A Nação Sergipana está preparando uma grande festa para receber o Flamengo em Aracaju. Após doze anos, o Mais Querido volta à cidade para disputar uma partida de futebol e fazer a alegria dos torcedores que há muito tempo não viam o clube do coração. O duelo entre Confiança x Flamengo será válido pela primeira fase da Copa do Brasil. Cerca de 14 mil dos 15.580 ingressos colocados a venda já foram comercializados. A Arena Batistão, local da partida, é o único ponto de venda de ingressos.
As Embaixadas Flacaju e Flagipe, aliadas à Torcida Jovem Fla de Sergipe, convidam todos os rubro-negros sergipanos a participarem desta celebração que vai desde a recepção da delegação rubro-negra no Aeroporto de Aracaju na noite de terça-feira (15), até o momento da partida. Veja como participar.
O último jogo do Flamengo em Sergipe aconteceu no dia 15 de novembro de 2003. Na oportunidade o Rubro-Negro derrotou o Racing (Arg) por 2 a 1, em amistoso comemorativo ao seu 108º aniversário e aos 50 anos de uma antiga patrocinadora. A partida também foi realizada na Arena Batistão, local do jogo da próxima quarta-feira (16), às 21h45min.
Qual o significado de ter sucesso? Simplesmente ser campeão? Revelar jogadores? Manter-se por um longo período no topo? Não há uma resposta definitiva. Pergunte a seleção de futebol do Taiti e eles lhe responderão que a classificação para a Copa das Confederações, mesmo apanhando de dez, bastou. Para o tenista Thomaz Belluci ser o Trigésimo do ranking mundial é suficiente.
Existem casos e casos. César Cielo pode ser considerado um fracassado por não ter vencido os 50 metros livres em Londres? Creio que não. Afinal, só dois atletas que também treinaram muito para alcançar o mesmo objetivo o suplantaram.
O mundo do esporte é muito peculiar. E bastante cruel. Não é sua nem minha culpa. O problema é cultural. Ou ganhamos ou somos os piores do mundo. O lado torcedor sempre fala mais alto. Um caso emblemático foi o basquete do Flamengo no Final Four da Liga das Américas. Fomos quarto colocados. Perdemos os dois últimos jogos. Lhes pergunto. E daí? Isso não apaga as conquistas. Os anos que estamos firmes brigando por títulos. Definitivamente, não. Ninguém tem obrigação de ganhar sempre. Só na cabeça limitada do torcedor é assim. Falta pensar. Falta muito. Falta tudo. Faz falta o bom senso.
11/03/2016 – Barquisimeto, Venezuela.Em uma virada incrível, Bauru vence Flamengo.
Às vezes, demoramos demais para valorizar o que realmente temos de bom. Ou de ótimo. Só os livros de história, anos mais tarde, corrigem nossa injustiça. A sabedoria da idade nos traz discernimento para entender no futuro o que desprezamos no presente.
Deixemos de ser chatos e arrogantes. Valorizemos os que nos proporcionaram alegrias a cada gol. A cada raquetada. A cada cesta. A cada braçada. Não se pode vencer sempre. Seria até chato se assim fosse. Derrotas fazem parte da vida e do esporte. Legados vivem para sempre.
Por isso, faço o apelo: aproveitem mais seus ídolos e equipes. Mesmo nas eventuais derrotas.
Até nas mais doídas.
Uma equipe ou atleta vencedor também se constrói nos reveses. Essa é a magia do esporte. Sua chama fundamental. Não deixem que ela se apague. Ou irão se arrepender mais a frente.
Após a vitória por 1×0 sobre o Madureira em Volta Redonda, o treinador Muricy Ramalho concedeu entrevista coletiva e falou sobre as dificuldades do primeiro tempo, a volta de Alan Patrick, a evolução de Gabriel e o jogo da Copa do Brasil na quarta-feira, quando o Flamengo enfrenta o Confiança fora de casa.
“Tinha que parar a partida, eles tiveram bom senso e não precisava suspender. No primeiro tempo não houve futebol. Não conseguimos jogar com o campo cheio d’água, foi só ligação direta, chutão, ruim pra todo mundo. No segundo tempo o campo melhorou e nós melhoramos, conseguimos ter posse de bola e criar oportunidades”, disse Muricy sobre ter que jogar com o campo muito ruim por conta da forte chuva em Volta Redonda.
