Autor: diogo.almeida1979

  • Presente de Páscoa

    Fla vence o Minas TC no domingo de Páscoa com grande atuação coletiva

    Após garantir a primeira colocação geral no Novo Basquete Brasil 8, o FlaBasquete recebeu o Minas TC na penúltima rodada da fase de classificação da competição. Para esta partida, José Neto mandou a quadra o seguinte quinteto titular: Rafael Luz, Marquinhos, Jason Robinson, Olivinha e Jerome Meyinsse. Já pelo lado do Minas, o técnico Cristiano Gama mandou o seguinte time para a quadra: Coelho, Sosa, Léo Demétrio, Siqueira e Shilton.

    A partida começou com as duas equipes trocando cestas, com o rubro-negro ficando na frente na metade do quarto, 14 a 13. Com um bom jogo coletivo e com uma forte marcação, o Mais Querido continuou bem no ataque, principalmente dentro do garrafão e terminou o período vencendo por 22 a 17. Os destaques do quarto foram Olivinha e Meyinsse (FLA) com 4 rebotes, Shilton (MIN) com 5 rebotes e Sosa (MIN) com 7 pontos.

    No segundo período, o Mengão continuou marcando forte e com isso abriu sua maior vantagem na partida, 30 a 20 forçando um tempo de Cristiano. Após o tempo, o ritmo ofensivo do Flamengo diminuiu e a equipe mineira aproveitou para cortar a diferença para sete pontos, 35 a 28. O técnico José Neto parou a partida. Após o tempo, a vantagem caiu para cinco pontos após uma jogada em que não marcaram uma falta no armador Rafa Luz. No último lance do quarto, a vantagem caiu para três pontos, e o tetracampeão do NBB foi para o intervalo ganhando por 37 a 34 (Minas 17 a 15 no período). Os destaques do quarto foram JP Batista (FLA) com 6 pontos e Léo Demétrio (MIN) com 5 rebotes.

    Meyinsse teve ótima atuação anotando 16 pontos e pegando 11 rebotes (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)
    Meyinsse teve ótima atuação anotando 16 pontos e pegando 11 rebotes (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)

    Na volta do intervalo, o Minas virou a partida com quatro pontos seguidos no início do quarto, 38 a 37, e a partir disso as duas equipes voltaram a trocar cestas até que o Mais Querido retornasse a liderança no marcador, 50 a 49. Com a volta de Marcelinho Machado para a partida, o FlaBasquete teve seu melhor momento no quarto e chegou a abrir oito pontos de frente mas uma bola de três de Macedo no estouro do relógio deixou a partida ainda aberta, 60 a 55 (Fla 23 a 21 no período). Os destaques do quarto foram Meyinsse (FLA) com 6 pontos, Olivinha (FLA) com 4 rebotes e Pedro Macedo (MIN}) com 7 pontos e 4 rebotes.

    Pedro Macedo abriu o quarto final com uma cesta de três, cortando a desvantagem para apenas dois pontos, mas Marcelinho respondeu com cinco pontos seguidos, 65 a 58. Aproveitando os erros ofensivos do clube carioca, a tradicional equipe mineira voltou a diminuir a desvantagem para dois pontos mas viu outra corrida de 5 a 0 do tetracampeão do NBB, forçando outro tempo de Cristiano Gama, 72 a 65. Após o tempo, só restou aos comandados de José Neto controlar a partida para garantir mais uma vitória no NBB. Flamengo 76 x 65 Minas TC.

    O próximo compromisso do Orgulho da Nação é no dia 29/03 às 20h no ginásio Tênis Clube de Macaé contra o Macaé Basquete.

    Destaques do Flamengo:

    Pontos: Meyinsse com 16 pontos

    Assistências: Rafa Luz, Marquinhos e Jason Robinson com 3 assistências cada

    Rebotes: Meyinsse com 11 rebotes

  • Após mais uma vitória, Rafa Luz fala sobre playoffs: “não podemos relaxar”

    Na manhã deste domingo (27), o FlaBasquete fez seu último jogo em casa antes do início da disputa dos playoffs. Com o apoio dos torcedores presentes no Tijuca Tênis Clube, os comandados de José Neto conseguiram bater o Minas por 76 a 65 e sair com mais uma vitória na competição. O Flamengo já tem a primeira posição assegurada e agora enfrenta o Macaé para fechar a primeira parte do NBB. Após a partida, o Mundo Bola falou com o armador Rafa Luz.

    A defesa foi o ponto forte do time no confronto e fez a diferença para o resultado final. Rafa comentou sobre isso e ressaltou a importância do que vem pela frente. “A gente tentou imprimir o mesmo jogo de Mogi, mas hoje não deu muito certo. Nosso ataque não funcionou tão bem, fizemos 76 pontos. Mas a defesa sim, eles fizeram só 65 pontos e foi importante pra gente também“, comentou. “Acho que a gente tem que ter a cabeça no lugar e saber que depois de dois jogos, contando com o de hoje, chegam os playoffs. Temos que ter a cabeça nisso, jogar duro, firme, porque o campeonato não acaba na terça-feira (dia do jogo contra o Macaé)“, completou.

    Rafa Luz marcou 6 pontos e fez 3 assistências na partida (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)
    Rafa Luz marcou 6 pontos e fez 3 assistências na partida (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

    Com a primeira colocação na fase classificatória, o Orgulho da Nação poderá definir seus jogos dentro de casa. Sobre isso, Luz destacou a importância da Nação Rubro-Negra em todo o processo: “Com o apoio da torcida a gente cresce muito. Pra isso que conseguimos a primeira colocação, para poder ter mais jogos em casa e poder jogar junto com eles, que é sempre o mais importante pra gente“, disse.

