A decisão de Atlético-PR e Coritiba de não realizarem o clássico de ontem em Curitiba por divergências políticas com a federação local – no caso, por conta dos direitos de transmissão do jogo – não é inédito no Brasil. Em 1998, um Fla-Flu do Campeonato Carioca não aconteceu por W.O. duplo. Os dois clubes se solidarizaram ao Botafogo, que dias antes havia se recusado a jogar contra o Vasco, e avisaram que só iriam a campo quando a Ferj remarcasse o clássico. Em represália, a federação transferiu o duelo do Maracanã para Moça Bonita. Por intermédio da Liga Carioca, entidade que reunia o trio contrário à federação, os dois clubes conseguiram então uma liminar para não entrarem em campo naquela quarta-feira. E assim ocorreu.
No dia seguinte, como se nada tivesse acontecido, o Vasco derrotou o Bangu e comemorou o título estadual. O TJD da Ferj ignorou as liminares da Justiça e aplicou WO no Botafogo contra o Vasco e em Flamengo e Fluminense pelo clássico. O Flamengo ainda se recusou a entrar em campo contra o Vasco.
A polêmica toda aconteceu porque Flamengo, Fluminense e Botafogo acusaram a Ferj de descumprir acordo entre os clubes e beneficiar o Vasco na montagem da tabela. Os três clubes chegaram a declarar o Estadual como morto e fazer planos para um campeonato da Liga em 1999.
O então presidente da Ferj, Eduardo Vianna, porém, foi certeiro ao prever que a rebelião não duraria muito tempo e que trocas no comando de Flamengo e Fluminense no fim daquele ano reaproximariam os clubes da federação. Foi o que aconteceu. Os W.O.s foram mantidos, assim como o título do Vasco, e em 1999 o campeonato aconteceu normalmente, com título do Flamengo, o primeiro de um tricampeonato. Ao longo dos anos, os clubes voltariam a se unir, se desunir e a enfrentar a federação. Mas 19 anos depois, o Carioca segue vivo e a Ferj continua tendo um poder muito maior do que deveria – com uma nova polêmica prestes a começar em relação ao mando de campo do clássico do próximo sábado.
“O torcedor do Flamengo pode saber que vou me doar ao máximo”. Com esta frase, Pará começou sua trajetória no Mais Querido, em 2015. Pedido de Vanderlei Luxemburgo, contratado em troca de uma dívida de 15 anos do Grêmio com o Flamengo, o lateral chegou inicialmente para ser uma sombra do Léo Moura. Em um curto período de tempo, ele conseguiu a titularidade no Fla. Hoje, em bela atuação do Flamengo contra o Madureira, o lateral-direito completou 100 jogos com a camisa do Fla. Confira alguns trechos desta história:
foto: equipe de comunicação do Flamengo
Chegada ao Flamengo
Prestes a se tornar o único atleta contratado na gestão de Vanderlei Luxemburgo que ainda está no Flamengo — com a iminente saída de Marcelo Cirino –, Pará não teve vida fácil em sua chegada ao clube. Contratado para suceder Léo Moura, que tinha contrato vencendo no fim do Campeonato Carioca num período já pensando como despedida do clube após dez anos, Pará chegou sob certa desconfiança da torcida. Luxa, porém, era só apoio: “O Pará é um jogador que não dá sustos. Ele vai ser sempre nota 7. O apoio dele é eficiente, a marcação é eficiente” afirmou Luxa à época.
Pará e Bressan sendo apresentados
A decisão de Léo Moura de aceitar uma proposta do futebol americano antecipou a promoção de Pará ao time titular. No entanto, ele estava longe de ganhar a vaga em definitivo.
Gol contra no Fla-Flu
Engana-se que pensa que Pará teve vida fácil após a vaga de titular. No primeiro semestre de 2015, o lateral emplacou uma sequência de 29 jogos com a camisa do Fla, com altos e baixos e sempre precisando lutar contra a desconfiança do torcedor. Na quarta-rodada do Campeonato Brasileiro de 2015, em um Fla-Flu, teve uma daquelas atuações para se esquecer. Além de participar de um lance onde o árbitro marcou pênalti contra o Flamengo, ele também fez um gol contra. O Fluminense venceu esta partida por 3 a 2. O início instável fez que o Flamengo aproveitasse a saída de Alecsandro para o Palmeiras para contratar a primeira sombra para o lateral paraense: Aírton, que no entanto nunca foi capaz de ameaçar seriamente a titularidade de Pará.
