Autor: diogo.almeida1979

  • Ingressos – América-MG x Flamengo

    Na próxima quarta-feira (16), às 21h45, o Flamengo entra em campo pela 35ª rodada do Brasileirão 2016 jogando em Belo Horizonte-MG, no Estádio Mineirão, para enfrentar o América-MG. A expectativa é de 30 mil torcedores estejam presentes no Estádio, segundo o clube mineiro. Os portões do Mineirão serão abertos às 19h45.

     

    Informações dos ingressos para a Nação Rubro-Negra:

    Localização: SETOR SUPERIOR AMARELO – SUL, NORTE INFERIOR – LARANJA, e LESTE INFERIOR (há possibilidade de abrir o SUPERIOR também);

    Ingressos disponibilizados à Nação Rubro-Negra: cerca de 20.000. Podendo ser aumentado dependendo da procura. O Flamengo terá cerca de 75% dos ingressos disponibilizados;

    Valor: R$ 50 Inteira / R$ 25 Meia (incluindo ST)

     

    Mapa de como ficará o Mineirão quarta-feira. Flamengo terá boa porcentagem de ingressos.
    Mapa de como ficará o Mineirão quarta-feira. Flamengo terá boa porcentagem de ingressos.

     

    Pontos de Venda

     

    Online: site Meu Bilhete

     

    Bilheteria Norte do Mineirão

    Sábado (12): 10h às 18h

    Domingo (13): 10h às 18h

    Segunda-feira (14): 10h às 18h

    Terça-feira (15): 10h às 21h45

    Quarta-feira (16): 10h até 10 min. do 2º tempo de jogo

     

    Observações: Promoção Jornal Super Notícias – o torcedor que apresentar o selo do jornal no momento da compra nos pontos de venda poderá adquirir a meia-entrada em todos os setores;

    De acordo com a Lei Municipal nº 10.942/2016, o 1% dos ingressos referentes à capacidade total do estádio será destinada para crianças menores de 12 anos (acompanhadas por pais ou responsáveis). As entradas gratuitas serão reservadas para todos os setores inferiores, e devem ser retiradas na terça-feira (15), na Bilheteria Norte do Mineirão, das 10h às 21h45.

     

    Fonte de algumas informações: site Oficial do Flamengo.

     

    Curiosidade

    Este será o 4º jogo do Flamengo no Mineirão neste ano, sendo 2 vitórias (Atlético-MG e Cruzeiro) e 1 empate (Atlético-MG). No empate contra o Galo, 2.641 torcedores estiveram presentes no Setor Visitante, praticamente lotando o setor.

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  • Borderô de clássico expõe o alto “custo Maracanã” para o Flamengo

     
     

    Dados analisados de borderôs dos últimos jogos do Flamengo apontam que todos seus principais rivais arcam com custos menores de arena.

     
    Num momento em que o Flamengo pleiteia assumir a
    concessão do Maracanã – embora as últimas notícias deem conta de que o governo do Estado mais uma vez se articula contra essa pretensão, os borderôs destes últimos jogos do Campeonato Brasileiro devem ser analisados com atenção para avaliar até que ponto essa
    empreitada pode ser financeiramente positiva para o Flamengo.

    No jogo contra o Corinthians, mesmo sem intermediários, o Flamengo pôs em seus cofres apenas cerca de 58,5% da receita bruta do jogo, uma cifra consideravelmente abaixo do que clubes grandes conseguem em jogos lotados em seus estádios próprios ou alugados – à exceção do Corinthians, que, coincidência ou não, também joga numa arena construída pela Odebrecht (mal construída, por sinal, pelo que ficamos sabendo recentemente). Também é inferior às porcentagens das rendas conseguidas pelo Flamengo em jogos em outros estádios durante seu périplo sem casa no Brasileiro.
     

    Borderô Flamengo x Corinthians
    Borderô Flamengo x Corinthians

     
    Na ocasião, reportagens publicadas por grandes portais davam conta de que o Flamengo pretendia aumentar essa porcentagem da receita nos jogos seguintes, onde não haveria o custo de “preparação do estádio” avaliado em R$ 344.191 – valor que incluiria a recolocação do gramado após a cerimônia de encerramento dos Jogos Paralímpicos. Ocorre que o borderô do jogo do Botafogo registra um novo custo em vez do “custo de preparação do estádio – um certo “custo de infraestrutura do estádio”, que foi de R$ 228.316, ou quase 10% da renda bruta. Com isso, em vez de subir, a porcentagem da receita bruta que ficou com o Flamengo registrou pequena queda, ficando na casa de 57,7% – R$ 1,34 milhão da renda de R$ 2,41 milhões. O forçoso fechamento do Setor Sul foi determinante para esse resultado, já que houve perda de potencial receita, mas não deixa de ser um estudo de caso para jogos com cerca de 40 mil pagantes.
     

    Borderô Flamengo x Botafogo
    Borderô Flamengo x Botafogo

     
    Um parêntese: é curioso observar que o borderô de Fluminense x Vitória não registra nenhum custo equivalente ao da infraestrutura do estádio. Lembrando que os borderôs não são auditados e cada clube usa seus próprios critérios para informar os custos. Mas como se trata de jogos no mesmo estádio, é razoável assumir que o Fluminense de fato teve prejuízo – em vez do magro lucro de R$ 16 mil que declarou.
     

    Borderô Fluminense x Vitória
    Borderô Fluminense x Vitória

     
    Voltando ao Flamengo: somado ao custo operacional do estádio, que no contrato com a Odebrecht era limitado a pouco mais de 300 mil em jogos com mais de 30 mil torcedores e agora atingiu 380 mil, o gasto de infraestrutura faz que a diferença de receita líquida em jogos de receita bruta equivalente com e sem consórcio seja menor do que o esperado. No melhor resultado do ano passado, o clube ficou com 47% da receita do jogo contra o Santos, de renda total semelhante ao clássico do último sábado. Ainda assim, o Flamengo está tendo resultados só comparáveis ao da
    final da Copa do Brasil de 2013, em termos de porcentagem da receita – na ocasião, o clube ficou com os mesmos 57,7% da renda da partida contra o Botafogo.
     

    Borderô Flamengo x Santos (2015)
    Borderô Flamengo x Santos (2015)

     
    Se o Maracanã decerto oferece as maiores possibilidades de grande receita bruta nos jogos lotados, os altos custos fixos tornam questionável sua viabilidade econômica em uma eventual administração rubro-negra. O Mundo Bola apurou que o clube considera uma cifra ideal a captura de 65% da renda bruta para os cofres do Flamengo – valor que ainda não foi alcançado nesses dois jogos, mas pode ser atingido caso o clube possa vender ingressos no Setor Sul, o que só acontecerá contra o Santos, caso o Jurídico não consiga reverter a pena imposta pelo STJD que limitou a venda de entradas por um jogo após os incidentes com a torcida do Corinthians.
     
     
    Rodrigo Rötzsch
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  • Clássico contra o Botafogo tem menos sócios-torcedores do que jogo contra o Corinthians

     

    Quatro dias após o clássico contra o Botafogo, a CBF enfim publicou no seu site o borderô do jogo.

    A partir dele, é possível fazer observações sobre o “custo Maracanã”, que serão tema de outro post, mas também sobre a presença de sócios-torcedores no estádio.

    Entre 20 de outubro, dia em que se esgotaram os ingressos para Flamengo x Corinthians, e 2 de novembro, quando foram vendidas todas as entradas para Flamengo x Botafogo, o Nação Rubro-Negra teve mais de 6.200 adesões.

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    É razoável concluir que todos esses novos sócios-torcedores que aderiram neste momento tivessem o objetivo de comprar o ingresso para esta partida. Não é possível saber quantos o fizeram, mas a lógica leva a apostar na quase totalidade. Por uma margem de segurança, suponhamos que 80% deles efetivamente compraram ingressos – ou cerca de 5 mil, para arredondar. Era de se esperar que houvesse mais sócios-torcedores presentes no Maracanã do que contra o Corinthians – não foi o que aconteceu, porém, como mostram os números abaixo.

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    Outro dado intrigante do borderô diz respeito à presença de sócios-torcedores no Setor Norte. No dia 21 de outubro, o Flamengo anunciou a venda de pacotes para os três útimos jogos do Campeonato Brasileiro no Maracanã. O texto não fazia qualquer referência a uma limitação do número de ingressos por setor a serem vendidos via pacote.

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    No dia seguinte, o Twitter oficial anunciou que os ingressos para o Setor Norte estavam esgotados. Sócios-torcedores que gostam de frequentar esse setor passaram a adquirir ingressos para outros setores.

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    O borderô, porém, revela o surpreendente dado de que cerca de 24% do púbico pagante no setor Norte no jogo não era de sócios-torcedores – cifra próxima, aliás, da registrada no jogo contra o Corinthians, quando também foi anunciado o esgotamento do setor Norte antes da abertura para os torcedores comuns. A pergunta é: quem são esses 24%? Como compraram esses ingressos? Por que os sócios-torcedores não tiveram acesso? São questões que o Flamengo deveria esclarecer.

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    Rodrigo Rötzsch
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  • O fracasso do timaço e a lista de dispensa que demitiu Coutinho

     

    1980.

    Uma constelação.

