Autor: diogo.almeida1979

  • Raio cinco vezes no mesmo lugar: estreia com gol é marca do atual elenco

    A estreia de um novo contratado com gol, como aconteceu hoje com Orlando Berrío, é um roteiro que a torcida do Flamengo já viu cinco vezes com o atual elenco desde 2015. Veja como foram as outras vezes:

    Paolo Guerrero (Flamengo 2×1 Internacional, 8/7/2015)

    guerrero inter

    O peruano precisou de menos de 10 minutos como jogador do Flamengo para marcar o seu primeiro gol com a camisa rubro-negra – para ser exato, com a camisa branca, já que o Flamengo jogou com o uniforme reserva nesta partida. Ele ainda deu assistência para o segundo gol, de Éverton, sendo fundamental para o Flamengo quebrar um jejum de 13 anos sem vitórias no Beira-Rio.

    Réver (Flamengo 1×0 Cruzeiro, 15/6/2016)

    rever cruzeiro

    A série de estreia com gol continuou com um zagueiro. O gol de cabeça de Réver contra o Cruzeiro ajudou a quebrar um jejum ainda maior do que o encerrado na primeira partida de Guerrero: o Flamengo não derrotava o Cruzeiro no Mineirão desde 2001.

    Diego (Flamengo 2×1 Grêmio, 21/8/2016)

    diego gremio

    No mesmo palco e contra o mesmo adversário que Berrío, Diego marcou na vitória pelo Campeonato Brasileiro do ano passado na sua primeira partida pelo Flamengo

    Miguel Trauco (Flamengo 4×1 Boavista, 29/1/2017)

    trauco boavista

    O peruano foi o penúltimo a estrear com gol com a camisa rubro-negra. É verdade que ele entrou no segundo tempo do amistoso contra o Vila Nova, mas a estreia em jogos oficiais foi contra o Boavista. E foi uma estreia de gala, com duas assistências e gol

     
     
    O que você pensa sobre isso?


    Vire Apoiador do Mundo Bola: entenda melhor clicando nesse nesse link: bit.ly/ApoiadorMundo Bola

    Outras formas de ajudar este projeto:
    – Nosso site faz parte do plano de afiliados do Nação, o programa de sócio-torcedor do Flamengo. Se você clicar em bit.ly/STdoMundo Bola e aderir ao programa, ou até mesmo renovar seu atual plano, o Mundo Bola ganha 50% da sua primeira mensalidade.


  • Berrío mostra estrela na estreia e Fla derrota o Grêmio

    O colombiano Orlando Berrío entrou meio descalibrado. Usou muita força nos passes e desperdiçou um contra-ataque numa virada de bola muito mal feita. Mas mostrou estrela: na sua primeira finalização como jogador do Flamengo — e única no jogo — marcou, de cabeça, o gol que decretou a vitória por 2×0 contra o Grêmio na estreia do Primeira Liga, em Brasília.

    Dominante desde o início contra um time totalmente reserva do Grêmio, o Flamengo abriu o placar no fim do primeiro tempo. Após bela jogada de Diego, o peruano Miguel Trauco deu mais uma assistência – a sua quarta em quatro jogos – e Éverton chutou de primeira para vencer o goleiro Bruno Grassi.

    No segundo tempo, o Flamengo levou alguns sustos. Em chutes de fora da área, Bolaños e Everton levaram perigo, mas Muralha fez duas boas defesas.

    Berrío entrou no lugar de Mancuello e definiu o placar. Após cobrança de escanteio de Diego, Guerrero cabeceou para defesa de Bruno Grassi. No rebote, o colombiano empurrou de cabeça para as redes.

    – Estou muito contente com a estreia de hoje, essa camisa representa muito. Jogar para essa torcida é muito motivante, vou sempre entrar em campo e dar o meu máximo – disse Berrío.

    Com a vitória, o Flamengo assumiu a liderança do grupo B, já que América-MG e Ceará empataram em 0x0 na estreia. Os dois primeiros colocados de cada grupo se classificam para as semifinais.

    O Flamengo volta a campo no próximo domingo contra o Botafogo, pelo Campeonato Carioca. Já pela Primeira Liga o próximo duelo será contra o América-MG, na quinta-feira da semana que vem, também no Distrito Federal – só que no estádio Bezerrão, do Gama, com capacidade para cerca de 20 mil pagantes.

  • Redes sociais valem (MUITO) dinheiro

    Quando apareceu a notícia que a Carabao ia patrocinar o Flamengo, muito antes do contrato ser aprovado no conselho, as redes sociais da empresa de energéticos foram tomadas pela torcida rubro negra.

    Na época comentei isso nas redes sociais e muitos palmeirenses fizeram chacota, dizendo que não viam sentido nenhum em seguir patrocinadores. Até fiz um texto explicando isso mais a fundo.

    E não é só isso. Canso de ver comentários no Futebol Retweet falando “Que absurdo ficar comemorando RT”.

    MUITA gente ainda não entendeu que as redes sociais são muito mais do que uma maneira de uma marca manter contato com seus clientes. No caso de um time de futebol, do clube se comunicar com seus torcedores.

    O MKT Esportivo soltou uma matéria dizendo que o Real Madrid vai faturar 500 milhões de euros explorando a presença digital do clube por 10 anos. O Chelsea, que tem o segundo maior patrocínio de camisa do mundo, fatura 57 milhões de euros por ano. Ou seja, o Real Madrid vai faturar com site e redes sociais mais do que fatura com o patrocínio master da Emirates (34 milhões de euros).

    Siga o Flamengo em todas as redes sociais. Interaja, consuma o conteúdo. Mesmo sem gastar um centavo, você vai estar ajudando o clube a faturar mais.

     
    Luiz Filipe Carneiro Machado é publicitário e titular do blog CRF & ETC.
    Twitter: @luizfilipecm

     


    Este texto faz parte da plataforma de opinião Mundo Bola Blogs, portanto o conteúdo acima é de responsabilidade expressa de seu autor, assim como o uso de fontes e imagens de terceiros. O Mundo Bola respeita todas as opiniões contrárias. Nossa ideia é sempre promover o fórum sadio de ideias. Email: contato@fla.mundobola.com.

    Vire Apoiador do Mundo Bola: entenda melhor clicando nesse nesse link: bit.ly/ApoiadorMundo Bola

    Outra forma de ajudar este projeto:
    – Nosso site faz parte do plano de afiliados do Nação, o programa de sócio-torcedor do Flamengo. Se você clicar em bit.ly/STdoMundo Bola e aderir ao programa, ou até mesmo renovar seu atual plano, o Mundo Bola ganha 50% da sua primeira mensalidade.