O Bonde da Stella
Certamente o pior momento do atleta no Flamengo. Pará foi envolvido, ao lado de Éverton, Paulinho, Marcelo Cirino e Alan Patrick, no episódio chamado “Bonde da Stella”. Ao longo do ano, fotos e vídeos do grupo bebendo já tinham vindo à tona, até que se descobriu que, após uma derrota no Campeonato Brasileiro, em uma fase onde o time colecionava derrotas, eles tinham saído à tarde para um churrasco. O Flamengo decidiu afastar os cinco jogadores, e boa parte da torcida queria que eles fossem dispensados.
Os cinco acabaram sendo reintegrados, sendo que Paulinho foi emprestado no início da temporada seguinte ao Santos e não voltou a jogar pelo Flamengo. Atualmente, só Pará, Éverton e Cirino seguem jogando no clube – mas este último pode se transferir para o Internacional a qualquer momento.
Chegada de Rodinei
Com a chegada de Muricy e a posterior contratação de Rodinei, Pará mais uma vez precisou batalhar por sua posição no time titular. Passada a primeira temporada do lateral paraense, sem conseguir conquistar confiança absoluta, a diretoria resolveu apostar em Rodinei, que virou dono da posição, deixando Pará quase três meses sem atuar.
Reviravolta com Zé Ricardo
Parecia o fim, porém uma lesão do titular absoluto da lateral direita abriu brecha, e o lateral-direito soube aproveitar a chance que teve. Com a chegada de Zé Ricardo e uma sequência de boas atuações, e 6 assistências ao longo do Campeonato Brasileiro, Pará retornou ao time titular. Além disso, o camisa 21 também conseguiu um fato raro: reconquistar a torcida do Flamengo. Ele superou toda a desconfiança de 2016 e apagou definitivamente o episódio do “Bonde da Stella”.
Pará e Éverton na atual temporada. Foto: Gilvan de Souza/ Flamengo.
O presidente Eduardo Bandeira de Mello foi outro que ficou satisfeito com o desempenho do lateral-direito.
– Para mim não é surpresa nenhuma, o Pará sempre foi considerado um excelente lateral, aliás o Flamengo está muito bem servido de laterais-direitos. Além do Pará, temos o Rodinei, o Thiago Ennes (emprestado para o União da Ilha da Madeira), o Klebinho, o Wesley (os últimos dois da base) e eu no sub-70, que sou um lateral-direito razoável. Na realidade, eu sempre defendi porque, para mim, “vestiu rubro-negro, não tem pra ninguém”. Mas é claro que o fato de ele ter sido perseguido por parte da imprensa, por alguns setores, me fazia defendê-lo ainda mais. Eu não gosto de injustiça – afirmou o presidente Eduardo Bandeira de Mello.
Ano de conquistas
Em toda sua jornada no Mais Querido, Pará encontrou pelo caminho vaias, desconfiança e também o banco de reservas. Mas nunca se abateu com as dificuldades e vê neste terceiro início de temporada no Flamengo a chance de começar a colher frutos após anos de insistência.
– É trabalho, não tem outra questão a não ser trabalhar, vir aqui no CT, se dedicar bastante, sair de casa de cabeça erguida, vir lá falar: vou vencer. E isso aconteceu. Prefiro até não falar tanto do meu início, pensar no momento atual e continuar trabalhando com meus companheiros. Até nos meus momentos de adversidade eu sempre procurei manter a tranquilidade, a cabeça boa, e conversando com os familiares eu dizia que ia dar a volta por cima, conquistar a confiança do torcedor e da diretoria que me trouxe para cá. Eu fico feliz de estar colhendo os frutos – disse o lateral sobre sua volta por cima numa entrevista recente.
foto: Gilvan de Souza/ Flamengo
Números
Em seu centésimo jogo, Pará é o sexto jogador com mais atuações pelo Flamengo no atual elenco. Com apenas três gols em toda sua passagem, o camisa 21 esteve em 55 vitórias, 20 empates e 25 derrotas. O lateral ainda não conquistou títulos pelo Flamengo, mas prometeu mudar essa história nesta temporada
– É um ano que a gente precisa dar mais de cada um da gente, porque a gente precisa conquistar títulos, e eu tenho certeza que a gente vai conquistar – disse ele na sua última entrevista coletiva.
