Autor: diogo.almeida1979

  • Precisando vencer, Flamengo encara São José no NBB

    Após a pausa para um final de semana de festa para o basquete brasileiro, o Flamengo volta a focar no NBB para fechar em primeiro lugar a primeira fase do campeonato. O Fla agora tem uma maratona de jogos, que se inicia nesta quarta-feira (23), fora de casa, contra o São José, às 20h, no Ginásio Lineu de Moura. A partida não terá transmissão.

    O FlaBasquete vem de uma dolorosa derrota no clássico contra o Brasília. A bola de três de Ronald Ramon, que faria com que os rubro-negros saíssem vitoriosos, acabou saindo das mãos do dominicano já após o estouro do cronômetro e o time brasiliense saiu com o resultado positivo por 75 a 73. Mesmo assim, o Orgulho da Nação continua ocupando a primeira colocação na tabela, com 79,2% de aproveitamento.

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    O São José também não passa por um momento fácil e precisa ter êxito de qualquer jeito. Enquanto o Fla quer permanecer na ponta e voltar a vencer, o time paulista é o 13º colocado, com 28% de aproveitamento, e ainda sonha com a classificação aos playoffs. O problema é que aos comandados de Cristiano Ahmed vem de 7 derrotas seguidas no NBB 8 e buscam confiança para voltarem a se sair bem.

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    No primeiro turno, as duas equipes se enfrentaram no Tijuca Tênis Clube e a equipe rubro-negra se deu melhor. Após uma ótima atuação no segundo quarto e com Marquinhos (21 pontos e 2 assistências) e Olivinha (16 pontos e 7 rebotes) chamando a responsabilidade, o Flamengo conseguiu sair com a vitória por 94 a 77.

    Ficha técnica:

    São José x Flamengo

    Local: Ginásio Lineu de Moura

    Data: 23/03/2016

    Horário: 20h (horário de Brasília)

    Provável escalação: Rafa Luz, Marquinhos, Jason Robinson, Olivinha e Jerome Meyinsse. Técnico: José Neto.

  • Fla/Marinha enfrenta São José na segunda fase do Brasileirão Feminino

    O Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino está de volta e promete bons confrontos na segunda fase. Depois de ficar em primeiro na parte inicial do torneio, o Flamengo/Marinha caiu no Grupo 6 com Iranduba-AM, São José-SP e Corinthians e volta a campo nesta quarta-feira (23).

    Com empolgação pela boa primeira fase, o Flamengo/Marinha volta ao Campeonato Brasileiro com esperança de título. O período sem partidas foi importante principalmente para que o treinador Ricardo Abrantes fizesse muitos treinos, o que deve ser mostrado durante os 90 minutos. O Mais Querido já poderá contar com as meias Maurine e Bia, jogadoras da Seleção Brasileira que foram draftadas este ano.

    O adversário São José se classificou na segunda colocação e espera fazer muito mais nessa segunda parte. As atuais campeãs utilizaram o período de pausa do Brasileirão para mais treinamentos e investimento na preparação física. Nessa partida a treinadora Emily Lima já poderá contar com Juliete e Thaisa, escolhas no Draft 2016.

    Para o jogo, o São José fez uma ação especial e espera casa cheia. Tentando incentivar a presença do público, o clube trocará um ingresso por 1kg de alimento não perecível, que começará a ser recolhido uma hora antes da partida, quando os portões serão abertos.

    Treinador Ricardo Abrantes fala sobre a volta do Brasileirão:

    O técnico das meninas rubro-negras falou com o Mundo Bola e contou como foi a preparação para o jogo, falou sobre o Draft e as expectativas para a segunda fase:

    “Foi um período de avaliações e treinos.  Reestreia sempre tem o lado emocional muito forte, mas queremos ser campeões e precisamos vencer”, disse o Tenente sobre o jogo. Perguntado sobre as escolhas de Maurine e Bia, o treinador disse: “No Draft escolhemos as jogadoras que queríamos e com isso conseguimos melhorar ainda mais nossa qualidade”.

    O Flamengo tem uma média de mais de dois gols por jogo e apenas um gol sofrido na competição, o que mostra o quanto o time estava embalado. Sobre a pausa no campeonato, Ricardo Abrantes achou ruim: “Não gostei desse tempo sem jogos. Valorizou quem estava mal e só foi bom para as equipes que foram montadas em cima da hora. Nós tínhamos um time certinho”.

    Sobre a escalação, o treinador fez suspense: “Fica para a hora do jogo. Elas (as adversárias) esperam eu jogar de uma forma e quero surpreender”.

    FICHA TÉCNICA:

    São José x Flamengo

    1ª rodada da segunda fase do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino

    Local: Estádio Martins Pereira, São Jose dos Campos (SP)

    Horário: 17h

    Ingresso: 1kg de alimento não perecível

    Transmissão: Web Enterplay

    Árbitro: Aurelio Santana Martins (SP/CBF-1)

    Assistentes: Patricia Carla de Oliveira (SP/CBF-1) e Fabrini Bevilaqua Costa (SP/CBF-2)

     

  • Flamengo e Atlético-PR duelam por uma vaga na final da Primeira Liga

    O Flamengo enfrenta o Atlético-PR nesta quarta-feira, às 21h30min, no estádio Radialista Mário Heleno, em Juiz de Fora. A partida, válida pela semi-final da Primeira Liga, marca o retorno do Mais Querido a JF, que não atua na cidade desde o jogo contra a Ponte Preta, em 2013, pelo Campeonato Brasileiro. Quem levar a melhor no confronto (único) fará a final no dia 7 de Abril contra Fluminense ou Internacional.

