Autor: diogo.almeida1979

  • A torcida no Sergipe merece uma nova chance

    Ontem o time do Flamengo foi desonesto com seu povo. Ele não honrou sua torcida.

    Desonesto porque não teve raça, não teve espírito.

    Não honrou porque jogou contra um time de terceira divisão, cujo orçamento mensal, como disse seu presidente, é metade do salário do Sheik.

    Para piorar, o azulino jogou com um a menos por 85 minutos.

    Foi a primeira vez que o Flamengo estreia com derrota na Copa do Brasil.

    Durante toda a semana o elenco teve amor. Foi abraçado no aeroporto. Foi idolatrado pelas ruas. A torcida fez vigília ao redor do hotel que abrigou a comissão técnica.

    E o que vimos em campo ontem foi mais um vexame, um deboche.

    Quantos pais de família apertaram seu orçamento para levarem seus filhos pequenos ao Batistão, como um culto de iniciação ao rubronegrismo?

    O time, esse treinador reclamão, esse diretor executivo que nunca fala, precisam de punição.

    É futebol, Diogo, não coloque suas frustrações nos pés tortos dos jogadores, podem pensar alguns leitores.

    Não se trata disso. Eu quero apenas justiça para o meu povo de Aracaju. Quero apenas a retaliação dessa ignomínia que presenciamos na estreia da Copa do Brasil.

    O meu pedido de punição é daqueles corretivos que damos aos nossos filhos. Puni-se com o objetivo da redenção.

    Presidente, Conselho Diretor, Vice-Presidentes, enfim… Ou quem manda no clube em última instância.

    Peço que vocês corrijam o mal que foi feito nesta derrota infame, que mancha o sacro nome do Clube de Regatas do Flamengo.

    Deem uma grande oportunidade desses jogadores se redimirem com a torcida sergipana.

    O povo sergipano merece uma nova chance.

    O próximo jogo contra o Confiança, mando nosso, deve ser realizado em Aracaju.

    Se quiserem ir mais além: quem apresentar o canhoto do ingresso do vexame ganha desconto nas bilheterias.

    Que o jogo da volta seja no Batistão.

    E que esses jogadores tenham a oportunidade de cuidar da ferida que sangra no coração da Nação Sergipana.

    A desassistida torcida do Flamengo no Sergipe não pode tardar em ter nova oportunidade de apontar pro campo e bradar: ISSO AQUI É FLAMENGO!

     

  • Quem planta vexame colhe indiferença

     Por Thauan Rocha | Twitter @Thauan_R e @flaimparcial

     

    Para muitos torcedores a Copa do Brasil é a única chance de ver seu time do coração de perto, no estádio. Muitas vezes um amor por um clube é decidido em um só jogo que, de alguma forma, marca a memória do torcedor. Não é que o resultado do jogo tenha que ser obrigatoriamente uma vitória (sempre é bom rs), basta que o time jogue bem ou que se dedique.

    Minha família é basicamente de flamenguistas, mas minha irmã resolveu ser diferente e começou a gostar do Vasco. Como eu e meu ex-padrasto somos apaixonados pelo Flamengo, sempre tentamos trazê-la para o lado correto, mas de nada adiantou. Vendo que não adiantaria, deixamos isso de lado e ficamos alimentando a rivalidade saudável. Eu e minha irmã íamos ao bar em frente de casa para ver os jogos juntos, mesmo que o Fla não estivesse envolvido. Enfim, ela foi deixando essa paixão crescer.

    Com essa paixão crescendo e a Copa do Brasil se aproximando foi a oportunidade perfeita para ver seu time pela primeira vez no estádio. Mesmo sendo de tarde, ela foi direto da escola para o estádio com a minha mãe, que deixou o trabalho de lado para acompanhar a filha. E então fui surpreendido quando ela chega em casa com certa raiva. No momento ainda tinha alguma alegria por ver o time de perto, mas um sentimento ruim crescendo.

    O motivo da raiva? O time que jogou era basicamente de reservas. Sobre isso eu até argumentei que poderia ser estratégia do time que priorizava algo mais importante para aquele momento, pois o jogo de ida tinha sido 5×1 para o time carioca. Não adiantou, pois esse era mais um detalhe. O real motivo foi a falta de vontade dos jogadores que pouco produziram. Ela ficou perto da marca de escanteio e várias vezes gritava pelos jogadores, assim como muitos outros, e não havia resposta, parecia que eles não se importavam com aquelas pessoas que fizeram algum sacrifício só pra ficar num estádio ruim porque seu time estava jogando lá. O jogo era às 15hs, horário de trabalho.

    O tempo foi passando e qualquer sentimento pelo Vasco foi sumindo. No dia 14/05/2008, o Vasco começava a perder uma torcedora por sua displicência em campo. Hoje ela não torce para ninguém, apesar das minhas tentativas de torná-la rubro-negra (e não desistirei).

    Eu também já consegui ver o Flamengo no estádio quando jogou contra o Murici no dia 16/02/2011, mas eu não sai decepcionado, longe disso. Naquela noite o Flamengo venceu por 3×0, nem lembro como foi a atuação do time, só sei que sai de lá feliz com um sorriso de orelha a orelha. Meu time venceu e eu cantei muito junto com a torcida que estava extremamente feliz, além de ter minha família (incluindo vários que vieram do interior) do lado comemorando junto.

    O que essas histórias tem a ver com o jogo de ontem em Sergipe? É bem simples, esses três jogos foram oportunidades únicas e marcantes para vários torcedores.

    Foi lindo ver a recepção que a torcida fez no aeroporto. Lotado e com a torcida em festa, quase que o Muricy não conseguiu passar pela galera, agora imaginem os outros jogadores.

    Em muitas competições há o medo de torcedores rivais atrapalharem o sono dos jogadores ao descobrirem o hotel, pois podem ir lá soltar rojões ou fazer barulho, mas dessa vez foi nossa própria torcida que se juntou na frente do hotel. Músicas e mais músicas exaltando o Flamengo. Chegaram a jogar uma camisa do Mengão, o que gerou um cabo de guerra entre torcedores.

    Nada disso bastava, a torcida ainda lotou o estádio local, mesmo com o ingresso mais barato a R$100,00 se comprassem pelo menos dois. A torcida do Confiança ficou espremida em um setor do estádio, não havia espaço pra ela. A festa estava toda pronta e agora só se esperava o desfile do homenageado. Pena que não foi um desfile, foi um show de horrores.

    Você torcedor do Rio de Janeiro, você que tem o Fla no quintal da sua casa, não sabe o quão importante é um jogo desse para a torcida. Assim como foi pra mim e pra minha irmã ver na nossa cidade, esse foi para outros torcedores jovens. Os mais velhos dificilmente vão mudar de time, mas para os mais novos episódios como esse são essenciais. Eles podem decidir para quem torcer (ou não torcer).

