Autor: diogo.almeida1979

  • Política Rubro-Negra #7 – Vice-presidente de TI Luiz Filipe Teixeira (parte 2)

    Entrevista feita por Diogo Almeida e Rodrigo Rötzsch

    Na segunda parte da entrevista exclusiva ao Mundo Bola, concedida na última segunda-feira, na Gávea, o vice-presidente de Tecnologia da Informação, Luiz Filipe Teixeira, fala de como chegou ao cargo, do comportamento dos VPs no Twitter, da defesa que faz ao presidente Eduardo Bandeira de Mello e da surpresa que foi a prisão do ex-vice-presidente de Futebol Flávio Godinho. No fim da entrevista, Luiz Filipe, que esteve recentemente na Ilha acompanhando as obras, fala do estádio que deve receber os jogos do Flamengo na Libertadores.

    luiz filipe teixeira

    Ele diz que ninguém pressiona mais por resultados positivos no futebol do que a própria diretoria. “Não tem ninguém que pressione mais o clube do que a gente, que doa o nosso o tempo. A gente gasta dinheiro com o Flamengo, a gente viaja para ver o Flamengo jogar, a gente paga do bolso.A torcida pode ter certeza que não tem ninguém que faz mais pressão por resultados, não apenas no futebol, do que a gente, porque é o que retorna para a gente de felicidade”, afirma.

    Perdeu a primeira parte da entrevista, na qual Luiz Filipe fala sobre o trabalho da TI? Leia aqui!

     



     

    O Orlean é um cara que veio do clube para a FlaTT. Já você era um cara que já participava da FlaTT e hoje é vice-presidente do clube. Como isso aconteceu?

    Foi engraçada a maneira como eu virei vice-presidente porque não era um desejo meu. Eu entrei no SóFla nos 60 anos do Zico, em 2013, eu comprei o título, um amigo, o Bruno Barki, virou e disse: você é um cara bom, a gente precisa de pessoas boas. Entrei. Pensei em fazer alguma coisa que ajudava em clube, a gente fez o Fla em Dia, deu 700 mil reais. Me dava um prazer imenso. A gente parou depois do Profut, porque o Profut ainda não teve a consolidação final da dívida para ter o novo código de dívida e emitir os Darfs novos. O Fla em Dia vai voltar. Pode ser comigo, ou a gente pode eleger alguém pra tocar, não tem problema nenhum, o Fla em Dia é muito fácil de tocar hoje em dia, agora loucura do início, de noites mal dormidas passou.

    Voltando ao assunto: depois disso eu comecei a ter um relacionamento dentro do SóFla. O SóFla tem algumas lideranças. O nosso maior poder dentro do SóFla é exatamente não ter caciques. Mas tem pessoas que tem liderança natural. Tem pessoas que não gostam de falar em público; eu gosto muito de falar em público. Então alguns postos de liderança são ocupados. E naturalmente eu me tornei uma das pessoas mais ativas do SóFla. O SóFla sempre trabalhou muito para que não existissem outras chapas, que continuasse o mesmo Conselho Diretor de 2013, e não foi possível. E aí neste momento o SóFla tomou a decisão de continuar com o Conselho Diretor. A gente não apoiou A ou B, a gente apoiou exatamente o que estava sendo feito no clube. Não dava para apoiar uma pessoa que tava saindo. A gente não apoiava pessoas, a gente apoia uma filosofia. Na hora que o Flamengo tiver as mesmas pessoas que estão lá e que a filosofia for outra, a gente pode retirar o apoio. O SóFla não é o grupo do Bandeira. E não é um grupo que eu tenha liderança, que o Rafael (Strauch) tenha liderança, que outras pessoas tenham liderança. É um grupo que tem valores muito fortes e que todo mundo é escutado.

    luiz filipe SóFLA

    E no momento que eu tive um certo papel de liderança, que a gente começou a falar de campanha, algumas pessoas foram indicadas para serem coordenadoras da campanha e alguns vice-presidentes e presidentes de poder pediram que eu fosse o coordenador da campanha. E isso me surpreendeu, porque algumas pessoas tinham alguma restrições para serem coordenadoras da campanha da Chapa Azul, e eu não tinha nenhuma restrição naquele momento, e eu não tinha nenhuma restrição a ninguém no clube. Não tinha ninguém no clube que tivesse alguma história comigo, que tivesse alguma barreira para eu me relacionar com todos os grupos que tem dentro do Flamengo. E continuo achando que eu tenho pouquíssima resistência dentro do Flamengo para me relacionar com todos os sócios, com todos os grupos que aqui estão. Eu fui na reunião para direcionar um coordenador e virei eu o coordenador da campanha.

    Eu acho que quando o Flamengo te pede algumas coisas você não pode dizer não. Quando o Flamengo pede e está necessitando, eu acho que a gente tem que se doar, mesmo que você não seja a pessoa mais adequada para aquele momento. Se amanhã o Flamengo tiver necessidade que eu esteja em qualquer outro cargo, e for unânime, ou pelo menos a maioria acredite que eu posso ajudar daquela maneira, eu vou servir ao Flamengo como for. Depois da campanha teve a saída de algumas pessoas, infelizmente, e a gente foi recompor, estrategicamente, o Conselho Diretor. Neste momento eu já fazia parte dessa mesa de discussão, e na hora que o vice-presidente de Planejamento saiu, o Pedro Almeida foi pro lugar dele pra vice-presidência de Planejamento, eu já tinha muita interação com a TI do Flamengo e foi natural. Na hora que rearrumou-se o Conselho Diretor, o Eduardo perguntou: o Filipe vem então para a Tecnologia? Já era um pensamento do Eduardo que eu viesse a ser o vice-presidente de Tecnologia. Sou muito grato a ele pelo convite e foi desta maneira que eu virei um vice-presidente de fora para dentro. Foi ao acaso mesmo, e muito pelo envolvimento que eu tive, foi uma consequência natural.

    O Tabet outro dia deu uma entrevista e disse que, na visão dele, que não sei se é a visão do clube, o Twitter institucional do Flamengo tem obrigações, mas os vice-presidentes no Twitter podem falar o que quiserem. Você concorda com essa visão?

    Os vice-presidentes de vez em quando, quando colocam alguma coisa no Twitter, geram algumas reações. Algumas vezes reações positivas, outras não. A gente tem que deixar claro o seguinte: a gente não é vice-presidente, a gente está vice-presidente. E o Pedro Iooty (presidente da Assembleia Geral) costuma dizer que o Flamengo não é para quem quer e nem para quem pode: é para quem aguenta. Porque tem muitas vezes que acontecem determinadas coisas que você pensa realmente se tudo tá valendo a pena. E é claro que depois de uma noite bem dormida você tem certeza que você tem que continuar fazendo pelo Flamengo. Sinceramente os xingamentos não me perturbam. Eu bloqueio pouquíssimas pessoas, porque eu não sou vice-presidente, eu estou vice-presidente.

    A gente está tentando organizar melhor. Eu não quero chegar ao ponto de não poder comemorar e fazer algumas brincadeiras no Twitter, mas a gente não quer atrapalhar o trabalho da Comunicação. E a gente não quer atrapalhar nenhum profissional que esteja no Flamengo. Porque se os vice-presidentes atuarem de maneira correta, a gente vai atrair pessoas boas pro Flamengo. Por quê? O Márcio (Mac Culloch, diretor de Comunicação) é um cara que veio do mercado pro Flamengo. Se ele não conseguir performar o que ele decidiu para a carreira dele e a vida dele, por conta de uma atuação de terceiros, ele vai pra outro lugar, porque é um cara líquido no mercado. Os diretores do Flamengo são líquidos no mercado. Então você tem que respeitar o trabalho profissional pra que a gente não atrapalhe. Mas eu também não quero largar de fazer uma brincadeira, de falar alguma coisa, de colocar uma foto. Eu também sou torcedor. Eu sou uma pessoa física. Eu só tenho que tomar cuidado para não atrapalhar o que o Flamengo quer, não dar nenhuma informação. Eu sou uma das pessoas que mais pensam nos projetos estruturantes. E dar estrutura à Comunicação é um deles. Comunicação tem que decidir o que comunicar, e não ter uma decisão da diretoria e as pessoas saberem pelo Twitter. O que a gente vem tentando fazer é não gerar polêmica. Tem umas brincadeiras que a gente faz, você é torcedor, você tá envolvido naquilo. Ontem (domingo) teve uma postagem do Fluminense que virou alvo de piada no Twitter e eu brinquei dizendo que o Marketing e a Comunicação do Flamengo têm que melhorar muito para chegar no nível que o Fluminense tá, e até me arrependi depois. Porque a gente se diverte muito mais com os erros deles, do que com o nosso, que está dando tão certo. Tá tão certinho, que a gente agora se diverte com o marketing e a comunicação dos outros times. Então a gente sabe da responsabilidade. Algumas pessoas dizem que vice-presidentes não podem fazer determinadas brincadeiras no Twitter. Tá correto, porque se alguma pessoa pensou daquela maneira você tem que prestar atenção no que ela está falando, mas a gente não pode ser um robô. Você não se relacionar com mais ninguém e não dar determinadas opiniões. É claro que se alguém perguntar para mim, e de vez em quando tem algumas pegadinhas lá, o que você acha de tal jogador? A gente nunca responde. Você sabe que as pessoas tentam fazer algumas pegadinhas. Na última reunião definimos alguns códigos de conduta. A gente tem uma marca muito forte e a gente tem que fazer de tudo para não prejudicá-la.