    O armador chegou nesta temporada ao Flamengo e influenciou diretamente na mudança de estilo do grupo. Após passar 8 anos na Europa, o jogador de 24 anos ainda passa por um processo de adaptação ao basquete brasileiro, mas a evolução desde que chegou à Gávea é evidente. “Acho que ainda falta um pouquinho, ainda posso melhorar. Tem momentos do jogo onde eu me perco um pouco, espero que no playoff já esteja 100%, mas estou bem. O time está funcionando quando estou em quadra, então é importante“.

    A temporada atual foi marcada por altos e baixos, apesar do grande desempenho nesse NBB 8. E Rafa Luz falou sobre o maior aprendizado que o FlaBasquete teve até agora: “Não podemos relaxar nenhum minuto. Acho que essa é a maior lição que tivemos até o momento. Temos que jogar duro os 40 minutos e, se jogar mal, tentar quebrar esse momento difícil.”

  • Mais uma queda no loop infinito de mediocridade

    Analise

    Após a eliminação na Copa da Primeira Liga pelo Atlético-PR o discurso do Flamengo girava em torno do cansaço. Rodrigo Caetano e Muricy deram entrevistas dizendo que o desgaste dos jogadores era muito alto pela sequência de jogos e excesso de viagens, mas que a partir de agora jogariam o Carioca apenas em Volta Redonda para pôr fim a questão.

    Essa desculpa não é aceitável. De fato, os jogadores estão cansados pelo excesso de jogos e viagens, ainda possuem pouco tempo para treinar e isso tudo é culpa do Muricy e do Rodrigo Caetano, nessa ordem mesmo. Abaixo a lista de jogos em que o Flamengo jogou com titulares, reservas e time dividido.

    Titulares: Atlético-MG, Boa Vista, Macaé, Portuguesa, Vasco, América-MG, Fluminense, Resende, Figueirense, Madureira, Fluminense

    Reservas: Cabofriense (6ª rodada), Bangu (8ª rodada)

    Misto: Atlético-PR e Volta Redonda

    O Flamengo fez o primeiro jogo oficial da temporada após dois amistosos em que teve que viajar e atuar com alta temperatura, assim ficam as perguntas:  Por que não usar reservas contra o Boa Vista? E mais, por que esperar até a sexta rodada do Carioca, oitavo jogo oficial da temporada, para usar um time reserva? E por que terminar a maioria dos jogos com substituições a fazer?

    Esse estilo boleiro dos treinadores brasileiros é um obstáculo que duas semanas no Barcelona não resolvem. Muricy, assim como é de praxe por aqui entre treinadores, não gosta de rodar o plantel por que isso desagrada o jogador. Pra não “perder o vestiário” mantém no time titular os líderes do elenco, dá prioridade na reserva aos amigos dos líderes e usa os reservas o mínimo possível. Nas entrevistas usa o discurso de fatalidade, culpa o cansaço das viagens e até de modo disfarçado o excesso de datas de competições e, se for pôr a culpa em alguém, de modo discreto elege um garoto que está subindo para não respingar no elenco.

    O que é um time ofensivo para Muricy?

    Essa pergunta precisa ser feita para entendermos a lógica por trás da escalação e substituição nos jogos e o porquê de o time não render. O esquema escolhido é o da moda: 4-1-4-1 defendendo e 4-3-3 atacando. E não, o problema não é deixar de usar o 4-4-2, apesar da torcida por costume e boas lembranças acreditar que este é o el dourado da tática futebolística.

    O grande problema do Muricy é não entender o esquema tático e confundir agilidade e velocidade de ataque com correria desenfreada. Quando vemos competições europeias ou até o campeonato argentino, podemos ver que as linhas dos bons times caminham juntas, próximas, tanto no ataque quanto na recomposição defensiva e a isso chamamos compactação. Quando o time sobe em bloco, a bola circulando de pé em pé com direito a inversões de jogo e breves momentos de condução, vemos que há poucos passes errados por cair a dificuldade destes e que a defesa adversária tende a abrir, porque eles procuram cercar quem tem a bola.

    Mas o Flamengo não é compacto por concepção e falta de trabalho. A escalação começa do 5, o homem entre as linhas de 4, pois é ele quem dará ritmo ao time. O 1° volante será o responsável por cobrir o meia central que estiver apoiando e, quando tiver a bola, fazê-la chegar rapidamente aos pés de quem vai criar a jogada, seja abrindo para o lateral que está subindo, tabelando com um meia que se aproxima para receber ou até lançando um ponteiro.

    Cuéllar, neste ponto, é um achado. Se move para receber da linha de defesa e executa a saída para o meio/ataque com agilidade, além de executar coberturas com muita precisão. Mas a ausência dele é um problema crítico, pois os jogadores que mais se aproximam dessas características são o jovem Ronaldo e o experiente Canteros, ambos inexplicavelmente boicotados por Muricy. Simplesmente não há justificativas para escalar Márcio Araújo, que tem gravíssimos problemas de posicionamento e ainda retarda a saída de bola dando tempo para toda a defesa adversária se organizar.

    Na linha central há outro problema crítico. O ideal é ter jogadores velozes e com boa condução de bola, além de boa visão de jogo, abertos nas pontas. Pelo meio, jogadores com repertório de passe, capazes de criar jogadas e eventualmente aparecer na entrada da área para finalizar, mas não é isso que Muricy faz. Temos geralmente um meio com 2 meias centrais que sobem e se colocam no ataque o tempo todo, despreocupando-se com a cobertura e mal voltando para ajudar na criação das jogadas, que geralmente acontecem pelas laterais.

    No elenco temos em Mancuello o homem de criação, na sua ausência poderíamos ter Canteros, Alan Patrick e até o jovem Lucas Paquetá como opções. Ederson é muito mais um condutor, alguém para jogar aberto e não centralizado. E, apesar de alguns equívocos de escalação nesse sentido, o pior erro de Muricy está na escalação de William Arão pelo centro.

