Marcelo Cirino, autor do segundo gol, falou com a imprensa após a partida: “Infelizmente, a equipe não conseguiu a vitória, que era o que nós mais queríamos. Mas o time se comportou bem, corremos, lutamos e buscamos o empate. Vamos continuar que temos mais dois jogos pra conseguir a classificação“.
Muricy Ramalho concedeu entrevista coletiva e também comentou o que achou do resultado: “O jogo foi bom. Acho que a torcida saiu satisfeita, o time voltou a marcar de novo, o que estávamos com dificuldade. Estávamos torcendo para sairmos dessa fase, de dois clássicos em uma semana. Claro que não o ideal na tabela, mas estamos com esperança de classificação. Agora vamos ter uma semana para treinar“.
“Estamos no automático. Vamos em casa, trocamos de roupa e vamos embora. O time está muito na vontade e só isso não serve. Saímos atrás hoje e conseguimos recuperar, mas ao mesmo tempo não perdemos nenhum jogador. Temos semana para trabalhar e vamos recuperar o time para essa importante reta final”. – Muricy Ramalho
Diferente do que fez nos jogos desde que chegou, o treinador utilizou o 4-4-2 no primeiro tempo, mas voltou ao 4-3-3 na segunda etapa da partida. Muricy também falou disso: “Começamos hoje. Fomos para o campo sem posicionar o time. Deixei o Cirino solto no primeiro tempo, para mudar, ficar com dois meias. Até que se portaram bem, mas o Ederson sentiu um pouco o tornozelo e mudei o time novamente”. Perguntado como será contra o Boavista, o técnico lembrou: “Semana que vem vamos ter mais opções, teremos a volta do Mancuello”.
Com o empate, o Flamengo está sem vitórias a seis jogos. Muricy ameniza os resultados ruins, lembrando que são poucos meses de trabalho: “Não me deixa preocupado. Os jogadores estão se conhecendo, um time não se forma assim. Não se contrata nove jogadores e no outro dia tem resultado. Futebol demora um pouquinho. Esperava dificuldades, mas acontece que no Brasil a gente vê pouco o trabalho. Estamos jogando, trabalhando, mas ninguém quer saber de nada. A torcida viu que tentamos contra o Vasco e hoje também. Vão nos apoiar, só assim que a gente sai dessa situação, com apoio”.
“Temos que elogiar o comprometimento que ele (Guerrero) tem. Pela história que tem, fazer o que está fazendo tem que dar os parabéns. Falta treino também, o que gente não está conseguindo. Com certeza ele bem descansado e treinado vai nos ajudar bastante” – Muricy Ramalho sobre Paolo Guerrero e sua maratona de jogos.
O resultado do jogo contra o Vasco pode ser considerado bom, já que manteve o Flamengo vivo no Campeonato Carioca.
Mas esportivamente só não foi ruim porque os jogadores ao menos mostraram garra, vontade de vencer.
Assim como o Vasco, o Botafogo é um time arrumado e tem um jogo coletivo forte o suficiente para compensar o plantel limitado. Já o Flamengo tem um bom plantel limitado pelo time fraco, desorganizado, mal escalado e ainda prejudicado por substituições ruins.
A sorte começou a pintar quando Emerson Sheik teve que ser poupado por cansaço e Muricy – resistente em usar Ederson aberto – resolveu testar o 4-4-2 com o meio em quadrado, empurrando Cirino para o ataque.
Escalação: Paulo Victor – Rodinei, Wallace, Juan, Jorge – William Arão, Cuéllar, Ederson, Alan Patrick – Marcelo Cirino e Guerrero
Meias fazem um 1° tempo promissor
O 4-4-2 teve como ponto positivo acrescentar um meio mais dinâmico, segurando Arão atrás e deixando Cirino mais livre para flutuar. Não que a fluidez vista não possa ser alcançada no 4-1-4-1, mas precisa de treino, disciplina tática e jogadores mais comprometidos com a marcação.
De cara, os meias Ederson e Alan Patrick se sobressaíram, fazendo Jefferson aparecer e sua primeira grande defesa foi emblemática sobre a participação deles. Alan Patrick cobrou o escanteio na segunda trave e Ederson cabeceou com precisão, mas Jefferson estava atento e saiu muito bem.