    Imaginem como fica uma criança que vê os adultos próximos fazendo aquela festa inacreditável para ver um time ridículo que não se dedicou um só minuto. Claro que a arbitragem não ajudou e nem os jogadores do Confiança foram muito honestos, mas a culpa desse resultado é do Fla, que desperdiçou diversas chances de matar o jogo ainda no primeiro tempo.

    Não pensem que os únicos prejuízos foram os mais de R$600mil que deixamos de ganhar ou de ter que fazer mais um jogo deficitário, a maior perda é a possível evasão de torcedores. O Flamengo precisa entender que em jogos como esse o mínimo que precisa ser mostrado é o respeito ao Off-Rio.

     

    SRN!

    Comente pelo Twitter @Mundo Bola_CRF ou direto na fanpage do Mundo Bola no Facebook. Sua opinião faz toda diferença!


    Thauan Rocha escreve no Flamenguista Imparcial, da Plataforma Mundo Bola Blogs. A opinião do autor não reflete necessariamente a opinião do Mundo Bola.
  • Fla luta até o fim mas é derrotado por Brasília nos segundos finais

    Buscando apagar da memória a péssima participação no Final Four da Liga das Américas, o FlaBasquete recebeu o Brasília no Tijuca TC tentando manter a liderança da competição. Para isso, José Neto mandou a quadra o seguinte quinteto: Rafael Luz, Marquinhos, Jason Robinson, Olivinha e Jerome Meyinsse. Já Bruno Savignani escalou o seguinte quinteto visando a volta ao G-4 da competição: Fulvio, Deryk, Pilar, Guilherme Giovanonni e Ronald.

    A partida começou com Giovanonni marcando os quatro primeiros pontos da equipe visitante, enquanto o rubro-negro não conseguiu produzir nada por três ataques seguidos até que Luz abriu o marcador para o Orgulho da Nação, 4 a 2. Com uma marcação fraca, permitindo rebotes ofensivos até com certa facilidade, o Brasília logo abriu 15 a 7 na metade do quarto, causando a irritação dos torcedores presentes ao ginásio. Marquinhos logo apareceu chamando a responsabilidade e, com nove pontos, conduziu o Mais Querido à uma reação e terminou o quarto perdendo por apenas três pontos, Brasília 20 a 17. Os destaques do quarto foram Marquinhos (FLA) com 9 pontos e Guilherme Giovanonni (BRA) com 10 pontos e 4 rebotes.

    Para o segundo período, José Neto colocou a segunda unidade inteira em quadra, visando uma melhora coletiva e essa melhora já veio logo com cinco pontos seguidos que ocasionaram o empate, 22 a 22, mas Cipolini e Jefferson devolveram os pontos e recolocaram Brasília na frente, 27 a 22. Marcelinho recolocou o Flamengo no jogo, com direito à uma assistência mágica, mas os dois pontos fáceis de Giovanonni irritaram Neto e o treinador parou a partida, 29 a 26.

    Marquinhos foi o cestinha do Flamengo com 16 pontos (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

    Após o tempo, o FlaBasquete melhorou e tomou a dianteira do placar pela primeira vez no placar, 30 a 29, forçando o tempo de Bruno Savignani. Após o tempo, as equipes voltaram errando bastante e com isso o Mengo aproveitou e continuou na frente até outro tempo de Neto para organizar a última jogada da equipe no período, 36 a 35. A jogada trabalhada no tempo não surtiu efeito e os comandados de José Neto contaram com o erro da equipe visitante para ir para o intervalo vencendo por 36 a 35 (Fla 19 a 15 no quarto). Os destaques do quarto foram Marcelinho Machado (FLA) com 7 pontos e 5 assistências, JP Batista (FLA) com 8 pontos e Guilherme Giovanonni (BRA) com 6 pontos.

    Na volta do intervalo, Marquinhos acertou uma bola de três para manter o Rubro-Negro na frente, 45 a 40, no melhor momento do tetracampeão do NBB na partida. Com uma corrida de 9 a 2, a equipe brasiliense virou a partida para 49 a 47 na metade do quarto. A partida ficou arrastada, com muitas faltas que geraram lances livres, e o Mengão virou e foi para o quarto final vencendo por 57 a 53 (Fla 21 a 18 no quarto). O destaque do quarto foi Ronald (BRA) com 6 pontos e 3 rebotes.

    Olivinha voltou a jogar bem, mas não foi o suficiente para levar o Orgulho da Nação à vitória (Foto: Gilvan de Souza/ Flamengo)

    O quarto final começou com muitos erros de ambos os lados e ficaram dois minutos sem pontuar até que Marcelinho aumentou a vantagem para 59 a 53. Trabalhando melhor a bola, o Flamengo superou o empate do Brasília e com Olivinha inspirado, abriu 67 a 59 forçando o pedido de tempo de Savignani. Após o tempo, a equipe visitante anotou quatro pontos seguidos forçando o tempo de Neto, 67 a 63. Após o tempo, as duas equipes trocaram cestas mantendo a diferença, até que Deryk acertou uma bola de três faltando 90 segundos para o término da partida, e Fulvio empatou também de três após dois pontos de Olivinha, 73 a 73. Com o jogo empatado e tendo a última posse de bola, Savignani parou a partida para tentar ganhar o jogo. Na jogada, Ronald passou fácil por Jason Robinson e cravou para a virada faltando 4,5 segundos para o fim, forçando o último tempo de Neto. Na jogada final, Ramon segurou demais a bola, chegou a acertar o arremesso, mas o relógio já tinha zerado. Fim de partida, Brasília 75 x 73 Flamengo.

    O próximo compromisso do Orgulho da Nação é no dia 23/03 às 20h no ginásio Lineu de Moura em São José (SP) onde enfrentará o São José pelo NBB 8. A partida terá transmissão em tempo real do @Mundo Bola_CRF .

    Destaques do Flamengo:

    Pontos: Marquinhos com 16 pontos

    Assistências: Marcelinho com 7 assistências

    Rebotes: Meyinsse com 6 rebotes

     

  • Torcida lota estádio, mas Flamengo perde com 1 a mais em campo

    Após vitória magra pelo Carioca no final de semana, o Flamengo voltou a campo na noite dessa quarta (16). A partida marcou a estreia da equipe rubro-negra na Copa do Brasil e o adversário foi o Confiança. O jogo ocorreu no Estádio Lourival Baptista, o Batistão, casa da equipe de Aracaju.

    Embora, na teoria, o jogo tenha sido fora de casa para o Flamengo, a equipe rubro-negra não sentiu muito dessa forma. Isso porque a torcida rubro-negra lotou o estádio em Aracaju e fez com o que Flamengo jogasse em casa, mesmo estando a muitos quilômetros de distância do Rio.

    Mesmo com o apoio da torcida, desde a chegada à cidade de Aracaju, a equipe rubro-negra demonstrou pouca vontade de ganhar a partida e acabou saindo derrotada no Batistão, pelo placar de 1×0, obrigando a realização do jogo de volta.