  • Quinze dias do mais bonito dos sonhos

    “…E Renato desarma. Daí a Zico. Que bola para Alcindo! Alcindo avança, toca pra Jorginho, daí a Zico. O Galinho abre na esquerda, buscando Zinho, agora Bebeto. De primeira, lindo toque a Renato. O Flamengo gaaaasta a bola no Maracanã, que coisa fantástica, senhoras e senhores!”

    A Taça Guanabara chega à reta final, faltando três rodadas. Flamengo e Botafogo dividem a liderança, com o Vasco correndo por fora. Apenas essas três equipes ainda buscam o título.
    Fla-Flu.

    Zico é a novidade. Já treina com desenvoltura e não sente mais as dores musculares que o tiraram das últimas cinco rodadas. No entanto, a imprensa demonstra reunir dúvidas sobre a efetividade da entrada do Galinho. O Flamengo de Telê Santana, após um início claudicante (empate medíocre na Gávea por 0-0 contra o modesto Porto Alegre, 1-1 suado contra o Botafogo, 0-0 em Campos com o Americano e vitórias pouco convincentes sobre América, Bangu e Volta Redonda), parece estar encontrando uma forma de jogar. Justo agora, que o time fez dois bons jogos (4-0 Cabofriense e 3-0 Olaria), a entrada de Zico poderá, na visão de alguns cronistas, “travar” e “tirar o dinamismo” de uma equipe leve e técnica, que joga em velocidade. Pior, o Flamengo defensivamente “jogará com dez”, pois o Galinho, como não reúne condições físicas ideais, não ajuda na marcação.

    t1

    Esse é o pensamento de boa parte da crônica.

    Do outro lado, nas Laranjeiras, o cenário é tenso. Convivendo com salários atrasados, o elenco não disfarça sua insatisfação. Alguns jogadores começam a dar entrevistas insinuando que uma “ajuda” do Botafogo de Emil Pinheiro seria bem vinda (“Em tempos de carne escassa, um churrasquinho não cairia mal”). O capitão Edinho rechaça a ideia, acendendo um velado atrito no plantel. Para piorar, num dos coletivos da semana o ponta Marcelo Henrique, jóia da base, dá dois dribles desmoralizantes no titular Eduardo. Conhecido por seu temperamento difícil, no lance seguinte Eduardo acerta uma voadora no garoto, que se contorce em dores, com suspeita de trinca nas costelas. Marcelo Henrique é dúvida, mas acabará relacionado para o clássico, entre os reservas. Uma arma importante do time vai pro jogo no sacrifício.

    Mesmo com os problemas, o Fluminense tenta mostrar confiança. Com a confirmação da escalação de Zico, o volante Jandir provoca: “É bom que ele esteja em plenas condições, senão será melhor que fique em casa.”

    Ricardo Pinto, Carlos André, Torres, Edinho e Eduardo; Jandir, Donizete, Marcelo Gomes e Marquinho; Cacau e Hélio. Essa é a formação que o Fluminense mandará a campo. Apesar de não reunir chances de título, o tricolor pretende vencer, por conta da rivalidade e da possibilidade de juntar pontos na soma geral do campeonato, tentando alguma vantagem nas finais, caso vença a Taça Rio. Não é bom subestimar. Apesar de modesto, o time é aplicado e já venceu o Vasco, com boa atuação.

    Zé Carlos, Jorginho, Aldair, Zé Carlos II e Leonardo; Ailton, Zico, Zinho e Renato; Alcindo e Bebeto. É a primeira vez que o Flamengo manda a campo essa formação. A imprensa novamente crava, “é um time muito aberto. Ninguém marca. Flamengo terá sérias dificuldades e poderá sair de campo com uma derrota até contundente.”

    No entanto, ninguém, absolutamente ninguém, nem os mais otimistas, é capaz de imaginar o que está por vir.

    A atmosfera no Maracanã é perfeita, apesar do estranho horário de 18 horas. Nem mesmo a transmissão em TV aberta para o Rio é capaz de afugentar o público, que crava 40 mil nas arquibancadas. Fogos de artifício, sinalizadores, fumaça, cantos de louvor ou provocação, tudo contribui para o clima de clássico. As presenças de Zico e Edinho acendem um certo halo de nostalgia, remetendo a um tempo onde se praticava um futebol bonito, artístico, suave, algo praticamente extinto nestes rudes tempos, onde o preparo físico e a aplicação tática pautam a formação das equipes.

    Trila o apito.

    “Bebeto… volta com Leonardo…daí a Zinho…mais atrás a Aldair…agora Jorginho…de primeira! MAS QUE COISA! O OLÉ NÃO PARA!”

    t2

    O tresloucado desabafo do narrador, notório tricolor, se dá na parte final da segunda etapa. A essa altura, o Flamengo já vence por 3-0. No entanto, mais do que o placar dilatado, a exibição rubro-negra assombra e desconcerta. O Maracanã assiste a uma atuação que conjuga técnica refinada, aplicação tática e uma velocidade alucinante. O Flamengo passa um fenemê por cima do rival que, entregue, exangue e absolutamente sem capacidade de reação, aceita, agora, um olé que se estende por QUATRO minutos cronometrados. Bola de pé em pé, quase tudo de primeira, com um sincronismo de relojoaria, tintas do mais puro êxtase.

    A entrada de Zico, ao contrário do “anunciado”, AUMENTA a mobilidade da equipe. O Galinho vai jogar como uma espécie de “regista”, posicionado como um “segundo volante”, fazendo a saída de bola, atuando de uma intermediária a outra, sem participar das jogadas de choque, tendo o campo livre, à sua frente, para pensar. No lado esquerdo, Leonardo, Zinho e Renato Carioca (enfim atuando perto da área adversária, como um camisa 10, posição em que se destacou pelo América). Na direita, Alcindo, Jorginho e Ailton (este como primeiro volante, mas com liberdade para se mexer na lateral). Na frente, Bebeto, que se movimenta por todo o ataque, abrindo espaço para as infiltrações de Zinho, Renato ou Alcindo, que se revezam com o Baianinho no comando. Quando o time perde a bola, Zinho volta por dentro e Alcindo recompõe no meio, junto com Renato. Como não bastasse, Aldair, zagueiro muito técnico, também tem liberdade para apoiar, como elemento surpresa. É um time que imprime uma sufocante marcação em bloco, em todas as partes do campo. Capaz de atacar com linhas altas, os dez de linha no campo contrário, ou de esperar o adversário em seu território, igualmente compacto e, na retomada de bola, acionar, através de precisos lançamentos de Zico, os imparáveis Alcindo, Bebeto e Zinho. O jornalista João Saldanha, após o massacre, bem define: “Diziam que o meio-campo do Flamengo ‘não marca’, porque ninguém ali é brucutu. O meio do Flamengo cercava e imprensava com todo mundo, até tomar a bola. Compacto. Fechado. O adversário, cheio de cabeças de bagre que só corriam atrás da bola. Flamengo jogou futebol atual, moderno. Abram o olho. Vejam o que o Flamengo fez em campo. Atualizem-se.”