Foto: Gilvan de Souza / Flamengo
Alan Patrick se firmou como o cara das bolas paradas. Cobrava escanteios de ambos os lados e faltas, mas pouco se movimentava em campo e participava apenas quando alguém o acionava, também não criou muito e tão pouco ajudou na marcação. E foi nessa sua aparente displicência, quando via a jogada se desenvolver na direita, que a sorte lhe favoreceu. Rodinei cruzou para a área, a defesa tirou e a bola parou redonda no pé bom de Alan Patrick, que livre bateu forte e acertou o ângulo, indefensável para Jefferson.
Já Ederson era o oposto de Alan Patrick. Correu por ele e pelo companheiro de meio, parecia estar em todos os lados do meio-campo, armou boa parte das jogadas de maior perigo, finalizou algumas vezes, sendo tão perigoso com a bola rolando quanto Alan Patrick com a bola parada. Além disso, contribuiu como pôde com a defesa ajudando na marcação.
Falhas defensivas assombram o Flamengo
O Botafogo se colocava defensivamente em campo, tentava reduzir os espaços e, até por isso, os ataques do Flamengo geralmente eram bloqueados pela marcação, o que gerou um bom número de escanteios e algumas faltas. Dificilmente os atacantes tinham liberdade e, quando tiveram por duas vezes, Cirino e Guerrero perderam a chance.
Já a defesa do Flamengo seguia desarrumada, problemática, dando espaços quando não deveria, principalmente pela direita onde Rodinei permanece como uma avenida. Os ataques alvinegros eram geralmente velozes, a defesa quando tinha sorte estava com o mesmo número de jogadores ou mais, Cuéllar e Arão tiveram enorme trabalho, Wallace foi um dos que mais desarmou no jogo.
Foto: Gilvan de Souza / Flamengo
Paulo Victor, que defendeu muito contra o Vasco, foi muito mal hoje, principalmente nas bolas aéreas. O gol que abriu o placar surge em um escanteio onde “caçou borboletas” ao ver a bola passar na pequena área, a defesa não estava bem posicionada e Joel marcou. No segundo gol alvinegro, já no 2° tempo, foi até bem ao defender o pênalti e o rebote, mas aí a defesa não acompanhou os jogadores do Botafogo, que novamente ficou à frente no placar.
Muricy faz o que pode para prejudicar o time
Novamente o jogo começou com um banco mal escalado. Para que levar três atacantes para o banco? Além de Vizeu, Sheik e Gabriel estavam no banco, além do sempre presente Márcio Araújo, enquanto o versátil e tecnicamente qualificado Canteros não foi para o jogo.
Foto: Gilvan de Souza / Flamengo
Então, na falta de um meia para substituir Ederson, que havia sofrido uma pancada e seria poupado, Muricy escolheu Sheik – sim, o jogador que mais errou passes no último mês e um dos que menos marca – voltando ao antigo e questionado 4-3-3. A nova formação foi menos eficiente e facilmente dominada pelo Botafogo, que encontrou mais espaços e chegou ao 2° gol, ficando à frente no placar.
Talvez no único erro do jogo, o Botafogo se encolheu para segurar o resultado e isso fez o Flamengo crescer. O time pressionava o alvinegro em busca do empate, mas pouco conseguia de fato criar. A melhor chance até então fora um ótimo passe de Alan Patrick (única boa jogada dele no 2° tempo) deixando Cirino penetrar livre na área, mas este perdeu o gol.
A sorte novamente passa o pé em Muricy
Com mais posse de bola e preso na defesa eficiente do Botafogo, ainda sujeito a contra-ataques pontuais, o Flamengo parecia que perderia. Mas eis que Alan Patrick pede para sair alegando cansaço e, sem outras opções, Muricy coloca Gabriel, que vinha entrando muito bem nos jogos, fazendo ótima temporada.
