Neste início de tarde de terça-feira, o Vice-Presidente de Futebol do Flamengo, Alexandre Wrobel, solicitou uma licença de 20 dias. Alegando condições pessoais para o afastamento. Rodrigo Tostes, VP de Finanças, acumulará a função.
Wrobel assumiu em meados do ano passado na tentativa de arrefecer a crise que mergulhava o departamento. Wallim, então VP de Futebol foi para o Patrimônio, antiga pasta Wrobel, único dirigente de alto escalação que permaneceu na transição da gestão Patrícia Amorim para a gestão Eduardo Bandeira de Mello.
Tem gente que acha que é fácil torcer pelo Flamengo. Esses não conhecem o “seu” Carlino, que nos seus 82 anos é de uma fidelidade incrível. Chova ou faça sol, ele sai as 5 da manhã para trabalhar. Quando o Flamengo perde, até quem não gosta de futebol aparece para tentar tirar um sarro com ele. Pior, os covardes somem diante das conquistas do Mengão.
Seu Carlino viu pela TV o Flamengo vencer a Chapecoense por 1×0. Seu Carlino fez a parte dele, torceu. Mas isso não significa que gostou muito do que viu. Afinal, o time é limitado; mas nesse jogo a atuação de Samir, Jonas, Luiz Antonio, Canteros e Pará foram boas.
Eu aprendi a torcer pelo Flamengo com seu Carlino. Por isso que sou convencido que torcer é algo incondicional. Entretanto, conforme já abordei em textos anteriores, o torcedor contemporâneo se tornou uma espécie de consumidor, e isso propicia a criação de sofismas para justificar erros ou acertos.
O sofisma nos leva a crer que a realidade tem que ser a que queremos, e não necessariamente a que vivemos. Em função disso a caça as bruxas toma o lugar das atitudes objetivas. Por isso que são eleitos os bodes expiatórios. Da noite para o dia um determinado atleta não presta, até o ponto de nenhum prestar, assim como treinador e diretores são ultrapassados.
O que difere o futebol atual é a possibilidade dos torcedores se manifestarem amplamente, com destaque para o que se propaga nas redes sociais. O que se vê nos comentários da maioria dos sites especializados em esportes (com ênfase no futebol) é uma verdadeira guerra de informações. E assim como na guerra tradicional, a primeira coisa que morre é a verdade.
Com relação ao nosso Flamengo, inegavelmente há novas situações que trouxeram a constatação de novos tempos. Novos sim, inéditos não. Afinal, nunca é demais lembrar que ao longo da década de 80 vivemos um período em que os resultados de dentro de campo eram refletidos fora dele e mais, fortalecidos por uma gestão financeira que não atrasava salários, por exemplo.
Houve tempos na Gávea, que o “bicho” era pago aos jogadores em até 48 horas. Pagar em dia sempre foi obrigação, porém todos sabem de épocas em que o mês no Flamengo poderia chegar até a 90 dias para os atletas do futebol e, pasmem, cerca de oito meses para os demais funcionários.
Então não pode haver dicotomia entre a gestão financeira e a gestão do futebol. Uma é ligada intrinsecamente a outra. Não obstante essa compreensão a realidade é capaz de impor atitudes contraditórias, proporcionando paradigmas para o futebol profissional que foram, no mínimo, irresponsáveis, onde os clubes contrataram sem se importar como honrar seus compromissos. E o Flamengo foi perdendo litígios judiciais para Romário, Gamarra, Petcovich e mais dezenas de jogadores, além de cerca de 800 ações trabalhistas com profissionais diversos.
O paradoxo maior é saber que, assim como praticamente todos os times grandes do Brasil, caso o Flamengo fosse uma empresa comum, provavelmente teria falido ou, na melhor das hipóteses, se tornaria concordatário.
Por tudo que abordei, nós temos que declarar gratidão a atual diretoria. Todavia, por razões diversas, a presente gestão do futebol não apresenta resultados muito diferentes das gestões pós 1992. Um dos principais motivos deveria nos ser óbvio, a ausência de jovens valores da base capazes de construir hegemonia ao longo do tempo no time de futebol profissional.
Ocorre que cometemos um erro de juízo de valor para com as possíveis revelações, e matamos os meninos no nascedouro. Vou citar alguns. Andrezinho, Felipe Melo, Felype Gabriel, Adryan, Pedro Beda, Caio Rangel, Matheus, Negueba, Rafinha e mais outros jovens que se destacavam nas categorias de base, mas que por diversos motivos não vingaram com a camisa do Flamengo no time profissional.
