Autor: diogo.almeida1979

  • O baile da Ilha de Cabral

    Num país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza, como certa vez cantou um grande rubro-negro, havia uma Cidade Maravilhosa chamada Rio de Janeiro.

    Houve um tempo em que ninguém jogava futebol como este país. Ele produziu o Atleta do Século, também conhecido como Rei do Futebol, e vários dignos súditos que ajudaram a tornar o Brasil cinco vezes campeão mundial de futebol.

    No coração do País do Futebol, na Cidade Maravilhosa, havia um estádio que, sem exagero, ganhou o apelido de Maior do Mundo.

    Um dia alguém decidiu que, sendo o Brasil o País do Futebol, sendo o Rio de Janeiro a Cidade Maravilhosa e sendo o Maracanã o Maior do Mundo, os três mereciam não uma, mas duas belas festas. A população que comemorou na praia o anúncio do Rio como primeira cidade da América do Sul a receber os Jogos Olímpicos mal poderia saber que eles seriam como uma versão moderna do Baile da Ilha Fiscal, uma festa de arromba que marcaria o fim de um império. Ou, no caso, de uma república dos guardanapos.

    Em dezembro de 2009, o governo Sérgio Cabral – voltaremos a falar dele – apresentou seu orçamento: R$ 500 milhões para reformar o Maracanã. O valor causou certo espanto porque apenas dois anos antes o Rio de Janeiro havia construído do zero um novo estádio, então chamado João Havelange e conhecido como Engenhão por “apenas” R$ 400 milhões. O “apenas” vai entre aspas porque o orçamento original do Engenhão era de R$ 70 milhões. (O Ministério Público não viu problema no estouro de quase 500% no orçamento.) Também tinha gasto R$ 200 milhões para adequar o velho Maracanã aos Jogos Pan-Americanos. Vista sete anos depois, os planos anunciados da reforma parecem uma peça de humor (negro). Parte do orçamento seria para a construção de uma passarela ligando o estádio à quinta da Boa Vista, onde seria construído um estacionamento para seis mil carros. As obras ficariam prontas no segundo semestre de 2012. Após a conclusão, a capacidade do estádio seria reduzida para 83 mil lugares.

    Nada disso aconteceu, e esse texto ficaria enorme caso se perdesse em detalhes. Para nossa pequena memória, basta lembrar que no meio do caminho, descobriu-se que o teto do Maracanã estava condenado, com risco de cair. Por seis décadas, torcedores se expuseram a esse risco até que o bondoso governo Cabral viesse salvá-lo. Havia um pequeno detalhe do tombamento do estádio que não permitia alterar o teto, mas nada que não se pudesse dar aquele jeitinho carioca. O Iphan faz vista grossa daqui, o MP faz vista grossa de lá, e o teto vem abaixo. O orçamento da obra, claro, vai acima. No fim, a reforma do Maracanã saiu pela bagatela de R$ 1,4 bilhão – bem mais cara do que a maioria dos estádios da Copa que foram construídos do zero.

    Como muitas outras no País do Futebol e na Cidade outrora Maravilhosa, agora Olímpica, essa obra foi conduzida por uma certa Odebrecht. Depois que o estádio havia sido reformado – muitos diriam que desfigurado – a Odebrecht achou que seria uma boa administrá-lo. E surpresa das surpresas, o governo do Estado concordou com essa conclusão. O Ministério Público não achou nada demais que a empresa que construiu o estádio agora ganhasse de mão beijada o direito de explorá-lo comercialmente por 35 anos. Tudo dentro da lei.

    Duas coisas chatas

    Mas, em 2013, aconteceu uma coisa chata. Copa das Confederações chegando, gastos se avolumando, e de repente a população resolveu insolentemente ir para as ruas protestar. Na Cidade Olímpica, chegaram a acampar na frente da modesta resistência do pobre governador e exigir que ele deixasse o cargo. Acuado, Cabral resolveu ceder a uma demanda dos manifestantes – e, numa canetada, tirou as joias da coroa da Odebrecht, impedindo a demolição de um estádio de atletismo, um centro aquático, uma escola municipal e um museu abandonado que a empreiteira ia botar abaixo para construir um centro comercial. De repente ficar com o Maracanã por 35 anos não parecia tão bom negócio, mas mesmo assim a Odebrecht não desistiu.