     

    EXPULSÃO E AUSÊNCIA DE GOLS MARCAM O PRIMEIRO TEMPO

    Com menos de 1 minuto de partida, o Flamengo tomou um susto com uma chegada de grande perigo do Confiança.  O meia Everton chutou em direção à meta rubro-negra e quase conseguiu abrir o placar para a equipe sergipana. O chute, com endereço certo, foi salvo por Juan e Rodinei quase em cima da linha.

    Aos 8 minutos de jogo, um lance de violência resultou na expulsão do capitão do Confiança. O volante Elielton acertou um chute no rosto de Ederson e recebeu o cartão vermelho direto, deixando a equipe de Aracaju com 1 jogador a menos na partida.

    O Flamengo teve sua primeira grande chance quase aos 20 minutos de jogo. Cuéllar fez um lindo lançamento em direção ao ataque, que foi dominado por Emerson Sheik. Na oportunidade, o atacante rubro-negro chutou por cobertura mas a bola acabou saindo pela linha de fundo.

    A equipe rubro-negra teve duas boas oportunidades para abrir o placar. Na primeira, aos 25 minutos, Guerrero cabeceou a bola após receber cruzamento de Arão mas ela acabou saindo sobre a meta adversária. Na sequência do jogo, aos 31 minutos, Sheik cobrou falta, Wallace tocou de cabeça na bola que sobrou para Ederson completar para o gol, mas a bola saiu pela linha de fundo.

    Aos 37 minutos, Guerrero quase abriu o placar, mas a bola foi retirada pelo zagueiro Lucas Rocha. O zagueiro quase passou de herói a vilão, quando, ao cabacear a bola, quase marcou contra a sua equipe, que em desvantagem numérica pouco conseguiu fazer na primeira etapa. Do lado rubro-negro, mesmo com 1 a mais em campo, o Flamengo teve dificuldade de finalizar e o primeiro tempo acabou empatado sem gols.

     

    COM 1 A MENOS EM CAMPO, CONFIANÇA MARCA E FORÇA JOGO DE VOLTA

    As equipes voltaram do intervalo com um ritmo mais lento que o da primeira etapa. Nos primeiros 10 minutos de jogo da segunda etapa, as equipes não tiveram chances de perigo ao ataque adversário. A primeira oportunidade rubro-negra no ataque ocorreu aos 12 minutos em cobrança de falta de Emerson Sheik. Após desvio da zaga do Confiança, a bola sobrou para Marcelo Cirino que chutou à esquerda do goleiro Rafael Sandes.

    O jogo continuou sem muitas jogadas de perigo das duas equipes. O Flamengo teve maior posse de bola, mas continuava com dificuldade na finalização das jogadas, enquanto o Confiança parecia sentir a ausência do jogador expulso ainda na primeira etapa.

    Aos 30 minutos, uma cobrança de falta levou perigo à área sergipana. Alan Patrick cobrou a falta e Arão subiu sozinho para cabecear, mas a bola acabou saindo sobre a meta adversária. Em novo lance, Arão cabeceou e a bola sobrou para Sheik, para bela defesa do goleiro do Confiança, mas a jogada foi anulada por impedimento do atacante.

    Aos 35 minutos, mesmo com 1 a menos em campo, o Confiança conseguiu abrir o placar com Everton. Após cruzamento na área, Rodinei furou na tentativa de cortar a bola e o meia do Confiança acertou um forte chute, fazendo 1×0 para o Confiança.

    Após o gol sofrido, a equipe rubro-negra tentou empatar a partida, mas a equipe sergipana, que já vinha com uma boa formação na defesa, se fechou ainda mais e impediu finalizações do Flamengo. Com o resultado, as equipes voltam a se enfrentar no Rio de Janeiro, para definir a vaga na próxima fase.

     

    JOGO DE VOLTA

    Com a derrota rubro-negra em Aracaju, o segundo jogo será necessário. O novo confronto entre as equipes já tem data para ocorrer: 13 de abril, às 21h45min.

    No entanto, como o Maracanã está em obra, a partida não tem local definido para ocorrer. Sem estádio fixo para realizar as partidas que atua como mandante do jogo, o Flamengo tem decidido o local do confronto jogo a jogo. Com isso, a definição do jogo de volta deve ocorrer nas próximas semanas.

     

    Ficha Técnica

    Flamengo: Paulo Victor, Rodinei, Wallace, Juan e Jorge; Cuéllar (Gabriel), Willian Arão e Ederson (Alan Patrick); Marcelo Cirino (Felipe Vizeu), Guerrero e Emerson Sheik. Técnico: Muricy Ramalho

    Confiança: Rafael Sandes, Valdo, Lucas Rocha (Wallace Sergipano) e Eron; Caíque, Flavio (Raulino), Elielton, Everton, Wallace Pernambucano (Carlinhos) e Ney Maruim; Leandro Kivel. Técnico: Betinho

    Cartões Amarelo: Confiança – Rafael Sandes e Ney Maruim
    Cartão Vermelho: Confiança – Elielton

    Arbitragem: Emerson Luiz Sobral

    Auxiliares:  Clóvis Amaral da Silva e Esdras Mariano de Lima Albuquerque

    Público: 15.575 pagantes

     

  • Cirino fala sobre preparação para a Copa do Brasil e titulares em campo

    No último treino do Flamengo antes da estreia da Copa do Brasil, o técnico Muricy Ramalho incluiu no time titular o meia Ederson, que era dúvida na partida e mostrou grande desempenho nos trabalhos durante a semana. O jogo está acontece  nesta quarta-feira (16), às 21h45min, contra o Confiança em Aracaju.
     
    A imprensa só pode acompanhar o treino após uma hora de seu início, mas os jornalistas puderam falar com Marcelo Cirino na sala de coletiva após o encerramento do trabalho. O jogador falou sobre a partida de hoje, a quantidade de viagens e o elenco rubro-negro.
    “Muricy passou algumas informações do time adversário, mas pensamos sim em eliminar o jogo de volta. Estamos passando por uma enorme carga de viagens”, disse Cirino. Sobre sua forma física, ele garantiu estar ótimo: “O que o Muricy conversa desde o início do ano é que todos jogadores são importantes. Fisicamente estou bem, mas estou sentindo pancada no tornozelo que tomei contra o Figueirense (na Primeira Liga). Estou bem, acho que jogaria quarta e domingo, quarta e domingo. O Flamengo não pode priorizar. Temos possibilidade de ser campeões nas três competições que vamos disputar”.
    Com a lesão de Mancuello, Ederson vai aos poucos assumindo seu lugar entre os titulares e Cirino também comentou sobre o que muda com isso: “O que muda é o entrosamento. Já estávamos acostumados com Mancuello, agora o Ederson entrando muda um pouco, mas a qualidade é parecida. São dois grandes jogadores e tenho certeza que não temos dificuldades”.
    “Tem que respeitar o Confiança, não à toa é o atual campeão estadual, mas temos que ir sim com time completo, se possível eliminar o jogo de volta”, Marcelo Cirino sobre o adversário desta quarta-feira.
    O time titular que vai jogar contra o Confiança conta com: Paulo Victor, Rodinei, Wallace, Juan e Jorge; Cuéllar, Willian Arão e Ederson; Emerson Sheik, Marcelo Cirino e Guerreiro.
  • De volta ao NBB, Flamengo encara o Brasília no RJ

    Após o fim da Liga das Américas 2016, o FlaBasquete volta as atenções para o NBB 8 novamente. Falta pouco para o fim do campeonato mais importante do país e o Orgulho da Nação ocupa a primeira posição com 82,6% de aproveitamento. O adversário da rodada é o Brasília, rival histórico do Mengão. A partida acontece nesta quarta-feira (16), às 20h, no Tijuca Tênis Clube. O jogo tem transmissão ao vivo no site da LNB e o Mundo Bola fará tempo real no twitter direto do ginásio.

