Autor: diogo.almeida1979

  • Os clubes merecem esta “justiça desportiva” histriônica

    “Diz-se da pessoa histérica que se comporta de maneira exagerada, buscando ser o centro das atenções; que possui histrionismo.”

    Esta talvez seja a definição mais simplória para algo ou alguém histriônico. O termo encaixa-se perfeitamente para definirmos o que é o Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol, ou simplesmente STJD.

    Uma corte alienígena criada para o julgamento de jogadores, clubes e dirigentes. Mostra, entretanto, apenas o lado mais burlesco do nosso futebol. Os homens de toga do STJD são filhotes da ditadura brasileira, que cansou de colocar seus tentáculos no futebol. Assim como a CBF, outra entidade que não tem razão de existir na rotina dos clubes brasileiros e de seus campeonatos.

    Estes homens da lei do futebol, que lá estão julgando jogadores, dirigentes e os próprios clubes durante décadas, e com as penas mais estapafúrdicas possíveis, agora resolvem mirar o martelo de pau oco para as torcidas.

    É a vez da torcida ser punida. Estes juízes do pomposo tribunal do futebol não querem saber que há um país dominado pelo crime organizado, falido de educação, envolto em corrupção em todas as esferas. Agora, contra criminosos que se infiltram nos estádios surge a grande ideia de punir o cidadão que ama o futebol, respeita o próximo e paga a conta do futebol. E, à reboque, punir o clube e a economia que gira em torno do negócio.

    A solução seria tão simples se os clubes não fossem geridos por egocêntricas administrações.

    Para não ficar na mão de tribunais malucos com gente maluca e suspeita pra julgar, bastava um campeonato com regras definidas de punição.

    Brigou no estádio, agressão em campo, dirigente maltratando torcida do rival? Abra-se a cartilha no dia seguinte ao ocorrido e puna-se como acordado antes do campeonato começar. Sem julgamentos, sem esta corte ilegítima e seu bisonho show midiático.

    Ninguém quer é resolver nada. Esta é a verdade. Como sempre diz o meu histriônico favorito da crônica esportiva, Dé, o Aranha: “isso não é um problema do futebol!”

    Uma última coisa: observe com atenção a imagem acima deste texto e responda se faz algum sentido?
     

    Diogo Almeida
    Email: diogoalmeida
     

    Imagem destacada: Daniela Lameira / Site STJD

     
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  • Muitas realizações e desgaste com pouco apoio: Póvoa pede licença

    Em comunicado, Alexandre Póvoa, vice-presidente de esportes olímpicos do Flamengo, pede licença do cargo.

    Póvoa já dava claros sinais de desgaste com a gestão de Eduardo Bandeira de Mello. Com a inauguração do “Cuidar”, centro de performance dedicado aos esportes olímpicos, no último dia 22 de outubro, o dirigente amador acredita que fechou um ciclo, iniciado em janeiro de 2013.

    No período em que esteve à frente do esporte olímpico rubro-negro, realizou 10 inaugurações. Além do citado Cuidar, destaques para a academia na Gávea, o novo Dojo, as reformas de todos os ginásios e a construção da Piscina Olímpica Daltely Guimarães.

    Junto ao diretor-executivo Marcelo Vido, Póvoa montou grande equipe de profissionais como Edson Terra, gerente de esportes aquáticos, Luisa Parente, gerente de esportes terrestres, Leonardo Castro, gerente de projetos incentivados, entre outros. Talvez o maior legado de Póvoa seja esse: a criação de uma estrutura profissional muito definida na Gávea.

    Póvoa se afasta em meio à quarta campanha de transferência de imposto de renda via Anjo da Guarda Rubro-Negro. O projeto arrecadou cerca de 2,5 milhões de reais desde 2013, dinheiro usado exclusivamente para projetos de melhora esportiva fiscalizados pelo governo.

    Grande sonho da torcida, a aprovação de construção da Arena McFla parece estagnada à espera de uma licença ambiental. Mesmo com o clube tendo cumprido todos os requisitos impostos. Na sua sua última entrevista no cargo, neste mesmo fla.mundobola.com, Póvoa se mostrou muito descontente com a “ala moderada” — como definiu alguns colegas de Conselho Diretor — que acredita ser natural a burocracia imposta pela prefeitura do Rio. Para o agora VP licenciado, o clube deveria usar a pressão midiática contra Eduardo Paes, que nesse meio tempo conseguiu construir até campo de golfe em área de preservação ambiental.

    Outro problema na relação com o CoDe foi a falta de apoio interno para que o uniforme do clube ostentasse outra estrela no uniforme oficial de todos os atletas do clube, em alusão ao título mundial FIBA, ganho pelo FlaBasquete em 2014.

    O esporte olímpico do Flamengo perde muito sem a presença política e a luta constante por melhorias de Póvoa. Vamos torcer para que ele realmente volte em dezembro.

     

    Leia a carta de licença de Alexandre Póvoa:

    Caros amigos, gostaria de informar que, a partir dessa sexta, dia 04/11, estarei me licenciando do cargo de VP de Esportes Olímpicos do C.R. Do Flamengo, por razões pessoais e profissionais.

    A princípio, a licença se estenderá até dezembro. Porém, independente de futuro (que a Deus e São Judas Tadeu pertencem), estarei sempre disponível a ajudar o Flamengo, minha raiz desde a minha criação dentro da Gávea.

    A única política que me interessa é a visão maior, acima de qualquer interesse pessoal, de um clube único e indivisível – futebol como nosso carro-chefe e os esportes olímpicos e clube social sempre muito fortes.