    Devido a sequência de partidas e o excesso de viagens, ainda não se sabe qual será o time titular do Fla, mas a tendência é que Muricy Ramalho use o que tem de melhor no momento e poupe alguns jogadores apenas na peleja de sábado, contra o Volta Redonda, pelo Campeonato Carioca. O treinador rubro-negro, em entrevista coletiva, destacou as ausências de Paolo Guerrero e Cuellar (convocados por suas seleções para jogos das Eliminatórias), elogiou a equipe paranaense e deixou claro que conta com o apoio da Nação: ” É um time chato, de velocidade e com jogadores que sabem jogar. Vai ser uma pedreira. Estaremos mesclados, sem o nosso artilheiro (Guerrero) e o Cuéllar, mas esperamos fazer um grande jogo. A torcida tem que encher o estádio de Juiz de Fora e ser o 12º jogador.”

    Nação Rubro-Negra dando um show. Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

    Juiz de Fora é um forte reduto da torcida rubro-negra, tendo em vista a proximidade com o Rio de Janeiro e a influência carioca na região. Vale lembrar que a torcida do Flamengo é muito grande em Minas Gerais e a expectativa é de estádio lotado para o duelo diante do Furacão. Os ingressos já estão sendo comercializados e o preço da arquibancada é R$ 60.

    A grande novidade da lista de relacionados foi o retorno de Éverton, que não joga há quase um mês devido a uma lesão na coxa. Já o argentino Mancuello está no 23° dia de recuperação e fez um trabalho separado nesta terça-feira, correndo em volta do gramado do Ninho do Urubu. O meia não atua desde a vitória do Fla contra o Resende, no dia 28 de Fevereiro, no Estádio Raulino de Oliveira.

    FICHA TÉCNICA:
    Flamengo x Atlético-PR
    Local: Estádio Municipal Radialista Mário Heleno
    Horário: 21h30min
    Transmissão: SporTV e PFC

    Provável escalação: Paulo Victor, Rodinei, Wallace, Juan e Jorge; Márcio Araújo, William Arão e Ederson; Emerson Sheik, Marcelo Cirino e Felipe Vizeu.

     

  • Depois de ler o Caderno de Estádios da FIFA: conclusões sobre o Novo Maracanã

     

    Nos últimos 66 anos a história do Flamengo está diretamente ligada ao Maracanã e vice-versa. Todos sabemos das questões políticas que envolveram a licitação do Novo Maracanã e em um estágio anterior, a reforma. Para quem não se recorda, o Brasil conquistou o direito de sediar a Copa do mundo de 2014 e o Maracanã era naturalmente o palco da final da competição, direito conquistado posteriormente (quase que de modo “forçado” por conta da derrota de 1950).

    Ao longo do processo, o Rio de Janeiro tinha sido escolhido como sede dos Jogos Pan-americanos em 2007, e havia construído um estádio olímpico, o Engenhão. E o Flamengo com isso? Ali, terminada a construção do Engenhão, no período pré licitatório foi “prometido” ao clube que ele ficaria com a gestão do Maracanã, depois da Copa, fazendo com que o clube desistisse de gerir o Engenhão. Mais uma vez, o ficaríamos reféns do Maracanã e das vontades políticas dos governantes.

     
    Passando por este período e focando na questão do Maracanã, a sua reconstrução (muito mais do que uma reforma), poderia ter sido mais amigável do que de fato foi. Acabei de ler o caderno de estádios da UEFA e o da FIFA e as exigências feitas pela FIFA para que um estádio seja construído para um mundial são muito maiores do que as da UEFA. Provavelmente nem existe este comparativo direto, já que os usos e utilidades tem propósitos diferentes. A FIFA construiu o seu caderno de estádios para uniformizar, recomendar as construções para suas competições, desde a mais simples, o mundial sub-17 até a mais complexa, a Copa do Mundo de futebol masculino; passando ainda por recomendações sobre instalações para futebol de areia e Futsal.

    O caderno é bem completo e traz soluções para as questões que surgem ao se construir ou reformar, tipos de público, construção, todos os detalhes necessários para o conforto dos usuários de um estádio de futebol. É impressionante a riqueza de detalhes e ao mesmo tempo a simplicidade do manual. Em minha visão existe um problema, uma questão fundamental que permeou toda a questão do “modelo FIFA”: o superfaturamento (custo Brasil, além do implícito modus operandi da própria FIFA). O caderno é claro e demonstra ser possível construir um estádio barato e eficaz dentro de todos os padrões estabelecidos.

    Devemos buscar como meta uma relação custo/assento razoável, a mais baixa possível! Diferentemente do que aconteceu para os estádios da copa do mundo de 2014. O Alemão Mainz 05 construiu o seu estádio em conjunto com a prefeitura da cidade por R$ 135.000.000,00 para 45.000 pessoas e incríveis R$ 3.857,14 por assento, que acho impossível no Brasil; a Arena do Grêmio foi construída para 60.540 pessoas ao custo de R$ 600.000.000,00, por R$ 9.910,00 o assento e a Arena Palestra com capacidade variável de 47.000 pessoas (55.000 com assentos removíveis) por um custo de R$ 420.000.000,00 e R$ 7.368,42 o assento. O do Maracanã custou R$ 14.315,03 se tornando o mais caro do mundial.
     

     
    O maior exemplo de que é possível se construir um estádio de copa do mundo barato, mesmo com denúncias de superfaturamento, foi a construção da Arena Pernambuco. Sua construção para aproximadamente 44.300 espectadores custou R$ 389.000.000,00 e teve o contrato de concessão rescindido pelo governo do Estado por conta de obrigações não cumpridas do consórcio construtor/operador (OAS). Há semelhanças com o “Caso Novo Maracanã”, mas elas param na ação do governo de Pernambuco, diferente das ações atuais do Governo do Estado do Rio de Janeiro, que fica à mercê do consórcio e esperando “sei lá o quê”. Até porque, não cumpriram com sua parte combinada na licitação. Via de mão dupla, os dois lados não fizeram o prometido.

