Autor: diogo.almeida1979

  • Emprestado, Nixon faz primeiro gol desde 2014

    Emprestado ao Red Bull Brasil até novembro, o atacante Nixon marcou hoje, contra o Santos, o seu primeiro gol desde 2014, na derrota por 3×2 para o Santos em Pacaembu.

    Após um excelente fim de Campeonato Brasileiro em 2014, no qual marcou cinco gols nas últimas sete rodadas, Nixon teve seu contrato renovado por quatro anos, mediante pagamento de luvas de R$ 900 mil e aumento de 200% do seu salário. No quinto jogo de 2015, no entanto, o atacante sofreu uma grave lesão no joelho, que o afastou dos gramados por mais de 14 meses.

    Após se recuperar, Nixon não voltou a ter oportunidades pelo Flamengo. No Brasileiro passado, foi emprestado ao América-MG, e não marcou nenhum gol em 12 jogos. A partida de hoje foi sua estreia pelo Red Bull, e ele precisou de apenas 12 minutos em campo para marcar.

    O último gol que ele tinha marcado tinha sido na goleada por 4×0 contra o Vitória, em 29 de novembro de 2014. Foram 806 dias sem balançar as redes.

    Formado na base rubro-negra, o atacante de 24 anos tem contrato com o Flamengo até dezembro de 2018 e está emprestado ao Red Bull até novembro deste ano. Ele tem 14 gols marcados em 71 jogos pelo Flamengo.

  • O Flamengo como elemento de transformação – entrevistamos a vereadora Tânia Bastos

    Tânia Bastos esteve no centro de uma grande polêmica envolvendo o Estádio Luso-Brasileiro – que está sendo reformado pelo Flamengo após acordo de uso por pelo menos três temporadas com a Portuguesa – quando soube que moradores organizavam uma ação judicial pedindo a paralisação das obras. A alegação era que a região sofreu muito com os jogos do Botafogo ano passado e não poderia receber nos próximos anos os jogos do Flamengo de maneira nenhuma.

    O Mundo Bola foi recebido no gabinete da vereadora para tentar esclarecer alguns pontos sobre a convocação da reunião de moradores na Superintendência: “os moradores colocaram questões muito importantes”, sobre encontro entre Tânia e Bandeira na Gávea: “eu disse a ele que a Tânia Bastos não era contra o jogo”. Rebateu críticas e acusações: “em nenhum momento quis aparecer às custas do Flamengo”. E explicou o que pensa da vinda do Flamengo para o bairro: “há muita carência na Ilha e o Flamengo pode sim ajudar”.

     
    Entrevista feita por Diogo Almeida


     
     
    A vereadora mora na Portuguesa da Ilha há muito tempo. Como foi a experiência dos jogos na Arena Petrobrás, em 2005, e agora em 2016, quando o equipamento virou a Arena Botafogo e o bairro voltou a receber um grande contingente de pessoas?
    Em 2005 o poder público deu toda a assistência ao clube da Portuguesa. É normal que haja alguns contratempos, antes e após as partidas. A gente sabe como os torcedores ficam. Mas a segurança era boa. Tinha a cavalaria da PM e muitos guardas municipais em todo o entorno dando segurança para os moradores e aos próprios torcedores. O que ocorreu ano passado com a Arena Botafogo foi completamente diferente. Ausência total do poder público, que não pareceu sequer saber que a Ilha do Governador estava recebendo um jogo de Campeonato Brasileiro, o que basicamente se traduziu em pouco policiamento e caos no ordenamento público. Os problemas foram tantos e de tal ordem, que a comunidade está realmente traumatizada.
     
    E como essa ausência do poder público a qual a vereadora se refere refletiu no bairro da Portuguesa?
    É preciso entender um pouco da geografia do local. A Associação Atlética Portuguesa é cercada basicamente por residências, um comércio bem escasso, só na Estrada do Galeão que podemos dizer que tem comércio mesmo. Bem mais próximo do clube, antes de chegarmos a Estrada do Galeão, encontra-se o maior hospital da Ilha, o Evandro Freire. Então, com a chegada do Botafogo com sua Arena Botafogo nós ficamos vulneráveis, não era visível o aumento do efetivo de guarda à medida que os torcedores chegavam. Isto aumentava a sensação de insegurança na Portuguesa, o bairro. As ruas iam recebendo cada vez mais gente, carros, ambulantes, flanelinhas – o aumento do movimento em si não é o grande problema, claro, afinal, é dia de jogo. O grande problema é que tudo isso acontecia sem regra, sem ordem alguma. Ambulantes ocupavam a frente das portas das pessoas e flanelinhas tomavam as calçadas para eles.
     
    Enquanto vereadora, uma representante da região, o que tentou fazer para ajudar a população?
    O presidente da Portuguesa, o senhor João Rêgo me disse que todas as vezes que procurava os representantes da prefeitura, não conseguiu absolutamente nada. Era como se fosse um “toma que o filho é seu”, me contou. Os mais prejudicados, como sempre, foram os moradores. O meu último mandato foi muito difícil nessa questão dos pedidos de melhoria para o bairro. Eu não era atendida, simplesmente. Completamente ignorada. Porque eu pertencia ao partido do Crivella. Enquanto o partido era um aliado de Eduardo Paes, e não tinha nome definido, as coisas eram fáceis. Eu fiz meu papel enquanto vereadora, aqui na câmara, votei a favor e contra projetos independente da origem. Se achava que eram boas iniciativas para a população eu votava a favor, simples assim. Mas não é o que acontece muitas das vezes na política do Rio de Janeiro, quando o que importa é prejudicar e beneficiar de acordo com os interesses eleitorais pessoais e/ou partidários. Eu tenho aqui no gabinete a cópia de mais de quarenta ofícios, requerimentos de coisas simples, como o recapeamento de ruas, uma poda de árvore, coisas simples, corriqueiras. Não chegavam na Portuguesa simplesmente porque eu ganharia, entre aspas, para eles, capital político. É uma coisa desoladora. Mas passou e agora as coisas estão caminhando corretamente.

    Por que a reunião de moradores na Superintendência deu tanta polêmica?
    O presidente da Portuguesa me procurou temendo esse movimento dos moradores no sentido de tentar vetar os jogos do Flamengo. E sabendo realmente que nada foi feito quando o estádio foi alugado ao Botafogo e continuamente escutando reclamação de morador tomei uma providência no sentido de acertar as contas. O clube Portuguesa não poderia sair prejudicado, o Flamengo também não, o comércio da Ilha idem, mas, sobretudo, que a conta não ficasse com a Portuguesa, bairro. Eu conectei as pontas através dessa reunião pensando no melhor para todas as partes.