    Arão não tem um repertório de passe que vá além do básico, sempre escolhe a jogada óbvia, mas o pior de tudo é que um condutor de bola por natureza. Peguem os melhores jogos dele e o verão carregando a bola, tabelando com alguém pela direita e dentro da área para finalizar. Tudo isso contra times de marcação frágil, que davam espaço. Funciona no Carioca contra a Portuguesa, mas não contra times de divisão superior como temos visto agora que o Flamengo enfrenta times mais preparados e que marcam forte como América-MG, Figueirense, Vasco, Fluminense… até o Madureira tirou espaços do Flamengo e anulou Arão.

    Vejam bem, não estou perseguindo Arão ou dizendo que é um jogador ruim.

    Porém, é essencial que na linha central um dos meias que atue por dentro segure mais para fazer a cobertura, auxiliando o 1° volante. Pode ser que haja revezamento entre a esquerda e a direita ou que os papeis sejam mais fixos com inversão pontual, mas nunca pode acontecer o que temos visto de ter toda a linha de 4 no ataque criando um vão no meio, que deixa o time exposto a contra-ataques e força o Cuéllar a correr por três.

    Por fim, a primeira linha não é chamada de defesa à toa. A função principal do lateral é a mesma dos zagueiros: defender. Isso não significa que os laterais não possam apoiar ou chegar a linha de fundo, apenas que para fazer isso precisam que alguém cubra sua posição para não deixar a defesa exposta. É por isso que Jorge sobe pouco, pelo seu lado tem Sheik que pouco ajuda na marcação e o meia que cai por ali geralmente é o armador. Já Rodinei corre pra frente como um tarado e volta molengando para a defesa, o que junto ao posicionamento super adiantado de Arão, faz com que toda hora um adversário entre nas suas costas e fique no mano a mano com Wallace.

    E como Muricy armou o time contra o Volta Redonda?

    A escalação e o hábito de fazer poucas e óbvias substituições definiu o jogo. A partir dos 11 iniciais, qualquer um que acompanhe minimamente os jogos do Flamengo saberia como seria o comportamento dos dois times. E, para mostrar que é verdade, abaixo a imagem de tweets que publiquei antes da partida começar.

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    Paulo Victor e os zagueiros César Martins e Wallace sabiam que teriam dor de cabeça com Rodinei e Chiquinho, dois alas que apoiam o tempo todo e recompõem mal, além de contarem com a “proteção” de Márcio Araújo, que sempre corre muito para compensar o posicionamento errado.

    Já Felipe Vizeu deve ter entrado desanimado ao saber que passaria o jogo todo cercado por defensores do Volta redonda, tendo que se virar para alcançar os cruzamentos bisonhos. E, pior, sob pressão já que se não marcasse ao menos um gol seria o culpado por um possível resultado ruim.

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    Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

    E o Volta Redonda seguiu o script direitinho. Se fechou fortemente no 1° tempo aproveitando a lenta saída de bola do Flamengo, deixando que ficassem com a bola até a sua intermediária, quando começavam a tentar desarmar os jogadores ou interceptar um dos vários passes ruins provocados pela soma da falta de qualidade do jogador com a pouca mobilidade do time rubro-negro. Já no 2° tempo se expôs um pouco mais, investiu em jogadores mais agudos e tentou atacar – o que abriu espaços em sua defesa -, mas o risco era calculado, já que o Flamengo continuava com dificuldade de fazer a saída de bola, Ederson tendo que recuar muito para tentar armar e os laterais e pontas se preocupando em errar cruzamentos e tacar bolas quadradas pro Vizeu.

    Para não dizer que não fez nada, Muricy ainda colocou Alan Patrick (que sempre entra cansado) no meio, deslocando Ederson para a ponta esquerda. O mistério é entender o porquê tirar Gabriel – melhor jogador do 1° tempo e um dos melhores ao lado de Ederson – e deixar Cirino, que passou a maior parte do tempo dormindo em campo.

    Mota, goleiro do Voltaço, fez algumas boas defesas, mas as finalizações rubro-negras raramente eram perigosas, geralmente fruto de uma finalização sem domínio e com marcadores bloqueando. Já Paulo Victor fez algumas grandes defesas com adversários que já tinham a bola dominada ou apareciam para completar sem marcação, como no lance do gol do jogo, fruto da defesa excessivamente exposta.

    O que eu gostaria de ver daqui para frente?

    Espero que a cobrança da torcida atinja os dirigentes e os façam cobrar de Muricy e dos jogadores não só resultado, como evolução. Quem entrar em campo precisa estar focado, disposto a dar 110% de si, precisa ficar puto com o companheiro fominha, com o companheiro que estiver molengando, se escondendo em campo. Também conto com um mínimo de autocrítica de Muricy para reavaliar suas decisões e passar a mexer mais no time, rodar mais o elenco, testar de verdade enquanto ainda há tempo de encontrar o time certo para o Campeonato Brasileiro.

    Em tempo, meu time titular seria: Paulo Victor (alternando com Muralha) – Pará (ao menos sabe defender), Wallace (não tem outro), Juan, Jorge – Canteros (sabe se posicionar e tem passe qualificado) – Arão (aberto, onde poderá conduzir e ajudar na marcação), Cuéllar (tem mais velocidade que Canteros e bom passe), Mancuello, Ederson – Guerrero. Coringas para o 2° tempo, Gabriel e Vizeu são boas opções para variar o esquema ou substituir jogadores cansados.

    Saudações Rubro-Negras

  • Atuações: Rodinei mal e Ederson jogando partida inteira pela primeira vez

    Pela terceira rodada da Taça Guanabara, o Flamengo perde para o Volta Redonda no Raulino de Oliveira e complica sua situação na tabela de classificação da segunda fase do Campeonato Carioca.