O treinador fez questão de elogiar Gabriel, que voltou ao time titular no lugar de Ederson: “É um jogador muito interessante, se adapta muito bem a qualquer lugar. Começou de meia, foi para o lado. Ele é importante, se mexe demais e com muita velocidade pelos lados. Vamos precisar de grupo e ele está crescendo muito. Não é surpresa para mim”.
Depois de algumas semanas fora por uma lesão, Alan Patrick foi novidade no banco rubro-negro e, completamente recuperado, deve voltar aos poucos para a briga pela titularidade: “Nós estamos cuidando muito dele, assim como do Ederson, pois estava com um desequilíbrio muscular muito grande. Está voltando pouco a pouco. Ele ficou gripado, o que atrapalhou um pouco, mas entrou e deu qualidade. O campo melhorou no segundo tempo, porque senão não teria arriscado ele. Ficou pouco tempo, mas se movimentou bem”.
A ausência de Ederson também foi justificada pelo técnico: “É importante ganhar, mas não estamos fazendo qualquer coisa para ganhar, ou seja, expondo jogadores. Hoje o Ederson podia até jogar, mas podia ter uma lesão porque ficou realmente muito tempo sem jogar, participou de duas partidas seguidas, tava cansado e precisava fazer esse reforço. Então quarta-feira (contra o Confiança na Copa do Brasil) ele já volta”.
Já com a cabeça na próxima partida, Muricy deixou claro que irá com força máxima, mas sem colocar algum jogador no “sacrifício”: “Não tem time alternativo não. O jogo é muito sério. Vamos com força total do jeito que estamos fazendo. Se comissão técnica e fisiologia acharem que tem jogador em risco, nós tiramos. Estamos fazendo isso e está dando certo”.
Com chuva intensa antes e durante o início do jogo, o gramado não era o ideal para a prática do futebol e prejudicou o jogo do Flamengo. Assim como a retranca do Figueirense, a chuva exigia mais movimentação e repertório de passe do time, o que novamente não vimos em campo.
Optando por poupar Ederson, Muricy escalou o Flamengo com: Paulo Victor, Rodinei, Wallace, Juan, Jorge – Cuéllar – Cirino, Arão, Gabriel, Emerson – Guerrero.
A chuva deixou o campo encharcado e com baixa visibilidade durante todo o primeiro tempo. Aos 11 minutos, Paulo Vitor pediu uma pausa não só pela chuva como também pelo excesso de vento atrapalhando sua visão. O juiz concedeu 7 minutos e, apesar de protestos de Muricy, retomou a partida sem mais pausas.
Poças surgem e futebol desaparece
Chuva forte é sinônimo de jogo ruim, faltoso e com muito chutão no Brasil, mas não precisaria ser. Jogadores com bom repertório de passe, que saibam bater na bola, podem trocar o chutão por lançamentos precisos, cruzamentos na medida e até fazer passes curtos, pelo alto, como se joga na praia.
Wallace tenta paralisar a partida por mais tempo. (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)
Apesar de ter muito espaço para avançar, Cirino não conseguia produzir bem mesmo no lado menos empoçado por insistir em conduzir a bola. Arão é outro condutor inveterado, que se atrapalhou nos passes curtos que paravam na água e deixou a desejar na marcação. Rodinei raramente chegou à linha de fundo e não acertou nada. Estranhamente, isso não impediu que o Madureira chegasse com perigo justamente pelo lado direito.
Na esquerda, Sheik não só sofria com o excesso de água impedindo-o de conduzir como tanto gosta, como tentou por vezes cair pelo meio e aparecer na direita, sem sucesso algum. Deu até uns contra-ataques ao errar passe. O pior é que ele atrapalhava enormemente Gabriel e Jorge que tentavam jogar por ali, os quais nunca conseguiam receber a bola do ponteiro ou o viam perder o domínio, quando conseguia receber um passe longo.
A prova de que o problema na esquerda era o camisa 11 foi a melhora quando Muricy o inverteu com Cirino. Justamente a partir daí, vimos não só Cirino como Gabriel subirem de produção e criarem algo, fazendo surgir as jogadas mais perigosas do Flamengo. Apesar das chances de gol mais claras terem surgido de bolas paradas.
