Blog

  • Atuações: De saída, Alecsandro faz partida pra esquecer, Samir volta a ser titular, mas falha; notas de Cruzeiro 1 x 0 Flamengo

    Flamengo melhora desempenho em campo, evolui taticamente, mas peca no individual. Samir, de volta ao time depois de 3 meses, falha no gol cruzeirense

    Paulo Victor: 6 – Salvou o Flamengo em 3 oportunidades no primeiro tempo. Nada pôde fazer na cabeçada à queima-roupa de Manoel.

    Pará: 5,5 – Voluntarioso, raçudo. Se entrega da forma que dá em campo. Os ataques perigosos do Flamengo eram sempre pela direita, mas já com Luiz Antônio jogando como lateral. Pará precisa apoiar mais.

    Wallace: 5,5 – Foi bem no combate pelo chão. Travou batalha no começo do jogo com Damião. No jogo desta quarta, atuou como zagueiro-armador. Era dele que saíam os passes para os atacantes, já que o meio era nulo.

    Samir: 4,5 – No primeiro tempo, em lance aparentemente sob controle, escorregou na frente da área e quase entregou um gol ao time do Cruzeiro. No segundo tempo, em escanteio na área do Flamengo, deixou seu alvo Manoel subir sozinho e marcar o gol da vitória do Cruzeiro.

    Pico: 1 – Saiu do jogo justamente na virada de campo. Errou absolutamente tudo que tentou.

    Jonas: 7 – Pode ter errado alguns passes bobos, mas na marcação foi quase perfeito. Desarmou, roubou e deu botes precisos.

    Márcio Araújo: 6,5 – Não tem a qualidade do passe que Canteros tem, mas tem a penetração mais aguda, tem a corrida. E fez isso durante o jogo. Tentou conduzir a bola do meio pra frente, e foi razoavelmente bem.

    Everton: 5 – Foi escalado pra armar o time, que não é sua função. Até tentou, mas não sabe se posicionar. Não adianta, ele gosta de jogar aberto pelos flancos do campo. Com isso, o buraco entre defesa e ataque, ficou imenso.

    Paulinho: 3 – Mais uma partida terrível de Paulinho. Dribles mal-sucedidos, passes equivocados, péssima movimentação. Tá longe de ser o Paulinho de 2013.

    Cirino: 6 – Fez boas jogadas pelo lado direito do ataque do Flamengo, e deu certo trabalho pra defesa do Cruzeiro. Mas na disputa que teve com Pará (jovem lateral esquerdo do Cruzeiro), saiu perdedor. Voltando de lesão, cansou no segundo tempo e pediu pra sair.

    Alecsandro: 1 – Uma lástima. Que partida horrorosa do (ainda) camisa 9 do Flamengo. Lento, sem mobilidade, péssimo no papel de pivô, e como sempre um cone. Não é possível que Cristóvão tenha visto algo diferente disso. Tem que ir pro banco no sábado.

    Luiz Antônio: 6 – Improvisado na lateral direita, Luiz Antônio fez boa partida no Mineirão. Foi com ele pelo lado direito, no segundo tempo, que as melhores chances do Flamengo apareceram.

    Gabriel: 6 – Também entrou bem. Diferente das últimas partidas, entrou mais ligado, e partiu pra cima da defesa celeste. Bons dribles que proporcionaram faltas perigosas na lateral do campo.

    Eduardo Da Silva: sem nota. – Mais uma vez entrou somente aos 40 do segundo tempo. Dessa vez nada pôde fazer, o chuveirinho não deu certo.

    Cristóvão Borges: 6 – Ousou. Escalou o time pra frente em pleno Mineirão contra o bicampeão Cruzeiro. No intervalo, percebeu a péssima partida de Pico no primeiro tempo, e mandou Pará à esquerda, pra colocar Luiz Antônio na direita. Com 1×0 contra, resolveu colocar mais um centroavante, mas errou ao tirar Márcio Araújo, que preenchia o meio campo e ajudava na condução de bola da equipe. Talvez a melhor opção seria a saída de Pará, e o recuo de Everton pra lateral esquerda. Continuaríamos com meio campo, e ganharíamos em presença ofensiva. Taticamente, já vimos uma melhora significativa. Estávamos melhor no jogo quando tomamos gol de bola parada.

  • Coletiva amanhã, ingresso barato durante o Brasileiro e contratação de jogadores decentes: 3 pedidos que precisam ser acatados pela diretoria

    Diogo Almeida (Twitter: @DidaZico)

    Ouvi hoje mais uma vez uma narração inflada pela derrota rubro-negra. O time adversário passa a ser um leão em campo. Jogadores microscópicos do adversário tomam a forma de gigantes. O narrador vibra. Notoriamente vibra com a nossa nova derrota.

    O Flamengo não mete medo em ninguém. Nossos jogadores não conseguem ao menos demonstrar raça, poder de reação frente à intempérie de um gol. Isso. Um gol adversário é sinal de derrota certa.

    É o terceiro ano que o mesmo planejamento ocorre. Estadual pífio. Time chega ruindo no Brasileiro. Perde o treinador que vem fazendo má campanha há 6 meses nas primeiras rodadas, contrata uma aposta, continua perdendo. Zona de rebaixamento. Zona de Rebaixamento. Lanterna. Crise. Torcida ao ataque de nervos. A direção do desespero é sinalizada por uma placa em vermelho e preto. Nada funciona no futebol rubro-negro e piora a cada ano que a gente acha que vai melhorar.

    Palavras ao vento essas minhas. Palavra de torcedor. Frases que não são construídas meticulosamente. Eu começo a orar, agnóstico que sou, pra qualquer poder superior que me alente. Eu estou absorvido por críticas alheias. O Mundo Bola começa a ser ameaçado pra não falar de avanços financeiros da nossa gestão. “Não venham me falar de boa gestão!” um torcedor acabou de marcar nossa arroba no Twitter. O mundo está acabando.

    Palavras ao vento. Palavras de torcedor. Eu preciso pedir algo de concreto. Eu preciso usar a língua de Camões com a maestria de um Rui Barbosa, com a dramaticidade de um Nelson Rodrigues. Eu preciso fazer chegar um apelo alucinante ao homem que detém o poder executivo máximo do Clube de Regatas do Flamengo.

    Mas eu não tenho esse fulgor autoral. Não sei como corresponder esse texto aos mandatários do clube. Eu não conseguirei levar essa mensagem para Bandeira, Wrobel, Tostes, Pracownick, Strauch.

    Mas eu posso ser lido por você que conseguiu chegar nesta linha. E talvez, ao invés de apelar para o drama soante no vácuo, eu possa pedir que vocês levem essa mensagem para os supracitados acima. Com o maior sentimento de que essa gestão não pode ruir pelas cagadas que vem fazendo no futebol…

    EU PEÇO QUE O CLUBE DE REGATAS DO FLAMENGO TOME TRÊS MEDIDAS:

    1- CONVOQUE UMA COLETIVA PARA AMANHÃ
    Mostre a cara. Faça um discurso. Peça desculpas. Diga que vai se reunir com os jogadores. Que vai cobrar. Eu não sei o que deve ser dito. Apenas diga algo que conforte nossa alma. Apenas diga. Mostrem a cara.

    2- CONVOQUE A TORCIDA PARA O PRÓXIMO JOGO
    Coloque o ingresso a um preço acessível Mantenha esse ingresso para o restante do Brasileiro. Sem jogos com o torcedor. O dinheiro não pode estar acima de nada agora. Acabou o planejamento com bilheteria este ano a partir do momento que o time não conseguirá chegar ao G4. Coloque o ingresso a 10 reais. ST não paga. EU SEI LÁ!!!!!! Joguem as planilhas pro alto. Estamos na zona de rebaixamento e precisamos de casa cheia. CASA CHEIA!!