    Comparando de outra forma, a Allianz Arena em Munique, foi construída em condições similares às do Maracanã. Um estádio para o mundial de futebol (2006) que serviria a dois clubes de futebol da cidade. A principal diferença para nosso caso, além das óbvias (economia europeia/alemã, poderio financeiro do Bayern, etc.) foi que o estádio bávaro foi projetado para que os clubes assumissem após a copa do mundo, diferentemente do Maracanã para nossos clubes.

    O mítico estádio carioca foi “reformado” (reconstruído) com graves erros conceituais de projeto, o principal deles a organização sobre posicionamento e acesso exclusivos para torcida visitante, o que impede que sejam distribuídos os ingressos necessários para o tamanho da torcida visitante. O projeto trata de forma semelhante a torcida do São Paulo, clube com torcedores na cidade do Rio e de residência próxima à cidade e a torcida do Leon (México), que mesmo com menos e 80 torcedores (menos de 1% da capacidade total), ocupou um espaço para 8.000 pessoas no Maracanã (aproximadamente 10%), na Libertadores de 2014.

    O Novo Maracanã é um estádio pensado para o público de seleções, não para que fosse utilizado pelos clubes de futebol após à competição da FIFA. Mesmo assim, tenho muitas dúvidas de que as seleções de Brasil e Argentina pudessem disputar uma partida no estádio sem que fossem separadas as torcidas, com todo o estádio em setores mistos. Imaginaram um Brasil x Argentina com torcedores misturados? Sob este aspecto, o estádio alemão é sim parâmetro.
     

     
    Logo após o mundial de 2006, era sabido por todos que a Allianz Arena seria dividida entre Bayern de Munique e o Munique 1860, rival histórico da cidade. Então, fora projetado para que sua coloração externa do estádio mudasse de cor em razão do mandante dos jogos. Vermelho para as partidas do Bayern, azul para as partidas do Munique 1860 e branco para as disputas da Seleção Alemã de Futebol. Com o passar dos anos, e de forma bem particular, o Bayern assume a gestão completa da instalação.

    Por conta de problemas financeiros, da instabilidade futebolística (não transcender à primeira divisão), da aquisição por um excêntrico milionário jordaniano e por não conseguir levar público para encher minimamente o estádio, o Munique 1860 desistiu da operação compartilhada de sua casa. O Bayern comprou sua parte e a parte do Munique do estádio e pagou completamente seus custos antes do prazo estipulado, inclusive a parte do clube rival. A Allianz Arena está quitada. Voltemos ao Maracanã.

    Diferentemente do exemplo alemão, por conta de condições políticas e financeiras, o Flamengo não terá a possibilidade de assumir o Maracanã, mesmo que eu tenha a certeza absoluta de que essa não-possibilidade dependa em 99% de condições políticas. O Estado do RJ não quer. Não deseja nenhum clube como parceiro. Só… que… o estádio não fica de pé sem o Flamengo. Não fica. Vira o Coliseu, Wembley, ou qualquer outro elefante branco. É dito e sabido pela imprensa que aproximadamente 80% do lucro do Maracanã é proveniente dos jogos do Flamengo.

    Um aspecto fundamental para a manutenção do complexo e sua lucratividade é a questão da multifuncionalidade do estádio. O Maracanã tem feito bem este serviço. Pode ser muito melhor. Devemos pensar não apenas nos 70 dias de jogos anuais (35 somados ao dia anterior que sempre traz movimentação da imprensa e de torcedores para o estádio), temos que pensar nos 295 dias restantes (em relação ao Flamengo, só para os jogos do Flamengo). O exemplo mais bem acabado é o do Madison Square Garden, com mais de 300 dias/eventos por ano. É insuperável!

    Só que o ginásio novaiorquino não tem apelo à marca dos estádios de futebol como o Camp Nou (Barcelona) ou o Santiago Bernabeu (Real Madrid). O Maracanã com a marca Flamengo teria. Hoje se promovem festas, casamentos, shows e eventos, mas se o museu estivesse funcionando, um museu do Flamengo (ou dos clubes), lojas, algo voltado ao tema principal do estádio em operação, os custos seriam proporcionalmente mais baixos e os lucros mais elevados, mesmo que com a promoção de obras necessárias para adaptações, como as de estacionamento.

    O Flamengo seria um clube capaz de unir as duas coisas em uma só, a multifuncionalidade do estádio com a ativação automática da marca e a questão histórica/sentimental, que está ligada aos clubes. O Maracanã seria mais incrível do que já é. Lembrando que quando aberto, o Tour do estádio mais seu museu fazia com que o estádio se tornasse o 3º ponto turístico mais visitado da cidade (com potencial inexplorado, poderia ser o 1º).

    Por estas e outras, o “custo Maracanã” é de mais de 40MM de Reais/ano, sendo de 23MM em dias de jogos (informação do Mauro César Pereira, da ESPN Brasil). O Flamengo tem sua história ligada ao estádio, que foi custeado com o dinheiro de nossa torcida, seja por ingresso, seja por imposto. Está mais comprovado do que nunca, que os clubes devem participar da gestão e de um possível edital para a mesma, nem que seja para o dia do jogo (matchday). No mínimo!
     

     
    E aí, como fica? Essa pergunta eu repasso para o governador do estado do RJ e os gestores do estádio. Eu fico do lado do Flamengo. Sempre! Será que a Odebrecht pensou nos custos do estádio? Será que ela gere bem estes custos? Tive informações, que não tenho como confirmar, que para ligar parte do estádio para que ele opere administrativamente, o ar-condicionado central funciona para 80% das instalações internas. Imaginem o desperdício? Esse é um custo, um item, existem muitos outros a se pensar, a se pesar no calculo diário/mensal/anual.