    Acontece que para validar a concessão a empreiteira precisava acertar contratos de 35 anos com dois grandes clubes para que eles fizessem seus jogos no estádio. Não deveria ser difícil, afinal Flamengo e Fluminense, dois dos grandes clubes da Cidade Maravilhosa, não tinham onde mais jogar. Aí aconteceu a segunda coisa chata. Justamente em 2013, pela primeira vez em décadas, o Flamengo passou a ser administrado por gente séria. E essa gente séria não aceitou o contrato oferecido pela Odebrecht, que o Fluminense tinha corrido para assinar. Coincidentemente, na mesma época, surgiu um laudo apontando que outro teto de estádio podia cair. E neste caso, o estádio em questão não tinha seis décadas, mas seis anos. Falo, é claro, do Engenhão. Que foi interditado no momento em que o Maracanã era reaberto. O fato de os dois serem obras da Odebrecht, de o Engenhão ser da prefeitura administrada por um aliado de Cabral e de a situação obrigar o Flamengo a assinar com o Maracanã para não ficar sem casa, nada disso causou estranheza ao sempre atento Ministério Público.

    Mesmo assim, porém, a diretoria do Flamengo bateu o pé e só aceitou assinar com o Maracanã por seis meses, até o fim de 2013, para ver no que dava o contrato. Seis meses não são exatamente 35 anos, e a concessão tinha mais um motivo para ser anulada. Eis que o Botafogo, que tinha a concessão do Engenhão, salva a vida da empreiteira: decide assinar ele também um contrato de 35 anos com a Odebrecht. Isso embora o contrato de concessão do Engenhão fosse muito claro ao determinar que o clube deveria mandar TODOS os jogos de TODOS os campeonatos no estádio até o fim da concessão, em 2027. Tudo bem, o Engenhão estava temporariamente fechado, mas reabriria bem antes disso, a tempo da Olimpíada em 2016. Pergunta se o Ministério Pùblico viu algum problema?

    Pulemos para o momento atual: a Copa do Mundo e a Olimpíada aconteceram. O Engenhão foi reaberto e novos estudos indicaram que nunca houve risco do teto cair – quer dizer, na verdade os riscos aumentaram com a reforma que o fechou por dois anos . O MP nada fez. O Comitê Rio 2016 passou pelo Maracanã, deixou várias contas a pagar e reparos a fazer. O MP nada fez. A Odebrecht percebeu que no fim das contas o Maracanã não era nada lucrativo e decidiu se desfazer do estádio. Só reassumiu porque foi obrigada pela Justiça a pedido da Procuradoria-Geral do Estado – não confundir com o Ministério Público, que também nesse caso permaneceu inerte. Mas o Maracanã está em estado de abandono e não pode receber nenhum jogo menos de seis meses depois de receber a final na qual o País do Futebol enfim botou uma medalha de ouro olímpico no peito. O estádio virou arena, e a arena virou elefante branco. O MP nada fez. Investigações indicam que a Odebrecht pagou propina para ser escolhida para reformar o estádio, superfaturou a obra, e também pagou propina para assumir a concessão. O presidente da empresa está preso, já delatou quem tinha que delatar, mas a concessão continua valendo. O MP até tentou fazer alguma coisa, mas sem muito entusiasmo. Quem também pagou propina foi o ex-sócio da Odebrecht na empreitada, o empresário Eike Batista, que está preso em Bangu fazendo companhia ao amigo do peito Sérgio Cabral – sim, aquele – que, até segunda ordem, é atualmente o homem mais corrupto da história do Brasil que começou com outro Cabral. Mas a Odebrecht está neste momento em que eu escrevo, com autorização do sucessor e braço direito de Cabral — também investigado, mas com a bênção do foro privilegiado — escolhendo quem vai lhe pagar 60 milhões para assumir o Maracanã. O MP só assiste.

    No meio desse imbróglio, ainda se joga futebol no País do Futebol e na Cidade Olímpica. Não no Maracanã, mas no Engenhão. E no último domingo, as cercanias do Engenhão foram palco de uma batalha campal que deixou um torcedor do Botafogo morto. A situação de violência cotidiana no País do Futebol e na Cidade Olímpica desta vez teve terreno mais fértil pra acontecer porque o estado de penúria deixado por Cabral e seu sucessor não paga os salários dos servidores, entre eles a polícia, que, como não pode fazer greve, faz corpo mole, e deixou para chegar no Engenhão só mais tarde, enquanto o couro comia antes do jogo. O Botafogo deu sua mãozinha para o caos ao pedir o adiamento do jogo antes da violência começar.