    Abraços, saudações rubro – negras

    Alexandre Póvoa

     

    Imagem destacada: Diogo Almeida / Mundo Bola

     
     
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  • Vôlei do Fla vence em duas categorias na Taça Paraná

    Com boa participação do Flamengo, encerrou-se nesta última quarta-feira (2/11) a 16ª Taça Paraná, maior competição de voleibol de base da América Latina.

    Realizada em São José dos Pinhais, município localizado na região da Grande Curitiba, o competição contou com o apoio da prefeitura local e foi disputada em apenas 6 dias, entre os dias 28/10 e 2/11.

    Destaque para Infantojuvenil Masculino, que venceu em confronto duríssimo o SESI-SP no tie-break. Parciais de 25/16, 25/15, 22/25, 20/25 e 18/16. Além do lugar mais alto do pódio, o time comemorou as escolhas do levantador Luan e do atacante Guilherme como os melhores da competição.
     

    Atacante Guilherme e o levantador Luan recebem seus troféus. Foto: Leila Nunes / Taça Paraná
    Atacante Guilherme e o levantador Luan recebem seus troféus. Foto: Leila Nunes / Taça Paraná

     
    “Fazer parte dessa equipe é mágico. O que nos fez ganhar este título em uma palavra: coletividade”, declarou Pedro Reis, capitão da equipe, ao site oficial da competição.

    O time Infatil segue fazendo bonito este ano. Depois do vice-campeonato na Copa Minas 2016 na semana anterior, quando perdeu para a arbitragem diante do Minas. O bicampeonato da Taça Paraná veio após vencer por 3 sets a 1 (22/25, 25/20, 25/11 e 25/23) o Círculo Militar do Paraná.
     

    Time infantil comemora muito o bicampeonato. Foto: Leila Nunes.
    Time infantil comemora muito o bicampeonato. Foto: Leila Nunes.

     
    No feminino, em disputa pela medalha de bronze, as meninas do Mirim perderam para o Fluminense por 2 sets a 0. Apesar de não terem alcançado os resultados esperados, as equipes infantil e infanto femininas também fizeram boas campanha na Taça Paraná 2016.
     

    Vôlei feminino não conseguiu medalhar no Paraná. Foto Divulgação.
    Vôlei feminino não conseguiu medalhar no Paraná. Foto Divulgação.

     

    Imagem destacada: Time Infantojuvenil comemora título. Foto: Leila Nunes / Taça Paraná

     
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  • Clássico dos Milhões em São Januário decide Torneio OPG, nesta sexta

    Depois de bater na trave no Campeonato Carioca, o Sub-20 do Mengão tem uma nova oportunidade para ampliar a galeria de títulos. Nesta sexta-feira (04/11), o Mais Querido reencontra o Vasco da Gama, no segundo e decisivo jogo da final do Torneio Otávio Pinto Guimarães, popularmente conhecido como OPG. O duelo acontece no estádio de São Januário, às 16h.

    O Flamengo venceu por 1 a 0 a primeira partida da decisão, realizada no último sábado (29/10), na Gávea. O gol de pênalti marcado pelo atacante Daniel dos Anjos, artilheiro do campeonato (9), deu ao Rubro-Negro a vantagem do empate para o segundo confronto entre as equipes. Vitória do Vasco por um gol de diferença leva a decisão para os pênaltis.

    Maior campeão do Torneio Otávio Pinto Guimarães (OPG), o Flamengo levantou a taça em oito oportunidades: 1984, 1985, 1993, 2006, 2007, 2011, 2012 e 2014.  Matheus Sávio e Jajá foram os grandes destaques do Flamengo na última conquista rubro-negra. O Vasco possui seis taças do Torneio OPG.

     

    Foto: Gilvan de Souza
    Jogadores comemorando a conquista rubro-negra sobre o Botafogo em 2014. Foto: Gilvan de Souza

     

     

    Declarações

    “O resultado do primeiro jogo nos dá uma vantagem importante, mas não decisiva. Sabendo disso, tivemos uma semana muito produtiva e de intensa preparação física, técnica e mental para esse jogo, pois encaramos o Torneio OPG com muita seriedade. Temos atletas de muita qualidade e que exercem uma liderança muito positiva sobre o grupo, que aos poucos vem amadurecendo. Esse é um momento muito importante e especial para esses garotos, e vamos entrar muito fortes e jogar de maneira inteligente para conquistarmos esse título”, disse o treinador Gilmar Popoca ao site do clube.

    “A semana de preparação foi muito boa. Chegaremos bem preparados nesse clássico contra o Flamengo. A nossa expectativa é a melhor possível. Pela partida que fizemos na Gávea, temos totais condições de reverter o placar e conquistar o título. Ele irá representar muita coisa para nós, será a nossa volta por cima. Sabemos do tamanho da nossa responsabilidade e iremos fazer tudo que estiver ao nosso alcance para conquistar a taça”, garantiu o goleiro cruzmaltino, Paulinho, ao site do Vasco.

    FICHA TÉCNICA

    Final do Torneio OPG – Jogo de volta

    Vasco x Flamengo

    Data: 04 de novembro de 2016

    Local: Estádio de São Januário – RJ

    Horário: 16h (Brasília)

    Transmissão: Tempo Real no @Mundo Bola_CRF

     


     

  • Visita ao Ninho do Urubu (Parte 2)

     

    Importante: leia a primeira parte antes de começar. Clique aqui.

    — Temos o primeiro prédio, que será pintado de preto. Essa estrutura que divide os módulos, em vermelho. E o prédio maior, branco. Uma fachada de oito metros de altura toda abraçada por essas centenas de logomarcas. E aqui, Diogo, será erguida uma estrutura na forma da logomarca de 3,5 x 4,0 metros. Vai ficar espetacular, toda iluminada por um sistema a laser* — revelou Alexandre Wrobel.