Nesse exato momento temos dois jogadores na seleção sub-20: Jorge e Jajá. Ocorre que, se eles tiverem bom desempenho na Seleção Brasileira , como parece que estão tendo, e não atendendo de imediato os problemas da equipe profissional do Flamengo, a possibilidade de irem embora a um preço pífio aos cofres do Fla, é muito grande.
Um Flamengo forte passa por uma base forte, por um trabalho de longo prazo da comissão técnica, e de contratações pontuais de lideranças técnicas. E aí está outro erro significativo. Esta gestão conseguiu a façanha de contratar sete treinadores. Sendo que o melhor trabalho foi o de Mano Menezes, que resultou na conquista da Copa do Brasil. Enfatizo esse fato, pois Jayme de Almeida foi campeão por um time montado por Mano Menezes, disso não tenho dúvidas.
Mano Menezes saiu alegando que o time não o entedia, mas hoje desconfio que ele via algo de muito errado, que estava no Clube, no elenco, ou em situações que envolviam terceiros. Mano era um treinador de longo prazo, a meu ver.
Os demais foram fracassos. Exceto Luxemburgo, que pegou a equipe em uma situação muito ruim. Na visão da diretoria, Luxa teria condições de realizar um bom trabalho de longo prazo. Na minha também. Ocorre que Luxa declarou publicamente sobre a necessidade de contratar. O que se comprovou evidente. Se isso melindrou jogador já é outra história. Se manter Luxa para 2015 foi um erro, a diretoria demiti-lo com o Campeonato Brasileiro em andamento foi um fracasso.
Fracasso comum aos times no Brasil. Estamos na sexta rodada do campeonato e já foram demitidos seis treinadores. E esses mesmos demitidos logo assumem as vagas dos outros. É uma rotina vergonhosa. Eu como rubro-negro tenho vergonha maior ainda quando testeminhei ao longo dos anos contratações como a de Ney Franco que, nas duas vezes em que esteve no comando do Fla, nos deixou na zona do rebaixamento.
Agora contratamos Cristóvão. Dizer que ele não tem bagagem para assumir o Flamengo não é cornetá-lo, é uma simples constatação. Acho que ele já fez trabalhos dignos, porém sua contratação conflita com a visão de longo prazo que defendo. Cristóvão veio para fazer o que todo treinador vem fazer no Flamengo: apagar incêndio. E, no desespero, muitos colegas passaram a defendê-lo com unhas e dentes, sob uma tênue justificativa que o time melhorou a postura, posicionamento, vontade.
Mas assim como hoje ouvi por duas vezes que Luxemburgo tem responsabilidade zero das duas vitórias consecutivas, desde que assumiu o Cruzeiro, Cristóvão obtém os mesmos resultados do Flamengo de Luxa. A questão é muito simples, Luxemburgo herdou um time arrumado, enquanto Cristóvão um desarrumado e permeado de vícios de um passado recente.
Lamento informar aos meus amigos que acham que, com esse elenco, aliado a todas as contratações especuladas, o Flamengo disputará título do Campeonato Brasileiro de 2015, que isso não faz sentido. Desculpem-me, mas não alimento tal expectativa, pois o Flamengo não se preparou para a competição, e não foi só por causa de uma suposta incompetência dos gestores do futebol, mas também pela concorrência com outras equipes que disputariam a Taça Libertadora da América, que acabaram tendo prioridade na escolha de vários jogadores, como por exemplo, Luccas Pratto que foi para o Galo.
Por mais apaixonado torcedor que eu seja, é difícil acreditar que essa equipe que vi suar para ganhar da Chapecoense com um a menos vá mudar da água para o vinho em 32 rodadas faltantes. A realidade é dura, não temos elenco. O que está se formando poderá dar frutos em 2016, ou 2017, mas a tarefa para 2015 é até fácil, diante do nível do certame: se manter na primeira divisão.
Espero que Cristóvão acerte a equipe de forma a fazê-la jogar com simplicidade e objetividade. Torço para vencermos Coxa e Galo na seqüência, mas sei que isso demandará superação do time, e não necessariamente a vontade do treinador. Uma coisa é certa, se ficarmos colocando as mazelas do pobre futebol apresentado na conta do ex-treinador, nós cometeremos o grave erro de negar a responsabilidade da diretoria. Afinal, a gestão do Clube é a que detém o poder de montar a comissão técnica e contratar.
