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  • Raio X: Paolo Guerrero é o novo centroavante do Flamengo!

    (Foto: Arquivo Pessoal)

    Maria Sá (Twitter: @imastargirl)

    Os últimos dias têm sido de muita especulação na imprensa sobre quem o Flamengo vai contratar. Uma dessas “novelas” é a de Paolo Guerrero e ela acabou: Guerrero é do Mengão!

    O jogador peruano tem 31 anos e começou nas categorias de base do Alianza Lima. Antes mesmo de se tornar profissional, chamou a atenção do Bayern de Munique graças à enorme quantidade de gols – sendo mais ou menos 200 – que havia feito.

    Guerrero iniciando a carreira no Alianza Lima (Foto: Reprodução)

    Em 2002, começou a jogar pelo Bayern B – categoria de base – e continuou como destaque do time. Até 2004, quando virou profissional, disputou 67 jogos e marcou incríveis 49 gols. Pode não ter sido um grande atacante pela equipe principal, já que fez apenas 13 gols em 44 jogos, mas foi o suficiente para chamar a atenção do Hamburgo SV. Ainda marcou seu nome nos títulos da Bundesliga de 2004-05 e 2005-06 e da Copa da Alemanha de 2005-06, pelo Bayern.

    Guerrero chegou em 2006 e conquistou o status de principal atacante durante as seis temporadas que passou em Hamburgo. Mesmo sem ganhar títulos expressivos, o jogador conseguiu bons números e se destacou no futebol alemão. No ano seguinte de sua chegada, venceu a extinta Copa Intertoto da UEFA, além dos torneios organizados pela Emirates Airlines, patrocinadora do clube. Saiu em 2012 com 181 jogos e 51 gols.

    Paolo Guerrero atuou com Zé Roberto no Bayern (Foto: Site Oficial FC Bayern)

    Chegou ao Brasil e foi parar no Corinthians, clube que havia acabado de ser campeão da Libertadores da América. Ainda tentando conquistar seu espaço, foi mostrando habilidade com o passar dos jogos e acabou conseguindo a vaga no elenco que foi ao Mundial de Clubes. Paolo Guerrero não só foi como acabou sendo o principal jogador da competição. Marcou o único gol dos paulistas no Chelsea, garantiu o troféu e se tornou ídolo do time. Hoje acumula 126 jogos, 52 gols, uma Recopa Sulamericana e um Paulistão.

    Foi convocado pela primeira vez em 2001 para os Jogos Bolivarianos, quando o Peru foi campeão, e depois para as Eliminatórias da Copa de 2006, marcando dois gols em oito jogos. Também estava no elenco das eliminatórias de 2010, mas uma lesão seguida de suspensão por supostamente ter xingado um árbitro o tirou da competição. Na classificação para a Copa do Mundo no Brasil, sua seleção ficou apenas em 7º e acabou não conseguindo a vaga.

    Paolo Guerrero disputará sua terceira Copa América esse ano e guarda boas lembranças da competição de 2011. Em 2007, quando a seleção peruana caiu nas quartas-de-final, entrou em quatro partidas e marcou um gol. Já em 2011, fez cinco jogos, cinco gols, conquistou o terceiro lugar e ainda foi artilheiro da competição.

    O atacante é conhecido por ter um bom posicionamento nas jogadas e por finalizar bem. Oportunista, Guerrero ainda tem idade e capacidade para fazer o grande investimento nele render.

    Agora ele é Mengão! Boa sorte ao peruano! (Foto: Arte @_hesleymenezes)

  • Técnicos são obsoletos num mundo de interatividade

    Por Gerrinson. R. de Andrade (Twitter: @GerriRodrian) - Do Blog Orra, é Mengo!

    Do celular, a gente vê o treino, dá nota, vota e interage.

    Eu não queria o Cristóvão. Não queria o Luxemburgo. Eu não quero Oswaldo, não quero Tite, não quero Muricy, não quero Leão. Eu não quero Abel, nem Zagallo, nem Silas, nem Caio Júnior. E nem Joel, nem Celso Roth, nem Falcão.

    Eu não quero Parreira, não quero Felipão, não quero Dunga, não quero Cuca, não quero Ney, nem quero Mano. Não quero Dorival. Não quero medalhão, voz desgastada, nem o neófito, a aposta. Não quero o que se complica no plural, na sintaxe e na lógica. E nem aquele que fala feito canastrão de filme ruim.

    Não quero técnico que a gente desconfia, tem pé atrás. Não quero Waldemar, não quero Jorginho, não quero Renato. Não quero “um a zero, zero a um, zero a zero”. Não quero retranqueiro, nem fanfarrão, nem camicaze.

    Não quero ter que viver a vida longa de torcedor se convencendo que o técnico tá no caminho. Ir no otimismo, na compreensão de vó. Não dá, é o que tem, só isso mesmo? Então tira. Economize esse salário, Flamengo.

    Inventa um Ground Committeé virtual, põe blogueiro, põe sócio-torcedor, põe todo mundo no aplicativo e cobra mais um trocado com mensalidade. O povo todo, na democracia e no voto, escolhe esquema, titular, reserva, quem entra, quem sai. Mais um monte de coisa. É improvável que a maioria dos votantes consiga ser pior em suas decisões que os técnicos do futebol brasileiro.

    Se for preciso ainda alguém gritando com o lateral, na beira do campo, o Flamengo contrata o melhor cantor de ópera, só pra gritar e motivar,  um que não desafine nem na chuva.

    Orra, é Mengo!

  • Fonte de Receitas alternativas: Festival Rubro-Negro

    @JasonCRF

    Fala, flamengada.

    Sou Jason Coutinho Brazil, novo colunista do Mundo Rubro-Negro. Prazer =)

    Carioca, 22 anos, estudo Publicidade e Propaganda e além do Flamengo,  sou apaixonado por Marketing Esportivo. Essa será a temática do Urubusiness. Vamos lá!

    Em um mercado onde as empresas estão cada vez mais receosas em expor suas marcas no futebol brasileiro, conseguir fontes de receitas alternativas é algo que os clubes buscam para conseguir aumentar seu budget para contratações, pagamento de salários, pagamento de dívidas, investimento em estrutura, entre outros.

    O Flamengo anda sofrendo muito financeiramente, pois, corretamente, está priorizando o pagamento das dívidas para transformar o clube saudável financeiramente e tudo o que tanto se fala e sabemos.

