Após perder para o Bangu, o Flamengo foi com tudo em busca da vitória pra cima do Madureira, na Gávea. A equipe comandada por Zé Ricardo não tomou conhecimento do tricolor suburbano, goleando por 4 X 0, com gols marcados por Patrick, Trindade, Lucas Silva e Thiago Ennes. O destaque da partida vai para o volante Trindade que marcou um gol e deu assistência para outro. O Mais Querido volta a campo no próximo domingo (13), às 15h, para enfrentar o Friburguense, também na Gávea.
O JOGO
O jogo começou bem equilibrado, com o Madureira tomando a iniciativa da partida. O primeiro lance de perigo veio por meio de Thiago Ennes que recebeu boa bola dentro da área e finalizou pra fora. O lateral foi o principal jogador do Flamengo na primeira etapa e esteve sempre apoiando muito bem. O jogo continuou equilibrado, mas após a parada técnica o Flamengo começou a dominar a partida e logo chegou ao gol, Trindade pressionou o adversário e conseguiu roubar a bola, cruzou para Patrick marcar. O rubro-negro ainda teve uma chance para marcar o segundo gol, após um contra-ataque puxado por Cafu, que tocou para o centroavante Fabrício que parou no goleiro do Madureira, em bela defesa.
Na segunda etapa, o Flamengo marcou um gol relâmpago, em menos de um minuto. Cafu tocou para Trindade que mandou para o fundo da rede. A partir daí o Mais Querido só administrava a partida. O Madureira foi com tudo ao ataque, deixando muito espaço, e o Flamengo soube aproveitar. Lucas Silva marcou o terceiro para o Mengão após receber um bom passe de Trindade. Já no fim de jogo, Thiago Ennes fechou o placar.
Com a vitória, o Flamengo assume a 8ª colocação, com 12 pontos, ultrapassando o Madureira na tabela de classificação da Taça Guanabara Sub-20.
Levir Marques faz parte da equipe Mundo Bola Informação. Twitter: @LevirCRF
Na última rodada da fase de grupos da Copa da Primeira Liga, o Flamengo recebeu o Figueirense em Brasília, no Mané Garrincha. Com Ederson entre os titulares, o Mais Querido foi com força total pra cima dos catarinenses para garantir vaga na próxima fase e, consequentemente, a liderança na classificação geral.
O jogo começou bastante estudado, com as duas equipes se arriscando menos. Aos poucos o Flamengo foi se soltando e rapidamente deixou a equipe do Figueirense bastante recuada e buscando o contra-ataque.
A primeira chegada perigosa do Flamengo foi aos 11′ com Guerrero que chutou bem, após bela ajeitada de Willian Arão, e obrigou o goleiro Gatito Fernández a fazer boa defesa. Aos 18′, Rodinei fez boa jogada pela direita e achou Cirino na entrada da área. O atacante tentou o chute mas foi bloqueado. Aos 19′, após bobeada de Cuellar, Jefferson rouba a bola e tenta a jogada, mas o próprio Cuellar, se redimindo, fez belo desarme – os jogadores do Figueirense pediram pênalti, mas o juiz deu lance normal. Aos 29′, em lance curioso, Paulo Victor e Wallace se enrolaram e Marquinhos Pedroso recuperou a bola e tocou para Everton Santos, que apenas empurrou para o gol. Figueirense 1 a 0.
O Flamengo buscou o empate e não demorou muito tempo para conseguir. Aos 33′, Ederson fez boa jogada, chegou na raça e a bola sobrou para Guerrero, que bateu colocado no canto direito de Gatito Fernández e empatou o placar.
O Figueirense cresceu no jogo e quase chegou ao segundo gol com Jefferson, que cabeceou bem e obrigou Paulo Victor a fazer boa defesa. O Flamengo respondeu com Willian Arão, que fez ótima jogada individual pela direita mas na hora do passe, o volante nao achou ninguém. No rebote, Cuellar chutou e a bola explodiu em Nirley.
O último ataque da primeira etapa foi do Figueirense. Everton Santos cruzou com bastante perigo na cabeça de Jeferson, que cabeceou forte, mas Paulo Victor segurou firme.
Em alguns momentos do primeiro tempo a torcida, impaciente, vaiou o time, que criou poucas chances.
A bola rolou para a etapa final e o Flamengo voltou melhor. Logo aos 3′, Ederson avançou pelo meio e tocou para Sheik. O atacante chutou e a bola explodiu em Gatito Fernández, que saiu bem do gol. Aos 5′, foi a vez do Figueirense tentar a chegada. Dudu aproveitou a sobra e chutou em cima de Paulo Victor. Aos 15′, Éderson roubou a bola e tocou para William Arão, que chutou de fora da área mas a bola foi pra cima.
Aos 19′, após boa triangulação entre Willian Arão, Guerrero e Sheik, o camisa 11 chutou na saída do goleiro e a bola passou raspando a trave.