    Sou um cara que luta pela independência do Flamengo, seja ela econômica, política, de qualquer esfera, mas vejo que o clube tem a obrigação de lutar pelo Maracanã, o que aparentemente tem feito, já que publicamente o estádio é seu plano A, como diz o Presidente Eduardo Bandeira de Melo. Passando por isso, nós contribuintes temos a obrigação de gritar, lutar, tentar impedir que a segunda colocada no edital de licitação, de forma estranha e apoiada pelo Estado do Rio de Janeiro compre ou assuma o lugar da vencedora de um edital em que nem o licitante nem o vencedor cumpriram suas obrigações.

    Como fica, Sérgio Cabral (@SergioCabralRJ)? governador que licitou e afrouxou as regras da licitação. Como fica, Luiz Fernando Pezão (@LFPezao)? Atual governador e Vice-Governador da gestão anterior. Como fica, Marco Antônio Cabral (@MarcoACabral)? Filho do ex-governador e atual secretário de esportes (gestor da SUDERJ). Sem falar no Prefeito Eduardo Paes (@eduardopaes_), no secretário de governo e virtual candidato a prefeito do Rio de Janeiro, Pedro Paulo (@pedropaulo), no partido dos citados, o PMDB (@PMDB_Nacional) que por anos e anos vem impedindo que o Flamengo tenha sua casa ou evolua (não esqueci da esdrúxula lei do deputado Paulo Melo (@PauloMeloAcao), que tenta impedir o desenvolvimento do clube, e também, da questão da Arena de Basquete da Gávea, que depende de uma última chancela da prefeitura, assinatura que esperamos desde SETEMBRO de 2015). Como fica, Leonardo Espíndola? Secretário da Casa Civil do Estado, que deu entrevista empolgado com uma passagem de guarda da ODB para a Langardere/BWA. Uma vergonha!
     

     
    Não consigo esquecer, e preciso ressaltar, que com a BWA não tem conversa. Existe um histórico de problemas e litígios entre o Flamengo e a empresa. E esses caras querem assumir o que por direito pertence aos contribuintes do estado, aos clubes. Eles devem ter direito a um novo edital, participar da licitação, ter o possibilidade de fazer uma proposta. Perder ou vencer faz parte, mas nem o direito de disputar a licitação foi conferido a Vasco, Fluminense e Botafogo, pra não falar apenas do Flamengo. É uma vergonha! O Maracanã vive sem os clubes? Então teremos de ser produto e produtor, o evento fica por nossa conta.

    Eu, Luiz Filho, estou do lado do Flamengo, que é sim o maior produtor do espetáculo e o trem pagador do estádio, além do contribuinte do Estado que paga seus impostos, recolhidos pelo governo (investidos na reforma), e que também contribuiu e na forma dos ingressos comprados ao longo destes 66 anos. E você, de que lado está? Vamos, Flamengo!

     


    Luiz Filho é historiador, pós-graduado em História do Esporte. Integra o grupo de trabalho sobre estádios do SóFLA. Siga-o no Twitter: @lavfilho

     


     


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    Foto no post e nas redes sociais: Reprodução

  • Isso aqui é Flamengo FA!

    O Flamengo FA surgiu em 2013 e conta com 90 jogadores entre o time principal e equipe de desenvolvimento. Liderados pelo Head Coach Otavio Roichman, o Coordenador Ofensivo Justin Bubar e o Coordenador Defensivo Ival Maziero, o grupo também tem Rogério Pimentel como atual presidente.

    Foto: Arquivo Pessoal/Facebook

    A equipe participava do Torneio Touchdown, uma das maiores competições do esporte no Brasil. Porém, com o fim do Torneio, o Flamengo e as outras equipes participantes entraram em um acordo com a Confederação Brasileira de Futebol

    Americano (CBFA) para uma unificação: o Campeonato Brasileiro de Futebol Americano, que contará com duas divisões, com as 32 melhores equipes do país em sua divisão principal.

    Com 15 anos de experiência no esporte, Otavio Roichman é um dos grandes nomes do futebol americano, não só rubro-negro, mas também nacional. É um dos fundadores do Flamengo FA e passou pela comissão técnica da Seleção Brasileira. O Mundo Bola fez uma entrevista com o head coach. Confira na íntegra abaixo:

    Mundo Bola: Sabemos que o futebol americano é um esporte em ascensão no nosso país. Em sua opinião, qual é o principal fator que atrapalha esse crescimento, tanto de telespectadores da NFL, quanto de times e campeonatos nacionais? E em que a popularidade da NFL interfere no futebol nacional? 

    Otavio Roichman: O Futebol Americano é o esporte que mais cresce no país em audiência na TV, é difícil definir um fator que atrapalhe o crescimento, mas posso afirmar que o horário dos jogos, principalmente com o início do nosso horário de verão, faz com que muitas pessoas percam grandes partidas, do chamado horário nobre da NFL. Com relação aos campeonatos nacionais, a falta de apoio da grande mídia certamente é um fator que atrapalha o crescimento, mas aos poucos isso está mudando. A popularidade da NFL é muito benéfica ao Futebol Americano Nacional, mais fãs do esporte surgem a cada dia, e com isso a procura por times nacionais também cresce!

     

    Como funciona o calendário das competições nacionais?

    No primeiro semestre ocorrem alguns campeonatos regionais, as competições nacionais ocorrem no segundo semestre. Em 2016, teremos 2 divisões nacionais, será o primeiro ano da chamada unificação do esporte, não havendo mais 2 ligas distintas.

     

    Como é a parceria do Flamengo FA com o Clube de Regatas do Flamengo? Que tipo de apoio vocês recebem do clube?

    O Flamengo FA é uma equipe licenciada do Clube de Regatas do Flamengo, com autorização para uso da marca e temos todo apoio da assessoria de imprensa e marketing do clube, sem falar do apoio para realizações de eventos dentro da Gávea, como nosso Tryout.

     

    Como foi sua experiência com a Seleção Brasileira de Futebol Americano?