    É difícil conter o entusiasmo e a euforia quando se pousa os olhos no elenco que o Flamengo está montando para o segundo semestre, já tendo em vista o planejamento para o ano seguinte.

    t1O plantel campeão brasileiro é mantido. A única baixa é o lateral-direito Toninho, negociado com o futebol árabe, cuja reposição, o elogiado Carlos Alberto, já está no rubro-negro. Nunes, que viera emprestado do México, tem seu passe comprado. Também chegam algumas apostas (o goleiro Gelson e o ponta-esquerda Sivaldo, do Vitória e o meia Lico, do Joinville. Também é tentado o meia Peu, do CSA, mas a negociação emperra e demorará mais um pouco). Mas o que realmente empolga é a chegada dos reforços que suprirão as duas grandes lacunas do time: a ponta-direita e a zaga. Fumanchu, jogador veloz, forte e goleador, é trazido do América-MEX. E, naquela que é a grande contratação da temporada, Luís Pereira, tido como o melhor zagueiro do país, retorna ao Brasil após vitoriosa passagem pelo Atlético Madrid. O Flamengo vence a disputa com Internacional, Grêmio e Palmeiras, e confirma o jogador, que não esconde sua empolgação ao atuar ao lado de Zico, Júnior e Carpegiani, entre outros “cobras”.

    A rigor, o ceticismo parece proibido na Gávea. Após o Tri Estadual e o Brasileiro, o Flamengo conquista de forma invicta a Taça Guanabara (que este ano é disputada em forma enxuta, desmembrada do Estadual por falta de datas), e depois realiza uma relativamente vitoriosa excursão à Europa (sai aplaudido de pé em Frankfurt após colocar o time local na roda, conquista o Ramón de Carranza e o Torneo de Santander). O caminho para o Tetra parece primorosamente pavimentado.

    O otimismo aumenta quando se percebe que os rivais, em sua maioria, estão enfraquecidos. Botafogo e América começam a padecer com problemas financeiros e perdem jogadores importantes das fortes equipes recentes. O Vasco já apresenta desgastes em seu time-base, que parece envelhecido. Apenas o Fluminense chama a atenção em alguns amistosos com uma equipe que mescla jovens de uma base talentosa (Edinho, Delei, Gilberto, Robertinho) com alguns jogadores mais experientes (dentre os quais, destaca-se Cláudio Adão, ex-Flamengo).

    Vai ser dada a largada.

    O Flamengo estreia numa tarde de sábado, praticamente emendando com o desembarque do Galeão, após volta da excursão. O resultado é previsível, 2-0 numa exibição burocrática, que não empolga. Mas na partida seguinte o time, mais descansado, engrena e enfia 7-1 na AD Niterói, numa grande atuação de Zico, que crava quatro gols (ironicamente, antes do jogo o treinador da equipe niteroiense prometia grande atuação e um resultado totalmente distinto dos 7-1 sofridos no ano anterior).

    Na próxima rodada, Fla-Flu. Será a estreia de Luís Pereira.

    A Gávea lota para o primeiro treino do consagrado zagueiro. Há um clima de festa, de empolgação. Todos querem ver de perto a categoria e o talento do jogador. (“Agora temos um beque de Seleção”). Começa o coletivo. O time reserva troca passes. Alguém lança o jovem Anselmo. Luís Pereira parte para dar combate. Anselmo mata a bola no peito e, num belo giro, dá um desconcertante chapéu no premiado zagueiro, que senta no chão. Constrangimento. Silêncio. Os torcedores se entreolham. Mais tarde, Anselmo, encolhido e quase pedindo desculpas, explica “foi no reflexo, no instinto. E ele veio macio, devagar, por isso levei vantagem. Num jogo à vera eu não passaria”. Pode ser. Mas o torcedor sai do treino algo ressabiado.

    t16O time-base de Coutinho é Raul, Carlos Alberto, Rondinelli, Luís Pereira e Júnior; Andrade, Carpegiani e Zico; Tita, Nunes e Adílio. Mas Carpegiani se lesiona e está fora do clássico. Entra Júlio César. E justamente o “Uri Geller” abre o placar com um belíssimo gol, mas o Flamengo perde ritmo na segunda etapa e não resiste à pressão do adversário que, empata e recua, satisfeito com o 1-1, que permanece até o final. O Flamengo não atua bem, e deixa a sensação de que, se o Fluminense tivesse mais coragem, poderia ter vencido. A zaga mostra desentrosamento, mas não compromete. Tita se contunde e é mais um problema para Coutinho.

    O Flamengo, nas partidas seguintes, segue mostrando sérios problemas para fazer seu time funcionar. Empata com o perigoso Americano, vice da Taça Guanabara (2-2, num jogo em que a defesa falha muito), e depois vence com extrema dificuldade, fora de casa, Volta Redonda e Goytacaz, ambos por 1-0 em lances isolados (bola parada em um, falha do goleiro em outro). Na partida de Campos, o destaque é o jovem Ronaldo Marques, goleador dos juniores, que é lançado no lugar de Nunes (suspenso) e mostra oportunismo ao marcar o gol da vitória.

    Na partida seguinte, contra o América, já com Fumanchu na equipe (entra na vaga de Tita, ainda machucado), o time apresenta um lampejo de bom futebol e vence por 2-0. Depois, contra o Olaria do jovem treinador Antonio Lopes, faz 2-0 e chega à liderança do turno, após um tropeço do Vasco contra o Volta Redonda. “Seremos campeões, vão nos deixar chegar de novo”, “não sei nem se haverá final”. O otimismo atinge níveis incontroláveis, que beiram a empáfia.

    t2Mas o futebol apresentado em campo está longe de suscitar tamanha confiança. O time perde a fluidez e a velocidade agressiva do Brasileiro. Torna-se previsível, estático, dado a trocar passes laterais a esmo, sem objetividade. O meio-campo não cria e não agride na marcação (há uma melhora quando o jovem Vítor é lançado). Os pontas afunilam pelo meio, tornando o ataque presa fácil para a marcação adversária. O lateral Carlos Alberto vira-se bem na defesa, mas não consegue apoiar com eficiência. Júlio César, que seria opção para abrir retrancas, tem irritado com um futebol individualista e pouco produtivo. Fumanchu, após razoável início, segue sem ritmo e embolando com os demais atacantes. Nunes, que sempre se caracterizou pela movimentação intensa, vive estático, trombando com zagueiros. A rigor, a jogada mais perigosa do Flamengo tem sido os passes longos de Zico ao próprio Nunes, ou momentos de brilho individual do Galinho e de Júnior. Pouco, muito pouco, para um treinador que trouxera conceitos como “overlapping” e “ponto futuro” para o futebol brasileiro. Na prática, o Flamengo joga um 4.2.4 com linhas preocupantemente espaçadas.

    E ainda há a zaga. Luís Pereira está lento, pesado e, atuando pelo lado esquerdo, não consegue cobrir os avanços de Júnior. O lado esquerdo da defesa rubro-negra recebe a pouco altaneira denominação de “Avenida Flamengo”. Para piorar, Luís Pereira é dado a avanços tresloucados ao ataque, travestindo-se de centroavante ou mesmo ponta, o que tem incomodado seus companheiros, que muitas vezes se desdobram para fechar o rombo deixado pelo zagueiro.

    t3Mas não é hora de pensar nessas “questões chatas” na reta final do turno. O Flamengo vai a Moça Bonita enfrentar o Bangu. Jogo perigoso, bastante aberto, os dois times trocando chances de gol. A partida segue em um teimoso 0-0 e vai chegando ao final. O time, esquecendo-se que o empate é um resultado interessante, abre-se de forma suicida para buscar a vitória. E vem o castigo, a três minutos do fim. Numa falha dos dois zagueiros, o Bangu chega ao 1-0 que tira o rubro-negro da liderança. Quem “paga o pato” é o árbitro Arnaldo Cezar Coelho, que anula dois gols do Flamengo e vai para a “geladeira”, vetado. “Há um complô contra o tetra”, bradam os dirigentes.

    t4Carpegiani e Tita, recuperados, retornam, mas não são capazes de recuperar o futebol da equipe. O Flamengo, com a defesa falhando muito, vence com dificuldade o Serrano (4-2) de virada, no Maracanã (marca gols em bolas alçadas na área) e sai muito vaiado. Depois, não supera o gramado enlameado, a chuva torrencial e o ferrolho do Botafogo e empata (1-1), num jogo em que perde Zico, expulso após trocar sopapos com Perivaldo.

    Sem Zico, o Flamengo precisa desesperadamente da vitória contra o Campo Grande, no Maracanã. Mas não há motivação. O time chega em silêncio ao estádio, desce ao vestiário e inicia o aquecimento. Somente após 15 minutos alguém percebe a ausência de um jogador. Veio dormindo e ninguém o acordara. Ainda está no ônibus. Com esse nível de sonolência, não surpreende a péssima atuação. Debaixo de pesadas e densas vaias, o time não sai do 0-0 contra o bem armado adversário. Os veteranos Edu Antunes e Caio Cambalhota fazem o que querem com a zaga flamenga e por pouco não agravam a crise. O ônibus dos jogadores, ao final da partida, é cercado por uma torcida que atira moedas e xingamentos.

    t5Virtualmente fora da disputa pelo turno, o Flamengo entra para o último jogo, contra o Vasco, com uma formação mais ofensiva, com a entrada de Júlio César. O time melhora um pouco, mas de forma insuficiente para evitar o 0-0, que decreta a eliminação. Pela primeira vez desde 1977 o Flamengo está fora da disputa de um turno (que vai para um jogo-extra, onde o Fluminense derrota o Vasco, nos pênaltis).