    3- CONTRATE JOGADORES
    Contrate jogadores. Contrate mesmo um armador. Contrate um zagueiro decente. Contrate 4 a 6 jogadores. Acabem com essa maldita especulação. Infelizmente, a bola não entra por acaso. E acaso agora é o maior inimigos de vocês.

    SRN!

  • Nada fácil

    Mesmo jogando melhor na segunda etapa, Flamengo é punido com falha da zaga em bola parada e volta para a casa com mais uma derrota


    Por Igor Pedrazzi – Mundo Bola Informação

    Mais uma vez, não deu. Mesmo com o time mostrando alguma evolução comparado ao que era com Luxemburgo, o Flamengo foi derrotado em lance de bola parada. Arbitragem pelo quarto jogo seguido deixa dúvidas no ar, dessa vez com bola na mão de Pará dentro da área após cruzamento de Alecsandro. O Flamengo tem 1 ponto em 15 possíveis, e jogará no próximo sábado contra a chapecoense no Maracanã.

    O JOGO

    Início de jogo com muita intensidade, prometendo muita correria e disposição das duas equipes. Mas os dez primeiros minutos foram de pouquíssimas emoções. O Flamengo se fazia mais presente no campo de ataque do adversário, e teve algumas oportunidades em escanteios que não ameaçariam o goleiro Fábio. As duas equipes erravam muitos passes, e o jogo se prendia nas duas intermediárias.

     

    Paulo Victor se atira aos pés de Marquinhos evita o gol.

    Cristóvão Borges optou por Paulinho no lugar de Arthur Maia, e com essa proposta de time mais leve dificultava a saída de bola do Cruzeiro. Já é possível observar o Flamengo mais arrumado e com um padrão de jogo mais definido na mão de Cristóvão, faltando algumas peças pra fazer essa máquina girar. O jogo continuou sem qualquer tipo de lance de perigo até os 20 minutos, com os goleiros descansando em campo. O primeiro chute a gol foi aos 21′ com Willian, com Paulo Victor agarrando a bola sem dificuldade no meio da meta.

    Aos 23′ Alecsandro tentou um chute de longa distância, sem nenhuma direção. A partir de então, o jogo começava a ganhar em emoção, com bons ataques da equipe mineira. Paulo Victor defendeu a bomba de Henrique aos 29′, e depois, aos 32′ operou dois milagres após escorregada de Samir, na primeira tirando a bola dos pés de Marquinhos e depois em chute a queima roupa de Leandro Damião. O Cruzeiro ia crescendo na partida, e entrincheirando o Flamengo, que não conseguia fazer a transição entre defesa e ataque. E o primeiro tempo terminaria sem mais nenhuma chance clara de gol para ambos os lados. O Flamengo ficou com 45% de posse de bola nos primeiros 45 minutos.

    O segundo tempo começou com mudança no Mengão. Anderson Pico em péssima noite foi substituído por Luiz Antônio, com Pará sendo deslocado para a lateral esquerda. Aos 4 minutos, o árbitro Luiz Paulo de Oliveira deixou de marcar um pênalti a favor do Flamengo após Pará cortar um cruzamento de Alecsandro com a mão. A equipe Rubro Negra havia voltado melhor, e Luiz Antônio quase marcou em cobrança de falta aos 10′. Na resposta, Willian chutou com força, e a bola raspou a trave de Paulo Victor aos 11 minutos.

    O Flamengo conseguia trabalhar mais a bola no campo de ataque, e com dois escanteios o time chegou bem, com Jonas e Samir aos 17′ e 19′. Marcelo Cirino era perigoso puxando alguns contra ataques pra equipe, mas pecando no último passe o Flamengo não conseguia oferecer perigo real. Em outro escanteio, dessa vez para o Cruzeiro, a bola sobrou pra Alisson que chutou fraco a direita de PV aos 22′. Mas a melhora da equipe no segundo tempo foi toda por água abaixo. Aos 30′, Manoel subiu sozinho e completou para o gol. Diante da retranca Cruzeirense, o Flamengo pouco conseguia fazer. E mesmo com a entrada de Eduardo, aos 39′, o Flamengo nada mais vez. Mais uma derrota.

    FICHA TÉCNICA
    CRUZEIRO 1 X 0 FLAMENGO

    Local: Mineirão, Belo Horizonte (MG)
    Data/hora: 3/6, às 22h (de Brasília)
    Árbitro: Luiz Flavio Oliveira (SP)
    Assistentes: Herman Brumel  e Alex Ang Ribeiro ambos de São Paulo

    Cartões Vermelhos:
    Cartões Amarelos:  Bruno Rodrigo (CRU), Everton e Alecsandro (JOI)

    Público/Renda: 12.071 pagantes/ R$ 453.633,00
    Gols: Manoel 32’2T (1-0)

    CRUZEIRO: Fábio; Mayke, Manoel, Bruno Rodrigo e Pará; Charles, Henrique, Willian (Alano, 23’/2ºT), Gabriel Xavier (Alisson, 14’/2ºT) e Marquinhos; Leandro Damião (Henrique Dourado, 26’/2ºT). Técnico: Vanderlei Luxemburgo.

    FLAMENGO: Paulo Victor; Pará, Wallace, Samir e Anderson Pico (Luiz Antonio, Intervalo); Jonas, Márcio Araújo (Eduardo da Silva, 38’/2ºT), Paulinho e Everton; Marcelo Cirino  (Gabriel, 19’/2ºT) e Alecsandro. Técnico:  Cristóvão Borges.

     

  • Vencer, vencer, vencer

    Flamengo e Cruzeiro se enfrentarão em Minas. Ambos ainda não venceram no Brasileiro de 2015


    Por Igor Pedrazzi – Mundo Bola Informação

    12 pontos disputados, e Flamengo e Cruzeiro conquistaram apenas 1. O Flamengo tem a pior defesa da competição com nove gols sofridos. O Cruzeiro, um dos piores ataques com apenas dois gols. Um aproveitamento bem aquém da grandeza das duas equipes, 8,3%. E hoje no Mineirão, as duas maiores decepções do começo do campeonato brasileiro se enfrentarão.

    Everton e Jonas ao final do treino. Dupla será titular. (Foto: Flamengo Oficial – Gilvan de Souza)

    O Flamengo vem de derrota no Fla Flu do último domingo por 3 x 2, na estreia de Cristóvão Borges e com inúmeras polêmicas de arbitragem. O Cruzeiro ainda cambaleando após a vergonhosa eliminação para o River na Libertadores, foi derrotado na última rodada pelo Figueirense em Santa Catarina, por 2 x 1. E esse revés resultou na polêmica queda do treinador bi campeão Brasileiro, Marcelo Oliveira. O novo treinador da equipe mineira é Vanderlei Luxemburgo, que saiu há poucos dias do comando do Flamengo extremamente contestado e sem conseguir fazer o time jogar.

    As duas equipes vem com alguns desfalques para o jogo de hoje. Pelo lado rubro negro, o zagueiro Marcelo(nariz quebrado), o meia Almir (lesão no cotovelo esquerdo), o atacante Nixon (recuperando-se de cirurgia no joelho esquerdo) e Mugni (já está livre da caxumba, mas não treinou no campo), Cáceres e Armero estão servindo as suas seleções para a disputa da copa américa, além de Canteros que está suspenso por ter sido expulso no último jogo. Vanderlei Luxemburgo terá que escalar o adversário sem as presenças de Mena e De Arrascaeta, que também foram convocados para a copa américa por Chile e Uruguai. Além disso, Judivan está disputando a copa do mundo sub-20 com a seleção brasileira. Fabrício está com lesão e entregue ao departamento médico. E o volante Willians, como nós já bem conhecemos está suspenso, pra variar.