    Desta vez o sempre ativo Ministério Público resolveu ser ágil, e pediu a panaceia para todos os males: torcida única nos clássicos! A Justiça também foi ágil em atender o pedido. As instituições, como se vê, estão funcionando na Cidade Olímpica. Só quem não está funcionando é o Maracanã.

     
    Rodrigo Rötzsch é jornalista e coeditor do Mundo Bola. Siga-o no Twitter: @rodrigorotzsch.

     
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  • Conca e Ederson: recuperação dentro do esperado, mas sem prazo de volta

    O Flamengo atualizou nessa sexta-feira a situação dos meias Conca e Ederson, entregues aos cuidados do Departamento Médico para a recuperação de graves lesões. Ederson não joga desde que sofreu uma entrada criminosa do corintiano Fágner em julho, e sofreu um edema ósseo; já Conca se recupera de uma ruptura dos ligamentos cruzados do joelho, em agosto. Ambos foram inscritos no Campeonato Carioca, que termina no início de maio.

    “O Conca tem em torno de um mês de trabalho e tem evoluído satisfatoriamente, tem progredido nos exercícios, já tem conseguido fazer exercícios com intensidade maior, já tem conseguido fazer alguns trabalhos no campo, mesmo que ainda com a equipe de fisioterapia, mas tem nos deixado animado com sua evolução porque vem progredindo como nós queríamos e acreditamos que vai voltar dentro do prazo previsto”, disse o comunicado do doutor Marcio Tannure. Apesar do texto falar em “prazo previsto”, o Flamengo jamais revelou publicamente com qual prazo trabalha para ter o argentino, emprestado pelo Shanghai SIPG, em campo.

    Já sobre Ederson, o comunicado diz:

    “O Ederson começou na semana passada a realizar um trabalho de transição para o campo, um trabalho específico, que a gente tenta poupar alguns movimentos que causam um pouco de incômodo ainda. É uma lesão um pouco atípica. Esperamos que o corpo dele absorva um pouco isso, mas ele tem dado sinais de melhora, já começamos o trabalho de transição, trabalho de piscina, fortalecimento muscular, mesmo que a parte, e acreditamos que esteja evoluindo dentro do esperado”.

    O Departamento Médico também atualizou a situação do atacante Thiago Santos, que se apresentou para a pré-temporada com ruptura de ligamentos do joelho. Segundo o comunicado, a recuperação do jogador formado na base também corre “dentro do previsto”. Thiago Santos só deve voltar aos gramados no segundo semestre.

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  • Restam dois: Flamengo e Cruzeiro são únicos grandes invictos e 100% na temporada

    Com a vitória contra o América-MG, o Flamengo chegou a seis triunfos em igual número de partidas oficiais e manteve o aproveitamento de 100% no ano. É o melhor início de temporada rubro-negro desde 2011, quando o time venceu os primeiros oito jogos do ano, antes de empatar em 1×1 com o Botafogo.

    Entre os 12 chamados grandes do Brasileiro, só o Cruzeiro tem um desempenho semelhante ao do Flamengo: o time mineiro também venceu as seis primeiras partidas da temporada. Todos os outros 10 já perderam ao menos uma partida. Apesar de os adversários terem optado por times reservas, o Flamengo é também o único grande que já enfrentou outros dois grandes em jogos oficiais neste ano, o que valoriza ainda mais os números.

    Veja o desempenho dos 12 grandes neste início de temporada:

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  • No Bezerrão, Fla tem pior arrecadação com bilheteria no ano

    Se a estreia do Flamengo na Primeira Liga foi um sucesso de arrecadação que representou 73% a mais de tudo que o Flamengo havia ganho até então com bilheterias no Campeonato Carioca, a situação passou longe de se repetir na segunda rodada da competição, contra o América-MG. O borderô da partida no Bezerrão (DF) mostra que o Flamengo teve a sua pior arrecadação líquida com bilheteria no ano, ficando com apenas R$ 14.146,25 – o equivalente a pouco mais de 53% da renda que o rubro-negro levou na partida contra o Nova Iguaçu no Carioca (R$ 26.614,97), até então o pior desempenho em borderô na temporada.