O Flamengo chegou de novo aos 22′ com Gabriel pela esquerda. O meia, que entrou no lugar de Éderson, bateu cruzado e a bola bateu na trave. Em seguida, Guerrero pegou o rebote e bateu firme nas mãos do goleiro, que espalmou para a lateral.
Aos 26′, após roubada de bola, Sheik encontrou Gabriel e o meia avançou pela esquerda, tocando pra Guerrero. O atacante ajeitou para Cuellar e o volante bateu forte exigindo mais uma boa defesa de Gatito Fernández.
Aos 33′, boa falta frontal a favor do Flamengo e Gabriel, após jogada ensaiada, bateu com bastante perigo e a bola foi desviada para escanteio.
O Flamengo seguia pecando nos passes e cedendo contra-ataque ao Figueirense. Em descida pela direita, Carlos Alberto tocou para Bady e o meia chutou por cima do gol.
Aos 38′, Cuellar voltou a bobear no meio e perder a bola. Na sequência, Carlos Alberto tentou o drible mas foi desarmado, e na sobra Bady chutou nos pés de Paulo Victor.
Faltando cinco minutos para o fim da partida, Muricy fez mais uma substituição e promoveu a estreia de Paquetá na competição, substituindo Marcelo Cirino.
Aos 47′, em mais um contra-ataque, a equipe do Figueirense quase marcou o gol da classificação, mas Cuellar matou a jogada e cometeu a falta. Na cobrança de Carlos Alberto, a bola bateu na barreira.
Sem mais tempo, o juiz apitou e a partida terminou empatada em 1 a 1. O Flamengo concluiu a fase de grupos com 7 pontos e se garantiu nas semifinais, enquanto o Figueirense deu adeus à competição.
Foto: Gilvan de Souza / Flamengo
O Mais Querido aguarda a conclusão da rodada para saber o adversário da semifinal.
O próximo confronto do Mais Querido é pelo Campeonato Carioca no sábado (12), às 16h, contra o Madureira no Estádio da Cidadania, em Volta Redonda.
FICHA TÉCNICA:
Flamengo 1×1 Figueirense
Local: Estádio Mané Garrincha
Horário: 19h30min
Flamengo: Paulo Victor; Rodinei, Wallace, Juan e Jorge; Cuellar, Willian Arão e Ederson (Gabriel); Marcelo Cirino (Lucas Paquetá), Emerson Sheik e Guerrero.
Figueirense: Gatito Fernández; Leandro Silva, Marquinhos, Nirley e M. Pedroso; Elicarlos, Jefferson (J. Caucaia) e Bady; Dodô (Carlos Alberto), Dudu e Éverton Santos (Gabriel Esteves).
Gols: Éverton Santos 29′ 1º T; Guerrero 33′ 1º T
Cartões amarelo: Gatito Fernández e Jackson Caucaia (FIG); Rodinei (FLA)
Em jogo disputado pela terceira rodada da Primeira Liga, Flamengo não jogou bem e apenas empatou com o Figueirense em Brasília. Confira as notas de Flamengo 1×1 Figueirense:
Paulo Victor: Começou um pouco desligado, vacilou no lance do gol, mas se redimiu e fez grandes defesas. A sombra no banco está de fato contribuindo com suas atuações. NOTA 7
Rodinei: Partida regular do camisa 2. Mesmo com sua velocidade e força, não conseguiu participar da mesma maneira que já atuou. Defensivamente foi seguro e não comprometeu pelo seu lado do campo. NOTA 6
Wallace: Estava bem, mas cometeu uma falha bizarra no lance que resultou no gol do Figueirense. No restante da partida cumpriu seu papel. Segue tendo que forçar antecipações na direita pra cobrir as subidas de William Arão. NOTA 5
Juan: Segue jogando em alto nível. Hoje mesmo enfrentando jogadores habilidosos e rápidos, foi eficiente em vários lances de perigo. No comando da linha de defesa conseguiu deixar os atacantes do adversário em posição irregular em bolas na área. NOTA 7
Jorge: Partida mediana. Tentou ser mais ofensivo do que tem sido nas últimas partidas e até criou boas jogadas, mas a fraca cobertura de Sheik não ajuda. Defensivamente fez desarmes, protegeu bem quando não precisava voltar para recompor de forma desesperada, mas cometeu um vacilo no meio campo que quase custou ao Flamengo o já magro resultado igual no placar. Com Mancuello de volta e Ederson, pode voltar a ter segurança pra jogar no ataque com a conhecida qualidade. NOTA 6
Cuéllar: Em alguns momentos parecia o único que estava ligado de verdade no jogo. Roubou várias bolas, deu combates firmes no meio e fez a distribuição no meio. Hoje fez algumas inversões com Arão e se arriscou em jogadas próximas à área do time catarinense. Cada vez mais titular. NOTA 7,5