    Nos treinamentos desta semana, Cristóvão Borges promoveu os retornos ao time titular de Samir, que não joga desde o dia 1º de março, Marcelo Cirino no lugar de Paulinho, e Jonas, que herda a vaga deixada por Cáceres. Márcio Araújo deve ocupar a vaga do suspenso Canteros e Anderson Pico retorna a lateral esquerda no lugar do convocado Armero.

    FICHA TÉCNICA
    CRUZEIRO X FLAMENGO

    Local: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
    Data: 3 de junho de 2015 (Quarta-feira)
    Horário: 22h(de Brasília)
    Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (Fifa-SP)
    Assistentes: Herman Brumel Vani (SP) e Alex Ang Ribeiro (SP)

    FLAMENGO: Paulo Victor; Pará, Bressan, Wallace e Anderson Pico; Márcio Araújo, Jonas, Arthur Maia e Everton; Paulinho e Alecsandro
    Técnico: Cristóvão Borges

    CRUZEIRO: Fábio; Mayke, Manoel, Bruno Rodrigo e Pará; Charles, Henrique, Marquinhos, Alisson e Willian; Leandro Damião
    Técnico: Vanderlei Luxemburgo

  • Zico admite que pode ser o próximo presidente da FIFA


    Thainá Torres | Twitter: @thaytorress


    Na manhã da última terça-feira (02), o mundo do futebol recebeu mais uma noticia bombástica e um tanto inesperada: O recém reeleito presidente da FIFA, Joseph Blatter anunciou renuncia do cargo, em meio tanto escândalo envolvendo a entidade e um provável boicote da UEFA, caso permanecesse na função.

    Blatter continuará no cargo até que uma nova eleição seja realizada. Mas a primeira pergunta que surge na mente é: Quem seria o seu sucessor? E um dos nomes cogitados para tal, foi do maior ídolo do Clube de Regatas do Flamengo: Zico. Isso mesmo! Nosso galinho de Quintino foi citado dentre os possíveis candidatos.

    O anúncio da provável candidatura foi dado pelo Blog “Bastidores FC” no qual declarou que essa informação foi confirmada por amigos próximos de Zico e ainda deu ênfase ao fato do ex-jogador ser amigo de Michel Platini, presidente da UEFA.

    Em uma rede social, Zico não negou essa possibilidade.

    Além de jogador, Zico já treinou várias equipes de futebol, dentre elas a seleção japonesa, foi dirigente esportivo do Flamengo, Ministro dos Esportes e atualmente é comentarista na TV Esporte Interativo. Currículo futebolístico ele tem; Se isso seria o suficiente para exercer o maior cargo da maior entidade do futebol, é uma incógnita. Fato é, que se caso essa possível candidatura se consagrar, Zico será o nono Presidente da FIFA e o segundo brasileiro no cargo, atrás de João Havelange.

    Zico está em Berlin a trabalho. Ele vai comentar a final da Champions League entre Juventus e Barcelona. Zico tem imenso prestígio na Europa, há dias atrás foi convidado para participar de um congresso esportivo na Turquia, despertando inclusive a alegria de muitos torcedores do Fenerbahce. Imediatamente o ídolo de milhares de pessoas do mundo negou a informação de que estaria de volta ao clube.

  • O inverno está chegando, flamenguista.

    Os rubro-negros devem se unir, se preparar para cruéis batalhas, contra o frio, monstros zumbis e inimigos desonestos

    O inverno está chegando, flamenguista. Cuide de si e de sua família, proteja as crianças, isole as janelas, aqueça os cachorros na garagem que o frio vem assoviando. Arranje blusa, cachecol, luva, arranje lareira, estoque a lenha. Ninguém escapará a este inverno.

    Doe agasalhos para os mais necessitados. Aqueça-se com um Black Label, abrace uma cabrocha cheia de abraço. Aumente os estoques de vitamina C, tome a vacina da gripe.  Pneumonia, Amidalite, algumas centenas perderão a vida neste inverno de 2015.

    O flamenguista vê diante de si o futuro. E lamenta e coça os olhos mirando no horizonte: junho, julho, agosto, setembro, vê que um longo inverno pode invadir a primavera, que o ano pode ser inteiro de gelo e geada.

    Outros invernos já foram ruins, mas nesta temporada, em especial, o time está constrangedor, está jogando mal com enorme desenvoltura. O flamenguista vê o time que tem, tudo o que a rapaziada jogou este ano. O flamenguista não queria outro inverno assim, outra temporada assim.

    O manto é rubro-negro, aquece e inflama os corpos congelados. Mas sofrendo de muitos calafrios, o torcedor mal consegue respirar fundo. Sente medo de dizer o que pensa, pra não ser esculhambado de profeta agourento. A hora é de pânico, correria, flamenguista chorando a morte do bode, todo mundo virando ST, parando com o cigarro, se virando, com hora extra no trampo, vendendo sofá da casa.

    Que o pavor do inverno austral acenda nos corações o instinto de ajudar. Torcedor não é filho do Flamengo, torcedor não é sobrinho. Torcedor é pai. Os rubro-negros devem se unir, se preparar para cruéis batalhas, contra o frio, monstros zumbis e inimigos desonestos.

    Orra, é Mengo!

  • Fladarfeiros de todo o Brasil se unem, convocam os torcedores para ajudar o Mengão com apenas R$ 10 e ainda concorrerem a camisas oficiais

     

    Iniciativa #FlaDarfeiros

    Desde que nos entendemos por Rubro-Negros, temos que conviver com esse tipo de notícia: “Flamengo é o maior devedor do país”, “Flamengo campeão? Só de dívidas.”, “Dívida MONSTRUOSA assola a Gávea”. E a mais herege (pra não dizer outra coisa), de todas: “Eu finjo que jogo e o Flamengo finge que paga”.

    Isso doía na nossa alma, não é verdade, Rubro-Negro? E qual era a nossa resposta de bate-pronto? “Temos a MAIOR torcida do mundo. Se cada flamenguista der 1 real por mês, essa dívida se paga rapidinho e podemos ainda ser os galáticos do Brasil”. Mas, isso nunca aconteceu. Você deve se fazer a mesma pergunta que muitos de nós: por quê? Por que o Rubro-Negro nunca conseguiu pagar essa dívida e trazermos o Messi, o Cristiano Ronaldo, Neymar e mais o Ibra pro nosso banco? Guardiola de técnico e Mourinho de auxiliar? Por que não temos ainda estádio, CT, ginásio? Complicado, né?

    A verdade é que nós ficamos calejados com as decepções ao longo desse tempo. Seja pelo time que não correspondia em campo, seja por quem não nos representava fora dele. Diretorias cada vez menos confiáveis, escândalos, salários atrasados… e essa dívida só aumentava. Mas, em 2013, com a atual diretoria, eis que surge uma luz ao final do túnel, por mais longe que essa luz possa estar. O Flamengo arrumou a casa. Passou de devedor a credor no Ministério do Trabalho. Hoje paga salários em dia, é exemplo no pagamento dos impostos, apesar do time ainda não nos representar totalmente.