O baiano ainda perseguido pela torcida, mas voando graças ao ótimo trabalho da preparação física, vem desenvolvendo um importante papel tático e técnico no time. Hoje mudou o jogo dando não só mais velocidade, como mobilidade, alterando a dinâmica do time e fazendo boas jogadas de ataque surgirem. Inclusive, não há exagero ao dizer que foi Gabriel que decidiu o jogo ao fazer um cruzamento preciso na cabeça de Cirino, que na pequena área apenas desviou para as redes empatando o jogo.
Briga esquenta por vaga no meio campo
Mancuello voltou a treinar com bola e se espera que ele jogue o próximo jogo. Muricy praticamente garantiu Alan Patrick na próxima partida em sua coletiva pós-clássico. Como Ederson saiu para ser poupado, pode ser que o Flamengo comece com Alan Patrick na armação e depois Mancuello entre no decorrer da partida, invertendo a situação no jogo seguinte.
O desempenho dos meias até aqui mostra que Ederson é importante para o time, mas joga melhor aberto e não no meio. A retomada do 4-1-4-1 com o Ederson aberto na esquerda e o Mancuello ao seu lado parece a melhor possível, sobrando para Alan Patrick ser o reserva natural do argentino, que é disparado o melhor jogador ofensivo do Flamengo na temporada. Isso faria com que Sheik e Cirino brigassem pela posição de meia aberto na direita, apesar do desempenho de Gabriel ser muito melhor que o deles nessa posição.
Com as bolas paradas de Alan Patrick, que ainda fez um golaço, a movimentação de Ederson e Gabriel, além de alguns passes de grande precisão dos três meio-campistas, o time teve um bom volume de jogo e fez Jefferson ter uma grande atuação para segurar o resultado.
Paulo Victor: Partida muito fraca do camisa 48. Saiu de forma completamente equivocada por duas vezes no mesmo lance, facilitando o 1° gol do Botafogo. No 2° tempo pegou o pênalti, mas deu o rebote pro adversário marcar o gol. Ainda falhou outras vezes, mas teve sorte. Nota 4,5
Rodinei: Regular na defesa, fraco no ataque. Com subidas limitadas, o lateral tem insistido em cruzamentos antes de chegar a grande área, facilitando a vida dos defensores. Nota 5
Wallace: Mais um jogo ruim do capitão do Flamengo. Não cortou bolas pelo alto e errou coberturas. Para comprometer ainda mais sua atuação na partida, ainda fez um pênalti bizarro que colocou o adversário à frente do placar. Nota 5
Juan: Já fez partidas melhores. Diante de um ataque veloz, sofreu no seu lado e errou até nos botes por baixo. Mesmo sendo muito forte nos carrinhos, hoje não teve êxito como em outras partidas e colocou o Flamengo em situação de perigo. Nota 5, 5
Jorge: Hoje teve um pouco mais de cobertura, porém isso não foi o suficiente para que ele se saísse melhor. Não buscou a linha de fundo e errou cruzamentos. Nota 5
Cuéllar: Alternou bons e maus momentos. Tomou um cartão bobo e teve que se limitar no combate à frente da zaga. Devido a constante ausência de Alan Patrick, o camisa 26 teve que se segurar mais e pouco foi ao ataque. Nota 5, 5
Arão: Partida muito fraca. Mesmo sendo orientado a jogar mais preso, atrás dos meias, o volante tem sido figura frequente no ataque. Deixou seu setor desprotegido e sobrecarregou os companheiros, além de ter errado alguns passes e combates simples. Nota 4, 5
Alan Patrick: Uma partida de contrastes do meio do Flamengo. Ofensivamente muito consistente ao lado de Ederson, participou das principais jogadas de ataque no primeiro tempo. Com a saída do camisa 10 no intervalo, teve que articular o time sozinho e sofreu mais. Sua limitação defensiva dificulta a recomposição defensiva, prejudicada ainda mais pela condição física ruim. Se destacou na bola parada e fez um golaço. Nota 6,5
Ederson: Mais uma vez mostrou que é dono de uma vaga no time. Sua habilidade e movimentação fazem o time ter muito mais dinâmica quando está em campo. Criou chances claras e ajudou bastante na marcação da saída de bola. Nota 6
Cirino: Não consegue render com a marcação próxima a ele. Parece encaixar apenas no contra-ataque. Mesmo tentando ir para cima no primeiro tempo, o atacante não teve muitas chances. No segundo tempo, durante forte pressão do Flamengo, conseguiu o gol de empate de cabeça. O segundo em clássicos pelo Mengão. Nota 6
Guerrero: Mesmo com sua reconhecida qualidade técnica e tática, o camisa 9 vem sofrendo com as fortes marcações. Talvez isso e o jejum, o façam parecer ansioso para marcar gols. Hoje perdeu uma chance clara e depois ficou apagado. Nota 5, 5
Sheik: Entrou no intervalo e foi melhor que em suas últimas partidas. Buscou jogadas e sofreu faltas perigosas. Hoje parece ser melhor como opção para o segundo tempo. Nota 5
Gabriel: Mudou muito a dinâmica do time e melhorou o Flamengo. Caindo pelas duas pontas com velocidade, o baiano vem mostrando que quer brigar por vaga no time. Além disto, deu linda assistência em cruzamento preciso para Cirino só escorar pro gol. Nota 6,5
Vizeu: Entrou aos 46 minutos do 2° tempo após Guerrero se lesionar. Pouco pôde produzir. Sem nota.