    Enquanto isso, a diretoria se dedica a esmerilhar um factoide, inflando na imprensa a pretensão de contratar o craque holandês Cruyff, já em fim de carreira. Viria para suprir a ausência de Zico, muitas vezes convocado para a Seleção. Tão rapidamente como surge, a história se desvanece.

    Para o segundo turno, quatro equipes são eliminadas (Bonsucesso, AD Niterói, Goytacaz e Olaria), o que significa que o tiro será mais curto e qualquer tropeço, fatal. Nunes se contunde e desfalca o Flamengo no perigoso confronto com o Campo Grande, agora no Ítalo del Cima. Sem o goleador, o ataque funciona bem, o jovem Ronaldo marca mais um gol e o time, dessa vez atuando fechado e no contragolpe, vence bem por 3-1. Coutinho não irá se esquecer dessa atuação. Já tem algo em mente.
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    t15“Como assim, Carlos Alberto e Rondinelli barrados?”. Coutinho assombra a crônica ao anunciar que trocará seu lateral titular, dando uma oportunidade ao jovem Leandro, que iniciara o ano como a QUINTA opção no elenco para a posição (chegara a ser emprestado ao Internacional, que o devolveu após reprová-lo nos exames médicos). Rondinelli, que vinha lesionado, recupera-se, mas perde a vaga no time para Marinho. Rebela-se, ameaça não ocupar o banco, mas volta atrás, após esfriar a cabeça. Toda essa confusão antes de um Fla-Flu. Um clássico disputado, marcado por erros de arbitragem, que termina com um justo empate em 2-2. Leandro, o melhor em campo, apresenta um futebol tão exuberante que conquista de vez a posição. Enquanto isso, após uma falha grosseira de Luís Pereira, a torcida não perdoa e engrossa o coro: “Rondinelli, Rondinelli…”

    t8Nos jogos seguintes, mais futebol pobre. O Flamengo vence o Bangu com extrema dificuldade (2-1) e empata com o América (1-1), ambos no Maracanã, ambos crivados de pesadas vaias. Os problemas de falta de movimentação, cobertura deficiente, ataque estático, pontas afunilando pelo meio, continuam sem solução. Apesar do discurso sempre arrogante de dirigentes, torcedores e mesmo alguns jogadores (“somos os melhores”), Coutinho se vê diante de uma dura constatação. Ou realiza mudanças profundas, ou ficará pelo caminho. Não há nada que, até aqui, autorize imaginar que o returno caminhará para um desfecho diferente do turno inicial. Isso acontecendo, o Flamengo não estará sequer nas finais de um campeonato tido como favas contadas. É hora de agir. Rápido. Cortar na carne.

    Raul, Leandro, Rondinelli, Marinho e Júnior; Vítor, Adílio e Zico; Tita, Anselmo e Edson.t9

    t7Coutinho avisa que esse será seu time para a partida contra o Americano, em Campos, onde não pode sequer empatar em um estádio onde o adversário raramente perde. Tirando Raul, lesionado e que será substituído por Cantarele, todos os outros jogadores estão confirmados e irão pro jogo. Isso significa que estão barrados Carlos Alberto, Luís Pereira, Andrade, Carpegiani, Fumanchu, Nunes e Júlio César. E o time titular agora conta com mais quatro jogadores egressos da base (além de Leandro, que já entrara, e de Vítor, que também já vinha atuando, são efetivados o robusto Anselmo e o pequenino e arisco ponta Edson).

    Luís Pereira reage com resignação e, experiente, não cria muito caso, ainda mais sendo novo na Gávea. Diferente, bem diferente, é a reação de Nunes (que caíra em desgraça após jogar a t11camisa no chão depois de ser substituído contra o América) e Carpegiani, que não escondem a insatisfação. Mas Carpegiani vem rendendo pouco, joga uma caricatura do futebol elegante que o projetara. Parece desmotivado e frustrado após o fracasso de uma negociação que o faria receber uma fortuna no futebol árabe. Mesmo assim, não aceita a reserva, embora respeite a decisão de Coutinho.

    Parece outro time. E é mesmo. Praticando um futebol veloz, dinâmico, agressivo, compacto e objetivo, o Flamengo voa no irregular gramado do Godofredo Cruz e, sem tomar conhecimento do adversário, enfia 4-1, numa atuação de gala. Agora está a dois pontos do Vasco, com quem joga domingo.

    t10Coutinho, exultante com a exibição da equipe, mantém a escalação. E o Flamengo, em sua melhor partida no campeonato, passa por cima do Vasco, vence por 2-0 (gols de Júnior e Adílio) e por pouco não aplica uma goleada histórica no rival. Agora o Flamengo divide a liderança com o próprio Vasco, que parece em queda. É a arrancada. “deixaram a gente chegar, agora aguenta”. Sem esconder a euforia, a diretoria avisa: “já mandamos fazer as faixas do tetra.”

    t12O único problema para o jogo seguinte, contra o Serrano em Petrópolis, é Rondinelli, suspenso após ter sido expulso contra o Vasco. Luís Pereira volta à zaga. Mas dessa vez o time lépido e veloz montado por Coutinho não irá funcionar. O gramado está enlameado e esburacado. O adversário, todo entrincheirado, recorre a bicudas e bate à vontade. Aos 18′ de jogo há uma esticada para a ponta-direita do ataque local. Luís Pereira sai da área para a cobertura, mas não consegue cortar o cruzamento. A bola, rasteira, encontra o desconhecido Anapolina, que, exatamente no espaço deixado pelo zagueiro, escora para abrir o placar. O gol desnorteia o time, que não demonstra tranquilidade para reverter a desvantagem. Como se não bastasse, Zico tenta uma jogada individual e sofre uma distensão muscular. Está fora do jogo. Está fora do campeonato. O Flamengo luta, mas não consegue empatar a partida (ao contrário, escapa de sofrer outro gol, perdido de forma inacreditável por Anapolina, após driblar Raul). A derrota, ao contrário do que se tornará senso comum, não elimina, mas complica terrivelmente a situação do Flamengo no returno.

    t13Sábado à tarde, Maracanã gelado, 15 mil pagantes. Um Flamengo apático passeia em campo e se deixa dominar por um Botafogo já em clima de “fim de festa” e desmanche. O alvinegro, em 15 minutos, abre o placar e perde quatro chances na cara de Raul. Mas, no primeiro ataque, o Flamengo empata, com Tita. No fim da primeira etapa, após um pênalti mal marcado, o rubro-negro vira. Com um botafoguense expulso por reclamação, o jogo se torna tranquilo para o Flamengo, que amplia para 3-1 na segunda etapa. Tita, motivado por atuar em sua posição original, e Nunes, com os brios feridos pela reserva (entra e marca um gol), são os melhores.

    No dia seguinte, o Vasco empata com o Fluminense e agora está a apenas um ponto, faltando uma rodada. O Flamengo volta a sonhar com o tetra. O discurso, antes auto-suficiente, agora é de fé.

    t14O Flamengo jogará contra o Volta Redonda já sabendo se ainda reúne chances de título. Vasco e Americano atuam um dia antes, em São Januário, e apenas um tropeço vascaíno manterá o rubro-negro na briga. O jogo é nervoso, à flor da pele, pegado e disputado em clima de final. Muito motivado, o bom time do Americano faz jogo duríssimo contra o adversário. O Vasco sai na frente com um gol de Roberto em um pênalti duvidoso. O Americano empata já aos 30 do segundo tempo, Mas tem dois jogadores expulsos. Está com nove. E resistirá até os 46 minutos, quando um outro gol de Roberto sela a sorte da partida e do Flamengo no campeonato. Com a eliminação, a diretoria pede e a Federação transfere a partida contra o Volta Redonda para o Raulino de Oliveira, a fim de evitar um prejuízo maior. E, em clima melancólico de amistoso, o Flamengo vence por 4-3. Destaque para Nunes, que recupera a posição de titular e marca dois gols.

    t20Enquanto uma cabeçada de Edinho define o rumo final do Estadual, com o Fluminense vencendo o vice Vasco por 1-0 e sagrando-se campeão, Coutinho negocia e prepara sua renovação contratual. Entende que alguns jogadores já estão em final de ciclo. Quer renovar o elenco. Prepara uma gorda lista de dispensas. Nela estão Cantarele, Carlos Alberto, Rondinelli, Adílio, Carpegiani, Lico, Fumanchu, Nunes e Júlio César. Escreve os nomes em um papel e entrega o documento à diretoria. No entanto, de alguma forma a lista vaza para a imprensa (o Flamengo, em turbulência, está em plena agitação eleitoral com eleições para presidente), tornando insustentável a manutenção do treinador. A repercussão, péssima, faz com que Coutinho aceite, a contragosto, uma proposta do Los Angeles Aztecs, equipe da Liga Norte-Americana, e encerre uma das mais vitoriosas trajetórias de um treinador na história do CR Flamengo.

    A diretoria, imperturbável, reconhece falhas na condução do elenco, mas seu presidente apregoa, sem rodeios:

    “Os rivais podem estar vivendo um breve momento de sossego agora. Mas que aproveitem. Ano que vem voltaremos mais fortes.”