    O Mauro Cezar, da ESPN, criticou no Twitter torcedores que creditam todo o sucesso administrativo do Flamengo somente ao presidente. Você replicou que de fato o presidente não joga sozinho, mas é o craque do time e acerta a maioria dos passes. Queria que você falasse um pouco sobre essa importância do Bandeira e se vocês já vislumbram como vai ser quando esse cara que é tão importante pro time tiver que ser substituído, ir pro banco, daqui a dois anos.

    Tem alguns tweets, e eu não tô citando o Mauro, que como tuiteiro tem o lado rubro-negro dele também, mas tem alguns tweets ali em que algumas pessoas tentam desconstruir a imagem do presidente. E eu costumo dizer que o presidente do Flamengo é a pessoa mais importante dentro do clube. Todo mundo acerta e erra nesta vida, todo mundo. Eu tenho 20 anos na mesma empresa, e eu sempre trabalhei para que nos acertos você pudesse reconhecer as pessoas, e que nos erros das pessoas você pudesse confortá-las mesmo dando um feedback do que era correto. Eu vejo que algumas pessoas tentam desconstruir a imagem do presidente do Flamengo. Tira o nome do Eduardo aí, é o presidente, seja ele quem for, que venha de outra chapa ou não, esse presidente não pode ser atacado ao nível pessoal, pelo menos por mim não será. Não falo de decisões, claro. Todos os rubro-negros deveriam ter isso em mente: na hora que você expõe o presidente do Flamengo, você expõe a instituição. Na hora que xinga qualquer pessoa ligada ao Flamengo, qualquer outro dirigente. É jogar contra. O Eduardo não faz nada sozinho e nunca fará, só que eu costumo dizer que o presidente do Flamengo é 24 horas por dia, sete dias por semana. Imagina a doação que o Eduardo tem, a quantidade de paciência que ele tem, porque ele é uma pessoa pública que se ele estiver almoçando em um shopping e o Flamengo estiver bem o cara vai encher o saco dele, se o Flamengo estiver mal o cara vai encher o saco dele! E aí, eu acho injusto com a figura do presidente a colocação de algumas pechas ainda nele, e que não são dele. Ninguém hoje valoriza mais ou menos o Eduardo, a gente valoriza o presidente do Flamengo. O Eduardo nunca fez nada sozinho, o clube tem 15 vice-presidentes e um corpo profissional hoje muito grande altamente qualificado.

    Agora, o Eduardo como presidente é muito bom. Ele tem lá naquela sala 15 loucos que são pessoas de mercado, expoentes em suas áreas de atuação. Imagina liderar todos eles. Só tem cachorro grande no Conselho Diretor e acontecem muitas coisas e o Eduardo tem uma habilidade absurda para continuar à frente desse grupo. Na hora que acontece um problema pode expor um vice-presidente? Pode. Mas quem tem a caneta de presidente é ele. A responsabilidade quem carrega é ele. A torcida não lembra que os erros são dos vice-presidentes, quem leva a culpa será sempre o presidente. ]
    Quanto ao presidente atual, não há culto à imagem dele. Existe sim uma necessidade de fortalecer o cargo, que estava desgastado. Porque na hora que temos um presidente forte, temos um clube forte. Todo mundo fala que o SóFLA apóia, é a base. Por diversas vezes o SóFLA levou críticas ao Conselho Diretor mesmo tendo vice-presidentes no CoDi. Só que a gente faz de uma maneira correta. De uma maneira interna, sem expôr o clube. Alguns rubro-negros, por alguma necessidade, ou por algum intuito que aí que cabe a cada um saber qual é, tenta pisar no pé do Bandeira, ou no pé do presidente, seja elequem for. Em relação aos sócios, existe um estatuto que indica como ele deve se relacionar. O Eduardo atende qualquer um no clube. Se um sócio tem a necessidade de fazer uma crítica ao Eduardo, ele tá ali.

    Esse tweet que você perguntou não foi uma resposta direta para o Mauro. O índice de passe do Eduardo é altíssimo. Claro que vai errar, como todo mundo erra. Eu não acho correto martelar erros e martelar pessoas. A eleição passou há muito tempo e ainda falta muito tempo para a próxima e a gente tem que ganhar aí pelo menos mais uns cinco ou seis campeonatos até lá. Quanto menos turbulência melhor vai ser para o clube. “Ah, não querem que a gente os pressione”. A gente se autopressiona. Não tem ninguém que pressione mais o clube do que a gente, que doa o nosso o tempo. A gente gasta dinheiro com o Flamengo, a gente viaja para ver o Flamengo jogar, a gente paga do bolso. Você gasta seu tempo, seu dinheiro, sua força de trabalho e ainda tem essa retribuição. A torcida pode ter certeza que não tem ninguém que faz mais pressão por resultados, não apenas no futebol, do que a gente, porque é o que retorna para a gente de felicidade. Acho que quanto mais respeitado o presidente, mais respeitada também será a instituição Flamengo. Quanto ao Eduardo, pessoalmente, acredito que ele entrará para a história, sem dúvida.

    Falando agora de um tema desagradável: como repercutiu entre vocês a prisão do Godinho? Vocês já imaginavam que essa possibilidade poderia acontecer ou foram pegos de surpresa?

    Foi uma surpresa. Você não pensa que o cara que está ao seu lado será preso. As pessoas falaram: “ah, o Godinho foi coercitivamente conduzido e o Flamengo não tomou nenhuma ação”. Aí eu penso, vou me colocar na figura do presidente agora tá? Se eu tomo uma atitude naquele momento, eu estaria julgando a pessoa. Cada um tem que ter a sua responsabilidade de se tiver alguma coisa errada, tiver risco de expor o Flamengo, sair por conta própria. Eu consigo falar por mim. Mas eu não posso prejulgar determinadas pessoas. Eu não tiraria uma pessoa que foi testemunha em um processo, por mais que eu pudesse achar que essa pessoa poderia ter um envolvimento num crime, porque eu estaria fazendo um juízo de valor. É uma decisão muito forte.

    Uma vez fui chamado para depor em um caso. Meu CPF tinha sido passado erroneamente no processo. A questão é que eu não tinha nada a ver com a história. Agora imagina que isso acontece depois que eu já sou vice-presidente do Flamengo. Aí sai na mídia que eu fui chamado. As redes sociais repercutem.

    Surpreendeu sim e sempre vai me surpreender alguém que esteja fazendo alguma coisa de errado porque integridade é algo que não abro mão para a minha vida. Cabe ao Flávio se defender. Mas se existisse a hipótese de eu expor o clube como vice-presidente, pediria para sair antes. Ressalto que confio em todas as pessoas que estão sentados à mesa comigo no Flamengo, assim como não vi nenhum conduta incorreta do Flávio durante a VP de Futebol.

    Cada um é responsável por si. Serve de aprendizado para as pessoas que têm desejo de liderar o Flamengo no futuro.

    Sempre frisando que ele ainda não foi julgado e o que ele é acusado de ter feito não tem nenhuma relação com o clube, mas vocês pensam, em nome da transparência reexaminar alguma decisão que ele tenha tomado pelo Flamengo?

    Não. Porque as decisões do clube não estão delegadas totalmente aos vice-presidentes. Dentro do futebol você tem uma estrutura de profissionalismo muito forte com o Rodrigo Caetano, com o Marcos Biasotto, com o envolvimento do Fred Luz e com o presidente também. No Flamengo ninguém toma decisão sozinho. Para contratar uma empresa de cloud (ver primeira parte da entrevista) eu cotei três.. Todas as decisões do Flamengo ficam disponíveis no Conselho Fiscal , assim como os processos do Futebol.


    Vocês já estão pensando em alguém para substituir o Godinho, ou o Bandeira vai acumular ainda por algum tempo?

    Não tem ainda decisão. O Eduardo disse que vai acumular. O CoDi ainda não entrou nessa discussão (até segunda-feira, data desta entrevista). Não há necessidade urgente hoje, por tudo isso que eu acabei de falar sobre a estrutura. Teremos um vice-presidente no momento correto, porque tem que ter mesmo, até por imposição do estatuto. Essa falta de emergência é até um reflexo da organização que a gente que a gente conseguiu implementar, pouco a pouco, no Futebol.

    Qual a dinâmica num caso desses? Por exemplo, no Marketing, ano passado, saiu o Sabino para virar CEO da Primeira Liga, e ficou um tempo sem ninguém até que de repente chega o Orlean. O presidente que leva um nome ou pode partir de algum vice? Qual é o processo?

    A gente discute e chega a um perfil que o Flamengo está precisando. E depois vê quem são as pessoas que poderiam ajudar. Não é tão fácil porque o cara tem que ser sócio. Tem que ter disponibilidade. E tem que querer e aguentar. Para ser vice de Futebol então, aguentar mais ainda.

    Você esteve recentemente nas obras da Ilha. O que pode falar sobre esta visita?