Em jogo para acelerar o coração da torcida, Flamengo e Botafogo ficaram no empate por 2 a 2, em Juiz de Fora (MG).
A partida teve dezenas de lances perigosos para as duas metas. O zagueiro botafoguense Joel Carli abriu o marcador depois de falha dupla de Juan e Paulo Victor. Alan Patrick empatou com chute certeiro. No segundo tempo, Rodrigo Lindoso marcou em rebote após PV defender o penal e, por fim, Marcelo Cirino deu números finais ao confronto.
O empate foi ruim para o Flamengo, ainda fora da zona de classificação para a próxima fase do Campeonato Carioca, em sexto. Com o gol no fim, a sensação da torcida foi de alívio. Olhando para o trabalho como um todo, a torcida demonstra muita decepção ao não conseguir vencer seus três principais rivais estaduais, que contam com elencos bem piores.
A escalação surpreende
Apesar de substituir Sheik na metade do segundo tempo contra o Vasco, na última quarta-feira (30/03), e ver o desempenho da equipe melhorar consideravelmente, não era esperado que o atacante ficasse de fora dos onze que iniciariam o jogo contra o Botafogo. A efetivação de Alan Patrick foi comemorada nas redes sociais. Na verdade, Sheik não começou jogando por causa do diagnóstico preventivo de cansaço muscular feito pelo departamento médico.
Outra festejada mudança foi a volta de Cuéllar ao time no lugar do sempre contestado Márcio Araújo.
Antes do início do jogo, Muricy explicou que as mudanças foram feitas com o intuito de igualar a diferença no meio-campo, pois o Botafogo joga com apenas um jogador de frente. Assim, Cirino seria mais um segundo atacante do que o usual ponta-direita no esquema 4-3-3 costumeiro. O time jogaria numa formação mais próxima de um 4-4-2, esquema utilizado de forma inédita na temporada.
Cirino tenta jogada. Atacante chegou ao seu segundo gol consecutivo em clássicos. Foto: Gilvan de Souza/ Flamengo
O jogo começou agitado. O Flamengo exerceu pressão nos primeiros minutos com diversos lances de bola parada, muito forte na marcação no meio campo e pressionando a saída de bola do alvinegro. O Botafogo conseguiu sair da pressão aos 10 minutos, com rápida jogada e arremate ruim de Salgueiro. No lastro dessa boa jogada, o Botafogo chegou ao escanteio que resultou em falha grotesca de Paulo Vitor e gol do argentino Carli. O relógio marcava ainda 13 minutos de jogo.
Depois da parada técnica, aos 20 minutos, o time rubro-negro tentou colocar a bola na grama e tocar com mais calma. Alan Patrick e William Arão eram os jogadores mais acionados. Ederson e Guerrero ainda buscavam seus espaços na bem postada zaga botafoguense.
Renan Fonseca tentou facilitar a vida do Flamengo ao errar um recuo, Guerrero ficou cara a cara com Jeferson. Depois de perder um gol a dois metros de Martin Silva no último clássico, o matador peruano novamente decepcionou, consagrando o selecionável goleiro adversário, que já computava, aos 24 minutos de jogo, pelo menos três boas defesas.