    “E seremos campeões mundiais.”

    * * *

    Da lista de Cláudio Coutinho, apenas Júlio César é negociado de início, vendido ao Talleres-ARG. Lico é emprestado ao Joinville, mas retorna no segundo semestre. Fumanchu e Luís Pereira disputam o Brasileiro-81, mas em seguida, são vendidos para Vitória e Palmeiras, respectivamente. Carpegiani encerra a carreira em maio e poucos meses depois assume o posto de treinador do Flamengo, conduzindo a equipe na fase mais vitoriosa de sua história.

     

    As fontes das imagens são Arquivo Nacional, Acervo O Globo e Revista Placar.

    Adriano Melo
    Twitter: @Adrianomelo72

     

     

     

     

     

     

     

     

     

  • Flamengo fecha parceria com empresa que revoluciona categorias de base na Europa

     

    Assim como fez ano passado ao buscar a parceria para preparação físico-técnica com a empresa americana Exos, o Flamengo buscou algo que pudesse desenvolver as categorias de base.

    Essa busca resultou numa pequena parceria com a consultoria especializada em formação de atletas, a Double Pass. A intenção do clube ao aproximar-se da empresa belga é a análise da estrutura e desenvolvimento de talentos da Base, além de capacitar seus funcionários. Formar melhores funcionários e atletas.

    A Double Pass e o Flamengo

    Trata-se de um contrato com uma das maiores (se não a maior) consultoras de formação de atletas de futebol do mundo. Buscaremos excelência em formação, assim como fora buscada excelência em performance na parceria com a Exos. A pretensão é a de se estimular a fábrica de craques, olhando para frente, já que este acordo assinado para avaliação poderá desembocar em processo inédito na América Latina. Provável que avance e seja estendido após a etapa de análise e aproximação entre os dois entes.

    Como curiosidade, a CBF recentemente recusou-se a trabalhar com a empresa e o Presidente da consultora afirmou que a observam apenas aos resultados de curto prazo, enquanto sua visão é a de se avaliar e construir processos de longo prazo. Geralmente, os projetos chegam à maturidade entre SEIS e NOVE anos, mas a arrogância ao se desprezar a esse tipo de serviço, demonstra a realidade arcaica do nosso futebol. Dispensaram uma referência global que trabalha com uma cartela de clientes pesada.

    double-pass-partners

    Mas o que é a Double Pass e como ela trabalha? Basicamente, bem basicamente, ela avalia dados numéricos; a parte médica/física; questões educacionais e psicossociais dos atletas; questões de campo, como filosofia e estilo de jogo; além de questões administrativas como logística e comunicação interna e externa, por exemplo. Ela é responsável pelo desenvolvimento direto de jogadores (notadamente na Bélgica e Alemanha, onde estão trabalhando há mais de 10 anos e recentemente na Premier League da Inglaterra).

    Especialistas virão ao Centro de Treinamento para avaliação do departamento de futebol, não apenas das categorias de base. Após a análise serão preparados e enviados relatórios com observações, onde prioritariamente observam a sessões de treinamentos e jogos das diversas categorias, levando sempre em consideração o plano estratégico do clube para o departamento (quais as metas de longo e curto prazo), o organograma, quem são seus funcionários e seus currículos, filosofia de jogo e etc. Veja tabela abaixo:
    tabela

    Entrevistas serão conduzidas com os envolvidos no processo de formação: Diretor da Base, Presidente do Clube, CEO do Clube, Diretor de Futebol, Jogadores, o Treinador de cada categoria, Gerente de Captação, entre outros; como forma de construir uma noção sobre a cultura do clube, onde se erra, onde se acerta, o que mudar, quando e como mudar, através de um relatório qualitativo baseado também na experiência adquirida em outros clubes/ligas. Após às etapas descritas, a empresa recomenda melhorias ao trabalho normalmente executado.

    A parceria da empresa com o futebol inglês

    Em 2011, a Double Pass fez um acordo com a Premier League e a FA (a “CBF britânica”) que pode resultar em uma mudança de cultura jamais vista no futebol mundial. A ideia é formar jogadores de base na Premier League, de modo similar ao que já vem sendo executado na Bundesliga. Esse modelo construído é parte do modelo alemão, mas não se trata de uma réplica simplória, mas de conhecimento de uma cultura futebolística de cada clube e do país como um todo. Por isso, o projeto demorou 18 meses apenas em fase de estudos e avaliação de cultura futebolística dos clubes. O desejo da liga é o fomento do futebol de base e o início da produção de jogadores britânicos de nível mundial, inclusive de futebol feminino.

    O primeiro diagnóstico foi o de que a seleção Sub-17 da Inglaterra é bem forte, estando entre as melhores do mundo, mas os talentos se perdem à medida que os meninos não tem espaço para serem absorvidos pelos times principais, por conta dos jogadores não formados na própria liga (contratados), não necessariamente estrangeiros (muitos dos jogadores britânicos até desistem da profissão, abandonando o futebol antes de chegar ao time principal). Isso é grave e se demonstra quando atletas selecionáveis desistem da profissão. Este programa, em um curto espaço de tempo já foi capaz de produzir jogadores como Marcus Rashford, promessa/sensação do Manchester United em aproximados três anos de execução. A estratégia de longo prazo, chamada de “Plano de Desenvolvimento Para Jogadores de Alto Rendimento”, se baseia em três pilares: Educação, Treinamento e Desempenho:

    Educação – “A Premier League tem o objetivo de proporcionar educação de classe mundial através de ensino inspirador e inovador, que desenvolve as pessoas educacionalmente através da entrega de uma abordagem holística. A Liga tem o seu próprio Departamento de Educação, que oferece um programa de apoio ao técnico, tático, físico, mental, estilo de vida e desenvolvimento do bem-estar de todos os jogadores da Academia. A Premier League é também responsável pelos programas de educação formal para todos os aprendizes com idades entre 16-19 que tenham assinado um Contrato de Bolsa em tempo integral em um PL Club”.

    Treinamento – “Desenvolvimento de um treinador de jovens é uma parte fundamental do EPPP, que a Premier League implementa através de uma variedade de programas de desenvolvimento do treinador. Isso inclui o esquema de Aprendizagem do treinador de Elite (ECAS), um intenso programa de dois anos para acelerar o desenvolvimento de treinadores atualmente empregados pelos clubes. A partir de 2015/16, ECAS incluirá seis treinadores negros, asiáticos e de minorias étnicas (BAME) e feminino por ingestão como parte do compromisso da Liga à igualdade e diversidade. ‘A Jornada da Liderança’ traz oficinas de treinamento da Liga, a Quadro de Competências do treinador (CCF), Conferência Anual dos Técnicos e Observadores (TMO) também são aspectos-chave do programa de desenvolvimento técnico da Liga”.

    Desempenho – “Sempre se esforçando para encontrar formas inovadoras e eficazes para melhorar a produção ou mais e melhores jogadores nacionais, a Premier League têm implementado uma série de programas para ajudar e informar o recrutamento jogador, desenvolvimento e transição através do Desenvolvimento de Jovens e fases de desenvolvimento profissional. Os clubes não só podem rastrear todas as informações relevantes para a Academia (Base) através de Aplicativos de Gerenciamento de Performance e de Vigilância de Lesões (PMA), mas eles também se beneficiam com a ajuda de gerentes de suporte aos clubes (MCS), com o objetivo de criar um ponto de contato de apoio à base”. A Liga também lançou um programa de Faixa Etária, com uma série de torneios organizados a cada temporada com o objetivo de jogadores combinando a base com sua idade biológica, em vez dos habituais grupos idade cronológica, que historicamente faz com que seja mais difícil para jogadores nascidos nos últimos estágios do ano escolar britânico (setembro a agosto) para se desenvolverem. A Triagem, o crescimento e a maturação também são usadas para avaliar o crescimento biológico todos os jogadores da base”.

    Dados os objetivos para a Premier League e a FA, um aspecto fundamental é a auditoria da Liga, executada pela Double Pass, que se dá semestralmente. Na Alemanha o investimento nas categorias de base foi progressivo e o volume repassado para formação foi crescente, com resultados consideráveis. Por exemplo, o índice de jogadores formados no próprio clube na Bundesliga cresceu em 23% desde o início da parceria (até 2014).

    investimento-em-base-na-alemanha

    Fundamental para a evolução dos atletas é a obtenção de licenças UEFA pelos treinadores das categorias de base. O exemplo alemão deve ser buscado para o modelo britânico. Para que fosse reproduzido no Brasil, precisaríamos de um novo padrão a ser adotado, inclusive com intercâmbio com a Associação Argentina de Futebol, que tem suas licenças permitidas em solo europeu. Um padrão sul-americano seria bacana para se pensar, para crescer, inclusive construindo consciência coletiva para que o futebol a nível estadual, nacional e continental também se desenvolva. Enquanto não dá para pensar no todo, fiquemos aqui, foquemos no Flamengo.

    qualificacao-dos-treinadores-alemanha

    O foco para o futuro da Base Rubro-negra

    Atualmente está em análise o aumento do orçamento para as categorias de base, não restrita apenas a parceria. Este acréscimo objetiva dotar a base e seus profissionais de melhor estrutura de uma forma geral, para o desenvolvimento individual de seus atletas e funcionários, coletivamente também. A Empresa belga ajudaria ao clube com seu conhecimento, a formatar e implementar um projeto, mas o clube a princípio cuidaria de tudo após implementação, contando apenas com suporte e auditoria periódica da empresa, para correção de rotas.