    Como assim! Eu estarreci. Na mesma hora realizei essa estrutura enorme. Quase três andares de altura, se erguendo imponente à frente da morada dos deuses do futebol rubro-negro.

    E como é essa coisa de “iluminada a laser”, por Zico?! — pensei alto, e guardei a pergunta para mais tarde.

    Um símbolo estilizado, moderno, de quatro metros! Em algum galpão, neste exato momento, um artista se esmera, dando-lhe forma, polindo suas curvas, misturando os tons de vermelho até chegar no rubro mais rubro-negro de todos.

    Quantas fotos desse monumento invadirão a internet? Quantos memes alimentarão o recalque e a inveja dos torcedores adversários? Quantos textos sobre este objeto, de talentosos cronistas flamengos, vou guardar como recortes do zeitgeinst flamengástico?

    Ah, dezembro, chega logo.

    Estamos há dias de desfraldar mais esta glória, outro deleite ao flamenguismo. O Ninho alvorece depois de tenebrosos invernos. Nunca ganhamos nada de mãos beijadas, queridos irmão de fé. O Flamengo nasceu cotizando 400 mil réis para a compra de uma antiga baleeira de cinco remos, levada de bonde até a praia Maria Angu, hoje praia de Ramos, para que um armador a reformasse por 250 mil réis.

    Quando o mundo ver este totem iluminado a laser, de lá do céu dos remadores, Joaquim Leovegildo dos Santos Bahia, Mario Espínola, José Felix da Cunha, José Agostinho Pereira, Nestor de Barros, Napoleão de Oliveira, Maurício Rodrigues Pereira e Felisberto Laport, os pioneiros do Pherusa, estarão novamente realizados: o Flamengo de regatas, agora o maior clube de futebol do mundo, conseguiu mais uma vez, dirão orgulhosos, um para o outro, os atletas exordiais.

    O Flamengo superou mais uma vez as adversidades. O mau tempo de suas finanças. A climatologia política deveras desfavorável. Foi assim o primeiro dia de barco ao mar, quando nossos fundadores naufragaram entre a Ponta do Caju e a Praia do Flamengo. O Pherusa virou, afundou, e nossos heróis chegaram todos à praia. Não desistiram. De novo empobreceram suas finanças e compraram outro barco. E aqui estamos nós seguindo a tradição. É difícil, é melhor assim. Porque será eterno.

    O Flamengo nasceu da amizade, da força de vontade, da dificuldade, da tragédia. O Flamengo nasceu para ser iluminado pelo sol.

    A escultura do Ninho é um mistério. Já o homem que desde a década passada luta pelo soerguimento do Ninho do Urubu não. Está visivelmente emocionado. Olho para o rosto de Alexandre Wrobel por um instante e agradeço o serviço devotado de tantos anos.

    Toda vez que venho aqui… e falo de tudo isso para alguém… me emociono. Me arrepio. — confessa entre pausas o vice de patrimônio, antes de me explicar mais detalhes e novidades sobre a escultura da entrada do módulo profissional.

    Valeu demais. Aos ríspidos importante mesmo é mais um campeonato. Outro troféu exposto no museu. Eu confesso que aquele momento vale por um hepta no meu coração.

    Depois disso finalmente adentramos. A tarde taquicárdica ainda reservava muitas surpresas.

     

    Continua amanhã.

    Leia a parte 3: clique aqui.

     

    *Tecnicamente: spots leds RGB. Um exemplo desse tipo iluminação a laser pode ser vista nesse vídeo: clique aqui.

    Diogo Almeida
    Email: diogoalmeida@fla.mundobola.com

    Nota¹: Fotos não te deixariam imaginar.
    Nota²: Dedico essa visita e esta série de textos aos Apoiadores do fla.mundobola.com.

    LEIA A PARTE 1: Visita ao Ninho do Urubu Parte 1

    Leia mais do autor neste blog:
    A pequena grande história de ódio ao Flamengo (ou o Rio de Janeiro de Paes e Cabraes)
    Marcharemos pelo Maraca
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    O hexa do Corinthians é mais um insulto ao país do futebol

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  • Confira como foi o desempenho do FlaBasquete no período pré-NBB

    Por: Lucas Tinôco (Twitter: @lucastinocof)

    Para quem já estava morrendo de saudade, a ansiedade para o fim dela está prestes a acabar. No próximo sábado (05), começa o NBB 9 para o Orgulho da Nação. Frente ao Bauru, adversário fortíssimo e nossa vítima na final da última edição, o FlaBasquete começa sua campanha rumo ao Hexa do torneio às 14h00 (de Brasília), no Ginásio Panela de Pressão, casa do adversário. Mas isso é papo para o pré-jogo (risos).

    O Mundo Bola traz para vocês o que rolou com o Mengão nesse período de pré-NBB. Tivemos jogos no Peru, Super Four no Ceará e é claro, o Cariocão de basquete.

    Quadrangular no Peru

    A temporada do FlaBasquete começou com um quadrangular no Peru nos dias 16, 17 e 18 de setembro. Além do Flamengo, Bahia Blanca (ARG), Elite Sports (PER) e Rio Natura/Obradoiro (ESP) participaram desse torneio denominado I Torneio Internacional de Arequipa.

    Foram duas vitórias (60 a 50 contra os argentinos e 93 a 77 contra os donos da casa) e uma derrota (79 a 74 para os espanhóis). Com esses resultados, o rubro-negro terminou na segunda colocação da competição.

    Super Four no Ceará

    A competição aconteceu em Fortaleza e envolveu 4 times da elite do basquete nacional (Flamengo, Vasco, Vitória e o anfitrião Basquete Cearense).