    Uma oportunidade de uma nova e promissora fonte de receitas, uma nova forma de se relacionar com seus torcedores é a criação de um festival de músicas do Flamengo, que denominarei aqui como Festival Rubro-Negro. Esse é um projeto meu em parceria com o colunista do Mundo Bola Luiz Filho.

    O Festival teria como objetivo inicial reverter toda a renda para a finalização do Centro de Treinamento George Helal, o Ninho do Urubu. – Finalmente né? rs-

    Além de destinar, em um primeiro momento, a receita do Festival para a conclusão do CT, este seria pioneiro em um novo tipo de atividade e relacionamento de um clube de futebol para com sua torcida, gerando uma nova e promissora fonte de renda. Nesse caso depois da finalização do CT, o dinheiro seria investido de acordo com as necessidades do clube.

    A ideia inicial da realização do Festival era no dia do Torcedor Flamenguista, 28 de outubro, porém será em uma quarta-feira, então a proposta é que o evento seja realizado nos dias 31/10 e 01/11, em um sábado e domingo. Por ser em um final de semana subsequente ao dia, poderá ser uma comemoração do próprio dia do Torcedor Flamenguista.

    Dois dias de evento onde diversas atrações musicais fariam a festa da Nação, contaria com a presença de ídolos e jogadores que estejam suspensos, machucados ou não escalados, e no domingo, uma pausa nos shows para a transmissão da partida contra o Grêmio, que será fora de casa.

    É bem possível que você esteja se perguntando como o Flamengo pagaria um evento desta magnitude, sendo ele bem planejado, o investimento pode ser perto de zero.

    E te digo como:

    – Acordos de permuta com Prefeitura para o aluguel do espaço e fornecedores de equipamentos de som, iluminação, montagem do palco.

    – Venda da exclusividade de comercialização de bebidas para empresas interessadas. (Penso na Brahma, já que é parceira no Movimento Por um Futebol Melhor, bebidas não alcoólicas, a Viton 44 e refrigerantes da Ambev, Red Bul vendendo Energéticos).

    – Venda da exclusividade de comercialização de lanches para uma empresa interessada (Penso no Mc Donald’s, pela parceria com o clube na construção da Arena Mc Fla)

    – Venda da exclusividade de espumantes e destilados para a área VIP e camarotes para empresas interessadas

    – Venda dos direitos de Transmissão para uma emissora interessada (Penso no Multishow, já que eles costumam transmitir diversos shows e Globo, indiretamente passando High Lights do evento)

    – Venda do Naming Right do Festival

    – Empresas interessadas em patrocinar o evento (Companhias aéreas, redes de hotéis, aplicativos de táxi, entre outras).

    O evento seria realizado na cidade do Rock, na Barra da Tijuca – RJ, local com capacidade para 100 mil pessoas, sendo dois dias, 200 mil pessoas. Porém ele poderia ser realizado em outras praças, como Brasília-DF, Belém-PA e João Pessoa-PB. A realização do Festival nas demais cidades poderia ser feita logo na primeira edição ou nas seguintes, caso o primeiro seja levado como um teste. As cidades foram pensadas estrategicamente para facilitar as viagens de torcedores de estados vizinhos.

    Definir ou especular a precificação dos ingressos não cabe a mim, mas penso em 3 tipos de ingressos: Pista comum, Pista VIP e Camarotes.

    Por mais que tenha aquele famoso jargão “amigos, amigos, negócios à parte”, dar a preferência para artistas Rubro-Negros pode ser que ajude em uma negociação pelo cachê dos mesmos, além de gerar uma boa aceitação por parte dos rubro-negros, mas uma investida em um grande nome internacional seja uma boa ideia, já que seria um bom chamariz.

    Nossos parceiros também teriam uma participação fundamental no evento. A ativação no futebol brasileiro é pouco utilizada e esta seria uma importante oportunidade:

    – Stand da Caixa seja com facilidades na abertura de contas (isenções em tarifas, taxas menores. Gostaria até da criação de uma conta corrente específica para flamenguistas, mas isso é assunto para outro post).

    – A Jeep poderia expor seus carros nos acessos da área VIP e Camarotes com modelos mais exclusivos e na área comum com seus modelos mais “modestos” (Penso em uma linha de carros exclusivos, mas também é assunto para outro post).

    – A Adidas com stands-lojas.

    – A Viton 44, além de vender seus produtos no Festival, poderia montar um stand com produtos personalizados.

    – A Herbalife com um stand cadastrando torcedores e fazendo seus shakes para apreciação dos curiosos.

    – Lojas móveis ou estrutura de contêineres da Espaço Rubro-Negro.

    Além do objetivo de gerar receitas para a finalização do CT, o relacionamento com o maior ativo do clube, a Nação, também é um dos objetivos, para isso, algumas ações poderiam ser feitas para nossos Sócio-torcedores:

    – Sorteio de 10 STs que compraram ingressos na pista comum para assistirem o Festival no camarote do Flamengo com jogadores, ídolos e dirigentes.

    – Sorteio de 2 Sócio-torcedores para subirem no palco por apresentação.

    – Sorteio de 20 Sócio-torcedores para visitarem os artistas/bandas no camarim/pós-show.

    – Sócio-torcedor que levasse 5 ou mais amigos não ST teria garantido a presença no Match Day em um jogo.

    – Sorteio de 1 carro Jeep para Sócio-torcedor do Plano +Amor.

    – Sorteio de 2 Sócio-torcedores mais um acompanhante para cada para viajarem com a delegação do Flamengo  em um jogo fora de casa, com direito à passagem, hospedagem no hotel da delegação, translado e direito de assistir o jogo no camarote com Zico (ou Adílio, ou Nunes, etc)

    Na entrada do Festival, teria um posto de cadastramento do Programa Nação Rubro-Negra, onde quem se associasse, teria um desconto na adesão semestral para uma espécie de teste, em caso de renovação, o desconto não continuaria.

    Não posso precisar quanto o Flamengo arrecadaria com um evento desse porte, mas acredito que tenha uma alta capacidade de receitas, que seria multiplicada com o Festival nas demais praças citadas. Como muito se fala de fontes alternativas de receitas, está aí uma opção.

    Gostaria de agradecer ao Luiz Filho pela grande parceria nesse projeto!

    Saudações Rubro-Negras.