    A renda total, de R$ 282.925, foi superior às dos jogos contra Nova Iguaçu (R$ 212.375) e Macaé (R$ 197.490), mas os custos maiores de operação da partida fizeram com que o Flamengo ficasse com uma parcela menor da arrecadação total – apesar de no Carioca ter que dividir a renda com os pequenos e pagar taxa de 10% à Ferj contra apenas 3% da Federação Brasiliense de Futebol. Os cerca de R$ 14 mil que sobraram para o Flamengo representam apenas 5% da renda total.

    O borderô ainda não inclui os custos da viagem a Brasília e hospedagem, o que leva a concluir que, pela primeira vez no ano, o Flamengo pagou para jogar.

    Veja a íntegra do borderô da partida:

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  • Reservas jogam pro gasto e classificam Fla na Primeira Liga

    Com apenas dois jogadores que vêm atuando como titulares neste início de temporada em campo — o goleiro Muralha e o meia-atacante Éverton –, o Flamengo teve uma atuação burocrática contra o América-MG, no Bezerrão (DF), mas venceu por 1×0 e garantiu a classificação para as quartas de final com uma rodada de antecipação. O gol da vitória foi marcado por Gabriel logo aos 10 minutos do primeiro tempo.

    Começando pela primeira vez como titular, o colombiano Orlando Berrío foi decisivo. Ele recebeu de Leandro Damião e rolou para Gabriel marcar o único gol da partida.

    – Eu me acho muito útil. Ano passado eu terminei o ano jogando, entrei no time e não saí mais, e cumpri bem o meu papel. O professor me dando oportunidade pretendo aproveitar, assim como o time todo – disse o autor do gol, que está próximo de renovar o contrato com o Flamengo por mais dois anos.

    Berrío, que logo no início do jogo recebeu uma pancada no rosto e teve que deixar o campo para conter o sangramento, sentiu um desconforto muscular na coxa esquerda e foi substituído no intervalo por Cafu. Leandro Damião, com dores no tornozelo direito, também deixou o campo para dar lugar a Adryan.

    Logo aos três minutos, Gerson Magrão levou o segundo amarelo e o América ficou com um jogador a menos. Mas o Flamengo teve poucas oportunidades de ampliar o placar. A mais concreta foi com Cafu, que recebeu de Éverton frente a frente com o goleiro, mas parou em João Ricardo. Outra boa oportunidade foi num chute perigoso de fora da área de Adryan, espalmado pelo goleiro do América. O segundo tempo sem gols foi a primeira metade de jogo do Flamengo sem marcar neste início de temporada.

    Mesmo com um a mais, o Flamengo levou sufoco nos últimos minutos, com o América aproveitando qualquer oportunidade para levantar bolas na área. Aos 44, Zé Ricardo sacou Éverton e colocou Léo Duarte para reforçar a defesa. Mas o América não conseguiu buscar o empate.

    O jogo marcou a estreia do lateral-esquerdo Renê, recém-contratado ao Sport para suprir a saída de Jorge. Ele teve uma atuação discreta.

    Com a vitória, o Flamengo chegou a seis pontos e garantiu a classificação para a segunda fase. Os dois primeiros de cada grupo se classificam, e o Flamengo só pode ser alcançado ou superado por Grêmio ou Ceará, que ainda se enfrentam. Se os dois empatarem, o Flamengo garante o primeiro lugar mesmo se perder para o Ceará no jogo da semana que vem no Castelão.

    Antes, o Flamengo volta a campo no domingo contra o Madureira para decidir o primeiro lugar no grupo B do Campeonato Carioca e tentar manter os 100% de aproveitamento neste início de temporada – são seis vitórias em seis jogos oficiais.

     
     
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  • Paulista diz que destaque da Copinha foi vendido ao Flamengo

    O Paulista de Jundiaí disse que vendeu ao Flamengo 20% dos direitos do meia Brayan, destaque do time que chegou à final da última Copinha – mas acabou eliminado pela escalação de um jogador irregular. O Flamengo teria assinado por três anos com Brayan com direito de compra de mais 40% no fim do ano.

    – Vai em definitivo. Paulista fica com a maior porcentagem, com 80% e o Flamengo ficou com 20% neste momento, mas com o time carioca tendo opção de compra, com aquisição de 40% em um ano – disse o gerente de futebol do clube paulista, Juninho, ao Esporte Jundiaí.