    E o torcedor? O que fez? Ficou parado? Não, cara. Essa torcida joga. E joga muito! O torcedor desceu das arquibancadas e comprou essa guerra com o clube. Projetos saíram DA torcida PARA a torcida. Entre eles, o Fla em Dia (quer saber mais? Chega lá: www.flaemdia.com.br), projeto que tem o propósito de pagar as dívidas do Flamengo diretamente com a União e o dinheiro NÃO PASSA PELO CLUBE. É direto. Pa-pow. Pagou o DARF (Documento de Arrecadação de Receitas Federais) e a dívida do Flamengo diminui. Simples assim. E mais uma vez o Rubro-Negro abraçou o projeto e já pagou mais de 570 mil reais da dívida do Flamengo. Gostou ou achou pouco? Já pagamos DARF PRA CARAMBA! Mas ainda falta. Falta muito. A dívida que a irresponsabilidade passada deixou é proporcional à nossa torcida.

    Mas, vamos falar de coisa boa. Estamos aqui pra te convocar. O que você acha de, além de ajudar o Flamengo a pagar a dívida, concorrer a uma camisa oficial autografada por vários jogadores do elenco? Ou pelo nosso Rei Zico? Quem sabe pelo Pet? O Fla em dia é tão maneiro, que ainda te dá essa chance. É só pagar um DARF de 500,00.

    Mas.. QUINHENTOS REAIS?

    “Po$%@, você tá de sacanagem comigo? Acha que eu tenho 500 reais livres assim?”

    Sei que você pensou isso, Mengão! Mas, calma. Calma, que temos solução pra isso também!

    Dentro do projeto Fla Em Dia, surgiu uma galera mais sinistra ainda. Eles gostam de ser chamados de FlaDarfeiros. É uma galera gente boa que se reuniu através de grupo de Whatsapp, paga o DARF de quinhentão e sorteia a camisa entre os membros. Os caras são sinistros demais. Eles já estão presentes em 10 estados, formaram 18 grupos e pagaram mais 80 mil reais em dívida, sorteando aí 160 camisas. E todo mês eles estão aí, ajudando o Mengão e sorteando camisa. Os caras tão desde o Amapá com o Renner até no Paraná com o Darlan e o Dyego. Desde o Amazonas, com o Geraldo, os Leandros e o Regi, até Sergipe com o general Roberto e o Albérico ou Rio Grande do Norte com o Gio e o Zé Luiz. Tem a galera do Tocantins, Piauí, Ceará, São Paulo e os campeões de arrecadação do Rio de Janeiro. Ah, não posso esquecer do pessoal de Lajinha que tá arrebentando também, nas Minas Gerais. Dá uma conferida no mapa pra você ver.

    E o valor? Rapaz, MUITO POUCO. Quase de graça. Só não é de graça por que temos que ajudar o Mengão, né? Então…tem grupo FlaDarfeiro que com 10 reais por mês, você ajuda o Mengo e concorre às camisas oficiais no sorteio. Tudo dentro de uma transparência ímpar. O processo todo é tão limpo quanto a água. Os resultados, valores, prestação de contas, são sempre divulgados no grupo e pelas redes sociais.

    Com 10 reais por mês, melhorou, né?

    E agora? Quer jogar junto? 10 reais por mês é menos de 40 centavos por dia, cara. Vem com a gente. Vamos colocar o Mengão no topo do mundo. Quer saber como você faz pra ajudar?

    Se liga aí, então:

    Chama no Twitter: @flaemdia, @FlaDarfeiros, @FlaDarfeirosAM, @FlaDarfeirosRN, @FlaDarfeirosSP

    Não tem Twitter? Segue lá no Face e pede pra se juntar aos sinistros: FlaDarfeiros-AM.

    Não tem face, nem Twitter? Chama no Whatsapp: +5592984434023.

    Não tem twitter, face, whatsapp? Manda e-mail então: fladarfeiros@gmail.com.

    A nossa tropa de elite está pronta pra te receber.

    Mas…não tem FlaDarfeiros no meu estado, na minha cidade. “Como faz?” Nós vamos te colocar num grupo, onde você vai ser muito bem-recebido e vai poder contribuir também até que se forme um mais perto de você. Mas a galera é tão gente boa e apaixonada pelo Mengão que aposto que você vai ficar nos dois grupos.

    “Pô, mas a situação tá difícil, tudo tá caro, não tenho essa disponibilidade no bolso agora.” Não tem problema, rubro-negro. Isso não diminui em nada o teu rubronegrismo! Sabe como você pode nos ajudar? Divulga. Chama. Convoca. Joga junto com a gente. Precisamos alcançar esses 1 real dos 40 milhões e colocar o Mengão no lugar dele de direito.

    Estamos te esperando.
    FlaDarfeiros

  • Vem mudança aí

    No treino desta terça pela manhã, Cristóvão promove alguns retornos ao time titular


    Por Igor Pedrazzi – Mundo Bola Informação

    Flamengo e Cruzeiro se enfrentam amanhã, às 22 horas, no Mineirão. Os dois times figuram na zona de rebaixamento do campeonato brasileiro, sem ainda ter vencido. E visando o confronto, o elenco rubro negro trabalhou sob o comando de seu treinador. Alecsandro, que teve seu nome associado a um possível acordo com o Palmeiras, treinou normalmente e vai pro jogo.

    Cristóvão conversa com Marcelo Cirino. Atacante retorna ao time titular. (Foto: Gilvan de Souza – Flamengo Oficial)

    Em treino tático realizado na manhã desta terça(02.06), Cristóvão promoveu algumas mudanças com relação ao time que entrou em campo no último domingo no clássico contra o Fluminense. Diante dos desfalques de Victor Cáceres, Pablo Armero, que já se apresentaram as suas seleções pra disputa da copa américa, e de Canteros que foi expulso no Fla x Flu, pode se observar os retornos de Jonas ao meio e de Anderson Pico retomando a vaga na lateral esquerda, além de Márcio Araújo realizando a função de segundo volante. Bressan e Paulinho foram barrados pelo treinador, que optou por Samir que não joga desde o dia 1º de março, e Marcelo Cirino que está recuperado de lesão. O trabalho desta manhã contou também com o retorno do Argentino Lucas Mugni, que recuperado de uma caxumba, realizou trabalho específico na academia.

    Durante o treinamento tático o foco nas bolas paradas defensivas, com correção de posicionamento e saída de jogo, com Arthur Maia na bola realizando essas jogadas. Houve tempo também para um trabalho técnico, com os jogadores treinando o domínio após lançamentos. Everton e Alecsandro ainda ficaram no campo após estas atividades treinando pênaltis.

    Com os desfalques de amanhã, os relacionados para o jogo foram:

    Goleiros: Cesar e Paulo Victor.
    Zagueiros: Bressan, Frauches, Marcelo, Samir e Wallace.
    Laterais: Anderson Pico, Pará e Thallyson.
    Volantes: Jonas, Luiz Antonio e Márcio Araújo.
    Meias: Arthur Maia, Éverton e Matheus Sávio.
    Atacantes: Alecsandro, Eduardo, Gabriel, Marcelo Cirino e Paulinho.

     

    @Mundo Bola_CRF

     

  • AcreFlanáticos e o lema “O Acre Existe sim, e tem Rubro-Negro também”

     

    Na atual fase que estamos, não nos acostumamos e nem vamos nos acostumar a sofrer bullying cibernético.


    Por Yan Gabriel e Tawan Gondim

     

    Acre representando uma parte da Nação!

    A AcreFlanáticos tem como base principal o amor pelo clube acima de tudo e revoluciona com sua demonstração de apoio ao Clube de Regatas do Flamengo. Torcedores de alma e coração, que gritam e cantam para o Maior do Mundo não desistir sequer um minuto!