    O Fla chega a esse duelo tentando curar a ressaca do campeonato continental. Com um desempenho muito aquém do esperado, os comandados de José Neto saíram apenas com a quarta colocação e duas derrotas no Final Four (Bauru e Mogi). Contando com a força da Nação, o Flamengo quer continuar a boa sequência no torneio nacional em busca do pentacampeonato. Em seu último jogo pelo NBB, o Orgulho da Nação venceu o Caxias do Sul fora de casa por 97 a 80 com grande destaque de Olivinha, que conseguiu um duplo-duplo (29 pontos e 12 rebotes).

    O Brasília vem de duas vitórias no campeonato (Paulistano e Mogi). A equipe visitante ocupa a quinta posição na tabela de classificação com 68.0% de aproveitamento (25 jogos, 17 vitórias, 8 derrotas) e briga para entrar no G-4.

    As duas equipes são as únicas campeãs da competição e já se enfrentaram 25 vezes pelo NBB (14 vitórias rubro-negras e 11 dos candangos). Somando, são sete títulos, quatro do Fla e três do Brasília. No primeiro turno deu Flamengo. Jogando na capital federal, o Fla bateu os donos da casa por 94 a 85. Os dois times também se cruzaram no Grupo F da Liga das Américas 2016. Novamente os rubro-negros se deram melhor, por 106 a 93.

    Ficha técnica:

    Flamengo x Brasília

    Local: Tijuca Tênis Clube (RJ)

    Data: 16/03/2016

    Horário: 20h (horário de Brasília)

    Transmissão: Ao vivo no site da LNB e tempo real no twitter do Mundo Bola

    Provável escalação: Rafa Luz, Marquinhos, Jason Robinson, Olivinha e Jerome Meyinsse. Técnico: José Neto.

  • De olho no tetra, Fla faz estreia contra o Confiança nesta quarta

    O Mais Querido dá início nesta quarta-feira (16) a luta pelo quarto título da Copa do Brasil. A caminhada rubro-negra tem como ponto de partida a Arena Batistão, em Aracajú, e o adversário será o Confiança. O duelo está marcado para às 21h45min (horário de Brasília) e a expectativa é que o Fla, franco favorito, consiga uma vitória por dois gols de diferença, eliminando a necessidade de um segundo jogo.

    Para esta partida, o técnico Muricy Ramalho deve mandar a campo aquilo que tem de melhor em suas mãos. Ainda sem poder contar com Mancuello, por conta de um estiramento no ligamento colateral lateral do joelho direito, o treinador apostará mais uma vez na entrada de Ederson no lugar do argentino.

    O adversário

    Atualmente o Confiança é líder do hexagonal que definirá os finalistas do Campeonato Sergipano. Após vencer o Estaciano, no último sábado (12), os azulinos não perderam tempo e iniciaram a preparação para a Copa do Brasil já no dia seguinte.

    No clube, o confronto é encarado como “o duelo do século”. Por isso, o técnico Betinho fez questão de fechar todos os treinamentos para a imprensa e pediu foco total à sua equipe.

    “É um jogo muito importante, contra um grande adversário, e que será transmitido nacionalmente. Então, com relação à motivação dos atletas, eu nem precisei falar nada, pois estão todos muito motivados. No entanto, o que eu tenho cobrado muito deles é o máximo de atenção e de concentração durante os 90 minutos”.

    Histórico

    Esta é apenas a segunda vez que Flamengo e Confiança se enfrentam em uma competição oficial. Antes, as equipes haviam se encontrado no Campeonato Brasileiro de 1977. Na ocasião, o Maior do Mundo venceu os Azulinos, no Maracanã, pelo placar de 3 a 1, com gols de Zico, Cláudio Adão e Manga (contra).

    Caso não conquiste um triunfo por dois tentos de diferença, o Fla terá que realizar o jogo de volta marcado para o dia 20 de abril. Atingindo a meta, restará ao Rubro-Negro esperar o vencedor do duelo entre Fortaleza e Imperatriz-MA.

    Mesmo com os ingressos mais baratos custando R$ 200 (valor inteiro), o embate promete ter casa cheia. Como já é de costume em jogos do Mengão, mesmo fora do Rio de Janeiro, o torcedor fez sua parte e esgotou os mais de 15 mil bilhetes colocados à venda.

    Arbitragem

    O comando do apito fica por conta do pernambucano Emerson Luiz Sobral, auxiliado por Clóvis Amaral da Silva, também de Pernambuco, e Esdras Mariano de Lima Albuquerque, de Alagoas.

    Será a primeira vez que o árbitro, de 41 anos, atuará como figura principal do apito em um jogo do Flamengo, anteriormente havia trabalhado como quarto árbitro, no triunfo por 1 a 0 sobre o Sport, pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro 2015, na Arena Pernambuco.

    FICHA TÉCNICA
    Confiança x Flamengo — Copa do Brasil
    Local: Arena Batistão, Aracajú
    Data: 16/03/2016
    Horário: 21h45min (horário de Brasília)
    Árbitro: Emerson Luiz Sobral
    Assistentes: Clóvis Amaral da Silva e Esdras Mariano de Lima Albuquerque
    Transmissão: SporTV2, ESPN Brasil e tempo real no @Mundo Bola_CRF.
    Provável escalação do Flamengo: Paulo Victor, Rodinei, Wallace, Juan e Jorge; Cuéllar, Willian Arão, Ederson; Marcelo Cirino, Emerson Sheik e Guerrero. Técnico: Muricy Ramalho

  • Pedido de Desculpas: Alexandre Póvoa fala sobre desempenho na Liga das Américas

    Na noite desta terça-feira (15), o Vice-Presidente de Esportes Olímpicos, Alexandre Póvoa, enviou email pedindo desculpas ao torcedor rubro-negro pelo desempenho do basquete do Flamengo na Liga das Américas 2016. Confira na íntegra:

    BASQUETE DO FLAMENGO – UM PEDIDO DE DESCULPAS

    Caros amigos,

    O C.R. Flamengo encerrou sua participação na Liga das Américas de Basquetebol, competição disputada na cidade de Barquisimeto (Venezuela) no final de semana passado, chegando à quarta colocação, depois de perdermos dois jogos pela mesma diferença de dois pontos para as equipes brasileiras do Bauru (81 x 83) e Mogi (71 X 73). O título ficou com a equipe da casa, o Guaros de Lara.