    Qual foi sua avaliação sobre a reunião?
    Os moradores colocaram questões muito importantes. Acredito que pelo menos algumas não são difíceis de resolver. É controlar o trânsito, criar soluções através de um estudo prévio. Ordenar a entrada e saída de moradores, dando o direito que usufruam de suas ruas em dias de jogos, da mesma forma que fazem em dias sem jogos. Cadastramento e controle de ambulantes. Combate a flanelinhas com a utilização do sistema de vagas oficialmente adotado pela Prefeitura. Aumento do efetivo da PM e da GM. Escolta dos ônibus de Torcidas Organizadas do Flamengo e adversários. Uma força-tarefa no sentido de otimizar o transporte público que hoje é basicamente feito por ônibus e, quem sabe conseguir algumas soluções criativas. Esse ponto eu vi que também gerou certa polêmica quando eu falei do metrô de superfície integrando. E é um bom gancho pra dizer pra torcida que eu sei que o Flamengo não implementa nada. O que a gente tá querendo aqui é fazer com que haja um legado. É um desejo muito grande da população que algumas estações do metrô disponibilizem o metrô de superfície até o bairro. Ônibus integradores do Terminal Fundão do BRT. Um contingente muito grande utiliza os trens, uma boa ideia seria disponibilizar linhas especiais a partir de algumas estações especiais, como Deodoro, Bonsucesso, Engenho de Dentro etc. Estamos sem a barca. Quem tem que fazer isso não é a Tânia Bastos, não é o Flamengo, claro. É o poder público. Ele precisa ser provocado. Todos saem ganhando. O pior cenário é aquele que grande parte da torcida venha para a Ilha de carro por falta de transporte público.
     
    estádio obra portuguesa
     
    O Flamengo pode ser usado como elemento transformador dentro dessa realidade de abandono urbano, e até mesmo social, que a Ilha do Governador parece estar mergulhada?
    Precisamos sim aproveitar a visibilidade natural que o Flamengo oferece jogando no bairro. A Ilha é porta de entrada do turismo estrangeiro no Rio, que é a cidade mais visitada do Brasil. Eu penso que o Flamengo precisa também pensar em ações que o aproximem do bairro. Eu sei que serão muitos jogos aqui. Então a primeira coisa que o Flamengo precisa fazer é entregar para o bairro um evento que não seja um martírio para sua população. É muito importante o apoio do superintendente Daniel Balbi e do administrador regional Márcio Pimenta. O presidente da Portuguesa também se preocupa. Eu estarei completamente à disposição de todos para ajudar no que for preciso junto ao prefeito Marcelo Crivella. Então temos tudo para fazer dar certo com a Guarda Municipal e demais órgãos. Convenhamos que isso também é o básico e não responde a sua pergunta. Se o Flamengo se envolver com o bairro, o morador vai relevar pequenos transtornos que acontecem antes e após os jogos. O esporte salva vidas, transforma caminhos. Há muita carência na Ilha. E com certeza o Flamengo e seus parceiros podem fazer ações importantes. Quantos comerciantes podem ajudar. E veja bem como foi importante a reunião na Superintendência, pois o presidente da Associação Comercial também foi; disse que já estava trabalhando para promover os jogos, de forma a fazer com que a torcida aproveitasse a rede de restaurantes e serviços da Ilha. Quantas boas parcerias o Flamengo pode acabar fechando? Não sou da área, sou assistente social e penso como assistente social. Mas sei o quanto uma marca se fortalece fazendo ações sociais. Sim, penso o Flamengo como elemento transformador. Já é um clube-cidadão, que paga seus impostos e cumpre seus compromissos. Pode ir além. Todos nós podemos.

    O que você conversou com o presidente do Flamengo, antes dessa reunião?
    Eu disse a ele que a Tânia Bastos não era contra o jogo. Mostrei pra ele que não é porque é o Flamengo, não tem nada a ver com a torcida do Flamengo, menos ainda! Eu sou rubro-negra, vou aos jogos, mas olha… não preciso colocar isso como importante nesse imbróglio, independentemente da minha torcida e do clube que mandasse os jogos no Luso-Brasileiro, sabe? Eu disse para o presidente que o que a Tânia Bastos precisa e os moradores da Ilha, especialmente no entorno da Portuguesa, é que o poder público ajude os dois clubes e ele compreendeu.

    Tânia e Balbi posam depois de reunião com Bandeira de Mello. Foto: Flamengo
    Tânia e Balbi posam depois de reunião com Bandeira de Mello. Foto: Flamengo

     
    A visita ocorreu porque a torcida acreditou que você estava fazendo uma mobilização contra o Flamengo?
    De certa forma sim. As pessoas estavam me xingando pelas redes sociais, eu nunca fui xingada!. Fiquei indignada. Mas também quis tranquilizar o clube. Eu disse que minha intenção não era proibir nada. Minha intenção era chamar a atenção do poder público. O Flamengo envolve muita paixão. Aproveitei para mostrar ao presidente Eduardo Bandeira o quanto também a instituição Flamengo pode sair fortalecida se os jogos causarem o menor impacto possível. É uma convivência que deve durar três anos, no mínimo. Não é melhor que comece com o pé direito? Ou o planejamento será reativo? Ele viu a importância da reunião e o seu site pôde acompanhar o quão foi importante o Fred Luz ter ido, os representantes de torcida, que depois até ficamos batendo um papo com eles e foi muito legal.

     
    Ficou surpresa com a reação negativa da torcida?
    Olha, em nenhum momento eu quis aparecer às custas do Flamengo. Eu estou no meu terceiro mandato, fui reeleita dentro de um cenário muito difícil de atuação na Ilha porque as pessoas me conhecem e sabem quem eu sou. Minha vida na Ilha do Governador é bem exposta. Entrei para a política de forma natural e considero um trabalho de sacerdócio. Eu não estou aqui para ganhar dinheiro. Não estou aqui para fazer falcatruas. Houve uma colocação de um blog* que eu enriqueci. Ele pegou um apanhado de informações de um levantamento de um jornal falando dos vereadores que tinham enriquecido de forma desproporcional. Uma coisa que não tem sentido algum porque o levantamento soma valores de bens que pago de forma financiada a longo prazo, está tudo alienado ao banco. Está tudo declarado no meu imposto de renda. E por que não me procurou antes de escrever? E a torcida comprou um fato inverídico e reagiu. Foi dito que eu trabalhava em causas irrelevantes. Deram o exemplo de um projeto que beneficiaria servidores públicos, dando a entender que eu estaria ganhando mesadinha. Um absurdo. Por que não falou da Casa dos Autistas? Quem tem um familiar autista aqui no Rio sabe o quanto a gente vem lutando por essa causa, o quanto o ex-prefeito Eduardo Paes prometeu e não cumpriu. Espero que todos que me atacaram percebam que erraram. Enfim, sei que ajudei criando esse grande diálogo. Estou torcendo agora por grandes vitórias, dentro e fora de campo, para o Flamengo e para a Ilha do Governador.


    *A vereadora se refere ao blogueiro Túlio Rodrigues, do blog Ser Flamengo, que publicou matéria questionando crescimento expressivo de seu patrimônio. [Nota do editor].

     


    Quer sempre conteúdo de qualidade no Mundo Bola?
    Vire Apoiador do Mundo Bola: entenda melhor clicando nesse nesse link: bit.ly/ApoiadorMundo Bola
     
    Outra forma de ajudar este projeto:
    – Nosso site faz parte do plano de afiliados do Nação, o programa de sócio-torcedor do Flamengo. Se você clicar em bit.ly/STdoMundo Bola e aderir ao programa, ou até mesmo renovar seu atual plano, o Mundo Bola ganha 50% da sua primeira mensalidade.