    Eu passei 5 anos na comissão técnica da Seleção Brasileira, culminando com nossa participação na Copa do Mundo, ano passado em Ohio, EUA. Esta foi uma experiência muito marcante na minha carreira e na minha vida, fazer parte da seleção desde praticamente seu primeiro jogo e chegar até uma Copa do Mundo foi uma conquista muito grande de todos nós.

     

    Em 2015, seis atletas do Flamengo FA foram convocados para a Seleção Brasileira. Como você se sente, sabendo que todo esse trabalho e dedicação estão sendo recompensados?

    Sinto um orgulho muito grande dos atletas que tenho a oportunidade de treinar. Alguns chegam sem saber nada e conseguimos transformar em verdadeiros atletas que chegam a Seleção. Ter esta oportunidade é o que me motiva a continuar, depois de 14 anos dedicados a este esporte.

     

    As rivalidades entre os times no F.A. são tão fortes e presentes quanto no futebol? Como vocês (técnicos e jogadores) lidam com isso?

    As rivalidades acabam ficando ainda maiores por conta do futebol. Aqui no RJ quase todos vieram dos times de praia, então muitos são amigos e jogam em times diferentes. Acontece que quando você veste o Manto Sagrado, do outro lado são todos inimigos! Nós, treinadores, aproveitamos esta rivalidade para motivar nossos atletas nos jogos, a torcida faz a sua parte apoiando, mas num clima muito diferente, com todos sentados na mesma arquibancada e sem confusão!

     

    Quais são os planos e expectativas para esse ano? Sabemos que o tryout foi um sucesso, com recorde de candidatos.

    A cada ano recebe mais mais gente interessada em entrar na equipe, esse ano batemos todos os recordes com quase 400 inscritos! Este é um ano de mudanças, pela primeira vez todas as grandes equipes do pais estarão na mesma liga, disputando o único campeonato nacional, e o Flamengo FA vem muito forte para brigar por esse titulo inédito!

  • Os 3 pilares que sustentam a mediocridade do Flamengo

    O Campeonato Carioca há muito tempo perdeu o encanto, o apelo popular e sua força esportiva. Os times do interior do estado são sombras frágeis do que já foram graças a administrações lesivas e a uma federação que se preocupa mais em enriquecer do que em criar condições para seus filiados se desenvolverem e fortalecerem.

    A fragilidade dos pequenos clubes do Rio de Janeiro foi traduzida pela torcida na frase “estadual não é parâmetro pra nada”. O problema é que fazer 5 gols num adversário ilude não só a torcida como os jogadores e o treinador. Apegam-se às goleadas e ignoram os resultados não tão bons, afinal o que é uma derrota pro Vasco quando se vem de uma goleada de 5 a 0? Em 9 jogos do Carioca foram 7 vitórias, sendo quase metade por três ou mais gols. O que importa se contra o Madureira a vitória foi sofrida e graças a um gol de pênalti?

    Obviamente é esperado que um time em formação tropece, jogue mal até encaixar, o que não pode acontecer é vermos jogo após jogo a repetição dos mesmos erros. Carioca é parâmetro sim, quando o time sofre para vencer quem deveria estar goleando, quando não consegue surpreender o adversário ou quando a lesão de um jogador tira o time do rumo.

    Contra o Fluminense, no Pacaembu, vimos o Flamengo ter os mesmos problemas que apresentou contra o Vasco, América-MG, Figueirense, Madureira, Confiança e outros. Parte desse problema pode sim estar na falta de cobrança da diretoria de futebol, mas a maior parte é culpa única e exclusiva de Muricy Ramalho.

    Pilar I – Imunidade aos Líderes

    Faz parte do procedimento dos treinadores boleiros, como Muricy, ter bom relacionamento com os líderes do elenco. Em uma temporada em que o time viaja muito para jogos fora, o que desagrada os jogadores, como vimos em 2014, acaba sendo importante que o treinador tenha os jogadores “do seu lado”, focados para alcançar conquistas.

    Esse clima favorável entre treinador – figura que cobra e escala – e grupo de jogadores é algo intermediado pelos “famosos” líderes de vestiário. Quando Muricy chegou, Paulo Victor, Wallace e Sheik já ocupavam os postos e tinham grande influência no grupo. Será que Muricy colocaria qualquer um deles no banco, arriscando perder o grupo?

    Não dá para questionar Wallace, enquanto a diretoria não contratar um zagueiro, mas Paulo Victor tem um reserva que custou 4 milhões de reais por 50% e não joga nem quando os reservas vão a campo, o que é um erro já que se o titular machucar, Muralha estará sem ritmo de jogo.

    Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

    Mas por que a insistência em Emerson Sheik? Além da idade estar pesando, fazendo com que o corpo não responda tão rápido às suas decisões, deixando-o cansado logo no início do jogo, o que o faz não colaborar como deveria na defesa, o excesso de individualidade está prejudicando demais o time.

    Contra o Fluminense não foi preciso mais que dez minutos de jogo para a torcida perder a paciência com Sheik. O primeiro problema é que sempre que a bola chega, ele domina, olha ao redor, avalia se pode bater pro gol, dar um drible, só depois procura opções de passe. Assim, por várias vezes vimos Jorge dar o passe para Sheik, fazer a ultrapassagem, mas não receber a bola. Ederson também não recebeu uma bola de volta. Às vezes consegue uma faltinha após uma correria, mas o normal é perder a bola, seja num passe forçado, finalização errada ou um cruzamento pra ninguém, como todos os 6 que tentou contra o Fluminense.

    Quais opções seriam melhores? Ederson no lugar de Sheik com Mancuello pelo meio, em sua ausência ainda há Canteros e Alan Patrick como opções no meio. Se Ederson precisar ser poupado, há Gabriel, Nixon está voltando e ainda há a opção de abrir Guerrero e deixar Vizeu no comando.