    Assim como aconteceu no Peru, o Mais Querido do Brasil terminou com duas vitórias (76 a 52 contra o Vitória e 91 a 81 contra os anfitriões) e uma derrota (84 a 80 para o Vasco) e amargou o segundo lugar, vendo o rival cruzmaltino ficar no topo por conta do confronto direto.

    Após o fim do quadrangular, José Neto se disse contente com o balanço final da competição, na qual ele deu muito espaço para alguns jovens jogadores.

    Estadual de Basquete

    No Carioca de Basquete o Orgulho da Nação vai muito bem e espera o jogo decisivo contra o Vasco. Foram duas vitórias sobre o Macaé (78 a 59 e 91 a 71) e Botafogo (79 a 57 e 92 a 70); uma vitória (93 a 85) e uma derrota (77 a 82) contra o Vasco e a liderança ao final da fase classificatória.

    Na semifinal, o FlaBasquete enfrentou o Botafogo em uma melhor de 3 jogos. No primeiro jogo, vitória por 79 a 69 com destaques para Marquinhos e JP Batista. Na segunda partida, outra vitória pelo mesmo placar: 79 a 69. Com as duas vitórias nos dois primeiros jogos, obviamente que não precisou do terceiro e o Fla foi à final na qual enfrentou o Vasco da Gama.

    Nos dois jogos da final que já aconteceram, o Fla teve pela frente o adversário forte que foi o Vasco ao  longo desse início de temporada. Na partida inicial da decisão, o Fla venceu o rival por 89 a 87 em um jogo daqueles que fazem o coração sair pela boca, uma pena que não havia torcedores acompanhando o jogo da arquibancada devido a uma punição imposta ao rubro-negro.

    Na segunda partida o Fla poderia, caso vencesse, comemorar mais um título estadual. Porém, o Vasco se impôs e venceu por 104 a 98. O jogo decisivo está marcado para dezembro e o troféu ficará com quem vencer a partida, que tem mando do Mengão.

    O NBB 9 terá toda a cobertura no Mundo Bola assim como o Jogo 3 da final do estadual. Será que o Hexa vem?

    *Crédito da imagem destacada: Gilvan de Souza/Flamengo

     

     

     

     

     

     

     

  • Fla fecha parceria com empresa japonesa para equipar CT com TVs

    [et_pb_section admin_label=”section”][et_pb_row admin_label=”row”][et_pb_column type=”4_4″][et_pb_text admin_label=”Texto” background_layout=”light” text_orientation=”left” use_border_color=”off” border_color=”#ffffff” border_style=”solid”]

    O Flamengo segue trabalhando duro na melhoria e modernização do Centro de Treinamento George Helal, em Vargem Grande. Tendo 13 de dezembro, dia em que se comemora o aniversário de 35 anos da conquista do título mundial, como data marcada para a entrega, o clube fechou uma nova parceria que irá ajudar a equipar os módulos do CT.

    Após acordos com as empresas MRV, Yes! e iFood, o Mais Querido do Brasil anunciou nesta quinta-feira (03) a parceria com companhia japonesa de produtos eletroeletrônicos, Panasonic.

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    A união com os japoneses renderá ao Maior do Mundo a entrega de 40 TVs de 40 polegadas e uma de 58 polegadas. De acordo com o anúncio publicado no site oficial, o plano é que os televisores de última geração sejam divididos entre quartos e a área de lazer dos jogadores do time profissionais.

    Com duração de quatro meses, o contrato firmado entre o clube e a Panasonic estipula que como contrapartida, o Flamengo promova em suas mídias digitais ações que possam ajudar ainda mais na divulgação da marca japonesa aqui no Brasil.

    Responsável por cuidar das estratégias de otimização do rubro-negro dentro do mercado comercial, o vice-presidente de Marketing do clube, Daniel Orlean, comemorou a nova parceria e destacou o fato dos acordos abrangerem espaços que não se limitam ao uniforme de jogo.

    [/et_pb_text][/et_pb_column][/et_pb_row][et_pb_row admin_label=”Linha”][et_pb_column type=”4_4″][et_pb_text admin_label=”Texto” background_layout=”light” text_orientation=”left” use_border_color=”off” border_color=”#ffffff” border_style=”solid”]

    “O Flamengo tem buscado parceiros de ponta para seu CT, tanto em tecnologia como em outras frentes que possam aprimorar a atividade esportiva. A parceria comprova que nosso conceito de ir além da camisa tem ainda muito espaço pra crescer. É uma conquista ver que os parceiros começam a valorizar outros pontos de interação com o público e com os torcedores”, comentou.

    [/et_pb_text][/et_pb_column][/et_pb_row][/et_pb_section]

  • Recordando alguns flamengos que nos deixaram

    Saudações flamengas a todos,

    Hoje, em homenagem ao Dia de Finados, venho respeitosamente recordar alguns flamengos que nos deixaram enquanto defendiam as cores rubro-negras, eram formalmente vinculados ao clube. Soldados que pereceram em combate. Em silêncio e reverência, deixo suas histórias.

    Um Feriado de reflexão e paz a todos.

    BAHIANO (1916);

    Orlando Mattos já vislumbra o epílogo de sua vitoriosa carreira.bahiano alfarrábios

    Vive aquele que é, provavelmente, seu último ano como “sportman”. Sairá da vida de rapaz, virará homem. Etapa final de estudos, noivado definido, emprego já encaminhado após a formatura. A prática de futebol irá se tornar restrita a esporádicas diversões em férias, ou, o mais provável, ao recôndito de memórias que já se antevêm fartas.