    Jason Brazil

     

    @Mundo Bola_CRF

     

  • Capítulo 7: O segundo turno do Campeonato Carioca Especial de 79

    Gustavo Roman (Twitter: @guroman)

    Antes de começar a campanha no returno, o time foi até o Espírito Santo, enfrentar o Rio Branco. Para este amistoso, Coutinho não pode contar com seis titulares. Mesmo assim, o mengo conseguiu vencer pelo placar mínimo, gol de Júlio César.

    A estréia no segundo turno aconteceu no Maracanã, frente ao São Cristovão. Zico, Toninho e Rondinelli estavam de volta, diminuindo o número de ausências para “apenas” três. No primeiro tempo, a equipe não rendeu. O empate em 1 a 1 mostra bem isso. Furioso, Coutinho mudou tudo no vestiário. Sacou André, substituindo-o por Reinaldo, que foi jogar na ponta direita. Tita passou para o meio de campo, ajudando Zico na criação. As alterações deram certo e o mengo deslanchou, chegando aos 6×1, com gols de Zico (3), Tita (2) e Luisinho.

    Satisfeito com a atuação no segundo tempo, o treinador confirmou que aquela seria a equipe que iniciaria a partida diante do Goytacaz. Nos treinamentos, Zico seguia arrebentando. Foram deles os dois tentos da vitória sobre os reservas, no coletivo apronto. Sobre o galinho, Coutinho declarou ao jornal O Globo: “é um dos melhores do mundo no momento. Temos muita sorte dele estar do nosso lado”. Um justo reconhecimento.
    Paralelamente ao estadual, a Diretoria trabalhava em duas frentes. A primeira, querendo marcar dois amistosos desafio contra o Guarani, então campeão nacional e representante do país nas semifinais da Libertadores. E, na segunda, crescia a expectativa pelo amistoso do dia 6 de Abril, onde o Flamengo receberia o Atlético-mg, com a renda toda revertida para as vítimas das enchentes em Minas. O motivo para tanto alvoroço? Uma certa dupla de meio campistas que atuaria pelo mais querido: Zico e Pelé!

    Antes disso, porém, a equipe teria dois compromissos pelo carioca, ambos no Maracanã. No primeiro, goleada de 7 a 1 no Goytacaz e novo show do galinho, que marcou incríveis 6 gols (o outro foi de Júlio César). No segundo, o primeiro tropeço do returno. Empate de 1 a 1 diante do América, com direito a gol salvador de Rondinelli no fim do jogo.

    A torcida nem ligou. O frisson por Zico e Pelé aumentava a cada dia. A Diretoria chegou a cogitar cobrar ingressos de quem quisesse assistir aos treinamentos com a dupla, mas acabou desistindo. No primeiro coletivo, 2×0 para os titulares, ambos marcados por Zico. Pelé, sem ritmo de jogo, pouco apareceu.

    Perguntado sobre o esquema tático, Coutinho disse que Pelé jogaria na armação, com o galinho mais adiantado. No segundo e último coletivo, empate em 2 a 2. Marcaram Zico e Júnior para os titulares e Adílio e Lino para os reservas. Bem mais a vontade, Pelé fez boas jogadas e procurou Zico para tabelas o tempo todo.

    Apesar da euforia, o cansaço ameaçava atrapalhar a caminhada rubro-negra. Menos de 48 horas depois de vencer o galo, o time já estava em campo, enfrentando o Volta Redonda, no Raulino de Oliveira. Aproveitando-se disso, os donos da casa impuseram um ritmo veloz e foram melhores durante quase toda a partida. Um gol de Reinaldo acabou dando a vitória e mais dois pontos ao Flamengo.

    Na quinta rodada, o time foi até Campos, enfrentar o Americano. Mais uma vez, o jogo foi complicado. O triunfo veio por 2 a 1, com gols de Zico e Cláudio Adão. Agora, era descansar para pegar o Vasco.

    Flamengo 2×1 Vasco
    O rubro-negro contava com a volta de Júnior e Adílio. A primeira oportunidade não demorou a acontecer. Júlio César tocou para Júnior. O lateral foi à linha de fundo e cruzou. Adílio desviou e Zico, atrapalhado pelo zagueiro, acabou chutando para fora. O Vasco respondeu com grande jogada de Guina, que passou como quis por Júnior e Nelson, derivou para o meio e bateu na rede, pelo lado de fora.

    Aos 25, nova chance do fla. Júlio César tentou cruzar e acabou surpreendendo Leão, que deu rebote. Zico tentou uma puxada, a bola subiu e sobrou para Luisinho cabecear para segura defesa do arqueiro vascaíno. E assim, chegou ao fim o primeiro tempo.

    Logo no começo da etapa final, aos quatro minutos, um susto. Orlando fez um cruzamento despretensioso para a área, Toninho Vanusa fez o corta luz, a zaga rubro-negra bateu cabeça e Roberto, de virada, mandou para as redes de Cantarele. Vasco um a zero.

    Em desvantagem, Tita saiu da ponta direita e foi jogar pelo meio, abrindo o corredor para a passagem de Toninho. Aos 16, Júlio César teve que ser substituído. Reinaldo entrou no seu lugar e foi ocupar a extrema direita. Tita foi obrigado a ocupar a ponta esquerda, e Adílio recuou um pouco mais, para dar um pé a Carpegianni na organização do time.

    Aos 21, o gol de empate. Júnior lançou Toninho em profundidade. O lateral foi derrubado por Marco Antônio. Mesmo assim, levantou-se e cruzou na cabeça de Zico. O camisa 10 ajeitou para Luisinho que, também de cabeça, devolveu para o galinho testar firme e vencer o goleiro Leão. Um golaço! Tudo igual no clássico. Um a um.

    O Flamengo virou o jogo em mais um contra ataque mortal. Adílio recebeu não meio de campo, avançou com velocidade e tocou para Zico, que chutou rasteiro. Leão deu rebote e Adílio aproveitou para empurrar para o gol vazio. Dois a um!

    Aos 31, Guina foi expulso por reclamação e facilitou ainda mais as coisas para o rubro-negro, que passou apenas a tocar a bola e fazer o tempo passar, garantindo assim a liderança do campeonato e a sua invencibilidade.

    Contra o Fluminense de Friburgo, Coutinho promoveu a estréia do zagueiro juvenil Figueredo. Em contra partida, o treinador recebeu a confirmação que Júlio César estava fora do restante do campeonato. Atuando no Maracanã, o time não encontrou dificuldades para chegar aos 4 a 0. Zico, Tita, Luisinho e Adílio fizeram os gols.
    Faltavam apenas duas rodadas para o bicampeonato. Dois clássicos. Duas pedreiras.