Se em algum momento passou na cabeça de algum gestor rubro-negro que seria possível suportar mais um ano com um time medíocre, esse pensamento já foi demovido, principalmente após a entrevista em que nosso ex-treinador foi veemente na afirmação de que o Conselho Gestor não entendia nada de futebol. Curiosamente nosso gerente de futebol Rodrigo Caetano ampliou sua exposição diante dos assuntos afins no Flamengo, logo após as reclamações publicas de Luxa.
A divulgação persistente de reforços nos leva a ficar em dúvida se a austeridade proferida até agora não estaria por ruir. Longe de eu querer que isso ocorra. Mas Diego, Robinho, Ganso, Sheik, assim como Guerrero não virão de graça. E também não sei se Alan Patrick e mais dois do instável Palmeiras seriam soluções.
Fico receoso se a diretoria ceder à fórmula do Sr. Márcio Braga que, diante de salários atrasados contratou Dimba a peso de ouro. Lógico que a situação estrutural é diferente, mas a dívida do Flamengo em 2004 era menor do que a atual. Os tempos eram outros, e não queremos que eles retornem.
No fundo eu acredito que a diretoria queira mais do que nunca ajustar as contas do Flamengo, de modo a permitir que sejamos um super clube no menor espaço de tempo possível. Mas o relógio deles é bem diferente do da Magnética. Nossa torcida já deu mostras que apóia a organização financeira, mas nem mesmo o seu Carlino gosta de ser motivo de chacota. Até por que seu Carlino tem 82 anos de Flamengo na primeira divisão, e sequer conta com tal possibilidade.
Em termos práticos, a diretoria deveria ter sido mais clara nos momentos cruciais. Se ela achava que esse elenco daria conta do recado, mas Luxa não, então deveria ter trocado de treinador no fim de ano. Mas a partir do momento que manteve Luxemburgo no controle, a diretoria deveria ter anunciado publicamente, e em particular aos jogadores, que Wanderley Luxemburgo era o treinador, e que tanto ele, quanto o grupo seriam cobrados.
A contratação do Cristóvão aparenta ter o objetivo de se ter um profissional já acostumado a trabalhar com o que se tem, sem ficar cobrando contratações. E nessa postura, os que vierem nem precisam ser chancelados pelo técnico. Ele que simplesmente trabalhe. Se não der certo, então será dispensado, para que venha alguém com um pouco mais de nome, e mais um salário a pagar.
Quanto ao campeonato, por mais analítico que eu tente ser, me vem a memória 2008, quando liderávamos jogando um futebol convincente, e repentinamente perdemos 4 jogadores na janela, e o time ficou uma longa sequencia sem vencer (acho que uns 10 jogos). Coisas desse tipo, associadas ao que ocorreu em 2009 me levam a crer que nem tudo está perdido, mas nossa Torcida tem que entender qual o seu papel na história.
Nem tudo foi, ou está perdido. Mas nossa posição na tabela continua muito ruim. Cáceres, Armero e Guerrero estão servindo suas seleções na Copa América. Estes e os eventuais reforços ainda não estão disponíveis. E por mais que possamos criticar, jogadores como Pará são o que temos no momento. Pará inclusive ganhou o meu respeito, pois, assim como o treinador Cristóvão, ele busca fazer seu trabalho com bastante dignidade, e enfrentou eventuais vaias com bastante coragem. Mas por favor, não cobrem de Pará ou de Cristóvão coisas que eles não são, Pelé ou Telê Santana.
Desqualificar o elenco do Flamengo seria um equívoco. O grupo não é ruim, mas claramente sente a falta de lideranças técnicas, jogadores que decidem e conseguem extrair o máximo de cada um da equipe. Nessa característica Robinho seria excepcional, Elias também. Jogadores desse naipe fariam Samir e Jonas crescerem, por exemplo. Jonas que vem se apresentando como um baita jogador, apesar dos críticos tentarem rotulá-lo injustamente como violento. Samir que é um zagueiro técnico, que já comprovou o seu valor, mas que necessita de orientações bem pontuais.