    Há o que contar. O início no Fluminense, os primeiros êxitos no tricolor da Rua Guanabara, a polêmica da barração de Borgerth, a dissidência, a cisão, a nova vida no irreverente, inquieto, informal, despojado CR Flamengo e seu “Departamento de Esportes Terrestres”, o primeiro jogo, o primeiro Bicampeonato em 1914-15.

    Sério e compenetrado em sua vida acadêmica, em nada lembra o irreverente, irrequieto, arisco e abusado right-forward (ponta-direita) que, sob a alcunha de “Bahiano”, enlouquece defesas adversárias e plateias com seus meneios, seu gingado e seu gestual marrento, que provoca zagueiros, a ponto de suscitar recorrentes censuras nos sisudos jornais da época (“o comportamento de Bahiano não é compatível com os preceitos que regem a boa prática do desporto”). Que é dotado de um cruzamento rasteiro mortífero e preciso, que sabe “fechar em facão” para concluir, que é dotado de faro goleador.

    bahiano-2-alfarrabiosInesquecíveis histórias…

    A temporada de 1916 vai chegando ao final. Bahiano já não pode atuar com a mesma regularidade pelo Flamengo. Joga quando o apertado calendário dos estudos permite. Em setembro, já deslocado como “center-forward” (centroavante), enfrenta o Botafogo em General Severiano, partida válida pelo Campeonato Carioca.
    O empate em 1-1 sela sua última partida pelo Flamengo.

    Pouco depois, é convidado a participar de um amistoso entre um Selecionado Carioca e um Scratch formado por ingleses que atuam no Rio de Janeiro. Sofre um corte profundo na coxa, motivando o tratamento de praxe, à base de linimentos e ataduras. Pouco preocupado com o que parece ser algo de rotina, retoma sua atividade normal, inclusive com corridas e treinamentos.

    Mas o ferimento não regride. A perna incha, entumesce, torna-se quente, dolorida. Bahiano agora anda com dificuldade, manca. Sente tremores, empalidece. E cai de cama.

    Prostra-se ao leito, lutando contra um ferimento que infecciona e rebenta num abscesso que infesta a musculatura interna, minando aos poucos e de forma inapelável sua energia vital.

    alfarrabios-bahiano-3Após 25 dolorosos dias, o desenlace que põe fim à sofrida agonia. Vítima de septicemia, falece Orlando Mattos, o Bahiano, num desfecho que consterna todo o mundo esportivo carioca. Ao enterro, concorrido, afluem jogadores, dirigentes, torcedores e curiosos em geral.

    O Flamengo atua com faixas de luto em seu uniforme na partida seguinte (ironicamente, contra o mesmo Botafogo). A LMSA (entidade que rege o futebol carioca) faz constar em ata moção de pesar pela morte do jogador. A foto de Bahiano, emoldurada em um quadro, é colocada ao lado da galeria de ex-presidentes na sede do rubro-negro.

    É o epílogo. De sua carreira. E de sua vida.
    &nbsp:

    CASTILLO (1940)

    Argentino, vem contratado junto ao River Plate para atuar como ponta-de-lança, pelo lado esquerdo (ou “camisa 10”). No entanto, possui dificuldades para se firmar no início, em função de um problema no joelho, que o atrapalha durante todo o primeiro semestre.alfarrabios-castilho-1

    Finalmente livre da contusão, estreia em um amistoso contra o São Paulo, no Pacaembu. Marca um gol na vitória flamenga por 2-0 e agrada. Começa a ganhar sequência. Forma com o ponta-esquerda Jarbas uma ala que passa a chamar a atenção da crônica. É um jogador técnico, aplicado e goleador.

    O Flamengo não vai bem no Campeonato Carioca, mas lidera o Torneio Rio-SP. Castillo vive ótima fase, e o time, com sua presença em campo, apresenta sensível melhora de rendimento. A tabela marca uma partida contra a Portuguesa, pela competição interestadual, no Pacaembu. O Flamengo voa em campo e enfia 9-1 nos paulistas. Castillo, em sua melhor atuação pelo rubro-negro, marca dois gols.

    Enfim, o futuro parece sorrir para o jovem simples, que deixa Buenos Aires em busca de um salário melhor para sustentar sua mãe e irmãs.
    Apenas parece.

    O Flamengo irá enfrentar o Vasco, agora pelo Carioca. Castillo falta a dois treinos. A diretoria pensa em punir o jogador, mas logo irrompe a verdade. O argentino está acamado, após um mal-estar e fortes dores de cabeça e nas costas.

    Passam-se alguns dias, e o estado de Castillo não melhora. Um médico o examina e determina a hospitalização imediata. O argentino padece de agudas complicações decorrentes de diabetes, doença que escondera da diretoria do Flamengo, receoso que isso impedisse sua contratação.

    alfarrabios-castilho-2

    O quadro se agrava. Castillo recebe a extrema-unção. E não resiste muito tempo. Fenece poucas horas após seus companheiros derrotarem o Vasco (3-0).

    O enterro é tumultuado e triste. O caso de Castillo acende uma forte discussão, que levanta a necessidade de maior rigor na realização dos exames de admissão de jogadores de futebol.

    Resta apenas a frustração impregnada nas retinas daqueles que se encantaram com o bonito futebol de Julio Castillo.

    GILBERTO CARDOSO (1955);

    Restam cerca de cinco segundos.

    Tudo parece consumado. Derrota por um ponto, dois lances livres à disposição do adversário. É convertê-los, e será o fim.