  • Garotos do Ninho naufragam junto com a seleção sub-20

    Pela primeira vez titulares na mesma partida, o trio de rubro-negros formado por Lucas Paquetá, Matheus Sávio e Felipe Vizeu não evitou o vexame histórico da seleção sub-20, que não passou do 0x0 com a Colômbia — que já entrou em campo eliminada — e terminou o Sul-Americano em quinto lugar, ficando fora do Mundial da categoria pela terceira vez na história. As outras tinham sido em 1979 e 2013.

    Felipe Vizeu até fez uma competição razoável, com quatro gols fundamentais para manter a seleção com chances de classificação até este último jogo. Mas Paquetá e Sávio colecionaram atuações tão ruins quanto as do conjunto da seleção treinada pelo técnico medalhista de ouro na Olimpíada do Rio, Rogério Micale.

    Caberá agora ao técnico Zé Ricardo recuperar técnica e animicamente o seu trio de jogadores depois do baque da péssima campanha no Equador.

    A seleção conseguiu apenas três vitórias em sete jogos no campeonato. Mesmo assim, esteve com a classificação para o Mundial da Coreia nas mãos até os 50 minutos do segundo tempo do penúltimo jogo, quando cedeu o empate para a Argentina. Hoje, a vitória da Argentina contra a Venezuela colocou o Brasil na situação de precisar da vitória contra a Colômbia para se classificar. Mas o time criou poucas chances de gol e não mereceu vencer. Sávio e Paquetá foram substituídos no segundo tempo por David Neres e Leo Jabá.

    Além da Argentina, Venezuela, Equador e Uruguai se classificaram para o Mundial. Equatorianos e uruguaios decidem em instantes quem fica com o título da competição.

    Se há algo de positivo na eliminação, é que os jogadores rubro-negros não desfalcarão o Flamengo em maio, quando acontece o Mundial, e período em que o Flamengo disputa competições mais importantes do que neste momento da temporada.

     
     


  • RESUMO: Entrevista com Luiz Filipe Teixeira, vice de TI

    O Mundo Bola publicou na quinta e na sexta-feira uma longa entrevista, dividida em duas partes, com o vice-presidente de Tecnologia da Informação, Luiz Filipe Teixeira. Se você tem tempo e quer se aprofundar em assuntos do Flamengo, sugerimos que leia a íntegra aqui e aqui. Mas, se está na correria e só quer saber o mais importante que ele disse, o Mundo Bola não te deixa na mão, e resume a entrevista em pontos-chave.
     
     

    PARTE 1: O TRABALHO DA TI

     
    TI no futebol
    A TI quer analisar dados médicos, dados fisiológicos, e quer analisar todos os jogos do Flamengo e dos times que ele vai jogar. Os softwares em 2016 analisavam qualitativamente e quantitativamente os nossos jogadores. Esse era o mapeamento que a gente tinha de jogadores. A gente está melhorando para que se tenha integração dos softwares médicos, de análise qualitativa e o de de análise quantitativa, dentro de um ecossistema. O ERP (sistema integrado de gestão empresarial) entra consolidando essas informações inseridas no ecossistema. Pensa no seguinte: você tem o softwares específicos e você tem um software maior. Na hora que eu faço a interação de dados eu gero um motor de insights. É isso que a gente quer. Nós temos algumas opções de mercado. E esse ecossistema, esse motor de insights precisa se relacionar com o ERP, que traz informações de outras áreas do clube, como o financeiro, para auxiliar a gestão. Consigo fazer do futebol uma miniempresa e analisar o futebol só pelo futebol.
     
    Centro de Inteligência de Mercado
    Hoje o CIM e o CEP (Centro de Excelência de Performance) são responsabilidades minhas, dentro das vice-presidências. O CIM não decide que jogador vai ser contratado ou não. O CIM dá a informação para quem tem que tomar a decisão. O Flamengo estava atrás do Berrío e atrás de outros. E aí aquela coisa que dizem: “o centro de inteligência não viu”. Você nunca vai trazer o jogador perfeito. Mas o CIM te dá muitas opções. Pô, mas o CIM não analisou esse cara? O CIM analisa todos os jogadores. O CIM tem que ter um banco de dados pra na hora que o Flamengo falar “esse jogador”, gerar uma análise do jogador lá. Todos os jogadores que estão em evidência são analisados.
     
    Auxílio do CIM nas decisões
    Dentro da análise do CIM tem a minutagem de um jogador. Teve um jogador que há pouco tempo muita gente falou “vai trazer o Rômulo e não vai trazer o outro jogador que todo mundo quer”. Ninguém olhou a minutagem desse jogador que todo mundo queria. E aí você tem que comparar minutagem com o que aconteceu na temporada, de contusão… O caso do Conca é muito interessante. Ele se machucou, só volta em maio. Mas as pessoas não analisaram o que aconteceu com o Conca antes da contusão. A minutagem que ele tinha no Brasil e a participação na China é a mesma. O mesmo resultado num outro mercado é sinal que ele não caiu. Agora, e um jogador que tá na Europa com uma minutagem muito aquém do que ele tinha? Você tem que começar a tomar decisões em cima de informações. E aí qual é a parte do CIM em cima disso? Colocar um ecossistema de software que entregue o máximo de informações possíveis para os decisores do futebol. Quando falam assim: o CIM decidiu entre o Berrío e um outro. Não. O CIM deu as informações do Berrío e as de mais uns seis ou sete. Mas passar por uma contratação não está só ligado ao CIM. Condições, negociação, valores….
     
    Monitoramento da base
    As informações hoje dão alguns insights se o cara vai virar jogador mesmo ou não. Se dentro do nosso patamar, do nível que a gente decidiu de atingimento de performance de jogador, que o lado físico e médico está envolvido, se ele não chegar nesse patamar, de repente ele pode ser um puta jogador nas divisões de base, todo mundo achando que ele vai chegar, e a gente já pode ter certeza que ele não vai. E aí o clube pode tomar a decisão de negociar o jogador. Tivemos um jovem da base que era visto de uma maneira muito boa mas começamos a ter um ranqueamento de dados deficitários. E ele foi negociado por um bom valor, não quer dizer que deu errado, mas as informações não projetavam um nível de excelência que o Flamengo hoje requer. O funil está muito mais apertado.
     
    Feedback para os jogadores
    Hoje isso já acontece, mostramos para todos os jogadores como eles estão e o que deve ser buscado a mais. Antigamente o jogador subia na balança e via se estava no peso ou não. Era só isso. O que estamos trazendo é um outro software para que o jogador receba constantemente essas informações.
     
    Escolha do ERP para o Flamengo
    Eu posso desenvolver isso daqui ou eu posso comprar um módulo pronto. Também posso botar uma RFP (convite enviado a um grupo de fornecedores para apresentarem propostas de venda de produtos ou serviços) no mercado para que uma empresa se interesse em desenvolver uma plataforma. Hoje a gente fala de ERP com três empresas: SAP, a Totvs e a MXM, que tem um ERP menor, mas que tem grandes empresas no mercado que trabalham com ele.
     