Nosso elenco é enxuto e eu não gostaria de perder atletas na janela de transferências. Não vejo grandes nomes disponíveis, o que torna o desafio maior para manter e qualificar o grupo atual, com vistas a consolidar um trabalho sustentável para os próximos anos. É inadmissível pensar que repetiremos 2009, para afundarmos como em 2010.
O Flamengo que sonho, e que acredito que devamos defender, deve ser inspirado naquele da década de 80, mas que vinha sendo gestado desde 1974, que já apresentava alguma solidez em 1978, e que se consolidou em 1980. Temos a oportunidade em recriar uma era de grandes conquistas. Resta saber se teremos a devida paciência e sabedoria.
A receita talvez seja bem simples: pé quente e cabeça fria…
Flamengo volta aos treinos nesta segunda após primeira vitória no Brasileirão
Eduardo retornou ao time titular e teve boa participação no jogo de sábado. (Foto: Flamengo Oficial – Gilvan de Souza)
Finalmente, uma segunda-feira menos turbulenta que as outras. O Flamengo depois de 5 jogos sem nenhuma vitória, triunfou no último sábado contra a Chapecoense, 1 x 0 sofrido com os ingredientes pra matar qualquer rubro negro do coração. O próximo jogo será sábado contra o Coritiba no Couto Pereira, portanto, uma semana inteira pra poder trabalhar.
E no treinamento de hoje, opção por trabalho técnico. Dois toques em espaços reduzidos. Era possível notar uma participação constante do treinador, insistindo na movimentação dos jogadores para troca dos passes e pedindo pros jogadores realizarem as tabelas com qualidade. Cristóvão procurava orientar e motivar o elenco. Nesse espaço reduzido, trocavam passes, trabalhavam o domínio de bola e deslocamentos para realizar triangulações.
Enquanto isso, os goleiros treinavam em separado com o preparador Wagner Miranda. O Flamengo retornará aos treinos na tarde desta terça feira, às 15:30.
As empresas que investem em clubes de futebol buscam um alto retorno do valor investido e por isso estampam suas marcas nas camisas dos clubes de futebol. Sendo que cada vez mais se prova que apenas essa exposição não é o suficiente para tal retorno e mesmo que em alguns casos seja, o objetivo é aumentar, cada vez mais, essa margem.
Daí que surge a ativação do patrocínio. A Ativação nada mais é que atividades realizadas com intuito de fortalecer sua presença e experiência dos torcedores junto à marca.
Com ativações bem-sucedidas, o retorno do investimento aumenta, o patrocinador fica satisfeito, no momento de renovação o valor do patrocínio aumenta, entrando assim em um círculo virtuoso. Há ainda a possibilidade de interesse de outras marcas em investirem no clube, aumentando ainda mais a cota.
Irei expor minhas ideias sobre ativações (nesse em futuros textos), e começarei com a Herbalife.
Tive essa ideia em Dezembro, com o intuito de realizá-la no período da pré-temporada.
Temos um jogador que luta contra a balança, o nosso gordinho Anderson Pico, e temos um jogador que tem o problema oposto, a promessa eterna de 25 anos, o Gabriel.
Talvez muitos não saibam, mas a Herbalife não se trata de shakes mágicos de dieta. A Herbalife é nutrição, onde suas refeições têm todos os nutrientes necessários para uma alimentação saudável. Com isso, ela tem programas de perda de peso e também ganho de massa. Não estou fazendo propaganda da Herbalife, apenas informando o que ela faz, já que muitos desconhecem.
A ideia é a seguinte: Caso ambos os jogadores aceitem participar, Pico e Gabriel participariam de uma espécie de “reality show” a ser transmitido pelo youtube, ou em algum canal interessado ou pago pela Herbalife, onde semanalmente seriam avaliados, com intuito de chegarem às metas pré-estabelecidas pelos nutricionistas da Herbalife e do Flamengo.
É óbvio que os resultados, tanto para a perda de peso e ganho de massa, não seriam os definitivos nesse curto espaço da pré-temporada, este seria apenas um começo da ativação, com metas semanais focando no resultado obtido para o final da mesma, podendo continuar com o programa durante o campeonato carioca.
Seria um programa semanal curto, de no máximo 30 minutos, mostrando o dia-a-dia de ambos, realizando as atividades físicas exigidas na pré-temporada e usando os produtos da Herbalife. Em cada episódio teria o “minuto Herbalife”, onde dicas de como usar determinados produtos e receitas com seus produtos seriam dados.