    Olhando somente a fotografia e os resultados finais, seria cômodo para um dirigente do clube simplesmente afirmar que a derrota “faz parte do jogo” e que “perder é normal, até porque o Flamengo não pode vencer sempre”. Afinal, dos dez títulos disputados nos últimos três anos, ganhamos oito (três Cariocas, três NBBs, uma Liga das Américas e um Mundial), não tendo conquistado somente as duas últimas edições da Liga das Américas (mesmo assim, chegando ao Final Four nas duas ocasiões). Além disso, fomos o primeiro clube brasileiro a jogar contra equipes da NBA em território dos EUA e a alcançar a primazia de receber uma franquia norte-americana em casa para um amistoso. Olhando sob uma perspectiva mais ampla, o objetivo de manter o Flamengo no topo do basquete tem sido alcançado (lembrando que estamos na liderança novamente do atual NBB). Mas não vamos usar absolutamente esses fatos para esconder nossa decepção, frustração e inconformismo com a nossa atuação na Venezuela.

    É obrigação de todos que comandam o clube hoje zelar para manter intacto não somente o respeito permanente ao nosso Manto Sagrado, mas também a esse patrimônio do basquete do Flamengo, que recebeu da própria torcida a enorme responsabilidade da alcunha “Orgulho da Nação”. Temos que reconhecer que perdemos, de forma totalmente atípica, uma preciosa oportunidade de conquistar mais um título. Na semifinal contra o Bauru Basket, a derrota, da forma que ocorreu, definitivamente “não faz parte do jogo”. Perdemos para nós mesmos, apesar de, como esportistas, aplaudirmos um adversário qualificado que conseguiu tirar a diferença de 17 pontos nos 7 minutos finais, de forma incrível. Porém, nada justifica a quantidade de falhas cometidas, em todos os níveis, nesse último trecho da partida. Enfim, o que aconteceu, a maneira que perdemos, nos envergonhou. Essa foi a pior e mais dolorida derrota do nosso basquete nos últimos quatro anos. No dia seguinte, no jogo contra Mogi, alguns desses mesmos problemas se repetiram, mas o astral do grupo já era ruim por conta dessa derrota impactante da véspera.

    Enfim, todos nós que participamos do basquete do Flamengo, fora e dentro da quadra, a começar por nós dirigentes, que escolhemos o atual elenco e comissão técnica, somos responsáveis diretos por essa dura derrota, que obviamente não pode ser comodamente atribuída à simples “obra dos deuses do esporte”. O primeiro passo é sermos humildes para identificarmos os nossos erros (coletivos e individuais) e trabalharmos em dobro para corrigir as falhas técnicas, táticas e de postura. Demandamos uma atitude diferente do grupo para que os rubro-negros continuem a se orgulhar de seu time de basquete, independente de vitórias ou derrotas pontuais.

    Existem “derrotas e derrotas”. O basquete do Flamengo, apesar do histórico vencedor, tem a obrigação nesse momento de apresentar suas sinceras desculpas a sua torcida. Novamente, não estamos pedindo desculpas pela não conquista de um título tão difícil como é o da Liga das Américas, mas pela forma com que chegamos a esse quarto lugar na fase final nesse torneio tão importante, vis a vis o potencial que apresenta o atual grupo. Os rubro-negros podem ter a certeza absoluta de que as necessárias correções de rota serão deflagradas imediatamente. O grupo está consciente que precisamos melhorar para atingir nossas metas. Podem ter certeza que não faltarão luta e entrega.

    Pedimos o sempre presente apoio da torcida no restante da temporada, dado que o outro grande objetivo, a conquista do tetracampeonato da NBB (cinco vezes alternado), competição que estamos liderando, está totalmente ao nosso alcance. Porém, somente será possível chegarmos ao topo através da sinergia da equipe com a Nação Rubro-Negra, parceria que nos levou a tantas vitórias e glórias nos últimos anos. A sequência dessa verdadeira maratona, começa logo com a difícil partida contra o tradicional rival Brasília, já nessa quarta-feira, às 20 hs, no ginásio do Tijuca T.C.

    Saudações rubro-negras,

    Saudações rubro-negras,
    Alexandre Póvoa
    Vice-Presidente de Esportes Olímpicos

  • Capítulo 1 | 1978, Parte 1: O decepcionante Brasileiro de… 1977!

    Pode o momento mais vitorioso da história de um clube começar com uma derrota, uma espécie de marco zero? No caso do Flamengo, que dominou o futebol carioca e brasileiro entre 1978 e 1983, pode-se afirmar que sim.

    E qual teria sido esse instante mágico, capaz de transformar a dor de uma derrota em garra e união, unidas ao talento imensurável de alguns dos grandes jogadores rubro-negros. Sem dúvidas, esses foram elementos que se tornaram combustíveis indispensáveis para a enxurrada de títulos que viria a seguir.

    Os atletas são unânimes em afirmar que a derrota de maneira traumática para o Vasco, no Campeonato Carioca de 1977, em uma disputa de pênaltis das mais cruéis, fez com que o grupo se reunisse num restaurante e fizesse um pacto. Aquele time serviria de base para os próximos anos. Reforços? Só os pontuais. A equipe não seria desmanchada.

    Graças a essa reunião, pudemos acompanhar a geração de Zico, Júnior, Adílio, Tita, que já estavam lá e que seriam somados a Leandro, Andrade, Vítor, Raul, Mozer e tantos outros que ajudaram a colorir de vermelho e preto o mundo.

    Convido o leitor a embarcar nessa viagem, que tratará de mostrar não só as conquistas, como também os percalços no caminho. Afinal, nunca nada foi fácil para o Flamengo. Relembre jogos inesquecíveis, jogadas sensacionais e curta os bastidores daquela epopeia que tem início no Campeonato Brasileiro de 1977, disputado no começo de 1978. Passa pelo Certame Nacional de 78 até chegar ao Carioca daquele mesmo ano e no inesquecível gol de Rondinelli, o ponto de partida para tantas voltas olímpicas, em tão pouco tempo.


    Capítulo 1 – 1978

    As férias

    Depois de perder de maneira traumática o estadual de 77, quando foram derrotados na disputa de pênaltis pelo Vasco, os jogadores do Flamengo se reuniram e firmaram um pacto. Era hora de aquela equipe começar a ganhar títulos. Para Zico, “o marco inicial daquela equipe vitoriosa foi a derrota no estadual de 77, especialmente pelo Tita. Ele era muito jovem e entrou só pra bater o pênalti. Acabou perdendo e o grupo se fechou em torno dele. Saímos do Maracanã arrasados. Fomos para um restaurante e fizemos um pacto. O time era esse, não precisava de reforços significativos. Nós seremos vencedores. Precisamos acreditar no trabalho que estamos fazendo. E assim foi. Só nós, jogadores e a Comissão Técnica estavam lá. Foi o início de tudo”. O primeiro desafio seria o campeonato nacional. A promessa seria posta a prova.