    O Flamengo ainda marca mais um gol, fechando a contagem em 4-0. Flamengo 4, Fluminense 0. Gols de Zé Carlos II (de cabeça, num preciso cruzamento de Zico), Alcindo (bonito sem pulo), Aldair (bela jogada individual) e Bebeto (escorando cruzamento rasteiro). É uma exibição de gala, uma partida “quase perfeita”, nas palavras de Telê.

    t3

    Chama a atenção a participação de Zico. Seus números são eloquentes: 36 passes (sendo 34 verticais para a frente, todos certos), uma assistência e cinco chutes a gol (dois com perigo). Quatro dribles e três desarmes. Com o jogo ainda 0-0, o Galinho vai cobrar uma falta na ponta esquerda. A torcida fluminense, talvez sem memória, grita “Bichado, bichado”. Não dá outra. Na cobrança, bola na cabeça de Zé Carlos II, gol. No fim do jogo, a massa flamenga se diverte e canta “bichado, bichado”, antes de exaltar Zico como seu Rei. “Bichado, eu? Ué, a torcida deles saiu de campo antes de mim”, responde Zico, às risadas.

    Penúltima rodada. Agora o Flamengo irá receber, na Gávea, o pequeno Nova Cidade, enquanto o destroçado Fluminense (Edinho, no vestiário após o Fla-Flu, deu um soco em um diretor e foi afastado do elenco. Os 0-4 para o Flamengo significaram a última partida do legendário capitão tricolor por sua equipe do coração) tentará juntar os cacos antes do clássico contra o Botafogo. Indiferente à crise do rival, Zico alerta: “é nesse jogo contra o Nova Cidade que teremos que provar que somos grandes.”

    Com efeito. O Nova Cidade, de Nilópolis (manda seus jogos em Mesquita) é uma equipe modesta, mas perigosa. Em sétimo lugar, vem surpreendendo como o melhor dos pequenos, capaz de arrancar pontos de Fluminense e Vasco (ambos 1-1). Vem de vitória sobre o América (2-1) e está em ascensão, confiante, como mostra seu treinador. “Vamos fechar uma retranca selvagem na Gávea. Eles ficarão descontrolados e poderemos até vencê-los. Por que não”?

    “QUEBRA, QUEBRA!!! Porrada neles!”

    t6

    Aos gritos, o goleiro Maurílio, do Nova Cidade, tenta exortar seus zagueiros a acabar com aquele tormento. Leva um sonoro esporro, dedos em riste, de um irritado Zico. “Foi desespero, bicho… de-ses-pe-ro!!!”, tentaria explicar, aos soluços, lágrimas incontroláveis, um desolado e envergonhado Maurílio aos jornalistas após o jogo.

    t5

    Zico na intermediária, bola longa para Alcindo, Zinho ou Bebeto. Daí a arrancada para um arremate, um cruzamento ou uma tabela com os laterais vindos de trás. Esse enredo se repete ao longo de noventa minutos, com impressionante regularidade e eficácia. O Nova Cidade ainda resiste por 25 minutos, por “méritos” dos afoitos Alcindo e Bebeto, capazes de desperdiçar sistematicamente as chances que aparecem. Mas após o primeiro gol, o time vermelho derrete e simplesmente não consegue acompanhar a imarcável movimentação do ataque flamengo.

    “Foi uma excelente apresentação de todo o time e o resultado de… ahn, de… desculpe, quanto foi o jogo mesmo?”, pergunta o goleiro Zé Carlos, constrangido, ao radialista que o entrevista. 8-1. OITO A UM. E, na avaliação da crônica, o resultado é excepcional. Para o Nova Cidade. Não fosse a ansiedade dos atacantes, especialmente de Bebeto (que, apesar dos quatro gols marcados, perdeu inúmeras oportunidades sozinho diante do goleiro, inclusive um pênalti), o placar facilmente superaria os dois dígitos. O Flamengo repete a atuação exuberante de uma semana antes e, encantada, a torcida retribui: “ê, ê, ê, ê, sem o Telê a Seleção vai se f…”, em alusão ao mau momento vivido pela Seleção de Lazaroni.

    Mais tarde, o Flamengo vê um Fluminense mordido e aguerrido travar um 0-0 com o Botafogo, no Maracanã. O rubro-negro agora é o líder isolado da Taça Guanabara. Com uma vitória simples sobre o Vasco, conquistará o título.

    Não será fácil. Os jornalistas vaticinam, “agora o Flamengo terá um adversário de verdade. Nada de um time desunido ou um pequeno deslumbrado. O adversário é o Vasco.”

    t4

    De certa forma, não deixa de haver lógica. O Vasco vem em ascensão, após um mau início. Duas vitórias por 3-0 sobre Bangu e América devolveram a confiança e a disposição aos de São Januário. O Vasco ocupa a terceira colocação e ainda reúne chances remotas de título. De qualquer forma, a vitória é importante, pois fará o time encostar no rival (embolando a briga pela melhor campanha, fator relevante na hora da decisão do Estadual) e, principalmente, decretando a “sena”. O time vem de uma sequência de cinco vitórias sobre o rubro-negro, fator que tem sido fartamente explorado por seus dirigentes. O treinador Sérgio Cosme avisa, “faremos marcação especial sobre Zico, é ele quem faz o Flamengo andar”. Os zagueiros do Vasco tentam intimidar Bebeto, “vamos entrar duro, muito duro. Ele não vai nem dominar a bola.”. Para aumentar a motivação, a direção do Vasco avisa que pagará “bicho dobrado” por vitória. O cenário converge para um jogo verdadeiramente sensacional.