     

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    PAULO VICTOR: Segue sem sair do time, mesmo quando os titulares são poupados. Mais uma vez não teve culpa no gol do adversário e fez defesas importantes, porém segue perdido na saída com os pés, tão treinada pelo técnico Muricy Ramalho. Como veterano no clube, já passou da hora de exercer alguma liderança e tentar algo em relação a postura dos jogadores nas partidas. NOTA 5,5

    RODINEI: Uma das piores partidas do camisa 2 do Flamengo. Durante o primeiro tempo ficou bastante limitado ofensivamente, talvez pela má atuação de Arão e Cirino, que são parceiros fortes no apoio por aquele lado, e no segundo, quando conseguiu chegar mais na frente, deixou espaços perigosos na defesa, colocando os zagueiros em situação complicada muitas vezes e, inclusive, no lance de gol do Volta Redonda. NOTA 4,5

    WALLACE: É o responsável pelo início das vaias ao time. Nos momentos de mais apatia (que são longos) é quem recebe muitas bolas tocadas para trás. Sofreu muito com as investidas em velocidade do adversário pelo seu lado da defesa e, mais uma vez, teve que fazer subidas ao meio campo para cobrir a ausência de volantes e laterais naquele setor do campo. No lance do gol, não acompanhou o atacante e ainda cobrou impedimento que não aconteceu da arbitragem. NOTA 5

    CÉSAR MARTINS: Fez uma partida mediana. Sem grandes dificuldades defensivas devido a pouca presença ofensiva de Rodinei no ataque, o camisa 3 teve vida razoavelmente fácil no primeiro tempo, mas sofreu muito na segunda etapa, quando o Flamengo passou a tentar mais jogadas pela direita do setor ofensivo. Em alguns lances demonstrou clara falta de ritmo e precisou de cobertura. NOTA 5

    CHIQUINHO: Nos fez lembrar o quanto Jorge, por pior que venha jogando, tem que ser titular nesse time. Além do mais, é possível ver que ele não tem condições nem de ser reserva do camisa 6 do Fla. Mesmo com cobertura, não conseguiu ser efetivo no ataque e só acertou um cruzamento, que desviou no defensor do Volta Redonda e Vizeu não conseguiu concluir como queria. NOTA 4

    https://www.youtube.com/watch?v=i3FpHyqJ02w

    MÁRCIO ARAÚJO: Hoje nem seu vigor físico e vontade característicos sobressaíram. Marcado por uma declaração no mínimo infeliz na última partida contra o Atlético Paranaense, o volante fez uma partida abaixo do que ele mesmo já apresentou, tornando aquele setor um problema no início das jogadas ofensivas e digna de desconfiança nos lances de ataque do adversário. NOTA 4,5

    ARÃO: Começou visivelmente desligado e cometendo muitos erros. Cometeu falhas em lances bobos e errou passes que não tem costumado errar. No segundo tempo, com o time investindo mais nas jogadas pela direita, o camisa 5 apareceu mais de forma positiva ofensivamente, mas deixou espaços na defesa que o Volta Redonda soube aproveitar em lances de contra ataques. Suas últimas atuações, mostram que precisa rever seu posicionamento e suas subidas , muitas vezes irresponsáveis, ao ataque. NOTA 5,5

    GABRIEL: Desde o começo acima do ritmo de quase todo time, buscou jogadas pela esquerda e fez a equipe até render por um lado do campo ao qual não estávamos acostumados a ver em 2016. Fez tabelas interessantes com Ederson, tentou jogadas individuais e até finalizou de forma perigosa ao gol do time da casa. Ainda durante o primeiro tempo, sumiu do jogo após Muricy invertê-lo com Cirino e este passar a ficar isolado pela direita. No segundo tempo, seu isolamento foi pelo lado ao qual começara a partida e, mesmo com boa movimentação, saiu para Alan Patrick. NOTA 6

     

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    Mais uma vez Ederson foi destaque positivo no Flamengo. Foto: Gilvan de Souza | Flamengo

    EDERSON: Melhor jogador do time em campo. Veio buscar a jogada no meio, tentou jogadas individuais, fez tabelas com jogadores mais próximos, finalizou. Vem mostrando a cada dia que tem qualidade pra ser o camisa 10 do Flamengo. Hoje, pela primeira vez em 2016, jogou a partida inteira e talvez por isso tenha sentido o peso e cansaço no terço final do jogo, mas assim mesmo fez jogadas que poderiam resultar em gol. Em forma será muito importante para as pretensões do Flamengo em 2016. NOTA 7

    CIRINO: Após um começo de partida nulo, mudou de lado com Gabriel e apareceu no jogo. A cada partida ruim do Flamengo, o camisa 7 dá sinais claros que não tem qualidade suficiente para vencer marcações mais próximas ou até mesmo individuais. Sua velocidade é eficiente quando os adversários deixam espaços mas, contra times que jogam fechados, o atacante sempre tem dificuldades. NOTA 4,5

    VIZEU: Garoto segue tentando mostrar suas qualidades, mas igualmente ao titular da posição sofre com a escassez de passes em profundidade e insistência na bola aérea. Mesmo se apresentando, pouco recebeu bolas para fazer uma recepção de costas para o gol (pivô) e as bolas que chegaram para movimentação vertical foram de qualidade ruim a péssima. Contudo, segue dando claras mostras que pode sim ser um grande atacante no futuro. NOTA 5

    ALAN PATRICK: Entrou por uma mexida errada de Muricy e mesmo assim não fez valer. Errou tentativas de passes em profundidade, não articulou jogadas de contra ataque, não cadenciou o jogo e nem ajudou na marcação. Quando teve chance na bola parada, cobrou na barreira. Está longe de ser o Alan Patrick que fez partidas de excelência em 2015 pelo Flamengo. SEM NOTA

     

     

     

  • Classificado em primeiro lugar, Fla faz último jogo em casa antes dos playoffs

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    Após garantir a primeira colocação na fase de classificação do NBB 8, o Flamengo encara o Minas neste domingo (27), às 11h, no Tijuca Tênis Clube. Após bater São José e Mogi nos últimos jogos, o Fla faz seu último jogo em casa antes dos playoffs. A partida não terá transmissão, mas o Mundo Bola fará tempo real no twitter direto do ginásio.