    A campanha no certame nacional foi das melhores. Nas duas fases preliminares, o rubro-negro teve o terceiro melhor aproveitamento, ao lado do Botafogo e atrás apenas de Palmeiras e Atlético-MG. A equipe vinha embalada, mas a bagunça imperava na CBD. As fases decisivas do campeonato só seriam disputadas em 78.

    Nas férias, como de costume, muitas especulações. Jairzinho, o furacão da Copa de 70, então jogando na Venezuela, chegou a tentar cavar a sua contratação. O Presidente Marcio Braga tratou logo de rechaçar qualquer possibilidade não somente dele, mas da chegada de qualquer reforço. Não havia dinheiro em caixa para isso. Mesmo assim, a imprensa ventilava os nomes de Mauro e Biro-Biro, atletas do Sport. Claro que ambos não passaram nem perto da Gávea.

    A CBD definiu no início de janeiro os grupos da terceira fase. O Grupo S tinha além do Flamengo, Vasco, Santos, Corinthians, Caxias e Londrina. A chave T era composta por Atlético-MG, Botafogo, Cruzeiro, Bahia, Fast e América-RJ. No grupo U, encontravam-se Ponte Preta, São Paulo, XV de Piracicaba, Botafogo-SP, Sport e Grêmio. Finalmente, na chave V ficaram Operário-MS, Palmeiras, Santa Cruz, Remo, Desportiva e América-RN. Somente o primeiro classificado de cada grupo qualificava-se para as semifinais.

    Antes da reapresentação dos jogadores, a Comissão Técnica, liderada pelo treinador Jaime Valente (substituto de Claudio Coutinho, dirigindo a Seleção Brasileira) escolheu a cidade de Vassouras para a pré-temporada. Ao mesmo tempo, Marcio Braga convocou uma reunião com os torcedores, para saber de suas aspirações e, especialmente, pedir para que eles se tornassem sócios do clube.

    A Pré-temporada

    Logo na reapresentação, no dia 18, Jaime Valente tratou de escalar a equipe que estrearia na terceira fase do brasileirão com Cantareli, Toninho, Rondinelli, Nélson e Júnior, Carpegiani, Adílio, Luís Paulo e Zico, Osni e Claudio Adão.

    Nos testes físicos, Adílio mostrou uma forma excepcional, nem parecendo estar voltando de inatividade. Quando a CBD divulgou a tabela, a revolta tomou conta do Flamengo. A primeira rodada marcava o clássico contra o Vasco. Os dirigentes afirmavam, com razão, que se a partida fosse marcada mais pra frente, os jogadores estariam com mais ritmo de jogo e melhores preparados para desenvolver um futebol melhor. Além disso, o domingo marcado pela entidade coincidia com a realização do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, o que dividiria a atenção do público. Tudo em vão. Fla e Vasco iriam mesmo abrir a fase decisiva do nacional.

    Depois de alguns dias de intenso trabalho físico, onde os preparadores Sebastião Lazaroni e Francalaci comandaram o show, Jaime marcou o primeiro coletivo do ano. Empate de 2 a 2 com os reservas, reforçados por três juniores que foram incorporados ao elenco de profissionais (Tita, Lino e Jorge Luís). Os gols foram marcados por Zico e Claudio Adão para os titulares e Tita e Jorge Luís, para os reservas. Mesmo com o pouco tempo de preparação, a atuação da equipe pouco agradou o treinador. Em sem velocidade e com problemas graves de posicionamento.

    No dia 26, foi disputado o único amistoso antes do clássico. Mesmo enfrentando uma equipe amadora, formada pela seleção do Vale do Paraíba, o rubro-negro só venceu por 2 a 1 (gols de Zico e Nélson). Apesar disso, as perspectivas para a estreia eram boas. Afinal, o Vasco vinha tendo problemas para renovar o contrato de Dirceu, titular da Seleção Brasileira.

    Na véspera do jogo, Marcio Braga entrou em contato com o Guarani, dono do passe do zagueiro Nélson, e avisou que o Flamengo iria comprar o jogador. O valor estipulado era de 900.000 cruzeiros, já que o Fla já havia pagado 100.000 quando do empréstimo. E para motivar ainda mais os jogadores, Coutinho, então em observações finais para a convocação da Seleção para a Copa da Argentina, iria assistir a partida.

    O Brasileiro de 77

    Mesmo com o pouco tempo de preparação, Flamengo e Vasco sabiam que a vitória poderia ser fundamental. Afinal, apenas o primeiro colocado de cada chave passaria a semifinal do campeonato. Além disso, seriam apenas cinco partidas para definir quem seria esse classificado. O clássico foi transmitido ao vivo pela TV Globo, que pagou cerca de 1.000.000 de cruzeiros pelos direitos de exibição.

    Quando a bola rolou, o rubro-negro foi superior na primeira etapa. Foram pelo menos três grandes oportunidades de abrir o marcador. A má fase de Zico e Claudio Adão não permitiu que isso acontecesse.

    Como era de se prever, o jogo caiu muito na etapa final. Com ambos os times cansados, o Vasco foi levemente superior e só não fez um a zero porque Cantareli estava em tarde inspirada. Sendo assim, o empate foi considerado um bom resultado.

    Após a partida, o técnico Jaime Valente fez uma análise e elogiou muito o volante Carpegiani, considerado por ele o melhor homem em campo. Sobraram boas palavras também para as atuações de Adílio e Luís Paulo. Zico, Adão e Osni foram os que receberam as maiores críticas do treinador.

    Demais resultados da rodada. Corinthians 1×1 Santos, Londrina 2×0 Caxias, Atlético-MG 2×1 Cruzeiro, Bahia 0x0 Botafogo, Ponte Preta 4×1 Botafogo-SP, São Paulo 4×2 XV de Piracicaba, Grêmio 1×0 Sport, Remo 3×0 Palmeiras, Fast 0x0 América-RJ e Santa Cruz 2×2 América-RJ.

    O próximo compromisso do Flamengo seria contra o Londrina, no estádio do Café. Para este jogo, Jaime decidiu manter Claudio Adão no comando do ataque, apesar da má fase do atacante. Para o treinador, o elenco não lhe proporcionava grandes alternativas. “A única opção que eu tenho é colocar o Tita como centroavante. Acontece que ele e o Zico tem características parecidas. Preciso de alguém que possa jogar na aera. E esse alguém é o Adão”, disse em entrevista ao Jornal O Globo.

    Outra boa notícia para Jaime era a volta de Merica, então titular absoluto da equipe e que não havia enfrentado o Vasco por estar contundido. Para isso, Luís Paulo deixaria o time.

    O argentino Armando Renganeschi, treinador do Londrina, jogou a responsabilidade de vitória para cima do Flamengo. Além disso, um clima de guerra foi criado em torno da partida. Os jogadores cariocas reclamavam que haviam feito a terceira melhor campanha nas fases anteriores e que o Londrina havia se qualificado em uma repescagem. Mesmo assim, o time paranaense atuaria as Três primeiras rodadas em casa, enquanto o Mengo teve o clássico, considerado por todos como neutro e viajar para o Paraná.