    Eu até escrevi no Twitter que não sou muito fã de estrutura metálica. Quando montaram aquela estrutura metálica na praia de Copacabana para a Olimpíada, muito bonita, eu passava por ali todo dia, olhava e ficava impressionado com a grandiosidade daquela instalação. E eu acabei não indo a nenhum jogo lá durante a Olimpíada… A estrutura que a gente está montando na Ilha me impressionou demais. A qualidade é absurda. A distância do campo te causa ansiedade de ver um jogo ali. Eu fiquei fascinado com a Ilha. Porque eu fui lá no jogo contra o Botafogo, e não se parece com aquele estádio, parece um outro lugar. Me causou uma ansiedade de ver um jogo na Ilha como torcedor. De de repente não estar num camarote…. Claro, que por uma questão de segurança, por ser um vice-presidente, de repente não vai ser possível. Eu acho que as primeiras fileiras da arquibancada da Ilha serão disputadíssimas. Porque você vai estar numa distância muita curta, para incentivar ou para dar uma pressão no adversário. Tivemos uma reunião com a vereadora Tânia Bastos, foi muito boa a reunião, ela explicou que não é nada daquilo. Na verdade ela quer ajudar a fazermos bons eventos na Ilha. É uma pessoa que disse que quer ajudar a organizar, que envolveu todos os órgãos governamentais para se fazer um evento ali, eu acho que acabou sendo benéfico para o Flamengo. Acabou nos ajudando.

  • Tão longe de Deus e tão perto da Odebrecht

    A ESPN exibiu nos últimos dias uma triste série com o Deus do culto da religião rubro-negra, Arthur Antunes Coimbra, o Zico, na qual ele percorria um melancólico Maracanã, largado às traças, ou pior, à Odebrecht, enquanto rememorava dias de glória em que marcou 334 gols no ex-estádio, atual elefante branco.

    Às voltas com uma ameaça de cassação, com um Estado que ajudou a falir enquanto seu padrinho político enchia as burras de joias e ouro na Suíça antes de se mudar para Bangu, o governador Luiz Fernando decidiu enfim lavar o Pezão, digo as mãos, e deixou a Odebrecht decidir para quem repassa a concessão do Maracanã.

    De um lado, a GL Events e a CSM, verdadeiramente capacitadas para gerir o estádio e aliadas ao Flamengo. De outro, a Lagardère, com uma série de problemas nas arenas que administra no Brasil – Castelão e Independência – e sem cumprir as exigências mínimas do edital, e com o Flamengo afirmando terminantemente que não joga mais no estádio sob sua administração. Pezão não viu problema. Deixa a Odebrecht decidir.

    A íntegra Odebrecht, protagonista dos noticiários policiais com suas escabrosas delações, acusada de ter pago propina para ter o direito de reformar o Maracanã e também para conseguir a concessão. Aliada a Eike Batista, que também passa uma temporada em Bangu, que também é acusado de pagar o seu quinhão de propina para conseguir administrar o ex-Maior do Mundo, antes de ver seu império de papel com X ruir e ser forçado a se desfazer da sua parcela do estádio bem antes da sua sócia tentar fazer o mesmo.

    O atento leitor do Mundo Bola já conhece toda essa história de cor e salteado. O que talvez ele não saiba é que enquanto o Flamengo sonha em conquistar a Taça Libertadores da América sem poder jogar no palco onde se consagrou com mais títulos do que qualquer outra agremiação, a Odebrecht já conquistou outro título nas Américas: de campeã de exportação de corrupção. E é a detentora desse desonroso título que tem nas mãos o futuro do Maracanã, e, por que não dizer, do Flamengo.

    odebrecht argentina

    O cartel da Odebrecht no continente, com o perdão do trocadilho, impressiona. O Flamengo trouxe da Argentina Mancuello, do Independiente, e Donatti, do Rosario Central. Já a Odebrecht mostra que a corrupção também não escolhe camisa: lida tanto com um fanático torcedor do Racing, como era o falecido ex-presidente Néstor Kirchner, quanto um ex-presidente do Boca, como o atual mandatário Mauricio Macri. Durante os 13 anos de kirchnerismo, segundo revelou uma investigação judicial, a Odebrecht pagou US$ 35 milhões em propinas ao governo hermano para obter contratos de US$ 278 milhões de dólares. Mas a turma de Macri não ficou fora da festa: o atual chefe de espionagem argentino, amigo e inquilino do presidente, já que se mudou para o apartamento de luxo que Macri deixou vago para ir morar na residência oficial, recebeu US$ 600 mil de Leonardo Meirelles, espécie de “Fernando Baiano” em versão portenha – não o atacante que deixou pouca saudade na torcida rubro-negra por sua passagem de poucos gols em 2003, mas o operador de propina do PMDB. O dinheiro seria uma propina por uma obra de trem comandada por um primo do atual presidente Argentino.

    odebrecht colombia

    Na Colômbia, terra do atual campeão da Libertadores, a internacionalização da marca – de corrupção – da Odebrecht também se faz presente. Lá quem está enrolado é o presidente Juan Manuel Santos, Nobel da Paz no ano passado, que aparentemente não faz negócios só com as Farc. A Odebrecht já confessou ter pago US$ 11 milhões em propina no país. Parte desse dinheiro foi para o senador Otto Bula, como troca pela concessão da obra de uma estrada, e teria ido parar na campanha de reeleição de Santos. Mais indefensável do que uma cabeçada de Berrío.

    odebrecht peru

    O Peru de Paolo Guerrero e Miguel Trauco não poderia ficar fora do roteiro da ainda dona do Maracanã. Lá, o ex-presidente Alejandro Toledo é alvo de uma ordem de prisão sob acusação de receber US$ 20 milhões em propinas da Odebrecht para construção da rodovia interoceânica que liga o seu país ao Brasil. Em vez de pegar a estrada, Toledo preferiu fugir para Paris, onde Sérgio Cabral com certeza gostaria de estar. Também lá a corrupção da Odebrecht desconhece ideologia: opostos em ideologia, os sucessores de Toledo, Alan García e Ollanta Humala, também são suspeitos de receber dinheiro ilegal da construtora brasileira.

    odebrecht equador

    O Flamengo ainda não contratou nenhum equatoriano para a sua atual coleção de gringos, mas a Odebrecht não conhece fronteiras e também chegou ao país onde o Brasil atualmente busca uma vaga para o Mundial sub-20. Lá a propina passou de US$ 33 milhões nos dez anos de governo de Rafael Correa, que deixará o cargo após eleições na semana que vem.

    odebrecht mexico

    Com a mudança nas regras da Libertadores, o México ficou fora da atual edição, mas a Odebrecht não costuma ligar muito para regulamentos. Lá a Odebrecht admitiu ter pago US$ 10,5 milhões em propinas a funcionários da petroleira estatal Pemex para obter contratos no quádruplo desse valor num momento de fim de monopólio da indústria de petróleo no país.

    Um mexicano que não recebeu propina da Odebrecht, talvez porque a empresa brasileira ainda não tivesse sido fundada na época, o presidente histórico Porfirio Díaz cunhou uma frase que se eternizou: “Pobre México, tão longe de Deus e tão perto dos Estados Unidos”. Apesar da visita divina para a gravação da reportagem da ESPN, seria o caso de parafrasear o caudilho mexicano sobre o estádio Mário Filho.]

    Pobre Maracanã, tão longe de Deus e tão perto da Odebrecht.

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  • Governo Pezão ignora edital e habilita Lagardère a assumir Maracanã

    Com 42 dias de atraso do prazo final que se havia autoconcedido, a comissão criada pelo governo Pezão autorizou o consórcio liderado pela Odebrecht a negociar a concessão do Maracanã com qualquer um dos dois grupos interessados.

    A comissão criada para Casa Civil considerou que os grupos liderados por GL Events e Lagardère cumprem as exigências do contrato entre governo e Odebrecht para a transferência do controle do estádio.

    resultado comissão

    Ocorre que, como o Mundo Bola revelou em dezembro, a Lagardère não cumpre a exigência mínima de capital prevista no edital de 2013 para controlar o Maracanã, segundo palavras do próprio diretor de Arenas da empresa.

    Edital do Maracanã exige capital social mínimo de R$ 59 milhões para empresas e R$ 77 milhões para consórcios
    Edital do Maracanã exige capital social mínimo de R$ 59 milhões para empresas e R$ 77 milhões para consórcios

    O próprio diretor de Arenas da Lagardère disse a "O Globo" que o capital social da empresa no Brasil é de R$ 27 mi
    O próprio diretor de Arenas da Lagardère disse a “O Globo” que o capital social da empresa no Brasil é de R$ 27 mi

    Uma decisão da Odebrecht de aceitar a oferta da Lagardère, portanto, poderia ser questionada na Justiça pelo outro consórcio ou pelo Ministério Público. O Flamengo já reiterou que, caso o consórcio liderado pela empresa francesa ganhe a concessão, não mandará mais seus jogos no estádio e buscará a construção de uma arena própria. Já com a GL Events, aliada à CSM, que cuida do programa de sócio-torcedor do Flamengo, o clube tem um pré-acordo para jogar no estádio pelos próximos 32 anos, prazo da concessão.