    Flamengo 1×1 Fluminense
    Logo aos 20 segundos, o Flamengo foi mostrando suas credenciais. Reinaldo tocou para Zico, que chutou prensado por Edinho. Na sobra, a zaga tricolor falhou e Luisinho finalizou de virada, quase abrindo o marcador. O flu não demorou a responder. Aos cinco, Nunes tocou para Fumanchu, que avançou e bateu de bico. A bola desviou em Adílio e matou Cantarele. Novamente, o mengo saia em desvantagem em um clássico.

    Aos 15, Zico teve nova chance, após boa jogada com participação de todo o ataque. Mas sua finalização foi bem defendida por Paulo Goulart.
    Com o desfalque de Júlio César, Coutinho repetiu a fórmula do final do jogo contra o Vasco. Adílio ajudava Carpegianni na marcação e na criação. Reinaldo jogava na ponta direita. Luisinho, o centroavante e Tita, o ponta esquerda.

    Os últimos minutos do primeiro tempo foram pegados. Com entradas violentas de parte a parte. Apesar da disposição de ambos, o placar permaneceu um a zero Fluminense.

    A etapa complementar começou com Tita tendo liberdade para se movimentar por todo o ataque. Ele foi visto na direita, no meio e, ocasionalmente, até mesmo na esquerda. Coutinho também colocou em campo Cláudio Adão no lugar de Luisinho. Uma troca pura e simples de centroavantes.

    E foi Adão quem perdeu a primeira chance de empatar a partida, ao cabecear em cima do goleiro um cruzamento sob medida de Toninho. A igualdade não tardaria a chegar.

    Júnior lançou Zico em profundidade, na ponta esquerda. O galinho avançou e cruzou rasteiro. Cláudio Adão acompanhou o lance e só tocou para o fundo das redes do flu. Tudo igual no Maraca. Um a um.

    A torcida rubro-negra, presente em maior número no estádio, começou a soltar o grito de “É campeão, é campeão”!

    O domínio rubro-negro passou a ser indiscutível. Aos 28, Júnior quase marcou o gol da virada, mas Paulo Goulart fez boa defesa. Em seguida, foi a vez de Toninho ir a linha de fundo e cruzar. Cláudio Adão teve tempo de matar a bola no peito, antes de finalizar com perigo, sem a deixar quicar.

    Como o empate era um ótimo resultado para o Flamengo, Coutinho pôs Andrade em campo, para substituir Tita. Assim, o time ficou sem ponta esquerda, mas com a defesa mais protegida e Carpegianni e Adílio puderam ter mais liberdade para apoiar o ataque.

    Aos 35, Júnior puxou contra ataque pela esquerda, avançou ate a área tricolor e rolou para Zico. O camisa 10 parou, ajeitou o corpo e colocou, de lado de pé. Paulo Goulart fez ótima defesa e espalmou a escanteio.

    Com o empate, o título antecipado estava praticamente garantido e a equipe deixou o gramado sob os gritos de bicampeão.
    Para se ter uma idéia, a vantagem era tão grande que se o tricolor não derrotasse Americano (em jogo adiado) e o Vasco, o caneco já seria nosso. A festa do bi já estava preparada. Seriam 30 mil litros de chope e dois trios elétricos.

    O Fluminense suou, mas venceu o Americano, por 4 a 3, mantendo suas remotas possibilidades. Assim, o tricolor enfrentaria o Vasco no sábado e Flamengo e Botafogo. duelariam no domingo, na última rodada. Pior, para passar o fla no saldo de gols, o flu precisaria golear o Vasco por oito gols de diferença.
    Na sexta-feira, o coletivo apronto deu a certeza do título. Os titulares golearam os reservas, por 4 a 0. Adílio, Tita. Adão e Júnior foram os marcadores. A Gávea estava cheia e em festa. No dia seguinte, a conquista foi confirmada. Fluminense e Vasco ficaram no 0 a 0. Mesmo sem entrar em campo, o mengo já era bicampeão estadual.

    Apesar disso, os jogadores não queriam ser derrotados. Era questão de honra ser campeão invicto. O Botafogo tentaria estragar a festa rubro-negra. Zico fez dois gols e, apesar do empate, todos deixaram o estádio com a certeza da missão cumprida. Mais de 20.000 pessoas acompanharam os trios elétricos até a Gávea, onde a festa comeu solta. Entusiasmado, Coutinho prometeu o tri aos torcedores “Somos o melhor time do Rio, não tenho dúvidas. O tri virá. E depois, vamos em busca da conquista nacional, para provar a todos que não somos apenas um time do Maracanã. Somos o melhor time do Brasil”.
    No próximo texto: o primeiro turno do campeonato estadual de 79. Até lá!


    Gustavo Roman é jornalista, historiador e escritor. Autor dos livros No campo e na moralFlamengo campeão brasileiro de 1987, Sarriá 82 – O que faltou ao futebol-arte? e 150 Curiosidades das Copas do Mundo. Conhecido como um dos maiores colecionadores de gravações de jogos de futebol, publica toda quinta-feira, aqui no Mundo Bola, a série “Biografia Rubro Negra 1978-1992”, onde conta a saga do período mais vitorioso da história do clube mais querido do mundo.


     

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  • Péssimo resultado

    Flamengo cede empate dentro de casa, e terá uma missão complicada no jogo de volta em Pernambuco


    Por Igor Pedrazzi – Mundo Bola Informação

    Anúncio de novo técnico, bastidores movimentados, ex dirigente mais uma vez colocando o nome do Flamengo em página policial. Nada melhor do que uma vitória no final da quarta feira para acalmar os ânimos, o que não ocorreu. O Flamengo empatou com Náutico por 1 x 1 no jogo de ida da terceira fase da Copa do Brasil. O duelo de volta só ocorrerá em julho.

    Time comemora o gol de Wallace no primeiro tempo.