Outras formas de ajudar este projeto:
– Nosso site faz parte do plano de afiliados do Nação, o programa de sócio-torcedor do Flamengo. Se você clicar em bit.ly/STdoMundo Bola e aderir ao programa, ou até mesmo renovar seu atual plano, o Mundo Bola ganha 50% da sua primeira mensalidade.
O Mundo Bola publicou na sexta-feira um levantamento mostrando que, entre os chamados “12 grandes” do futebol brasileiro, Flamengo e Cruzeiro eram os únicos invictos e com 100% de aproveitamento na temporada. A goleada contra o Madureira manteve o impecável retrospecto rubro-negro. Já o Cruzeiro empatou no sábado com a URT, mantendo a invencibilidade mas pertendo o aproveitamento perfeito. Com isso, o Flamengo tem isoladamente o melhor início de temporada entre os grandes clubes brasileiros e agora está a uma vitória de igualar a arrancada de 2011, quando venceu os oito primeiros jogos oficiais do ano.
Veja o aproveitamento dos 12 grandes neste início de temporada:
Um tweet da Rádio Brasil durante a partida entre Flamengo x Madureira, quando a vitória do Flamengo já estava encaminhada, assim como o confronto contra o Vasco com mando de campo e vantagem do empate para o rubro-negro, causou polêmica.
FERJ destaca que melhor campanha não caracteriza mandante para semis e reunião nesta 2a definirá questão da torcida única.
Ocorre que o regulamento do campeonato é claríssimo sobre o mando de campo para os primeiros colocados nos grupos B e C (Flamengo e Fluminense) na semifinal da Taça Guanabara.
A questão ganhou importância inesperada depois de uma liminar, atendendo a pedido do Ministério Público, determinar a realização de clássicos com torcida única no estado do Rio. O presidente do Vasco, Eurico Miranda, afirmou que o seu time não disputará clássicos sem torcida. O presidente Eduardo Bandeira de Mello também se manifestou contra a decisão e disse que o Flamengo pretende recorrer quando for notificado. O governo do Rio também já afirmou que irá recorrer contra a medida.
Além da questão da torcida única, porém, há um outro empecilho para a realização do clássico no Engenhão. Como o duelo acontecerá no sábado de Carnaval, dia em que haverá 81 blocos circulando pelo Rio de Janeiro, além de desfile do grupo de acesso no Sambódromo, é possível que o Gepe não garanta condições de segurança para a realização da partida. A opção seria fazer o clássico em outro estado. No ano passado, a semifinal do Carioca entre Flamengo e Vasco foi em Manaus.
Caso o Flamengo se classifique para a final e o adversário seja o Fluminense, a presença da torcida pode ser definida por sorteio, jã que o regulamento prevê que o mando será definido desta maneira.
Outras formas de ajudar este projeto:
– Nosso site faz parte do plano de afiliados do Nação, o programa de sócio-torcedor do Flamengo. Se você clicar em bit.ly/STdoMundo Bola e aderir ao programa, ou até mesmo renovar seu atual plano, o Mundo Bola ganha 50% da sua primeira mensalidade.
O Flamengo precisava apenas do empate para garantir o primeiro lugar do grupo e a vantagem de empate na semifinal da Taça Guanabara, contra o Vasco. Mas conseguiu bem mais do que isso: derrotou o Madureira por 4×0 em Volta Redonda, mantendo o aproveitamento de 100% no Carioca e em jogos oficiais na temporada. A cereja do bolo foi o quarto gol, uma pintura do menino Lucas Paquetá, que se reapresentou ao Flamengo na última quinta-feira após uma má participação no Sul-Americano sub-20 com a seleção.
– Primeiramente eu dou graças a Deus por ter feito meu primeiro gol nos profissionais. Eu dei um passe pro Mancuello, o goleiro cortou, eu vi ele adiantado e resolvi arriscar. Eu fico muito feliz pelo carinho da torcida, eles estão sempre apoiando e sempre incentivando, agradeço a eles pelo apoio, quero manter meu foco, fazer o meu melhor para ir conquistando meu espaço – afirmou o meia formado na base rubro-negra, que acertou um chute de primeira desde o círculo central no ângulo do gol do Madureira.