A drenagem foi secando o campo e melhorando o jogo
No intervalo, a chuva parou e o gramado começou a secar, permitindo que jogadores como Arão e Cirino aparecessem mais com suas arrancadas. Pela esquerda Gabriel continuou chamando o jogo e conseguindo criar boas jogadas, como quando recebeu de Jorge e foi à linha de fundo, penetrando na área e sofrendo falta.
Talvez a maior injustiça do jogo tenha sido a sequência dessa falta. Emerson Sheik, que não jogou nada os 90 minutos, foi para a batida e fez – de pênalti – o gol do jogo. Daqui um tempo o que sobrará desse jogo será a “verdade” de que Emerson decidiu a partida ao marcar o único gol.
Logo após, Muricy mexeu. Aproveitando que o campo estava bem mais seco, colocou Alan Patrick no lugar de Cirino, deslocando Gabriel para a ponta direita. Aliás, foi nessa troca de lado que começamos a ver Rodinei aparecer mais no ataque e subir de produção.
Banco mal montado e sobra de substituições
Muricy, como de costume nesse início de ano, montou muito mal o banco do jogo. Para que levar Chiquinho e Pará, quando todo mundo sabe que Pará joga nas duas laterais? Um jogo com campo pesado precisa de um jogador com mais recurso de passes e se Canteros não começou jogando – o que já é um erro – deveria no mínimo estar no banco.
Foto: Gilvan de Souza / Flamengo
Alan Patrick era o único jogador capaz de qualificar o passe dentre as opções disponíveis, mas como estava fora há muito tempo só pôde entrar quando o campo estava menos empoçado para evitar lesão. Sua entrada movimentou mais o ataque, apesar de estar longe do ideal, conseguiu cadenciar o jogo e até deixar os companheiros em boa posição na área por 3 vezes.
Cuéllar o Grifo Rubro-Negro
O mitológico Grifo é uma união do Leão (rei dos animais terrestres) com a Águia (rainha dos céus), usado geralmente na mitologia como guardião de tesouros ou locais sagrados. Na heráldica (ciência dos brasões) simbolizam força e coragem militar, além de liderança.
Cuéllar, tal como o grifo, une duas figuras do futebol brasileiro: o volante marcador – o popular cão de guarda – e o meia que faz boa saída de bola e arma o jogo de trás. Feroz na proteção à zaga, sendo um dos líderes de média de desarmes por jogo, também tem se destacado na saída de bola não só pela movimentação como pelo recurso nos passes.
Contra o Madureira, novamente vimos o colombiano chegar próximo da área e arriscar finalizações de longe, apesar de geralmente errar. Nos passes longos tem conseguido deixar os companheiros em boa situação para avançar até a área e finalizar em contra-ataques rápidos. Pode errar uma vez ou outra, mas dá ao Flamengo um tipo de jogada que até então não tínhamos pela limitação de recursos de Márcio Araújo.
Até onde vale trocar liderança por produtividade?
Foto: Gilvan de Souza / Flamengo
Emerson Sheik é um jogador experiente, bom de vestiário e que rapidamente conseguiu uma posição de liderança no grupo. Muricy não só o conhece como conta com Wallace e Sheik para manter o grupo unido ao seu redor. Algo que, sabemos, será fundamental com todas as viagens para fora do estado nas competições nacionais.
O grande problema é que Sheik não gosta de ficar no banco, não gosta de ficar fora dos jogos e não gosta de ser substituído. Ao mesmo tempo, desde a temporada passada mostra que fisicamente já não consegue jogar em alto nível, o corpo não responde tão rápido ou suporta seu estilo de jogo intenso, o que o faz errar demais e prejudicar o time.
Ao invés de ter um jogador individualista, que joga pra si e quer resolver sozinho, apesar de quase nunca conseguir, Muricy poderia ter na ala esquerda alguém que jogue mais coletivamente. A melhor opção é trocá-lo por Ederson, deixando no meio Alan Patrick ou Canteros enquanto Mancuello não retorna da lesão. Outra opção, no caso de precisar poupar Ederson, é colocar Gabriel na posição, jogador que vem subindo de rendimento e além de ajudar muito na defesa, ainda tem velocidade e inteligência, faltando apenas conseguir um pouco mais de força (A Exos já está trabalhando nisso).