    O que falta para o Flamengo
    O Flamengo não está no topo em relação ao ecossistema tecnológico mas podemos dizer que hoje o nosso processo de análise está à frente dos outros. O CEP, a parte de hardware, os equipamentos, o processo que o Tannure implementou, o que a Exos trouxe, a Double Pass para a base. Agora a gente tem que colocar as informações dentro de um ecossistema tecnológico responsivo. Hoje quando você tem que fazer análise de jogador, pega uma planilha aqui, uma planilha ali, uma planilha lá e tenta entender aquilo, e aí é uma análise humana. O cara vai entender e vai tomar as decisões. É preciso agora um machine learner, como se diz hoje, que dê insights. Por exemplo: um jogador se machucou em todos os jogos que correu mais de sete quilômetros e meio. Se você tiver em tempo real o que ele está correndo, tá na hora de tirar porque a probabilidade do jogador se machucar é muito grande. Agora imagina que, mesmo com com esses insights todos, você tira o jogador numa final? Não. Você corre o risco. O treinador sempre vai decidir. O que queremos é dar o máximo de suporte, e também em tempo real.

    Papel humano continua
    O CIM não contrata. Ele oferece as condições de análise para quem toma decisão. É a possibilidade do departamento de futebol decidir com mais segurança. Não dá para eliminar os erros. É apenas uma peça da engrenagem. A gente não vai botar um robô pra treinar o time, a gente não vai botar um robô para negociar o jogador. O que queremos é chegar num ponto analítico de um “Moneyball”, mas que você não tenha um nerd dizendo para o técnico o que ele tem que fazer. No futebol você tem que dar todas as possibilidades de vantagem para a Comissão Técnica tomar as melhores decisões. O lado legal é o futebol, mas não é o único. A área financeira afeta o futebol. O que a tecnologia tem que fazer dentro do Flamengo é prestar melhores serviços para os departamentos e para os sócios, e dar informações para melhorar o poder de decisão das pessoas.
     
    Flamengo não tinha e-mail seguro
    Algumas pessoas não gostavam de usar o e-mail corporativo com medo do nível de segurança. Então, TI foi lá, analisou os melhores players de mercado e fechamos com a Microsoft uma solução em nuvem para todos os funcionários. Uma coisa que me deixava muito chateado como vice-presidente era receber e-mail de um funcionário do Flamengo no Gmail, onde os dados do Flamengo estavam transitando por ambientes que a gente não tem ingerência. Outra coisa, agora todos os softwares usados por funcionários do clube estão regularizados. Ninguém usa nada que não esteja licenciado, sujeito à multa. Também não usávamos um firewall top. Fizemos uma parceria com a Palo Alto, que é uma solução de segurança de informação de altíssimo nível. O mais importante para mim é a segurança dos dados que estão no Flamengo. Até para você ter velocidade de dados. A velocidade de dados que a gente tem no CT era restringida por uma falta de infraestrutura de solução de segurança. Então quando você tinha que registrar um atleta do CT e a internet estava lenta. Um jogador contratado no último dia da janela e tem que registrar esse cara e não tem um ambiente seguro e veloz para fazer isso. A TI tem o peso de manter o valor da marca que poucas pessoas veem.
     
    Por que só está implementando só agora?
    A gente vai voltar ao que eu falei no começo. Se pagava uma parcela de dívida tão grande que só dava para montar um time mediano. Mas o planejamento financeiro do Flamengo de 2017, eu posso dizer que nunca teve igual na história do Flamengo. Porque todas as áreas estão sendo assistidas com dinheiro para ter desenvolvimento dos seus departamentos. Não teve orçamento zero em área nenhuma. Na hora que você tem um caos instalado, de 2013 a 2015, porque era caos, era dívida e time, e o que sobrava de dinheiro ia pra outra dívida também. Agora que o nariz já saiu, você já consegue colocar dinheiro em projetos estruturantes.
     
    Desafio para o futuro
    O desenvolvimento do Flamengo do futuro tem que vir de maneira estruturante, a longo prazo. Então isso depende de TI, depende de uma área boa de marketing, de comunicação, financeira. É preciso dar ferramentas de trabalho para todo mundo ou não vai além. Esse é o próximo desafio do Flamengo. Enquanto está todo mundo pensando no próximo jogador contratado, as pessoas que estão dentro do clube têm que tomar algumas decisões bem maduras, que contrariam o seu lado torcedor. Mas tem que tomar. Para doar esse tempo para o Flamengo, a gente não é mais rubro-negro do que ninguém, mas no mínimo está colado com os mais loucos rubro-negros.
     
     

    PARTE 2: POLÍTICA

     
    Fla em Dia
    Eu entrei no SóFla nos 60 anos do Zico, em 2013. O Bruno Barki, virou e disse: você é um cara bom, a gente precisa de pessoas boas. Entrei. Pensei em fazer alguma coisa para ajudar, e surgiu a ideia do Fla em Dia, que arrecadou 700 mil reais. Me dava um prazer imenso. Paramos depois porque o Profut ainda não teve a consolidação final da dívida para ter o novo código de dívida e emitir os Darfs novos. O Fla em Dia vai voltar, é muito fácil de tocar hoje em dia, agora, a loucura do início, de noites mal dormidas passou.
     
    Divisão das chapas em 2015
    O SóFla sempre trabalhou muito para que não existissem outras chapas, que continuasse o mesmo Conselho Diretor de 2013. Não foi possível. E aí neste momento o SóFla tomou a decisão de continuar com o Conselho Diretor. A gente não apoiou A ou B, a gente apoiou exatamente o que estava sendo feito no clube. Não dava para apoiar uma pessoa que tava saindo. Não apoiamos pessoas e sim uma filosofia. Na hora que o Flamengo tiver as mesmas pessoas que estão lá e a filosofia mudar, retiramos o apoio. O SóFla não é o grupo do Bandeira. E não é um grupo que eu tenha liderança, que o Rafael (Strauch) tenha liderança, que outras pessoas tenham liderança. É um grupo que tem valores muito fortes e que todo mundo é escutado.
     
    Caminho para a vice-presidência
    No momento que a gente começou a falar de campanha, alguns vice-presidentes e presidentes de poder pediram que eu fosse o coordenador da campanha. Algumas pessoas tinham alguma restrições para serem coordenadoras da campanha da Chapa Azul, eu não tinha nenhuma. Eu acho que quando o Flamengo te pede algumas coisas você não pode dizer não. Quando o Flamengo pede e está necessitando, tem que se doar, mesmo que você não seja a pessoa mais adequada para aquele momento. Se amanhã o Flamengo tiver a necessidade que eu esteja em qualquer outro cargo, e for unânime, ou pelo menos a maioria acredite que eu posso ajudar daquela maneira, eu vou servir ao Flamengo como for. Depois da campanha algumas pessoas saíram e a gente foi recompor, estrategicamente, o Conselho Diretor. Quando o Pedro Almeida foi para a vice-presidência de Planejamento, o Eduardo me chamou para assumir a TI em seu lugar.
     