    No entanto, Cosme parece preocupado. Assiste QUATRO vezes a um VT mostrando a forma do Flamengo jogar. Segue confuso. “A movimentação deles é muito complexa, teremos que estar muito concentrados”. Ao menos, seu time estará completo, sem qualquer problema para a escalação. Acácio, Paulo Roberto, Célio Silva, Leonardo e Mazinho; Zé do Carmo, Geovani, Bismarck e Roberto; Vivinho e Sonny Anderson.

    “Sempre sofri marcação especial na minha carreira. Mas agora, com 36 anos? Então não estou tão acabado assim, ao que parece”, ironiza Zico, referindo-se aos seus cada vez mais numerosos detratores, cronistas que, apressadamente, tentaram decretar o fim da carreira do craque. De qualquer forma, o Galinho treina, durante a semana, uma variante interessante, onde cairá mais para a ponta-direita, alternando-se com Zinho, que cobrirá o espaço no meio do campo. A ideia é confundir ainda mais a marcação do adversário. “Sena? Eu conheço é o Senna, aliás domingo tem corrida e ele vai ganhar. Ele ganha de manhã e a gente à tarde”, segue Zico, injetando confiança no time, especialmente nos mais jovens.

    No sábado, o Botafogo vence o Bangu (2-0) e assume provisoriamente a ponta, eliminando matematicamente o Vasco. O Flamengo precisa da vitória para sair de campo como campeão. Um empate provocará um jogo-extra com o alvinegro. Derrota manda a taça a Marechal Hermes.

    Maracanã enfeitado, cerca de 70 mil vozes digladiando-se. Do lado esquerdo, a esmagadora maioria em preto e vermelho, pronta para gritar “é campeão”. À direita, bandeiras ostentando ao centro uma solitária estrela ou a cruz de malta, camisas mescoladas, listradas ou com a faixa diagonal. É uma fusão de torcidas. O Flamengo irá enfrentar um arco-íris em preto e branco.

    “SAI, SAI! MEXE! ESTAMOS ACUADOS!”

    t7

    Lívido, suando frio, o treinador Sérgio Cosme tenta, em vão, tirar seu time das cordas. O Vasco passa mais de dois terços da primeira etapa confinado à sua intermediária. O Flamengo, surpreendendo a todos, começa a partida com uma marcação extremamente agressiva, linhas altas, e acua, estrangula, sufoca o rival. Sete, oito rubro-negros transitam pelos arredores da área vascaína. O domínio flamengo é tão verborrágico que, nos primeiros 45 minutos, o Vasco não acerta um mísero chute a gol. No entanto, o natural, o inevitável, o inexorável gol do Flamengo somente irá acontecer aos 42, quando Bebeto, num lance de raro oportunismo, aproveita um rebote de um escanteio e abre o placar.

    Na segunda etapa, o Flamengo entra com a mesma mentalidade arrasadora, mas recua um pouco as linhas, traiçoeiro. O Vasco avança, troca passes na intermediária. A defesa rubro-negra pressiona, aperta, toma a bola. Zico é procurado, está na ponta-direita. Recebe pelo alto, gira o corpo e acerta de sem-pulo um passe espetacular a Alcindo, que arranca e cruza na cabeça de Bebeto. 2-0.

    Segue-se um massacre. Bebeto sofre pênalti claro, ignorado. Aldair, emulando o Fla-Flu, arranca, dribla vários, mas se atrapalha na hora do chute. Em outro lance, Bebeto desperdiça na cara de Acácio. O Vasco parece em dia com suas obrigações religiosas. Vai escapando, por milagre, de sofrer uma goleada histórica.

    t10

    Até que o Flamengo relaxa. Inebriados com os gritos de “olé” e com a inusitada facilidade, os jogadores relaxam e passam a trocar passes de efeito, dispersivos. Num desses lances, Jorginho erra a saída de bola, e na sequência há uma falta pro Vasco, na entrada da área. Na cobrança, a bola vai a Ernane (que entrara no lugar de Sonny Anderson), que escora para Bismarck diminuir. O Vasco (e por tabela o Botafogo) volta ao jogo. Ensaia-se um drama. Enlouquecido, Zico grita e xinga tanto que alguns jogadores sairão de campo aos prantos. “Depois pedi desculpas. Sei que fui duro. Mas valia taça pô, não podia ficar ali dando toquinho.”

    O esporro de Zico parece dar resultado. Os gritos da torcida vascaína também ferem os brios do Flamengo, e, como que aceso um interruptor, o time volta a exercer um ritmo devastador. Zico começa a jogada. Agora a bola está com Zinho, deslocado pela direita, daí de volta a Zico, que rola para Bebeto. O baianinho percebe a chegada de Renato Carioca e apenas deixa a bola passar. Renato ajeita e dá um tapa, de leve, com “nojinho”, fazendo a bola morrer suavemente no canto. Flamengo 3, Vasco 1. Acabou.

    t9

    No tempo que resta, o Vasco, prudente, tranca-se na defesa, defendendo o que resta de sua dignidade. Sentindo a fatura liquidada, o Flamengo mantém o controle da bola e, dessa vez com seriedade, dedica-se a trocar passes esperando o relógio correr.

    “Ô, ô, ô, a sena acumulô…”, vão embora vascaínos, botafoguenses e o raio que os parta, ao som infernal de bocas e peitos flamengos. Trila o apito. O Flamengo é o Campeão da Taça Guanabara.

    t8

    As mais diversas circunstâncias impedirão que aquele onze mágico prospere. Fatores internos e externos solaparão com uma temporada que se anunciava tão promissora, mostrando que, muitas vezes, o maior adversário do Flamengo é o próprio Flamengo. Mesmo assim, felizes, muito felizes, são aqueles que viveram a experiência de presenciar o mais deslumbrante futebol de um time flamengo desde o mágico início dos Anos 80. Um futebol lírico, romântico, sofisticado, mas ao mesmo tempo pulsante, cortante, feérico, passional. Um time capaz de marcar, em três jogos, sendo dois clássicos, um total de 15 gols. Uma equipe indelével, inesquecível, posto que (ou talvez por isso) fugaz. Que fez o torcedor flamengo escancarar-se no mais feliz dos sorrisos. O sorriso da alma. Sim, foi para nunca mais esquecer. Para guardar com o mais terno dos carinhos.

    Quinze dias. Quinze dias do mais bonito dos sonhos.