    O JOGO

    O time visivelmente correu mais. Alguns jogadores mostravam mais vontade, dividiam mais bolas, mas a qualidade ainda não apareceu no Maracanã nos jogos do Flamengo em 2015. Um jogo pobre tecnicamente, mas com incríveis 92% de aproveitamento do time do Flamengo nos passes. Com a bola rolando, o Mengo já criou boa chance logo aos 2 minutos. Num ótimo lançamento de Arthur Maia, Alecsandro não conseguiu dominar a bola frente ao goleiro. O Flamengo com posse de bola sofria para penetrar na marcação do Náutico, que jogava com os 10 atletas atrás da linha da bola. Aos 11′, Paulinho costurou e puxou para direita, chutando rasteiro para a tranquila defesa de Júlio César. O Náutico respondeu aos 15′, em jogada perigosa com William Magrão com um chute que carimbou a trave. Pouca criatividade e quase nenhum trabalho aos goleiros depois disso. Com 28′, Armero levanta na área e Alecsandro cabeceia para a grande defesa de Júlio Cesar no seu canto baixo.

    Precisando fazer vantagem, o Flamengo começava a pressionar a saída de bola adversária e foi recompensado aos 43 minutos. Escanteio cobrado por Arthur Maia que encontrou Cáceres no terceiro andar, o paraguaio cabeceou no travessão e na volta o capitão Wallace só deslocou o goleiro advesário, 1 x 0 Flamengo e mais nenhuma emoção até o intervalo. O Flamengo era muito superior na posse de bola com 62%, mas não conseguiu fazer valer essa vantagem.

    Vem a segunda etapa e logo no primeiro minuto o Flamengo criava uma chance cristalina. Arthur Maia em boa partida, faz bela jogada pela direita e acha Alecsandro na área. O atacante finaliza, mas o chute é evitado pela defesa. No minuto seguinte com o time ainda desarrumado no campo defensivo, Paulo Victor foi obrigado a sair do gol para tirar a bola dos pés de Douglas, que ficaria com o gol aberto. Aos 8′, Canteros coloca a bola na área, a zaga adversária corta mal, e Armero aparece fora da área para aproveitar a sobra. Marino atrapalha o lateral do Flamengo, mas com falta. E na cobrança, Canteros bate com categoria e a bola caprichosamente passa ao lado da trave. Canteros perderia uma chance clara de gol aos 21′, após tabela com Márcio Araújo, o meia argentino entra sozinho na área mas chuta mal e a bola sai pela linha de fundo.

    O Flamengo pressionava no campo de ataque, e os poucos torcedores que foram ao Maracanã tentavam empurrar o time. Mas aos 30′ o castigo por dominar o jogo e não converter em gol veio. Marino, avança com liberdade e acha Douglas no meio da zaga. O atacante domina e bate no canto esquerdo de Paulo Victor, gol do Náutico. A partir do empate adversário, o Flamengo pressionava desorganizado, os erros do time de Luxa voltavam. Já em completa falta de coesão do time, Jayme tira Cáceres e coloca Eduardo da Silva aos 41 minutos do segundo tempo, enquanto isso a equipe pernambucana ia se animando no jogo. O Flamengo não conseguia mais trocar três passes seguidos e ainda viu Josimar criar boa chance para o Náutico, aos 43. Com uma sequência de chuveirinhos pra área, o time era inofensivo. A zaga adversária pouco era exigida. Final de jogo com vaias no Maracanã e um péssimo resultado, Flamengo 1 x 1 Náutico.

    FICHA TÉCNICA:
    FLAMENGO 1X1 NÁUTICO

    Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
    Data/Hora: 27/06 – 22h
    Árbitro: Fransisco Carlos do Nascimento (AL)
    Auxiliares: Marcelo Carvalho Van Gasse (FIFA-SP) e Guilherme dias de Camilo (FIFA-MG)
    Cartões Amarelos: Willian Magrão, Armero e Gastón
    Cartões Vermelhos:
    Público/Renda: 7.001 presentes/R$ 158.710,00
    Gols: Wallace (42’/1°T) e Douglas (30’/2°T)

    FLAMENGO: Paulo Victor; Pará, Bressan, Wallace e Armero; Cáceres (Eduardo da Silva 40’/2ºT), Canteros, Almir (Márcio Araújo 5’/2ºT)e Arthur Maia (Matheus Sávio 25’/2º T); Paulinho e Alecsandro. Técnico: Jayme de Almeida.

    NÁUTICO: Julio Cesar, Guilherme, Flávio, Fabiano Eller, Gaston, João Ananias, Rogerinho (Josimar 34’/2ºT), Marino, Pedro Carmona (Renato 20’/2ºT), Douglas e Willian Magrão (Bruno Alves 30’/2ºT). Técnico: Levi Gomes

     

    @Mundo Bola_CRF

  • Flamengo vai disputar Taça BH mesmo “proibido” pela FERJ

     

    Diogo Almeida (Twitter: @DidaZico)

    Proibida de participar da Taça BH Sub17 pela entidade máxima e estúpida do falido futebol carioca, o Flamengo não vai acionar a CBF para intermediar uma improvável liberação. O caminho será trilhado pelos tribunais.

    O advogado Michel Assef Filho (hoje prestando serviço terceirizado ao clube) é o responsável pela preparação do recurso no TJD-RJ. O clube não é otimista em relação a um desfecho positivo, e, por isso, um outro recurso em instância superior (STJD) é quase dado como certo.

    Contudo, em hipótese nenhuma o Fla pensa em não participar da Taça BH. Caso saia perdedor nos tribunais, é consenso entre os dirigentes que a punição seria apenas financeira, pois existe previsão expressa no CBJD e no RGC da FFERJ para esta hipótese.

    ENTENDA O CASO
    O Movimento Futebol de Base (espécie de liga moral composta de vários clubes, entre eles Flamengo e Fluminense) está boicotando o Vasco. A medida ocorre porque o clube comandado por Eurico Miranda aliciou o meia-atacante Paulo Vitor, que atuava no Fluminense. Por causa do episódio, o Movimento exige a exclusão do Vasco em competições não organizadas pela CBF.

    A Federação de Futebol do RJ, hoje uma aliada adestrada pelo clube de São Januário, simplesmente proibiu os clubes cariocas de participarem da tradicional competição mineira.

    Sobre a notícia que o Fluminense teria feito um pedido a CBF para interceder no caso, ela não é verídica. O que de fato o Fluminense pleiteou foi uma indenização pelo aliciamento do jogador. Segundo apurações do Mundo Bola, o Vasco será efetivamente multado pela atitude.