    Vice-presidentes no Twitter
    A gente está tentando organizar melhor. Eu não quero chegar ao ponto de não poder comemorar e fazer algumas brincadeiras no Twitter, mas a gente não quer atrapalhar o trabalho da Comunicação. Não quero atrapalhar nenhum profissional que esteja no Flamengo. Mas eu também não quero largar de fazer uma brincadeira, de falar alguma coisa, de colocar uma foto. Eu também sou torcedor. Eu sou uma pessoa física. Eu só tenho que tomar cuidado para não atrapalhar o que o Flamengo quer, não dar nenhuma informação. Comunicação tem que decidir o que comunicar, e não ter uma decisão da diretoria e as pessoas saberem pelo Twitter. O que a gente vem tentando fazer é não gerar polêmica. Algumas pessoas dizem que vice-presidentes não podem fazer determinadas brincadeiras no Twitter. Se alguma pessoa pensou daquela maneira você tem que prestar atenção no que ela está falando, mas a gente não pode ser um robô. Você não se relacionar com mais ninguém e não dar determinadas opiniões. Algumas perguntas são pegadinhas. A gente nunca responde. Na última reunião definimos alguns códigos de conduta. Nossa marca é muito forte e a gente tem que fazer de tudo para não prejudicá-la.
     
    Imagem do presidente
    Algumas pessoas tentam desconstruir a imagem do presidente. E eu costumo dizer que o presidente do Flamengo é a pessoa mais importante dentro do clube. Tira o nome do Eduardo aí. É o presidente, seja ele quem for, que venha de outra chapa ou não, esse presidente não pode ser atacado ao nível pessoal. Não falo de decisões, claro. Todos os rubro-negros deveriam ter isso em mente: na hora que você expõe o presidente do Flamengo, você expõe a instituição. O Eduardo não faz nada sozinho e nunca fará, só que eu costumo dizer que o presidente do Flamengo é 24 horas por dia, sete dias por semana. Imagina a doação que o Eduardo tem, a quantidade de paciência que ele tem, porque ele é uma pessoa pública que se ele estiver almoçando em um shopping e o Flamengo estiver bem o cara vai encher o saco dele, se o Flamengo estiver mal o cara também vai encher o saco dele! E aí, eu acho injusto com a figura do presidente a colocação de algumas pechas nele, e que não são dele. Ninguém hoje valoriza mais ou menos o Eduardo, a gente valoriza o presidente do Flamengo.
     
    Maior pressão é a interna
    A eleição passou há muito tempo e ainda falta muito tempo para a próxima. Temos que ganhar mais uns cinco ou seis campeonatos até lá. Quanto menos turbulência melhor vai ser para o clube. “Ah, não querem que a gente os pressione”. A gente se autopressiona. Não tem ninguém que pressione mais o clube do que a gente, que doa o nosso o tempo. A gente gasta dinheiro com o Flamengo, a gente viaja para ver o Flamengo jogar, a gente paga do bolso. A torcida pode ter certeza que não tem ninguém que faz mais pressão por resultados, não apenas no futebol, do que a gente.
     
    Prisão de Godinho
    Foi uma surpresa. Você não pensa que o cara que está ao seu lado será preso. As pessoas falaram: “ah, o Godinho foi coercitivamente conduzido e o Flamengo não tomou nenhuma ação”. Aí eu penso, vou me colocar na figura do presidente agora tá? Se eu tomo uma atitude naquele momento, eu estaria julgando a pessoa. Cada um tem que ter a sua responsabilidade de se tiver alguma coisa errada, tiver risco de expor o Flamengo, sair por conta própria. Eu consigo falar por mim. Mas eu não posso prejulgar determinadas pessoas. Eu não tiraria uma pessoa que foi testemunha em um processo, por mais que eu pudesse achar que essa pessoa poderia ter um envolvimento num crime, porque eu estaria fazendo um juízo de valor. É uma decisão muito forte. Surpreendeu sim e sempre vai me surpreender alguém que esteja fazendo alguma coisa de errado porque integridade é algo que não abro mão para a minha vida. Cabe ao Flávio se defender. Mas se existisse a hipótese de eu expor o clube como vice-presidente, pediria para sair antes.
     
    Possível revisão das decisões de Godinho
    Não. Porque as decisões do clube não estão delegadas totalmente aos vice-presidentes. Dentro do futebol você tem uma estrutura de profissionalismo muito forte com o Rodrigo Caetano, com o Marcos Biasotto, com o envolvimento do Fred Luz e com o presidente também. No Flamengo ninguém toma decisão sozinho. Para contratar uma empresa de cloud (ver primeira parte da entrevista na íntegra) eu cotei três. Todas as decisões do Flamengo ficam disponíveis no Conselho Fiscal , assim como os processos do Futebol.
     
    Novo VP de futebpl
    Não tem ainda decisão. O Eduardo disse que vai acumular. O CoDi ainda não entrou nessa discussão (até 6/02, data desta entrevista). Não há necessidade urgente hoje, por tudo isso que falei sobre a estrutura. Teremos um vice-presidente no momento correto. Essa falta de emergência é até um reflexo da organização que a gente conseguiu implementar no Futebol.
     
    Reunião com vereadora sobre a Ilha
    Tivemos uma reunião com a vereadora Tânia Bastos, foi muito boa a reunião, ela explicou que não é nada daquilo (veto aos jogos). Na verdade ela quer ajudar a fazer bons eventos na Ilha. É uma pessoa que disse que quer ajudar a organizar, que envolveu todos os órgãos governamentais para se fazer um evento ali, eu acho que acabou sendo benéfico para o Flamengo. Acabou nos ajudando.

     
     


    Vire Apoiador do Mundo Bola: entenda melhor clicando nesse nesse link: bit.ly/ApoiadorMundo Bola

    Outras formas de ajudar este projeto:
    – Nosso site faz parte do plano de afiliados do Nação, o programa de sócio-torcedor do Flamengo. Se você clicar em bit.ly/STdoMundo Bola e aderir ao programa, ou até mesmo renovar seu atual plano, o Mundo Bola ganha 50% da sua primeira mensalidade.


  • Éverton, 200: histórias do jogador no Flamengo

    “Um jogador que o Brasil inteiro estava em cima”. No dia em que confirmou a contratação de Éverton, em 2008, foi assim que o vice-presidente Kleber Leite se referiu a um reforço que o Flamengo estava contratando. Mas ele não falava do então jovem de 19 anos do Paraná Clube, e sim de um certo Fernando, vice-artilheiro da Série C de 2008 pelo Mixto-MT, anunciado no mesmo dia, assim como Josiel e Fernandão. O tal jogador que o Brasil inteiro queria entrou uma única vez em campo pelo Flamengo, na goleada por 5×0 contra o Coritiba no Brasileiro daquele ano, e se perdeu nas brumas do futebol. Já Éverton completa amanhã 200 jogos pelo Flamengo com muita história no clube. Lembre algumas delas:

    everton fernandao

    Improviso que deu certo

    Éverton teve uma participação destacada na campanha do hexacampeonato brasileiro, mas não em sua posição de origem. Juan passou um longo período no departamento médico e Everton virou solução para a lateral-esquerda. Após uma bela partida do jogador contra o Atlético-MG, em que marcou o terceiro gol da vitória por 3×1 do Flamengo, o técnico Andrade encheu o menino de elogios: “O Éverton é um jogador habilidoso, agressivo e está substituindo o Juan à altura. Fico contente quando vejo um atleta jovem atuando bem. Tenho certeza que o futuro reserva para ele uma convocação para seleção brasileira”. Éverton foi tão bem que ganhou a posição mesmo com a volta de Juan. Mas aí foi ele que se contundiu e acabou ficando de fora do time na reta final. Mesmo assim, foi peça importante para a quebra de jejum de 17 anos no Brasileiro e a conquista do hexa.