    O Acre existe, e é RUBRO NEGRO!

     

    O trecho da música ‘‘EU JURO QUE NO PIOR MOMENTO VOU TE APOIAR ATÉ O FINAL’’ espelhou o que acontecia durante o jogo, e foi isso que aconteceu, mesmo na derrota para o Fluminense os torcedores estavam apoiando, cantando e transmitindo energia positiva aos jogadores, infelizmente a vitória não veio, mas o show da torcida acreana teve sim senhor! E se um dia lhe perguntarem: ‘‘O Acre existe?, pode responder com convicção: EXISTE SIM E TEM RUBRO NEGRO TAMBÉM!

    Flánaticos em peso acompanhando o Fla Flu.

     

    Esse é o momento que o Mengão mais precisa de sua torcida e é nesse momento que a nação faz a diferença, é nesse momento que o amor pelo Clube de Regatas do Flamengo fala mais alto.

    A AcreFlanáticos tem como objetivo reunir todos esses, que acima de tudo são rubro-negros, que onde o Mengão estiver também estarão. Fazemos um convite à você, junte-se a nós.

    Avante AcreFlanáticos!

    MENGO, LOGO EXISTO! 

     

     

     

     

     

     

     

  • Fred Mourão, fora do Marketing do Flamengo oficialmente hoje, concede entrevista exclusiva ao Mundo Bola


    Por Diogo Almeida | Twitter: @DidaZico

    Fred Mourão era o Gerente de Eventos e Relacionamento do Departamento de Marketing do Flamengo até o final de abril último. A notícia da sua saída veio alguns meses depois da impactante saída do VP de Marketing – agora opositor declarado de Eduardo Bandeira de Mello – Luiz Eduardo Baptista, famoso e polêmico Bap. Fred não esconde sua amizade com Bap, responsável direto pela sua chegada ao clube. Mourão participou efetivamente do processo eleitoral, que culminou com a vitória da Chapa Azul  naquela segunda-feira histórica de dezembro de 2012.  Tive uma longa conversa com Fred Mourão, que oficialmente será desligado nesta segunda, dia 01/06. O papo girou em torno das dificuldades encontradas no clube, a relação morna do departamento de futebol com o marketing, os eventos organizados com pouca ou nenhuma grana e, claro, sobre sua demissão. Não posso realmente dizer que entrevistei o Fred. Tivemos um longo papo, com algumas indagações aqui e ali. 

     Artífice de muitas empreitadas do contestado programa de Sócio-Torcedor do Flamengo, sua saída foi comemorada por muitos críticos do marketing rubro-negro; e também lamentada por muitos sócios que fizeram testemunhos da dificuldade de se trabalhar nos últimos anos de vacas magríssimas. 


    Mourão, primeiro vamos falar da sua entrada no marketing do Flamengo. Já houve uma participação  sua efetiva na campanha da Chapa Azul ou você foi convidado só depois?

    Não, fui convidado pelo BAP ainda para participar da campanha. Sou Carioca mas morava em São Paulo e ele me convidou. Fui trabalhar na campanha e trabalhar diariamente! Eu ficava na Gávea, o Rafael Strauch era responsável pela parte estratégica da campanha e eu pela parte operacional. No dia da eleição toda a operação, toda preparação dos seguranças que estavam conosco, localização onde íamos ficar, quem iria acompanhar os sócios que chegassem no estacionamento, a gente tinha toda uma logística, tinha membros do SóFla tomando conta da chegada de vários sócios para acompanhá-los, toda essa logística é bem minha especialidade… Eu cuido de eventos, então tocar o operacional no dia da eleição, eu já sabia bem como fazer.

    A sua especialidade é eventos? 

    Na verdade eu sempre trabalhei com marketing/vendas. Eu gosto muito de tocar eventos, organizar eventos. Acho que tem um pouco a ver com o fato de ser filho de militar e criado em base militar. Evento é uma coisa assim muito militarizada. Tem que organizar os tempos, movimentos. O Bap já me conhece há certo tempo. A primeira vez que eu trabalhei com ele foi em 96 na TVA Rio. Sempre que posso estou envolvido em seus projetos. Teve momentos, claro, quando eu fiz a volta ao mundo de mochila (Fred Mourão é autor de livros sobre viagens, veja em fredmourao.com.br); quando eu trabalhei numa Agro Indústria em Santa Catarina, aí eu estava mais afastado, mas sempre mantivemos algum tipo de contato, então quando aparecia alguma oportunidade ele conversava comigo e via se interessava, e essa me interessou, eu queria voltar pro Rio. Eu sou flamenguista mas eu nunca pensei em trabalhar no Fla, eu fui criado no Piraquê, que é do lado,  e eu fui pouquíssimas vezes à Gávea. Desde meus 3 anos eu vou ao Maracanã porque meu pai me levava e tal, sou Flamenguista de berço batizado pelo Rondinelli  naquele gol de cabeça em 78, mas não frequentava a Gávea. Então quando o Bap me ofereceu a oportunidade, foi unir o útil ao agradável: eu ia trabalhar no meu time, legal! Eu sou um profissional de marketing então fui trabalhar no Flamengo, ótimo! É meu time. Mas isso não impede que eu trabalhe em algum outro clube ou então que eu saia do futebol.

    Muita gente tem dúvidas, percebe-se uma confusão muito grande entre a torcida com relação a essa coisa toda do setor de marketing do Fla. Primeiro que antes diziam que não existia marketing. Como foi o primeiro dia? Chegar e organizar quem ia fazer o que ali dentro. Como é que foi?

    Dizer que não existia marketing isso depende muito, porque as pessoas, cada um tem uma definição diferente para marketing….parece uma coisa muito abrangente. É igual a futebol, todo mundo sabe muito de futebol e marketing. Todo mundo tem uma ótima opinião para dar… sempre tem uma ótima opinião de futebol? Talvez sim. Às vezes a opinião é ótima porém não é uma coisa tão simples assim, chegar e implantar. Eu, por exemplo, não fiz faculdade de marketing fiz ADM na UERJ, Pós em Gestão no Ibmec e depois fui fazer uma especialização em marketing na Universidade da Califórnia. Então é mais a prática, os anos de prática, quando se trabalha em empresas como a TVA, NET, SKY, na Agroindústria que eu trabalhei, tem que ir absorvendo experiências e vendo o que funciona e o que não funciona. O que não funcionou em um determinado momento pode funcionar em outro, não funcionou em um determinado mercado pode funcionar em outro mercado. Numa visão geral o que não funciona não funciona e o que funciona, funciona. Então, por exemplo, quando a gente lançou o boleto bancário no Sócio-Torcedor sabíamos  que não ia funcionar. A gente tinha experiência de outros mercados, de outros produtos que o boleto bancário não funciona. A inadimplência é absurda. Mas se falou tanto, era uma gritaria tão grande para ter o boleto, então faz o seguinte…vamos lançar e vamos provar que não funciona. Vamos fazer tudo para funcionar claro! Por que a gente queria que funcionasse. De repente a gente poderia contrariar a tese, ia ser legal!

    Não funcionou.

    Então é o seguinte quando assumimos, a gente batia o escanteio e corria pra cabecear, vestia  camisa de goleiro, defendia, ia bater o tiro de meta e tava lá no meio de campo para pegar a bola porque era preciso. No primeiro momento tinha um estrutura que funcionava lá, mas a gente precisava fazer o diagnóstico no departamento, sabe. Quem é que fica? Não é chegar e fazer o seguinte: já que a minha chapa ganhou vamos tirar todo mundo que tava antes e trazer todo mundo novo. Não é assim que tem que ser feito, tem gente boa, independente da chapa, independente do partido. Então a gente chegou e foi analisando, ficou o JP (João Pedro), ficou o Tannure, ficou a Thalita, ficou o Luiz Alberto. Algumas pessoas ficaram, outras saíram. Esses que ficaram se encaixavam na filosofia que era a base do funcionamento da Chapa Azul e o que levou a Chapa Azul a ganhar.