Muricy tem opções de jogadores para substituir Emerson e qualificar o time. Entretanto, prejudicaria o bom ambiente do vestiário e perder-se-ia um líder em campo. As contratações de Cuéllar e Mancuello foram feitas tendo em vista a necessidade de contar com jogadores com liderança em campo. Mas acabaram de chegar. Ainda precisarão conquistar esta posição diante do grupo.
Pela primeira rodada da segunda fase do Carioca, Flamengo e Madureira se enfrentaram nesta tarde de sábado (12/03) em Volta Redonda. Depois de um 1° tempo muito ruim por conta da forte chuva, o Mengão voltou melhor para a etapa final e decidiu o jogo numa cobrança de pênalti. Confira as notas de Flamengo 1×0 Madureira.
Paulo Victor: Não foi exigido a fazer uma defesa o jogo inteiro, mas continua pecando nas saídas de bola pelo alto. NOTA 6
Rodinei: Mais um bom jogo do camisa 2. Chegou muitas vezes na linha de fundo, especialmente no segundo tempo. Fez triangulações e serviu de desafogo sempre recebendo bons lançamentos nas costas do adversário. NOTA 7
Wallace: Não teve tanto trabalho com o ataque do Madureira. Fez algumas boas coberturas no fim do jogo, mas também entregou bolas fáceis. NOTA 5,5
Juan: Segue impecável na zaga do Flamengo. Com carrinhos e coberturas primorosas, além da boa saída de jogo, o camisa 4 Rubro-Negro vai espantando qualquer desconfiança da torcida a respeito de sua idade. NOTA 7,5
Jorge: A insegurança do jovem lateral do Mengão está o levando a fazer partidas ruins. Hoje fez mais um jogo razoável e ainda não repetiu, em 2016, uma atuação sequer parecida quando surgiu no time profissional no ano passado. NOTA 5,5
Cuéllar: Como está jogando bola o colombiano! O melhor do jogo em Volta Redonda. Está em todo lugar do meio-campo, seja marcando ou dando opção pra receber a bola. Além do excelente combate defensivo, hoje se destacou com ótimos lançamentos. Saiu do pé direito do camisa 26 o lançamento primoroso para Gabriel sofrer o pênalti decisivo do jogo. NOTA 8
Willian Arão: Depois de atuações irregulares nas últimas partidas, finalmente voltamos a ver uma apresentação com o nível do camisa 5. Presente no ataque e na defesa, ajudou muito nos dois setores do campo. Apareceu muito bem pela direita criando boas chances de gol, tanto com passes, como também finalizando. No setor defensivo, ajudou bem mais do que vinha ajudando nos últimos jogos. NOTA 7
Foto: Gilvan de Souza
Gabriel: Fez um 1° tempo terrível e continuou mal nos minutos iniciais da etapa final. Mas bastou sofrer o pênalti para começar a jogar bem. Quando já estava prestes a ser substituído pelo treinador, ele recebeu um lançamento perfeito de Cuellar, para invadir a área, driblar o adversário e sofrer o pênalti. Ele continuou em campo e fez um excelente final de jogo, criando boas chances pelo lado direito de ataque. Teve chance para marcar seu gol depois de receber lindo passe de Alan Patrick, mas acabou sendo travado pelo zagueiro. NOTA 7
Marcelo Cirino: Não foi muito produtivo na partida. Segue a cartilha de jogar aberto pela ponta direita e sofrer faltas. É só o que tem feito em campo nas partidas recentes. Com Alan Patrick e Ederson voltando, o camisa 7 vai precisar fazer bem mais se quiser manter a vaga de titular entre o 11. NOTA 6
Emerson Sheik: Mais improdutivo que Marcelo Cirino no ataque, somente Emerson Sheik. Mas este conta, estranhamente, com a infinita paciência do seu treinador. Além de não produzir nada em campo e perder inúmeras chances de gol, o atacante também perde a bola na defesa e pouco ajuda na marcação. O fato é curioso. Enquanto o jovem camisa 7 de 24 anos é sempre substituído, o veterano camisa 11 de 38 anos joga os 90 minutos toda partida. Mesmo jogando mal, foi dele o único gol da partida, em boa cobrança de pênalti. NOTA 6
Guerrero: Apagado no jogo, o artilheiro rubro-negro não teve muitas chances de marcar. Na oportunidade que teve, o goleiro do Madureira se esticou todo e operou um milagre defendendo o chute à queima-roupa do peruano. NOTA 6
Alan Patrick: Entrou já depois do gol e aproveitou bem os espaços que a defesa tricolor começou a deixar. Deu duas enfiadas de bola espetaculares. Tanto Gabriel, como Willian Arão, não aproveitaram a assistência. Jogou poucos minutos e deixou ótima impressão depois de sua volta aos gramados. NOTA 7
Após garantir a liderança do grupo C e classificação na Primeira Liga no meio de semana, o Flamengo voltou a campo pelo Campeonato Carioca na tarde desse sábado (12). A partida, válida pela primeira rodada da Taça Guanabara, foi marcada por forte chuva e apenas um gol.