    Caso a parceria seja feita (um contrato de longo prazo), e por cultura futebolística do Flamengo, pode ser possível chegarmos a 80% dos jogadores do time principal tendo formação no Ninho do Urubu, e talvez seja mais rápido do que imaginamos. Em 2004, o Anderlecht da Bélgica tinha apenas 8% dos jogadores do elenco principal com formação de suas categorias de base, em 2014 o índice era de 52%. Voltaríamos com isso a sermos reconhecidos pela qualidade da formação, já que historicamente fazemos nossos craques, pregando o respeito ao DNA do clube, numa inédita parceria em que o Mais Querido será o primeiro “clube Double Pass” na América Latina.

    Mercado norte-americano

    Não sei se vocês perceberam, mas entre os escudos de parcerias da Double Pass está o da Major League Soccer, a Liga Americana de Futebol. Acontece que eles firmaram uma parceria para o desenvolvimento do futebol em solo americano. A estratégia é desenvolver talentos pela base, formando ídolos americanos ou de imigrantes formados lá, que possam criar raízes naquele que é o maior mercado esportivo do Planeta. Ou seja, não podemos dar mole senão ficaremos para trás. Que essa parceria de longo prazo seja assinada! Vamos, Flamengo!

    Links da parceria e dos projetos de formação da Premier League. Eles dão uma noção global do que se propõe e ajudam a entender o que se deseja para o Flamengo.

    https://www.premierleague.com/youth/EPPP
    https://www.premierleague.com/news/58931
    https://www.premierleague.com/news/58932
    https://www.premierleague.com/news/58934

     

    Luiz Filho (Twitter: @lavfilho)

    Leia mais do autor:
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  • Visitante indigesto dos paulistas: Fla Basquete vence a 2ª no NBB9

    Após a estreia com vitória sobre o Bauru (leia-se teste para cardíaco), o Fla Basquete fez na noite de hoje (08/11), sua 2ª partida no NBB9 2016/17. O duelo foi contra o Franca, jogo realizado na cidade homonônima, mais especificamente no Ginásio Pedrocão. Com show de Marcelinho e cia, e com fortes emoções™ nos lances finais, o Mengão venceu os donos da casa por 85-84 e se mantém invicto na competição. Lembrando que no NBB7 o Flamengo também disputou seus dois primeiros jogos contra clubes paulistas e manteve o 100% de aproveitamento, diante Paulistano e Liga Sorocabana.

     

    1ºQ: Franca 15-21 Flamengo

    2ºQ: Franca 14-18 Flamengo

    3ºQ: Franca 23-24 Flamengo

    4ºQ: Franca 31-22 Flamengo

    FINAL: Franca 84-85 Flamengo

     

    O JOGO

    X inicial: Ronald Ramon, Marquinhos, Marcelinho, Olivinha e JP Batista.

     

    A partida começou equilibrada: cestas dos dois lados, arremessos de 3 precisos, erros de lances livres… mas brilhou a estrela de Marcelinho Machado. O camisa 4 anotou 11 pontos (6 em bolas de 3) no 1ºQ, que acabou 21-15 para os cariocas. No 2ºQ, novamente jogo equilibrado, Marcelinho e Pedro, com 8 pontos cada, ampliaram as pontuações para suas equipes, e Marquinhos entrou definitivamente no jogo. Final do 2ºQ: Franca 30-39 Flamengo.

    O FlaBasquete iniciou o 3ºQ com uma vantagem de 9 pontos, mas entrou desligado, ao contrário de Franca que abriu 14-0 no quarto e virou para 42-39, o que fez o técnico José Neto pedir tempo. A equipe voltou ligada, correu atrás do prejuízo e de forma sensacional, virou a partida! Marquinhos (8) e JP Batista (6) foram os cestinhas do Mengão nesse 3ºQ, que acabou 63-53 para o Rubro-Negro.

     

    MarceZico foi o cestinha do jogo, com 27 pontos
    MarceZico foi o cestinha do jogo, com 27 pontos.

     

    No último quarto, o Flamengo manteve o bom ritmo, chegou a abrir 15 pontos de vantagem (80-65), mas a equipe paulista reagiu, e com boa participação de Henrique Coelho e Cauê, chegou a diminuir a vantagem para 6 pontos, fazendo o técnico José Neto parar o jogo. No retorno, o Franca assustou diminuindo mais ainda a vantagem rubro-negra para 4 pontos. O Flamengo se segurava como podia, mas o Franca com o apoio da torcida, não desistiu e encostou no placar. O desespero bateu nos torcedores rubro-negros quando a vantagem era apenas de 2 pontos e além dos 2 lances livres, a equipe paulista tinha a posse de bola, restando 2 segundos para o fim. O alívio veio quando apenas um dos lances livres foi concluído e a jogada não obteve êxito. Fim de jogo e mais um teste para cardíaco: Flamengo 85-84 Franca.

     

    Destaques – Flamengo

    Cestinha: Marcelinho, com 27 pontos

    Mais rebotes: Olivinha, com 9

    Mais assistências: Ronald Ramon, com 6

     

    Histórico

    Foi a 16ª vitória do Flamengo contra o Franca, em 24 duelos válidos pelo NBB. O Mnegão não sabe o que é perder para o Franca desde o NBB5.

     

    nbb

     

    O próximo jogo do FlaBasquete nesse NBB9 está marcado para o dia 17/11, contra o Pinheiros, no Ginásio Hélio Maurício (Gávea), às 20h.

    Créditos nas imagens: Newton Nogueira

  • A chamada hora do louco

     

    Nessa última rodada, após o empate com o Botafogo, o Flamengo perdeu a segunda colocação.

    Chegamos agora a uma série de 4 jogos sem vencer, com uma derrota e 3 empates, conquistando apenas 3 pontos de 12 possíveis, um aproveitamento nas últimas rodadas pior até mesmo do que o do América-MG, nosso próximo rival e time que já se encontrava virtualmente rebaixado duas semanas antes do começo do campeonato.

    Com o Palmeiras a sete pontos de distância e faltando 4 rodadas para o fim do campeonato, apenas dois cenários possíveis se desenham. Um deles é um cenário provável e racional. O Flamengo já cansado e sem fôlego que estamos acompanhando segue indo aos trancos e barrancos, belisca uma vitória contra um adversário mais fraco, arranca um empate fora, uma vitória dentro, termina em segundo ou terceiro colocado, em algumas semanas estou aqui escrevendo um daqueles textos balancetes sobre quem deve ficar e quem deve sair pra 2017 e ele começa com “Chiquinho nunca mais e se o Gabriel ficar é melhor me darem uma surra logo”.

    E claro, tem o segundo cenário. O improvável. O virtualmente impossível. Aquele que o flamenguista racional nega, o torcedor não comenta com a família, se a reportagem do globo esporte te parar na rua você vai dizer que nem conhece. É aquele cenário em que certa manhã após acordar de sonhos intranquilos, o Clube de Regatas Flamengo encontra-se em seu CT metamorfoseado em um time monstruoso, talvez aquele mesmo de algumas rodadas atrás.

    Um time que não depende apenas do Diego pra fazer a bola correr, um time que é decisivo na hora de decidir, um time que dos 12 pontos disponíveis só não vai ganhar 13 porque tudo que a gente não precisa é de mais confusão nesse campeonato. Um time onde o técnico mexe bem, um time onde Emerson Sheik só entra pra somar, um time onde Márcio Araújo faz o gol decisivo do título porque o Flamengo tem uma tradição de transformar em heróis os mais sofridos carregadores de piano. Um time cuja simples presença moral faria Cuca se sentir ainda no Botafogo e voltar a perder aqueles pontos que esse Palmeiras de hoje em dia parece incapaz de desperdiçar.

    Eu acredito num cenário em que o Palmeiras perde 12 pontos, o Flamengo faz 12, o Santos tropeça e o Atlético-MG decide focar é na Copa do Brasil? Não vou sair por aí dizendo que acredito totalmente claro. A gente tem família, a gente tem amigos, as pessoas vão começar a fazer perguntas. Mas eu vou negar que tem um lado meu, um lado bem pequenino, aquela parte primitiva do cérebro, que diante de uma vitória quarta-feira e de um empate do Palmeiras, vai voltar a sonhar? Eu estaria mentindo se falasse que não. Como um teste de fidelidade do João Kléber, o título do Flamengo agora é aquela coisa que é complicado ser real, as pessoas ao seu redor claramente não acreditam, mas você não consegue deixar de pensar que o mundo seria mais divertido se fosse verdade.

     

    Twitter: @joaoluisjr

    Leia também do Blog Último Homem:
    Um péssimo bom resultado ou um ótimo resultado ruim
    Ficando longe do fato de já estar meio que longe de tudo
    Não tem dia comum no Flamengo

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  • #VlogdoPoeta #19 DESCONSTRUINDO O MITO MARCIO ARAÚJO

    Marcio Araújo é hoje o grande centro de discussão nos botecos e nas Redes Sociais. É Marcio Araújo intocável? Vale a pena renovar com ele? Marcio Araújo é perseguido? Nesse vídeo mostro os erros de posicionamento que resultaram em gols dos adversários e faço uma desconstrução em cima dos argumentos mais usados para justificarem a sua titularidade. Assista ao vídeo acima e deixe sua opinião!