    (PS – Ayrton Senna venceu o GP de San Marino, em Imola-ITA, realizado em 23 de abril de 1989, no dia da Final da Taça GB. Zico acertou a previsão)

    Adriano Melo escreve seus Alfarrábios todas as quartas-feiras aqui no Mundo Bola e também no Buteco do Flamengo.
    Siga-o no Twitter: @Adrianomelo72

    Deixe seu comentário!


    Este texto faz parte da plataforma de opinião Mundo Bola Blogs, portanto o conteúdo acima é de responsabilidade expressa de seu autor, assim como o uso de fontes e imagens de terceiros. O Mundo Bola respeita todas as opiniões contrárias. Nossa ideia é sempre promover o fórum sadio de ideias. Email: contato@fla.mundobola.com.

    Vire Apoiador do Mundo Bola: entenda melhor clicando nesse nesse link: bit.ly/ApoiadorMundo Bola

    Outra forma de ajudar este projeto:
    – Nosso site faz parte do plano de afiliados do Nação, o programa de sócio-torcedor do Flamengo. Se você clicar em bit.ly/STdoMundo Bola e aderir ao programa, ou até mesmo renovar seu atual plano, o Mundo Bola ganha 50% da sua primeira mensalidade.

  • Em reunião, moradores da Ilha exigem do Fla menor impacto possível

    Na noite desta terça-feira (7/02), aconteceu a primeira reunião de moradores da Ilha do Governador para discutir a impacto dos jogos do Flamengo pelos próximos três anos. A ideia partiu da vereadora Tânia Bastos (PRB), ao ouvir demandas da população, e contou com o apoio da Superintendência da Ilha, antiga Subprefeitura, onde ocorreu o encontro, intermediado pelo recém empossado superintendente Daniel Balbi e pelo administrador regional Márcio Pimenta.

    Coube a Daniel Balbi abrir a reunião dizendo que a ideia era ouvir os moradores para que houvesse, após anotações das prioridades, um esforço entre Prefeitura, clubes e demais autoridades. O diretor-geral (CEO) do Flamengo, Fred Luz, que representava o presidente Eduardo Bandeira de Mello, que não pôde comparecer, disse em sua primeira fala que o clube estava preocupado com o bem-estar dos moradores da Ilha do Governador e que a reunião era muito importante para o planejamento em dias de jogos.

    Cerca de 50 moradores estavam presentes, a maioria eram síndicos(as) de condomínios próximos ao estádio Luso-Brasileiro. Também estavam presentes representantes da Guarda Municipal, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. O presidente da Lusa, João do Rêgo, não deixou de comparecer. A vereadora Tânia Bastos, que mora no bairro da Portuguesa estava no auditório. Representantes de torcidas organizadas do Flamengo também se fizeram presentes.

    Os moradores começaram apontando os problemas. E eles eram muitos. Em tom de desabafo, alguns síndicos contaram como a experiência recente da Arena Botafogo tornou a vida dos moradores um inferno e as ruas no entorno do “Estádio dos Ventos Uivantes” um caos. Moradores de outros bairros da Ilha apontaram como principal problema o acesso de quem quer entrar ou sair da Ilha nos horários de jogos. Uma moradora, com uma filha acamada, que necessita de cuidados constantes, relatou que em dias de jogos do Botafogo, médicos não conseguiram chegar à sua casa. Outro morador lembrou de uma ambulância que teve dificuldades em levar um paciente ao Hospital Evandro Freire na hora do rush de torcedores.

    Os relatos de flanelinhas extorquindo e ameaçando moradores foram muitos. “Eu coloco meu carro numa vaga em frente ao meu prédio há anos. Em dia de jogo era obrigado a pagar 20 reais, caso contrário meu carro poderia sofrer algum tipo de vandalismo, como os de outros vizinhos meus”, contou um antigo morador da Portuguesa. Um outro morador reclamou de churrascos e concentração de Organizadas do Botafogo, horas antes dos jogos, na Praça Elis Regina, área de lazer do bairro.

    O grande número de ambulantes e a falta de limpeza após os jogos, quando toneladas de latinhas e resíduos orgânicos não eram imediatamente recolhidos também tomaram a pauta. Os casos de falta de educação eram diversos e os casos protagonizados por mijões foram realmente um capítulo completo à parte.

    A violência traumatizou moradores. As ruas eram palcos de brigas constantes entre os próprios botafoguenses, saques e depredações aumentaram vertiginosamente. Muitos moradores utilizavam sua fala para verdadeiros desabafos emocionais. Uma moradora visivelmente emocionada por um incidente deixou que a raiva e o preconceito com a Maior Torcida do Mundo aflorasse: “se com o Botafogo, Fluminense foi terrível. Imaginem como o Flamengo. A Ilha não tem condições de receber esse tipo de gente”, vociferou.

    O síndico de um condomínio disse que a PM, por conta de uma briga generalizada após um jogo, fez com que cerca de dois mil torcedores do Botafogo cortassem caminho por dentro do seu condomínio. O resultado no outro dia foi um prejuízo enorme para os condôminos, que contabilizaram roubos e depredações nos blocos de apartamentos. “Quem vai pagar a conta se acontecer novamente? O Flamengo?”, perguntou o administrador, com indignação.

    O fato que ficou claro na reunião é que a maioria dos moradores não estavam orquestrando um veto ao Flamengo. Conversando com a maioria dos presentes constatamos, na verdade, uma preocupação natural com o bem-estar de suas famílias.

    O Botafogo deixou sequelas graves. Nenhum tipo de reunião com moradores foi feito. O presidente João do Rêgo se mostrou indignado com o tratamento dado pelo clube de General Severiano: “o Botafogo não fez nada para organizar, nada. Planejamento nenhum, nem com a Polícia Militar”. O Comandante Ricardo, Diretor de Operações da Guarda Municipal, confirmou o descaso alvinegro: “nunca fui chamado para reunião nenhuma”.

    A vereadora Tânia Bastos se mostrou surpresa com a repercussão negativa da reunião: “ano passado tentamos a todo custo fazer esta reunião antes da entrada do Botafogo no bairro. Infelizmente obstruções políticas ficaram à frente das demandas da população. Agora só estamos fazendo o certo e até o presidente do Flamengo se mostrou contente com a iniciativa dessa reunião. A prefeitura anterior não teve sensibilidade com os moradores, a subprefeitura da época não fez seu dever de casa. Essa reunião ocorre por uma demanda da população da Ilha”.