Willian Arão: Fez um dos seus piores jogos até agora com a camisa do Flamengo. Não que tenha sido péssimo. Atacando foi excelente, caindo sempre pelo lado direito, criando jogadas perigosas com suas infiltrações. A parte defensiva foi seu ponto fraco hoje. Pouco ajudou na marcação, além de perder a bola em zonas perigosas. NOTA 6
Foto: Gilvan de Souza / Flamengo
Ederson: Uma pena que o nosso camisa 10 ainda não aguente jogar os 90 minutos do jogo. Enquanto esteve em campo, foi o melhor do Flamengo. Com uma visão diferenciada, sempre em busca da direção do gol. Foi assim que criou a jogada do gol de empate do Guerrero. Recebeu entre as 2 linhas defensivas do Figueirense e partiu pra cima da defesa em busca do gol. Ele foi fazendo fila, brigando, batendo, rebatendo, até ela sobrar pro camisa 9. Ele ainda colocou Sheik na cara do goleiro 2 vezes. NOTA 7,5
Marcelo Cirino: Sofreu uma pancada no início do jogo que pode ter prejudicado seu rendimento na partida. Sofreu faltas perto da área com sua principal característica, a velocidade. Não fez mais que isso no jogo, esteve apagado. NOTA 6
Emerson Sheik: Jogou de preto e branco hoje. Parecia mais jogador do Figueirense do que do Flamengo. Perdeu duas chances claras na frente do goleiro, além de desperdiçar vários ataques. Perder gol e a bola no ataque não foi o suficiente pro camisa 11 na partida. Como em 2015, tentou a famosa caneta no meio de campo e cedeu um perigoso contra ataque pro time alvinegro. NOTA 4
Guerrero: Bom jogo do peruano. Marcou mais uma vez em 2016. Depois da ótima jogada de Ederson, a bola sobrou limpa para o Paolo, ele dominou, equilibrou o corpo e mandou de esquerda pro fundo das redes. Tentou tabelas e triangulações o jogo todo. Em uma com Ederson e Sheik, deixou o camisa 11 na cara do gol. NOTA 7
Gabriel: Entrou no lugar do cansado Ederson pra dar mais movimentação ao ataque flamenguista. Na sua primeira participação no jogo, apareceu sozinho na esquerda, entrou na área e bateu de esquerda. A bola carimbou a trave. Ainda participou de outras boas chances pelo lado esquerdo. NOTA 6,5
Brasília pode ser – e tem tudo para – se tornar a casa que o Flamengo tanto procura para o Campeonato Brasileiro. O Mané Garrincha, palco do empate de hoje diante do Figueirense, pela Primeira Liga, enfim, vai entendendo o que é receber o rubro-negro.
Não foi a melhor partida que o time fez esse ano, longe disso. O público, afastado pelo mau tempo e pelos preços salgados dos ingressos para um jogo praticamente sem importância, ficou em pouco mais de sete mil presentes.
Que sejam sempre esses sete. Os setenta diante do Coritiba, no ano passado, vaiaram um time que não perdia há seis partidas com vinte minutos do primeiro tempo. Nesse caso, queremos apenas os 10%, os que querem, de verdade, fazer com o que o Fla se sinta em casa na capital.
O churros? Ainda tá lá. Fica sentado e vaia qualquer toque errado. Mas os reais, os que fazem de Brasília a nossa residência, esses sim, querem fazer toda a diferença.
O Flamengo entra em quadra nesta sexta-feira (11) para iniciar a luta pelo bicampeonato da Liga das Américas. Pela terceira vez no Final Four em três anos, o Mais Querido terá um duro desafio logo de cara e lutará com todas as forças para chegar à grande final mais uma vez.
A estreia do Mais Querido será contra o Bauru às 18h45min. Caso vença, o Fla jogará a final de sábado (12) contra o vencedor de Mogi das Cruzes x Guaros de Lara, anfitrião das finais. Se perder, assim como ano passado, o rubro-negro disputa o terceiro lugar.
Conheça os adversários do Orgulho da Nação na luta pelo bicampeonato:
Bauru
O primeiro adversário do Flamengo no Final Four é o velho conhecido Bauru. Rival na NBB e vice do Mais Querido na edição passada do torneio, o time paulista venceu o rubro-negro na primeira rodada da competição desse ano por 77 a 73 no Panela de Pressão e foi completamente dominado no Tijuca Tênis Clube, quando perdeu por 85 a 69. Hoje a equipe está em segundo na Liga e disputa a liderança ponto a ponto com o Fla.
Na Liga das Américas, o Bauru se classificou em primeiro no Grupo B com três vitórias em três jogos. Na Segunda Fase, os paulistas venceram o Malvín na estreia e acabaram perdendo a partida contra o Mogi das Cruzes, o que fez o jogo contra o Quimsa decisivo. Com um resultado positivo de 73 a 63, a equipe conseguiu a classificação e chega para tentar voltar a jogar forte.