O público em Volta Redonda foi pequeno. Menos de 5 mil pessoas conferiram a primeira vitória rubro-negra na nova fase da competição. Mesmo com a intensa chuva no início da partida, o público presente no Raulino se manteve no estádio para apoiar a equipe rubro-negra até o final do jogo.
Com os 3 pontos conquistados, o Flamengo é líder do grupo C da Taça Guanabara. No entanto, como venceu pelo placar simples de 1×0, pode ser superado em caso de vitória por mais de 1 gol de diferença de uma das outras equipes do grupo que fecham a primeira rodada amanhã (13).
CHUVA INTERROMPE PARTIDA E DEIXA JOGO MAIS LENTO
Logo no início do jogo uma forte chuva acabou forçando a interrupção da partida no Raulino de Oliveira. Aos 11 minutos, Paulo Victor sinalizou ao árbitro a dificuldade de visibilidade no campo e, com isso, Mauricio Machado Coelho Junior optou pela paralisação que durou 7 minutos.
Quando a bola rolou novamente, a chuva diminuiu em Volta Redonda, mas o estado do gramado dificultou a elaboração de boas jogadas por ambas equipes. Com muitas poças de água no gramado, o bom andamento do jogo foi prejudicado e um alto número de faltas e chutões foram vistos no Raulino de Oliveira.
O Flamengo chegou a marcar com Guerrero, mas o auxiliar assinalou impedimento do peruano no lance. Na jogada, iniciada por Sheik, Arão dominou e conseguiu bom passe para Guerrero na área, mas o peruano estava adiantado e o gol não foi validado.
Com um contra-ataque do Madureira e uma cobrança de falta de Gabriel, no último lance do primeiro tempo, as equipes tiveram suas melhores chances, mas nenhuma das duas conseguiu chegar ao gol na primeira etapa do jogo.
PENÂLTI NO INÍCIO DO SEGUNDO TEMPO GARANTE VITÓRIA
Com a trégua da chuva, a situação do gramado melhorou no segundo tempo e o jogo ficou um pouco mais corrido para as duas equipes. Aos 10 minutos, Cuéllar acertou um bom chute em direção ao gol, após a zaga adversária afastar um cruzamento feio por Marcelo Cirino, mas a bola saiu à direita da meta adversária.
Embora o jogo estivesse mais corrido, pelas melhores condições do gramado, o número de faltas na partida continuou elevado, o que acabou ocasionando a marcação de um pênalti a favor do Flamengo. Após receber pela esquerda e invadir a área, Gabriel foi derrubado e o juiz marcou pênalti para a equipe rubro-negra. Sheik cobrou e abriu o placar.
O jogo seguiu sem grandes chances de perigo para os dois lados. Quase no final da partida, aos 40 minutos, o Flamengo conseguiu boa oportunidade de marcar o segundo gol com Guerrero, mas o goleiro Rafael Santos fez boa defesa no lance, impedindo que o peruano ampliasse o marcador a favor do Flamengo.
Na sequência da jogada, o Madureira armou um contra-ataque e pediu pênalti após Valdeir cair na grande área. O árbitro da partida entendeu o lance como normal e mandou seguir o jogo. O Madureira ainda teve um jogador expulso, mas a partida já estava nos acréscimos e em nada interferiu no resultado final. O jogo acabou com vitória simples para a equipe rubro-negra, pelo placar de 1×0.