    Depois das críticas, era a hora de se buscar algumas propostas de soluções. Um morador que trabalha como ambulante, inclusive em dias de jogos na Portuguesa, propôs que os ambulantes fossem cadastrados pela Superintendência. Um síndico de um grande condomínio vizinho ao estádio pediu que a Comlurb lavasse as ruas após os jogos, assim como é feito em ruas de feiras. O principal pedido tem relação com o acesso ao entorno: a ideia que parece mais natural é emular um pouco do plano diretor dos jogos Arena Petrobrás de 2005, quando a Portuguesa cedeu pela primeira vez o Luso-Brasileiro para jogos de grandes torcidas. Na época, diversas ruas eram fechadas e o acesso era restrito a moradores que apresentassem suas contas de luz ou água, comprovando residência. Outro fator positivo foi a presença de diretores de diversas Torcidas Organizadas, que foram unânimes em confirmar que farão exatamente tudo que o Flamengo pedir.

    A questão do transporte público foi lembrado, guardando ressalvas ao fato de ser um problema acima da esfera do Flamengo, a vereadora Tânia Bastos indicou uma conversa com o Metrô para conseguir que o metrô da superfície (ônibus que estendem a viagem de passageiros na saída de algumas estações) fizesse integrações a partir de várias estações. Outro grande problema é que a Ilha está sem o serviço de Barcas. O superintendente Daniel Balbi, junto ao administrador regional Márcio Pimenta, que também acompanhou a reunião, informou que já existe um esforço para a retomada do serviço.

    Em sua última fala, Fred Luz explicou aos moradores que o Flamengo fará de tudo para organizar da melhor maneira possível seus jogos e causar o menor impacto possível na Ilha, especialmente ao entorno do estádio reformado. Algumas demandas não dependem exclusivamente do Flamengo: “contarei com o apoio de todas as autoridades presentes aqui para que possamos em conjunto, trabalhando de maneira organizada”.

     

    Arena Petrobrás: primeira vez que o Luso-Brasileiro foi usado pelo Fla, em 2005.
    Arena Petrobrás: primeira vez que o Luso-Brasileiro foi usado pelo Fla, em 2005.

     

    José Richard, presidente da Associação Comercial da Ilha também deixou um importante recado aos moradores: “queremos prolongar a estada dos torcedores na Ilha. Que ao final dos jogos ele não pegue o carro e vá embora de uma vez, contribuindo para o congestionamento da saída da Ilha. Vamos criar uma campanha, com panfletos, para que o torcedor do Flamengo visite nossa rede de restaurantes após as partidas. Será muito bom para o comércio. Conto com a ajuda do Flamengo nesta campanha, com a força do clube nas redes sociais, no site, indicando estabelecimentos.”

    Ao término da reunião, muitos daqueles mais exaltados moradores, preocupados, se mostravam menos desconfiados com a chegada do Flamengo na Ilha. Um morador ressaltou que as soluções não podem ser perseguidas depois da instalação do caos, e que o planejamento de todos os entes envolvidos deve ocorrer antes do primeiro jogo do Flamengo. O grande resumo da reunião foi mesmo que a democracia ganhou uma pequena luta. E que o Flamengo pode ser mais do que um clube, quando entende e se determina a isso.

     
    O que você pensa sobre isso?


    Vire Apoiador do Mundo Bola: entenda melhor clicando nesse nesse link: bit.ly/ApoiadorMundo Bola
     
    Outra forma de ajudar este projeto:
    – Nosso site faz parte do plano de afiliados do Nação, o programa de sócio-torcedor do Flamengo. Se você clicar em bit.ly/STdoMundo Bola e aderir ao programa, ou até mesmo renovar seu atual plano, o Mundo Bola ganha 50% da sua primeira mensalidade.


  • Com Berrío, Fla encara um Grêmio até com técnico reserva

    O Flamengo estreia hoje na Primeira Liga contra um Grêmio que será reserva do goleiro ao técnico. O treinador Renato Gaúcho não viajou para Brasília e preferiu ficar em Porto Alegre preparando os titulares para o próximo compromisso do Campeonato Gaúcho. A equipe será comandada pelo auxiliar Alexandre Mendes.

    – A presença na beira do campo não dá ao técnico melhores condições de ver o jogo do que pela televisão. Pode se discutir, mas optamos por ele ficar com o grupo principal. No momento que decidimos pelos reservas, significou optar que o Alexandre Mendes comandasse o grupo – afirmou o vice de futebol gremista, Odorico Roman.

    O Grêmio reserva, porém, contará com velhos conhecidos da torcida rubro-negra: o lateral Léo Moura, que ficou no Flamengo por quase dez anos e entrou para a lista dos dez atletas com mais jogos com a camisa rubro-negra na história, fará sua estreia pelo Grêmio; o zagueiro Bressan, emprestado pelo clube gaúcho em 2015, também começa jogando; assim como o atacante Fernandinho, que esteve no Flamengo na última temporada e tem muitos amigos no elenco.

    O Grêmio deve ser escalado com Bruno Grassi; Leo Moura, Rafael Thyere, Bressan e Cortez; Arthur, Michel, e Kaio; Miller Bolaños, Everton e Fernandinho.

    Já o Flamengo terá a estreia do colombiano Orlando Berrío, regularizado ontem. Não se sabe se o técnico Zé Ricardo pretende aproveitar o reforço desde o início ou escalá-lo no segundo tempo. Os outros reforços que já foram a campo nessa temporada, Trauco e Rômulo, estrearam logo como titulares.

    O jogo contra o Grêmio acontece às 19h30 no estádio Mané Garrincha, em Brasília, palco também do último confronto entre os dois clubes, pelo Brasileiro do ano passado, vencido pelo Flamengo por 2×1. Flamengo e Grêmio estão no grupo B da Primeira Liga, o mesmo de América-MG e Ceará, que empataram na estreia por 0x0. Os dois primeiros colocados avançam para as quartas de final.

    O que você pensa sobre isso?


    Vire Apoiador do Mundo Bola: entenda melhor clicando nesse nesse link: bit.ly/ApoiadorMundo Bola

    Outras formas de ajudar este projeto:
    – Nosso site faz parte do plano de afiliados do Nação, o programa de sócio-torcedor do Flamengo. Se você clicar em bit.ly/STdoMundo Bola e aderir ao programa, ou até mesmo renovar seu atual plano, o Mundo Bola ganha 50% da sua primeira mensalidade.