    Mais uma vez, o Mengo não jogou bem. Dominou o jogo, é verdade, criando várias chances de abrir o marcador. Como quem não faz, leva. O meia Zé Roberto chutou uma bola de fora da área e viu Cantareli falhar. Londrina 1 a 0. Na etapa final, com Tita no lugar de Claudio Adão, o máximo que o rubro-negro conseguiu foi uma bola na trave, em finalização de Zico.

    A derrota deixou o time em situação desesperadora. Com apenas um ponto conquistado e quatro atrás do líder, o surpreendente Londrina. Para piorar, havia a indefinição em relação a posição de centroavante e a pausa para o carnaval. Uma vitória de três pontos (por dois ou mais gols de diferença, segundo o regulamento do campeonato) diante do Caxias, no Maracanã era fundamental.

    Demais resultados da rodada. Corinthians 1×0 Caxias, Vasco 1×0 Santos, Botafogo 2×0 América-RN, Fast 1×2 Atlético-MG, Botafogo-SP 2×1 Sport, XV de Piracicaba 0x1 Grêmio, Ponte Preta 1×3 São Paulo, Palmeiras 4×1 Desportiva e Operário-MS 0x0 Santa Cruz.

    Com a situação na tabela extremamente delicada, Jaime resolveu cancelar as folgas no carnaval. Necessitando conquistar os três pontos diante do Caxias, ele resolveu adiantar Zico, para jogar mais próximo de Claudio Adão. Se isso não desse certo nos treinamentos, ele tinha outras duas possibilidades que seriam testadas. A primeira, escalar Tita no comando do ataque. A segunda, deslocar Adílio para lá. Em ambos os casos, Luís Paulo retornaria ao onze titular.

    Para dar mais velocidade a equipe, o treinador comandou vários treinos de apenas um toque na bola. Segundo o comandante, o time estava lento, sem velocidade. No primeiro coletivo da semana, vitória dos titulares sobre os reservas, por 3 a 2, com gols de Zico (2) e Claudio Adão, descontando Valdo (2). Entretanto, a atuação da equipe não foi nada boa.

    No segundo coletivo da semana, o time já atuou de maneira mais solta. Vanderlei (ele mesmo, o Luxa) abriu o placar para os reservas, cobrando falta. Depois, veio a goleada, com tentos de Carpegiani, Júnior, Rondinelli, Adílio e Claudio Adão. O zagueiro Nélson, contundido, foi substituído por Dequinha.

    No último apronto antes de enfrentar o Caxias, o Mengo enfrentou a equipe dos fuzileiros navais. Nos primeiros 45 minutos, jogou a equipe titular. Adão foi mantido no time titular e Zico escalado mais adiantado. Contra um adversário muito fraco, não foi surpresa a goleada de 4 a 0, com gols de Zico (2), Carpegiani e Claudio Adão.

    Nos 45 minutos finais, os reservas fizeram 3 a 0, com tentos de Tita (2) e Luís Paulo. Após o treino, Jaime definiu a equipe que enfrentaria o Caxias com Cantareli, Toninho, Rondinelli, Dequinha e Júnior, Merica, Carpegiani e Adílio, Osni, Claudio Adão e Zico.

    Para o Galinho, o time estava pronto para garantir os três pontos. “Sabemos da qualidade da equipe do Caxias, que deve jogar retrancada, mas com esse novo esquema, estou mais perto do gol. Sinto-me a vontade assim. A equipe toda está motivada e precisamos vencer para nos mantermos vivos na competição”.

    O Flamengo abriu a terceira rodada, no sábado. Só que nada do que foi treinado, deu certo. Dominado pelo adversário, que assustava a todo o momento em contra ataques, o Fla foi vaiado pela torcida. Especialmente, depois que Bebeto fez 1 a 0 para os visitantes. Zico empatou, ainda no primeiro tempo, mas ao se lançar desesperadamente a frente, em busca do resultado, o time dava ainda mais espaço para os contra golpes do Caxias, do zagueiro Luís Felipe Scolari. No fim das contas, o empate não só eliminava o Flamengo do campeonato, como também provocava a revolta da torcida.

    Demais resultados da rodada. Santos 1×2 Londrina, Corinthians 0x0 Vasco, Botafogo 0x0 Atlético-MG, Bahia 2×2 Cruzeiro, XV de Piracicaba 0x1 Sport, Grêmio 1×0 Ponte Preta, Botafogo-SP 1×0 São Paulo, Palmeiras 5×1 América-RJ e Santa Cruz 2×0 Desportiva.

    Chamavam a atenção dois fatos. O primeiro, a queda do alambrado no jogo Remo e Operário-MS. O incidente ocorreu aos 22 minutos do primeiro tempo e a partida foi suspensa. O segundo, a agressão do atacante Serginho no bandeirinha Vandevaldo Rangel, ao ser expulso na derrota do São Paulo para o Botafogo de Ribeirão Preto. O chute do atacante deixou um corte de 10cm na perna do auxiliar. Chulapa seria depois julgado e suspenso.

    A preparação para a partida contra o Santos começou de maneira tensa. Enquanto Jaime pedia reforços pois considerava certas as convocações de Toninho, Zico, Rondinelli e Adílio para a Seleção Brasileira que ia disputar a Copa da Argentina, o Presidente Marcio Braga se reunia com a Diretoria para discutir possíveis mudanças no futebol rubro-negro.

    Como resultado desta reunião, Zico, que havia renovado o contrato, foi chamado para conversar. Segundo os cartolas, o objetivo era cobrar mais empenho, não só do camisa 10, como de todo o time. Ainda segundo Braga, estavam descartadas mudanças na comissão técnica e contratações. Cinco juvenis, entre eles Leandro e Vítor devem ganhar mais espaço já a partir do Campeonato Brasileiro de 78, que começa em março.

    Para Zico, a má forma dos jogadores prejudica Adílio, o único poupado pela torcida e pela crítica. “Realmente, a má fase dos jogadores prejudica demais o Adílio. Ele é o único que consegue correr os 90 minutos. Nós não conseguimos acompanhá-lo. E ele está jogando o fino também”.

    Em um Pacaembu vazio, o Flamengo manteve a rotina. Jogou mal, novamente. Foi inteiramente dominado pelo Santos, que colocou três bolas na trave de Cantareli. O time carioca praticamente não finalizou e teve sorte em deixar o campo com o 0 a 0. Nilton Batata fez o que quis com Júnior, enquanto João Paulo fez o mesmo com Toninho. A fase era realmente negra. Com medo do prejuízo financeiro, a Diretoria propôs ao América, também já eliminado, que houvesse uma rodada dupla no Maracanã, com o rubro-negro enfrentando o Corinthians no jogo de fundo.

    Resultados da Rodada. Caxias 1×5 Vasco, Londrina 1×0 Corinthians, América-RN 0x0 Bahia, Cruzeiro 5×4 Fast, Grêmio 1×1 Botafogo-SP, Ponte Preta 1×0 XV de Piracicaba, São Paulo 4×3 Sport, América-RJ 1×1 Remo e Operário-MS 5×0 Desportiva.