  • Flamengo em busca de respostas


     

    Sérgio Vieira (Twitter: @sergiomrvieira)

     

    “Esses velhos com quem eu falo, se você pudesse ter dito a eles que haveria gente nas ruas das nossas cidades do Texas com cabelo verde e ossos no nariz falando um inglês que eles nem conseguiriam entender, bem, ele simplesmente não teriam acreditado em você. Mas e se tivesse dito a eles que seriam seus próprios netos?”

    Estas são as palavras do xerife Ed Tom Bell, protagonista do livro de faroeste ‘No Country For Old Men’. No Brasil, o título ficou ‘Onde os Velhos Não Têm Vez’. O filme baseado neste livro ficou com título quase idêntico, trocando ‘Velhos’ por ‘Fracos’. Eu prefiro uma tradução mais próxima do literal. Meu nome pra esse romance é ‘Os Velhos Não Têm Lugar Neste País’. Ponto esclarecido, sigamos.

    O Flamengo está no caminho certo para resolver um dos seus grandes problemas, as finanças do clube. Sem grana, sabemos todos, não há como defender a honra, a história e as tradições do clube. Mas já disse isso no último texto. Estou me repetindo.

    O ponto desse texto aqui é o que será do Flamengo num futuro próximo, quando o problema do dinheiro estiver resolvido. O que será do Mengão quando a escalada da montanha de dívidas, que parecia intransponível, estiver terminada? Ao se livrar deste peso e olhar ao redor para o mundo que existe hoje, o que o Flamengo irá encontrar?

    A resposta pode ser assustadora. O Flamengo pode se deparar com uma grande dificuldade em entender o mundo atual. A mesma dificuldade do xerife Bell. Ele não entende ser possível que os jovens tenham cabelo verde e ossos no nariz. E que falem um inglês que ele mal consegue entender. Ele lê os jornais na tentativa de compreender melhor o mundo que o cerca. Mas, no caso dele, ler os jornais somente torna as coisas mais difíceis. “Outro dia li nos jornais que uma mulher colocou o próprio bebê num compactador de lixo. Quem poderia pensar numa coisa dessas?”

    Ao resolver suas dívidas, o Flamengo olhará ao seu redor e as questões vão surgir. Por que o estádio nunca está lotado para um jogo comum de final de semana? Por que o programa Sócio Torcedor tem pouco mais de 50 mil filiados? Bom, você poderia dizer que essas duas coisas custam dinheiro. E que estão caras. E eu poderia concordar, embora o conceito de caro e barato dependa de quanto dinheiro você ganhe. Mas as pessoas compram coisas caras e com uma freqüência bem maior do que costumam admitir. Por que essas coisas caras nunca podem ser algo ligado ao Flamengo? Difícil explicar. Comprar ingresso caro não torna ninguém mais rubro-negro que o outro, claro, e esse não é o ponto. A questão é de escolha.

    Cada personagem parece determinado a encontrar a resposta à pergunta que um deles faz: como se decide o que sacrificar na vida? (Foto: Sérgio Vieira/Arquivo Pessoal)

    Os estádios no Brasil, de um modo geral, estão sempre vazios. Nos Estados Unidos o público é bem maior e o futebol lá nem é popular. É difícil entender. As pessoas só querem ir mesmo numa final. No jogo que decide o título. Mas o campeonato não é feito de um jogo só. Não se constroem vitórias assim.

    Às vezes você pensa nos resultados que a atual geração do futebol brasileiro já obteve. E conclui que o maior deles foi um 7×1. Contra. No principal campeonato do esporte. E o jogo foi no Brasil. É óbvio que temos um problema. Você se pega pensando nessas coisas todas e ao invés de uma resposta você sempre encontra um beco sem saída no seu raciocínio.

    No fim do livro, o xerife Bell diz que não entende muitas coisas dos dias atuais, mas que sempre vai conseguir entender a verdade. “Acho que quando as mentiras já forem todas contadas e esquecidas a verdade ainda estará lá.” O Flamengo deve sempre andar ao lado da verdade para fazer suas escolhas. Só assim todo o trabalho não vai por água abaixo. Nas palavras do xerife: “Meu pai sempre me disse para apenas fazer o melhor que puder e dizer a verdade. Dizia que não havia nada capaz de deixar um homem com a mente mais tranqüila do que acordar pela manhã e não ter que tentar decidir quem você é. E se você fez alguma coisa errada apenas se levante e diga que fez e que sente muito e siga em frente. Não arraste as coisas junto com você. Acho que tudo isso parece bem simples hoje. Mesmo para mim.”

    Sérgio Vieira é Mengão e escreve histórias de faroeste no seu blog http://poeiraepedra.blogspot.com

  • Virando a chave

    Flamengo enfrenta Náutico no Maracanã pela terceira fase da Copa do Brasil comandado por Jayme de Almeida


    Por Igor Pedrazzi – Mundo Bola Informação

    Jogadores comemoram o gol da classificação contra o Salgueiro. (Foto: Flamengo Oficial – Gilvan de Souza)

    Após um início de Brasileirão abaixo do esperado, Luxa foi mandado embora. Dois dias depois, Cristóvão Borges foi anunciado como o novo treinador. Especulações sobre novos jogadores cercam o Flamengo. E no meio desse turbilhão todo, hoje tem futebol. O Mais Querido vai receber o Náutico, no Maracanã, para o jogo de ida da terceira fase da Copa do Brasil.

    O pressionado Flamengo chega nesta fase da competição após eliminar o Brasil de Pelotas em dois jogos(2 x 1 e 2 x 0) e o Salgueiro em jogo único(2 x 0 fora de casa), eliminando o jogo da volta. O Náutico na primeira fase eliminou o Brasília também em dois jogos com duas vitórias(1 x 0 e 2 x 0) e na fase anterior despachou o Jacuipiense fora de casa por 2 x 0, sem a necessidade de segundo jogo.

    Sem Luxemburgo, Jayme de Almeida assumirá interinamente o time na noite de hoje. O auxiliar comandou um treinamento técnico na parte da tarde ontem no Ninho do Urubu,  com os jogadores que participaram do jogo de domingo contra o Avaí realizando trabalho em campo reduzido. Marcelo Cirino com lesão muscular, Everton com problema nas costas e Mugni com caxumba e o zagueiro Marcelo, com o nariz fraturado, estão fora do jogo de hoje. Além dos problemas com lesões, Gabriel também está fora por ter sido expulso na última partida contra o Salgueiro. No treinamento de ontem, Jayme deu o colete dos titulares para Samir, que depois de muito tempo afastado, quando se lesionou em março, retornará a zaga titular. Vale lembrar que foi Jayme de Almeida que lançou o jovem zagueiro, em 2013.