O objetivo é mostrar para os torcedores que ao usar seus produtos, se obtêm os resultados esperados e incentivar o uso/cadastro do máximo de flamenguistas possível. Com o intuito de mensurar o retorno, a Herbalife criaria um cadastro Rubro-Negro, onde na ficha de cadastro com qualquer distribuidor ou níveis superiores, ele informaria que se cadastrou por causa do reality show.
Para os sócios-torcedores, eventos seriam feitos no Maracanã, Ninho do Urubu e Gávea onde presidentes da Herbalife, junto com nutricionistas do clube explicariam o negócio da empresa e em caso de cadastro, haveria um desconto no valor do contrato, ou uma maior margem de lucro nas futuras vendas do novo distribuidor rubro-negro.
Enfim, tenho uma proposta mais elaborada, mas estou simplificando ao máximo para um melhor entendimento e interesse e vocês!
Mesmo com esse começo muito aquém do esperado, temos motivos pra não desanimar
Faltam 41 pontos! Desse ano não passa! Quantas vezes já ouvimos esse tipo de discurso, não? No começo do Brasileirão de 2015 então, o desespero tomou conta de alguns, na quinta rodada! Temos motivos pra isso? Ou é melhor acreditar na força do Flamengo, e ter a ciência que o Manto Sagrado entorta varal? Vamos relembrar aqui duas arrancadas históricas do Flamengo, em 2007 e 2009.
Momento da finalização de Juan. 2 x 0 e final de uma arrancada histórica.
Em 2007, o Flamengo começou o campeonato com uma péssima campanha com o “professor” Ney Franco no comando. Naquele ano, o Pan Americano paralisaria o Campeonato Brasileiro, e o Flamengo com apenas uma vitória em seis jogos figurou na zona de rebaixamento durante o RIO 2007. Fator que foi preponderante para a demissão de Ney Franco, e pro seu lugar viria Joel Santana, o que daria início a uma arrancada mágica. Embalado pela torcida que lotava o Maracanã entoando o “Tema da vitória”, o Flamengo conquistaria 55 pontos e dos 31 jogos restantes no campeonato, naquela altura na sétima rodada, venceria mais da metade.
O jogo contra o Atlético Paranaense, coroaria essa recuperação. Quase 90 mil Rubro Negros estiveram presentes e assistiram a vitória do Flamengo por 2 x 0, com gols de Juan e Renato Augusto. Cartazes no Maraca levavam a seguinte frase: dormi na segunda e acordei na libertadores! E foi o que aconteceu, o renascimento do Flamengo carregado nos braços de seu povo.
E em 2009, a caminhada do hexa. O ano em que os Deuses Rubro Negros mais trabalharam. Ou você vai falar que é normal um veterano que voltou pra quitar dívidas e que estava encostado no elenco ser o craque do campeonato? E que nomes comuns como Airton, Toró, Zé Roberto, Álvaro e David Braz fariam tanta diferença? Que um banco com Gil e Denis Marques não comprometeria o restante do elenco? O Imperador voltou, e seus súditos mais uma vez fariam o que estamos acostumados a ver. Com média de 38 mil presentes por jogo, o Flamengo faria algumas apresentações épicas diante da Nação, como contra São Paulo, Atlético Mineiro, Palmeiras, Santos e Grêmio.
O Flamengo, que na vigésima segunda rodada era o décimo colocado no campeonato, conectado à magia de sua torcida foi superando adversário por adversário e assumiu a liderança na penúltima rodada, após vitória sobre o Corinthians, em Presidente Prudente. E na última rodada o Brasil parava pra ver o Hexacampeão. O Rio completamente mobilizado, certeza total de 100 mil rubro negros naquela tarde de sol. Gols de David Braz e Angelim de cabeça, e uma virada pra entrar pra história. No dia 06, o sexto título Brasileiro. 06/12/2009.
Dá pra duvidar do Flamengo? São Judas Tadeu é o santo das causas impossíveis e protetor desse gigante que é nosso clube. E hoje, na sexta rodada do Brasileiro, existe necessidade de falar por aí que vai abandonar a nossa maior paixão? Acreditem, irmãos. Ninguém explica, ninguém consegue entender o Flamengo. Mas a gente já viu que jamais podemos duvidar.