Antes da pintura de Paquetá, o Flamengo sofreu para abrir o placar. Foram 15 escanteios no primeiro tempo sem levar perigo. Pouco antes do intervalo, o zagueiro Alex, que já tinha cartão amarelo, fez uma falta no meio campo e levou o segundo cartão, sendo expulso. Na jogada seguinte, Diego perdeu a bola dentro da área, mas recuperou com um carrinho e chutou para abrir o placar.
No segundo tempo, mesmo com um a mais, o Flamengo levou um susto: Willian Arão saiu jogando errado, e a bola ficou com o Madureira. Esquerdinha ganhou de Trauco na disputa aérea e cabeceou no travessão.
Apesar do resultado de 1×0 já garantir o objetivo, Zé Ricardo decidiu se aproveitar da vantagem numérica e mandar o Flamengo para cima. Tirou Willian Arão e colocou Lucas Paquetá. Pouco depois, Guerrero recebeu de Miguel Trauco – a quinta assistência do lateral peruano – e marcou seu sexto gol no Carioca (e sexto na temporada em igual número de jogos). O atacante, porém, sentiu a perna depois do chute e foi substituído por Felipe Vizeu, outro que estava com a seleção sub-20.
Logo em sua primeira participação, Vizeu fez bela jogada pela ponta e rolou para Mancuello marcar o terceiro gol. Ainda houve tempo para Paquetá marcar o dele.
O Flamengo enfrenta agora o Vasco pela semifinal da Taça Guanabara com vantagem do empate. O regulamento dá o mando de campo ao rubro-negro, que teoricamente jogará com torcida única no Engenhão. Como o presidente vascaíno, Eurico Miranda, afirmou que não jogará clássico sem torcida, a Ferj deve convocar uma reunião para discutir a questão.
Antes do clássico, o Flamengo volta a campo quarta-feira, pela Primeira Liga, contra o Ceará. O time já garantiu a classificação para a segunda fase com uma rodada de antecedência e também joga pelo empate para assegurar o primeiro lugar do grupo.
Após uma vitória sem grandes emoções diante do América-MG, jogo válido pela Copa na Primeira Liga, atuando com um time praticamente reserva (Alex Muralha e Éverton jogaram), o Flamengo chegou à sexta vitória em 6 jogos oficiais em 2017, ainda tendo marcado 16 vezes e sofrendo apenas dois gols.
Zé Ricardo utilizou 23 atletas em dois jogos na Primeira Liga (contra Grêmio e América-MG): Alex Muralha, Willian Arão, Paolo Guerrero, Mancuello, Miguel Trauco, Réver, Pará, Éverton, Rômulo, Rafael Vaz, Diego Ribas, Orlando Berrío, Gabriel, Marcio Araújo, Rodinei, Juan, Renê, Leandro Damião, Donatti, Cuéllar, Adryan, Cafu e Léo Duarte. Desses, apenas 5 disputaram as duas partidas do Mengão na competição, sendo eles, Alex Muralha, Éverton, Berrío, Gabriel e Marcio Araújo.
Já no Campeonato Carioca, onde também estamos com 100% de aproveitamento, em 4 partidas, foram 20 atletas que já entraram em campo: Alex Muralha, Pará, Rafael Vaz, Réver, Miguel Trauco, Rômulo, Willian Arão, Mancuello, Diego Ribas, Adryan, Paolo Guerrero, Rodinei, Marcio Araújo, Juan, Éverton, Cuéllar, Leandro Damião, Gabriel, Marcelo Cirino e Orlando Berrío.
No Carioca, o Flamengo possui média de 3,25 gols marcados por partida. Já na Primeira Liga, a média cai para 1,5 gol por jogo.
Créditos na Imagem Destacada: Staff Images – Flamengo
Outra forma de ajudar este projeto:
– Nosso site faz parte do plano de afiliados do Nação, o programa de sócio-torcedor do Flamengo. Se você clicar em bit.ly/STdoMundo Bola e aderir ao programa, ou até mesmo renovar seu atual plano, o Mundo Bola ganha 50% da sua primeira mensalidade.