    Um homem estaca, pálido, suor gelado. Arfando em seu paletó, não desce, como de costume, para festejar seus heróis. Apressado, entra em seu carro. Tenta dirigir, desiste após poucas quadras. Quase desfalecendo, consegue sussurrar a um taxista, “leve-me ao hospital, estou muito mal”. ´

    É encaminhado de imediato à emergência, mas já há pouco a fazer. Agoniza. E expira.

    alfarrabios-gilberto-cardoso-1É o fim da trajetória de Gilberto Cardoso, provavelmente o mais popular Presidente da história do CR Flamengo. Não sem motivos. Responsável por uma profunda e bem sucedida reestruturação de um clube já espremido por uma série de dificuldades econômicas e financeiras, devolveu-lhe o protagonismo, especialmente no futebol, onde já amargava um incômodo jejum de títulos. Com dedicação integral ao clube, fazia absoluta questão de acompanhar todo o qualquer evento em que o Flamengo estivesse envolvido, seja nos campos, quadras, raias, ringues ou piscinas. Carismático e extremamente solícito, soube angariar o respeito e a afeição mesmo de rivais.

    E agora, quando o Flamengo está prestes a conquistar o tricampeonato do futebol, Gilberto se vai.

    alfarrabios-gilberto-cardoso-3O enterro mobiliza todo o cenário esportivo do Rio de Janeiro. Em uma cena desconcertante, uma multidão de remadores, futebolistas, nadadores, atletas das mais diversas modalidades, que defendem as mais variadas cores, caminham em silêncio, reverenciando a memória do dirigente. Há um genuíno e sincero sentimento de tristeza e de perda. O Flamengo sangra e chora.

    Passam-se cinco meses. Após um confuso e arrastado campeonato, o Flamengo chega à Final do Carioca contra o América. E vence. E conquista o segundo Tricampeonato de sua história, consagrando o Rolo Compressor de Joel, Evaristo, Zagalo, Rubens, Dequinha e Pavão, e do Feiticeiro Fleitas Solich, e do jovem Dida. Enlouquecidos pelo triunfo, vários jogadores, torcedores e mesmo dirigentes partem em romaria ao Cemitério São João Batista, para reverenciar, agradecer, rezar e deixar uma faixa de tricampeão no túmulo de Gilberto Cardoso.

    É a derradeira homenagem ao homem que, com sua fé, amor e tenacidade, tornara tudo aquilo possível.

    GERALDO (1976)

    “Senhor Geraldo Cleofas Dias Alves.”

    Sente-se desfalecer por dentro à mera menção de seu nome por aquela voz feminina impessoal, anasalada, algo entediada. Está trêmulo, as mãos geladas, o peito apertado. Transpira. O médico, cordial, tenta injetar-lhe ânimo, calma. Mas termina por ministrar-lhe um sedativo.

    Agora parece mais relaxado, embora a alma fervilhe. Ouvira por quase um ano a mesma cantilena, “tenha calma, é uma operação de rotina, é quase como extrair um alfarrabios-geraldo-1dente, você sairá andando ainda de manhã”. Mas nada, absolutamente nada, terá sido capaz de aquiescer-lhe o espírito, de aplacar o pavor, a fobia quase irracional a tudo o que fosse relacionado a qualquer intervenção clínica, médica, o diabo.

    Precisava daquela cirurgia. O Departamento Médico fora claro. A crônica amigdalite estava atrapalhando sua carreira, e provavelmente era a causa para as sucessivas lesões com que vinha convivendo recentemente. A extração das benditas amígdalas, procedimento extremamente simples, seria capaz de lhe conferir estabilidade e regularidade, tão necessários em um momento de definição para a talentosa geração que começava a florescer e a se firmar no profissional do Flamengo, após um deslumbrante início na já longínqua trajetória do Campeonato de 1974.

    Está deitado no leito, roupão verde-claro como as lúgubres paredes do centro cirúrgico. Mesmo medicado, ainda treme, olhar angustiado, arrepiado com o soturno silêncio somente quebrado por um intermitente e insuportável “bip” das traquitanas que lhe monitoram pulsação, temperatura, essas coisas. Recebe um calmante e a anestesia. O médico o tranquiliza, “está tudo bem”. Grogue e sonolento, mal percebe as inquietas e seguras mãos lhe abordando os derredores do pescoço. Um meneio de ferro aqui, uma gelada navalhada ali, depois um zigue-zague que lhe provoca cócegas. E está pronto.
    “Não disse? Tudo tranquilo. Está feito”.

    O pior parece haver passado. Segue deitado, quase aliviado. Ainda terá que permanecer algum tempo ali, até passar o efeito da medicação. Ouve relatarem que pulso e pressão estão normais. Enfim, permite-se um átimo de relaxamento e já projeta a volta pra casa, pros treinos, pra vida. No entanto, subitamente sente um torpor, o ar lhe falta. A visão foge-lhe turva, os sentidos nublam, precários. A consciência opalescente mal percebe a correria, o frenético apertar e desapertar de botões, as sôfregas injeções. Sacodem-lhe, dão-lhe socos, choques. Mas já nada sente. Está leve, etéreo, envolto por um ofuscante clarão que o abraça e o reconforta, trazendo uma sensação de paz, de sossego que pareciam inacessíveis. E vai embora.

    alfarrabios-geraldo-2Vai embora o passarinho, o artista indomável de uma geração de craques da bola. O gênio capaz de praticar um futebol anárquico, moleque, dado a dribles desconcertantes, mas ao mesmo tempo altivo, aristocrático, imprevisível. O armador que vem de trás, visão ampla, inteligência acima da média. Imparável, imarcável, o contraponto perfeito à técnica irrepreensível e racional de Zico, seu amigo inseparável e expoente da turma.