No #Lulucast 2.0 edição 21 @danisouto, @BrunaLugatti, @Cissa_Morena e @NivinhaFla falaram sobre a primeira vitória do #Flamengo no Brasileirão. A situação estava tão feia que elas, com exceção da Bruna, consideraram a vitória um ‘chapeca iáiá’.
O papo foi descontraído e alegre, cheio de brincadeira. Só vendo pra entender como foi. Como de costume as meninas interagiram com a galera pra saber a opinião de todo mundo sobre os temas conversados.
Falaram ainda sobre o empate mequetrefe com o Cruzeiro no meio da semana e sobre a próxima rodada contra o Coritiba fora de casa.
Novos ares hão de reinar na Gávea e o Flamengo vai engrenar uma boa fase!
#RumoAoHepta
Assista o programa:
Vem papear com a gente também! Nosso encontro é todo #domingo, mas durante a semana podemos conversar através das redes sociais. Mande sua ideia, crítica, sugestão. Use #Lulucast nos comentários!
Em evolução com novo técnico, Flamengo joga bem o suficiente pra vencer a primeira partida do campeonato brasileiro. Eduardo Da Silva se movimenta bem, e Gabriel decide
Por: Hesley Menezes (Twitter: @_hesleymenezes)
Paulo Victor: 7 – Não teve trabalho durante o jogo, mas quando foi exigido em uma paulada que Apodi soltou de fora da área, fez uma defesa sensacional pra garantir o 1×0 do Mengão.
Luiz Antônio: 7,5 – Improvisado novamente na lateral direita, Luiz fez ótima partida nesse sábado no Maracanã. Apoiou com muita vitalidade no ataque, e quando precisou fechar bem a linha defensiva, fez com eficiência.
Wallace: 7 – Bem no combate e nos botes, o capitão rubro-negro fez boa partida. Quase abre o placar em cabeçada firme no início do jogo. Mas ainda quer ser zagueiro-armador inventando uns lançamentos da defesa pro ataque.
Samir: 7 – A dupla de zaga do Flamengo não teve lá tanto trabalho, e assim como seu parceiro, Samir também fez boa partida. Não perdeu uma dividida. No final, sentiu cãibra e pediu pra sair.
Pará: 6,5 – Jogou improvisado na esquerda e não comprometeu. Não apoiou como o titular da posição faz, mas não deu espaço algum na defesa pra qualquer tentativa de ataque da Chape.
Jonas: 7,5 – Um monstro no meio campo. É difícil passar por Jonas. E se o adversário passa, ele não desiste da jogada, e em muitas das vezes se recupera no lance. Quase fez um golaço em uma bomba que soltou de perna esquerda.
Márcio Araújo: 7 – Outro que fez boa partida no meio campo. Seu trabalho é marcar e conduzir a bola ao ataque na sua característica: passadas largas e velocidade. Em um desses lances, fez fila passando por 3 e saiu na cara de Danilo. Era só chutar e cair na graça da torcida. Seria até chamado de Messi Araújo. Mas ele não chutou e acabou se enrolando.
Canteros: 7,5 – Quando o meio funciona, não adianta… o argentino Canteros vai sempre se destacar. Começou o jogo mais adiantado, e tava sumidão no jogo. Depois recuou e seu futebol começou a aparecer. Distribuiu bem o jogo, fez o meio rodar, e sempre que possível, aparecia lá na frente dando opção de passe.
Cirino: 4,5 – Foi útil apenas na falta que resultou na expulsão do zagueiro da Chapecoense. No mais, não acertou nada. Errou passes fáceis, inventou quando não tinha que inventar, e na hora de partir pra cima se omitiu. Nesse brasileirão, a camisa do Flamengo tá pesando um pouco mais pra principal contratação do ano até o momento.
Gabriel: 8 – Vinha fazendo um campeonato brasileiro horroroso. Mas já demonstrou melhor desenvoltura e mais confiança no jogo contra o Cruzeiro. Hoje, não se omitiu e partiu pra cima da zaga da Chapecoense. Acertou e errou, mas já havia sido o melhor em campo no 1° tempo. Foi recompensado pela entrega no 2° tempo com o gol da primeira vitória do Flamengo no campeonato.