Mogi das Cruzes
O segundo brasileiro da competição é o Mogi das Cruzes. Entre os quatro times, os paulistas são os menos cotados a levar o título, mas não se engane. Na quarta colocação no NBB, o Mogi disputa ponto a ponto o terceiro lugar com o Paulistano e deu trabalho ao Flamengo no Tijuca Tênis Clube no duelo nesse campeonato. O jogo foi decidido nos segundos finais e o Mais Querido levou a vitória por 79 a 77.
Líder do Grupo A, a primeira fase do Mogi das Cruzes foi perfeita, com três vitórias em três jogos. Na segunda, a equipe perdeu logo de cara para o Quimsa, mas as vitórias sobre Bauru e Malvín e o saldo de +7 garantiram, nos critérios de desempate, a classificação na liderança.
(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)
Guaros de Lara
O Guaros de Lara já é um adversário conhecido do Flamengo. A equipe passou em primeiro lugar no Grupo D, que tinha Brasília, Capitalinos (CUB) e Capitanes de Arecibo (PUR), com duas vitórias e uma derrota. Na Segunda Fase, os venezuelanos encararam o Mais Querido na última rodada em casa e conseguiram vencer por 92 a 87, resultado que garantiu a classificação para o Final Four.
Durante o duelo, o Flamengo sofreu bastante principalmente por entrar na partida achando que não iria perder pelos 24 pontos que o eliminariam. Com isso, o time jogou mal e viu o Guaros aumentar cada vez mais sua vantagem, conseguindo inclusive tirar momentaneamente o Mais Querido do Final Four. Graças à reação no último quarto, o rubro-negro conseguiu se classificar também.
A atenção do Flamengo deve ser redobrada caso as equipes venham a se enfrentar na final ou na disputa pelo terceiro lugar. Além de ter o fator casa a seu favor, o Guaros mantém um time forte principalmente por ser a base da seleção venezuelana, pelos estrangeiros habilidosos no elenco e pelo treinador inteligente que comanda o adversário.
— Por que você não matou ele? — Eu não botei ele no mundo — Frye respondeu. — Não achei que tinha o direito de tirá-lo dele. — Mas e o outro que você matou? — Não matei quando ele estava deitado no chão, ferido. — Qual a diferença? — Sr. Danaher, não vê a diferença?
O Mengão começou 2016 de maneira bem razoável, penso eu. Muricy vai aos poucos dando forma ao time titular e já é possível ver que o time tem boa posse de bola. Mas hoje o assunto não é o desempenho do time. Vou falar dos jogadores do Flamengo.
O diálogo que abre este texto está no livro “A Lei em Randado”, do escritor americano Elmore Leonard (recomendo fortemente). É um livro de faroeste, claro, afinal estamos num saloon. O ponto principal do livro é a força de caráter de um jovem xerife, Kirby Frye, desafiado por um rico fazendeiro da cidade. Em nenhum momento o xerife Frye sai da linha do certo e do errado para fazer seu trabalho. Ele sabe que isso tem um preço e paga sem hesitar. Kirby acredita no que faz e é isso o que o move. E onde entram os jogadores do Flamengo nessa história?
Bem, no ano passado muito se falou da falta de comprometimento de muitos jogadores. Exceção feita ao período das seis vitórias seguidas sob o comando do Oswaldo de Oliveira, o resto de campeonato do Flamengo foi ao som das cornetas da torcida. Eu próprio fui um dos integrantes da orquestra. O “Clube da Stellinha” era a representação máxima da falta de vontade, falta de ambição dos rapazes em campo. E isso se deve porque nenhum deles, creio eu, está feliz com sua profissão.
Para o xerife Frye há lutas pelas quais vale a pena morrer.
Digo isto pois não consigo entender como um sujeito que decide ganhar a vida como jogador de futebol precise de motivação para jogar pelo Clube de Regatas do Flamengo. Pois ano passado ocorreram casos de jogadores choramingando pelos cantos, reclamando da “pressão” da torcida. Houve até quem falasse em psicólogo para ajudar os pobres futebolistas. Vejam vocês! O sujeito chega ao máximo da sua profissão, que é jogar na elite do futebol nacional, no time de maior torcida, mundialmente conhecido, é bem pago, recebe em dia e mesmo assim está desmotivado (!!). Nunca me esqueço do horroroso Carlos Eduardo dizendo que “faltou carinho” quando da sua passagem pelo Flamengo. A conclusão que posso tirar desses fatos é só uma: que esse cidadão não está feliz com seu trabalho. Está trabalhando numa profissão que não lhe traz prazer ou paixão.
O que lhes falta é acreditar no que fazem, como o bravo xerife Frye. Entender a diferença entre jogar no Boavista e no Flamengo. “— Sr. Danaher, não vê a diferença?” Em dado momento do livro, ao saber de um linchamento ocorrido na cidade durante sua ausência, o xerife recebe um conselho do seu ajudante. Ele diz para Frye ir dormir. Para não enfrentar os responsáveis pelo linchamento. Para deixar pra amanhã. No que o xerife responde: “Mas ficar sabendo que aconteceu uma coisa dessas, não se volta pra casa e vai dormir.” Entenderam a diferença?