Aos 31 não teve jeito, Alan Patrick, a aposta de Muricy, retribuiu a confiança do treinador. Depois do cruzamento de Rodinei na direita, o meia dominou na entrada da área e acertou belo chute no ângulo superior de Jefferson, que dessa vez nada pode fazer! Jogo empatado e confiança renovada. Nas arquibancadas do Estádio Municipal Radialista Mário Heleno a torcida vermelha e preta explodia de emoção e cantava em alto e bom som o verso: “Eu sempre estarei contigo!”.
Depois do empate o jogo ficou faltoso e se arrastou até o apito do árbitro Luiz Antônio Silva Santos, após um minuto de acréscimo.
Mudança necessária e o penal
Câmbio no Flamengo para o segundo tempo. Ederson sente o tornozelo e Muricy Ramalho resolve voltar ao esquema com três atacantes com o retorno de Emerson Sheik. A mudança não surte efeito e o time perde movimentação.
O Botafogo consegue chegar ao segundo gol através de um pênalti. Acompanhe como foi no nosso Tempo Real:
O Botafogo, pior tecnicamente, porém mais bem treinado, manteve-se tranquilo até os 30 minutos do segundo tempo. Depois do gol o Flamengo mostrou-se afobado, típico comportamento de um time em crise, questionado e com a pressão de uma sequência impressionante de maus resultados. Muricy percebeu que o novo esquema proposto para o segundo tempo não tinha surtido efeito e precisava fazer algo para mudar a partida. Alan Patrick caiu de produção, talvez sentindo ainda a falta de ritmo. A entrada de Gabriel deu correria.
A aposta era no abafa. E deu certo! Após cruzamento de Gabriel, Cirino, que anteriormente desperdiçara oportunidade de empatar ao completar fracamente um lindo e longo lançamento de Alan Patrick, dessa vez não perdoou. De cabeça, na pequena área, testou pra baixo. A bola passou por baixo do arqueiro adversário e tomou o fundo das redes. A Nação de Juiz de Fora comemorou com a esperança da virada, de olho no relógio, que marcava 35 minutos da etapa final.
Depois disso o jogo continuou na alta velocidade. O Botafogo, com brio, não deixou de atacar. Nos instantes finais o Flamengo foi mais perigoso. Depois de falta cobrada na barreira por Gabriel, o árbitro encerrou o clássico aos 49 minutos, sem conceder o escanteio.
Ficha Técnica
BOTAFOGO 2 X 2 FLAMENGO
Local : Mário Helênio, em Juiz de Fora (RJ)
Data/Hora : 2/4/2016, às 16h
Árbitro : Luis Antonio Silva dos Santos (RJ)
Auxiliares : Dibert Pedrosa (RJ) e Wagner Santos (RJ)
Cartões amarelos : Cuéllar, Juan (FLA); Renan Fonseca, Bruno Silva, Carli, Gegê e Fernandes (BOT)
Público e renda : 16.150 pagantes / R$ 811.510,00
Gols : Carli, 13’/1°T (1-0); Alan Patrick, 30’/1°T (1-1); Lindoso, 10’/2°T (2-1); Marcelo Cirino, 35’/2°T (2-2)
BOTAFOGO : Jefferson, Luis Ricardo, Carli, Renan Fonseca e Diogo Barbosa; Airton (Fernandes, 7’/1°T), Bruno Silva e Rodrigo Lindoso; Salgueiro (Neilton, 33’/2°T) e Gegê; Ribamar (Luis Henrique, 46’/2°T) – Técnico: Ricardo Gomes.
FLAMENGO : Paulo Victor; Rodinei, Wallace, Juan e Jorge; Cuéllar, Willian Arão, Alan Patrick (Gabriel, 28’/2°T) e Ederson (Emerson, intervalo); Marcelo Cirino e Guerrero (Vizeu, 46’/2°T) – Técnico: Muricy Ramalho.