    O Náutico atravessa bom momento na série b 2015, é líder isolado da competição com 100% de aproveitamento. 9 pontos em 9 jogos, 4 gols marcados e nenhum sofrido. Mas o técnico Lisca também terá alguns desfalques para a partida de hoje. O zagueiro Ronaldo Alves e o meia Hiltinho, não poderão atuar pois já terem jogado por outros clubes nessa edição da Copa do Brasil. O meia Patrick Vieira com dores no dedão do pé, também fica fora deste primeiro jogo.

    Flamengo e Náutico entram em campo às 22 horas, no Maracanã.

    FICHA TÉCNICA
    FLAMENGO X NÁUTICO

    Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
    Data: 27 de maio de 2015 (Quarta-feira)
    Horário: 22h (de Brasília)
    Árbitro: Francisco Carlos do Nascimento (AL)
    Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse (Fifa-SP) e Guilherme Dias Camilo (Fifa-MG)

    FLAMENGO:  Paulo Victor, Pará, Wallace, Samir e Armero (Pico); Jonas (Cáceres), Canteros e Márcio Araújo; Paulinho, Alecsandro e Arthur Maia (Luiz Antonio).
    Técnico: Jayme de Almeida

    NÁUTICO: Júlio César; Guilherme, Flávio, Fabiano Eller e Piauí (Gaston Filgueira); João Ananias, Marino, Willian Magrão e Pedro Carmona (Bruno Alves); Douglas e Rogerinho.
    Técnico : Lisca

    @Mundo Bola_CRF

  • O que eles acham?

    Convidamos alguns membros ilustres da Fla TT para dar seu pitaco sobre a contratação do nosso novo treinador, Cristóvão Borges.


    Por Igor Pedrazzi

     

    Luiz Filho – @lavfilho

    “Fez bons trabalhos no Vasco e no Bahia, não teve continuidade, até por uma sequência de resultados ruins. Trabalha bastante taticamente, tecnicamente, tem um grupo de trabalho, gosta de trabalhar com scout. Pode cair como uma luva no Flamengo que se estrutura. Se souber usar os Scouts, as análises de desempenho, o CT, tudo. Só não fica se for minado politicamente. Gosto do nome. E no Fluminense foi bem, mesmo com o time esfacelado, poderia ficar mais tempo, já que o demitiram na hora errada. Flu tinha padrão, mas não manteve o nível das exibições, oscilou muito.”

     

     

    Olavo – @olavodc

    “Trata-se de um treinador com 5 anos de carreira, sem troféus, e com alguns resultados vexatórios. Em 2014 foi eliminado pelo tapetenC , ainda com aporte da Unimed, levando 5 do América-RN no Maracanã e logo depois caiu para o Goiás na Sul-Americana. Pelo Bahia teve desempenho fraco, com mais derrotas (15) que vitórias (14) em 42 jogos. No Vasco, deu continuidade a um trabalho encaminhado pelo Ricardo Gomes, onde o aspecto emocional do elenco nem precisou ser trabalhado após o AVC do treinador: os jogadores corriam por uma causa. Cristóvão parece ser estudioso, honrado, mas jamais deu mostras de ter cacife para classificar o Flamengo para uma Libertadores. Teve breve bom momento no tapetenC com Rafael Sóbis de falso 9, mas como estamos contratando Guerrero, esse esquema não parece alvissareiro. Caso seja contratado, diferente do que houve com Ney Franga e outros de nossa história recente, deve sim ter total apoio, pois ainda que não apresente currículo de bom nível, também não tem nenhum fator desabonador em sua trajetória, dentro ou fora de campo. Saudações Rubro-Negras, reserva moral do Brasil.”

     

    Tozza – @TozzaFla

    “Minha opinião sobre o Cristóvão é muito simples. Ele tem algumas características que o Luxemburgo não tem, principalmente com esse elenco de hoje do Flamengo. É um técnico de conjunto, ou seja, ele tem o respeito de todos os grupos por onde passou, os jogadores fazem o que ele pede porque acreditam no treinador, que foi o que Luxa fez ano passado, foi líder. Dava pra ver nas entrevistas, os jogadores repetiam exatamente o mesmo discurso do Luxa, eles acreditavam no que o treinador propôs e esse ano aconteceu o contrário. Esse ano ele montou o elenco, fez algumas contratações e a coisa ficou ruim depois, principalmente quando ele começou a desdenhar do grupo quando foi sondado pelo São Paulo, deu três ou quatro entrevistas detonando o time e inclusive escalando o time do São Paulo, colocando o seu grupo em baixa. Técnico que não tem o time nas mãos, que não tem o respeito dos jogadores, que não é referência para o elenco é sinônimo de problema. O Cristóvão tem isso, é um cara que os jogadores respeitam e tanto nas suas passagens por Vasco, Fluminense e Bahia com o elenco que tinha montou bons times. Consigo enxergar no Cristóvão capacidade para fazer esse time que está aí jogar, as contratações vão chegar. O Luxemburgo esse ano não foi técnico, foi manager, e isso fez falta.”

     

    Gustavo Roman – @guroman

    “Na minha opinião, o Cristóvão não é o treinador ideal para este momento do Flamengo. É um cara muito tranquilo, fala mansa, apesar de ter feito bons trabalhos no Fluminense, no Vasco e no Bahia, falta alguma uma coisa sabe? Gostaria que o flamengo contasse alguém de mais nome para segurar a pressão neste momento. O Brasil tem um problema muito sério, que é tratar os jogadores de maneira extremamente paternalista. Hoje um grupo de jogadores derruba treinador com muita facilidade. A gente sabe que o Luxemburgo não vinha treinando muito o time, eu não acompanho o dia a dia da Gávea mas a gente escuta alguns relatos no nosso grupo do Mundo Bola. O Cristóvão treina mais, só que tem que ver se os jogadores estão dispostos a isso.