    Pilar II – Falta de compactação e organização

    Qualquer um mais atento percebe que há um abismo entre os setores do Flamengo. Quando o time tem a bola Cuellar é um dos poucos que se move para receber, dar opção, a maioria dos jogadores vai para frente e fica estático, preso na marcação esperando receber. A bola vai sendo tocada despretensiosamente do meio para trás até ser rifada.

    Quando o time está sem a bola a situação piora. Do lado direito, Rodinei, Cirino e Arão sobem para o ataque sem se preocupar com cobertura. Do lado esquerdo, Jorge segura no meio campo para evitar que Juan fique no mano-a-mano. Nas poucas vezes que sobe, ninguém dá cobertura e, como vimos algumas vezes no domingo, Juan tem que apostar corrida com jogador mais jovem e rápido e tende a fazer a falta.

    Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

    O trio de atacantes sobe e quase alinha na frente, Ederson e Arão encostam e isso não teria nada de errado se não forçassem Cuéllar a criar ou acabassem forçando alguém da defesa a dar um chutão. Contra o Fluminense, Muricy foi flagrado mandando Arão segurar para cobrir as subidas de Rodinei e minimizar a avenida na qual Scarpa fazia a festa, assim como determinou que Ederson centralizasse mais para criar. Os dois tentaram, mas não foram bem já que não é da natureza de nenhum deles.

    Enquanto Muricy não mexer na escalação e reorganizar o posicionamento de alguns jogadores, não irá melhorar a dinâmica de distribuição de jogo. O problema da recomposição passa por rigidez de posicionamento e disciplina tática, dedicação ao jogo coletivo. O problema da saída de bola quando a marcação é forte, como a do Fluminense foi, passa justamente pela movimentação dos jogadores, capacidade de se desmarcar e dar opção, mas também prender menos a bola e buscar os espaços vazios, mesmo que isso implique em virar o jogo.

    Pilar III – Falta de variação tática e opções de substituição

    Quantas vezes Muricy fez as três substituições em um jogo? Contra o Fluminense terminou o jogo com uma na mão, os jogadores que entraram foram as convencionais trocas de seis por meia dúzia. Às vezes, após as entrevistas, ele diz que não havia opções no banco para mudar o jogo, o que é culpa dele mesmo.

    Um exemplo de como Muricy monta muito mal o banco é ver que ele quase sempre leva Pará e Chiquinho, mesmo com todo mundo sabendo que Pará joga nas duas laterais. Márcio Araújo é um jogador limitado, apesar de ser considerado substituto imediato de Cuéllar, mas por que ele e não Canteros que atua em todas as posições do meio?

    Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

    Aliás, um dos maiores mistérios do Flamengo é entender o que Muricy pensa de Canteros. O colocou para treinar como 1° volante durante toda a pré-temporada, mesmo quando Cuéllar já estava no grupo, mas além de ter dado apenas duas chances para ele desde o início da temporada, em vários momentos sequer o vimos no banco, como no jogo contra o Confiança, em que Muricy levou o menino Paquetá. Ou contra o Fluminense, onde no banco havia Márcio Araújo e Chiquinho, nenhum com a característica de melhorar o passe, cadenciar o jogo ou com qualquer recurso na bola parada.

    E, para além das variantes do 4-1-4-1 de Muricy, também sentimos falta de pelo menos um teste do 4-4-2 com Guerrero e Vizeu alternando entre homem de área e atacante de movimentação. Uma opção que poderia ter ajudado o time a se infiltrar na marcação do Fluminense e aumentado a presença na área, já que geralmente os espaços apareciam quando Guerrero deslocava a marcação, deixando espaço para Cirino ou Sheik aparecerem dentro da área, por vezes Arão aparecendo de trás.

    Conclusão

    Muricy foi ao Barcelona, onde fez um estágio de pouco mais de 10 dias. Viu muito de Base, administração, mas não parece ter visto o suficiente de futebol. Não tem sido o Muricy retranqueiro de outrora, mas sua ideia de time ofensivo parece ser a de um bando de jogadores correndo como loucos com a bola no pé, mas sem qualquer visão de jogo, capacidade de organização ou tendência para jogo coletivo. Não à toa Cuéllar se destaca como exemplo positivo, rompendo com o modelo dos queridinhos de Muricy. O colombiano, ao correr por ele e pelos companheiros de meio-campo, mostra-se um jogador que trabalha para o time e não um que espera que o time jogue para si.

    Saudações Rubro-Negras

  • Jogo das Estrelas do NBB tem participação de rubro-negros e título de Rafa Luz

    No último final de semana, aconteceu a maior festa do basquete brasileiro, o Jogo das Estrelas do NBB. Pelo sexto ano seguido, os principais nomes do esporte no Brasil se encontraram e fizeram os torcedores de Mogi das Cruzes vibrarem com jogadas bonitas, enterradas e muita alegria. O Mundo Bola foi até Mogi para cobrir todo espetáculo e falou com Marquinhos após o primeiro dia.

    Primeiramente, o ala falou sobre a emoção de participar desse tipo de evento: “Muito legal, o basquete brasileiro atravessa um momento muito bom, então fico feliz de ser um dos jogadores mais votados pra estar junto com essa galera aí, brincando, tentando fazer jogada de efeito, entretendo o público, torcida gritando. É muito bom participar desse evento.”

    Marquinhos no Jogo das Estrelas (Foto: Fotojump/LNB)

    O atleta rubro-negro fez parte do primeiro dia de atividades, que tinha como ponto alto a partida ente o NBB Mundo e o NBB Brasil (atletas estrangeiros vs atletas brasileiros). O jogo terminou 138 a 135 para os gringos, que não conseguiam levar a melhor há quatro anos. Na equipe vencedora, Ronald Ramon e Meyinsse (que, machucado, ficou na comissão técnica) representavam o Flamengo. Já do outro lado, Marquinhos e JP Batista eram os rubro-negros e foram bem na partida.