    Na última rodada, o FlaBasquete venceu na raça o Mogi das Cruzes por 88 a 85. Com uma bola de três de Jason Robinson nos últimos segundos, o Fla conseguiu sair com o resultado que precisava para assegurar o primeiro lugar e o direito de decidir em casa os jogos dos playoffs. Esse é o penúltimo confronto antes da fase decisiva do torneio.

    O Minas ocupa a décima colocação na competição. A equipe visitante tem onze vitórias e quinze derrotas (42,3% de aproveitamento) e na última partida venceu o Rio Claro por 77 a 72 dentro de casa. Antes disso, os mineiros, nas últimas 5 partidas, venceram 2 e perderam 3. A equipe conta com o pivô Shilton, que é bicampeão do NBB pelo Orgulho da Nação.

    No primeiro turno, os times se enfrentaram e foi melhor para o time carioca. Com uma vitória por 81 a 74 e ótima atuação de Marcelinho Machado, cestinha com 18 pontos, o Flamengo conseguiu encerrar o jejum de vitórias em Belo Horizonte. Olivinha e JP Batista, que marcaram 11 pontos cada um, e Marquinhos e Robinson, com 10 pontos, também foram importantes para o resultado final.

    Ficha técnica:

    Flamengo x Minas

    Local: Tijuca Tênis Clube

    Data: 27/03/2016

    Horário: 11h (horário de Brasília)

    Transmissão: Tempo real no twitter do Mundo Bola

    Provável escalação: Rafa Luz, Marquinhos, Jason Robinson, Olivinha e Jerome Meyinsse. Técnico: José Neto.

  • Flamengo volta a jogar mal e perde para o Volta Redonda

    Após ser eliminado da Primeira Liga no meio de semana, quando perdeu por 1×0 para o Atlético-PR, o Flamengo voltou a campo na noite desse sábado (26) e novamente teve um desempenho ruim. A derrota para o Volta Redonda liga o alerta, já que com o resultado de hoje no Raulino de Oliveira o Flamengo amarga uma sequência de quatro jogos sem vitória.

    Com o resultado, o Flamengo caiu para a 4ª posição na tabela e pode terminar a rodada fora da zona de classificação da Taça Guanabara, dependendo da combinação de resultados dos jogos que fecham a rodada amanhã (27). O próximo jogo pelo Carioca é o clássico contra o Vasco, na próxima quarta (30), em Brasília.

     

    PRIMEIRO TEMPO LENTO, COM POUCAS CHANCES DE PERIGO

    Desde o início da partida, o Flamengo parecia não conseguir passar pela zaga do Volta Redonda. As tentativas de chegada ao ataque eram frustradas pelo bom posicionamento da zaga adversária, que impedia a equipe rubro-negra de chegar ao ataque com perigo.

    Com dificuldade de infiltrar na área adversária, o Flamengo conseguiu uma boa oportunidade com Gabriel. O meia conseguiu um bom chute de fora da área, mas a bola saiu sobre o gol de Mota. Na sequência do lance, César Martins conseguiu travar o chute de Vinícius Pacheco na hora, impedindo que o meia do Voltaço conseguisse uma boa finalização.

    O restante da primeira etapa foi marcado por poucas finalizações pelas duas equipes e sem muito perigo de gol. Pelo lado rubro-negro, Ederson conseguiu boa finalização, que foi defendida por Mota, e Gabriel acertou o travessão em cobrança de falta. Já pelo Volta Redonda, Vinícius Pacheco tentou nova finalização no rebote de um escanteio, mas não levou perigo ao gol de Paulo Victor, encerrando o primeiro tempo sem gols no Raulino.

     

    ZAGA FALHA E VOLTA REDONDA CHEGA AO GOL EM BOA JOGADA INDIVIDUAL

    A primeira chegada ao ataque do Flamengo na segunda etapa parou nas mãos de Mota, que fez boa defesa. Após jogada de Ederson, Vizeu atrasou a bola para Cirino que chutou com força em direção ao gol, mas a bola foi espalmada para fora pelo goleiro do Volta Redonda.

    O goleiro do Voltaço ainda se destacou naquela que foi uma das poucas jogadas de perigo do Flamengo no jogo. Após boa jogada, Arão finalizou dentro da pequena área e Mota fez uma bela defesa no lance. Aos 25 minutos, Vizeu errou a finalização dentro da pequena área e a bola acabou saindo à direita do gol de Mota, que só acompanhou o lance.

    A defesa do Volta Redonda continuava bem posicionada em campo e  passou a usar os contra-ataques para tentar abrir o marcador, o que acabou dando resultado. Em uma arrancada do time mandante da partida, o atacante Niltinho fez bela jogada individual e cruzou rasteiro para área. Enquanto Wallace pedia impedimento no lance, o meia Rafael Pernão só empurrou a bola para o fundo das redes, fazendo 1×0 Volta Redonda no Raulino.

     

    QUATRO JOGOS SEM MARCAR

    O Flamengo amarga uma sequência de quatro jogos sem vitória, período no qual não conseguiu se quer marcar um gol. Resultados adversos de 1×0 contra Confiança, Atlético-PR e Volta Redonda, além do empate sem gols contra o Fluminense, mostra a dificuldade da equipe rubro-negra em chegar com efetividade ao ataque adversário.