    Embora tenha reassumido a administração do Maracanã a contragosto após a Olimpíada e mantenha o estádio num estado de abandono que não permite receber jogos – o clássico entre Flamengo e Botafogo do próximo domingo acontecerá no Engenhão -, a Odebrecht, consultada pelo Globoesporte.com, não quis dar um prazo para tomar a decisão de para quem venderá a concessão. Após a decisão, o governador Luiz Fernando Pezão ainda tem que dar aval à escolha para que o processo de transferência se complete. Enquanto isso, a novela do Maracanã segue sem fim.

     
     
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  • Flamengo completa lista de inscritos no Carioca com Conca e Éderson

    Nem Darío Conca nem Ederson têm previsão de volta aos gramados. Mas o Flamengo ocupou as duas últimas vagas na lista de inscrição do Carioca com os jogadores. O prazo de inscrição se encerra amanhã, mas o Flamengo já fechou a lista com 33 nomes.

    A final do Campeonato Carioca está marcada para o dia 7 de maio. Conca não deve voltar aos gramados antes de abril, na previsão mais otimista, mas o retorno em maio é o cenário mais provável. Já Ederson, fora de ação desde que sofreu uma entrada criminosa de Fágner em julho, já está treinando no campo, mas ainda não participou de atividades com os companheiros, e também não tem previsão de retorno.

    inscritos carioca final

    O atacante Thiago Santos, que rompeu os ligamentos do joelho nas férias e tem previsão de retorno aos gramados somente no segundo semestre, não foi inscrito no Carioca.

    Qualquer novo reforço que o Flamengo contratar a partir de agora – o diretor de Futebol Rodrigo Caetano diz que neste momento o ciclo de contratações está encerrado – não poderá disputar o Estadual.

     
     
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  • Em um só jogo da Primeira Liga, Fla lucra 73% a mais do que em todo o Carioca

    O borderô do jogo entre Flamengo e Grêmio, no Mané Garrincha, pela Primeira Liga, ilustra porque o Flamengo tenta investir no torneio como uma opção rentável no primeiro semestre diante do deficitário Campeonato Carioca. Em apenas uma partida, o Flamengo conseguiu uma renda líquida 73% superior ao total (cerca de R$ 315 mil) que arrecadou nas três primeiras rodadas do Carioca — e sem pagar nenhuma taxa à Ferj.

    Organizador do jogo, o Flamengo ficou com R$ 548.405,82 da renda total de R$ 943.060, o equivalente a 58%. No jogo contra o Nova Iguaçu, o Flamengo ficou com 18% da renda; contra o Macaé, 13%; e contra o Boavista, 39%. A Ferj, por sua vez, ficou com 10% da renda dos três jogos e ainda levou uma cota extra de 50 mil, o equivalente a mais 8% da renda, para autorizar que o confronto contra o Boavista acontecesse em Natal.

    Já a federação do Distrito Federal ficou com apenas 3% da renda do jogo pela primeira liga – R$ 27.751,80.

    O dinheiro arrecadado pelo Flamengo no jogo de ontem também equivale a mais de 25% da cota de TV paga pela Primeira Liga, que é de apenas R$ 2 milhões – o torneio só é exibido na TV fechada, ao contrário do Carioca.

    Veja o borderô completo do jogo:

    primeira liga bordero 1

    primeira liga bordero 2

    primeira liga bordero 3

     
     
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  • Vizeu faz mais um, mas seleção sub-20 cede empate no fim

    Felipe Vizeu marcou, de pênalti, o que estava sendo o gol da classificação da seleção sub-20 para o Mundial e da eliminação da Argentina. Mas os hermanos empataram a partida aos 50 do segundo tempo e mantiveram a agonia brasileira até a última rodada.

    O empate em 2×2 – o primeiro gol brasileiro foi do tricolor Richarlison – tira qualquer chance de o Brasil ganhar o título sul-americano, que ficará com Uruguai, Venezuela ou o anfitrião Equador, todos já classificados para o Mundial. A última vaga será definida na última rodada entre Brasil e Argentina.

    Com cinco pontos em quatro jogos, o Brasil se classifica com uma vitória simples contra a já eliminada Colômbia. Mas na primeira fase perdeu para os colombianos. Já a Argentina, com quatro pontos, enfrenta a Venezuela e precisa vencer e contar com um tropeço do Brasil.

    Como a Argentina joga antes, o Brasil pode entrar em campo já classificado ou precisando somente de um empate. Argentina e Venezuela se enfrentam às 18h30 de sábado, enquanto Brasil e Colômbia jogam às 20h45.

    O gol de Vizeu foi o quarto do garoto rubro-negro na competição. Ele é o artilheiro isolado do Brasil. Já os outros Garotos do Ninho não vêm tão bem. Matheus Sávio mais uma vez não completou os 90 minutos em campo, sendo substituído pelo técnico Rogério Micale. Já Lucas Paquetá, que começou a competição como titular, pelo segundo jogo seguido não foi aproveitado nem no segundo tempo.

     
     
    O que você pensa sobre isso?


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  • Política Rubro-Negra #7 – Vice-presidente de TI Luiz Filipe Teixeira (parte 1)

    Entrevista feita por Diogo Almeida e Rodrigo Rötzsch

    O Mundo Bola dá continuidade à sua série Política Rubro Negra com um entrevistado especial: o vice-presidente de Tecnologia da Informação, Luiz Filipe Teixeira, no cargo desde o início do segundo mandato do presidente Eduardo Bandeira de Mello. A TI exerce um papel silencioso e fundamental no dia a dia e no planejamento do Flamengo, e nesta entrevista Luiz Filipe fala bastante sobre isso. “O que a TI tem que fazer dentro do Flamengo é prestar os melhores serviços para os departamentos e para os sócios e dar as informações para melhorar o poder de decisão das pessoas”, resume.

    luiz filipe teixeira

    Para melhor transmitir a mensagem do VP, o Mundo Bola decidiu dividir essa entrevista, realizada na última segunda-feira, na Gávea, em duas partes bem distintas: a primeira, na qual Luiz Filipe fala sobre o trabalho da TI, você lê a partir de agora. A segunda, mais focada na vida política do clube, você lê amanhã.
     



     

    No plano de metas da última eleição, tinha um slide relacionado à tecnologia da informação. E basicamente era a criação de um Plano Diretor de Tecnologia da Informação, e deste PDTI se deriva duas ações de implementação: que são o ERP (Enterprise Resource Planning – sistema de informação que integra todos os dados e processos de informação de uma empresa em um único sistema) e a modernização do cabeamento de infraestrutura. O que você poderia falar das prioridades e o que já foi feito neste seu mandato?
    O Flamengo era extremamente rudimentar em TI. O Flamengo era uma empresa desorganizada, onde as decisões eram tomadas sem pensar em todas as consequências, analisar o que você precisaria antes de implementar algum processo ou até mesmo alguma promoção com o sócio-torcedor. De 2013 para cá, o Flamengo vem colocando prioridades. As prioridades do primeiro mandato do Eduardo foram muito mais sanar dívidas, apagar incêndios e montar um time que fosse competitivo. Essa parcela vem diminuindo. Percentualmente vem diminuindo. A gente continua pagando R$ 150 milhões por ano, incluindo juros, serviço da dívida e abatimento do montante da dívida. A gente vem melhorando essa relação de dívida/time, e a gente começa neste novo mandato agora a fazer alguns projetos estruturantes. Eu chamo até de higiene. Tinha coisas higiênicas que no passado não eram feitas. Você entrava na sala da TI e tinha servidores que não existem mais no mercado, que se parassem não tinha peça para trocar. E aquilo ali chamava muita atenção, porque isso reflete numa porção de coisas. Reflete no sócio que quer ir na secretaria ter um atendimento mais ágil. A TI trabalha muito como fornecedora de serviço para outras áreas. O marketing quer lançar uma campanha ou quer lançar um pacote de venda de ingressos ou quer analisar uma empresa parceira, ele precisa que TI seja envolvida para que TI entenda que aquela empresa tem as melhores práticas do mercado ou no mínimo tem aderência num nível satisfatório que vá prestar o serviço conforme o Flamengo precisa. É o caso claro da venda de ingressos no ano passado, que deu uma porção de problemas.

    Por que deu uma porção de problemas?
    Porque os ambientes de venda de ingresso não suportavam a demanda que o Flamengo precisa. Você pode ter um mega servidor, mas o desenvolvimento daquele ambiente não foi feito corretamente. Tanto que a gente aumentou servidores e os problemas de desenvolvimento continuaram. Hoje para vender um ingresso para o sócio-torcedor, a gente tem de 3 a 4 ou 5 sistemas integrados, que precisam se falar. O cara entra no site do Flamengo, entra depois no sócio-torcedor e tem o primeiro registro dele, chama gestão de identidade, o cara se identifica ali. Depois que ele se identifica, o sócio-torcedor do Flamengo não é gerido pelo Flamengo, temos um parceiro que faz isso. Então ele entrou num ambiente do Flamengo, se conectou a um ambiente de terceiros, esse ambiente de terceiros autentica ele, ele passa por uma escolha de um ingresso para comprar que tá no site da CSM. Aparece Flamengo, mas é um ambiente da CSM, que vai pra Futebolcard. Que depois você compra na Futebolcard e ele tem um ambiente de um cartão de crédito.