    Vim aqui com o intuito de me divertir, tirar todo foco do NBB agora. Era pra brincar, participar, fazer o meu melhor, colocar o público no jogo, tentar fazê-los felizes e isso aconteceu. Fico triste porque a gente perdeu o jogo, mas foi um grande evento. Agora vamos voltar com foco total pro NBB“, comentou Marquinhos.

    O jogador, que foi muito festejado pelos torcedores presentes no Ginásio Municipal Professor Hugo Ramos, elogiou a festa e falou sobre a sensação de ter tanto carinho mesmo fora do Rio de Janeiro: “Eu tive a oportunidade de jogar aqui uma vez, sei como a cidade ama o basquete, ama receber eventos desse tipo. Espero que possa acontecer mais vezes. Eu adoro jogar aqui, é um ginásio muito aconchegante e mais uma vez tive uma boa partida.”

    Rafa Luz no Desafio de Habilidades (Foto: Fotojump/LNB)

    No segundo dia de evento, aconteceu o Torneio de 3 Pontos (Marcelinho Machado acertou 13 cestas, mas não conseguiu passar para a segunda fase), Torneio de Enterradas, Arremesso das Estrelas (que foi vencido pelo time de JP Batista) e o Desafio de Habilidades, cujo campeão foi o armador Rafa Luz. “Acho que o segredo para ganhar é estar tranquilo. Na hora que chega na bola de três o coração fica na boca, não é fácil. Acho que decide ali, tive sorte de acertar de primeira.”

  • Blogueiros da Nação, Sergipe | Uma paixão à moda da casa

    A última vez que Flamengo e Confiança tinham se enfrentado foi em um distante 27 de novembro de 1977, pelo Brasileiro, quando vencemos por 3 a 1.

    E não sabemos quando ocorrerá novamente. O jogo desta última quarta-feira (16) era um jogo muito importante.

    A pequena torcida azulina ficou encarcerada no espaço destinado a visitantes.

    Apesar dos jogadores do Flamengo não acharem, era o jogo do século.

    Pelo menos assim que era tratado, pelos mais de 12 mil rubro-negros no Batistão.

    Para um estado inteiro é assim que vai se perpetuar por muitas décadas.

    Foi um jogo digno de várzea, o time da casa muito atrás, batendo muito, parando o jogo de 2 em 2 minutos, se jogaram cavando faltas o jogo todo.

    Mas também ficaram com um jogador a menos desde os 11 minutos por conta de um lance digno de UFC: nocautearam o Ederson. Parecia que sofreriam uma goleada histórica, e deveria ter sido, se o Flamengo tivesse marcado nas inúmeras chegadas ao ataque, se os volantes ou laterais soubessem o que é chutar, se não menosprezassem o time da casa no primeiro tempo.

    Jogaram o necessário para um jogo pífio.

    Para o Confiança era o jogo da vida, muito dinheiro em jogo, a renda do ano em jogo, suficiente para conquistar aquela possível vaga na série B.

    Sim, o salário do Guerrero pagaria uma folha salarial inteira do clube por pelo menos uns 4 meses.

    Então, merecíamos mais, façam isso pelos próximos, por cada torcedor desse país, pelos torcedores de Brasília, de São Paulo e de cada lugar do Brasil. Joguem por nós!

    Não, não é pela linda festa na cidade.

    Pela recepção no aeroporto.

    Pelas carreatas.

    Pelas 20 mil bolas rubro-negras.

    Pela faixa de 30 metros.

    Pelos R$ 400,00 no ingresso que normalmente custa R$ 40.

    Ou pela agonia de filas imensas atrás de ingressos (esgotados no mesmo dia)…

    É pela paixão. Não somos simpatizantes, somos uma Nação de mais de 40 Milhões apaixonados.

    Obrigado Flamengo, não pela sua falta de vontade, mas pelo que nos proporcionou, algo incomparável, amor maior não tem igual!

    Vamos te apoiar até o final!

    Sou Lucas G. Lima, no Twitter vocês podem me achar como o @FlamengoHQ e pra sempre vou te amar, meu Mengão.

     

  • Muricy, é hora de termos uma DR

    Muricy, vem cá, meu amor. Precisamos conversar. As coisas não estão legais entre a gente. Assim, começou muito bem, eu estava empolgadíssima com o nosso relacionamento. Quando você dizia “aqui é trabalho”, eu chega me arrepiava, uau! Era tudo o que eu sonhava: ver os jogadores treinando dois expedientes, trabalhando logo cedo após as partidas, ver que as coisas estavam fluindo e tinham gringos raçudos e que dominam a pelota. Tudo ia às mil maravilhas, a gente se entendia. Mas aí, não sei ao certo como começou, as coisas começaram a desandar.

    Primeiro você chegou pra mim reclamando da falta de estádio. Uma, duas, três vezes. Meu amor, mas você não sabia que íamos ter Olimpíadas na nossa casa? Tudo bem, a Odebrecht foi sacana e largou o Maraca antes do tempo, mas bilhões de pessoas no mundo inteiro sabiam que durante muitos meses iríamos ficar desalojados. Aí temos que dar um jeitinho, vamos pra casa de amigos, que sempre nos recebem muitíssimo bem – talvez até melhor do que merecêssemos. Podemos ir pros estádios próximos, no interior? Lógico que podemos. Mas a gente sabe que não tem a mesma renda, né? Com que dinheiro vamos pagar os jogadores? Dinheiro nesses dias de crise tá cada vez mais difícil, meu bem.

    Daí você começa a reclamar de desgaste. Viajar cansa, concordo. Mas o que cansa menos, 2h de ônibus pra Volta Redonda ou 2h pra Brasília ou 45 min pra São Paulo em voo fretado? Isso é psicológico, meu bem. Distância é relativa. Além do mais, jogo na casa dos outros é na casa dos outros. Já ia ter de ir qualquer jeito mesmo.