     

    PRESSÃO PARA O CLÁSSICO

    Além da falta de bons resultados na temporada, o Flamengo enfrenta um jejum de vitórias contra o Vasco, seu próximo adversário na competição. Há 7 jogos a equipe rubro-negra não consegue vencer a equipe cruzmaltina, retrospecto que só promete aumentar a pressão para o clássico e a cobrança da torcida sobre a equipe e o técnico Muricy Ramalho.

     

    FICHA TÉCNICA

    Volta Redonda x Flamengo

    Local: Raulino de Oliveira

    Data: 26/03/2016

    Horário: 18h30min

    Flamengo: Paulo Victor; Rodinei, César Martins, Wallace e Chiquinho; Márcio Araújo, Willian Arão e Ederson; Marcelo Cirino, Gabriel (Alan Patrick) e Felipe Vizeu. Técnico: Muricy Ramalho

    Volta Redonda: Mota; Luis Gustavo, Luan, Mailson e Cristiano; Marcelo, Bruno Barra, Dija Baiano (Niltinho) e Vinícius Pacheco (Lopes); Hugo (Rafael Pernão) e Thiago Amaral. Técnico: Felipe Surian.

    Cartão amarelo: Flamengo – César Martins / Volta Redonda – Luan, Bruno Barra, Niltinho e Hugo

    Arbitragem: João Batista de Arruda

    Assistentes: Gabriel Viana e Gilberto Stina

    Público: 2.255 pagantes / 3.112 presentes

    Renda: R$54.110

  • No clima da Páscoa, Patrick comanda chocolate do Mengão no Carioca Sub-20

    Na manhã deste sábado, na Gávea, o Flamengo não encontrou dificuldades para vencer o América. Precisando da vitória para continuar sonhando com uma vaga nas semifinais da Taça Guanabara, o Mais Querido goleou o time de Mesquita por 4×0 e encostou de vez no G4 da competição. Patrick comandou o chocolate rubro-negro marcando três gols e Antonio Carlos fechou o placar. Com a vitória sobre o América e a derrota da Portuguesa para o Vasco, os comandados de Zé Ricardo chegaram a quinta colocação, a um ponto do tão sonhado G4.

    O JOGO

    O Flamengo iniciou a partida com: João Lopes; T.Ennes, Dener, Andre Baumer e Arthur Bonaldo; Hugo, Matheus Sávio e Gabriel Ramos; Patrick, Lucas Silva e Loran

    Com algumas novidades na equipe, incluindo a estreia como titular do atacante Loran, no lugar do lesionado Fabrício, o Flamengo precisou de um tempo para se organizar em campo. Após a parada técnica, Patrick abriu o placar na Gávea marcando um belo gol em cobrança de falta. O camisa 7 do Mengão ampliou a vantagem ainda na primeira etapa, depois da boa jogada de Lucas Silva pelo lado esquerdo, Patrick apenas escorou pro gol e foi comemorar com seus companheiros.


    GOL DO PATRICK, cobrando falta! Segundo gol do garoto nesse Carioca! Vídeo: Gustavo Duarte

    Na volta do intervalo, o Mais Querido quase marcou o terceiro com Arthur Bonaldo. Matheus Sávio cobrou falta na área e o lateral-esquerdo cabeceou perto da trave. Desorganizado, o América tentava ligação direta da defesa para o ataque, mas não obteve êxito pois era sempre interceptado pela zaga rubro-negra, que esteve muito segura durante toda partida. A manhã nublada era mesmo do Patrick. O jogador iluminado fez o hat-trick aproveitando uma bola que sobrou depois uma uma enorme confusão na área americana. E para fechar a goleada, Antonio Carlos, que entrou no lugar de Loran, também deixou o dele. O atacante aproveitou o rebote do goleio em chute de Gabriel Silva, que entrara no lugar de Matheus Sávio, e chutou rasteiro no canto do goleiro.

    Na próxima e última rodada da fase classificatória (ainda sem data e horário definidos), o Fla recebe o Tigres do Brasil na Gávea. O jogo será confronto direto já que a equipe de Duque de Caxias também ronda o G4 e têm chances de classificação. A Portuguesa visitará o Fluminense, em outro duelo que também valerá vaga nas semifinais.


    Bruno Vasconcellos faz parte da equipe Mundo Bola Informação. Twitter: @BruNoCellos93

    O texto teve a colaboração de Gustavo Duarte, do Blog Fla Trip. Twitter: 

     

  • Precisando voltar a vencer, Fla encara Volta Redonda

    Depois da eliminação na Primeira Liga, o Flamengo volta a campo sabendo que precisa muito da vitória. No Raulino de Oliveira, o Mais Querido foca novamente no Campeonato Carioca e enfrenta o Volta Redonda na tarde deste sábado (26). A partida será realizada às 18h30min (horário de Brasília) e tem transmissão do SporTV e Premiere na televisão e tempo real no Twitter do Mundo Bola.

    Time misto em campo:

    Após perder para o Atlético-PR na Primeira Liga, o Flamengo volta a olhar para o Carioca. O empate sem gols com o Fluminense na última rodada já acende o alerta, já que o time não vence a três jogos. Sem Cuéllar e Guerrero, que estão com suas seleções nas Eliminatórias, Everton e Thiago Santos, no departamento médico, e Mancuello, que segue em recuperação física, Muricy Ramalho ainda optou por poupar os titulares e seguir com o rodízio no elenco. Com isso, algumas peças como Alex Muralha, César Martins, Léo Duarte e Chiquinho podem voltar a figurar entre os onze nomes iniciais.