  • Arbitragem definida para a estreia do Mengão na Primeira Liga

    Na próxima quarta-feira (7), às 19h30, o Flamengo terá pela frente o Grêmio, em sua estreia na Primeira Liga, no Estádio Mané Garrincha. Para apitar a partida, a ANAF escalou o árbitro Bráulio da Silva Machado (ASP-FIFA) e os auxiliares Kleber Lucio Gil e Carlos Berkenbrock – todos de Santa Catarina.

    Mesmo sendo eleito o segundo melhor árbitro das séries A e B do Campeonato Brasileiro 2016, o catarinense não conseguiu escapar das polêmicas. No ano passado, o presidente do Atlético Paranaense ficou na bronca com Bráulio, após derrota em jogo contra o Atlético Mineiro, na 21ª rodada do Brasileirão. Na ocasião, o árbitro marcou um pênalti duvidoso para o clube mineiro e deixou de marcar um a favor do Atlético PR.

    Histórico em jogos do Flamengo

    Em partidas do Mais Querido, é apenas a quinta vez que Bráulio da Silva Machado fica responsável pelo apito. Nestes, ele aplicou 14 cartões – 9 contra o Flamengo –, sua média geral é de 5 cartões por jogo.

    O confronto entre Flamengo x Grêmio, na quarta-feira, não é o primeiro apitado pelo catarinense. Em 2015, o árbitro esteve presente na vitória do Tricolor Gaúcho sobre Rubro-Negro (2 a 0), em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro – O auxiliar Carlos Berkenbrock também esteve neste jogo. Na ocasião, Guerrero foi expulso, após fazer gestos irônicos para o árbitro – reclamando de uma falta marcada contra o Flamengo.

    Paolo Guerrero sendo expulso pelo árbitro Braulio da Silva Machado. Foto: Ricardo Rimoli/Lance!Press
    Paolo Guerrero sendo expulso pelo árbitro Braulio da Silva Machado. Foto: Ricardo Rimoli/Lance!Press

    Polêmica no ano passado

    Sua última atuação em uma partida do Mengão foi no empate por 2 a 2 contra o Atlético Mineiro, em Minas Gerais, na 33ª rodada do Brasileirão 2016. Em um jogo onde ambas as equipes buscavam diminuir a distância para o líder Palmeiras, o presidente Eduardo Bandeira de Mello não ficou nada satisfeito com a atuação do árbitro.

    – O resultado foi excelente para o Palmeiras como todos os resultados têm sido excelentes para o Palmeiras. Quero dizer exatamente o que eu falei, sem armadilhas – afirmou à época.

    O principal motivo da insatisfação foi uma falta do venezuelano Otero no volante Márcio Araújo. Como a infração não foi marcada, o Atlético ganhou um arremesso lateral que, após a cobrança, resultou no pênalti de Réver em Fred. Na cobrança, Robinho converteu.

    Foto: Gilvan de Souza / Flamengo
    Atlético Mineiro x Flamengo, 33ª rodada. Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

    Scout do juíz em jogos do Fla

    Vitórias: 2

    Empates: 1

    Derrotas: 1

     

    O que você pensa sobre isso?


    Vire Apoiador do Mundo Bola: entenda melhor clicando nesse nesse link: bit.ly/ApoiadorMundo Bola

    Outra forma de ajudar este projeto:
    – Nosso site faz parte do plano de afiliados do Nação, o programa de sócio-torcedor do Flamengo. Se você clicar em bit.ly/STdoMundo Bola e aderir ao programa, ou até mesmo renovar seu atual plano, o Mundo Bola ganha 50% da sua primeira mensalidade.


  • Sobre Flamengo e Nova Iguaçu (mas na verdade sobre Mancuello)

    Todo esporte, por mais que pareça em sua essência algo puramente físico, também envolve uma grande parcela de esforço intelectual. Mesmo a luta mais violenta exige algum tipo de estratégia, mesmo o levantamento mais bruto de peso exige uma técnica específica, mesmo o esforço mais instintivo quase sempre esconde por trás de si uma parcela de análise e decisão.

    E no futebol, mais ainda. Não apenas por ser um jogo de ocupação de espaços, cálculo de trajetórias, disputa por dominância física, mas também porque se tem uma coisa que aprendemos assistindo anos de anos desse esporte é que não adianta o jogador ser muito rápido, muito forte, pegar muito bem na bola, se ele também for, por falta de expressão melhor, burro pra caralho.

    mancuello

    Exatamente por isso eu venho me impressionando tanto com Manucello. Não apenas pela capacidade técnica, não apenas pela maneira como pega na bola e pela intensidade em campo, não apenas porque eu tenho a sensação de que a última vez que o Flamengo fez um gol de fora da área numa partida oficial os dinossauros ainda andavam pela terra e atuávamos sempre contra times europeus porque a Pangeia facilitava o acesso.

    Me impressiona a inteligência do Mancuello. Não só a inteligência do passe acertado, de tentar a cobrança de falta direto e surpreender o goleiro, de saber se posicionar. Mas a inteligência necessária pra saber que quando ele treina durante as férias e mostra isso no Instagram, no Twitter, ele não só sai na frente em termos de preparação – note como o gringo começou o ano voando – mas ele também deixa claro pra torcida que ele não está no Flamengo de sacanagem, ele não veio pra passear, que nem todo argentino é um Lucas Mugni.

    mancuello fla x nova iguaçu

    A inteligência de saber que num time cheio de nomes pra posição em que ele joga vai ser mostrando versatilidade, ganhando a confiança do técnico, deixando claro que se precisar ele pega até no gol e usando uma peruca moicana pra parecer o Muralha, que ele vai aumentar as chances de mostrar serviço e de garantir uma vaga de titular no time.

    Mancuello vem se mostrando não apenas um atleta que tem capacidade para contribuir dentro de campo como um cara inteligente fora dele, o tipo de coisa que um Flamengo que tanto sofreu com jogadores de imenso potencial mas de limitada vontade de contribuir ou capacidade cognitiva tão reduzida que não seriam capazes de montar um quebra-cabeça cuja caixa diz “sugerido para idades até 8 anos” precisa bastante.

    20170204170740_231

    De uma partida contra um time fraco, cujo principal fator de dificuldade era menos o adversário e mais a escalação feita por Zé Ricardo – entrar com Gabriel, Márcio Araújo e Adryan foi uma boa maneira de tirar o torcedor rubro-negro da sua zona de conforto após duas vitórias tranquilas – essa foi uma das coisas que mais me impressionaram, o conjunto da obra do argentino.