    E tem um outro caso em que o cara não é sócio-torcedor, ele é sócio do clube. Ele tem que vir no Multiclubes, o Multiclubes tem que autenticar e dizer que ele é sócio, pra ele ser sócio-torcedor, pra ele ir na CSM, pra ele ir na Futebolcard para depois fechar uma transação no cartão de crédito. Então você tem uma lógica que tem que estar bem amarrada. As conexões para autenticar a pessoa têm que estar bem feitas. E não foram bem feitas.

    Por que elas não foram bem feitas?
    Não foram bem feitas porque as pessoas que deveriam ter sido envolvidas não se envolveram. Natural. Isso não acontece só no Flamengo. Acontece em todas as empresas onde você têm necessidade de fazer as coisas de uma maneira mais rápida. Hoje tem uma prática de mercado que chama agile que você faz o desenvolvimento das aplicações com o uso. Você vai lá, bota, e a hora que deu problema tem um cara consertando. Só que você tem uma equipe de prontidão esperando os problemas que a aplicação tá dando para você corrigir.

    Vamos voltar a falar de ingresso. Você desenvolve uma aplicação do Flamengo ou você contrata uma empresa de ticketing que já faz isso. O que é melhor pro Flamengo? É uma decisão de TI. Só que TI tem que se envolver antes do que com o jogo daqui a um mês. Você não faz um projeto de ticketing em um mês. Se em um mês você recebe a informação que você precisa vender ingresso, você vai catar no mercado o primeiro cara que tá ali. E o primeiro cara que tá ali não é o cara que vai entender o ambiente do Flamengo, o ambiente do parceiro do sócio-torcedor do Flamengo, o ambiente do Multiclubes, todas as autenticações para ele fazer um novo ambiente que se conecte com tudo e que entrem 30 mil pessoas ao mesmo tempo para comprar um ingresso e aquele ambiente não caia. Se você não fizer isso com tempo…. Teve um outro clube que internalizou a venda de ingressos que levou 11 meses para fazer o ambiente deles de venda de ingressos.

    Como é o trabalho da TI no futebol?
    No futebol hoje a gente montou um ecossistema do que a gente quer no futebol. E aí entra a TI. A TI quer analisar dados médicos, dados fisiológicos, e quer analisar todos os jogos do Flamengo e dos times que ele vai jogar. Este ano a gente fez uma reunião onde todo futebol estava envolvido: Rodrigo Caetano, Marcos Biasotto, pessoal do CIM (Centro de Inteligência de Mercado), CEP (Centro de Excelência de Performance), doutor Tannure, onde a gente organizou qual ecossistema de software a gente vai usar. A gente analisou um software da parte médica, a gente já está com um software que analisa qualitativamente e quantitativamente o desempenho de atletas, a gente tá indo para um software agora que analisa os adversários e a gente já tem um software que analisa passes certos e errados. Montamos uma coisa para ir além do Flamengo nos jogos – também do adversário nos jogos deles.

    Isso mudou em relação a 2016?
    Eu tinha alguns softwares em 2016 que analisavam qualitativamente e quantitativamente os nossos jogadores. Era só isso. Era o mapeamento que a gente tinha de jogadores. Esses softwares atendiam o CEP. O Tannure conseguia colocar num determinado software os resultados. A gente está melhorando para que se tenha integrado: um software médico, com todos os dados médicos dos jogadores, um software de análise qualitativa, um software de análise quantitativa para que o ecossistema te dê uma análise do que é o jogador. No dado analítico a gente quer ter todas as informações de tudo o que acontece no futebol: saúde, performance, treinamento e adversário, onde você tire informações disso.

    São softwares de mercado ou desenvolvidos especialmente para o Flamengo?
    Esses softwares são comprados de terceiros, softwares de mercado que a gente analisou que outros times de futebol, e não somente de futebol, usam para atletas, para que a gente consiga ter um ecossistema dentro desses softwares, para que depois a gente decida qual plataforma a gente vai usar para consolidar as informações. O ERP entra aí. O ERP entra consolidando essas informações. Pensa no seguinte: você tem o software que faz determinados tipos de coisa onde todos eles te dão informações. E você tem um software maior. Isso aqui para mim não é informação. Isso aqui é dado. Na hora que eu jogo o dado para cá, num motor, e eu tiro os insights, é isso que a gente quer. Nós temos algumas opções de mercado para fazer isso, e isso aqui se relaciona com o ERP. Onde? Onde o ERP me traz também informações financeiras dos jogadores. Onde eu consigo fazer do futebol uma miniempresa e analisar o futebol só pelo futebol. Pensa no ERP no centro de custo CT: eu tenho alimentação, eu tenho base, eu tenho tudo. Ele cruza os dados da administração geral futebol com outras áreas do clube. O futebol, dentro do que a gente tem hoje, que é um ERP que não atende o Flamengo, ele não me dá informações que eu consiga ter centro de custos quebrados. Vamos dizer: eu quero fazer um centro de custo especificamente do sub-15. Quero saber se o sub-15 está se pagando. Dentro desse ecossistema aqui eu tiro tudo que é só sub-15, jogo aqui nessas outras informações, pego só informações de quanto eu gasto, com técnicos, profissionais, fisiologistas, o que está relacionado à sub-15.

    É possível ter todo o histórico de um jogador no clube…
    Pensa num garoto que chegou aos 10 anos, aos 10 anos eu começo a mapear e ele está aqui dentro. Consigo historicamente ver tudo que aconteceu com o jogador, contusões, performance. E aí a gente está falando aqui, já teve um filme que falou sobre isso, que é o “Moneyball”, que o rapaz usava os dados que estavam ali e tomava algumas decisões. Aquilo ali não é de todo verdade, mas não é de todo mentira. A explosão de dados analíticos ainda vai acontecer. Mas se dentro de um software desses, você tem todas as informações do San Lorenzo. Você tem todos os jogos filmados. Você pega dez jogos do San Lorenzo e analisa todos os jogos. Imagina na hora que você tiver toda a performance de todos os jogadores onde você consiga combinar perfis de um lateral que apoia menos para um perfil de um lateral que sobe mais. Vamos dizer que o San Lorenzo tenha um lateral-direito que apoie sempre de uma determinada maneira. Quem seria o melhor perfil dentro do elenco do Flamengo para marcar esse cara? É claro que o técnico não toma essas decisões em cima disso. Ele só te dá informação.

    luiz filipe teixeira 6

    O famoso Centro de Inteligência de Mercado também é responsabilidade sua?
    Hoje o CIM e o CEP são responsabilidades minhas, dentro das vice-presidências.Como o CIM e o CEP tem muito a ver com tecnologia, ficaram comigo. O CIM não decide que jogador vai ser contratado ou não. O CIM dá a informação para quem tem que tomar a decisão. O Flamengo estava atrás do Berrío. Tava, tava atrás do Berrío, atrás do outro, atrás do outro, atrás do outro. Só que há jogadores que nem os vice-presidentes sabem. Eu cheguei uma vez lá no CIM e o Biasotto tava vendo um jogador. Eu falei: quem é esse? Ele: é mais um que a gente está analisando. O CIM analisa o mercado como um todo.

    E aí aquela coisa que dizem: “o centro de inteligência não viu”. Você nunca vai trazer o jogador perfeito. É claro que alguns jogadores são melhores que os outros. Mas o CIM te dá muitas opções. Pô, mas o CIM não analisou esse cara? O CIM analisa todos os jogadores. Todos. O CIM tem que ter um banco de dados pra na hora que o Flamengo falar “esse jogador”, tem que estar pronta uma análise do jogador lá. Todos os jogadores que estão em evidência estão sendo analisados.

    Há um trabalho de monitoramento especial dos jogadores que o Flamengo empresta? É o CIM que cuida disso?
    É o CIM que cuida disso. Que monitora qual é a performance. Dentro da análise do CIM tem a minutagem de um jogador. Quando o pessoal fala, teve um jogador que há pouco tempo muita gente falou “vai trazer o Rômulo e não vai trazer o outro jogador que todo mundo quer”. Ninguém olhou a minutagem desse jogador que todo mundo queria. E aí você tem que comparar minutagem com o que aconteceu na temporada, de contusão… O caso do Conca é muito interessante. Ele se machucou, só volta em maio. Mas as pessoas não analisaram o que aconteceu com o Conca antes de ele se machucar. E a minutagem que ele estava. Pô, o cara que tá na China não está jogando tanto. A minutagem que ele tinha no Brasil e a participação em que ele tem na China é a mesma. O mesmo resultado num outro mercado é sinal que ele não caiu. Agora você analisa um jogador que tá na Europa e tá com uma minutagem muito aquém do que ele tinha, de repente salta aos olhos de quem tem que contratar A ou B. Porque você tem que começar a tomar decisões em cima de informações. E é isso que você vem provendo pro futebol. É isso que o CIM faz. E aí qual é a parte do CIM em cima disso? Colocar um ecossistema de software que dê o máximo de informações possíveis para que o profissional que esteja lá dê as informações para os decisores do futebol. Então quando falam assim: o CIM decidiu entre o Berrío e um outro. Não. O CIM deu as informações do Berrío como deu as informações de mais uns seis ou sete. Mas passar por uma contratação não está só ligado ao CIM. Condições, negociação, valores….