CLÁSSICO É O PRÓXIMO DESAFIO NO CARIOCA
No meio de semana, o Flamengo viaja a Aracaju para enfrentar o Confiança. A partida é válida pela primeira fase da Copa do Brasil. Já pelo Carioca, o próximo desafio será contra o Fluminense e ocorrerá fora do Rio de Janeiro. O Fla x Flu, válido pela segunda rodada da Taça Guanabara, está marcado para o estádio do Pacaembu, em São Paulo, e ocorre no próximo domingo (20) às 16h.
No último confronto entre as equipes, o Flamengo venceu por 2×1. Na ocasião, as equipes jogavam pela 5ª rodada da primeira fase do Campeonato Carioca, onde o Flamengo acabou classificado em segundo lugar no grupo B e o Fluminense como a terceira melhor equipe do grupo A.
Ficha Técnica
Flamengo: Paulo Victor, Rodinei, Wallace, Juan e Jorge; Cuéllar, Willian Arão e Gabriel; Marcelo Cirino (Alan Patrick), Guerrero e Emerson Sheik. Técnico: Muricy Ramalho
Madureira: Rafael Santos, Filippe Formiga, Daniel, Leozão, Jorge Fellipe (Valdeir) e Ayrton ; Éverton (Ryan), Willian Oliveira e Leandro Chaves; Geovane Maranhão (Paulo Renê) e João Carlos. Técnico: Alfredo Sampaio
Buscando ficar mais próximo do bicampeonato, o FlaBasquete enfrentou o Bauru na semifinal do Final Four da Liga das Américas em Barquisimeto (VEN). Para garantir a vaga na final, o técnico José Neto escalou o seguinte quinteto: Rafael Luz, Marquinhos, Jason Robinson, Olivinha e JP Batista. Já Demetrius Ferracciú, que busca levar Bauru também ao bi da competição, escalou o seguinte time: Ricardo Fischer, Alex Garcia, Jefferson, Murilo e Robert Day.
A partida começou com Bauru implantando uma marcação forte, dificultando o ataque rubro-negro e a equipe paulista logo abriu 17 a 7, com predomínio das bolas de três. Mas com auxílio de Olivinha, que anotou oito pontos rápidos no período, o Mais Querido cortou para 17 a 12 na metade do quarto. A partir disso, as bolas de três de Bauru pararam de cair e o experiente ala Marquinhos passou a chamar responsabilidade e com isso o Mengão conseguiu buscar o empate no fim do quarto, 24 a 24. Os destaques do quarto foram Alex Garcia (BAU) com 10 pontos, Ricardo Fischer (BAU) com 3 assistências, Olivinha (FLA) com 8 pontos, Meyinsse (FLA) com 7 pontos e Jason Robinson (FLA) com 3 rebotes.
2/28/2016 – Barquisimeto, Venezuela – Partido entre Guaros de Lara (VEN) vs Flamengo (BRA) la Liga de la Americas 2016. (photo: Jose Jimenez-Tirado/FIBA Americas)
No segundo quarto, Neto iniciou com a segunda unidade completa em quadra e, com a equipe não correspondendo no início, viu o Bauru abrir 30 a 25, tendo que parar a partida. Após o tempo, a equipe paulista chegou a abrir seis pontos de frente mas, com duas bolas de três (Gegê e Robinson), a equipe carioca passou à frente, 35 a 34, forçando o primeiro tempo de Demetrius. Após o tempo, o FlaBasquete viveu seu melhor momento na partida e com uma defesa bem postada, abriu 42 a 37, forçando outro tempo de Demetrius Ferracciú. Após outro tempo do técnico baururense, o rubro-negro abriu 43 a 37, com ótima participação de Rafa Luz e foi para o intervalo vencendo por 45 a 39 (Fla 21 a 15 no período). Os destaques do quarto foram Rafael Mineiro (FLA) com 7 pontos e Meyinsse (FLA) com 8 pontos e 5 rebotes.