    O Flamengo vem formando um bom grupo, trazendo peças que contribuem e é quando precisamos mesclar titulares e reservas que isso fica mais claro, como nessa partida em que Márcio Araújo veio bem, Damião entrou e contribuiu e até mesmo Cirino – que deus nos ajude – participou de uma jogada de gol. As próximas partidas, contra times grandes, representarão um desafio bem maior, mas cada vez confio mais no futebol – e na inteligência – desse grupo.
     


    Este texto faz parte da plataforma de opinião Mundo Bola Blogs, portanto o conteúdo acima é de responsabilidade expressa de seu autor, assim como o uso de fontes e imagens de terceiros. O Mundo Bola respeita todas as opiniões contrárias. Nossa ideia é sempre promover o fórum sadio de ideias. Email: contato@fla.mundobola.com.

    Vire Apoiador do Mundo Bola: entenda melhor clicando nesse nesse link: bit.ly/ApoiadorMundo Bola

    Outra forma de ajudar este projeto:
    – Nosso site faz parte do plano de afiliados do Nação, o programa de sócio-torcedor do Flamengo. Se você clicar em bit.ly/STdoMundo Bola e aderir ao programa, ou até mesmo renovar seu atual plano, o Mundo Bola ganha 50% da sua primeira mensalidade.

  • Flamengo negocia renovação com Gabriel

    Único jogador no elenco desde o início do primeiro mandato de Eduardo Bandeira de Mello, o meia-atacante Gabriel deve ter o seu contrato, que vai até o fim desta temporada, renovado nos próximos dias. A intenção foi revelada pelo diretor de Futebol, Rodrigo Caetano, na entrevista coletiva de apresentação do lateral-esquerdo Renê.

    – Renovamos com o Éverton, deveremos ter renovação também do Gabriel, e assim sucessivamente, porque não é somente trazer, é você fazer manutenção do elenco, manter o ativo.

    Titular no fim da temporada passada, Gabriel perdeu a vaga no time com o novo esquema do técnico Zé Ricardo, que vem aproveitando o argentino Mancuello como falso ponta. Mas ele agradou o treinador ao jogar improvisado na função de armador na última partida.

    – Ele é versátil, que tem a capacidade de fazer várias funções ali no meio. É um jogador importante, que tem quase 200 jogos pelo Flamengo, e a gente conta muito com ele. Sabia que com ele e o Márcio (Araújo), que eram dois jogadores que terminaram o ano passado como titulares, a gente ia conseguir manter o nível. E o Gabriel conseguiu cumprir o que eu pedi – afirmou o técnico.

    O atual contrato de Gabriel com o Flamengo, ainda o mesmo assinado na sua chegada, vai até 31 de dezembro deste ano. O Flamengo possui 50% dos direitos econômicos do jogador baiano. Gabriel já disputou 185 jogos pelo Flamengo e marcou 21 gols.

    Além de Éverton, citado por Caetano, o Flamengo também renovou recentemente os contratos de Willian Arão e Alex Muralha.

    O que você pensa sobre isso?


    Vire Apoiador do Mundo Bola: entenda melhor clicando nesse nesse link: bit.ly/ApoiadorMundo Bola

    Outras formas de ajudar este projeto:
    – Nosso site faz parte do plano de afiliados do Nação, o programa de sócio-torcedor do Flamengo. Se você clicar em bit.ly/STdoMundo Bola e aderir ao programa, ou até mesmo renovar seu atual plano, o Mundo Bola ganha 50% da sua primeira mensalidade.


  • Nos planos de Zé Ricardo, César não disputa jogo oficial desde 2015

    Emprestado à Ferroviária, o goleiro César deve ser reintegrado ao elenco do Flamengo para a disputa do Campeonato Brasileiro, segundo revelou hoje o diretor de Futebol, Rodrigo Caetano. César vem para suprir a ausência de Paulo Victor, emprestado por um ano e meio ao Gaziantepspor, da Turquia. Neste início de temporada, Thiago, campeão da Copinha em 2016,e Gabriel Batista, titular da competição neste ano, foram inscritos no Carioca como reservas de Paulo Victor e devem ocupar as mesmas vagas na primeira lista da Libertadores – é possível fazer até três trocas antes das oitavas de final.

    – Thiago hoje é o nosso segundo goleiro, por enquanto o Gabriel é o terceiro. Até o início da Libertadores, a gente vai seguir avaliando ou não a necessidade de trazer mais um goleiro. Mas muito possivelmenterepatriando o César, que está emprestado à Ferroviária, que também é formado no Flamengo. Ele voltando, o que foi sugestão até da comissão técnica, teremos entre os três goleiros principais dois campeões da Copinha. Vimos com bons olhos essa sugestão – disse Rodrigo Caetano.

    César foi campeão da Copa São Paulo em 2011 e era tido como uma grande promessa do gol rubro-negro. Deixou a torcida ainda mais esperançosa na sua primeira atuação como profissional, quando fez várias defesas espetaculares contra o Cruzeiro, na última rodada do Campeonato Brasileiro. Em 2015, porém, quando Paulo Victor sofreu uma grave lesão e César teve que assumir o gol por um período mais longo, o resultado foi dececpcionante: o goleiro falhou muito e acabou saindo dos planos do Flamengo, que o emprestou no inicio de 2016 para a Ponte Preta e trouxe Alex Muralha, a princípio como novo reserva de Paulo Victor. Pela Ponte, César não entrou em campo uma unica vez. Ele também é reserva na Ferroviária – entrou no segundo tempo do amistoso contra o Corinthians. Seu último jogo oficial foi em dezembro de 2015, na derrota para o Palmeiras, ainda pelo Flamengo. Ele tem 20 jogos como profissional e 22 gols sofridos.

    O goleiro é um dos poucos remanescentes da Copinha 2011 a ainda terem contrato com o Flamengo. Adryan está no elenco atual, e Rafinha e Muralha estão emprestados para clubes do futebol asiático.

     
     
    O que você pensa sobre isso?


    Vire Apoiador do Mundo Bola: entenda melhor clicando nesse nesse link: bit.ly/ApoiadorMundo Bola

    Outras formas de ajudar este projeto:
    – Nosso site faz parte do plano de afiliados do Nação, o programa de sócio-torcedor do Flamengo. Se você clicar em bit.ly/STdoMundo Bola e aderir ao programa, ou até mesmo renovar seu atual plano, o Mundo Bola ganha 50% da sua primeira mensalidade.