    Adversário

    everton lamenta pênalti perdido

    O destaque do jovem fez que ele fosse vendido para o Tigres, do México, em 2010, por cerca de R$ 10 milhões. No futebol mexicano, Éverton não vingou e acabou sucessivamente emprestado. Primeiro, para o rival de amanhã, o Botafogo, por quem ele também teve um momento marcante para o Flamengo – perdeu um pênalti na disputa na semifinal da Taça Guanabara de 2011 contra o Flamengo, que acabaria campeão. Em 2013, enfrentou o Flamengo na final da Copa do Brasil e levou a pior de novo. No início do ano seguinte, estava de volta ao clube.

    Substituição infeliz

    Sai Éverton, entra Mattheus: momento tão bizarro que virou meme, como nesta montagem
    Sai Éverton, entra Mattheus: momento tão bizarro que virou meme, como nesta montagem

    2014 talvez tenha sido a melhor temporada de Éverton até hoje pelo Flamengo. Desde que voltou, foi um dos destaques do time, marcando 10 dos seus 27 gols pelo Flamengo naquela temporada. Um deles ia garantindo a classificação para a segunda final seguida da Copa do Brasil, até que Vanderlei Luxemburgo, num ato inexplicável até hoje, decidiu tirar de campo Éverton e colocar o jovem Mattheus, que mal havia entrado em campo na temporada. O resultado foi o pior possível e a substituição de Éverton por Mattheus virou símbolo da pior decisão possível que se pode tomar em futebol.

    “Minha Europa é o Flamengo”

    minha europa é o flamengo

    Apesar do clube só ter conquistado o Campeonato Carioca, Éverton terminou 2014 em lua de mel com a torcida do Flamengo ao dar uma entrevista para a revista da Fox Sports recusando a possibilidade de ir jogar no Velho Continente.”Minha Europa é o Flamengo”, declarou o jogador, que até agora vem cumprindo a promessa.

    Bonde da Stella

    bonde da stella

    Se 2014 foi o melhor ano para Éverton no Flamengo, 2015 certamente foi o pior. Numa fase em que o time colecionava derrotas no Brasileiro, o jogador foi envolvido, ao lado de Paulinho, Marcelo Cirino, Pará e Alan Patrick, no episódio do chamado “Bonde da Stella”. Ao longo do ano, fotos e vídeos do grupo bebendo já tinham vindo à tona, até que se descobriu que, após mais uma derrota no Brasileiro, eles tinham saído à tarde para um churrasco. O Flamengo decidiu afastar os cinco jogadores, e boa parte da torcida queria que eles fossem dispensados. Como não é simples assim se desfazer de ativos do clube, os cinco acabaram sendo reintegrados, sendo que Paulinho foi emprestado no início da temporada seguinte ao Santos e não voltou a jogar pelo Flamengo. Éverton, por sua vez, voltou a ser um jogador fundamental no clube.

    Ressurgimento com Zé Ricardo

    Com a chegada do técnico Zé Ricardo, Éverton voltou a ganhar status de jogador indispensável no Flamengo. Tanto que acaba de renovar o contrato por mais dois anos. “O Éverton sempre foi um jogador participativo, taticamente cumpre muito bem o papel.Fico satisfeito com a boa participação dele, espero que ele mantenha esse nível, até eleve esse nível, porque vai ser extremamente importante nessa temporada”, disse Zé Ricardo sobre o início de temporada do camisa 22.

    everton taça

    Números

    Éverton é o segundo jogador com mais atuações pelo Flamengo no atual elenco, com 199 participações, atrás apenas de Juan, que já fez 282 partidas pelo Flamengo. A vitória contra o Grêmio foi a centésima de Éverton pelo Flamengo, contra 45 empates e 54 derrotas. Ele já marcou 27 vezes pelo clube (média de 0,14 gol por jogo) e também perde para Juan como artilheiro do atual elenco – o zagueiro marcou 30 vezes. Além do Brasileiro de 2009, Everton conquistou os Cariocas de 2009 e 2014.

     
     
    O que você pensa sobre isso?


    Vire Apoiador do Mundo Bola: entenda melhor clicando nesse nesse link: bit.ly/ApoiadorMundo Bola

    Outras formas de ajudar este projeto:
    – Nosso site faz parte do plano de afiliados do Nação, o programa de sócio-torcedor do Flamengo. Se você clicar em bit.ly/STdoMundo Bola e aderir ao programa, ou até mesmo renovar seu atual plano, o Mundo Bola ganha 50% da sua primeira mensalidade.


  • Flamengo/Marinha enfrentou a Seleção Brasileira Feminina em amistoso

    Na manhã dessa sexta-feira, a Granja Comary, em Teresópolis, recebeu um amistoso entre a Seleção Brasileira Feminina e as meninas do Flamengo/Marinha.

    O duelo, que acabou com a vitória da Seleção por 2 a 1, marcou o encerramento da “Convocação e observação”, semana de treinamentos da própria Seleção. Vale lembrar que a técnica Emily Lima convocou 26 atletas, que atuam nas regiões Sudeste e Sul do Brasil, para essa semana de treinamentos. 3 dessas 26 jogadoras, integram o elenco do Flamengo/Marinha: a zagueira Karen, a goleira Maike e a atacante Nathane.

    O técnico Ricardo Abrantes escalou o Mengão com: Kaka; Raquelzinha, Ana Carol, Tânia Maranhão e Patricia; Diany, Juliana e Bárbara; Jane, Larissa e Flavia. Outras atletas, como Rayanne, Roberta Emilião, Fernanda Palermo, Day, Sirlayne e Pâmela, entraram no decorrer da partida.

    O Flamengo/Marinha abriu o placar com a atacante Flavia, mas a Seleção Brasileira empatou com Darlene. O gol da virada veio justamente com Nathane, que entrou no decorrer da partida, em cobrança de penalidade máxima.

    Maike, Karen e Nathane destacadas: 3 rubro-negras convocadas para a Seleção

    Créditos nas imagens: Flaviane

    Siga-nos no Twitter: @FlamengoMarinha

    O que você pensa sobre isso?


    Vire Apoiador do Mundo Bola: entenda melhor clicando nesse nesse link: bit.ly/ApoiadorMundo Bola

    Outras formas de ajudar este projeto:
    – Nosso site faz parte do plano de afiliados do Nação, o programa de sócio-torcedor do Flamengo. Se você clicar em bit.ly/STdoMundo Bola e aderir ao programa, ou até mesmo renovar seu atual plano, o Mundo Bola ganha 50% da sua primeira mensalidade.

  • TOP 3 – Gols de Diego Ribas em 2016

    Hoje estou trazendo aqui o TOP 3 dos gols mais bonitos de Diego Ribas na temporada de 2016 pelo Flamengo. Veja aí a minha lista e deixe nos comentários a sua. (mais…)

  • Árbitro que expulsou Cuéllar e Wallace contra o Flu apita no Engenhão

    No próximo domingo, às 19h30, o Flamengo fará seu primeiro clássico do ano, contra o Botafogo, no Engenhão. Para o jogo que pode garantir a classificação antecipada do rubro-negro – e eliminar as chances de classificação do alvinegro – a Ferj escalou o árbitro Bruno Arleu de Araújo (CBF) e os auxiliares Silbert Faria Sisquim e Michael Correia.