    Essas informações o CIM fornece também? Contrato de jogadores?
    Quando termina o contrato, multa, tudo. É um relatório bem grande, bem completo. A gente está trabalhando para melhorar esse relatório com esses softwares que a gente adquiriu. ERP quando você fala de ERP pensa na parte financeira de uma empresa, com todos os dados. Você tem a parte de orçamento, você tem a parte de RH, você tem a parte de pagamentos, você tem a parte de compras. Tudo que uma empresa tem, e que o futebol está inserido dentro dela. Você consegue isolar o futebol, a performance do jogador, se ele retornou todo o investimento dele.

    Esse monitoramento é só de jogadores profissionais ou acompanha também jogadores de base de outros clubes?
    Acompanha também. Alguns. Provavelmente quem estava despontando na Copinha teve um relatório feito. E é um desses softwares que ajuda a fazer essas análises. O que você tem que montar aqui? Um banco de dados, com informações de vários softwares, que entre em um consolidador de informações que te ajude na tomada de decisão. Vou dar um exemplo, estava com o Vido aqui. Ele citou que o Felício, quando chegou no Flamengo, tinham bolas que ele não conseguia pegar. Bola vinha, e ele batia, não segurava. Por quê? Ele tinha um problema de visão que não tinha sido detectado. Aí eu te pergunto: você tem um jogador de altíssimo nível que o Flamengo pelas informações que estão contidas aqui, tem um grau não muito satisfatório. Um garoto da base. Que ele possa ter uma deficiência de audição ou de visão. E aí pode ser até um pouco cruel. Mas essas informações aqui hoje dão alguns insights se o cara vai virar jogador mesmo ou não. Se dentro do nosso patamar, do nível que a gente decidiu de atingimento de performance de jogador, que o lado físico e médico está envolvido, se ele não chegar nesse patamar, de repente ele pode ser um puta jogador nas divisões de base, todo mundo tá achando que ele vai chegar, e a gente já pode ter certeza que ele não vai chegar. E aí o clube pode tomar a decisão de negociar o jogador. Já teve um jovem da base que era muito bom, que era visto de uma maneira muito boa, que tinha dentro desse ranqueamento dados deficitários para virar profissional. E ele foi negociado por um bom valor, não quer dizer que deu errado, mas as informações que vinham do jogador é que ele não ia chegar no nível de excelência que o Flamengo hoje requer. Hoje no nível que o Flamengo tem de elenco, o funil está muito mais apertado. Então você vai ter que tirar dessas informações da base do Flamengo, quem realmente é extraclasse, tem informações extraclasse. E você só vai tirar essas informações corretas se tiver um ecossistema.

    E aí no futuro eu vou ter essas informações em um monitorzinho na sala do Rodrigo Caetano, que ele vai clicar no jogador tal. Ele vai ver a performance nos últimos jogos, performance médica, qual o valor do salário, até quando vai o contrato. E que tenha um outro monitor na sala do Tannure que ele também consiga entrar no perfil do jogador e ter as informações que ele precisa.

    E essa informação é de mão única ou de mão dupla? O jogador que não está rendendo é chamado e toma conhecimento de seus números?
    Hoje um dos softwares que está sendo incorporado é exatamente desse feedback. Isso já acontece. Jogador a jogador. Mostra para o jogador onde ele está. Antigamente não tinha isso, tinha uma balança. O jogador subia lá e via se estava no peso ou não. Hoje tem uma devolutiva. Mas é uma devolutiva de uma reunião com o jogador. A gente está trazendo um software para que o jogador receba constantemente essas informações. Mas o ponto crucial disso é que você tenha monitores. Que possa ter um monitor na sala do Eduardo que na hora que ele queira analisar um jogador, que ele abra o perfil dele…. Qual é o perfil do presidente? É um perfil diferente do Tannure. O Tannure precisa de dados técnicos. O nível de acesso é diferente. Então a gente está montando um ecossistema para que, além de a gente ter as informações numa infraestrutura correta de softwares, que a gente consiga colocar as informações na ponta. Pra quem toma a decisão, de forma personalizada.

    E vocês estão próximos de tomar essa decisão sobre esse ERP?
    A gente já tomou a decisão do que está por volta, do médico, do quantitativo, do qualitativo, dos jogos dos adversários. Eu posso desenvolver isso daqui, ou eu posso comprar um módulo pronto. Temos duas empresas que têm módulo pronto disso. Ou eu posso botar uma RFP (convite enviado a um grupo de fornecedores para apresentarem propostas de venda de produtos ou serviços) no mercado onde eu desenvolva uma plataforma.
    A gente esteve próximo de fechar um ERP. Hoje a gente fala de ERP com três empresas. A gente já recebeu a SAP, a gente já recebeu a Totvs, e a gente já recebeu a MXM, que tem um ERP menor, mas que tem grandes empresas no mercado que trabalham com ele. Porém não fechamos ainda porque não estamos maduros para escolher a plataforma. Tem um grande player no mercado que um pedaço do ERP deles atende ao futebol. E que a Alemanha usou esse módulo do futebol deles.

    Vocês estudaram modelos de outros clubes? Viajaram para conhecer? Como é que o Real Madrid tem esse sistema, por exemplo?
    O Real Madrid tem uma parceria com um grande player de mercado que faz muita propaganda dessa parceria, e que não é uma boa parceria. Quando você fala de tecnologia, tem muito mais propaganda do que informação ali. A gente está sendo agnóstico dentro das nossas decisões. Eu não estou trazendo só uma empresa. Mas é claro que a empresa que faz pro Bayern está dentro dessa concorrência. É claro que a empresa que fez pro Bayern é a mesma que fez pra Alemanha, que virou referência de mercado porque eles ganharam a Copa do Mundo. Mas existe só essa empresa? Não. Um dos players de ERP de mercado é a SAP, que faz ERP e tem um módulo de futebol. É a mais famosa. Existem outras empresas no mercado que fazem a mesma coisa.

    luiz filipe teixeira 5

    O que o Flamengo tem, sabendo do que ele ainda precisa, já o coloca no topo do futebol brasileiro?
    O Flamengo não está no topo. Vamos dividir as coisas. Hoje o Flamengo tem um processo na frente dos outros. De análise de jogador, o centro de excelência, a parte de hardware, o equipamento, o processo que o Tannure implementou, o que a Exos trouxe, a gente tá colocando outra empresa que vai fazer a parte da base (a Double Pass), o processo está implementado. Agora a gente tem que colher as informações que estão lá, botar dentro de um ecossistema tecnológico para ele te dizer alguma coisa. Hoje quando você tem que fazer análise de jogador, você pega uma planilha aqui, uma planilha ali, uma planilha lá e tenta entender aquilo, e aí é uma análise humana. O cara vai entender e vai tomar as decisões. Você tem que colocar um machine learner, como se diz hoje, que entenda tudo que aconteça e te dê alguns insights. Por exemplo: um jogador se machucou em todos os jogos que correu mais de sete quilômetros e meio. Se você tiver em tempo real o que ele está correndo, tá na hora de tirar o jogador porque a probabilidade do jogador se machucar é muito grande. Agora imagina que mesmo com com esses insights todos, você tira o jogador numa final? Não. Você corre o risco. E a gente vai chegar num momento, que a gente quer, de ter um monitor. O monitor pode estar dentro do jogo, num tablet. O que a gente está fazendo é montando um ecossistema que na hora que a gente tenha necessidade de tomar decisões assim, o jogador hoje que já provê dados de suporte para decisões importantes. Mas nunca uma informação analítica vai suplantar uma decisão de um técnico ou diretor de futebol de contratar A ou B. Porque você pode fazer análise de um jogador excelente, se você fizer análise hoje do Neymar ou do Messi, vai sair pra contratar os caras. Mas aí você tem que ponderar, dentro do ERP aqui, quanto que você tem em caixa, e quanto é seu orçamento do ano, e quanto é seu orçamento projetado para 2018.

    Esses softwares também têm análise psicológica?
    Só não quero falar os nomes dos softwares porque a gente ainda está em negociação. Mas a análise psicológica está dentro da parte médica. Já está em contrato, apenas estamos apertando um pouquinho mais os caras pra colocar um preço melhor. Mas na hora que você tiver um ecossistema de dados para tirar informação… E acabar com essa falsa ideia que o CIM contrata. O CIM não contrata. Ele oferece as condições de análise para quem toma decisão. Você dá possibilidade do departamento de futebol decidir com mais segurança. Mas não dá para eliminar os erros. É apenas uma peça da engrenagem. A gente não vai botar um robô pra treinar o time, a gente não vai botar um robô para negociar o jogador. O que a gente quer é chegar num ponto analítico de um “Moneyball”, mas que você não tenha um nerd dizendo para o técnico o que ele tem que fazer. No futebol você tem que dar todas as possibilidades de vantagem para o seu técnico e a sua comissão, para que ela tome as melhores decisões. Tire um jogador antes de ele se machucar. Pensa no melhor jogador do Flamengo hoje, performando pra cacete e você tem que tirar ele no próximo jogo, porque se você não tirar ele no próximo jogo, você não vai ter ele por dez jogos. São essas coisas que a gente quer dar pro futebol. E não pensar só no futebol, porque o lado legal é o futebol, mas tem o outro lado que não é o futebol. A área financeira do Flamengo hoje precisa ter mais informações financeiras pras melhores tomadas de decisões. Isso também afeta o futebol. O que a tecnologia tem que fazer dentro do Flamengo é prestar melhores serviços para os departamentos e pros sócios e dar informações para melhorar o poder de decisão das pessoas.