    Volta Redonda faz mistério com a escalação:

    O adversário do Flamengo fez mistério sobre a escalação desta partida. O treinador Surian testou duas formações essa semana e deixou aberto sobre as opções que serão utilizadas. Em quarto na tabela com três pontos, o Volta Redonda precisa vencer para subir algumas posições. O time da casa deve ir a campo com: Mota; Luís Gustavo, Maílson, Luan e Cristiano; Bruno Barra (Pedro Isidoro), Marcelo e Vinícius Pacheco; Niltinho, Hugo (Rafael Pernão) e Tiago Amaral.

    Histórico positivo no Raulino de Oliveira:

    O Flamengo já disputou 90 partidas no Estádio Raulino de Oliveira. Ao todo, são 57 vitórias, 20 empates e 13 derrotas. Em 2016, o Mais Querido jogou quatro vezes em Volta Redonda e conquistou quatro vitórias, sendo duas por goleadas de 5×0.

    Foto: Gilvan de Souza/Flamengo
    Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

    FICHA TÉCNICA:

    VOLTA REDONDA X FLAMENGO

    Data: 26/3/16

    Horário: 18h30min (horário de Brasília)

    Local: Raulino de Oliveira, Volta Redonda (RJ)

    ​Árbitro: João Batista de Arruda

    Auxiliares: Gabriel Viana e Gilberto Stina

    Transmissão: Sportv e Premiere; Tempo real no @Mundo Bola_CRF

    Provável escalação do Flamengo: Paulo Victor (Alex Muralha), Rodinei, César Martins, Léo Duarte e Chiquinho; Márcio Araújo, Willian Arão e Ederson (Alan Patrick); Marcelo Cirino, Gabriel e Felipe Vizeu. Técnico: Muricy Ramalho

  • A Eliminação na Liga foi a conta chegando, com juros

    Analise

    A semana do Flamengo não estava fácil, a derrota para o Confiança e o empate contra o Fluminense foram minando o bom clima no futebol alcançado pela boa campanha até o momento, apesar de serem raros os momentos de bom futebol. Para complicar a fase, Guerrero e Cuéllar estariam com suas seleções.

    Muricy fez mistério no treino e a escalação surpreendeu ao vermos que além dos desfalques esperados, Muricy ainda poupou outros jogadores por cansaço e, no caso de Rodinei, gripe.

    Paulo Victor – Pará, Walace, Juan, Jorge – Márcio Araújo – Gabriel, William Arão, Alan Patrick, Éverton – Felipe Vizeu

    Primeiro tempo de superioridade

    Logo nos primeiros minutos vimos que o Atlético-PR vinha com a proposta de ganhar o jogo no meio e penetrar na defesa do Flamengo abrindo a marcação pelos lados ou tentando penetrar pelo meio em velocidade. Foram 4 minutos de domínio do Furacão, com chegadas perigosas, apesar de nenhuma finalização certa, até que o Flamengo conseguisse seu primeiro ataque de sucesso em subida de Gabriel, que cruzou e viu a zaga antecipar Vizeu e cortar em escanteio.

    E justamente Gabriel era a melhor opção de ataque do Flamengo, conseguindo chegar em velocidade no fundo para cruzar ou cortando pro meio, era o jogador mais efetivo e que melhor conseguia achar Vizeu. Do outro lado, Éverton voltava de lesão e ainda não tinha a costumeira explosão, as jogadas que tentava não saíam e, por vezes, por erro de passe.

    Mas apesar de Éverton não conseguir aparecer bem no ataque, estava colaborando defensivamente, o que permitiu a Jorge subir algumas vezes e aparecer para cruzar criando bons lances. O problema nos cruzamentos é que tanto Gabriel quanto Éverton não são atacantes que entram tanto na área, então Vizeu e Arão costumavam estar cercados por marcadores, o que dificultava o aproveitamento dos cruzamentos, inclusive o Flamengo ganhou um bom número de escanteios por isso, os quais foram mal aproveitados como de costume.

    O jogo era duro, ambos os times chegavam, mas o Flamengo parecia um pouco mais efetivo. Faltava mais capricho no último passe e movimentação para abrir a marcação e deixar que Vizeu recebesse em posição de finalizar. A velocidade com qual o Flamengo chegava ao ataque também não era a adequada, já que a bola demorava tanto para sair da defesa para a intermediária ofensiva que o time adversário se recompunha.

    Assim os problemas a serem resolvido para o segundo tempo poderiam ser sanados com um jogador que melhorasse o passe no meio e um que qualificasse o ataque pela esquerda, chegando mais a área. Canteros e Ederson pareciam as melhores opções nos lugares de Márcio Araújo e Éverton.

    Muricy mexe mal e mostra que não consegue ler o jogo

    O Atlético-PR voltou marcando mais forte, encurtando os espaços e usando mais velocidade para chegar ao ataque. A marcação sob pressão se juntou aos problemas de articulação do time e o Flamengo começou a ser dominado. Muricy então resolveu mexer, até cedo diante de seus padrões, mas o fez mal.

    Como se o grande problema fosse ter um time “reserva”, o treinador colocou os “titulares” Sheik, Cirino e Ederson. Contudo, o “time titular” anda mal das pernas, com problemas já apontados em artigo anterior. E o que vimos foi uma versão ainda pior do que no clássico contra o Fluminense.

    Paulo Victor e Juan novamente fizeram uma boa partida, salvando o time algumas vezes, mas em um chute de fora da área, no ângulo, o Furacão garantiu a classificação. Porém não foi um lance isolado e sim fruto de mais de 2 minutos de pressão que teve uma grande defesa de Paulo Victor em chute de Walter e um escanteio, onde o Flamengo foi incapaz de pegar a sobra.

    Discurso do cansaço

    Ao fim do jogo o discurso estava ensaiado, jogadores e treinador falavam da grande sequência de jogos com constantes viagens impedindo uma adequada recuperação e o adequado treinamento. Muricy, inclusive, disse que a partir de agora só joga quem tiver condições físicas adequadas, independente de quem for o adversário.