    O dirigente não falou sobre valores da transação.

    Brayan, de 19 anos, marcou dois gols para a Copinha, nas quartas contra a Chapecoense e na semifinal contra o Batatais, e foi eleito para a seleção da competição pelo Sportv. Ele também foi elogiado por jornalistas especializados na base.

    ATUALIZAÇÃO: O Flamengo confirmou que o jogador já está no Rio para exames e deve assinar nos próximos dias.

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  • Quarteto rubro-negro é confirmado no Sul-Americano sub-17

    Após um período de treinos na Granja Comary, o zagueiro Patrick, o lateral-direito Weslley e os atacantes Vinicius Júnior e Lincoln foram confirmados na lista final de 23 jogadores que disputarão o Sul-Americano sub-17, a partir da semana que vem, no Chile.

    O Flamengo foi o clube que mais cedeu jogadores ao lado do São Paulo, que teve quatro convocados. A convocação confirma a boa fase da base rubro-negra, que já tinha liderado a lista de convocados para o Sul-Americano sub-20, com três nomes (após cortes e subtituições, o Corinthians passou a ter o maior número de convocados, com 4). Matheus Sávio, Lucas Paquetá e Felipe Vizeu, no entanto, participaram de um vexame histórico: pela terceira vez, a seleção ficou fora de um Mundial sub-20, terminando o Sul-Americano apenas na quinta colocação.

    No sub-17, a expectativa é que a história seja diferente. Boa parte da atual geração, inclusive os rubro-negros, foi campeã sul-americana sub-15 em 2015. Apesar de só ter 16 anos, Vinicius Júnior foi o grande destaque do Flamengo na Copa São Paulo sub-20 em janeiro, e já chama atenção de grandes clubes europeus, como o Barcelona. Lincoln também disputou a Copinha como titular, e Weslley, como reserva. Só Patrick ainda não foi promovido para o sub-20 no Flamengo.

    O Brasil está no grupo B do Sul-Americano, ao lado de Argentina, Paraguai, Venezuela e Peru. Os três primeiros avançam para o hexagonal final, onde estão em jogo quatro vagas para o Mundial sub-17, que será disputado em outubro, na Índia.

     
     
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  • Paulo Victor esclarece que pediu para ser emprestado

    O empréstimo gratuito do goleiro Paulo Victor ao Gaziantepspor, da Turquia, sem a contratação de um outro goleiro experiente para ser reserva, mesmo em ano de Libertadores e com Alex Muralha sendo incluído constantemente nas convocações da seleção, surpreendeu muitos rubro-negros. Em entrevista ao Globoesporte.com, o goleiro esclareceu, porém, que foi ele quem pediu ao Flamengo para ser emprestado para ter a oportunidade de voltar a jogar e ter uma experiência no exterior:

    – Aproveitar para fazer um agradecimento à diretoria, por entender meu lado. É difícil liberar um jogador no início do ano com todas as competições que o Flamengo tinha. Todos foram importantes, partindo do (Rodrigo) Caetano, Fred (Luz), o presidente. Fiz questão de ligar um por um, porque sabia que podia ter alguma dificuldade, mas entenderam meu desejo – afirmou Paulo Victor.

    Ele explicou os motivos que o levaram a aceitar a proposta do Gaziantepspor:

    – Atleta vive de motivação, eu vim porque eles quiseram que eu estivesse aqui, aceitaram todas minhas exigências. É bom viver aquilo que vivia no Flamengo, entrar no estádio e ter o nome gritado pela torcida. Feliz por sentir isso de novo. . Era muito cômodo jogar na maior equipe do Brasil, receber em dia, tudo tranquilo. Agora deixar a filha de um ano e três meses e a esposa no Rio é pela vontade de crescer em todos os aspectos, passar por coisas que passei no passado, lá no meu início de carreira. Ter que me virar de novo, língua que não sei.

    Para ser emprestado gratuitamente por um ano e meio, Paulo Victor estendeu seu contrato com o Flamengo por mais seis meses. Ele disse que ainda pretende voltar ao clube:

    – Quando acabar meu contrato aqui ainda volto e fico mais um ano, minha história no Flamengo ainda não terminou. E eu sou Flamengo, não tem como. As críticas vão existir, mas as lembranças na minha cabeça são boas.