Na volta do intervalo, a partida recomeçou com três bolas de três seguidas, duas para Bauru e uma para o Fla, mas JP Batista voltou a abrir duas posses de bola de vantagem, 50 a 45. Após uma paralisação por problema no relógio dos 24 segundos, a equipe paulista cometeu três erros em três ataques seguidos e, com isso, o Flamengo abriu 54 a 45, forçando mais um tempo de Demetrius. Após o tempo, Jason Robinson anotou duas bolas de três seguidas e o FlaBasquete abriu dezesseis pontos, 61 a 45. No fim do quarto, a equipe baururense conseguiu cortar a desvantagem para onze pontos e o Mengão foi para o último quarto vencendo por 66 a 55 (Fla 21 a 16 no quarto). Os destaques do quarto foram Jason Robinson (FLA) com 3 rebotes e Alex Garcia (BAU) com 6 pontos.
Rafa Luz foi o líder da equipe em assistências junto com Marquinhos (photo: Jose Jimenez-Tirado/FIBA Américas)
No último quarto, com uma boa defesa o tetracampeão do NBB abriu 8 a 2 no início do quarto, abriu 74 a 57 e forçou mais um pedido de tempo do técnico de Bauru. Após o tempo, a equipe paulista anotou quatro pontos seguidos forçando um tempo de José Neto, 74 a 61. Após o tempo, Bauru continuou em uma crescente e, após outra corrida de 6 a 1, forçou outro tempo de Neto, 75 a 67. Após o tempo, o Rubro-Negro passou a errar lances livres enquanto os comandados de Demetrius estavam com a mão quente e, quando faltavam 90 segundos, Bauru cortou a diferença para apenas um ponto e Neto pediu mais um tempo na partida. Após um tempo, Meindl anotou uma bola de três quando faltavam 31 segundos, virou a partida e forçou o último tempo de José Neto, 80 a 78 para Bauru. E assim, após abrir dezessete pontos de vantagem, o FlaBasquete foi eliminado e deu adeus ao sonho do bicampeeonato. Bauru 83 x 81 Flamengo.
O próximo compromisso do Orgulho da Nação é amanhã (22) às 18h45min pela disputa do terceiro lugar contra o perdedor do confronto entra Mogi das Cruzes x Guaros de Lara.
Destaques do Flamengo:
Pontos: Meyinsse com 17 pontos
Assistências: Rafa Luz e Marquinhos com 6 assistências cada
O jogo contra o Figueirense pela Primeira Liga definiria quem passaria à próxima fase da competição. Enquanto o Flamengo queria vencer para garantir o primeiro lugar geral, o Figueirense tinha a proposta de se defender esperando o time rubro-negro se expor para tentar o contra-ataque. O empate foi ruim para os dois e, apesar do Flamengo ter se classificado, deixou uma grande preocupação para a torcida.
Muricy escalou o Flamengo com Paulo Victor – Rodinei, Wallace, Juan, Jorge – Cuéllar – Cirino, Arão, Ederson, Emerson – Guerrero.
Figueirense explora a principal fraqueza do Flamengo
Como já havíamos visto nos jogos contra o Vasco e o América-MG, bastou o Flamengo enfrentar um adversário mais qualificado e organizado, com uma defesa sólida, que a velocidade de ataque se perdeu. Fechado no 4-1-4-1 com as duas linhas de 4 em um espaço de até 20 metros, o Figueirense não deixava espaços da sua intermediária até seu gol e o Flamengo não conseguia passar do meio-campo.
Quando um adversário se porta dessa forma é necessário não só maior movimentação dos jogadores de frente, como maior repertório de passes. Inversões para pegar a defesa deslocada, tabelas para fugir da marcação e principalmente velocidade na saída de bola, usando inclusive lançamentos para aproveitar a velocidade dos meias abertos (pontas). No vídeo acima, vemos que os jogadores dão preferência aos toques curtos, o que facilita o acompanhamento da marcação.
Assim como vimos no vídeo, Arão foi durante o jogo um dos que mais tocou na bola, porém tendo apenas duas jogadas: toquinho pra um companheiro ou sair correndo com a bola. Não à toa o volante foi mal contra todos os times que jogaram fechados contra o Flamengo e sem espaços para conduzir ou chegar em velocidade perto da área, simplesmente não tem recursos e acaba se apagando.