Volto aos jogadores. Como o trabalho não passa de um fardo, um bate-ponto protocolar e tedioso, o sujeito encara tudo o mais como “diversão” e esta é hipervalorizada. Não é sem razão que escutamos relatos e relatos de festas e “pagodes”, sempre regados a muita bebida e mulheres. Festas que reúnem os fracassados em seu companheirismo, do mesmo modo que milhares de infelizes pelo país contam as horas para a chegada da sexta-feira e assim poder se reunir numa mesa de bar para despejar cerveja na goela e apontar o dedo para o mundo e seus culpados.
Creio ser este o retrato dessa geração de jogadores mimados, desmotivados e sem ambição. O 7×1 não foi por acaso. Neymar, o grande símbolo dessa geração, foi convocado pelo ministério público espanhol na condição de réu por “crime de corrupção entre particulares e fraude” envolvendo sua contratação pelo Barcelona. Neymar pode ser inocente, mas essa confusão o torna um craque dos nossos tempos.
A Lei no Flamengo é outra, jovens. Ela está nessas palavras de Zico, nosso Rei: “Nada acontece por acaso e para todas as coisas há um preço. Em qualquer atividade, treinamento e persistência são fundamentais. Além disso, é preciso aprender a desenvolver uma sensibilidade especial para se sentir gratificado pelos resultados invisíveis do dia-a-dia. O jogo, prazer e paixão, responsabilidade e caráter, desafia o ser humano que caminha o tempo todo conosco. As atenções e expectativas estão sobre você, e você tem que corresponder a elas. Tem que querer ganhar — querer com força! —, expor-se, arriscar e jogar pra ganhar. Apostar tudo, entregar-se.” (Zico Conta Sua História, Editora FTD, 1996.) Se Sua majestade me permite o acréscimo, façam tudo com alegria e boa vontade, jovens.
“Alegra-te, jovem, na tua mocidade” (Eclesiastes 11:9)
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Sérgio Vieira é Mengão, súdito do Rei Zico e consegue ver a diferença.
O pivô JP Batista chegou ao Flamengo nessa temporada para ajudar a repor saídas importantes do elenco campeão de tudo. Seu protagonismo tem sido um dos pontos altos do time e, sem dúvidas, ele pode desequilibrar no Final Four da Liga das Américas. Após o último treinamento antes da viagem para a Venezuela, o Mundo Bola conversou com o atleta.
(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)
Qualquer um que pare por alguns minutos para observar as redes sociais dos jogadores do FlaBasquete vai perceber uma sintonia enorme e diferente. Entre vídeos, fotos e zoações, a adaptação dos novos reforços ao time ficou ainda mais fácil. JP explicou o quanto essa relação ajuda no entendimento em quadra: “Acho que é tudo. Todo time quando é montado almeja esse entrosamento. Acho que pelo fato da gente ter um entrosamento tão bom fora de quadra, dentro fica muito mais fácil. Pra mim foi muito fácil encaixar com esse time porque eu já conhecia o pessoal aqui há anos. Acho que essa sintonia que a gente tem dentro e fora de quadra só tem a ajudar“, disse.
Leia mais: O protagonismo de JP Batista na Liga das Américas é o trunfo do Fla para o Bicampeonato
O Orgulho da Nação chega ao Final Four da Liga das Américas 2016 buscando ter o mesmo embalo do NBB 8. O time, que tem como marca, principalmente, o poder de reação, ainda conta com outra arma para conquistar o bicampeonato da competição: “Nossa principal arma é nosso elenco. Temos um elenco de 10 jogadores que qualquer um pode assumir o jogo ou virar um protagonista em determinada partida. Não tem como pensar em parar só um cara no Flamengo. A gente tem um elenco que sai do banco e dá aquela energia extra“.
(Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)
O jogador da Seleção Brasileira avaliou sua passagem pelo Rubro-Negro até agora e ressaltou o valor dos títulos na caminhada: “Acho que tem sido positiva. Estou adorando o papel que o Neto me deu esse ano, é uma honra pra mim poder ter um impacto positivo. O mais importante é isso, ajudar o Flamengo a vencer. A gente está tendo uma temporada excepcional, mas não adianta ter uma temporada sensacional sem ganhar nenhum título. Mas acredito que tem sido positivo“.
LEIA: Superação é a principal arma do FlaBasquete no Final Four
Marcelinho: há 9 anos sendo decisivo com a camisa rubro-negra
Depois da boa vitória por 3×1 contra o Bangu no último sábado (5), o Flamengo volta a campo buscando a classificação na Primeira Liga. Retornando a Brasília, o Mais Querido encara o Figueirense às 19h30min nesta quarta-feira (09). A partida tem transmissão do SporTV e tempo real no Twitter do Mundo Bola.
Após ganharem uma merecida folga no final de semana, os titulares do Mais Querido voltam a ser a primeira opção de Muricy, que escolheu ir com força total para a partida contra o Figueirense.