    Dois meses se passam. O Flamengo entra em campo de calções negros, que manterá até o final da temporada. É um amistoso contra a Seleção Brasileira. 150 mil almas veem Zico, aos prantos, jogar e fazer misérias em campo e ganhar de Pelé. Às lágrimas, todo um Maracanã de pé, “Ge-ral-do, Ge-ral-do”…
    Aquele Flamengo ganhará o Brasil, o Mundo. Mas nunca, jamais, se esquecerá do Passarinho Assoviador.

    DOMINGOS BOSCO (1982)

    A Gávea ferve.

    A perda da Libertadores e do Estadual faz emergir uma caudalosa torrente de acusações, ofensas, dedos na cara, brigas das mais distintas matizes. Logo surgem os nomes. Os bodes.

    alfarrabios-bomingo-bosco-1O preparador físico José Roberto Francalacci, responsabilizado pela queda de rendimento do time, que se arrasta no final dos jogos, é o primeiro. Entra em pesado atrito com Carpegiani e, após duríssimas acusações e ofensas pessoais, deixa o clube após vários anos de carreira. Depois, Nunes também entra em choque com o treinador após distribuir fartas ofensas e ilações em uma entrevista e é afastado. Por fim, o próprio Carpegiani, que parece sofrer um processo de fritura por parte de uma diretoria que, dividida quanto à permanência do treinador, não esconde a realização de sondagens para a contratação de Carlos Alberto Parreira.

    São problemas e mais problemas, enfrentados com a costumeira intensidade por Domingos Bosco. O supervisor passa horas, dias, semanas, pendurado em telefonemas e reuniões, tentando apagar incêndios, aparar arestas, costurar acordos. Consegue encaminhar a renovação de Carpegiani. Está imerso na tentativa de reabilitação de Nunes. Tenta injetar força e entusiasmo a um grupo abatido.
    Mas a saúde cobra seu preço.

    O primeiro sinal surge no casamento de Tita. Um coágulo sanguíneo no braço o faz sentir-se mal. Removido às pressas, por pouco evita a amputação. Bosco sofre de endocardite, uma inflamação no coração que faz o órgão expelir coágulos junto com o sangue. O tratamento: medicamentos e repouso. Impossível, para sua personalidade agitada, de dínamo. Passam-se algumas semanas e dessa vez Bosco sente-se subitamente mal, em sua casa. Desmaia. Quando chegam os médicos, pouco há a fazer. Um dos coágulos alojara-se no cérebro. A morte é quase instantânea.

    O Flamengo perde, mais do que um Supervisor, um amigo, a voz da concórdia, o homem que sabia fazer pulsar o seu vestiário.

    A Era Zico começa a chegar ao fim.

    FIGUEIREDO (1984)

    Natal em Salvador.

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    A perspectiva de férias na aprazível capital baiana seduz alguns jogadores do elenco do Flamengo. Convidados por Bebeto e seu irmão, Nilton, os zagueiros Leandro e Figueiredo aceitam permanecerem hóspedes dos amigos durante os festejos natalinos.

    Bebeto vai mais cedo, porque ainda irá passar na casa de seus avós, no interior. Embarca em um voo comercial. Leandro, que gosta de dirigir, prefere ir de carro, aproveitando a estrada. Figueiredo, receoso dos perigos que rondam as rodovias brasileiras, cogita também viajar em um voo de carreira, mas é convencido a dividir com Nilton e uma amiga um jatinho, que será pilotado por alguém de confiança, o que reduzirá bastante os custos com transporte.

    Figueiredo anda precisando descansar, após aquela que certamente terá sido sua pior temporada desde que, revelado em uma Copa SP pelo Nacional local, chegara ao Flamengo, já no distante ano de 1979. O ano que ora se encerra deveria ter demarcado a afirmação definitiva do jovem e talentoso zagueiro. Mas tudo deu errado. Falhou clamorosamente na partida que eliminou o Flamengo do Brasileiro, tendo que, pela primeira vez, conviver com forte contestação. Arrebentou o maxilar, passou meses fora e, quando retornou, em seu primeiro jogo, com dez minutos em campo, fraturou o pulso. Ao retornar, viu a zaga preenchida e consolidada com Leandro e Mozer, sem qualquer chance de reedição dos célebres revezamentos ocorridos em 1981 e 1982, quando ostentava a condição de “reserva-titular”. Não, definitivamente não havia sido um ano nada bom.

    alfarrabios-figueiredo-2O monomotor decola do Rio de Janeiro com destino a Salvador. Passará por Vitória e Ilhéus, numa rota “por dentro”, evitando o litoral, para ganhar tempo. É uma opção perigosa. Pouco tempo após sair da capital, a aeronave sobrevoa a Serra do Mar, nos arredores de Nova Friburgo, perto de Cachoeiras de Macacu. Chove muito, a neblina é espessa, pesada. O avião chacoalha, balança, causa certa apreensão aos passageiros, que já não escondem o incômodo. Súbito, um pipoco. Escuro.

    A informação rebenta em choque a dirigentes, jornalistas e jogadores. O avião não chegou. Não há notícias. Parece que alguma coisa caiu lá pelos lados do Pico da Caledônia, perto de Nova Friburgo Mas o tempo, em péssimo estado, sequer permite sobrevoo. A espera durará dois dias. A apreensão se converte em angústia, que se transforma em pânico. Os bombeiros, a cada pequeno contato que as condições climáticas permitem, sinalizam com perspectivas cada vez mais sombrias. Então, o tempo melhora o suficiente para uma pequena aproximação. Somente um milagre, o aparelho está espatifado. É mesmo o avião em que viajaram Figueiredo e Nilton. Não há mais esperanças.

    Os corpos enfim são resgatados e, sob profunda comoção, sepultados. Bebeto, em estado de choque, cogita encerrar a carreira. Perde seu irmão, seu conselheiro, seu empresário, seu amigo. Nilton, o Niltinho, Flamengo fanático, era o porto seguro, o ponto de estabilidade na carreira do sensível e talentoso atacante. A partir de agora, seu futuro é imprevisível.