A fragilidade da lateral direita
Não é de hoje que o lado direito é o mais explorado pelos ataques adversários. Como o trio que atua no setor é muito veloz e ofensivo, estão quase o jogo todo no ataque, o que deixa o zagueiro da direita exposto.
Obviamente é bom ter jogos que possam dar dinâmica ofensiva, mas Muricy precisa ensiná-los a se posicionar na cobertura. Quando Rodinei subir, Arão precisa estar mais para trás, quando o volante subir é a vez do lateral ficar, há também uma possível inversão com o meia aberto fazendo a cobertura, como Éverton costuma fazer para dar liberdade para o Jorge subir.
Nesta imagem do jogo do fim de semana, podemos ver Canteros ficar enquanto Pará e Thiago Santos estavam na área. O argentino faz muito bem esse trabalho de cobertura, que é um ponto fraco de Arão. Já na imagem contra o Figueirense, vemos uma situação recorrente nos jogos com os titulares, todos sobem e Wallace fica exposto, o que aumenta as chances do zagueiro falhar.
Preferência pelo jogo individual
Na contramão do futebol praticado nos grandes centros, o Flamengo ainda joga mais em cima da individualidade que do coletivo. A marcação do time é feita a distância com os jogadores cercando os adversários e um ou outro realmente tentando desarmar, tanto que Cuéllar se destaca nos jogos por sua forma firme e intensa de jogar.
Mas pior do que o problema defensivo é o excesso de individualidade ofensiva. Quando Cirino está em dia ruim, acaba sendo exageradamente individualista, assim como Emerson Sheik é todo jogo. E quando os pontas seguram demais a bola, tentam um drible a mais, uma jogada de efeito, perde-se o tempo de ataque e, por vezes, expõem o time a um contra-ataque com a linha de zaga próxima à linha central.
E não há dúvidas de que Sheik acaba sendo o elo fraco do ataque altamente produtivo do Flamengo. Contra o Figueirense, com o time precisando de um gol, abusou de perder chances seja finalizando mal ou arriscando finalizações quando havia um jogador melhor posicionado para quem tocar. Além disto, por várias vezes Ederson ou Jorge se deslocaram para receber a bola, mas Sheik demorava demais para passar, permitindo que a marcação chegasse nos companheiros e dificultasse a sequência do lance.
Foco para os campeonatos nacionais
Além da Primeira Liga e dos estaduais estarem chegando próximos de rodadas decisivas, o time entra na fase final de preparação para o Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil, os campeonatos que realmente importam. Muricy precisa trabalhar muito o posicionamento defensivo, organizar as coberturas e, se necessário, trocar jogadores. Alternativas também precisam ser criadas para a posição de Sheik, não basta esperar Mancuello se recuperar para testar Ederson aberto na esquerda.
Outra possibilidade que deveria ser trabalhada pelo treinador, inclusive em vista das convocações para as seleções, é ter um núcleo variável no meio-campo. A trinca Cuéllar, Arão e Mancuello é ótima para jogos em que o adversário dará espaço, seja por fragilidade ou por ser muito ofensivo. Contra times fechados, retrancados, ter um meio de campo com um passe mais qualificado pode ser fundamental. Minha sugestão seria Canteros de 1° volante e Cuéllar e Mancuello pelo meio como um diferencial.
A administração das Confederações e Federações estaduais estão começando a ser questionadas pelos torcedores brasileiros. Por causa das manifestações nas Redes Sociais, surgiu o Movimento Futebol Limpo, tema do nosso vídeo. Outro assunto é a nova ação do Flamengo da Nação que contou com a participação do nosso Galinho de Quintino, Zico. Essa nova ação vai ajudar na construção do campo sintético do CT.
Assista ao vídeo e fique por dentro!!!!!!!!!
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Nesta quinta (10), a CBF divulgou tabela do Campeonato Brasileiro 2016 sem horários e locais definidos. O Flamengo estreia no Brasileirão como mandante contra o Sport dia 14 ou 15 de maio. Vale lembrar que o rubro-negro ainda não decidiu onde serão sediados seus jogos este ano.
Confira abaixo as partidas do 1º turno:
Em relação ao segundo turno, a ordem das partidas é a mesma, alterando apenas o mando de campo. A data dos jogos ainda não foi definida, mas a expectativa é que seja divulgada no final de semana junto com o regulamento.