Eduardo Da Silva: 8,5 – O melhor em campo. Prendeu a zaga, abriu espaço, fez pivô. Quando a saída de bola estava complicada, era Eduardo Da Silva que vinha na defesa receber a bola. Partida fantástica do croata. Deu a mobilidade ao ataque Alecsandro nunca deu. No final do jogo, quando o árbitro inventou 5 minutos de acréscimos, Eduardo gastou pelo menos uns 4 segurando a bola na linha de fundo. É o jogador mais inteligente do time.
Paulinho: 6 – Não teve muito tempo pra mostrar muita coisa. Entrou no lugar de Gabriel apenas pra não deixar o ataque sem fôlego. No fim, ajudou a prender a bola na linha de fundo.
Frauches: 6 – Entrou na função do Jonas, que pediu pra sair por cansaço e não teve trabalho no meio campo. A Chape com um a menos já estava entregue.
Bressan: sem nota. – Entrou apenas pra dar um chutão. Normal.
Cristóvão Borges: 7,5 – Escalou o time muito bem. Luiz Antônio já tava pedindo passagem na lateral direita, e foi escalado corretamente. Improvisou Pará na esquerda corretamente, já que Pico não vive boa fase. Nas substituições, trocou apenas o 6 por meia dúzia.
Flamengo volta ao Maracanã neste sábado para enfrentar a Chapecoense. A pressão pela primeira vitória é grande.
Por George Castro – @George_CRF
Cinco rodadas, apenas 1 ponto conquistado e a 19º colocação no Campeonato Brasileiro. É assim que a equipe do Flamengo chega para disputar a 6ª rodada da competição nacional, na tarde deste sábado.
O adversário da vez é a boa equipe da Chapecoense que, com 9 pontos conquistados, ocupa a 7ª colocação na tabela. O time rubro-negro amarga 3 derrotas seguidas e vai a campo muito pressionado por um bom resultado. Vindo de um jogo na quarta-feira e com apenas 1 dia de treino, Cristovão Borges trabalha para dar uma cara ao time e assim conseguir a primeira vitória na competição. Com o treino fechado a imprensa, Cristovão não deu pistas do time que deve levar a campo, mas mudanças serão feitas já que Canteros retorna após cumprir suspensão e Éverton cumprirá suspensão por ter levado o terceiro cartão amarelo.
Jayme e Alecsandro conversam. Atacante teve
O ataque é outro setor onde ocorrerá mudança em relação à última partida. O site oficial do Flamengo anunciou nesta sexta-feira a despedida do atacante Alecsandro, que já está acertado com o Palmeiras. Sendo assim, Eduardo deve ganhar uma oportunidade como titular do ataque. A dupla de zaga não deverá sofrer alterações, com Samir e Wallace iniciando a partida. E o setor defensivo, com 10 gols sofridos em 5 jogos, é um dos mais cobrados e criticados.
O jogo promete ter casa cheia, pois os torcedores já começaram a se mobilizar através das redes sociais para incentivar o maior número de pessoas possíveis a irem ao maraca. Nesse momento o intuito é de apoiar o time, ajudando na conquista da primeira vitória, mas o clima pode mudar rapidamente caso o resultado seja negativo. A torcida ainda acredita na recuperação do time no campeonato, mas já demonstra sinais de impaciência e insatisfação, tanto com o elenco quanto com a diretoria. Durante o treino na manhã de sexta alguns torcedores das torcidas organizadas do Flamengo foram ao CT Ninho do Urubu para conversar com o diretor Rodrigo Caetano, para mostrar apoio e também cobrar uma mudança de postura em busca da vitória.
Ficha Técnica: Flamengo x Chapecoense Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ) Data: 06/06/2015 Horário: 18:30h (de Brasília)
Flamengo: Paulo Victor, Pará, Wallace, Samir, Pico; Jonas, Canteros, Arthur Maia; Paulinho, Cirino e Eduardo.> Técnico: Cristovão Borges. Chapecoense: Danilo; Abuda, Rafael Lima, Vilson e Dener; Elicarlos, Bruno Silva, Gil e Wagner; Ananias e Edmílson Técnico: Vinícius Eutrópio
Na manhã dessa sexta-feira o Flamengo realizou o seu único treinamento antes da partida contra a Chapecoense, nesse Sábado no Maracanã às 18h30min. O treinamento foi fechado para a imprensa por 40 minutos, nesse período o técnico Cristóvão Borges realizou os últimos ajustes para a partida em que só a vitória interessa para orubro-negro que ocupa a penúltima colocação na tabela, com apena um ponto em cinco jogos.