    A equipe de General Severiano ganhou uma sobrevida na rodada passada, após o juiz validar um gol ilegal aos 52 minutos e meio do segundo tempo – a bola saiu completamente pela linha de fundo antes do cruzamento – e não pode pensar em outro resultado que não seja a vitória. Esse fato, somado aos recentes atritos entre Flamengo e federação, coloca a arbitragem no centro das atenções.

    O árbitro não possui um grande histórico de lambanças. Talvez a principal tenha acontecido em 2015, quando marcou um pênalti inexistente a favor do Santos. Este erro lhe garantiu um período na “geladeira”. Nos últimos 10 jogos, ele aplicou em média 4,3 cartões.

    Em jogos do Flamengo, é a terceira vez que fica responsável pelo apito. Em fevereiro do ano passado, Bruno Arleu de Araújo apitou o tenso clássico contra o Fluminense, válido também pelo Carioca. Na ocasião o Fla venceu por 2 a 1, em um jogo repleto de cartões. Na partida, ele aplicou onze cartões ao todo – sete destes foram para atletas do Flamengo – e expulsou três jogadores (Wallace, Cuéllar e Marcos Jr).

     
    O que você pensa sobre isso?


    Vire Apoiador do Mundo Bola: entenda melhor clicando nesse nesse link: bit.ly/ApoiadorMundo Bola

    Outras formas de ajudar este projeto:
    – Nosso site faz parte do plano de afiliados do Nação, o programa de sócio-torcedor do Flamengo. Se você clicar em bit.ly/STdoMundo Bola e aderir ao programa, ou até mesmo renovar seu atual plano, o Mundo Bola ganha 50% da sua primeira mensalidade.


  • Zé Ricardo diz não esperar facilidade contra o Botafogo

    Visando o clássico contra o Botafogo no próximo domingo (12), no estádio Nilton Santos, o Flamengo realizou na manhã desta sexta-feira (10) a última atividade aberta à imprensa antes do confronto válido pela 4ª rodada da Taça Guanabara. Zé Ricardo comandou um treino tático no campo 4 do CT George Helal, mas antes, os atletas trabalharam construção de jogadas e finalizações.

    Após a atividade, o treinador concedeu entrevista coletiva na sala de imprensa Victorino Chermont, onde entre outros assuntos, comentou sobre a preparação da equipe para o duelo do próximo domingo. “Tivemos um trabalho tático, observamos algumas situações, mas foi um trabalho bem curto, pois ainda estávamos em trabalho regenerativo. Amanhã pela manhã finalizaremos a preparação para o jogo”, declarou.

    Envolvido com a pré-libertadores, o Botafogo deve mandar a campo uma equipe alternativa, pois na próxima quarta-feira (15), no estádio Nilton Santos, já tem um dificílimo confronto contra o Olimpia (PAR), que eliminou na fase anterior o Independiente Del Valle, atual vice-campeão da competição. O técnico rubro-negro avaliou a situação do rival, e não acredita em facilidade.

    – Foi uma classificação supermerecida, jogaram de forma bastante consistente e isso credencia o próximo jogo como uma grande partida. Independentemente dos atletas que vierem no Botafogo, sabemos que será uma partida complicada. Jogarão dentro de casa, a favor da torcida, motivada com a classificação para a segunda fase da Libertadores. Não tenho dúvida nenhuma que virá um time forte. Eles criaram uma identidade, uma forma de jogar – frisou o treinador.

    Ainda sobre o clássico, Zé Ricardo preferiu não entrar em polêmicas envolvendo a relação entre as diretorias dos clubes, mas diz torcer por um futebol carioca cada vez mais forte. Segundo o treinador, com os rivais fortificados, quem ganha é o futebol do estado.

    -Falar de desentendimento de diretoria é difícil. São questões que estão acima de mim. O fato é que a rivalidade e diferenças clubísticas a parte, eu torço para que o futebol carioca fique cada vez mais forte. O Botafogo, o Vasco e Fluminense fortes farão sempre que busquemos cada vez mais evoluir.

    Zé Ricardo falou novamente sobre o atacante Orlando Berrío. Depois de elogiá-lo após a partida contra o Grêmio, quando o colombiano estreou fazendo o segundo gol da vitória por 2 a 0 pela Copa da Primeira Liga, o treinador comentou sobre o posicionamento e a condição de jogo do atleta.

    – Berrío pode jogar na ponta, mais à frente, há algumas opções. Ele ainda não se encontra nas melhores condições. Jogou apenas 30 minutos jogo passado, e mesmo assim sentiu desgaste muito grande. Vamos avaliar melhor a condição dele e havendo a possibilidade, vai ser aproveitado durante o jogo.  Temos que pensar em poupá-lo, por causa da questão física, mas é um jogador que no decorrer da partida pode nos dar um retorno muito grande.

    No último dia para inscrever jogadores para o Campeonato Carioca, o Flamengo relacionou na lista final os meias Ederson e Conca. O primeiro está em processo de transição física entre academia e campo, já Conca tem remotas chances de atuar. Zé Ricardo também se pronunciou sobre a situação dos jogadores.

    – O Conca sempre teve uma postura boa dentro do campo. Fora de campo também é super dedicado, trabalha todo dia. Então havendo uma pequena chance, decidimos colocá-lo na lista final. Há uma pequena possibilidade, o Ederson está mais adiantado do que ele. Se puder ser aproveitado, será uma peça importante,- finalizou Zé.

    Foto: Gilvan de Souza 

    O que você pensa sobre isso?


    Vire Apoiador do Mundo Bola: entenda melhor clicando nesse nesse link: bit.ly/ApoiadorMundo Bola

    Outras formas de ajudar este projeto:
    – Nosso site faz parte do plano de afiliados do Nação, o programa de sócio-torcedor do Flamengo. Se você clicar em bit.ly/STdoMundo Bola e aderir ao programa, ou até mesmo renovar seu atual plano, o Mundo Bola ganha 50% da sua primeira mensalidade.


  • Dez momentos marcantes do Flamengo no Engenhão

    O jogo deste domingo marca o retorno do Flamengo ao Engenhão após quase dois anos. Neste período, aconteceu a briga contra o Botafogo pelo caso Willian Arão e a decisão alvinegra de não permitir que o rubro-negro jogasse mais no estádio da prefeitura do qual é inquilino, a não ser como visitante.

    Apesar de uma curta história de menos de dez anos, o Engenhão já tem alguns momentos marcantes para o Flamengo, inclusive a conquista do último dos cinco Cariocas invictos dos seus 105 anos de futebol. No total, o Flamengo disputou 86 jogos no Engenhão, com 45 vitórias, 30 empates e apenas 11 derrotas – só uma delas para o Botafogo, justamente no último confronto, pela semifinal da Taça Guanabara de 2013.

    O Mundo Bola relembra os dez melhores momentos do Flamengo no estádio, em ordem cronológica.

    1- Estreia com goleada e show de Obina

    Flamengo 4×0 América, 2/2/2008

    O Engenhão foi inaugurado em 2007, mas o Flamengo só estreou no segundo maior estádio do Rio no ano seguinte, em uma partida válida pelo Campeonato Carioca de 2008. O primeiro gol rubro-negro no estádio foi marcado por Obina. O terceiro e o quarto também. Juan fez o segundo e completou a goleada. Curiosamente, foram os únicos gols de Obina no estádio.