A temporada 2017 está apenas começando, mas para um jogador em especial tem sido bastante proveitosa. O lateral-esquerdo Moraes, de 19 anos, vem aparecendo com destaque no time juniores do Flamengo. No jogo deste sábado, Moraes marcou dois dos três golaços do Flamengo na vitória por 3 a 1 sobre Madureira, na Gávea. O fato raro só confirma o bom momento do atleta com a camisa rubro-negra.
– Fui muito feliz nas duas oportunidades que tive. Na primeira eu calculei que o goleiro não conseguiria chegar na bola e chutei do meio campo mesmo. Na segunda eu matei e mandei do jeito que veio, a bola nem tocou no chão. Fico feliz pelos gols. Tive algumas boas atuações na Copinha e até mesmo no Carioca tenho ajudado bastante os meus companheiros com passes para o gol, mas sem dúvidas essa foi a minha melhor atuação pelo Flamengo – disse entusiasmado.
Em 2017 Moraes atuou nos oito jogos em que foi relacionado e soma três gols nessas partidas. Números que já superam os da temporada passada, quando o lateral entrou em campo em sete oportunidades, e começou no banco de reservas uma única vez vez. Foi inscrito na Copa São Paulo de Futebol, mas ficou no Rio como suplente. Com a contusão de Michael, considerado uma das joias da base do Flamengo, foi chamado para integrar o grupo e passou a ter mais espaço no time. Veja o gol de Moraes na Copinha.
A ascensão no juniores rendeu a Moraes oportunidades no grupo profissional – participou dos treinamento de pré-temporada no Ninho do Urubu -, e na última semana foi relacionado para o duelo contra o América-MG, válido pela Copa da Primeira Liga. Sobre a experiência de ser relacionado para um jogo do time de cima, declarou:
– A experiência foi muito boa. Todo mundo aqui trabalha para ter essa oportunidade. Mesmo não jogando, foi bom estar no meio e aprender com os mais experientes. Aproveitei ao máximo e sempre vou me dedicar para quando receber novas chances corresponder às expectativas.
Juninho, como era chamado no Atlético-GO, seu ex-clube, chegou ao Flamengo em maio de 2016 por empréstimo de dois anos. A transação não teve quantias financeiras envolvidas. O empréstimo do jogador foi feito mediante o indulto de uma dívida de R$ 350 mil do clube goiano com o Mais Querido, proveniente de salários atrasados de atletas.
Moraes em sua passagem pelo Atlético-GO. Foto: Divulgação ACG
Segundo os dirigentes do Atlético à época da concretização negócio, a transferência tinha como objetivo valorizar o jogador, que no Flamengo teria uma visibilidade maior, podendo, inclusive, chegar às seleções de base. O vínculo do jogador com o clube goiano vai até julho de 2020 e não é por acaso. Moraes é visto como uma das boas promessas da base do Dragão nos últimos anos. Porém, antes de chegar no Atlético, teve passagens pelas bases do Goiás e Ovel, além de treinar na escolinha do Flamengo em sua cidade natal, Goianira.
O nome de Moraes trás uma curiosidade em sua origem: Onitlasi Júnior de Moraes Rodrigues. A ideia foi avô paterno que atende pelo nome de Isaltino – que de trás para frente fica Onitlasi – e batizou o pai de Moraes, que deu ao filho o mesmo nome para a tradição da família continuar. Haja criatividade!
Outras formas de ajudar este projeto:
– Nosso site faz parte do plano de afiliados do Nação, o programa de sócio-torcedor do Flamengo. Se você clicar em bit.ly/STdoMundo Bola e aderir ao programa, ou até mesmo renovar seu atual plano, o Mundo Bola ganha 50% da sua primeira mensalidade.
A classificação do Vasco para a semifinal da Taça Guanabara e a liminar concedida pela Justiça na sexta-feira que determinam que clássicos no Rio devem ter torcida única dão um novo valor ao jogo de amanhã contra o Madureira. Um empate garante ao Flamengo o primeiro lugar, que, além da vantagem do empate contra o Vasco na semifinal, dá o direito de poder jogar com a sua torcida caso a liminar não seja revertida ao longo da semana.
Caso perca para o Madureira e acabe em segundo lugar do grupo, o Flamengo terá que enfrentar o Fluminense, precisando da vitória, em um estádio apenas com torcida tricolor.
O presidente Eduardo Bandeira de Mello já se pronunciou contra a decisão judicial e disse que o clube deve recorrer quando for notificado. O governo do Estado também já anunciou que vai recorrer. A situação de momento, porém, é essa.