Quando finalmente o treino foi aberto à imprensa, o que se viu foram duas atividades, uma com todo o grupo e uma atividade de finalização com os reservas, onde se destacaram Arthur Maia e Eduardo da Silva.
Treinador realizou duas atividas após abertura do Ninho para a imprensa. (Foto: Site Oficial)
Torcidas Organizadas aparecem no Ninho e prometem apoio
Antes mesmo do treino ter início, membros de algumas Torcidas Organizadas já estavam presentes na entrada do Ninho do Urubu. Assim que a imprensa foi liberada, o gerente de futebol do clube, Rodrigo Caetano, conversou com quatro integrantes em uma sala. O conteúdo integral da conversa não foi divulgado, mas Cristóvão Borges revelou que eles prometeram apoio ao time amanhã no Maracanã.
Na coletiva, Cristóvão revela que faltam poucos ajustes para definir o time
Após o treinamento, o técnico Cristóvão Borges concedeu entrevista coletiva na sala de imprensa do Ninho do Urubu. Como era de se esperar, a tônica foi em cima da necessidade da vitória no jogo de amanhã. Além disso o treinador ressaltou que restam poucos ajustes para a definição da equipe titular que enfrentará a equipe catarinense amanhã. Confira as principais falas do treinador rubro-negro.
Chapecoense
“Tenho que pensar um pouco, vou olhar mais um pouco da Chapecoense. Tivemos que fazer algumas mudanças obrigatórias, mas é um jogo diferente. O comportamento e o posicionamento mudam. Tenho algumas pequenas indefinições.”
Força da torcida
“Temos a torcida como maior patrimônio do Flamengo, e sua força é reconhecida não só por nós como pelos adversários.”
Ao contrário do que se esperava, o atacante Alecsandro rescindiu o contrato com o Flamengo nessa tarde e não enfrentará a Chapecoense.
Confira a lista de relacionados para a partida de amanhã:
Goleiros
Cesar e Paulo Victor
Zagueiros
Bressan, Frauches, Marcelo, Samir e Wallace
Laterais
Anderson Pico, Pará e Thallyson
Volantes
Jonas, Canteros, Luiz Antonio e Márcio Araújo
Meias
Arthur Maia e Matheus Sávio
Atacantes
Eduardo, Gabriel, Marcelo Cirino, Paulinho e Douglas Baggio.
Desde 2012 no Corinthians, Paolo Guerrero, após uma longa novela sobre a sua renovação com o clube paulista, acabou não renovando, e acertando com o Mengão por 3 temporadas.
O atacante peruano de 31 anos, disputou 126 Jogos Oficiais pelo Corinthians. Balançou as redes em 52 vezes, deu 14 assistências, recebeu 23 cartões amarelos e 1 vermelho, recentemente, contra o Once Caldas.
Dentre esses 52 gols, 2 foram importantíssimos para o clube paulista. Os 2 gols no Mundial Interclubes de 2012, sendo 1 na semifinal e outro, que resultou no título, na final contra o Chelsea. Ganhou 3 títulos pelo clube.
Destacamos também os números dele na Libertadores. Pelo Corinthians, disputou 12 Jogos, fez 8 gols, deu 2 assistências. Bons números em uma competição mais importante. Neste ano, fez uma trinca (3 gols no mesmo jogo) contra o Danubio.
2012
Chegou na metade do ano ao Corinthians. Foi contratado para disputar o Mundial e tentar levar o caneco para o clube paulista. Deu certo. Campeão e herói do título alvinegro. Disputou apenas 17 jogos, fez 8 gols. Média de quase 0,5 a cada jogo.
2013
Das 5 competições onde jogou, só não marcou na Copa do Brasil. Balançou as redes no Paulistão, Libertadores, Recopa e Brasileirão. Marcou 18 em 46 jogos. Devido à lesões, não jogou muito no fim da temporada.
2014
Discreto no Paulistão, artilheiro no Brasileirão. Foi o artilheiro do clube na temporada, com 16 gols. Cresce em jogos grandes, como nos jogos contra o Atlético-MG, na Copa do Brasil.
2015
Ótimo início de temporada. Em 18 jogos, marcou 10 gols, sendo 4 em 5 jogos na Libertadores. Contribuiu também com 4 assistências.