    Veja outros vídeos do Vlog do Poeta

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  • Como aproveitar o desagradável, imoral, pútrido e desprezível Ferjão 2017 – Montando o elenco

     
     

    Há poucos dias fiz uma enquete para saber como o torcedor do Flamengo imagina que o clube deverá encarar o Estadual de 2017.

    Para minha surpresa e felicidade, a grande maioria entende que o Ferjão do ano que vem deve ser usado como laboratório e peneira para elaboração do elenco principal, que, frise-se, estará jogando a Libertadores.

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    Por coincidência, na última semana a Federação realizou seu arbitral, onde foi definida a fórmula de disputa do campeonato do ano que vem. O modelo é mais bizarro que o habitual, mas o número de datas gastas em jogos deficitários contra Bangus e Madureiras continua o mesmo.

    Não pretendo aqui gastar caracteres dizendo o quão desqualificado e irrelevante é esse campeonato organizado por Rubens Lopes e seus asseclas.

    Se disputar o Euricão 2017 é obrigatório, que assim seja, mas que pelo menos o Flamengo saiba usá-lo para minimizar os prejuízos e ainda tirar alguma vantagem.

    De antemão, devemos analisar o Regulamento Geral de Competições – RGC. Como o de 2017 ainda não foi divulgado, podemos tomar o desse ano por base.

    Sabemos que o clube pode inscrever 28 jogadores + 3 goleiros. Desses 28, apenas 5 podem ser sub-20.

    Até aí tudo bem, o que preocupa é a presença do § 9º do art. 34, que diz(ia):

    “§ 9º – Para a disputa do campeonato estadual da série A de profissionais é obrigatório constar na relação de inscritos os atletas inscritos ou registrados para a participação em competições nacionais ou internacionais, concomitantes, sob pena de multa administrativa de até R$ 50.000,00 por cada atleta que faça parte da relação dos atletas para qualquer dessas duas últimas hipóteses e não faça parte dos inscritos para o campeonato estadual;” (grifo nosso)

    Teria o Flamengo que optar entre pagar a multa ou inscrever no Carioca os mesmos atletas da relação da Libertadores? Esse item da norma draconiana da Federação parasita me parece abusivo e ilegal, mas é um tema que cabe ao jurídico do clube resolver.

    Imaginando que o Flamengo, dentro do possível, tenha autonomia para inscreveu seu elenco – até porque esse ano nem os direitos de arena foram negociados – penso que há quatro perfis de atletas a fazerem parte da lista:

    • Atletas sub20 com mais potencial;
    • Atletas jovens, mas que já terão estourado a idade pra jogar na base;
    • Atletas que voltam de empréstimo;
    • Atletas que tiveram poucos minutos em 2016 e precisam de ritmo.

    A presença desses jogadores serviria tanto para valorizar atletas e negociá-los, quanto para dar oportunidade para que algum se destaque e alcance um papel maior no elenco principal.

    Com relação aos atletas emprestados, cabe uma ressalva: nem todos voltarão ao clube nessa janela. O Dínamo de Zagreb, por exemplo, tem a opção de compra do volante Jonas até o fim de dezembro. Canteros tem contrato com o Velez até o meio de 2017. Igor Sartori, emprestado ao Red Bull, tem contrato com o Flamengo até dezembro de 2016. E por aí vai…

    Ah, antes que falem que na primeira derrota para um Boavista ou Volta Redonda a torcida pediria a cabeça de Zé Ricardo, deixo claro que, na minha concepção, esse grupo seria treinado e comandado por outro treinador (que não seja o Jayme, esse seria meu técnico do time máster, mas isso é outra história).

    Dito isso, eis aqui meus inscritos para o Ferjão 2017:

    • Thiago, César e Paulo Victor;
    • Michael, Bonaldo, Thiago Ennes e Léo Moreira;
    • Dener, Léo Duarte, Lincoln e Donatti;
    • PaquetáRonaldo, Jajá, Jonas, Luiz AntônioRecife, Cuéllar Mancuello;
    • SávioGabriel Ramos, Thiago SantosRafinhaAdryan, Ederson e Mugni;
    • VizeuDaniel dos Anjos, Baggio, Nixon e Paulinho.

    É claro que isso é apenas uma ideia, muitos desses jogadores serão negociados, outros poderão chegar e, quem sabe, Cuéllar e Mancuello já terão conseguido conquistar espaço até o início do ano que vem.

    O que penso ser importante destacar é que o Ferjão pode ser bastante útil se utilizado da forma correta. Baggio, melhor 1995, pode se destacar e ser negociado em definitivo, Paquetá pode pegar a rodagem necessária pra se tornar um jogador importante ainda em 2017, Mugni pode conseguir fazer o suficiente para atrair o “mundo árabe”, Éderson pode ganhar ritmo de jogo… A venda de um Rafinha da vida para algum time do “mundo asiático” já diminuiria os prejuízos desse campeonateco.

    O Campeonato Estadual de Futebol do Rio de Janeiro é um grande e azedo limão, mas é possível adicionar vodka, açúcar e gelo e torná-lo tolerável.

     
    José Peralta
    @CRFlamenguismo
     

     

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  • Visita ao Ninho do Urubu (Parte 4)

     

    ANTES DE COMEÇAR:

    LEIA A PARTE 1: Visita ao Ninho do Urubu Parte 1

    LEIA A PARTE 2: Visita ao Ninho do Urubu Parte 2

    LEIA A PARTE 3: Visita ao Ninho do Urubu Parte 3

     

    Puxe a cadeira

    No capítulo 3 desta série “Visita ao Ninho do Urubu”, eu abandonei o lirismo adotado nos dois primeiros textos e busquei uma descrição mais jornalística. Nesta quarta e última parte quero que você sente comigo à mesa do bar de sua preferência. Vamos bater um papo da forma mais informal possível. Vou te contar tudo que sei e tentarei amarrar os diversos e amplos contextos que envolvem o assunto. Foi uma surpresa para mim o quanto vocês gostaram desse especial. De qualquer modo, se depois da gente se despedir pintar alguma dúvida, mande um email. O endereço vai tá lá embaixo.

    Prazo de entrega

    Eu devo ter contado uns 30 trabalhadores. A gente sempre imagina o canteiro de uma obra mais ou menos caótico, com os pedreiros e seus ajudantes pra lá e pra cá, numa movimentação intensa ao som de terríveis britadeiras.

    Confesso que não vi nada disso nos módulos 16 e 17, que serão, efetivamente, o maior orgulho desse ano para o torcedor rubro-negro. Nunca é demais lembrar que a atual gestão prometeu que toda parte do Centro de Treinamento George Helal destinada ao futebol profissional estaria pronta em 2016.

    Na verdade, tem um monte de gente por aí dizendo que a obra está atrasada. Farei um aparte rápido aqui. Minha experiência pessoal com grandes obras vem do trabalho de instalação de sistemas de telefonia e interfonia em prédios. Lembro que a empresa do meu pai pegou um serviço grande no Hotel Sheraton, em São Conrado, zona sul do Rio. Eles estavam reformando quase todos os andares e ficamos responsáveis pela instalação dos telefones nos quartos e áreas comuns. Era muito louco quando a gente estava trabalhando em um pavimento completamente de pernas para o ar e, ao voltar no dia seguinte, encontrava o lugar brilhando, livre até de vestígios de poeira de massa corrida.

    Eu vou transcrever para vocês a resposta do vice-presidente de patrimônio, Alexandre Wrobel, quando o indaguei sobre a possibilidade de atraso.

    — A gente não vai tirar o futebol de lá faltando dez dias para acabar o campeonato. Tem toda uma adaptação. Estamos muito tranquilos em relação a isso. A obra está dentro do cronograma. Temos partes mais atrasadas. Por exemplo a cozinha. Houve um problema com o piso pronto e tivemos que quebrar tudo. Acontece. É obra, e infelizmente acontece. Vamos inaugurar no prazo previsto.

    — Não vamos ter inauguração simbólica. Vamos inaugurar com isso aqui pronto. Pode ser dia 22 de novembro. Agora tem uma ideia de fazer no dia 13 de dezembro, aniversário de 35 anos do título mundial.

    Nota: Wrobel confirmou publicamente, no encontro das Embaixadas ontem, que será mesmo dia 13.

    Recapitulando (ou contando coisas que tinha esquecido)

    Entrada

    Na entrada do Ninho eu não vi nada que possa me fazer afirmar que o pórtico (foto) estará de pé ao final do ano. Ou seja, a não ser que eu esteja errado, a entrada ainda é feia e vai continuar feia. Pelo menos até dezembro. Temos que entender que o Ninho do Urubu ainda terá centenas de melhorias até ficar completamente pronto. A maravilha que está surgindo e sendo relatada nesta série é a inauguração do módulo profissional. Entenda isso quando alguém mostrar imagens de “lugares feios” do CT. Muita gente mal-intencionada vai aparecer querendo provar que a inauguração deste ano é uma coisa de mentirinha, para inglês ver. Não é. Em janeiro de 2017 o Ninho do Urubu nos dará muito orgulho. Porém, repito: ainda faltará muita coisa para que todo o complexo vire aquele esculachador de arco-íris que nós sonhamos.