    O Flamengo sempre foi marcado por muito vazamento de informação interna, até documentos. O que TI está fazendo para conter isso?
    Você falou do plano de metas. No plano de metas uma decisão que a gente tinha era tirar os computadores, TI tomou uma decisão de trabalhar na nuvem. Então para você ver, o clube não tinha um ambiente seguro de correio, de e-mail. Trouxemos um parceiro para Flamengo, uma super negociação, que além do correio, que roda em nuvem… Você tinha dentro do Flamengo uma pecha que algumas pessoas não gostavam de usar o e-mail corporativo, com o medo do nível de segurança que aquele e-mail tinha. Então, tecnologia foi lá, analisou os melhores players de mercado, o que os players traziam de mercado, qual era a segurança de cada um e colocamos aqui a Microsoft, com muita dor no coração porque é um concorrente meu (da IBM, empresa onde ele trabalha), mas tomamos uma decisão agnóstica de trazer uma solução em nuvem para todos os funcionários. No passado eu tinha uma solução insegura, nem todas as pessoas eram atendidas por correio, e era uma coisa que me deixava muito chateado como vice-presidente que eu recebia um e-mail de um funcionário do Flamengo no Gmail. Onde os dados do Flamengo estavam transitando por ambientes que a gente não tem ingerência. Outra coisa que acontecia também, e que acabou, todos os softwares usados pelos funcionários do clube estão regularizados. Ninguém usa software pirata, ninguém usa software que não está licenciado. Porque se você usa um software que não está licenciado qualquer empresa pode vir aqui e te dar uma multa. Há pouco tempo saiu que a Univercidade, o prédio da Lagoa, estava sendo leiloado porque eles faziam uso do Windows 95 indevido.

    Pensa na quantidade de informação de todos os computadores que têm no Flamengo e que os funcionários usam. Tinha funcionário no passado que usava computadores próprios porque os computadores do Flamengo eram ruins. A gente está aos poucos tirando essa prática. Não há problema hoje de você trazer seu computador, tem uma prática de mercado, chamada bring your device, que você traz o que é seu. Mas você tem que ter regras. O Flamengo até o mês passado não tinha um ambiente seguro de firewall. Usávamos um firewall que não era um firewall top. A gente trouxe agora uma parceria com a Palo Alto, que é uma solução de segurança de informação de altíssimo nível, nem em algumas empresas a gente vê isso. Porque o mais importante para mim hoje é a segurança dos dados que estão no Flamengo. Até para você ter velocidade de dados. A velocidade de dados que a gente tem no CT hoje a gente restringia por uma falta de infraestrutura de solução de segurança. Então quando você tinha que registrar um atleta do CT de vez em quando a internet estava lenta. Você contratou um jogador no último dia da janela e tem que registrar esse cara e não tem um ambiente seguro e veloz para fazer isso. Pensa numa outra coisa. Você tem hoje aqui um outsourcing de impressão, nenhuma impressora é controlada. Imagina você ter que imprimir o contrato do Berrío. Quantas pessoas gostariam de ter a informação do que tem no contrato do Berrío? É isso que a TI tá envolvida. A TI tem muito um peso de manter o valor da marca que poucas pessoas veem. Então a gente hoje está implementando.

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    E por que não implementaram antes?
    A gente vai voltar ao que eu falei no começo. Se pagava uma parcela de dívida tão grande que só dava para montar um time mediano. Mas o planejamento financeiro do Flamengo de 2017, eu posso dizer que nunca teve igual na história do Flamengo. Porque todas as áreas estão sendo assistidas com dinheiro para ter desenvolvimento dos seus departamentos. Não teve orçamento zero em área nenhuma. Na hora que você tem um caos instalado, de 2013 a 2015, porque era caos. Foi dívida e time, e o que sobrava de dinheiro ia pra dívida. Agora que o nariz já saiu, você já consegue colocar dinheiro em projetos estruturantes. Melhora dos ambientes, você ter uma secretaria melhor. Daqui a pouco a gente vai ter autoatendimento na secretaria. A gente está trazendo um totem para que a pessoa não precise ir na secretaria, que ele consiga comprar ali um convite de um visitante quando você chegue. Que você tenha no site do Flamengo um ambiente seguro, que não caia. O Flamengo era campeão, o site caía. O site do Flamengo desde que a gente implementou uma plataforma nova, ele caiu uma vez e não foi culpa dos servidores. Teve um errinho de desenvolvimento que caiu o site. Não dá pro Flamengo ser campeão e os torcedores não conseguirem entrar no site do Flamengo. Não dá pra todo mundo estar esperando uma contratação e entrar tanta gente no site do Flamengo que derruba o site. Então, você tem TI em todos os lugares.

    Você começou falando da venda dos ingressos. Agora daqui a uns 15 dias deve ter venda de ingresso, provavelmente pra Ilha. Vai cair?
    Esse ano foi a primeira vez que eu tive orçamento para contratar um gerente de TI. Até dezembro o Flamengo não tinha um gerente de TI. Imagina uma empresa com meio bilhão de faturamento que não tinha um gerente de TI. A gente corria atrás do rabo, dos problemas. O marketing contratava uma empresa para fazer X, o futebol contratava outra empresa para fazer a mesma coisa que o marketing estava fazendo. Vou contar uma situação ridícula que eu tenho no clube. Convocações dos conselhos onde a secretaria faz a convocação dos sócios. Ela não tem uma solução de e-mail marketing para fazer a convocação dos sócios que vão aprovar um contrato da Carabao de R$ 200 milhões. Tem que mandar e-mail um a um. Então TI está analisando todos estes problemas. Marketing tem o e-mail marketing deles, que eles usam a CSM para fazer.. Só que o clube também precisa. E aí, eu continuo terceirizando com a CSM ou compro uma ferramenta de e-mail marketing que atenda todo mundo? Então é nisso que você toma as decisões. Ah, nem todos os sócios recebem as convocações do Conselho Deliberativo… É, porque você não usa uma solução. Na hora em que você não usa uma solução e você bota mais de dez e-mails no mesmo e-mail, algumas caixas direcionam como spam. Então, tecnologia hoje está dentro de tudo. Tecnologia hoje eu costumo dizer para o Orlean, e o Orlean é um cara que veio da tecnologia, que a gente só vai dar um salto mesmo dentro do Flamengo na hora que a gente fizer uma transformação digital. O que é uma transformação digital? Se você quiser comprar uma camisa do Flamengo você sabe que pode comprar em qualquer lugar. Agora, se você quiser um brinco do Flamengo para a sua filha, você não sabe onde comprar. O Flamengo não tem um portal de relacionamento com a torcida. O que é um portal de relacionamento com a torcida? Não é o site do Flamengo. É um portal que os sócios consigam se relacionar de uma maneira correta, que os torcedores consigam se relacionar de uma maneira correta e que os sócios-torcedores se relacionam também. Até a imprensa. Você quer uma liberação para entrar para uma coletiva? O que você faz hoje? Telefone. Você tem que ter relacionamento, você não tem um relacionamento. Tem que dar um salto, tem que dar uma transformação digital, para que você tenha tudo ali. Para você fidelizar, para você rentabilizar.

    Você fala de ingresso na Ilha, mas já pensou da acessibilidade na Ilha? Das catracas que a gente quer colocar na ilha? Qual é a acessibilidade que a gente quer ter lá? Você bota uma biometria para os sócios-torcedores, você bota uma catraca que o cara consiga comprar os ingressos no celular e ele aproxime da catraca e ela libera, o que você faz hoje? Não dá mais para daqui a pouco os torcedores ficarem comprando ingresso com bilhetinho, e a gente pensa em Ilha para seis anos. Daqui a seis anos não pode existir mais isso. A gente tem que ter uma solução que acabe com isso. Não dá para ficar trocando ingresso. Quando você vai ao cinema, você não troca ingresso. Você entra lá no aplicativo, o aplicativo gera um código, você baixa na tua carteira do IOS ou vai lá e mostra pro cara e passa num leitor. Porque se não acontecer isso, você tem mais fila, você não sabe quem entra realmente. Dentro da aplicação de jogos você tem que ter a venda de ingressos, acessibilidade e relacionamento durante os jogos. Pensa o seguinte: o Guerrero fez um gol. Eu posso mandar um aviso para todos os caras que estão no estádio fazendo uma promoção da camisa. É o momento que ele vai querer comprar e pode separar, caso tenha uma loja dentro do estádio, para ele retirar na saída do estádio. Eu posso ter na arquibancada o cara fazendo a compra de alimentos num aplicativo, e não que entre numa fila para comprar um ticket para depois ir para outro lugar. Então a gente está falando de coisas que podem ser irreais hoje, mas que a gente espera ter mais 30 anos de não só um estádio, mas de dois estádios, que essas decisões que nós estamos tomando agora sejam importantes lá na frente.