O Flamengo passou na última semana por momentos difíceis dentro e fora dos gramados. A pressão da torcida mostrou efeito no jogo contra o Vasco. O nosso VP de futebol enfim se pronunciou e falo no vídeo sobre alguns pontos de sua entrevista e próximo jogo contra o Botafogo.
Assista ao vídeo e deixe seu comentário.!!!!!!!!!
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Depois de passar por muitas dificuldades, o Flamengo conseguiu chegar à semifinal da Taça Guanabara Sub-20. O time comandado por Zé Ricardo teve um início de torneio bem complicado, mas se recuperou e entrou no G4 na última rodada da fase de classificação, após vencer o Tigres do Brasil por 3×1 na Gávea e a Portuguesa perder para o Fluminense em Xerém. O primeiro jogo da semifinal da Taça Guanabara Sub-20 será neste sábado, às 10h, na Gávea.
Quarto colocado (27 pontos), o Mengão enfrenta o time de melhor campanha, o invicto Botafogo, que tem 86% de aproveitamento. Há duas semanas os times duelaram na casa do Mais Querido e a equipe de General Severiano levou a melhor por 2 a 1. O Flamengo também tem boas recordações do adversário. Atual campeão da competição, o Rubro-Negro conquistou a Taça Guanabara e a Taça Rio em cima do time alvinegro e se sagrou campeão carioca da categoria, sem a necessidade de uma final.
Agora a história é outra. Os jogadores sabem que um tropeço em casa pode dificultar as coisas para o Flamengo, já que o Botafogo é o melhor mandante, com 91,7% de aproveitamento, e vai decidir o segundo jogo em seus domínios. Para o clássico, o Flamengo não terá nenhum atleta suspenso. Os cartões amarelos foram zerados para a semifinal.
O jogo terá entrada franca e a Nação está convocada a comparecer e apoiar o Mengão nesse desafio.
Provável escalação: João Lopes; Thiago Ennes, Dener, André Baumer e Arthur Bonaldo; Hugo, Gabriel Ramos e Matheus Sávio; Patrick, Loran e Lucas Silva.
Flamengo x Botafogo
Data: 02 de abril de 2016
Horário: 10h (Brasília)
Local: Gávea
Transmissão
O @Mundo Bola_CRF fará o Tempo Real no Twitter.
A rádioweb Frequência Máxima vai transmitir a partida. Clique na imagem.
Após terminar fevereiro embalado com a goleada sobre o Resende, o Flamengo começou março com o time B para se poupar para a sequência de jogos que incluíam jogos decisivos pela Primeira Liga, estreia na Copa do Brasil e clássicos pelo Carioca.
O objetivo de se classificar no estadual e na Primeira Liga foi alcançado, mas logo depois o time entrou em crise e, além de ter perdido na estreia da Copa do Brasil, foi eliminado na semifinal da Liga e termina o mês fora da zona de classificação do estadual, contando com alguns vexames diante de torcidas que há muito tempo não viam o time.
Visando encerrar o jejum de 5 jogos sem vencer, o Flamengo enfrenta o Botafogo neste sábado, às 16h, no Estádio Radialista Mário Heleno, em Juiz de Fora. Na sexta colocação da Taça Guanabara, com 5 pontos em 4 partidas, o Mais Querido precisa da vitória para ter chance de entrar na zona de classificação para a próxima fase e buscar o 34° título do Campeonato Carioca. Vale lembrar que Fla e Bota não se enfrentam há mais de 1 ano – desde o dia 1 de Março de 2015, no Maracanã.
O clássico de sábado será o 227° da história válido pelo campeonato estadual, com 84 vitórias do Fla, 76 do Bota e 66 empates. O Mengão ainda leva vantagem nos gols pró: 362 contra 336 da equipe alvinegra. Apesar de toda essa rivalidade, ainda não se sabe se o Flamengo irá com força máxima para o duelo devido ao desgaste na temporada. Na última quarta-feira, os comandados de Muricy Ramalho alcançaram incríveis 16 mil quilômetros rodados em menos de 4 meses. O zagueiro Juan, em entrevista concedida no Ninho do Urubu, comentou sobre o clássico e o momento do time: “É decisão. São três jogos que temos que vencer. O primeiro é o clássico contra o Botafogo, estamos brigando diretamente por uma vaga […] As coisas poderiam estar melhor. Coloco também um pouco de falta de sorte. Contra o Confiança perdemos chances, perdemos jogos com placares apertados. Chegou uma hora importante desses primeiros 3 meses. Com carga pesada de jogos sofremos um pouco e esperamos retomar o caminho das vitórias a partir de amanhã e depois recuperar a parte física.”