    Qual a sua visão sobre esta filosofia? Como ela foi aplicada na VP de Marketing?

    Essa filosofia é a coisa mais importante de tudo que está acontecendo, essa filosofia tem que ser mantida em todos os momentos, foi essa filosofia que conseguiu fazer com que esse grupo fosse eleito.

    Então desde o primeiro dia, antes do primeiro dia, assim no qual ganhamos as eleições, a gente começou a fazer algumas reuniões, e foi ficando claro para todo mundo, por exemplo, vamos lá, a Golden Goal já tinha o projeto sócio torcedor com o Flamengo. A gente poderia chegar, assumir e dispensar a GG. Assumir e colocar outra empresa dentro. Não. Vamos conversar com eles, vamos entender o que eles propõe. Então chamamos o Cadu (Presidente da Golden Goal) para conversar, entender como funcionava e constatamos que ele tem a mesma filosofia da Chapa Azul, que é essa filosofia do funcionamento transparente, de você se dedicar a trabalho, de você não querer levar vantagem em cima de um contrato e consequentemente do Flamengo, como muita gente fazia. Então ficou muito claro que a gente ia sentar ali e ia fazer negócio. Que era positivo para o Flamengo, instituição, e para a empresa parceira.

    Todo mundo que já tinha contrato com o Flamengo foi chamando para conversar, todos. O Marcelo do Espaço Rubro Negro… Então todo mundo sentou pra conversar e explicamos no que acreditavamos. A gente não quer jogar ninguém pela janela, queremos analisar cada contrato e, se tiver justo pra todo mundo, ok, caso contrário, fazer os acertos que tem que ser feitos e vamos botar para funcionar.

    Conversamos com as Torcidas Organizadas, conversamos com elas em termos claros. Conversamos com todos os stakeholders pra ver o que poderia ser feito de melhor e aí sim fomos fazendo ajustes finos. E aí sim cada um assumiu uma parte. O Sócio-Torcedor ficou todo comigo, o Tiago Cordeiro ficou com a parte Digital, Redes Sociais, o Bruno Spindel abraçou a área comercial. O Bruno é claramente um Diretor Comercial. Ele tá sempre atrás de patrocínio, dos negócios com os patrocinadores; ele está gerando receita. Isso é uma área, uma área mais comercial. Licenciamento das lojas, licenciamento em geral, receita de estádio, tudo isso é comercial. E tem um outro viés que é o ST, que não deixa de ser um patrocinador, e também é cuidado pelo departamento de marketing. Tem o marketing propriamente dito que cuida dos relacionamentos, que cuida de eventos, que cuida do dia-a-dia do marketing (lidar com agencia, fornecedores, essas coisas). Depois de algum tempo a gente trouxe o André Monnerat para o departamento para focar na parte de ST no que tange o processamento do sistema/site. E eu fui cuidar diretamente com a parte de eventos, que é o relacionamento com o ST, com o torcedor, com o sócio do clube, todas essas coisas.

    Então o Bruno Spindel é quem busca os patrocínios, faz as macronegociações…

    O Bruno é o diretor de marketing. Sim, ele é o diretor-executivo de marketing e na prática lida com as negociações grandes de patrocínio de camisa e tudo o mais, junto com uma equipe formada pela Angélica e o Igor.

    É o homem que traz as grandes empresas para dialogar com o Flamengo.

    Junto com o Fred Luz e com o Bap.

    E você ficava…

    Com o relacionamento com as Torcidas Organizadas, relacionamento com o sócio, com as Embaixadas, relacionamento em geral, responsável pelo SAC. Eu também tinha experiência de cuidar do SAC na SKY, muita gente reclama do SAC, mas a gente trabalha com o que pode. Se a gente tivesse muito dinheiro a estrutura seria melhor.

    O SAC é terceirizado, certo? 

    Sim. São 12 posições de atendimento de telefone e tem mais 4 posições de atendimento para email, que é o fale conosco.

    Qual é o orçamento do Departamento de Marketing do Flamengo?

    Eu já trabalhei em empresas onde o departamento de marketing tinha um orçamento baixo, já trabalhei em empresa onde o marketing tinha um orçamento base zero, quer dizer que você não tem um orçamento claro mas tem que gastar o mínimo possível. Agora, eu nunca havia trabalhado numa empresa onde o departamento de marketing não tem orçamento, não tem dinheiro. O Departamento de Marketing do Flamengo não tem dinheiro e faz o dinheiro para o Flamengo pagar as dívidas, pro Futebol contratar…

    2013, 2014, 2015… 

    Tudo que a gente fez no Departamento de Marketing foi tirando leite de pedra. Com muita criatividade, essencialmente. Então, por exemplo, eu preciso fazer relacionamento dos STs para eles poderem sentir o valor do produto, ou seja, perceberem a vantagem de ser ST. Então, o que a gente faz? A gente busca ações onde eles (torcedores) interajam com o clube, com jogadores. Criou-se o Match Day, que é a visita lá no Maracanã. O pessoal visita o vestiário, visita o campo, espera o time chegar, e no final do jogo espera o time sair. A gente tem uma ação em campo, no intervalo, que os STs entram no gramado para ver como é o clima do jogo no intervalo, e como a arquibancada já está ocupada, o ST vê como é que é o clima, o que está acontecendo, como é a passagem dos jogadores. E outras ações, como o Bate Papo do Nação.

    O grande problema é que tudo que a gente fez teve que buscar saídas fora do futebol profissional. Apesar do ST querer alguma relação com os jogadores, com o técnico, com o CT… tudo que a gente teve que fazer foi fora! Então o Bate Papo do Nação tem que ser feito com ex-jogadores ídolos. Júlio César, Adílio, Paulo Henrique, chamamos inclusive jornalistas, como o Sérgio du Bocage…

    Só que a gente também gostaria de ter a participação dos jogadores do elenco! A gente não consegue! Teve uma com o Cirino, mas só teve com o Cirino porque eu conheço o empresário do Cirino! Veja bem, eu me aproximei pelo empresário do jogador e consegui marcar uma data. O que acontece é: o Futebol é um mundo à parte. E quando o Bap estava lá a gente conseguia envolver um pouco mais.

    Você conseguiu o Cirino para o Bate Papo do Nação pedindo ao empresário dele. Precisou desviar do Departamento de Futebol?

    A falta de apoio do futebol no marketing é um ponto fundamental. O futebol acha que está fazendo um favor ao Marketing quando autoriza alguma ação com o patrocinador ou com o ST, quando na verdade isso é uma simbiose. O futebol, na hora que abre um espaço pra que uma ação seja feita com os jogadores ou com o CT, outros patrocinadores começam a ver, “Caramba olha só eles estão fazendo isso com a Caixa. Os funcionários da Caixa estão indo lá visitar…”. “Tem ST indo lá visitar, então eu quero me tornar ST, por que quero estar mais próximo dos jogadores!”. Gera mais receita, vão entrar outros patrocinadores, quando gera mais receita o futebol tem mais dinheiro, com mais dinheiro a gente pode investir em mais jogadores, pagar melhores salários, conquistar mais craques para o Flamengo. Círculo virtuoso.