Líder do Grupo C, o Flamengo depende apenas de si mesmo para garantir a vaga. Como o jogo entre Atlético-MG e América-MG já foi realizado, com apenas um ponto o Mais Querido já garante os sete necessários para assegurar a liderança. Em caso de derrota, o rubro-negro terá que torcer por um tropeço do Fluminense, na quinta-feira, contra o já eliminado Criciúma, para conseguir se classificar como melhor segundo colocado. O adversário O Figueirense vive um momento conturbado. Entre protestos da torcida, resultados ruins, troca de técnico e uma situação nada fácil no Catarinense, o Figueirense chega à partida precisando muito de um resultado positivo. Com uma vitória e uma derrota, o time precisa conquistar os três pontos para se manter na competição.
Caso vença por pelo menos por dois gols de diferença, o Figueira está classificado direto. Se não conseguir no saldo de gols, também pode levar a vaga se for o melhor segundo colocado geral, mas uma combinação de resultados grande também teria que ocorrer.
Foto: Gilvan de Souza / Flamengo
Novidade na semana de treinos: Depois da lesão de Mancuello contra o Resende, as especulações sobre quem seria seu substituto começaram. Na última partida, Ederson conseguiu voltar a campo e jogar 70 minutos depois de meses de intenso trabalho de recuperação. Com isso, o meia conquistou vaga entre os titulares e se une pela primeira vez ao time que deve ser a escolha de Muricy durante o ano.
FICHA TÉCNICA Flamengo x Figueirense – Primeira Liga Local: Estádio Mané Garrincha, Brasília Data: 09/03/2016 Horário: 19h30min (horário de Brasília) Árbitro: Wanderson Alves de Souza Assistentes: Ricardo Junio de Souza e Felipe Alan Costa de Oliveira Transmissão: SporTV e tempo real no @Mundo Bola_CRF. Provável escalação do Flamengo: Paulo Victor, Rodinei, Wallace, Juan e Jorge; Cuéllar, Willian Arão, Ederson e Marcelo Cirino; Emerson Sheik e Guerrero. Técnico: Muricy Ramalho
Emenda de mudança no estatuto visa alçar Conselho dos Grandes-Beneméritos ao papel que hoje cabe ao Conselho Deliberativo
Michel Asseff é o atual presidente dos Grandes-Beneméritos
Nesta terça-feira (08/03), o Presidente do Conselho de Grandes-Beneméritos do Flamengo, Michel Asseff, enviou proposta de alteração do Capítulo V do estatuto, que rege o colegiado. Dentre as alterações estão mudanças na eleição e posse de novos membros do mesmo Conselho, hoje isso é atribuição original do Conselho Diretor. Tal medida criaria uma regra de perpetuação da atual “nobreza rubro-negra” de Grandes Beneméritos. É um retrocesso, que remete às origens da Democracia na Inglaterra. Mas o que também chamou muita atenção dos sócios foram as propostas de alteração em relação à instância máxima decisória do clube.
De acordo com o texto apresentado nos itens III e IV caberia aos Grandes-Beneméritos o poder de opinar sobre qualquer matéria sujeita a decisão do Conselho Deliberativo e indo além, examinar e aprovar quaisquer dessas matérias que envolvam a história do Flamengo. Chama atenção o item V da emenda. Os Grandes-Beneméritos teriam o poder de julgar, em última instância, os recursos interpostos contra as decisões do Conselho Deliberativo. Com isso, o CoDe deixaria de ser a instância decisória máxima no Flamengo, pois qualquer recurso contra as decisões tomadas seriam decididas pelo Conselho de Grandes-Beneméritos, formado por 30 membros.