    Na sexta-feira, a diretoria se contradisse e vazou para a imprensa que o supervisor Dante Rocha e o técnico Jaime Valente seriam demitidos. Joubert, então dirigindo o Remo e funcionário do clube, o que diminuiria e bem os gastos, seria contratado. Entretanto, qualquer mudança só seria discutida depois do jogo contra o Corinthians. Merica, suspenso, era o desfalque. Em seu lugar, foi escalado Valdo, com Carpegiani sendo recuado para a cabeça da área.

    A promessa dos atletas era de se despedirem da competição conquistando um grande resultado. Não foi possível. Mesmo tendo a melhor atuação da terceira fase e desperdiçando nove oportunidades claras de gols, a maioria defendida pelo goleiro Jairo, o Flamengo acabou sendo derrotado por 1 a 0, gol de Vaguinho, aos 35 minutos do segundo tempo. Com o resultado, o rubro-negro terminou na quinta colocação do grupo. Para piorar ainda mais a crise, os jornais estampavam que Zico estava acima do peso, o que acarretava a sua má fase técnica e física. O galinho, claro, negou.

    Mesmo assim, a torcida achou uma maneira de se alegrar. Ao mesmo tempo em que o Mengo era derrotado no Maracanã, o Vasco, que precisava vencer o Londrina em São Januário, por dois gols de diferença para avançar a semifinal caia diante da surpreendente equipe paranaense, por 2 a 0.

    Resultados da rodada. Vasco 0x2 Londrina, Caxias 3×3 Santos, Bahia 2×0 Fast, Cruzeiro 0x3 Botafogo, Atlético-MG 6×0 América-RN, São Paulo 3×1 Grêmio, Sport 1×0 Ponte Preta, Botafogo-SP 0x0 XV de Piracicaba, América-RJ 0x2 Operário-MS, Desportiva 2×2 Remo e Palmeiras 1×3 Santa Cruz.

    Com esses resultados, Londrina e São Paulo venceram suas chaves e garantiram vaga nas semifinais. Botafogo e Atlético-MG e Remo, Operário-MS e Santa Cruz disputavam as vagas dos outros grupos.

    Resultados dos jogos atrasados. Remo 2×0 Operário-MS, Botafogo 3×1 Fast, Atlético-MG 4×0 Bahia, América-RN 2×2 Cruzeiro, Desportiva 0x0 América-rj, Santa Cruz 2×1 Remo e Operário-MS 2×0 Palmeiras.

    Com estes resultados, Atlético-MG e Operário-MS se qualificaram para a semifinal.

    Resultados das semifinais. Atlético-MG 4×2 Londrina, São Paulo 3×0 Operário-MS, Londrina 2×2 Atlético-MG e Operário-MS 1×0 São Paulo.

    Com estes resultados, Atlético-MG e São Paulo se classificaram para a final.

    Resultado da final. Atlético-MG 0x0 São Paulo. Na prorrogação, 0 a 0. Na disputa de pênaltis, São Paulo 3×2 Atlético-MG. Assim, o tricolor sagrou-se campeão brasileiro de 1977 e o galo tornou-se o único vice campeão invicto da história do certame nacional.

     

    Leia a Saga do Penta – BIOGRAFIA RUBRO-NEGRA

     

     

    Capítulo 2 | Finalmente… O Campeonato Brasileiro de 78

     


    Gustavo Roman é jornalista, historiador e escritor. Autor dos livros No campo e na moralFlamengo campeão brasileiro de 1987, Sarriá 82 – O que faltou ao futebol-arte? e 150 Curiosidades das Copas do Mundo. Conhecido como um dos maiores colecionadores de gravações de jogos de futebol, publica toda quinta-feira, aqui no Mundo Bola, a série “Biografia Rubro Negra 1978-1992”, onde conta a saga do período mais vitorioso da história do clube mais querido do mundo.

    CURTA NOSSA PÁGINA NO FACEBOOK

    SIGA A GENTE NO TWITTER

     

  • 1987 é deles!

    Calma, amigos. Antes que os xingamentos se iniciem e minha mãe seja ofendida leiam o texto. Há anos Flamengo e Sport se envolvem numa briga mesquinha e sem sentido pelo título de Campeão Brasileiro de 1987. É um tal de justiça pra cá. Tribunal pra lá. Siglas que muitas vezes nem sabemos o que significam decidindo o passado que já foi resolvido. No campo. Na bola.

    O rubro-negro carioca é o incontestável vencedor daquele ano. Jogou contra os melhores. Venceu os melhores. Pouco importa o que os cartolas em seus escritórios resolveram. Quase sempre as resoluções são maléficas para o futebol. Como foi naquele maldito dia em que se rasgou o regulamento e criou-se o famigerado cruzamento com o módulo amarelo.

    Dentro das quatro linhas, onde importa. Deu Flamengo. Deu na bola, que nunca foi maltratada. Deu Zé Carlos, Jorginho, Leandro, Edinho, Leonardo, Andrade, Aílton, Zico (o original, não a cópia pernambucana), Renato Gaúcho, Bebeto, Zinho e Carlinhos. Doze monstros sagrados. Deuses da arte de jogar futebol.

    Não faz sentido apequenar-se em disputas sem propósito. A maior punição que esse time poderia sofrer já aconteceu. E é irreversível. Ter sido proibido de jogar a Libertadores de 88 foi sofrimento demais para o torcedor. Para o amante do jogo bem jogado. De quem gosta de ver a regra ser cumprida e não comprida.

    Não se pode modificar o passado. O provável título sul americano não veio. O tempo desmanchou aquela equipe. Mas não apagou o seu legado. Do épico confronto com o galo mineiro a decisão conquistada com a técnica e com o coração. Do gol de Zico diante do Santa Cruz ao de Bebeto, a reedição de Nunes, o novo artilheiro das decisões, contra o Internacional.

    Enquanto isso, do outro lado, uma interminável disputa de pênaltis. Um título dividido. Uma canetada resolvendo a questão que por incompetência não foi resolvida no gramado.

    Não é justo. Nunca foi. Nem nunca será. Não precisamos do reconhecimento da CBF. Ou do STF, STJD, INCA, FBI, FUNAI ou qualquer outra. A história mostra quem é o campeão de fato. De direito pode até ser outra história. Quem esteve no Maracanã ou viveu aquele momento sabe o quanto comemorou e se emocionou com o título mais rubro-negro de todos os tempos. Sofrido. Na base da superação. Como tinha de ser.

    Não vamos discutir, amigos. Oitenta e sete é deles, já que fazem tanta questão. Não precisamos disso. Não necessitamos mendigar conquistas. Cada um sabe o seu lugar no Olimpo do futebol. E uma coisa eu garanto. O Flamengo de 87 está muitos degraus acima do “rival”. Deixem o campeonato pra lá. A taça é deles. A festa foi e sempre será nossa.