    2- Adriano demolidor e Bruno salvador rumo ao hexa

    Botafogo 0x1 Flamengo, 25/10/2009

    A campanha do hexacampeonato teve apenas dois jogos no Engenhão: um 2×1 contra o Vitória e esse duelo contra o Botafogo, no qual o Flamengo abriu o placar com Adriano passando pela dupla de zaga alvinegra como se fosse nada, e um segundo tempo no qual o Botafogo pressionou, pressionou e parou em Bruno, que defendeu um pênalti de Lúcio Flávio (inventado pelo juiz é verdade). O jogo teve ainda gols incríveis perdidos por Fierro e Gil, um no fim de cada tempo.

    3- Estreia do ex-melhor do mundo

    Flamengo 1×0 Nova Iguaçu, 2/2/2011

    Quando o prêmio de melhor do mundo da FIFA foi criado, Zico já estava ensinando os japoneses a jogar futebol. O Flamengo teve, portanto, oficialmente dois jogadores eleitos como melhores do mundo pela entidade: Romário e Ronaldinho. A passagem do Gaúcho pelo Flamengo foi menos vitoriosa do que se poderia esperar e terminou de forma abrupta, mas isso não muda a atmosfera da noite em que o ex-melhor do mundo voltou a jogar no Brasil, dez anos após trocar o Grêmio pela Europa. Num jogo amarrado num Engenhão lotado, coube a Vanderlei, atacante que ficou marcado por esse gol e pela corrida desesperada na comemoração, transformar a festa em três pontos.

    4- Carioca invicto contra o Vasco

    Flamengo 0x0 Vasco (3×1 nos pênaltis)

    O título invicto do Carioca veio após um 0x0 e uma disputa de pênaltis contra o Vasco. O goleiro Felipe, que já havia sido herói nas disputas da semifinal da Taça Guanabara, contra o Botafogo, e da semifinal da Taça Rio, contra o Fluminense, desta vez nem precisou fazer defesa. Três vascaínos chutaram para fora, e o Flamengo conquistou a Taça Rio e o 32º Carioca, de forma antecipada e invicta. Foi o primeiro Campeonato Carioca conquistado no Engenhão, já que o Maracanã havia sido fechado em meados do ano anterior para ser reformado para a Copa do Mundo.

    5- Despedida de Pet

    Flamengo 1×1 Corinthians (5/6/2011)

    Dejan Petkovic se tornou o maior ídolo do Flamengo após o fim da geração de Zico e Júnior no Maracanã. Mas, com o estádio fechado, o último ato de sua história pelo Flamengo – e como jogador de futebol – teve que acontecer no Engenhão. A torcida rubro-negra fez uma linda festa para um momento triste. Até teve gol de falta na despedida para impedir a derrota para o Corinthians, mas quem marcou foi Renato Abreu.

    6- Quebra de jejum angustiante

    Flamengo 2×1 América-MG (24/9/2011)

    Quem acompanhou o início do Campeonato Brasileiro, no qual o Flamengo quase completou o primeiro turno invicto até sofrer uma surpreendente goleada em casa para o Atlético-GO, não poderia esperar que no mesmo campeonato o time teria a maior sequência sem vitórias no Campeonato Brasileiro na história. Foram dez jogos sem conhecer o sabor dos três pontos, e parecia que a conta se estenderia aos 11 até que aos 43 do segundo tempo – minuto icônico da história rubro-negra -, Thiago Neves marcou o gol da virada contra o América-MG e quebrou o angustiante jejum, para alívio da torcida rubro-negra. Deivid tinha empatado depois que Kempes -morto no acidente da Chapecoense no ano passado – abriu o placar cobrando pênalti.

    7- Virada épica contra o Flu

    Flamengo 3×2 Fluminense (9/10/2011)

    Também conhecido como “o jogo do Bottinelli”, no qual o Flamengo perdia por 2×1 até os 41 minutos do segundo tempo. Em três minutos o argentino virou o jogo, primeiro com um gol de falta, depois com um chute de fora da área. O jogo ainda ficou marcado por uma peculiar do então (e atual) técnico do Fluminense Abel Braga após a partida, de que seu time não iria “abaixar a calcinha” para o Flamengo

    8 – Massacre no Cruzeiro

    Flamengo 5×1 Cruzeiro (6/11/2011)

    A maior goleada do Flamengo em 86 jogos no Engenhão não foi contra qualquer adversário, mas sim contra o Cruzeiro, companheiro no clube de incaíveis que naquele ano esteve perto de perder esse status. Na época, Montillo, hoje no Botafogo, jogava no Cruzeiro. E o atual cruzeirense Thiago Neves foi o grande destaque da partida, marcando três gols pelo Flamengo. Também foi o dia em que a torcida do Flamengo se iludiu com o volante Muralha, campeão da Copinha naquele ano que fez sua melhor atuação como profissional, nunca repetida, nesta partida, e da entrevista de Ronaldinho após o jogo que virou meme: “Estão deixando a gente sonhar”.

    9- Show da torcida contra o Atlético de Ronaldinho

    Flamengo 2×1 Atlético-MG, 26/9/2012

    O Campeonato Brasileiro de 2012 – e toda aquela temporada, na verdade – não tem muitos momentos felizes para o torcedor rubro-negro se lembrar. Esse, talvez, tenha sido o melhor deles. A torcida foi com sangue nos olhos ao Engenhão para o primeiro confronto contra Ronaldinho depois que ele deixou o Flamengo pela porta dos fundos. O Atlético-MG tinha um time que brigava pelo título, enquanto o Flamengo se arrastava no campeonato. Mas o resultado dentro de campo não refletiu essa realidade: Vagner Love e Liedson marcaram os gols da vitória rubro-negra com gostinho de vingança.

    9 – Rafinha humilha Dedé

    Vasco 2×4 Flamengo (31/1/2013)

    Foi uma ilusão que durou pouco, mas ficou marcada na memória rubro-negra. Campeão da Copinha em 2013, Rafinha teve um início de gala como profissional, comandando um show contra o Vasco que ficou marcado pelo golaço do saudoso Cleber Santana, após assistência de Rafinha, e pelo pique que o jovem formado na base rubro-negra deu no quarto gol, deixando o zagueiro Dedé na saudade. Seria o início de uma série de partidas em que o “mito” vascaíno, depois transferido para o Cruzeiro, ajudaria o Flamengo a conquistar grandes vitórias. Já Rafinha, após o brilho intenso daquele início, se apagou, e atualmente está emprestado para a Tailândia.

     
     
    O que você pensa sobre isso?


    Vire Apoiador do Mundo Bola: entenda melhor clicando nesse nesse link: bit.ly/ApoiadorMundo Bola

    Outras formas de ajudar este projeto:
    – Nosso site faz parte do plano de afiliados do Nação, o programa de sócio-torcedor do Flamengo. Se você clicar em bit.ly/STdoMundo Bola e aderir ao programa, ou até mesmo renovar seu atual plano, o Mundo Bola ganha 50% da sua primeira mensalidade.