    Num primeiro momento quando conversei isso com o futebol, colocaram várias barreiras pra gente fazer. Então eu falei beleza, ok. Fui à Europa. Por minha conta. Visitei Porto, Benfica, Bayern, Milan, Inter de Milão, Chelsea, Hotspur, pra conhecer como é a relação deles com os torcedores, com o Sócio-Torcedor, com a torcida… E trouxe várias ideias, não consegui aplicar nem 1%. É frustrante! Aí, com as mudanças que aconteceram no futebol a gente fez uma reunião na qual participou o nosso executivo de futebol, o André Monnerat, eu, o Tiago Cordeiro, o Márcio MacCulloch (Comunicação) e o Arthur Muhlenberg. Só não estava o Bruno Spindel por conta de outra reunião e não pode participar. A gente trouxe todas essa ideias também pro Rodrigo, ele ficou de estudar. Nada aconteceu.

    Sabe o que nos foi dito? 

    A grande explicação era que essas “coisas” eram pra Europa. Não dá pra trazer as coisas da Europa pro Brasil. “Isso não funciona assim. Europa é Europa, Brasil é Brasil”

    Quem falou isso?

    Desnecessário citar.

    Mas esta foi a resposta do futebol?

    A colocação era sempre essa. A colocação durante esses dois anos era sempre essa. Algumas coisas passaram a acontecer porque o Bap meio que pressionava.  É o seguinte: O Bap é um cara de marketing. Então ele sabe que se as ações acontecem isso atrai outros patrocinadores.

    Deixa só eu terminar o raciocínio… Será que só na Europa que acontece…???

    Então fui pesquisar no Brasil com a ajuda do Walter Monteiro, nosso Embaixador em Porto Alegre. A gente fez um levantamento das ações. Eu passei pra ele todas as que eu tinha trazido da viagem, todas as ideias que eu também tinha. E ele começou a levantar, 90% das ações que a gente gostaria de fazer o Palmeiras está fazendo. Mas poderíamos ter sido os primeiros a fazer, mas não.  O Santos faz algumas coisas, o Cruzeiro faz algumas coisas, mas o Palmeiras está fazendo várias. A gente fez uma apresentação em Power Point pra mostrar para o pessoal que isso acontecia no Brasil também. Passamos a apresentação e continuou sem acontecer nada. O Futebol do Flamengo fica em um mundo fechado, são dois setores diferentes. O clube e o futebol.

    Minha equipe não conseguia nada com o futebol. Raramente conseguíamos fazer algo como fizemos no amistoso recente em Juazeiro. Fazer a Recepção do Nação, que é uma coisa rara de conseguir. Colocar 10, 15, ou 20 STs no Hall do hotel pra receber os jogadores na hora que eles chegam para se hospedar. Só que sempre vem reclamação! “que é o momento que eles tem que ficar isolados, que têm que ficar tranquilos.”

    E os outros times estão fazendo isso!

    Então, o que eu quero dizer quando falo dos patrocinadores, é o seguinte: se você tem uma namorada e gosta dela, você não faz ela ter ciúmes de você, você faz as amigas dela e as outras mulheres terem ciúmes da sua namorada. Com os patrocinadores tem que ser a mesma coisa. Eu quero tratar tão bem o meu patrocinador que os outros patrocinadores vão ficar invejando e falar “Putz, eu queria ser patrocinador pra ser bem tratado assim… mas agora tenho que esperar porque outro chegou na frente”.

    Eu sou uma montadora de automóveis. Eu queria patrocinar o Flamengo mas a Peugeot já está lá. A Peugeot é super bem tratada, fizemos aquela ação com o 208 nas costas do manto do Gabriel quando foi lançado o Peugeot 208. Quando eles saíram pagaram a multa e a gente continua tratando eles  bem. A marca continua no basquete. Nesse tempo que estive na Gávea os patrocinadores foram bem tratados. A gente cuida deles. Pergunta para o pessoal da Lafarge se eles não são muito bem tratados? Os mascotes entram com bonés escrito Cimento Campeão. Pergunta para o pessoal da Herbalife se a gente não tenta tratar da melhor maneira possível?

    Agora, a gente não consegue fazer interação com o que mais interessa: o futebol profissional atual. Eu conseguia trazer o Adílio, eu conseguia trazer o Rondinelli, eu conseguia envolver até o Zico! Mas não conseguia envolver o futebol profissional atual. Seria muito legal se o futebol do Flamengo se abrisse. O Futebol não está fazendo favor para o Marketing do Flamengo. O marketing vai ajudar a divulgar a imagem dos jogadores, a imagem do time, os patrocinadores vão ver isso e vão querer entrar. Um jogador, o Brocador por exemplo, poderíamos ter trabalhado a imagem dele e, de repente, quem sabe, uma fabrica de furadeiras patrocinasse ele…  To dando um exemplo básico.

    Poderíamos levar um jogador do elenco atual para visitar o Hospital do Câncer ou um asilo, alguma empresa perceber que ele está muito presente em determinada causa com idosos ou com crianças necessitadas e o contrata para alguma campanha. Ter uma agenda continua de ativações com os jogadores.

    O trabalho do Marketing é colocar o time, colocar os jogadores, colocar o Futebol do Flamengo na vitrine. A gente coloca na vitrine, o mercado enxerga. A credibilidade atual do Flamengo já ajuda com isso. Vários patrocinadores estão se interessando, o fato do Flamengo estar bem na mídia, como uma instituição honrada faz isso também. Agora só falta envolver o Futebol.

    O Futebol impede ações pequenas de interação com os STs?

    Fala que não pode abrir o treino porque vai atrapalhar. 20 torcedores no CT atrapalham? Então, faz o seguinte, o treino acaba 16h? Marca como os ST 15h50min. Dez minutos apenas para a galera acompanhar o final do treino e interagir com os jogadores por alguns segundos. Todos ficariam felizes.

    Não pode.

    Dez minutos com a torcida? 

    Abrimos uma promoção nas mídias sociais e quem clicava primeiro levava. Então o Tozza conseguiu ir. A gente organizou uma visita, autorizada pelo Futebol, e ainda assim ficaram de cara emburrada, reclamaram, como se tivéssemos invadido seu feudo. André Tozzini é testemunha.

    Eu lembro que ele elogiou o jogador Gabriel por ser simpático.

    Tem uma pessoa do Marketing, que eu não quero dizer o nome, que acompanhou e falou exatamente isso. Eram dez vagas ou quinze, foram 6 ou 7 pessoas. Não foram as quinze, enfim, menos do que foi combinado. Cumprimos exatamente os espaços, horários, e mesmo assim o Futebol ficou emburrado o tempo inteiro! Então o que a gente precisa é buscar um pouco mais de abertura

    O que precisa é uma mudança de cultura no Futebol do Flamengo? Estão mimados demais. O cara aqui fica emburrado e em outros clubes ele faz as ações…

    Por que aqui os caras não podem?

    No Movimento Futebol Melhor a Ambev conseguiu levar o Gabriel e mais alguém para o supermercado. Mas é muito esporádico. A gente criou uma rotina de todos os jogos ter o Match Day, o Nação em Campo, os Mascotes. A gente tem essa rotina! Por que não envolve o futebol ou quando envolve é tão indireto? Por exemplo, visitamos o vestiário quando o time não chegou ainda. É só o vestiário arrumado. Mas é emocionante. Você já foi? Não foi?

    No Match Day, o Mundo Bola já foi convidado. Dois colaboradores foram escalados para ir. Eles gostaram muito.

