mas muitos não conseguem fazer o mínimo nem quando possuem tempo para tal. Vejo o Luxa como um belo exemplo. Ano passado pegou o time na zona e foi dando um jeito, melhoramos bastante. A diretoria resolveu apostar nele. Teve um bom tempo para treinar e montar seu padrão tático. O estadual estava aí para testar o time, mas o que se viu foi um bando em campo que só faz sujar a história e imagem do Flamengo.

    Ao invés de reconhecer seus erros e propor mudanças táticas e emocionais (pois o time demonstra nem ter vontade de jogar), vive reclamando da arbitragem, do campo, do estádio, da torcida ou de qualquer outra desculpinha absurda que se possa imaginar. Em entrevistas (diversas, inclusive, deu mais entrevista do que treino tático) vive se vangloriando de títulos de um passado distante e por ter treinado o Real Madrid quando ainda eram chamados de time dos Galácticos. Pelo visto, o Luxa não tem um espelho em casa ou vive na frente dele dizendo que é o melhor, mas de certo tem um álbum cheio de fotos de seu passado glorioso.

    Luxemburgo durante o treino (Foto: Flamengo Oficial – Gilvan de Souza)

     

    Mas sabem o que é pior? É que, um técnico ultrapassado como ele, vai sair do Flamengo após um “projeto” fracassado e vai começar outro fracasso em um time grande. Até porque foi assim que ele veio para o Flamengo. Fracassou no Fluminense e antes fracassou no Grêmio, ajudando-o a ficar com uma dívida milionária. Como recompensa de seu péssimo trabalho, veio treinar o Flamengo. Foi assim antes do Grêmio, do Fluminense, e, pelo visto, será assim depois do Flamengo. (Até porque o SPFC teve interesse nele mesmo após as pífias atuações no estadual… Ah seu Aidar, porque não foi com tudo antes?)

    E não é só com o Luxa, podem pegar aí o Felipão, Joel, Renato Gaúcho, Ney Franco, Paulo Autuori, René Simões e tantos outros que, se não comandam grandes times hoje, podem comandar em pouco tempo. São nesses caras que os dirigentes buscam uma solução para momentos complicados. Até para renovação eles resolvem chamar essas múmias.

    Já passou da hora dos dirigentes darem espaço para técnicos novos, para aqueles que sabem se renovar. Dificilmente vamos encontrar esses técnicos por aqui, precisamos ir para outros países procurar quem pensa de uma forma diferente, mas não é para fazer isso no meio da temporada e demitir o técnico após umas 10 rodadas (vide Gareca no Palmeiras). Se isso for acabar com os técnicos brasileiros, problema deles, pois o mercado é assim: não quer se adaptar e melhorar? Então boa sorte na sua carreira, mas fique longe do meu clube/empresa. Caso seja inteligente, vai procurar aprender para garantir seu espaço.

    E antes que digam que é implicância ou que estou de cabeça quente por causa das terríveis atuações do Flamengo, isso é algo que já nutro tem muito tempo. Assim que comecei a acompanhar futebol/Flamengo de uma forma mais ampla, não entendi como esses caras permanecem nessa dança das cadeiras indefinidamente. Também tem aquele fator dos jogadores não serem profissionais de fato, mas isso é assunto para outro texto…

    Por fim, quero deixar aqui um trecho da coluna do Tostão, que é um texto de leitura obrigatória para qualquer um que goste de futebol.

    “Os técnicos brasileiros que mais se destacavam nessa época (20 anos atrás), como Luxemburgo, Felipão e outros, são os que têm tido mais dificuldade de assimilar as mudanças que houve no futebol mundial e que, recentemente, chegaram ao Brasil, com Mano Menezes, no Grêmio, Tite, no Corinthians, campeão mundial de clubes, seguidos por Marcelo Oliveira e outros treinadores.

    Um dos motivos disso é que os técnicos mais vitoriosos de um período acham que o que deu certo tem de ser repetido. Querem ser mais importantes que a ciência.

    (…)

    Hoje, Luxemburgo é apenas um técnico comum, bom, como tantos, embora não perceba. Diante do espelho, deve dizer: “Eu sou o Luxa, o supertécnico, o superestrategista, o que tem o melhor projeto”.

     

    SRN!