    O Flamengo está cada vez mais uma multinacional da América do Sul. Está no planejamento ter uma versão em espanhol do site do Flamengo?
    Está no planejamento, mas é uma coisa extremamente complexa. Muito provavelmente, algumas áreas do site serão traduzidas e outras não. Porque o tempo real praticamente é impossível. Você teria que duplicar a sua equipe, é inviável. Eu vou dar um exemplo, depois que o Trauco chegou e fez aquela partida maravilhosa inicial. Teve gente que perguntou: “pô, vocês não vão desenvolver uma plataforma de sócio-torcedor pro Peru?” Porque agora são dois, Guerrero e Trauco. Mas a gente já esgotou tudo que tem que fazer para sócio-torcedor no Brasil? A gente tem uma quantidade de sócio-torcedor que pra gente é confortável? Então para que eu vou pro Peru? Eu tenho 70 mil sócios-torcedores, deve estar faltando só 39 milhões e alguma coisa. Temos que consolidar. Depois que passou de 2015 que a gente conseguiu ir além, a faca ainda está no pescoço, mas saiu um pouquinho do pescoço. Agora é hora de o Flamengo se estruturar verdadeiramente, investir em estrutura para continuar o salto. Por que o Flamengo deu um salto tão grande? Porque antes era tão ruim, tão ruim, que simplesmente você colocar práticas corretas deu um salto muito grande. Por que melhorou o lado financeiro tanto? Porque você não tem nenhum absurdo sendo feito com o dinheiro do Flamengo. O dinheiro do Flamengo é muito bem cuidado e muito bem contado. Ninguém gasta o que não tem.

    O Flamengo do futuro, que é a partir de agora, o desenvolvimento dele tem que vir de maneira estruturante, a longo prazo. Então isso depende de TI, depende de uma área boa de marketing, de comunicação, financeira. E para que você faça isso você precisa dar ferramentas de trabalho para todo mundo. Se você não der ferramentas de trabalho, o Flamengo não vai além. Esse é o próximo desafio do Flamengo. Enquanto tá todo mundo pensando no próximo jogador que a gente vai contratar, as pessoas que estão dentro do a paixão – porque a gente costuma dizer que as pessoas que estão aqui dentro são doentes; primeiro porque a gente não tem pagamento, o pagamento são as vitórias, e ao mesmo tempo que a gente está aqui dentro, a gente está deixando de fazer alguma coisa. E a parte mais difícil de estar no Flamengo hoje é a família. É muito difícil, vira uma doença. Você é questionado pra cacete. E você tem que tomar algumas decisões de vez em quando, bem maduras, que contrariam o seu lado torcedor. Mas tem que tomar essas decisões. Para doar esse tempo para o Flamengo, a gente não é mais rubro-negro do que ninguém, mas no mínimo está colado com os mais loucos rubro-negros.
     
     
    Continua
     


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  • Zé Ricardo não descarta poupar o time contra o Botafogo

    Com a classificação para a semifinal da Taça Guanabara praticamente assegurada, o técnico Zé Ricardo não descartou mandar a campo um time alternativo para enfrentar o Botafogo. O clássico acontece no estádio Nilton Santos, no próximo domingo (16), às 19h30.

    O Flamengo lidera o Grupo B do Campeonato Carioca com nove pontos em três jogos, seguido pelo Madureira com os mesmos nove pontos em três partidas, mas com saldo de gol inferior (10×4). Caso os dois times pontuem na rodada -o Madureira vai enfrentar o Nova Iguaçu em Conselheiro Galão-, o Botafogo não terá mais chances de classificação.

    O Alvinegro passou pelo Colo Colo (CHI) na segunda fase da Libertadores e aguarda o vencedor de Olímpia-PAR ou Del Valle-EQU. Seja quem for o adversário, o duelo acontecerá na próxima quarta-feira (15), e por isso, o Botafogo deve utilizar um time reserva para enfrentar o rival.

    No último sábado, o Mais Querido teve dois jogadores poupados na partida contra o Nova Iguaçu. Na oportunidade, Zé Ricardo alegou que Diego e Rômulo apresentaram desgaste após a partida contra o Macaé, no meio da semana, e por isso foram preservados. O treinador não confirmou se fará o mesmo no próximo domingo.

    -Ainda não temos uma definição 100% do que vamos fazer. Mas já temos uma ideia de como a gente vai enfrentar o Botafogo no domingo. Temos que levar em consideração, mais uma vez, o desgaste desses dias para que a gente possa ter todo mundo o maior tempo possível na temporada. A princípio vamos com força máxima, com aquilo que temos de melhor para enfrentar um grande adversário como o Botafogo- declarou o técnico.

    O atacante colombiano  Orlando Berrío e o lateral-esquerdo Renê já foram inscritos na competição. Ederson, que está em processo de transição física, entre academia e campo, também deve fazer parte da equipe, mas ainda não aparece na relação de inscritos no site da Federação. O prazo de inscrição de atletas para a competição termina hoje.

    Quatro dias depois de enfrentar o Botafogo, o Flamengo terá um novo desafio pela Copa da Primeira Liga. Depois de vencer o Grêmio, o Rubro-Negro enfrenta o América-MG na quinta-feira (16), no estádio Bezerrão, no Gama (DF), e no domingo (19), fecha a fase de classificação da Taça Guanabara contra o Madureira.

     

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  • Jorge levou 35 jogos para atingir marca que Trauco conseguiu em 4

    O belo passe para o gol de Éverton foi a quarta assistência do peruano Miguel Trauco em quatro jogos oficiais pelo Flamengo. O antecessor de Trauco, Jorge, vendido para o Monaco por 9 milhões de euros, levou 35 partidas para atingir a mesma marca.

    As assistências são uma marca do futebol de Trauco. Eleito melhor jogador do Campeonato Peruano em 2016, ele também liderou a competição em assistências, dando passes para companheiros marcarem 11 gols.

    No Flamengo, ele já deu passes para gols de Guerrero, Diego, Mancuello e agora Éverton. Ele também marcou um gol em sua estreia.

    Apesar do bom início de Trauco, o Flamengo contratou Renê, do Sport, para competir com o peruano pela vaga -e para substituí-lo quando ele estiver servindo a seleção.

     
     
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  • Berrío dedica gol à família, e recebe elogios de Zé Ricardo

    A estreia do atacante Orlando Berrío não poderia ser melhor. O colombiano que foi apresentado há pouco mais de uma semana, marcou o segundo gol do Flamengo na vitória por 2 a 0 sobre o Grêmio nesta quarta-feira (08), pela Copa da Primeira Liga. Berrío começou no banco de reservas, mas entrou na segunda etapa no lugar de Mancuello em um momento do jogo complicado para o Flamengo.

    O atacante foi bastante voluntarioso nos seus primeiros momentos com o Manto Sagrado, mas se mostrou um tanto quanto fora de sintonia com o time. Normal para quem está menos de duas semanas treinando em seu novo clube. Mas apesar dos passes errados, Berrío não se entregou. Correu, lutou, marcou, mostrando muita disposição- característica que a Nação Rubro Negra sempre exige de um jogador.

    Berrío mostrou que tem estrela ao marcar o gol no Mané Garrincha. Diego cobrou o escanteio, Guerrero cabeceou para o meio e o goleiro Bruno Grassi deu um tapa na bola. Na sequência o capitão Réver ainda tentou de calcanhar, mas a bola acabou sobrando para Berrío, que de peixinho, deixou o dele.

     

    Após a partida, o atacante elogiou a torcida e dedicou a vitória à família.

    -Muito feliz, muito contente por poder jogar com essa camisa que representa tanto. Feliz pela torcida que nos apoia sempre. Agradecer a Deus por marcar, também a minha esposa e minha filha, que estão na Colômbia, fazem muita falta, mas luto por elas (…) Essa torcida é espetacular, jogar por eles é muito motivante e de muita responsabilidade. Eles me apoiaram, espero retribuir ajudando em campo com gols – disse o camisa 28.

    Na entrevista coletiva, o técnico Zé Ricardo falou sobre a atuação do estreante Berrío. O treinador disse que o entrosamento do colombiano com o grupo acontecerá com o tempo, mas que para uma estreia, o jogador foi bem.

    -Berrío tem estrela muito grande. Ele estreou com vitória, marcando gol. Apesar de jogar 30, 33 minutos, percebemos doação muito grande. Ainda se encontra longe da forma ideal, mas o entrosamento vem com o tempo. Para uma estreia, acredito que foi atuação constante. Quando fizemos troca com duas linhas de quatro ele acabou tendo tranquilidade para jogar ao lado do Guerrero – analisou Zé Ricardo.

    Pela Copa da Primeira Liga, o Flamengo volta a campo na próxima quinta-feira (16), diante do América-MG, no estádio Bezerrão, no Gama (DF). Antes, o Mais Querido enfrenta o Botafogo pelo Campeonato Carioca. Para o Flamengo, o clássico vale vaga na semifinal da Taça Guanabara.

    Foto: Staff Images 

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