    A interação aconteceria somente quando o time chega… Mas a pedido do Luxemburgo, como o time está concentrado na chegada, o ST não interage com os jogadores, isso é uma coisa clara, a gente entendeu, bom senso é essencial, e eu acho justíssimo porque tá todo mundo focado na partida. Ok.

    Mas em compensação, quando acaba o jogo, o ST espera na saída pra interagir, tirar fotos, receber autógrafos.

    O Bap preza muito essa relação. A Sky é um patrocinador muito forte, investe em publicidade o ano inteiro. A Jeep que tá entrando agora também.

    Outro exemplo: um patrocinador queria, uma vez por mês, mandar 5 funcionários das melhores lojas para visitar o treino. A Peugeot queria fazer isso! Conseguiu? Não, não conseguiu!

    Não é questão de uma mudança só de cultura. Isso é muito vagaroso. Eu lembro que no ano passado o Bap me pediu para montar uma apresentação para os jogadores. A ideia não é forçar os jogadores a aceitar isso. A gente não tem que forçar ninguém a aceitar nada, a gente tem que conscientizar todo mundo de que isso é importante, então foi uma apresentação que seria feita pros jogadores lá no CT mostrando o que é o programa ST, o que envolve, quanto traz de receita para o Flamengo. Que aquilo é algo bom. Que o Flamengo está fazendo mais dinheiro e os salários estão em dia, os prêmios estão em dia.

    A imagem deles próprios é ampliada…

    Isso. Também que é extremamente necessário que eles se aproximem dos STs. Que disso pode surgir um aumento da base de afiliados, os patrocinadores vão ver a imagem deles ali e vão querer participar mais disso, etc. Eu ia levar isso pros jogadores de uma maneira bem tranquila para mostrar que, bicho, se vocês puderem ajudar, tipo, ir numa casa de repouso ou ir um dia no supermercado falar do Flamengo ou de alguma coisa do Futebol Melhor; participar do Bate Papo do Nação, como o Cirino participou… Mas eu não consigo fazer com nenhum porque tem que passar pela autorização do Futebol. No horário livre do cara tem que ter autorização do futebol, pq? Bicho, acabou não acontecendo. Enquanto isso a gente vê jogador indo por conta própria participar de eventos em lojas. Participar de eventos que foram convidados, mas quando isso envolve o Marketing do clube parece que tem uma barreira. Isso era para ser apresentado e não foi, o Ximenes estava até aberto mas houve a troca e acabou não sendo apresentado e aí não tinha muito o que fazer!

    A  parte que a minha equipe cuidava que era poder valorizar essa relação do torcedor com o time a gente só conseguia fazer a metade, a gente só conseguia fazer a relação do ST com os ídolos do passado, os atuais a gente não conseguiu fazer nada.

    Com relação a sua saída e da saída do Guilherme Monnerat, o Mundo Bola noticiou em primeira mão. Li muitas manifestações nas redes sociais de pessoas elogiando a reestruturação do setor e, ato contínuo, sua saída. E teve o outro lado, pessoas que ficaram indignadas. Eu queria te perguntar que reestruturação é essa há 6 meses de uma eleição?

    A informação que chegou foi que se está fazendo uma reestruturação no Marketing e a verba que o Fla gasta conosco, seria usada para investir na área de patrocínio. Então é o seguinte: o que se gastava de salário comigo, com a Lu (também demitida, responsável pelos licenciamentos de produtos) com o Guilherme (responsável pelo licenciamento de lojas), será usado pra contratar uma pessoa pra acumular essa parte da Lu e do Gui.

    E essa pessoa vai cuidar de tudo?

    Parte do que eu estava fazendo caiu sobre o André Monnerat, que já estava super sobrecarregado, uma outra parte vai para o Rodrigo Saboia, uma outra parte vai para o Tiago Cordeiro. Foi dividido entre eles.

    A parte operacional dos eventos vai continuar no básico porque não dá para ampliar agora. Vai continuar com o Yuri. A gente tem 5 voluntários trabalhando junto com o ele.

    Voluntários?

    Sim. Voluntários. O Flamengo é uma entidade sem fins lucrativos. Então o Flamengo pode ter voluntários trabalhando lá dentro, não são estagiários, não são remunerados. Existem voluntários esporádicos quando tem algum evento, alguém do SóFla ou algum sócio do Flamengo que quer ajudar, que pode ajudar. Mas nesse caso são voluntários contínuos, que estão lá todos os dias. Contudo, a equipe de Eventos agora é o Yuri que está tocando.

    Então as coisas foram divididas assim: na parte de Licenciamento, o Dirceu Júnior foi contratado pra cuidar agora de licenciamento de lojas e de produtos e trabalhar em patrocínio junto com a Angélica, essa é a informação que nos chegou. A informação oficial é vamos cortar vocês três e com essa economia vamos contratar uma pessoa que cuide do que vocês estavam cuidando.

    Então não é uma reestruturação organizacional, é uma reestruturação financeira?

    Diogo, você vai ter que conversar sobre isso com o Bruno Spindel e com o Fred Luz, eu não posso te dar detalhes porque eu não estou do outro lado da mesa o que eu  estou te falando é a info de quem está desse lado da mesa e do que me foi passado. Eventos, relacionamento com as torcidas organizadas e também, parte dos STs, eu estava cuidando. Mas a parte de eventos foi se esvaziando porque o futebol não se envolvia.

    O Bap saindo sinalizou um racha que ninguém esperava. E aí agora a tua saída, uma pessoa ligada ao Bap, não tem como não levar para o lado político.

    As interpretações são variadas, seria interessante, nesse assunto, você conversar com o Fred Luz ou com alguns membros do conselho diretor e entender um pouco mais. O Bap foi um catalisador, ele juntou esse grupo da Chapa Azul. Agora, dizer que ele mandava alguma coisa aí, vai uma grande diferença. O Bap é um cara que consegue vários contatos no Mercado através da sua credibilidade. Trazer pessoas ou trazer patrocinadores.

    Vamos pensar: tem o Landin que é o ex-presidente da BR, tem o Ruben Osta, presidente da Visa, entre outros. O grupo do Flamengo é um grupo peso-pesado. E dizer que o Bap consegue mandar nessa turma?De jeito nenhum! O Bap foi um catalisador. Depois que estavam todos juntos, as decisão foram divididas. Em várias ele teve voto vencido, em algumas a opinião dele prevaleceu. Não é questão de ganhar ou perder e sim discutir o que vai acontecer e o que deve ser aplicado.

    Fred, muito obrigado pela entrevista. Agora que você está oficialmente fora do Flamengo, tem mais alguma coisa para nos dizer?

    Eu queria dizer que as lojas estão mandando bem, o Licenciamento está mandando bem, a área de patrocínio está bem mas poderia estar melhor se ativasse mais, mas o relacionamento com o futebol não está mandando bem. A gente fazia eventos com convidados, a gente fazia eventos sem envolver ninguém do futebol. Isso está errado, a gente fez homenagem com a Luisa Parente, o basquete a gente consegue juntar, cara… o Neto é espetacular! Não posso esquecer do Basquete. O time de basquete é espetacular! Eles tinham acabado de ser campeões mundiais e a gente chamou os caras para eventos, pra bar com torcedores e eles iam. Olivinha, Marcelinho, Meyinsse, todo mundo. O Meyinsse é uma entidade rubro-negra já! Eles campeões mundiais participam de qualquer evento! Eu falava com o Neto para marcar um almoço com o Sócio-Torcedor e ele marcava e ia. Com o futebol esquece! Está claro que o futebol do Flamengo ainda não entendeu a importância do relacionamento com os patrocinadores e com o ST. Obrigado.