    No Gaziantepspor, Paulo Victor reencontrou o zagueiro Wallace, outro que pediu para sair do Flamengo porque não aguentava mais a pressão na torcida. Apesar disso, Paulo Victor considera que ele e o zagueiro fizeram uma “dupla de sucesso” no Flamengo.

    – A gente pode dizer que nossa parceria foi de sucesso. Conquistamos dois títulos no Flamengo juntos. Futebol é isso, a gente passa por altos e baixos, toda atleta passa, falo que o que ainda não passou, um dia vai passar. O saldo dele no Flamengo foi positivo, dois títulos em três anos. Claro, algumas pessoas vão gostar, outras não, mas nós vamos procurar fazer o máximo pelo nosso clube.

    Paulo Victor afirmou que torce pelo Flamengo e que confia em títulos nesta temporada:

    – O Flamengo tem que ser parabenizado por todos, pelos atletas, pelas pessoas de fora, pela imprensa, por tudo que está construindo. Dá para ver como as pessoas dentro do Flamengo lutam para isso. Estive aí durante 13 anos, posso falar com autoridade, vi a evolução do Flamengo como jogador, a prova é o Brasileiro, que ficamos entre os melhores do país. Quando monta um elenco com jogadores campeões, renovados, a busca é sempre por títulos. Estarei aqui torcendo pelos meus companheiros. Quem sabe a gente não leva essa Libertadores? Eu saí do Flamengo, mas o Flamengo não sai de mim nunca.

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  • MP pede torcida única em clássicos cariocas

    Após a briga de torcidas que deixou um torcedor do Botafogo morto no último domingo, o Ministério Público Estadual entrou com ação no Juizado Especial do Torcedor e Grandes Eventos para que todos os clássicos no Rio passem a ser realizados com torcida única.

    O promotor Rodrigo Terra tmabém pediu na ação que os clubes sejam proibidos de distribuir entradas para torcidas organizadas e sejam obrigados, juntamente com a CBF e a Ferj, a a cadastrar todos os integrantes das torcidas, com identidade e CPF.

    Atualmente, já está em vigor em São Paulo uma decisão semelhante. Em Minas, nos últimos anos, os clássicos entre Cruzeiro e Atlético-MG aconteceram com torcida única, o que não evitou episódios de violência fora do estádio em dias de clássicos. No início do mês, voltou a acontecer um clássico com as duas torcidas em Minas após quatro anos, sem que maiores incidentes tenham sido registrados.

     
     
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  • Com titulares poupados, Zé chama 4 do sub-20 para viagem a Brasília

    Com a grande maioria dos titulares poupadas do jogo contra o América-MG e da viagem a Brasília para a partida de amanhã pela Primeira Liga, o técnico Zé Ricardo deu a quatro jovens do sub-20 a primeira oportunidade de participarem da delegação de um jogo com o profissional.

    Os escolhidos foram o lateral-esquerdo Moraes, o volante Jean Lucas e os atacantes Lucas Silva e Loran. Jean Lucas foi um dos grandes destaques do Flamengo na Copinha. Moraes assumiu a vaga do titular Michael, contundido, ao longo da competição, e teve algumas boas atuações. Já Lucas Silva, artilheiro do Flamengo ano passado no sub-20, foi uma das decepções da Copinha. Loran, por sua vez, foi inscrito mas sequer chegou a participar da competição. Ele, no entanto, é vice-artilheiro do atual Campeonato Carioca sub-20, com três gols, o último deles na derrota por 2×1 contra o Botafogo no domingo.

    Maior destaque do Flamengo na Copinha, o atacante Vinícius Júnior está com a seleção sub-17 que se prepara para o Sul-Americano do Chile, assim como seu colega de ataque na Copinha, Lincoln. A ausência dos dois fez que Loran ganhasse oportunidade no Carioca sub-20, e, agora de integrar o grupo.

    Além do quarteto, a delegação que viajou a Brasília tem outros jogadores vindos da base, mas já integrados ao profissional, que não têm tido oportunidades nem de ficar no banco no Carioca: o zagueiro Léo Duarte, o volante Ronaldo e o atacante Cafu, todos campeões da Copinha no ano passado com o técnico Zé Ricardo. O goleiro Thiago, primeiro reserva de Muralha desde a saída de Paulo Victor, também está no grupo.


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