Entre os Conselheiros do Flamengo há um clima de surpresa. Se aprovada a emenda no CoDe, qualquer decisão tomada após votação terá que ser também julgada pelos Grandes-Beneméritos. Sem esquecer que os Itens III e IV dão participação ativa em todo o processo anterior aos temas levados pela diretoria ao CoDe. Nas palavras de um Conselheiro ouvido pelo Mundo Bola, a medida “cria uma Câmara dos Lordes¹ no Flamengo, tirando o poder dos conselheiros e passando para a mão de meia dúzia que se acham mais importante que os demais”. E acrescenta com indignação: “Esse mesmo sócio gostaria, inclusive, que fosse resgatado todo o processo que elevou esses sócios a categoria de grandes beneméritos. Alguns, com certeza, não possuem os atributos necessários. Quando temos um país, o Flamengo por consequência, clamando por democracia, nos deparamos com a atitude que vai de encontro aos princípios democráticos”
Leia abaixo o texto completo enviado aos Conselheiros, pelo presidente do CoDe, Rodrigo Dunshee de Abranches:
De acordo o que dispõe o Capítulo II, Artigo 50, do Regimento Interno, comunico aos associados que a partir desta data, está aberto o prazo de 15 (quinze) dias, para apresentação de emendas à proposta de alteração do Estatuto do Capítulo V, do Conselho de Grandes-Beneméritos, apresentada pelo Presidente do Conselho de Grandes-Beneméritos, Dr. Michel Asseff, cuja redação é a seguinte:
CONSELHO DELIBERATIVO
EDITAL – ABERTURA DE PRAZO PARA EMENDAS
De acordo o que dispõe o Capítulo II, Artigo 50, do Regimento Interno, comunico aos associados que a partir desta data, está aberto o prazo de 15 (quinze) dias, para apresentação de emendas à proposta de alteração do Estatuto do Capítulo V, do Conselho de Grandes-Beneméritos, apresentada pelo Presidente do Conselho de Grandes-Beneméritos, Dr. Michel Asseff, cuja redação é a seguinte:
CAPÍTULO V
Do Conselho de Grandes-Beneméritos
Art. 107 – O Conselho de Grandes-Beneméritos é constituído pelos portadores dessa benemerência, competindo-lhe:
I – eleger e empossar, bienalmente, na primeira quinzena de janeiro dos anos ímpares, o seu presidente e vice-presidente, cabendo ao presidente nomear o secretário, que completará a Mesa Diretora;
II – propor e conferir títulos honoríficos e homologar, ou não, os de sócio Honorário indicado pela Diretoria, limitados a dez por ano;
III – opinar, quando entender oportuno ou conveniente, sobre matéria sujeita a decisão do Conselho Deliberativo;
IV – examinar e aprovar, previamente, qualquer matéria que envolva a história do Flamengo, desde sua fundação.
V – julgar, em última instância, os recursos interpostos contra as decisões do Conselho Deliberativo, proferidas no exercício de sua competência originária disciplinada no inciso XVI do art. 88, observado o procedimento que vier a ser regulado no Regimento Interno do Conselho de Grandes Beneméritos.
Art. 108 – Os títulos honoríficos estão limitados a 140 Eméritos, 100 Beneméritos e 30 Grandes-Beneméritos e serão solicitados pelos associados aptos a recebê-los diretamente ao Conselho de Grandes-Beneméritos, cujo Regimento Interno definirá as condições para obtê-los.
Art. 109 – O presidente do Conselho de Grandes Beneméritos designará comissão para analisar e emitir parecer sobre os pedidos de concessão de títulos honoríficos.
Art. 110– As reuniões do Conselho de Grandes-Beneméritos serão convocadas por seu Presidente, seu substituto, ou a pedido de cinco (5) de seus membros, por qualquer meio de comunicação.
Art. 110-A – As reuniões do Conselho de Grandes-Beneméritos serão instaladas, em 1ª convocação, com a presença da maioria e, em 2ª, de 1/3 dos seus membros.
Art.111 – As deliberações do Conselho de Grandes-Beneméritos serão tomadas por maioria de votos dos presentes.
1º – As votações relativas aos incisos I e II, do art. 107 serão secretas.
2º – As deliberações do Conselho de Grandes-Beneméritos serão comunicadas, em 48 horas, ao Conselho Deliberativo e ao Conselho Diretor.
Art. 112 – A competência de conferir títulos honoríficos, prevista no inciso II do art. 107 será transferida ao Conselho Deliberativo quando o Conselho de Grandes-Beneméritos não se reunir, na data prevista, para deliberar sobre as habilitações por falta de “quorum”, ou ficar reduzido a menos de 10 o número dos seus integrantes.
Art. 112-A – O Conselho de Grandes-Beneméritos poderá se reunir para a realização de palestras, seminários ou qualquer outro evento, com o objetivo de esclarecer ou divulgar temas de interesse cultural ligados ao Flamengo.
Parágrafo único – É facultado, havendo prévio acordo, o envio de convite a associados a pessoas ligadas ao Clube para assistir aos eventos referidos neste artigo.
Art.113 – O Regimento Interno do Conselho de Grandes-Beneméritos será elaborado ou revisto, quando necessário e decidido pelo órgão, cabendo ao seu presidente a nomeação de comissão constituída de três dos seus integrantes para elaboração do respectivo projeto.”
A numeração de camisas foi introduzida no futebol lá pela década de 30, quase setenta anos após o surgimento do esporte bretão. No Brasil, a utilização de números chegou logo antes da 4ª edição da Copa do Mundo. E assim como os lenços “torcidos” de suor das grã-finas originou o termo “torcida”, os números foram associados às posições dos atletas que os envergava, dando origem à outras expressões que se tornariam parte fundamental da identidade do jogo. “Camisa 10”, por exemplo, se refere ao maestro, o articulador de jogadas, o craque do time. Quantas vezes você não ouviu comentaristas e técnicos clamarem por um “camisa 10 clássico” num determinado time, em alusão à necessidade de encontrar alguém que pense as jogadas ofensivas? Essa mesma associação se estende ao número 9, quando buscamos ilustrar um goleador. O “9 típico” é o centroavante que se enfia na área, que finaliza do jeito que dá e que tem faro de gol. É dele que esperamos o toque final; é o seu nome o que queremos ler na tabela de máximos goleadores de um torneio – mesmo que ele não vista, efetivamente, a camisa número nove.