[/et_pb_text][et_pb_image admin_label=”Imagem” src=”https://fla-media.mundobola.com/media/2016/04/flaxbota.gif” alt=”Foto: Gilvan de Souza/Flamengo” title_text=”Flamengo x Botafogo em 2015.” show_in_lightbox=”off” url_new_window=”off” use_overlay=”off” animation=”bottom” sticky=”off” align=”center” force_fullwidth=”off” always_center_on_mobile=”on” use_border_color=”off” border_color=”#ffffff” border_style=”solid”] [/et_pb_image][et_pb_text admin_label=”Texto” background_layout=”light” text_orientation=”left” use_border_color=”off” border_color=”#ffffff” border_style=”solid”]
Uma certeza é que o Flamengo contará com o retorno de Cuéllar, que não atua desde o jogo contra o Fluminense pela convocação para defender a seleção colombiana. O argentino Mancuello já está quase recuperado da lesão no joelho esquerdo, mas ainda não tem condições de atuar. Já o meia-atacante Éverton segue no departamento médico com uma fibrose na coxa direita.
Após a partida diante do Botafogo, o Rubro-Negro terá 2 semanas sem jogos na quarta-feira para trabalhar bastante e corrigir os recorrentes erros. Na sequência do clássico, o Flamengo enfrenta Boavista e Bangu, nos dias 9 e 17 de abril, respectivamente.
O zagueiro Rodrigo, do Vasco da Gama, parece outro jogador quando enfrenta o Flamengo. A tática tem dado certo nos últimos jogos: irritar Guerrero.
Para quem não lembra, Rodrigo já foi jogador do Flamengo. Contratado junto ao Dínamo de Kiev, chegou à Gávea para reforçar o time que ia disputar a Libertadores de 2008. Logo no início do ano, porém, quebrou o braço e teve que passar por grave cirurgia. Com uma recuperação difícil, sua passagem foi praticamente inútil pelo Mais Querido.
A continuidade de sua carreira profissional foi posta em dúvida. Se ergueu no Goiás, em 2013, quando fez um bom Campeonato Brasileiro pela equipe do centro-oeste. Em 2014 foi contratado pelo rebaixado Vasco da Gama. Ainda em 2013, quando conseguiu retornar aos holofotes da imprensa, por diversas vezes, em entrevistas em programas de TV, desfilou veneno contra o Flamengo.
Ficou nítido para a torcida que Rodrigo era mais um caso sério de jogador que teve uma passagem ruim pelo clube. Talvez o fracasso no Maior Clube do Brasil tenha causado muitas mágoas e rancor. No rival Vasco, viu o terreno propício para agir, dentro de campo, sem profissionalismo.
Em todos os jogos procura catimbar, “mandar” na arbitragem, e, principalmente, usar artifícios canalhas para provocar nossos jogadores. Violência dissimulada é outro padrão manjado do defensor cruz-maltino, poucas vezes punido com rigor.
Guerrero tem sido um alvo constante de Rodrigo. Na última quarta-feira (30), o atacante foi vítima de ataques físicos completamente esdrúxulos, como beliscões, pisadas, empurrões etc. Em determinada momento do jogo, Guerrero deu um soco no adversário e tomou cartão amarelo. O plano de Rodrigo quase deu certo.
Denunciados pelo STJD após os flagras da TV, o atacante, que deu uma aula de profissionalismo e garra, jogando 180 minutos em menos de 48, além de viajar de Montevidéu para Brasília só para enfrentar o Vasco da Gama, pode pegar um gancho nos próximos jogos. Será que os homens que batem o martelo vão punir o peruano?
No vídeo abaixo, postado no YouTube pelo usuário Reinaldo Chaves, temos uma seleção de lances de Rodrigo sobre Guerrero.