    É por isso que eu defendo muito uma gestão profissional com um teto salarial de por exemplo, 100 mil reais, com o jogador ganhando o extra por produção, ia acabar esse negócio de jogador derrubar técnico, o corpo mole ia acabar, só iriam ganhar se produzissem. É muito poder na mão dos jogadores, tem que ver o que o grupo quer, qual a filosofia que a diretoria quer implantar. Creio que seja a hora de romper com esse tradicional, de sair o Luxemburgo e vir o Joel, de sair o Joel e vir o Muricy, de sair o Muricy e vir o Abel e são sempre os mesmos. Da nova geração, gosto do Guto Ferreira, vem fazendo bons trabalhos, o próprio Marcelo Oliveira do Cruzeiro, interessante seria dar uma chance ao Léo Condé, que fez um ótimo trabalho na Caldense e que agora está no Sampaio Correa. O grande lance seria dar oportunidade aos estrangeiros mesmo, apesar de todos os riscos de se trazer um estrangeiro no meio do ano. Apesar de achar que trazer um estrangeiro não é mais arriscado que trazer um cara como o Cristóvão, por exemplo, já que hoje jogadores “mandam” no clube. Não tenho nada contra o Cristóvão, parece ser um cara estudioso, acompanhei algumas entrevistas dele, tem ideias muito boas mas acho que o perfil tranquilo dele não combina com o atual momento do Flamengo, que precisa de alguém mais qualificado e explosivo pra aguentar o rojão.”

     

    Gustavo Genovese – @GenoveseGustavo

    Em 29 meses de administração (espetacularmente exitosa na parte financeira) já estamos indo para o sétimo técnico, além dos três executivos de futebol. Diria que essa é a verdadeira zona da confusão’. Ao que parece, o nome de Cristóvão Borges é um dos cotados para substituir Luxemburgo. Em breves linhas, não vejo em Cristóvão os requisitos necessários para assumir o cargo de técnico do Flamengo. Ele não tem curriculum para isso. Não possui em sua bagagem profissional nenhum título, nem mesmo um trabalho excepcional que o credencie. Além do mais, se o futebol é, como dizem, o momento, devemos reconhecer que o Cristóvão não é lá particularmente auspicioso. O referido técnico vem de trabalho no Fluminense que não merece outro qualificativo que não o de bisonho. Cristóvão não passa de um técnico mediano, como tantos outros no futebol brasileiro, desprovido de mínimas noções das modernas táticas de futebol, total incapacidade de leitura de jogo (que o diga a torcida do Fluminense levada à loucura pelas infelizes substituições realizadas), assim como pela completa ausência de capacidade de motivar um grupo. Diga-se, a bem da verdade, que dos trabalhos mais recentes realizados pelo Cristóvão só me recordo, pela relevância, do livramento do Bahia do rebaixamento em 2013 (pelo que foi injustificadamente demitido), assim como do Fluminense, naquele pitoresco jogo em que o Bahia tomou uma virada no segundo tempo, perante a sua torcida que lotava o estádio (imagino que o Cristóvão tenha sido contratado quatro meses depois pelo Fluminense em função primeiro tempo que o time dirigido por ele fez). Enfim, Cristóvão Borges é nada mais do mesmo, que já sabemos ser péssimo.

     

    Flavio H de Souza – @PedradaRN

    Cristóvão é um tecnico de trabalho razoavel em times medianos. Conseguiu bom resultado no Vasco em 2011 e em 2013 esteve naquele jogo em que o time do Bahia apresentou um comportamento muito estranho contra o Fluminense. Talvez por isto ou não, Cristóvão foi contratado pelo Flu para ser seu tecnico em 2014. Conseguiu montar um time que conseguia bons resultados até ser “forçado” a escalar o dono do time, o Fred. E com isto o time perdeu a força coletiva que apresentava, em que pese o talento diferenciado do Fred enquanto centroavante no futebol jogado no Brasil. A torcida do Fluminense reclamava muito dele ao final de seu trabalho, o que originou sua saida em março.
    Discreto e profissional, Cristóvão não é fanfarrão nem gosta de aparecer falando de assuntos alheios ao cargo em que foi contratado, como nosso ex-tecnico. Ante o deserto das ofertas atuais do mercado brasileiro, Cristóvão parece uma boa aposta. Vai ter que trabalhar muito em um elenco completamente sem ordem tática e com jogadores que jogam pelo, como dizer, “nome”, como o péssimo Alecsandro. Espero que ajeite o time para passar 2015 sem sustos para que, em 2016, tenhamos a tão sonhada, idolatrada, salve-salve, necessária, comissão tecnica estrangeira.

     

    @Mundo Bola_CRF

  • A vez de Cristóvão

    Diretoria age rápido e já confirma substituto para Luxemburgo. Chegou a hora de Cristóvão Borges.


    Por Igor Pedrazzi – Para o Mundo Bola Informação

    Em menos de dois dias, já temos o escolhido para comandar o Mais Querido. Trata-se de Cristóvão Borges, treinador de 55 anos e que assumirá o Flamengo com contrato até o final de 2015. Seu último trabalho foi no Fluminense, quando foi mandado embora em março após uma sequência ruim de resultados no carioca.

    Após um dos piores inícios de Brasileiro na história do Flamengo, Luxemburgo não resistiu a pressão e foi demitido após reunião dos membros do departamento de futebol do Flamengo na noite desta segunda(25/05). O Flamengo em 9 pontos disputados, conquistou apenas 1, contra o Sport, na segunda rodada.

    Cristóvão iniciou a carreira como auxiliar técnico de Alfredo Sampaio em 1998, no Bangu. Entre os anos 2000 e 2010, passagens também como auxiliar por Guarani, Coritiba, Juventude e Fluminense. Em 2011 chegou ao Vasco para ser auxiliar de Ricardo Gomes, mas por conta do AVC sofrido pelo treinador na época, Cristóvão foi efetivado como treinador e foi vice campeão brasileiro e semi finalista da copa sul americana daquele ano. A equipe do Vasco treinada por Cristóvão entre 2011 e 2012 ficou por 48 rodadas consecutivas no G4 do Brasileiro. Após uma sequência de resultados ruins, foi mandado embora em setembro de 2012. O treinador também teve boa passagem no Bahia, onde ajudou a livrar o clube do rebaixamento em 2013. Chegou no Fluminense no início de 2014, apresentando um futebol bem jogado até certa parte do ano num 4-5-1 com Rafael Sóbis de ‘falso 9’, mas quedas precoces para América de Natal e Goías na copa do brasil e sul americana, respectivamente, foram minando a condição de Cristóvão no cargo.

    O novo treinador já poderá dirigir o time no clássico do próximo domingo(31/05), contra seu ex-clube o Fluminense. Os dois se enfrentarão pela quarta rodada do Brasileiro, às 18:30 no Maracanã.

     

    @Mundo Bola_CRF