    Como Rodrigo Caetano e Muricy podem falar de viagens e cansaço se isso já estava posto há muito tempo? Não importa se o consórcio avisou em cima da hora que o Maracanã estaria fechado, o clube deveria ter providenciado um estádio na cidade ou próximo para este ano e não jogar em Brasília o Campeonato Brasileiro inteiro, porque isso implica em viagens constantes da mesma forma que no atual momento e numa competição bem mais exigente.

    Pior que tudo isso é olhar a trajetória do Flamengo até aqui e ver que raros foram os jogos em que o time reserva atuou. A rotação do plantel é muito pequena, não antecipando justamente a sobrecarga dos jogadores e tirando a possibilidade de Muricy treinar o time. Um exemplo é o jogo contra o Madureira, pouco antes de uma sequência intensa, com os titulares em campo ao invés dos reservas.

    Saudações Rubro-Negras

  • Que venham as decisões em casa!

    Decisivo de novo, Robinson marca nos segundos finais e garante vitória do Fla em grande jogo contra Mogi

    Pós Basquete

    Após a vitória sobre o São José, o FlaBasquete foi até Mogi das Cruzes enfrentar o Mogi pelo NBB 8. Precisando de uma vitória para garantir o primeiro lugar da competição, José Neto mandou a quadra o seguinte quinteto: Rafael Luz, Marqunhos, Jason Robinson, Olivinha e Jerome Meyinsse. Já Danilo Padovani escalou o seguinte time pelo lado do Mogi que buscava entrar no grupo dos quatro primeiros: Larry Taylor, Shamell, Filipin, Tyrone e Lucas Mariano.

    A partida começou com um domínio impressionante do rubro-negro que abriu 12 a 0, com oito pontos de Marquinhos. A equipe paulista tentou reagir com cinco pontos seguidos mas Olivinha e Marquinhos recolocaram doze pontos de frente, 19 a 7. No fim do quarto, a equipe mogiana conseguiu novamente marcar cinco pontos consecutivos mas terminou o quarto perdendo por 19 a 12. Os destaques do quarto foram Marquinhos (FLA) com 11 pontos e Jason Robinson (FLA) com 3 assistências.

    No segundo período Shamell cortou a diferença para cinco. Depois, o Orgulho da Nação retomou a dianteira da partida e, com uma corrida de 10 a 2, abriu a maior vantagem da partida após uma bola de três de Marcelinho, 29 a 16. A partir disso Mogi anotou quatro pontos seguidos e forçou um tempo de José Neto, 29 a 20. Após o tempo, mesmo depois do FlaBasquete abrir onze, Shamell comandou uma corrida de 10 a 0 da equipe mandante que cortou a diferença para apenas um ponto e forçou outro tempo de José Neto, 31 a 30.

     

    Ronald Ramon teve uma grande atuação no quarto final (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)
    Ronald Ramon teve uma grande atuação no quarto final (Foto: Gilvan de Souza/Flamengo)

     

    Após o tempo, o Mogi passou a frente pela primeira vez na partida, 33 a 32, mas o Rubro-Negro voltou a defender bem e foi para o intervalo vencendo por 38 a 35 (Mogi 23 a 19 no período). Os destaques do quarto foram Shamell (MOG) com 9 pontos, Vitinho (MOG) com 3 assistências, Lucas Mariano (MOG) com 3 rebotes, Rafael Luz (FLA) com 4 assistências e Rafael Mineiro (FLA) com 3 rebotes.

    Na volta do intervalo, o terceiro quarto foi o que teve o maior número de pontos na partida. No início do período, Mogi chegou a ficar na frente, 52 a 50, mas aí começou o show de Olivinha que conduziu o Mais Querido a abrir sete pontos de vantagem, 60 a 53. Se de um lado Olivinha estava inspirado, do outro Shamell continuou comandando Mogi e levou a equipe paulista ao empate, 60 a 60. Com uma boa defesa na última bola do período, o Flamengo foi para o quarto final vencendo por 63 a 62 (Mogi 27 a 25 no período). Os destaques do quarto foram Olivinha (FLA) com 9 pontos, Rafael Luz (FLA) com 3 rebotes e 4 assistências, Lucas Mariano (MOG) com 8 pontos e Shamell (MOG) com 11 pontos.

    No período final, Ramon e Rafael Mineiro anotaram os sete primeiro pontos do tetracampeão do NBB abrindo 73 a 65, forçando o tempo pedido por um irritado Padovani. Após o tempo, Mogi acordou na partida e ao cortar a diferença para quatro pontos, forçou mais um tempo de José Neto, 75 a 71. Após o tempo, Mogi empatou em três situações até que Shamell colocou um ponto de frente faltando 55 segundos e forçou tempo de Neto, 83 a 82. Após o tempo, Marquinhos acertou uma bola de três e Shamell empatou a partida com 27s para o fim, forçando o último tempo de Neto, 85 a 85. Após o tempo, Jason Robinson coroou sua melhor partida com o Manto Sagrado com uma linda bola de três faltando 5 segundos e garantindo não só a vitória como o primeiro lugar geral do NBB 8. Flamengo 88 x 85 Mogi das Cruzes.

    Flamengo comemorou a bola decisiva de Robinson no Twitter. (Foto: Reprodução/ Twitter)
    Flamengo comemorou a bola decisiva de Robinson no Twitter. (Foto: Reprodução/ Twitter)

    O próximo compromisso do Orgulho da Nação é no dia 27/03 às 11h contra o Minas TC no Tijuca Tênis Clube.

     

    Destaques do Flamengo:

    Pontos: Marquinhos com 19 pontos

    Assistências: Rafael Luz com 10 assistências

    Rebotes: Rafael Mineiro com 7 rebotes