Romário era 11, Adriano foi 10 (ou 7, na selecinha), Obina tinha a 18 e Edílson só desandou a marcar com o Manto Sagrado quando trocou o 9 pelo 11. Mas, no fundo, todos cumpriam à mesma função, cada uma à sua maneira. E, guardadas as diferenças técnicas, todos foram matadores no Mais Querido. A busca por um sujeito capaz de não tremer frente ao gol adversário é tão incessante quanto a busca pelo camisa 10 (embora o Rei Zico tenha colocado o sarrafo à uma altura tal, que buscamos um “messias” e não mais um organizador de jogadas).
Sdds, Didico
Depois da saída de Adriano, encontramos nosso melhor camisa 9 em um improvável nome. Hernane “Brocador” sofreu preconceito, esquentou banco, lutou pela titularidade e, quando resolveram leva-lo a sério, já era o maior artilheiro do futebol brasileiro na temporada, colecionando as artilharias do campeonato Carioca e da Copa do Brasil, além do posto de segundo principal marcador do campeonato Brasileiro. Muitos atribuíram seu desempenho ao acaso, incapazes de compreender que, ao contrário dos refinados goleadores que o futebol brasileiro viu de perto nas décadas anteriores, Hernane era um cara com qualidades cada vez mais raras no esporte. Dono de um posicionamento espetacular e frieza incomum dentro da área, o Brocador se despediu do Flamengo com títulos e muitos gols; folclórico para alguns, ídolo para tantos outros. Sua saída descentralizou os gols rubro-negros. Alecsandro, Eduardo da Silva, Marcelo Cirino e Nixon foram experimentados naquela função, sem nunca convencer como o antecessor. Até que veio Guerrero.
Contratação mais impactante do clube desde Ronaldinho Gaúcho, o peruano chegou arrebatando corações. Voltou da Copa América com a chuteira de ouro do torneio, virou a noite e foi direto ao Beira-Rio dar ao moralmente abatido Flamengo uma doce esperança. Um gol, típico dos grandes matadores, e uma assistência, cheia de requinte, foram o cartão de visitas do novo ídolo-instantâneo, o exterminador de caôs.
O tempo, entretanto, revelou o que sua bem sucedida carreira já apresentava: por mais talentoso que seja, Paolo sofre um bocado quando isolado no setor. Não tem o talento de Romário ou a potência de Adriano. E um esquema voltado para o seu arremate não funciona como funcionou, por exemplo, para o Brocador. Num esquema tático óbvio, onde a única jogada (mal) ensaiada é o “chuveirinho para Paolo decidir”, Guerrero se torna um jogador comum, que nem de longe vale as muitas centenas de milhares de reais que recebe. Torna-se menos eficiente que o recém-negociado Kayke, toma mais porrada e cartões do que qualquer outro jogador. Entretanto, quando o setor ofensivo se baseia nele e não PARA ele, o camisa 9 desabrocha, torna-se especial.
“Mim dá um caô aí, fera!”. Foto: Gilvan de Souza/Flamengo
A visão de jogo apurada, o refinamento na conclusão de jogadas, a inteligência para tabelar por dentro, a movimentação que abre espaços para atacantes aparecerem e meias infiltrarem, e o trabalho de pivô, qualidades intraduzíveis em números, mostram o que há de melhor no badalado atacante. Os gols, tão cobrados para um atleta de seu quilate, se espalham pelos setores, criando um senso de urgência no adversário, que agora deve marcar não um, mas vários jogadores. E aí, vejam só, sobra espaço para que ele, Guerrero, marque seus golzinhos.
Já são 5 na temporada, dos 22 marcados oficialmente pelo Mais Querido. Ao todo, 10 jogadores – cerca de 40% dos jogadores de linha do elenco – já balançaram as redes adversárias. No mesmo período, em 2013 (o ano da BROCAÇÃO), apenas 6 jogadores haviam marcado; em 2014, só 8. A exceção foi 2015, quando 13 atletas balançaram as redes adversárias em 10 jogos – aquele elenco, no entanto, era mais inchado, e a distribuição de gols, mais aleatória.
Hoje, os gols não nascem por acaso. Quando recua para a entrada da área, Guerrero abre a porteira para as infiltrações de Willian Arão, autor de três gols; quando se aproxima dos pontas, cria condições para que Emerson, Cirino e Gabriel estejam em situação de finalização; nas bola paradas, atrai a atenção dos melhores defensores. Nos seus gols em 2016, ainda não repetiu o modelo do seu tento inaugural com o Manto Sagrado. Ora cumprindo o papel de 9, ora cumprindo o papel de 10. Quando deixamos a ortodoxia futebolística de lado, percebemos que o sucesso de um grande atacante não está condicionado ao números de gols que marca, mas do quanto é capaz de envolver seus companheiros nas situações de gol. E aí, tanto faz quem marca.