Diante desse cenário, o técnico Zé Ricardo deve optar por força máxima na partida de amanhã, às 17h, em Volta Redonda.
Para a final da Taça Guanabara, o regulamento não prevê vantagem de empate nem de mando de campo, que seria definido por sorteio.
Outras formas de ajudar este projeto:
– Nosso site faz parte do plano de afiliados do Nação, o programa de sócio-torcedor do Flamengo. Se você clicar em bit.ly/STdoMundo Bola e aderir ao programa, ou até mesmo renovar seu atual plano, o Mundo Bola ganha 50% da sua primeira mensalidade.
Há dois jogos sem vencer, o Flamengo entrou em campo na manhã deste sábado (18), na Gávea, diante do Madureira, adversário direto do Rubro-Negro por vaga nas semifinais da Taça Guanabara. Desfalcado de Vinicius Junior e Lincoln, que estão com a seleção sub-17, o Mais Querido derrotou o Tricolor Suburbano por 3 a 1, com dois gols do lateral-esquerdo Moraes, e um do meia Patrick. Bernardo descontou para o Madureira.
Com o resultado, o Flamengo reassumiu a liderança do Grupo A da Taça Guanabara. O Rubro-Negro está empatado com a Cabofriense em 10 pontos, três vitórias e saldo de 8 gols, mas leva vantagem no critério gols pró: 14×12.
O jogo
Enquanto os times ainda se estudavam, Patrick, na ponta direita, encontrou Moraes, que estava no meio. O lateral-esquerdo do Flamengo dominou e acertou um belo chute no ângulo esquerdo do goleiro Lucão, aos cinco minutos de partida.
Os Garotos do Ninho por pouco não ampliaram após a boa jogada de Kleber e João Pedro, também pelo lado direito. O camisa 10 foi à linha de fundo, e cruzou rasteiro na medida. Lucas Silva e Patrick entraram na área, mas não conseguiram alcançar.
Após essa boa oportunidade desperdiçada, o Flamengo cedeu espaço para o adversário que passou a ter o controle da posse de bola. Comandado pelo camisa 10 Rickson, o Madureira começou a incomodar o goleiro Hugo.
Aos doze minutos, Rickson cobrou falta e o zagueiro Jordan cabeceou forte pra fora. O Tricolor continuou pressionando e aos 19′, chegou ao empate com o atacante Bernardo, após bate e rebate da zaga rubro-negra. A virada quase veio após André Baumer se atrapalhar com a bola e deixar o atacante Diego finalizar. Mas o camisa 7, frente a frente com o goleiro Hugo, chutou pra fora.
A etapa complementar caracterizou-se por um amplo domínio rubro-negro. O Flamengo não chegou a fazer uma grande pressão, mas era quem mais criava e buscava o gol de desempate. E ele veio aos 14 minutos. Kleber sofreu falta na entrada da grande área e, na cobrança, Patrick acertou o ângulo de Lucão.
Jardeu entrou no lugar de Loran, e em sua primeira participação quase marcou o terceiro numa bela cabeçada à queima-roupa. O terceiro gol não saiu com Jardeu, mas não deixou de ser bonito. Em um lance de pura felicidade, Moraes recebeu de Patrick, não deixou a bola tocar no chão, e mandou cruzado no canto do goleiro Lucão. Flamengo 3×1 Madureira.
O Mais Querido permanece com 100% de aproveitamento na Gávea, lugar em que disputará a sua próxima partida, na quarta-feira (22), às 15h, diante do Carepebus/Campos.
O vice-presidente de Administração do Flamengo, que vem sendo responsável pela obra do estádio da Ilha, divulgou neste sábado uma imagem da cadeira do banco de reservas da futura casa do Flamengo.
O Flamengo espera fazer a estreia da Libertadores, no próximo dia 8 de março, no estádio da Portuguesa, que alugou por três anos. As cadeiras já começaram a ser instaladas nas arquibancadas e o gramado já foi colocado.
Outras formas de ajudar este projeto:
– Nosso site faz parte do plano de afiliados do Nação, o programa de sócio-torcedor do Flamengo. Se você clicar em bit.ly/STdoMundo Bola e aderir ao programa, ou até mesmo renovar seu atual plano, o Mundo Bola ganha 50% da sua primeira mensalidade.