    Algumas fotos que fiz da entrada, instalações e campo 1 (26/10)

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    A Base

    A Base herdará parte da estrutura que hoje é usada pelo Profissional. Até aí nada de novo. Vejo muita gente falando mal dos contêineres. Bom, quem saca de arquitetura diz que esse tipo de estrutura pode servir a diferentes motivos. Desde instalações para o uso por semanas, como para o uso por décadas. São muito usados no Japão, Holanda e Inglaterra. É uma mão na roda. O tempo de vida útil é de cerca de 20 a 25 anos. Se pensarmos que as nossas já estão por lá há uns 5 ou 6 anos, não sei ao certo, podemos pensar em um uso por muito tempo ainda.

    Não estou dizendo que os contêineres podem ser usados por mais uns 20 anos. Assim que o CT Profissional ficar pronto, a Base herdará uma área já muito boa em termos de infra-estrutura. Isso que quero dizer. É bom lembrar que o CT da Base quando pronto vai acomodar 170 profissionais e jogadores, com pernoite de vários deles. O CT Profissional é mais luxuoso e menor: suas 26 suítes vão acomodar cerca de 50 profissionais.

    Então #ficaadica para o Flamengo. Reaproveitem os contêineres, seja no Ninho ou na Gávea. Podem ser usados como quiosques, bares, lounge de patrocinadores, servem até para exposição de troféus, fotos raras que estão engavetadas em algum armário. Enfim, que o clube não se desfaça deles.

    Exemplos de uso dos contêineres para o Flamengo

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    Mini-estádio (campo 1)

    Lembrei do mini-estádio, que viria a ser o campo 1. Então, a notícia é que não haverá mais mini-estádio. Existia sim projeto para 5 mil pessoas numa área logo na entrada. Ali continua sendo uma mata e tem um espaço usado de forma precária como estacionamento. O que eu apurei, e não foi com nenhum dirigente, é que a secretaria de meio ambiente não viu com bons olhos este tal mini-estádio e a bem da verdade nem o clube, devido aos custos.

    Eu também acho meio sem sentido, quando se luta por uma revitalização do José Bastos Padilha, que viria ser  um belo ganho técnico e psicológico para a formação dos nossos garotos — jogar para até 18-20 mil pessoas na Gávea. Isso pode ser ilusão também. Talvez nunca tenhamos este estádio por lá…

    De qualquer forma a Federação costuma marcar jogos dos sub-15, sub-17 e sub-20 no mesmo dia. Agora imaginem esses jogos marcados em Vargem Grande. O Ninho deixaria de ter o caráter de lugar mais fechadão para os profissionais ficarem em paz. Num sábado de jogos da Base e treino dos Profissionais a coisa poderia ficar meio estranha. Com o time em crise, manifestações. Com o time bem, oba-oba.

    Logo saberemos o que eles estão pensando para esta grande área do Ninho.

    CORREÇÃO!!! ATUALIZAÇÃO 28/11/2016

    Wrobel confirmou que haverá SIM o mini-estádio!!! Minha fonte estava errada. Acontece. Ok? Segue a pelota!

    >> Obras de módulo da base no CT devem começar em abril

    Pavimentação

    Falta muita pavimentação. A gente vê chão de terra e imagina que o negócio tá lento. Quando na verdade se deveria questionar justamente o inverso. Imagine se a primeira coisa que o engenheiro manda fazer é pavimentar tudo? No fim da obra, com o desgaste de suportar caminhões, máquinas, escavadeiras, teríamos que jogar cimento tudo de novo. Portanto, não se preocupem com isso.

    Quero também lembrar que a promessa é a pavimentação e o paisagismo total do Ninho do Urubu para este ano. Minha opinião com relação a isto é, que efetivamente, estará tudo pronto mas algumas adequações vão continuar. Uma árvore ainda a ser plantada aqui, um cano estourado no jardim ali, um buraco na rua acolá, uma mão de tinta faltando, um reboco solto… Enfim, é obra. Obra é assim. Você inaugura e no uso “vai vendo” o que saiu meio torto.

    Bandeirão

    Quando eu passei pelo local onde vai ficar o mastro de 55 metros de altura, um sujeito trabalhava em um imenso buraco para sua fundação. Não cheguei à borda para saber a profundidade, mas a coisa chamava a atenção. Wrobel disse que só o pano da bandeira pesa 40 quilos. Não sei qual o tamanho dessa bandeira nem como ela é, de fato. Ah, já ia esquecendo: o bandeirão também tem iluminação especial exclusiva.

    O canhão de luz

    Um pouco mais à frente desse mastro, um canhão vai projetar a iluminação nos prédios e na logomarca de 4,0 x 3,5 metros que se erguerá à frente do complexo, como um totem. Creio que vamos ter a verdadeira noção de como é toda essa estrutura hi-tech apenas quando completamente montada e testada. Talvez o clube divulgue antes em seu site/redes sociais ou chame a imprensa.

    Estacionamentos e área externa

    Agora estamos a poucos metros do prédio. À direita de quem tá chegando, o estacionamento dos jogadores. Vagas cobertas e nominais. À esquerda, o estacionamento da imprensa. Tudo em harmonia com o projeto paisagístico do escritório Burle Marx, que se estende por toda essa área de entrada do prédio, num raio grande (perdão, gente, sou péssimo em medições de olho) mas é uma área bem grande que vem desde o mastro, sabe.

    É até interessante notar como aquelas maquetes que nos acostumamos a ver estão defasadas. Mudou muito o projeto!

    A fachada

    Pois é. Todo mundo já viu o bloco chamado de módulos 16 e 17 ou simplesmente CT do Profissional. Temos aquelas esculturas replicadas por toda a fachada (foto abaixo). É o novo logotipo do Flamengo. O logotipo do Ninho, marca registrada do CT. Todo o prédio será abraçado por elas. A fachada do prédio, junto com a entrada com projeto paisagístico em harmonia com os estacionamentos, o canhão de luz e o mastro, formam um conjunto arquitetônico muito bonito, podem ter certeza.

     

    Esqueleto das estruturas do logotipo do Ninho que vai "abraçar" o CT. Foto Reprodução Instagram
    Esqueleto das estruturas do logotipo do Ninho que vai “abraçar” o CT. Foto Reprodução Instagram

     

     

    Onde paramos mesmo?

    Falei anteriormente (parte 3) da área semi-aberta onde os jogadores poderão fazer churrasco, com painéis pintados pelo Haruyoshi Onu, uma área de convivência incrível. Passando por ali chegamos no prédio  do Centro de Excelência em Performance. Nas palavras do vice-presidente de patrimônio:

    — Isso aqui é uma grande área de lazer que estamos fazendo pra eles (jogadores). Esta é a parte que está mais atrasada. Houve um problema com o piso, tivemos que tirar. Aqui (aponta) vai entrar um grande painel que a gente fez com o Haru. Entra a churrasqueira e uma cobertura com lona tensionada cobrindo de ponta a ponta uma parte da área. E teremos uma cachoeira artificial também.

    Parque aquático

    Vocês já viram em vídeo e foto esse parque aquático. O que eu posso dizer pra vocês é que de perto parece muito maior. Confesso que antes de ver in loco não tinha me impressionado tanto. São dois tanques — água quente e água fria, piscina de correnteza com turbilhão (deve ser para trabalhar força muscular), uma piscina tradicional e uma hidromassagem. Na piscina tradicional serão realizados trabalhos regenerativos, por exemplo, que podem ser fiscalizados de verdade pelo fisioterapeuta, já que há um espaço para observação dos movimentos submersos, através de um vidro. Esse parque aquático tem um vestiário próprio.

    Salas de atendimento

    Seguindo chegamos na sala de fisioterapia que serão equipadas com macas e materiais. Depois a sala do massagista. Mais à frente a sala onde o profissional da nutrição vai trabalhar. Para resumir, cada especialidade terá sua sala de trabalho, independente do CEP. É o escritório/consultório. Um fisioterapeuta vai trabalhar na piscina ou na academia, mas ele tem a sua sala para fazer os relatórios, estudar etc. Igualmente com o nutricionista, que se reveza entre o trabalho de pesquisa e confecção de cardápio com a supervisão na cozinha e refeitório dos atletas. Estas salas estão prontas.

    A sala de musculação

    A sala de musculação é gigante. Alguns aparelhos que estão no C.E.P. serão transferidos e outros novos chegarão.

    Sinceramente não cheguei a perguntar  se o C.E.P será transferido. Dúvida de muitos. Entretanto pode ser interessante este esclarecimento: o C.E.P. na verdade tem a sua idealização como um conjunto de espaços que servirão aos atletas —  profissionais ou em formação –através de profissionais e equipamentos de vanguarda. Então, a sala de fisiologia onde o fisiologista adquire um conhecimento através de pesquisa, videoconferência internacional ou um curso de capacitação online, obrigatoriamente fazem parte desse Centro de Performance em Excelência.

    Essa é a academia atual que vai ficar para a garotada da Base. A foto é de março deste ano. Quando da minha visita pude perceber uma maior quantidade de equipamentos.

     

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    Foto Gilvan de Souza

     

     

    A sala de musculação no módulo 16 (ou 17, pra dizer a verdade eu não sei qual o número correspondente, rs) é muito, mas muito maior. A atual não tem nem espelho… percebam nessa foto com o Bandeira.