    Com o terrível acidente, encerra-se prematuramente a carreira de Figueiredo. Ironicamente, em sua última atuação pelo clube, no Fla-Flu da Taça Rio, ostentara a Camisa 10 (Tita, suspenso, dera lugar no meio-campo a Gilmar, passando Leandro a volante, indo Figueiredo para a zaga).

    Por uma vez, sentira o gosto de ser o Camisa Dez da Gávea. Uma única. E derradeira vez.

    alfarrabios-figueiredo-4

     

    * Alguns colegas poderão estranhar a ausência de Cláudio Coutinho nessa lista. É que, embora sua morte tenha sido profundamente pranteada e sentida, o saudoso treinador não mais era vinculado ao Flamengo em 1981, razão pela qual seu exemplo não faz parte deste texto.

    Imagens: Arquivo Nacional
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  • Visita ao Ninho do Urubu (Parte 1)

     

    Há exatamente 7 dias estive no Ninho do Urubu.

    E desde que fui embora, aquela hora lúdica precisava virar texto. No entanto, o compromisso de transmitir o que senti confesso ter sido perturbador. Passei dias tentando encontrar o início, o meio, e o fim, tal qual um Raul Seixas do jornalismo esportivo. Singrando por elementos metafísicos que descrevessem o sonho acordado que tive na quarta-feira passada.

    Temos ainda mais de trinta dias de obras até a inauguração, no dia 13 de dezembro, aniversário de 35 anos do título do Mundial. O vislumbre, amigos. O vislumbre daquilo pronto trouxe o deslumbramento que preciso relatar.

    Conhecer o Ninho é lavar a alma. Para a fé flamenga ter um centro de treinamento de primeiro mundo era uma questão acima do bem e do mal. Era uma reivindicação religiosa. Se os estádios são os templos onde a Nação reverencia seus deuses e a si mesma, o Ninho do Urubu pode ser considerado um Monte Olimpo. A morada dos próximos deuses, a sagrada casa onde nossos futuros panteões vão nascer, se desenvolver, e se despedir um dia.

    Simbolismo. Esta palavra define o Flamengo que nasce em Vargem Grande. Um mastro de 55 metros. Tão alto que o fotógrafo Gilvan de Souza brinca comigo ao dizer que poderá ver a bandeira do Flamengo de sua casa na Tijuca. Eu olho para a topografia ao redor pensativo.

    E me perco em pensamentos lendo os nomes gravados no muro de tijolinhos. A área do Ninho do Urubu tem o formato de um V. A base desse V é a entrada, e, então, à medida que vamos andando, o terreno se alarga.

    Não tem nada parecido com isso aqui. Eu visitei muitos outros CT’s. Em termos de área, não tem nenhum que chegue perto. — O tom categórico de Wrobel indubitavelmente me convence.

    Ao todo o Ninho tem 5 campos com medidas profissionais. Quatro deles se estendem perpendicularmente à estrada que nos leva aos chamados módulos profissionais. O quinto campo fica mais ao lado, saindo da fileira dos outros. Um sexto, o society que foi todo bancado com recursos de torcedores, através do projeto Flamengo da Nação Oficial, ocupa parte da margem direita do caminho. Ainda lhe falta alambrado, logomarca (isso mesmo, logomarca) e outros pequenos detalhes de acabamento, que logo começarão a ser montados — o material já está todo comprado. Sua grama sintética ajudará em muito os treinamentos dos profissionais e das categorias de formação. Inclusive já está sendo usado pela garotada.

    A estrada que começa na cabeceira atrás do gol no campo 1 ainda está sem pavimentação. Com a movimentação constante de caminhões carregando toneladas de tudo, não poderia ser diferente. Andamos cerca de… 200 a 300 metros? Não sei bem…

    E foi quando o cicerone tomou uma lufada de ar. De fôlego renovado, com a celeridade de quem nos últimos tempos se acostumou a mostrar com orgulho aquele projeto: “Bom, chegamos. Aqui são os prédios do módulo profissional. Isso aqui que eu te peço para não tirar foto. Porque todo o prédio será envolto por essa escultura. Todo ele abraçado por ela”, ordenou.

    E apontando à frente: “Essa escultura é o símbolo do Flamengo dentro de uma bola. Estamos patenteando. Vai ficar registrado como uma marca do CT do clube”, completou.

    Ainda sem entrar no bloco, Wrobel me explicou que o prédio menor será pintado de preto, uma estrutura divisória vermelha foi erguida e o módulo maior, que se estende através da perna direita do nosso já conhecido V, será mantido em branco.

    Eu já estava vibrando com a visão dos prédios. De estar ali. A energia era forte. Tive vontade de colocar um uniforme de obra só para ganhar o resto do dia. A gravidade com certeza era a mesma, porém eu parecia flutuar de felicidade.

    Manter-se alerta diante do turbilhão de informações era um desafio, pois cada detalhe que estava sendo dito seria necessário. Meu poder de concentração estava sendo testado quando algo incrível começou a ser dito pelo Wrobel. Foi como a narração de um gol importante. Foi o Gol do Angelim da minha visita ao Ninho!

     

    Continua amanhã.

    Leia a parte 2: clique aqui
    Diogo Almeida
    Email: diogoalmeida@fla.mundobola.com

    Nota¹: Fotos não te deixariam imaginar.
    Nota²: Dedico essa visita aos Apoiadores do fla.mundobola.com.

     

  • Gustavo Roman analisa Atlético-MG 2 x 2 Flamengo | 33ª Rodada Brasileiro 2016

     
     

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