    Mas o que me dói mais, me machuca mesmo, é saber que você poderia evitar esse desgaste. Que poderia poupar alguns jogadores em um jogo ou outro, colocar só no segundo tempo, ou mesmo deixar ele em casa descansando. Principalmente os coroas que tem mais de 35 anos. Ah, e o que é pior: você não usa todas as substituições a que tem direito. Nunca gostei de homem sovina. Pra que economizar, Mumu? Gasta essas substituições, larga mão dessa pão duridade!

    Olha, nem ia comentar da Base, que você me prometeu mundos e fundos, disse que ia botar pra jogar, ajudar na transição, que aprendeu em Barcelona e tal, chegou todo cheio de papo. Meus olhos chega brilharam! E cadê eles agora, quando mais precisa? Bota os moleques em campo! São novos, tem fôlego e sede de mostrar serviço. Aproveita que o momento é esse.

    É chato ter DR? É chato, mas só faço porque gosto de você. Quero que a gente se entenda, pois vejo futuro na nossa relação. Imagino nós dois juntinhos levantando troféus. Troféus importantes, nacionais. Quem sabe até internacional. Imagino a festa, seria linda. Achar alguém pra sonhar junto assim é tão raro, né? Pois vamos nos acertar: Você para de reclamar de tudo, faz seu trabalho de tirar o couro dos jogadores e eu fico aqui, dando todo o carinho e apoio que o time precisa, com toda a paciência do mundo. Combinado?

     

    Cynara Peixoto (@blogvaimengão) também escreve no A Bola Não Sai Por Acaso.
  • Atuações: Paulo Victor e Juan se salvam em jogo ruim; Cuellar cai de produção

    Em partida válida pela segunda rodada da Taça Guanabara, Flamengo e Fluminense não saem do zero em clássico no Pacaembu.

    PAULO VICTOR: Seguro do início ao fim, o camisa 48 não teve muitos problemas na partida. Quando exigido fez defesas firmes, mas não teve a mesma consciência em lances com os pés. Além de dar muitos chutões, em um deles comprometeu a defesa colocando o time em situação de perigo. NOTA 6

    RODINEI: A falta de articulação com os jogadores de ataque e meio campo, comum em outras partidas, não aconteceu muito no Pacaembu. Então o lateral partiu pra tentativas precipitadas de cruzamentos de antes da grande área que não surtiram efeito algum. Defensivamente deixou espaços em alguns momentos que trouxeram perigo ao Flamengo nos contra-ataques. Na segunda metade do segundo tempo, parecia um tanto nervoso e cometeu erros bobos. NOTA 5

    WALLACE: Um dos piores do jogo. Tentou lançamentos e entregou a bola pra Cavalieri inúmeras vezes, além de pedir impedimento, em vez de disputar a jogada, em todo ataque tricolor. NOTA 4,5

    JUAN: Fez falta dura logo no começo da partida e teve que jogar pendurado o resto do jogo. Mas isso não é problema para o veterano. Deu botes arriscados e precisos. Em um lance impressionante, conseguiu ganhar na corrida de Gerson, que talvez tenha a metade da idade do zagueiro número 4. NOTA 7

    JORGE: Segue apático, sem chegar na linha de fundo para tentar o cruzamento, sem criar jogadas de triangulação. Pouco ajuda nas tramas ofensivas. Na defesa, fez bons desarmes. NOTA 6

    CUELLAR: Partida bem ruim do camisa 26. Não foi tão efetivo na marcação e pouco contribuiu na ligação com o ataque. Mesmo assim, fez desarmes em momentos importantes do jogo e se dedicou o máximo que pôde os noventa minutos. NOTA 5,5

    EDERSON: Dentre os jogadores do sistema ofensivo, parece ser o mais lúcido no time. Vem marcar, aparece no meio pra tentar uma jogada, busca a finalização e não se prende a um único espaço do campo. Precisa ainda se encontrar na definição de sua posição no time. Não tem sido tão meia quanto o técnico deseja. NOTA 6,5

    https://www.youtube.com/watch?v=pvIpZ1PlgjA

    CIRINO: Mais uma vez sofreu com a marcação limitando sua velocidade. Sempre tentando jogadas pelo lado direito do campo, o camisa 7 foi acompanhado de perto pela defesa adversária e até tentou inverter sua posição em determinado momento do primeiro tempo, mas sem sucesso.  Quando teve chance não soube aproveitar, muitas vezes até por afobação. NOTA 5

    EMERSON: Nova partida padrão Emerson Sheik. Impressiona como sempre faz a jogada errada em todas as partidas. Hoje, mais uma vez, colocou em campo o seu vasto repertório de jogadas com excesso de individualismo, tentativas de dribles desnecessários e perdendo disputas de bola com zagueiros quando poderia passar a bola e dar sequência, fazendo algo de produtivo para o time. Tão impressionante quanto isso tudo, é sua permanência na equipe. Não pode ser titular no Flamengo jogando dessa forma. NOTA 4

    GUERRERO: Está visivelmente incomodado com as marcações que recebe e a sequência de faltas, mas o maior problema é a escassez de bolas que recebe em condições de finalizar. E como todo atacante depende do que lhe servem pra fazer gols, o camisa 9 teve mais uma atuação bem apagada. Conseguiu faltas importantes, uma delas, perigosa, desperdiçada por Alan Patrick, fazendo o pivô e sempre buscava o melhor posicionamento em lances de infiltração na área do adversário. NOTA 5,5

    ALAN PATRICK: Entrou no meio do segundo tempo e fez um bom jogo, com bons dribles e bons passes pela esquerda. Teve excelente falta na entrada da área, mas não cobrou bem, acertando a barreira. NOTA 6

    GABRIEL: Jogou pouco. Quando tocou na bola, perdeu facilmente pro defensor. Mas teve excelente chance num rebote da meia-lua. Ele encheu o pé e a bola tinha endereço, mas teve também Cavalieri no meio do caminho. NOTA 6