     

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    Foto Gilvan de Souza

     

     

    Alguns jogadores do elenco atual já fizeram este tour pelo novo CT e ficaram animados. Na fase de acabamento, na reta final de entrega, o VP me contou entusiasmado sobre o mobiliário decorativo e o projeto de adesivagem. Vai dar orgulho. Eu já prevejo a gente “vidrado” em cada foto publicada, de cada cantinho. Sim, porque o que mais me chamou a atenção entre todas as milhares de coisas que me chamaram a atenção, sem brincadeira, cara… é o detalhismo absurdo. Cada cantinho do CT Profissional é pensado, tem um por quê, um motivo de ser unindo beleza e funcionalidade. Eu simplesmente não sei dizer quantas copas e banheiros existem no lugar. Muitos. A academia mesmo tem esse espaço onde o cara pode, entre as sessões, e de acordo com as instruções, ter um lanche servido, frutas à disposição, pegar um isotônico no refrigerador.

    Na boa, jogador não vai querer sair do Flamengo. Sendo realista, apenas para a Europa. Sair por vontade própria para outro clube brasileiro? Acho muito difícil! Sendo titular? Impossível.

    Neste CT o jogador pode chegar 8h e sair 17h tranquilamente. Treina pela manhã, toma banho e descansa na sua suíte 5 estrelas, depois almoça num puta restaurante ali mesmo. E depois pode fazer dezenas de coisas para relaxar, até voltar pra sua suíte 5 estrelas. Gente fina que está lendo, vou te falar uma coisa muito séria agora: não tem como dar errado! Ou a diretoria de futebol vai ter que se esforçar muito pra fazer merda ou a gente vai começar a ganhar título em 2017.

    Essa academia nova tem vista para o campo 5, nosso próximo tópico rápido.

    Campo 5

    Acredito que o campo 5 passará a ser muito usado. As varandas das casas, verdadeiras arquibancadas privilegiadas, serão cegadas por um enorme painel assinado pelo Ziraldo. Não sei mesmo se este painel estará pronto dia 13 — minha opinião. E a informação é que este novo muro é bancado pela Adidas.

     

    Detalhe ao fundo das casas que serão "escondidas" pelo painel do Ziraldo
    Detalhe ao fundo das casas que serão “escondidas” pelo painel do Ziraldo. Foto Reprodução

     

     

    Sala de entrevista ou sala de coletiva

    Espaço para 38 pessoas. Mais que suficiente. O jogador fica posicionado de frente para o campo 5, de costas para a parede do fundo. Uma antessala confortável recebe os jornalistas que podem adiantar matérias enquanto os entrevistados estão no vestiário se arrumando. A parceria com a Linktel fornece WiFla fodão pra geral. Então a gente sai do patamar das matérias sobre a vida selvagem do Ninho para pautas que serão agraciadas pela banda rápida fornecida por essa parceria que eu acho das mais incríveis feita pelo Flamengo. Que dure para sempre pois ali no Ninho é difícil ter internet boa e o plano de dados do Mundo Bola agradece ;). Não só isso, nessa pré-sala os coleguinhas tem até um bar e poltrona para relaxarem um pouco…

    A vista é esplêndida, um vidro transparente deixará o verde do campo, da Mata Atlântica que rodeia o lugar e o painel do Ziraldo a mostra. Nada de paredes. O Ninho do Urubu é contemplado com uma natureza excepcional. Faça uma pesquisa aí e você verá diversos CT’s em áreas horrorosas. Ok, o Ninho é longe. É longe para quem mora no Penhão. Quem mora na Barra é sensacional. E jogador tudo mora na Barra, não é mesmo?

    Ah, e o backdrop digital! Olha… como eu já xinguei os nossos backdrops ao longo dos anos. Lembra quando eles eram presos com esparadrapo? Era rir pra não chorar.

    O vestiário

    O vestiário não tem muito o que contar. Lockers, aqueles espaços individuais para cada jogador, terão o já tradicional adesivamento com foto de jogador e tal, vamos esperar pra ver se o pessoal nos surpreenderá. Eu estamparia em cada locker desse uma pequena crônica que ensina de que é feito o DNA do Flamengo. Pra não ficar chato, tem mais uma hidromassagem no vestiário, E uma sauna a vapor, a única do CT.

    A comissão técnica tem um vestiário separado.

    Salas e mais salas

    Depois entramos em um corredor. O Wrobel me mostrou a sala do Rodrigo Caetano e de outros profissionais envolvidos diretamente com ele. Outra sala de reunião foi desvelada também.

    Era complicado ou A Era Complicada

     

    Escrevo tudo isso muito orgulhoso… e sei que este assunto nos traz tanta felicidade porque há anos a gente vem sentindo estes golpes, verdadeiros ganchos na boca do estômago:

     

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    Não acabou

     

    Já falei das maquetes. Peguei a que mais se aproxima com o Ninho atualmente e a sinalizei. Espero que você consiga enxergar legal, pois não sei se vai ficar em uma boa definição.

     

    maquete-exemplo-ninho

    O campo 4 e o 5 já estão sob os cuidados da Greenleaf. Ali onde coloquei “CT PROFISSIONAL” merece um adendo: no projeto antigo, cheio das maquetes espalhadas por aí, ali não era o CT Profissional. O planejado era concentrar CT da Base e Profissional (onde está a legenda “CT BASE”) e concentrar o alojamento de geral lá atrás. Que bom que mudaram.

    E que bom que a atual gestão não ficou mostrando milhares de maquetes como a antiga. Patrícia Amorim se preocupava em chamar a atenção para grandes feitos. Contudo estes anúncios pomposos viraram micos. Até acompanhamento ao vivo pela web anunciou. E as câmeras nunca funcionaram. Algo que eu apurei foi a desativação de uma grande central de força para atender o mini-estádio que seria será feito. Gastaram uma grana sem necessidade, pois o mini-estádio se mostrou algo contraproducente e esta central elétrica acabou por ser superdimensionada.

    Enfim, um monte de gastos poderiam ser evitados se o planejamento do Ninho tivesse sido melhor.  O conta-gotas de obras só atrasou. Foi boa a decisão de não se investir nada em 2013. De 2010 a 2012 acredito que muito dinheiro foi perdido por conta dos “começos e paradas” onde a obra ficava abandonada “no tempo”. Eram dados dois passos para frente e um para trás.

    De qualquer forma não podemos deixar de elogiar a gestão de Patrícia Amorim por dar o pontapé inicial nessa bagaça. Ela merece estar na inauguração do CT Profissional assim como Wanderlei Luxemburgo — funcionários falam do seu esforço para alavancar melhorias no Ninho, principalmente na penúltima passagem.

     

    Fonte: GE
    Fonte: GE

     

     

    E finalmente

     

    Depois de vários “nooooooosssssssa” durante a entrevista (áudio acima). Despeço-me desa série com a missão cumprida. Não levem a sério alguns erros. Passei dois dias fazendo este post. Claro que tive que apurar muita coisa, esperar horas, pesquisar, entender e esperar horas novamente.

    Vocês sabem, eu dei o prazo mas a coisa foi se tornando inesperadamente uma avalanche de informações.

    Agradeço primeiramente nossos apoiadores. Obrigado pela força de vocês. Estão realmente fazendo o site crescer.

    Vou aproveitar o momento e fazer o merchan da campanha, hehe. Ô, irmão. Alguns reais por mês ajudam MUITO a manter este projeto no ar. 1, 7, 10, 15, 20, 50 reais por mês. Não importa o valor e você vai entrar pra galera dos apoiadores lá no grupo de Whatsapp. Vale a moral. Ano que vem queremos fazer a cobertura de treinos direto do Ninho. Essa é a meta mas não depende só da nossa energia. O custo é grande.

    Apoie o Mundo Bola contribuindo mensalmente com o nosso projeto: a partir de 1 real! Clique em bit.ly/ApoiadorMundo Bola

    Agradeço ao Alexandre Wrobel. Um cara espetacular. Você é sensacional e com certeza vai se emocionar muito quando a bandeira com o peso do Gilvan de Souza for hasteada!

    Falando em Gilvan de Souza. Meu querido, o que seria do Mundo Bola sem você? Um site que não copia e cola matéria, não é parasita da mais valia alheia e que se esforça por buscar imagens autorizadas sempre. As fotos que você tirou não chegaram a tempo para nenhuma das quatro matérias desta série, infelizmente. Mas o carinho e a admiração pelo seu trabalho só cresce.

    Agradeço a todos os colaboradores do Mundo Bola, que me ajudam lealmente.

    E agradeço a todos os leitores que acompanharam esta série com tamanho entusiasmo e parceria. Obrigado pelos compartilhamentos. E de novo, peço compreensão por qualquer tipo de imprecisão ou mesmo erro. Nunca é proposital.
    Diogo Almeida
    Email: diogoalmeida@fla.mundobola.com

    Nota¹: Fotos não te deixariam imaginar.
    Nota²: Dedico essa visita e esta série de textos aos Apoiadores do fla.mundobola.com.

    /centro-de-treinamento-do-flamengo-visita-ao-ninho-do-urubu-parte-1

    /visita-ao-ninho-do-urubu-parte-2

    /visita-ao-ninho-do-urubu-parte-3

     

     

    Leia mais do autor neste blog:
    A pequena grande história de ódio ao Flamengo (ou o Rio de Janeiro de Paes e Cabraes)
    Marcharemos pelo Maraca
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